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Escola Bíblica

D eus
D eus
As Lições Bíblicas e Leituras estão baseadas nas Lições Bíblicas
Internacionais para o Ensino Cristão, (International Bible
Lessons for Christian Education) copyright © 2005.

“The Helping Hand” é publicado trimestralmente pela:


Seventh Day Baptist Board of Christian Education, inc.
P. O. Box 115, Alfred Station
New York, 14803-0115.
Publicado no Brasil com a Devida Autorização e
com todos os Direitos Reservados Pela:
Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira
Rua Dr. Pamphilo de Assumpção 542 - Curitiba/PR
e-mail: secretaria@cbsdb.com.br / www.cbsdb.com.br

Tradução:
Filipe M. Cerqueira

Revisão de Texto:
José Tarcísio Barbosa
Josiane Marcelo (IBSD Canoinhas)
Raquel de Carvalho (PIB7 Curitiba)

Revisão Teológica:
Pr. Jonas Sommer

Capa:
João Paulo Delfino da Silva
IBSD de João Pessoa/PB

Impressão:
Viena Gráfica e Editora
www.graficaviena.com.br

Tiragem:
1.400 exemplares

Título original em inglês deste volume:


“The Inescapable God”
Quando houver diferenças entre a versão em inglês e em português da The
Helping Hand, a versão em inglês representa a língua original do autor.
Deus Inescapável

Estudos Bíblicos para a Escola Bíblica Sabatina

Andrew J. Camenga, editor

1ª Edição
Curitiba, 2011
CBSDB
D2617d CAMENGA, Andrew J.
Deus Inescapãvel. Estudos Bíblicos para a Escola Sabatina /
Andrew J. Camenga, editor; Tradução de Filipe M. Cerqueira
- Curitiba/PR: CBSDB, 2011.
160 p. ; 21 cm.

1. Estudos Bíblicos. I. Andrew J. Camenga. II. Tradução de


Filipe M. Cerqueira.

CDD 220
Sumário
Editorial........................................................................07

UNIDADE I
DEUS REVELA

1. Revelação de Deus a Moisés – Êxodo 3......................11

2. Aliança de Deus com Israel – Êxodo 20.....................21

3. Deus versus “deuses” – Êxodo 32 ..............................31

4. Deus Faz uma Promessa Maravilhosa – Êxodo 34.........41

UNIDADE II
DEUS SUSTENTA

5. A Majestade de Deus e a Dignidade Humana – Sl.8..53

6. A Lei de Deus Sustenta – Salmo 19..........................63

7. Deus Provê Refúgio – Salmo 46:1-7.........................73


8. Deus se Encarrega – Salmo 47....................................83

9. A Presença de Deus Conforta e Tranquiliza – Sl. 63......93

UNIDADE III

DEUS PROTEGE

10. Deus é Tremendo – Salmo 66............................107

11. Deus é Eterno – Salmo 90...................................119

12. Deus Livra e Protege – Salmo 91.......................129

13. Deus é Onisciente – Salmo 139............................141

Versões Bíblicas............................................................151

Obras Citadas ..............................................................152

Colaboradores........................................................153

Próximo Trimestre.........................................................155
Editorial
Às vezes, quando pensamos que conhecemos bem
a alguém, tendemos a perder de vista algumas das suas
maravilhosas qualidades e características. Vez por ou-
tra, vale a pena parar e tentar vê-las novamente, através
de um “novo olhar”. Quando fazemos isso com nosso
cônjuge, corremos o risco de nos apaixonar novamente.
Neste trimestre, lhe encorajamos a ter um outro
olhar sobre Deus. À princípio, isso pode parecer um
pouco elementar. Quero dizer, afinal, temos sempre o
conhecido. Mas, uma das caracterísiticas mais brilhan-
tes acerca de Deus é que ele está além do nosso conheci-
mento. Sendo assim, sempre podemos descobrir coisas
novas sobre ele, ou redescobrir àquelas que já temos ci-
ência de uma maneira nova.
Junte-se a nós enquanto somos relembrados de
como Deus se revelou a seu povo escolhido, os israelitas,
em passagens-chave do livro do Êxodo. Compreenda a
sua aliança. Compare-o com outros deuses. Lembre-se
de suas promessas. Revisite alguns dos seus salmos fa-
voritos, à medida que nos alegramos em Deus nos sus-
tentar com seu poder protetor. Alegre-se, cante, chore,
prostre-se com o rosto no chão, em reverência e admira-
ção ao ficar face-a-face com o seu Deus.
7
Estamos muito animados com a jornada que
está à frente de cada um de vocês. Que o seu “primei-
ro amor”seja renovado durante este trimestre. Estude,
alimente-se, contemple, concentre-se e divirta-se!

Que Deus abençoe seu estudo da Palavra.

Em Cristo,

Pr. Andrew J. Camenga

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UNIDADE I

Deus Revela
Os propósitos destes estudos bíblicos são:

1. Fornecer a adultos e jovens um estudo trimestral


para uso pessoal ou em grupo, para ganharem um
conhecimento continuamente renovado da Bíblia,
crenças cristãs, e vida na igreja, particularmente
nas características dos batistas do sétimo dia.

2. Habilitar o estudo das convicções cristãs para de-


senvolver as habilidades dos alunos em comparti-
lhar sua fé.

3. Fortalecer a apreciação da herança batista do séti-


mo dia e a convicção das verdades do sábado.

4. Educar os aspectos morais e espirituais do viver di-


ário e da tomada de decisões.

5. Fornecer recursos para devocionais diárias.

6. Encorajar o ministério educacional dos batistas do


sétimo dia ao em todo o mundo.
A Revelação de Deus
a Moisés
Êxodo 3

Meditações Bíblicas Diárias


Peggy Chroniger
Domingo – Lucas 20:34-40
Nossa família teve o privilégio, no ano passado partici-
par da cerimônia de casamento de um jovem membro da fa-
mília, uma celebração de Bodas de Ouro e outra de Diamante.
A alegria e o amor mostrados através de Cristo em todos os
três casais eram os mesmos. Imagine sentir-se da mesma ma-
neira sobre seu cônjuge nos dias do seu 50º e 60º aniversário
de casamento! Sentir o mesmo amor e emoção de quando se
casou! Jesus disse que nossa alegria no céu será maior que isto!
Oremos hoje para que continuemos nos sentindo da mesma
maneira sobre o nosso relacionamento com nosso cônjuge e
com nosso Deus a cada dia.

Segunda – Números 23:18-26


Balaão expressou seu entendimento de que não tinha
escolha a não ser obedecer a Deus (versículos 20 e 26). Deve-
mos também obedecê-lo e saber que não podemos mudar sua
mente a respeito de quando ou como ele abendiçoará a nós e
A Revelação de Deus a Moisés
a outros. Balaão abençoou Israel mesmo quando Balaque não
achava que eles deveriam ser abençoados. Quando vemos Deus
abençoando aqueles que, em nossa opinião, não merecerem es-
sas bênçãos, devemos ponderar naquilo que ele vê como digno
de bênção. Oremos, hoje, por aqueles que nós não vemos como
merecedores da bênção de Deus.

Terça – Salmo 62:5-12


Nossa força vem somente de Deus. Às vezes, tentamos
obter força de outras pessoas ou de outras fontes. Mas, nossa
força vem somente do Senhor. Davi apelou para que confiás-
semos em Deus em todo o tempo. Quando nossa vida parece
estar indo na direção correta, não podemos nos dar ao luxo de
nos esquecermos de onde veio essa direção. Quando pensamos
que Deus não está presente, devemos nos lembrar de esperar
em silêncio por ele. Oremos, hoje, pela sabedoria e habilidade
de permitirmos que nossa força venha somente de Deus.

Quarta – João 3:31-36


Deus usa seu Filho para falar conosco. Ele tem prazer
em colocar as palavras certas em nossos lábios, de forma que
possamos ensinar aos outros sobre ele. O Senhor fornecer-
nos-á estas palavras em abundância para que proclamemos
que todos os que crerem nele terão a vida eterna. Estas palavras
devem ser usadas para levar outros a um relacionamento mais
próximo com Deus. Aqueles que as usam estas palavras dis-
torcidamente xperimentarão a ira de Deus. Oremos, hoje, por
nossos pastores e líderes, e por nós mesmos, para que possamos
estar usando a Palavra de Deus para sua glória.

Quinta – Êxodo 3:7-12


Você já perguntou: “Por que isto está acontecendo co-
migo?” Eu ouvi certo pastor questionar: “Com quem você pre-
feriria que isso acontecesse?”. Moisés poderia ter respondido
12
Lição 1 - Sábado, 09 de Abril de 2011.
com uma lista de nomes. Mas Deus encorajou-o assegurando-
lhe que tinha uma solução para o problema de Israel. Como
Moisés, nós, às vezes, questionamos o chamado ou a resposta
de Deus ao nosso clamor. Podemos aprender desta passagem
que ele conhece nossos sofrimentos e ouve nosso clamor. Deus
nos assegura que está conosco. Oremos, hoje, por aquilo que
Deus está nos chamando para fazer por ele.

Sexta – Êxodo 3:16-22


Você já teve que estar em algum lugar onde não queria
estar de verdade? Você tenta pensar em todas as formas para
sair da situação, mas não há saída. Quando a reunião ou a pa-
lestra entediante finalmente acaba, sentimos grande alívio por
podermos sair. Imagine a situação dos israelitas presos como
escravos no Egito, sem saída. Imagine o alívio deles em poder,
finalmente, sair do Egito. Deus prometeu intervir em favor de-
les e assim o fez. Oremos, hoje, por aqueles que precisam do
livramento de Deus.

Sábado – Êxodo 3:1-6, 13-15


Ao visitarmos uma família em sua nova casa, surpre-
endi-me com os carpetes incrivelmente limpos. Contaram-me
que eles estavam lá há anos e que os donos anteriores tinham
cinco filhos, que sempre tiravam os calçados ao entrar e co-
miam apenas na cozinha, ou na sala de jantar. Podemos dizer
que tratavam as áreas com carpetes como terra “sagrada” (ou
separada). Ao voltar àquela casa na semana seguinte, os carpe-
tes já não estavam tão limpos.
O que você vê como seu solo santo? Você trata essas áre-
as de sua vida com cuidado e reverência especiais? Deus está
no meio disso? Ore para que seu “solo santo” esteja no centro
daquilo que é importantes para Deus.

13
A Revelação de Deus a Moisés
Estudo Contexto Devocional
Êxodo Êxodo Lucas
3:1-6, 13-15 3 20:34-40

Verso Áureo
“Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de
Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu
o rosto, porque temeu olhar para Deus.” (Êxodo 3:6)

Núcleo da Lição
Todos já experimentamos a surpresa de alguém cha-
mando nosso nome, alguém cuja voz não reconhecemos.
O que acontece conosco quando ouvimos esta voz desco-
nhecida? Quando Moisés ouviu a voz de Deus, respondeu
dizendo: “Eis-me aqui”. Então escondeu sua face porque
estava com medo.

Questões para o Estudo do Texto


1. Onde Moisés estava quando este episódio aconteceu?
Você consegue descobrir algo significativo sobre este lu-
gar?

2. Por que você acha que Deus apareceu para Moisés neste
momento e neste lugar, e não enquanto Moisés ainda es-
tava no Egito?

14
Lição 1 - Sábado, 09 de Abril de 2011.
3. Três vezes neste capítulo Deus se identificou como “o
Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” O
que esta referência significava para um israelita naquele
tempo?

4. Por que você acha que Deus falou com Moisés do meio de
uma sarça ardente? Que simbolismo você vê nisso? Por
que Deus se referiu à área próxima da sarça como “solo
santo”?

5. Por que Moisés questionaria suas qualificações para li-


derar Israel para fora do Egito, ou se o povo o ouviria ou
não se ele fosse lá (recorde Êxodo 2:14)? Por que ele era
exatamente a pessoa certa para o trabalho?

6. Quando Deus lhe chamou para completar uma tarefa em


particular? Ele teve que fazer algo espetacular para cha-
mar sua atenção? O que podemos aprender sobre seguir
o chamado divino a partir da experiência de Moisés?

15
A Revelação de Deus a Moisés
Entendendo e Vivendo
JoAnne Kandel

Pronto para a tarefa?


Há vinte anos, meu esposo e eu nos tornamos os pais
de uma criança com deficiência de desenvolvimento. Nossa
filha, Martha, tem uma rara desordem cromossômica que
causa vários problemas físicos e mentais. É claro, há mui-
to tempo deixamos de observar seus problemas específicos
para vê-la como uma criança que faz o que a maioria das
outras fazem: brincar, assistir a DVDs e fazer amigos. Neste
ponto de nossa jornada, aceitamos Martha por quem ela é.
Mas nem sempre foi assim. Levou um longo tempo, mui-
tos anos na verdade, para aceitar meu papel como mãe de
Martha.
Antes de me tornar uma “mãe excepcional,” pensava
que pessoas com filhos com deficiências eram sempre pa-
cientes, abnegadas e estavam dispostas a passar cada hora
cuidando de seus filhos, enquanto simultanea e bravamen-
te lutavam por causas em benefício de pessoas com defici-
ência. Não sei de onde tirava estas ideias loucas, mas elas
certamente não tinham base alguma na realidade e não se
encaixavam com minha própria personalidade. “Então,”
argumentei, “se eu não sou igual à minha imagem do que
a mãe de alguém excepcional deve ser, então, Deus deve ter
cometido um erro!” Parece tolo para mim agora, mas pas-
sei alguns anos discutindo com Deus sobre seu erro ao me
escolher para esta difícil tarefa.
O que vejo agora é que Deus chama pessoas para
tarefas específicas e então fornece treinamento “ao vivo”.
Qualquer que fosse a quantidade de treinamento que rece-
16
Lição 1 - Sábado, 09 de Abril de 2011.
besse não seria o suficiente a fim de me preparar para os
desafios envolvidos em ser a mãe da Martha. Mas Deus de
fato me escolheu para o trabalho e não cometeu um erro.
O processo de criá-la tem desenvolvido minhas habilidades
maternais, afiado minhas habilidades de liderança e causa-
do crescimento espiritual em mim, que não poderia ter vin-
do de nenhuma outra forma. Ainda sou uma mãe um bo-
cado impaciente às vezes, mas consigo agora ver a sabedoria
de Deus em me dar uma filha que é simplesmente perfeita
para nossa família.

O Chamado de Moisés
Moisés não foi solicitado a ser pai de uma criança
deficiente, mas Deus o presenteou com uma tarefa muito
desafiadora e assustadora – ir ao Egito e resgatar os filhos
de Israel das mãos de Faraó. Muito embora Moisés estivesse
despreparado para o que Deus lhe estava pedindo, com a
direção e assistência divinas, ele amadureceu e cresceu no
papel de líder com o tempo. Mas, primeiramente a reação
de Moisés foi quase a mesma que a minha: “Quem, eu?
Acho que o Senhor está equivocado!” Talvez, seja por isso
que Deus escolheu a forma dramática de falar do meio de
uma sarça ardente para chamar a atenção de Moisés. Deus
queria ser muito claro sobre quem estava chamando e qual
missão estava envolvida.
Moisés estava pastoreando ovelhas, longe dos holo-
fotes, muito distante do Egito, onde fora criado. Ele prova-
velmente não queria ter nada a ver com o Egito, porque da
última vez que estivera lá, perdeu o controle e matou um
homem. Não somente isso, mas Moisés sabia, vivendo na
casa do rei egípcio. Que tipo de governante o Faraó era? Ele
não era um cara legal, que abriria mão dos escravos sem
uma briga feia.
17
A Revelação de Deus a Moisés
Fortalecido para a tarefa
À medida que estudamos esta passagem em Êxodo
3, de que maneiras Deus provê encorajamento e confiança
a Moisés para fortalecê-lo para a execução da tarefa que lhe
fora confiada?
Primeiramente, Deus chamou Moisés pelo nome (v.
4) para que ele soubesse que esta não era a sarça ardente
de outra pessoa. Não era um caso de identidade trocada.
Moisés podia estar certo que Deus o estava chamando es-
pecificamente porque tinha as habilidades e a experiência
necessárias para realizar o trabalho. Moisés vivera no Egito,
então entendia a cultura. Ele não era mais um menino, en-
tão, tinha sabedoria e maturidade para tomar decisões.
A segunda maneira pela qual Deus deu confiança a
Moisés foi revelando sua natureza. Deus se identificou como
o “Deus de teu pai [de Moisés]” (v. 6). Esta designação mos-
trou-lhe (e mais tarde aos egípcios) que ele não era nenhum
deus egípcio comum, mas o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Ele era um Deus com uma história. Porém, quando disse
“Eu sou o que sou” (v. 14), Deus mostrou sua natureza eter-
na. Porque ele é o “Eu sou,” Deus não tem princípio nem
fim. Ele simplesmente é. Moisés poderia confiar que o Se-
nhor estava presente no dia anterior e ainda estaria no dia
seguinte, porque ele é o Deus eterno.
A terceira maneira pela qual Deus deu confiança a
Moisés foi mostrando-se como um Deus compassivo. Ele
repetiu três vezes, em Êxodo capítulo 3, que ouvira o cla-
mor de seu povo sofrendo, que viria e os tiraria do Egito.
Enquanto Moisés mostrou seu respeito e reverência a Deus
removendo suas sandálias na presença dele, também soube
que Deus não era insensível, mas que tem compaixão pela
vida de seus filhos.
18
Lição 1 - Sábado, 09 de Abril de 2011.
Finalmente, Deus deu a Moisés direção clara dizen-
do-lhe especificamente o que aconteceria no Egito. Ele disse
“te enviarei a Faraó” (v.10), “eu serei contigo; depois de ha-
veres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte”
(v. 12), “e ouvirão tua voz” (v. 18), e “estenderei a mão” (v.
20). Estender a mão significava que Deus demonstraria seu
poder através do uso das pragas contra os egípcios.

Atentando para o chamado de Deus


Armado com o conhecimento de que ele fora cha-
mado especificamente pelo nome pelo compassivo, eterno
e poderoso Deus de seus pais, Moisés provavelmente estava
um pouco mais confiante de que o Senhor o ajudaria a se-
guir suas instruções, para o resgate dos filhos de Israel do
cativeiro egípcio. Com a direção divina, Moisés tornou-se
o grande líder que Deus queria que ele fosse. Ele foi bem
sucedido não apenas em tirar os israelitas do Egito, mas em
liderá-los por muitos anos.
Deus não chama a maioria das pessoas para ser pai
de uma criança com deficiência, ou para ser líder de uma
nação. Mas, ele chama a todos nós para tarefas importantes
e específicas. Ele chama cada um de seus filhos para traba-
lhar para ele. Se você escutar com cuidado, Deus lhe reve-
lará sua natureza e sua direção assim como fez com Moisés
na sarça ardente. E lhe equipará para cumprir qualquer que
seja a tarefa que o está chamando para realizar.

19
A Revelação de Deus a Moisés
Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Revisar como a identidade de Deus é revelada na história
do chamado de Moisés, na sarça ardente;
2. Acolitar os estudantes a se sentirem gratos pela disposi-
ção de Deus em falar conosco e nos chamar hoje;
3. Encorajá-los a desenvolverem e se comprometerem com
um plano para aprenderem como reconhecer e obedecer
à voz de Deus.

Atividade pedagógica
Faça com que os participantes listem desculpas da-
das com frequência para resistirem ao chamado de Deus
e compare-as com as de Moisés. Em grupos, falem sobre
questões ou dúvidas que vocês tenham sobre o chamado de
Deus em sua vida. Orem juntos para que todos no grupo
estejam sensíveis ao chamado de Deus na vida de vocês e
dispostos a obedecer.

Olhando Adiante
Moisés ouviu o chamado de Deus, liderando Israel
para fora do Egito. Através dos Dez Mandamentos, obser-
vamos a aliança de Deus com Israel e encontramos um per-
fil para construirmos um relacionamento de confiança em
Deus.

20
A Aliança De Deus
Com Israel
Êxodo 20
Meditações Bíblicas Diárias
Peggy
P Chroniger
Domingo – Salmos 119:73-77
Às vezes, é difícil ser cristão. Não-crentes observam
cada movimento nosso e esperam até que nos confunda-
mos ou caiamos sob o estresse de algumas das situações da
vida. Quanto mais permanecemos fiéis e confiantes, melhor
exemplo damos. Todo instante em que permanecemos fiéis
através de um momento difícil, aumentarmos nossa fé e isso
torna o enfrentamento de momentos difíceis mais fáceis nas
próximas vezes. Oremos, hoje, para que como cristãos seja-
mos bons exemplos, permanecendo fiéis a Deus durante os
momentos difíceis.
Segunda – Provérbios 7:1-5
Perder a visão é uma experiência transformadora.
As coisas que antes fazíamos sem pensar requerem ajuda de
outra pessoa. Será que nós, às vezes, também pensamos que
os mandamentos de Deus já “estão no papo”? Temos ciên-
cia da importância de guardá-los, porém também sabemos
que ele nos perdoará se nos desviarmos deles. Se pensamos
dessa forma, precisamos mudar a maneira como vemos os
mandamentos de Deus. Assim como perder a visão faz com
que se mude o estilo de vida e se peça ajuda, precisamos
A Aliança de Deus com Israel

mudar a forma como vemos os mandamentos e pedir a aju-


da celeste para guardá-los. Oremos, hoje, para que guarde-
mos os mandamentos de Deus e os mantenhamos em nosso
coração.

Terça – João 1:14-18


Como uma família cristã, temos tentado ensinar
nossos filhos sobre Deus, seus mandamentos e o quão im-
portante é guardá-los. Até que eles escolhessem aceitar um
relacionamento pessoal com Jesus Cristo, não poderiam
compreender sua graça. Os fundamentos que lhes demos
não podem ser esquecidos, porque são a base para ajudá-
los a compreender seu relacionamento com Jesus Cristo.
Semelhantemente, não podemos ignorar a base pavimen-
tada para nós por Moisés e como ela nos conduz ao nosso
relacionamento com Cristo. Oremos, hoje, por aqueles que
necessitam da graça de Deus e como podemos pavimentar
a base para eles.

Quarta – Romanos 10:5-13


Ensinar maneiras a uma criança pode ser frustrante
às vezes. “Diga ‘por favor’ quando quiser algo e ‘obrigado’
quando receber.” Fácil, certo? Quando esquecem as boas
maneiras e não pedem do jeito certo, não recebem o que
querem. Mas usar boas maneiras torna muito mais prová-
vel que uma criança vá receber o que estiver pedindo. Esta
passagem nos lembra que temos de dizer com nossa voz que
Jesus é o Senhor, e crer nisso em nosso coração a fim de re-
ceber a salvação. Oremos, hoje, para que sempre confiemos
em Deus de todo nosso coração e alma.

Quinta – Gálatas 2:15-21


Ir à escola requer seguir regras. Mas o propósito de ir
à escola não é seguir regras, mas obter educação. Se seguir-
mos as regras, estudarmos e fizermos os deveres, obtere-
22
Lição 2 - Sábado, 16 de Abril de 2011.

mos uma ótima educação. Se seguirmos as regras, mas não


fizermos os deveres, não teremos muito o que mostrar do
nosso tempo na escola. Seguir as leis de Deus é importante,
mas devemos ter fé em Jesus Cristo para sermos justificados
através dele. Oremos, hoje, para que aqueles que estão sim-
plesmente “seguindo regras” cheguem à verdadeira fé em
Jesus Cristo.

Sexta – Êxodo 20:12-21


“Como vocês querem que os outros lhes façam, fa-
çam também vocês a ele” (Lucas 6:31, NVI) – A Regra Áu-
rea, nós a ensinamos aos nossos filhos e depois a afastamos
de nossa própria vida. À medida, que lembro minhas filhas
dela, sou lembrada de devo tratar os outros. Esta ordenança
divina toca as áreas que precisamos considerar quando nos
relacionamos com nossos semelhantes. Moisés disse aos is-
raelitas que Deus viera para testá-los e enchê-los com um
senso de deslumbramento, a fim de que não pecassem (v.
20). Não é isto o que fazemos com nossos filhos quando lhes
ensinamos a Regra Áurea? Oremos, hoje, para sermos mais
conscientes de como tratamos os outros.

Sábado – Êxodo 20:1-11


Quando nos casamos, prometemos amar e cuidar
nos bons e maus momentos e sempre sermos fiéis um ao
outro. Esta é nossa aliança com nosso cônjuge. Deus espera
que mantenhamos nosso compromisso com ele, honrando
seus mandamentos. Nossa aliança com Deus concernen-
te ao nosso relacionamento pessoal com ele nos é exposta
nesta parte de seus mandamentos (v. 1-11). Ele espera que
o sirvamos, respeitemos e guardemos seu sábado. Oremos
para que estejamos honrando a Deus em tudo o que fizer-
mos neste sábado.
23
A Aliança de Deus com Israel

Estudo Contexto Devocional


Êxodo Êxodo João
20:1-11 20 1:14-18

Verso Áureo
“E Deus falou todas estas palavras: “Eu sou o SE-
NHOR, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da es-
cravidão. “Não terás outros deuses além de mim” (Êxodo
20:1-3).

