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COMPROMETIDOS

COM A PALAVRA
CBSDB - Curitiba, 2009

As Lições Bíblicas e Leituras estão baseadas nas Lições Bíblicas Internacionais para o
Ensino Cristão, (International Bible Lessons for Christian Education) copyright © 2005.
“The Helping Hand” é publicado trimestralmente pela:
Seventh Day Baptist Board of Christian Education, inc.
P. O. Box 115, Alfred Station
New York, 14803-0115.

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e-mail: secretaria@cbsdb.com.br / www.cbsdb.com.br

Revisão de Texto:
Dca. Marlene de Oliveira Garcia
Marcio Magno Ribeiro de Melo

Revisão Teológica:
Pr. Jonas Sommer

Tiragem:
1.300 exemplares
Todas as citações bíblicas, salvo outra indicação, foram extraídas da Versão Revista
e Atualizada de João Ferreira de Almeida, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil
(©1999).

Título original em inglês deste volume:


“Human Commitment”
Quando houver diferenças entre a versão em inglês e em português da The Helping
Hand, a versão em inglês representa
a língua original do autor.
COMPROMETIDOS
COM A PALAVRA

Tradução: Roberta Marques

Curitiba, 2009
Sumário

Página do Editor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

Unidade I – Comprometidos com o Messias

1. O Compromisso de Maria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

2. O Compromisso de Isabel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

3. O Louvor dos Pastores a Deus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34

4. João Batista Anuncia a Palavra de Deus . . . . . . . . . . . 47

Unidade II – Pessoas comprometidas no Antigo Testamento


5. As Parteiras Servas de Deus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

6. Raabe Ajuda Israel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72

7. Josué Lidera Israel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83

8. A Mãe de Sansão Prepara-se


Para o Nascimento dele . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94

9. A Mulher Sunamita Presta Ajuda . . . . . . . . . . . . . . . 105


10. Natã Desafia Davi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117

11. A Rainha Ester Arrisca Sua Vida . . . . . . . . . . . . . . . 128

12. Isaías Responde ao Chamado de Deus . . . . . . . . . . 138

Colaboradores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 149

Versões Bíblicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150

Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151
PALAVRA DO EDITOR

O que você considera como parte indispensável da sua


vida? Com o que você não conseguiria sobreviver sem? Talvez
seja a sua família; ou a sua carreira; ou a sua fé em Deus; ou a
sua igreja; ou a sua saúde.
Falando em relacionamentos, comprometimento é um
exemplo de algo que é indispensável em nossa vida. Sem com-
prometimento as nossas relações se tornariam problemáticas.
Sem comprometimento, não conseguiríamos crescer juntos e
não poderíamos trabalhar juntos. Iríamos desmoronar e nossos
relacionamentos se desmanchariam. É o nosso comprometi-
mento com o outro que cria laços que nos unem, mesmo durante
aqueles momentos em que preferiríamos cortar estes laços.
O estudo deste trimestre considera o comprometimen-
to, focado no comprometimento pessoal com Deus. Teremos
quatro lições do Novo Testamento, extraídas do Evangelho de
Lucas e oito lições do Antigo Testamento. Cada estudo busca
ensinar como pessoas diferentes reagem ao chamado de Deus
para firmar um compromisso. Podemos aprender estas lições
e aplicá-las em nosso próprio comprometimento com Deus?
Ainda sobre comprometimento: Eu gostaria de agrade-
cer aos colaboradores deste trimestre por seguirem firmes
no compromisso que cada um fez comigo. Que equipe ma-
ravilhosa! Gostaria de agradecer a Jennifer Lewis Berg, Leota
Stevens e ao Nick Kersten, cujas lições foram muito bem ela-
boradas e bastante informativas e que, com seus ensinamen-
tos, nos encorajaram e nos desafiaram a seguir em frente com

7
nosso compromisso com Deus. O ato de escrever não pode
ser algo vazio ou feito fora do contexto do dia-a-dia. É, sim,
algo feito para suprir determinada demanda da vida e para
demonstrar as batalhas diárias. Obrigado, Jennie, Lee e Nick
por terem participado desta equipe e completado suas tarefas.
Trabalhamos juntos na publicação deste trimestre dos “Estu-
dos Bíblicos Para Escola Sabatina”. Estou orgulhoso do que
conseguimos realizar.
Agradeço, obviamente, ao nosso benevolente Deus, que
nos deu, a todos da equipe, a perseverança necessária, habili-
tando-nos a finalizar este projeto.
Muito obrigado a Andrew Camenga, Diretor Executivo da
Comissão de Educação Cristã. Andrew comprometeu-se comi-
go ao me convidar para editar este trimestre do livro “Estudos
Bíblicos Para Escola Sabatina”. Estou honrado por ter acreditado
em mim. Obrigado. Agora, após ter tido a chance de fazer esta
edição, eu tenho muito mais admiração por aqueles que ao longo
dos anos se dedicaram a editar essa publicação.
Enfim, gostaria de agradecer àqueles que firmaram um
compromisso com o estudo regrado da Palavra de Deus, pro-
curando aprender tanto na leitura do livro como ao aplicar o
que leram no seu dia-a-dia. Vocês são um exemplo na minha
vida! Que este trimestre confira a todos vocês conteúdo cujo
teor nutra suas almas em desenvolvimento.

Deus abençoe a todos...


Scott Hausrath

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UNIDADE 1

COMPROMETIDOS COM O MESSIAS


1. O COMPROMISSO DE MARIA
Lucas 1:46-55

Meditações Bíblicas Diárias


Leo ta Stevens

Domingo, 1 Samuel 2:1-10


Ana nunca despendeu seu tempo verificando a seção de
auto-ajuda da livraria perto da casa dela. Ela parecia ser da-
quelas pessoas que tomam a atitude politicamente incorreta
de acreditar que Deus determina as conseqüências em nossa
vida. Esta mulher, cujo conhecimento da censura das pesso-
as à inabilidade dela em gerar um herdeiro para seu marido,
procurou respostas diante do trono de Deus. Revendo a inter-
venção divina em nosso benefício, especialmente após termos
apelado ao Senhor e suplicado ajuda, percebo como essa expe-
riência é maravilhosa. Talvez nós precisemos procurar mais
cuidadosamente os volumes da sabedoria na seção de “ajuda-
de-Deus” das nossas Bíblias.

Segunda-feira, Lucas 1:26-33


Eu não sei sobre você, mas eu ficaria apavorado com a
mensagem entregue pelo anjo Gabriel à Maria. Maria era uma
mulher comprometida de boa reputação, uma virgem... e ela
logo engravidaria? Pense no escândalo, nas más línguas da
comunidade estreita à qual pertencia. O plano de Deus para

11
Lição 01- Sábado, 04 de abril de 2009.

ela exigia a saída da sua zona de conforto familiar para entrar


numa relação de fé com Deus. O Criador da Vida, cuja pala-
vra dita trouxe a ordem através do caos no início do mundo,
agora fala, através de um anjo, a fim de anunciar a concepção
do Verbo como Salvador do Mundo.

Terça-feira, Lucas 1:34-38


Sem dúvida, houve um momento de silêncio avassalador
antes de Maria ter podido formular sua pergunta ao mensa-
geiro angelical. As palavras dela demonstraram sua humani-
dade, ao passo que ela mesma buscava por clareza e compreen-
são da saudação de Gabriel. A intervenção de Deus em nossos
planos traçados com esmero não é algo fácil de compreender.
Maria, ainda abalada com a notícia celestial, recebeu do anjo
Gabriel a segunda parte daquela surpreendente e espantosa
mensagem. O milagre da concepção da prima mais velha de
Maria, Isabel, cuja esterilidade era sabida, fora confirmado.
Estas duas mulheres tiveram, pois, suas vidas mudadas para
sempre se submetendo à vontade de Deus e aceitando os res-
pectivos desígnios dentro do seu plano redentor.

Quarta-feira, Lucas 2:25–35


Esta passagem revela não somente o quão velho era Si-
mão quando José e Maria apresentaram Jesus no templo, mas
também mostra o significado da espera do Messias prometi-
do. Eis duas pessoas que estavam nos extremos opostos: de
um lado Simão, no final de sua vida, e, de outro, na flor da
sua juventude, Maria. O pronunciamento profético de Simão

12
O compromisso de Maria - Lucas 1:46-55

naquela manhã, nas escadarias do templo, deve ter ecoado no


coração de Maria muitas vezes enquanto ela testemunhava a
precisão daquelas palavras na vida de seu filho, Jesus.

Quinta -feira, João 2:1-11


Este acontecimento fala sobre a relação de Maria com seu
filho Jesus. Àquela época Maria já contava trinta anos de ma-
ternidade dedicados ao seu filho, ela já conhecia muito bem o
potencial de Jesus Cristo. Então, sem hesitar, Maria pediu para
seu filho querido resolver o problema da falta de vinho, por-
que sabia que ele conseguiria esse feito. O diálogo entre Jesus
e Maria é muito revelador e humanístico. Maria não aceitou
não como resposta, quando Cristo disse que a hora dele não
havia chegado ainda. Ela, simplesmente, instruiu os servos a
realizarem qualquer coisa que o seu filho dissesse para estes
fazerem. Ela acreditava que ele concederia o pedido dela.

Sexta-feira, Atos 1:6-14


Deus não pode ser posto em uma caixa. Ele é o mestre da
surpresa. Os discípulos deveriam estar em um estado de cre-
dulidade constante ao assistirem acontecimentos desvelados,
tendo estes seu ápice no Monte das Oliveiras. Durante o cur-
to período de três anos, eles testemunharam a vida de Jesus,
morte, ressurreição e ascensão aos céus. A reação dos discí-
pulos aos acontecimentos sobrenaturais foi a de se reunirem e
orarem. Eu imagino pelo que clamaram no alto daquela sala.
Tenho certeza que não foi por riqueza, nem por popularidade
e nem ao menos por saúde. Acho que o coração deles desejava

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Lição 01- Sábado, 04 de abril de 2009.

fortemente orientação, irmandade, diálogo e propósito. É im-


pressionante como Deus utilizou-se deste pequeno grupo de
crentes cujos pensamentos eram similares para espalhar sua
Palavra ao mundo inteiro, transformando o curso da história
e apresentando-se para todos.

Sábado, Lucas 1:46-55


A cena do encontro entre Maria e Isabel indica, através
da pureza das formas, a experiência do Deus presente, capaz
de se fazer sentir e reconhecer sem trombetas, insígnias e rito.
Maria e Isabel são religiosamente pouco evidentes defronte
ao aparato oficial hebraico. Como mulheres, encontram-se
à margem da sociedade daquele tempo. A não visibilidade
das duas é condição de serem privilegiadas testemunhas e
guardiãs do Deus feito carne. Cada uma destas mulheres vi-
venciou a intervenção de Deus na sua vida e o coração delas
transbordou de glória pela oportunidade de serem utilizadas
para levarem graças às futuras gerações. Elas não se encaixa-
riam bem no mote da sociedade atual, que diz “Tudo consiste
em mim”. Quando nosso foco esta em Cristo e nosso desejo
é o de abençoar os outros, bênçãos atuais e futuras serão tra-
zidas para nós.

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O compromisso de Maria - Lucas 1:46-55

Estudo Estudo Adicional Devocional


Lucas 1:46-55 Lucas 1:26-38, 46-55 Samuel 2:1-10

Verso áureo
Disse, então, Maria: “A minha alma engrandece ao Se-
nhor e o meu espírito alegra-se em Deus, meu Salvador” (Lu-
cas 1:46-47).

Núcleo da lição
Muitas pessoas encontraram alguém ou algo tão caris-
mático e poderoso que demandaria não menos do que total
comprometimento. O que ou quem será hábil para liderar tal
compromisso com Deus.

Questões para o estudo do texto


1. Quando verbalizamos nossos pensamentos e sentimentos,
geralmente é devido à resposta a um estímulo externo. O
que de fato levou Maria a proferir tais palavras descritas
em Lucas 1:46–55?

2. O que sabemos sobre a rotina de Maria? Onde ela vivia?


Quais eram as tarefas diárias dela? Com quem Maria con-
versava diariamente? Quais eram suas convicções a res-
peito de Deus? Quais suas aspirações na vida?

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Lição 01- Sábado, 04 de abril de 2009.

3. Na sociedade na qual Maria viveu, como o povo tratava


as mulheres solteiras e grávidas naquela época? Quais as
oportunidades que foram retiradas da mãe de Jesus por
causa da sua gravidez? Quais as oportunidades obtidas pela
Maria, justamente por causa desta gravidez inesperada?

Maria imaginava como a gravidez mudaria a vida dela?

4. Orgulho e humildade pareciam ser palavras-chaves na


vida de Maria. Por que você acha que ela se preocupava
com estes assuntos?

5. Apesar de não sabermos os detalhes, sabemos que Maria


e Isabel eram parentas. Que tipo de relacionamento você
acredita que Jesus tinha com João, filho de Isabel?

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O compromisso de Maria - Lucas 1:46-55

Entendendo e Vivendo
Scott Hausrath

Quem fez esta escolha?


O que significa estar comprometido com alguém? Mais espe-
cificamente, como é estar comprometido com Deus? Ao estudar
o assunto do compromisso neste trimestre, nós iniciamos com o
Evangelho de Lucas e, nas próximas quatro semanas, examinare-
mos o compromisso tomado por quatro pessoas diferentes.
Aparece no primeiro capítulo de Lucas: a passagem da
Escritura de hoje que narra acontecimentos que se deram an-
tes do nascimento de Jesus. A personagem principal é a Ma-
ria, a mãe de Jesus. Como era o compromisso de Maria?
Lembremos que Maria não escolheu a situação na qual ela
estava. Vocês leram a escritura base de hoje? Ela conta a história
de uma jovem virgem que ficou totalmente surpresa, até mes-
mo assustou-se, com a visita do anjo Gabriel (Lucas 1:26-38).
No versículo 29 nos é contado que Maria estava confusa e tinha
perguntas a fazer quando o anjo lhe apareceu. O versículo 34
nos mostra Maria ouvindo o que o anjo tinha a lhe dizer. A
reação de Maria não era de descrédito, mas sim de confusão:
Como seria possível uma virgem dar à luz? Enfim, o versículo
38 diz respeito ao total comprometimento de Maria com Deus:
Ela se considerava uma serva de Deus e, como tal, aceitou o
trabalho divino na sua vida. Apesar de Maria não ter escolhi-
do a situação na qual se encontrava, aceitou esta condição por
causa do seu compromisso com Deus. Até mesmo a parenta
de Maria, Isabel, testemunhou o compromisso daquela: “Bem-
aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que, da
parte do SENHOR, lhe foram ditas” (Lucas 1:45, NVI)

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Lição 01- Sábado, 04 de abril de 2009.

Encarnando o seu compromisso


Então, do que se tratava o compromisso de Maria? Ve-
mos, na passagem estudada, Lucas 1:46–55, conhecida como
“Magnificat” (se você tiver tempo, faça a comparação da can-
ção de Maria em Lucas 1 com a de Ana, em Samuel 2. Há
muitas semelhanças impressionantes), que o compromisso de
Maria é visto primeiramente através das reações dela diante
de Deus: Ela dava glória a Deus e alegrava-se Nele.
“Magnificat” é uma palavra latina que significa “glorifi-
car, exaltar”. Maria disse que sua alma glorificava ao Senhor.
Percebe-se, num primeiro instante, que Maria identificava
Deus como “O Senhor” (Lucas 1:46, NVI). Ao fazê-lo, ela re-
conheceu o lugar de Deus no universo: criador e governador.
A exaltação dela a Deus é baseada na sua afirmação precisa de
quem ele realmente é.
Ao escavarmos profundamente suas palavras, consegui-
mos notar que Maria também engrandece a Deus por causa das
maravilhosas características dele. Acima de tudo, ela louvou a
santidade de Deus (versículo 49). Então, Maria exaltou a mise-
ricórdia divina (versículo 50) e sua força (versículo 51). E, final-
mente, declarou que Deus é justo (versículos 51–53) e é fiel (ver-
sículos 54–55). A glorificação de Maria a Deus era uma resposta
não somente para quem ele é, mas, também, para como ele é.
Nós mesmos iríamos deixar de engrandecer a alguém
cujas virtudes fossem dessa magnitude? A pergunta é: mas
como poderíamos saber? Como se descobre se uma pessoa é
santa, piedosa, forte ou justa? Especificamente, quando avalia-
mos as qualidades de um indivíduo, a questão que se tem em
mente é sempre “Como essa determinada pessoa trata as outras
ao redor dela?”. A qualidade de um ser humano é demonstrada
através do relacionamento deste com os outros indivíduos.

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O compromisso de Maria - Lucas 1:46-55

A misericórdia de Deus pode ser vista quando ele es-


tende sua piedade àqueles que o temem (versículo 50). Sua
justiça é revelada quando resiste ao orgulhoso, porém con-
cede graça ao humilde (versículos 51-53). A fidelidade dele
é vista ao cumprir a promessa feita a Abraão e aos seus des-
cendentes (versículos 54–55). As ações concretas de Deus
mostram o caráter espiritual Dele. Isto nos traz outro ân-
gulo pelo qual pode ser visto o compromisso de Maria: Ela
alegrava-se com Deus. Ela não somente engrandecia a Deus
como também, ao mesmo tempo, como revisado nos versí-
culos 48–49, alegrava-se com o Senhor. Você deve estar se
questionando por que. Qual a razão da atitude de conten-
tamento para com Deus? Por que Maria estava vivenciando
as bênçãos do Senhor na sua própria vida. No versículo 48
vemos que Deus reconhece a situação de Maria, a sua hu-
mildade. Não somente ele reconheceu a situação na qual
Maria se encontrava como, também, a recompensou por
sua humildade: Ele fez coisas maravilhosas para ela (versí-
culo 49). De fato, não seria somente Isabel a saber da bênção
de Maria, que lhe fora dada pelo Senhor (versículo 45), mas
as futuras gerações por vir chamariam Maria de bem-aven-
turada (versículo 48).
Outro aspecto para anotar sobre a alegria de Maria com
Deus: o papel significativo do Senhor na vida daquela mulher.
Sim, as palavras de Maria nos versículos 48 e 49 nos mostram
como Deus trabalhou fortemente na vida da Maria, porém é mui-
to fácil encobrir a significância do versículo 47, no qual Maria
identificava Deus como seu Salvador. Uma coisa é ser abençoado
por alguém e outra, completamente diferente, é ser salvo por esta
pessoa. Deus não abençoou, meramente, Maria - ele a salvou. Não
é de se admirar que ela estivesse tão decidida em não somente

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Lição 01- Sábado, 04 de abril de 2009.

engrandecer a Deus, mas também alegrar-se nele. Não é de sur-


preender que o comprometimento dela com Deus fosse total.

E nós? Como ficamos com isso tudo dito?


Nós vemos, na passagem de hoje das Escrituras, que o
compromisso de Maria com Deus manifestara-se nas reações
dela aos acontecimentos proporcionados pelo Senhor. Ela es-
tava engrandecendo a Deus e alegrando-se nele. Era a identi-
dade de Deus, as suas características e seu trabalho direto na
vida de Maria levando-a a reagir dessa maneira às ações do
Senhor. O compromisso de Maria era apoiado, simplesmente,
na realidade: Ela estaria exibindo reações naturais à realidade
que marcou sua vida até aquele momento.
E quanto a nós? Qual o nosso comprometimento com
Deus? Damos glória a Deus em nossas palavras e em nossos
feitos? Regozijamo-nos ao pensarmos a respeito do envolvi-
mento dele em nossa vida? Uma questão importante para re-
fletir é: O quão realista é nossa visão de Deus?
E se alguém lhe pedisse para listar cinco características
de Deus, o que você diria? Se você tirasse cinco minutos do
seu tempo para meditar e dizer quais as características de
Deus, qual seria a sua reação? Será que você faria como fez
Maria e começaria a glorificar a Deus pelo que ele é?
Agora, modifiquemos o cenário: Se alguém lhe pergun-
tasse quais são as cinco características de Deus as quais você
tenha alguma vez vivenciado pessoalmente, o que você diria?
Qual seria a sua reação agora?
Pessoalmente, creio que uma das características mais
marcantes de Deus é a sua onipresença em minha vida. Eu
sei que onde quer que eu vá, não interessando as minhas cir-

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O compromisso de Maria - Lucas 1:46-55

cunstâncias, sejam elas externas ou internas, Deus lá estará


comigo. Esta particular faceta de Deus trouxe-me toda a paz
que eu necessitava. Saber que nunca estarei sozinho, mesmo
estando só, já é, por si só, a base sólida sobre a qual continuo
construindo a minha vida. Quando penso sobre esta verda-
de eu não consigo deixar de alegrar-me com Deus e dar-lhe
glórias. Assim como Maria, eu não posso deixar de compro-
meter-me com um Deus que está sempre ao meu lado. E que
sempre me amará. Deus é meu Salvador de verdade. Ele é seu
Salvador também?

Dicas para os professores

Objetivos da Lição
1. Revisão do cântico de compromisso de Maria com Deus.
2. Ajudar os alunos a levarem em consideração as caracte-
rísticas no próximo que poderiam levá-los a se compro-
meterem.
3. Guiar os estudantes no ato de realizar compromissos com
os outros e com Deus e esquematizar caminhos com o
intuito de serem fiéis a tais compromissos.

Atividade pedagógica
Considere por qual razão Maria se comprometeu a re-
alizar o plano de Deus e utilizar-se desta especulação como
o início para a discussão sobre o que leva-nos a compro-
metermo-nos.

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Lição 01- Sábado, 04 de abril de 2009.

Olhando adiante
Veremos a bela história de Zacarias e Isabel.

22
2. O COMPROMISSO DE ISABEL
Lucas, 1: 39–45

Meditações Bíblicas Diárias


Leota Stevens

Domingo, Gênesis 18: 1-8


A hospitalidade exemplar demonstrada por Abraão nes-
ta passagem é extraordinária. Estava quente, era verão, ele
estava velho: tinha muitas desculpas para poder sair pela tan-
gente, caso quisesse utilizar-se delas. Ao invés disso, percebeu
a oportunidade de alistar sua mulher e serva com o intuito
de ajudá-lo a ir ao encontro das necessidades do próximo que
estaria viajando perto de sua casa na árida região banhada
pelo sol escaldante. Há enorme valor na hospitalidade amável,
ao passo que esta oferece aos outros um vislumbre do coração
generoso de Deus.

Segunda-feira, Gênesis 18:9–14


Abraão estava perdido em relação à identidade do ho-
mem ao qual ele estaria servindo. Se ele soubesse com quem
estava dividindo sua comida, teria caído duro no chão. A vida
de Abraão e o curso da humanidade estariam mudados para
sempre através deste encontro. Pense nisto por um instante. E
se Abraão não tivesse estendido a mão e nem tivesse sido hos-
pitaleiro e amigo? E caso ele estivesse muito preocupado com

23
Lição 02 - Sábado, 11 de abril de 2009.

seu próprio mundinho, não se importando com os necessita-


dos e nem tendo tempo para ser um bom anfitrião? Há uma
lição a ser aprendida nesta passagem das Escrituras.

Terça-feira, Lucas 1:5–11


Este dia em particular era um dia memorável para Za-
carias. A mulher dele era uma descendente de Arão, ele era
filho de uma linhagem de sacerdotes e um anjo nunca o havia
visitado. Na verdade, pela reação de descrença dele, eu ima-
ginaria que Zacarias não era acostumado a ter suas preces,
feitas por pura obrigação, ouvidas. Eu gosto do fato de que
Deus pode intervir em nossos assuntos e cuidar de nós todos
os dias. O envolvimento de Deus em nosso coração não se dá
somente através de convenções, retiros espirituais ou só por
evangelização televisionada. Zacarias estava tão somente fa-
zendo o trabalho dele quando o visitante dos céus chegou.

