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ANAIS

ANAIS DO 9º SIMPÓSIO DE INTEGRAÇÃO CIENTÍFICA E


TECNOLÓGICA DO SUL CATARINENSE

24 a 26 DE NOVEMBRO DE 2020
EVENTO VIRTUAL

ISSN: 2526-4044
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

S612a Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense


(9: 2020 : Evento Virtual)
Anais [recurso eletrônico] / 9. Simpósio de Integração Científica e
Tecnológica do Sul Catarinense, SICT Sul. Santa Rosa do Sul: IFC, 2020.
986 p.

Disponível em:
<http://criciuma.ifsc.edu.br/anais-sict-sul/>

1. Pesquisa. 2. Sict-Sul. 3. Inovação. I. Dominguini, Lucas. II. Título.

ISSN: 2526-4044.

CDD 001.4
9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

INSTITUIÇÕES ORGANIZADORAS
Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Criciúma
Instituto Federal Catarinense (IFC), Câmpus Santa Rosa do Sul
Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Araranguá
Instituto Federal Catarinense (IFC), Câmpus Sombrio
Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Câmpus Tubarão
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Câmpus Araranguá

ORGANIZAÇÃO DO EVENTO

ANTONIO CARLOS SOBIERANSKI


BRUNA SAVI TONELLI
CLAUS TRÖGER PICH
CRISTINA CLAUMANN FREYGANG
ELIETE DE FÁTIMA FERREIRA DA ROSA
FERNANDO SILVANO GONÇALVES
GIOVANA LETICIA SCHINDLER MILANEZE
HENRI CARLO BELAN
JAQUELINE JOSIWANA STEFFENS DA ROCHA
KAROLINE GONÇALVES NAZÁRIO
KÊNIA ZANELLA
LUCAS DOMINGUINI
LUCAS SCHMIDT
MARISILVIA SANTOS
MIRIAN ROCHO DA ROSA SILVEIRA
TATIANA PINEDA VASQUÉZ
THAYSE GONÇALVES DA SILVA
TIAGO ELIAS FRIZON
VICTOR MARTINS DE SOUSA

O 9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (SICT-Sul) foi


realizado em formato virtual e ocorreu entre os dias 24 e 26 de novembro de 2020. Compuseram o
evento:
• Salão de Iniciação a Pesquisa e Extensão (SIPE) – IFC, Câmpus Avançado Sombrio.
• Seminário de Pesquisa, Extensão e Inovação (SEPEI) – IFSC, Câmpus Criciúma.
• Semana de Ciência e Tecnologia UFSC, centro Araranguá.
• Salão de Iniciação à Pesquisa, Extensão e Inovação (SIPEI) – IFSC, Câmpus Araranguá.

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9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

• Salão de Iniciação a Pesquisa e Extensão (SIPE) – IFC, Câmpus Santa Rosa do Sul.
• Seminário de Inovação e Tecnologia, (SEMIT) – IFSC, Câmpus Tubarão

COMISSÃO CIENTÍFICA

AILTON DURIGON
ALEXANDRE DAVID FELISBERTO
ALEXANDRE GONÇALVES
ALINE HILSENDEGER PEREIRA DE OLIVEIRA
ANDERSON AUGUSTO MULLER
ANDRÉ CHIBIAQUI
ANDRÉ GATTO
ANDREI BONAMIGO
ANDRESSA BELAN
ANITA FERNANDES
BERNARDO BORGES
BRUNA MELLER
BRUNA TONELLI
BRUNO PEREIRA MARIANO
CARLA SANTOS
CARLOS KRAUSE
CARMINE ACKER
CAROLINA SANTOS
CATHERINE AMORIM
CLAUDIA LIRA
CLÁUDIO LUZ
CLAUS PICH
CLEIDSON ALVES
CLODOALDO MACHADO
CRISLAINE GRUBER
CRISTINA CLAUMANN FREYGANG
DALILA TELES LEÃO MARTINS
DALVANA GAMA
DARC FEIJO DA ROCHA
DIEGO FABRE

