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Estudos bíblicos para Escola Sabatina

COMPROMETIDOS A FAZER
O QUE É CERTO

Tradução
Jonas Sommer

Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira


Curitiba
2007
As Lições Bíblicas e Leituras estão baseadas nas Lições Bíblicas
Internacionais para o Ensino Cristão, (International Bible Lessons for
Christian Education) copyright © 2005.
“The Helping Hand” é publicado trimestralmente pela:
Seventh Day Baptist Board of Christian Education, inc.
P. O. Box 115, Alfred Station
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Publicado no Brasil com a Devida Autorização
e com Todos os Direitos Reservados Pela:
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Revisão de Texto:
Dc. Marlene de Oliveira Garcia
Vanise Macedo Maria.
Revisão Teológica:
Pr. Jonas Sommer
Capa:
Impacta Comunicação - Joinville / SC
Diagramação:
Pr. Jonas Sommer
Impressão:
Gráfica e Editora Viena
Tiragem:
1.400 exemplares
Todas as citações bíblicas, salvo outra indicação, foram extraídas
da Versão Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida,
publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil (©1999)

Título original em inglês deste volume:


“COMMITTED TO DO RIGHT”
Quando houver diferenças entre a versão em inglês e em
português da The Helping Hand, a versão em inglês representa
a língua original do autor.
SUMÁRIO

Página do editor.................................................................................7

COMPROMETIDOS COM O QUE É C ERTO


UNIDADE I – VIDA DE POVO DE DEUS
1. Amós contesta a injustiça................................................... 9
2. Oséias prega a acusação de Deus.....................................19
3. Isaías exorta a verdadeira adoração.................................29
4. Isaías nos convida ao banquete do Senhor......................39

UNIDADE II – O QUE DEUS REQUER?


5. Miquéias anuncia o que Deus requer....................................49
6. Sofonias anuncia a justiça de Deus........................................59
7. Habacuque anuncia maldição..................................................69
8. Jeremias anuncia as consequências.........................................79
9. Passando pela dor........................................................................89

UNIDADE III – QUAL DEVE SER A NOSSA POSTURA


10. O Livro de Lamentações prega a esperança em Deus......99
11. Ezequiel prega responsabilidade.................................109
12. Zacarias chama ao retorno para Deus........................119
13. Malaquias descreve o juízo de Deus..................................129

Colaboradores..........................................................................139
Obras Citadas e Versões Bíblicas.............................................140
Lições para o próximo trimestre................................................142
Eric Davis
Editor
6
PÁGINA DO EDITOR
Quando pensamos sobre os textos da Bíblia que
ensinam sobre o arrependimento, a maioria dos cristãos
de berço deve pensar primeiramente em textos como O
filho pródigo,ou talvez,sobre Pedro, Mateus, Zaqueu ou
a mulher flagrada em adultério,a quem Jesus mandou
que partisse e não pecasse mais. Posso estar errado, mas
não acredito que muitos de nós fôssemos primeiro ao
Antigo Testamento em busca de textos que ensinam
sobre o arrependimento. No entanto, a idéia do arre-
pendimento tem sua base nas primeiras histórias do re-
lacionamento de Deus com a humanidade. Desde os
maiores até os mais simples profetas tiveram chamados
ao arrependimento. Nós continuamos nos esquivando e
fazendo as coisas do nosso modo. Esta é uma falha em
nossa condição espiritual chamada pecado.
Quando você se sente distante do Senhor, o que te
faz querer voltar ao Seu amor e cuidado?As lições dos
estudos deste trimestre buscam responder esta questão.
A grade deste trimestre é designada a encorajá-lo a tor-
nar-se comprometido a ter uma vida reta.Se você está
passando por momentos de luta e desânimo, você será
chamado ao arrependimento e então exortado a assumir
um novo compromisso e cumprí-lo.
Você pensa em Deus?Acredito que sim. Quando
você faz coisas que não O agradam, parece que Ele se
afastou?Claro que sim. O que fazer então?Algumas ve-
zes, precisamos perceber que Deus anseia pelo nosso
retorno. Como um amante ciumento, Ele quer nossa le-
aldade e afeição. Em Zacarias 1:3 o Senhor diz a Israel e
a nós, “Tornai-vos para mim...e eu me tornarei para vós”
7
As três unidades deste trimestre têm seu foco nos
profetas do Antigo Testamento. A maioria das lições visa
à mensagem dos profetas num contexto histórico tam-
bém mostrando textos de 2 Reis ou 2 Crônicas. Embo-
ra a carreira dos profetas tenha atravessado centenas de
anos, suas mensagens foram consistentes. O relaciona-
mento com Deus pela fé impõe certas condições ao povo
de Deus. Uma delas é cumprir o compromisso assumi-
do.
As lições da unidade I “Vida de povo de Deus”
examinam a necessidade de justiça e responsabilidade
assim como a natureza do culto verdadeiro e a vida abun-
dante que Deus nos oferece.
A unidade II “O que Deus requer?” tem cinco li-
ções que nos levam a uma visão panorâmica da vida reta
que Deus quer que tenhamos e então relaciona sua justi-
ça e julgamento para com a desobediência de seu povo e
a necessidade à fé em Deus.
Na unidade III “Qual deve ser a nossa postura?”
as três primeiras lições enfatizam esperança, responsabi-
lidade pessoal e arrependimento como postura a ser to-
mada por aqueles que se comprometem. Por fim, esta
unidade termina reafirmando que o julgamento de Deus
é justo.

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AMÓS CONTESTA A INJUSTIÇA
Amós 5:10–15, 21–24

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Leota Stevens
Domingo, Salmo 10
Em tese, seres humanos são capazes de reconhecer seus
erros. Crianças sabem quando fizeram algo digno de repreen-
são. Até os animais parecem saber que fizeram o que seus do-
nos desaprovam. Há crimes que são crimes em todas as cultu-
ras. Difícil entender o que leva pessoas a abandonarem a ética e
a viverem uma vida de maldades. Se sabemos a diferença entre
certo e errado, o que nos leva a praticar voluntária e
deliberadamente o erro? Por que há pessoas tão perversas em
nossa sociedade?
O salmo 10 (nos primeiros onze versos) dá algumas indi-
cações a este respeito. A primeira é o pragmatismo, que se
estabelece quando o que dá certo é mais importante do que o
que é certo, quando os fins justificam os meios e os resultados
valem o esforço. Para alcançar objetivos, passa-se por cima das
pessoas. Uma outra causa da maldade é o complexo de supe-
rioridade. Nele, a humildade cede lugar a um exagerado senti-
mento de inatingibilidade. A terceira é a indiferença. Com ela
o respeito ao próximo transforma-se em sede de destruição
com finalidades específicas. As outras pessoas deixam de ter,
aos olhos do perverso, sua própria integridade e dignidade. Trans-
formam-se em objetos úteis, ou empecilhos, para a obtenção
do desejado. Finalmente, a maldade é fruto da ignorância
escatológica. Tal ignorância faz com que a noção de juízo divi-
no sucumba ante a certeza da impunidade. Os ímpios supõem
que jamais pagarão por seus atos. Estão totalmente enganados.
9
Lição 01 Sábado, 05 de Abril de 2008
Segunda-feira, Isaías 59:9-15
A condição miserável do rebelde coração humano é dura-
mente exposta nesta passagem. Comportamentos egoístas que-
bram a nossa comunhão com Deus. Desconsiderando seus
conselhos nos afastamos de seus caminhos e somos levados ao
caos e à depressão. As palavras desta passagem foram dirigidas
ao “Povo de Deus”, povo que conhecia o caminho da retidão,
mas recusou-se a trilhá-lo em obediência. Para crescermos no
amor de Deus, precisamos nos submeter à sua soberania em
nossa vida. É necessário que estejamos dispostos a nos deleitar
no Senhor, e não em nós mesmos.
Terça-feira, Jeremias 22:1-5
O sistema da Justiça de Deus detalhado nesta passagem
das Escrituras me lembra do jogo de futebol americano. A jus-
tiça de Deus tem um objetivo e utiliza tanto o ataque quanto à
defesa para alcançá-lo. Juízo e retidão são sua base. A palavra de
instrução que vem de Deus é entregue nas mãos do “receptor”,
e espera-se que ela seja conduzida de acordo com seus planos.
Seu treinamento é perfeito, sua estratégia de vitória é genial –
libertar o oprimido da mão do opressor (atingir o alvo); não
agir com violência para com o estrangeiro, o órfão e a viúva e
não derramar sangue inocente. Obedecendo a seu plano sere-
mos vencedores, caso contrário a vitória será do adversário de
nossa alma.
Quarta-feira, Amós 3:1-10
Sabe, é normal nos abatermos quando as pessoas que nos
cercam dizem coisas negativas a nosso respeito. A contradição
entre o que estas pessoas dizem e esta passagem das Escrituras
é gritante. As pessoas normalmente falam sem se colocar no
lugar daquele de quem se fala. As verdades escritas neste trecho
bíblico vêm daquele que tem profundo amor por nós, nosso
Criador. Seu juízo sobre nossa condição espiritual vale muito
mais do que qualquer crítica construtiva que as pessoas possam
oferecer.
Quinta-feira, Amós 8:4-8
Estes versos me lembram de um discurso de Nitkita
10
AMÓS CONTESTA A INJUSTIÇA
Khrushchev, a líder comunista da Rússia durante a Guerra Fria.
Ela disse: “Quando você está extorquindo seus clientes, deixe
um pouco para que você tenha o que extorquir da próxima
vez.” Mesmo esta passagem sendo dirigida àqueles que têm
condutas ilícitas de negociação, serve também para nós. Ga-
nância e amor ao dinheiro levam à desonestidade na relação
com Deus e têm um impacto negativo em nossa estrutura soci-
al. Deus é honrado quando agimos com honestidade e retidão
em nossos passos.

Sexta-feira, Amós 5:10-15


A sabedoria Divina é óbvia para muitos filósofos.
Platão uma vez observou que “Aquele que comete injusti-
ça é mais infeliz do que o que a sofre”. Amós reafirma
dirigindo-se àqueles que escolhem ignorar a sabedoria e
os conselhos divinos, enquanto buscavam satisfazer seus
próprios desejos avaros de rentabilidade. Aos olhos de Deus
é melhor ser injustiçado do que cometer injustiça. Rique-
zas advindas da iniqüidade não ganham nenhum favor do
Todo-Poderoso. E é bom lembrar que todos prestarão
contas com ele.

Sábado, Amós 5:20-25


Obedecer é melhor do que sacrificar. Que conceito!
Este tema é discorrido tanto no Antigo quanto no Novo
Testamento. Esta advertência é por vezes repetida devido
à nossa teimosia espiritual. Como os filhos de Israel, so-
mos lembrados de que religiosidade, melodias comoventes
e ofertas dadas por uma questão de hábito apenas, não
têm impacto algum sobre Deus. Seu coração espera ver
em nós obediência, comunhão, justiça e retidão. Almas
sedentas são reavivadas quando têm sua sede saciada pelo
Espírito de Deus.

