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DEUS, O POVO E A ALIANÇA

As Lições Bíblicas e Leituras estão baseadas nas Lições Bíblicas


Internacionais para o Ensino Cristão, (International Bible
Lessons for Christian Education) copyright © 2005.

“The Helping Hand” é publicado trimestralmente pela:


Seventh Day Baptist Board of Christian Education, inc.
P. O. Box 115, Alfred Station
New York, 14803-0115.

Publicado no Brasil com a Devida Autorização e


com todos os Direitos Reservados Pela:
Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira
Caixa Postal 565 - 80.0001-970 - Curitiba/PR
e-mail: secretaria@cbsdb.com.br / www.cbsdb.com.br

Revisão de Texto:
Dca. Marlene de Oliveira Garcia
Márcio Magno Ribeiro de Melo

Revisão Teológica:
Pr. Jonas Sommer

Capa:
Adoro esse Design

Impressão:
Gráfica e Editora Viena

Tiragem:
1.300 exemplares

Todas as citações bíblicas, salvo outra indicação, foram extraídas da Versão


Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida, publicada pela Sociedade
Bíblica do Brasil (©1999)

Título original em inglês deste volume:


“God, the People and the Covenant”
Quando houver diferenças entre a versão em inglês e em português da The
Helping Hand, a versão em inglês representa a língua original do autor.
DEUS, O POVO E A ALIANÇA
Estudos Bíblicos para a Escola Sabatina

Eric Davis, editor

Tradução: Jonas Sommer

1ª Edição
Curitiba, 2009

CBSDB
D2617d Davis, Eric
Deus, o Povo e a aliança. Estudos Bíblicos para a Escola Saba-
tina / Eric Davis ; Tradução de Jonas Sommer. - -Curitiba, PR
: CBSDB, 2009.
152 p. ; 21 cm.

ISBN 978-85-98889-02-3

1. Estudos Bíblicos. I. Eric Davis II. Tradução de Jonas Sommer


III. Título.

CDD 220
SUMÁRIO

Deus, o povo e a aliança! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

Unidade 1: Sinais da Aliança de Deus

1. A Arca é trazida para Jerusalém . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

2. A aliança de Deus com Davi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21

3. Salomão constrói o templo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31

4. O cumprimento da Promessa de Deus . . . . . . . . . . . . 41

5. Josias renova a Aliança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51

Unidade 2: A Aliança no Exílio

6. Mantendo a Aliança numa terra estranha . . . . . . . . . 63

7. Uma prova de fogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73

8. Uma questão de vida ou morte . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83

9. Orando pelo povo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93


Unidade 3: Reconstruindo com a ajuda de Deus

10. A reconstrução do Templo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105

11. Reconstruindo o muro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115

12. Enfrentando a oposição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125

13. Renovando a Aliança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135

Obras Citadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145

Versões Bíblicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147

Contribuições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 148
DEUS, O POVO E A ALIANÇA!

A idéia de Aliança com Deus remonta à época de Adão


e Eva. Desde o amanhecer da vida na Terra, Deus tem fei-
to uma aliança com sua amada criatura. Nosso estudo neste
trimestre enfocará a aliança (ou pacto ou convênio) de Deus
com o povo de Israel. O Senhor promete ser nosso Deus, e
nossa resposta deve ser que seremos seu povo.
As meditações bíblicas diárias foram escritas por Linda
Harris. As meditações que ela cuidadosamente escreveu nos
dão um vislumbre de seu entendimento sobre a aliança de
Deus e como essa compreensão tem afetado a sua vida e sua
convivência comunitária na igreja que ela tem participado.
A seção “Entendendo e Vivendo” é de autoria do Pastor
Matthew Berg. Eu tenho apreciado sua ênfase sobre o tópico
da aliança e da comunidade. Ele traz um novo e personaliza-
do ponto de vista para a idéia da aliança em sua preparação
para o matrimônio e o ministério na Igreja Batista do Sétimo
Dia, de Pine Street.
Por causa de minha aliança no Corpo de Cristo, eu tenho
um grande amigo, Pastor Scott Hausrath, que me ajudou
com muitas idéias e sugestões para as questões para estudo
do texto. Muito obrigado, Scott!
A unidade I, “Sinais da aliança de Deus”, traz a Arca da
Aliança, o símbolo da presença de Deus no meio do povo de
Israel. A unidade termina com Josias liderando uma renova-
ção da aliança com Deus.
A unidade II, “A aliança no exílio”, estuda a história de
Daniel e seus três amigos numa terra estranha. Mesmo na

7
Babilônia, estes quatro jovens tementes ao Senhor guarda-
ram a aliança de Deus e estavam certos de que o Senhor lhes
seria fiel. Nós vemos a fidelidade de Deus nas histórias fami-
liares da comida proibida aos judeus, da fornalha ardente e
da cova dos leões. Também vemos isto na oração de Daniel,
no capítulo 9.
A unidade III, “Reconstruindo com a Ajuda de Deus”,
tem seu enfoque em quando os exilados israelitas recebem a
permissão para voltar a Jerusalém. Os estudos incluem a re-
construção do muro e do templo de Jerusalém. Ambos eram
símbolos da aliança de Deus com o povo de Israel, porém a
restauração da aliança pessoal deles com o Senhor também
se fazia necessária. Esdras chamou-os a ouvir a palavra da lei
de Deus e conclamou-os a observarem os preceitos divinos.

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UNIDADE 1

SINAIS DA ALIANÇA DE DEUS


1. A ARCA É TRAZIDA PARA JERUSALÉM
1 Crônicas 15:1-28

Meditações Bíblicas Diárias


Linda Harris

Domingo, Salmo 150


Onde devemos louvar a Deus? Na igreja, na natureza e em nosso
coração – “por sua santa influência em nosso coração” (Comentário de
Adão Clarke). Pelo que devemos louvá-lo? Pelo seu poder, seus atos po-
derosos e sua grandeza. Como devemos louvá-lo? Com todos os tipos de
instrumentos, com cânticos e com danças. Quem deve louvá-lo? Tudo o
que respira. Como o seu louvor se enquadra neste padrão?

Segunda-feira, 1 Crônicas 15:1–3, 11–15


Após um desastre envolvendo a condução da Arca (1 Crônicas 13),
Davi, finalmente, consegue trazê-la a Jerusalém da forma ordenada por
Deus (15:15). O rei admitiu que ele e os sacerdotes haviam errado ao não
obedecer à maneira como Deus desejava que a arca fosse transportada,
porque não haviam consultado o Senhor sobre como proceder (15:13).
Nós não temos que entender por que algo deveria ser feito para
obedecer a Deus. Quando fazemos o que parece fazer sentido aos nos-
sos olhos, em lugar do que Deus ordena, é como se tivéssemos desobe-
decido ou ignorado ao Senhor completamente. Temos que fazer a coisa
certa (o que Deus manda), da maneira certa (como Deus manda). De
fato, há tempos em que Deus nos pede que façamos o que para nós não
faz sentido, a fim de testar nossa obediência.

11
A Arca é Trazida Para Jerusalém - 1 Crônicas 15:1-28

Terça-feira, 1 Crônicas 15:16–24


Provavelmente essa procissão triunfal inspirou Davi a escrever o
Salmo 150. Certamente uma variedade de instrumentos é mencionada
em ambas as passagens.
Comentando o Salmo 150, J. Vernn McGee escreve: “Adoração é
uma intoxicação divina... Como muitos poderiam ter a impressão que
estamos intoxicados com Deus no dia de hoje? Precisamos de entusias-
mo eclesiástico; carecemos de vibração teológica na forma como vive-
mos em nossos dias”. Como essa declaração descreve sua adoração?

Quarta-feira, 1 Crônicas 15:25–29


Sem se importar com o que os outros poderiam pensar, Davi cele-
brou com alegria. Sua esposa, Mical, que deveria apoiá-lo, desaprovou
a atitude de adoração dele mais do que qualquer outra pessoa. Por ser
filha de Saul, talvez tenha herdado a amargura e o ciúme que seu pai
tinha de seu marido.
Quando você adora a Deus fica pensando na impressão que os “ou-
tros” terão a seu respeito ou volta sua atenção totalmente para Deus?
Você se preocupa se, quando levanta suas mãos, os outros desaprova-
rão? Você deseja saber se outras pessoas gostam ou não de ouvir sua
voz quando está cantando? Quando nós adoramos, Deus é nossa única
audiência. Embora não queiramos distrair os outros de sua adoração,
não deveríamos estar muito preocupados com as reações deles.

Quinta-feira, 1 Crônicas 16:1–6


Davi fez todos os preparativos necessários para a vinda da arca:
construiu um lugar para que ela ficasse, planejou o cortejo e organizou
os levitas para que houvesse louvor ininterrupto. Embora a adoração
possa ser espontânea, planejamento e preparação também são vitais.
Obede-Edom alojou a arca durante vários meses em sua casa. Por
causa de seu cuidado com ela, Deus abençoou-o, bem como sua família

12
Lição 1 - Sábado, 03 de janeiro de 2009

(1 Crônicas 13:14). É bom lembrar que somente estar próximo da arca


já era uma bênção. Deus continuou abençoando-o e aumentou suas res-
ponsabilidades ao designar-lhe como um dos porteiros (15:23) e um
dos ministros (16:5, 38).
Quando somos fiéis nas pequenas coisas Deus nos confiará maio-
res responsabilidades e nos concederá bênçãos múltiplas. Você tem
sido fiel no pouco?

Sexta-feira, 1 Crônicas 16:7–36


Esta canção de ação de graças encoraja os seguidores de Deus a
fazerem quatro coisas: dar louvor e agradecer a Deus; lembrar-se dos
feitos poderosos do Senhor ao longo da história; contar aos outros seus
poderosos feitos; e viver uma vida de serviço a ele.
Esta pode ser uma receita para nossa vida. Omitindo quaisquer
destes ingredientes, resultará numa vida desequilibrada. Qual destes é
mais forte em sua vida? Qual você precisa praticar mais?

Sábado, 1 Crônicas 16:37–43


Depois das dificuldades em trazer a arca para Jerusalém, depois
da celebração de ação de graças, Davi se sentia em paz. Ele abençoou o
povo e também sua família.
Quando passamos por tempos intensamente difíceis ou inspira-
dores, nossas emoções podem estar à flor da pele. Nestes momentos,
podemos nos esquecer de abençoar aqueles que estão ao nosso redor.
Quando Deus o abençoa, é aconselhável abençoar outros como uma
forma de gratidão. Como você pode abençoar alguém hoje?

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A Arca é Trazida Para Jerusalém - 1 Crônicas 15:1-28

Estudo Estudo Adicional Devocional


1 Crônicas Êxodo Salmo
15:1-28 25:10-22 150

Verso áureo
Convocou, pois, Davi todo o Israel a Jerusalém, para fazer subir a
arca do Senhor ao seu lugar, que lhe tinha preparado (1 Crônicas 15:3).

Núcleo da lição
Famílias, grupos e nações têm símbolos que dão a idéia de pertencer
um ao outro em sua história. Que símbolos realmente importam em nos-
sa vida? Davi trouxe a Arca de Deus, um símbolo da aliança, ao povo de
Israel e os levou a lembrarem-se da relação de aliança deles com Deus.

Questões para estudo do texto


1. O que era a Arca da Aliança? Leia Êxodo 25:10-22. Com o
que ela se parecia? Como era usada? Por que era um símbolo
tão importante para o povo de Deus? O que ela continha?
Como simbolizava a aliança de Deus?

2. Por que a Arca estava em um alojamento temporário antes


do início desta história? Quais os preparativos de Davi para
trazê-la para Jerusalém? Por que foi necessário tanta cerimô-
nia? Por que isso era tão significativo?

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Lição 1 - Sábado, 03 de janeiro de 2009

3. Quem compunha a comitiva que acompanhava a Arca nesta


jornada? O que deveriam fazer? Por que cantar e tocar era uma
parte importante da cerimônia? Que papel representa a músi-
ca em nossa adoração hoje?

4. Como Davi agiu durante esta celebração? Como o povo rea-


giu às atitudes do seu rei? Todos aprovaram ou houve quem
desaprovasse? Como a celebração irrestrita durante os cultos
de sua Igreja é tratada hoje? Como os adoradores efusivos
são vistos por sua Igreja?

5. Que preparações você faz para seu momento de adoração?


Como a adoração a Deus pode se tornar uma parte central
em sua vida?

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A Arca é Trazida Para Jerusalém - 1 Crônicas 15:1-28

Entendendo e Vivendo

Matthew Berg

Contexto
Uma das chaves para entendermos a leitura de I e II Crônicas é que
tais livros são um segundo registro da história de Israel, cujos relatos
são paralelos aos fatos mencionados pelos livros de I e II Samuel e I e
II Reis. Ao comparar os relatos, os estudiosos notaram que Crônicas
enfoca a história de Israel sob a perspectiva da adoração israelita. E no
centro daquela adoração está a Arca da Aliança. Em 1 Crônicas 13:3,
Davi diz ao povo: “Vamos trazer de volta a arca de nosso Deus, pois
não nos importamos com ela durante o reinado de Saul” (NVI). Neste
episódio vemos que Davi percebeu o quão central a adoração deve ser
para o povo de Deus. Isto aconteceu durante a chamada idade dourada
da história de Davi e, conseqüentemente, do reino de Israel. Tal fato nos
relembra que até mesmo durante os dias bons devemos nos lembrar
de Deus e temos que deixá-lo sempre no centro de nossa vida. Com
que freqüência nós, o povo de Deus do século 21, esquecemos isso? Vi-
vemos numa época em que muitos dizem “eu amo a Deus, mas não a
Igreja”. Muitos cristãos professam “eu temo a Deus, mas não preciso
de nenhuma Igreja”. Seja nos tempos difíceis ou em época de prosperi-
dade, precisamos nos lembrar do lugar central de Deus em nossa vida.
Como diz uma canção: “Se ele não for o primeiro em seu coração, então
já não é mais nada, não passa de uma ilusão; Mas, se ele for o primeiro,
o seu companheiro, motivo do seu existir, você vai viver, você vai sorrir,
você vai vencer” (interpretada pelos Arautos do Rei).

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Lição 1 - Sábado, 03 de janeiro de 2009

Pano de fundo histórico


15:1 O único edifício projetado no texto bíblico é o palácio real. A
Arqueologia não tem conseguido identificar qualquer outra edifica-
ção construída em Jerusalém nos tempos de Davi.
15:20-21 Estilos musicais. Os termos “alamote” (usado nos título
do Salmo 46, com uma possível variação no Salmo 48:14 e também no
Salmo 9) e “seminite” (titulo dado aos Salmos 6 e 21) não foram co-
locados nos títulos dos referidos Salmos nas versões mais modernas,
como a NVI, porque ainda há incertezas sobre seus significados técni-
cos. O primeiro termo, em seu uso popular, não técnico, pode significar
“para mulheres” e é, às vezes, interpretado como estando no alcance do
Soprano. O termo posterior significa “oitavo” e, às vezes, é traduzido
como se referindo à oitava musical.

Aplicação
Os símbolos são importantes. Um dos símbolos centrais para a vida
de adoração em Israel era a Arca da Aliança. Ela simbolizava a presença
de Deus com seu povo. No entanto, antes de nos concentrarmos neste
símbolo, vamos considerar outros símbolos mais familiares.
Um dos símbolos mais influentes que se conhece hoje é a aliança de
casamento. Embora também seja usada fora da comunidade de fé, den-
tro de um contexto cristão simboliza a fidelidade de Deus à sua criação,
provendo um tipo de relacionamento de aliança no qual podemos in-
vestir para aprender mais sobre nosso relacionamento com Deus. O re-
lacionamento dentro do matrimônio provê a oportunidade de aprender
e crescer juntos, através dos desafios de permanecer espiritual, física e
emocionalmente fiéis um ao outro. Os homens e mulheres são criaturas
muito diferentes, mas Deus nos projetou deste modo para que um com-
plemente o outro. Deus criou macho e fêmea para a união e não para
competição – como freqüentemente tem sido incentivado pela nossa
sociedade. Se você é casado, pense em meios de renovar sua aliança
com seu cônjuge de forma que vocês possam viver o matrimônio de

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A Arca é Trazida Para Jerusalém - 1 Crônicas 15:1-28

uma maneira que honre ao Senhor. Em última instância, nosso matri-


mônio tem a oportunidade de refletir a fidelidade de Deus ao mundo.
Para os batistas do sétimo dia os dois símbolos centrais da adora-
ção são a Mesa do Senhor (Santa Ceia) e o Batismo. Fico triste ao sa-
ber que há igrejas que não celebram a Ceia do Senhor freqüentemente.
Dias atrás fui informado de uma igreja que ficou sem celebrá-la por três
anos! A Santa Ceia provê a oportunidade de relembrarmos a importân-
cia de Deus em nosso relacionamento com ele e com os demais irmãos.
Ela também nos faz pensar no preço que Deus pagou por cada um de
nós e no nosso valor diante dele. Eu entendo algumas das razões por
não querer denegrir a prática, repetindo-a muito freqüentemente. E eu
jamais gostaria de desvalorizar ou desmerecer a Mesa do Senhor. Mas
creio que cada igreja deveria celebrá-la no mínimo uma vez por trimes-
tre, embora defenda que seja realizada uma vez por mês.
Os sacramentos são santos quando nos levam um comprometi-
mento mais forte com Deus e com o que ele está fazendo em nossa vida.
Eles nos dão oportunidades de prestar atenção ao Senhor e ao que ele
está fazendo, em lugar de estarmos incessantemente preocupados com
nós mesmos. Como batistas, nós podemos ter nos distanciado de nossas
raízes históricas quando restringimos a Ceia do Senhor para somente
ser um símbolo. Para mim, ela é vital para um bom relacionamento
no Corpo de Cristo, para que haja crescimento espiritual. Não foi por
acidente que os olhos dos discípulos no caminho de Emaús somente se
abriram quando o Senhor Jesus partiu o pão (Lucas 24:31).
O Batismo nos marca como sendo um marco inicial de nossa ca-
minhada com o Senhor. A sua importância não pode ser menospreza-
da. É um evento público e uma oportunidade para declarar seu com-
promisso com o Senhor. É um evento poderoso que pode lhe propelir
a um comprometimento maior. Deve ser praticado com uma firme re-
solução de servir fielmente ao Senhor durante toda sua vida. Batismo
significa a morte para o eu (sua velha natureza), que acontece quando
você recebe Jesus como seu Senhor e Salvador e a ressurreição para
uma nova vida no poder do Espírito Santo. Constantemente temos

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Lição 1 - Sábado, 03 de janeiro de 2009

que nos lembrar da nossa morte para o eu, principalmente naqueles


momentos em que somos tentados a ser egoístas – pensando na vida
cristã como um processo no qual temos nossos desejos e necessidades
supridos. O batismo é o marco inicial de nossa vida nova em Cristo.
Nós podemos contar nossos anos como “cristãos” através deste even-
to. Encoraje seus irmãos e irmãs a manterem estes símbolos podero-
sos no coração da vida comunitária em sua igreja local.
Uma das práticas que eu mais estimei na Igreja na qual cresci era a
participação de toda a congregação na celebração do Batismo. Os diá-
conos ajudavam os batizandos a se prepararem para o Batismo. Depois
do ato batismal eles estendiam a mão para o batizando e lhe davam
uma toalha para se enxugar. TODOS os membros da Igreja compa-
reciam ao Batismo para dar boas vindas aos novos convertidos e se
comprometiam a orar e ajudar os novos membros em seu crescimento
espiritual. Após a celebração da Ceia do Senhor, as irmãs preparavam
um delicioso lanche (cada uma trazia um prato especial), tornando o
dia de batismo num verdadeiro dia festivo. Nosso pastor sempre dizia:
“Se os anjos de Deus fazem festa no céu, essa festa tem que ser refletida
na igreja”. Infelizmente, já vi igrejas celebrando o Batismo como se
fosse um funeral! Já fui a batismos em que somente os familiares dos
batizandos compareceram. Que tristeza e vergonha! Como é o dia de
batismo em sua igreja? É dia de festa e alegria?
A Arca representava a presença do Senhor com seu povo. Como
Igreja, nós abraçamos a realidade que temos o Espírito de Deus como
nosso guia na vida cristã. O Espírito Santo é uma lembrança poderosa
de quão seriamente Deus considera a idéia de estar com seu povo. Ele
pensa tanto em seus filhos que prometeu nunca nos deixar! Às vezes
precisamos ser recordados de que Deus leva a Aliança muito a sério. Na
Nova Aliança, Deus colocou o seu próprio Espírito para habitar conosco
nesta peregrinação, e a obra do Santo Espírito é moldar-nos nas pesso-
as que Deus quer que sejamos.

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A Arca é Trazida Para Jerusalém - 1 Crônicas 15:1-28

Dicas para os professores

Metas da lição
1. Rever a importância da Arca da Aliança para o povo de Israel;
2. Capacitar os participantes a identificarem os símbolos de ado-
ração que os relembre de seu relacionamento com Deus e com
seus semelhantes;
3. Dar a oportunidade a seus alunos de adorarem a Deus.

Olhando adiante
Os sinais da aliança de Deus continuam com suas promessas a
Davi.

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2. A ALIANÇA DE DEUS COM DAVI
1 Crônicas 17:1-27

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 78:67–72


Antes de Davi se tornar rei, ele aprendeu sobre dependência enquanto
exercia a função de pastor de ovelhas. Tendo sido coroado rei de Israel, os de-
veres pastorais continuaram, não mais com ovelhas, mas com o seu povo.
Suas responsabilidades são do tamanho de um rei ou de um pastor?
Se elas parecem pequenas aos seus olhos, considere isto: Deus pode estar
lhe preparando para algo grandioso!

Segunda-feira, 1 Crônicas 17:1–6


A motivação de Davi era correta. Ele desejava construir um templo
para a Arca, um lugar onde a presença de Deus residisse. Porém, o tempo
não era adequado. Deus não havia pedido outra casa e Davi não era a
pessoa certa para edificá-la (1 Crônicas 28:3).
Como Natã não havia recebido direção de Deus sobre este assunto, ele
encorajou o rei a seguir com seus planos, pois parecia ser a coisa certa a ser
feita. Entretanto, havia fatores que nem Natã e nem Davi podiam ver.
Talvez você tenha algo no coração que gostaria de fazer para Deus. Po-
rém eu o aconselho a estar aberto à direção do Senhor, pois talvez o seu dese-
jo não seja exatamente o que ele deseja. Pode ser que, assim como Davi, o seu
papel seja fazer os preparativos para que outra pessoa realize o trabalho.

21
A Aliança de Deus com Davi - 1 Crônicas 17:1-27

Terça-feira, 1 Crônicas 17:7–10


Davi desejava construir uma casa para Deus. Em lugar disso, Deus
prometeu construir uma casa para Davi, não um edifício físico, mas um
legado. De fato, Davi continua sendo um dos mais notáveis homens que
já viveram. Ninguém poderia desejar um legado melhor do que este.
Embora os seguidores de Cristo possam não ser fisicamente descen-
dentes do rei Davi, somos introduzidos na genealogia espiritual de Deus.
As promessas feitas aos descendentes de Davi também se aplicam aos cris-
tãos. Em particular, Deus prometeu descanso a Israel e aos descendentes
dele (2 Samuel 7:10-15, particularmente o verso 11). Jesus reafirma a pro-
messa de um descanso no céu (Hebreus 4:1-11). Cada sábado que Deus nos
dá é um antegozo do descanso eterno que um dia desfrutaremos.

Quarta-feira, 1 Crônicas 17:11–15


Esta passagem tem um duplo sentido: a profecia se refere tanto a
Salomão quanto a Jesus Cristo. Salomão, o sucessor de Davi no trono,
edificou o templo. Jesus Cristo cumpriu a predição de que o trono de
Davi seria estabelecido para todo o sempre.
Deus prometeu que seu amor e misericórdia repousariam sobre a
descendência de Davi (17:13). Isto se aplica tanto a Salomão como tam-
bém a Jesus. Sendo enxertados na descendência espiritual de Davi, atra-
vés de Jesus Cristo, recebemos também as fiéis misericórdias de Deus.
Freqüentemente misericórdia tem o sentido de não receber o que
merecemos. Isto não significa que Deus negligencia nossos pecados. O
termo hebraico formulado para misericórdia (chesed) significa mais
que generosidade. Implica na fidelidade de Deus à sua aliança e lealda-
de ao seu povo. Sua misericórdia nos liberta dos nossos pecados e nos
transforma nas pessoas que ele quer que sejamos. Em troca, devemos
demonstrar misericórdia aos outros. Você pode ser considerado como
uma pessoa misericordiosa, generosa e comprometida?

22
Lição 2 - Sábado, 10 de janeiro de 2009

Quinta-feira, 1 Crônicas 17:16–19


Quando o profeta Natã entregou as notícias desapontadoras que
Davi não poderia construir o templo, o rei respondeu com humildade.
Em lugar de ficar ressentido ou irado, ele perguntou: “Quem sou eu
para Deus me dar tamanha honra?”
Como você reagiria em uma situação parecida? Você já elaborou
um projeto que gostaria de desenvolver, mas outra pessoa foi escolhida
para implementá-lo? Qual foi sua reação? Foi parecida com a de Davi?