Núcleo da Lição
As pessoas procuram por direção de alguém ou algo
em que possam confiar. Onde podemos encontrar um guia
confiável para nossa vida? Nos Dez Mandamentos, Deus
colocou instruções indispensáveis para a construção de um
relacionamento de confiança com ele.

Questões para o Estudo do Texto


1. Ponha a recepção de Israel aos Dez Mandamentos em
contexto, revisando brevemente Êxodo capítulos 14-19.
O que estava acontecendo nas vidas de Moisés e dos isra-
elitas neste tempo? Onde Êxodo 20 se encaixa no plano
de Deus para seu povo? Qual é o significado da afirmação
divina no versículo 2?

24
Lição 2 - Sábado, 16 de Abril de 2011.

2. Leia esta passagem em versões diferentes para ajudá-lo a


superar sua familiaridade. Algo que você não havia per-
cebido antes nos Mandamentos lhe saltou aos olhos?

3. Explique as diferenças práticas entre os Mandamentos


Um (v.3) e Dois (v. 4-6). Como podemos vivê-los hoje?

4. As pessoas frequentemente consideram toda linguagem


vulgar como uma violação do terceiro mandamento (v.
7). O que está sendo proibido de verdade neste versículo?
Há uma maneira na qual a linguagem tola poderia ser in-
cluída nisto? De que outras maneiras (por exemplo, sem
falar) tomamos o nome de Deus em vão?

5. Como achamos que o mandamento sobre o sábado (v.


8-11) se relaciona com os três primeiros?

25
A Aliança de Deus com Israel

Entendendo e Vivendo
Jerry Johnson

O Mandamento Guardando o Povo


Em 1995, comecei a trabalhar com as pessoas na Igre-
ja Evangélica Pine Street em Middletown, CT, nos Estados
Unidos. Havia um ancião experiente na igreja, Doug Wil-
son, que tinha cerca de 95 anos. Frequentemente nos reu-
níamos para oração, comunhão e estudo das Escrituras. Tí-
nhamos uma expressão favorita: “Somos o povo que guarda
os mandamentos.” Olhando para trás, creio que o irmão
Doug estava tentando me dizer, o quão importante é para
os cristãos viver de acordo com os princípios incorporados
nos Dez Mandamentos. Mas, confesso que tenho encontra-
do dificuldade em compartilhar Cristo com minha família.
Talvez isso tenha acontecido por uma abordagem arrogante
e legalista da minha parte. Como podemos compartilhar
com outros que somos um “povo que guarda os manda-
mentos” e que ainda assim somos salvos pela graça?
Os cristãos lutam com várias questões quando
abordam os Dez Mandamentos e, por causa disso, com
todos os mandamentos contidos em ambos os testamen-
tos. Qual é o papel da lei na vida do crente? Aqui estão
alguns pontos de discussão.
1. Efésios 2:8,9 quer dizer que a lei não passa de um
conjunto idealista de princípios?

2. Romanos 3 (especialmente v. 20) ensina que não


somos capazes de cumprir o padrão de justiça de
Deus perfeitamente. Então por que tentar?
26
Lição 2 - Sábado, 16 de Abril de 2011.

3. Jesus afirma a posição da Lei no Sermão do Mon-


te em Mateus 5:17-20. Em que sentido Jesus já
“cumpriu” a lei?

4. Jesus indica que ser um “povo que guarda os


mandamentos” é um sinal de lealdade, uma
questão do coração em João 14:15, 21.
John MacArthur provê uma boa perspectiva:
A fé obedece. A descrença se rebela. O fruto da
vida de alguém revela se essa pessoa é crente ou
incrédula. Não há intermediário. Meramente
conhecer e afirmar fatos separados da obediência
à verdade não é crer no sentido bíblico. Aqueles
que se apegam à memória de uma decisão de ‘fé’
tomada uma vez, mas não têm qualquer evidência
de que a fé continuou a operar na vida deles,
precisam atentar para o claro e solene aviso das
Escrituras: “Quem crê no Filho tem a vida eterna;
já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira
de Deus permanece sobre ele” (João 3:36 NVI).
(The Gospel According to Jesus, p. 178).

O Relato das Escrituras


Em Êxodo 19, Israel estava em seu terceiro mês após
a saída do Egito. A nação chegou ao Sinai, onde permaneceu
por onze meses (Números 10:11), na região sudeste desta
península. Deus chamou Moisés até a montanha (v. 3-6) a
fim de reafirmar sua aliança com o povo. Como de costume,
Deus recontou sua própria fidelidade para com eles através
de seu livramento e depois estabeleceu um acordo com eles
baseado na permanência deles como “um reino de sacerdo-
tes e uma nação santa” (v. 6). O povo respondeu, “Tudo o
27
A Aliança de Deus com Israel

que o Senhor falou faremos” (v. 8). A partir daí o povo foi
ordenado a se consagrar por dois dias inteiros, para estar
pronto a ouvir diretamente de Deus. Eles também foram
instruídos a não tocar a montanha ou fitar sua presença.
Moisés desceu a montanha e falou ao povo após este evento
extraordinário.
Deus estabeleceu sua autoridade com um preâmbu-
lo, “Eu sou o SENHOR teu Deus”, e um prólogo histórico,
“que vos tirei da terra do Egito...” A partir daí ele falou “pa-
lavras,” [hebraico: dabar] que conotariam estipulações. Em
um folheto, R. C. Sproul, comentou “Deus é o Rei-Suserano
de Israel, a quem o povo deve completa lealdade. A ausência
de penalidade indica que o Decálogo não é um código legal,
mas antes um documento fundamental de aliança” (The
Reformation Study Bible, p. 121). Um “código de aliança”
separado com leis e penalidades segue em 20:22-23:19.
Os primeiros quatro mandamentos emolduram o
relacionamento do homem com Deus, enquanto os outros
seis detalham nosso relacionamento com outras pessoas.
Em certo sentido, o quarto mandamento é uma ponte en-
tre esses dois tipos de relacionamentos. Os mandamentos
são também uma entidade completa, não um conjunto de
regras individuais, para Tiago 2:10,11 que nos lembra que
quebrar um é quebrar todos.
Os primeiros três mandamentos dizem respeito à or-
denança exclusiva de Deus quanto à lealdade deles. J. I. Pa-
cker notou, “no primeiro mandamento Deus disse a Israel
para servi-lo exclusivamente, não somente porque eles lhe
deviam, mas também porque ele era digno de sua inteira e
exclusiva confiança” (Knowing God, p. 268).
Concernente ao segundo mandamento, Pat Robert-
son observou que “o ídolo se torna o que quer que o adora-
dor desejar. Mas o ídolo nunca dará paz, nunca responderá
28
Lição 2 - Sábado, 16 de Abril de 2011.

aos anseios do coração, nunca preverá o futuro, e certamen-


te nunca conduzirá um adorador à verdadeira santidade”
(The Ten Offenses, p. 79). A sociedade moderna tem tantos,
se não mais, ídolos quanto Israel enfrentou em suas vizi-
nhanças pagãs.
Com respeito ao terceiro mandamento, muitos não-
crentes (e crentes despreocupados) desonram o Senhor com
suas palavras profanas. Contudo, muitos de nós desonra-
mos o nome dele com nossa vida. Paulo faz uma pergunta
pontual em Romanos 2:23: “Tu, que te glorias na lei, deson-
ras a Deus pela transgressão da lei?” O que é pior?
O quarto mandamento está conectado com os três
primeiros, com uma bênção adicionada em Isaías 58:14.
Robertson comentou: “Tenho adotado Isaías 58 como meu
próprio padrão. Tomo o repouso sabático toda semana. É
nesse dia, enquanto descanso e adoro a Deus, que seu Es-
pírito começa a iluminar, encorajar e me inspirar” (Ibid, p.
104). Manter um “ritmo de batalha” que inclua o Sábado é
difícil, mas a obediência é um reflexo de nossa lealdade a
Cristo que se renova.
À medida que você estudar o restante dos Dez Man-
damentos e aprender a aplicá-los em sua vida, não os leve
na brincadeira. J. Vernon McGee admoestou: “Se você
pensa que pode continuar a viver no pecado e quebrar os
Dez Mandamentos à vontade, então, meu amigo, você não
é salvo pela graça de Deus. Quando se é realmente salvo,
deseja-se agradar a Deus e se quer fazer sua vontade que é
revelada nos Dez Mandamentos” (Através da Bíblia, Êxodo
II, p. 180).

29
A Aliança de Deus com Israel

Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Identificar por meio dos Dez Mandamentos as manei-
ras pelas quais podemos construir um relacionamento de
confiança com Deus e com outros.
2. Tornar-se consciente de nosso relacionamento com o
único e santo Deus.
3. Desenvolver maneiras de adorar que reflitam devoção
completa a Deus.

Atividade pedagógica
Conduza uma discussão em grupos sobre quais
dos mandamentos os participantes acham o mais difícil
de acatar. Peça a grupos menores que discutam Gálatas
5 e outras passagens do Novo Testamento em que eles
possam achar relação com a lei, e determinar o quão
importante é para os cristãos guardar os Dez Manda-
mentos. Faça com que os grupos compartilhem suas
conclusões uns com os outros.

Olhando adiante
Deus demonstrou sua lealdade e devoção através de
sua aliança. Na próxima lição, descobriremos quão rapida-
mente os israelitas mostraram que eram incapazes de fazer
o mesmo.

30
Deus versus “deuses”
Êxodo 32
Meditações Bíblicas Diárias
Peggy Chroniger

Domingo – 1 Coríntios 10:1-11


Às vezes, quando ouvimos “não”, somos inclinados a
fazer aquilo que fomos ditos para não fazer. Normalmente,
sofremos as consequências quando desobedecemos, mas fa-
zemos mesmo assim. Ocasionalmente, precisamos ser lem-
brados destas consequências para que as evitemos. Aqueles
que nos lembram agem assim porque nos amam e não que-
rem nos ver feridos. O lembrete de Paulo em 1 Coríntios 10
é seguido pela promessa no versículo 13 que Deus não per-
mitirá que sejamos tentados além de nossa força. Sejamos
gratos a Deus, hoje, pelas rotas de escape que ele nos dá.

Segunda – 1 Coríntios 10:14-21


Quando era adolescente, meus pais tinham uma re-
gra, segundo a qual tínhamos que frequentar as reuniões do
grupo de jovens, e trabalhar para levantar fundos se quisés-
semos participar das atividades de lazer e dos acampamen-
tos. Nem todos os pais tinham essa regra. Alguns jovens e
adolescentes davam seu melhor no sábado e frequentavam
Deus versus “deuses”

nossas atividades, mas eram completamente diferentes


quando as víamos na escola durante a semana.
Quando olho para trás, percebo que bênção era ser
uma participante completa. Deus nos quer todo o tempo,
não apenas nas partes divertidas. Oremos, hoje, por aqueles
que ainda estão somente frequentando as atividades.

Terça – Salmo 135:13-18


Que tipo de ranhura seus ídolos têm? Teclados,
controles remotos, fones de ouvido, tela sensível ao toque?
Nossos dias estão cheios de adoração falsa a deuses vazios.
Deus é eterno, mas as coisas são temporárias. O que acon-
tece quando derruba seu telefone em uma poça de lama ou
derrama refrigerante em seu teclado? Gastamos tanta dis-
posição e energia consertando nosso relacionamento com
Cristo quanto providenciando a substituição de nosso tele-
fone ou do laptop? Oremos, hoje, para que reconheçamos o
Deus vivo e seu lugar em nossa vida.

Quarta – 1 João 5:13-21


A inocência e a sinceridade da oração de uma criança
é uma das coisas que mais gosto de ouvir. Elas oram ver-
dadeiramente crendo que Deus as está ouvindo e respon-
derá. Às vezes, penso que elas têm tanta certeza de que ele
as ouviu que nem mesmo se preocupam com sua resposta.
Frequentemente, deixo meus desejos pessoais se colocarem
no caminho de minhas orações fervorosas. Esqueço-me de
orar para que a vontade dele seja feita. Esqueço-me de escu-
tar suas respostas. Oremos, hoje, crendo que Deus ouvirá
nossas orações e as responderá conforme a vontade dele.

Quinta – Êxodo 32:15-24


Um dia a professora de artes contou-me que, minha
turma de jardim de infância tivera um momento particu-
32
Lição 3 - Sábado, 23 de Abril de 2011.

larmente difícil em sua aula. Enquanto estava retornando


para minha sala de aula, eu as ouvi cantando nossa canção
sobre serem bons uns com os outros e me agradei por terem
trabalhado em seus problemas. Mas, à medida que entrava
na sala descobri que metade da sala estava em um lado da
sala entoando a canção com seus dentes cerrados e seus pu-
nhos erguidos para a outra metade da classe. Eles pareciam
ter perdido o objetivo da música! Oremos, hoje, para que
caso nos iremos que não venhamos a pecar.

Sexta – Êxodo 32:30-35


Seus irmãos e irmãs na igreja lhe irritam quando não
agem como cristãos? Você está disposto a colocar sua vida
espiritual na brecha por seu irmão ou irmã quando estes
não agirem da maneira como deveriam como crentes? Se
não estiver, o quanto você realmente os ama? Moisés es-
tabelece para nós um exemplo, e Jesus nos dá um maior:
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato
de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”
(Romanos 5:8). Oremos, hoje, para que amemos nossos ir-
mãos e irmãs dessa forma.

Sábado – Êxodo 32:1-10


Há pessoas que vão de igreja em igreja procuran-
do ter suas necessidades supridas. Cada igreja que visitam
simplesmente não as satisfaz. Elas desperdiçam seu tempo,
talento e energia, que lhes são preciosos, procurando uma
igreja perfeita que existe somente na imaginação delas e não
pode ser encontrada. Então, continuam se movendo. No
processo, já ergueram seu próprio bezerro de ouro e sua fal-
sa imagem de adoração. Neste dia de Sábado, oremos para
que mantenhamos o único verdadeiro Deus como o centro
de nossa adoração.

33
Deus versus “deuses”

Estudo Contexto Devocional


Êxodo Êxodo João
32:1-10 32 5:39-47

Verso Áureo
“Muito depressa se desviaram daquilo que lhes
ordenei e fizeram um ídolo em forma de bezerro, cur-
varam-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios, e disse-
ram: ‘Eis aí, ó Israel, os seus deuses que tiraram vocês do
Egito’” (Êxodo 32:8, NVI)

Núcleo da Lição
Os compromissos de nosso tempo e energia de-
monstram onde está nossa devoção. O que é digno de
nossa dedicação completa e lealdade total? A história do
bezerro de ouro ilustra que Deus, e somente Deus, me-
rece nossa devoção e nossa lealdade.
Questões para o Estudo do Texto
1. Faça uma pesquisa para ver o que consegue descobrir so-
bre as práticas religiosas dos antigos egípcios. Como isso
era diferente do que Deus estava esperando dos israelitas?
Que influências a religião egípcia vemos proliferando no
meio dos israelitas, neste capítulo?

2. O que este episódio nos ensina sobre o caráter dos israe-


litas? O que ambas as respostas, de Deus e de Moisés, nos
ensinam sobre o caráter divino?
34
Lição 3 - Sábado, 23 de Abril de 2011.

3. Por que você acha que Moisés não concordou com Deus
em sua oferta de varrer Israel do mapa, começar nova-
mente do zero e fazer dele uma grande nação?

4. Como podemos reconciliar nossa convicção de que Deus


não muda com a afirmação no versículo 14 que “Então,
se arrependeu o Senhor do mal que dissera que havia de
fazer ao povo”?

5. Você sente-se da mesma maneira hoje sobre rebeliões? Se


sim, como nosso estudo de Êxodo 32 pode nos ajudar em
nossa busca por um viver santo?

35
Deus versus “deuses”

Entendendo e Vivendo
Charlotte Chroniger

Sob a Influência
O Egito era uma das civilizações antigas, ricas e
grandiosas. Muitos de nós temos visto os tesouros, pintu-
ras e outros achados arqueológicos desta cultura. Eles pra-
ticavam a adoração de muitos deuses, e viam as ações dos
deuses por trás de tudo, incluindo os elementos e forças da
natureza. Havia Ísis, doadora do alimento e da vida para os
mortos; Amom, o deus da criação; Horus, o deus-sol e o
símbolo da vida eterna; Osíris, o deus da vegetação; Seth, o
deus do mal; Rá, o pai dos deuses.
Pensava-se também que os faraós egípcios fossem
deuses, especialmente do Rio Nilo, que fluía regularmente
e dava muita água necessária para os desertos onde o povo
egípcio tentava cultivar. Grandes templos foram erguidos
para estes deuses, para o uso exclusivo dos faraós, sacer-
dotes e altos dignitários. As pessoas comuns tinham seus
próprios altares a deuses e estátuas (leia sobre Raquel e os
altares em Gênesis 31).
O povo de Deus viveu mais de quatrocentos anos na
cultura egípcia. Foram influenciados por suas circunvizi-
nhanças e estas pessoas com quem viveram e trabalharam,
mesmo quando clamaram ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó
para livrá-los dos anos de escravidão no Egito.
O povo hebreu experimentou o livramento mila-
groso de Deus. Eles testemunharam Deus – O Grande “Eu
Sou,” o Eterno, o Criador, o Senhor do Universo – usando
Moisés para realizar atos sobrenaturais e demonstrar para
Faraó e o Egito quem era o único Deus verdadeiro.
36
Lição 3 - Sábado, 23 de Abril de 2011.

Seguindo o Líder Errado


Durante a jornada de Israel para a Terra Prometida,
Deus os conduziu ao Monte Sinai (Horebe). Ali, ele deu a
Moisés leis e mandamentos para Israel seguir. Agindo assim,
eles poderiam começar a levar uma vida que fosse santa e
aceitável a Deus. Entre estes mandamentos estavam: “Não
terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20:3) e “Não
farás para ti ídolos” (Êxodo 20:4).
Infelizmente, Moisés não desceu da montanha em
tempo de entregar a mensagem de Deus ao povo, antes que
fosse tarde demais. Infelizmente, o homem que Deus en-
viara para ajudar Moisés, seu irmão Arão, não tinha o fun-
damento espiritual necessário para manter os israelitas nos
trilhos religiosos apropriados, enquanto Moisés estivesse na
presença de Deus no Sinai (Às vezes, as exatas habilidades
que formam um bom jogador em equipe fazem dele um lí-
der fraco).
Infelizmente, Israel era veloz em querer se voltar da
adoração ao Deus do Universo e venerar, em seu lugar, deu-
ses falsos e ídolos como seus vizinhos egípcios haviam feito.
Eles queriam uma forma visível do Deus invisível. Eles que-
riam um deus com uma face.
Arão foi rápido em honrar seu pedido (falo sobre
pressão de amigos!). Ele não somente fez um ídolo de ouro,
moldado como um bezerro (os deuses egípcios Hapi e Ha-
thov eram imaginados como um touro e um bezerro), mas
construiu um altar para este ídolo e declarou um banquete
de celebração do bezerro de ouro para o dia seguinte.

Criando Deus à Nossa Imagem


Muitos de nós servimos em posições de liderança em
nossas igrejas, nossos empregos, nossas comunidades ou até
mesmos em nossa família. Será que temos o fundamento
37
Deus versus “deuses”

necessário para defender o viver santo e justo, ou cedemos


sob pressão alheia e fazemos e dizemos coisas que desagra-
dam Deus ou vão contra sua Palavra? Temos a coragem e
a convicção para dizermos não, para alguém nos pedindo
que façamos algo que sabemos ser errado? Sabemos como
manter as pessoas focadas no único verdadeiro Deus, ao in-
vés de nos desviarmos para algo menor?
Aqueles de nós que trabalham com pessoas ou são
parte de um grupo, será que sempre pressionamos nossos
líderes a fazer algo porque é o que queremos e não neces-
sariamente porque é a melhor decisão para o grupo? Co-
locamos exigências em nossos líderes para forçá-los a agir,
sem primeiramente perguntar a Deus qual é seu plano para
nosso grupo? Sempre tentamos forçar a mão de Deus para
conseguirmos que ele faça o que queremos, esteja isso ou
não de acordo com a perfeita vontade dele para nós, nossa
família ou nossa igreja?
O Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus de Israel, o
Deus da Bíblia, o nosso Deus – é o ÚNICO Deus verdadei-
ro. Ele admite que é ciumento – queria que Israel adorasse
somente a ele. Ele quer que nós façamos o mesmo. Ele é o El
Shaddai – o Deus Todo Poderoso (Gên. 17:1); o El Elyon – o
Deus Altíssimo (Gên. 14:18); o El Roi – o Deus que vê (Gên.
16:13); o El Olam – o Deus Eterno (Gên. 21:33).
Este único e verdadeiro Deus nos criou à sua ima-
gem. E ainda assim gastamos tanto tempo e esforço ten-
tando “recriá-lo” à nossa imagem. Não podemos torná-lo
em uma forma criada. Não podemos moldá-lo ao nosso bel
prazer. Não podemos inseri-lo em nossas expectativas. Ele é
o Grande Eu Sou e não mudará. Ele sempre foi, é e sempre
será.
38
Lição 3 - Sábado, 23 de Abril de 2011.

Escolhendo Deus a deuses


Com que rapidez esquecemos de tudo o que Deus
tem feito por nós? Com que facilidade buscamos outros
deuses? Que falsos deuses estão nos impedindo de adorar
o único e verdadeiro Deus? Que falsos deuses podem estar
impedindo você de permitir que ele tenha controle sobre
sua vida inteira? Quais dos seguintes deuses têm influência
sobre você: luxúria, dinheiro, poder, fama, popularidade,
egoísmo, auto-piedade, orgulho?
Israel erroneamente reconheceu o bezerro de ouro
como o deus que os tirara do Egito. Nós reconhecemos o
único Deus verdadeiro como nosso libertador, nosso prote-
tor, nosso guia, nossa fonte de vida e bênção? Ou damos cré-
dito a outros deuses – nossos talentos e dons, nosso dinhei-
ro, nosso tempo, outras pessoas, coincidências? O único e
verdadeiro Deus do Universo tem sido fiel para conosco. Ele
merece em retorno nossa completa lealdade e devoção.

39
Deus versus “deuses”

Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Relembrar a história do bezerro de ouro como uma ilus-
tração da incapacidade de Israel de mostrar completa de-
voção e lealdade a Deus.
2. Conectar a ira de Deus pela adoração idólatra de Israel
com as consequências por nossa idolatria pessoal e cor-
porativa.
3. Desenvolver uma experiência de adoração que inclua
confissão de nossa idolatria e uma reafirmação de nossa
devoção e lealdade a Deus.

Atividade pedagógica
Peça aos seus alunos que listem alguns dos “deu-
ses” de nossa cultura – aquelas coisas que atraem nossa
devoção para longe do único Deus. Discuta estratégias
para resistir ao apelo destes “deuses”. A seguir discuta
como a adoração tem mudado com o passar dos anos
em sua igreja. Seu culto de adoração é centrado em Deus
ou nas pessoas? Como você pessoalmente adora a Deus?
O que lhe ajuda a adorar a Deus?

Olhando adiante
Diante da infidelidade, poderíamos esperar que
Deus desistisse de Israel. Ao invés disso, nós o vemos de-
monstrando que ele é firme, perdoador e fiel.

40
Deus Faz uma
Promessa Maravilhosa
Êxodo 34:1-10
Meditações Bíblicas Diárias
Peggy Chroniger
Domingo – Salmo 57:1-5
Uma cristã trabalhava em um ambiente muito secu-
lar. Certa feita, após um dia excepcionalmente difícil, lidan-
do com comentários anticristãos e conversas não-cristãs à
sua volta, ela estava andando até seu carro, olhou para cima
e viu um grande pássaro no céu. Isso a lembrou de Deus vi-
giando-a do alto e protegendo-a. Ela testemunhou que sen-
tiu grande conforto nessa visão e a guardou consigo a cada
dia enquanto ia trabalhar. Oremos, hoje, por aqueles que
precisam da presença de Deus em seu local de trabalho.