11
Lição 01 Sábado, 05 de Abril de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Amós Amós Salmo
5:10-15, 21-24 5e8 82

Verso Áureo
“Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como
o ribeiro impetuoso”. (Amós 5:24)

Núcleo da Lição
Muitas pessoas vivenciam a injustiça no mundo atu-
al. O que temos a ver com isso? Amós diz que a injustiça
provém do desprezo das necessidades alheias de uma par-
te da sociedade para com as outras, e como povo de Deus,
somos chamados a lutar contra tais atitudes e comporta-
mentos.

Questões para estudo do texto

1. No verso 10, quem são aqueles que odeiam na porta ao


que os repreende, e abominam ao que fala sinceramente?

2. O que traz a prosperidade financeira e segurança, de acor-


do com o verso 11?

12
AMÓS CONTESTA A INJUSTIÇA
3. No verso 12, quais são as transgressões para as quais o
profeta chama atenção?

4. No verso 14, os israelitas devem buscar a Deus, de que


forma?

5. Se a justiça prevalecerá (verso 15)o que a precederá?

6. Segundo o verso 21, os feitos do povo de Deus são acei-


tos? Em quais circunstâncias?

7. Os versos 22 a 24 deixam claro o que é essencial que nós


apresentemos. De que forma? Como você se apresenta?
Como você pode melhorar? O que você fará para melho-
rar?

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Lição 01 Sábado, 05 de Abril de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Don Chroniger
PANO DE FUNDO
Amós1 vem para a cidade como um homem do ve-
lho-oeste. A Bíblia relata que ele estava entre os pastores
de Tecoa (Amós1:1). Como os caubóis do velho-oeste,
ele entra em cena em alto estilo-pronto a chamar a aten-
ção dos moradores da cidade.
Ele vem do campo e faz referências às diversas coi-
sas comuns na vida de um rapaz do campo: um carro
cheio de feixes, gafanhotos, terremotos, armadilhas, se-
paração de grãos, pastoreio, o ato de lavrar a terra, e
colheita (2:13, 3:5–12, 4:2, 9; 5:8, 6:12, 7:1, 8:8, 9:9, 13–
14).
Este profeta não foi educado na escola dos profe-
tas (9:14). No entanto, Deus lhe deu uma mensagem
que precisava ser entregue ao reino Norte, a Israel. A
mensagem de juízo e justiça começa por aqueles que fi-
cavam ao redor de Israel. Pode-se ouvir o povo da cida-
de aclamando e dizendo “Finalmente chegou a vez de-
les”. Depois de dirigir-se a Damasco, Gaza, Tiro, Edom,
Amom, Moabe e Judá. Amós foca em Israel e diz “As-
sim diz o SENHOR: Por três transgressões de Israel, e
ainda mais por quatro, não anularei o castigo. Vendem
por prata o justo, e por um par de sandálias o pobre.
Pisam a cabeça dos necessitados como pisam o pó da
terra, e negam justiça ao oprimido. Pai e filho possuem a

1 Amós significa “Estivador; Levantador de carga”. NT

14
AMÓS CONTESTA A INJUSTIÇA
mesma mulher e assim profanam o meu santo nome”
(2:6,7, NIV).
O povo da cidade deve ter ficado de boca aberta
com estas palavras. Amós tinha seu foco em dois gru-
pos de pessoas. O primeiro grupo ansiava pelo juízo
imediato do Senhor “Ai daqueles que desejam o dia do
SENHOR!” (5:18:).O segundo acreditava que o juízo de
Deus nunca viria e, portanto, apoiava seu comportamento
nesta crença “Ai dos que vivem sossegados em Sião”
(6:1).
O problema com o primeiro grupo consiste no fato
de que, mais cedo ou mais tarde, o julgamento viria so-
bre todos em Israel e a terra estava totalmente corrom-
pida (Amos 3:9-10). Já com o segundo grupo o proble-
ma está no fato que eles não reconheciam o juízo de
Deus na prática. Quando Deus fez cessar as chuvas, trou-
xe fome á terra e mandou as pragas do Egito sobre Isra-
el (no capítulo 4), eles ignoraram e continuaram a cultuar
falsos deuses em Betel e em Gilgal (1 Reis 12:29, Amos
4:4).
À medida que avançamos, Amós compartilha cin-
co visões de julgamento: gafanhotos, fogo, prumo, fru-
to maduro, e o Senhor no Altar (7:1-3, 4-6, 7-9; 8; 9:1-
10). No meio dessas visões, Amós entregou uma men-
sagem especial ao Rei Amazias com relação à sua recusa
em ouvir e mudar (7:12-17).
Deus, através de Amós, mostra que seu juízo estava
apenas começando. Ele enviaria fome no coração das
pessoas de ouvirem a Palavra de Deus e elas vagueariam
de um lado a outro mas não a encontrariam (8:11-12). A
fome, a opressão e a perda de terra não eram a palavra
final. Deus prometeu restauração (9:11-15).
15
Lição 01 Sábado, 05 de Abril de 2008
UM PASSO À FRENTE
Houve quem viu a moral decair ao seu redor e orou
pelo juízo de Deus. O problema em buscar ou ansiar
pelo “Dia do Senhor” é que este não seria um tempo
maravilhoso. Traria escuridão e dor, pois perverteram a
lei abusando e negligenciando os pobres e necessitados
(5:11-12). Deus não se curva à posição econômica ou
status social. O “Dia do Senhor” virá em breve, e aque-
les que anseiam por justiça a terão das mãos de Deus.
Havia outro problema: as pessoas que não se im-
portavam com seu modo de vida. Diziam “Meu com-
portamento não importa, pois o dia do juízo não chega-
rá. Sendo assim, não importa o que eu faço” Por fim,
não se importavam nem com eles mesmos. Esta atitude
mostra seu desprezo para com a Palavra de Deus; se
recusavam a ouvir a mensagem de Amós (5:7; 7:12-13;
8:11-12).
Justiça e juízo virão. “Não se esqueçam disto, ama-
dos: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos
como um dia. O Senhor não demora em cumprir a sua
promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paci-
ente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas
que todos cheguem ao arrependimento. O dia do Se-
nhor, porém, virá como ladrão. Os céus desaparecerão
com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos
pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnuda-
da. Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pes-
soas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira
santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a
sua vinda” (2 Pedro 3:8–12a, NIV).
A resposta de Amós à decadência moral foi buscar
ao Senhor e a restauração que somente é encontrada na
16
AMÓS CONTESTA A INJUSTIÇA
Palavra de Deus, pautando sua vida nas Escrituras Sa-
gradas. “Buscai-me, e vivei.” (5:4-6).

PRATICANDO
O modo como tratamos uns aos outros é um sin-
toma do nosso estado espiritual. Nosso culto, o modo
como ofertamos, o quanto nos empenhamos e como
nos aproximamos das pessoas de diferentes níveis soci-
ais revelam a verdade sobre a nossa saúde espiritual. Não
é um indicador perfeito, as percepções que temos po-
dem ser equivocadas. Mesmo assim, avaliar nosso relaci-
onamento com Deus é muito importante. Como cris-
tãos, esperamos a volta de Cristo, pois ele é a nossa sal-
vação. No entanto, vivendo apenas com essa visão, cor-
remos o risco de esquecermos de nossas responsabilida-
des diárias, de nossas imperfeições, de nossos pecados.
Por outro lado, focando somente nossas responsabilida-
des diárias, nossas imperfeições, nossos pecados, pode-
mos esquecer que Ele voltará – e que ele tem poder para
transformar nossa vida neste exato momento.
Somos chamados para uma jornada. Nos movemos
e somos chamados para crescer espiritualmente em nos-
sos relacionamentos até o dia em que conheceremos o
Senhor face a face. Como Amós exorta, devemos buscar
o Senhor e viver de forma a agradá-lo .

ANOTAÇÕES

17
Lição 01 Sábado, 05 de Abril de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Explorar os temas da justiça e juízo no livro de Amós.

2. Discutir sobre a relação entre fartura e escassez.

3. Motivar os participantes a orar para que Deus os encoraje


a agir contra a injustiça.

Atividades pedagógicas
Identifique uma injustiça social e/ou econômica em
sua comunidade. Discuta o modo como os cristãos em
sua comunidade podem se organizar contra a injustiça so-
cial.
Pergunte aos membros da classe o que divide as pes-
soas no mundo contemporâneo e como eles, como filhos
de Deus, poderiam trabalhar para superar essas divisões.

Olhando adiante
Oséias traz acusação contra Israel.

18
OSÉIAS PREGA A
ACUSAÇÃO DE DEUS
Oséias 4:1-4; 7:1-2; 12:8-9

M EDITAÇÕES B ÍBLICAS D IÁRIAS


Leota Stevens
Domingo, 2 Reis 15:8-12
Um antigo provérbio francês declara “Não há nada
mais contagioso do que um mau exemplo”
Nossa natureza de Adão, quando fora do controle do
Espírito Santo, tende a afastar-nos da obediência a Deus.
Então, o que este tal Zacarias está pensando? Infelizmen-
te, ele parece seguir a ideologia de Frank Sinatra, que orgu-
lhosamente proclama “Fiz do meu jeito!”. A decisão de
obedecer ou fazer do nosso próprio modo, faz parte do
nosso dia-a-dia.

Segunda-feira, Oséias 5.1-5


Li e reli este texto várias vezes, tentando conectar a
expressão - voltar - com a expressão - não conhecem. Como
posso voltar para alguém que nunca conheci? Foi preciso
uma meditação e estudo um pouco mais dedicado para
encontrar um significado razoável, dentro do contexto.
Note que o termo ”conhecer” na Bíblia, significa ter rela-
cionamento, ter intimidade. Já, o termo voltar, se refere a
voltar o rosto, olhar, prestar atenção. Se você se afasta de
Deus com seu proceder incompatível, perde a intimidade
19
Lição 02 Sábado, 12 de Abril de 2008
com ele, e não pode mais olhar para ele.
Isso continua valendo até os nossos dias, e continua-
rá valendo até que volte o Senhor Jesus. Se sua vida não
procede de forma digna dele, um afastamento natural aca-
ba acontecendo. A presença do Senhor é incompatível com
um estilo de vida sem santidade. Seja mentira, seja idola-
tria, avareza, o que for. Nosso grande desafio é viver, como
disse Paulo séculos depois, de modo digno do evangelho.
Sem isso, olhar para Deus fica impossível.

Terça-feira, Oséias 14
Quando as pessoas passam em frente à minha casa,
geralmente param para admirar meu jardim, e ficam en-
cantadas com a quantidade de flores. A primavera é o tem-
po em que às flores reinam, sendo acariciadas pela brisa
suave. O quarto e o quinto verso deste capítulo compa-
ram aqueles que foram perdoados por Deus com o lírio.
Crescermos à medida que nos firmamos na Palavra e so-
mos contemplados no amor de Deus amando ao próximo
como a nós mesmos.

Quarta-feira, Oséias 11:6-11


Pais freqüentemente passam por momentos difíceis
com seus filhos inflexíveis e cheios de vontades. Deus pa-
rece ter encarado o mesmo dilema com seu povo de dura
cerviz. Ele seria justo se desse as costas para eles por causa
do pecado deles, porém nosso Senhor dosa justiça e mise-
ricórdia. Seu exemplo de amor é extraordinário e se esten-
de a todos os seus filhos.