Sexta-feira, 1 Crônicas 17:20–22


Os estudiosos geralmente concordam que os dois livros de Crô-
nicas foram escritos um bom tempo depois da construção do templo,
provavelmente na época em que os exilados começavam a retornar da
Babilônia. A referência davídica da peregrinação dos Israelitas do Egito
para a Terra Prometida (17:21) teria um significado muito especial para
os imigrantes que estavam retornando após 70 anos.
Quando a vida parece fugir do controle e desejamos saber onde está
Deus em tudo isso, podemos olhar para o passado, relembrar o que ele
já fez e estarmos confiantes em que ele fará o melhor para nós!

Sábado, 1 Crônicas 17:23–27


Depois de se humilhar e de louvar a Deus, Davi se resignou à von-
tade divina. Esta passagem trouxe à minha mente a resposta de Maria
quando Gabriel lhe falou que ela daria à luz o Messias. Isabel disse, a
respeito de Maria: “Feliz é aquela que creu que se cumprirá aquilo que o
Senhor lhe disse!” (Lucas 1:45, NVI). Davi e Maria receberam notícias
que pareciam além de convicção.
Quando Deus lhe revela um plano que não é aquilo que você espe-
rava, como você reage?

23
A Aliança de Deus com Davi - 1 Crônicas 17:1-27

Estudo Estudo adicional Devocional


1 Crônicas 2 Samuel Salmo
17 7 78:67-72

Verso áureo
“Agora, pois, assim dirás a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR
dos Exércitos: Eu te tirei do curral, de detrás das ovelhas, para que fosses
chefe do meu povo Israel. E estive contigo por toda a parte, por onde fos-
te, e de diante de ti exterminei todos os teus inimigos, e te fiz um nome
como o nome dos grandes que estão na terra” (1 Crônicas 17:7-8).

Núcleo da lição
As pessoas assumem alianças e compromissos umas com as outras.
Quem você confia que guardará a aliança feita contigo? Deus fez uma
aliança eterna com Davi através do profeta Natã.

Questões para estudo do texto


1. Que aliança Deus fez com o rei Davi? Quem Deus usou para tra-
zer os detalhes desta aliança? Qual foi a resposta do rei?

2. De que forma essa aliança sem igual aplica-se somente a Davi?


De uma forma mais geral, como ela pode ser aplicada a todo o
povo de Deus?

24
Lição 2 - Sábado, 10 de janeiro de 2009

3. Quais foram algumas das demandas da aliança de Deus com


seu povo? Recorde outras passagens bíblicas nas quais um
porta-voz deixou mais clara a vontade de Deus para alguém –
como Natã fez para Davi.

4. Discuta o porquê do contexto da aliança de Deus com Davi ser


tão significativo para o entendimento da frase proferida por Je-
sus: “O Reino de Deus está próximo” - literalmente, “o Reino de
Deus está ao alcance das mãos” - (Marcos 1:15).

5. Que tipo de aliança/contrato/convênio você faz com outros?


Com sua Igreja? Por que é importante manter nossas alianças?
Que aliança Deus fez conosco?

25
A Aliança de Deus com Davi - 1 Crônicas 17:1-27

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
Na passagem da semana passada Davi trouxe a Arca para Jerusa-
lém. O capítulo 16 tem o contexto da adoração com a presença da Arca
na cidade de Davi. O capítulo 17 descreve a promessa de Deus ao rei Davi
e a resposta do rei ao Senhor. Este é o início dos “anos dourados” para
Israel, quando o rei é abençoado por causa de seu relacionamento com o
Senhor, por extensão, o povo de Israel é abençoado através da liderança
dele. Imediatamente após esta passagem, as vitórias militares de Davi são
recontadas – vitórias que exemplificam o sucesso militar de Jerusalém.
O contexto da aliança davídica é crucial para o entendimento das
palavras ditas por Jesus: “o Reino de Deus está próximo” (ou, como diz o
original, “ao alcance das mãos”). A aliança davídica é a aliança do reino.
Inerente a esta aliança está a realidade fundamental do relacionamen-
to com Deus. Esta passagem mostra como Davi responde às palavras
de Deus (através do profeta Natã) em oração. Você não consegue orar
verdadeiramente sem se relacionar com Deus. A aliança serve como um
laço formal através do qual o Reino de Deus vem para seu povo. Embora
o termo hebraico berit (freqüentemente traduzido como aliança/pacto/
convenção) não apareça nesta passagem ou na passagem correspondente
em 2 Samuel 7, não pode haver nenhuma dúvida que uma aliança estava
sendo estabelecida neste momento da história de Israel. Tal pacto estava
baseado no relacionamento que Davi tinha com seu Criador. No coração
da aliança davídica está o “Princípio do Emanuel” – sabemos que nosso
criador está conosco e é por nós em nossa jornada cristã chamada vida.
O cronista (historiador) preferiu dar uma expressão bastante sur-
preendente à noção da monarquia em Israel, uma noção que era ine-
rente ao longo da história da nação. Quando Salomão foi estabelecido
como o herdeiro legítimo e sucessor de Davi, o cronista ofereceu a aná-

26
Lição 2 - Sábado, 10 de janeiro de 2009

lise dele do significado do evento: “Assim Salomão se assentou no trono


do Senhor, como rei em lugar de seu pai Davi...” (1 Crônicas 29:23).
O cumprimento da aliança davídica alcançou seu ápice em Jesus
Cristo. Podemos dizer que Davi e sua linhagem não cumpriram as obri-
gações previstas na aliança. Jesus Cristo, a semente de Davi, satisfez
nele todas as obrigações da aliança. E não apenas cumpriu perfeita-
mente todos os estatutos, ordenanças e mandamentos da lei, tanto a
Mosaica quanto o Decálogo, mas também suportou nele os julgamen-
tos, levando sobre si o castigo merecido pela semente de Davi, por causa
de suas violações à aliança.

Pano de fundo histórico


Profeta como conselheiro: Antes dos tempos de Samuel os profe-
tas exerciam a liderança política através de seu ofício profético. Com a
instalação da monarquia, o profeta passou a desempenhar um papel de
conselheiro do rei. Ao invés de liderar o povo, como alguém que recebia
as mensagens divinas, o profeta oferecia essa direção ao rei, que estava
livre para aceitar ou recusar tal direcionamento.
Moradia de Cedro vs. Barraca: Era uma ocorrência comum no
Oriente Médio antigo, um rei vitorioso demonstrar gratidão à sua dei-
dade construindo um templo. Exemplos desse costume regressam a
meados do terceiro milênio antes de Cristo entre os sumérios, continu-
am com os assírios e vão até os tempos babilônicos e persas. Esperava-
se que o templo trouxesse a proteção da deidade para o rei e para sua
terra. Uma habitação permanente e luxuosa (construída de cedro) tinha
a pretensão de assegurar a presença do Senhor e o seu beneplácito.

Aplicação
Uma das mais importantes alianças que você firmou como cristão é
aquela que fez quando se tornou membro de sua Igreja Batista do Sétimo
Dia. Você já parou para pensar o quão importante é ser membro em sua
lgreja? Você alguma vez pensou no fato de que você tem uma aliança, ou

27
A Aliança de Deus com Davi - 1 Crônicas 17:1-27

seja, compromisso com seus irmãos e irmãs no Senhor de servir à sua


comunidade e de ser uma luz para Cristo onde você trabalha e reside?
Penso que freqüentemente nós minimizamos a importância da mem-
bresia na Igreja. Na igreja em que sirvo atualmente, nosso processo de
membresia é tal, que primeiro a pessoa se torna um membro associado
(não-votante) durante um ano antes de ser considerado membro pleno
(podendo votar e ser votado). Eu creio que este processo é bom para que
o membro e a congregação se conheçam e o novo membro entenda que
o seu envolvimento pleno na igreja local é um processo. Quando você
assume uma aliança (ou convênio) com seus irmãos e irmãs, haverá
discordâncias e desafios no caminho. Você se manterá firme durante as
tempestades? Para continuar a desenvolver seu ministério como igreja,
cada congregação carece que seus membros lidem com estes tipos de
discordâncias e desafios num espírito amável. Temos que aprender que
podemos discordar de algumas idéias de nossos irmãos (idéias que não
envolvam questões de salvação), porém acima de tudo deve estar nosso
amor para com todos os nossos irmãos.
Como mencionado no pano de fundo histórico, acerca do papel dos
profetas na monarquia israelita, o profeta Natã desempenhou um papel
importantíssimo na vida do rei Davi. Ele era um sábio e confiável conse-
lheiro. Além de seu cônjuge, quem mais você tem como um conselheiro
confiável? Eu sou afortunado pelo relacionamento muito especial e único
que tenho com meu pai, que tem sido um bom conselheiro em minha
vida. Ele me conhece bem o suficiente para me desafiar. Sabe que a alian-
ça de amor que temos vai além das discordâncias que possamos ter.
Eu encorajo os irmãos e irmãs que Deus tem confiado aos meus cui-
dados a procurarem conselheiros espirituais em sua vida cristã, pessoas
com quem possam desabafar e orar juntos. Talvez possam desempenhar
um papel similar ao que Natã teve na vida de Davi, e nos apontar para
o arrependimento e um relacionamento mais íntimo com o Senhor. Às
vezes precisamos de pessoas que possam ver em nossa vida e mostrar
áreas que o Senhor não aprovaria. É necessário ser humilde para ouvir
tais “palavras proféticas” de nossos irmãos e irmãs. Se aprendermos a

28
Lição 2 - Sábado, 10 de janeiro de 2009

ouvir a voz do Senhor e a ver a mão de Deus a nos guiar através de nossos
lideres espirituais, e também de irmãos e irmãs, gozaremos de maior
intimidade com Deus e seremos mais abençoados por ele.

Dicas para os professores

Metas da lição
1. Explorar a aliança de Deus com Davi;
2. Ajudar seus alunos a reconhecerem as alianças que eles fazem
com outras pessoas e a aliança deles com Deus;
3. Encorajar seus alunos a se comprometerem com uma aliança
de relacionamento pessoal com Deus.

Atividade pedagógica
Identificar alguns salmos de confiança e modernos hinos que enfa-
tizem nossa confiança em Deus e sua fidelidade.

Olhando adiante
O filho de Davi, Salomão, é escolhido para uma tarefa muito es-
pecial.

29
3. SALOMÃO CONSTRÓI O TEMPLO
1 Crônicas 28:1-28

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 132:1–10


Na semana passada vimos o forte desejo de Davi em construir o tem-
plo. Os versos 2 a 5 nos mostram sua determinação. Talvez ele tenha se
lembrado de quando estava em Efratá, ou Belém, a sua cidade natal, quan-
do ouviu as notícias de que a arca tinha sido encontrada (132:6). A passa-
gem de hoje nos recorda que nossa fidelidade a Deus resulta na fidelidade
dele a nós. Você pode recordar de um momento quando Deus lhe foi fiel?

Segunda-feira, Salmo 132:11–18


Há duas partes na promessa, nos versos 11 e 12. Primeiro, Davi te-
ria um descendente no trono para sempre. Esta promessa incondicional
refere-se ao trono celestial de Jesus Cristo, descendente de Davi através
de seu filho Natã. Segundo, a promessa requeria obediência – se Davi di-
recionasse seus descendentes a obedecerem a Deus, então eles estariam
sempre reinando sobre Israel. Alguns que sucederam a Davi no trono
obedeceram a Deus, porém muitos se rebelaram contra o Senhor.
Note o paralelo entre os versos 9 e 10 e os versos 14 a 18, especial-
mente as frases: lugar de descanso, vestes de salvação (ou justiça), can-
tarão de alegria (ou rejubilarão). Qual (is) desta (s) frase (s) caracteriza
(m) sua vida? Deus tem encontrado um lugar de repouso em seu cora-
ção? Você está vestido com o manto de justiça (salvação) de Jesus? Tudo
isto tem lhe dado o desejo de cantar de alegria (se regozijar)?

31
Salomão Constrói o Templo - 1 Crônicas 28:1-28

Terça-feira, 1 Crônicas 28:1–5


Tanto nos tempos antigos como nos modernos a sucessão na mo-
narquia é tradicionalmente pela linhagem sanguínea, especificamente
pelo primogênito. Embora Saul e Davi não fossem parentes, Deus es-
colheu Davi para substituir Saul. Ao invés do filho mais velho de Davi,
Deus escolheu Salomão. As intenções divinas para os reis de Israel
transcendem as tradições humanas.
Freqüentemente ficamos presos à forma como as coisas têm sido
feitas em nossa família ou igreja. Cuidadosamente considere o que tem
(ou deveria ter) maior valor para você: a tradição (fazer ou agir do jeito
que sempre foi feito) ou a vontade de Deus (fazer o que tem que ser feito
do jeito dele)? A tradição tem seu valor, mas a vontade de nosso Deus
deve ser nossa prioridade absoluta.

Quarta-feira, 1 Crônicas 28:6-8


Em serviços seculares, o chefe exorta, ou seja, exige que os fun-
cionários levem a cabo suas funções. Davi deu um desafio ao seu filho
Salomão, o de seguir todos os mandamentos e ordens de Deus.
Nós temos a mesma ordem. Um comentário bíblico diz: “Os en-
sinos das Escrituras são a chave à segurança, felicidade e justiça. Mas
você nunca a descobrirá, a menos que estude a Palavra de Deus. Se
ignoramos a vontade de Deus e negligenciamos seu ensino, qualquer
coisa que tentarmos construir, mesmo que coloquemos o nome de Deus
nisto, irá a colapso. Busque conhecer os mandamentos de Deus através
do estudo sistemático e regular da Bíblia, e constantemente, procure
por meios de aplicá-los à sua vida, ou seja, conheça e pratique a vontade
de Deus e você encontrará segurança, paz, felicidade, justiça e salva-
ção” (The Life Aplication Bible).

Quinta-feira, 1 Crônicas 28:9–10


Davi desafiou Salomão a servir a Deus de todo coração. Infelizmen-
te, posteriormente este se desviou de sua devoção a Deus. Muitas pesso-
as vivem indiferentes aos requerimentos divinos e dedicam o mínimo

32
Lição 3 - Sábado, 17 de janeiro de 2009

esforço para realizar uma tarefa. Muitos cristãos têm seus corações di-
vididos, contudo Deus deseja nosso coração por inteiro. Há pelo menos
vinte referências na Bíblia para servir, amar e adorar a Deus de “todo
nosso coração”.
Efésios 6:7 diz: “Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como
servindo ao Senhor, e não aos homens” (NVI). O que significa para você
servir a Deus de todo o coração? Isto parece ser um trabalho árduo?
Significa ter um coração disposto? Singeleza de mente? Tome algum
tempo hoje para considerar como está sua inteireza em sua devoção a
Deus. Você o tem servido de TODO CORAÇÃO?

Sexta-feira, 1 Crônicas 28:11–19


Como a passagem do bastão numa corrida de revezamento, Davi
entregou a Salomão os planos para a construção do templo. Davi sabia
que o Espírito Santo lhe dera os detalhes, da mesma forma como Deus
falara a Moisés as especificações para o tabernáculo. Quando o Espírito
Santo fala, hoje, e talvez não dê tantos detalhes como deu a Davi, mas
sua mensagem é digna de confiança. No cristão autêntico, o Espírito
Santo habita em seu coração e está disponível em qualquer momento
para dar sabedoria, se estivermos dispostos a recebê-la.

Sábado, 1 Crônicas 28:20–21


“Sê forte e corajoso”. De Josué a Ezequias, Deus repetiu estas pala-
vras. Davi passou estas palavras a Salomão, que estava diante de uma
grande tarefa: não apenas construir o templo, mas liderar a nação de Is-
rael. Indubitavelmente, ele tinha um grande exemplo em seu pai, Davi.
Freqüentemente o medo nos apanha quando enfrentamos uma ta-
refa aparentemente insuperável. Porém, ser corajoso não significa que
não sofreremos a emoção do medo. Significa que não sucumbiremos
diante do desafio, pois, apesar de nos sentirmos amedrontados, prosse-
guiremos. O que lhe causa temor? O que é o pior que poderia acontecer?
O que é o melhor? Você está pronto para correr riscos?

33
Salomão Constrói o Templo - 1 Crônicas 28:1-28

Estudo Estudo adicional Devocional


1 Crônicas 1 Crônicas Salmo
28:1-28 28 132

Verso áureo
“Olha, pois, agora, porque o SENHOR te escolheu para edificares
uma casa para o santuário; esforça-te, e faze a obra” (1 Crônicas 28:10).

Núcleo da lição
As pessoas desejam saber se as tarefas que estão fazendo têm al-
gum sentido. Como podemos saber se nossas tarefas são significati-
vas? Davi afirmou para Salomão que o Senhor havia lhe escolhido para
a tarefa específica de construir um santuário para a adoração a Deus.

Questões para estudo do texto


1. Considere os talentos e limitações de Davi e como ele se en-
quadrou no plano de Deus. Por que o Senhor negou a Davi o
privilégio de edificar o templo? Quem foi o escolhido de Deus
para receber esta honra?

2. Como as ações de Davi, em 1 Crônicas 28, nos indicam o modo


como ele lidou com essas notícias? O que podemos aprender
sobre o caráter de Davi através da forma como ele respondeu
às instruções de Deus?

34
Lição 3 - Sábado, 17 de janeiro de 2009

3. Pondere na continuação da aliança davídica e como ela foi


exercida por Salomão. Que conselhos Davi deu a seu filho Sa-
lomão? Como ele desejava que seu filho agisse? Como ele pre-
parou Salomão e o povo?

4. Você já pensou em usar suas próprias habilidades para propó-


sitos divinos? Como você aconselharia alguém que foi escolhi-
do para uma tarefa específica no Reino de Deus?

5. Identifique e descreva os mentores1 mais influentes em sua


vida. Como eles lhe aconselharam a cumprir os propósitos
de Deus para sua vida? Como você pode mentorear outros e
prepará-los espiritualmente para cumprirem seu chamado,
como Davi fez a Salomão?

1 Mentor é alguém que ensina ou aconselha outros. NT.

35
Salomão Constrói o Templo - 1 Crônicas 28:1-28

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
Após a organização de Israel como um povo (1 Crônicas 21 até 27),
Davi desafiou seu povo (1 Crônicas 28). Este desafio é importante por-
que ele estava anunciando que Salomão seria seu sucessor como rei em
Israel. Ele queria deixar um legado para as pessoas a quem Deus havia
lhe escolhido para liderar. A história é cheia de intrigas, pois todo mun-
do sabia que Salomão não era o primogênito de Davi. A audiência do
narrador estava bem ciente de que haveria um tipo diferente de líder na
liderança de Israel.

Pano de fundo histórico


28:2. Simbolismo do escabelo
A arca era uma caixa de madeira, aberta pela parte de cima, medin-
do aproximadamente 1,5 metros de comprimento por 80 centímetros
de largura e 60 centímetros de altura. Era coberta de ouro, decorada
com dois querubins de asas abertas um em direção ao outro, contendo
dentro dela as tábuas da lei, uma porção de maná e a vara de Moisés.
Seu propósito primário era armazenar as tábuas da lei e servir como
um “escabelo” para o trono de Deus. Este pano de fundo é útil para en-
tendermos a linguagem relatada a Deus colocando o inimigo debaixo de
seus pés (Gênesis 3:15).

28:11. A arquitetura do templo


Os templos são tipicamente classificados por arqueólogos com base
no arranjo das câmaras, através das quais se ganha acesso às recâmaras
internas, e pela orientação do cenáculo principal onde a presença do deus
é representada. Os templos antigos seguiam dois tipos de arquitetura: a

36
Lição 3 - Sábado, 17 de janeiro de 2009

do “eixo direto” permitia à pessoa entrar em uma linha direta do altar


para o santuário interno. Em contrapartida, a do “eixo curvado” requeria
uma curva de noventa graus entre o altar e o lugar onde a divindade esta-
va. No modelo arquitetônico do “eixo direto” a porta pela qual se entrava
no santuário era retangular e poderia daí seguir-se a uma parede peque-
na ou longa. O templo de Salomão era do tipo “eixo direto”, mas a sin-
gularidade do estilo dele estava em que o santuário era quadrado e não
retangular. O templo foi pensado por judeus e este estilo quadrado, sem
igual, aparece novamente na visão apocalíptica de João, em Apocalipse. A
visão dele mostra o céu e a Terra vindo juntos (Apocalipse 21, 22)!

28:18. Carruagem dos querubins


Este verso tem a única conexão explícita entre os querubins e a car-
ruagem (ou carro). Em Ezequiel 1 e 10, criaturas que são identificadas
como querubins acompanham o trono móvel do Senhor, mas isso nun-
ca é chamado de carruagem. Pense em todos os detalhes de ornamen-
tos que Deus pede ao seu povo quando da construção deste templo! Que
habilidades específicas o Senhor lhe deu para que você possa contribuir
criativamente na vida de sua Igreja?

Aplicação
O pando de fundo deveria nos ajudar a entender o quão significativa
era a obra que o povo de Deus estava fazendo. Cada um de nós deseja
fazer algo significativo em nossa vida para o Senhor. Muitos de nós senti-
mos que nossa vocação primária não cumpre este desejo de modos tangí-
veis. Meu argumento como pastor é que as pessoas reexaminem a forma
como pensam no seu lugar de trabalho. Meu pai é um programador de
computador e trabalha em cubículos com colegas de trabalho, muitos dos
quais vêm conversar com ele quando estão enfrentando dificuldades na
vida. Ele se tornou um tipo de “pastor” para seus colegas de trabalho.
Muitos de nós temos relações fortes com as pessoas no trabalho e elas
podem nos ver como alguém que pode lhes ajudar em suas preocupações.

37
Salomão Constrói o Templo - 1 Crônicas 28:1-28

Muitas vezes, medimos nosso sucesso no trabalho baseados no tamanho


de nosso contracheque, mas tenha certeza de que não é desta forma que
nosso Senhor mensura. Realmente, pode ser verdade que seu ambiente
de trabalho não provê oportunidades óbvias de ministério. Então, você
pode ter que ampliar sua procura! Que tipo de passatempo ou hobby você
gosta? Como você gasta seu tempo com os outros?
Muitas pessoas se reuniram para, juntas, construir este templo
magnífico. Nós percebemos que é necessário um esforço coletivo para
realizar algumas coisas no Reino de Deus (ou você acha que Salomão
fez isto sozinho?). Ser parte de uma Igreja significa que você pode ser
escolhido para ajudar em diferentes projetos, esperançosamente eles
podem ser aqueles em quem você pode exercitar seus dons espirituais.
Alguma vez sua igreja fez um inventário dos dons espirituais existentes
na congregação? Se não, talvez você possa encorajar seu pastor a prover
tal instrumento para discernir estas coisas. Um dos melhores meios de
ver o Corpo de Cristo em ação é permitir que cada membro exercite seu
dom espiritual, enquanto reconhece as limitações pessoais, fazendo a
obra de Deus para crescimento do seu Reino.
Se você tivesse me perguntado, quando estava crescendo, se eu
tinha dons na área pastoral provavelmente teria rido. Mas algumas
pessoas chaves me perguntaram se eu já havia considerado a hipótese
de servir ao Senhor como pastor, e tal questionamento ficou por muito
tempo ricocheteando em minha mente. Quando obtive meu primeiro
mestrado, Deus me atingiu com uma mensagem e respondi ao chama-
do para me tornar um pastor. Lembro-me quando contei a meu pai:
“Deus quer que eu seja pastor!” ele olhou para mim, sorriu e disse: “De-
morou para você entender, hein!”. Eu apenas estou começando a perce-
ber que aquela instrução é apenas o começo do desenvolvimento que o
Senhor quer de mim. O que outras pessoas, em sua igreja, notaram em
sua pessoa que, caso contrário, você não teria percebido? Assim como
Deus fez com Salomão, ele freqüentemente chama pessoas para tarefas
que estão além de suas imaginações e, quando isso acontece, o Senhor
provê força e direção para o que atende ao chamado. Como crentes, de-

38
Lição 3 - Sábado, 17 de janeiro de 2009

veríamos estar contentes em servir a Deus em qualquer área que ele


nos chamar! Nem sempre emparelhamos os planos de Deus com os que
nós planejamos, porém podemos ter certeza de que os planos dele são
sempre os melhores!
Que possamos, como povo de Deus, estar sempre buscando meios
com os quais o Senhor possa usar nossas habilidades e dons para o
crescimento do Reino dele, e para levar a mensagem da salvação àque-
les ao nosso redor.

Dicas para os professores

Metas da lição:
1. Encorajar os participantes a imaginarem-se entre os israelitas
quando ouviram os planos de Davi para que seu filho Salomão
construísse o templo;
2. Ajudar seus alunos a compreenderem que Deus os chama a
aceitarem responsabilidades específicas;
3. Ajudar seus estudantes a identificarem e a começarem a exe-
cutar a obra que lhes chamou para cumprir.

Olhando adiante
Deus continua dando sinais para que seu povo saiba que pode
confiar na aliança dele.

39
4. O CUMPRIMENTO DA
PROMESSA DE DEUS
2 Crônicas 6:12-17

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 135:1–5


O Salmo 135 convoca o povo de Deus a louvá-lo, come-
çando pelos sacerdotes no templo. Quando o templo foi con-
cluído, os sacerdotes e o povo estavam semelhantemente livres
para continuamente louvar a Deus. O verso 3 finaliza com o
termo hebraico naim, que significa agradável, adorável, gra-
cioso ou aprazível. Comentaristas discordam se esta palavra
descreve Deus, o nome dele ou o ato do louvar. Para mim, não
faz nenhuma diferença, uma vez que tudo isto é verdade.
Como você descreveria Deus? Você o vê como gracioso?
O nome dele é agradável e adorável para você? Louvar o nome
dele lhe é uma experiência aprazível?