Quarta-feira, Lucas 1:12–20


Opa! O anjo Gabriel não fez confusão quando estava
em missão do Senhor! Ele, simplesmente, ateve-se aos fatos
e reiterou com veemência que qualquer coisa que Deus ha-
via prometido iria se concretizar. Zacarias, assim como nós,
criaturas mortais que somos, questionaria a mensagem des-
velada. A reação completamente normal dele fora a de mos-
trar as razões existentes para que o anúncio profético não se
realizasse. Gabriel poderia, à época, tê-lo deixado tagarelar
com o discurso destruidor de fé dele, mas isto somente teria
servido para atiçar ainda mais a controvérsia dentro daquela

24
O compromisso de Isabel - Lucas, 1: 39–45

comunidade. O silêncio era verdadeiramente a oportunidade


de ouro de oferecer tempo a Zacarias para refletir a respeito
da mensagem, até que chegasse ao ponto da aceitação e da fé.

Quinta-feira, Lucas 1: 21–25


Zacarias tinha muito a ponderar enquanto cumpria seu
trabalho. Ele estava vivendo no templo, isolado de sua mu-
lher, impossibilitado de falar. Zacarias gastou muitas horas
comungando com o Senhor em oração e procurando respos-
tas aos “como” e aos “porquês” daquela orientação dada a ele
e a Isabel por Deus. A sua amada esposa, cujo amor e atração,
por ela renovados, resultaram em gravidez, tinha perguntas a
fazer quando Zacarias voltou para o seu lar. Após uma vida
inteira de infertilidade e desgraça, Isabel, em seu inverno pes-
soal, estava para ganhar um bebê! Há algo impossível para
Deus? Pergunte a Isabel.

Sexta-feira, Lucas 1: 39–45


O encontro de Maria e Isabel fora inigualável na his-
tória. Eis duas mulheres de mesma linhagem carregando o
Arauto do Messias e o Salvador do Mundo em seus ventres.
Era possível sentir o milagre eletrificando o ar enquanto es-
sas primas, seres humanos comuns, estavam experimentan-
do a presença de Deus Todo-Poderoso. Que incrivelmente
maravilhoso é descobrir que há uma proximidade com essas
pessoas valorosas. O que Maria carregava dentro do cora-
ção, nós carregamos em nossos espíritos: A encarnação do
Verbo, Jesus Cristo!

25
Lição 02 - Sábado, 11 de abril de 2009.

Sábado, Lucas 1: 57 – 63
O lar de Zacarias e Isabel estava zunindo com a comoção
do dia em que Isabel entrou em trabalho de parto e ganhou
seu filho. As pessoas, ao assistirem ao nascimento, estavam
tão impregnadas de tradição que nem se incomodaram em
perguntar à mãe a respeito do nome do bebê. Elas simples-
mente concluíram que este seria “Zacarias Junior.” Quando
Isabel, ousadamente, corrigiu a presunção delas, elas muda-
ram o foco de atenção para o pai do recém-nascido.
Neste momento, Zacarias escreveu que seu filho se cha-
maria João, após isso, finalmente, voltou a falar. Estava pronto
para com um coração grato, louvar exaltar e festejar o nasci-
mento de seu filho.

26
O compromisso de Isabel - Lucas, 1: 39–45

Estudo Estudo Adicional Devocional


Lucas 1:39–45 Lucas 1:5-24, 39-45 Isaías 7:10-14

Verso áureo
“Isabel estava cheia com o Espírito Santo. E ela exclamou
em voz alta: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto
do teu ventre”!” (Lucas 1:41b-42).

Núcleo da lição
Algumas vezes um compromisso varia em seus níveis de
complexidade. Como uma pessoa pode comprometer-se com
tantas coisas e pessoas ao mesmo tempo? Isabel relembrou a
promessa feita por Deus a ela e Zacarias, reconhecendo a con-
cretização da promessa de Deus a Maria, Isabel comprome-
teu-se com o Messias.

Questões para o estudo do texto


1. Que significa Zacarias e Isabel serem descendentes de Arão?

2. Você acha que Deus tinha algo a ver com o fato de Isabel
ser estéril?

27
Lição 02 - Sábado, 11 de abril de 2009.

3. Por que você acha que o anjo pediu a Zacarias que colo-
casse o nome do filho dele de João? (Lucas 1:13;).

4. Por que você acredita que o anjo disse que João nunca
beberia vinho ou outra bebida alcoólica fermentada (ver-
sículo 15)? Qual a razão desta recomendação?

5. O anjo disse que João seria cheio do Espírito Santo (versícu-


lo 15). O que isso significa exatamente? Como o fato de ser
cheio do Espírito Santo manteve João Batista separado das
outras pessoas? Você acredita que você mesmo está repleto
do Espírito Santo? Caso tenha respondido afirmativamente,
como a presença do Espírito manifestou-se em sua vida?

6. Por que você acha que João se mexeu no ventre da mãe


quando ela ouviu a saudação de Maria? Qual a ligação
existente entre João e Maria?

7. Em Lucas 1:45 Isabel diz que nós somos abençoados se


acreditarmos que Deus cumprirá com sua palavra. Que
coisas você acredita que Deus cumprirá em sua vida?

28
O compromisso de Isabel - Lucas, 1: 39–45

Entendendo e vivendo

Scott Haurasth

Contexto
Na semana passada, vimos o compromisso de Maria
com Deus: Foi um comprometimento completo, manifes-
tando-se em como ela engrandecia a Deus e alegrava-se nele.
Maria aceitou e achava muito bem-vinda a ação de Deus em
sua vida, embora isto provasse ser uma enorme reviravolta
para ela.
Na lição desta semana nos encontramos dentro do com-
promisso de Isabel. Assim como Maria, Isabel estava gerando
um bebê que teria um papel muito importante para o plano
de Deus na terra. O papel do filho de Isabel, João, era o de
preparar o caminho para a obra do filho de Maria, Jesus. Isto
segundo a narração do trabalho de João localizada no início
do Evangelho de Lucas, enquanto que a discussão da obra de
Jesus encontra-se no restante do livro.

Trazido para casa para Isabel


Isabel é um exemplo de alguém lidando com variadas si-
tuações consideráveis. Em Lucas 1:5-7, Isabel nos é apresentada
como uma mulher correta, mas estéril. Isto teria parecido estra-
nho para os contemporâneos de Isabel, pois infertilidade sempre
fora vista como uma punição de Deus, indicando sua desapro-
vação para com a mulher infértil. Isabel, apesar de ser mulher
de um dos sacerdotes de Deus, como era de fato, e uma mulher

29
Lição 02 - Sábado, 11 de abril de 2009.

correta, por sua vez não era de se esperar que fosse estéril. Como
ela lidou com esta situação nós não sabemos, pois a narrativa
apressa-se na parte na qual Isabel é curada da infertilidade.
Além disso, nós vemos outra ocorrência a qual fora trazi-
da para Isabel: a concepção inesperada numa idade avançada.
Como ela lidou com esta condição? Lucas 1:23-25 conta-nos
que Isabel enxergava na sua gravidez uma bênção dada por
Deus. A concepção provou o benefício do Senhor em relação a
ela, contra o sentimento que prevalecia de que talvez o Senhor
a estaria reprovando.
A gravidez estaria até mesmo retirando a desgraça sentida
por ela através da reação dentro da comunidade. Neste sentido,
Isabel reconheceu a promessa que Deus lhe fez e a seu marido,
Zacarias. Além do mais, não somente Isabel identificou a pro-
messa de Deus, como também resolveu comprometer-se para
seguir o que foi planejado por Deus para ela e o marido.
Havia outra promessa que Isabel confirmou: a promessa
realizada a sua parente, Maria. Esta segunda promessa foi li-
teralmente trazida para o seu lar, quando Maria decidiu ir vi-
sitá-la, o que não fazia há tempos (Lucas1:39-40,56). Pelo que
depreendi, Maria ficou até o nascimento do neném de Isabel.
O versículo 42 nos fala que Isabel via Maria abençoada por
Deus, e ela também enxergava o bebê de Maria (Jesus) aben-
çoado. Isabel estava feliz por causa da gravidez de Maria. En-
tretanto, parecia que as coisas poderiam ter ocorrido de uma
outra maneira. Imagine você orar por anos para engravidar,
sem nenhum resultado. Os únicos bebês que enxerga são os
dos seus amigos e membros da sua família. Então, quando
finalmente você fica grávida, numa idade avançada, e começa
a guiar a sua vida em volta desta realidade, descobre que uma
das suas parentes , uma mulher bem mais nova do que você,

30
O compromisso de Isabel - Lucas, 1: 39–45

irá dar à luz um bebê no futuro próximo. Talvez houvesse a


tendência de você focar-se na sua própria gravidez, chegando
ao ponto de diminuir a sua participação na celebração da con-
cepção daquela. Entretanto, isto não aparentava estar aconte-
cendo com Isabel. Por que não?
Acho que o Evangelho de Lucas, 1:41, nos dá algumas
pistas sobre a dinâmica do relacionamento entre Isabel e Ma-
ria. Duas coisas incríveis aconteceram quando Isabel ouvira a
saudação de Maria. Primeira, o bebê de Isabel saltou no ventre
dela. O que ela poderia ter pensado a respeito disto? Por que
o bebê dela reagiu tão emotivamente a Maria? Esta questão
foi respondida por Maria pela segunda coisa inacreditável que
ocorreu: Isabel estava repleta do Espírito Santo. Nós, cristãos
dos dias modernos, temos como já garantida nossa plenitude
no Espírito Santo. Esta é somente uma parte do “pacote de
acordo” de tornar-se um seguidor de Jesus Cristo. Entretanto,
antes da chegada do Espírito no Pentecostes (Atos 2), poucas
pessoas experimentaram esta sensação. Este evento foi extre-
mamente significativo na vida de Isabel. Eu arriscaria dizer
que a reação do bebê de Isabel à presença de Maria encaixava-
se nesta história na medida em que houve o entendimento de
Isabel pelo Espírito. E ainda, mostrou a ela que havia uma
ligação sólida entre estas duas grávidas. Poderia este enten-
dimento ter fortalecido a conexão entre essas duas mulheres?
Creio que o elo existente entre Isabel e Maria foi ainda mais
fortalecido durante aqueles três meses de visitas mútuas (Lu-
cas 1:56). Isabel estava apta a comprometer-se não só com a
gravidez dela, mas, também, com a de Maria.
Curiosamente, existe um outro compromisso firmado por
Isabel naquela ocasião. Vimos, em Lucas 1:43, que Isabel com-
prometeu-se com o bebê de Maria, ao qual ela chamava de Se-

31
Lição 02 - Sábado, 11 de abril de 2009.

nhor. Mais uma vez, eu acredito que o Espírito Santo fora quem
revelara, para Isabel, a identidade especial do nenê de Maria.
Além disso, nós enxergamos em Isabel uma pessoa que es-
taria lidando com uma porção de mudanças importantes na sua
vida. Ainda mais, vimos uma pessoa que estaria habilitada a re-
alizar compromissos específicos em cada uma dessas situações.

Trazendo para casa conosco


Qual foi a lição para nós na passagem de hoje das Escri-
turas? Ao olharmos o assunto dos compromissos que faze-
mos, Isabel é um modelo para nós. Algo que ela nos ensina é a
necessidade de flexibilidade no desenrolar das circunstâncias
da vida. Isto é crítico, porque a vida nos sujeita a um número
infinito de mudanças. Apesar de não conseguirmos controlar
a maioria delas, podemos evitar que elas nos controlem. Nos-
sa fé nos ajuda a fazer isso. Assim como aconteceu para Isabel,
é possível acreditarmos nas promessas que Deus nos faz. En-
tre outras coisas, ele prometeu nos proteger, nos prover e nos
dar sabedoria, a fim de nos fazer tomar decisões efetivas.
Você conhece as promessas que Deus fez para você como
seguidor de Jesus que você é? Com que freqüência você vai até
a fonte dessas promessas, a Bíblia? Em vez de ver a leitura das
Escrituras como obrigação, é possível vê-la como uma opor-
tunidade. É uma perspectiva muito mais enriquecedora.
Isabel, também, nos ensina a importância do estabeleci-
mento de prioridades. Com o intuito de gerir vários compro-
missos, nós precisamos saber qual é o nosso papel primor-
dial na vida. Você sabe qual é a sua missão no planeta? Assim
como Deus teve um propósito para Isabel, ele também possui
um desígnio para você. Quanto melhor definido o seu propó-

32
O compromisso de Isabel - Lucas, 1: 39–45

sito melhores decisões serão tomadas a respeito dos compro-


missos que você adiará e com quais você seguirá adiante.
Finalmente, como você anda encorajando as pesso-
as? Vimos que Isabel, apesar de ter certeza de estar focada
em sua própria gravidez, também celebrou a de Maria. Ao
ver a obra de Deus na vida dos seus irmãos e irmãs em
Cristo, você é capaz de apoiá-los no compromisso deles
com Deus. Sim, cada um de nós tem uma função a exercer
na construção do reino de Deus, porém ele também nos
chama a apoiar um ao outro durante este processo. Nós
trabalhamos juntos, como um time, com a finalidade de
que cada membro da equipe seja mais competente no de-
sempenho de seu papel.

Dicas para os professores

Objetivos da lição
1. Revisar da resposta de Isabel à ação de Deus na vida de
Maria.
2. Encoraje os estudantes a avaliar a complexidade dos pró-
prios compromissos.
3. Ajuda os estudantes a reconhecerem a ação de Deus na
vida dos outros e a reagir realizando os compromissos
deles com Deus.

Atividade pedagógica
Enumere as pessoas e organizações nas quais os mem-
bros das classes se comprometeram. Discuta como estes

33
Lição 02 - Sábado, 11 de abril de 2009.

compromissos tornam mais fácil ou difícil manter o com-


promisso com Deus.

Olhando adiante
Foi exatamente como ele disse que seria!

34
3. O LOUVOR DOS PASTORES A DEUS
Lucas, 2:8–20

Meditações Bíblicas Diárias


Leota Stevens

Domingo, Isaías 46:8-13


Como são importantes os conselhos do passado para
cultivarmos e mantermos as coisas de valor, abdicando aqui-
lo que nos põem em armadilhas e nos causam pesar. Como
crentes, é imperativo revisar a miríade de caminhos que Deus
nos revelou através da sua palavra e através da nossa união
pessoal a ele. Nesta passagem, Deus nos apresenta uma des-
crição condensada dele mesmo para a casa de Jacó. Seu cla-
mor por exclusividade e poder tem respaldo na história e é
digno de revisão constante, assim como de louvor.

Segunda-feira, Salmo 24
Que impressionante é esse Deus a quem nós somos pri-
vilegiados em servir! É absolutamente estarrecedor quando
você pensa na criação, por Deus, deste mundo complexo e
fantástico no qual vivemos. Ele é o criador, o sustentador, o
Alfa e o Ômega, o início e o fim de tudo que vemos, de tudo o
que somos. Ele é infinito e, assim mesmo, busca companhia e
relacionamento conosco. Uau!

35
Lição 03 - Sábado, 18 de abril de 2009.

Terça-feira, Salmo 113


O tema abordado no Salmo 24 é expresso em diferentes
detalhes nesta seleção das Escrituras. Eis que testemunhamos
uma descrição mais bem definida da clemência mais terna
do nosso Deus Todo-Poderoso na frase “que se incline para
enxergar os céus e a terra” (versículo 6, NVI). Ser humilde é
manifestar a virtude de conhecer suas próprias limitações, é
colocar-se de lado em favor do próximo. Deus não é obrigado
a nos levar em consideração, mas Ele o faz. Aquele cujas pala-
vras clamaram pela continuidade da criação da vida do vácuo
caótico pode também transformar nossas circunstâncias e
nosso coração através da palavra encarnada que os habita.

Quarta-feira, Salmo 148


Talvez a influência mais insidiosa na sociedade de hoje
seja o ensinamento da evolução sem a presença de Deus.
Esta teoria busca eliminar a autoria de Deus, doutrinando o
povo desde a infância que a consideração Bíblica da criação
do mundo em, literalmente, seis dias é um mito. Eu acredi-
to que exista um grande temor na raiz desta pseudociência.
Se Deus criou o mundo, então Deus é dono dele e, sendo
assim, somos sua propriedade. Temos a responsabilidade
de aprendermos sobre ele e sobre o que o Senhor deseja da
nossa vida. Se, entretanto, nós surgimos da sopa primordial
e escorregamos e rastejamos até o topo da cadeia alimentar,
então temos somente a nós mesmos para servir e nossas or-
dens próprias a seguir.

36
O louvor dos pastores a Deus - Lucas, 2:8–20

Quinta-feira, Romanos 16:25-27


George Peppard, ator principal da série de ação da te-
levisão Soldados da Fortuna (The A-Team), consistentemente
utilizava-se da sentença “Eu adoro quando um plano dá cer-
to!”. E devo admitir que é muito emocionante quando você vê
o que Deus tem feito com o plano dele. Quando estudamos
a estratégia oficial como está escrito na Bíblia, nós enxerga-
mos mais claramente a magnificência de Deus ao descascar
as camadas de mistério e revelar seu plano através da história.
Desde o seu ato primeiro de criação até este exato momento,
Deus tem se feito conhecido aos indivíduos, tanto que ele deve
ser conhecido por todas as nações.

Sexta-feira, Lucas 2:1-7


Maria era uma jovem mulher incrível. Ela enfrentou o
desprezo por parte da sua comunidade e a rejeição em poten-
cial de José, o homem que ela amava, no momento em que
ela caminhou em direção à fé que representou a aceitação
da vontade de Deus na vida dela. Ela, com toda certeza, não
fez parte da “geração eu”, não exigiu que José concedesse a
ela meios de transporte mais elegantes e confortáveis na ida
até Belém, e não insistiu que fosse reservado um quarto na
Pousada Hospitaleira. Precisamos aceitar o plano de Deus
para a nossa vida com a mesma humildade e submissão que
Maria demonstrou.

37
Lição 03 - Sábado, 18 de abril de 2009.

Sábado, Lucas 2:8-20


É um dia de trabalho como qualquer outro supervisio-
nando as ovelhas. O sol está se pondo rapidamente e o céu
da noite começa a brilhar com as estrelas. Logo, seus colegas
de trabalho iniciam seu vagar por entre o fogo morno para se
cumprimentarem. De repente, BAM! O céu torna-se brilhante
com a luz e o ar é preenchido com música de louvor e anjos
estão em todo o lugar! Quando você está certo de que irá des-
maiar, o anjo mais heróico de todos diz “Não tema! Eu vim
trazer-lhes boas novas!” O Infinito é revelado ao finito no dia-
a-dia da vida e Deus interrompe nossa rotina com sua justiça.

38
O louvor dos pastores a Deus - Lucas, 2:8–20

Estudo Estudo Adicional Devocional


Lucas 2:8-20 Lucas 2:1-20 Salmos 107:1-15

Verso áureo
“E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus
por tudo o que tinham visto e ouvido, como lhes havia sido
dito” (Lucas 2:20).

Núcleo da lição
O povo sente nostalgia ao ouvir as boas notícias do cum-
primento de promessas. O que advém de nossa apreciação
pela manutenção das promessas? Os pastores engrandeceram
e louvaram a Deus pelo presente dado: o tão esperado Mes-
sias, e contaram aos outros as boas novas.

Questões para o estudo do texto

1. Em Lucas 2:4 nós vemos que José era descendente dire-


to de Davi. Por que você acha que Lucas mencionou este
fato? Qual é a ligação entre Jesus e Davi?

2. O que significa Maria estar prometida em casamento para


José (versículo 5)? O que você vê como benefícios e des-
vantagens deste sistema de seleção de esposas?

39
Lição 03 - Sábado, 18 de abril de 2009.

3. Em Lucas 1, o anjo Gabriel apareceu para ambos: Zacarias e


Maria. Quais as semelhanças e diferenças que você vê entre
essas aparições e a manifestação do anjo para os pastores?

4. Quando os pastores ouviram que o Salvador havia nascido


para eles (Lucas 2:11), quais eram as expectativas deles em
relação a este Salvador? Você acha que as expectativas deles
eram compartilhadas com quase todos os outros Israelitas?

5. Você consegue imaginar o que significava para os pasto-


res deixarem suas ovelhas sozinhas no pasto? Quais as di-
ficuldades eles enfrentaram para chegar a Belém?

6. Qual você acha que era a principal motivação para os pas-


tores buscarem o bebê Jesus? Você compartilha dessa mo-
tivação? Qual a sua principal motivação para buscar Jesus?

40
O louvor dos pastores a Deus - Lucas, 2:8–20

Entendendo e vivendo
Scott Haurasth

Por que os pastores?


Neste trimestre nós estamos vendo como pessoas dife-
rentes fazem compromissos com Deus. Até agora estudamos
o compromisso de Maria e o compromisso de Isabel. Hoje es-
tamos vendo o compromisso que os pastores fizeram.
Uma pergunta muito comum que surge ao lermos Lucas
2 é esta: Por que Lucas relatou essas aparições de anjos aos
pastores? Afinal, superficialmente isto parece uma ocorrência
sem maior importância, envolvendo pessoas insignificantes
de uma região sem valor. O que motivou Lucas a escrever so-
bre aqueles acontecimentos? Escavando fundo nós achamos
bastante motivação. Primeiramente, Lucas conhecia muito
bem o requerimento da Lei de se ter pelo menos duas teste-
munhas para ser possível estabelecer-se o fato (Deuteronômio
19:15). Apesar de o fato estar à mão (a proclamação de que o
Messias nasceria de Maria) não ser um assunto legal. Lucas
queria que seus leitores se assegurassem de que seus escritos
eram verdadeiros. Evidência que ultrapassava a esfera legal
serviria muito bem para esse objetivo. Além disso, a primeira
testemunha do anúncio do nascimento do Messias foi Maria
(Lucas 1:26-38), e a passagem de hoje oferece-nos a segunda
testemunha: os pastores.
Outra razão possível para o relato de Lucas da aparição
dos anjos aos pastores era a de destacar a ligação entre Jesus
e o Rei Davi. O anjo Gabriel disse a Maria que Jesus recebe-
ria o trono de seu pai, Davi (Lucas 1:32). O Novo Testamento
ensinava que Deus providenciar-nos-ia um “novo” Davi para
servir como pastor de Israel (Ezequiel 34:23). A referência de

41
Lição 03 - Sábado, 18 de abril de 2009.

Lucas aos pastores ajudaria a comunicar a sua tese de que Je-


sus era um membro da linha davídica e era o Salvador legíti-
mo desse povo. (Veja, também, Lucas 2:4).
Além do mais, a linguagem utilizada pelo anjo que apa-
receu primeiro para os pastores foi muito específica em co-
municar quem Jesus era: Ele era o Salvador, Cristo e Senhor
(Lucas 2:11). O propósito de Lucas em escrever seu evangelho
era o de proclamar Jesus, o Messias. Então, a proclamação
servira muito bem a este objetivo.