Quinta-feira, Oséias 4:1-5


As nações contemporâneas cometem muitas das ações
que levaram Deus a acusar e julgar o povo de Israel. Men-
20
OSÉIAS PREGA A ACUSAÇÃO DE DEUS
tir, roubar, adulterar, derramar sangue inocente e honrar
aqueles que não agem com justiça; estas são algumas das
posturas do homem contemporâneo. Se não fosse a mise-
ricórdia de Deus, onde estaríamos?

Sexta-feira, Oséas7:1-15
O cenário de uma nação que deixou os caminhos
da justiça e deleita-se em coisas perversas e vãs deste
mundo é retratado nesta passagem. Deus é tão miseri-
cordioso que continua lidar com pecadores. Sua Palavra
adverte, encoraja e instrui aqueles que a ouvem e obede-
cem.
À medida que crescemos espiritualmente, temos o
dever e a obrigação de rever nossos conceitos e valores.
Nosso desafio cristão é chegar ao ponto de reconhecer
que tudo vem de Deus, pertence a ele, e nós apenas to-
mamos conta para ele. Senhor, tudo que eu quero é ser
digno do teu nome em minha vida, e para isso quero agir
de forma condizente. Ensina-me a ser o filho que o Se-
nhor deseja.

Sábado, Oséias 12:5-10


Há muitas pessoas que tocaram minha vida e deixa-
ram sua marca em meu coração. Seus nomes são inesque-
cíveis para mim. O nome de Deus é inesquecível por cau-
sa do seu poder, majestade e graça. Somente ele pode li-
bertar aqueles que são prisioneiros do pecado. Sua nature-
za de amor é expressa em nossa vida conforme somos
levados da rebeldia à redenção. Louvado seja Deus!

21
Lição 02 Sábado, 12 de Abril de 2008
Estudo Estudo Adicional Devocional
Oséias 2 Reis Oséias
4:1-4; 7:1-2; 12:8-9 15:1-10 14

Verso Áureo
“OUVI a palavra do SENHOR, vós filhos de Israel,
porque o SENHOR tem uma contenda com os habitan-
tes da terra; porque na terra não há verdade, nem benigni-
dade, nem conhecimento de Deus.” (Oséias 4:1).

Núcleo da lição
As pessoas são egoístas algumas vezes, mesmo sen-
do melhores do que isso.O que acontece quando o povo
de Deus age de tal forma?Oséias diz que o Senhor nos
mede por nossas ações, mesmo assim ele trabalha por nossa
redenção.

Questões para estudo do texto


1. Procure o nome Oseías no Dicionário Bíblico. Qual seu
significado? Qual a relação deste nome com nomes como
Josué e Jesus?

2. Ainda no Dicionário Bíblico, o que os quarto reis de Judá


fizeram paralelamente ao ministério de Oséias? Que tipo
de reinado eles exerceram? Por que eles precisariam de um
profeta como Oséias?

22
OSÉIAS PREGA A ACUSAÇÃO DE DEUS
3. Quais as duas maiores divisões deste livro? Qual tema é
enfatizado em cada uma delas?

4. Que tipo de imagem e linguagem Oséias utiliza para apre-


sentar sua mensagem?

5. Qual a necessidade da mensagem de Oséias hoje em dia?


Como essa mensagem seria recebida pela sociedade con-
temporânea? Como a igreja receberia esta mensagem?
Como você recebe esta mensagem?

6. Como Oséias prega o conceito de lealdade a Deus? Por


que a fidelidade é tão importante em nosso relacionamen-
to com Deus? Por que a fidelidade é importante em nosso
relacionamento com o próximo?

23
Lição 02 Sábado, 12 de Abril de 2008

E NTENDENDO E VIVENDO
Scott Hausrath

PANO DE FUNDO
Você já leu o livro de Oséias2 por inteiro? Embora
seja um livro relativamente pequeno (apenas 14 capítu-
los) é cheio de verdades sobre Deus e o relacionamento
do ser humano com Ele. Estas lições são entregues de
duas formas diferentes. Nos três primeiros capítulos,
Deus usa a metáfora do casamento para discutir o seu
relacionamento com seu povo escolhido. O Senhor pede
a Oséias que encontre uma noiva infiel, para ilustrar a
infidelidade de Israel. O profeta obedece e casa-se com
uma mulher chamada Gomer e vivencia abandono dela
aos votos matrimonias. Gomer não só é infiel a Oséias,
como também traz filhos, frutos de seus adultérios. Sua
infidelidade para com seu esposo era a perfeita ilustra-
ção da infidelidade de Israel para com o Senhor. No en-
tanto, esta primeira parte do livro de Oséias não termina
em julgamento, mas em misericórdia. Deus ordena Oséias
a trazer sua esposa de volta e restaurar seu casamento.
Em Oséias 3:1, Deus diz ao profeta “Vá, trate novamen-
te com amor sua mulher, apesar de ela ser amada por
outro e ser adúltera. Ame-a como o SENHOR ama os
israelitas, apesar de eles se voltarem para outros deu-
ses...” Isto é amor.
No restante deste livro, encontramos a segunda for-
ma de entrega da verdade sobre Deus e o relacionamen-
to de seu povo com ele. Através do profeta, Deus fala a
Israel, mostrando seus pecados e as conseqüências que

2
O nome Oséias significa “Salvo por Deus” ou “Deus salva”. NT
24
OSÉIAS PREGA A ACUSAÇÃO DE DEUS
eles trazem, tentando restaurar seu relacionamento. A pas-
sagem bíblica de hoje encontra-se nesta segunda parte de
Oséias.

UM PASSO À FRENTE
O primeiro verso do capítulo quatro do livro de
Oséias mostra que Israel é acusado porque falhou em
três coisas: confiar, ser leal e conhecer a Deus. Em pri-
meiro lugar, as palavras do idioma hebreu traduzidas para
o português como confiança, fidelidade ou verdade di-
zem respeito a uma característica de caráter que é neces-
sária na solidificação e manutenção de qualquer relacio-
namento saudável. Supõe-se que pessoas que possuem
essas características falem a verdade e tenham um com-
portamento verdadeiro.
Em segundo lugar, a palavra hebraica que normal-
mente é traduzida como lealdade, amor e bondade são
usadas para descrever um relacionamento no qual as pes-
soas sejam completamente leais umas para com as ou-
tras. Deus usou tal palavra para descrever a si mesmo,
por exemplo, quando esteve face a face com Moisés no
Monte Sinai (Êxodo 34:6). Agindo desta forma, ele pro-
metia sua lealdade para com seu povo. Por fim, o termo
hebraico traduzido como conhecimento de Deus vai além
de simplesmente reconhecer sua existência. A palavra
hebraica transmite a idéia de conhecer Deus na intimi-
dade e ter um relacionamento direto com ele. Isto nos
lembra da metáfora do casamento usada nos três pri-
meiros capítulos deste livro. Assim como Gomer não
conhecia seu esposo, porque era infiel ou não era leal a
ele, Israel também não conhecia seu esposo, Deus.
Esta falta de confiança e amor lhes impedia de ver-
dadeiramente conhecerem seu Deus. Se o primeiro ver-
25
Lição 02 Sábado, 12 de Abril de 2008
so do capítulo quarto descreve as falhas dos Israelitas, o
verso 2 nos apresenta o que estava acontecendo no dia-
a-dia dos israelitas. Aqui há uma referência à segunda
metade dos 10 Mandamentos: Mentir, matar, desonrar,
roubar e adulterar. Podemos imaginar que a outra meta-
de foi simplesmente ignorada. A realidade é que as pes-
soas que não têm um relacionamento saudável com Deus
não são capazes de terem um relacionamento sadio com
seu próximo. Esta verdade nos leva a analisar as bases
espirituais das nossas injustiças sociais.
Por sua vez, o terceiro verso descreve as conseqü-
ências do pecado. Israel entrou em luto, seu número era
reduzido e seus animais morriam. Pecado individual se
torna em pecado coletivo e termina em pecado da soci-
edade. E o resultado é a degradação de uma nação. Esta
narrativa de Oséias retrata o dilema que Deus enfrentou.
Os dois primeiros versos do capítulo sete nos mostram
que o desejo de Deus era restaurar a vida destas pessoas.
No entanto, sempre que Deus buscou trabalhar na vida
de seu povo, para restabelecer sua sorte, lá estava seu
povo pecando novamente. Nós cristãos, que entende-
mos a natureza da santidade de Deus, podemos enten-
der a frustração dele quando tenta se aproximar de seu
povo, mas não pode por causa da iniqüidade de Israel.
Este fato nos lembra outro dilema enfrentado pelo Se-
nhor quando ele “dá as costas” ao seu próprio Filho
quando estava na cruz, levando sobre si os pecados da
humanidade. O Santo Deus não pôde presenciar a falta
de santidade. Deus desejou redimir seu povo, mas não
pôde permanecer na presença deles, porque seu povo
não estava disposto a deixar seu pecado.
As bênçãos teriam afastado os israelitas de Deus?
26
OSÉIAS PREGA A ACUSAÇÃO DE DEUS
Do sétimo ao nono versículo do capítulo 12 vemos uma
comunidade israelita que visava bênçãos e não Deus. De
fato, Israel estava permitindo que o dinheiro se tornarsse
o seu deus.
É de se admirar que Deus os tenha feito tornar à
pobreza e escassez que haviam vivenciado antes de se-
rem conduzidos à terra prometida? O nono verso im-
põe uma boa dose de temor a seus leitores. No entanto,
seria uma estratégia de Deus para a restauração de sua
relação com Israel? Se lermos do verso quatorze ao vin-
te e três do segundo capítulo, veremos uma grande alu-
são a esta possibilidade, assim como o capítulo final des-
te livro traz esperança de redenção ao povo de Deus.
Esta passagem nos lembra que o mesmo Senhor que
julga seu povo por suas ações trabalha constantemente
por sua redenção.

MOTIVAÇÃO PARA AGIR


O que significa sermos avaliados por nossas ações?
Se temos o perdão de nossos pecados, não temos então
a liberdade para pecar o quanto quisermos? O ultimo
verso deste livro maravilhoso nos deixa uma pergunta
no ar: “Quem é sábio? Aquele que considerar essas coi-
sas. Quem tem discernimento? Aquele que as compre-
ender. Os caminhos do SENHOR são justos; os justos
andam neles, mas os rebeldes neles tropeçam.” (NVI)
Mesmo tendo o perdão de nossas faltas, sofremos
as conseqüências de nossas ações. Se eu roubar meu pa-
trão, por exemplo, sofrerei as conseqüências negativas
deste ato, mesmo que eu peça perdão ao Senhor. Se eu
adulterar, e me arrepender posteriormente rogando o
perdão de Deus, estou certo de que alcançarei perdão,
27
Lição 02 Sábado, 12 de Abril de 2008
porém, seria ignorância minha esperar que Deus remova
as conseqüências desta minha escolha, pois as pessoas
envolvidas são magoadas, inclusive Deus. E este fato não
pode ser mudado.
Nossa realidade envolve relacionamentos: com
Deus, com outras pessoas, e conosco mesmos. E esses
relacionamentos são dirigidos pelas escolhas que faze-
mos. Que tipos de escolhas você tem feito? Você tem
andado nos caminhos do Senhor ou fracassou em sua
caminhada?