Segunda-feira, 2 Crônicas 6:1–11


Imagine esta cena: Salomão em pé, na entrada do templo,
com suas mãos levantadas, louvando a Deus; o povo sobe,
com temor e reverência, para contemplar a magnífica estru-
tura; Salomão se vira para estar de frente para as pessoas de

41
O Cumprimento da Promessa de Deus - 2 Crônicas 6:12-17

forma que possa abençoá-las; depois, ele se ajoelha diante de


Deus e dedica o templo (6:13). Que dia festivo deve ter sido!
Agora, imagine a cena no céu: Jesus se levanta diante do
trono e acena para os redimidos virem louvar a Deus; multi-
dões se juntam e se curvam em adoração diante das maravi-
lhas do céu e da magnificência de Deus, lançando suas coroas
diante dele. Que dia radiante será quando o céu se tornará
mais do que o visionamos!

Terça-feira, 2 Crônicas 6:12–17


Muitos se curvaram diante de Salomão, entretanto ele,
o rei de Israel, se ajoelhou somente diante de uma pessoa:
Deus. A palavra hebraica para ajoelhar é barak, que também
significa abençoar, bendizer. O ato de ajoelhar é um ofereci-
mento de bênção.
Os batistas do sétimo dia costumam se ajoelhar no cul-
to nos momentos de oração, e, raramente, nos momentos de
adoração. Lembremo-nos de curvar nosso coração quando
adoramos a Deus. Você se ajoelhou recentemente durante sua
oração particular? Você tem curvado seu coração a Deus?

Quarta-feira, 2 Crônicas 6:18–31


Salomão cobriu muitas áreas em sua oração: pecados con-
tra outra pessoa; pecados contra Deus, que resultariam em
ataques inimigos, escassez, seca e outros desastres. Em cada
situação, ele pediu a Deus para ouvir as orações e perdoar.
Algumas pessoas sentem como se os pecados delas fossem
tão grandes que Deus não lhes pudesse perdoar. Mas nosso
Deus está sempre pronto para perdoar todo e qualquer peca-
do. Você pensa que Deus não o aceitará por causa de algumas
de suas ofensas? Confesse-as agora e descanse seguro, porque

42
Lição 4 - Sábado, 24 de janeiro de 2009

“como o Oriente está longe do Ocidente, assim ele afasta para


longe de nós as nossas transgressões” (Salmo 103:12).

Quinta-feira, 2 Crônicas 6:36–40


Note como Deus ecoa as palavras de Salomão: “Se o meu
povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar,
buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos,
dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua
terra. De hoje em diante os meus olhos estarão abertos e os
meus ouvidos atentos às orações feitas neste lugar. Escolhi e
consagrei este templo para que o meu nome esteja nele para
sempre. Meus olhos e meu coração nele sempre estarão” (2
Crônicas 7:1-16).
Sempre podemos ter esperança de restauração em Deus
- não importa o que tenhamos feito, não importa o nosso
pecado. Se nos humilharmos, clamarmos e nos arrepender-
mos, o Senhor estará de braços abertos nos esperando, com
seus ouvidos atentos ao nosso clamor e pronto para restaurar
nossa comunhão com ele.

Sexta-feira, 2 Crônicas 6:41–42


Você se lembra de ter lido estas palavras na semana passa-
da no Salmo 132? Deus permitiu que a arca fosse trazida para
o templo, e agora Salomão se lembrou da Palavra do Senhor.
O que Deus lhe prometeu? Você tende a esquecer desses
compromissos? Considere a idéia de ter um caderno de pro-
messa e escrever nele qualquer promessa divina revelada pelo
Espírito Santo em sua Palavra. Então você poderá relembrá-
las sempre que precisar, com a certeza da fidelidade de Deus.

43
O Cumprimento da Promessa de Deus - 2 Crônicas 6:12-17

Sábado, Lucas 24:44–49


A história da arca e do lugar no templo de Salomão pode
parecer uma história antiga, irrelevante para a nossa vida
hoje em dia. Todavia, as promessas da aliança de Deus não
foram todas cumpridas no dia em que a arca foi colocada no
seu lugar no templo. A consumação de todo o Antigo Tes-
tamento (a lei, os profetas e os salmos, verso 44) aconteceu
através de Jesus Cristo.
Por meio de Jesus temos a garantia de que nunca nos afas-
taremos para tão distante de Deus que o seu amor não possa
nos alcançar. Cristo morreu por todos os nossos pecados, até
mesmo por aqueles que achamos serem tão terríveis para se
perdoar. Regozije-se hoje – Deus está sempre perto daqueles
que se achegam a ele (Tiago 4:8).

44
Lição 4 - Sábado, 24 de janeiro de 2009

Estudo Estudo adicional Devocional


2 Crônicas 6:12-17 2 Crônicas 6 Salmo
Lucas 24:44-49 Lucas 24 135:1–5

Verso áureo
Assim cumpriu o Senhor a palavra que falou; pois eu me
levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei sobre o tro-
no de Israel, como prometeu o Senhor, e edifiquei a casa ao
nome do Senhor, Deus de Israel (2 Crônicas 6:10).

Núcleo da lição
Promessas são feitas para serem mantidas, mas muitas
nunca são cumpridas. Em quem podemos confiar que cum-
pre suas promessas? Deus é fiel em mantê-las, como Salomão
reconheceu e declarou aos Israelitas e como a ressurreição de
Jesus demonstrou.

Questões para estudo do texto


1. O término da construção do templo em Jerusalém foi
um evento extremamente significativo para a história
de Israel. Por que isto foi tão importante?

2. Como a conclusão do templo cumpre alguma pro-


messa da aliança davídica?

45
O Cumprimento da Promessa de Deus - 2 Crônicas 6:12-17

3. Em sua oração, Salomão reconhece que Deus é fiel e


cumpre todas as suas promessas, mas que Israel era
responsável por continuar sendo fiel a Deus. Como
você tem experimentado a fidelidade divina em sua
vida? Você tem sido fiel a Deus? Como você pode de-
monstrar tal fidelidade?

4. As palavras de Jesus, em Lucas 24, provêem um for-


te vínculo entre o Antigo e o Novo Testamento. Que
tema comum é ilustrado tanto pela conclusão do
templo quanto pela morte e ressurreição de Cristo?

5. Davi, Salomão e Jesus simbolizam a fidelidade de


Deus de geração a geração. Estes homens também de-
monstraram fidelidade ao Senhor. Você pode apontar
para um de seus antepassados que simbolizam fideli-
dade a Deus? Quando pensa em seus descendentes,
como você pode ensiná-los sobre a fidelidade de Deus
e a fidelidade deles para com o Senhor?

46
Lição 4 - Sábado, 24 de janeiro de 2009

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
1) 2 Crônicas 6
2 Crônicas 6, 7 circundam a oração feita por Salomão na de-
dicação do templo, falando sobre as promessas de Deus que são
cumpridas (2 Crônicas 6:10). De maneira interessante, a oração
dele (mesmo no meio da dedicação do templo) indica oito vezes
que Deus habita no céu (6:21, 23, 25, 27, 30, 33, 35, 39). As impli-
cações dela são que o Senhor reside no Céu e na Terra. A oração
lança luzes sobre a descrição que Jesus fez de si mesmo quando
ele se refere a “este templo” (João 2:13-25). Em última instância,
a ressurreição e a ascensão de Jesus significam que ele nos en-
viou o Espírito Santo (João 14), o que significa que agora Deus
habita em nós. Assim como o templo demonstrou que Deus está
presente no Céu e na Terra, da mesma forma Jesus e o Espírito
nos asseguram a promessa e a presença divina em nossa vida.

2) Lucas 24
O clímax do último capítulo do Evangelho de Lucas é a res-
surreição. Ele relata o aparecimento do Cristo ressurreto, pri-
meiramente às mulheres no sepulcro (Lucas 24:1-12), e, então,
para os discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24:13). Que
promessa o Senhor está fazendo através de sua ressurreição
triunfante? Apenas que a criação original é boa e que ele preten-
de que a criação seja restaurada a seu propósito original, encon-
trado no jardim do Éden, onde não havia morte! Esta é a mais
importante promessa da Bíblia! Depois do dilúvio, Deus estipu-
lou com Noé que nunca mais erradicaria a humanidade como
fizera naquela ocasião. As pessoas criadas à imagem de Deus são

47
O Cumprimento da Promessa de Deus - 2 Crônicas 6:12-17

destinadas à ressurreição eterna, obviamente se crerem em Cris-


to (o primogênito de toda a criação, Colossenses 1:15-20).
Deus é fiel em cumprir as suas promessas, como Salomão
reconheceu e declarou aos Israelitas e como a ressurreição de
Jesus demonstrou a toda a humanidade que confia nele.

Contexto histórico
2 Crônicas 6:12, 13 – Postura de oração
A postura de oração de Salomão no verso 12 e em 1 Reis
8:22 é inicialmente de alguém com os braços levantados e as
palmas das mãos abertas, quando se dirige à assembléia em
uma prece dedicatória do templo. Está implícito em 1 Reis 8:54
que, em algum momento, Salomão se ajoelha, detalhe também
provido em 2 Crônicas 6:13. São as chamadas “Orações Reais”,
comuns no antigo Oriente. Entretanto, é difícil discernir se elas
eram pré-compostas ou espontâneas.

Lucas 24:47-49
Isaías fala de Israel sendo testemunha para (ou contra) todas
as nações dos fins dos tempos (43:10; 44:8), por meio do dom do
Espírito (42:1, 44:3). O Espírito era especialmente associado com
a habilidade para profetizar, falar como se Deus tivesse inspirado
uma pessoa a falar. O Espírito é a resposta de Deus à promessa de
que ele nunca nos abandonaria. Seja através do seu Espírito ou da
ressurreição, o Senhor se mostra fiel à sua criação.

Aplicação
A dedicação do templo e a morte e ressurreição de Jesus são
duas promessas que Deus manteve com seu povo. Que promes-
sas ele cumpriu em sua vida? Em troca, você tem feito promes-
sas para outros que impactarão a visão deles sobre Deus? Um
dos meios pelos quais podemos avaliar tais promessas feitas a
outros é levá-las a sério. Quando as pessoas sabem que você se

48
Lição 4 - Sábado, 24 de janeiro de 2009

preocupa, que cumpre o que promete, você ganha a confian-


ça delas. E ganhar a confiança das pessoas é muito importante
para podermos testemunhar para elas o grande amor de Deus.
Além do mais, cumprir nossas promessas é uma das respon-
sabilidades que temos como cristãos. Não somos obrigados a
prometer nada, mas, uma vez que o fizemos, somos obrigados a
cumprir. “É melhor não fazer voto do que fazer e não cumprir”
(Eclesiastes 5:5). Talvez você não tenha sido fiel às suas promes-
sas no passado. Deus provê imensos recursos para que você se
arrependa e comece a ser a pessoa que ele quer que você seja.
Como adultos, valorizamos os relacionamentos que são
construídos na confiança. Tentamos instilar isto em nossos fi-
lhos. Muitas vezes as promessas que cumprimos em casa dirão
mais do que aquilo que “ensinamos-lhes”. Se eles virem con-
sistência entre nossa fé e nosso agir, captarão melhor o ensina-
mento e o aplicarão em seu próprio comportamento.
A lição mais valiosa que podemos “captar” do estudo desta
semana é que servimos a um Deus inacreditavelmente fidedigno.
De que maneira você tem entendido seu relacionamento com o
Senhor como um relacionamento baseado na confiança? Há coi-
sas em sua vida que você ainda tem que entregar ao Senhor para
que possa confiar mais nele? Deus quer que você tenha confiança
absoluta nele em sua caminhada cristã. Lembre-se da triunfante
ressurreição quando pensar em razões para confiar nele.
Um dos meus hinos favoritos é “Crer e Observar”, porque
revela o segredo da felicidade e da plenitude da vida cristã. Tal-
vez você esteja enfrentando circunstâncias em que não entende
o que Deus está fazendo em sua vida. Você pode estar machu-
cado e gostaria de saber o porquê disso tudo. Não há solução
maior do que simplesmente “Crer e Observar”, pois servimos
a um Deus que é merecedor de nossa confiança. Há poder em
confiar em Deus ao enfrentarmos dificuldades, crendo que ele
sabe e vai fazer o que é melhor para nós. Como é fácil para os
cristãos esquecer a ordem de Cristo de pegar a nossa cruz e se-
gui-lo. Por que será que às vezes pensamos que pegar a nossa
cruz não inclui sofrimento?

49
O Cumprimento da Promessa de Deus - 2 Crônicas 6:12-17

Enquanto escrevo esta lição, estou me preparando para


o casamento. Todos os dias tenho oportunidade de aprender
como a confiança é algo fundamental para as relações huma-
nas. Quando o relacionamento está fundado na confiança, os
casais podem suportar o sofrimento. Como você pode pro-
curar meios de fortalecer a confiança de seu cônjuge nas pro-
messas que fizeste em seu casamento? Aos casados e solteiros,
saibam que confiar em outros e ser digno de confiança é parte
vital para os relacionamentos que temos dentro da Igreja.
A oração é o ato mais importante da confiança na provisão
de Deus em nossa vida. Salomão sabia disto e Jesus modelou sua
vida como sendo uma vida de oração. Seria sábio seguir o exem-
plo de nosso mestre e Salvador. Reconheça, como Salomão, que
relacionamentos de confiança na esfera humana incluem peca-
do e falhas. Dependemos de Deus e confiamos no poder dele
para restabelecer nossos relacionamentos quebrados. Embora
Salomão estivesse longe de ser perfeito, ele confiou na provisão
e graça do Senhor através da oração. Jesus nos deu uma oração
modelo que assume confiança em cada linha. Leia a oração do
Senhor (Mateus 6 ou Lucas 11) e pondere o quanto a confiança é
importante na oração que Jesus nos pediu que orássemos.

Dicas para os professores


Metas da lição
1. Explorar como a dedicação do templo e a morte e res-
surreição de Jesus cumprem as promessas de Deus.
2. Ajudar seus alunos a relembrarem as promessas que
Deus fez e a guardá-las em sua vida.
3. Encorajar os participantes a avaliar a confiança deles
ao fazer e cumprir suas promessas.

Olhando adiante
Josias lidera a nação a reparar uma aliança quebrada.
5. JOSIAS RENOVA A ALIANÇA
2 Crônicas 34

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 119:25–32


“Quando estou derrotado e minha vida está por um fio, tu me reavi-
vas por tua Palavra” (verso 25, paráfrase da autora). Todos nós passamos
por momentos em que nossa vida parece sem esperança. Situações nas
quais temos a impressão de não haver nenhuma saída e diante das quais
não temos vontade de fazer nada. Mas há algo que reavivará nosso espí-
rito: encontrar-se com Deus através de sua Palavra. Quando não temos
vontade de ler a Bíblia é quando ela mais pode nos ajudar. Deixe que a
Palavra de Deus – não os seus sentimentos – dite a sua saúde espiritual.

Segunda-feira, 2 Crônicas 34:1–7


O pai de Josias, Amom, descaradamente desobedeceu a Deus e foi
assassinado quando Josias tinha oito anos de idade. Apesar deste inicio
trágico em seu reinado, “nem antes nem depois de Josias houve um rei
como ele, que se voltasse para o SENHOR de todo o coração, de toda a
alma e de todas as suas forças, de acordo com toda a Lei de Moisés” (2
Reis 23:25, NVI). Indubitavelmente, os mentores e a mãe do jovem rei
lhe aconselharam a buscar a Deus e a sua vontade. Aos vinte anos de
idade, ele começou a purgar a nação da adoração de ídolos.
O exemplo de Josias prova que apenas a idade não indica a matu-
ridade de alguém. Jovens que aprendem a vontade de Deus podem fa-

51
Josias Renova a Aliança - 2 Crônicas 34

zer uma grande diferença na sociedade. Se você é jovem, não deixe que
ninguém “o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo
para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”
(1 Timóteo 4:12, NVI). Se você não é mais tão jovem, considere como
poderia encorajar um jovem a fazer grandes coisas para Deus.

Terça-feira, 2 Crônicas 34:8–18


Quando Safã trouxe para Josias o rolo recentemente descoberto, ele
provavelmente pensou que era apenas uma curiosidade. Mas eles logo
perceberam que este era um tesouro escondido.
Nós vemos a Bíblia de muitas formas. Algumas pessoas acre-
ditam que ela é obsoleta, outros pensam que é somente um livro
de história. E há aqueles que vêem a Bíblia como a Palavra viva de
Deus, capaz de mudar a vida deles e guiar os seus passos. Qual é a
sua visão sobre a Bíblia? Ela é seu tesouro?

Quarta-feira, 2 Crônicas 34:19–21


Estudiosos geralmente concordam que o livro encontrado era todo
ou parte do livro de Deuteronômio. Porém, eles discordam de como ele
foi “perdido”. Alguns advogam que estava descuidadamente extravia-
do, enquanto outros dizem que foi secretamente escondido de forma
que os reis maus, que antecederam Josias, não o destruíssem.
Quantas Bíblias você tem em sua casa? Com que freqüência as lê?
Elas juntam pó? Possuir uma Bíblia que nunca se lê é equivalente a ser
descuidado com a Palavra de Deus. “Uma Bíblia não lida é tão inútil
quanto uma perdida”.
Quanto da Bíblia está seguramente escondido em seu coração atra-
vés da memorização? O que aconteceria se todas as suas Bíblias desapa-
recessem? Você estaria apto para acessar a Palavra de Deus guardada
em seu coração?

52
Lição 5 - Sábado, 31 de janeiro de 2009

Quinta-feira, 2 Crônicas 34:22–28


Enquanto os seus antecessores no trono foram confrontados pelos
profetas, Josias buscou a Palavra do Senhor. E ele recebeu a profecia de
Hulda com determinação e ação, em vez do desvanecimento de seu an-
tepassado Ezequias (2 Reis 20).
Qual é sua resposta quando você ouve ou lê a Palavra de Deus? Você
a recebe com apatia ou urgência? Ela faz alguma diferença em sua vida?
Você pode fazer dela algo “vivo e eficaz” (Hebreus 4:12) em sua vida?

Sexta-feira, 2 Crônicas 34:29–33


A arca, o templo e o livro da lei: todos eram sinais da aliança de Deus
com o povo de Israel e Judá. Cada um estava sujeito aos desígnios do ho-
mem, contudo a vontade suprema de Deus prevaleceu em cada caso.
Tome algum tempo hoje para considerar como Deus lhe revelou a
aliança dele com você. Ele lhe mostrou sinais da sua soberania? Você
escutou a voz do Espírito Santo? Como você respondeu àquela voz?

Sábado, Salmo 119:33–40


Tanto no verso 32 quanto no 35, o salmista se refere ao caminho dos
mandamentos de Deus. Da mesma maneira que uma trilha conduz pe-
los bosques, os preceitos do Senhor nos conduzem pela floresta das mi-
ríades de decisões que tomamos. Algumas decisões podem apenas nos
conduzir à direita ou à esquerda do mesmo caminho. Outras escolhas
podem nos desviar do caminho. Porém, à medida que submergimos na
Palavra de Deus, o caminho fica mais claro. Isto não resulta apenas do
saber os princípios divinos, mas de conhecer a Deus e o que ele deseja.

53
Josias Renova a Aliança - 2 Crônicas 34

Estudo Estudo Adicional Devocional


2 Crônicas 2 Crônicas Salmo
34 33, 34 e 35 119:24-40

Verso áureo
“E Josias tirou todas as abominações de todas as terras que eram
dos filhos de Israel; e ainda fez que todos quantos se achavam em Israel
servissem ao Senhor seu Deus. E, enquanto ele viveu, não deixaram de
seguir ao Senhor, Deus de seus pais” (2 Crônicas 34:33).

Núcleo da lição
Alianças quebradas são difíceis de serem restauradas. O que fazer
para que relacionamentos sejam restabelecidos? Josias lamentou a quebra
da aliança com Deus por parte do povo de Israel e, em humildade, tomou
os passos necessários para restabelecer a relação deles com o Senhor.

Questões para estudo do texto


1. Josias tinha oito anos de idade quando se tornou rei de Judá. Qual
era a condição espiritual em Judá naquela época? Descreva o re-
lacionamento dos predecessores de Josias com Deus. Como isto
afetou o relacionamento dos judeus com Deus?

2. Como rei de Judá, Josias instituiu mudanças radicais concer-


nentes ao relacionamento do povo com Deus. Que tipo de mu-
danças Josias fez? Você pode identificar no texto o que levou o
jovem rei a fazer tais mudanças? O que estava em jogo para o
povo e para o próprio rei?

54
Lição 5 - Sábado, 31 de janeiro de 2009

3. Por que foi importante para Josias ler para todo o povo as pala-
vras que estavam escritas no Livro da Aliança?

4. Por que Josias instituiu esta reforma? Se hoje Josias viesse à


sua congregação, que reforma você acha que ele se sentiria
compelido a fazer?

5. Que reformas você está compelido a fazer em seu relaciona-


mento pessoal com Deus? Quando você fará tais mudanças?

6. No processo de reparar um relacionamento, que papel o ouvir


desempenha? Que papel tem a humildade? E o perdão?

55
Josias Renova a Aliança - 2 Crônicas 34

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
Com a morte violenta de Amom, no auge de seus trinta anos, a coroa
passou para Josias, seu filho, na tenra idade de 8 anos! Seu reinado foi de
640 a 609 a.C. Neste período, a Babilônia estava em ascensão e a Assíria
em declínio no Oriente Antigo. Josias herdou uma enorme bagunça mo-
ral e política. O seu avô, o rei Manassés, provavelmente foi o pior rei que
Judá teve. Ele era um grande admirador de todas as coisas da Assíria e
importou seu mal por toda Jerusalém e Judá.
Josias conduziu Israel a uma restauração da aliança através da ado-
ração apropriada no Templo e com o livro da lei como um componente
central daquela restauração. Estas reformas foram mais completas e al-
cançaram mais que os “bons reis” que o predecederam.
O cronista conta a história de Israel e o seu fim (2 Crônicas 36), cla-
ramente declarando que Israel precisava ser o povo que tinha a Deus e
ao seu templo no centro de sua vida. O templo se tornaria um lugar de
habitação para o Deus vivo entre o seu povo.

Pano de fundo histórico


Purificação Religiosa em Israel - 34:3-5.
Evidências desta purificação podem ser achadas no registro preser-
vado pelos israelitas. A purificação de Josias foi sem precedente em sua
eficácia. Como batistas do sétimo dia, o que podemos fazer para mostrar
que ordenaremos reformas e mudanças quando forem necessárias?

Ideologia do templo Restauração no Oriente Antigo.


O templo era o centro da cultura, economia e sociedade na Síria,
Mesopotâmia e Israel. Cada cultura considerava que o templo era a
casa da deidade protetora. Em alguns lugares, as estátuas destes deu-

56
Lição 5 - Sábado, 31 de janeiro de 2009

ses eram banhadas, vestidas e alimentadas diariamente. Muitos con-


sideraram a manutenção da casa de seu deus como responsável pelo
sucesso militar nas batalhas.

O papel dos levitas - 34:12-13


Os levitas eram responsáveis não somente pelo louvor no templo
(embora essa fosse uma de suas atividades principais), mas também
pela manutenção do templo. Muitos dos que se dizem levitas em nosso
tempo deveriam também considerar isso.

Profetisas - 34:22
Profetisas, embora fosse um pouco raro, eram conhecidas no
Oriente Antigo. Elas parecem ter desempenhado as mesmas funções
que os profetas masculinos.

Aplicação
As Escrituras apresentam padrões pelos quais podemos medir nos-
sa fidelidade à aliança com Deus.
Josias precisava de um texto para promover a reforma que sabia ser
o que o Senhor queria que fizesse. O texto que ele necessitava era o livro
de Deuteronômio. Nós temos um texto mais rico e mais inclusivo com o
qual devemos pautar nossa vida: Possuímos todo o Antigo e Novo Testa-
mentos da revelação de Deus! Em uma recente Convenção Geral, fomos
desafiados a ler a Bíblia do princípio ao fim. Esta é uma disciplina que eu
firmemente lhe recomendo. Há muitas estratégias boas de leitura e meu
conselho pessoal é: não desista quando chegar a Levíticos! Como Josias,
precisamos de um texto para direcionar nosso modo de vida cristã.
De vez em quando precisamos renovar nossa aliança. Assim como
alguns renovam seus votos (aliança) de casamento, nós também deve-
ríamos renovar nossos compromissos como Igreja local. Faça da Bíblia
um componente central em sua renovação de aliança com Deus e bus-
que meios para servir ao Senhor em sua Igreja local.

57
Josias Renova a Aliança - 2 Crônicas 34

Você se sente como Josias? Alguma vez você já se sentiu responsável


por ações que especificamente não eram suas? Nesse caso, você pode ter
a humildade de Josias para tomar a responsabilidade por ações de outros,
e ser responsável pelo que conhece da vontade do Senhor para sua Igreja
local? O jovem rei precisou de muita coragem e convicção das Escrituras
para levar a cabo a sua visão de renovar a aliança do povo com Deus, e
restabelecê-lo à adoração do único e verdadeiro Deus. Talvez seus com-
promissos de fé possam inspirar outros a seguir seus passos! Freqüente-
mente as pessoas se comprometem mais com o serviço na igreja quando
vêem outros correrem o “risco” de servir a Deus fiel e cabalmente.
Reconciliação de pessoas é, freqüentemente, um dos componen-
tes que levam a um restabelecimento do compromisso da Igreja local
para fielmente servir a Deus. Que áreas necessitam que a reconciliação
aconteça em sua Igreja local? Talvez haja relacionamentos seus que pre-
cisam de cura. Com freqüência, uma terceira parte será necessária para
provocar a reconciliação. A cura de relacionamentos quebrados tem que
começar com o ouvir e deve incluir uma afirmação para restabelecer e
manter nosso relacionamento diante de Deus. A reconciliação somente
pode começar quando superamos as feridas e nos lembramos que o pro-
pósito de ser a Igreja está em Deus, e não nas nossas diferenças.
Pessoas que testemunharam o pecado ou hipocrisia em sua casa,
freqüentemente, desenvolvem uma devoção radical a Deus. Alguns adul-
tos que cresceram em lares descrentes são profundamente piedosos.