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9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

DIEGO SANTOS
DOUGLAS ANDRÉ WÜRZ
EDUARDO SEIBERT
ELAINE VIRMOND
ELIANDRA MARQUES
ELIANE POZZEBON
ELIANE POZZEBON
ELIDIO ANGIOLETTO
ELIETE FERREIRA DA ROSA
ELIETE ROSA
EMERSON NASCIMENTO
EMERSON SERAFIM
EROS COMUNELLO
FABIO DE LA ROCHA
FABRÍCIO DA SILVA
FABRICIO DIAS
FERNANDO FAUSTINI ZARTH
FRANCIELE OLIVEIRA
FRANCIELLY FELIPETTI
FRANCIELLY FELIPETTI
GEÓVIO KROTH
GIOVANA SCHINDLER MILANEZE
GIOVANI LUNARDI
GIOVANI SOUZA
GUILHERME DA SILVA
GUILHERME DE SANTANA WEIZENMANN
HELMO BATISTA DE ARAUJO
IURI DESTRO
IVAR SARTORI
JEAN PIMENTA
JESSICA SCHMIDT-BELLINI
JORGE ANGELONI
JOSE CABRAL
JULIANA CASALI
JULIANI CONTI MARTINS DOMINGUINI

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9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

JULIO BRAGAGLIA
KARLA GOULARTE
KATIA MADRUGA
LADISLEI CASTRO
LEANDRO NANDI
LEE ELVIS SIQUEIRA DE OLIVEIRA
LEILA BELTRÃO
LILIANE CERDOTES
LILIANE CERDOTES
LUCAS BARCHINSKI
LUCAS DOMINGUINI
LUCAS SCREMIN
LUCIANO PFITSCHER
LUCILÉIA MARCON
LUCIMAR ARAUJO
LUCYENE NUNES
LUIZ BELCHIOR
MAGNOS PIZZONI
MAINARA CASCAES
MAÍRA COLA
MARCELO DAL BÓ
MARCIO PAULO
MARCOS NOHATTO
MARCOS STROSCHEIN
MARLEIDE COAN CARDOSO
MARTIN VIGIL
MATEUS PIRES
MATHEUS LEIBÃO
MATHEUS VELASQUES
MATHIAS SCHRAMM
MAURICIO ANASTÁCIO
MAURÍCIO MELO
MICHAEL NUNES
MICHELE GUIZZO
MIGUELANGELO ARBOITTE

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9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

MILENA BRANDÃO
MIRIAN R. DA ROSA SILVEIRA
MIRTES BARBOSA
NARACELIS POLETTO
NESTOR PANZENHAGEN
OCTAVIO VIANA
ORLANDO GONNELLI NETTO
OTÁVIO DOS ANJOS LEAL
PATRICK GIRELLI
PEDRO ROSSO
PHILIPPE PAULETTI
PIERRY TEZA
RAFAEL CAMPOS
RAMON DA CUNHA
RAMON FERNANDES
RAQUEL DA SILVA
REGINA ANTONIO
RENAR BENDER
RITA DA SILVA
ROBERTA STOCKMANNS
ROBERTH JESUS DE-CARVALHO
ROBERTO ROCHA
ROBSON PACHECO
RODERVAL MARCELINO
RODRIGO BATTISTI
ROSLENE DE ALMEIDA GARBELOTTO
SABRINA BOEIRA
SAMUEL MODOLON
SANDRA POTTMEIER
SILMARA DE OLIVEIRA
SILVANA FERNANDES
SUELEN RIZZI
TAINÁ TOSCAN
TAÍS SILVA
TAISE CRISTINE BUSKE

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9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

