Você está na página 1de 5

ATÉ QUANDO

vais viver como um Jonas?

INTRODUÇÃO

Hoje, tratando do tema “missões” nós poderíamos abordar vários assuntos que
são comuns e frequentes quando se fala no assunto:
 O ide em Mc 16:15
 A seara em Lc 10:1-2
 A propagação do evangelho lá em Atos
Na maioria das vezes que tratamos sobre missões, nós vemos o que devemos
fazer para realizá-la, nós já sabemos disso e o que quero trazer essa noite é uma
abordagem diferente: Nós sabemos que devemos fazer missões, como fazer
missões e porque fazer missões, mas, PORQUE NÓS NÃO FAZEMOS?
Peço aos irmãos que abram suas bíblias no livro de Jonas, vamos dar um
passeio por todo o livro.

Ler capítulo 1

PRÓLOGO

Geralmente quando se fala do livro de Jonas, destaca-se a desobediência e a


fuga de um profeta de Deus. Ele é tido como: Jonas, o profeta fujão, ou Jonas,
o profeta desobediente. Mas, quanto mais nos aprofundamos no livro de Jonas,
quanto mais nos deleitamos sobre os textos do livro, notamos um contraste com
a atitude do profeta. O livro do profeta rebelde é o livro da submissão à vontade
de Deus.
No livro de Jonas toda a criação se submete e segue as ordens do Criador:
 O vento forte (1.4),
 O mar agitado (1.12, 15),
 O grande peixe (1.17; 2.10),
 A planta (4.6),
 O minúsculo inseto (4.7),
 O vento quente e calmo (4.8).
Há nesse livro uma sintonia quase perfeita entre Criador e criatura, entre ordem
e obediência, entre determinação e submissão. É uma sintonia quase perfeita
porque um único ser em toda a criação resolve opor-se e rebelar-se contra a
ordem do Criador. Toda a criação se submete, exceto o homem.
Amados, por incrível que pareça, nós seres humanos, entre todas as criaturas,
podemos nos tornar um fator complicador no cumprimento da Missão de Deus.
Isso acontece quando resolvemos andar na direção contrária ao propósito de
Deus neste mundo. À semelhança de Jonas, às vezes, queremos mudar a mente
de Deus, os seus métodos e a sua maneira de agir ao invés de mudarmos o
nosso coração. Nós temos todas as instruções para seguir os preceitos do
Senhor na busca de novas almas, mas porque nós não fazemos?
Eu gostaria, através da vida de Jonas, trazer três motivos pelos quais nós não
cumprimos a ordem do Senhor de fazer Missões:

1. REBELDIA (Jn 1:1-3)

Talvez esse motivo seja o alicerce dos outros dois, visto que não cumprir uma
ordem do Senhor, seja um ato de olhar para o Criador e dizer: “O Senhor me
mandou para cá, mas eu vou para lá”
Talvez nós já estejamos tão saturados de ouvir sobre missões que perdemos a
sensibilidade da grandiosidade dessa responsabilidade.
Perdemos a noção e agimos indiferentes às pessoas na nossa rotina diária sem
compreender que prestaremos conta por não termos falado do amor de Cristo
para elas. É como se selecionássemos quem deve ou não ouvir o evangelho.
Há momentos em que cometemos a insensatez de querermos dizer para Deus
o lugar, o tempo e as pessoas que devem ser evangelizadas. Mas, isso é
rebeldia! Ele já disse em Mc 16:15 que o lugar é “todo lugar”, em 2Tm 4 que o
tempo é “em todo o tempo”, e que as pessoas, é “toda criatura” também em Mc
16:15.
E essa rebeldia nos leva ao segundo ponto:
2. EGOÍSMO (Jn 4:1-3)

Jonas recebeu a maior dádiva que poderia receber: A graça do Senhor!


Deus poderia ter escolhido qualquer outro para ser seu mensageiro, mas
escolheu a Jonas e como retorno de gratidão ao Senhor, ele expressa que
preferia a morte do que ver aquelas pessoas sendo salvas, compartilhando a
mesma benção que ele recebeu.
Talvez você pense que isso foi de fato um grande exagero de Jonas. Mas
diariamente nós agimos da mesma forma, com atitudes tão egoístas quanto.
Quantas vezes nós fomos às redes sociais reclamar de políticos? Quantas vezes
oramos pela salvação deles?
Quantas vezes entramos em um mercado para fazer compras? Quantas vezes
entregamos um folheto ao atendente?
Nós levantamos as mãos para os céus e dizemos: “Obrigado Senhor, por me
salvar. ” Mas quantas vezes nós oramos pedindo: “Senhor, salva o meu vizinho
também? ”
Nós recebemos a graça da salvação, nós não merecíamos. A salvação não foi
por você, foi apesar de você. Ganhamos um presente e vivemos escondendo,
para que ninguém mais o tenha, não compartilhamos, é nosso.
Acordamos, vamos trabalhar, falamos as coisas do trabalho, falamos de política,
voltamos para casa, com a nossa salvação no bolso e o nosso colega de trabalho
vai dormir mais um dia com um passo no inferno. E isso é uma grande falta de
amor expressa no egoísmo.