Segunda – Lamentações 3:22-26


Nossa família gosta de olhar os cervos alimentando-
se das macieiras em nosso quintal e das maçãs que caem no
chão. Quando chega o inverno e torna-se difícil para eles en-
contrar maçãs, então, às vezes, colocamos maçãs frescas em
nossa. Nem sempre os vemos, mas as maçãs desaparecem
toda manhã. Às vezes, a mão de Deus age assim. Nós não a
Deus Faz Uma Promessa Maravilhosa.

vemos diretamente, mas percebemos evidências de que ele


tem trabalhado. Oremos, hoje, por paciência enquanto es-
peramos que a fidelidade seja revelada.

Terça – Salmo 103:1-5


“Herança do Senhor são os filhos” (Salmo 127:3).
Quando nossos filhos são pequenos, cuidamos de todas as
suas necessidades, os protegemos do perigo e os amamos in-
condicionalmente. Perdoamo-lhes quando cometem erros.
O amor incondicional deles, em retorno, é a dádiva vinda
deles. Como filhos de Deus, temos esse mesmo cuidado e
proteção de nosso Pai Celestial. Nossa dádiva para ele deve
ser o mesmo amor que recebemos de nossos filhos. Oremos,
hoje, para que “não nos esqueçamos de seus benefícios.”

Quarta – Salmo 103:6-10


Todos nós já ouvimos contos de fadas com seus fi-
nais felizes para sempre. O herói e a heroína normalmente
têm que passar por alguns tempos difíceis, causados pelo
vilão, antes de chegarem ao “felizes para sempre”. A his-
tória poderia terminar de modo diferente se eles focassem
na vingança, em lugar do amor. Como crentes em Cristo,
imagine o quão feliz nosso final será se focarmos em nosso
amor a Deus e permitir que ele cuide do “vilão”. Oremos,
hoje, pela habilidade de sermos “tardios em irar”.

Quinta – Salmos 103:11-16


Nossa família estava dirigindo à noite, até nosso des-
tino em uma viagem longa. Estava muito escuro e conse-
guimos ver um espetacular relâmpago à nossa frente. Es-
peramos com certo medo e excitação enquanto dirigíamos,
esperando passar por uma forte tempestade. Mas, para nos-
sa alegria, ela estava distante e não precisamos enfrentá-la.
42
Lição 4 - Sábado, 30 de Abril de 2011.

Como motorista, eu era responsável por proteger minha


família. Senti a proteção de Deus nos rodeando e nos man-
tendo a salvo da tempestade. Oremos, hoje, para que Deus
com frequência mantenha a tempestade distante de nós.

Sexta – Salmo 103:17-22


Quando fazemos nossa leitura bíblica diária, em
família, às vezes, rimos com a maneira como um de nós
pronuncia uma palavra. O modo como pronunciamos certa
palavra pode mudar o significado da passagem. Como se
pronuncia a palavra “bendito”? Bêndito ou bendito? Não
importa como a dizemos, é isso o que Deus quer para nós.
Por causa de seu amor comprometido, o Pai enviou-nos seu
filho, Jesus, e somos benditos, ou “bênditos”. Oremos, hoje,
para que reconheçamos e recebamos suas bênçãos.

Sábado – Êxodo 34:1, 4-10


Você quebrou o vaso favorito de sua mãe. Ele per-
tencera à sua avó, e ela o prezava como às memórias de sua
bisavó. Sua mãe pega os pedaços do vaso, cola-os novamen-
te e abraça você. A restauração envolve duas partes, a ação
de uma pessoa quebrantada e disposta e a graça de Deus.
Romanos 10 declara que “se, com a tua boca, confessares
Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o
ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9).
Estas são as ações de uma pessoa quebrantada e disposta e
da graça de Deus.
Enquanto adoramos hoje, oremos para que sejamos
quebrantados e tornados dispostos.

43
Deus Faz Uma Promessa Maravilhosa.

Estudo Contexto Devocional


Êxodo Êxodo Atos
34:4-10 34:1-10 3:19-26

Verso Áureo
“E, passando o Senhor por diante dele, clamou:
Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo
e grande em misericórdia e fidelidade” (Êxodo 34:6).

Núcleo da Lição
As pessoas têm diferentes ideias sobre como seu
comportamento afeta relacionamentos. O quanto so-
mos responsáveis por nossas ações e o que esperamos
quando erramos? Diante da infidelidade de Israel, Deus
revelou a Moisés que é inabalável, perdoador e fiel.

Questões para o Estudo do Texto


1. O que Deus demonstrou tendo Moisés cortado um con-
junto de tábuas substituto e se apresentado no topo da
montanha?

2. Por que você acha que Deus proibiu a qualquer outra pes-
soa de subir com Moisés para encontrá-lo?

44
Lição 4 - Sábado, 30 de Abril de 2011.

3. Como Moisés reagiu ao estar face a face com o Deus To-


do-Poderoso? O que esta reação demonstrou em relação
à atitude de Moisés diante de Deus?

4. De que outras maneiras podemos expressar esta atitude?

5. Quais são as características que Deus revelou sobre si


mesmo nesta passagem? De que outras maneiras o Se-
nhor tem demonstrado estas características em sua vida?

6. Como Deus equilibra sua compaixão, bondade amorosa


e perdão com sua completa justiça?

45
Deus Faz Uma Promessa Maravilhosa.

Entendendo e Vivendo

Charlotte Chroniger

O Dedo de Deus e as Tábuas de Pedra


Todos nós já dissemos ou fizemos coisas em ira.
Moisés reagiu ao bezerro de ouro com ira (ele tinha o
direito de se irar com as ações do povo, não?). Ele pegou
as duas tábuas onde Deus escrevera os Dez Mandamen-
tos para o seu povo e as lançou ao chão, quebrando-as
em pedaços. Como resultado de suas ações, Deus ins-
truiu Moisés a preparar duas tábuas novas para que ele
escrevesse seus mandamentos para o povo. Depois de
usar o tempo para fazer novas tábuas, você acha que
Moisés estava um pouco mais cuidadoso em manusear
as palavras de Deus escritas em pedra?
Êxodo 31:18 e 32:15-16 dão uma descrição das
tábuas que Moisés quebrou. As tábuas de pedra foram
inscritas pelo dedo de Deus. Foram inscritas em ambos
os lados – na frente e atrás. Eram obra de Deus; a escrita
era divina. Os magos do Faraó reconheceram o “dedo
de Deus” quando as pragas vieram ao Egito. Estes magos
foram capazes de duplicar as duas primeiras pragas que
Moisés trouxera através do poder de Deus. Mas a tercei-
ra praga, a praga dos piolhos, não pôde ser duplicada.
Os magos reconheceram que a praga fora trazida pelo
“dedo de Deus” (Êxodo 8:19). (Leia mais sobre o dedo
de Deus em Salmos 8:3 e Lucas 11:20).

Deus revela-se a Moisés


Pela segunda vez no Monte Sinai, Deus deu a
Moisés uma bênção adicional. Ele queria ver a glória de
46
Lição 4 - Sábado, 30 de Abril de 2011.

Deus para que pudesse ter a certeza da presença divina


consigo. O Senhor não deu-lhe uma visão de sua ma-
jestade e poder, mas de seu amor. A bondade e a glória
de Deus foram reveladas a Moisés, e este pôde ouvi-lo
proclamar seu nome.

Um Deus de Perdão e Juízo


O Senhor Deus é compassivo. Ele mostra miseri-
córdia e é solidário em nossa dor e preocupação. Ele se
compadece de nós. O Senhor Deus é gracioso; é indul-
gente e beneficente. Ele não nos dá o que merecemos. O
Senhor é tardio em irar-se. Mostra-nos autocontrole e
não nos açoita quando pecamos. Deus é cheio de amor,
tem-nos em profunda afeição e cuida de nós, pois so-
mos amados seus. O Senhor é fiel e leal para conosco,
portanto, podemos confiar nele. Sua palavra é sempre
verdadeira (leia 2 Crônicas 30:9, Números 14:18, Salmo
103:8-18).
O Senhor nos perdoará quando pedirmos por
perdão. Ele não guardará rancor contra nós. Está dis-
posto a nos perdoar. Perdoará a iniquidade quando
formos mal-humorados, rancorosos ou cedermos aos
desejos do diabo. Ele perdoará a rebelião quando for-
mos resistentes à autoridade divina em nossa vida. Ele
perdoará nosso pecado quando quebrarmos a divina lei
moral. Porém, será impressindível um genuíno arrepen-
dimento, acompanhado da confissão dos pecados e con-
versão verdadeira para obter o perdão divino. Ademais,
as consequências não serão retiradas.
Nosso Senhor é um Deus de amor, mas é também
justo. Lemos em Ezequiel 18:1-14 que os filhos e os netos
não são condenados pelos pecados de seus ancestrais.
47
Deus Faz Uma Promessa Maravilhosa.

Contudo, os fi lhos e os netos podem sofrer por causa


dos pecados de seus ancestrais.
Quando os pecados são confessados, ele promete
o perdão e a purificação de toda a iniquidade (1 João
1:9). Ele não promete, contudo, retirar as consequências
ou os resultados advindos deles. Podemos ter que lidar
com esses resultados pelo resto de nossa vida. Nunca de-
vemos pensar que nossa escolha em desobedecer a Deus
afetará apenas a nós, individualmente. Nossa escolha
poderá afetar nossa família, nossos amigos, nossa igreja,
nossa comunidade, nossos vizinhos, colegas de traba-
lho, etc.

Experimentando a Presença de Deus


Moisés foi abençoado em experimentar a sen-
sação avassaladora da presença de Deus. O que ele fez
como resultado dessa experiência? Ele prostrou-se e
adorou. Humilhou-se (rosto em terra, v. 8), confessou
(“este é um povo obstinado,” v. 9, NVI), intercedeu a
Deus (“perdoa nossa maldade,” v. 9), e expressou um
desejo pela presença de Deus (“faze de nós tua herança,”
v. 9).
Houve momentos em sua vida em que você expe-
rimentou a sensação avassaladora da presença de Deus?
A sensação da presença divina fez com que você adoras-
se, pedisse perdão, agradecesse a ele por seu amor e bên-
çãos, reconhecesse sua indignidade e se conscientizasse
da grandeza e maravilha de Deus?
Paulo escreveu em 2 Coríntios 3:18 que devemos
refletir a glória e a bondade de Deus. Estamos sendo
continuamente transformados à semelhança de Deus
com glória sempre crescente. Quando as pessoas nos
48
Lição 4 - Sábado, 30 de Abril de 2011.

veem, devem ser lembradas da bondade de Deus. Devem


nos ver demonstrar a glória de Deus através de nossa
compaixão, graça, amor, fidelidade e perdão expressos
a outros. Não podemos ver Deus face a face. Podemos
conhecê-lo por suas ações e através de seu Filho Jesus.
Que aqueles que estão à nossa volta possam “ver” Deus
através de nossas palavras e ações!

49
Deus Faz Uma Promessa Maravilhosa.

Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Deslindar os atributos de Deus como revelados a Moi-
sés;
2. Aumentar um senso de espanto pela natureza de Deus;
3. Identificar e dar graças pela fidelidade e pelo perdão de
Deus em nossa vida.

Atividade pedagógica
Divida sua turma em pequenos grupos. Requeste a
cada um criar um culto de adoração que celebre as carac-
terísticas de Deus, descritas nesta passagem, e incorpore os
elementos da adoração expressos por Moisés.

Revisando
Nesta unidade, examinamos o que Deus revelou so-
bre si mesmo e o modo como ele se relaciona com seu povo
através do estabelecimento de seu relacionamento com Is-
rael.
50
UNIDADE II

Deus Sustenta
PROMOÇÃO
Durante muito tempo a
nossa denominação anelou
um hinário que suprisse o
nosso desejo de louvar a
Deus com uma coletânia
própria, que contivesse
hinos conhecidos por nosso
povo, e também novas
melodias que expres-
sassem nosso louvor e, em
especial, nossa apreciação
pelo dia do Senhor, o Sábado.
Pensando nisso, a CBSDB lançou em 2009 o
Hinário Cânticos de Júblico, que conta com uma
seleção de 300 hinos. Estão à disposição duas versões:
O Hinário Edição de Letras, com letras maiores para
facilitar a leitura e o Hinário com Música e Cifras.

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De: R$ 25,00
Por:
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A Majestade De
Deus e a Dignidade
Humana
Salmo 8
Meditações Bíblicas Diárias
Steve & Angie Osborn
Domingo – 1 Pedro 4:12-19
Quando abandonamos as regras e padrões do mun-
do e adotamos os de Deus, enfrentaremos provações. Estar
neste mundo e nadar contra a maré é procurar problemas.
Podem ser na forma de perseguição religiosa, como vemos
em alguns países. Talvez signifique não sermos aceitos em
certos círculos sociais. O importante é que, com o amor e o
poder de Deus, podemos enfrentar todas as provações. Sa-
bemos que nossa esperança está em nosso fiel Criador. Ele
é todo poderoso. Ele criou a terra. E pode certamente nos
capacitar a vencermos todas as provações que aparecem em
nosso caminho.

Segunda – Isaías 45:9-13


O final do versículo nove pergunta se o barro per-
guntaria ao oleiro: “O que você está fazendo?” Tenho que
admitir que enquanto lia esse versículo na verdade eu ri.
Então pensei: “Quem sou eu para questionar Deus?” Fre-
A Majestade de Deus e a Dignidade Humana
quentemente imagino o que ele está fazendo na minha vida,
normalmente quando penso que as coisas deviam ser do
meu jeito. O Deus que deseja ter um relacionamento com
o homem é aquele que o criou do pó da terra. Quem somos
nós para perguntar o que ele está fazendo? Ao invés disso,
devemos nos esforçarmos em ser obediente ao chamado di-
vino e estarmos prontos a cumprir a vontade dele.

Terça – 1 Crônicas 29:10-16


Davi mostrou seu entendimento do poder e do do-
mínio absolutos de Deus, quando ofereceu o louvor encon-
trado nos versículos 10-16. Ele declarou que o Senhor já tem
todo o poder e vitória. Literalmente tudo pertence a ele! Ele
é Deus – Ele possui tudo!
Enquanto trazemos nossas ofertas ao Senhor, é im-
portante nos lembrarmos de agir humildemente. Tudo que
temos é de Deus. Quando entregamos o dízimo, estamos
DEVOLVENDO o que já é dele. Quando servimos, estamos
DEVOLVENDO o que ele já deu. Ele nos pede para darmos
com alegria, por obediência e amor.

Quarta – Eclesiastes 12:1-8


Vamos admitir que a vida nem sempre é divertida.
“Lembra-te do teu Criador”. Há muitas provações. “Lem-
bra-te do teu Criador”. Há contas sem fim. “Lembra-te
do teu Criador”. O trabalho é estressante e até incomple-
to. “Lembra-te do teu Criador”. As crianças não param de
brigar. “Lembra-te do teu Criador”. Quando a vida parece
impossível, “Lembra-te do seu Criador”! Olhe para ele para
obter direção, busque sua face e verdadeiramente permita
que ele seja sua razão para viver! Ele é maior que qualquer
problema que você enfrente e seu amor por você é real!
Concentre-se em suas bênçãos e alegre-se!
54
Lição 5 - Sábado, 07 de Maio de 2011
Quinta – Salmo 145:8-13
Com frequência, quando damos graças a Deus, fo-
camos no que ele tem feito por nós. Rendemos graças pela
saúde, pela família e pelas provisões. Agradecemos por nos
mostrar sua graça e misericórdia. Embora todas essas coisas
sejam certamente dignas de gratidão, com que frequência
agradecemos a Deus por QUEM ele é? Ele é o Criador do
universo e tudo isso está nele. Ele é o autor da vida e nos
ama! Podemos agradecê-lo porque ele é Deus!

Sexta – Gênesis 1:26-31


Enquanto você olha seu bebê recém-nascido, não
consegue evitar pensar no fato de ele ser parte de você. Ele
pode ter seu sorriso, seus olhos; ou não parecer nada com
você, mas terá na personalidade dele algo da sua calma (ou
da sua impaciência) ou do seu estranho senso de humor.
Seja lá o que for, vocês dois sempre estarão ligados. Ao es-
tampar sua própria imagem em nosso ser, Deus assegurou
que haveria uma conexão especial entre os homens e ele,
que o resto da criação nunca entenderia.

Sábado – Salmo 8
Vivemos em uma sociedade viciada nas estrelas.
Atletas, astros do cinema, músicos... Fãs desmaiam por suas
aparições, copiam sua aparência, fazem filas para conseguir
um autógrafo, paparazzi as perseguem. Mas, quando chega
a hora, são apenas pessoas comuns como você e eu. O que
deveria realmente nos impressionar é o fato de que o Deus
do universo – aquele que fez estas “estrelas” e, ainda mais
impressionante, que fez as verdadeiras estrelas, a lua e tudo
o mais que vemos no céu à noite – pensou em nós. Ele quer
ter um relacionamento pessoal conosco. ISSO é algo inex-
crutável e digno de admiração!
55
A Majestade de Deus e a Dignidade Humana

Estudo Contexto Devocional


Salmo Salmo Gênesis
8 8 1:26-31

Verso Áureo
“Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e
sob seus pés tudo lhe puseste.” (Salmo 8:6)

Núcleo da Lição
A maravilha, beleza e majestade do mundo nos
surpreendem. Como podemos responder a tamanha
grandeza? O Salmo 8 declara que o Deus Soberano sus-
tenta a criação, mas ele espera que os humanos com-
partilhem a responsabilidade pelo cuidado de todas as
coisas vivas.

Questões para o Estudo do Texto


1. Encontre uma boa definição para a palavra “majestoso.”
O que Davi quis dizer ao afirmar que o nome de nosso
Senhor é majestoso em toda a terra?

2. De quais maneiras podemos ver o esplendor (v. 1) ou a


glória de Deus demonstrados “acima dos céus”? Há ou-
tros lugares onde podemos observar seu esplendor?

56
Lição 5 - Sábado, 07 de Maio de 2011
3. Por que você acha que ele menciona especificamente o
louvor das crianças? Como elas ajudariam a silenciar os
adversários? Mateus 21:15-16 derrama luz adicional nis-
to?

4. Qual é a imagem da palavra do Antigo Testamento so-


bre “o(s) dedo(s) de Deus”? O que isso significava para
eles? (Veja Êxodo 8:19, 31:18 e até Lucas 11:20 para co-
nhecimento adicional.) Que evidências você tem visto do
“dedo de Deus” trabalhando em sua vida?

5. Davi parece ter uma visão muito elevada da humanidade


neste salmo. Que frases nos ajudam a saber como ele en-
tendia o papel do homem no mundo? Você acha que esta
é uma visão precisa? Por que sim ou por que não?

6. Como você se sente ao saber que o soberano, majestoso,


criador, Deus do universo está pensando em você?

57
A Majestade de Deus e a Dignidade Humana
Entendendo e Vivendo
Jennifer Lewis Berg
Ficamos maravilhados pela majestade de Deus e
a complexidade de sua criação. Como pode a aprecia-
ção do universo de Deus nos levar para mais perto dele,
a fim de o glorificarmos? Escrevendo o salmo 8, Davi
enaltece a magnificência de Deus louvando a obra de
suas mãos e o fruto de sua criação. Quão importante é
para nós fazer da adoração e louvor a Deus uma priori-
dade em nossa vida?

O Senhor Brilhante
Por que precisamos dizer a Deus quão grande ele
é? Por acaso o ego dele precisa ser massageado? Seus
sentimentos precisam ser acalmados? Ou é porque Deus
conhece as mais profundas necessidades psicológicas de
seus fi lhos? Amar a Deus e louvá-lo para sempre são re-
médios para nossa alma? A oração de adoração, declarar
o grande e glorioso nome e as obras de Deus nos trazem
para o cerne de tudo o que importa?
Pense em amar alguém. O jeito como nos senti-
mos faz com que as palavras de adoração e louvor fluam
facilmente de nós. Mudamos nosso foco de nós mesmos
para outra pessoa, e nos sentimos felizes e satisfeitos em
louvar quem amamos. Um ciclo tem início. As palavras
criam sentimentos que inspiram mais palavras, que
criam mais sentimentos... E mais e mais. Pode o louvor
a Deus nutrir nossos sentimentos por ele? Pode, a ati-
tude de louvá-lo em todas as circunstâncias levar-nos a
enxergar além de nós mesmos? É isso o que ele planejou
para nós?
58
Lição 5 - Sábado, 07 de Maio de 2011
Reconhecendo as Impressões Digitais de Deus
Às vezes, precisamos de uma mudança de cená-
rio, literalmente, para aumentarmos nossa apreciação da
maravilhosa criação de Deus. Vivendo em um mundo
amplamente urbanizado, é difícil ver algumas das mais
simples e também mais complexas partes da terra. Dirija
para fora das luzes da cidade em uma noite escura e olhe
para o cobertor de estrelas. Nos primeiros anos de vida
de Davi, ele teria passado a maioria das noites olhando
para o alto sem obstruções. Ele não sabia tudo do que
hoje temos certeza: nosso lugar no vasto universo, o ta-
manho e distâncias dos milhões de estrelas e planetas.
Ainda assim, esse universo é tão incrível hoje, como era
no tempo de Davi. Na verdade, com nossa tecnologia
fantástica e em constante mudança, o Telescópio Hub-
ble, lentes superpoderosas e imagens de computador, a
vasta infinitude da criação de Deus é ainda mais incrível
e fascinante. Davi diria sua oração de alguma maneira
diferente se vivesse hoje? Suas palavras de adoração são
suficientes, naquele tempo e agora. Deus é Rei, Domina-
dor, Criador, Soberano, Majestoso e Poderoso.
De algumas maneiras, o escritor deste salmo via
seu mundo diferentemente de como vemos hoje. Ele via
tudo através do olho humano e seu conhecimento era
consoante as limitações da época em que vivia. Mas sua
percepção das coisas era tão diferente da nossa? Quando
se trata da vida de alguém como Davi, ou a nossa, não
somos iguais?

Um Salmo de Adoração
O salmo 8 (como os salmos 81 e 84) é uma canção
de Davi, feita para gittith. Era provavelmente mais can-
tada no tempo da colheita, quando o instrumento, ou a
59
A Majestade de Deus e a Dignidade Humana
prensa de vinho, era usada. Acredita-se hoje que a gittith
mencionada aqui seja provavelmente uma cítara. Esta
canção teria sido cantada no templo, provavelmente no
entardecer, quando o céu estrelado podia ser visto.
Em seu livro, The Year of Living Biblically [O Ano
de Viver Biblicamente], o autor A. J. Jacobs descreve
um acróstico útil para utilizar orações em quatro tipos:
“ACTS - A é para Adoração (louvar a Deus), C é para
Confissão (contar a Deus seus pecados), T é para Tribu-
to (ser grato a Deus pelo que você tem) e S é para Súplica
(pedir que Deus lhe socorra)” (p.95).
Começando cada oração com palavras de ado-
ração, estaremos nos retirando do centro da oração e
abrindo espaço para Deus. Se, desde o princípio, Deus
for o foco de nossa oração, é menos provável que exija-
mos, lamuriemos e reclamemos.
O salmo 8 é uma oração de adoração. Davi, talvez
um jovem pastor de ovelhas, olhou para o céu noturno
e declarou a majestade de Deus e seu nome. Ele viu a
pequenez do homem, a insignificância do ser humano,
mas reconheceu a importância amorosa que Deus põe
em cada vida.
O mundo hodierno nos ensina a acreditar, acima
de tudo, em nós mesmos. O problema é que se olharmos
de perto para nós mesmos, não há muito em que acre-
ditar. Se formos honestos conosco, perceberemos nossa
natureza pecaminosa e maligna. Não somos dignos do
amor de Deus, mas ele nos ama completamente. Se ob-
tivéssemos o que realmente merecemos, seríamos lan-
çados no mais profundo abismo e deixados ali. “Então
eu olho para meu micro ego e imagino por que você
se incomoda conosco? Por que gasta o tempo olhando
para nós?” (Salmo 8:4, The Message – livre tradução)
60
Lição 5 - Sábado, 07 de Maio de 2011
Davi tinha consciência da fragilidade do homem. Mas
se maravilhava por ter Deus ainda escolhido respeitar o
homem e colocá-lo tão elevadamente em seu universo.
Ainda mais incrível, Deus coroou o homem com honra
e glória.

Nossa Responsabilidade
Deus nos ama e deposita sua confiança em nós.
Este dom é magnífico, e com ele vêm a obrigação e o de-
ver. Temos que levar nossa mordomia a sério. Deus nos
colocou a cargo de seu mundo. Ele conhece nossas limi-
tações e nos dá uma chance de “fazer certo”, nos forta-
lecendo e permanecendo ao nosso lado. Somos encar-
regados em Salmo 8 de honrar a responsabilidade que
Deus nos deu. Ainda que ele saiba que somos fracos e
pecadores, nos respeita o suficiente para nos dar a gran-
de tarefa de cuidar de nosso mundo, e de respeitarmos
tudo o que ele criou. São a força e a bondade de Deus
que nos dão a habilidade de cuidar do lar que ele nos
deu. Caso sintamos que somos indignos ou incapazes
de exercer um papel vital em cuidar de nosso mundo,
temos que nos voltar a Deus e confiar que ele assegurará
que podemos.