DICAS PARA OS PROFESSORES


Objetivos da lição

1. Explorar o tema do amor abordado no Livro de Oséias.

2. Entender os conceitos do julgamento de Deus por nossas


ações e as implicações deste fato na vida.

3. Orar para que Deus perdoe atos duros e egoístas.

Olhando adiante
Isaías dá exemplo de como entrar na presença de
Deus com uma verdadeira adoração.

28
ISAÍAS CONCLAMA À
VERDADEIRA ADORAÇÃO
Isaías 1:10–11, 14–20

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Leota Stevens

Domingo, Salmo 65:1-8


Poucos recebem um convite para ir à Casa Branca,
ou no Palácio da Alvorada, ou passar um final de sema-
na na Granja do Torto, mas temos acesso livre à sala do
trono do Criador da terra e dos céus 7 dias por semana e
24 horas por dia. Como é maravilhoso saber que temos
livre acesso à presença do Todo-Poderoso. Aquele que
criou montanhas, água, terra, sementes, está pronto a
ouvir nossas orações e perdoar nossas transgressões.

Segunda-feira, 2 Reis 15:32-36


O fermento é um pequeno organismo atarefado que
não suporta o confinamento. Uma vez iniciada sua ação,
ele simplesmente não para de se expandir enquanto há
condições favoráveis. O pecado tem características si-
milares. Quando se tolera um pecado, fica mais fácil to-
lerar o próximo – e logo sua vida se torna uma vida
pecaminosa e doentia. Essa doença pode não nos matar
ou nosso amor a Deus, mas certamente diminui nosso
29
Lição 3 Sábado, 19 de Abril de 2008
impacto sobre o mundo.

Terça-feira, Isaías 6:1-8


A reação de Isaías à visão que ele teve do templo é
estritamente relacionada à nossa relação com um Deus
Santo. Será que entendemos essa santidade? É tão difícil
entender que um Deus perfeito e santo escolhe pessoas
imperfeitas para pregarem sua Palavra? Um toque de
Deus e teremos lábios santos, sua presença em nosso
coração afasta toda iniqüidade e nos convence de sua
palavra de amor – cujo mundo necessita desesperada-
mente.

Quarta-feira, Isaías 58:6-12


Escovar e passar o fio dental são práticas de higiene
oral importantíssimas. Esta é uma questão de hábito e
disciplina. Infelizmente, nossa adoração pode tornar-se
um ato mecânico como nossa higiene matinal. Deus não
quer o ritual sem relacionamento, a prática sem paz e
muito menos o louvor sem entrega. Frequentemente o
foco em um Deus redentor se perde no quadro da religi-
osidade. Lembremos que devemos adorar a Deus em
espírito e em verdade, e são tais adoradores que ele pro-
cura.

Quinta-feira, Isaías 40:1-5


Ouvimos muito o termo conforto em nossa socie-
dade. Toalhas de veludo, ar condicionado, e outras co-
modidades atraem nossas sensações e nos permitem cer-
tos luxos. Enquanto estes prazeres oferecem um estímu-
lo temporário e conforto, não têm valor eternal. O con-
forto que Deus propõe vai mais além; misericórdia, com-
30
ISAÍAS CONCLAMA À VERDADEIRA ADORAÇÃO
paixão e perdão permanecem para sempre.

Sexta-feira, Isaías 1:10-14


Provérbios 16:18 diz que “A soberba precede a ru-
ína, e a altivez do espírito precede a queda”. Isaías disser-
tou sobre a humilhação total que a altivez de espírito
humana trará quando o Dia do Senhor vier. Toda falsi-
dade e orgulho cairão por terra diante da verdadeira
majestade do Todo-Poderoso.

Sábado, Isaías 1:15-20


Disseram-me que reconhecer uma moeda falsa não
é difícil para aqueles que lidam com a verdadeira no seu
dia-a-dia. O olhar artístico dos profissionais da arte rara-
mente é enganado por réplicas. Por que o coração hu-
mano é tão facilmente enganado por Satanás? Por que o
espírito humano é tão vão que acredita poder criar seus
próprios deuses ou até tornar-se um? Virá o dia em que
falsos ídolos cairão por terra quando comparados ao
genuíno, único e verdadeiro Deus. O Senhor nos criou
para adorá-lo, não fomos nós que o inventamos somen-
te para ter algo para adorar.

31
Lição 3 Sábado, 19 de Abril de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Isaías 2 Reis Isaías
1:10-20 15:20-35 58:1-13

Verso Áureo
“Aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo;
ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa
das viúvas.” (Isaías 1:17).

Núcleo da Lição
A maioria das pessoas que buscam adorar a Deus quer
que esta seja uma experiência pura e significativa. Como
fazer isto? Isaías diz que há uma conexão entre o modo
como vivemos e o modo como adoramos. Sua vida é um
exemplo de verdadeira adoração?

Questões para estudo do texto


1. O que Isaías tem a dizer sobre adoração? Qual a relação de
sua mensagem com a passagem relatada no capítulo 6 de
seu livro?

2. O que é adorar? O que faz a experiência da adoração signi-


ficativa? Qual a conexão entre o modo de viver e o modo
de adorar?

32
ISAÍAS CONCLAMA À VERDADEIRA ADORAÇÃO
3. Como você pensa que Deus vê cerimônias religiosas e
observâncias que ignoram justiça, bondade,verdade e mi-
sericórdia? Para você, qual o motivo do chamado de Deus
para que o povo obedeça e aja com justiça?

4. É possível algumas pessoas experimentarem uma lacuna


entre a experiência de adoração e a vida diária delas? Como
esta lacuna é significativa? O que Deus deseja que façamos
a este respeito?

5. Como a atitude da adoração pode nos levar à justiça? Como


a adoração pode nos lembrar que a causa contra a injustiça
deve ser adotada por todos? Em que sentido a adoração
pode nos reorientar sobre a preocupação de Deus para
com os oprimidos?

6. O que Isaías tem a dizer sobre a igreja que se reúne somen-


te aos sábados pela manhã e após o culto não têm mais
nada a fazer na obra por uma semana?

33
Lição 3 Sábado, 19 de Abril de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Don Chroniger

PANO DE FUNDO
Isaías é conhecido como o mais Messiânico dos
profetas do Antigo Testamento, pois contém inúmeras
profecias sobre o primeiro advento de Cristo. Confor-
me lemos o livro de Isaías, vemos reverência e temor
perante “O Santo de Israel”— expressão repetida mais
de 25 vezes no decorrer do livro (1:4; 5:19, 24; 10:17, 20;
12:6; 17:7; 29:19, 23; 30:11,12,15; 31:1; 37:23; 40:25; 41:14,
16, 20; 43:3,14,15; 47:4; 48:17; 49:7; 54:5; 55:5; 60:9,14).
Esta frase nos ajuda compreender o coração de adorador
que Isaías tinha.
Sabemos muito pouco sobre Isaías, temos ciência
que ele foi profeta durante os reinos de Usias, Jotão, Acaz
e Ezequias. Ele profetizava sobre o reino do sul, Judá.
Isaías profetizou sobre a vida de Ciro, sobre o reino da
Pérsia; sobre a reconstrução de Jerusalém e sobre a vin-
da do Messias.
O livro de Isaías pode ser comparado com o todo
da Bíblia. O número de capítulos deste livro tem o mes-
mo número de livros da Bíblia; ambos têm 66. A transi-
ção que se dá entre os 39 livros do Antigo Testamento e
os 27 do Novo Testamento também ocorre ao final dos
39 primeiros capítulos do livro: estes falam claramente
sobre o relacionamento de Deus com Judá. Uma transi-
ção definitiva toma lugar no 40º capítulo com estas pala-
vras:
“Eis a voz do que clama: Preparai no deserto o ca-
minho do Senhor; endireitai no ermo uma estrada para
o nosso Deus. Todo vale será levantado, e será abatido
34
ISAÍAS CONCLAMA À VERDADEIRA ADORAÇÃO
todo monte e todo outeiro; e o terreno acidentado será
nivelado, e o que é escabroso, aplanado. A glória do Se-
nhor se revelará; e toda a carne juntamente a verá; pois a
boca do Senhor o disse.” (40:3-5).
Na vida do profeta, ele viu o presente manchado
com sofrimento e injustiças. As profecias de Isaías des-
creviam uma conversão radical, com o objetivo de justi-
ça, paz, harmonia e consciência espiritual.
Isaías tinha acesso livre à corte real, e mesmo assim
não deixava de profetizar em relação à necessidade de
justiça para com o povo (1:11-17). Quando maldições
eram proferidas, Deus oferecia a esperança do amanhã,
trazendo luz onde antes só havia trevas.

UM PASSO À FRENTE
Quem gosta de jejuar? Pouquíssimas pessoas apre-
ciam o renunciar à alimentação de tempos em tempos.
A maioria das pessoas que já praticaram o jejum prova-
velmente falaria dos benefícios deles, porém as pessoas
que o praticam são a minoria entre os cristãos. Quando
privamos nosso corpo da comida, há sofrimento e não
prazer. No entanto, o jejum é uma experiência que traz
benefícios físicos, psicológicos e espirituais para nós cris-
tãos.
O jejum não é visto como parte da experiência da
adoração por muitos cristãos. Todavia, o jejum é relacio-
nado ao arrependimento, como no caso de Nínive (Jonas
3:1-10), quando decisões são tomadas e quando se bus-
ca uma direção de Deus (Atos 13:1-3). Jejuar é muito
mais do que simplesmente não se alimentar para chamar
a atenção de Deus. O jejum quando ligado à adoração
nos dá maior sensibilidade a Deus e sua direção, bem
como uma consciência para identificar aqueles que estão
35
Lição 3 Sábado, 19 de Abril de 2008
presos pelas ligaduras da impiedade, oprimidos, famin-
tos e desamparados (Isaías 58:6–8). A adoração nos aju-
da a ver além de nós mesmos e sermos capazes de en-
xergar com os olhos de Deus – isto é ter a visão e pers-
pectiva de Deus a respeito de situações e pessoas. Isaias
nos recorda que a adoração não deveria ser projetada
para suprir desejos individuais. Adoração deve nos levar
a perceber e cumprir a vontade do Senhor para nossa
vida. Precisamos aprender a nos questionar: “O que Deus
requer de mim?”
Se um cantor ou autor famoso fosse à sua igreja no
próximo sábado, você gostaria de estar lá? Porém qual é
sua reação perante o “Santo de Israel”? Nosso interior
importa muito mais para Deus do que práticas religiosas
externas (Isaías 58:11-14; Salmo 51:17). Deus nem ouve
orações de um coração pecaminoso (Salmos 66:18; Isaías
59:1-3). A chave para a mudança é escolher mudar; pre-
cisamos dar toda nossa atenção a Deus quando nos reu-
nimos para cultuá-lo, e nosso culto sabático precisa ser
o reflexo de nossa adoração diária, ou seja o que faço
durante os seis dias da semana é tão importante quanto
minha adoração sabática.