TAMIRES ROCHO DA ROSA


TATIANA PINEDA
TATIANE DE PAULA
TATIANI TEIXEIRA
TEREZA BENEVENUTTI LAUTERIO
TIAGO FRIZON
TIAGO ROHDE
TIAGO SANTOS
VANDERLEI JUNIOR
VICTOR DE SOUSA
VILMAR BRISTOT
VILMAR CARLOS
VINÍCIUS BORBA
WELLINGTON RANGEL
WERTHER SERRALHEIRO
WILLIAM BOENAVIDES
ZEDEQUIAS ALVES

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9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

EDITORIAL

Com o objetivo de proporcionar um espaço de divulgação, reflexão e integração dos pesquisadores,


extensionistas e estudantes, das instituições de ensino da rede pública e privada, nas diversas
áreas do conhecimento, tecnologia e inovação, o Simpósio de Integração Científica e Tecnológica
do Sul Catarinense (Sict-Sul) chegou a sua nona edição. Esse ano, devido aos desafios impostos
pela pandemia do Covid-19, o evento sofreu uma reformulação e passou para uma versão
totalmente virtual.

Com o intuito de preservar a história, abaixo o histórico do evento ao longo dos anos, antes de
abordarmos especificamente o 9° Sict-Sul.

O 1º SICT-Sul foi realizado no Instituto Federal de Santa Catarina - Câmpus Criciúma, em outubro
de 2012. Inscritos foram 860 ouvintes, dos quais 650 participaram efetivamente. Foram 192
inscrições de trabalhos, sendo destas 87 para trabalhos completos e 105 para resumos. Aprovados
156 trabalhos, sendo 72 completos e 84 resumos. Também ocorreram palestras temáticas,
minicursos, mesa redonda e uma conferência.

O 2º SICT-Sul foi realizado na Universidade Federal de Santa Catarina - Câmpus Araranguá, em


outubro de 2013. O evento contou com a inscrição de 1.114 ouvintes dos quais 842 participaram
efetivamente. Foram recebidos 189 trabalhos, porém aprovados foram 156, sendo 88 completos e
68 resumos. Além da apresentação dos trabalhos ocorreram 2 conferências, 11 minicursos e 9
palestras temáticas.

O 3º SICT-Sul foi realizado no Instituto Federal Catarinense - Câmpus Avançado Sombrio, em


setembro de 2014. Foram 1.100 ouvintes dos quais 1.000 participaram efetivamente. Foram
recebidos 305 trabalhos, aprovados 235, sendo 127 completos e 108 resumos. Além da
apresentação dos trabalhos ocorreram: 1 conferência, 14 minicursos e 14 palestras temáticas.

O 4º SICT-Sul foi realizado no Instituto Federal Catarinense - Câmpus Santa Rosa em novembro
de 2015. O total de inscritos foram 1.000 ouvintes. Foram recebidos 377 trabalhos, aprovados 249,
sendo 144 completos e 105 resumos. Além da apresentação dos trabalhos ocorreram: 1
conferência, 4 minicursos e 2 palestras temáticas.

O 5º SICT-Sul aconteceu no Instituto Federal de Santa Catarina - Câmpus Araranguá em outubro


de 2016. Inscritos foram 774 ouvintes, dos quais 581 participaram efetivamente. Foram 192
inscrições de trabalhos, sendo destas 87 para trabalhos completos e 105 para resumos. Aprovados

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9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

156, sendo 72 completos e 84 resumos. Também ocorreram palestras temáticas, minicursos, mesa
redonda e uma conferência.

O 6º SICT-Sul aconteceu no Instituto Federal de Santa Catarina - Câmpus Criciúma, em outubro de


2017. Inscritos foram 1116 ouvintes, dos quais 846 participaram efetivamente. Foram 209 inscrições
de trabalhos, sendo destas 91 para trabalhos completos e 118 para resumos. Também ocorreram
2 palestras temáticas, 10 minicursos, mesa redonda e uma conferência.