Reflexão
É maravilhoso que Davi termine sua oração com
uma reiteração de suas palavras de louvor do início. Ele
declara a grandeza de Deus e detalha todas as razões.
Nunca podemos esquecer que todos esses presentes e
honras vêm de uma fonte: o majestoso, brilhante e ma-
ravilhoso Deus.

61
A Majestade de Deus e a Dignidade Humana
Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Introduzir o conceito de que a dignidade humana encon-
tra seu significado na majestade de Deus;
2. Reconhecer e apreciar o papel sustentador de Deus como
soberano;
3. Identificar nosso papel e função como participantes na
criação de Deus.

Atividade pedagógica
Se possível, leve sua turma para fora, para um lu-
gar onde eles possam contemplar a beleza da criação de
Deus. Conduza uma discussão sobre nosso lugar nessa
criação. O que significa ter domínio sobre a terra? Como
equilibramos isso com nossa responsabilidade de ser-
mos bons mordomos do que Deus nos deu?

Olhando Adiante
A próxima lição nos ajudará a identificar o senti-
do no universo e também a entender o papel que as leis de
Deus exercem em tudo isso.

62
A Lei de Deus
Sustenta
Salmo 19
Meditações Bíblicas Diárias
Steve & Angie Osborn
Domingo – Salmo 19:1-6
Algumas coisas são simplesmente óbvias. Você já
olhou para uma pintura e soube quem era o artista? Ou
o arquiteto de um prédio? Ou o compositor de uma can-
ção? Ou o pai de uma criança? O salmo 19 nos lembra
que os céus tornam óbvio quem os criou. Evidências da
glória de Deus e da obra de suas mãos estão em toda
parte. Se passarmos tempo observando e nos maravi-
lhando com coisas como o céu à noite, um belo nascer
do sol, as ondas do oceano ou a quietude majestosa das
montanhas, seremos regularmente lembrados da gran-
deza de nosso Deus, que criou tudo isso.

Segunda – Salmo 105:1-11


Às vezes parece que em nosso mundo atual a ideia
de alguém manter sua palavra é algo obsoleto. Um aper-
to de mão costumava ser tão confiável quanto um con-
trato legal. Hoje todos parecem procurar por “brechas”
em contratos e alianças. Quando Deus faz uma aliança,
A Lei de Deus Sustenta
contudo, sabemos que ele manterá sua palavra! O versí-
culo 8 diz que o Senhor se lembrará de sua palavra por
mil gerações! A Bíblia está cheia de promessas divinas e
sabemos que podemos confiar que Deus sempre as cum-
prirá. Sua aliança é eterna!

Terça – Deuteronômio 29:25-29


Através das eras, Deus tem revelado à humanida-
de o que ele deseja para nós. Ele nos deu mandamentos
e orientações pelas quais quer que vivamos. Quando re-
vela sua lei a nós, quer que lhe obedeçamos. Escolher
obedecer a Deus e viver para ele traz bênção, plenitude,
um coração de paz e vida nele. Os israelitas frequente-
mente escolhiam contra Deus, o que trazia vazio, dor e
tribulação. Todos os dias, temos uma escolha. Podemos
escolher a Cristo ou podemos escolher o mundo. O que
você escolherá hoje?

Quarta – Deuteronômio 30:1-10


Uma percepção errada que muitas pessoas têm é
de que o cristianismo é uma porção de regras e regu-
lamentos que devem ser seguidos. Deus deu seus man-
damentos para seu povo e ele realmente deseja que os
guardemos. Nossa obediência, entretanto, está enraiza-
da no amor. Acatamos suas ordens porque o amamos
e queremos ser obedientes a ele. Não obedecemos para
merecer nossa salvação ou “pontos extras celestiais”.
Nossa obediência vem de um entendimento do que o
Senhor fez por nós e de uma vontade de devolver a ele
com nosso serviço, obediência e adoração.

Quinta – Deuteronômio 31:19-26


Para nós, é tão importante gravarmos a Palavra
de Deus em nosso coração quanto era para os israelitas.
64
Lição 6 - Sábado, 14 de Maio de 2011.
Como cristãos, a Escritura Sagrada é uma parte vital
de cada dia. Precisamos conhecê-la para que possamos
obedecê-la. Se ela estiver escondida em nosso coração,
o Espírito Santo poderá usá-la para ministrar a nós. A
Palavra de Deus é uma ferramenta poderosa que ele nos
disponíbilizou. Pode transformar nosso coração e ajuda
a nos guiar para mais perto dele. Mergulhe na Palavra
de Deus hoje!

Sexta – Jeremias 31:31-37


Meu coração moveu-se de alegria ao perceber que
enquanto Deus falava sobre escrever suas leis no coração
do povo, ele apontava na direção de Cristo. Vivemos em
um tempo em que temos o privilégio de ter a lei de Deus
em nosso coração. A salvação através de Cristo está dis-
ponível a todos nós. O Espírito Santo habita em nós e
nos mantém conscientes da Palavras de Deus, escritas
em nosso coração. Quão empolgante é ver o legado dado
por nosso Pai Celestial, espalhado pelas páginas do An-
tigo e Novo Testamentos, e ter a honra de viver nessa
luz!

Sábado – Salmo 19:7-14


Quando se chega até aqui, o versículo 14 diz tudo.
Se as palavras de nossos lábios e o meditar de nosso cora-
ção forem aceitáveis ao Senhor, outros verão isso. Verão
que há algo verdadeiramente diferente e quererão saber
o que é essa diferença. Nossas ações e palavras serão um
testemunho ao Senhor. Neste sábado, faça do versículo
14 a oração de seu coração. Na próxima semana, tente
manter seu foco no Senhor e no que é agradável para ele!
Apoie-se nele, sua Rocha e Redentor.

65
A Lei de Deus Sustenta

Estudo Contexto Devocional


Salmo Salmo 1 Crônicas
19:7-14 19 22:7-13

Verso Áureo
“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o
testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos simples.
Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração;
o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos.”
(Salmo 19:7, 8)

Núcleo da Lição
As pessoas buscam evidência do sentido no uni-
verso. Que evidências poderão satisfazer sua procura?
O salmo 19 afirma que a lei perfeita de Deus protege e
sustenta a criação.

Questões para o Estudo do Texto


1. Lei, testemunho, preceitos, mandamento, temor, julga-
mentos: como estes seis diferentes termos dos versículos
7-9 nos ajudam a entender os diferentes aspectos da lei
revelada de Deus?

2. Que outros usos bíblicos pode-se encontrar da expressão


“o temor do Senhor”? Como podemos ajudar as pessoas
a entender o tipo de “temor” sobre o qual se está falando
aqui?

66
Lição 6 - Sábado, 14 de Maio de 2011.

3. Como os termos perfeito, certo, justo, puro, limpo, ver-


dadeiro, duradouro e correto ajudam-nos a entender a
qualidade da lei de Deus?

4. De que maneiras você encontra a lei de Deus para restau-


rar a alma ou alegrar o coração?

5. Que exemplos bíblicos você pode pensar, em que alguém


encontrou “grande recompensa” por guardar a lei de
Deus? O inverso desta afirmação é também verdadeiro?

6. Por que você acha que é importante que nossas palavras e


atitudes sejam aceitáveis aos olhos de Deus? Que estraté-
gias você achou úteis para manter este status?

67
A Lei de Deus Sustenta
Entendendo e Vivendo
Jennifer Lewis Berg
Por que precisamos da lei de Deus? Somos peca-
dores, cheios de vontade e precisamos entender nosso pe-
cado. Precisamos reconhecer o pecado que nos separa de
Deus. Sem esse reconhecimento, nunca compreendere-
mos corretamente nossa necessidade desesperada de um
Salvador.
No salmo 19, Davi escreveu uma canção de ado-
ração, ações de graças e súplica. Suas palavras são uma
oração, bem como um apelo para que o homem reconhe-
ça a criação de Deus e aceite a perfeição das leis de Deus.
Os céus demonstram a majestade de toda a obra divina
e a glória do Criador. A cada dia e todas as noites, a obra
das mãos de Deus mostra a magnificência do Criador. O
poder de Deus existe no que vemos e no que não pode ser
visto.

O que não é falado


O salmista começa com o que pode ser visto.
Como em seus outros escritos, Davi olha à sua volta e
vê Deus. Nenhuma palavra é necessária para expressar
a glória e o poder do Senhor. Davi sabia que Deus está
na noite e reconhecia a obra de Deus enquanto assistia
ao sol seguir seu caminho pelo céu durante o dia. Pode-
mos saber do que o salmista está falando porque vemos
a mesma lua e o mesmo sol.
Também podemos olhar para dentro de nós mes-
mos e compartilhar os mesmos sentimentos que Davi
tinha sobre a majestade de Deus. É importante reconhe-
cermos que Deus é grande e que nós somos pequenos.
68
Lição 6 - Sábado, 14 de Maio de 2011.
Sem dizer completamente, Davi leva a si mesmo e a nós,
ao cerne de tudo: tudo se trata de Deus e não de nós.
A perfeição de Deus está em toda parte. É impor-
tante chegar ao ponto onde podemos admitir que não
somos nada sem Deus. Uma vez que nos rendemos a
esse entendimento, podemos alcançar a vida que Deus
deseja para nós. O universo magnífico fala a cada pessoa
sem quaisquer palavras e todos conseguem entender. O
amor e o poder de Deus estão disponíveis a todos os ho-
mens.

O que está escrito


Salmo 19:7-11 fala sobre o que está escrito: as
leis de Deus para o homem. As palavras que Davi usou
são concisas e precisas. Ele não desperdiçou nenhuma
linguagem. Tal economia de palavras torna tudo o que
Davi disse muito claro. A criação de Deus representa
a vontade divina para o homem. Se a criação de Deus
fosse o bastante, Adão e Eva ainda estariam vivendo no
jardim. Eles não entenderam que a vontade de Deus era
necessária e suficiente. Acreditaram que poderiam se-
guir seu próprio conjunto de regras e ainda existir na
criação perfeita de Deus.
Já que Adão e Eva não conseguiram acertar, como
poderíamos nós? É porque reconhecemos a perfeição de
Deus em sua criação, que podemos confiar que sua lei
é perfeita também. Ele sabe o que é melhor para nós.
Também sabe onde terminaríamos sem suas leis para
nos guiar. O pecado nos empurra para longe da vontade
perfeita de Deus. Suas leis perfeitas nos atraem de volta
para ele.
Em sua paráfrase, a The Message, Eugene Peter-
son coloca o salmo 19:7 em uma perspectiva moder-
69
A Lei de Deus Sustenta
na: “A revelação de Deus é completa e une nossa vida.”
Deus revelou-se a Moisés no Monte Sinai e o presen-
teou com leis que definiam quem ele é e quem ele deseja
que o homem seja. Se olharmos para a lei de Deus, bem
como para os outros escritos da Bíblia, como projetos
para nossa vida, poderemos também ver a perfeição de
Deus dentro de suas ordens. Não são sugestões. Peterson
prossegue para definir claramente o que Deus quis dizer
neste salmo. Ele usa palavras como postes sinalizadores,
mapas da vida e direções. O que poderia ser mais claro
para nós? Ele torna sua vontade simples e fácil de ser en-
tendida. Não é Deus quem confunde as obras. O homem
é muito adepto de reescrever, retrabalhar, subestimar e
recriar as leis de Deus escritas claramente. Davi escreveu
que Deus já alcançou a perfeição, pura e garantida. É fá-
cil: “As decisões de Deus são precisas ao nível máximo”
(Salmo 19:9, The Message).

Permanecendo no caminho
É difícil saber o que vem primeiro, o amor que
temos por Deus ou o desejo de agradá-lo e segui-lo. Eles
são inseparáveis. Nosso amor pelo Deus perfeito cria
um desejo de agradá-lo. A perfeição do amor de Deus
por nós exige que desejemos segui-lo. E há mais: “Além
disso, por eles se admoesta o teu servo; em guardá-los,
há grande recompensa” (Salmo 19:11). Devemos saber
agora que guardar os comandos de Deus é essencial. E as
recompensas são grandes: um relacionamento de amor
com Deus e com outros e um caminho mais excelente,
tanto aqui como no futuro. Cremos nessa promessa.
Nos versículos 12 e 13, Davi pediu perdão a Deus.
Primeiro, ele confessou seus pecados, aqueles dos quais
nem mesmo tinha conhecimento. Existem aquelas fal-
70
Lição 6 - Sábado, 14 de Maio de 2011.
tas ocultas que somente Deus consegue reconhecer. A
seguir ele reconheceu os pecados da escolha, os pecados
da arrogância e do orgulho: “Também da soberba guar-
da o teu servo, que ela não me domine” (Salmo 19:13).
Sabemos, como Davi sabia, o quão perigosos os pecados
da vontade podem ser. E disso precisamos ser limpos.
Como Davi, lutamos e nos desviamos do cami-
nho. A oração de Davi ajudou-o a se reconectar, puri-
ficar sua vida e sua mente e dar a Deus a chance de co-
meçar o trabalho nele novamente. Essa luta nunca nos
abandona. Há perigos no mundo que se colocam sobre
nós, tentando-nos a crer em nós mesmos. Às vezes a ten-
tação é grande e somos seduzidos pelo que achamos que
podemos fazer por nossa própria conta. Mas isso sempre
termina da mesma forma. Seguir nosso próprio cami-
nho leva à destruição. Por isso, é tão importante manter
o foco no único caminho seguro. Devemos olhar para a
glória de Deus e nos imergirmos em sua perfeita Pala-
vra.

A Meditação
“Que as palavras dos meus lábios e o meditar do
meu coração sejam aceitáveis aos seus olhos, ó Senhor,
minha força e meu redentor” (Salmo 19:14). Este últi-
mo versículo, um dos mais conhecidos da Bíblia, ressoa
no profundo do coração de todo crente. Ele representa
a súplica de Davi a Deus. Sempre que recitamos essas
palavras, convidamos o Senhor para entrar em nosso
coração. Pedimos-lhe que guie nossas palavras e nossos
pensamentos. Rendemos nossa fraqueza, nossos egos
pecaminosos, e o autorizamos a nos redimir. Sabemos
que estamos perdidos sem sua força. Reconhecemos que
71
A Lei de Deus Sustenta
é seu perfeito amor por nós que pode firmar nossos pés
e nos manter no caminho certo.

Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Mostrar que a lei de Deus sustenta a criação divina;
2. Fazer uma conexão entre a lei divina e o lugar delas na
ordem criada por Deus;
3. Mostrar apreciação pela criação divina ao se comprome-
ter em guardar as leis de Deus.

Atividade Pedagógica
Conduza os participantes a uma discussão sobre as
leis de Deus. Quais das leis de Deus já impactaram grande-
mente a vida deles? Como as leis de Deus podem ser eficien-
tes em uma sociedade secular? O que acontece quando as
leis da sociedade entram em conflito com as divinas? Faça
com que cada participante crie uma oração de adoração que
trate da lei de Deus e de seu comprometimento em mantê-
la.

Olhando Adiante
A preservação de Deus não se aplica somente à
criação. O salmo 46 nos encoraja a voltarmos ao Senhor
em tempos de tribulação para descobrirmos refúgio e for-
taleza.
72
Deus Provê Refúgio
Salmo 46:1-7
Meditações Bíblicas Diárias
Steve & Angie Osborn

Domingo – Isaías 40:6-11


É incrível pensar que o Deus que criou o universo,
simplesmente chamando-o à existência, é o mesmo que de-
seja guardar seus filhos em suas mãos amorosas. Isaías des-
creveu o poder do Senhor e, então, imediatamente passou
a descrevê-lo como um gentil pastor. Nosso Deus é o todo
poderoso criador do universo. Ao mesmo tempo, é um pai
amoroso e cuidadoso que deseja manter seus filhos perto do
coração. Passe algum tempo, hoje, refletindo sobre a força e
o poder de Deus. Depois, alegre-se em seu amor!

Segunda – Deuteronômio 7:7-11


Os israelitas não eram fiéis a Deus. Com o passar dos
anos, se afastaram de suas leis. Até mesmo deram as costas
para ele e adoraram falsos deuses. Deus, entretanto, NUN-
CA virou as costas para seu povo. Sempre foi fiel às pro-
messas que fez e à sua aliança com eles. Ele permaneceu fiel
durante milhares de gerações – isso é muito tempo! Nosso
Deus ainda é o mesmo Deus fiel!
Deus Provê Refúgio
Terça – 2 Coríntios 1:3-7
Não podemos passar por essa vida terrena sem per-
das, dor e muitas outras tribulações. Contudo, temos espe-
rança. Não importa o que a vida nos lançar, sabemos que
podemos nos voltar a Deus. Ele é nossa fonte de força em
tempos de tribulação. Apoiando-nos nele, podemos confiar
em sua força para nos fazer superar quando a nossa falhar.
Deus pode também usar nossas experiências para ministrar
aos outros por nosso intermédio. Não importa o que a vida
lhe apresentar, volte-se para Deus. Alegre-se nos bons mo-
mentos e apoie-se em seus fortes braços nos tempos difíceis.
Ele sempre estará presente!

Quarta – 2 Coríntios 1:8-11


Em tempos de provação, pode ser difícil ver o “por-
quê”. Enfrentamos tragédias na vida que não nos fazem
sentido: a morte de um filho, um terrível diagnóstico, um
relacionamento destruído. Elas, entretando, nos lembram
de quão pouco controle realmente temos sobre nossa vida
finita. Entretanto, Deus é infinito, portanto, nunca é sur-
preendido pelas situações que a vida nos apresenta e está
sempre trabalhando. Mesmo quando enfrentamos tragédias
sem sentido, podemos confiar que Deus conhece nossa situ-
ação e nossa dor e que no meio disso tudo, ele está agindo.

Quinta – Isaías 52:7-12


Quando o presidente viaja, o serviço secreto o cerca
para assegurar (o melhor que puder) sua segurança. Carros
blindados viajam à frente e atrás dele para garantir que a es-
trada está segura e que ninguém poderá chegar até ele ou a
seu veículo. Podemos pensar em Deus como nosso próprio
“serviço secreto” pessoal. Ele disse ao seu povo nesta passa-
gem que não somente vai adiante deles, assegurando uma
74
Lição 7 - Sábado, 21 de Maio de 2011.
passagem a salvo, mas que também protege sua retaguarda
de um ataque traiçoeiro. Que segurança há em viajar pela
vida como filho de Deus!

Sexta – Salmo 68:4-10


Durante estes difíceis tempos econômicos, mais e
mais pessoas podem entender o que significa viver em ne-
cessidade. Pode ser uma experiência terrível e desesperado-
ra não ter ideia de como suas necessidades básicas – abrigo,
alimento, roupas – lhe serão providas. Nós achamos que
temos tudo acertado e que detemos a habilidade necessá-
ria para prover o que precisamos. Quando essa habilidade é
retirada, as pessoas acabam se agarrando quaisquer tábuas
de salvação que lhes sejam lançadas. Deus provê ambas as
necessidades, físicas e espirituais. Às vezes, é preciso sermos
confrontados com o desespero antes de agarrarmos a boia
que ele lançou.

Sábado – Salmos 46:1-7


Aqui em Boulder, Estados Unidos, as montanhas ro-
chosas elevam-se como uma constante companhia rumo ao
oeste. Elas podem dar uma falsa sensação de segurança às
pessoas, fazendo-as pensar que a terra pode prover alguma
égide. Parecem tão fortes, tão permanentes. O que faríamos
se acordássemos uma manhã e elas tivessem desaparecido?
A maioria de nós entraria em pânico e pensaria que o mun-
do estivesse chegando ao fim. O salmo 46 nos assegura que
Deus é nosso forte refúgio, muito mais poderoso que toda
cadeia de montanhas e oceano no mundo inteiro. Podemos
confiar nele em qualquer calamidade que enfrentemos, seja
nos reinos natural ou espiritual.

75
Deus Provê Refúgio

Estudo Contexto Devocional


Salmo Salmo Hebreus
46:1-7 46 6:3-20

Verso Áureo
“Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem
presente na angústia.” (Salmo 46:1)

Núcleo da Lição
Problemas que, às vezes, nos assaltam exigem ha-
bilidades e recursos além dos que possuímos. Onde po-
demos buscar livramento? O salmista nos diz que Deus
é nosso refúgio e fortaleza, uma ajuda comprovada em
tempos de tribulação.

Questões para o Estudo do Texto


1. O que representa um refúgio? Que tipo de refúgio teria
vindo à mente do salmista, enquanto escrevia esta can-
ção?

2. Que tipo de refúgios temos disponíveis hoje, aos quais


podemos relacionar nossa segurança em Deus?

76
Lição 7 - Sábado, 21 de Maio de 2011.
3. Em anos recentes, temos visto grandes terremotos e ou-
tros desastres naturais em todo o mundo. Que luz isto
joga na cena descrita nos versículos 2 e 3?

4. Há algum rio que corra por Jerusalém (v.4)? Por que o


salmista escolheu usar a metáfora do “rio”? O que isso
representa?

5. Quais são os atos do Senhor que mais o encorajam a se


refugiar nele?

6. Quando, onde e como você acha que é mais fácil se “acal-


mar e saber que [ele] é Deus?” Como isso o ajuda a supe-
rar seus medos?

77
Deus Provê Refúgio
Entendendo e Vivendo
Jennifer Lewis Berg

Entre 1527 e 1529, Martinho Lutero escreveu o


hino “Ein’ Feste Burg ist Unser Gott”, que foi versado
por J. Eduardo Von Hafe para o português como “Caste-
lo Forte.” (Hino 70 do HCJ)O famoso hino de Lutero foi
inspirado pelo salmo 46. Sempre que sentia que as cau-
sas da Reforma poderiam se perder, ele “se voltava ao seu
amigo íntimo e colega Phillipp Melancthon (1497-1560)
– autor da Confissão de Augsburg – e dizia: “Cantemos
o salmo quarenta e seis.’” (www.whatsaiththescripture.
com). Por causa de sua letra dramática e melodia firme,
esta canção tem permanecido como um dos hinos mais
amados da tradição protestante.

A Força dos Salmos


Por que amamos tanto os salmos? Muitos nos são
familiares e têm sido memorizados, cantados na ado-
ração e falados em orações. Ainda assim, os magnífi-
cos salmos da Bíblia são frequentemente subestimados.
Nossas traduções parecem educadas e suaves. Na Intro-
dução ao Livro de Salmos, de sua paráfrase bíblica, The
Message [A Mensagem], Eugene Peterson revela, “(...)
os salmos em hebraico são grosseiros e rudes. Não são
gentis. Não são as orações de gente ‘legal’, criada em lin-
guagem culta.”
Devemos lembrar que os Salmos foram escritos
com grande emoção e paixão. Os sentimentos dos es-
critores eram frequentemente crus e não-lapidados. Das
profundezas de suas almas, eles expressavam ira, angús-
78
Lição 7 - Sábado, 21 de Maio de 2011.
tia e dor. Mas também, de coração exaltados, passavam
celebração e regozijo.
O salmo 46 provavelmente foi escrito como uma
canção para três vozes. Seu objetivo provavelmente era
celebrar o livramento de Jerusalém de Senaqueribe, rei
da Assíria (2 Crônicas 32:1-22). Alguns acreditam que
pode ter sido escrito por Isaías. Ele pode ser separado
em três partes – cada uma escrita em tons diferentes e
explorando um diferente aspecto da admiração do es-
critor por seu Deus.
Os versículos 4-6 falam sobre Jerusalém, “a cida-
de de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus
está no meio dela; jamais será abalada” (NVI). O escri-
tor louvou a força que Deus dera àquela cidade. Naquele
tempo, o povo cria que o templo era a habitação sagrada
do Senhor. O que acontecera em Jerusalém era a prova
física e espiritual para o povo de Deus que ele, de fato, os
salvaguardara de modo especial. Jerusalém representava
o povo do Senhor. Deus era uma fortaleza espiritual e
física para seu povo.
Assim como com muitos outros salmos, este era
uma declaração para Israel. Podemos visualizar alguém
de pé em frente a uma multidão de israelitas jubilosos,
afirmando a grandeza da obra de Deus. Também era
uma oração de adoração e gratidão. O escritor reconhe-
ceu a força e o poder de Deus e deu exemplos de tudo,
pelo qual estava grato. Ele era grato, primeiramente, por
Deus ter provido um lugar seguro, um local de confian-
ça. Ele reconheceu a imensa força e proteção divina.
O autor deu ilustrações de enormes desastres na-
turais que poderiam cair sobre o homem na terra: terre-
motos, ondas gigantescas, tempestades colossais. Ainda
79
Deus Provê Refúgio
que a terra inteira fosse partida ao meio, seus continen-
tes inteiros fossem lançados no mar, ele percebeu que o
homem não precisava temer. Para adoradores daquele
tempo, essas catástrofes teriam parecido mais horríveis
que sua imaginação podia captar. E o escritor comparou
a segurança protetora de Deus para Israel, no meio de
tudo o que eles passaram, com resistir ao mais horrível
cataclismo.