Cumprindo com as palavras da aliança


Uma metáfora útil do que é viver a vida cristã é a execução de uma
orquestra. Não existe orquestra de um só! E, para que a música fique
bela, todos os músicos têm de executar a sua função. Nós não podemos
viver a vida cristã sozinhos, precisamos da responsabilidade e encora-
jamento de outros para viver bem nossa aliança com Deus. Assim como
em uma orquestra, todos precisam trabalhar juntos em harmonia para
executar com beleza. Precisamos reconhecer nosso papel na Igreja e
trabalharmos juntos em harmonia. Embora isto não seja tarefa fácil, é
exatamente o que o Senhor Jesus espera de nós. Da mesma forma que
a reforma que Josias executou não pôde ser feita por ele sozinho, pois

58
Lição 5 - Sábado, 31 de janeiro de 2009

requereu o esforço de muitos, assim também o é viver a vida cristã: pre-


cisamos da ajuda de nossos irmãos e irmãs.
Necessitamos relembrar que somos parte do Corpo de Cristo. En-
contre seu lugar e faça sua parte, porque talvez você se ache no meio de
um projeto de restauração em sua Igreja local. Mudanças piedosas em
sua Igreja podem conduzir as pessoas a ver o que Deus está fazendo, e a
responder com maior obediência ao que ele mandar. Quando as igrejas
respondem fielmente à ordem de Deus, a Conferência inteira pode ser um
corpo que representa com mais precisão o trabalho de Deus no mundo.

Dicas para os professores

Metas da lição
1. Rever a história da descoberta do livro da lei durante a reforma
do templo nos dias de Josias;
2. Ajudar seus alunos a reconhecerem que as Escrituras apre-
sentam padrões pelos quais podemos medir nossa fidelidade
à aliança com Deus;
3. Prover aos participantes uma oportunidade para renovarem
seus compromissos com Deus como um grupo.
4. Atividade pedagógica
5. Descreva o tipo de reforma que Josias poderia ordenar na sua
Igreja hoje. Discuta as respostas para a pergunta: “Que refor-
ma precisamos fazer em resposta às leis de Deus?”

Revisando
A unidade “Sinais da Aliança com Deus” olhou para as promessas
de Deus a seu povo e para a resposta deles à sua graça.

59
UNIDADE 2

A ALIANÇA NO EXÍLIO
6. MANTENDO A ALIANÇA
NUMA TERRA ESTRANHA
Daniel 1:8-20

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 141:1–4


A oração de Davi, concernente à sua fala (verso 3), permanece per-
tinente aos nossos dias. Com que freqüência você falou sem pensar e
depois lamentou por isto? Tiago escreveu: “Todos tropeçamos de muitas
maneiras. Se alguém não tropeça no falar, tal homem é perfeito, sendo
também capaz de dominar todo o seu corpo” (Tiago 3:2, NVI). O Espíri-
to Santo pode nos ajudar a guardar o que sai de nossa boca. Que o Senhor
controle nossos lábios e não permita que falemos o que não devemos!

Segunda-feira, Daniel 1:1–2


Apesar da campanha de purificação feita por Josias, as calamidades
profetizadas em 2 Crônicas 34:24-25 aconteceram. Isaías também pro-
fetizou: “Um dia, tudo o que há em seu palácio, bem como tudo o que os
seus antepassados acumularam até hoje, será levado para a Babilônia.
Nada ficará, diz o SENHOR” (Isaías 39:6, NVI).
Quando as circunstâncias parecem fora de controle, as pessoas per-
guntam “onde está Deus?”. Deus estava com os cativos, que eram e per-
maneceram fiéis a ele, na Babilônia, assim como tinha estado com eles
em Jerusalém. Quando você se sente fraco, qual é sua resposta? Você ten-
ta superar a situação por suas próprias forças ou deixa Deus agir? Tome
um tempo hoje para reconhecer a soberania de Deus sobre sua vida.

63
Mantendo a Aliança Numa Terra Estranha - Daniel 1:8-20

Terça-feira, Daniel 1:3–7


Os quatro jovens hebreus enfrentaram quatro rompimentos na
vida deles:
• Eles foram separados da sua terra, das suas estruturas religio-
sas e das suas famílias.
• Eles foram doutrinados na cultura babilônica.
• As tentações da culinária real desafiaram as convicções deles.
• A mudança dos nomes ameaçou a identidade deles. Os nomes
hebraicos deles glorificavam a Deus (pelos sufi xos -el e -iah),
enquanto os babilônicos exaltavam deuses da Babilônia.
Pense em momentos quando você esteve separado, isolado ou ten-
tado. Como se sentia? Alguém o etiquetou de “encrenqueiro” ou “não
desejado”? Foi-lhe dito que você não é atraente ou inteligente? Essas
descrições não são sua identidade. Seu valor vem de Deus, que o vê
como alguém amado, precioso e desejável.

Quarta-feira, Daniel 1:8–10


Daniel e seus amigos poderiam ter decidido “fazer a vontade dos ba-
bilônicos para se dar bem”. Mas, Daniel declarou que eles se manteriam
puros. Em nossa sociedade, é fácil ser influenciado pelas tentações mun-
danas. Não devemos nos moldar ao padrão do mundo, pelo contrário,
precisamos transformar a nossa mente pelo entendimento da Palavra de
Deus para levar transformação à vida de outros (Romanos 12:2). De que
maneira você pode estar se acomodando ao mundo? Como as renovações
de Deus em sua vida podem revolucionar sua esfera de influência?

Quinta-feira, Daniel 1:11–14


Você já ouviu o ditado: “Você pega mais moscas com mel do que
com vinagre”? Em lugar de reclamar, Daniel propôs uma solução. Dez
dias revelariam o resultado. Se o regime vegetariano não funcionasse,
os jovens hebreus comeriam do cardápio real. Se tivesse sucesso, eles

64
Lição 6 - Sábado, 07 de fevereiro de 2009

poderiam continuar. O plano agradou ao mordomo. Ultimamente, suas


palavras têm sido azedas? Como você pode torná-las mais doces?

Sexta-feira, Daniel 1:15–17


A dieta saudável de Daniel foi mais que convicções religiosas. Os jo-
vens hebreus ficaram mais saudáveis que aqueles que comeram a comida
do rei. Podemos imaginar a variedade culinária do banquete real – car-
nes de vários tipos, deliciosas sobremesas, vinho abundante. Legumes
frescos e água podem parecer enfadonhos, mas provaram ser efetivos.
Os cristãos de hoje raramente consideram como o que eles comem
refletem a sua fé. Todavia, Paulo disse que nosso corpo é o templo de
Deus (1 Coríntios 3:16). Pense no que você come e como isto afeta seu
corpo. Há qualquer coisa que você sabe que não deveria estar comendo?
Como você pode melhorar sua dieta para honrar a Deus?

Sábado, Daniel 1:18–21


Os hebreus se alimentavam melhor e estudavam diligentemen-
te, porém foi Deus quem lhes deu conhecimento e sabedoria. Sinclair
Ferguson escreveu: “O primeiro teste (e seu sucesso nele) preparou os
quatro rapazes para as provações e tentações que logo viriam. Se eles
tivessem falhado no primeiro, certamente falhariam quando as gran-
des provas viessem. Ao permanecerem firmes nesta ocasião estavam
se equipando para o que lhes aconteceria no futuro”.
Nós podemos pensar que não importará se relaxamos em coisas
pequenas somente uma vez. Mas a diligência de hoje pode significar o
sucesso amanhã. Onde você precisa ser mais consciencioso?

65
Mantendo a Aliança Numa Terra Estranha - Daniel 1:8-20

Estudo Estudo adicional Devocional


Daniel Daniel Salmo
1:8-20 Capítulo 1 141:1-4

Verso áureo
E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção
das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao
chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar (Daniel 1:8).

Núcleo da lição
Quando as pessoas se deparam com situações contrárias aos seus va-
lores e convicções em solo estrangeiro, elas freqüentemente enfrentam a
pressão para se conformar. Como podem se manter fiéis a quem elas são?
Daniel e seus amigos oferecem exemplos de persistência, mantendo-se fiéis
às suas convicções enquanto se adaptavam à vida numa terra estrangeira.

Questões para estudo do texto


1. A história de Daniel acontece quando muitos judeus foram exila-
dos na Babilônia. O que você sabe sobre as pressões que eles en-
frentaram enquanto viviam longe de seu próprio país e cultura?

2. Quais ações de Daniel nos comunicam a fidelidade dele para com


Deus e sua lealdade aos valores religiosos? Como estas ações fo-
ram recebidas por aqueles que tinham autoridade sobre ele?

3. Enquanto você pensa em Daniel, e seus amigos vivendo no


exílio, tente se colocar no lugar deles. De que maneira você
relaciona as pressões que eles enfrentaram para assumir uma

66
Lição 6 - Sábado, 07 de fevereiro de 2009

postura diferente de convicções e comportamentos? Tente


identificar estas pressões em sua própria vida.

4. Pessoas que têm uma firme compreensão da sua própria iden-


tidade, são menos vulneráveis a influências, e mais difíceis
de se conformar às demandas da sociedade em que vivem. O
que você sabe sobre sua identidade como fi lho (a) de Deus e
discípulo (a) de Jesus Cristo? Que posição e poder o seu rela-
cionamento com Deus tem lhe dado? Como estes aspectos de
sua identidade o ajudam a vencer a pressão da sociedade para
se conformar aos padrões do mundo?

5. Ultimamente, que convicções e comportamentos seus foram


desafiados pelos padrões do mundo? Que passos você deve to-
mar para vencer?

6. Como os cristãos devem se comportar em seu ambiente de tra-


balho? Como deve ser o comportamento deles no trânsito, no
comércio, nos negócios? Aos jovens: como deve ser o namoro
de jovens cristãos? Aos casados: como deve ser a vida comum
no lar? Nossa sociedade, principalmente através de programas
de televisão, prega e incentiva o divórcio: qual deve ser a visão
dos casais cristãos sobre este assunto?

67
Mantendo a Aliança Numa Terra Estranha - Daniel 1:8-20

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
O contexto de Daniel 1 é situado no solo da Babilônia, para onde o
povo de Deus foi levado cativo. “No exílio” é um contexto importante
porque forçou as pessoas a fazerem uma pergunta fundamental: Cadê
nossa aliança com Deus, que prometeu prover-nos “a terra que mana-
va leite e mel”? Durante muitos séculos que o conduziram até o exílio,
o povo de Deus tinha quebrado o relacionamento de aliança que tinha
com o SENHOR. O povo de Deus começou a fazer ídolos já nos tempos
de Moisés, quando ele os deixou para subir a montanha e receber os
dez mandamentos. Quando Moisés desceu se deparou com o famoso
bezerro dourado. O resto, como se diz, é história. Considere o período
dos juízes, a monarquia decaída e, finalmente, as vozes dos profetas
(maiores e menores) que proclamaram o tema comum: “se conver-
tam de seus maus caminhos, de sua idolatria, e voltem para Deus”. A
idolatria se manifestou, em última instância, em ignorar a situação do
pobre e do necessitado e assumir outras religiões. Infelizmente, algu-
mas destas circunstâncias refletem o contexto atual em nosso país e
em outras partes do mundo!
O contexto literário é o começo da saga de Daniel. O livro se di-
vide em duas partes iguais, Daniel 1-6, relatando os incidentes que
ocorreram a Daniel e seus amigos, e os capítulos 7 a 12, que se so-
brepõem cronologicamente e contam as quatro visões, que vieram a
Daniel em sua idade mais avançada. As visões são um gênero diferen-
te de literatura. Elas são apocalípticas. Nosso texto é pura narrativa.
A narrativa é interpretada de um modo completamente diferente da
literatura apocalíptica. Um estudo sobre como interpretar literatura
apocalíptica ficará para uma outra oportunidade. Hoje temos uma
narrativa para aplicar à nossa vida.

68
Lição 6 - Sábado, 07 de fevereiro de 2009

Aplicação
Para aplicarmos este texto à nossa vida, deveríamos começar
através da exploração das pressões que Daniel e seus amigos sofre-
ram para se conformarem à corte do rei da Babilônia, Nabucodo-
nosor. Nós, cristãos, temos sido pressionados para nos conformar-
mos a normas culturais que não são distintamente cristãs? Veja, por
exemplo, a pressão do consumismo. Os feriados religiosos têm feito
muitas pessoas comprarem além do que podem e se afundarem em
dívidas.
Um dos temas principais do Velho Testamento é como a “Babilô-
nia” constantemente pressionaria os israelitas que tinham uma fé ge-
nuína para se tornarem mais parecidos com os “babilônicos” (eu uso
a palavra simbolicamente – como João a usou em Apocalipse para
descrever qualquer cultura dominante da época, podendo ser: Assíria
e Babilônia, no A.T., ou Roma, no N.T.). Eventualmente as pessoas de
Israel se tornaram totalmente sincretistas.
Estas pressões existem em nossa cultura? Uma pressão comum
na cultura ocidental é a de se ter uma casa, carro ou jardim melhor
ou mais luxuoso que seus vizinhos. Enquanto esta não deveria afetar
a realidade da comunidade cristã, à medida que nos esforçamos para
cuidar dos necessitados entre nós, acho que pode ser um desafio real,
especialmente em lugares que praticam uma forma do Evangelho pe-
jorativamente conhecido como o “Evangelho da Saúde e da Prospe-
ridade”. A cultura que cerca aqueles que têm uma fé genuinamente
bíblica sempre está procurando meios para comprometer aquela fé
genuína no Senhor. Ela buscará influenciar o entendimento emocio-
nal e intelectual de muitos adultos para coisas materiais e para ter
fome de poder. O mundo faz um trabalho maravilhoso ao pressionar
de modos insidiosos! Deixe-me esclarecer: eu não estou defendendo
uma retirada completa do mundo, mas apenas advogo um compro-
misso inteligente, completamente atento aos poderes que Paulo men-
cionou em sua carta aos Efésios.

69
Mantendo a Aliança Numa Terra Estranha - Daniel 1:8-20

Como você pode permanecer firme contra tais normas culturais?


Você tem colaborado com os departamentos de sua igreja? Você tem
pregado o Evangelho com criatividade, sem influenciar a mensagem
verdadeira que deve ser pregada? Lembro-me de uma frase célebre de
Francisco de Assis: “vamos pregar o Evangelho em todo o tempo, se
necessário usemos as palavras”. Temos usado os recursos que Deus nos
deu para pregar o Evangelho de maneira que o Reino de Cristo avance?
Eu oro para que nós não nos conformemos à “Babilônia” atual.
Como estes poderes acham seus meios em nossas igrejas? Esteja à
procura de meios para ajudar os famintos, busque oportunidades para
promover uma liderança com humildade, ajude as pessoas a se envol-
verem nas atividades de sua igreja. Não ignore aqueles que servem e
não os glorifique pelo seu trabalho. Lembre-se que toda a glória deve
ser dada a Deus. Isto não quer dizer que você não possa ou não deva
elogiar os que desempenham seu ministério, apenas seja cauteloso
para não colocá-los num pedestal, pois a queda pode ser grande.
Nós, batistas do sétimo dia, aderimos a um dos símbolos da
identidade judaica – o Sábado sagrado. A cultura circunvizinha se-
ria abençoada por abraçar o presente do Sábado. Devemos ter cuidado
para apresentar o Sábado, não como uma parte do “evangelho”, mas
como um presente de Deus a ser celebrado. O Sábado é um presente
inestimável ao nos tirar da cultura de nossos dias, trabalho 7 dias por
semana, 24 horas por dia, para dedicarmos um tempo especial ao nos-
so relacionamento com o Rei do Universo.

Dicas para os professores

Metas da lição
1. Explorar as pressões que Daniel e seus amigos enfrentaram
para se conformarem à cultura da corte babilônica de Nabu-
codonosor;

70
Lição 6 - Sábado, 07 de fevereiro de 2009

2. Identificar as pressões que enfrentamos em diversas áreas de


nossa vida para nos conformarmos a este mundo;
3. Encorajar e equipar seus alunos a permanecerem firmes às
suas convicções quando enfrentarem pressões.

Atividade pedagógica
Fale sobre a mudança de nomes dos quatro jovens hebreus:
• Daniel (em hebraico significa “Deus é meu juiz”) para Beltes-
sazar (Bel te proteja);
• Hananias (Deus é gracioso/misericordioso) para Sadraque
(Sacerdote da ordem de acu ou da Lua);
• Misael (Quem é igual a Deus) para Mesaque (à sombra do
príncipe);
• Azarias (Deus é meu ajudador) para Abednego (Servo do deus
Nego).
Pergunte se alguém na sua classe gostaria de ter o nome mudado
desta forma.

Olhando adiante
Daniel nos ensina a permanecer firmes na fé.

71
7. UMA PROVA DE FOGO
Daniel 3:10-13, 16-18, 21, 24

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 121:1–4


Vivendo no Colorado é fácil para eu elevar meus olhos para os mon-
tes em frente e nos fundos de minha casa. Naqueles montes, pessoas de
várias denominações visitam as “cavernas de oração”, fazem acampa-
mentos, retiros, piqueniques, atividades de lazer e reflexão. Porém, há
somente um Criador de montes, em quem busco ajuda quando preciso.
As montanhas relembram-me diariamente de meu relacionamento
com o Criador dos céus e da terra. Entretanto, às vezes estou tão ocupada,
cheia de atividades, correndo de um lugar para outro que esqueço de erguer
meus olhos para as colinas e contemplar a beleza que Deus criou. Ocupe
algum tempo esta semana para contemplar a beleza da natureza que o Se-
nhor criou para você e aproveite para louvá-lo por sua criatividade.

Segunda-feira, Daniel 3:1–7


Bem antes de construir a estátua, Nabucodonosor reconheceu o Deus
de Daniel como o “Deus dos deuses, o Senhor dos reis e aquele que revela
os mistérios” (Daniel 2:47, NVI). Contudo Nabucodonosor mandou fazer
uma imagem dele para adoração. O tributo dele ao verdadeiro Deus foi
superficial e passageiro. Ele ainda viu a si mesmo como senhor de sua pró-
pria vida e ordenou que uma escultura fosse construída para provar isto.
As pessoas podem fazer a “oração do pecador”, se considerar cristãs
e, ainda assim, estarem bem longe de Deus. Ser um cristão envolve muito
mais que fazer uma profissão de fé com sua boca; suas palavras têm que se

73
Uma Prova de Fogo - Daniel 3:10-13, 16-18, 21, 24

tornar seu modo de vida. Você fez sua profissão de fé no Deus vivo e está
vivendo segundo o que você professou?

Terça-feira, Daniel 3:8–15


Da mesma maneira que estes hebreus poderiam ter racionalizado
e comido o cardápio do rei quando eram mais jovens, eles poderiam ter
tentado se justificar e adorado a estátua. A Bíblia de Aplicação à Vida de-
clara: “Embora… desculpas [possam] fazer sentido no princípio, elas são
racionalizações perigosas. Prostrar-se e adorar a imagem violaria o man-
damento de Deus em Êxodo 20:3: ‘Não terás outros deuses diante de mim’.
Caso os jovens não observassem tal mandamento, teriam apagado para
sempre o testemunho deles sobre o único Deus. Eles nunca mais poderiam
falar sobre o poder do seu Deus acima de todos os outros deuses”.
Defender o que é certo pode ser o ato mais difícil de sua vida. To-
davia, pode ser o testemunho que trará outra pessoa para Deus. Você
estaria disposto a ser martirizado por causa da sua fé?

Quarta-feira, Daniel 3:16–23


Hananias, Azarias e Misael não hesitaram em sua resposta. Eles
sabiam que Deus tinha poder para lhes salvar, mas estavam prontos
a morrer se o Senhor assim o quisesse. Em situação semelhante, você
sentiria a necessidade de refletir mais sobre o assunto, argumentaria ou
pediria um tempo para orar? Há momentos para se fazer estas coisas.
Mas, quando sabemos qual é a atitude correta, não deveríamos vacilar.
Warren Wiersbe escreve: “Fé significa obedecer a Deus não obstante
os sentimentos dentro de nós, as circunstâncias ao nosso redor, ou as
conseqüências diante de nós”. Como está a sua fé?

Quinta-feira, Daniel 3:24–27


Quer a quarta figura na fornalha tenha sido um anjo ou o próprio
Senhor Jesus, aqueles homens experimentaram a presença de Deus em

74
Lição 7 - Sábado, 14 de fevereiro de 2009

sua provação. Talvez o apóstolo Pedro tenha pensado na fornalha ardente


quando escreveu: “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre
vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas alegrai-
vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também
na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis” (1 Pedro 4:12-13).
Quando enfrentamos dificuldades, regozijo e exultação podem es-
tar bem longe de nossa mente. Como esta atitude aconselhada por Pedro
pode nos guardar da auto-piedade e da resignação?

Sexta-feira, Daniel 3:28–30


Novamente Nabucodonosor louvou a Deus, porém seu coração per-
maneceu inalterado. Posteriormente, ele se tornou como um animal por
recusar-se a reconhecer a Deus como o Reis dos céus e da terra. Ele ain-
da pensava que tudo o que tinha vinha de suas próprias mãos, e não do
Senhor (Daniel 4:29-37).
A motivação para os hebreus não se prostrarem à estátua foi honrar
a Deus. O resultado foi o aumento de honras dadas ao Senhor. Quando
permanecemos firmes no que cremos e não esperamos lucros terrestres,
Deus pode trazer bênçãos abundantes como resultados em nossa vida.

Sábado, Salmo 121:5–8


Lendas persistem em dizer que a lua afeta o comportamento das
pessoas. A palavra lunático está relacionada a lunar ou às fases da lua.
Talvez seja isto que o salmista queria dizer com “a lua [não te molestará]
de noite” (121:7). Superstição não prevalece contra a proteção de Deus.
O verso 8 significa que nunca dano algum virá aos crentes? Jesus
disse: “No mundo tereis afl ições” (João 16:33). Dificuldades podem
vir, mas a proteção de Deus impede que o mal nos vença. Em vez de
perguntar “Por quê?” quando as provações vierem, regozije-se na
proteção de Deus e pergunte a si mesmo: “O que quer Deus que eu
aprenda com tudo isto?”

75
Uma Prova de Fogo - Daniel 3:10-13, 16-18, 21, 24

Estudo Estudo adicional Devocional


Daniel Daniel Salmo
3:10-13, 16-18, 21, 24 Capítulo 3 121

Verso áureo
“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar;
ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não,
fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a
estátua de ouro que levantaste” (Daniel 3:17-18).

Núcleo da lição
Muitas pessoas estão dispostas a correr riscos quando suas firmes
convicções são colocadas à prova. Pelo que é digno de se morrer? Três
hebreus que estavam cativos na corte do rei Nabucodonosor arriscaram
suas vidas ao recusar se prostrarem em adoração a qualquer outra coi-
sa, a não ser ao Senhor Deus.

Questões para estudo do texto


1. Qual o propósito do rei Nabucodonosor ao construir a grande
estátua de ouro? Que tipo de pessoas em nossa sociedade têm
propósitos semelhantes? O que elas fazem para alcançar estes
propósitos? Como as palavras e ações delas podem afetar você?

2. A exigência do rei trouxe a Hananias, Azarias e Misael uma


grande crise. O que estava em jogo para estes homens que
procuravam ser fiéis a Deus? Você consegue enxergar qual-
quer meio para eles terem satisfeito as exigências de Deus e as

76
Lição 7 - Sábado, 14 de fevereiro de 2009

demandas do rei? Por que você acha que preferiram cumprir


as demandas de Deus?

3. Como cristãos, somos repetidas vezes ensinados que Deus


protege os justos. Hananias, Azarias e Misael ilustram mara-
vilhosamente esta verdade. Entretanto, as Escrituras também
afirmam que os crentes podem ser martirizados. Como con-
ciliar o fato de que Deus protege aqueles que lhe são justos e,
todavia, permite que sejam mortos por causa da sua fé nele?

4. A história de Hananias, Azarias e Misael traz à tona o assun-


to de se viver debaixo de um governo que não respeita a Deus.
Você já enfrentou a necessidade de se rebelar contra o Estado
para permanecer fiel a Deus? Sabendo que a Bíblia nos aconse-
lha a nos submetermos às autoridades constituídas e às leis de
nosso país, quando tal comportamento de rebelião é aceitável?