Engajando-se no processo
O relato desta aparição angelical aos pastores beneficia
a nós, seus leitores, de outra maneira: Ele nos dá um relance
do processo de comprometer-se. Nesta história, nós vemos as
partes componentes desse processo: proclamação, concretiza-
ção e compromisso.
O agente da proclamação nessa história é o primeiro
anjo aparecido para os pastores. Ele basicamente proclamou
três coisas aos pastores: 1) um Salvador nasceu para vocês;
2) esse Salvador é para todo o mundo; 3) há um sinal que os
levará até o Salvador.
Dado o drama acompanhando a proclamação do anjo,
incluindo a aparição de muito mais anjos louvando a Deus,
não é uma surpresa ver que os pastores acreditaram no que
foi-lhes proclamado. Lucas 2:15 conta-nos que os pastores en-
xergavam os anjos como representantes genuínos de Deus e
que o nascimento de Jesus já havia acontecido.
Acreditando que havia em sua própria comunidade uma
criança que os salvaria (e a todos), eles talvez não tivessem
sido capazes de conter sua curiosidade. Além disso, vemos os

42
O louvor dos pastores a Deus - Lucas, 2:8–20

pastores preparando-se para ir até Belém, a cidade de Davi,


com o intuito de ver o cumprimento da aclamação recém re-
cebida por eles.
O presságio dado pelo anjo aos pastores nos é bem fa-
miliar: um bebê deitado numa manjedoura. É um sinal ób-
vio para nós todos, porque fomos criados com esta imagem.
Entretanto, como deve ter sido confuso para os pastores que
inicialmente receberam este aviso! Uma manjedoura é uma
gamela para alimentar animais. Por causa dessa função, ela
provavelmente era suja, úmida e mal-cheirosa. Por que al-
guém colocaria um recém-nascido em tal lugar improvisado?
Este mistério deve ter ficado gravado nos pensamentos dos
pastores ao viajarem a Belém.
Talvez tenha sido o presságio que levou os pastores a pro-
curarem Jesus em estábulos ou outros estabelecimentos não-
tradicionais, em vez de checarem as casas locais e pousadas.
Não nos interessa como ocorreu, a curiosidade dos pastores
levou-os a localizarem o lugar onde estava o menino Jesus e
seus pais. Além do mais, eles viram em primeira mão a con-
cretização da aclamação do anjo.
Finalmente, chegamos à última parte do processo:
compromisso. O texto de Lucas nos conta que os pasto-
res, após terem visto Jesus, divulgaram a palavra que acer-
ca do menino lhes fora dita (Lucas 2:17). Presume-se que
eles foram inicialmente compartilhando a mensagem com
os pais de Jesus e quem mais estivesse lá com Jesus. Lucas
narra-nos que Maria apreciou e ponderou sobre o que ou-
viu (versículo 19). E mais, vemos um mais profundo, mais a
longo prazo, compromisso com Deus da parte dos pastores:
Ao retornarem às pastagens, eles estavam engrandecendo
a Deus e o louvando, em resposta ao que encontraram em

43
Lição 03 - Sábado, 18 de abril de 2009.

Belém. Lucas termina a história nos lembrando que os pas-


tores encontraram as coisas exatamente do jeito que lhes
havia sido dito (versículo 20). Em outras palavras, a aclama-
ção do anjo foi defi nitivamente concretizada. Sem dúvida
foi isto que levou os pastores ao compromisso de louvarem
a Deus e também de transmitir as boas notícias a respeito
do Salvador. O que começou com proclamação terminou
com aclamação: Primeiro, os anjos proclamaram o Cristo,
então os pastores aclamaram-no.

O processo continua
O processo discutido por nós é familiar para você? Você
já experimentou o ciclo da proclamação, concretização e com-
promisso? Caso não, talvez uma observação a mais sobre o
texto de hoje seja necessária: Foi somente quando os pastores
perseguiram a concretização que eles encontraram concreti-
zação. Em outras palavras, por que os pastores, na verdade,
foram até Belém com o intuito de ver aquilo que lhes foi pro-
metido, é que encontraram o que lhes foi prometido.
Se você não está vendo a concretização das promessas de
Deus na sua vida, será possível que você não esteja sendo pró-
ativo? As promessas que Jesus nos deu eram acompanhadas
de um processo: Peça, busque, bata na porta. “E eu vos digo:
Pedi e será dado a vós; buscai e achareis; batei e será aberta a
vós. Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a
quem bate abrir-se-vos-á” (Lucas 11:9–10, NVI).
Na passagem das escrituras de hoje os pastores são
exemplos para nós, pois vemos que eles fizeram um gran-
de esforço por sua fé: Eles arriscaram-se adiante, na busca
do que lhes foi prometido. Enfim, vemos que eles reagiram

44
O louvor dos pastores a Deus - Lucas, 2:8–20

à concretização da promessa de Deus ao comprometerem-se


com ele em louvor e aclamação.
Qual a promessa de Deus que você procura atualmente?
Pode ser que Deus esteja tentando retirá-lo da sua zona de
conforto, encorajando-o a ter fé e descobrir a concretização
desta promessa? Talvez Deus esteja também tentando criar em
você uma atitude de comprometimento. Quando você desco-
bre que a promessa de Deus foi concretizada, de que maneira
você irá comprometer-se com ele? Talvez seja tempo de você
fazer uma promessa a Deus, antes mesmo de vivenciar a pro-
messa dele para você.

Dicas para os professores

Objetivos da lição
1. Relatar o anúncio do anjo aos pastores e falar sobre a re-
ação deles.
2. Ajudar os estudantes a explorarem os assuntos: aclama-
ção, promessas e compromisso.
3. Ajudar os alunos a demonstrarem o comprometimento
deles com Deus em atos de louvor.

Atividade pedagógica
Discuta a respeito de momentos em que os membros da
classe estavam certos de que promessas seriam quebradas,
porém, em seguida, descobriram que elas foram mantidas.

45
Lição 03 - Sábado, 18 de abril de 2009.

Olhando adiante
Então, o que você fez a respeito?

46
4. JOÃO BATISTA ANUNCIA A
PALAVRA DE DEUS
Lucas 3:7 – 18

Meditações Bíblicas Diárias


Leota Stevens

Domingo, Lucas 7:24–29


João Batista era um homem bruto e rude que não “media
suas palavras” ao compartilhar a mensagem sobre a chegada
do Messias. Ele chamava o povo ao arrependimento e aponta-
va o caminho até Deus com clareza e franqueza. Ele golpeava
o pecado até que a mensagem dele amaciasse a consciência da-
queles que vieram para ouví-lo. Seus sermões preparavam o
coração dos outros para reconhecerem Jesus como o Filho de
Deus. A sua vida atraiu o povo para a nova vida em Cristo, este
era seu ministério e nosso também. Nossas palavras e nosso
exemplo de vida encorajam os outros a conhecer Jesus?

Segunda-feira, João 1:6 – 9


Jesus é a luz do mundo. O que isto significa? Voltemos ao
início da criação, quando a palavra falada de Deus reverberava
através do universo e a escuridão deu lugar ao seu comando.
Nosso Deus, que reside na luz, fez a luz brilhar sobre toda a
sua criação. Esta era a luz material, ilumina as maravilhas do
gênio criativo de Deus e revela sua amável atenção aos detalhes

47
Lição 04 - Sábado, 25 de abril de 2009.

da sua criação. Jesus é a Palavra de Deus encarnada, e sua vida


ilumina a consciência da humanidade e expulsa a escuridão
do nosso coração através do perdão para nossos pecados.

Terça-feira, João 1:19–27


João era um personagem intrigante. Ele, obviamente,
não se vestia para impressionar; seu cabelo não era bem cor-
tado por um cabeleireiro renomado; e ele nunca posaria para
a capa da Revista americana Time como “O Homem do Ano”.
Ainda assim, aqui está ele, batizando uma multidão de pesso-
as que caminharam aproximadamente 32 quilômetros apenas
para ouvir a sua mensagem. Eles talvez tivessem vindo por
que ele era uma espécie de curiosidade, mas eles foram batiza-
dos, pois ouviram e acreditaram no que este homem selvagem
tinha para dizer. O exterior revolto de João não era de forma
nenhuma indicador do tesouro residente em sua alma. Deus
vê o coração, não o estilo de vestir.

Quarta-feira, João 1: 29–34


O Cordeiro imaculado e puro de Deus. Eu posso ouvir
João dizendo as palavras. Eu posso vê-lo erguendo os olhos. Eu
o vejo sorrir e apontar para Jesus e proclamar alto o bastante
para todo o Jordão ouvir, “Veja o Cordeiro de Deus”. Ainda
que a palavra “cordeiro” sugira ternura e mansidão, a morte
de um cordeiro nos sugere inocente resignação. A Escritura,
com sua linguagem perfeita e expressiva, desde os primeiros
aos últimos capítulos faz alusão ao cordeiro com respeito às
relações do homem pecador com Deus. O cordeiro imolado

48
João Batista anuncia a Palavra de Deus - Lucas 3:7 – 18

é o meio pelo qual se pode entrar na presença de Deus, para


adorá-lo segundo a sua vontade. O mundo tem sido mancha-
do pelo pecado, isto é, pela vontade do homem, desobediente
à vontade de Deus. Um dia virá em que a vontade do homem
será definitivamente posta de lado, para que seja feita a von-
tade de Deus. Mas quem tem o poder de tirar o pecado do
mundo? Somente o Cordeiro de Deus, Jesus, Aquele que foi
imolado, O Cordeiro que, em Apocalipse 5, está “no meio do
trono”, e que em breve será o centro da adoração universal.

Quinta-feira, João 5:30–35


Os acontecimentos que guiaram até esta discussão entre
o Senhor e o povo da Galiléia eram cheios de milagres. Milha-
res de homens e mulheres tiveram suas barrigas cheias quando
o Messias multiplicou os cinco pães de cevada e dois peixes
pequenos de um lanche infantil em um banquete. Eles instiga-
ram-no a alimentá-los e a extinguir sua fome física. Eles esta-
vam concentrando-se em seus corpos mortais, quando todo o
tempo estavam na presença do Pão do Céu, o único apto a co-
nhecer a necessidade mais profunda das suas almas famintas.

Sexta-feira, João 3: 22–30


Que retrato fantástico de um coração humilde! Grande,
destemido João, o homem que todos clamavam para escutar.
Este homem possuía uma reputação que o precedia, ele tinha
seguidores, tinha discípulos e havia ganhado o direito de ser
ouvido. Mesmo assim, vemos a reverência submissa do cora-
ção de João para com o plano de Deus. As prioridades de João

49
Lição 04 - Sábado, 25 de abril de 2009.

eram corretas, ele havia sido chamado a preparar o caminho


para o Messias, não para ser o Messias. A humildade de es-
pírito evidenciada neste homem é padrão para aqueles cujo
desejo é o de trazer glória a Deus, e não a eles mesmos.

Sábado, Lucas 3:7–18


Meu marido é um marceneiro de primeira e, freqüen-
temente, entram farpas em suas mãos. Às vezes as farpas
viajam tão longe da superfície da pele que ele nem sabe que
elas estão lá dentro. Esses monstrinhos invasores são um
mini-instantâneo do pecado. O pecado também busca enco-
brir-se em nossa carne e esconde-se longe da Luz para não
expor seu trabalho diabólico. Quando o pecado emerge para
a vista pública, está engolindo seu orgulho asqueroso, ego-
ísmo e outras igualmente indesejáveis manifestações. Arre-
pendimento e redenção vêm com o reconhecimento do quão
terrível é a natureza do pecado e como este nos separa da
presença do Deus Vivo.

50
João Batista anuncia a Palavra de Deus - Lucas 3:7 – 18

Estudo Estudo Adicional Devocional


Lucas 3:7–18 Lucas 3:1–20 Salmos 51:10-19

Verso áureo
Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento...(Lucas 3:8a).

Núcleo da lição
O ato de comprometer-se requer ação acompanhada do
consentimento verbal. Quais ações são requeridas para cumprir
um compromisso? Quando João levou a mensagem ao povo a
respeito da vinda do Messias, ele os desafiou a reagirem.

Questões para o estudo do texto


1. Lucas nos dá bastante contexto histórico para a passagem
de hoje. O que você sabe sobre cada um dos líderes que ele
menciona em 3:1–2?

2. Nos versículos 4-6 Lucas cita Isaías 40:3-5. Leia esta pas-
sagem no seu contexto original em Isaías. O que esta pas-
sagem diz aos leitores de Lucas?

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Lição 04 - Sábado, 25 de abril de 2009.

3. O que Lucas quer dizer no versículo 2, quando ele fala que


a Palavra de Deus viera até João?

4. Quem eram as pessoas nessas multidões que vinham para


serem batizadas por João? Por que elas vinham com o in-
tuito de serem batizadas por ele? Como sabiam que ele
estaria pregando e batizando na área do rio Jordão?

5. Na sua pregação às multidões, João Batista enfatizava a


idéia de um julgamento que estaria por vir (versículos 7,
9, 17). Jesus colocou essa mesma ênfase no julgamento
quando começou sua pregação? Caso não, o que Jesus en-
fatizou no seu discurso?

6. Nos versículos 10-14 João respondeu para três grupos


diferentes pedindo-lhes que se engajassem (ou se privas-
sem) de certas atividades. Que temas são comuns a essas
três respostas?

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João Batista anuncia a Palavra de Deus - Lucas 3:7 – 18

Entendendo e vivendo
Scott Haurasth

Apresentando João
Apresentamos João, na nossa 4ª semana de estudo em
Lucas, ao trabalharmos durante este trimestre o tema de com-
promissos que firmamos com Deus. João Batista é o assunto
da passagem de hoje.
Gosto da atenção dada por Lucas aos detalhes. Ele se
esforça para nos contar exatamente quando o ministério de
João começou, localizando-o na interseção das incumbências
de Tibério César, Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe e Lisânias.
Lucas também nos mostra qual foi o papel de João, citando
Isaías 40:3-5. De acordo com isto, Lucas nos conta que João
Batista foi chamado por Deus para ser o precursor de Cristo.
Como precursor de Cristo, João precedeu Jesus e anun-
ciou a sua chegada iminente. Ainda, João chamara o povo a
agir especificamente com a finalidade de se preparar para a
chegada de Jesus: arrependimento (Lucas 3:3). Não era somen-
te João chamando outras pessoas para firmarem compromisso
com Deus, mas também ele mesmo firmara este compromisso.
Lucas 1:80 fala-nos que João investiu sua vida inteira na prepa-
ração para esse ministério, ao isolar-se no deserto até Deus tirá-
lo para fora dali. Mais ainda, o compromisso de João com Deus
era tão forte que ele se recusou a curvar-se diante de Herodes,
e tal ato resultara em prisão e posteriormente em execução
(Lucas 3:19-20). João não apenas despendeu sua vida inteira na
preparação para aquele ministério, como também literalmente
passara a vida dele concretizando o ministério. João é um ma-
ravilhoso modelo para nós de um indivíduo que segue compro-
metido com Deus, mesmo com risco pessoal extremo.

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Lição 04 - Sábado, 25 de abril de 2009.

A vocação de João
Vamos dar uma olhada mais profunda na exortação que
João fazia às pessoas: ao arrependimento. Lucas 3:3 diz que João
estava pregando um “batismo de arrependimento para o per-
dão dos pecados” (NVI). Arrependimento é um estado com-
posto: é um pesar que nos cerca por algo errado que fizemos;
uma atitude de mudança; e uma ação em direção a tal mudan-
ça. Ele começa com o sentimento de pesar por certas ações pas-
sadas. João estava desafiando seus ouvintes a darem uma boa
olhada nas ações pecaminosas deles e a avaliarem-se à luz das
expectativas de Deus. Como o povo sentiu-se a respeito do que
elas andavam fazendo? Emoção é um aspecto maravilhoso da
nossa humanidade, porém não é o todo do que somos.
Arrependimento deve, antes de mais nada, nos fazer ir
do sentimento até a atitude. João estava encorajando seus ou-
vintes a adotarem uma visão de mundo considerando as ações
pecaminosas do passado: improdutivas. Se você quer chegar
a algum lugar na sua relação com Deus, João dizia, você deve
antever suas ações pecaminosas como uma investida na dire-
ção errada. Contudo, arrependimento envolve afastar-se das
nossas escolhas pecaminosas substituindo-as por decisões
acertadas. Esta é uma ação, o fruto do nosso conhecimento
adquirido e da nossa atitude mudada.
É neste componente do arrependimento que o texto de
hoje das Escrituras foca-se. Vemos que após Lucas apresen-
tar o João adulto e nos dar algum contexto histórico e bíblico
acerca dele (Lucas 3:1-6), ele nos mostra como João consisten-
temente alertava seus ouvintes a “produzir, pois, frutos dignos
de arrependimento” (Lucas 3;8, NIV). É fascinante ver que
os ouvintes de João na verdade entenderam o desafio que ele
propôs e, mais ainda, eles reagiram positivamente ao desafio.

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João Batista anuncia a Palavra de Deus - Lucas 3:7 – 18

Nos versículos 10-14 Lucas nos conta que três grupos dife-
rentes de pessoas engajaram-se no diálogo direto com João,
perguntando a ele quais os passos específicos que deviam dar
com o intuito de produzir tal fruto. Quão freqüentemente os
profetas do Velho Testamento tinham a bênção de exercer o
sacerdócio para audiência tão receptiva?
João era também sábio na sua antecipação de uma des-
culpa para a falta de ação que poderia ser dada pelo seu pú-
blico. Nos versículos 8-9, vemos que João reprimia as vozes
daqueles que desejavam aclamar suas heranças judias como
razão para não se arrependerem plenamente. Aquelas pesso-
as teriam argumentado que, desde que eram descendentes de
Abraão, escapariam de um julgamento futuro. João lançou
mão de um ataque bastante ofensivo contra esta racionali-
zação ao afirmar que Deus poderia transformar rochas em
filhos de Abraão.

Será que nós ouviríamos?


Como teria sido para nós sermos do primeiro grupo que
viajara para a área do rio Jordão ouvir o discurso de João Ba-
tista? Será que teríamos ouvido realmente o que ele estava di-
zendo, manifestando nossa concordância com João ao mudar-
mos nosso jeito? Ou simplesmente falaríamos que por causa de
nossa herança seríamos imunes a qualquer julgamento e, por
isto, não haveria necessidade de mudarmos nossas escolhas?
O assunto do julgamento por vir tem um papel central
no texto de hoje. João mencionou este julgamento vindou-
ro por três vezes distintas nas palavras que Lucas registrou
para nós: Lucas 3:7,9,17. Era óbvio, dadas as reações das pes-
soas a João, que elas entenderam sobre o que ele estava fa-

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Lição 04 - Sábado, 25 de abril de 2009.

lando e tinham intenção de tomar as medidas apropriadas


para se retirarem de tal risco.
Que risco nós, cristãos, corremos? Nosso entendimento
é o de que seremos perdoados de nossos pecados, embora
não devamos temer sermos condenados e punidos no jul-
gamento que está por vir. Que motivação nós temos, então,
para produzirmos frutos de arrependimento? Lucas 3:18
responde-nos a questão, ao mostrar que João estava fazendo
duas coisas na área ao redor do rio Jordão: Ele estava esti-
mulando o povo a dar as costas ao pecado e convidando a
abrirem o coração para Jesus Cristo.
É um processo composto de duas etapas: primeiramen-
te deixamos de lado aquelas coisas que nos causam dano ao
ficarem entre nós e o Pai; então, vamos ao encontro daquele
que nos ajuda ao ser nosso intermediador com o Pai. Como
cristãos, temos sido perdoados por nossas escolhas erradas do
passado. Experimentar este perdão pode agora nos motivar a
fazer escolhas bem melhores no nosso presente.
Esta é, pois, a anatomia do compromisso. Primeiro, fa-
zemos uma sinopse do que somos e o que fizemos. Quais as
nossas características e como elas se manifestam nas nossas
escolhas e em outras ações? Então, nós comparamos nossas
características e nossos atos com aqueles que são de Deus.
Quão grande é o contrastante? Desejamos estreitar a distân-
cia nos tornando mais como Deus no processo? Entretanto, se
nossa jornada não é a de nos tornarmos Deus, a nossa estada
aqui na Terra serve para nos tornarmos mais e mais parecidos
com ele, como é revelado na pessoa de Jesus Cristo.
É algo que o desafia, assim como as palavras de João de-
safiaram seus ouvintes perto do rio Jordão? Você deseja con-
cretizar o destino para o qual Deus o criou? Caso sim, então

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João Batista anuncia a Palavra de Deus - Lucas 3:7 – 18

imagine isto: Você firmou um compromisso quando, pela pri-


meira vez, deu boas-vindas a Jesus em seu coração. Agora que
você se comprometeu, será chamado a mantê-lo.
Agora que já sabe muitas coisas sobre Jesus é hora de
realmente conhecer Jesus. Esta é a jornada de uma vida. Você
consegue compromissar-se a fim de seguir neste percurso?

Dicas para os professores

Objetivos da lição
1. Analisar o compromisso de João de chamar o povo ao ar-
rependimento na preparação para a chegada do Messias.
2. Explorar a gama de ações possíveis requeridas para se fir-
mar um compromisso.
3. Orientar os estudantes a avaliarem as ações que eles tiveram
de praticar por causa do compromisso deles com Deus.

Atividade pedagógica
Discuta as diferenças e semelhanças da missão de João e
da missão de Jesus. Descreva a função de João como precur-
sor e examine por que esta função era necessária.

Olhando adiante
Se eu for descoberto?

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UNIDADE 2

PESSOAS COMPROMETIDAS NO ANTIGO TESTAMENTO


5. AS PARTEIRAS SERVAS DE DEUS
Êxodos 1:8 – 21

Meditações Bíblicas Diárias


Jennifer Lewis Berg

Domingo, Salmo 15
Este salmo vai direto ao coração do problema. Siga estas
regras simples. Você não apenas residirá com o Senhor no seu
santuário e viverá em seu monte sagrado, como também nunca
será abalado. Quão freqüentemente tentamos alcançar algo ri-
gorosamente no momento em que podemos utilizá-lo para nos
guiar? Nós desejamos um mapa fácil de ler. Davi está nos dando
exatamente isto, uma lista completa do que fazer e como fazê-
lo. Se nós honrarmos a Deus e vivermos nossa vida com honra
antes de tudo, nossa recompensa será a vida eterna com ele.

Segunda-feira, Salmo 27:1-6


O escritor de salmos é um poeta da graça e da beleza, e em
nenhum lugar isto é mostrado mais do que nestes seis versos.
Imagine ser trancado em uma sala tão escura que nada possa
penetrar. Em seguida, imagine uma luz, a luz de Deus, clarean-
do a escuridão; e aquele mesmo Deus levando você pela mão;
salvando-o. Não importa o que vier - o mal, inimigos, guerras,
até mesmo a morte - o Senhor é a sua fortaleza. Que liberdade

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Lição 05 - Sábado, 02 de maio de 2009.

imensa advém daquele único pensamento! Ser salvo por ele e


residir no seu companheirismo e na sua beleza, e na sua segu-
rança e proteção - estas são com certeza bênçãos para cantar.

Terça-feira, Salmo 23
Quantas vezes, ao sentirmos medo, somos levados a tra-
zer as palavras deste salmo do fundo da nossa mente? Há uma
paz enorme em mentalizar verdes pastos, águas mansas e ve-
redas de justiça. Estas palavras verdadeiramente restauram a
alma. Não importa o que estejamos enfrentando (e “o vale da
sombra da morte” está logo ali com coisas a se temer), Deus
está conosco. Suas armas nos confortarão e nos protegerão de
todos os temores. É obrigatório saber que ao residir na pre-
sença de Deus nossa vida fluirá com sua misericórdia e amor,
para todo o sempre.

Quarta-feira, Salmo 34:4–14


É simples! Use os seus sentidos: Olhe para Deus e seja
radiante, e não sinta vergonha; prove e veja; nunca sinta fome;
diga somente a verdade. Deus espera pacientemente por nós
para buscá-lo. Então, ele nos responde, protege-nos e nos livra
do medo. Você pode imaginar um dos anjos de Deus perto de
você, cuidando e o protegendo? Nós não precisamos de outros
inimigos atacando-nos, porque o maligno trabalha incansa-
velmente. Contudo, Deus mandará seus anjos para cá, para
tomarem conta de nós, somente se o buscarmos.