O 7º SICT-Sul aconteceu na Universidade Federal de Santa Catarina - Câmpus Araranguá, em


outubro de 2018. Foram 679 ouvintes, recebidos 260 inscrições de trabalhos, sendo aprovados 198,
sendo destas 107 para trabalhos completos e 91 para resumos. Também ocorreram 2 palestras
temáticas e 5 minicursos.

O 8º Sict-Sul ocorreu no Instituto Federal Catarinense – Câmpus Santa Rosa do Sul, com a
participação de 721 pessoas, sendo que foram recebidos um total de 308 trabalhos, sendo que
destes 250 foram aprovados para apresentação no evento, evento esse realizado durante a
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Em 2020, o mundo como um todo foi desafiado a ser repensado. A pandemia do Covid-19, que
levou a um processo de isolamento social, impediu várias atividades presenciais, como eventos de
natureza científica, como o Sict-Sul. A comissão organizadora foi, então, desafiada a converter, em
um único ato, todo o evento para uma versão virtual. Ao todo, foram 250 trabalhos enviados, dos
quais 215 foram aprovados para apresentação em uma das modalidades, em 29 sessões de
apresentação virtual. Tal formato permitiu ao evento receber trabalhos de diversas regiões do
Estado de Santa Catarina e, até mesmo, de fora do estado. As presenças nas sessões de
apresentação também foram maiores, uma vez que os participantes não precisaram se deslocar.
Ao todo, 508 participantes compartilharam seus conhecimentos por meio de projetos de pesquisa,
relatos de extensão e atividade de ensino.

Por fim, fica aqui o registro de agradecimentos a todos os membros da comissão organizada que
atuaram na consolidação desse evento, mesmo no contexto de pandemia.

Prof. Dr. Lucas Dominguini


Membro da organização do evento e Editor
Sul de Santa Catarina, 07 de dezembro de 2020.

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9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

TRABALHOS COMPLETOS E
RESUMOS

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9º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense – SICT-Sul

TRANSPASSANDO A ROUPA: ANÁLISES SOBRE A NOÇÃO DE MODA “SEM


GÊNERO” E A HETERONORMATIVIDADE
Tatiane Melissa Scoz¹, Emanuella Scoz²
1 Instituto Federal de Santa Catarina/Câmpus Garopaba/tatiane.melissa@ifsc.edu.br
2Instituto Federal de Santa Catarina/Câmpus Gaspar/manuh.scoz@gmail.com

Palavras-Chave: Gênero, Moda, Roupa.