Nosso Refúgio e Fortaleza


O que este salmo nos diz hoje? Como estas pala-
vras são relevantes na atualidade? Em nossa vida mo-
derna, Deus existe como uma força espiritual e física
dentro de cada crente. Nossa proteção hoje é tão forte
quanto era para os israelitas no tempo de Davi, ou de
Isaías. O mesmo Deus que guardou Jacó e todos os que
vieram depois dele, olha por nós. Hoje a “Cidade de
Deus” existe em nosso coração. Não importa quão ruins
a situação possa ficar, devemos confiar em Deus como
nossa única ajuda.
Todos experimentamos baixas espirituais quan-
do estamos tão angustiados que nos perguntamos sobre
a presença de Deus em nossa vida. Cada um de nós tem
experimentado crises físicas e emocionais, e buscado a
Deus das profundezas de nossos temores, tristezas e do-
res. Temos também sido afetados por calamidades lo-
cais e até globais. Como confiar em Deus pode ajudar a
aliviar nossa dor e nosso medo?
O objetivo definitivo da oração é conectar a par-
te mais profunda de nossa alma intimamente a Deus.
Chamamos pelo Senhor e pedimos que ele nos resgate e
proteja. Também abrimos nosso coração, livrando-nos
80
Lição 7 - Sábado, 21 de Maio de 2011.
dos muros e restrições que criamos, permitindo-nos ser
totalmente receptivos a Deus.

Quietude
A seção final do salmo 46 começa fortemente com
uma asserção da grandeza de Deus. Depois podemos
quase ver o escritor fazer uma pausa, respirar lentamen-
te e falar com voz suave: “Aquietai-vos e sabei que eu sou
Deus” (Salmo 46:10a NVI). “Nada em toda a criação é
tão semelhante a Deus quanto a quietude” escreveu o
fi lósofo alemão, do século XIV, Meister Eckhart [ap.
1260-1327/8].
Em Invitation to Solitude and Silence [Convite à
Solitude e ao Silêncio], Ruth Haley Barton escreveu:
“No silêncio e na contemplação, descansamos
de toda nossa luta e divisão humana e tocamos
a corrente mais profunda da verdade que corre
debaixo de tudo o mais – a verdade é a de que, todas
as coisas já estão reconciliadas em Cristo. Quando
somos capazes de reunir o mundo e viver a partir
desse lugar de reunião com Deus e com outros, há
de fato uma paz que ultrapassa o entendimento e
transcende o desejo.”
Na quietude, escute o que o Senhor está-lhe di-
zendo, “Tudo bem celebrar. É ótimo cantar os podero-
sos feitos de Deus. Vá em frente e alegre-se. Desfrute!
Mas lembre-se, no mais profundo de seu coração, eu
sou Deus. Ponha tudo de lado, desacelere e feche seus
olhos. É onde você me verá melhor. Apenas fique quieto.
E lembre-se, Eu sou o Grande Eu Sou.”

81
Deus Provê Refúgio
Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Esquadrinhar os atos de Deus de conforto e proteção;
2. Poderar na gratidão pessoal a Deus por ser um refúgio
em tempos de tribulação;
3. Desenvolver hábitos e práticas que reconheçam a presen-
ça de Deus e reafirmem sua confiança nele.

Atividade pedagógica
Providencie suprimentos e instrua os participan-
tes a construir um modelo de refúgio, que lhes venha
à mente quando lerem este salmo. Os modelos podem
ser trabalhados enquanto a discussão em classe esti-
ver acontecendo. Na conclusão da lição, cada um pode
compartilhar o que seu modelo representa para si sobre
o modo como Deus é nossa fortaleza. Encerre cantando
“Castelo Forte é Nosso Deus.”

Olhando Adiante
Do retirante salvo ao líder valente, nosso Deus pro-
vê para cada necessidade. O salmo 47 explora uma resposta
alegre à liderança de Deus.

82
Deus se Encarrega
Salmo 47
Meditações Bíblicas Diárias
Steve & Angie Osborn
Domingo – Jeremias 10:6-10
Tendo uma família grande, tenho apreço por econo-
mizar comprando genéricos ou marcas baratas. Mas, para
certos itens nada serve, além do original. Tudo o mais é imi-
tação barata. Hoje, assim como nos dias de Jeremias, as pes-
soas estão constantemente tentando colocar algo no lugar
do único Deus verdadeiro. Quando testadas, estas imitações
baratas não dão nem para o começo. Deus é infinito e imor-
tal. Seu valor não conhece limites. Nada e ninguém pode se
comparar a ele. Não há verdadeiramente ninguém como ele.
Ele é digno de TODO o nosso louvor, honra e devoção.
Segunda – Salmo 56
Etty Hillesum era uma jovem judia que vivia em
Amsterdã, em 1942. Durante esse tempo, os nazistas esta-
vam prendendo os judeus e embarcando-os para campos de
concentração. Enquanto ela aguardava a prisão inevitável, e
temia o desconhecido, começou a ler a Bíblia, por consequ-
ência conheceu a Jesus. Ela simplesmente pôs sua vida nas
mãos de Deus e encontrou uma rara coragem e confiança.
Etty escreveu no seu diário: “De todos os lados a
nossa destruição cerca-nos e em pouco tempo o anel estará
fechado e ninguém poderá vir em nosso auxílio. Mas não
Deus se Encarrega
sinto que esteja nas garras de alguém. Sinto-me segura nos
braços de Deus. E quer esteja sentada na minha varanda ou
num campo de concentração, estarei segura nos braços de
Deus. Tendo começado a caminhar com Deus, preciso so-
mente continuar a caminhar com ele, e a vida torna-se um
longo passeio.”

Terça – 2 Crônicas 20:5-12


É da natureza humana o desejo por poder. Abastece
nosso orgulho e alimenta nosso desejo de estar no controle.
Poder não é mal em si mesmo. Mas como o usamos pode
se tornar um problema. Quantas pessoas deixaram o poder
subir-lhes à cabeça e caíram? Como rei em Jerusalém, Jeosa-
fá era um homem poderoso. Mas não permitiu que o poder
subisse à sua cabeça. Ele reconhecia que Deus era responsá-
vel por tudo o que ele e a nação possuíam. Por causa disso,
Deus o abençoou e ele evitou alguns dos erros que afligiram
outros homens em posição semelhante.

Quarta – Salmo 3
Recentemente adquirimos um novo conjunto de pa-
nelas para nossa cozinha. Ainda me maravilha como tudo
desliza para fora daquela superfície revestida, fazendo do ato
de fritar um ovo uma experiência completamente nova. Es-
tranhamente, essa é a imagem que tenho quando leio esta
passagem. Satanás me ataca de muitas formas, mas Deus é
meu libertador. Contanto que eu esteja confiando nele, esses
ataques não terão êxito! Isso significa que nada ruim jamais
acontecerá comigo? Absolutamente. Mas que conforto saber
que meu libertador olha por mim e não permitirá que eu
seja superado pelo maligno.

Quinta – Deuteronômio 33:26-29


Quando Moisés abençoou os filhos de Israel antes de
sua morte, ele certamente sabia que mesmo que entrassem
84
Lição 8 - Sábado, 28 de Maio de 2011.
na Terra Prometida, as condições não lhes seriam sempre
favoráveis. Outras nações tentariam controlá-los ou destruí-
los. Eles teriam que lutar para defender o que Deus lhes dera.
Quão confortante, entretanto, era para ele lembrar-lhes de
que mesmo através desses desafios, a imagem completa para
eles era uma de segurança e proteção enquanto o Deus ma-
jestoso, poderoso e eterno, os defendesse e protegesse. Isto
ainda é verdadeiro para os filhos de Deus hoje. Não há deus
como nosso Deus.

Sexta – Salmo 99
Eu amo uma história em que os bandidos recebem
o que merecem no final. Algo dentro de nós deseja justiça.
Isso é parte da imagem divina em nós, porque nosso Deus é
um Deus de justiça. Sua natureza demanda que ele não pode
deixar o mal impune. Somos gratos por isso! Somos leva-
dos a tremer e temer diante do Senhor. Graças sejam dadas a
Deus, que por causa de sua misericórdia, criou uma maneira
para que sua justiça fosse satisfeita a nosso favor através da
morte de seu Filho, Jesus.

Sábado – Salmo 47
Quando meus filhos fazem algo ótimo ou quando
reconheço uma qualidade positiva na vida deles, minha ten-
dência natural é elogiá-los. Meu elogio não os torna melho-
res, apenas permite que saibam que são apreciados. Quando
voltamos aos temas das meditações desta semana, vemos
muitas razões para louvar (elogiar) a Deus. Não há deus
como o Senhor, ele é o Grande Rei que governa tudo, nos li-
vra e nos mantém a salvo. Ele apoia a justiça e derrota o mal.
Neste sábado, use um tempo para apreciar a Deus e louvá-lo
por quem ele é e pelo que faz.

85
Deus se Encarrega

Estudo Contexto Devocional


Salmo Salmo Jeremias
47 47 10:6-10

Verso Áureo
“Salmodiai a Deus, cantai louvores; salmodiai ao
nosso Rei, cantai louvores. Deus é o Rei de toda a terra;
salmodiai com harmonioso cântico.” (Salmo 47:6, 7)

Núcleo da Lição
As pessoas procuram bons líderes a quem possam
honrar. Que estilo de liderança nós podemos celebrar e
como podemos celebrar? O salmista descreve como as
pessoas alegremente respondem à liderança sustentado-
ra de Deus.

Questões para o Estudo do Texto


1. Que ações foram mencionadas neste salmo para reconhe-
cer a entronização de Deus como o Grande Rei (v. 1, 5, 6,
7; veja também 2 Reis 11:12, 1 Reis 1:40)? Que ações po-
demos tomar em nossa vida hoje para reconhecer Deus
como nosso verdadeiro Rei?

2. O que Deus fez (v. 3-4) para mostrar a Israel que ele era
seu Deus e que eles eram especiais para ele? Quais nações
estavam subjugadas? Qual era a herança delas?

86
Lição 8 - Sábado, 28 de Maio de 2011.

3. A segunda metade deste salmo celebra Deus como rei so-


bre toda a terra. Como isto é um cumprimento da pro-
messa de Deus a Abraão?

4. Quando veremos isto manifestado e que características


antecipamos no reino universal de Deus (veja Romanos
13 e Apocalipse 13)? Compare e contraste o domínio de
Deus e os caminhos pelos quais homens e mulheres go-
vernam as nações.

5. Visualize a cena do versículo 9, quando todos os nobres e


líderes das nações se reúnem para honrar a Deus como o
Único e Verdadeiro Rei. Como essa imagem inspira você
a honrá-lo como Rei de sua vida? Como ela impacta sua
adoração?

87
Deus se Encarrega
Entendendo e Vivendo
Jennifer Lewis Berg
Os salmos não são lineares. É impossível desco-
brir exatamente quando foram escritos, quem os escre-
veu, por que foram escritos, ou mesmo sua posição exata
na história. Eles são um mistério. E seu mistério nunca
será reduzido a zero. Nós não os lemos, recitamos, me-
morizamos, cantamos ou oramos porque eles contam
uma história ou relembram-nos um evento específico.
Nós os apreciamos com nossos olhos, nossos ouvidos,
nossa mente e nosso coração. Envolvemo-nos neles, em-
bebemo-nos em sua poesia, sentimos seu calor e sua ira,
sua celebração e miséria e os armazenamos em um local
seguro conosco.
E isso é exatamente o que os escritores, primeiros
ouvintes e cantores dos salmos fizeram também. Eles
foram escritos como reações emocionais a fatos que
aconteciam. Adoradores daquele tempo cantavam suas
respostas às experiências da vida deles. Suas canções,
como o resto de sua adoração, refletiam as expressões
de sua cultura.

Um Salmo para Todo o Povo


Estudiosos acreditam que o salmo 47 tenha sido
escrito mais ou menos ao mesmo tempo em que o 46.
O salmo 46 provavelmente era uma oração de ações de
graças e adoração, porque Deus resgatara os judeus dos
assírios e lhes restaurara sua cidade e seu templo. Muitos
creem que o 47 foi escrito especificamente para a ceri-
mônia de colocação da Arca da Aliança no templo.
88
Lição 8 - Sábado, 28 de Maio de 2011.
Este salmo ilustra como reconhecer Deus e lhe
dar graças por suas obras maravilhosas. O salmista ins-
trui os adoradores a bater palmas e a cantar a Deus em
um feliz cântico. Na verdade, todo o povo é instruído
neste assunto, não apenas os adoradores no templo. O
salmista está convidando todas as pessoas do mundo,
mesmo os não-crentes, a reconhecer Deus e demonstrar
com expressões visíveis que ele é Rei de toda a Terra. O
Senhor está sendo apresentado como o Deus do mundo
inteiro! Todos são convocados a adorá-lo como o verda-
deiro Deus, que é descrito como “tremendo,” “o Grande
Rei” e “o Senhor Altíssimo” (v. 2, NVI).
“O Deus Altíssimo é deslumbrante, domina a terra e
os oceanos. Ele esmaga pessoas hostis, põe nações aos nossos
pés” (v. 2, 3, The Message). A partir desta paráfrase humana,
o imenso comando de Deus pode ser visualizado. Seu poder
e soberania são palpáveis. Seus feitos redimiram um povo e
lhe deram refúgio. O salmista quer tornar inquestionavel-
mente quem Deus é e por que ele deve ser adorado.

Por Que O Louvamos


O salmo 47 tem um caráter impulsionador. Seu
tom é forte. Seu sentido é claro. Se você ler em voz alta,
não há rodeios em sua mensagem poderosa. A fim de
viver a vida que queremos viver, temos que fazer coisas
que Deus quer que façamos. E, não surpreendentemen-
te, ele quer nosso louvor. Na verdade, nossa fé requer
que o louvemos. O Espírito Santo habita em nós e neces-
sita de nosso louvor. Somos obrigados a honrar a Deus.
Louvá-lo nos leva para essa vida de honrá-lo.
Precisamos viver a vida que Deus nos tem prepa-
rada, e não simplesmente pedir a ao Senhor que habite
89
Deus se Encarrega
em nossa vida. Devemos imergir-nos na existência de
Deus e não reservar apenas um pequeno canto de nossa
vida para ele. Devemos viver como cremos. Se nos rode-
armos completamente com Deus, então, seremos parte
do que ele é. Isso é o que o Senhor quer para nós. Louvá-
lo, cantar sobre ele, misturar o emocional e até o físico
em nossa adoração nos leva para mais perto desse lugar.
Precisamos ser ensinados a louvar a Deus. O salmo 47
é bem específico sobre como e por quê devemos fazer
isto.
“Pois Deus é rei de toda a terra; cantem a ele um
salmo de louvor,” (v. 7, NVI). Em 1 Coríntios 14:15, Pau-
lo escreveu: “Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas
também orarei com a mente; cantarei com o espírito,
mas também cantarei com a mente.” Paulo também es-
creveu em Colossenses 3:16: “Habite, ricamente, em vós
a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutu-
amente em toda a sabedoria, louvando a Deus com sal-
mos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão, em
vosso coração.” Precisamos louvá-lo e entender por quê
o louvamos.

Rei de Toda a Terra


Caso Deus seja, de fato, o Rei de toda a terra, a
terra tem uma maneira bem engraçada de mostrar isso.
Podemos ser verdadeiros para com as leis de Deus e se-
guir as leis do homem? Se você der uma olhada no mun-
do hoje, com o que você vê em seu próprio mundo, e o
que nos é mostrado sobre o resto do mundo, é desafia-
dor alinhar o que sabemos que Deus quer com o que o
mundo nos diz para fazer. Poderíamos cobrir as leis e
regras de nossa sociedade com as regras expostas na Bí-
90
Lição 8 - Sábado, 28 de Maio de 2011.
blia e encontrar uma combinação perfeita, uma simetria
hermética? Provavelmente não. Pode ser difícil alinhar
o relacionamento entre nossa fé e a lealdade a princípios
nacionais ou até internacionais. As regras de Deus são
reconhecidas ou refletidas em nosso mundo hoje?
Deus é soberano sobre todo o povo. Salmo 47:8,
9 afirma: “Deus está assentado em seu santo trono.
Os nobres das nações se reúnem como povo do Deus
de Abraão, pois os reis da terra pertencem a Deus. Ele
é grandemente exaltado” (NVI). Isso significa que os
mandamentos de Deus se aplicam a todos, mas nosso
primeiro compromisso é com o Senhor. Isso também
significa que os governantes da terra, em última instân-
cia, pertencem a Deus e estão sob a direção dele.
Somos compelidos a honrar as leis como manu-
ais, porque elas podem nos apontar a direção que Deus
quer que sigamos. Nosso objetivo é habitar na santidade
e na glória de Deus. O Espírito de Deus habita dentro de
nós, não as leis ou a política de qualquer nação ou esta-
do. Estes são apenas meios para um fim, não o fim em si.
Estamos aqui para amar a Deus e ao próximo. Deus nos
criou para viver em seu amor. Ele deve ser grandemente
exaltado!

A Intenção
A intenção do salmo é dar glória a Deus e levar o
homem para essa glória. Nossa mais alta lealdade per-
tence a Deus. É essencial que vivamos fiel e retamente.
“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória,
a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim,
por causa da tua vontade vieram a existir e foram cria-
das” (Apocalipse 4:11)
91
Deus se Encarrega

Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Identificar razões para louvar o governo de Deus sobre
todas as nações;
2. Entender que o domínio de Deus sobre todas as nações
inclui o domínio dele sobre nossa nação e nossa vida;
3. Aprender a louvar a Deus com um coração alegre para a
liderança sustentadora dele.

Atividade Pedagógica
Convide estudantes a escreverem uma “carta de
Deus” a um líder internacional dando críticas construti-
vas e conselhos sobre como liderar uma nação de acordo
com o domínio de Deus.

Olhando adiante
A seguir veremos mais uma maneira pela qual
Deus sustenta seus filhos. Ele preenche nosso vazio atra-
vés de sua própria presença.

92
A Presença de Deus
Conforta e Tranquiliza
Salmo 63
Meditações Bíblicas Diárias
Steve & Angie Osborn

Domingo – Gênesis 3:1-8


Por que, às vezes, tentamos nos esconder de Deus?
Quando estamos vivendo em desobediência ao plano
dele para nossa vida, a culpa se estabelece e começamos
a nos distanciar de Deus, esperando que, de alguma ma-
neira, ele não perceba. De acordo com Gênesis 3, Adão e
Eva fizeram a mesma coisa. O triste é que a presença de
Deus tem a intenção de nos trazer conforto e segurança.
E ainda assim nos afastamos dela exatamente quando
mais precisamos. O melhor é, ao invés, de tentar se es-
conder, reconhecer o pecado, confessá-lo a Deus e des-
frutar o conforto amoroso da presença divina.

Segunda – Jonas 1:1-10


Pior do que tentar se esconder de Deus é intentar
fugir dele. O salmo 139 nos lembra de que não há lu-
A Presença de Deus Conforta e Tranquiliza
gar na terra onde Deus não possa nos encontrar. Jonas
não deve ter recebido essa mensagem. Quando Deus o
instruiu a fazer uma tarefa que ele teve medo de reali-
zar, Jonas foi na direção contrária – tão longe e depressa
quanto conseguiu. Ele realmente pensava que Deus não
o encontraria, aonde quer que ele fosse? Devemos guar-
dar na mente que não importa quão assustadoras sejam
nossas circunstâncias, estar onde Deus quer que esteja-
mos é o lugar mais seguro.

Terça – Salmo 114


Eu gosto de ver a transformação, que acontece
após um jogo de futebol americano profissional, dos jo-
gadores intimidantes e irados a pais cuidadosos e amo-
rosos. Filhos pequenos que poderiam facilmente ser es-
magados por seus braços, marcham confiantemente até
eles e pedem colo. Eles sentem-se seguros porque conhe-
cem aqueles homens truculentos de uma maneira dife-
rente da nossa. O salmo 114 fala sobre quão apropriado
é para a terra tremer de medo na presença do Senhor. E,
todavia, nós conhecemos este Deus maravilhoso como
nosso Pai. Nós o tememos, mas isso apenas nos conduz
à reverência, devido à santidade dele. Não o tememos
por medo do que ele pode fazer conosco, mas por res-
peito a quem ele é!

Quarta – Salmo 100


Gostei de observar um juiz, do tribunal de trân-
sito, repreendendo a um rapaz que se apresentou usan-
do bermuda. O juiz informou ao moço que ele deveria
mostrar o respeito apropriado ao entrar na presença da
côrte. Necessitamos atentar à atitude apropriada para
94
Lição 9 - Sábado, 04 de Junho de 2011.
entrar na presença do Soberano do Universo, com res-
peito e reverência. Porém, o salmo 100 também nos re-
corda devemos adentrar à presenaça de Deus com gra-
tidão por tudo quanto ele tem feito. Podemos mostrá-la
por meio de nosso louvor e de ações de graças. Às vezes,
adoramos silenciosamente enquanto outras, gritamos,
cantamos e nos alegramos diante dele. Não tenha medo
de MOSTRAR sua gratidão a Deus.

Quinta – Atos 3:17-26


Quantas vezes você ouviu alguém reclamar sobre
estar se sentindo distante de Deus? Normalmente é o
pecado vida que está causando o afastamento. O versí-
culo 19 nos lembra que nossa alma pode ser renovada
passando um tempo na presença do Senhor. Contudo,
para chegar lá, devemos nos arrepender e retornar. En-
quanto nos apegarmos a nossos pecados, não teremos
o relacionamento que tão desesperadamente queremos
com ele. Abandone o pecado. Afaste-se dele e retorne à
presença do Senhor. Abrace e desfrute do renovo espiri-
tual que pode vir somente dele.

Sexta – 2 Samuel 22:2-7


Há uma grande quantidade de poder em nosso
louvor. Somos tentados a pensar que quando louvamos
a Deus, ele recebe todo o benefício. Contudo, nós rece-
bemos mais do que damos. Quando dedicamos tempo
para louvar a Deus por seus atos maravilhosos, somos
reassegurados, lembrando-nos do que ele tem feito por
nós. Quando louvamos a Deus por quem ele é, somos
fortalecidos, lembrando-nos de suas características ma-
ravilhosas. Nosso louvor proclama a grandeza de Deus
95
A Presença de Deus Conforta e Tranquiliza
a todos os que estiverem ouvindo. Nosso louvor lembra
a Satanás de que ele já foi derrotado por nosso Deus tre-
mendo. Reserve tempo para louvar a Deus, hoje e todos
os dias.

Sábado – Salmo 63
Você já precisou fazer uma viagem longa, ficando
um bom tempo longe de sua família? Então, conhece a
sensação de estar com saudade de casa. Você pode estar
em lugares empolgantes, fazendo atividades entusias-
mantes. Mas no fim, não há lugar como o lar. A presença
de Deus é “lar” para seus filhos. Lá há conforto, paz, se-
gurança e renovo. Quando nos afastamos, as coisas não
parecem certas porque nossa alma tem sede dele e nossa
carne o almeja (v. 1). Se você se encontra hoje distante
da presença de Deus, volte para o lar ao qual pertence.

96
Lição 9 - Sábado, 04 de Junho de 2011.

Estudo Contexto Devocional


Salmo Salmo Salmo
63 63 3

Verso Áureo
“Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco an-
siosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te
almeja, como terra árida, exausta, sem água.” (Salmo
63:1)

Núcleo da Lição
As pessoas anelam conforto para preencher o va-
zio em suas vidas. Quem ou o que poderá realizar este
anseio? O rei Davi se regozija no conforto e na confiança
que atinou na presença de Deus.

Questões para o Estudo do Texto


1. Revise 2 Samuel 15 para um provável contexto da com-
posição do Salmo 63. Pelo que Davi estava passando nes-
se tempo? Como isso nos ajuda a entender seu clamor a
Deus por segurança?