PRATICANDO
Mudando agora para o contexto do Novo Testa-
mento, Jesus tinha algo significante para dizer á respeito
de relacionamentos e sua correlação com o ato da ado-
ração: “Portanto, se você estiver apresentando sua ofer-
ta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem
algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá
primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e
apresente sua oferta.” (Mateus 5:23-24, NVI).
O que está em nosso coração é levado em conta no
36
ISAÍAS CONCLAMA À VERDADEIRA ADORAÇÃO
ato da adoração. O conteúdo de nosso coração não ape-
nas influencia como adoramos, mas também a quem
adoramos. O perdão é algo importante na adoração. Se
não temos o perdão em nosso coração, não estamos
livres para dar a Deus toda a nossa atenção.
Qual a influência da sua adoração a Deus nas pes-
soas ao seu redor? Como sua adoração é afetada pelas
pessoas em sua casa? Como sua adoração é influenciada
pelas pessoas em seu local de trabalho ou na sua escola?
Você tem reservado em seu coração um espaço para o
perdão na adoração que você oferece a Deus? Qual será
sua resposta ao que Deus diz em Isaías 1:18: “Venham,
vamos refletir juntos” (NVI).

ANOTAÇÕES

37
Lição 3 Sábado, 19 de Abril de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Reler as palavras de Isaías com relação à verdadeira adora-


ção.

2. Discutir a relação entre o modo de vida e o modo como


adoramos.

3. Motivar os participantes a orar pelos verdadeiros adoradores


de Deus.

Atividades pedagógicas
Convide os membros da classe a contar suas expe-
riências de adoração e as conseqüências deste ato em
suas vidas.
Reveja a ordem da adoração em sua igreja.
Enumere os ministros da congregação que traba-
lham pela justiça na comunidade. Discuta como os par-
ticipantes poderiam se envolver neste ministério.Quais
ministros a classe selecionaria caso não houvesse minis-
tros nesta área em sua congregação ou comunidade?

Olhando adiante
Isaías nos convida ao banquete do Senhor.

38
ISAÍAS NOS CONVIDA AO
BANQUETE DO SENHOR
Isaías 55:1-3, 6-11

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Leota Stevens
Domingo, Lucas 14:15-24
Eu realmente posso identificar-me com o anfitrião
deste banquete. Servir um jantar fabuloso para uma multi-
dão é caro, demorado, e dá muito trabalho. Você tem uma
miríade de detalhes para planejar o cardápio perfeito, or-
ganizar a mobília e os talheres adequados, providenciar o
conforto de seus convidados, e para completar você tem
que limpar tudo quando a festa terminar. Deus é o anfi-
trião e nos convida a cearmos com ele. Deixemos as des-
culpas de lado e aceitemos o convite.

Segunda-feira, Isaías 42:1-4; Mateus 12:15-21


Em ambos os textos indicados, lemos a mesma de-
claração de Deus sobre Jesus: “Meu servo a quem esco-
lhi”. Durante o seu ministério terreno, Jesus assumiu inte-
gralmente esta sua identidade. Sempre foi consciente de
sua missão, de seu envio pelo Pai e de que atitude ter du-
rante esta missão - servir. Um dia ele voltará em glória,
como Rei da criação restaurada. Mas este futuro foi con-
quistado a partir da consciência da sua missão, da obedi-
ência e do cumprimento deste chamado. Através de nós,
39
Lição 4 Sábado, 26 de Abril de 2008
sua igreja, Jesus continua presente no mundo. Somos o
seu corpo, e espera-se deste corpo que conheça o seu Ca-
beça e faça as obras que ele fez.
Apesar de chamados a servir, na maioria das vezes
preferimos ser servidos. Estamos presentes no mundo, mas
esta presença não revela o Servo do Senhor; pelo contrá-
rio, tantas vezes preferimos receber glória desde já. Esque-
cemos que a glória é o alvo que se atinge pela estrada da
servidão. A missão recebida por Jesus está hoje delegada à
sua igreja, através de cada um de nós, pelo poder do Espí-
rito Santo. Acomodar-se, ser servido, exigir direitos e rece-
ber glória prematura, trai o propósito daquele que nos es-
colheu. Reveja sua atuação a partir de hoje, durante esta
semana; reassuma seu chamado para ser servo do Deus
Altíssimo, enviado ao mundo para proclamar as Boas No-
vas.
Terça-feira, Isaías 40:6-11
A esperança de futuro para os judeus estava baseada
em um Messias, prometido por quase todos os profetas.
De todos eles, Isaías é o que dá o retrato mais claro do que
o povo pode esperar. Suas primeiras mensagens denunci-
avam em alta voz o pecado e a infidelidade da nação. Po-
rém a partir do capítulo 40 ele deixa para traz as mensa-
gens de julgamento e passa a transmitir uma mensagem de
esperança, luz e alegria. A mensagem do profeta era que
mais tarde, Deus traria paz para todos em um novo céu e
uma nova terra. Esta mensagem deve encher nosso cora-
ção de esperança.

Quarta-feira Isaías 61:7-11


Tenho um jardim em minha casa, o qual cuido com
todo carinho. Amo quando a primavera chega colorindo e
perfumando meu jardim. É tão bom sentir o doce perfu-
40
ISAÍAS NOS CONVIDA AO BANQUETE DO SENHOR
me das flores sendo levado pela brisa refrescante ao
entardecer. Quão esplêndido será quando o Espírito de
Deus soprar pelas nações como cheiro de incenso suave
impactando corações e vidas por todo o mundo. Que jar-
dim maravilhoso teremos!

Quinta-feira, 2 Coríntios 9:10-15


“Quando vocês olharem para trás verão que os mo-
mentos quando vocês realmente viveram são aqueles em
que agiram em amor.” Esta citação de Henry Drummond
reflete esta passagem muito bem. Há pessoas que só terão
um encontro com Cristo se forem atingidas pela generosi-
dade e exemplo de vida daqueles que o seguem.

Sexta-feira, Isaías 55:1-5


Duas das nossas necessidades básicas são nutrição e
hidratação. A ligação entre nossas necessidades básicas e
nosso relacionamento com Deus é expressa nessa passa-
gem. Ele oferece água aos sedentos e é por si próprio o
pão da vida que nos sustém. Por que beber água impura se
temos acesso ao manancial que vem do coração de Deus?
Por que comer porcarias oferecidas pelas filosofias huma-
nas se podemos participar do banquete do Senhor?
Sábado, Isaías 55:6-11
Há muitas palavras que indicam ação em nossa leitu-
ra de hoje. Palavras como buscar, abrir mão, retornar e
perdoar requerem atitude. Temos que buscar ao Senhor e
a sua justiça. Precisamos guardar sua palavra em nosso
coração. Esta palavra vem para que executemos tudo aquilo
que Deus requer. A paz plena só é alcançada quando
estamos em comunhão com o Espírito Santo, quando
nossa vida está alinhada com o espírito de amor encontra-
do na Palavra de Deus.
41
Lição 4 Sábado, 26 de Abril de 2008
Estudo Estudo Adicional Devocional
Isaías Isaías 2 Coríntios
55:1-11 55 9:10-15

Verso Áureo
“Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar,
invocai-o enquanto está perto.” (Isaías 55:6).

Núcleo da lição
A maioria das pessoas quer abundância de coisas boas
em sua vida. Qual é a fonte de tais coisas em nossa vida?
Que tipo de coisas esperamos de Deus? Usando a idéia do
banquete para o qual fomos convidados, Isaías diz que
somente Deus pode generosamente prover todas as coi-
sas boas para nós.

Questões para estudo do texto

1. Qual é a primeira imagem que Isaías usa neste texto? O


que esta imagem representa? O que esta imagem nos reve-
la sobre o caráter de Deus?

2. O que essa imagem sugere? Quem é convidado para parti-


cipar?

42
ISAÍAS NOS CONVIDA AO BANQUETE DO SENHOR
3. Como Jesus retoma a mesma imagem no Novo Testamen-
to? (Lucas tem uma resposta no capítulo 14 de seu livro).
Como Jesus relaciona seu ato com o que Isaías diz?

4. Qual presente Deus promete para os seus? Quais são os


planos e propósitos de Deus?

5. Como o Novo Testamento usa esta imagem e a relaciona


com a Ceia?

6. Como a igreja incentiva os jovens ao Evangelho? Quem


você convidaria para conhecer o Evangelho? Quais suas
metas para trazer alguém para Cristo?

43
Lição 4 Sábado, 26 de Abril de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Chroniger/Hausrath

PANO DE FUNDO
O Deus dos Israelitas (que também é nosso Deus)
é um Deus de bondade infinita.Ele quer que seu povo
entenda que os abençoará; suprirá suas necessidades fí-
sicas e espirituais. Isaías 55 nos relata essa verdade.
Versos 1-3a: Deus não está interessado no materia-
lismo, e não está feliz com aqueles que usam bens para
explorar os pobres e necessitados.
Enquanto os benefícios das provisões materiais são
temporários, a provisão espiritual dura para sempre. Por
que desperdiçar seu dinheiro e trabalho com coisas tem-
porárias? Estas não satisfazem nem preenchem. Este
versos chamam o povo de Deus a aproximar-se dele,
buscando-o como quem busca o único que pode saciar
fome e sede espirituais.
Versos 3b-5: Deus tinha uma aliança com os Israelitas.
Esta bênção era uma demonstração do amor que ele
prometeu a Davi. Porque o Senhor tinha dotado seu povo
de esplendor, as outras nações seriam atraídas a ele.
Versos 6-9: Esta passagem mostra ao povo de Deus
como responder ao chamado dos versos 1 a 3. Em pri-
meiro lugar, o profeta encoraja os Israelitas a se conver-
terem de sua corrupção e pensamentos errantes. O pas-
so seguinte é voltar-se para Deus, confiando em sua mi-
sericórdia e perdão. O arrependimento é a chave para o
avivamento. Sem conversão e busca, não haverá mudan-
ça.
Versos 10-11: Deus trará a sua palavra como a chuva
e neve que passam por um ciclo. A chuva cai, toca o
44
ISAÍAS NOS CONVIDA AO BANQUETE DO SENHOR
solo, e o sol faz com que a água evapore retornando à
atmosfera. Durante este processo, flores desabrocham e
o pão é assado para que seja degustado. É este o convite
de Deus – Sua palavra se cumprirá exatamente como ele
planejou.
Verso 12-13: Buscar a Deus resulta em alegria, paz e
prosperidade. Uma manifestação destas bênçãos seria a
saúde da terra que Deus dera aos israelitas. Devemos
notar que estas bênçãos não são exclusivas para o seu
povo. Eles também deveriam servir como um farol apon-
tando a outras pessoas a glória e bondade do Deus dos
israelitas.