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As parteiras servas de Deus - Êxodos 1:8 – 21

Quinta-feira, Salmo 25:1 –21


Este salmo é uma oração. Davi sabe que ao temer ao Se-
nhor ele é trazido com segurança para o refúgio de Deus. Ele
sente honra; reverência; obrigação e esperança. Deve ser de
estremecer de medo, pois Deus tem todo o poder. Entretanto,
este medo é temor, respeito e amor. Refugiar-se em Deus é
fortaleza, não fraqueza. A vida de Davi foi heróica, com enor-
mes poder e paixão, pecado e fraqueza. Nas suas súplicas, ele
pede por ajuda pura e simples. Podemos ler as palavras dele e
enxergar nossa vida e problemas na vida dele. Que maravilha
é saber que o mesmo Deus poderoso que ouviu as orações do
rei Davi escuta as nossas também.

Sexta-feira, Salmo 33:8–18


Temor do Senhor significa reverência a ele, porém nós
necessitamos estar cientes de que ele vê tudo o que fazemos.
Não importa o que aconteça aqui na Terra, o plano de Deus
é absoluto. Quando confiamos nele e no seu amor fiel, somos
acolhidos por seu poder. Não somente vemos a sociedade des-
viando-se de Deus, como também vemos nações cujo Deus
definitivamente não é o Senhor. O nosso foco está em Deus?
Somos um povo cujo Deus é o Senhor? Mais importante, nós,
como indivíduos, temos esperança no seu amor fiel? Nenhu-
ma bravura ou algum poder além do dele pode livrar-nos.

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Lição 05 - Sábado, 02 de maio de 2009.

Sábado, Êxodo 1:8–21


Caso temamos a Deus, ele tomará conta de nós em todas
as coisas. É difícil não confiar na nossa habilidade de tomar-
mos conta de nós mesmos. Amparamo-nos em nós mesmos e
as coisas começam a ir de mal a pior. Temer a Deus demanda
que saiamos de nós mesmos e o busquemos. É simples: Tenha
fé e tema a Deus. Pessoas corajosas na Bíblia, e através da his-
tória, procuraram Deus para guiá-las.
Elas demonstraram temor a Deus e o temeram suficien-
temente para ouví-lo, e deixá-lo tratar das dificuldades delas.
É bom ter os exemplos delas para seguir.

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As parteiras servas de Deus - Êxodos 1:8 – 21

Texto de Estudo Devocional


Êxodo 1:8-21 Provérbios 16:1–7

Verso áureo
As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram
como o rei do Egito lhes dissera, antes conservavam os meni-
nos com vida (Êxodo 1:17).

Núcleo da lição
Há, muitas vezes, exigências concorrentes com nos-
so compromisso. Como avaliar esta concorrência e escolher
um curso de ação apropriado? As parteiras sabiam que elas
pertenciam ao povo de Deus e permaneceram confiantes em
Deus enquanto denegavam o decreto do Faraó.

Questões para estudo do texto


1. Quais as fraquezas e medos causados pelo Faraó para lu-
tar contra os Hebreus e sobrepujá-los em cruel escravi-
dão? Quando você viu pessoalmente tais fraquezas e me-
dos nas pessoas ou nas instituições?

2. O que significa “as parteiras temiam a Deus” (Êxodo


1:17)? Quanto desse temor é atitude e quanto dele é emo-
ção? Você teme a Deus?

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Lição 05 - Sábado, 02 de maio de 2009.

3. O que teria acontecido aos Israelitas se essas parteiras ti-


vessem seguido as instruções do Faraó? Em quais situações
o meio de vida é diretamente afetado por suas decisões?

4. O quão importante é o fato de as parteiras terem ocultado


a verdade de Faraó ao explicarem o que acontecia? Em
quais circunstâncias é certo procedermos assim? Como
se avaliam essas circunstâncias?

5. O que significa dizer que Deus estabelecera casas para as


parteiras (Êxodo 1: 21)? Como Deus o recompensou por
sua confiança nele?

6. Como Deus age acerca dos processos políticos dos países


na atualidade?

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As parteiras servas de Deus - Êxodos 1:8 – 21

Entendendo e vivendo
Jennifer Lewis Berg

Atos de coragem e um compromisso com o bem


No seu filme épico A Lista de Schindler, Steven Spielberg
conta-nos a história de um dono de indústria tchecoslovaco
que, no final das contas, salva judeus dos campos de concen-
tração durante a Segunda Guerra Mundial. Oskar Schindler,
um homem de negócios perspicaz e bem-sucedido, encontra
uma maneira de contratar judeus do gueto de Cracóvia na
Polônia para trabalharem em sua fábrica de produtos esmal-
tados. Os judeus sabiam que ao trabalharem para Schindler
serviriam em relativa segurança e que seriam poupados de
Auschwitz, campo localizado ali por perto. Enquanto isso,
Schindler cultivava relacionamentos com os militares e outros
nazistas influentes. Quando os “judeus” dele foram removi-
dos do gueto para bem perto dos campos de trabalho forçado,
Schindler começou seus subornos legendários e sua barganha
pela vida dos trabalhadores judeus. Então, eis que sua fábri-
ca foi fechada, mas Schindler bajulava desesperadamente seus
amigos poderosos e foi capaz de impedir a ida de 1.100 judeus
para o campo da morte. A eles foi permitido trabalhar na fá-
brica nova de Oskar, fazendo munições defeituosas que nunca
seriam utilizadas. Ele continuaria a mentir e passar a perna
nos nazistas, mantendo seus trabalhadores com ele até a liber-
tação da Alemanha e Polônia pelas tropas aliadas na primave-
ra de 1945. Ao ser questionado do porquê de sua intervenção,
Schindler disse, “A perseguição aos judeus durante o governo
geral no território polonês foi, gradualmente, ficando pior pela
sua crueldade. Em 1939 e em 1940 eles foram forçados a usar a
estrela de Davi e a andar em rebanhos e foram confinados em

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Lição 05 - Sábado, 02 de maio de 2009.

guetos. Em 1941 e em 1942 esse sadismo puro fora demons-


trado no seu todo. E depois um homem pensante, que havia
superado sua covardia secreta, tinha de ajudar simplesmente.
Não havia outra escolha” (Trecho de uma entrevista de 1964).
Como resultado de seus atos heróicos, milhares de descenden-
tes da lista de Schindler estão vivos e prosperam até hoje.

Israelitas escravizados
Na primeira história do livro do Êxodo encontramos as
filhos de Israel, num número na casa dos milhares, vivendo
sob o regime de escravidão de um Faraó que, assim como
Adolph Hitler trinta e cinco séculos após, se assustou com
o número crescente e potencialmente poderoso do povo ju-
deu. Esse Faraó sem nome sabia coisa alguma sobre a história
do povo Hebreu no Egito, a relação de José com o mandan-
te real ou os presentes generosos; pedaços de terra dados aos
judeus. Ele viu a sua prosperidade e se sentiu ameaçado por
ela. Como todos os outros déspotas através da história, fez es-
cravos àqueles a quem mais temia. Ele temia o fortalecimento
e a possível união deles nas invasões dos inimigos do Egito.
Primeiro, o Faraó forçou os judeus a construírem as cidades
de Pitom e Ramessés, dois lugares de armazenamento forti-
ficados que aumentariam a força fronteiriça do Egito. Ele es-
tabeleceu judeus habilitados a dar tarefas para punir e expur-
gar os próprios judeus. Entretanto, quanto mais trabalhavam
como escravos, mais os judeus triunfavam e multiplicavam-
se. Quanto mais bem–sucedidos eram, os Egípcios tornavam
a vida e o trabalho deles mais difícil. Em Êxodo 1:14 nos é
dito: “eles fizeram a vida deles mais amarga com trabalhos
com cimentos e tijolos e em todo o tipo de trabalho no cam-

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As parteiras servas de Deus - Êxodos 1:8 – 21

po, trabalhos esses rigorosamente impostos a eles”. Embora


lhes afligissem, “mais eles se multiplicavam e espalhavam-se”
(versículo 12). A solução final para esse Faraó, assim como
tinha sido para Hitler, era a exterminação. O Faraó intimou
duas parteiras hebréias, Sifrá e Puá. Essas eram provavelmen-
te duas mulheres que fiscalizavam um grupo de parteiras.
Não sabemos se eram hebréias ou egípcias. Alguns acreditam
que elas devem ter sido, respectivamente, mãe e irmã do ainda
não-nascido Moisés. Em todo o caso, elas tinham a atenção
do governante do Egito. Não é interessante que esse Faraó não
tenha nome, porém essas mulheres tenham? Ele sabia que elas
possuíam eficaz controle sobre a vida e morte de crianças he-
bréias. Ele as ordenou, “Quando ajudardes à luz às hebréias,
e as virdes sobre os assuntos, se for filho, matai-o; mas se for
filha, então viva” (versículo 16).

Duas heroínas que mudaram a história


Eis duas mulheres cujo futuro da raça escolhida por Deus
seguravam em suas mãos. No versículo, lemos que “as partei-
ras, porém, temeram a Deus e não fizeram como o Rei do
Egito lhes dissera, antes conservavam os meninos com vida”.
Falando em fazer a coisa certa, o temor delas em relação a
Deus era na verdade uma reverência e honra para o Criador,
e a força delas consistia em enfrentar a autoridade daquele
homem e venerar a autoridade de Deus.
Algum tempo deve ter passado antes de o Faraó perceber
que as suas ordens não foram seguidas. Ele deve ter visto um
bom número de meninos hebreus crescendo para saber que
eles haviam sobrevivido, até mesmo triunfado. Ele chamou as
parteiras e perguntou-lhes sobre a verdade. O que elas fizeram

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Lição 05 - Sábado, 02 de maio de 2009.

e por que o fizeram? As mulheres mentiram ou não disseram


toda a verdade? No versículo 19, as parteiras contestam: “É
que as mulheres hebréias não são como as egípcias; e já têm
dado à luz antes que a parteira venha a elas”. Ao que pare-
ce o governador acreditou, e nada mais é dito sobre a reação
dele. Nós sabemos que Deus, então, protegeu essas mulheres
e “estabeleceu-lhes casas” (versículo 21). Acredita-se que essas
mulheres conseguiram prosperar e ter seus próprios filhos.
Estamos familiarizados com a história que segue. Pri-
meiro, existe a fúria do Faraó e o comando de afogar todos
os meninos hebreus. A seguir, há a grande história do bebê
Moisés, escondido por sua mãe e irmã, resgatado pela filha do
Faraó, criado como um príncipe egípcio e, finalmente, livre
para salvar seu povo da escravidão e guiá-lo até a Terra Pro-
metida. As ações das duas mulheres salvou a vida do grande
profeta de Deus.

Os desafios de nossos compromissos


Quando enfrentamos conflitos entre o que a sociedade
exige e o que Deus deseja, nós precisamos escolher o que Deus
deseja. Necessitamos ser fiéis para podermos seguir as instru-
ções dele para nós na Bíblia. Ler sobre os personagens cora-
josos e fiéis da Bíblia ajuda-nos a fazer as melhores escolhas.
Assim como as parteiras no Egito, cuja coragem possibilitara a
continuação da linha sucessória de Abraão a Cristo, podemos
fazer diferença para sempre no nosso próprio tempo. Não é fá-
cil enfrentar obstáculos ao que achamos certo contra a pressão
do mundo de hoje. Haverá tensão e medo. Teremos urgência
em nos adequarmos e “pegarmos um atalho”. Nosso desafio é
o de seguir a estrada correta e, no final das contas, direcionar o

70
As parteiras servas de Deus - Êxodos 1:8 – 21

próximo para a vontade de Deus. Somos obrigados a abrir mão


do conforto e da facilidade e obrigados a escutar o que Deus
nos manda fazer. Nossos esforços podem parecer pequenos,
porém estes significam muito. Nas palavras de Oskar Schind-
ler, “quem salva uma vida, salva o mundo inteiro”.

Dicas para os professores

Objetivos da lição

1. Dizer como as parteiras obedeceram a Deus e não ao


Faraó.
2. Ajudar os estudantes a pensarem sobre as exigências con-
correntes que eles encaram ao firmarem compromissos
apropriados.
3. Ajudar os estudantes a ordenarem os compromissos de-
les em torno da lealdade primordial a Deus e à comu-
nidade da fé.

Atividade pedagógica

Enumere exemplos de exigências conflitantes e discuta


como escolher um curso de ação em reação a essas exigências.

Olhando adiante

Será que você está firmando um compromisso arriscado?

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Lição 06 - Sábado, 09 de maio de 2009.

6. RAABE AJUDA ISRAEL


Josué 2:1-14; 6:22–25

Meditações Bíblicas Diárias


Jennifer Lewis Berg

Domingo, Josué 1:10–18


Será que eu tenho a coragem para fazer o que Deus dese-
ja? Estarei pronto para sacrificar o meu conforto e segurança
em prol de arriscar-me em função de Deus? Será que meus
olhos e meus ouvidos estão abertos para ver e ouvir o que
Deus quer de mim? Sou capaz de distinguir entre aquelas pes-
soas que Deus escolheu para eu seguir daquelas que preciso
afastar-me? Fabulosos presentes serão os nossos quando con-
fiarmos em Deus. Para os Israelitas, a bênção da liberdade de
viver na terra prometida era o seu presente. Que presente nos
espera quando abraçarmos a coragem de ter fé?

Segunda-feira, Hebreus 11:23–31


O escritor dos Hebreus sabe que sua audiência reconhe-
ce todos os grandes heróis do Velho Testamento. Que jeito
melhor de defender a opinião dele do que trazer à tona as fa-
bulosas histórias daqueles campeões respeitáveis: a coragem
dos pais de Moisés; os sacrifícios do próprio Moisés; os riscos
tomados pelos Israelitas, Josué e a queda das muralhas de Jeri-

72
Raabe ajuda Israel - Josué 2:1-14; 6:22–25

có; e Raabe, uma forasteira que vira a grandiosidade de Deus


e arriscou tudo para fazer a vontade dele. Podemos aprender
a viver com esse tipo de confiança e fé num Deus grandioso,
um Deus que nos dirigirá através de águas revoltas?

Terça-feira, Josué 2:8–11


Raabe creu. Por que ela aceitaria um Deus estranho e
concordaria em agir corajosamente em benefício dele? Ela
era uma mulher forte. Ela conhecia o amor de Deus. Raabe
foi tocada em sua alma por Deus. Com grande sacrifício e fé,
Raabe caminhou até o precipício e deixou-se cair de lá nas
mãos amorosas de Deus. Ela também desejava viver e salvar
a família dela, mas sabia de algo profundo e estava querendo
agir por essa causa: Deus é o Deus dos céus e da terra. Segui-
lo, confiar nele, permanecer firme, esta é a resposta.

Quarta-feira, Josué 2:15 – 21


Raabe confiara que o povo de Deus manteria sua pala-
vra. Ela estava dedicada em salvar a vida dos espiões, e estava
certa de que os Israelitas também manteriam a sua palavra.
“Se você fizer isto, eu faço aquilo”. “Sim, porém você tem que
fazer aquilo para que nós façamos isto”. No final das contas,
todos tiveram de iniciar-se na fé. Graças à coragem de uma
mulher e à honra dos Israelitas, Raabe foi salva e as filhos de
Israel retornaram às suas terras.

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Lição 06 - Sábado, 09 de maio de 2009.

Quinta-feira, Tiago 2:21-26


“Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto,
assim também a fé sem obras é morta”. É preciso mais do que
somente falar para se viver uma vida dedicada a Deus. O que
Abraão fez quando foi sacrificar seu filho segue-nos através
das gerações. Deus prometera para Abraão descendentes, e
nós somos estes descendentes. O ato de coragem de Raabe re-
força a importância até da existência mais improvável. É im-
portante centrar nossa vida na vontade de Deus. Estudando
e orando, compartilhando nossa vida dentro de uma comu-
nidade de fiéis, ajudando os necessitados, ligando nossa fé às
obras que Deus deseja que realizemos para ele.

Sexta-feira, Mateus 1:1–6


A coragem de Raabe não foi sua única função impor-
tante. Vemos em Mateus a linhagem de Abraão a José, o pai
terreno de Jesus. Vinte e oito gerações de pais são menciona-
das. Somente uma mulher é listada: Raabe, cujo legado foi ser
a bisavó de um grande rei, Davi. Raabe não sabia sobre seu
papel vital no grande plano de Deus para o seu povo, e nós
provavelmente não veremos os frutos duradouros das nossas
obras. Porém, ousaremos fazer pelo menos o que fez Raabe?

Sábado, Josué 2:1-4,12-14; 6:22-25


Na maior parte do tempo não nos é pedido para arriscar-
mos nossas vidas por Deus. Estaríamos prontos se Deus nos
pedisse para arriscarmos tudo? É um pensamento assustador

74
Raabe ajuda Israel - Josué 2:1-14; 6:22–25

colocar nossa vida e a daqueles que amamos em risco. Deus


nunca pede mais do que podemos dar. O Senhor está sempre
no controle e conhece cada resultado. Confiar nele comple-
tamente é essencial se formos fazer o que ele nos pede. Nós
precisamos de personalidade forte. Quão freqüentemente ora-
mos, “Senhor, fortaleça o meu caráter para que eu realize a sua
vontade?”. Aquela oração é um ato de fé e coragem. Até mesmo
quando buscamos a vontade dele é impossível conhecer todas
as recompensas de servi-lo e se arriscar pelo Senhor.

75
Lição 06 - Sábado, 09 de maio de 2009.

Estudo Estudo Adicional Devocional


Josué 2:1-4, 12-14 Josué 2 Hebreus 11:23-31,
6:22-25, 6:22-25

Verso áureo
O SENHOR vosso Deus é Deus em cima nos céus e é Deus
embaixo na terra. Agora, pois, jurai-me, vos peço, pelo Senhor,
que, como usei de misericórdia convosco, vós também usareis
de misericórdia para com a casa de meu pai (Josué 2:11–12).

Núcleo da lição
Compromissos podem criar conflitos de prioridades: re-
querem riscos e exigem um preço. Como se pode equilibrar o
valor dos diferentes lados de um compromisso? Raabe, dese-
josa, enfrentou grande perigo pessoal com o intuito de salvar
a família dela.

Questões para o estudo do texto


1. Por que Josué mandou pessoas para espiarem a terra que
eles estavam se preparando para tomar (Josué 2:1)? Você
está se preparando para tomar alguma terra ou outras
posses? Já as espiou?

76
Raabe ajuda Israel - Josué 2:1-14; 6:22–25

2. Como Raabe sabia que Deus tinha dado a terra para os Is-
raelitas (Josué 2:9)? Que terra ou outra propriedade Deus
lhe deu? O que você tem de fazer para receber de verdade
estes bens de Deus?

3. Quais os riscos que Raabe correu ao esconder os espiões


e ao mentir para os oficiais de seu governo? Sob que cir-
cunstâncias é correto para nós Cristãos mentir para os
funcionários do nosso governo?

4. Raabe era uma estranha para Deus. Como ela sabia que o
Deus dos Israelitas é o verdadeiro Deus dos céus e da terra
(Josué 2: 11)? Como você reconhece esse Deus? Que tipo
de reação ou compromisso você tem com ele?

5. Por que você acredita que o autor colocou 6:22–23 e 6:25


no livro de Josué? O que esses versos nos contam sobre
Josué como um líder?

77
Lição 06 - Sábado, 09 de maio de 2009.

Entendendo e vivendo
Jennifer Lewis Berg

Deus escolhe uma mulher comum


No começo de Josué 2, os Israelitas estão acampados
pelo caminho do rio Jordão, em Jericó. Muito antes do povo
de Israel ter alcançado o Jordão e cruzado a terra prometi-
da, palavra dos milagres e vitórias deles viajaram até Jericó.
Por quarenta anos os cananeus ouviram falar da travessia do
Mar Vermelho; da condução por Deus dos israelitas através
da imensidão e das recentes campanhas militares destes. Os
cananeus eram uma sociedade violenta e corrompida. Deus
pretendia que seu povo os atacassem e reclamassem a terra
que era deles. Entretanto, primeiro Deus utilizaria uma pes-
soa bastante comum para uma tarefa extraordinária.
O que sabemos sobre Raabe? Ela era uma cananéia, uma
mulher e uma prostituta completamente desrespeitada no mundo
dela. Entretanto, era também uma mulher de fé e coragem, uma
verdadeira heroína numa época de temor e violência. O espírito
e bravura de Raabe nos falam através dos séculos. O seu valor
aumenta, e seu exemplo atravessa gerações, primeiro durante a
época de Josué, então como exemplo aos novos cristãos, e agora
para nós do século vinte e um. A vida dela é uma forte ilustração
da importância do compromisso de pelo menos um indivíduo.

Por que Raabe?


Raabe era a única moradora daquela cidade a levar a sério
a noção do Deus de Israel: “O que ouvindo, desfaleceu o nosso

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Raabe ajuda Israel - Josué 2:1-14; 6:22–25

coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vos-


sa presença...” (Josué 2:11a). Ela não tinha visto os milagres de
Deus, mas acreditou. Ela sabia que “o Senhor vosso Deus é Deus
em cima nos céus e embaixo na terra” (Josué 2:11–b). Alguma
coisa poderosa residia em Raabe, capacitando-a para virar as
suas costas para o seu povo e arriscar tudo para salvar-se, à sua
família e aos Israelitas. Deus plantou as sementes de fé no cora-
ção dela. Ele a escolheu para fazer uma grande obra. O Senhor a
escolheu para fazer toda a diferença para o futuro do povo dele.
O que Raabe tinha de mais? Muitos fatores agiram em
Raabe para ter sido a pessoa certa para um trabalho tão es-
pecífico. Ela era basicamente uma meretriz. A missão dela a
tornava uma pária, mesmo na cultura cananéia corrompida,
na qual a mulher tinha pouco valor. Ela provavelmente era
proprietária ou dirigia uma pousada nos muros da cidade de
Jericó. Escavações mais recentes das ruínas de Jericó mostram
a possibilidade da construção de cabanas entre os dois muros
que cercavam a cidade. Naquele tempo, bordéis eram sinôni-
mos de pousadas, os lugares onde os viajantes faziam o per-
noite. Josué dissera para seus espiões buscarem pela casa de
Raabe. Ela era parte do plano antes deste começar.
Quando os espiões vieram para Jericó, “eles foram e vie-
ram para a casa de uma prostituta cujo nome era Raabe, e
dormiram ali” (Josué 2:1b). Então, o rei mandou dizer para
tirar fora os homens e, primeiro, ela os escondeu, e depois
mentiu. Por alguma razão, ela enganara os homens do rei.
Mesmo que seja pecado mentir, Raabe estava agindo como
achava que deveria. Ela era esperta e astuta e usava a inte-
ligência para fazer escolhas sábias. Raabe era capaz de dar
avisos inteligentes aos espiões: “Ide-vos ao monte, para que,
porventura, não vos encontre os perseguidores, e escondei-

79
Lição 06 - Sábado, 09 de maio de 2009.

vos lá três dias, até que voltem os perseguidores, e depois ide


pelo vosso caminho” (Josué 2:16).