2. Faça uma lista das várias figuras de linguagem que Davi


usou neste salmo para pintar um quadro claro do que ele
estava experimentando e sentindo. Que mensagem tais
figuras nos dão sobre a situação do salmista? O que elas
nos dizem sobre seu entendimento da presença de Deus?

97
A Presença de Deus Conforta e Tranquiliza

3. Você consegue pensar em figuras de linguagem, da vida


diária, que nos ajudariam a entender melhor o que Davi
está tentando expressar aqui?

4. Faça um estudo e explique o que significava para Davi


“bendizer [a Deus]” e levantar as mãos em nome de Deus
(v. 4).

5. Como experimentar a presença de Deus e a segurança


que ele traz que nos ajuda em nosso dia a dia?

6. Que experiências você já teve que foram como as de Davi


no texto? Você já se sentiu atacado ou oprimido e deses-
peradamente necessitado de sentir a presença de Deus?
Como fazer esta oração com Davi tem lhe ajudado nessa
situação?

98
Lição 9 - Sábado, 04 de Junho de 2011.
Entendendo e Vivendo
Jennifer Lewis Berg
Pode soar como clichê, mas os salmos nos ensi-
nam sobre a pequenez do homem e a grandeza de Deus.
O salmo 63, um dos de Davi, provavelmente foi escri-
to enquanto era rei de Israel. Estudiosos acreditam que
Davi o escreveu enquanto estava fugindo de seu filho
desleal, Absalão. Também acredita-se que os salmos 3,
4, 5 e 6 foram escritos nessa mesma época. Dizer que
Davi estava ansioso seria retórico. Podemos ver, a partir
dos sentimentos inegavelmente apaixonados expressos
em todos estes salmos, que Davi implorou a Deus que o
resgatasse, protegesse e confortasse.
Davi pode ter vivido no deserto nessa época. Ele
usou essa metáfora para dar autenticidade quando orou:
“minha alma tem sede de ti, meu corpo anseia por ti,
em uma terra seca e exausta onde não há água” (Salmo
63:1, NVI). Não somente ele estava vivendo em isola-
mento físico, solidão e apreensão, mas sua alma desejava
igualmente ser satisfeita. Este salmo pinta um quadro
do simples anseio de Davi pelo único Deus verdadeiro e
de seu apelo por socorro.

Cedo Buscar-te-ei
Davi ansiava começar seu dia olhando para Deus.
Ele orava com um coração aberto e um desejo intenso
de se conectar a Deus. Começar cedo pode estabelecer
o tom do dia. Nesse momento particular de sua vida,
Davi provavelmente estava despertando com um senso
de urgência em permanecer tão próximo de Deus quan-
to pudesse. No salmo 5, Davi busca a Deus nas primei-
99
A Presença de Deus Conforta e Tranquiliza
ras horas: “De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de
manhã te apresento a minha oração e fico esperando”
(Salmo 5:3).
Davi tinha uma notável intensidade ou um sen-
timento pelo Senhor e uma de suas grandes habilida-
des era a maneira pessoal e aberta com que falava com
Deus. Os presentes extraordinários deixados por Davi,
e outros escritores dos salmos, são as orações pessoais e
adoradoras que os sustentaram. Os salmos nos ensinam
como orar. Não são conversas com Deus ou diálogos en-
tre amigos. Elas se erguem e ligam nosso coração dese-
joso a Deus.

A Presença Sustentadora de Deus


Esperamos até estarmos intensamente seden-
tos por Deus para buscá-lo? Será que é típico dos se-
res humanos ignorar sua necessidade de Deus até que
as coisas fiquem realmente ruins? Parece que esperamos
momentos de destituição espiritual antes de clamarmos
pela ajuda divina. Ao menos, nesses tempos, finalmente
reconhecemos nossa necessidade dele. Poderíamos tirar
uma lição do livro de Davi. Se continuamente buscásse-
mos a presença sustentadora do Senhor em nossa vida,
seríamos mais capazes de reconhecer o que ele deseja
que façamos.
Em Salmo 63:3, Davi diz: “Em seu generoso amor
finalmente estou vivendo de verdade!” (The Message).
Deveríamos ir até um local para reconhecer o amor de
Deus todo o tempo – o que requer disciplina da nossa
parte. Devemos aprender a incorporar a presença sus-
tentadora de Deus no tecido de nossa vida. Temos que
intencionalmente apoiar nosso relacionamento com ele,
100
Lição 9 - Sábado, 04 de Junho de 2011.
não apenas esperar e assisti-lo realizar tudo. Isso signifi-
ca que devemos também buscar primeiramente seu rei-
no (Mateus 6:33).
No Salmo 63, Davi listou diferentes partes de sua
vida em que ele reconheceu a mão divina. Ele já vira
Deus no santuário. Agora para Davi isso pode ter sig-
nificado o santuário do céu noturno, com um milhão
de estrelas, ou o local da adoração formal (Se ele esta-
va vivendo no deserto neste tempo, provavelmente foi
o anterior). Este salmo pode nos ajudar a entender que
o santuário existe onde habitar o Espírito. Precisamos
conhecer e sentir sua presença onde quer que estejamos,
sozinhos ou não.

A Noite
E quanto à noite, sono, falta de sono, orações,
temores, pensamentos e meditações? Você desperta no
meio da noite, preocupado e incomodado? Você sente-
se mais inclinado para buscar a Deus no escuro, na so-
lidão?
Davi provavelmente teve uma porção dessas noites
em sua vida. Ele declarou em Salmo 63:6: “Quando me
deito, lembro-me de ti; penso em ti durante as vigílias
da noite.” (NVI). Em Salmo 4:4, ele escreveu: “Quando
vocês ficarem irados, não pequem; ao deitar-se reflitam
nisso e aquietem-se” (NVI). Em Salmo 6:6, ele disse:
“Estou exausto de tanto gemer. De tanto chorar inun-
do de noite a minha cama; de lágrimas encharco o meu
leito” (NVI). Depois, no Salmo 3:5, ele afirmou: “Eu me
deito e durmo, e torno a acordar, porque é o Senhor que
me sustém” (NVI).
101
A Presença de Deus Conforta e Tranquiliza
Podemos passar por qualquer noite assustadora
porque Deus nos sustenta. Novamente, Davi usa uma
metáfora para desenhar uma figura clara. Nós temos de
fato nossas noites escuras da alma. E Deus é a única sa-
ída.

A Sombra das Asas de Deus


“Porque és a minha ajuda, canto de alegria à som-
bra das tuas asas. A minha alma apega-se a ti; a tua mão
direita me sustém” (Salmo 63: 7, 8 NVI). Deus é o Pai
forte e firme para a criança brincalhona. A presença de
Deus permite-nos relaxar e sentir-nos seguros. Não im-
porta o que aconteça, Deus nos sustenta e nos manteem
seguros.
Davi sentia tal segurança com Deus em sua vida
em meio às suas experiências, dramáticas e incríveis.
Mesmo que nossa vida não seja sempre cheia de alegria
e nem sempre corra tudo bem, precisamos nos esforçar
para sentir a mesma alegria que Davi sentia em saber
que Deus sempre o abrigaria.
Imagine que as fortes mãos de Deus nos segurem
firmemente quando estivermos afundando abaixo da
superfície de nossos próprios terrores e provações. Es-
tamos desamparados sem ele. A presença de Deus em
nossa vida pode nos confortar e trazer tranquilidade.
No fim, nosso relacionamento com ele pode preencher
nossa vida vazia e nos trazer satisfação e plenitude.

102
Lição 9 - Sábado, 04 de Junho de 2011.
Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Revisar como Deus proveu plenitude na vida de Davi;
2. Conduzir a um desejo de louvar a Deus do fundo do co-
ração;
3. Identificar maneiras de encontrar satisfação e expressar
alegria na presença de Deus.

Atividade Pedagógica
Em grupos pequenos, de 2 a 5, dependendo do ta-
manho da classe, exore a seus alunos que preparem uma
cena pequena ou pantomima que retrate nossa necessidade
desesperada pela presença de Deus em nossa vida. Faça com
que os grupos façam suas apresentações uns para os outros
e conduza uma discussão sobre a diferença que conhecer a
presença de Deus faz em nossa vida.

Olhando Adiante
Podemos abraçar o poder sustentador de Deus atra-
vés de seu cuidado pela criação, a sabedoria de sua lei, a
força de sua liderança e a segurança de sua presença.

103
Atenção
O próximo sábado
áb d seráá o 10º sábado.
áb d As A ofertas
f t reco-
lhidas em todas as Igrejas Batistas do Sétimo Dia, deverão ser
enviadas para a Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira,
para apoio da obra missionária, conforme instruções abaixo.
Solicita-se que as remessas de dízimos, ofertas e outras
contribuições destinadas à Conferência Batista do Sétimo Dia
Brasileira, sejam feitas através de cheques, ordens bancárias ou
vales postais nominais, de preferência para as seguintes agên-
cias e contas bancárias:
1. BANCO DO BRASIL S. A. - Agência nº. 1622-5 de
Curitiba / PR - Conta Corrente nº. 157643-7 Titu-
lar: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira
2. BANCO BRADESCO S.A. - Agência nº. 0049-3 de
Curitiba/PR - Conta Corrente nº. 153799-7 Titular:
Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira.

3. BANCO ITAÚ - Agência nº 3703 - Conta Corrente


nº 06312-7 - Titular: Conferência Batista do Sétimo
Dia Brasileira.
Após a remessa, enviar carta com a FICHA DE REMES-
SA ao tesoureiro geral, contendo as datas, os valores e indican-
do a sua natureza: se são remessas, ofertas em geral ou para
uma finalidade específica.
UNIDADE III

Deus Protege
CARTÕES DE ORAÇÃO
Deus é Tremendo
Salmo 66
Meditações Bíblicas Diárias
Lynne Severance

Domingo – Juízes 10:10-16


Há muitas maneiras como os humanos reagem
quando surgem problemas. Em certas ocasiões, procu-
ramos modos de solucioná-los por nossa conta; em ou-
tras pedimos ajuda daqueles próximos a nós. Podemos
esperar e ver se o problema irá embora. Ou, podemos
apenas nos preocupar e imaginar que o pior virá.
Como cristãos, nossa primeira reação deve sem-
pre ser nos voltarmos para Deus e humilde, e confian-
temente, pedir que nos livre. Quanta preocupação e dú-
vida desnecessárias você se permitirá passar antes de se
voltar para Deus e clamar por livramento?

Segunda – 1 Samuel 7:3-13


Samuel sabia que, para Israel voltar verdadeira-
mente para Deus, eles deveriam ofertar o coração deles
completamente ao Senhor e se livrar de seus deuses es-
trangeiros. Talvez não tenhamos Baal e Astarote, mas
Deus é Tremendo

podemos e, às vezes, permitimos que muitos fatores em


nossa sociedade controlem nossas ações e nossa vida:
empregos, horas no computador, comida, pessoas, es-
portes, dinheiro, televisão e outras coisas. Deus pede
que entreguemos esse controle a ele. Quando oferece-
mos nossos desejos terrenos e nosso coração completa-
mente a Deus, descobrimos exatamente o quanto a vida
funciona muito melhor com ele no controle. Nosso Pai
realmente sabe tudo!

Terça – 1 Samuel 17:31-37


Esta é uma das minhas histórias bíblicas favori-
tas. Eu sempre fui uma grande fã do desfavorecido. Amo
ver o cara pequeno vencer. Mas Davi não tinha a atitude
de um cara pequeno ou um desfavorecido. Ele não tinha
dúvidas de que, com a ajuda de Deus, conseguiria der-
rotar Golias.
Que tipo de gigantes você está enfrentando hoje?
Problemas de saúde? Disputas familiares? Insegurança
no trabalho? Depressão? Crianças rebeldes? Qualquer
que seja o gigante que você estiver enfrentando, siga o
exemplo de Davi. Comece confiando em Deus e então
o combata sabendo, sem dúvida, que o Senhor vai à sua
frente e que ele também cuida de sua retaguarda.

Quarta – Salmo 40:1-5


Eu me lembro de um ímã em minha geladeira
com a pequena oração: “Dê-me paciência, Senhor, mas,
por favor, apresse-se.” Como mãe de dois ativos meni-
nos e com uma carreira, administrando uma equipe de
trinta pessoas em um ocupado restaurante familiar, eu
ria do ímã. Esperar pacientemente não parecia uma op-
108
Lição 10 - Sábado, 11 de Junho de 2011.

ção para mim na maioria dos dias. Eu precisava de pa-


ciência e ajuda AGORA MESMO! Não posso começar a
contar quantas vezes, desde então, tenho visto todas as
bênçãos que seguem o esperar e o confiar. Entregue a ele
suas preocupações hoje e depois aguarde e confie nele
para dar-lhe uma nova canção. Ele dará.

Quinta – Salmo 66:13-20


Tenho uma amiga que não tem nenhum relacio-
namento com grande parte de sua família. Em algum
ponto, alguém fez ou disse algo que magoou outra pes-
soa e os laços foram cortados. A comunicação passou de
palavras amargas e sem sentimentos ao zero total.
Sendo humanos e imperfeitos às vezes pecamos
contra nosso Pai. Dizemos e fazemos coisas que o ma-
goam. Para manter a comunicação aberta entre nós e
Deus, devemos estar dispostos a confessar e nos arre-
pender. Se assim fizermos, podemos ter certeza de que
ele nos ouvirá quando orarmos.

Sexta – Salmo 22:19-28


Em 11 de setembro de 2001, vimos os resultados
devastadores de algumas escolhas horríveis que certas
pessoas fizeram. Em tempos assim é difícil lembrar que
Deus é quem governa cada nação. Há momentos nume-
rosos na Bíblia, nos quais Deus usou reis e suas nações
(mesmo aquelas que não tinham conhecimento dele)
para realizar seus propósitos. Como diz esta passagem:
“o domínio pertence ao Senhor e ele governa sobre as
nações” (v. 28, NVI). Isso inclui toda nação, estado, ci-
dade e comunidade, quer entendamos quer não os even-
tos que acontecem à nossa volta.
109
Deus é Tremendo

Sábado – Salmo 66:1-12


As pessoas que conhecemos e de quem depen-
demos têm maneiras de nos deixar. Elas morrem. Se
mudam. Às vezes cortam comunicação conosco. Filhos
e netos podem se tornar ocupados demais para terem
tempo para nós. Podemos “amadurecer”. Amigos po-
dem abandonar nosso estudo bíblico ou igreja. Colegas
de trabalho, empregadores e empregados aposentam-se.
Prefeitos, governadores e presidentes deixam o cargo.
Às vezes, estas separações podem ser muito dolorosas.
Entretanto, nosso relacionamento com Deus deve ser a
prioridade número um em nossa vida. Saber que Deus
sempre foi, é e sempre será, é de grande conforto para
nós. Ter ciência de que, pelo seu poder, Deus está no
controle para sempre, nos dá grande paz.

110
Lição 10 - Sábado, 11 de Junho de 2011.

Estudo Contexto Devocional


Salmo Salmo Salmo
66:1-12 66 40:1-5

Verso Áureo
“Vinde e vede as obras de Deus: tremendos feitos
para com os filhos dos homens!” (Salmo 66:5)

Núcleo da Lição
Muitas pessoas levam fardos que são pesados
demais para carregar. O que pode aliviar nossa carga?
Podemos cantar ao Senhor porque o seu grande poder
divino sustenta nossa vida, e, a mão de Deus guarda os
nossos pés de tropeçar.

Questões para o Estudo do Texto


1. Alguns têm sugerido que este salmo, foi escrito em res-
posta ao livramento milagroso de Judá da mão do Rei
Senaqueribe e dos assírios (2 Reis 19). De que maneiras
o salmo 66 se encaixa nesse cenário?

2. O salmo 66 é parte de uma série de quatro salmos (65-


68) que louvam a Deus por seus atos maravilhosos.
Compare e contraste este salmo com os outros três.
111
Deus é Tremendo

Como eles são semelhantes? Como são diferentes? Por


que tipos de ação eles estão louvando a Deus? De que
maneiras diferentes eles expressam louvor?

3. O versículo 6 relembra a provisão de Deus de uma rota


de fuga para Israel através do Mar Vermelho. Que van-
tagens obtemos lembrando e recontando coisas especí-
ficas que Deus fez por nós ou por outros no passado?

4. Quais são alguns exemplos específicos de sua vida nos


quais você se inspira a louvar a Deus por seu livramen-
to?

112
Lição 10 - Sábado, 11 de Junho de 2011.

Entendendo e Vivendo
Scott Hausrath

Dependentemente Incrível
Neste trimestre, temos visto os livros do Antigo
Testamento, Êxodo e Salmos, para aprender mais de
Deus, o Pai. Hoje continuamos nossa jornada através
dos salmos enquanto estudamos o salmo 66 e vemos
quão maravilhoso Deus é. Enquanto somos lembrados
das ações do Senhor, especificamente seus feitos para
conosco, humanos, vemos mais uma vez que podemos
depender totalmente de Deus (os salmos 65-68 formam
uma unidade coesa na linguagem dos salmos, compar-
tilhando muitos temas em comum).
Quem é o autor do salmo 66? Não temos certe-
za, mas muitos estudiosos acreditam que, este provavel-
mente, tenha sido escrito por um rei que viu Deus resga-
tar sua terra e seu povo da mão de um inimigo perigoso.
O tema deste salmo é muito simples: o autor louvou a
Deus por responder sua oração e resgatá-lo da tribu-
lação. Olhando o contexto geral deste louvor, obtemos
informações importantes que podem aprofundar nosso
relacionamento com Deus.

O Processo do Louvor
Louvar a Deus é algo maravilhoso de se fazer, mas
geralmente não é feito em isolamento. Normalmente é
algo que faz com que louvemos a Deus. Em troca, o que
quer que tenha feito com que louvássemos a Deus foi o
resultado de uma causa anterior, que em si mesmo foi o
resultado de outra causa anterior. Em outras palavras,
113
Deus é Tremendo

louvar é um processo. Este processo é o que o autor do


salmo de hoje estava nos comunicando.
Algo desafiador neste salmo é que seu autor não
começou no princípio do processo, mas no fim. Os pri-
meiros quatro versículos do salmo 66 convocam-nos
a engajarmo-nos no último degrau deste processo de
quatro degraus – o louvor em si (Também vemos esta
convocação ao louvor nos versículos 8 e 13-15). Qual é,
então, o passo anterior no processo? O que faz com que
louvemos a Deus? Nossa resposta se encontra no ver-
sículo 3, no qual o salmista nos apressa a dizer a Deus
quão maravilhosas são as suas obras.
As obras de Deus, seus feitos realizados em nosso
favor, fazem com que o louvemos. Se vamos, portanto,
fielmente louvá-lo por suas obras, é imperativo que este-
jamos conscientes delas. Assim, nós vemos a lógica nos
convites do autor para que nos aproximemos e vejamos
(versículo 5) e nos aproximemos e escutemos (versículo
16). O autor queria que víssemos e ouvíssemos sobre o
que Deus fez por ele e por seu povo. Isso, então, traz a
questão do porquê Deus fez estas coisas.
Desta forma, chegamos ao próximo passo no
processo (na verdade, o passo anterior), no qual pedi-
mos a Deus ajuda em nossa vida. O salmista nos diz nos
versículos 16-20 que clamaou a Deus e este não rejeitou
sua oração. Este passo no processo é aquele com o qual
todos estamos familiarizados; todos somos muito bem
versados em buscar a ajuda de Deus. Às vezes, ele nos
responde diretamente intervindo em nossas circuns-
tâncias. Entretanto, mais comumente ele envolverá uma
114
Lição 10 - Sábado, 11 de Junho de 2011.

terceira parte. Deus normalmente usa outras pessoas


para trazer à tona suas bênçãos em nossa vida.
Finalmente, chegamos ao primeiro passo neste
processo de quatro: o surgimento de uma necessidade. É
onde tudo começa. É respondendo às nossas necessida-
des que tipicamente convidamos Deus para se envolver
em nossa vida, levando ao seu encontro nossas necessi-
dades e resultando definitivamente em nosso louvor a
ele. Nossas necessidades levam ao louvor a Deus.

Algo Mais?
O autor do salmo de hoje trouxe à tona um con-
ceito desafiador, quando listou as necessidades dele nos
versículos 10-12. Ele disse que Deus nos testa (ou expe-
rimenta). Esse pensamento não é tão desafiador quanto
o modo como Deus nos testa. De acordo com estes versí-
culos, o Senhor nos permite cair em armadilhas, coloca
fardos sobre nossas costas e permite que pessoas pisem
sobre nós. Isso soa como as ações de um Deus que nos
ama?
É somente olhando o contexto destas provações
que podemos entender o que acontece abaixo de sua
superfície. Como o autor do salmo 66 afirmou, nossas
provações nos levam a nos orientar na direção de Deus,
à medida que buscamos sua provisão para as nossas ne-
cessidades. É, então, enquanto recebemos suas provisões
que somos mais uma vez relembrados de quão maravi-
lhoso Deus é, e completamente digno de que dependa-
mos dele. Isto deve nos levar, mais uma vez, a louvar a
Deus por seus feitos em nosso favor. Nossas necessida-
des começam o processo, e nosso louvor o completa.
115
Deus é Tremendo

O maior desafio para nós é o da perspectiva. Nos-


sa perspectiva natural leva-nos a olhar para um proble-
ma como um impedimento ao longo de nosso caminho.
Problemas nos distraem de realizar nossos objetivos. A
realidade, entretanto, é que Deus permite que estes pro-
blemas venham em nossa vida para que nos concentre-
mos mais em seu objetivo para nós: maturidade espiri-
tual.
As Escrituras estão cheias de relatos de pessoas
diferentes que entenderam o que realmente acontece
abaixo da superfície das provações. Tiago, por exemplo,
nos chamou a ver nossas provações com alegria, porque
nossas provações levam à maturidade (Tiago 1). O autor
de Hebreus nos encoraja a ver nossas dificuldades como
meios de nos tornarmos mais santos, justos e pacíficos
(Hebreus 12:7-11). O autor do salmo de hoje nos lem-
brou que, se tivermos uma perspectiva apropriada, os
problemas podem nos levar ao louvor.
Uma maneira de alcançar esta perspectiva é ver
tudo na vida como parte de um processo. Provérbios
16:9 nos diz que, embora possamos estabelecer nosso
próprio caminho, é Deus quem determina nossos pas-
sos. Ele faz isso porque sabe exatamente que lições pre-
cisamos aprender para nos tornarmos mais maduros.
A maturação é um processo. Acontece com o tempo.
Portanto, com o curso do tempo, Deus permite esses
problemas em nossa vida, a fim de fortalecer nas áreas
exatas onde somos fracos.
O processo de quatro passos que o autor do salmo
66 compartilhou conosco é na verdade um ciclo. Uma
vez que passamos pelo processo de receber um proble-
116
Lição 10 - Sábado, 11 de Junho de 2011.

ma em nossa vida, buscar a ajuda de Deus, ver a pro-


visão divina e louvá-lo por sua provisão, começamos o
ciclo novamente com um novo problema. Nosso Senhor
nos coloca nesse circuito infindável de desafios porque é
um Deus cruel que quer nos ver sofrer? Na verdade, isso
tem mais a ver conosco e menos com Deus. Cada um
de nós tem muito a crescer, mais do que jamais podere-
mos realizar durante nossos dias aqui na terra. Deus nos
aceita do jeito que somos. Mas ele nos ama demais para
permitir que fiquemos desse jeito. Ele sabe que só sere-
mos preenchidos na medida em que estivermos crescen-
do. Então, ele permite essas situações em nossa vida, que
nos impulsionam a crescer.
Em que áreas de sua vida você está atualmente
sendo impulsionado a crescer? Outra maneira de per-
guntar é: “Quais são seus problemas atuais?” Desafio
você a escrever seus problemas e intitular a lista como
“Oportunidades de Crescer”. Quando vistos como opor-
tunidades, os problemas podem se tornar soluções.

117
Deus é Tremendo

Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Relembrar experiências de livramento de Deus na histó-
ria de Israel.

2. Assegurar uma convicção firme no poder de Deus para


salvar e livrar o povo de Deus.

3. Desenvolver seu testemunho de como Deus livrou você e


use isso para encorajar outros.

Atividade pedagógica
Conduza os participantes a uma discussão de
maneiras como eles têm experimentado o livramento
de Deus em um momento de provação ou teste. Como
essas experiências afetaram seu entendimento do louvor
a Deus? Faça com que cada participante escreva uma
canção ou oração de louvor a Deus por tudo o que ele
lhe tem feito.

Olhando Adiante
Na próxima semana exploraremos o poder e a bon-
dade eternos de Deus, em contraste com a natureza frágil,
pecaminosa e finita do homem. Embora a vida seja passa-
geira, podemos confiar em Deus para sempre.