UM PASSO À FRENTE
Muitas vezes não entendemos o que Deus está fa-
zendo em nosso mundo, especialmente em nossa vida.
Em muitas ocasiões não entendemos o porquê do Se-
nhor agir da forma como está agindo. Há uma grande
diferença entre os nossos pensamentos e os pensamen-
tos de Deus. Ele conhece não só o começo de uma situ-
ação, mas sabe qual será seu fim. Ele sempre tem uma
visão completa da situação. Além do mais, Deus sabe o
que quer fazer em cada situação. Ele permite que situa-
ções aconteçam em nossa vida com o propósito de um
efeito determinado.
As situações que trazem impacto em nossa vida são
usadas por Deus para impactar outras vidas também.
Normalmente uma situação é muito mais do que aquilo
que podemos perceber. Sendo assim, Deus não tem que
pensar sobre o que é certo, aliás, ele não só faz o que é
certo como define o que é certo.
É tolice nossa ficarmos zangados porque as coisas
45
Lição 4 Sábado, 26 de Abril de 2008
não acontecem do modo que esperamos. Oramos e que-
remos que Deus responda nossa oração do nosso modo.
Queremos que ele concorde conosco, sendo que nós é
que deveríamos concordar com ele. Se insistirmos em
nosso próprio modo estamos exaltando-nos acima de
Deus (Romanos 1:18; Salmo 37:5). Deus diz, “Porque
os meus pensamentos não são os vossos pensamentos,
nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SE-
NHOR.” (Isaías 55:8).
O povo de Israel estava sendo chamado por Deus a
libertar-se de coisas que pensavam ser importantes. Eles
tinham seu foco em coisas sem importância. Jesus tem a
mesma visão quando diz, “Não ajunteis tesouros na ter-
ra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os
ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu,
onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os
ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o
vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”
(Mateus 6:19-21)

PRATICANDO
Recentemente recebi uma mensagem que me fez
pensar. Era uma série de enunciados sobre as com os
quais Deus se preocupa. Por exemplo, para Deus pouco
importa o carro que eu tenho. No entanto ele observa se
eu uso meu carro para abençoar aqueles que não têm
carro. Deus não se importa com o tamanho da minha
casa. Porém, se importa que eu use minha casa para aben-
çoar o próximo. As roupas que eu uso não impressio-
nam Deus. Para ele o que importa é que eu ajude a vestir
o próximo.
Isto me ajuda a entender a passagem das Escrituras
46
ISAÍAS NOS CONVIDA AO BANQUETE DO SENHOR
de hoje, especialmente à luz dos pensamentos de Jesus
sobre ajuntar tesouros na Terra. A verdade é que preci-
samos das coisas materiais para sobreviver neste mun-
do. Sim, somos seres espirituais, mas estamos na carne.
Portanto, enquanto esperamos a glória de nossos cor-
pos eternos, somos chamados a ser bons mordomos de
nossos corpos temporais, físicos.
É importante reconhecer e pontuar nossas necessi-
dades físicas, pois não podemos ajudar o próximo es-
tando debilitados. Isso significa que temos de ter o me-
lhor de todas as coisas? Se um carro de trinta mil reais
suprirá minha necessidade de transporte, é uma atitude
sábia ou leal andar num carro de trezentos mil? O mun-
do nos impõe que tenhamos o melhor carro, a publici-
dade está sempre querendo me persuadir a ceder a esta
imposição; com o carro mais caro serei uma pessoa mais
atraente. E por acaso Deus se preocupa com isso? Ele
quer que eu seja atraente ou que eu sirva ao próximo? As
duas categorias não são mutuamente exclusivas, mas
quando o enfoque está em querer ser atraente, isto geral-
mente distrai as pessoas do foco de ser eficiente no ser-
viço ao próximo.
A passagem bíblica de hoje me faz ficar alerta ao
meu foco, minhas prioridades e à vontade de Deus. Em
minha busca para ter uma casa, um carro ou roupas,
estou visando tesouros na terra ou ferramentas para ser
eficiente no alvo verdadeiro: Jesus Cristo? Não há pro-
blema algum em adquirir bens. O problema está no foco:
busco glória para Deus ou para mim mesmo? As Escri-
turas, e a história, nos ensinam que aqueles que buscam
glória para si, frequentemente, se desapontam. A realiza-
ção plena vem quando buscamos a glória para Deus.
47
Lição 4 Sábado, 26 de Abril de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Rever a imagem de Isaías do banquete ao qual somos con-


vidados.

2. Fazer com que os participantes reconheçam a bondade de


Deus em suas vidas.

3. Motivar os participantes a fazer uma oração de agradeci-


mento pela generosidade de Deus na vida deles.

Atividades pedagógicas
Deixe que a classe converse sobre suas experiências
de perdão e graça de Deus em suas vidas.
Organize uma visita da classe a um local de distri-
buição de alimentos em que eles trabalhem como vo-
luntários.

Revisando
Esta unidade explorou a vida como povo de Deus
que é chamado a adorar em espírito e em verdade,
o que envolve a luta por justiça e paz.

48
MIQUÉIAS ANUNCIA O
QUE DEUS REQUER
Miquéias 3:1–4; 6:6–8

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis
Domingo, Deuteronômio 10:12-22
O que Deus requer de Israel, e conseqüentemente
de nós, é simples: temor, amor, serviço e observância
dos seus mandamentos. Na realidade, o mandamento se
resume em um só. Se amarmos ao Senhor e rendermos
nosso coração, mente e alma a ele, passaremos a ter pra-
zer em sua lei e seremos mais parecidos com ele. Então
amaremos nosso próximo como ele nos ama, passare-
mos ver o próximo com os olhos dele. Deus nos enviou
o Consolador, e quando permitirmos que o Espírito
Santo viva em nós e dirija nossa vida, refletiremos a gló-
ria e o amor de nosso Senhor aos outros.

Segunda-feira, Hebreus 12:6-12


Disciplina não é uma palavra que as pessoas gostam
usada em uma frase contendo o nome delas! Assim como
disciplinamos nossos filhos, somos disciplinados pelo Se-
nhor, e esta nem sempre é uma experiência agradável no
momento. Pense em alguma das vezes em que o Senhor
lhe disciplinou e nas mudanças causadas como resultado.
49
Lição 5 Sábado, 03 de Maio de 2008
Você amadureceu e cresceu ou se recusou a aprender a
lição? Embora não seja fácil, deveríamos aceitar a discipli-
na quando ela vem do Senhor, entendendo que nos torna-
remos mais parecidos com ele depois de tal experiência.

Terça-feira, Miquéias 2:1-5


Freqüentemente traçamos nossos planos sem levar
em conta o efeito que eles terão em nossa família, nossa
vida financeira, e até mesmo nossa vida espiritual. Se
nossos planos não estiverem alinhados com aquilo que
Deus quer para nossa vida e para o nosso futuro, nada
de bom virá deles. O Senhor encontrará um meio de nos
mostrar o que é melhor para nós, mesmo que isso nos
traga transtornos, por isso é melhor estar sempre no
centro da sua vontade.

Quarta-feira, Miquéias 3:1-7


Esta passagem é um alerta aos profetas que escolhem
o mal em detrimento do bem e se afastam dos caminhos
do Senhor. Estes não ouvirão a Deus, portanto, serão inú-
teis àqueles que vierem até eles em busca de sabedoria
divina. Da mesma forma Deus age com quem escolhe não
ouví-lo. Se nos afastarmos do seu amor, caminhando em
direção ao mal, Deus deixará de falar conosco e nos deixa-
rá à nossa própria sorte e aos dispositivos de Satanás, que
em última instância nos levará à destruição. Você tem aten-
tado para o caminho e a vontade do Senhor?

Quinta-feira, Miquéias 3:8-12


Esta passagem traz uma mensagem solene a todos os
que são líderes, pregadores e professores. Se não nos poli-
ciarmos ao liderarmos e ensinarmos ao próximo a Verda-
de de Deus, nosso ministério não subsistirá. Seja no mi-
50
MIQUÉIAS ANUNCIA O QUE DEUS REQUER
nistério de evangelismo pessoal, em pequenos grupos ou
liderando uma igreja inteira, devemos estar atentos à dire-
ção do Senhor e dispostos a cumprir a vontade dele, não
importa o preço a ser pago. Somente com nossa mente e
coração voltados para Deus, seguiremos em retidão e tere-
mos ministérios bem sucedidos aos olhos de quem real-
mente importa: nosso Supremo Pastor.

Sexta-feira, Miquéias 4:1-5


Em duas ocasiões tive a oportunidade de participar
de um retiro realizado no cume de um monte. Foi maravi-
lhoso buscar ao Senhor e permiti-lo mostrar sua doce pre-
sença. Lá, estava distante do mundo; sem televisão, sem
más notícias e sem nada para desviar o meu foco do Se-
nhor. Que lugar de paz! Lá minha prioridade era buscar a
face de Deus e aprender seus caminhos. Tenho certeza de
que essa sensação não se assemelha nem de longe com o
céu, mas lá eu pude sentir a glória de Deus. No nosso dia-
a-dia devemos ter nosso momento de paz, de clamor e de
comunhão com Deus. É pouco, mas assim nos aproxima-
remos do nosso Senhor e Salvador.

Sábado, Miquéias 6:3-8


“Praticar a justiça, amar a fidelidade e andar humilde-
mente com o seu Deus” (verso 8, NVI). A meu ver, este é
um dos versos mais lindos e profundos em toda a Bíblia.
Esta passagem resume nossa caminhada cristã. Andando
em retidão com Deus, ele nos mostrará como agir com
justiça para com o próximo, mostrar misericórdia mesmo
quando não merecida e dar exemplo do amor que Deus
derrama sobre nós. Esta é minha oração; que minha vida
seja um espelho desta passagem bíblica. Espero que esta
também seja a sua oração.
51
Lição 5 Sábado, 03 de Maio de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Miquéias Miquéias Hebreus
3:1-5; 6:1-8 2, 3 e 6 12:1-12

Verso Áureo
“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o
que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justi-
ça, e ames a benignidade, e andes humildemente com o
teu Deus.” (Miquéias 6:8)

Núcleo da lição
A maioria das pessoas deseja agir corretamente. Como
saber então qual é a maneira correta de se agir? Miquéias
nos ajuda citando a justiça, bondade e amor de Deus como
uma linha mestra para nossas atitudes.

Questões para estudo do texto


1. Veja o contexto de Miquéias no Dicionário Bíblico. Qual
era o contexto político da época? Com que reis ele foi fa-
lar? Que tipo de líderes eram esses reis? Como era a nação
que eles governavam?

2. Como você compara os dias de Miquéias e os tempos atu-


ais? O que você pensa que Deus tem a dizer sobre você e
sobre sua nação?

52
MIQUÉIAS ANUNCIA O QUE DEUS REQUER

3. Por que as pessoas que anseiam por justiça, amor e miseri-


córdia hesitariam em participar destas atividades? O que
esta passagem tem a dizer sobre pessoas que agem deste
modo? O que você faria em prol de justiça, amor e miseri-
córdia?

4. O que esta passagem tem a ensinar a pessoas que se esfor-


çam para distinguir o bem do mal em questões éticas com-
plexas? De acordo com Miquéias, o que acontece com uma
nação que não chega a conclusões acertadas sobre ques-
tões éticas?

5. Leia a passagem de Tiago 2. O que estas passagens do


Antigo e Novo Testamentos têm a ensinar sobre a impor-
tância da fé e de boas obras?