77
Uma Prova de Fogo - Daniel 3:10-13, 16-18, 21, 24

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto

Muitos estudiosos acreditam que a versão que temos no livro de Da-


niel foi escrita muito tempo depois do exílio babilônico, talvez centenas
de anos depois dos judeus terem sido levados ao cativeiro. Durante este
período de tempo haviam esquecido como prosperamente os judeus ti-
nham se integrado na sociedade babilônica. Hananias, Azarias e Misael,
como também o herói da história, Daniel, tinham se tornado pessoas
influentes nos negócios administrativos na Babilônia (o texto não nos
informa que papéis desempenharam, apenas que foram proeminentes
– Daniel 3:12). É neste contexto, de ser alguém influente em território
inimigo, que a história nos leva ao famoso episódio da fornalha arden-
te, no capítulo 3. Estas histórias formam um pano de fundo importante
para as visões que Daniel tem, começando no capítulo 7.
Nosso texto de estudo envolve Hananias, Azarias e Misael, que
preferiram arriscar suas vidas (e seu sustento) a quebrar a aliança com
Deus. O incidente apresenta a adoração ao Deus verdadeiro e o uso hu-
manístico da religião para impulsionar o poder dos regentes deste mun-
do. É característica da idolatria colocar o ídolo como algo à disposição
do adorador para alcançar seus fins. Nabucodonosor não pôde ver ne-
nhuma outra razão que não a insubordinação para a recusa da adoração
como havia requerido e, portanto, não hesitou em ordenar um castigo
brutal aos insubmissos.
À medida que tudo é dito e feito, o leitor tem que observar as con-
dições com a declaração de fé que foi articulada pelos três homens: “Eis
que o nosso Deus, a quem nós servimos, pode nos livrar da fornalha
de fogo ardente; e ele nos livrará da tua mão, ó rei. Mas, se não, fica

78
Lição 7 - Sábado, 14 de fevereiro de 2009

sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a es-
tátua de ouro que levantaste” (Daniel 3:17,18). É digno de nota que eles
tiveram que sofrer a provação, serem lançados na fornalha ardente, e,
não obstante, a vida deles foi poupada. Não há nenhuma sugestão aqui
ou em outro lugar da Bíblia de que o crente será poupado da dificuldade
ou que, quando ele passa por sofrimentos, Deus não está com ele. (Leia
Isaías 43:2, João 12:26)

Pano de fundo histórico


Fornalhas na Babilônia estavam ligadas à fabricação de tijolos (Gê-
nesis 11:3), que eram extensamente usados na ausência de pedra. O
combustível era o carvão, que produzia as altas temperaturas requeri-
das para a queima do tijolo e para se forjar o ferro (Isaías 44:12). Algu-
mas olarias de tijolos foram encontradas em escavações feitas perto do
território da Babilônia.

Aplicação
Quando estudei a passagem fui golpeado pela repetição da lista de
oficiais e dos instrumentos musicais, que alertavam a multidão acerca
de quando se curvar a esta imagem. Eu imagino que o autor pode ter
repetido esta frase para um efeito satírico: Aqui estão todos os grandes
do império que se prostram diante de um obelisco inanimado ao som
de um medley musical controlado pelo bastão deste rei. É uma marca
de gênero literário repetir estas frases para basear a sátira, e mostrar
quão tola é a cultura que não tem nenhuma relação com o verdadeiro
criador do universo. Ao som da música eles se agrupariam para adorar
esta figura sem vida.
Nós deveríamos tomar nota que o comportamento idólatra pode
acontecer em fins de semana em nosso país, com a adoração dos jogos de
futebol e seus jogadores pelas massas populares! Há algo semelhante em
sua cidade? Eu já fui culpado desse tipo de idolatria e precisei da ajuda

79
Uma Prova de Fogo - Daniel 3:10-13, 16-18, 21, 24

de outros para mostrar-me quão tolo é este tipo de comportamento. É o


que, igualmente, Daniel está tentando ensinar à sua audiência!
É difícil achar cristãos sendo fisicamente perseguidos em nosso país.
Eles são perseguidos ideologicamente pela grande mídia, que afirma que
seus conceitos e crenças são “obsoletos” ou irrelevantes para a sociedade
contemporânea. Uma das organizações que a Igreja a que eu sirvo apóia
é a “Voz dos Mártires1”, que representa os cristãos perseguidos ao redor
do mundo, defendendo o bem-estar e proteção deles. Quando pensamos
em por que algumas pessoas arriscam tudo para permanecerem fiéis às
suas convicções religiosas, pode vir à nossa mente os fundamentalistas
islâmicos contemporâneos, que não descansarão por nada até alcançar
a meta deles de derrotar os que se opõem à sua religião. Porém, devemos
lembrar-nos de quantos cristãos que preferiram morrer a negar sua fé
em Cristo.
Você estaria disposto a morrer por sua fé? Um de meus heróis cristãos
é Dietrich Bonhoeffer. Ele estava disposto a morrer pela sua fé trabalhan-
do contra o holocausto de Hitler e as atrocidades cometidas pela Gestapo
na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. Bonhoeffer admitiu
que, no início, foi iludido pelo discurso de Hitler, ele admitiu seu pecado e
passou a defender os judeus. Foi morto em campo de concentração duas
semanas antes do fim da guerra.
Você alguma vez já pensou em suas próprias escolhas na adoração
como um risco à sua fé? Eu sei que tivemos, e ainda temos, conflitos em
nossas igrejas sobre estilos de adoração diferentes. Nós estamos dispos-
tos a conviver com um estilo de adoração diferente, se é para a melhoria
da saúde espiritual da Igreja? Eu sei que devemos ser gratos por termos
encontrado uma tradição de fé tão rica e diversa quanto a que os batistas
do sétimo dia têm.

1 Você pode conhecer melhor o trabalho da “Voz dos Mártires” acessando


seu site www.vozmartir.org ou www.martirescristaos.blogspot.com

80
Lição 7 - Sábado, 14 de fevereiro de 2009

Muitas vezes, à medida que crescemos como cristãos, somos menos


propensos a correr riscos. Nós precisamos nos lembrar que servimos a
um Deus que correu o maior risco de todos, enviando seu próprio Fi-
lho para que morresse em prol de suas criaturas amadas. Alguns têm
rejeitado e continuarão rejeitando o chamado, e isso, sim, é correr um
grande risco! O risco do amor é um risco que todos deveríamos abraçar
enquanto vivemos nossa vida em comunidade em nossas igrejas batis-
tas do sétimo dia.
Como um ato prático de apoio e solidariedade aos cristãos que são
perseguidos, eu convidaria você a se envolver com a Voz dos Mártires
(você pode encontrá-los na Internet, no endereço www.vozmartir.org).
Apoiar esta organização, seja como uma igreja ou individualmente, pode
ser um passo importante para a solidariedade aos cristãos perseguidos
que têm uma longa história que começa com Hananias, Azarias e Misa-
el! Ficando familiar com a organização deles, recebendo a lista de e-mails
deles, poderá prover oportunidades para se envolver com os cristãos per-
seguidos ao redor do globo.

Dicas para os professores


Metas da lição
1. Rever a história dos três jovens hebreus levados cativos que
optaram por arriscar suas vidas a quebrar sua aliança com
Deus;
2. Capacitar seus alunos a analisarem as razões que levam algu-
mas pessoas a arriscarem tudo para permanecerem fiéis às
suas convicções;
3. Encorajar seus alunos a encontrarem meios de oferecerem su-
porte aos cristãos que estão sendo perseguidos em nossos dias
por causa de sua fé.

81
Uma Prova de Fogo - Daniel 3:10-13, 16-18, 21, 24

Atividade pedagógica
Veja se há alguém em sua igreja ou cidade que tenha participado de
alguma viagem missionária a países que sofrem opressão religiosa. Peça
para que ele conte o que significa viver sob perseguição religiosa.

Olhando adiante
Vivendo sua fé não importa o que isso signifique.

82
8. UMA QUESTÃO DE VIDA OU MORTE
Daniel 6:4-26

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 119:57–64


O salmista considerou seus caminhos (119:59). O termo hebraico
para “considerar” significa “trançar, tecer ou fabricar”. Adam Clarke
considera que isto significa: “eu os ponderei profundamente; eu os vi-
rei de cabeça para baixo; analisei minha conduta de todos os ângulos,
como se estivesse bordando um pano”.
Deus pede que consideremos nossas ações (Ageu 1:5-7) ou, literal-
mente, que “fixemos o coração no que fazemos”. No que você tem fixado
seu coração? Com o que você tem se comprometido? Você tem consi-
derado seus caminhos recentemente? Se já faz algum tempo que o fez,
então aproveite o dia de hoje para “considerar seus caminhos”.

Segunda-feira, Daniel 6:1–4


Quando políticos se candidatam a qualquer cargo, seus oponentes
vasculham a vida deles à procura de algo para lhes incriminar. Os sátra-
pas babilônicos procuraram, sem sucesso, qualquer falha de conduta na
vida de Daniel.
Como você é conhecido em seu ambiente de trabalho, na sua escola,
na sua igreja ou em sua família? Outros podem encontrar argumentos
para questionar sua integridade? Você pode se distinguir dos outros,
não como superior, mas por permanecer fiel aos princípios divinos?

83
Uma Questão de Vida ou Morte - Daniel 6:4-26

Terça-feira, Daniel 6:5–9


Nós estamos acostumados a controles e balancetes governamentais, a
leis indesejáveis que podem ser revogadas. Não era assim na cultura persa,
em que qualquer lei era permanente, não se podia revogar (Ester 1:19; 8:8).
Os sátrapas usaram a vaidade de Dario para manipular as circunstâncias
em favor deles. A arma deles contra Daniel foi a sua grande fé em Deus.
Pedro escreveu: “Porque isto é agradável, que alguém, por causa da cons-
ciência para com Deus, suporte tristezas, padecendo injustamente. Pois, que
glória é essa, se, quando cometeis pecado e sois por isso esbofeteados, sofreis
com paciência? Mas se, quando fazeis o bem e sois afligidos, o sofreis com
paciência, isso é agradável a Deus” (1 Pedro 2:19-20; veja também Mateus
5:11-12). É difícil suportar a perseguição quando você sabe que tem razão,
porém Deus olha tal comportamento como algo que lhe é agradável.

Quarta-feira, Daniel 6:10–14


Daniel poderia ter alterado suas ações. Ele poderia ter orado de um
modo menos notável ou ter se privado da oração durante um mês. En-
tretanto, Daniel se recusou a mudar suas práticas habituais para evitar
perseguição. Ele creu, como Pedro e os apóstolos fizeram, que mais vale
“obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).
Se orar se tornasse um ato ilegal, você continuaria orando? Outros o
conhecem como uma pessoa de oração? A oração é um evento ocasional
ou um hábito inveterado em sua vida? Warren Wiersbe escreve que: “o
crente que sabe se ajoelhar em súplica não se dobra a nenhum problema,
pois conhece a força do Senhor”.

Quinta-feira, Daniel 6:15–18


Dario disse que confiava em Deus para salvar Daniel. Porém, passou
a noite sem dormir esperando pelo resultado. Sinclair Ferguson escreve:
“é melhor ser uma criança de fé em uma cova de leões do que um rei em
um palácio sem fé”.

84
Lição 8 - Sábado, 21 de fevereiro de 2009

A confiança genuína em Deus traz paz. “Não se aflijam com nada;


ao invés disso, orem a respeito de tudo; contem a Deus as necessidades
de vocês, e não se esqueçam de agradecer-lhe suas respostas. Se fizerem
isto, vocês terão experiência do que é a paz de Deus, que é muito mais
maravilhosa do que a mente humana pode compreender. Sua paz conser-
vará a mente e o coração de vocês, à medida que vocês confiam em Jesus”
(Filipenses 4:6-7, BV). Quando a dificuldade vem, você se preocupa? Ou
permite que Deus guarde seu coração e mente com a paz dele?

Sexta-feira, Daniel 6:19–23


Você acredita que existem anjos entre nós? Uma amiga minha,
Scoti, ficou retida no aeroporto internacional de Bangkok sem nenhum
dinheiro. Ela não pôde receber um reembolso esperado até que pagasse
o imposto de imigração. Uma estranha, chamada Ângela, deu-lhe di-
nheiro mais que suficiente para cobrir o tal imposto. Depois que Scoti
pagou os impostos e taxas inesperadas e recebeu o reembolso dela, ela
teve dinheiro suficiente para pagar o almoço. Minha amiga esperava que
Ângela viesse até a imigração atrás dela, porém nunca mais a viu nova-
mente. Seria Ângela “um anjo”?

Sábado, Daniel 6:24–28


Após o salvamento de Daniel na cova dos leões, Dario creu no poder
de Deus e louvou: “Ele é o Deus vivo, o Deus que nunca muda. O seu rei-
no nunca será destruído e o seu poder nunca acabará. Ele liberta e salva
o seu povo, e não deixa que sejam mortos. Ele faz grandes milagres no
céu e na terra” (Daniel 6:26-27, BV). Vinda de um rei pagão, esta teologia
soa notavelmente verdadeira.
A libertação e a vida de Daniel falaram alto para aqueles ao redor
dele. O que a sua vida comunica aos outros? “Vocês mesmos são a nossa
carta, escrita em nosso coração, para ser conhecida e lida por todos” (2
Coríntios 3:2).

85
Uma Questão de Vida ou Morte - Daniel 6:4-26

Estudo Estudo Adicional Devocional


Daniel Daniel Salmo
6:4-26 6 119:57–64

Verso áureo
“Quando Daniel soube que o edital estava assinado, entrou em sua
casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas que da-
vam para o lado de Jerusalém; e três vezes no dia se punha de joelhos e
orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava
fazer” (Daniel 6:10).

Núcleo da lição
As pessoas podem ser tentadas a se comprometerem com suas con-
vicções de maneiras aparentemente pequenas. Qual a importância de
você se comprometer com sua fé? Quando a ordem para não orar a qual-
quer um, exceto ao rei, durante trinta dias, foi promulgada, Daniel se re-
cusou a deixar os três momentos diários de oração a Deus, nem mesmo
tentou esconder suas ações.

Questões para estudo do texto


1. Por que você acha que o rei Dario foi influenciado por seus admi-
nistradores e sátrapas a editar uma lei contra oração? Em sua opi-
nião qual era a perspectiva de Deus sobre esta situação? Por que
você acha que Deus permitiu que Daniel enfrentasse tal perigo?

2. A oração desempenhou um papel central nesta história. Como


ela colocou Daniel em perigo? Alguma vez a oração ou qualquer

86
Lição 8 - Sábado, 21 de fevereiro de 2009

outra atividade espiritual colocou-o em perigo? Como você foi


salvo daquela situação?

3. Deus escolheu usar um anjo para salvar Daniel do perigo em


que se encontrava. Que outros métodos o Senhor poderia ter
usado para salvá-lo? Por que você acha que Deus escolheu um
anjo nesta situação? Você já foi salvo por Deus de situações
complicadas? De que forma?

4. O fim da história é que a posição inflexível de Daniel concernen-


te à sua fé resultou no reconhecimento de Dario da soberania
de Deus. Porém, Daniel teve que passar pelo meio da história
para chegar ao seu fim. O que permitirá você fazer o mesmo
através de suas provações e ver a soberania de Deus reconheci-
da em sua vida?

87
Uma Questão de Vida ou Morte - Daniel 6:4-26

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
A famosa história de Daniel na cova dos leões é precedida pela de
Belzasar e a “escrita na parede”. Este é um desenvolvimento importante
para mostrar porque as ações acontecem da maneira que se desenrolam
em Daniel 6. Depois da cova dos leões, vêm as visões, que incluem bestas
mais assustadoras que leões! No texto que precede nossa história, Daniel
é estabelecido como um intérprete preciso de sonhos. Isto dá credibilida-
de às visões que começam em Daniel 7. O firme fundamento da oração na
vida do profeta o fortaleceu e é especialmente importante na história da
cova dos leões. A oração capacitou-lhe a resistir aos desafios de sua fé.

Pano de fundo histórico


Sátrapa (do grego σατρáTTης satráps, do antigo persa xšaθrapã(van),
i.e. “protetor da terra/país”) era o nome dado aos governadores das pro-
víncias, chamadas satrapias, nos antigos impérios da Pérsia.
Cada satrapia era governada por um sátrapa, que era nomeado pelo
rei. Para evitar a corrupção, o imperador persa possuía uma rede de es-
piões que foi chamada de “os olhos e ouvidos do rei”.
O sátrapa era o chefe da administração da sua província e estava
rodeado por uma corte de caráter não real; ele coletava impostos, con-
trolava os representantes locais do governo e as tribos e cidades sob sua
tutela. Ele era o juiz supremo da província, diante do qual todo caso civil
e criminoso podia ser levado. Era responsável pela segurança das estra-
das e devia controlar os desordeiros e rebeldes. Recebia assistência de
um conselho de persas, para o qual também cidadãos da província eram
aceitos, e era controlado por um secretário real e por emissários do rei,
especialmente o “olho do rei”, que fazia uma inspeção anual.

88
Lição 8 - Sábado, 21 de fevereiro de 2009

6:7 – O Edito real


Os reis persas não eram propensos à auto-deificação. Além disso,
os deuses foram considerados muito importantes para serem ignora-
dos. Dario foi persuadido a emitir o decreto para “resolver” algum pro-
vável problema político/religioso. É improvável que ele pretendia proi-
bir o que Daniel (e a maioria da população do império) estava fazendo.
Heródoto descreve o ritual persa informando que nenhum altar ou fogo
eram usados. Ele diz que quando o oferecimento era feito o adorador
não tinha permissão para pedir qualquer coisa pessoal, ele somente
poderia invocar bênçãos para o rei ou a comunidade.

6:10 – Orando três vezes ao dia em direção a Jerusalém.


Orar em direção a Jerusalém era uma prática que remonta à cons-
trução do templo por Salomão (1 Reis 8:35). A freqüência da oração na
prática israelita não foi estabelecida na lei. Tanto o Antigo Testamento
quanto os Manuscritos do Mar Morto não mostram nenhuma norma,
a não ser o padrão estabelecido do sacrifício oferecido pela manhã e ao
entardecer no templo.

6:17 – A assinatura real


Evidências atuais sugerem que os reis persas usavam selos de cilin-
dro para selar negócios do império e anéis de selar para negócios pesso-
ais. Um anel de selar foi usado para selar a “porta” da cova dos leões.

6:19-23 - Inocência através do “ordálio”


“Ordálio” descreve uma situação judicial em que o acusado é coloca-
do nas mãos de Deus usando-se algum mecanismo, geralmente um que
exporá o acusado ao perigo. Se a deidade intervém para proteger do dano
o acusado, o veredicto então será o de “inocente”. A maioria dos julga-
mentos por ordálio, no Oriente Antigo, envolvia perigos com a água, o
fogo ou o veneno. Quando o acusado era exposto a estas ameaças, ele ou

89
Uma Questão de Vida ou Morte - Daniel 6:4-26

ela estava, em efeito, sendo considerado (a) culpado (a) até que a deidade
declarasse o contrário.

6:24 – Esposas e crianças incluídas na punição


Este fato é mais severo que qualquer outro encontrado nas coleções
da legislação legal da Mesopotâmia, o que indica o quanto Dario ficou
aborrecido! No Antigo Testamento, quando a família é incluída no castigo
normalmente reflete que a linhagem familiar está sendo exterminada. O
que faz do castigo uma espécie de “legado”.

Aplicação
Daniel foi desafiado em seu comprometimento com o Senhor. Ele
foi desafiado ao ser proibido de orar ao Deus vivo. A prática da oração
e o comprometimento público com o Senhor faziam parte da vida diá-
ria dele. A oração era parte essencial da vida de fé de Daniel, e deveria
ser da nossa também. Quando começamos a viver uma vida de ora-
ção “nós somos todos novatos”, diz Phillip Yancey em seu novo livro:
“Oração”. Os pontos seguintes de aplicação vêm do livro dele, que eu
altamente recomendo.

A oração é a atitude de buscar a realidade do ponto de


vista de Deus.
Jane, uma personagem na peça “Nossa Cidade”, recebeu uma carta
endereçada à sua fazenda, cidade, estado, e, então, o envelope conti-
nuou, aos Estados Unidos da América; ao Continente da América do
Norte; ao Hemisfério ocidental; à Terra; ao sistema solar; ao Universo;
à Mente de Deus. Talvez o cristão devesse inverter a ordem. Na oração
precisamos perceber nossa oportunidade de começar com a mente de
Deus. Você alguma vez considerou que as orações de Daniel eram para
aprender mais da mente de Deus? Nós começamos com o Senhor, que
tem em suas mãos responsabilidade primária por tudo que acontece
na Terra e pergunta que parte podemos desempenhar no trabalho dele

90
Lição 8 - Sábado, 21 de fevereiro de 2009

aqui na Terra. “Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como


o ribeiro impetuoso!”, clamou o profeta. Nós estaremos às margens ou
pularemos para dentro do fluxo através de nossa vida de oração?
A oração, e somente ela, restaura minha visão da obra de Deus. Eu
desperto da cegueira para ver que a riqueza espreita como um perigo
terrível; desperto para ver que o valor de uma pessoa, inclusive o meu
valor, não depende da raça ou do status social, mas da imagem de Deus
que toda pessoa foi criada; que nenhuma quantia de esforço para me-
lhorar a beleza física tem muita relevância para a eternidade.
A oração realinha tudo. Nós oramos para restabelecer a verdade
do universo, ganhar um vislumbre do mundo e de nós mesmos pelos
olhos de Deus.
Daniel também mostrou em sua vida de oração um regime – três
vezes ao dia ele estava fielmente diante de Deus. Yancey diz que a ora-
ção é como um exercício: nós conhecemos o bem que ela nos faz e nos
beneficiamos disto. Ainda, como um exercício, precisa ser feita com
freqüência para ter um efeito melhor.
Em nosso país, freqüentemente, incluir Deus em qualquer discus-
são de interesse público não é visto com bons olhos. Especialmente
como batistas, nós acreditamos na separação total da Igreja e do Es-
tado. Daniel não conheceu tal distinção. Para Daniel, a oração era uma
ação política. Ele tinha sido comissionado por Deus para ser fiel na
influência política dele. Ele fez isto sendo abastecido pela sua vida de
oração. A oração é energia social, ela é um bem público.
A vida é amoldada muito mais através da oração do que através
de legislação. A única ação mais importante que contribui para qual-
quer saúde e força em qualquer país é a oração.
Se a oração é o lugar em que Deus e os seres humanos se encon-
tram, então devemos aprender mais sobre ela. A maior parte das lutas
na vida cristã gira em torno de dois problemas iguais: por que Deus não
age do jeito que queremos e por que não ajo do jeito que Deus quer. A
oração é o ponto exato para onde esses temas convergem.

91
Uma Questão de Vida ou Morte - Daniel 6:4-26

Dicas para os professores


Metas da lição
1. Explorar os eventos que levaram Daniel a enfrentar a cova dos
leões;

2. Reconhecer que a oração nos capacita a resistir e a vencer os


desafios à nossa fé;
3. Desafiar seus alunos a fazer da oração e de outras disciplinas
espirituais uma parte regular da vida deles.

Olhando adiante
Daniel oferece orações de confissão e intercessão ao seu povo.

92
9. ORANDO PELO POVO
Daniel 9:1-7, 17-19

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 130


A Bíblia Viva começa o Salmo 130 da seguinte maneira: “Do fun-
do da minha tristeza, Senhor, eu oro a ti, pedindo tua ajuda. Por favor,
Senhor, atende minha oração! Presta atenção aos meus insistentes pe-
didos de misericórdia!” (versos 1 e 2). A palavra hebraica para “clamo”
é “gara”. Ela significa clamar, chorar, suplicar, mas também significa
“aproximar-se”, abordar. O tempo do verbo sugere que o salmista cla-
mava continuamente a Deus. Ele estava desesperadamente precisando
da ajuda do Senhor.
Você já esteve em situações desesperadoras? Já sentiu como se esti-
vesse no “fundo do poço”? Alguém disse: “a única vantagem de se estar
no fundo do poço é que não tem como descer mais”. Quando enfrentar
situações como esta, volte-se para Deus, pois ele é especialista em salvar
pessoas desesperadas.

Segunda-feira, Daniel 9:1–3


Quando o exílio começou Daniel era um jovem. Estudiosos con-
cordam que Daniel estava perto dos 80 anos quando leu as palavras de
Jeremias e compreendeu que o cativeiro estava próximo do fim. Isto o
inspirou a orar pelos hebreus e pela restauração da nação de Israel.
Quando você lê a Bíblia, é um mero exercício ou obrigação? Ou suas
palavras conduzem-no à oração? O que você pode fazer para que as Es-
crituras sejam vivas à medida que as lê diariamente?

93
Orando Pelo Povo - Daniel 9:1-7, 17-19

Terça-feira, Daniel 9:4–10


Numerosos pontos se destacam na oração de Daniel: 1) Daniel re-
conheceu os pecados de seu povo; não havia desculpa de sua parte para
justificar as ações do povo. Nós sabemos que ele era um homem justo e
temente a Deus, todavia se inclui em sua oração de confissão. O que pode-
mos aprender dessa atitude? 2) Daniel deixou claro que o pecado do povo
envolvia o abandono da Palavra de Deus. Que lição existe aqui também
para nós? 3) Mesmo em meio a todo o castigo, tristeza e juízo, todos eles
merecidos, Daniel apelou a Deus por misericórdia, graça e restauração.
Que esperança temos com relação aos nossos próprios enganos?
Se você ler a oração de Daniel notará que uma coisa não está lá: Ele
não estava fazendo a Deus uma pergunta simples: Por que nos aconteceu
tudo isso? E isso, porque já sabia o por quê tudo aquilo havia acontecido:
o povo havia desobedecido ao Senhor. Daniel não fez pergunta alguma
em sua oração. Ele não estava buscando luz, sabedoria nem compreen-
são. No contexto do que estava falando, ele entendia a questão: Israel
havia pecado, fora castigado e agora suplicava a restauração prometida.