118
Deus é Eterno
Salmo 90
Meditações Bíblicas Diárias

Lynne Severance

Domingo – 1 Timóteo 1:12-17


Lembro-me, quando menina, de quebrar um obje-
to de decoração que pertencia às minhas duas tias-avós. Eu
posterguei o máximo relatá-las o ocorrido até que definiti-
vamente tive de notificá-las. Temia ver o desapontamento
delas. Quando a verdade finalmente foi dita, no lugar de de-
saprovação, vi perdão e amor. Nunca me esqueci do dom de
misericórdia delas para comigo. Quanto mais Deus tem me
perdoado? Paulo recebeu perdão, misericórdia, força, graça,
fé e amor. Porque ele se considerava o “pior” dos pecado-
res, tudo que recebeu fez dele um apaixonado em seu louvor
ao Deus eterno. Quero também lembrar-me do seu perdão
com a mesma intensidade de Paulo.

Segunda – Neemias 9:1-5


Quando moça, parecia-me que eu seria jovem para
sempre e que teria muito tempo “mais tarde” para fazer
aquilo que é importante. Contudo, conforme fui ficando
mais velha, ficou claro que o tempo passa rapidamente e
que devemos arrumar tempo para as coisas importantes.
Davi diz no Salmo 39:5 que “a vida do homem não passa de
Deus é Eterno
um suspiro” (NVI) para Deus. Ele deseja que usemos nosso
tempo para ter comunhão com ele. O Senhor deseja nossa
confissão, estudo de sua Palavra, oração, adoração e louvor.
Sendo ele nosso Deus eterno, é assim que anelo é gastar o
tempo que me foi outorgado.

Terça – Efésios 3:7-13


Caso não ouçamos com atenção o que os outros
dizem, podemos deixar passar o que querem ou precisam
de nós. Isto pode ser difícil em relacionamentos. Às vezes,
saber o que Deus deseja de nós parece difícil. Entretanto,
ler sua Palavra e permanecer concentrados nele ajuda-nos a
perceber o propósito que o Senhor tem para nós. Ele sabia
desde o princípio porque deu vida a cada um de nós. Ele
tinha um propósito quando enviou Jesus à Terra. Ele tinha
um propósito para sua Igreja. Ele sabe o que cada dia reser-
va até o fim dos tempos. Tenhamos nossa mente e coração
focados nele.

Quarta – Romanos 1:18-24


Lecionar para as crianças, na Escola Bíblica Sabatina,
com frequência me ensina mais do que eu às crianças. Em
nossa lição sobre a Criação, falamos sobre como podíamos
criar coisas: desenhos, refeições, roupas, histórias, etc. Como
humanos, precisamos de algo para começar antes de poder
criar algo. Precisamos de papel e giz de cera para desenhar
e da comida que Deus criou para fazer uma refeição. Deus,
todavia, criou este mundo maravilhoso e tudo nele simples-
mente pela palavra: “Haja...” Seu poder era, é e sempre será
revelado na complexidade de cada parte da criação.

Quinta – 2 Coríntios 4:13-18


As propagandas anunciam produtos diferentes para
lidar com a dor. Podemos tomar um comprimido para uma
120
Lição 11 - Sábado, 18 de Junho de 2011.
cefaleia ou usar uma bolsa de água quente para uma luxa-
ção; ou aplicar gel e cremes. Podemos, outrossim, conseguir
uma receita do médico. Paulo fala da dor que suportamos
nesta vida. Sua receita: lembrarmos da promessa de Deus de
glória eterna é bem diferente da que ouvimos na televisão.
Qualquer dor que suportamos é de longe superada pela gló-
ria que espera por nós na eternidade. Isso não afasta nossas
provações, mas pode nos encher de esperança e paz.

Sexta – Salmo 90:13-17


Com frequência ouço pessoas dizerem: “Por que se
incomodar,” ou “Qual é a utilidade,” ou “Que diferença
faz?”. Como gastamos nosso tempo faz mesmo uma dife-
rença. Se o gastarmos preocupando-nos se estamos fazendo
uma diferença permanente, não faremos. Deus deu a cada
um de nós um desejo de fazermos nossa vida contarem para
produzir algo significativo, enquanto vivermos neste mun-
do. A única maneira de fazer isso é concentrarmo-nos em
amar e servir a Deus e ao seu povo diariamente. Isto asse-
gurará que todos os nossos dias tenham sentido no plano
eterno de Deus.

Sábado – Salmo 90:1-12


É fácil contarmos nossos dias. Temos séculos de 100
anos, anos de 52 semanas, semanas de 7 dias, dias de 24
horas, horas de 60 minutos e minutos de 60 segundos. Dis-
pomos de calendários e relógios que nos ajudam a mensurar
o tempo. Mas e quanto ao tempo “de eternidade a eternida-
de” (v. 2)? Podemos chegar perto de entender a existência
eterna de nosso Deus? Ele é o Deus que criou não somente
nosso mundo, mas também o próprio tempo. Não há prin-
cípio nem fim para o nosso Deus.

121
Deus é Eterno
Estudo Contexto Devocional
Salmo Salmo 1 Timóteo
90:1-12 90 1:12-17

Verso Áureo
“Antes que os montes nascessem e se formassem a
terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.”
(Salmo 90:2)

Núcleo da Lição
Queremos viver de tal maneira que no fim de
nossos dias possamos dizer confiantemente: “Minha
vida valeu a pena.” Que ajuda está disponível para ex-
trairmos o melhor de nossos dias a despeito de seu nú-
mero? O salmo 90 nos lembra que, embora a vida seja
veloz, podemos viver sabiamente com a presença eterna
de Deus.

Questões para Estudo do Texto


1. Esta oração, atribuída a Moisés, apela à bondade e ao
amor de Deus à luz da rebeldia pecaminosa da humani-
dade. O que sabemos sobre as experiências de Moisés que
nos ajudam a compreender este salmo (veja especialmen-
te Números 14:26-35)?

2. Que contrastes principais são mencionados neste salmo


entre Deus e a humanidade? Em que outros contrastes
122
Lição 11 - Sábado, 18 de Junho de 2011.
você consegue pensar que acentuam nossa necessidade
desesperada pelo amor e misericórdia de Deus?

3. Os versículos 7-9 e 11 enfatizam como vivemos diante da


ira de Deus. Como Deus demonstra sua ira? Seu amor?
Ele pode fazer os dois simultaneamente? Onde encontra-
mos evidências disto nas Escrituras?

4. Que diferença pode fazer em nossa vida se lembrarmos


que Deus vê nossas “iniquidades” e “pecados ocultos” (v.
8)?

5. Que benefício há para nós em contar nossos dias? Isso


mudará a maneira como vivemos nossa vida?

6. É possível alegrarmo-nos com a “aflição” e a “adversida-


de” (v. 15) que enfrentamos? Qual é o papel de Deus nis-
so?

123
Deus é Eterno
Entendendo e Vivendo
Scott Hausrath

“Desculpe, Policial”
“Você sabe que estava dirigindo acima do limite de
velocidade? Carteira e documentos, por favor.” Quantas ve-
zes você já ouviu isso? Admito que eu já! O problema é que,
como com a maioria dos seres humanos, eu não gosto de li-
dar com limites. Quero viver minha vida sem me preocupar
com limite de velocidade, tempo ou atitudes. Infelizmente,
esta é uma expectativa irreal. Neste mundo enfrentamos
muitos limites.
Enquanto continuamos nossa jornada através dos
Salmos, estamos olhando para o 90, único atribuído a Moi-
sés. O cabeçalho deste salmo o descreve como “homem de
Deus,” e Moisés estava escrevendo sobre a natureza do ho-
mem à luz da natureza divina. A tese de Moisés era que Deus
é ilimitado, ao passo que o homem é bastante limitado.

Reflexões
Moisés dividiu seu salmo em duas seções. Primeiro,
ele refletiu sobre o contraste agudo entre a natureza infinita
de Deus e a natureza finita do homem (v. 1-11). Depois, faz
uma série de exigências de Deus, induzidas pelas realidades
de nossa natureza finita (v. 12-17).
O que você diria se alguém lhe perguntasse: “Qual
é a diferença entre Deus e o homem?” Eu provavelmente
iniciaria minha resposta dizendo: “Bem, você tem uns mil
anos para eu responder essa pergunta?” Obviamente há um
abismo imenso entre Deus e o homem. Poderíamos passar
uma vida inteira discutindo este abismo. Moisés, contudo,
não tinha uma vida inteira para completar seu salmo. En-
124
Lição 11 - Sábado, 18 de Junho de 2011.
tão, ele se concentrou em duas áreas de diferença: tempo e
justiça.
Em termos de tempo, a linha de pensamento é
que Deus é atemporal, ao passo que o homem é limitado
pelo tempo. Não importa como o tempo é medido, Deus
transcende esta medição. Deus transcende gerações (v. 1),
ele transcende o mundo (v. 2), ele até mesmo transcende a
perspectiva temporal (v. 4). Enquanto o homem é limitado
pelo tempo, o tempo é limitado por Deus. A natureza atem-
poral de Deus é gloriosa!
Quando se trata do homem, entretanto, Moisés no-
tou que a visão não é tão gloriosa. Ao invés de transcender
o tempo, somos prisioneiros do tempo. Moisés demonstra
este fato nos versículos 3, 5-6 e 10. Visto de uma perspectiva
temporal, nosso destino é a morte – uma conclusão insatis-
fatória.
Mas espere, tem mais! Não somente a conclusão de
nossa vida é muito insatisfatória (morte!), mas também o é
a duração de nossa vida. Isto é por causa da segunda enor-
me diferença entre Deus e o homem: Deus é justo; o ho-
mem não. Nos versículos 7-9, Moisés reconhece a posição
precária na qual nos encontramos: somos criaturas peca-
doras expostas à ira justificada de nosso Criador. Todos os
nossos dias nesta terra são vividos à sombra da ira justa de
Deus para conosco. A ira divina nos consome e aterroriza
(v. 7) a ponto de nosso tempo na terra terminar com um
gemido, um suspiro, um sussurro (v. 9). O que não é santo
não pode se colocar na presença do Santo.

Pedidos
Moisés estava pintando um quadro desolado e de-
primente de nossa condição humana: vivemos todos os dias
encolhendo-nos sob a ira de Deus. Depois completamos es-
125
Deus é Eterno
tes anos miseráveis morrendo. Quem poderia querer viver
assim? Não encontramos preenchimento ou satisfação em
tal existência. Não nos surpreenderia, então, ver que Moi-
sés pede a Deus que nos resgate. Como mencionado acima,
Moisés faz uma série de pedidos a Deus, impulsionado por
nossa situação desesperadora nesta terra (v. 12-17).
A primeira coisa que Moisés pede de Deus é perspec-
tiva (v. 12). Uma perspectiva realista de nossa natureza tem-
poral (entender que nossa vida é inerentemente limitada),
permite que tomemos decisões sábias sobre o que fazemos
dela. Não se pode jogar eficientemente se não se os limites
não forem conhecidos. A perspectiva leva à sabedoria extra,
que nos habilita a viver de acordo com a realidade, ao invés
de bater a cabeça contra ela.
Depois de pedir perspectiva, Moisés pede paz a Deus.
No versículo 13, ele pede que Deus se compadeça, que tenha
compaixão de nós. Pode alguém desfrutar de qualquer face-
ta de sua existência se é constantemente bombardeado pela
ira de seu Criador? A compaixão de Deus, contudo, traz
paz, quando somos encorajados a não mais nos desviarmos
de um Deus que pune, mas antes a irmos em direção a um
Deus que abençoa. Paz com Deus é uma bênção que nos
traz paz.
A paz com Deus, em retorno, encoraja-nos a buscar
a presença dele. Este é o próximo pedido de Moisés, como
visto nos versículos 14-16. Moisés pede a Deus que esteja
presente conosco revelando-se a nós. Como o Senhor nos
mostra sua bondade amorosa (v. 14) e sua majestade (v. 16),
ele também nos mostra sua presença. As obras dele revelam
sua presença.
O pedido final de Moisés foi impulsionado pela li-
mitada duração da nossa vida nesta terra. Ele pede a Deus
permanência. No versículo 17, Moisés pede que Deus con-
126
Lição 11 - Sábado, 18 de Junho de 2011.
firme ou estabeleça as obras de nossas mãos. Embora não
sejamos capazes de viver para sempre neste mundo, o tra-
balho que fazemos pode ir além de nossa vida. Desta forma
alcançamos um senso de permanência, enquanto focamos
em fazer coisas que deixem uma impressão duradoura neste
mundo.

Suas Mãos, Seus Dias


Como você reage ao salmo de Moisés? Você se iden-
tifica com a pessoa que se encolhe diante da ira divina, ou
você é aquele que vê a compaixão e a bênção de Deus? Se
você é um seguidor de Jesus Cristo, então você está em um
grupo de pessoas abençoadas. Você entende sua própria li-
mitação e falta de santidade. Ademais, você também com-
preende que a compaixão e perdão divinos lhe habilitam a
entrar na presença de um Deus santo. Os cristãos são aque-
les que reconhecem que Deus os trouxe de um lugar terrível
de condenação a um lugar pacífico de redenção.
Como seria se Deus devesse estabelecer a obra de
suas mãos? Sobre quem e em que você está concentrando
suas energias físicas, mentais e espirituais enquanto vive
seus dias neste mundo? Quando sua vida aqui tiver con-
cluído seu curso, que legado você terá deixado? Quando as
pessoas se lembrarem das escolhas que você fez e das ações
que realizou, elas ficarão contentes por você ter sido parte
da vida deles? Estas podem ser questões difíceis para pon-
derar, mas Deus nos chama a pensar seriamente sobre estes
assuntos. Embora sejamos criaturas finitas, limitadas, com
a ajuda do Criador podemos fazer uma diferença duradou-
ra, em um mundo que precisa ver a majestade e compaixão
de um Deus infinito.

127
Deus é Eterno
Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Perquirir o salmo 90 para cotejar a fragilidade e a peca-
minosidade humana em relação ao poder e bondade per-
manentes de Deus.
2. Cultivar gratidão de que Deus se importa em como pode-
mos desfrutar o máximo do dom da vida.
3. Declarar como seu relacionamento com Deus dá sentido
e significado duradouros à sua vida.

Atividade pedagógica
Como grupo, arrole em colunas as palavras-chave
ou frases, tanto positivas como negativas, que ajudam a dar
sentido a esta passagem. Reúna quantas palavras for pos-
sível em um jogo de palavras cruzadas. Enquanto você dá
dicas para cada palavra ou expressão, alterque seu significa-
do e como elas nos ajudam a entender e aplicar a passagem.
Copie e distribua sua palavra cruzada à outra classe e veja se
eles conseguem resolvê-la.

Olhando Adiante
Obtemos muitos benefícios a partir da natureza
eterna de Deus. Nossa próxima lição discute a proteção
que nosso Deus eterno oferece àqueles que o amam.
128
Deus Livra e Protege
Salmo 91
Meditações Bíblicas Diárias
Lynne Severance

Domingo – Salmo 18:1-6


Já adulta, com frequência eu ligava para meus pais
pedindo conselhos e tendo ouvidos atenciosos. Eu não
sabia, até meus fi lhos se mudarem, o quão difíceis al-
gumas dessas ligações devem ter sido para eles. Quando
pais ouvem os problemas de seus filhos, querem automa-
ticamente ajudá-los, abraçá-los e protegê-los. Você quer
tomar conta deles, da mesma forma que fazia quando
eram pequenos. Deus se sente assim para conosco por
muitas vezes. Ele quer que “liguemos” para ele (Lembre-
se que o telefone do céu é a oração!), pois, sempre está
por perto e disposto a nos abraçar se o chamarmos.

Segunda – Salmo 14
Hoje vemos pessoas sem-teto em muitos, muitos
lugares e há ainda mais necessidades. Muitas pessoas
estão desempregadas e não conseguem mais pagar por
casa, alimentos, etc. Alguns são abusados por cônjuges
Deus Livra e Protege
ou pais e precisam de proteção. Homens, mulheres e
crianças estão sem abrigo todos os dias; sem um lugar
que lhes dê refúgio, segurança e um pouco de conforto.
Davi descreve a Deus como um refúgio para os
pobres. Ele provê abrigo para os desfavorecidos, prote-
ge-os e lhes dá conforto. Ele é o único a quem pode-se
recorrer em qualquer momento de necessidade ou dúvi-
da. Ele será nosso refúgio!

Terça – Isaías 25:1-5


Depois de viver em Las Vegas e na Flórida, eu não
deveria estranhar o calor. Não é esse o caso. Eu amo
jardinagem, mas o sol do Colorado fica incrivelmente
quente no verão. Quando me ajoelho no jardim com
minhas costas voltadas para o sol, não demora muito
até que eu esteja superaquecida a ponto de não aguentar
mais. Que alívio maravilhoso é quando uma nuvem co-
bre o sol e fornece sombra. Isso me fortalece e permite
tempo extra para ficar no jardim. Deus faz isso por nós.
Quando precisamos dele, ele está presente para nos for-
talecer e proteger do calor.

Quarta – Efésios 6:10-20


Ao ler essa passagem fiquei pensando em como
muitas vezes nos preparamos para sair de casa. A maio-
ria das pessoas pensa com antecedência que roupas vai
vestir, que sapato calçar e obrigatoriamente passa pelo
espelho para se ajeitar. Julgo isso tudo muito importan-
te, mas o que Deus falava comigo no texto acima é que,
embora sabendo que vivemos em uma guerra espiritu-
al, não temos o mesmo cuidado em relação à nossa ar-
madura espiritual. A carta de Paulo aos Efésios é uma
130
Lição 12 - Sábado, 25 de Junho de 2011.
circular para todas as igrejas e é nesse contexto que ele
registra os versos acima. Você tem a mesma preocupa-
ção com sua vestimenta espiritual quanto o tem com a
roupa que usará? Você alguma vez pensou sobre isso?

Quinta – Jeremias 16:14-21


Nós, humanos, estamos sempre olhando para o
futuro. Planejamos a escola, o emprego que queremos,
nosso lar, casamento, fi lhos, a escola dos fi lhos, aposen-
tadoria etc. Como cristãos, sabemos que Deus tem nos-
so futuro firmemente em suas mãos. Se as coisas não
saírem como planejamos, sabemos que Deus será nossa
força, fortaleza e refúgio, assim como foi para Jeremias.
Nós ainda planejamos e trabalhamos pelos nossos ob-
jetivos. Mas procurar a Deus por sua vontade em nossa
vida nos leva a objetivos que estão alinhados com o fu-
turo que ele planejou para nós. Esse futuro inclui des-
frutar a eternidade na companhia dele.

Sexta – Salmo 59:1-10


As palavras do hino Castelo Forte são um belo
lembrete da proteção de Deus. Martinho Lutero baseou
este hino no Salmo 46 – um grande exemplo de confian-
ça completa na força e proteção de Deus. No texto de
hoje, Davi estava com o tipo de problema que muitos de
nós nunca enfrentamos. Ele sabia que poderia entregar
esses problemas a Deus e esperar por seu socorro. Ele
não tinha dúvidas de que o Senhor seria sua fortaleza e
sua força. Podemos viver esse modelo de fé, sabendo que
não importam nossas circunstâncias, podemos entregar
tudo diante dele e confiar totalmente em sua proteção.
131
Deus Livra e Protege
Sábado – Salmo 91:1-6, 9-16
Fui abençoada por crescer e passar a maior parte
da minha vida com pessoas bonitas. Não pessoas que
o mundo considera bonitas, mas pessoas que possuem
uma alma bela – pessoas que conhecem e amam ao Se-
nhor. Sou afortunada por estar próxima de alguns destes
exemplos de fé maravilhosos. É uma bênção para mim
ver o forte amor deles por nosso Senhor. Meu pai é um
desses santos. Ele tem vivido sua vida de maneira a mos-
trar seu amor e confiança em Deus. Na passagem das
Escrituras de hoje, vemos empolgantes promessas dadas
àqueles que amam e confiam em Deus. O que mais al-
guém poderia pedir?

132
Lição 12 - Sábado, 25 de Junho de 2011.

Estudo Contexto Devocional


Salmo Salmo Isaías
91:1-6, 9-16 91 57:7-12

Verso Áureo
“Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei;
pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome.” (Salmo
91:14)

Núcleo da Lição
Porque vivemos em um tempo temeroso, procu-
ramos paz e segurança. Onde podemos encontrar abrigo
em meio aos nossos medos? O salmo 91 nos diz que se
confiarmos em Deus, ele nos resgatará e honrar-nos-á.

Questões para Estudo do Texto


1. Os versículos 5-7 descrevem perigos diferentes dos quais
Deus protegeria seu povo. Pesquise estas palavras e frases
para descobrir o que ele está descrevendo. Munido com
estas novas informações, que imagens vêm à sua mente
enquanto lê a passagem novamente?

2. A maioria de nós não enfrenta situações exatamente


como essas muito frequentemente. De que nos encontra-
mos necessitando da proteção hoje e contra o quê?

133
Deus Livra e Protege

3. Arrole as promessas de Deus ao seu povo nesta passagem


e pense no que cada uma oferece a você.

4. No versículo 14, Deus baseia sua proteção nas condições


de amá-lo e conhecê-lo. Como podemos justificar esta
afirmação com nosso conhecimento do amor incondi-
cional de Deus?

5. Como podemos ter certeza de que estamos habitando no


“esconderijo do altíssimo” (v. 1) em nossa vida hoje?

6. Satanás citou os versículos 11-12 quando tentou Jesus no


deserto (Lucas 4:10-11). O que está errado com a apli-
cação destes versículos e o que podemos aprender desse
incidente quanto à importância de utilizar apropriada-
mente a Palavra de Deus?

134
Lição 12 - Sábado, 25 de Junho de 2011.
Entendendo e Vivendo
Scott Hausrath

Medo e Ansiedade
“Do que você mais tem medo?” Alguém já lhe fez
esta pergunta? Você conseguiu articular claramente seus
medos e ansiedades? Do que você tem medo ou sobre o
que é ansioso?
Na passagem de hoje das Escrituras, Salmo 91, o
autor estava claramente preocupado com a questão do
medo. Seu tópico de discussão, entretanto, não era o
medo em si, mas antes a verdade de que há alguém que
pode nos resgatar do medo.
Este salmo é um poderoso testemunho, do fato
de que o Deus em quem cremos é alguém que tem tanto
a habilidade como o desejo de nos proteger do perigo.
Este salmo é na verdade uma promessa de que Deus de
fato nos protegerá. Você crê nesta promessa?

Metáforas Poderosas
O autor deste salmo era muito talentoso em seu
uso das imagens. Ele empregou algumas metáforas
poderosas para nos descrever a proteção de Deus para
seu povo. O versículo 1, por exemplo, fala sobre nosso
descanso (ou habitação) à sombra do Todo Poderoso.
O termo hebraico, que é traduzido como “sombra”, era
uma metáfora comumente usada quando se falava sobre
proteção da opressão. A alusão era sobre a sombra pro-
tegendo alguém do calor opressivo do sol desértico (veja
também Salmo 121:5, Isaías 25:4 e 51:16).
135
Deus Livra e Protege
No versículo 3, o autor fala sobre Deus livrando-
nos do laço do passarinheiro. Esta era uma metáfora he-
braica que se referia ao perigo causado por um inimigo
(veja Salmo 124:7 para outro exemplo tocante desta me-
táfora). No versículo 5, aprendemos que não temeremos
o terror da noite. Esta metáfora comunicava a ideia não
apenas do perigo, mas de um ataque real de um inimi-
go.
Sombra, o laço do passarinheiro, o terror da noi-
te. Imagens poderosas usadas pelo salmista para ilustrar
eficientemente a promessa da proteção de Deus. A per-
gunta é feita mais uma vez: Você crê nesta promessa?

Confiança Interior
Enquanto olhamos para a estrutura do salmo 91,
é fácil dividi-lo em duas metades de oito versículos cada.
É quase como se o autor escrevesse seu salmo duas vezes,
oferecendo-nos um pouco mais de detalhes e ampliação
na segunda vez. Observe que o primeiro versículo da se-
gunda metade, verso 9, usa alguns dos mesmos termos
do verso 1. Ele também traz o mesmo tema do verso 1:
permanecer em Deus.
Era importante para o salmista discutir este tema,
por causa da natureza da promessa de proteção de Deus.
Esta era condicional, predicada na realidade de nosso
relacionamento com Deus. Em outras palavras, é a essas
pessoas que habitam em Deus (habitam nele) que sua
promessa de proteção é oferecida. Isto é visto claramen-
te nos versículos 1, 2, 9, 10 e 14. Do princípio ao fim des-
te salmo, nos é dito que este é um relacionamento recí-
proco. Essas pessoas que oferecem a Deus seu amor, fé
e confiança receberão de dele em retorno sua proteção.
136
Lição 12 - Sábado, 25 de Junho de 2011.
Devemos, portanto, perguntar não somente “Você crê
nesta promessa,” mas também “Você está habitando em
Deus? Está oferecendo a ele seu amor, fé e confiança?”