Nós não fazemos missões porque somos rebeldes, o Senhor manda, nós nos
viramos e falamos: “Não vou!” e andamos em sentido contrário e isso nós mostra
o quanto somos egoístas. E por último, o terceiro motivo de não fazermos
missões é porque nos falta...

3. FALTA DE COMPAIXÃO (Jn 4:2-11)

Alguns estudiosos quando falam da fuga de Jonas procuram explicar as razões


e os motivos que o levaram a fugir ao invés de obedecer a Deus. Geralmente
atribuem a sua fuga ao seu etnocentrismo, ou seja, ao seu entendimento que O
Senhor era o Deus exclusivo dos israelitas. Além de ao seu sentimento de
exclusividade, atribuem a sua fuga também ao conhecimento que ele tinha da
maldade, da cruel e do tratamento desumano que os ninivitas dispensavam aos
seus inimigos.
No entanto, o real e verdadeiro motivo da sua fuga e desobediência foi revelado
por ele mesmo em sua desgostosa oração. Ao ver a conversão dos ninivitas e o
perdão de Deus sobre suas vidas, Jonas ficou irado e desgostoso com o Senhor.
Com essa sua atitude Jonas tornou-se o único profeta-missionário que se
entristeceu com a conversão dos seus ouvintes. Mas, por que essa atitude tão
mesquinha? Em sua oração Jonas revelou o que estava por trás da sua fuga e
de sua estranha reação à conversão dos ninivitas. Ele disse: “Eu fugi porque
conhecia o teu caráter misericordioso, fugi porque eu sabia que tu és Deus
clemente, benigno, tardio em irar-se e que te arrependes do mal (4.2b). ”
Jonas queria tudo, menos que Deus usasse de misericórdia e compaixão com
os ninivitas. Jonas era um profeta destituído de compaixão. Ele pregava
desejando a condenação e não a salvação dos pecadores; Na sua pregação, ele
não fala do Senhor, ele fala de juízo e condenação (Jn 3:4). E outra grande
demonstração de falta de compaixão está no capítulo 4 a partir do verso 5...
Jonas agiu e demonstrou falta de compaixão por pessoas que padeciam.
Quantas vezes nós não agimos da mesma forma?
Estamos passando por tempos difíceis onde a palavra compaixão anda muito
em destaque. Nós nos compadecemos por pessoas que fecham seus comércios
em falência, por pessoas que estão passando fome, pelas famílias que perderam
parentes nessa pandemia, por pais de família desempregados. E isso é louvável,
mas e por almas caminhando para o inferno?
Dói o seu coração ao saber que muitas dessas pessoas que morreram para o
Covid não conheciam a Cristo? Que essas pessoas que estão passando
dificuldades estão caminhando para outro sofrimento, o eterno?
Que nós possamos orar, pedindo ao Senhor que nos dê compaixão, assim como
Cristo teve ao se entregar por mim e por você.
CONCLUSÃO

Por fim, eu gostaria de concluir levando os irmãos a refletirem.


Irmãos, Missões é uma questão de obediência. Mesmo com esse ato de rebeldia,
Deus mostrou a Jonas quem de fato manda! Quem de fato é o Senhor! Meio que
a contra gosto ele obedeceu, e o resultado de sua obediência foi impressionante.
Houve uma conversão em massa! Sua mensagem, apesar de dura e sem
compaixão, teve cem por cento de aproveitamento (3.5-10). A experiência de
Jonas nos ensina que o que Deus requer de nós, os seus servos, é tão somente
obediência; o resultado do trabalho é da competência Dele.
Lembro de um filme sobre a segunda guerra onde os soldados repetiam a
seguinte frase: “Missão não se escolhe nem se discute, cumpre-se.” Alguém
pode até pensar que isso é coisa de militar, e de fato é. Mas, não compete a nós,
servos do Senhor Jesus, escolhermos ou discutirmos a missão que Ele nos
confiou; compete-nos tão somente obedecer. Precisamos levar em consideração
que aquele que disse “fazei discípulos de todas as nações/etnias” (Mt 28.19b),
foi o mesmo que um pouquinho antes declarou ser a Maior Autoridade do
Universo: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18b). Por tanto,
obedeçamos e deixemos os resultados por conta Dele.

Pedir que curvem as cabeças em atitude de oração:


Meu irmão, o plano do Senhor é tão perfeito que não depende de nós para ser
concretizado. Ele não precisa de nós. Conosco ou sem a gente, tudo vai se
cumprir. Os eleitos, serão salvos. Os que Ele predestinou, serão resgatados.
Mas Ele nos deu uma missão, pregar o evangelho e eu gostaria que você
pensasse refletisse no seguinte questionamento: E SE, A SALVAÇÃO DAS
PESSOAS QUE VOCÊ CONHECE DEPENDESSEM ÚNICA E
EXCLUSIVAMENTE DA SUA PREGAÇÃO, SE CADA PESSOA DO SEU CICLO
SOCIAL, SÓ FOSSE SALVA ATRAVÉS DE VOCÊ, QUANTAS ALMAS VOCÊ
JÁ TERIA GANHO PARA CRISTO ATÉ HOJE?

Fazer ilustração das duas filas....

Não perca mais tempo, ore e peça ao Senhor: “Deus, me dá uma pessoa por dia
para que eu evangelize”

Você também pode gostar