Quarta-feira, Daniel 9:11–14


Deus fielmente cumpriu suas promessas aos hebreus: “Se vocês obe-
decerem, eu lhes abençoarei; se vocês desobedecerem, eu os punirei”. A
conseqüência da rebelião deles foi o exílio babilônico. Porém, o maior pe-
cado que eles cometeram foi a falta de arrependimento.
Alguns cristãos se angustiam por pensarem que cometeram o “pe-
cado imperdoável” (Mateus 12:31-32). Uma vez que a Bíblia diz que
Deus perdoará todos os pecados, há um pecado que ele não perdoará?
Um comentário bíblico diz: “Só aqueles que dão as costas para Deus e
rejeitam toda forma de fé em Deus devem se preocupar. Jesus não disse
que o pecado deles não pode ser perdoado porque tal pecado é pior que
qualquer outro, mas porque eles nunca pedirão perdão”. Se você since-
ramente pede perdão, não precisa se preocupar sobre ser perdoado.

94
Lição 9 - Sábado, 28 de fevereiro de 2009

Quinta-feira, Daniel 9:15–19


O que teria acontecido se Daniel não orasse? Os judeus teriam fica-
do na Babilônia para sempre? A condição para o retorno era o arrepen-
dimento. Não vemos ninguém mais, além de Daniel, confessando os
pecados da nação.
Deus pode fazer qualquer coisa que desejar, porém freqüentemente
ele espera por alguém interceder antes de agir. O que acontece quando o
Espírito Santo lhe inspira a orar e você não o faz? Deus seguraria a mão
dele? Como este conceito muda seu pensamento sobre intercessão?

Sexta-feira, Daniel 9:20–23


Após orar praticamente o dia inteiro, “Gabriel... voou rapidamente
e me tocou” (v. 21). Gabriel disse: “Daniel, eu vim para ajudá-lo a enten-
der os planos de Deus. No instante em que você começou a orar, foi dada
uma ordem. Eu vim para dizer a você o que é essa ordem, porque Deus
tem um amor muito especial por você” (vs. 22-23, BV).
Muitas vezes, oramos durante um longo tempo por um pedido
em especial e pensamos que Deus não responderá. Mas esta passagem
revela que, no momento em que começamos a suplicar, Deus envia a
resposta. E ele a revelará no seu tempo.

Sábado, Daniel 9:24–27


A mensagem importante nesta passagem é que Deus cumprirá o
que disse que faria. O simbolismo bíblico do “sete” denota perfeição e
plenitude. Nós celebramos o sétimo dia porque nele Deus descansou ao
completar sua criação perfeita.
Os seis propósitos da profecia estão em 9:24: “cessar a transgres-
são, dar fim aos pecados, expiar a iniqüidade, trazer a justiça eterna,
selar a visão e a profecia e ungir o Santíssimo”. Tais propósitos foram
cumpridos pelo Ungido, o Messias, Jesus Cristo. Não importa o que
você está enfrentando hoje, lembre-se que Deus realizará o propósito
dele em sua vida.

95
Orando Pelo Povo - Daniel 9:1-7, 17-19

Estudo Estudo adicional Devocional


Daniel Daniel Salmo
9:1-7, 17-19 9 130

Verso áureo
“Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas
súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto,
por amor do Senhor” (Daniel 9:17).

Núcleo da lição
Algumas pessoas oferecem orações de confissão e intercessão de
boa vontade. O que as leva a aproximarem-se de Deus? Daniel estava tão
contristado pela devastação de Jerusalém e pelo exílio do seu povo que
confessou seus pecados, e os do seu povo, e intercedeu em favor deles
diante de Deus.

Questões para estudo do texto


1. Faça uma lista dos verbos e sujeitos que aparecem no verso 3.
De acordo com sua lista, qual era a posição de Daniel diante
de Deus? O que o levou a assumir tal posição? O que ele esta-
va pedindo que o Senhor fi zesse?

2. Conforme o conteúdo da oração de Daniel: a) Como você des-


creveria o relacionamento dos israelitas com Deus? Quais fo-
ram as conseqüências deste comportamento? Qual foi a atitude
de Daniel diante de Deus?

96
Lição 9 - Sábado, 28 de fevereiro de 2009

3. Foi dito que a oração capacita as pessoas a resistirem aos


desafios de sua fé. Que desafios à sua fé Daniel estava en-
frentando enquanto estava no exílio babilônico? Como a
oração capacitou-o a vencer estes desafios?

4. Que desafios à fé você enfrenta atualmente? Como a oração


pode ajudá-lo a superá-los? O que você pode fazer para que a
oração faça parte de sua vida diária? Que outras disciplinas es-
pirituais você pode incluir em sua vida?

5. A oração de Daniel não é apenas uma confissão pessoal. Ele


está confessando a Deus em nome do seu povo. Se você tivesse
que confessar a Deus em nome de seus compatriotas, quais se-
riam as ofensas pelas quais pediria perdão?

97
Orando Pelo Povo - Daniel 9:1-7, 17-19

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
O contexto para nossa passagem de estudo está no meio das visões de
Daniel, que começaram no capítulo sete. Primeiramente, Daniel recebe a
visão das quatro bestas, então, no capítulo oito, tem a visão do cordeiro e
do bode. Ele volta-se à oração no capítulo 9. Isto é seguido pela visão de
um homem vestido de linho no capítulo 11. Finalmente, ele recebe a visão
dos tempos do fim no capítulo doze. Nosso capítulo divide-se em cinco
partes: 1) preparação para oração (9:1-4a); 2) prece e confissão (9:4b-10);
3) o castigo de Deus (9:11-14); 4) apelo à misericórdia divina (9:15-19) e
5) a profecia das 70 semanas (9:20-27). No coração da oração de Daniel
está a realidade da aliança. Especificamente, é fundada na Aliança Deu-
teronômica. Ele entende que a situação presente do seu povo é resultado
da quebra da lei e das maldições conseqüentes. O profeta também entende
que o caminho para a restauração passa pelo arrependimento, que envol-
ve o total reconhecimento das transgressões cometidas. Não há “perdão e
esquecimento” sem confissão. Note que não há nenhuma sugestão ou evi-
dência de que Daniel tenha participado pessoalmente em quaisquer dos
pecados que conduziram à condição presente de seu povo. Todavia, ele
não diz “Perdoe-os, Senhor”. A liderança religiosa ecoará freqüentemente
as palavras de Daniel em 9:5, quando está lidando com arrependimento e
pedido de perdão.

Pano de fundo histórico


O fundo histórico do exílio não pode ser subestimado, é um dos dois
maiores eventos na mente da maioria dos judeus (o outro é a “salvação”
no Mar Vermelho). O exílio é a metáfora dominante sobre como uma
pessoa como Daniel entendeu as condições nas quais viveu. Ele sabia que

98
Lição 9 - Sábado, 28 de fevereiro de 2009

o exílio não era o que Deus tinha planejado para seu povo, mas também
sabia que eles eram culpados pela condição na qual se encontravam.

9:24 Setenta e sete


Um período de sete anos era o ciclo sabático anual (Levíticos
26:34-35, 2 Crônicas 36) e Sete anos sabáticos constituíam o ano do Jubi-
leu, no qual os escravos deveriam ser libertados e a terra retornaria para
seus proprietários (Levíticos 25). Setenta ciclos sabáticos equivalem a
dez jubileus. O primeiro jubileu é distinto aqui (sete semanas em 9:25),
e o último ciclo sabático também é distinto (a septuagésima semana).
Está claro, então, que estes números estão carregados de significado te-
ológico que lhes dá um aparecimento esquemático. Na Mesopotâmia,
os números sete e setenta representam uma medida cheia de tempo. O
uso esquemático do termo “semanas” pode ser visto em outra literatura
apocalíptica (1 Enoque, por exemplo), e o período de setenta semanas
também é encontrado nos manuscritos de Qumran.

Aplicação
Daniel 9 começa com uma leitura das Escrituras, que leva a uma oração
e resulta numa revelação divina. Isto parece uma dica para nossa vida espi-
ritual à medida que buscamos seguir ao Senhor fielmente.
As pessoas são mais propensas à oração particular e comunitária
em tempos de crise. Lembro-me que, depois dos ataques terroristas de 11
de setembro, havia vários anúncios de igrejas oferecendo momentos es-
peciais de oração durante as semanas e meses que seguiram àquela tra-
gédia. Daniel estava certo de que a calamidade que estavam enfrentando
era conseqüência dos pecados que haviam cometido. O arrependimento é
o principio da estrada da reconciliação. Tenho participado de atividades
especiais da associação de igrejas, que tem promovido encontros de cura
interior e reconciliação.
Esta parte de Daniel é freqüentemente usurpada pelo interesse de-
masiado nas “profecias”. Alguns cristãos, e até mesmo denominações

99
Orando Pelo Povo - Daniel 9:1-7, 17-19

inteiras, podem se encantar tanto com os estudos proféticos, que aca-


bam tendo pouca preocupação com o lado prático da vontade de Deus
para nossa vida diária. Nós podemos evitar isto através da oração. O
seguinte paradigma de Daniel pode ser útil:
1) Preparação para oração (9:1-4a). Você tem tempo e lugares que você
pode considerar um “abrigo seguro” para oração? Eu, freqüentemente,
tomo tempo para considerar a palavra de Deus como preparação apro-
priada para oração, normalmente costumo ler algum salmo antes de orar,
como uma forma de me concentrar mais em Deus.
2) Prece e confissão (9:4b-10). Para mim, o ato mais importante que
acontece na manhã de Sábado são as boas-vindas e a prece de invocação,
para nosso culto de adoração. Quando sou questionado sobre como de-
senvolver a vida de oração, normalmente digo às pessoas: “Venham e
adorem conosco nas manhãs de Sábado para começar a desenvolver sua
vida de oração”.
3) O castigo de Deus (9:11-14). Freqüentemente as respostas mais
dolorosas para nossas orações vêm quando Deus diz “não” para nossos
pedidos. Nós sabemos que há conseqüências para o pecado, mas, fre-
qüentemente, queremos evitar o castigo e adquirir o perdão. Devemos
estar cientes de que há momentos em que o Senhor quer nos ensinar
através de sua repreensão.
4) Clame por misericórdia (9:15-19). Ainda há tempo e lugar para
clamar pelas clemências de Deus. Quando sabemos que erramos pode-
mos confiar na graça de Deus. Daniel apela em favor de seu povo, ele
humildemente traz as transgressões do povo diante de Deus e pede por
misericórdia. O profeta reconheceu que o pecado de Israel tinha rompido
sua relação com Deus. Historicamente, esta quebra de relacionamento é
representada pelo Exílio. Ele roga pelo restabelecimento do relaciona-
mento, usando uma oração de confissão e arrependimento.
Um dos exemplos mais poderosos de restauração que temos na vida
moderna é a luta da África do Sul contra o “apartheid”, que terminou em
um movimento chamado de comitê “Verdade e Reconciliação”. A África
do Sul testemunhou durante muitas décadas a opressão brutal da maioria

100
Lição 9 - Sábado, 28 de fevereiro de 2009

negra pelas mãos da minoria branca, na forma do regime de segregação.


Este comitê (estabelecido em 1995) anunciou um período de tempo, du-
rante o qual indivíduos que cometeram atrocidades poderiam revelar seus
crimes com a promessa de anistia. Depois do período de tempo fixado, os
ofensores que não confessaram seus crimes foram processados. Deste ato
surgiram muitos frutos e muitas histórias sobre o poder do perdão e da
reconciliação, que aconteceram como resultado destes esforços.

Dicas para os professores


Metas da lição
1. Explorar os eventos na vida de Daniel até a noite que passou na
cova dos leões;
2. Reconhecer que a oração capacita as pessoas a resistirem fir-
mes diante dos desafios à fé delas;
3. Desafiar seus alunos a fazer da oração e de outras disciplinas
espirituais uma parte regular da vida deles.

Atividade pedagógica
Faça uma lista com alguns pecados que nossa nação tem cometido.
Escreva uma oração de confissão e intercessão. Uma boa dica para leitu-
ra é o livro “Celebração da disciplina”, de Richard Foster, publicado pela
Editora Vida.

Olhando adiante
Ageu ensina as prioridades divinas com relação ao processo de
reconstrução.

101
ATENÇÃO

O próximo sábado será o 10º sábado. As ofertas recolhidas em


todas as Igrejas Batistas do Sétimo Dia, deverão ser enviadas para
a Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira, para apoio da
obra missionária, conforme instruções no verso.

Solicita-se que as remessas de dízimos, ofertas e outras contribuições


destinadas à Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira, sejam feitas
através de cheques, ordens bancárias ou vales postais nominais, de prefe-
rência para as seguintes agências e contas bancárias:

a) BANCO DO BRASIL S. A.
Agência nº. 1622-5 de Curitiba / PR
Conta Corrente nº. 57643 -3
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira

b) BANCO BRADESCO S.A.


Agência nº. 0049-3 de Curitiba/PR
Conta Corrente nº. 153799-7
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira.

c) BANCO ITAÚ
Agência: 3703
Conta Corrente: 06312-7
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira

Após a remessa, enviar carta com a FICHA DE REMESSA ao tesou-


reiro geral, contendo as datas, os valores e indicando a sua natureza:
se são remessas, ofertas em geral ou para uma finalidade específica.
UNIDADE 3

RECONSTRUINDO
COM A AJUDA DE DEUS
10. A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO
Ageu 1:1-15

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 84:1-4


Algumas traduções do Salmo 84.1 usam a palavra “agradável” para
descrever o tabernáculo (templo). A versão Revista e Atualizada traduz por
“amável”. A palavra hebraica yadid tem o significado de amado, bonito, lu-
gar desejoso de se estar. O salmista tinha profunda afeição pelo templo e
por sua beleza. Ele “invejava” aqueles que viviam no templo, incluindo os
sacerdotes, levitas e até mesmo os pássaros (84:3-4). Ele anelava por estar
nos átrios do Senhor.
Embora possamos adorar a Deus em qualquer lugar, há algo maravi-
lhoso em adentrar em um santuário consagrado à adoração. A paz de Deus
parece mais presente em uma casa de adoração. Você deseja ir à igreja toda
semana? Você anseia por adorar a Deus? Você é daquelas pessoas que quase
não consegue esperar até o próximo culto?

Segunda-feira, Ageu 1:1-6


Os judeus reconstruíram suas próprias casas, inclusive num nível lu-
xuoso. Mas negligenciaram a casa de Deus. O tempo de exílio na Babilônia
não curou seu orgulho.
O materialismo corre desenfreadamente em nossa sociedade. Nessa
corrida por posses materiais, até mesmo os cristãos estão negligenciando o

105
A Reconstrução do Templo - Ageu 1:1-15

contribuir com sua igreja. Um relatório do Grupo Barna diz: “Um em cada
seis cristãos não deu nenhum dinheiro para sua igreja no último ano. A
média de dizimistas fiéis é de apenas 8%. Em geral, quanto mais dinheiro
uma pessoa ganha, menor é a probabilidade de ela dizimar”. Como está o
seu ofertar? Você é dizimista fiel? Você dá alegremente (2 Coríntios 9:7)?

Terça-feira, Ageu 1:7-15


Duas vezes neste capítulo Deus diz: “considerai os vossos caminhos”
(1.5,7). Os judeus não fizeram nenhuma conexão entre seu estilo de vida e
a falta de provisão divina.
Tome algum tempo para considerar sua vida. Você tem dado a Deus o
que lhe é devido? Você o está colocando em primeiro lugar? Você o busca
diariamente de forma que possa conhecê-lo melhor? Como está seu cui-
dado com a “Casa do Senhor”? Você vivem em uma casa “apainelada”
enquanto o templo, onde congrega, está em más condições?

Quarta-feira, Esdras 3:8-13


Quando a fundação do templo foi posta, a adoração retomou no es-
tilo exuberante de Davi. Mais uma vez, eles teriam um santuário. Porém,
este momento foi agridoce. Aqueles que tinham visto o templo anterior
perceberam que o “novo” nunca alcançaria a grandeza do anterior.
Quando nossas escolhas erradas nos levam a perder o que temos
por precioso, tudo pode parecer desesperador. Todavia, Deus promete
restauração. Provavelmente o Senhor não substituirá simplesmente o
que perdemos. Mas até mesmo aquilo que parece inferior será espiritu-
almente melhor. O que suas decisões imprudentes lhe custaram? Deus
restabeleceu o que foi levado? Se não, você confia que ele restabelecerá?

Quinta-feira, Esdras 4:1-4


Warren Wiersbe diz: “Oportunidade e oposição geralmente andam
juntas; e com uma grande oportunidade, haverá uma grande oposição”.
A resistência levantou-se junto com o fervor renovado para reconstruir o

106
Lição 10 - Sábado, 07 de março de 2009

templo. Você enfrenta maior conflito quando se dispõe a servir a Deus? Por
outro lado, acho que não devemos nos apavorar quando enfrentamos ad-
versidades por querermos fazer a vontade de Deus. Sabemos que temos um
inimigo incansável, que não fica contente quando um filho ou filha de Deus
decide cumprir os desígnios divinos, e fará de tudo para trazer desânimo.

Sexta-feira, Esdras 5:1-5


Quando os judeus, gradualmente, voltaram a Jerusalém eles nunca
recuperaram um rei. Nos dias de Samuel, quando exigiram um rei, Deus
relutantemente lhes concedeu. Muitos dos reis deles os conduziram à
adoração de ídolos. Então, do tempo do retorno deles, reis estrangeiros
regeram sobre o povo de Deus. “Porém, o Senhor estava controlando toda
a situação, nossos inimigos não nos obrigaram a parar a construção, mas
nos deixaram continuar, enquanto o rei Dario examinava a situação e to-
mava sua decisão” (Esdras 5.5, BV). Embora parecesse que Dario estava
no controle, de fato Deus é quem tinha a situação em suas mãos.
Você tem chefe, professor ou um líder que parece controlar sua vida?
Lembre-se de quem verdadeiramente tem o controle de tudo. Entregue
essas circunstâncias a Deus e descanse nas mãos dele.

Sábado, Esdras 5:6-17


Em contraste com a oposição, no capítulo 4, esta situação partiu de
um oficial que estava fazendo o trabalho dele. Tattenai questionou a cons-
trução de templo. A explicação cortês dos judeus da história do templo o
satisfez, enquanto esperava por uma resposta de Dario.
Nem sempre é fácil encontrar a dissimilitude entre antagonismo e
inquisição. Peça a Deus sabedoria para saber a diferença e como respon-
der sabiamente.

107
A Reconstrução do Templo - Ageu 1:1-15

Estudo Estudo adicional Devocional


Ageu Ageu 1 Salmo
1:1-15 Esdras 5 84

Verso áureo
“Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agrada-
rei, e serei glorificado, diz o SENHOR” (Ageu 1;8).

Núcleo da lição
Recuperar-se de qualquer tipo de devastação requer reconstru-
ção. Quem determina quais serão as prioridades no processo de re-
construção? O profeta Ageu relembra aos israelitas de sua prioridade
número 1, manter sua aliança com Deus e reconstruir o templo em
Jerusalém. Qual é a sua prioridade?

Questões para estudo do texto


1. A principal preocupação de Ageu era a reconstrução do Templo
de Jerusalém, que havia sido destruído quando o rei Nabuco-
donosor conquistou e destruiu Jerusalém em 586 a.C. Por que
Ageu estava tão focado na reconstrução do templo? O que o tem-
plo simbolizava para o povo judeu?

2. O que em sua própria vida desempenha o papel do templo? Para


qual lugar você pode ir ou que atividade pode fazer que o leve à pre-
sença de Deus? Com que freqüência você vai a este lugar ou realiza
tal atividade? Tal lugar ou atividade precisam ser “reconstruídos”?

108
Lição 10 - Sábado, 07 de março de 2009

3. Que tipo de oposição os israelitas enfrentaram quando estavam


reconstruindo o templo de Deus? Quem ou o que foram as fontes
da oposição? Quando você está tentando cumprir com a vontade
de Deus que tipo de oposições enfrenta?

4. Ageu instou o povo de Deus a executar as prioridades divinas


e não suas próprias. Como você está em relação às suas prio-
ridades? As coisas de Deus têm sido prioridades em sua vida?
Há algo que o esteja distraindo ou o impedindo de realizar as
prioridades de Deus?

5. Como está o templo onde você congrega? Ele está precisando


de reformas ou reconstrução? Como você pode ajudar neste
processo?

109
A Reconstrução do Templo - Ageu 1:1-15

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
Zorobabel era herdeiro do trono de Davi (era neto de Jeoaquim, 2
Reis 24). Havia uma quantia significativa de expectativas de que ele fos-
se o Messias prometido. Josué era o sumo-sacerdote durante este perío-
do e também um líder na reconstrução do templo.
Qualquer processo de reconstrução próspero começará com Deus.
Esta história não é diferente. Deus precisa nos mostrar claramente o que
ele deseja (isto pode levar um período de tempo para que discernamos a
sua vontade). Ageu era o profeta designado neste processo, que participa
no “time de liderança” que Deus tinha escolhido para executar este proje-
to. Comparando com os grandes profetas que pregaram arrependimento
e salvação, a mensagem de Ageu não deve ter soado muito “espiritual”.
Mas, na economia divina, talvez não seja sábio dizer que nosso trabalho
seja mais ou menos espiritual. Não somos anjos, precisamos de espaço
para nossa adoração. Ageu nos mantém em contato com aqueles mo-
mentos em nossa vida, quando consertar ou reconstruir o edifício onde
adoramos é um ato de obediência, tão importante quanto o tempo que
passamos orando naquele lugar de adoração.

Pano de fundo histórico


Após o decreto do imperador persa Ciro em 538 a.C, os exilados, lidera-
dos por Zorobabel, retornaram à terra de Judá (Esdras 1). Ao lado de onde
ficava o Templo de Salomão, eles construíram um altar e reinstituíram os sa-
crifícios requeridos pela lei de Moisés (Esdras 3). Eles tinham se preparado
para reconstruir o templo, mas o trabalho parou devido à oposição de seus
vizinhos e inimigos. Nos 16 anos seguintes eles se preocuparam em construir
suas próprias casas, mas nenhum trabalho estava sendo executado na casa

110
Lição 10 - Sábado, 07 de março de 2009

do Senhor, até que os profetas Ageu e Zacarias repreenderam e desafiaram o


povo (Esdras 4:24 a 5.2).
Dario I, Histaspes, era quem estava no trono durante o ministério de Ageu
(1.1). Subiu ao trono do Império Persa em circunstâncias confusas. O seu pre-
decessor, Cambises, ao retornar, pela Palestina, de uma campanha contra os
egípcios, encontrou uma rebelião em casa e morreu de forma misteriosa. Seu
parente, Dario, apoiado pelo exército, retornou à Média e Pérsia e subverteu
a revolta armada. Levou dois anos para ele restabelecer a calma no império.
Jerusalém fazia parte da grande satrapia da “Babilônia e além do Rio”, com
um governador superintendente e governadores distritais em Samaria e Jeru-
salém. Não está claro que liberdade de ação foi dada a Zorobabel e Neemias, ou
mesmo se Judá desfrutava de qualquer tipo de autonomia provinciana. Porém,
o ponto significativo é que, por volta de 520 a.C, o império estava seguramente
nas mãos de Dario e não havia nenhuma agitação. Ageu e Zacarias não eram
oportunistas políticos que alarmavam as dificuldades do império e usavam
movimentos religiosos como um capote para ambições nacionalistas. Eles
eram fiéis ao chamado profético deles e conclamaram o povo a confiar em
Deus e deixar o futuro nas mãos dele.

Aplicação
Como adultos, nossas prioridades tendem a mudar. Você consegue
imaginar as pessoas que viram este trabalho começar e agora estavam
vendo a obra sendo protelada? Eles deviam ter uma convicção mais forte
de que era aquilo que Deus queria que eles fizessem, e abraçar novamen-
te a reconstrução debaixo da liderança de Ageu, Zorobabel e Josué. Suas
prioridades têm mudado à medida que você descobre os vários projetos
de reconstrução que Deus pôs em seu caminho? Como você pode parti-
cipar na realização do trabalho para o crescimento do Reino de Deus?
Talvez este projeto de reconstrução inclua sua própria casa ou família?
Não literalmente (embora isto possa acontecer), mas espiritualmente. Em
que caminhos você pode conduzir sua própria família na reconstrução de
projetos que honrariam ao Senhor? Talvez seja participar mais ativamente
na adoração familiar em casa. Talvez seja encorajar sua família a servir com
mais comprometimento em sua igreja?