Como?
Uma faceta interessante deste salmo é que o autor
não nos diz somente QUE Deus nos protegerá, mas tam-
bém COMO ele o fará: ele ordenará os seus anjos para
que nos guardem (v. 11, 12). Isto leva a um assunto sobre
o qual maioria dos crentes não pensa diariamente – o
papel dos anjos em nossa vida. O que são anjos e como
sua existência nos afeta?
A resposta é simples: os anjos são parte da criação
de Deus, repousando sobre a responsabilidade de aju-
dar a levar a vontade de Deus aqui na terra. Porque as
Escrituras não nos dão muitos detalhes sobre os anjos,
muito do nosso pensamento sobre eles é especulativo.
Sabemos, contudo, que eles servem a Deus trabalhando
para cumprir a vontade dele. Parece lógico, então, que
Deus escolhesse estas criaturas em seu esforço de nos
proteger do perigo.
Esta ideia foi também validada pelo rei Davi, que
escreveu em Salmo 34:6 que essas pessoas que temem a
Deus experimentam a proteção obtida pela intervenção
angelical na vida deles. Mais uma vez somos lembrados
da natureza recíproca da promessa. Deus tem um inte-
resse em proteger as pessoas que se interessam por ele.
Você se enquadra nesta categoria?

Testando Deus
Outra faceta interessante do salmo 91 é que este
foi citado por Satanás. Lucas 4:1-13 nos diz que Jesus foi
137
Deus Livra e Protege
tentado pelo diabo por quarenta dias quando estava no
deserto. Uma coisa que Satanás tentou Jesus a fazer foi
que se lançasse do ponto mais alto do templo. Afinal, o
diabo argumentou, Deus disse (Salmo 91) que seus an-
jos protegeriam você do perigo. A resposta de Jesus foi
que não devemos tentar ao Senhor (baseado em Deute-
ronômio 6:16).
O que constitui “tentar a Deus”? Certamente o
fazemos quando deliberadamente nos colocamos em
uma situação da qual nosso único escape é a interven-
ção divina, seja através de anjos, por meio de alguém, ou
alguma outra coisa. Não é correto nos colocarmos em
perigo para ver se Deus proteger-nos-á. Somos chama-
dos a confiar em Deus, não a testá-lo.

Lembrando-nos
Uma maneira de confiar em Deus por nossa pro-
teção futura é sermos lembrados de como experimen-
tamos sua proteção no passado. Se você está lendo estas
palavras, obviamente, você ainda está aqui neste mun-
do. Deus, então, tem protegido você de certos perigos
que poderiam ter custado sua vida. Você tem consciên-
cia de alguns desses perigos? Como Deus lhe resgatou de
tais? Com o passar dos anos, você manteve um diário de
como Deus tem sido seu refúgio, fortaleza, sua proteção
contra os ataques do inimigo?
E quanto aos nossos amados que não se encon-
tram mais conosco? Parece que Deus falhou em manter
sua promessa de protegê-los? Provérbios 14:32 diz-nos
que “Quando chega a calamidade, os ímpios são derru-
bados; os justos, porém, até em face da morte, encon-
138
Lição 12 - Sábado, 25 de Junho de 2011.
tram refúgio” (NVI). Esta é a esperança da ressurreição
que nossa fé em Jesus Cristo nos concede.
O Salmo 91 nos promete que Deus nos protege-
rá, se habitarmos em seu esconderijo. Não precisamos
nos preocupar com a habilidade de Deus de manter sua
promessa. Não precisamos testá-lo. Somos livres para
nos concentrar em manter nossa parte da promessa –
habitar nele. Como estamos indo nestes dias? Você está
habitando em Deus? Confiar em Deus é uma decisão do
estilo passo a passo, dia a dia. Como o versículo 15 tes-
tifica, quando você clama por Deus, ele lhe responderá.
Essa é sua promessa.

139
Deus Livra e Protege
Dicas para os Professores

Metas da Lição
1. Examinar as imagens ricas da promessa de proteção e se-
gurança de Deus no Salmo 91;

2. Viver em fé, confiando na proteção divina;

3. Trabalhar como agentes da proteção de Deus em sua co-


munidade.

Atividade Pedagógica
Em classe, reúnam uma lista de todos os hinos e
cânticos de adoração que louvam a Deus por sua prote-
ção. Peça a membros da classe que compartilhem tem-
pos em que eles experimentaram a proteção de Deus na
vida deles. Discuta como saber que Deus protege os que
o amam impactando nossa vida diária. Respondam com
gratidão a Deus por sua proteção cantando juntamente
uma ou mais canções dentre as que vocês arrolaram.

Olhando Adiante
A seguir, iremos ao salmo 139 e exploraremos a
presença constante de Deus conosco e seu completo co-
nhecimento de nossa vida. Isto pode ser confortante em
tempos solitários ou desencorajadores.
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Deus é Onisciente
Salmo 139
Meditações Bíblicas
í Diárias
á
Lynne Severance

Domingo – Mateus 6:1-8


Você já brincou de esconde-esconde com uma crian-
ça de dois anos? Se não, deveria. É um estouro. Contan-
to que meus olhos estejam cobertos, minha sobrinha acha
que está escondida. Mesmo quando ela alto e com a maior
parte de seu corpo à mostra, ela acha que não conseguimos
encontrá-la, contanto que ela não possa nos ver. Pelo som da
minha voz, ela sabe que eu estou bem ali “procurando” por
ela. Podemos não ser capazes de ver a Deus fisicamente, mas
como cristãos, é um conforto saber que ele sempre vê e sabe
onde estamos e o que estamos fazendo.

Segunda – Provérbios 15:1-7


Uma piscina cheia de crianças é algo difícil de ver.
Eu fico constantemente contando cabeças. Elas se movem
rapidamente e pode ser difícil rastreá-las. Sou grata por um
salva-vidas experiente. Vê-lo continuamente analisar a pis-
cina e manter o olho em cada criança faz com que eu me
sinta segura. É bom saber que ele está sempre de olho. Se
um humano pode me fazer sentir segura, imagine como
Deus é Onisciente
saber que Deus está sempre olhando por todos nós faz-me
sentir. Ele nunca tira seus olhos de nós. Ele não perde nada.
Que Deus maravilhoso nós temos.

Terça – Jó 23:8-13
Enquanto nos mudávamos para uma nova casa com
um lago infestado de bichos próximo a nossa nova resi-
dência, demos falta de meu filho de quatro anos. Quatro
adultos chamando por ele e caçando-o por vários minutos
não resultou em nada. Eu o achei escondendo-se sob uma
escrivaninha, porque ele não queria que ninguém visse que
havia posto as mãos em tinta fresca. Senti-senti horrível por
ele ter pensado que precisava se esconder. Como você acha
que Deus sente-se quando fazemos coisas que não queremos
que ele veja? Ele sabe tudo o que fazemos, então deixemo-lo
orgulhoso.

Quarta – Salmo 139:7-12


Enquanto trabalhava como gerente, estava sempre
alerta ao telefone. Não importava onde estivesse ou o que
estivesse fazendo, estava esperando lidar com situações ur-
gentes – estar pronta para agir na hora. Hoje, com celulares,
pagers, e-mail, mensagens instantâneas e mensagens de tex-
to, é difícil estar em um lugar onde não se possa ser acha-
do. Da mesma forma não podemos estar fora do alcance de
Deus. Ele está em toda parte. Não há lugar na criação onde
ele não esteja. Ele está presente em cada canto do mundo;
não há como nos escondermos dele. Louvado seja Deus!

Quinta – Salmo 147:1-6


Há muitas coisas que eu não entendo. Conheço uma
porção de pessoas inteligentes, mas nem uma que entenda
tudo. Há muitos cientistas inteligentes, eruditos da Bíblia,
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Lição 13 - Sábado, 02 de Julho de 2011.
historiadores, ministros, professores e pessoas com PhDs.
Você acha que algum dentre eles entende tudo? A passagem
de hoje das Escrituras diz: “Seu entendimento não tem li-
mites.” Ele entende células, humanos e suas partes comple-
xas, cada animal e planta e estrela, ele entende de TUDO!
Que segurança encontramos ao saber que podemos confiar
nele para entendermos essas coisas que não entendemos.

Sexta – Salmo 139:17-21


Quando eu vivia próximo à costa oeste da Flórida,
minha hora favorita na praia era o pôr do sol. Até que o úl-
timo feixe de luz descesse abaixo do horizonte sobre a areia
molhada. Essas peças minúsculas de areia brilhavam na úl-
tima luz do dia. Davi comparou o número dos pensamentos
de Deus com o número de grãos de areia em nossa terra.
Imagine tentar contar os grãos de areia em um balde, e de-
pois em apenas uma praia, e então adicionar cada deserto
e praia do mundo. Os pensamentos de Deus ainda supera-
riam isso em número.

Sábado – Salmo 139:1-6, 13-16, 23-24


Quão bem você conhece seu melhor amigo, cônjuge,
filhos ou pais? Você acha que tem um bom entendimen-
to de alguma dessas pessoas? Você conhece seus princípios
e pensamentos mais profundos? Deus sim. Ele conhece
cada detalhe íntimo sobre cada um de nós. Quanto melhor
conhecemo-lo, mais empolgante se torna perceber o quão
detalhadamente ele nos conhece. Ele nos conhece tão bem
que podemos convidá-lo a apontar aquilo que precisamos
mudar em nós mesmos e confiar que ele sempre tem nosso
melhor interesse em mente.

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Deus é Onisciente
Estudo Contexto Devocional
Salmo Salmo 1 João
139:1-6, 13-16 139 3:18-24, 23-24

Verso áureo
“Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu,
Senhor, já a conheces toda.” (Salmo 139:4)

Núcleo da Lição
Todos experimentamos momentos solitários
quando acreditamos que ninguém conhece nossas cir-
cunstâncias. Quem nos conhece, se importa conosco e
nos sonda? O salmista proclama que Deus nos conhece
melhor do que nós mesmos nos conhecemos.

Perguntas para Estudo do Texto


1. A primeira seção deste salmo (v. 1-6) lida com a onisci-
ência de Deus (veja também Romanos 8:27). Que outras
evidências temos nas Escrituras de que o conhecimento
de Deus se estende mesmo às características específicas
dos indivíduos?

2. Quais são as vantagens e desvantagens de ser conhecido


desta forma por Deus? Por que é difícil para nós orar os
versículo 23-24 mesmo sabendo que Deus já nos conhece
completamente?
144
Lição 13 - Sábado, 02 de Julho de 2011.

3. A segunda seção (v. 7-12) exalta a Deus por sua onipre-


sença (compare Jeremias 23:23-24). De que maneiras
Davi sentiu que isto o afetou? Como Deus estar presente
em toda parte afeta nossa vida?

4. O que Davi está tentando comunicar com suas duras


afirmações nos versículos 19-22?

5. Como pode Deus ter escrito todos os nossos dias antes


mesmo de haver quaisquer deles (v. 16)? Esse conheci-
mento muda sua abordagem para cada dia?

145
Deus é Onisciente
Entendendo e Vivendo
Scott Hausrath

Um Convite
Dada a chance de convidar Deus a fazer algo em
sua vida, o que aconteceria? Você lhe pediria para lhe dar
algo? Você lhe pediria para tirar algo de você? Talvez você
lhe pedisse para ajudá-lo a consertar o erro que você tem
remoído todos esses anos?
Hoje completamos um trimestre maravilhoso de
estudo bíblico. Estudamos os livros de Êxodo e Salmos,
para aprender mais sobre Deus, o Pai. Nosso texto final
é Salmo 139, um dos meus favoritos em todos os tempos.
Este salmo foi escrito por Davi, um homem que tinha um
conhecimento íntimo de Deus. O que você acha que um
homem com tal relacionamento com Deus pediria a ele
que fizesse em sua própria vida? Que convite Davi envia-
ria?
Declarações
Antes de Davi fazer seu convite a Deus, ele fez um
número de declarações sobre o Senhor. A primeira, nos
versículos 1-6, declarou a onisciência de Deus.
O quanto você conhece seu cônjuge, seus filhos ou
seu melhor amigo? Você sabe tudo sobre o passado deles?
Você pode prever com precisão o que eles pensarão, dirão
e farão hoje? Você sabe onde eles estarão e o que estarão
fazendo daqui a dez, vinte, ou mesmo cinquenta anos?
Este é o nível de conhecimento que Davi declarou
Deus possuir sobre ele. Davi disse que Deus o sondara e
que o conhecia (v. 1). Deus sabia tudo sobre as ações, pa-
lavras e pensamentos do salmista – passados, presentes,
e futuros (v. 2-5). Deus sabia tudo sobre Davi! A respos-
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Lição 13 - Sábado, 02 de Julho de 2011.
ta de Davi foi de assombro e sinceridade (v. 6). Ele livre-
mente admitiu que nunca seria capaz de saber tanto sobre
si mesmo quanto Deus sabia. Davi, o finito, reconhecia
Deus, o infinito.
Vemos nos versículos 7-12 a segunda das declara-
ções: Deus é onipresente. Davi primeiro colocou a ques-
tão: “Há um lugar onde eu possa ir onde Deus não será
capaz de me encontrar (v. 7)?” Então ele usou algumas
belas imagens para descrever quão penetrante é a presen-
ça de Deus.
Caso subamos às maiores alturas, ou desçamos aos
mais profundos abismos, Deus ainda estaria lá (v. 8). Os
versículos 9-10 nos dizem que se viajássemos ao ponto
mais distante do oriente (a alvorada), ou o ponto mais
distante do ocidente (da perspectiva de Davi, o Mar Me-
diterrâneo), Deus ainda estaria lá. Finalmente, os versí-
culos 11-12 dizem que nem mesmo seríamos capazes de
nos esconder dele nas trevas, porque Deus transcende luz
e escuridão.
Vamos ver se entendemos direito: de acordo com
Davi, Deus conhece tudo sobre nós, aquilo que foi, é ou
será; e não há absolutamente lugar nenhum aonde pos-
samos ir para escapar da presença dele. Ele conhece tudo
sobre nós e sempre estará conosco. Como isto lhe afeta?
A terceira declaração é encontrada nos versículos
13-18. Primeiro, Davi afirma que Deus é aquele que nos
criou (v. 13). Então ele responde a esta verdade de duas
maneiras: 1) com louvor (v. 14) e 2) com deslumbra-
mento (v. 17-18).
Davi diz no versículo 13 que Deus criou seu inte-
rior, seu ser mais profundo. A tradução literal da palavra
hebraica é rins. Este termo hebraico era uma expressão
idiomática denotando o núcleo de nossas emoções e nos-
147
Deus é Onisciente
so senso moral. Davi estava dizendo que foi Deus quem
criou a própria base de seu ser.
Davi respondeu a esta verdade com louvor (v. 14).
Ele estava grato porque o Deus do Universo o criara, pois
tudo o que Deus cria reflete sua natureza maravilhosa.
Cada ser humano é, portanto, de valor infinito, tendo sido
criado à imagem do Deus infinito. Nossa sociedade tenta
atribuir valor às pessoas baseando-se em padrões arbitrá-
rios de riqueza, beleza ou utilidade. Aquele que nos criou,
contudo, sabe que cada um de nós é de valor incalculável.
Você sabe que não tem preço, tendo sido feito temerosa e
maravilhosamente? Você consegue aceitar esta verdade e
louvar a Deus por ela, como fez Davi?
Enquanto Davi refletia sobre ser criado por Deus,
ele também respondia em assombro (v. 17-18). Ele sabia
que os pensamentos de Deus se adicionavam a uma soma
incontável, tanto em termos de quantidade e também em
conteúdo. Portanto, ele considerava os pensamentos de
Deus preciosos. Mais uma vez Davi, o finito, reconheceu
Deus, o infinito. Será que nós fazemos uma pausa em
nossas atividades frenéticas e simplesmente ponderamos
sobre os preciosos pensamentos de nosso Criador?

O Convite de Davi
Depois de examinar o que Davi declarou sobre
Deus neste salmo, estamos agora em uma posição me-
lhor para discutir o convite que ele fez a Deus. É um
convite de duas partes, lidando com ambas as realidades
de Davi, a externa (v. 19-22) e a interna (v. 23-24).
A realidade externa de Davi era o mundo no qual
ele vivia. Como todos sabemos intimamente, grande
parte deste mundo está em rebelião contra Deus. Davi,
portanto, convidou-o para cuidar deste problema dando
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Lição 13 - Sábado, 02 de Julho de 2011.
cabo do perverso (v. 19). Este pode parecer um pedido
duro, mas Davi usou os versículos 20-22 para descrever
o que estas pessoas estavam fazendo e quais eram seus
sentimentos a respeito delas. Dizendo isto, Davi estava
se alinhando com Deus e com seus valores justos.
A realidade interna de Davi era seu próprio con-
junto de valores, pensamentos e comportamentos. O que
Davi pediu que Deus fizesse nesta realidade interna? Ele
era o homem segundo o coração de Deus. Seu desejo,
portanto, era ter sua própria realidade interna fundida
com a realidade de Deus. Ele queria ser completamente
obediente aos desejos de Deus. Assim vemos Davi con-
vidando a Deus para ajudá-lo neste empreendimento.
Ele convidou-o para sondá-lo e conhecê-lo; requereu a
Deus para testá-lo; ele pediu-lhe que o conduzisse.
O convite de Davi era na verdade mais uma ofer-
ta: ele estava oferecendo a Deus acesso completo e irres-
trito aos seus pensamentos e sentimentos mais íntimos,
porque, como discutimos anteriormente, ele já conhecia
tudo o que havia para conhecer a respeito de Davi. O
convite de Davi, portanto, se não aumentava o aspecto
quantitativo de sua ligação com Deus, certamente au-
mentava seu aspecto qualitativo. Com Davi oferecendo
a Deus um nível mais profundo de si mesmo, ele experi-
mentaria um nível mais profundo de Deus.
Quanto de si mesmo você está oferecendo a Deus
nestes dias? Nossa oferta não é um acontecimento es-
tático, que acontece uma vez. Cada momento, de cada
dia, podemos oferecer mais ou menos de nós mesmos
a Deus. Você gostaria de juntar-se a Davi e convidar a
Deus para sondá-lo, conhecê-lo, testá-lo e conduzi-lo? É
um convite que nunca será recusado.

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Deus é Onisciente
Dicas para os Professores
Metas da Lição
1. Descobrir que Deus conhece tudo sobre nós e nos fez ma-
ravilhosamente;
2. Conhecer a presença incessante de Deus;
3. Requestar o exame do Espírito Santo em seu coração e
suas ações.

Atividade pedagógica
Como grupo, arrole todas as palavras do Salmo 139
que descrevem a consciência de Deus dos pensamentos hu-
manos, comportamentos e capacidades (ex.: pesquisar, dis-
cernir) e fale sobre o que cada uma significa. Agora, sem
usar os prefixos “des”, “in” ou outro que denote contrário,
descubra um antônimo para cada palavra listada. Discuta
como a vida seria diferente entre viver a primeira ou a se-
gunda lista em nosso relacionamento com Deus. Passe tem-
po para louvá-lo por nos conhecer.

Revisando
Nesta última unidade, fomos lembrados do poder
protetor maravilhoso de Deus. Ele é confiável e eterno. Ele
provê livramento, segurança e certeza.

150
Versões Bíblicas
RA - Com exceção das especificadas, as citações das escri-
turas
uras usadas são da BÍBLIA REVISTA E ATUALIZA-
DA NO BRASIL®, Copyright desta tradução © 1988
e 1993 Sociedade Bíblica do Brasil. Usada com per-
missão.
NET - Citações bíblicas marcadas como (NET) são de THE
NET BIBLE: NEW ENGLISH TRANSLATION ®,
Copyright © 2005 Biblical Studies Press.
NVI - Citações bíblicas marcadas como (NVI) são de A BÍ-
BLIA SAGRADA, NOVA VERSÃO INTERNACIO-
NAL ®, Copyright © 1973, 1978, 1984 Sociedade Bí-
blica Internacional. Usada com permissão.
MES - Citações bíblicas marcadas como (Mes) são da The
Message, Copyright © 1957 por Eugene Peterson.

151
Obras Citadas
Barton, Ruth Haley. Invitation to Solitude and Silence.
Downer’s Grove, IL: InterVarsity Press, 2004.
Jacobs, A.J.. The Year of Living Biblically. Nova York: Simon
& Schuster, 2007.
MacArthur, John. The Gospel According to Jesus. Grand
Rapids, MI: Zondervan, 1988, 1994.
McGee, J. Vernon. Through the Bible, Exodus II. Nashville,
TN: Thomas Nelson, Inc., 1991.
Packer, J.I.. Knowing God. Downer’s Grove, IL: Inter-Varsi-
ty Press, 1993.
Robertson, Pat. The Ten Offenses. Brentwood, TN: Integri-
ty Publishers, 2004.
Sproul, R.C.. The Reformation Study Bible. Lake Mary, FL:
2005.
Stewart, Tom. “A Mighty Fortress I Our God”: Hymns as
Poetry. http://www.whatsaiththescripture.com/Poetry/
A-Mighty-Fortress.html

152
Colaboradores
Peggy Chroniger
igerr é membro ativa da Igreja BSD em Alfred
Station, nos Estados Unidos.
Lynne Severance é esposa e mãe e serve de babá para so-
brinhas e sobrinhos. Ela é feliz por ser membro da Igreja
BSD em Boulder, nos Estados Unidos, onde é professora
da classe infantil na Escola Bíblica Sabatina.
Charlotte Chroniger é membro ativa da Igreja BSD em Shi-
loh, nos Estados Unidos.
Scott Hausrath é membro da Congregação Batista do Séti-
mo Dia em Seattle, nos Estados Unidos.
Jerry Johnson é capelão e representa a Conferência Geral
BSD Americana no Exército dos EUA, atualmente como
Capelão de Treinamento Básico em Fort Jackson, Caroli-
na do Sul, nos Estados Unidos.
JoAnne Kandel é pastora da Primeira Igreja Batista do Séti-
mo Dia de Hebron, próximo a Coudersport, PA, nos Es-
tados Unidos.
Jennifer Lewis Berg é professora recentemente aposentada
de música, ademais ela é regente de coral e conselheira.
É membro da Igreja Batista do Sétimo Dia em Riverside,
Califórnia, nos Estados Unidos.

153
Promoção especial
(válida para este trimestre.)
De R$ 18,00
Por
R$ 10,00
(Mais despesas de envio)
Próximo Trimestre
Assegurando Esperança
Unidade I – Conforto para o Povo de Deus
1. A Estrada para Deus – Isaías 40
2. Eu sou teu Deus – Isaías 41-42:9
3. A missão de teu servo – Isaías 9, 11
4. Eu estarei convosco – Isaías 43
5. Eu sou teu redentor – Isaías 44

Unidade II – Um Futuro para o Povo de Deus


6. Volte-se para mim e seja salvo – Isaías 45
7. Segurança para o povo de Deus – Isaías 48
8. A missão do servo no mundo – Isaías 49:1-6
9. Curados por suas feridas – Isaías 53

Unidade III – Jesus, o Líder-Servo Prometido


10. Jesus é o Messias – Marcos 8:27-9:1
11. Este é meu amado – Marcos 9:2-13
12. Jesus veio para servir – Marcos 10:35-45
13. A vinda do Filho do Homem – Marcos 13
155
Remessas
Solicita-se que as remessas de dízimos, ofertas e
outras contribuições destinadas à Conferência Batista do
Sétimo Dia Brasileira, sejam feitas através de cheques, or-
dens bancárias ou vales postais nominais, de preferência
para as seguintes agências e contas bancárias:
1) BANCO DO BRASIL - Agência nº. 1622-5 - Conta
Corrente nº. 157643-7 - Titular: Conferência Batista do
Sétimo Dia Brasileira
2) BANCO BRADESCO - Agência nº. 0049-3 - Conta
Corrente nº. 153799-7 - Titular: Conferência Batista do
Sétimo Dia Brasileira.
3) BANCO ITAÚ - Agência nº 3703 - Conta Corrente nº
06312-7 - Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia
Brasileira.
Após a remessa, enviar carta com a FICHA DE RE-
MESSA ao tesoureiro geral, contendo as datas, os valores
e indicando a sua natureza: se são remessas, ofertas em
geral ou para uma finalidade específica.

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