Porque ela confiou em Deus


Raabe mostrou grande força de caráter porque Deus to-
cara a sua alma. Antes de qualquer israelita entrar na vida
dela, ela tinha permitido ao Espírito de Deus falasse ao seu
coração, aceitou a autoridade dele e acreditou no seu poder.
Ela já conhecia a Verdade, e a sua fé em Deus era forte e certa.
É surpreendente que alguém no estado dela tivesse tal com-
preensão e visão. Ela desejava crer que Deus a protegeria. As-
sim como ele faz com todos nós, Deus conhecia a força de
Raabe e a vontade dela de abrir o coração. Ele começou uma
obra poderosa em Raabe, e a influência dela seria sentida da-
quele dia em diante.
Um dos exemplos mais fortes do caráter de Raabe era o
seu amor e a preocupação para com a própria família. Em Jo-
sué 2;12–13, Raabe diz aos espiões que estava escondendo, “...
que, como usei de misericórdia convosco, vós também usareis
de misericórdia para com a casa de meu pai, e dai-me um si-
nal seguro de que conservareis com vida a meu pai e a minha
mãe, como também aos meus irmãos e as minhas irmãs, com
tudo o que têm, e de que livrareis nossa vida da morte”. Raabe,
sendo uma prostituta, provavelmente, não era muito estimada
por sua família. Ela era uma vergonha para eles. Contudo, o
amor por sua família era forte. O compromisso dela com eles
superava qualquer ressentimento ou rancor. Ela sabia o que
estava chegando e pretendia salvá-los.
A força e ousadia de Raabe são traços essenciais para
nós no mundo atual. A sua fé, confiança e amor são cru-

80
Raabe ajuda Israel - Josué 2:1-14; 6:22–25

ciais também. A fé dela em Deus a impulsionou às gran-


des obras. Entretanto, apenas a sua abertura ao Deus he-
breu e a sua fé nele como o Deus verdadeiro não seriam
suficientes, ela teria de agir decisiva e rapidamente. Ela
confiava nos espiões israelitas. Assim como a vida deles
estava nas mãos dela, a sua vida e as de sua família esta-
vam nas mãos deles.
Na maior parte do tempo, não nos deparamos com tais
perigos de longo alcance e cujos resultados alteram a vida.
Ao menos, é o que achamos. Nós vivemos cada dia como
qualquer outro dia. Raramente enfrentamos tais testes à
nossa fé, mas somos testados todos os dias, até mesmo com
pouca coisa. A pergunta que importa é esta: Estamos pron-
tos? Temos a mente aberta para confiar em Deus como fez
Raabe? Nós, como cristãos que somos, temos muito conhe-
cimento de Deus, mesmo assim hesitamos em sair da nossa
zona de conforto e tomar ações ousadas por Deus.

Um legado em progresso
Muito depois da utilidade inicial de Raabe, Deus conti-
nuou a usá-la como exemplo de grande fé e obras. Ela é men-
cionada em dois dos livros do Novo Testamento. O autor de
Hebreus cita a fé dela:
“Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédu-
los, acolhendo em paz os espias (Hebreus 11:31). Tiago enal-
tece o trabalho dela: “E de igual modo Raabe, a meretriz, não
foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emis-
sários e os despediu por outro caminho”?” (Tiago 2: 25).
Enfim, Raabe foi aceita dentro da sociedade dos israeli-
tas por causa da sua coragem. Para alguém como ela, este era

81
Lição 06 - Sábado, 09 de maio de 2009.

verdadeiramente um ato de Deus. Ela tornou-se um respei-


tado membro da nação de Israel. Ela se casou com um líder
tribal, Salomão, e tornou-se mãe de Boaz, a tataravó do rei
Davi, e ancestral de José e Maria, o pai e a mãe terrenos de
Jesus. Deus tomou uma vida comum, com dor e rejeição, e
transformou-a em salvação, redenção e graça. Ele pode fazer
o mesmo para cada um de nós também!

Dicas para os professores

Objetivos da lição
1. Contar sobre o compromisso de Raabe de salvar a família
dela.
2. Ajudar os estudantes a considerarem os possíveis riscos e
custos de se fazer um compromisso.
3. Encorajar os alunos a pesarem com ponderação as exi-
gências dos compromissos deles e a fazerem as mudanças
apropriadas.

Atividade pedagógica
Discuta os encontros de Jesus com a mulher de má-repu-
tação e como ele lidou com eles.

Olhando adiante
Será que possuímos recursos suficientes para cumprir-
mos nossos compromissos?

82
7. JOSUÉ LIDERA ISRAEL
Josué 3: 1 – 13

Meditações Bíblicas Diárias


Jennifer Lewis Berg

Domingo, Êxodo 17:8–16


Nós sabemos que Josué era um grande líder militar. É
preciso força mental e física, coragem e fé para liderar um
exército. Grandes líderes sobressaem-se entre os demais. Há
mais do que ambição envolvido em chegar ao topo. Josué sa-
bia como lutar duramente, como abaixar-se e se sujar na bata-
lha, como empunhar uma espada e como vencer. Ele tinha de
ser um bom soldado primeiro; e depois ser um grande líder.
Ele precisava ser respeitado por seus homens. Josué era um
homem de obediência e compromisso verdadeiros.

Segunda-feira, Números 14:6–10


Josué demonstrou enorme fé em que Deus daria vitória a
seu povo e os recompensaria com a terra que lhes jurara. Mais
importante, Josué encorajava os hebreus a crerem que Deus já
havia subjugado seus inimigos e que permitiria que seu povo
entrasse na “terra prometida”. Apesar disso, o povo era des-
confiado e ingrato, ao ponto de querer matar Josué. Entre-
tanto, o Senhor reafirmou a liderança de Josué ao protegê-lo.

83
Lição 07 - Sábado, 16 de maio de 2009.

Tememos que Deus não nos proteja? Podemos ter fé nas coisas
que Deus diz que fará?

Terça-feira, Números 27:12–23


Precisamos buscar a vontade de Deus, mesmo quando as
coisas não saem do jeito que gostaríamos que fossem. Nunca
houve outro líder ou profeta como Moisés, até a chegada de
Jesus. Moisés tinha um relacionamento com Deus como ne-
nhum outro indivíduo tinha, até Jesus chegar. Moisés desobe-
deceu a Deus e não poderia cruzar a “terra prometida”, porém
ele desejava a vontade de Deus para o seu povo. Estar no lugar
de Moisés seria amedrontador. Para esse fim, Josué era qua-
lificado por Deus. Ele lideraria um povo difícil por situações
difíceis. Deus sabia que o Seu espírito residia em Josué. Deus
escolhera e o preparara para bem liderar seu povo.

Quarta-feira, Deuteronômio 31:1–8


É assustador ir adiante com a fé. Na maioria das vezes,
não vamos. Moisés deve ter se sentido triste e orgulhoso ao
apresentar Josué aos filhos de Israel como seu novo líder. E
Moisés dera-lhes um grande presente: A promessa de Deus de
que não os abandonaria, de que ele iria adiante deles e deixaria
as terras deles prontas; e a garantia de Deus de que nunca lhes
desampararia. Nós temos de aclamar essas promessas como
nossas também. Não importando o que Deus tenha planeja-
do, ele nunca nos deixará, então nunca precisaremos temer.
Deus está sempre adiante de nós, deixando tudo pronto.

84
Josué lidera Israel - Josué 3: 1 – 13

Quinta-feira, Deuteronômio 34:1–9


“O espírito de sabedoria” soa como o último presente de
Deus. A Josué, que não era um homem velho, fora dado por
Deus o espírito da sabedoria. Como líder dos israelitas, ele ti-
nha de substituir ninguém mais do que Moisés. Assim como
Moisés, quarenta anos antes, Josué seria capaz de compreen-
der e então seria capaz de liderar. Mesmo hoje em dia, nós en-
contramos aqueles que foram escolhidos para liderar em nome
de Deus. Há uma ligação simbólica, uma transmissão de algo
real, de uma pessoa a outra. Deus age de verdade, e o espírito
dele entra no coração daqueles que buscam sua sabedoria.

Sexta-feira, Josué 1:1–9


“O SENHOR teu Deus está contigo, por onde quer que
andares” (Josué 1:9). Podemos afirmar esta promessa a cada
dia? Nós temos de ser fortes no Senhor; nós temos de crer que
Ele não irá nos abandonar. Ele realmente deseja que sigamos
a sua lei e que façamos o que prescreveu para nós: “...ame o
Senhor teu Deus com todo o teu coração, e com toda a tua
alma, e com toda a tua mente,” e “ame o teu próximo como a
ti mesmo” (Mateus 22:37,39).

Sábado, Josué 3:1–13


Nós somos pessoas que parecem crer somente naquilo
que vêem. Algumas vezes somos tão cabeças-duras que ne-
cessitamos de evidência para nos convencermos de que algo é
verdadeiro. Deus conhece nossa necessidade de vermos a sua

85
Lição 07 - Sábado, 16 de maio de 2009.

força e o seu poder agindo em nossa vida. O povo de Israel


tinha de acreditar que Deus havia ordenado Josué e que Josué
estava pronto para realizar a tarefa. Deus fez Josué podero-
so. Deus o equipou com o conhecimento do que seria melhor
para os hebreus. Assim como fizera com Moisés quando eles
rumaram ao Egito, Deus afastou as águas e permitiu que seus
filhos cruzassem rumo à terra prometida. Os Israelitas viram
a força e o poder de Deus. Será que nós enxergamos?

86
Josué lidera Israel - Josué 3: 1 – 13

Estudo Estudo Adicional Devocional


Josué 3:1–13 Josué 3 Salmo 142

Verso áureo
E o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a engrande-
cer-te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam que,
assim como fui com Moisés, assim serei contigo” (Josué 3:7).

Núcleo da lição
Às vezes, as pessoas firmam compromissos sem ter a cer-
teza de que possuem os recursos para preenchê-los. De onde
vêm os recursos para podermos cumprir tais compromissos?
Josué comprometera-se ao se tornar líder dos Israelitas e ao
receber poder de Deus para honrar esse compromisso.

Questões para o estudo do texto


1. Josué foi escolhido como sucessor de Moisés. Em qual
momento da jornada de Israel esta transição de lideran-
ça ocorreu? Quais os objetivos, ainda não alcançados por
Moisés, que se tornaram as tarefas de Josué?

2. Que tipo de treinamento Josué recebeu de Moisés? Como


era a relação entre eles? De que maneira eles eram dife-
rentes ou parecidos?

87
Lição 07 - Sábado, 16 de maio de 2009.

3. O que era a arca da aliança? Por que os israelitas foram orde-


nados a segui-la (Josué 3:2–3)? Por que lhes foi avisado que
mantivessem certa distância entre eles e a arca (versículo 4)?
Qual seria a analogia moderna de seguirmos a arca?

4. Quais são algumas das características que um líder deve


possuir com o intuito de, efetivamente, orientar seus se-
guidores? Por que Deus planejou engrandecer Josué pe-
rante os olhos dos israelitas (versículo 7)?

5. Por que Josué mandou escolher um homem de cada uma


das tribos (versículo 12)?

6. Que paralelos você vê entre os israelitas cruzando o rio Jor-


dão e a travessia prévia do Mar Vermelho por eles mesmos?

88
Josué lidera Israel - Josué 3: 1 – 13

Entendendo e vivendo
Jennifer Lewis Berg

Preparando o eirado
Após Deus ter protegido os espiões em Jericó e os retor-
nado para Josué, os israelitas sabiam que “Certamente o Se-
nhor tem dado toda esta terra em nossas mãos, pois até todos
os moradores estão atemorizados diante de nós” (Josué 2:24).
Terra importava muito para as filhos de Israel. Por mais de
quatrocentos anos eles estiveram fora de sua terra natal: qua-
trocentos anos no Egito e quarenta anos ansiando no deserto.
Deve ter sido uma percepção gloriosa de que Deus os tinha
finalmente trazido ao cume da terra deles.
De todas as pessoas que deixaram o Egito e ansiaram pelo
deserto, somente Josué e Calebe restaram para cruzar rumo à
terra prometida. Os Israelitas esperaram por séculos para recla-
mar seu lar. Disse Josué também ao povo: “Santificai-vos, por-
que amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós” (Josué
3: 5). Cruzar a terra prometida seria de fato uma ocasião sagra-
da. Cada indivíduo precisaria preparar-se para aquilo que viria.
Santificação era essencial. Para os anciãos, aquela consagração
poderia significar sacrifício, purificação e um afastamento.
A consagração que Deus nos pede hoje significa isto: que nos
afastemos do mundo material e das coisas que nos separam de
Deus e que nos purifiquemos e, ainda, que estejamos abertos a
fazer a sua vontade. É importante perguntarmos a Deus como
ele deseja que seja a santificação. Se nós permitirmos que ele
“nos purifique”, então poderemos nos preparar para os sinais e
maravilhas que estão por vir. Devemos nos preparar para rece-
ber a terra prometida para a qual Deus está nos levando.

89
Lição 07 - Sábado, 16 de maio de 2009.

Preparando para a liderança


Tendo Josué como líder, Deus estava direcionando seu
povo para a terra deles. Após tantos anos no deserto, essas
pessoas precisavam de organização, de regras, de apoio, de
parâmetros e de limites. Ao mesmo tempo em que o líder de
Deus precisava do respeito e da obediência de seu povo. O
seu povo tinha de reconhecer a autoridade dele. Como Josué
obteria tal autoridade?
O nome original de Josué era Oséias, que significa “sal-
vação”. Em Números 13:16 lemos que Moisés renomeou-lhe
Yehoshua (forma portuguesa: Josué), que significa “Yahwéh
salva”. (A forma deste nome no século primeiro é Jesus.). Por
que Josué foi escolhido por Deus através de Moisés para ser
o novo líder, o povo de Israel aceitou a sua liderança. A visão
que Deus possuía de Josué era a visão que Deus tinha de seu
povo e eles creram nisto.
Foi a obediência de Josué a Deus que lhe deu a habilidade
de liderar os Israelitas. Como está escrito no início do livro de
Josué, não havia esperança para Israel. Os Israelitas estavam
obedecendo a Deus através do seu novo líder: Josué. E, assim
como fizera com Moisés, Deus falou diretamente com Josué:
“Hoje começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo
o Israel, para que saibam que, assim como fui com Moisés,
assim serei contigo” (Josué 3: 7).

Símbolos apóiam a nossa jornada


A arca da aliança era um símbolo importante de Deus
aos israelitas. Era um sinal visível de que Deus estaria vivendo
entre eles. O que quer que tivesse acontecido, e qualquer coisa

90
Josué lidera Israel - Josué 3: 1 – 13

que estivesse por acontecer, os israelitas estavam confortados


pelo poder, proteção e presença do Deus Todo-Poderoso.
Josué disse aos israelitas para seguirem a arca da alian-
ça. Dessa maneira, Deus estaria adiante deles e também entre
eles. À medida que arca estava sendo carregada pelos sacerdo-
tes, simbolizando a presença de Deus, para dentro do rio Jor-
dão, à frente dos exércitos e do povo, quando os pés dos sacer-
dotes que a levavam nos ombros tocassem as águas do Jordão,
as águas parariam, permitindo ao povo cruzar para o outro
lado. Um grande milagre na natureza estava para ocorrer. E
Josué deixou o povo saber antes do que estava para acontecer.
Todo o tempo havia israelitas cruzando o Jordão, mantendo a
distância prescrita da arca e daqueles que a carregavam; este
símbolo da presença de Deus no meio deles permaneceria na
cabeceira do rio seco. Deus permaneceria lá, e o seu povo se-
ria protegido de qualquer dano. Seria um grande espetáculo.
Iria fortalecer o poder e força de Deus na mente do seu povo.
Não haveria dúvida de que esse era o verdadeiro Deus; e de
que a autoridade dele era absoluta.
Atualmente, nosso símbolo de autoridade de Deus é a
cruz de Cristo. Nós somos impossibilitados de nos purificar
sem aquela cruz. O sacrifício de Cristo tornou possível resi-
dirmos na morada sagrada de Deus. Somos chamados a nos
separarmos para Deus. O que devemos fazer é uma mudan-
ça no nosso estilo de vida, e isto pode ser assustador. Assim
como os filhos de Israel foram compelidas a manterem seus
olhos na arca e no que ela representava, temos de manter nos-
so foco no amor incondicional de Jesus Cristo. Ir em busca
do sagrado mudará nossa vida. Refazendo-nos à imagem de
Cristo nos preparará para a nossa vida em nossa “terra pro-
metida” e para a eterna presença do santíssimo Deus.

91
Lição 07 - Sábado, 16 de maio de 2009.

Preparando-se para a dedicação à safra


Precisamos estar preparados e nos dedicarmos. Hoje,
nossa preparação requer que sejamos recipientes puros, per-
mitindo, assim, ao Espírito Santo nos preencher. Consagração
é o primeiro passo rumo ao comprometimento. Como po-
demos nos comprometer com alguma coisa quando estamos
distraídos? O velho ditado diz: “Toma a minha vida e santifi-
que-a, Senhor, para ti.” Deus deseja que sejamos consagrados
para que possamos nos comprometer com sua obra. Ele quer
remover todos os obstáculos que impedem sua obra em nós e
conosco, a fim de que nossa fé nele nos dirija. Ajuda quando
imergimos na comunidade de crentes. Nós podemos sugar for-
ça e apoio dos outros que buscam a Deus e a algo que ele quer,
mas também precisamos restabelecer recursos que Deus pode
oferecer para nos ajudar a manter nosso compromisso com ele.
Procuramos por nossos líderes para obtermos orientação. Até
mesmo quando somos líderes, necessitamos ter mentores es-
pirituais e confidentes. Deus ajuda a fortificar nossa fé através
das nossas relações com os outros que crêem.
Dedicar-se exige renascimento constante. A cada dia po-
demos renovar nosso compromisso com Deus. Buscar a san-
tidade nos dá a melhor chance de continuarmos com a nossa
dedicação a Deus. Precisamos nos fortalecer na fé através da
oração em todo tempo, do partilhar a Palavra de Deus; e da
comunhão com nossos irmãos. Nós também devemos per-
der nosso egoísmo ao servirmos aqueles mais necessitados,
sacrificando nosso tempo e energia com a finalidade de levar
conforto e paz para aqueles que os necessita. Deus deseja que
dediquemos nossa vida a ele ao deixarmos de nos preocupar
demasiadamente em nós mesmos e nos colocarmos no lu-
gar dos outros. Nós não temos de contar com um intercessor,

92
Josué lidera Israel - Josué 3: 1 – 13

como Josué ou Moisés, para descobrirmos o que Deus quer


de nós. O Senhor deseja que devotemos nossa vida totalmente
a ele. Deus nos dará o poder e os recursos necessários para
cumprirmos nossos compromissos. Através do exemplo de
Jesus Cristo, Deus desenhou um quadro claro da vida que ele
deseja que vivamos.

Dicas para os professores

Objetivos da lição

1. Revisar o compromisso de Josué com Deus.


2. Ajudar os estudantes a explorarem assuntos de responsa-
bilidade exclusiva deles e recursos para firmarem e man-
terem compromissos.
3. Ajudar os estudantes a utilizarem melhor seus recursos
para firmarem e cumprirem os compromissos.

Atividade pedagógica

Faça uma roda de discussão para os alunos discutirem


os recursos pessoais que os habilitam a comprometerem-se
com a liderança.

Olhando adiante

Da esterilidade à bênção...

93
Lição 08 - Sábado, 23 de maio de 2009.

8. A MÃE DE SANSÃO PREPARA-SE


PARA O SEU NASCIMENTO
Juízes 13:1–13,24

Meditações Bíblicas Diárias


Jennifer Lewis Berg

Domingo, Números 6:1–8


Por que era essencial para Deus que fossem feitos votos
de separação? Um voto de nazireu afasta alguém da sociedade
de alguns modos: primeiro, privando-o da partilha de qual-
quer coisa que viesse da videira (tirando alguém dos “prazeres
da vida”); segundo, privando-o de cortar o cabelo (abstendo-o
da vaidade e orgulho); terceiro, privando-o de ter qualquer
coisa a ver com a morte (deixando as coisas da morte serem
cuidadas por elas mesmas e abraçando o que seja vivificante).
Será que não deveríamos fugir das tentações que tentam nos
desviar dos caminhos de Deus?

Segunda-feira, Juízes 2:1–5


Pecado é uma separação de Deus. Quando pecamos, tro-
camos Deus e abraçamos o mal e cultuamos alguma coisa que
não ele. A aliança de Deus conosco é a de que ele nunca irá
nos abandonar. Ele nunca abandona. Ele envia seus anjos para
tomarem conta de nós, porém, as vezes cedemos às tentações
e esperamos por uma vida boa. Deus quer que destruamos o

94
A Mãe de Sansão prepara-se para o seu nascimento - Juízes 13:1–13,24

pecado e que derrubemos os altares que o mundo construiu


para aqueles pecados. Focando em Deus, entendendo como
necessitamos dele e aceitando a sua absolvição: São estes os
passos para se afastar do pecado.

Terça-feira, Juízes 2:6–10


É difícil, algumas vezes, relembrar a sabedoria de nossos
pais. Ao crescermos, a distância aumenta e a memória falha.
Se não formos cautelosos, é possível que esqueçamos os valo-
res e conteúdo daquilo que aprendemos com pessoas divinas e
sábias. Eventualmente, aqueles que vieram depois de nós não
possuem conhecimento do que nos mantinha todos juntos
nos dias que passaram. Alguns podem chamar isto de senti-
mento. Outras enxergam o valor em se respeitar bases sólidas
na vida. Até mesmo o povo de Deus perdeu a visão daquilo
que veio antes dele. Com a falha da memória, ocorrida com o
tempo, propósitos e feitos de Deus foram esquecidos.

Quarta-feira, Juízes 2:11–17


A grande fraqueza da juventude é a de acreditar que eles
sabem mais do que uma pessoa mais velha. Havia um ditado,
“Nunca confie em alguém com mais de trinta”. O presente ma-
ravilhoso que um jovem poderia desejar seria força de caráter.
No momento em que um jovem percebe a sabedoria dos mais
velhos, tornar-se-á também um ancião. Por muitas vezes vemos
a fraqueza do povo de Deus. Vemo-los devotando seu coração
a deuses falsos e ao pecado. Então, Deus permitiu que fossem
derrotados e sofressem a dor da rejeição e do julgamento.

95
Lição 08 - Sábado, 23 de maio de 2009.

Quinta-feira, Juízes 2:18–23


Quem ou o que é Baal? A quais ídolos você serve que o afas-
tam de Deus? É o dinheiro, sucesso, posição social, educação,
vício no jogo, alcoolismo e drogas, consumismo, sempre tentan-
do ficar por cima do próximo? Qualquer propósito que venha
antes de Deus é um ídolo. Ao nos devotarmos ao pecado, Deus
nos deixa a sós com nosso livre arbítrio e com as consequências
advindas de nossas escolhas. Assim como o povo de Israel no
passado, Deus nos permite fazer escolhas e com isso, colher exa-
tamente aquilo que semeamos. O mundo é tão mau e o inimigo é
tão cruel, que Deus não necessita nos punir. O mundo faz isso!

Sexta-feira, Juízes 13:15–23


Deus tem planos maravilhosos para nós. Às vezes demo-
ra bastante para ele conseguir nossa atenção. O mensageiro
de Deus trouxe notícias maravilhosas para a mãe de Sansão.
Ela sabia que ele era de Deus. Ela dividiu sua alegria com seu
marido. Deus planejou uma grande obra a ser realizada por
Sansão. Então, era essencial que sua mãe e seu pai soubessem o
quanto seu filho seria especial. Deus não precisa acertar nossa
cabeça para nos fazer ver como somos especiais para ele. Nós
precisamos buscar a sua vontade e nos concentrar nele. Preci-
samos ouvir de perto a sua voz e seguir a sua Palavra.