111
A Reconstrução do Templo - Ageu 1:1-15

Ageu mostrou como as pessoas tinham se distanciado do propósito


de Deus para elas, e tinham se embrenhado em conquistar suas próprias
metas. Como conseqüência, esqueceram de terminar a obra que o Senhor
lhes havia incumbido. Quando, num contexto de sua Igreja local, você se
achou satisfazendo suas próprias necessidades acima das preocupações e
necessidades de outros no serviço do Senhor? Esta é uma luta constante e
requer diligência em viver com uma comunidade de fé, uma comunidade
em que um é responsável pelo outro enquanto servimos juntos ao Senhor
como o Corpo de Cristo.
Valores e prioridades erradas podem conduzir a uma perda de bem-
estar espiritual. Como você pode melhorar seu bem-estar espiritual?
Ageu declarou as conseqüências que os israelitas estavam colhendo por
não estarem cumprindo a vontade divina (Ageu 1:9-11). Por quais meios
você pode ajudar os líderes que Deus colocou em sua igreja, assim como
fizeram com Zorobabel e Josué?
Lembre-se que Deus não nos deixou sós (Ageu 1.13). Desde que o Cris-
to partiu, temos o poder e a capacitação do Espírito Santo para prover a
força necessária para execução do trabalho do Senhor. Quando percebemos
isto e vivemos na luz desta promessa, podemos fazer coisas maravilhosas
para o Senhor!
Talvez haja uma reconstrução espiritual que precise acontecer em sua
vida. Novamente, com os recursos que Deus nos dá no Corpo de Cristo e
com o poder do seu Espírito, poderemos “reconstruir” o que for necessário
para que sejamos testemunhas eficazes do poder, fidelidade e restauração
do Senhor em nossa vida.
Devemos lembrar que as Escrituras nos admoestam a orarmos por nos-
sos governantes, e por todos que estão imbuídos de autoridade. Você tem feito
isso? Lembre-se sempre, estando no processo de “reconstruir” algo no Reino
de Deus, que são os valores do Reino que realmente importam e não os nossos
ou de nossa cultura! Nossos próprios valores culturais ou familiares podem
não contradizer as preocupações do reino, mas esteja sempre disposto a exa-
minar se eles não estão atrapalhando o cumprimento dos propósitos divinos
para sua vida.

112
Lição 10 - Sábado, 07 de março de 2009

Dicas para os professores


Metas da lição
1. Rever o chamado de Deus para as pessoas reconstruírem o
templo e as promessas que ele lhes fez de estar com eles;
2. Reconhecer que a vida pode se tornar difícil quando ignoramos
as prioridades divinas;
3. Encorajar seus alunos a avaliarem suas próprias prioridades, para
determinar se eles estão de fato colocando Deus em primeiro lugar.

Atividade pedagógica
Peça aos seus alunos para pesquisarem os nomes próprios que apa-
recem nesta passagem das Escrituras. Discutam qual o significado de
cada personagem no processo de reconstrução do templo.

Olhando adiante
Neemias serve como um líder visionário para seu povo.

113
11. RECONSTRUINDO O MURO

Neemias 2:1-8, 11,17-18

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 137:1–7


Você sente desconforto ao ler este salmo? Não há coisa alguma ale-
gre ou animadora nele. Os exilados lembravam os maus tratos sofridos
na Babilônia. Nós tentamos nos retrair dessas expressões de dor e an-
gústia. Ainda assim, a Bíblia está cheia de lamentos.
Warren Wiersbe escreve: “O fato de que os exilados podiam falar
sobre essas coisas dolorosas indica que eles as encaravam honestamen-
te, e aprendiam como lidar com essa dor de maneira madura. Demora
cicatrizar um coração partido. Porém, Jesus pode curá-lo se dermos a
ele todos os pedaços”.
Que memórias dolorosas ainda alfinetam seu coração? Você já tentou
enterrá-las ou está ainda tentando cicatrizá-las? Peça a Deus para desen-
terrar qualquer memória escondida e trazer restauração para você.

Segunda-feira, Neemias 1:1–4


A primeira reação de Neemias quando ele ouviu que as muralhas de
Jerusalém ficaram em mau estado foi de pesar. A segunda, foi orar.
Quando você recebe notícias alarmantes, qual é sua primeira reação
– e sua segunda? Você entra em pânico, se preocupa ou as manipula?

115
Reconstruindo o Muro - Neemias 2:1-8, 11, 17-18

Ou se volta para Deus em prece? O que você pode fazer para lembrar a si
próprio que a oração não deveria ser o último recurso, mas o primeiro?

Terça-feira, Neemias 1:5–11


Os elementos da prece de Neemias reconheciam a importância do
protocolo, com Deus e com o rei. Em primeiro lugar, ele louvava a Deus.
Depois, confessava os pecados da nação, como fez Daniel. Em seguida,
Neemias repetia as promessas do Senhor, não por que ele as houvesse es-
quecido, mas para lembrar a si próprio. Finalmente, ele apresentava seu
pedido de favores ao rei. Muitos de nós temos pouca etiqueta quando nos
dirigimos a Deus. Nós invadimos a sala do trono e fazemos exigências. Em
vez disso, por que não adotar a prática de Neemias durante suas orações?
Adoração e contrição mostram ao Senhor sua reverência e boa vontade.

Quarta-feira, Neemias 2:1–10


Quando o rei percebeu sua tristeza, Neemias temeu que ele o punisse.
Entretanto, Deus abriu a porta para que Neemias fizesse seu pedido. A pre-
ce do versículo 4 deve ter sido rápida, porque o rei não toleraria um silêncio
longo. Duvido que Neemias haja cumprido o protocolo que vimos ontem.
Ao mesmo tempo em que é importante nos aproximarmos de Deus re-
verentemente, também poderemos abordá-lo espontaneamente. Que tipo de
súplica mais caracteriza sua vida de oração? Pois qualquer um, em demasia,
resulta em desequilíbrio. Decida qual tipo de oração você quer cultivar.

Quinta-feira, Neemias 2:11–15


Antes de revelar seu plano para reconstruir a muralha, Neemias
inspecionou-a. Ele necessitava desse conhecimento antes de prosseguir.
A Bíblia de Aplicação à Vida diz: “Neemias demonstrou uma excelente
abordagem para solução de problemas. Ele obteve informação de pri-
meira mão e estudou cuidadosamente a situação. Então ele apresentou
uma estratégia realista”.

116
Lição 11 - Sábado, 14 de março de 2009

Solicitar a sabedoria de Deus é muito importante, mas auto informar-


nos é também prudente. Você já entrou em uma conversação ou em um
projeto sem conhecer detalhes? Você ficou atrapalhado? O que aconteceu
quando levou tempo para reavaliar a situação? O que funcionou melhor?

Sexta-feira, Neemias 2:16–20


Duas coisas convenceram os judeus a começarem a reconstruir a
muralha: a estratégia de Neemias e seu testemunho. Assim que este re-
latou a história de intervenção divina, aqueles se convenceram da lide-
rança de Deus.
Pode-se debater teologia, mas ninguém pode discutir sobre como Deus
agiu em nossa vida. Em lugar de convencer outros de que Deus está certo,
por que não mostrar-lhes o que ele tem feito em sua vida?

Sábado, Salmo 138:1–5


O Salmo 138:1 diz, na Nova Versão Internacional: “diante dos deu-
ses cantarei louvores”. Em outras traduções, “deuses” não estão entre
aspas, mas aqui parece apropriado estar. A Bíblia diz enfaticamente que
não existem outros deuses a não ser o Deus Todo-Poderoso, Yawéh. Mas
o povo sempre teve outros “deuses”, sejam ídolos físicos ou qualquer
coisa mais importante que Deus.
“Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxodo 20:3). O que se
tornou maior que Deus em sua vida? Você estaria disposto a abandoná-
lo se Deus o exigisse? Reafirme hoje ao Senhor que ele é sua prioridade.

117
Reconstruindo o Muro - Neemias 2:1-8, 11, 17-18

Estudo Estudo Adicional Devocional


Neemias Neemias Salmos
2:1-8, 11, 17-18 Cap. 1 e 2 137:1–7; 138:1-5

Verso Áureo
“Eu disse a eles como a mão de meu Deus me foi favorável, bem como
sobre as palavras que o rei falou-me. Então eles disseram: “Levantemo-
nos e construamos”. Então eles puseram mãos à obra”. (Neemias 2:18).

Núcleo da Lição
Quando uma pessoa de visão está encarregada de uma tarefa, as
pessoas aderem ao trabalho com paixão. Como podemos discernir uma
visão valiosa de um líder visionário? Deus deu a Neemias uma visão de
reconstrução das muralhas, e a habilidade de liderança para buscar os
favores do rei e motivar o pessoal para trabalhar.

Questões para Estudo do Texto


1. O livro de Esdras descreve a reconstrução do templo de Jerusa-
lém. O livro de Neemias descreve a reconstrução da muralha em
volta de Jerusalém. O que havia de semelhante nesses dois proje-
tos? No que diferiam?

2. Neemias sentia o chamado de Deus para liderar a reconstrução da


muralha em volta de Jerusalém. Descreva a finalidade específica
da visão que ele teve para este projeto. Qual foi a estratégia dele
para atingir sua finalidade? Que táticas empregou para executar
sua estratégia?

118
Lição 11 - Sábado, 14 de março de 2009

3. Neemias é um exemplo de líder eficiente. Que qualidades tinha


que fizeram sua liderança tão eficiente? Quais dessas qualida-
des você enxerga em você mesmo? Para qual tarefa ou projeto
você crê que Deus o esteja chamando?

4. Algumas vezes Deus nos chama para liderar e, às vezes, nos


chama para seguir. Quais pessoas, movimentos ou idéias você
segue presentemente? Quais qualidades intrínsecas ou verda-
des essas pessoas, movimentos e idéias compartilham? Que
contribuições você dá quando procura ser um patrocinador e
seguidor fiel?

5. Neemias agrupava as pessoas para trabalhar pelo bem-estar


de sua comunidade. Que necessidades você vê em sua própria
comunidade? Quem está agrupando as pessoas para suprir es-
sas necessidades?

119
Reconstruindo o Muro - Neemias 2:1-8, 11, 17-18

Entendendo e Vivendo

Matthew Berg

Contexto
Neemias é outra pessoa cuja identidade, parecida com Daniel e Ageu
das semanas anteriores, estava fixada firmemente na experiência de haver
estado no exílio. Mas, em lugar de perder sua fé inteiramente, ele acredita-
va que Jeová tinha um plano no meio do exílio. Ele acreditava que Deus o
havia chamado de volta à pátria mãe e que serviria ao Senhor dirigindo um
projeto de reconstrução. Para colocar a história em palavras, acredito ser
importante lembrar que Neemias sabia o suficiente sobre liderança, para
perceber que primeiro deveria ter Deus a seu lado. Ele conseguiu isso por
meio de ardentes preces. Antes que façamos algo grandioso para o Senhor,
devemos lembrar quem deverá estar junto, para nos dirigir pela trilha. É o
Senhor. Estou tão perplexo ao ver quantos novos programas de igreja são
concebidos, sem um período de jejum antes de embarcar-se em tais pro-
jetos ou nova direção a ser seguida pela igreja. O contexto para qualquer
campanha de reconstrução deverá estar encharcado de orações.
O Senhor usa tanto a profissão secular de Neemias, quanto o sagrado
sacerdócio de Esdras, como ponta de lança de seus esforços para recons-
truir um lugar onde Deus pudesse ser novamente adorado.
A marca oficial desses esforços era o “bem comum” (2:18). Deus não
age egoisticamente somente para seus próprios propósitos, mas também
para os objetivos daqueles dentre seu povo, de maneira que seu reino
possa ser honrado e esse povo abençoado ao responder ao chamado dele
em profissões seculares ou sagradas.

Pano de fundo histórico


A cidadela de Susã era a residência de inverno dos reis da Pérsia. Ne-
emias tinha uma posição importante, como despenseiro do rei da Pérsia

120
Lição 11 - Sábado, 14 de março de 2009

nos meados do quinto século antes de Cristo, durante o reinado de Arta-


xerxes (465-424 a.C). Essa era uma posição poderosa de influência com
o rei. Além de despenseiro, ele era o portador do anel com sinete e era o
equivalente ao funcionário-chefe das finanças do império. Uma revolta
estourou no Egito em 460 a.C, que demorou cinco anos para ser subju-
gada. Esses foram tempos de turbulência na vida do império, podendo-
se assim supor que os persas queriam aliar-se com o número de grupos
minoritários dentro do império, como eram os judeus.
Assim, é bastante provável que judeus como Neemias (e Daniel) tives-
sem altas posições dentro do império. Esta informação é dada com o fito de
acrescentar plausibilidade histórica à narrativa. Há quem ache o texto do Ve-
lho Testamento duvidoso, de forma que é bom conhecer este tipo de origem
histórica à medida que estudamos o texto.
Os laços de família eram de suprema importância nas culturas antigas
do Oriente Próximo. Os habitantes vivos de uma família eram intimados a
prestar estrita atenção à preservação dos restos mortais de membros da fa-
mília. Em Israel, os ossos dos mortos eram preservados.

Aplicação
Quando uma pessoa como Neemias é encarregada de uma tarefa, as
pessoas juntam-se ao trabalho com paixão, por causa das orações, se-
guindo a liderança de Deus. Como podemos discernir uma visão valiosa
de um líder visionário? Neemias não era perfeito, e deve-se tomar cui-
dado ao considerá-lo um líder modelo, pois ele não era necessariamente
exemplar em todos os aspectos (13:24-25). Naturalmente nenhum líder
é, pois, como ser humano, é semelhante a nós com qualidades e defei-
tos. Nenhum exemplo que nos é dado na Bíblia tem a intenção de servir
de modelos exemplares, mas sim exemplos de seres humanos falhos,
redimidos pelo Criador. Mesmo assim, Deus deu a Neemias a visão da
reconstrução das muralhas e a capacidade de liderança para buscar os
favores do rei e motivar o povo a trabalhar.

121
Reconstruindo o Muro - Neemias 2:1-8, 11, 17-18

Seja o que for que possamos dizer a mais sobre Neemias, ele deverá
receber as honras por buscar a reverência do nome do Senhor (1:11). Ele
sabia como agir em suas responsabilidades, refletia sobre quem Deus
era para o mundo descrente do Império Persa. Ele encarou seriamente
sua responsabilidade de dar testemunho. Temo pelas congregações que
tiveram líderes que caíram da graça. Como elas reagirão sabendo que
essa era a espécie de líder que tinham?
Os esforços de reconstrução são abundantes nas igrejas batistas do
sétimo dia em todo o mundo, e minha recomendação seria para olhar
para as pessoas em sua congregação, e começar gastando tempo com
elas no trabalho poderoso da oração, para chegar ao que Deus está fa-
zendo no mundo.
Que sonhos ou visões o Senhor semeou em seu coração, como fez
com Neemias? Você tem um grupo de amigos na igreja com quem possa
conversar sobre tais coisas?
De que maneira você e seus amigos poderiam fazer um discerni-
mento conjunto sobre essa visão? Neemias necessitou de um amigo de
confiança, na pessoa de Esdras, para estar ao seu lado em sua jornada.
Como poderá você recrutar outros sem manipulação? “Venha e verifi-
que” parece ser o coração do convite evangelista. Por que o trabalho de
evangelização deveria ser diferente?
Às vezes é desconcertante ter alguns poucos que desejam, no prin-
cípio, seguir sua liderança. Muitas vezes tem que haver coragem para
prosseguir e, eventualmente, você ganhará seguidores, especialmente
se começar a dar frutos.
O aspecto mais revelador da narrativa é que Neemias orava com fé
seguindo a liderança e iniciativa de Deus. Quantas vezes vemos nossos
próprios esforços sem a mão de Deus e vagarosamente começamos a
acreditar que podemos fazer seu trabalho por nós mesmos. Em essência,
a autorização real dada a Neemias pode ser vista como iniciativa divina,
mostrando o caminho adiante reservado para ele. Outro componente da
história de Neemias é o ritmo divino que lhe foi dado para apoiar seus
esforços. Muitas vezes temos uma visão do Senhor sobre o que fazer, mas

122
Lição 11 - Sábado, 14 de março de 2009

poderá não ser a ocasião certa para prosseguir com nossos esforços e,
então, aguardamos pacientemente por um sinal de que o Senhor abriu as
portas, de forma que poderemos ir adiante com fé. Procure pessoas que
você conhece e nas quais confia e sejam guerreiros de oração em sua con-
gregação, principiando com eles um diálogo sobre o que parece que Deus
está fazendo em sua Igreja local. Tomando isso como ponto de partida,
normalmente é preciso coragem para assumir a liderança no trabalho
de Deus. Acredite que o Senhor tem o melhor em sua mira e acredite,
também, em sua maturidade e crescimento dentro da fé.

Dicas para os professores


Metas da Lição
1. Tornar a contar a história da visão de Neemias e estratégia para
reconstrução da muralha de Jerusalém;
2. Leve os participantes a sonhar sobre as tarefas que Deus tem
para eles;
3. Sugira caminhos para que os participantes se envolvam nas
tarefas de Deus.

Atividade pedagógica
Enumere os fatos que levaram Neemias a conseguir que o povo dis-
sesse: “Vamos reconstruir a muralha”.

Olhando adiante
Neemias e os Israelitas tinham a ajuda de Deus para enfrentar
seus inimigos.

123
12. ENFRENTANDO A OPOSIÇÃO
Neemias 4:1-9, 13-15; 6:15

Meditações Bíblicas Diárias

Linda Harris

Domingo, Salmo 70
“Estou deprimido e necessitado. Vinde logo a mim, ó meu Deus.
Envolva-me e liberta-me, Senhor. Por favor, não demoreis” (interpreta-
ção da autora). Você pode perceber a urgência na súplica do salmista?
Matthew Henry escreveu: “Provações urgentes devem despertar sempre
orações fervorosas”.
Qual é sua primeira reação ao encarar dificuldades? Você se aborrece
ou volta-se para Deus? Encontre uma forma de lembrar-se que você deve
orar ao primeiro sinal de dificuldade.

Segunda-feira, Neemias 4:1–6


Apesar das zombarias e da oposição, os judeus insistiram em construir
a muralha de Jerusalém. As palavras hebraicas indicam que eles trabalha-
ram com todo seu coração, inteligência, sentimento e determinação.
Quando você começa uma ação para Deus, o que acontece se encontrar
resistência? Você continua meio desanimado ou simplesmente desiste? Ou
você se emprega na ação com todas as suas forças? Por que ou por que não?

125
Enfrentando a Oposição - Neemias 4:1-9, 13-15; 6:15

Terça-feira, Neemias 4:7–9


Neemias continuamente se voltava para Deus nas orações que apa-
recem como tema deste livro. Voltar-se para Deus era mais que um há-
bito – era sua tábua de salvação.
Durante as últimas semanas essas meditações se focalizaram bas-
tante na oração. A comunicação com Deus permanece sendo uma ati-
vidade importante para todo cristão. Sem ela perdemos nossa ligação
com o Senhor. Mais uma vez pense em sua vida de oração. Que progres-
sos você fez para continuar ligado a Deus? Qual foi a melhora em seus
pedidos? Onde precisa ainda melhorar?

Quarta-feira, Neemias 4:10–15


Medo e desânimo se apossaram dos trabalhadores da muralha. O
trabalho mal aparecia à medida que oposição insuperável ameaçava
suas vidas. Neemias reagrupou os judeus, colocou famílias inteiras de
guarda e as lembrou dos planos de Deus.
Ao enfrentarmos tarefas pesadas poderemos ter medo e perder a fi-
bra. Se você começou uma agenda de promessas (Vide a sexta-feira da
Lição 4), procure alguns versículos que assegurem a força e a presença
de Deus. Se você ainda não tem uma agenda, aqui vão algumas promes-
sas para começar: “Eu estarei sempre com vocês, até os fins dos tempos”
(Mateus 28:20, NVI); “Por isso, não tema, pois estou com você, não tenha
medo, pois eu sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei
com a minha mão direita vitoriosa”. (Isaías 41:10, NVI).

Quinta-feira, Neemias 4:16–23


Neemias designou uma tarefa para cada pessoa. Alguns trabalha-
vam na muralha, outros montavam guarda. Neemias instruiu a todos
para avisá-lo se o inimigo atacasse. Então ele disse: “Nosso Deus lutará
por nós” (4:20).
Todo cristão tem uma tarefa no Corpo de Cristo. Alguns poderão ter
posições visíveis, tal como um pastor ou professor. Outros poderão estar
atrás das cortinas, como lavadores de pratos, zeladores ou contadores.

126
Lição 12 - Sábado, 21 de março de 2009

Todos são importantes para o trabalho de Deus. Você conhece seus dons
espirituais? Se não, leia Romanos 12:4-8; 1 Corintos 12; Efésios 4:11-13.
Qual dessas dádivas poderá ser a sua?

Sexta-feira, Neemias 6:1–14


Ao enfrentar calúnia, traição e ameaças Neemias permaneceu firme
em suas convicções. Ele olhava sempre para Deus buscando suas dire-
trizes. Ainda que tentassem desencorajá-lo, ele persistia.
Neemias orava: “Fortaleça minhas mãos”. Ele exibia uma tremenda
determinação e caráter para permanecer firme em sua responsabilidade.
Quando oramos pedindo força, Deus sempre responde. O que você pode
fazer para ficar firme, acreditando na resposta divina?

Sábado, Neemias 6:15–19


Devido a sua persistência o povo completou a muralha em apenas
cinqüenta e dois dias, e o nome de Deus veio a ser reverenciado por muitas
nações limítrofes. Entretanto, alguns funcionários foram denunciados
como tendo ajudado o inimigo. Suas táticas continuaram mesmo depois
de a muralha haver sido terminada. Devido a seus laços familiares com
Tobias, eles permitiram que ele influenciasse sua maneira de pensar.
Warren Wiersbe escreve: “Mas antes de criticarmos esses nobres
judeus, examinemos nossas próprias vidas. Nós nunca permitimos que
parentesco influencie nossas decisões ao ponto de, deliberadamente, de-
sobedecermos à Palavra de Deus? Mais de um cristão declarado deixa
a irmandade da Igreja devido a algo que foi feito a um parente seu na
igreja”. Você permitiu que seu pensamento fosse influenciado por um
membro da família ou por um amigo, mesmo quando você suspeitou que
pudesse não ser verdade? Como você tratou do caso? O que você pode
fazer para manter a verdade?

127
Enfrentando a Oposição - Neemias 4:1-9, 13-15; 6:15

Estudo Estudo Adicional Devocional


Neemias Neemias Salmo
4:1-9, 13-15; 6.15 4–6 70

Versículo Áureo
“Porém edificamos o muro, e todo o muro se fechou até sua metade; por-
que o coração do povo se inclinava a trabalhar”. (Neemias 4:6).

Núcleo da Lição
Os detratores chegam contra toda causa de valor, aqueles que querem
ridicularizar ou sabotar. Como podemos continuar? Neemias e os israeli-
tas encontraram a ajuda de Deus para contra-atacar os complôs contra eles
e continuar o trabalho na muralha – terminando-a em tempo recorde.

Questões para Estudo do Texto


1. Se você puder, consulte um mapa da muralha ao redor de Jeru-
salém. Quantos quilômetros ela tem de comprimento? Quanto
tempo você acha que seria necessário para reconstruir uma
muralha desse comprimento? Qual foi sua reação ao ler que os
israelitas reconstruíram a muralha em somente 52 dias? Como
as nações limítrofes a Israel reagiram quando viram a muralha
consertada tão rapidamente?

2. Existem muitas pessoas nesta história da reconstrução da mura-


lha. Descreva o papel das seguintes pessoas na história: a) Nee-
mias; b) o povo judeu; c) os inimigos do povo de Deus; d) Deus.

3. Como esta situação ficaria se tais pessoas não houvessem par-


ticipado?

128
Lição 12 - Sábado, 21 de março de 2009

4. Descreva um grande projeto em que você tenha tomado parte.


Quem fez o papel de: a) Neemias; b) o povo judeu; c) os inimi-
gos do povo judeu; d) Deus.

5. Descreva o projeto principal em que você está presentemente


envolvido. Quem o está orientando? Quem o está distraindo do
trabalho? Que medidas você deverá tomar para que este projeto
seja concluído?

129
Enfrentando a Oposição - Neemias 4:1-9, 13-15; 6:15

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
Depois que os construtores da muralha são escolhidos, de acordo
com Neemias, é chegado o tempo de dar continuidade ao projeto! De-
pois de enfrentar oposição em muitas frentes, os exilados que voltaram
são homenageados (Neemias 7) por seus esforços pelo rápido progresso,
apesar da oposição. Pense sobre isto: se o povo ficasse desencorajado nos
tempos difíceis, talvez nunca houvéssemos construído algo grandioso.
Muitas vezes, Deus está observando como o povo persevera. Ele provou
seu povo no ermo e hoje continua a nos provar como indivíduos, como
famílias, como uma nação, como uma anti-cultura cristã;

Pano de fundo histórico


5:3-5 A Natureza da Queixa
Devido ao trabalho de reconstrução de Jerusalém, aquele povo não
pôde produzir grãos suficientes para sobreviver. Eles tinham que comprar
grãos, mas não possuíam dinheiro suficiente, o que os levou a hipotecar
suas propriedades (campos, vinhas e casas). Além disso, os reis da Pérsia,
evidentemente, se apoderaram de um imposto fundiário que havia sido
criado pelos caldeus. Dario impôs um imposto sobre as colheitas produzi-
das nos campos. Freqüentemente, tanto em Israel quanto em outras par-
tes do Antigo Oriente Próximo, os pais vendiam seus filhos como escravos
para permitir que suprissem suas necessidades materiais, na esperança
de resgatá-los mais tarde. Estaríamos dispostos a fazer o mesmo tipo de
sacrifícios quando encarássemos estas dificuldades em nossa vida?

5:14. Período de Governança de Neemias


Neemias foi nomeado governador de 445 a.C. até 443 a.C. Esse foi seu
primeiro mandato. Alguns acreditam que se seguiu um segundo manda-

130
Lição 12 - Sábado, 21 de março de 2009

to algum tempo depois (vide Neemias 13:6-7). Ele teria o direito de cobrar
impostos de seus súditos para seu próprio tesouro, e não somente para a
Coroa do Império. O dinheiro assim coletado pagava projetos locais e ali-
mentava a administração. Comida e bebida iam para o governador e para
sua casa. É incrível observar o suprimento de Deus para seu povo, mesmo
no contexto do exílio. Muitos poderão não ter notado a mão de Deus nes-
se processo, mas com o dom de entender a história irá parecer claro.