nos bolsos, muito representado em campanhas
INTRODUÇÃO publicitárias de moda masculina; um cachecol sem curvas,
Este trabalho é fruto de uma pesquisa sobre a noção de alteração da forma ou desenho, indicando apenas um jogar
moda “sem gênero”, que tem sido utilizada no campo da sobre os ombros. Esses elementos combinados dessa
moda, em artigos, publicidade e passarelas. Essa pesquisa forma acabaram sendo identificados como roupas
inspirou a exposição Moda “Sem Gênero”?, de autoria de “masculinas”. Por quê? No imaginário social, as
Emanuella Scoz, apresentada para o Festival Internacional características citadas estão associadas ao gênero tido por
de Arte e Cultura José Luiz Kinceler – FIK UDESC, de 8 a masculino, foram assim construídas e significadas. Os
12 de fevereiro de 2020, que aconteceu no Hall do bloco ideais heterofomativos de masculino e feminino podem ser
branco das Artes Visuais (DAV), na Universidade do expressos pelas cores, formas e texturas, expressando
Estado de Santa Catarina (UDESC), em Florianópolis. A sensualidade, ou agressividade, por exemplo. Assim, não
exposição buscou abrir discussão acerca da binaridade de há neutralidade de gênero.
gênero que pode ser performada na roupa. Este resumo Figura 01 – Peça da exposição Moda “Sem Gênero”?
tem como objetivo trazer essas discussões cuja exposição
buscou provocar, traçando alguns contrapontos às noções
de moda “sem gênero” difundidas na área da moda. Para
tanto, além das publicações no campo da moda sobre o
assunto, este trabalho se pauta nas análises sobre gênero
de Judith Butler e Paul Preciado. Ambos entendem gênero
como uma construção social, que não é dada
biologicamente. Butler (2013) e Preciado (2014)
compreendem que, na cultura ocidental, sexo e gênero
estão balizados por normas heterossexuais, binárias, Fonte: FIK UDESC, 2020.
impostas como padrões heteronormativos. Essas normas Para Butler (2013) o gênero é performativo, se dá por meio
nos dizem como deve ser masculino e feminino, homem e de gestos que produzem significados. Já para Preciado
mulher. Somos socializados nessas normas e as (2014), gênero não é somente isso, ele é prostético, que se
reproduzimos, como é feito, também, na moda. Para dá apenas na materialidade dos corpos. O corpo é um texto
Sant’Anna (2016, p. 63), a moda impõe-se também sobre socialmente construído. A heteronormatividade pode
os objetos, que são “tanto expressão como construtores expressar-se por meio da roupa. E o corpo que a veste
dos espaços, da temporalidade e conjuntamente dos também será visto e significado pelos outros, segundo
sujeitos”, sendo um sistema que, dentre as informações estas normas (BUTLER, 2013; PRECIADO, 2014). Mas é
econômicas e produtivas, incorpora as informações possível subverte-las. Segundo Butler, a subversão se dá
culturais. Na moda, esta tem sido chamada de “sem por meio das possibilidades que surgem dentro da própria
gênero” para se referir à proposta de desvincular norma, no campo das identidades de gênero. Para
estereótipos, vestir de forma igual, sem marcadores de Preciado, os corpos e identidades daqueles tidos como fora
gênero. Termos como “agênero” e “gênero neutro” são das normas devem ser entendidos como potências
usados como sinônimos em alguns casos. Mas, a que políticas.
medida a roupa e a moda podem ser desviantes em relação CONCLUSÃO
às normas binárias de sexo e gênero? Este trabalho busca
contribuir para essa reflexão e estudos sobre o tema. Este Sempre haverá significados atribuídos à roupa e aos
trabalho também é importante para estimular o corpos que elas vestem. A moda pode servir para manter
pensamento crítico contra a exclusão e a discriminação a lógica heteronormativa, mas quando esses padrões são
que geram as narrativas legitimadoras da questionados, pode também ser um meio para repensá-los.
heteronormatividade como a única possível. Butler e Preciado contribuem para compreendermos que é
possível modificar as estruturas tal como estão dadas. Para
METODOLOGIA que sejam possíveis outras identidades de gênero para
Esse trabalho é fruto de pesquisa aplicada, exploratória, além do feminino e masculino, é preciso subverter as
com abordagem qualitativa, e foi realizado em três etapas: normas do sistema heterocentrado. O modelo binário de
a primeira consistiu na pesquisa bibliográfica e na sexo e gênero é um entre outros possíveis.
construção da exposição Moda “Sem Gênero”?. A segunda
etapa compreendeu a análise e sistematização dos REFERÊNCIAS
referenciais teóricos e da referida exposição. Por fim, foram BUTLER, Judith. Problemas de Gênero: feminismo e
traçados os resultados e as considerações finais. subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2013.
RESULTADOS E DISCUSSÃO PRECIADO, Paul Beatriz. Manifesto Contrassexual.
A figura 01 apresenta 3 peças montadas na exposição Políticas subversivas de identidade sexual. São Paulo: n-1
Moda “Sem Gênero”?: uma calça, uma camisa manga edições, 2014.
cumprida e um cachecol. A montagem usou: roupas de tom SANT’ANNA, Mara Rubia. Teoria De Moda: Sociedade,
escuro, sem estampas; postura com as pernas abertas, Imagem e Consumo. São Paulo: Estação das letras e
braços da camisa jogados sobre o corpo, com os punhos cores, 2016.

ISSN: 2526-4044 p. 980 de 986