Sábado, Juízes 13:1–13,24


Como outras pessoas memoráveis na Bíblia, Sansão fora
concebido e nasceu sob circunstâncias milagrosas. Deus tinha

96
A Mãe de Sansão prepara-se para o seu nascimento - Juízes 13:1–13,24

um plano especial e um propósito específico para Sansão. O


povo de Deus continuava a se afastar dele. No meio de grande
maldade, Deus estava enviando um libertador. Antes de sua
concepção, este libertador precisava ser puro e limpo. Como
nazireu, Sansão viveria separado dos outros e teria uma vida
impar. Deus o abençoaria e sua força seria utilizada para con-
seguir o grande final: a libertação do povo de Israel.

97
Lição 08 - Sábado, 23 de maio de 2009.

Estudo Estudo Adicional Devocional


Juízes 13:1–13, 24 Juízes 13 Salmo 91

Verso áureo
“Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja
cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazi-
reu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar Israel da
mão dos Filisteus” (Juízes 13: 5).

Núcleo da lição
Promessa e compromisso podem advir de um grande
desapontamento. Como as pessoas são desafiadas a firmarem
novos compromissos? Deus enviou um anjo com o intuito de
preparar a mãe de Sansão para a sua vinda.

Questões para o estudo do texto


1. Como você descreveria o mal que os israelitas estavam
para fazer (Juízes 13:1)? Como era a vida dos israelitas de-
pois de o Senhor os haver sujeitado aos filisteus?

2. O que você sabe a respeito do voto que separaria alguém


dos outros como nazireu? (Veja Números 6:1–21). O modo
de vida de um nazireu seria atraente para você?

98
A Mãe de Sansão prepara-se para o seu nascimento - Juízes 13:1–13,24

3. Este bebê deveria ser nazireu desde o nascimento. Quais os


passos que a sua mãe teve de dar para estar segura de que
isto ocorreria? Se ela estava disposta a dar estes passos, o
que você diria sobre o comprometimento dela com Deus?

4. O que significa ser separado para Deus (Juízes 13:5)? Você


já foi separado para Deus? Caso não, você gostaria de ser?

5. Como você descreveria a reação de Manoá e de sua mu-


lher ao anjo do Senhor? Parecia que eles creram naquilo
que ele lhes disse?

6. O anjo disse que Sansão iniciaria o processo de liberta-


ção de Israel dos filisteus (Juízes 13:5). Muito da vida é
orientado e direcionado através de processos. Em quais
processos você está envolvido atualmente? Por que é útil
enxergar a nossa vida diária da perspectiva do processo?

99
Lição 08 - Sábado, 23 de maio de 2009.

Entendendo e vivendo
Jennifer Lewis Berg

Esterilidade
Esterilidade é uma maldição. Essa vai de encontro a tudo
o que a Bíblia ensina desde o momento da criação. Esterilida-
de é antítese da criação. As menininhas preparam-se desde
a mais tenra idade para se tornarem mães. A maternidade,
sem levar em consideração a cultura moderna e o movimento
feminista, lhe dirá que é o sonho mais importante de todos de
quase toda a garota.
Então, o que a sociedade acha de uma mulher que não
pode dar à luz um filho? Apesar de hoje ser esperado que a
mulher preencha-se com o alcance da consciência de quem ela
é, sendo moderna e independente, a nossa sociedade ainda vê a
infertilidade feminina como “falta alguma coisa”. Deve haver,
com toda a certeza, algo errado por dentro da mulher que é
incapaz de conceber. A ciência moderna e os avanços nas áreas
de fertilização in-vitro e em tratamentos contra a infertilidade
ajudam a converter a falha da mulher estéril em sucesso. Su-
cesso e felicidade significam nascimento do bebê e maternida-
de. Falha e miséria significam esterilidade e solidão.
Como se prepara alguém para este tipo de falha? Assim
como uma mulher infértil não poderia saber da beleza e mi-
lagre do nascimento, nenhuma mulher fértil poderia sentir a
dor e a decepção de uma infértil. Qual possível presente po-
deria substituir o milagre da maternidade?
Muitas pessoas importantes na Bíblia nasceram de pais
estéries (até a intervenção divina). Certamente, João Batista,
nascido para os velhos Zacarias e Isabel, vem à nossa cabeça.

100
A Mãe de Sansão prepara-se para o seu nascimento - Juízes 13:1–13,24

Ainda mais, Deus abriu os ventres de Rebeca e Raquel a fim de


que elas pudessem dar à luz Jacó e Josué. Finalmente, Isaque, o
tão esperado filho de Abraão e Sara, e Samuel, cujos pais eram
Ana e Elcana, representaram papéis principais na história do
povo de Deus. Afortunadamente para todas estas mulheres,
Deus substituiu a tristeza da infertilidade pela alegria da ma-
ternidade. Cada mulher deu à luz um filho que cresceu para
tornar-se alguém único e especial no mundo de Deus. Numa
época na qual a segurança e sobrevivência da mulher depen-
diam da sua habilidade de ter dar à luz, a identidade dessas mu-
lheres foi preservada pelo milagre do nascimento dessas crian-
ças. Entretanto, entre todas estas histórias, o mais significante
comparado ao milagre daqueles nascimentos são as percepções
da solidão e da perda, a espera e o vazio da mulher infértil.

Nascimento
E, então, havia Sansão. O pai de Sansão era Manoá, e
sua mãe não é nomeada nas Escrituras. Ela era uma mulher
de Deus num tempo no qual a nação de Israel estava perdida
em corrupção e maldade. Por causa dessa maldade Deus en-
tregara Israel nas mãos dos filisteus. Os israelitas viveram em
escravidão por tanto tempo que eles nem gritavam por salva-
ção. Contudo, Deus estava planejando operar um milagre que
começaria o processo de libertação de Israel dos inimigos.
Quando pensamos em Sansão, a primeira coisa na qual
pensamos é o homem forte cuja vida fora dedicada a Deus;
mas ele é quem se desviou para bem longe daquilo que Deus
havia planejado para ele, e é quem finalmente redimiu-se no
fim de sua vida derrubando o inimigo de Israel. Há também a
importante história de como Deus pôs seu plano para a vida de

101
Lição 08 - Sábado, 23 de maio de 2009.

Sansão em prática ao trazer à tona a concepção e o nascimento


de Sansão. Em Juízes 13:3, nós lemos que “o anjo do Senhor
apareceu a esta mulher e disse-lhe: ‘Eis que agora és estéril, e
nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho’”.
Em outras histórias da Bíblia, como essa, um anjo apa-
rece ao pai contando-lhe sobre o grande nascimento que irá
suceder-se. Na história de Sansão o “homem de Deus” apareceu
a uma mulher, cujo nome não nos é informado. Ela conhecia a
sua própria tristeza, a tragédia da sua situação e sabia que havia
sido abençoada por Deus. Eis que o anjo aparece para ela no-
vamente e ela trouxe o marido para vê-lo. Até mesmo ele sabia
que aquele homem era de Deus. Essas pessoas sem filhos, pro-
vavelmente sem esperança nenhuma de serem pais, pediram
para o anjo ajudá-las: “Cumpram-se as tuas palavras; mas qual
será o modo de viver e o serviço do menino?” (versículo 12).
Então o anjo disse aos pais de Sansão o que seria esperado deles
na criação de seu filho. A mãe dele precisaria comprometer-
se ao voto de nazireu, evitando qualquer coisa imunda, desde
aquele momento até o nascimento dele. Quanto a Sansão, ele
seria um nazireu até a sua morte. E Deus o abençoaria.

Paternidade intencional
Os pais de Sansão temiam ao Senhor e o obedeciam.
Havia grande alegria e honra para eles agora. A paterni-
dade dessa criança traria responsabilidades muito maiores
do que para os pais de uma criança comum. Sansão viveria
uma vida separada do resto da sociedade. Ele precisava ser
puro, dedicado e não sucumbir às tentações que viriam. Seu
pai e sua mãe o ensinariam como a vida dele deveria ser vi-
vida, eles dariam o exemplo para seu fi lho e o encorajariam

102
A Mãe de Sansão prepara-se para o seu nascimento - Juízes 13:1–13,24

a viver uma vida piedosa. Eles acreditavam que ele execu-


taria grandes tarefas para Deus. Não seria maravilhoso se
cada mãe e cada pai tomassem conta da criação dos fi lhos
desse modo? Mantenha seu fi lho puro, proteja-o das malda-
des e tentações do mundo, apóie-o e nutra-o com o exemplo
do celeste, da santidade, da felicidade e da coragem. Isto
sim seria paternidade!
Não sabemos os detalhes da vida de Sansão e de seus pais
durante a juventude dele. O que podemos supor é que estes
são pais que deram a melhor educação e reverência pelas coi-
sas divinas. Caso ele ficasse longe do mundo impuro da sua
cultura e se Deus tivesse escolhido essa criança especialmente
para libertar essas pessoas desse mundo tão corrupto, então o
que mais seus pais poderiam ter feito?
Nenhum pai deseja que seu filho acabe na prisão ou que
se torne um traficante ou assassino. Cada pai, até mesmo os
especiais da Bíblia, cuida de seu filho com amor e sonha com
um futuro de ouro para ele, preenchido com família, sucesso
e felicidade. Entretanto, toda esta devoção de um pai e de uma
mãe, todo o cuidado terno que fora provido ao Sansão antes
de sua concepção, não poderia resguardá-lo da maldade e da
tentação. Porém o plano de Deus para Sansão era grandioso.
Deus escolhera Sansão, e deveras seus pais, com o intuito de
trazer seu povo à liberdade e abrir caminho para outra crian-
ça que nasceria e viveria uma vida perfeita e morreria numa
cruz para trazer-nos a salvação e vida eterna.

103
Lição 08 - Sábado, 23 de maio de 2009.

Dicas para os professores

Objetivos da lição
1. Examinar as circunstâncias que cercavam o nascimento
de Sansão.
2. Ajudar os participantes a sentirem a promessa de Deus no
meio de desapontamentos.
3. Ajudar os participantes a aceitarem novos desafios e a te-
rem influência neles.

Atividade pedagógica
Discutir como os pais de hoje comprometem-se a criar
os filhos na fé.

Olhando adiante
Você se comprometeria sem esperar uma recompensa
por isto?

104
9. A MULHER SUNAMITA PRESTA AJUDA
2 Reis 4:8–17

Meditações Bíblicas Diárias


Leota Stevens

Domingo, 1Reis 19:15–21


Falando em enfrentar seus medos! Esta é a versão de
Deus da transformação da fé. A orientação de Deus para este
temeroso profeta era a de fazer a reentrada no território inimi-
go, e a de terminar a missão que ele estava para receber. Deus
desejava que Elias entendesse que o tamanho de seu Deus
determina o tamanho do seu problema – caso seu Deus seja
grande, seus problemas parecem pequenos em comparação.
Talvez nossa visão do nosso incrível Salvador-Criador nunca
seja ofuscada pelas nuvens escuras da dúvida e do medo.

Segunda-feira, 2Reis 2:9–15


A vida de Elias tinha de possuir alguma coisa tão impor-
tante, tão significante que Eliseu desejava o mesmo e ainda
mais! Elias não era rico, e não achei nenhuma referência quanto
a ele ser bonito, mas ele reverenciava profundamente o Senhor
e a sua palavra. Seu lar não era um palácio e suas roupas eram
comuns, porém Deus falou a ele e orientou sua vida. Ele nunca
freqüentou uma universidade nem ganhou um diploma, mas

105
Lição 09 - Sábado, 30 de maio de 2009.

coisas milagrosas aconteceram através de Elias por causa da


relação com seu criador. Eu acho que nós todos podemos usar
uma porção dupla de seu amor e reverência a Deus.

Terça-feira, 2Reis 4:27–37


Essa mulher sunamita era uma pessoa corajosa e cen-
trada. Seu filho necessitava ser tocado pelo profeta de Deus,
Eliseu, e ela não era de receber não como resposta. Ela não se
importava com o quanto era dura a jornada, tinha de alcançar
o profeta e persuadi-lo a ajudá-la. O modelo das ações dela en-
coraja cada um de nós a levarmos nossas necessidades urgen-
tes e nossas experiências dolorosas, ao trono do nosso Deus
misericordioso e de infinita compaixão. Se nós buscássemos
o Senhor com a mesma aplicação que a mulher sunamita de-
monstrou na sua busca por Eliseu, os resultados não seriam
nada menos do que milagrosos.

Quarta-feira, 2Reis 13:14–20


“Meu pai, meu pai, o carro de Israel e seus cavaleiros”,
foram as palavras ditas por dois grandes profetas de Israel:
Elias e Eliseu. O moderno exército americano usou as palavras
“Exército de um homem só” como estratégia de marketing e
para erguer a estima das suas tropas. Cada vida importa para
Deus. Não há como contar sobre as coisas impressionantes,
que podem ser conseguidas pela Glória de Deus por apenas
uma pessoa que é completamente submetida a ele.

106
A mulher sunamita presta ajuda - 2 Reis 4:8–17

Quinta-feira, Lucas 4:23–30


O povo da terra natal de Jesus lembrava de um meni-
ninho comprido que brincava na serragem da carpintaria
de José. José era o pai dele, e todo o mundo sabia que Maria
engravidara antes do casamento! Como ele poderia palestrar
com discurso tão autoritário? Como ele ousava apontar que
Deus reagiria à fé e não às circunstâncias, mesmo fé de pes-
soas de fora dos filhos de Israel! Eles julgaram Jesus por causa
do conhecimento falho que possuíam. Entretanto, as conclu-
sões foram erradas. Nós precisamos prestar muita atenção à
verdade revelada na Palavra de Deus se desejamos caminhar
pela sabedoria.

Sexta-feira, Lucas 6:27–36


Hollywood já produziu muitos filmes de “reino”. Um, em
particular, passava-se na antiga Jerusalém, era um épico de
guerra intitulado “Cruzada” (“The kingdom of Heaven”). Foi
um sucesso de bilheteria, sangrento e cheio de violência. Con-
tudo, os princípios verdadeiros para se viver um reino bem-
sucedido como definido pelo criador nunca serão obtidos pela
força. Não é necessário um personagem como o Rambo ou o
Indiana Jones invadir a cena, feita por computador, para con-
seguir a chave deste poderoso conhecimento. Estes princípios
não vêm embrulhados em um roteiro de ação e aventura, mas
eles são encontrados na Palavra do Deus vivo.

107
Lição 09 - Sábado, 30 de maio de 2009.

Sábado, 2Reis 4:8–17


Essa mulher de Suném realmente me intriga. Ela não era
filha de Israel, ainda assim reconheceu que Deus tinha sua
mão em Eliseu. Não era suficiente para ela apenas oferecer
ao profeta uma refeição quando ele chegou à cidade, porém
queria ajudá-lo com um alojamento também. Ela criou um
plano remodelado que acomodaria tanto Eliseu quanto seu
viajante protegido. Em retorno à cortesia e à consideração in-
comum que ela teve em relação às necessidades dos outros, o
Senhor supriu as necessidades profundas dessa mulher infér-
til ao prometer-lhe que conceberia um filho há muito deseja-
do. Você não pode desistir de Deus!

108
A mulher sunamita presta ajuda - 2 Reis 4:8–17

Texto de Estudo Devocional


2 Reis 4:8–17 Lucas 6:32– 36

Verso áureo
E ela disse a seu marido: “Eis que tenho observado que
este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.
Façamos-lhes, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali
lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um can-
deeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá”
(2 Reis 4:9–10).

Núcleo da lição
Algumas pessoas firmam compromissos que não pa-
recem beneficiá-las. Que tipo de pessoa irá comprometer-se
livremente sem exigir algo em troca? A mulher sunamita es-
tava feliz em servir Eliseu sem nenhuma recompensa, mas ela
recebeu uma mesmo assim.

Questões para o estudo do texto


1. A mulher de Suném reconheceu Eliseu como um santo ho-
mem de Deus. O que seria um santo homem de Deus? Como
podemos dizer quem se encaixa nesta categoria de pessoa?
Você corresponde às características de alguém assim?

109
Lição 09 - Sábado, 30 de maio de 2009.

2. Por que a mulher de Suném desejava oferecer um lugar


mais permanente na sua casa para Eliseu? O que você
acha que motivou a preocupação dela com Eliseu? O que
isto nos conta sobre o compromisso dela com Deus?

3. Por que Eliseu queria providenciar alguma coisa para a


mulher Sunamita (2 Reis 4:11–13)? Para quais pessoas na
sua vida você deseja prover algo? O que lhe dá este desejo
de tomar conta delas?

4. Como a mulher reagiu à oferta de ajuda de Eliseu (versí-


culo 13)? O que significou a reação dela?

5. Como a mulher reagiu à profecia sobre a gravidez dela fei-


ta por Eliseu? O que você acha que motivou esta reação?

6. Como você reage a alguém que lhe oferece ajuda nor-


malmente?

110
A mulher sunamita presta ajuda - 2 Reis 4:8–17

Entendendo e vivendo
Nick Kersten

Os profetas de Deus são agraciados com poderes incríveis


nas páginas da Bíblia. Desde o chamado de quarenta exércitos
invisíveis para levantar os mortos, os mensageiros escolhidos
de Deus têm jogado a isca para conseguirem fazer seus gritos
e serem ouvidos. O profeta Eliseu não foi exceção. Após pe-
dir uma porção dupla do espírito que havia sido dado ao seu
mentor Elias, a Eliseu fora dado um ministério conforme sua
solicitação. Porta-voz de Deus diante dos reis e governantes
da sua época, Eliseu tinha acesso às figuras mais importantes
de seu tempo. Entretanto, por causa disto, Eliseu era também
um homem que fora forçado a viajar bastante.

Uma cama quentinha e uma refeição gostosa


Qualquer que tenha gastado seu tempo na estrada como
viajante lhe dirá que é de enorme valor uma refeição gostosa
e uma cama quentinha. Eliseu era um grande viajante, então
é razoável presumir que pensasse do mesmo modo. É fácil es-
quecer, algumas vezes, que esses heróis da fé também possuí-
am necessidades humanas, que precisavam ser preenchidas. É
importante lembrar também que, freqüentemente, por causa
da mensagens duras que eles tinham de entregar, os profetas
não eram bem-vindos na maioria dos lugares para os quais via-
javam. 2Reis 2 nos mostra um evento no qual Eliseu fora zom-
bado. É uma grande surpresa, então, encontrar uma história, a
apenas dois capítulos depois, que mostra o mesmo profeta de
Deus sendo recebido com prazer ao invés de ser rejeitado.
Nesta história, encontrada em 2 Reis 4:8–17, nós desco-

111
Lição 09 - Sábado, 30 de maio de 2009.

brirmos que Eliseu recebeu exatamente essa consideração de


uma mulher de Suném, uma cidadezinha ao norte da região
central de Israel. O texto nos conta que em um certo dia Eli-
seu foi à cidade desta mulher, onde ela, aparentemente, reco-
nhecendo-o, pediu-lhe para ficar para uma refeição (versículo
8). A segunda parte do mesmo versículo parece indicar que
nesta primeira refeição ocorreu tudo bem, com Eliseu fazen-
do parte de seus hábitos “onde quer que ele chegasse” parar
e comer com a mulher e sua família. Nos versículos 9 e 10, a
mulher foi ainda mais longe ao sugerir ao seu marido que eles
preparassem um quarto na casa deles para Eliseu. O interes-
sante é que a mulher percebeu que Eliseu “é um santo homem
de Deus”. Como este fato interfere na escolha dela de abrir a
casa para Eliseu não está claro. Talvez a mulher desejasse aju-
dar a obra de Eliseu ao Senhor – ela deve ter recebido alguma
indicação do próprio Eliseu, durante as refeições juntos, de
que tal assistência seria bem-vinda. Talvez ela fosse apenas o
tipo de pessoa que viu uma maneira de ajudar. Quaisquer que
fossem as circunstâncias, o texto nos dá uma pista contando
que a mulher sabia que Eliseu seguia Deus.

Nenhuma boa ação...


Essa cortesia em favor dele não escapara a Eliseu, e um
dia ele decidiu que iria reconhecer a bondade da mulher fa-
zendo algo por ela. Sendo um homem que conhecia os políti-
cos poderosos da época, Eliseu ofereceu-se para falar bem dela
ao rei ou ao comandante do exército do país dela. Interessante
que em vez de aproveitar a chance de receber tal endosso, a
mulher retrucou que ela tinha “um lar [dela] entre sua gente”
(versículo 13b), o que parecia indicar que ela não estava pro-

112
A mulher sunamita presta ajuda - 2 Reis 4:8–17

curando por este tipo de favor de Eliseu. Aparentemente, esta


mulher estava sendo hospitaleira sem expectativa de receber
qualquer recompensa, seja qual fosse.
Dado o cinismo de nossa cultura a respeito das motiva-
ções dos outros, os leitores modernos devem achar a hospita-
lidade desprovida de interesse da mulher difícil de engolir. As
teorias contemporâneas podem afirmar que a motivação do
gesto dessa mulher era egoísta, apesar da falta de evidência
dentro do texto. Será que estas explicações modernas refletem
a humanidade precisamente, ou elas meramente refletem nos-
so próprio cinismo moderno? A resposta a esta questão não é
clara o suficiente. O que está claro nesta história é que qual-
quer que fosse a motivação dela, esta mulher escolheu recusar
alguma recompensa por sua hospitalidade.

...Não ser recompensado?


Existe uma popular parábola moderna que expressa que
nenhuma boa ação fica impune. Não deixemos, entretanto, que
este cinismo enuvie a mensagem do texto. É claro que Eliseu
desejava fazer o bem para essa mulher e seu marido, que fize-
ram tanto por ele. Na verdade, estava tão preocupado com isto
que depois da mulher ter recusado educadamente as tentativas
dele de recompensá-la, ele continuou a buscar uma maneira
de poder agradecê-la, perguntando ao servo dele, no versículo
14, o que eles poderiam fazer por ela. O servo respondeu que a
mulher não tinha filhos e que o marido dela era velho. Eliseu
então chamou a mulher de volta ao seu quarto e prometeu que
ela teria um filho naquela mesma época no ano seguinte.
A resposta da mulher à promessa é dita: ela implorou ao
profeta que não criasse nela esperanças desnecessárias. A razão

113
Lição 09 - Sábado, 30 de maio de 2009.

mais óbvia para esta reação é a de que Eliseu prometera algo


que ela desejava muito – e que estava convencida de que nunca
teria. A promessa do profeta mexeu profundamente com ela.
Infertilidade freqüentemente causa significativo estresse emo-
cional e dor para as famílias cujo desejo é o de ter filhos. No
dia-a-dia de Eliseu estresse e dor eram freqüentemente com-
postos pela crença de que a esterilidade era demonstração da
falta de auxílio de Deus, ou, pior ainda, o julgamento divino.
Esta mulher provavelmente viveu numa época de sinais sutis
dos outros de que ela era menos mulher por não poder ter fi-
lhos. Ainda, mesmo que a promessa do profeta tenha tocado
em alguns desses pontos sensíveis, as palavras demonstram
que ela queria acreditar na promessa. A sua esperança foi vali-
dada quando ela engravidou e deu à luz o filho prometido.