53
Lição 5 Sábado, 03 de Maio de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg

CONTEXTO
Miquéias3 serviu como profeta de Deus durante o
reinado de Jotão (742-735 A.C.), Acaz (735-715 A.C.), e
Ezequias (715-687 A.C.). O capítulo três toma lugar
durante o reinado de Ezequias. Já o sexto capítulo pode
ser datado durante o reinado de Manassés.
A partir do terceiro capítulo do livro de Miquéias se
torna óbvio que em Israel passavam lideranças inade-
quadas, tanto política quanto religiosa. O final do minis-
tério de Miquéias (relatado no sexto capítulo) está no
final do reinado de Ezequias ou começo do reinado de
Manassés.
Ver que quase todas as pessoas que tinham se reu-
nido pouco tempo antes ao redor das reformas políticas
e religiosas de Ezequias retornarem para seus caminhos
injustos e descrentes feriu o coração do profeta, e certa-
mente não somente o dele. Isto me lembra de um movi-
mento que ocorreu na Alemanha, 70 anos após a refor-
ma que ocorreu na Europa. Naquele tempo, muitos ti-
nham voltado ao cristianismo antigo. Os alemães pensa-
vam como Miquéias, viam que era tempo de voltar-se a
Deus, uma escolha que incluiria justiça.

CONTEXTO HISTÓRICO
Miquéias tinha interesse primariamente em que as
pessoas voltassem sua atenção a Deus e rendessem-lhe
um louvor que o honrasse. Não havia mais adoração

3
Miquéias significa “Quem é como Deus”. NT

54
MIQUÉIAS ANUNCIA O QUE DEUS REQUER
sincera – como os oito primeiros versículos do capítulo
seis nos mostram. Nesta passagem, o profeta ensina as
pessoas como se aproximarem de Deus de forma cor-
reta, esperando que o exemplo de Israel rendesse frutos
trazendo outras pessoas a adorarem a Deus.
A adoração havia caído num sincretismo, o povo
escolhido tinha incorporado a adoração de outros deu-
ses em seu culto ao Senhor, o único e verdadeiro Deus.
A situação política de Judá era de inconstância e insegu-
rança. A liderança passava de mão em mão e com exce-
ção da reforma ocorrida no reinado de Ezequias, os líde-
res punham suas prioridades acima das de Deus. As con-
dições sociais e econômicas estavam em decadência e a
opressão para com os pobres só aumentava diante de tal
situação. Miquéias constantemente erguia um clamor a
Deus pelos pobres e oprimidos.

APLICANDO
Miquéias 3:1-5 relata a falência de uma liderança vi-
vida pelo povo de Deus no reinado de Ezequias. A refe-
rência do discurso de Miquéias à Ezequias (e sua respos-
ta positiva em Jeremias 26:17-19 nos ajuda a relacionar
Miquéias 3:1-12 ao começo do reinado de Ezequias —-
antes de ele seguir verdadeiramente a Deus). Miquéias
começa esta passagem lembrando o povo de Deus de
sua identidade e de que eles poderiam fazer muito mais
do que deixar a nação se afundar num mar de injustiça.
Nos versículos 2 e 3 do terceiro capítulo, Miquéias
usa uma metáfora absoluta e poderosa; o canibalismo
mostra justamente como a liderança se tornou mal in-
tencionada e perigosa. Certamente este tipo de lingua-
gem atrairia a atenção das pessoas e colocaria seu com-
55
Lição 5 Sábado, 03 de Maio de 2008
portamento em discussão. E também foi um alerta para
a indiferença com que eles vinham agindo (pelo menos
esta foi a intenção de Miquéias) e os fez renovar o foco
nas questões da justiça e adoração a Deus, que é justo
por natureza.
Justiça tem a ver com relacionamentos e está ligada
à própria imagem de Deus. Será que eles aprenderão a se
suportar e co-existir em vez de se distanciarem uns dos
outros? “O estabelecimento de funções de justiça é in-
dispensável para preservar a identidade da comunidade,
estabelecendo assim uma ordem divina e o respeito aos
indivíduos” (Gary Smith, pág. 496). Líderes não podem
tratar as pessoas como objetos em prol de seu prazer –
injustiça não pode ser escondida dos olhos de Deus.
Miquéias 6:8 é um dos versos mais famosos da Bí-
blia, no entanto, pelo menos na América, é um dos me-
nos obedecidos. Quando estive no Seminário havia um
grupo chamado “Miquéias 6:8”, seu foco estava nas ques-
tões bíblicas relacionadas à justiça como lidar com os
pobres de Vancouver, que são atacados pelo crime e in-
festados por drogas. O grupo era compromissado em
viver os ideais enunciados pelo profeta Miquéias. Esta
fórmula: agir de forma justa, amar, ter misericórdia e
andar em retidão nos caminhos do Senhor é a base bí-
blica do cristianismo.
Nossas igrejas normalmente têm um departamen-
to de Ação Social Cristã. As pessoas envolvidas neste
departamento se engajam em questões sociais dignas de
nossas orações, tempo e investimento financeiro. Uma
dessas questões que me chama a atenção é a assistência
aos pobres e necessitados. Muitos de nós vivemos uma
subcultura evangélica que se apóia em frases como “Por-
56
MIQUÉIAS ANUNCIA O QUE DEUS REQUER
que sempre tendes os pobres convosco, e podeis fazer-
lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me
tendes.” (Marcos 14:7). Porém, com esta frase Jesus quis
dizer que teríamos a responsabilidade de olhar pelos
pobres e necessitados pelo resto de nossa vida. Esta pas-
sagem é uma referência à Deuteronômio 15:11 ,que diz,
“Pois nunca deixará de haver pobre na terra; pelo que te
ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o
teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na
tua terra”. Caso algum irmão venha exclamar a você “Je-
sus disse que sempre teremos os pobres conosco” lem-
bre-o do contexto em que essa frase foi citada!
Qual o significado de amar a misericórdia? Esta é
uma frase de dois lados: Significa amar a misericórdia
dada a você em virtude de sua relação com o Senhor e
buscar maneiras de ter para com o próximo essa mesma
misericórdia recebida da parte de Deus enquanto peca-
dores. Isto implica em liberar perdão como Paulo reco-
menda aos Coríntios (2 Coríntios 5:20), buscando a re-
conciliação para com irmãos e irmãs.
Como agir deste modo de maneira prática no meio
em que vivemos? Não é difícil nos depararmos com es-
tas pessoas que precisam de nossa ajuda financeira ou
até mesmo apenas um pouco do nosso tempo e aten-
ção. Tenha como meta não ignorar pessoas ou situações
que você sabe que precisam de sua ajuda, seja financeira,
espiritual ou até mesmo de um pouco do seu tempo (da
sua atenção).
Os profetas da Bíblia dizem que a integridade de
uma sociedade não é medida por seu poder ou saúde,
mas sim pelo modo como trata seus membros mais vul-
neráveis. Se analisado pelo padrão imposto pelos profe-
tas, como seu país seria visto?
57
Lição 5 Sábado, 03 de Maio de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Rever os ensinamentos de Miquéias sobre o que Deus re-


quer de nós.

2. Ajudar os participantes a se engajarem em busca de


justiça,bondade e amor da parte de Deus.

3. Levar os participantes a orar para que a vida deles seja gui-


ada por estes valores e princípios enunciados por Miquéias.

Olhando adiante
Sofonias ensina sobre a justiça, o juízo e a redenção
de Deus.

58
SOFONIAS ANUNCIA
A JUSTIÇA DE DEUS
Sofonias 3:1-5, 8-9

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis
Domingo, Salmo 27:7-14
Quanto tempo de nossa vida passamos esperando?
Esperamos o sinaleiro abrir, esperamos no caixa do su-
permercado, etc. Porém, a espera mais difícil, para mim,
era esperar no Senhor. Não sei o que esperava, talvez
uma voz dos céus, um sonho espiritual ou até mesmo
que anjos viessem ao meu encontro.
O que eu percebi na minha vida era que enquanto
esperava uma resposta que viesse ao encontro daquilo
que queria, não conseguia ver as provisões de Deus em
minha vida. Deus é fiel e usa de artifícios para se mani-
festar em nossa vida. Tem vezes em que a espera é um
fardo muito pesado; quando nos vemos nessa situação
temos de ser fortes, mas não com nossas próprias for-
ças. Precisamos buscar forças em Deus. Se confiarmos e
esperamos nele, ele estará sempre pronto a agir em nos-
sa vida.
Segunda-feira, Isaías 2:12-22
Esta passagem fala com aqueles que são orgulhosos
e soberbos. Deus não permitirá que o homem exalte a si
59
Lição 6 Sábado, 10 de Maio de 2008
próprio. Se os arrogantes não se humilharem perante Deus,
serão humilhados por ele. Esta mensagem fala também
com quem lida com orgulhosos e soberbos. Deus está nos
dizendo para não nos preocuparmos com estas pessoas e
deixarmos que ele trate com elas. Em seu tempo e modo
ele as trará a juízo.

Terça-feira, Salmo 33:1-11


O Senhor tem planos maravilhosos para seus filhos.
Temos então de louvá-lo e adorá-lo pela sua bondade e
justiça. Em seu livro “Razão para viver”, Charles Swindoll
diz, “é maravilhoso perceber que o hoje estava a muito,
antes mesmo desta terra ser criada, na mente e nos planos
de Deus. Ele sabia o que você seria onde estaria neste exa-
to momento, vivendo nestas circunstâncias presentes. Ren-
da o controle de sua vida a ele. Admita sua fraqueza, sua
hipocrisia, sua tendência para se preocupar, sua profunda
necessidade da presença dele e da deliberação dele em sua
vida e tenho certeza que você será muito mais feliz”.

Quarta-feira, 2 Crônicas 34:1-7


Josias se tornou rei aos oito anos de idade. Ele não
conhecia Deus nesta época, mas “fez o que o SENHOR
aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor,
sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda”
(verso 2, NVI). Aos 16 anos, começou buscar Deus e fez
mudanças radicais na terra que comandava. A idéia de ser-
vir de exemplo para uma criança me assusta. Estou se-
guindo os caminhos de Deus de tal forma que pelo meu
exemplo uma criança tenha base para buscar a Deus e so-
frer mudanças radicais em sua vida em prol do seu reino?
Este pensamento me faz parar para orar e fazer uma auto-
análise. E quanto a você?
60
SOFONIAS ANUNCIA A JUSTIÇA DE DEUS
Quinta-feira, Sofonias 3:1-7
Deus nos ama como filhos. Ele é atingido quando
fazemos o mal e especialmente quando somos rebeldes.
Imagine o quanto lhe magoamos quando lhe ouvimos fa-
lar e lhe damos às costas, não prestando nenhuma atenção
às lições que o Senhor está nos ensinando. Se aceitarmos
sua correção, não seremos castigados como Jerusalém foi
por não agir de tal modo. Agora, se não prestamos nenhu-
ma atenção aos ensinamentos do Senhor, ele não terá ou-
tra escolha a não ser nos corrigir. Por favor, medite no que
Deus diz em Hebreus 12:5-11.

Sexta-feira, Sofonias 3:8-13


À medida que Sofonias avança, vemos um vislumbre
da eternidade. Quando damos uma olhada ao nosso redor
vemos ódio e mal neste mundo, é fácil de perder a cora-
gem e acreditar que um dia o mal triunfará. A verdade
porém é que chegará o dia quando Deus se levantará e
exterminará o mal para sempre. Ele reunirá os escolhidos,
aqueles que foram fiéis e confiaram no nome do Senhor.
Quando a eternidade vier e Jesus buscar os seus, todos
terão paz, não haverá mal a ser temido.