5:18 Provisionamento Diário


O fornecimento de comida para os 150 funcionários judeus era
aparentemente parte de seus salários. Como outros governadores, Ne-
emias tinha que acolher regularmente tanto os funcionários públicos
domésticos quanto os dignitários estrangeiros. Devido ao alto custo
desse acolhimento, é mais inacreditável ainda que ele não cobrasse im-
posto para seu erário pessoal.

6:7 Proclamação Profética do Reinado


Ainda que pouco se saiba sobre os ofícios proféticos nos tempos pós-
exílicos, os profetas desempenhavam o papel de “fabricantes de reis” nos
primórdios. O reino do norte, Israel, veio a existir por intermédio de um
anúncio profético (1 Reis 11:29-39) e cada uma das dinastias maiores (Je-
roboão, Asa, Onri, Jeú) surgia e caía de acordo com as profecias. No Oriente
Próximo Antigo os sacerdotes freqüentemente desempenhavam papéis po-
líticos importantes, mas não se tem notícia de que qualquer profeta daquela
região tenha atuado como os fazedores de reis israelitas. Não obstante, todo
o mundo antigo acreditava que os profetas não somente proclamavam a
mensagem da deidade, como também libertavam a ação divina nesse pro-
cesso. Podemos, então, entender por que os rumores de proclamações pro-
féticas podiam incitar insurreições ou impor condenações.

Aplicação
Toda causa nobre tem detratores, aqueles que ridicularizarão ou serão
contra ela. Como poderemos prosseguir? Neemias e os israelitas encontra-

131
Enfrentando a Oposição - Neemias 4:1-9, 13-15; 6:15

ram a ajuda de Deus para contra-atacar os complôs inimigos e continuar a


trabalhar na muralha – acabando-a em tempo recorde. Com as igrejas batis-
tas do sétimo dia minha experiência diz que devemos agrupar a ajuda de um
grande contingente dentro da congregação, antes mesmo de apresentá-la em
uma reunião de negócios. De outra forma, as idéias novas poderão ser des-
cartadas como temerárias. Geralmente é uma boa idéia discutir suas idéias
com o pastor, orar por ela e encorajar outros a orar também. Então, quando
for a hora de uma reunião de negócios e toda a Igreja tiver a oportunidade de
respaldá-la, deverá haver apoio completo para avançar.
Quando nós, como os israelitas sob a liderança de Neemias, encontrar-
mos obstáculos, devemos encará-los como oportunidades e não como em-
pecilhos em nossos caminhos para conseguirmos executar o que Deus co-
locou em seu coração. Muitas vezes, é quando as idéias das pessoas sofrem
resistência inicial, que elas mais necessitam de encorajamento para dar se-
qüência a seus planos por si mesmas, e talvez trazê-las mais tarde ao grupo.
É importante lembrar que no final das contas não foi um esforço individual
que Neemias impôs ao povo, mas sim um esforço da comunidade.
Também é importante lembrar que, durante o processo descrito no
capitulo 5, Neemias reconhece as condições em que seu povo está viven-
do e toma medidas em favor dos pobres. Deus honrou o desejo de justi-
ça de Neemias contra as injustiças que seu povo enfrentava. No meio de
desafios econômicos ao seu povo, Neemias os dirigiu corajosamente. Ele
completou as tarefas que Deus lhe tinha dado, não importando os obstá-
culos. Estou seguro de que os obstáculos que humanamente pareciam in-
transponíveis, sob a perspectiva de fé de Neemias já estavam superados.
Embora esta narrativa tenha sido escrita na primeira pessoa, o texto
está focalizado naquilo que Deus realizou dentro da comunidade. Nós es-
quecemos esse fato muitas vezes em nossas realizações, acreditando que
são nossos próprios esforços que realizam as coisas. Neemias é um bom
lembrete de que nossas realizações começam e terminam com a capacita-
ção divina do Espírito Santo em nossa vida para realizar o trabalho para o
Reino de Deus. Neemias sabia que nada poderia ser realizado sem preces
fervorosas e dependência total do Senhor durante todo o processo. Neemias
respondeu às ameaças com orações fervorosas e agrupando o povo de Deus

132
Lição 12 - Sábado, 21 de março de 2009

sob um propósito comum. Devemos algumas vezes lembrar que embora o


Senhor haja equipado cada um de nós com diferentes dons, precisamos nos
unir em oração e ação como um único povo em nome de Deus!
Um de meus hinos favoritos é “Grande é Tua Fidelidade” e não tenho
dúvidas de que esse hino foi escrito em dias de grandes provações para o
autor. Mas essa imorredoura fé na providência divina foi capaz de condu-
zir o povo de Deus em meio a tribulações e desapontamentos por muitas
décadas desde a composição do hino.
Essa oposição veio em ondas, ambas nos capítulos 4 e 6, muitas ve-
zes Satanás faz isso para nos desencorajar. Porém, como Paulo escreve
para os crentes em Roma: “Também nos glorificamos em nosso sofri-
mento, porque sabemos que o sofrimento produz perseverança, caráter,
e o caráter, esperança” (Romanos 5:3-5). Esses novos cristãos que, dé-
cadas mais tarde tiveram que encarar serem atirados aos leões, tinham
que agarrar-se às promessas de lealdade de Deus, tal qual Neemias. Da
mesma forma você e eu, devemos nos firmar nas promessas divinas.

Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Rever como o povo continuou o trabalho de reconstruir a muralha;
2. Relacionar a perseverança dos israelitas com nossa determina-
ção diante das dificuldades;
3. Conduzir os participantes à fé em Deus para ajudá-los a com-
pletar tarefas.
4. Olhando adiante
5. Um chamado para restauração e renovação da aliança com Deus.

133
13. RENOVANDO A ALIANÇA
Neemias 8:1-6, 13-14; 17:18

Meditações Bíblicas Diárias


Linda Harris

Domingo, Salmo 27:11–14


J. Vernon McGee parafraseou o Salmo 27:11: “Quero um bom tes-
temunho perante o inimigo, pois sei que ele me criticará. Desejo que
me vigies, meu Deus, e ajudes-me a não causar dificuldades com o que
faço”. Essa é uma oração essencial para todo cristão.
A crítica anda à solta em nossa sociedade e não é fácil suportá-la.
Você já foi criticado ultimamente? Como você lidou com o caso? Uma
posição defensiva é raramente eficiente. Em vez dela, espere que Deus
tome as rédeas da situação (27:14).

Segunda-feira, Levítico 23:33–43


A Festa dos Tabernáculos lembrou aos israelitas que eles viviam
em tendas desde os dias em que deixaram o Egito até a chegada à
Terra Prometida, onde eles puderam construir casas.
A Bíblia de Aplicação à Vida observa: “A adoração compreende
tanto a celebração quanto a confissão. Mas nos feriados nacionais de
Israel, o saldo parece pender em favor da celebração – cinco ocasiões
alegres contra duas solenes. O Deus da Bíblia encoraja à alegria! Deus
não pretende que religião seja somente meditação e introspecção. Ele
deseja também que celebremos. Reflexão séria e confissão imediata dos
pecados são, naturalmente, essenciais. Mas deverão ser balanceadas
pela celebração de quem Deus é e o que ele fez para seu povo”.

135
Renovando a Aliança - Neemias 8:1-6,13-14; 17:18

Terça-feira, Deuteronômio 16:13–17


Também chamada de Festa da Colheita, a Festa dos Tabernáculos
marcava o fim da colheita.
A finalidade era dar graças a Deus por haver abastecido no passado
(durante a jornada para a Terra Prometida) bem como no futuro (pela
provisão de colheitas abundantes).
Na América do Norte, a Ação de Graças é celebrada uma vez por
ano, mas a gratidão é benéfica todos os dias. Diga ao Senhor pelo menos
cinco motivos pelos quais você está grato hoje. Faça o mesmo amanhã e
a cada dia, e veja como suas atitudes mudarão.

Quarta-feira, Neemias 8:1–6


Esdras voltou da Babilônia para Jerusalém para reconstruir o tem-
plo. Neemias veio reconstruir a muralha. Seus papéis correspondem a
suas atividades – Esdras como líder espiritual e Neemias como super-
visor do governo. Quando Esdras lia a Palavra de Deus, o povo prestava
muita atenção. Eles não a haviam ouvido durante o exílio e reagiam com
alegria e adoração.
Você está tão acostumado a escutar a leitura da Bíblia que se des-
liga? Quando você a lê presume já saber o que está escrito? Para obter
nova compreensão tente ler traduções diferentes, como a Nova Versão
Internacional, ou uma paráfrase, como A Bíblia Viva. Você poderá ver
coisas que nunca observou antes.

Quinta-feira, Neemias 8:7–12


Ao ouvirem a Palavra de Deus os Judeus começaram a chorar, ve-
rificando que não haviam seguido a lei. Mas Esdras e Neemias os enco-
rajaram a não se concentrarem no que não fizeram, mas sim celebrar,
festejar e dar ao próximo. Alguma vez as palavras de Deus o fizeram
chorar? Qual foi sua reação? Em lugar de laborar no que você fez de erra-
do, decida obedecer hoje à chefia de Deus.

136
Lição 13 - Sábado, 28 de março de 2009

Sexta-feira, Neemias 8:13–18


Observamos nos primeiros dias da semana que a Festa dos Taber-
náculos denotava que a vinda à Terra Prometida, significava que os is-
raelitas não viviam mais em tendas. Para os exilados que retornaram
isso certamente tinha enorme significado. Vivessem eles em tendas ou
em casas na Babilônia, seria temporário. Agora, na terra de seus pais,
podiam construir moradias permanentes.
Quer você more em um apartamento, uma casa alugada ou em sua
própria mansão, sua morada é somente temporária. Se Jesus é o seu Se-
nhor, sua verdadeira morada é no céu. Você antevê o céu? Você anseia
morar na presença de Deus?

Sábado, Salmo 19:7–14


A tradução da palavra “lei” (19:7) para o hebreu é torah. Essa pa-
lavra é familiar à maioria de nós, pois se refere aos primeiros cinco li-
vros da Bíblia. Mas a palavra também quer dizer instrução ou revelação.
O salmista não estava escrevendo somente com obediência às leis; ele
queria mostrar que as instruções de Deus tornam “o coração alegre” e
“os olhos brilhantes” (19:8). Como a Palavra de Deus torna seu coração
alegre e seus olhos brilhantes?
Warren Wiersbe escreve o seguinte: “A maneira pela qual tratamos a
Bíblia é a mesma pela qual tratamos o Senhor e, assim sendo, não é difícil
saber se estamos nos relacionando com Deus da forma correta... A apetên-
cia pela Palavra de Deus é uma marca do cristão saudável cujas priorida-
des são honestas”. Como você trata a Bíblia? Você tem fome por ela?

137
Renovando a Aliança - Neemias 8:1-6,13-14; 17:18

Estudo Estudo Adicional Devocional


Neemias Neemias Salmo
8:1-6, 13-14, 17-18 8 27:11–14; 19:7-14

Versículo áureo
“Ele leu perante a praça que estava defronte à Porta das Águas, des-
de cedo pela manhã até meio-dia, na presença de homens e mulheres,
daqueles que podiam entender; e todo o povo prestava atenção ao livro
da lei”. (Neemias 8:3).

Núcleo da Lição
A reconstrução da vida exige o restabelecimento de relacionamento
correto. Quais relacionamentos são importantes para o restabelecimen-
to? Esdras desafiou os exilados israelitas, que voltavam, a restabelecer
sua relação de aliança com Deus e uns com os outros.

Perguntas para Estudo do Texto


1. Qual é seu entendimento de aliança? Como o princípio de aliança
norteia seu relacionamento com Deus e com seus irmãos da Igreja?

2. Qual a diferença entre consertar um relacionamento quebrado e


estabelecer um novo? Que atitudes são necessárias para reparar
um relacionamento quebrado? Como as Escrituras indicam que
os israelitas mostravam essas atitudes?

3. Reflita sobre um de seus relacionamentos que tenha sido quebrado e


que foi em seguida renovado. Que aconteceu para trazer a renovação?

138
Lição 13 - Sábado, 28 de março de 2009

Quem iniciou o processo de cura? O que você aprendeu com os estra-


gos feitos ao relacionamento? O que o restabelecimento lhe ensinou?

4. Como as congregações participam nas diversas cerimônias envol-


vendo sua relação de aliança com Deus e uns com os outros?

5. Se você tivesse que comparecer hoje perante Deus e procurar


uma renovação de sua relação de aliança com ele, quais trans-
gressões você teria que confessar? Como você expressaria a Deus
sua sinceridade na renovação de seus votos de aliança?

139
Renovando a Aliança - Neemias 8:1-6,13-14; 17:18

Entendendo e vivendo

Matthew Berg

Contexto
A História não tratou bem o Povo de Israel e eles estavam em declí-
nio. Uma superpotência militar, a Babilônia, os fustigou e então, deixan-
do sua cidade e templo em um monte de ruínas, os conduziu ao exílio.
Anos mais tarde uns poucos judeus em Jerusalém estavam tentando re-
compor as peças, uma após outra década exaustiva.
Isso soa familiar? O contexto histórico dos israelitas era de uma vida
como um povo em declínio político e social, tentando encontrar um meio
de sobrevivência, e ser um povo que honrasse ao Senhor. Mas as coisas
não pareciam ir bem. Eles estavam por um fio. Então, Esdras chegou.
Este é um caso extremo de uma história familiar, repetida com va-
riantes por muitos séculos e em muitos lugares no mundo. Às vezes, o
Evangelho é mostrado como algo que vai solucionar seu problema e tor-
nar a vida mais fácil. Isso não coincide com as circunstâncias históricas
do povo de Deus, seja do Antigo ou do Novo Testamentos. O povo do
tempo de Esdras e de Neemias estava sob desafios e ameaças constantes,
algumas vezes por investida hostil e outras por seduções sutis e sorri-
dentes. Fosse por investidas ou por seduções, o povo de Deus chegou pe-
rigosamente, por diversas vezes, próximo da destruição. Nunca estamos
fora de perigo, portanto, é bom fitarmos exemplos como os de Esdras e
Neemias para nos encorajar quando encaramos esses tipos de desafios.
Devido a Esdras e Neemias, Israel sobreviveu aos tempos difíceis. Deus
não deixou a Esdras a incumbência de fazer isso sem ajuda. O Senhor lhe deu
ajuda substancial e crítica na pessoa de Neemias, cujo trabalho, providen-
cialmente, convergia para o de Esdras. A identidade do povo de Deus foi re-
cuperada e preservada. Esdras usou a adoração (culto) e as Escrituras para
isso. Ele engajou-os na adoração a Deus, o ato mais totalmente absorvente e
compreensivo no qual homens e mulheres podem se alistar. Foi assim que

140
Lição 13 - Sábado, 28 de março de 2009

nossas identidades formadas em Deus se tornaram mais profundamente


engastadas em nós. Esdras os levou a uma escuta obediente das Escrituras.
Ouvir e seguir a revelação de Deus são os caminhos principais nos quais nos
mantemos atentamente obedientes à presença viva do Senhor entre nós. Es-
dras deixou sua marca: Adoração e Palavra continuam a ser os fundamentos
para recuperar e manter a identidade como povo de Deus. É o lugar para
onde devemos ir como batistas do sétimo dia, para reter ou recuperar a fide-
lidade por toda nossa Conferência e igrejas.

Origem histórica
Presume-se que os israelitas se agruparam no ano da chegada de
Neemias, 445 a.C. Esdras já estaria lá, então, há treze anos. O sétimo
mês Tishri (Setembro-Outubro) é o começo do Ano Novo civil e o mês
em que o Yom Kippur1 e a Festa dos Tabernáculos são celebrados. Isso
nos dá alguma base do motivo pelo qual a determinação do tempo da
leitura da Escritura por Esdras era tão importante. Muitos sábios acre-
ditam que o texto que Esdras estava lendo é o que temos agora como
Deuteronômio.
As treze pessoas mencionadas em 8:7 eram Levitas, que eram os res-
ponsáveis pela interpretação da Lei (2 Crônicas 17:7-9). Eles também tra-
duziram o texto, presumivelmente do hebreu pré-exílico para o aramaico,
que era a língua comum no século V a.C. na Palestina. Também é possível
que a palavra traduzida signifique que os Levitas dividiram o texto ou, em
outras palavras, traduziram ou interpretaram o texto parágrafo por pará-
grafo. Observe o cuidado tomado para ajudar as pessoas a entender as Es-
crituras. Em nosso mundo de imediatismo, de comidas rápidas, podemos
achar difícil ajudar as pessoas a diminuir o ritmo suficientemente para
entenderem as Escrituras. Uma forma de ajudá-las a entenderem as Sagra-
das Letras é pedir-lhes para comparar boas traduções em português. Essa
boa prática pode ajudá-las a estudar cuidadosamente uma passagem.

1 Yom Kippur significa, literalmente,“dia da mudança de sorte”. É uma festa


instituída nos dias da rainha Ester, quando os judeus tiveram sua sorte
mudada. Hoje é celebrado como o dia do perdão.

141
Renovando a Aliança - Neemias 8:1-6,13-14; 17:18

Aplicação
A tarefa principal de Esdras era fazer com que o Povo de Deus foca-
lizasse a Palavra de Deus e a colocassem em prática. Algumas vezes, cor-
remos o risco de nos tornarmos bibliófilos – pessoas que sabem muito
sobre as Escrituras, mas que não têm muito compromisso em vivê-las.
Poderemos ser tentados a encarar as Escrituras como um livro a ser usa-
do, e não como uma forma de escutar ao Senhor. Se fizermos isso, isola-
remos o livro do ato divino de falar em linguagem de aliança; nós sepa-
raremos o livro do ato humano de escutar, que Deus pode transformar
em fé, seguimento e amor. Se fizermos isso, seguiremos o caminho do
Fariseu – um perigo muito real para pessoas em igrejas “estabelecidas”.
A reconstrução da vida requer o restabelecimento de relaciona-
mentos corretos. Quais relacionamentos são importantes para restau-
rarmos? Esdras desafiou os israelitas retornados do exílio a restabelecer
seu relacionamento de aliança com Deus e entre si.
Cogitar qualquer relacionamento significativo na Igreja envolve ne-
cessariamente pessoas em relacionamento de aliança entre si.
É igualmente importante reconhecer a correlação entre adoração e obe-
diência. Em nossos dias, em que a Igreja é cada vez mais vista como uma
opção de estilo de vida e não como peça central de vida e fé, precisamos ser
lembrados disso. Assumir o compromisso de “voltar à igreja” e participar
regularmente na vida da Igreja é um sinal de compromisso de aliança com
ambos, Deus e as pessoas que ele colocou em seu caminho para comunhão.
Isto incluirá tanto a alegria quanto o pesar de relacionamentos quebrados e
restaurados por este processo.
Era objetivo dos líderes espirituais transformar o povo de Deus em
um povo concentrado na Palavra, uma recuperação da centralidade da
Palavra na adoração. Freqüentemente fazemos alguma espécie de entre-
tenimento dentro de nossos cultos de adoração. Na consagração ou re-
consagração de suas igrejas locais, certifique-se de que a Palavra seja uma
parte central daquele esforço.
Quando renovamos nosso compromisso de aliança em uma Igreja
local descobrimos que é confuso fazer esses compromissos. Nem sempre

142
Lição 13 - Sábado, 28 de março de 2009

gostamos de todos aqueles com quem somos chamados para fazer aliança,
mas devemos amá-los, a despeito de sua inadaptação e da nossa própria, no
convite para vivermos com mais fé neste mundo moribundo. Uma forma de
fazermos isso é valorizarmos o Batismo e a Ceia do Senhor em nossa vida
de adoração na comunidade. Eles são lembretes poderosos da fidelidade de
Deus e nossa chamada para vivermos em sua aliança uns com os outros.

Dicas para os professores

Metas da Lição
1. Rever o desafio de Esdras para que as pessoas obedeçam à lei
da aliança;
2. Ajudar os participantes a ver o relacionamento entre a adora-
ção e a obediência a Deus;
3. Motivar os participantes a se comprometerem a obedecer e
adorar a Deus como sinal de seu relacionamento renovado com
o Senhor e com o próximo.

Atividade pedagógica
Discutir a importância da leitura pública das Escrituras na adora-
ção e na disciplina.

Revisando
Esta unidade focalizou um tempo em que os israelitas exilados ti-
veram permissão para voltar para casa, para a Judéia e Jerusalém.

143
OBRAS CITADAS

BARNA GROUP. “Os evangélicos são doadores generosos, entretanto


menos que 10% dos novos convertidos devolve os 10% em sua igreja”.
http://www.barna.org/FlexPage.aspx?Page=BarnaUpdate&BarnaUpd
ateID=52, accessed on 1/14/07.

CLARKE, Adam. Adam Clarke’s Commentary on the Old Testament


(Comentário de Adam Clarke sobre o Antigo Testamento), notas em
Salmos 119.59; 150.1.

FERGUSON, Sinclair B. . The Communicator’s Commentary: Daniel.


(O Comentário do Comunicador: Daniel). Waco, TX: Word Books,
1988. p. 43, 140.

HENRY, Matthew. Matthew Henry’s Concise Commentary. (Comentário


Conciso de Matthew Henry. Bible Navigator Deluxe powered by Bible
Explorer; Database © 2004 WORDsearch Corp. Notas em Salmo 70.

JAPHET, Sara. I and II Chronicles. (I e II Crônicas). Louisville, KY.


Westminster Press, 1993.

LONGMAN, Tremper. Daniel. Grand Rapids, MI. Zondervan, 1999.

MCGEE, J. Vernon. Thru the Bible, Vol. 2 (Através da Bíblia, volume


2).Nashville: Thomas Nelson, 1982. p. 721, 884-885.

MOTYER, J.A. The Message of Chronicles. (A Mensagem de Crônicas).


Downer’s Grove, Il. InterVarsity Press, 1987.

MOTYER, J.A. The Minor Prophets: Haggai. (Os Profetas Menores:


Ageu) Grand Rapids, MI. Baker Books, 1998.

145
Obras citadas

WALTON, et al. The IVP Bible Background Commentary: Old Tes-


tament. (Comentário IVP sobre o Pano de Fundo da Bíblia: Antigo
Testamento). Downer’s Grove, Il. Inter Varsity Press, 2000.

WIERSBE, Warren W. Be Worshipful: Glorifying God for Who He


Is—Psalms 1-89, (Seja um Adorador: Glorifique a Deus pelo que Ele
é – Salmos 1 a 89). Colorado Springs, CO: Cook Communications,
2004, p. 82.

WIERSBE, Warren W. Be Exultant: Praising God for His Mighty


Works—Psalms 90-150, (Exulte: Louve a Deus por Seus Poderosos
Feitos – Salmos 90-150). Colorado Springs, CO: Cook Communica-
tions, 2004, p. 191.

WIERSBE, Warren W. “Be” Series: Old & New Testament Commen-


taries (Série “Seja”: Comentários sobre o Antigo e Novo Testamentos).
Electronic Edition STEP Files Copyright © 2004, QuickVerse, a divi-
sion of FindEx.com, Inc. Notas em Esdras 4.1-24; Neemias 6.15-19;
Daniel 3.8-12; 6.12-23.

WILLIAMSON, H.G.M. Ezra, Nehemiah from Word Biblical Commen-


tary series, vol 16. (Esdras e Neemias na Série de Comentários Bíblicos)
Waco, Texas. Word Publishers, 1985.

YANCEY, Philip. “Oração: ela faz alguma diferença?” Editora Vida,


2008.

146
VERSÕES BÍBLICAS

NVI - Todas as citações com a sigla NVI foram extraídas da Nova


Versão Internacional. Copyright 1993, 2000 da SBI. Todos os direitos
reservados.

RC - Versão Revita e Corrigida de João Ferreira de Almeida. Rio de


Janeiro: Imprensa Bíblica Brasileira, 1967.

RA - Os “Versos Áureos” e as demais citações sem indicação da fonte


foram retirados da Versão Revista e Atualizada de João Ferreira de
Almeida, copyright 1983 da SBB.

BV - Bíblia Viva. Segunda Edição. São Paulo: Mundo Cristão, 2002.

NTLH - Nova Tradução na Linguagem de Hoje, copyright 2003, da


SBB.

147
CONTRIBUIÇÕES

Meditações Bíblicas Diárias


Linda Harris é editora aposentada da Revista de Estudos para
Escola Sabatina. Ela vive em Colorado Springs – Estados Unidos,
com sua família.

Entendendo e Vivendo
Matthew Berg estava servindo como Pastor da Pine Street Gos-
pel Chapel (Middletown, CT) quando escreveu estas lições. Sua ci-
dade natal é Yucaipa, CA, e cresceu como membro da Igreja Batista
do Sétimo Dia de Riverside.

148
Sobre o livro
Formato 14x21 cm
Tipologia Minion 10.5pt (texto)
Janson Text (títulos)
Papel Off-set 75g/m2 (miolo)
Cartão triplex 250g/m2 (capa)
Projeto Gráfico Canal 6 Projetos Editoriais
www.canal6.com.br
Diagramação Daniel Razabone

Impressão e
Acabamento:

T: (14) 3332.1155 PRESERVE A


NATUREZA
IMPRESSO EM
PAPEL RECICLÁVEL