A verdadeira medida de um indivíduo


Quando chega o tempo de aprender sobre esta mulher,
existe uma coisa que devemos lembrar, sobretudo: Muito da
ação nesta história foi feita pela mulher. Foi a mulher que con-
vidou Eliseu a compartilhar comida com a família dela. Foi a
mulher que preparou o quarto para Eliseu dormir. Tudo isto
foi feito sem menção alguma sobre ela querer alguma coisa
em retorno de Eliseu. Isto é confirmado mais a fundo pelas
tentativas da mulher em recusar os favores dele. A mulher
agia caridosamente em relação a Eliseu sem pensar em ganho
ou benefício pessoal. A atitude é a verdadeira lição da história.
Quão freqüentemente agimos desse modo?
É dito que, tipicamente, tentamos discernir os motivos das
pessoas que tentam nos ajudar. Contudo, esta história (e muitas
outras como esta nas Escrituras) reafirma-nos o valor de agir

114
A mulher sunamita presta ajuda - 2 Reis 4:8–17

sem pensar em nós mesmos. De fato, o amor de Jesus, como é


demonstrado na cruz, é o principal exemplo de inexistência de
amor-próprio. Existem muitas maneiras com as quais nós, como
indivíduos, podemos abençoar os outros com atos de serventia,
desde hospitalidade até cortesia comum. A Palavra de Deus usa
histórias como esta de 2Reis que, delicadamente, nos orienta a
servir as pessoas ao nosso redor sem pensar em nós mesmos.

Dicas para os professores

Objetivos da lição
1. Retomar o relacionamento entre Eliseu e a mulher sunamita.
2. Explorar a possibilidade de comprometimento sem bene-
fícios aparentes.
3. Ajudar os estudantes a firmarem compromissos sem pen-
sar em ganho pessoal.

Atividade de ensino
Discutir sobre os grandes servos abnegados de vinte e
cinco anos atrás.

Olhando adiante
O quão baixo você pode ir?

115
ATENÇÃO

O próximo sábado será o 10º sábado deste trimestre. As ofertas re-


colhidas em todas as Igrejas Batistas do Sétimo Dia, deverão ser enviadas
para a Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira, para apoio da obra
missionária, conforme instruções abaixo:

• As ofertas do décimo sábado de cada trimestre são


destinadas ao Conselho Missionário e devem ser
depositadas na seguinte conta corrente:
Banco Itaú
Agência: 3703
Conta Corrente: 06312-7
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira.

Solicita-se que as remessas de dízimos, demais ofertas e outras


contribuições destinadas à Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira,
sejam feitas através de cheques, ordens bancárias ou vales postais nomi-
nais, de preferência para as seguintes agências e contas bancárias:

a) BANCO DO BRASIL S. A.
Agência nº. 1622-5 de Curitiba / PR
Conta Corrente nº. 57643 -3
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira

b) BANCO BRADESCO S.A.


Agência nº. 0049-3 de Curitiba/PR
Conta Corrente nº. 153799-7
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira

Após a remessa, enviar carta ou relatório mensal em


formulário próprio ao tesoureiro geral, contendo as datas, os
valores e indicando a sua natureza: se são dízimos, ofertas em
geral ou para uma finalidade específica.
10. NATÃ DESAFIA DAVI
2 Samuel 12:1–7, 13–15

Meditações Bíblicas Diárias


Leota Stevens

Domingo, 2Samuel 11:1–5


Nosso inimigo escolhe a aproximação sutil quando nós
estamos com a guarda abaixada para dirigir sua ofensiva.
Se Davi estivesse com suas tropas, como ele costumava es-
tar, sendo o rei, ao invés de ficar atrás da batalha não teria
notado a linda mulher que vivia perto do palácio. Antes de
repreender as falhas morais de Davi, nós devemos verificar
as advertências em vermelho na nossa própria vida. Eu não
acho que seja assim. A armadilha do pecado torna-se menos
visível para nós quando fazemos mais coisas que retiram do
foco nossa atenção ao Senhor.

Segunda-feira, 2Samuel 11:6–13


Quando o pecado comanda o trono do nosso coração,
nosso processo de tomada de decisões desafia a lógica. Assim
como Davi, estamos tão ocupados tentando “cobrir” nossa
desobediência ao controlar as circunstâncias que esquecemos
o dever de confessar-nos e arrepender-nos. Nós não queremos
parecer culpados, especialmente quando somos. Sem profun-

117
Lição 10 - Sábado, 06 de junho de 2009.

do arrependimento, e não mudando o foco para a vontade


de Deus em vez da nossa, nós somente afundaremos adiante
dentro do buraco da escravidão que o pecado é.

Terça-feira, 2Samuel 11:14–21


Pecado é como uma bactéria devoradora de carne, des-
truindo quaisquer defesas na trilha da sua disseminação in-
fecciosa. Com o domínio do pecado sobre o coração e mente
desse grande rei, sua liderança, sua moral e sua reputação fo-
ram todas afetadas. Os passos de um homem justo são diri-
gidos pelo Senhor; mas quando um pecado não-confessado
está no controle da vida de um indivíduo, seus passos são ar-
remessados para dentro do caos e da confusão.

Quarta-feira, 2Samuel 11:22–27


A alma de Davi estava tão cega pelo pecado que, por um
curto período de tempo, ele realmente pareceu acreditar que havia
conseguido esconder seu adultério e assassinato de quase todos –
todos, sim, exceto de Deus! Davi deve ter enganado o povo, e ele
certamente enganou a si mesmo, porém ainda teria de responder
ao Senhor por seus caminhos rebeldes. Qualquer farsa nos man-
tém afastados da doce presença daquele que mais nos ama.

Quinta-feira, Salmo 51:1–9


As palavras deste salmo devem ter sido expressadas em
agonia absoluta. Quando a enorme quantidade de pecados

118
Natã desafia Davi - 2 Samuel 12:1–7, 13–15

torna-se uma realidade no nosso entendimento e vemos os


pecados como eles realmente são, eles nos deixam de joelhos,
como o fizeram com Davi. Pecado é tão invasivo e feio. Ele
mancha o belo, macula o tesouro, putrifica o precioso. O fe-
rimento que o pecado faz na humanidade acaba por cortar a
comunicação com Deus e nos deixa fora de contato com nos-
so Criador. Que privilégio especial é ter seu pecado perdoado
e seu coração aliviado da dor da separação de Deus.

Sexta-feira, Salmo 51:10–19


O grito do coração de Davi fora de uma alma estilhaçada
procurando por reabilitação. Ele estava a par do estrago que foi
feito por causa dos pecados que cometera. Ele certamente foi
ao lugar certo para achar aquela anistia redentora. Aquele que
criara todas as coisas era o único que poderia recriar um novo
coração e uma consciência limpa em Davi. O conhecimento e a
confissão de nosso pecado, com o coração humilde e arrepen-
dido, leva-nos a ter uma relação correta com Deus e permite
que a glória flua em nossa vida e no mundo ao nosso redor.

Sábado, 2Samuel 12:1–7, 13– 15


O que é triste sobre o pecado é o seu fator de dano cola-
teral. As pessoas casadas que traem seus companheiros não
pretendem, inicialmente, destruir a vida de seus filhos; ou
magoar o coração de seus pais; ou entrar na lista daqueles que
ganham pensão. O pecado nunca realiza a satisfação prome-
tida. Quando estes pecados são cometidos por aqueles de nós
que são fiéis a Deus, assim como Davi, damos aos inimigos

119
Lição 10 - Sábado, 06 de junho de 2009.

das nossas almas uma grande oportunidade de blasfemar o


nome do nosso valioso Senhor e Salvador. Nós precisamos ser
vigilantes na guarda contra o pecado – e nós fazemos isto ao
estudarmos solicitamente a Palavra de Deus e ao amarmos
vibrantemente ao Senhor Jesus.

120
Natã desafia Davi - 2 Samuel 12:1–7, 13–15

Estudo Estudo Adicional Devocional


2 Samuel 2 Samuel Salmo,
12:1–7, 13–15 12:1–15 51:1–9

Verso áureo
Porém, esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do
Senhor. E o Senhor enviou Natã a Davi (2 Samuel 11:27–12:1).

Núcleo da lição
Alguns compromissos que firmamos envolvem pessoas
que não fazem parte do acordo decidido. Como consideramos
como nossos compromissos afetam todos os envolvidos? O
compromisso de Eliseu com Deus levou-o a colocar o manto e o
compromisso de Natã com Deus o levou a enfrentar o rei Davi.

Questões para o estudo do texto


1. Com o intuito de entender o que estava acontecendo em
2Samuel 12, por favor leia 2Samuel 11. Qual é a sua reação
visceral ao que Davi fez no capítulo 11?

2. Por que você acha que Deus enviou Natã a Davi no capí-
tulo 12? O Senhor tinha um objetivo específico em men-
te? Caso sim, você acredita que esse objetivo foi atingido?

121
Lição 10 - Sábado, 06 de junho de 2009.

3. O que a forte reação de Davi ao homem da história de


Natã diz sobre a personalidade de Davi? É surpreendente
pensar que um homem com tal personalidade poderia ter
feito o que você leu no capítulo 11? Como você conciliaria
o caráter de Davi e sua ações?

4. Retome uma situação na qual suas ações não combina-


ram com sua personalidade.

5. O que Deus quis dizer com Davi tê-lo desprezado e à sua


Palavra (2 Samuel 12:9–10)?

6. Quais foram as consequências das ações de Davi?


Como ele reagiu a Deus quando confrontado com es-
tas conseqüências?

7. Quais foram as conseqüências para as suas ações, como


foi retomado na questão 4? Como você reagiu a Deus à luz
destas conseqüências?

122
Natã desafia Davi - 2 Samuel 12:1–7, 13–15

Entendendo e vivendo
Nick Kersten

O famoso ditado do lorde Acton especula a probabilida-


de do poder de corromper as pessoas, e a História é cheia de
exemplos. Nós não devemos, no entanto, ficar surpresos de
ver uma pessoa que governa e abusa quando está no poder.
Entretanto, o mais otimista entre nós deve ainda ter esperan-
ça de achar exemplos de pessoas que não foram corrompidas
pelo poder. Na Bíblia, nós encontramos exemplos de tais pes-
soas freqüentemente em lugares inesperados.
Infelizmente, nós também encontramos pelo menos um
exemplo no qual alguém que nós não esperávamos não resiste
à tentação de abusar do poder. É o rei Davi, que se descontrola
ao fazer mau uso do poder e, então, faz grande esforço tentan-
do encobrir tudo.
Resumindo a história que nos leva ao nosso enfoque hoje,
devemos olhar 2Samuel 11. Aqui descobrimos que o Rei Davi,
por razões desconhecidas, permanece em Jerusalém enquan-
to ele manda seu exército para a guerra. Em uma noite, está
no telhado do seu palácio quando espiona uma mulher, Bate-
Seba, a esposa de um dos seus soldados. Ela está tomando ba-
nho perto da janela. Num caso clássico de abuso de poder real,
Davi intima a mulher a ir para seu palácio e deita-se com ela. A
situação torna-se mais complicada quando Bate-Seba fala que
engravidou. Em resposta a esta revelação, Davi trama a morte
do marido de Bate-Seba para poder fazer dela sua mulher. O
plano é bem-sucedido e, como está escrito no início do capítu-
lo 12, ninguém aparece para desvelar seu segredo.

123
Lição 10 - Sábado, 06 de junho de 2009.

Os perigos em denunciar
Em toda a sua conspiração, entretanto, Davi consegue
esquecer a parte que certamente não deixaria tal abuso de
poder ficar sem resposta: Deus envia Natã, o profeta, para
confrontar o rei (versículo 1). A ordem de Deus a Davi co-
loca Natã em perigo, pois Davi já tinha demonstrado ânsia
por mentir e matar com a finalidade de manter seu pecado
secreto. Como rei, Davi possuía poder sobre a vida e a morte
no seu reino, então Natã, para honrar seu compromisso com
Deus e confrontar Davi, tomou bastante coragem e também
tomou fé de que Deus o preservaria. Um rei pecador matando
um profeta justo não seria notícia naquela parte do mundo,
e na verdade muitos dos sucessores de Davi criaram o hábito
de fazer isto. Nos nossos tempos, quando os pecados do po-
der são expostos, aqueles que os expõe freqüentemente têm
de lidar com quem é exposto. Hoje em dia, estes contadores
da verdade são chamados de informantes. Apesar deste termo
não existir no tempo de Davi, é certo chamar Natã de denun-
ciante nesta história.

Foi exatamente como ele falou


Contudo, porque Natã foi enviado para corrigir o Rei
Davi, não significava que ele teria de enfrentar o rei direta-
mente. Na verdade, o método de exposição do pecado de Davi
por Natã é bem engenhoso e mostra uma lição importante. Em
vez de entrar caminhando pela corte do rei dizendo, “Eu sei o
que você fez, e foi errado”, Natã escolhe contar uma parábola
de mesmo tópico geral, a qual deixa Davi condenar-se por suas
próprias palavras. Nos versículos 1b–4, Natã conta a história de

124
Natã desafia Davi - 2 Samuel 12:1–7, 13–15

um homem rico que rouba uma ovelha de alguém sem posses,


a fim de alimentar convidados em um jantar. Como rei, Davi
costumava presidir casos como este, como última instância da
lei daquela terra. O veredito que ele pronuncia no caso desse
criminoso – a reparação quádrupla – é retirado diretamente
de Êxodo 22:1. Reagindo com raiva ao pronunciar o veredito,
Davi agora condenou-se inadvertidamente.
Ironicamente, a raiva de Davi, provocada pela história de
Natã, volta-se para ele. Nesse momento, Natã levanta a corti-
na da sua parábola e mostra ao rei que aquele homem fazendo
o julgamento e o homem sendo julgado são a mesma pessoa.
O jogo terminou e Davi pronunciou uma sentença de morte
contra ele mesmo!

A prova
Esta troca entre Davi e Natã não era uma conversa priva-
da numa sala silenciosa, mas uma troca pública diante da corte
inteira de Davi. Assim sendo, as palavras de Natã a Davi nos
versículos 7–12 foi o desmantelamento de uma rede cuidado-
samente tecida de farsa criada por Davi para esconder seu pe-
cado. Os detalhes deste pecado “privado” foram revelados ao
mundo: Davi cometera adultério e assassinato. Percebe-se nas
palavras do Senhor a Davi o contraste entre o valor que Deus
lhe deu (e continuaria a dar), comparado ao que Davi ganhou.
Ao concluir suas palavras, Natã pronuncia o julgamento do rei:
Davi lutará para manter seu reino até o dia em que morrer, e a
paz que ele busca não será a dele. Ainda mais, um dos próprios
filhos de Davi o desonrará em plena luz do dia. (Veja 2Samuel
16:15–23 para o cumprimento dessa profecia). Esta proclama-
ção pública do pecado secreto do rei e o pronunciamento sub-

125
Lição 10 - Sábado, 06 de junho de 2009.

seqüente do julgamento, são eventos que trazem muito perigo


para Natã: Será que o rei buscará revanche do mensageiro que
o expusera e sentenciara-o? Para crédito seu, Davi recebe esta
punição do Senhor, e, ao confessar o seu pecado perante a sua
corte inteira (versículo 13 e Livro dos Salmos 51), ele honra a
coragem que habilitou Natã ao enfrentá-lo. Após esta confis-
são, Natã informa Davi que o Senhor será mais misericordioso
do que o próprio Davi poderia ser (ver v. 5), porém também
conta para Davi que o filho que Bate-Seba concebeu irá mor-
rer. Esta morte ocorreu mais tarde.

A coragem de permanecer
Em termos de recompensas, Natã permaneceu para obter
nada por aproximar-se de Davi nesta história. Tudo o que o
aguardava era a possibilidade da morte, e assim mesmo Natã
foi. Nós devemos entender a realidade do risco que Natã cor-
reu nesta história e também a fé na qual este tipo de bravura é
baseada. Num momento da vida dele, Natã tomou uma decisão
para servir como porta-voz do Senhor diante de Davi. Quando
tomou esta decisão, ele não teria como saber que um dia isto o
levaria a uma situação que poderia matá-lo. Ainda assim, nós
não temos indicação na história de que Natã tenha hesitado
nem mesmo por um instante em ficar diante de Davi. A obedi-
ência dele é uma afirmação forte sobre sua fé, e sobre o Deus fiel
do qual ele dependia. Lembre-se, também, de que Natã perma-
neceu para ganhar muito pouco para si nesta história, as suas
ações ajudaram a transformar Davi (e talvez todo Israel). As
palavras de Natã corrigiram o caminho e devem ter salvado
muitas vidas. Nós todos devemos lembrar que nossa fé e res-
posta em Deus podem ser a ferramenta usada para salvar mais

126
Natã desafia Davi - 2 Samuel 12:1–7, 13–15

alguém. Por causa de nosso compromisso com Deus, podemos


ser chamados a fazer coisas perigosas ou desconfortáveis.

Dicas para os professores

Objetivos da lição
1. Retomar o compromisso de Natã com Deus, que resulta
no confronto com o rei Davi.
2. Ajudar os estudantes a explorarem os efeitos dos compro-
missos que eles firmaram sem o conhecimento e o acordo
de todas as partes envolvidas.
3. Ajudar os estudantes a adaptarem compromissos estando
a par dos efeitos destes nas outras pessoas.

Atividade pedagógica
Liste compromissos que os participantes tenham feito e
conte quais efeitos estes compromissos causaram nas outras
pessoas.

Olhando adiante
Você colocaria sua vida em risco?

127
Lição 11 - Sábado, 13 de junho de 2009.

11. A RAINHA ESTER ARRISCA SUA VIDA


Ester 4:1–3, 9–17

Meditações Bíblicas Diárias


Leota Stevens

Domingo, Ester 2:1–11


A história de Ester revela o plano de Deus para uma na-
ção. Eis que encontramos todos os elementos da escrita que
apóiam um conto de proporções espetaculares: o lindo desa-
brochar de uma órfã em mulher, engano, lealdade e coragem.
Eu duvido muito que Ester tenha alguma vez sonhado que ela
seria um dia trazida ao palácio do rei, ou que acharia auxílio
entre outras muitas lindas jovens mulheres. O coração dela
deve ter quase saído pela boca ao ser levada a um lugar novo,
intimidador e estranho. Este era, de fato, o início de uma ex-
periência fortalecedora de fé.

Segunda-feira, Ester 2:15–18


A possibilidade de se tornar apenas mais uma noite de
entretenimento para o rei estava diante desta jovem mulher
virtuosa. Ester tinha de obedecer ao decreto do rei. Era uma
posição temerosa, desconfortável. Ela não tinha noção com-
pleta de todo o plano de Deus. Sendo assim, enfrentou as difi-
culdades diariamente com coragem e um coração disciplina-

128
A rainha Ester arrisca sua vida - Ester 4:1–3, 9–17

do. Nem sempre visualizamos, ou sabemos, o que Deus está


fazendo em nossa vida. Fé e coragem são necessárias para
conduzir-nos através dos tempos difíceis, assim como foram
exigidos de Ester. Somente Deus sabe quantas vidas serão im-
pactadas por causa de nossa fidelidade nas situações adversas
de nossa vida.

Terça-feira, Ester 2:19–23


A composição de roteiro feita por Deus é excelente! In-
trigas construídas sobre intrigas, com pessoas providencial-
mente posicionadas para levar o plano adiante até o clímax
dramático. Falando sobre estar no lugar certo na hora certa,
Deus sabe melhor como orquestrar e coreografar nossa vida
para trazer glória ao seu nome e salvação aos outros.

Quarta-feira, Ester 3:7–13


Hamã gastou seu tempo desenvolvendo seu mal-inten-
cionado complô para matar os judeus. Ele tramou sua histó-
ria, convenceu o rei e contratou seu capanga. Parecia que nada
conseguiria ficar em seu caminho de assassinato e mutilação.
Há tempos, em nossa vida, em que nos deparamos com ad-
versários que parecem ter tudo: dinheiro, poder, influência e
um desejo de nos infligir dor. Isto nos faz questionar o que
uma só pessoa pode fazer para continuar firme contra tais di-
ficuldades, porque certamente não parece bom no momento.

129
Lição 11 - Sábado, 13 de junho de 2009.

Quinta-feira, Ester 7:1–10


A história de Ester é repleta de ironia. Não é de se estra-
nhar que nós somos freqüentemente alertados nas Escrituras
para confiar em Deus em vez de em nossas emoções ou cir-
cunstâncias. As emoções de Hamã asseguraram-no de que o
plano dele seria bem-sucedido; as emoções de Ester deram a
ela motivo para tremer. O plano de Deus não dependia nem
das suas emoções, nem depende das nossas.

Sexta-feira, Ester 8:3–8


Sou tão grata de que Deus não faz vistas grossas, nem
se recusa a utilizar a pessoa simples, comum. Nós servimos a
um Deus grande e poderoso que pode transformar a pequena
órfã Hadassa na vitoriosa, salvadora de vidas, rainha Ester.
Ele pode transformar o coração, mente e alma de qualquer
um que se submeter a essa liderança. A única coisa que impe-
de nossa transformação é a desobediência.

Sábado, Ester 4:1–3, 9–17


Apesar de todos os temores e medo que Ester experi-
mentou nesta nova situação, ela ainda tinha de fazer uma es-
colha. Ela estava bem entre a preservação dela mesma ou a
preservação do seu povo. Não era uma situação fácil de lidar
para alguém tão jovem e inexperiente do mundo lá fora. Ela
mostrou sabedoria incomum e devoção a Deus ao reunir o
povo para orar e jejuar com ela por orientação. A oração e o
jejum são duas ferramentas bastante poderosas para clarificar
quais ações devem ser tomadas e para formular a resolução
necessária para dar aqueles passos.

130
A rainha Ester arrisca sua vida - Ester 4:1–3, 9–17

Estudo Estudo Adicional Devocional


Ester 4:1–3, 9–17 Ester 4–5 Filipenses 1:20–30

Verso áureo
“Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e
jejuai por mim, e não comais e não bebais por três dias, nem
de dia nem de noite, e eu e minhas servas também jejuaremos.
E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e
se perecer, pereci” ( Ester 4:16).

Núcleo da lição
Algumas pessoas estão ansiosas por firmarem compro-
missos que quebram regras e podem implicar perigo. O que
faz as pessoas se comprometerem, mesmo com risco pessoal?
A rainha Ester estava desejosa para sacrificar sua vida pelo
povo de Deus.

Questões para o estudo do texto


1. Quem era Mardoqueu e por que ele e outros judeus la-
mentavam tão veementemente?

2. Você ou alguém que você conhece já encarou conseqüências


tão graves como os judeus estavam enfrentando no livro de
Ester? O que o habilitou a sobreviver a tão horrível situação?

131
Lição 11 - Sábado, 13 de junho de 2009.

3. O que Mardoqueu pediu para Ester fazer em resposta ao


decreto do rei?

4. Quais riscos Ester tomou para si ao cumprir o pedido de


Mardoqueu? O que deu força e coragem a Ester para en-
frentar tão sérios riscos?

5. Já pediram a você para arriscar sua vida por uma pessoa


ou ideal? Como você reagiu a este desafio?

6. Quais os riscos que você enfrenta como seguidor de Jesus


Cristo? Quais recursos o habilitam a ir em frente no meio
destes riscos?

7. Em Ester 4:14 a rainha foi desafiada a pensar sobre o porquê


de ela ter sido abençoada com sua posição privilegiada?

8. Em qual posição privilegiada Deus o colocou? Quem são


as pessoas que ele está lhe mandando cuidar?

