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1. Diferença entre caçadores coletores e animais selvagens.

 Diferença de apropriação e transformação


 Essência da economia caçadora coletora. {apropriação sem transformação}.

2. Ferramentas como veículos de apropriação social.

 Instrumento como extensor da capacidade de atuação de um agente no meio


ambiente.
 Relação do instrumento com fatores sociais.
 Comparação entre instrumento e presente.
 Ambos fora de contexto voltam ao seu contexto original, objeto inerte.
 Diferença de utilização social de instrumentos por chimpanzés e por seres humanos.

3. Aquisição técnica como parte da socialização do ser humano.

 Capacidade técnica vista como formadora de identidade


 Por que os animais não podem receber status social como seres humanos através da
técnica?

4. Problemática com ferramentas e técnicas em relação com tecnologia e máquina.

 Maquinas sem relações sociais.


 Ferramentas vistas como palavras e mediações entre seres humanos.

5. Instrumento transformativo e não transformativo.

 Diferença entre agricultores pastores e caçadores coletores.


 Utilização de modo diferenciada entre agricultores e pastores em relação com
caçadores coletores.
 Instrumentos determinados por concepções de uso {transformativos ou não
transformativos}

Síntese

Por muito tempo, a diferenciação entre seres humanos e os demais animais era vista
através da utilização de instrumentos por um (humanos) enquanto o outro era incapaz de
produzi-lo (animais). Todavia, estudos demonstraram que chimpanzés também eram capazes
de utilizar instrumentos. Porem, há de ser observar que os chimpanzés não são capazes de
juntar distintas partes de um produto para criar uma forma final, o que já é possível para o ser
humano.

Ao longo do texto, Binford discorre a respeito de transformação e apropriação, que


estaria ligada a economia do caçador-coletor. Desta maneira, podemos entender como
“apropriação” o ato de manter os recursos essenciais para sobrevivência e de preferência
humana dentro de um contexto social. Já para transformação, seria o ato de modificar toda a
natureza em pró das necessidades do indivíduo. Desta maneira, ao termos em mente a noção
de apropriação e transformação, Binford esclarece a respeito de como as ferramentas se
tornam veículos de apropriação e como distinguir ferramentas transformativas e não
transformativas.

Por definição, um instrumento pode ser entendimento como um objeto que estende a
capacidade do ser humano para que o mesmo possa agir sobre o meio ambiente. Todavia, o
mesmo não pode ser só entendido como um extensor da capacidade de agir sobre o meio, ele
deve ser visto como um objeto capaz de criar status sociais por quem o utiliza ou produz.
Sendo assim, pode-se usar o exemplo de comparação entre instrumento e presente. O
instrumento tem um impacto na matéria prima, da mesma forma que o presente tem sobre
quem o recebe. Todavia, fora de seu contexto de utilização o instrumento é visto como inerte,
da mesma forma que o presente é visto enquanto fora de seu contexto social de troca.
Destarte, as relações técnicas podem ser vistas como relações sociais, pois ao serem
comparadas com presentes, as mesmas geram relações entre pessoas, o que pode ser
entendido como social. Desta maneira, ao associar as técnicas de instrumento a sociabilidade
das pessoas, o instrumento se torna um veículo de ação apropriativa.

Há de se ter em mente que pode haver socialização com instrumentos entre os


chimpanzés. Todavia, com estes não se pode utilizar a noção de presente, pois eles não
conseguem entender o ato de dar, pedir e compartilhar. Sendo assim, é visto como algo de
necessidade momentânea. Todavia, o uso do instrumento pelo ser humano pode ser vista
como presente, pois estes podem está influenciados por razões pessoais e até mesmo
condições de outras pessoas. Desta maneira, a técnica humana pode ser distinguida dos
animais por ter contida nela refletividade e criatividade.

Tendo em mente que o instrumento é visto como algo que define o status social de
uma pessoa, a técnica também pode ser vista como tal. Isso se deve ao fato de que a
aprendizagem técnica é como aprender sobre sua região ou pais, pois todos capacitam você
como viver no mundo dos humanos e não humanos. Desta maneira, a técnica pode ser
influenciada pela personalidade das pessoas e assim são agentes ativos em seus status sociais.
Novamente, o ser humano não é o único a aprender técnica, todavia, os chimpanzés apenas
repetem o que veem e assim não conseguem modificar com seus gostos pessoais. Já com o ser
humano, este através de sua criatividade, modifica a técnica e a replica em qualquer situação.

Uma analogia entres dois grupos, sendo o primeiro tecnologia e máquina e o outro
técnica e instrumento, nos mostram que este fato de definidor de status social desaparece em
um grupo. Enquanto os instrumentos e técnicas são visto como palavras por serem
mediadores entre relações de seres humanos e assim geradora de conexão entre seres
humanos, a tecnologia acaba sendo algo que não proporciona tais características, pois a
mesma a coloca o agente não no centro e sim na periferia, precisando assim de quase nada do
ser humano para que possa fazer seu trabalho mecânico e sem relação social.

Para diferenciar os instrumentos transformadores e não transformadores, temos que


entender como que os agricultores e pastores utilizam e atribuem o uso aos seus instrumentos
em comparação com o caçador coletor. O primeira precisa utilizar os instrumentos para
controlar seus animais, de tal forma que ele utiliza até mesmo a dor pontiaguda para que o
animal o obedeça. Também pode utilizar o instrumento como transformativo nas plantas, pois
ao controlar seu ciclo natural, o mesmo está modificando diretamente a natureza. Já os
caçadores coletores entendem o animal como um ser humano, e assim não o controlam. Eles
por sua vez, entendem que se o animal foi morto por sua flecha ou lança, é porque o animal
aceitou fazer parte disto. Desta maneira, enquanto os objetos transformadores são de
conspecção de dominação do ambiente, os não transformadores não tidos como
conservadores do ambiente,