132
A rainha Ester arrisca sua vida - Ester 4:1–3, 9–17

Entendendo e vivendo
Nick Kersten

Como a frase famosa de William Shakespeare: “Alguns


nascem grandes, alguns alcançam a grandeza, e alguns tem
a grandiosidade como mola propulsora” (de Shakespeare,
Noite de Reis, 1601). Deus usa uma variedade de meios para
selecionar pessoas para a obra que deseja realizar. No caso
de Ester, a última parte do texto parece encaixar bem. Ester
nasceu uma judia em cativeiro na Pérsia, certamente não era
uma posição que poderia engendrar confiança naquele dia.
Os judeus no cativeiro freqüentemente lamentavam a perda
do seu lar e país, e também o fato de que eles estavam sob a
autoridade antes dos babilônios e, depois, do persas. O papel
da mulher na cultura persa não era de grande importância.
Em Ester 1, descobrimos que o rei persa, Assuero, tivera a sua
mulher destituída depois dela se recusar a obedecer ao seu de-
sejo de exibi-la. O precedente está claro: os homens são para
mandar na família. Isto é especialmente verdade na família
do rei (Ester 1: 20). Após destituir Vasti, Assuero procurou
por uma nova rainha. Ostensivamente, ele estava procurando
por alguém que não teria a coragem de opor-se a ele.
Enquanto isso, Ester foi notada por causa de sua beleza
e compunha parte do harém do rei em Susã. Este grupo de
jovens mulheres era o grupo do qual a nova rainha seria re-
tirada. Ester ganhou o benefício do fiscal do harém e recebeu
tratamento especial. Depois de um ano de preparação, ela foi
apresentada ao rei, que rapidamente a tomou como sua nova
rainha. Até este momento a nacionalidade de Ester não tinha
vindo à tona – ela fora orientada por seu tio e pai adotivo Mar-
doqueu a não discutir acerca disto (Ester 2:10). E mais, a beleza

133
Lição 11 - Sábado, 13 de junho de 2009.

de Ester extinguia qualquer curiosidade sobre sua ascendên-


cia. A vida de Ester sofreu uma reviravolta inesperada, uma
volta com os traços tanto de escravidão (ela certamente não
era livre para fazer o que quisesse) quanto de luxo abundante.
Tudo que ela precisava fazer, com o intuito de manter-se a sal-
vo, era sentar silenciosamente e estar sempre linda. Ester sabia,
certamente, o que aconteceu a sua predecessora e a lição que a
vida de Vasti ensinou: insubordinação não seria tolerada.

O complô para exterminar


Um tempo depois o tio de Ester, Mardoqueu, e um no-
bre da corte do rei, chamado Hamã, entraram em contenda, o
que colocou a rainha numa posição bastante delicada. Hamã
era um oficial bem posicionado, acima dele, na hierarquia, so-
mente o rei. Mardoqueu recusou-se a demonstrar respeito por
Hamã, o que o irritou. Quando Hamã descobriu que Mardo-
queu era judeu, ele arquitetou um plano para matar não tão
somente Mardoqueu, mas também todo o povo judeu espa-
lhado pelas províncias da Pérsia (Ester 3:8–11). Com a ordem
assinada para matar os judeus, enviada por emissários para
todas as cidades da nação, o desastre não demoraria a acon-
tecer. Quando descobriu a conspiração, Mardoqueu enviou
mensagem para Ester requisitando sua ajuda.
Ester estava, contudo, enfrentando um dilema: seu tio
pedira-lhe para ir até o rei e falar com ele sobre o problema,
mas ao fazer isto ela violaria os termos de relacionamento
com o rei. Vasti fora deposta por fazer algo muito aquém da-
quilo que Mardoqueu estava pedindo a Ester! Ela enviou um
recado de volta ao seu tio de que o horário marcado para ela
falar com o rei (uma vez ao mês) não aconteceria por um bom

134
A rainha Ester arrisca sua vida - Ester 4:1–3, 9–17

tempo e que ir até o rei sem ser convidada seria pedir pela
morte. Mardoqueu respondeu à mensagem relembrando Es-
ter de sua herança: Ela preferia não escapar deste julgamento
apenas porque vivia com o rei. Com a urgência do desastre
aproximando-se, Ester permaneceu, heroicamente, dizendo
“...E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei;
e se perecer, pereci” (Ester 4:16, NIV).

Os tolos se apressam
Tendo tomado a sua decisão, Ester ainda não tinha feito
nada errado ou com imprudência. De fato, suas ações mos-
tram que ela agiu com cuidado e prudência. Ao concordar
com o pedido de seu tio, Ester enviou instruções para todos os
judeus jejuarem e orarem na sua preparação para a audiência
com o rei. Tal atitude demonstra que a rainha havia entendido
claramente que para seu esforço ter resultado ela precisaria
da ajuda de Deus. Quando problemas persistem ou desastres
atacam, pode ser tentador pular o passo de ir em busca da
vontade ou assistência de Deus “porque não há tempo”. Ester
menosprezava este tipo de pensamento ao comprometer-se a
jejuar e orar por três dias inteiros. Este período de três dias
também deu tempo para ela decidir como falar com o rei.
Em Ester 5, descobrimos que ela, ao invés de fazer exi-
gências diante do rei, ela utilizou uma estratégia muito mais
sutil, convidando tanto o rei quanto Hamã para uma refeição
da qual todo o reino estaria fora. Ao fazer isto, ela insinuou-
se para Assuero e Hamã, este último foi, embora sentindo-se
beneficiado. E mais, apesar de o rei ter-lhe dado uma oportu-
nidade de pedir diretamente pelo que ela procurava, ela não
tomou este caminho mais fácil, e sim continuou com seu pla-

135
Lição 11 - Sábado, 13 de junho de 2009.

no inicial, mais cauteloso. Fazendo isto ela evitou a armadilha


na qual Vasti havia caído, demonstrando sabedoria incomum.
Nós descobrimos no restante da história que o plano de Ester
funcionou perfeitamente e que os judeus foram salvos da des-
truição certa, enquanto que seu tio Mardoqueu fora promovi-
do ao lugar que antes era de Hamã.

Louvando a coragem
A resistência heróica de Ester por seu povo contém lições
para todos nós. Poucos de nós estamos em posições nas quais
nossa ação ou inação significará a diferença entre a vida e a
morte de uma nação inteira, mas todos estamos em situações
nas quais nossas atividades poderiam influenciar positiva ou
negativamente alguém para o reino de Deus. Talvez o primei-
ro e mais importante passo que podemos dar neste tipo de
situação é seguir a orientação de Deus. Muito freqüentemente
logramos Deus e depois clamamos para trabalhar em seu be-
nefício. Em muitos casos seria melhor despender mais tempo
em orações e menos em ação. Uma vez que formos orientados
para um caminho, nós devemos segui-lo sem medo.
Mais ainda, Ester não escolhera as circunstâncias que
exigiram a sua atividade. Ela não foi voluntária para fazer
parte do harém do rei ou para ser a rainha. Do mesmo modo,
não foi a rixa dela com um nobre persa que causou toda aque-
la encrenca. Entretanto, a rainha não era de dar desculpas por
não agir. Nenhuma das circunstâncias que a levaram a agir
foram “culpa” dela. Contudo, em vez de ficar zangada porque
não tinha esperança de poder mudar as circunstâncias, Ester
escolheu reagir da maneira que ela podia, bravamente indo à
presença do rei, em que a morte a aguardava. Nós devemos

136
A rainha Ester arrisca sua vida - Ester 4:1–3, 9–17

lembrar que nem sempre podemos controlar as circunstân-


cias da nossa vida, porém podemos controlar como reagir a
elas. Assim como Ester, devemos nos responsabilizar pelas es-
colhas que podemos fazer, em vez de lamentar as escolhas que
não podemos fazer.

Dicas para os professores


Objetivos da lição

1. Explorar passagens no livro de Ester para poder identi-


ficar as mensagens de compromisso, incluindo aquele de
Mardoqueu.
2. Ajudar os estudantes a considerar as implicações de firmar
compromissos sem respeitar o dano pessoal potencial.
3. Encorajar os estudantes a firmarem compromissos des-
prezando o risco pessoal.

Atividade pedagógica
Identifique pessoas que tenham ascendido à liderança
“num tempo tão curto quanto esse”.

Olhando adiante
Você está a serviço de Deus?

137
Lição 12 - Sábado, 20 de junho de 2009.

12. ISAÍAS RESPONDE AO


CHAMADO DE DEUS
Isaías 6

Meditações Bíblicas Diárias


Leota Stevens

Domingo, Apocalipse 4:1–6a


A narrativa nessa passagem revela um relance da grande-
za dos céus onde Cristo está assentado em seu trono. A beleza
de tirar o fôlego deste lugar real é difícil de entender comple-
tamente com nosso tipo de capacidade sensorial. Talvez esta
seja uma das razões pelas quais a Palavra de Deus promete
que teremos um novo corpo. O céu será maravilhoso demais
para nossos esqueletos mortais assimilarem.

Segunda-feira, Apocalipse 4:6b–11


Eu não posso explicar racionalmente a descrição das
bestas nesta passagem, e eu não estou muito certo sobre quem
são os vinte e quatro anciãos nesta cena. Entretanto, eu sei
que Aquele ao qual eles honram e veneram merece cada nota
de canção eterna. Jesus Cristo, o criador de todas as coisas, é
também o redentor daqueles que ele criou para o prazer de
sua companhia.

138
Isaías responde ao chamado de Deus - Isaías 6

Terça-feira, Gênesis 12:1–5


Abraão ainda era considerado jovem quando o Senhor
convocou-o a separar-se de sua família e terra natal e iniciar
uma aventura numa jornada de fé. Deus parece especializar-
se naquilo que aparenta ser impossível. Ele não pegou o casal
mais fértil para construir uma grande nação, mas empenhou
sua palavra de fazer apenas aquilo que nos prometeu. Eu pos-
so estar errado, porém acho, que realmente encanta coração
de Deus ser capaz de mostrar aos seus filhos o quão grande
realmente é seu Pai Celeste.

Quarta-feira, Gênesis 26:1–5


Eu adoro a honra de Deus. Ele é tão fiel e verdadeiro em
sua palavra. Mesmo nos tempos de estresse extremo e dificul-
dades, Deus é capaz de proteger e guiar aqueles que solicita-
mente buscam sua sabedoria e orientação. Acredito que Deus
estava impressionado com a obediência e fé em Abraão, e que
ele está impressionado com a obediência e fé em nossa vida,
pois estas mostram proximidade com a natureza e caráter de
Deus. Quando somos honrados, fiéis e obedientes a Deus, es-
tes traços refletem a sua própria imagem que está marcada em
nosso coração.

Quinta-feira, Juízes 6:11–23


Mais uma vez, o herói improvável torna-se o protago-
nista no plano desvelado de Deus. Gideão admitia ser um ho-
mem pobre e o último na casa de seu pai, e, ainda assim, Deus

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Lição 12 - Sábado, 20 de junho de 2009.

selecionou este indivíduo humilde para torná-lo um liberta-


ção para o povo escolhido. Deus não estava preocupado com
bravura, mas desejava um coração que estivesse diante dele,
um coração que estivesse ansiando por obedecer.

Sexta-feira, Juízes 6:36–40


Eu gosto muito desse personagem chamado Gideão. Ele
era o tipo de pessoa que colocava todos os pingos nos “is”!
Gideão desejava ter certeza de que era Deus quem estava
chamando-o a liderar a batalha contra o inimigo. Ele estava
temeroso, mas queria estar certo de que era Deus o chamando
para a ação. Eu acho que tendemos a ser muito como Gideão,
especialmente quando Deus nos pede algo muito difícil de fa-
zer. Graças a Deus, temos as Escrituras Sagradas para buscar
por orientação até mesmo nas situações mais perplexas.

Sábado, Isaías 6:1–8


O profeta Isaías teve uma experiência envolvendo a pre-
sença da santidade de Deus. Esta experiência serviria bem
para nós. Para permanecer em reverência ao Senhor, e enxer-
gar nossa iniquidade diante de um criador sem pecado, ajuda-
nos a entender como somos privilegiados de sermos chama-
dos e amados por ele. O que podemos fazer para pagar por
seus atos de misericórdia em nosso benefício? Nada! Nosso
papel é o de aceitação e disponibilidade: aceitando sua graça e
rendendo-se ao seu chamado, seja esse qual for.

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Isaías responde ao chamado de Deus - Isaías 6

Estudo Estudo Adicional Devocional


Isaías 6:1–8 Isaías 6 Apocalipse 4

Verso áureo
Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: “A quem
enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui,
envia-me a mim” (Isaías 6:8).

Núcleo da lição
Algumas pessoas podem ser levadas a desistir de um
modo de vida e a realocar-se com a finalidade de cumprir
seus compromissos. O quanto estamos dispostos a sacrificar-
nos por um compromisso? Isaías respondeu ao chamado de
Deus ao compromisso, desistindo de tudo e indo adiante.

Questões para o estudo do texto


1. O que é um serafim? Qual o papel que os serafins têm na
visão que Isaías tem de Deus?

2. Nós lemos que o templo estava cheio do séquito de Deus


(versículo 1) e também com fumaça (versículo 4). O que
representam estes itens?

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Lição 12 - Sábado, 20 de junho de 2009.

3. Qual foi a reação de Isaías à visão de Deus? Por que ele reagiu
desta maneira? Você compartilha as preocupações dele?

4. O que os serafins fizeram em resposta às preocupações de


Isaías? As suas preocupações são dirigidas a alguém em
especial, como eram as de Isaías?

5. O Senhor desejava enviar alguém numa missão especial


(versículo 8). Qual era a missão e quem eram as pessoas
certas para esta missão?

6. Por que você acha que Isaías reagira positivamente ao


chamado de Deus?

142
Isaías responde ao chamado de Deus - Isaías 6

7. Para Isaías ser bem-sucedido em sua missão ele precisa-


va fazer algumas mudanças significativas na vida dele. O
que estas mudanças acarretariam?

8. Você sente que Deus o está chamando para uma missão


especial, assim como aconteceu com Isaías? Quais mu-
danças seriam necessárias com o intuito do cumprimento
desta missão? Quais recursos que você possui o ajudarão
a fazer estas mudanças? Que recursos estão lhe faltando
atualmente? Quem pode lhe providenciar estes recursos?

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Lição 12 - Sábado, 20 de junho de 2009.

Entendendo e vivendo
Nick Kersten

Uma tendência recente na literatura entre os contistas de


primeira linha fez da frase “Fui mudado pelo que vi” parte
da nossa linguagem cotidiana. Com toda a beleza e tragédia
em nosso mundo, não há carência de coisas para se ver. Al-
gumas pessoas viram coisas tão lindas ou arrebatadoras que
eles anunciam ao mundo que nunca mais serão os mesmos. A
história está cheia de descrições daqueles que viram o inima-
ginável e foram mudados para sempre. Talvez a mais pene-
trante destas descrições sejam as daqueles que viram a Deus.
Na Bíblia, existem muitas dessas descrições, porém entre as
mais conhecidas está aquela do profeta Isaías.

Além do sagrado
No sexto capítulo de Isaías, o mesmo relata que “viu o
Senhor”. Nós não devemos fazer vistas grossas para esta aber-
tura de enunciado. Clamar ter visto a Deus não é o mesmo que
clamar ver qualquer outra entidade. Ver a Deus é uma experi-
ência especial e perigosa. Em Êxodo, quando Moisés pede para
vê-lo, Deus responde que “Não poderás ver minha face, por-
quanto homem nenhum verá a minha face e viverá” (Êxodo
33:20. NIV). As histórias no restante da Bíblia demonstram a
verdade das palavras de Deus: Cada pessoa nas Escrituras que
relata ter visto a Deus, sem exceção, teme por sua vida. Não é
pouca coisa estar na presença de Deus. Isaías descreve a cena
no versículo 1, nada do séquito de Deus encher o templo, e sim
uma referência ao tamanho relativo de Deus. (O templo era
o maior prédio que Isaías já tinha visto.) Ainda, Deus é tanto

144
Isaías responde ao chamado de Deus - Isaías 6

superior quanto é louvado. Enquanto que nós freqüentemente


pensamos naquelas palavras em relação a Deus, não conside-
ramos quais seus significados. Certamente que não houve en-
cobrimento da parte de Isaías ao usar tais palavras. Para ver
algo e imediatamente reconhecer que aquilo é superior e lou-
vável, diz algo importante sobre o objeto da descrição.
Isaías continua e descreve uma hoste de serafins (anjos)
que estão servindo a Deus. Eles estão cobrindo suas faces
e pés na presença de Deus. Esta cobertura do rosto e pés é
sinal de humildade.
Enquanto isso, os serafins começam a cantar uma músi-
ca que é familiar para muitos: “Santo, santo, santo é o Senhor
Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir”.
Nesse momento, o templo estremece e há fumaça ao redor. A
repetição da palavra “santo” na canção dos anjos serve como
modificador ou multiplicador do termo sendo repetido, então,
neste caso em particular, Isaías não está somente na presença
de um Deus santo. Nem está na presença de um santo, santo
(santo multiplicado por santo) Deus. Ele está na presença de
um Deus tão santo que usar a palavra apenas duas vezes é fa-
zer uma descrição completa e sofridamente imprecisa.

O peso esmagador da santidade


Isaías reage a essa inacreditável santidade do único jeito
que pode – temendo por sua vida: “ Ai de mim! Pois estou
perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito
no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram
o rei, o SENHOR dos exércitos” (versículo 5, NIV). Nós pode-
mos perguntar por que Isaías reagiria dessa maneira. Deus dá
visões com o intuito de matar aqueles que as recebem? Isaías

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Lição 12 - Sábado, 20 de junho de 2009.

fez alguma coisa inapropriada para temer tanto por sua vida?
É provável que a resposta correta não envolva nada mais do
que a santidade de Deus. Na presença de Deus, todas as inde-
cisões e transgressões de Isaías tornaram-se aparentes rapida-
mente. As próprias palavras de Isaías dão uma indicação dis-
to quando nota que tanto ele quanto todos na sua nação são
impuros. Ficar diante de Deus traz a verdade à luz: somente
Deus é santo, e vê-lo é saber como a humanidade é profana.
Em resposta ao clamor de Isaías, nós podemos esperar
que Deus providencie conforto a ele na forma de um tipo
de palavra de encorajamento, porém existe somente silêncio
vindo do trono. Aparentemente, Isaías havia julgado corre-
tamente a situação e sua única conseqüência possível – sua
destruição. Ainda que Deus não tenha deixado Isaías ser des-
truído. Em vez disto, ele envia um serafim recolher uma brasa
do altar para tocar os lábios de Isaías – exatamente a parte do
corpo que Isaías declarara como impura. Após a brasa tocar
seus lábios, o serafim pronuncia que a culpa de Isaías foi tira-
da dele e que seu pecado havia sido expiado. A ação de limpe-
za de Isaías vem de Deus, não de Isaías, e agora ele tinha sido
limpo, nós descobrimos o propósito para esta visão.

O chamado
Revendo a razão para a visão, Deus faz dois questionamen-
tos: “a quem enviarei, e quem há de ir por nós”? (versículo 8a).
A reação de Isaías não é surpresa, por duas razões. Primeira,
Isaías havia acabado de ter uma experiência na qual Deus dera-
lhe um presente bastante especial. É uma reação natural servir
um Deus que poupou sua vida e o abençoou. Segunda, e talvez
a razão mais direta, não há indicação no texto de que alguém

146
Isaías responde ao chamado de Deus - Isaías 6

(além do serafim) esteja presente para ser voluntário. Ainda,


Deus concedera a Isaías a oportunidade de responder ao seu
chamado, e o profeta escolheu agarrar esta oportunidade.
Depois deste chamado, Deus informa a Isaías que sua ta-
refa é a de servir como porta-voz de Deus até o povo estar tão
familiarizado e sem reação com sua voz que o ignorariam por
completo. Esta não é exatamente a mais encorajadora missão
a ser dada. A pergunta que Isaías faz em resposta é também
completamente inteligível: “Até quando Senhor?” E respon-
deu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habi-
tantes, e as casas sem moradores e a terra seja de todo assola-
da. Ainda assim, não temos indicação de que Isaías tenha se
afastado de sua tarefa, e supostamente ele foi serrado ao meio
pelo Rei Manassés muitos anos depois. Sua devoção à tarefa
que lhe foi dada, apesar de ser uma tarefa muito desprazerosa,
foi abastecida pela visão do Deus santo ao qual ele servia.

Não importa o que, nem onde


A experiência de Isaías com Deus demonstra lições im-
portantes sobre quem Deus é e como nós devemos segui-lo.
Primeira, devemos reconhecer que o primeiro ato aqui foi
feito por Deus. Foi Deus quem escolheu Isaías. Segunda, de-
vemos reconhecer que nosso Deus é santo e soberano. Disto,
também precisamos reconhecer, em nós mesmos, que nunca
seremos completamente capazes de fazer o que Deus exige de
nós, mas o Senhor nos prepara para ir e fazer o que ele nos
chamar a fazer. Essa é a missão dele, sua força e seu Reino.
Tudo o que é exigido de nós é que, assim como Isaías, faça-
mo-nos disponíveis para aquilo que Deus nos chamar a fazer.
Enfim, todos devemos reconhecer que, mesmo se formos cha-

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Lição 12 - Sábado, 20 de junho de 2009.

mados para uma missão difícil ou desprazerosa, temos acesso


a um Deus poderoso através do nosso Salvador, Jesus Cristo,
que também opera em nós.

Dicas para os professores

Objetivos da lição
1. Descobrir a motivação para o comprometimento de Isaías.
2. Ajudar os estudantes a explorarem os limites do compro-
misso e a identificarem as circunstâncias nas quais eles
podem estar ansiosos por ultrapassá-los.
3. Ajudar os estudantes a agirem no presente além dos limi-
tes de seus compromissos com Deus.

Atividade pedagógica
Compartilhe histórias de fé sobre as maiores mudanças na
vida: casamento, mudança de emprego, mudança de casa, etc.

Revisando
Compromisso é um assunto complexo. Com qual faceta
do compromisso você está lutando ultimamente?

148
COLABORADORES

Meditações Diárias sobre a Bíblia

Jennifer Lewis Berg faz parte da Igreja Batista do Séti-


mo Dia localizada em Riverside. Ela trabalhou, por mais de
trinta anos, como orientadora e professora de coro musical.
Leota Stevens leciona na Igreja BSD de Riverside. Ela
tem a honra de ser esposa de David Stevens e mãe de seis
adolescentes estimados. Leota preside uma campanha nacio-
nal que incentiva o plantio de rosas e composição de cartas,
restaurando a beleza natural e restabelecendo a esperança ao
coração daqueles cuja vida e propriedade foram gravemente
prejudicadas pelos furacões Katrina e Rita.

Entendendo e Vivendo

Scott Hausrath é pastor da Igreja Comunitária de Foo-


thill, uma congregação Batista do Sétimo Dia na cidade de
Montrose, no Estado americano da Califórnia.
Nick Kersten é um historiador formado em Bibliote-
conomia, membro da Sociedade Histórica Batista do Sétimo
Dia. Além disso, Nick é um estudante seminarista. Ele vive e
trabalha na cidade de Janesville, no Estado de Wisconsim, nos
Estados Unidos da América e freqüenta a igreja BSD Milton.

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VERSÕES DA BÍBLIA

NASB. THE NEW AMERICAN STANDARD BIBLE®, Co-


pyright © 1960, 1962, 1963, 1968, 1971, 1972, 1973, 1975, 1977,
1995 pela Fundação Lockman. Utilizado com autorização.
NVI Todas as citações indicadas com a sigla NVI foram ex-
traídas da NOVA VERSÃO INTERNACIONAL. Copyright
1993, 2000 da Sociedade Bíblica Internacional. Todos os di-
reitos reservados.
RC VERSÃO REVISTA E CORRIGIDA DE JOÃO FERREI-
RA DE ALMEIDA. Rio de Janeiro: Imprensa Bíblica Brasi-
leira, 1967. Direitos reservados.
RA Os “Versos áureos” e as demais citações bíblicas sem in-
dicação da versão foram retirados da VERSÃO REVISTA E
ATUALIZADA DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA. 2ª edi-
ção. Copyright 1983, da Sociedade Bíblica do Brasil.
NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Barrueri
(SP): Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.
BV A BÍBLIA VIVA. Segunda Edição. São Paulo: Mundo
Cristão, 2002.

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