Sábado, Sofonias 3:14-20


Quando observo as crianças, lembro do que significa
ter um coração sincero. Observe uma criança brincando
com seu cachorro ou quando ela encontra “um tesouro”
(uma pedra, ou algo parecido) e você verá seus olhos bri-
lharem de alegria. Ela dará boas gargalhadas e correrá para
compartilhar com outros a sua descoberta. É essa mesma
alegria que devemos expressar para com o nosso Senhor.
Sejamos como crianças na presença do Deus todo-pode-
roso a quem servimos.
61
Lição 6 Sábado, 10 de Maio de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Miquéias Miquéias Hebreus
3:1-5; 6:1-8 2, 3 e 6 12:1-12
Verso Áureo
“Portanto esperai-me, diz o SENHOR, no dia em que
eu me levantar para o despojo; porque o meu decreto é
ajuntar as nações e congregar os reinos, para sobre eles
derramar a minha indignação, e todo o ardor da minha ira;
porque toda esta terra será consumida pelo fogo do meu
zelo.” (Sofonias 3:8).

Núcleo da lição
As pessoas às vezes agem de forma errada sem pen-
sar nas conseqüências de seus atos na sua própria vida e
na vida dos outros. Sofonias diz que Deus é justo em seu
juízo e redenção. O profeta também diz que no fim de
todas as coisas terá motivos para engrandecer o nome de
Deus por suas ações.

Questões para Estudo do Texto.

1. A quem Deus se dirige por meio de Sofonias nesta passa-


gem? De acordo com o texto o que se pode dizer sobre
estas pessoas? Consulte um Dicionário Bíblico para saber
mais fatos sobre Sofonias. Qual a atitude dessas pessoas
fez com que Deus usasse Sofonias para pregar sua mensa-
gem a eles?

2. Qual era a mensagem de Deus para estas pessoas? Por que


62
SOFONIAS ANUNCIA A JUSTIÇA DE DEUS
Deus os advertiu sobre Seu juízo?

3. O juízo de Deus para eles poderia ser evitado ou adiado?


Qual a relação estabelecida entre a fidelidade e compaixão
de Deus nesta passagem?

4. Qual foi a resposta do povo à advertência de Deus? Qual


seria a mensagem de Deus para seu povo atualmente? Como
o povo responderia à sua mensagem?

5. Qual seria a mensagem de Deus para sua vida em especial


nesta questão de justiça? Qual seria sua resposta?

6. Qual a promessa de Deus para seu povo no futuro? Qual


promessa você espera e anseia em especial? Por quê? O
que você precisa lembra hoje para esperar a promessa que
virá no futuro?

63
Lição 6 Sábado, 10 de Maio de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg

CONTEXTO
A profecia de Sofonias4 é feita durante o reino de
Josias e sua reforma (640 – 609 A.C.). Josias herda uma
bagunça moral e política de seu pai Amom e seu avô
Manassés. A Assíria era a maior potência mundial no
seu tempo. “Ela tinha tiranizado o mundo durante tre-
zentos anos e era reconhecida pela crueldade, tortura,
lascívia, magia negra, bruxarias, feiticeiros e pelo sacrifí-
cio de crianças. Como você nomearia isto?” (Peterson,
pág. 246). Manassés era um grande admirador de todas
as coisas assírias e importou o mal assírio para Judá e
Jerusalém. Ele construiu santuários, pilares fálicos e obs-
cenos erguidos para a deusa assírica Aserá por toda par-
te do país (e o culto a Aserá incluía ter relação sexual
com as profetizas do templo). Ele também encheu o
templo de Salomão com imagens e relíquias, e até mes-
mo construiu quartos no templo para o uso das prosti-
tutas sagradas. Estas eram as condições quando Josias
assumiu o trono aos oito anos de idade!
Então não é de se admirar que a profecia de Sofonias
venha repleta de “obscuridade” e “maldição”. É impor-
tante lembrar que as profecias do Antigo Testamento
não tinham esse perfil e intentavam trazer redenção e
renovo na vida do povo de Deus. É difícil achar esperan-
ça em Sofonias, e isso nos traz à tona a realidade de que
há conseqüências para o pecado e essas conseqüências
podem vir sobre toda uma nação.

4
Sofonias significa “Deus protege”. NT
64
SOFONIAS ANUNCIA A JUSTIÇA DE DEUS
CONTEXTO HISTÓRICO
3:3 Leões rugidores. A analogia do profeta entre os
príncipes de Judá e leões rugidores pode ser comparada
a uma lamentação feita no Salmo 22:12-21, onde o so-
fredor é ameaçado por leões rugindo e clama por livra-
mento (também Jeremias 2:30).
3:9 Lábios puros. Os rituais mesopotâmicos freqüen-
temente descrevem a purificação dos lábios como um
simbolismo da purificação da pessoa. Era um pré-requi-
sito, especialmente aos sacerdotes, antes de poderem
comparecer à corte divina e dar seu testemunho, ou fa-
zer seu clamor.

APLICAÇÃO
No versículo 1 do terceiro capítulo, temos uma acu-
sação contra a cidade rebelde, impura e opressora.
Sofonias escreve algo que pode ser expresso como “a
voz, vocês sabem de quem”. O profeta usa o dispositivo
retórico de condenar nações circunvizinhas para atingir
o ponto que deseja. Isto é efetivo uma vez que o povo
de Deus sabia que era culpado por tal comportamento
pecaminoso. A revelação mais triste que o profeta traz é
a de que muitos não têm consciência da necessidade do
arrependimento. (3:5).
Nos versículos oito e nove do terceiro capítulo,
Sofonias revela que não podemos cair a tal ponto de que
saíamos da presença de Deus (Salmo 139). Simplesmen-
te não podemos ir além do seu amor, carinho e discipli-
na. “Espereis confiantes em mim” Deus diz através de
Sofonias! Eventualmente a ira divina será derramada
(3:8a) e esta chance a redenção surgirá e misericórdia
fluirá do Senhor quando sua graça for derramada.
65
Lição 6 Sábado, 10 de Maio de 2008
Por fim, Sofonias diz sobre a intenção de Deus de
que andemos em retidão. O que se estende ao povo e
sua relação uns com os outros. É sempre importante
lembrar de que a justiça de Deus tem a finalidade de
produzir redenção ao seu povo e ao mundo. Servimos a
um Deus que contestará nosso pecado, bem como trará
sobre nós as conseqüências de tais atos pecaminosos.
Deus não é caprichoso nem temperamental. Isso é para
que haja redenção. A correção de Deus é dolorosa, po-
rém tem propósito de trazer o seu povo à obediência e
regozijo.
Normalmente em nosso testemunho sobre o Evan-
gelho excluímos o dia do Julgamento Final, talvez por
medo de que as pessoas se sintam ofendidas .Talvez não
amemos estas pessoas a tal ponto de expor as conseqü-
ências de suas escolhas. Pode ser que esta exposição dos
fatos pudesse ajudá-las a sair do seu mundo de pecados
e enxergar a realidade sobre a vida delas. Temos este com-
promisso em nossa igreja, mas até que ponto colocamos
isso em prática no nosso dia-a-dia?
Poderemos ver a justiça e redenção de Deus se abrir-
mos nossa mente em relação à desorganização e
vulnerabilidade que há nos relacionamentos dos seres
humanos. Muitas vezes, aqueles com quem mais nos pre-
ocupamos são os que mais sofrem as conseqüências de
nossos pecados, porém, são também estes os felizardos
que podem ver de perto a soberania do Deus que servi-
mos. No dia do Julgamento Final, a glória será toda dele,
de tal forma que viveremos para glorificá-lo por sua re-
denção e por tudo que ele é.
Devemos aprender a crescer na graça, orando fer-
vorosamente para que Deus nos transforme e nos use
66
SOFONIAS ANUNCIA A JUSTIÇA DE DEUS
de tal forma que possamos ver os frutos de redenção na
vida das pessoas. Quão gratos somos por isso? Como
meu pai diria, “é difícil para nós compreender os benefí-
cios dos sofrimentos que Deus nos faz passar nessa vida”.
Não tenho palavras melhores do que as do profeta,
no terceiro capítulo e no verso 9, e oro para que possa-
mos viver essa realidade e nos unir em oração reconhe-
cendo os benefícios do amor de Deus. “Então purifica-
rei os lábios dos povos, para que todos eles invoquem o
nome do SENHOR e o sirvam de comum acordo.”
(Sofonias 3:9, NVI). Amém e Amém!

ANOTAÇÕES

67
Lição 6 Sábado, 10 de Maio de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Rever os ensinamentos de Sofonias sobre a justiça de Deus.

2. Ajudar os participantes a refletir sobre o impacto que a


redenção e a justiça de Deus têm em sua fé.

3. Orar para que Deus nos dê forças para cumprir sua vonta-
de para que sejamos mais gratos por sua redenção.

Atividades pedagógicas
Citar exemplos práticos de justiça e de injustiça.
Usem esta lista para analisar as conseqüências de más
escolhas
Cantar louvores que falem sobre o Dia do Senhor e
discutir suas relações com as palavras de Sofonias.

Olhando adiante
Habacuque diz que Deus não será tolerante com a
injustiça, ele é a base da esperança.

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HABACUQUE ANUNCIA MALDIÇÃO
Habacuque 2:6–14

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis
Domingo, Salmo 37:27-34
Só consigo me recordar de uma ou duas vezes na
minha vida em que estava prestes a dizer algo indelicado
ou injusto e Deus transformou minhas palavras em algo
útil em vez de algo que trouxesse mágoa. Há vezes tam-
bém em que o Senhor me recorda de não julgar para não
ser julgado. O Senhor promete que tais ocorrências não
serão esporádicas na vida daqueles que lhe são fiéis. Ao
nos aproximarmos dele e abraçarmos sua justiça, vemos
nossa vida transformada por ele e veremos resultados
tangíveis na maneira com que agimos em relação aos
outros.

Segunda-feira, 2 Reis 23:31-37


Deus nos trouxe à Terra com um propósito especí-
fico. Não importa se nosso papel é visto como grande
ou pequeno aos olhos do mundo, para Deus ele é vital.
Se escolhermos não trilhar o caminho que foi traçado
para nós, outra pessoa fará isto em nosso lugar, mas
quem sairá perdendo seremos nós. Não devemos nos
ver como inúteis, pois para Deus cada um de nós tem
suma importância , assim como tiveram Davi, Abraão,
Débora, Rute e outros homens e mulheres de Deus.
69
Lição 7 Sábado, 17 de Maio de 2008

Terça-feira, Habacuque 1:12-17


Por quê? É uma pergunta que fazemos com fre-
qüência a Deus e que com a mesma freqüência a respos-
ta não cabe a nós. Deus é onipotente; nós não. Ele sabe
porque permite certas coisas e outras não. Ele vê o futu-
ro, nós não. Quando estive desempregado por cinco
meses, perguntava muitas vezes , “Por quê?”. Passei por
entrevista em que fui bem-sucedido, porém não conse-
gui a vaga. Neste caso, pude entender o porquê: Fui aben-
çoado com um emprego que estava além das minhas
expectativas. Deus nem sempre nos permite entender o
porquê das coisas, mas podemos crer que tudo que ele
faz é o melhor para nós.

Quarta-feira, Habacuque 2:1-5


Estamos prontos para receber uma resposta de
Deus? Quando estamos à sua espera, já temos em men-
te que respostas aceitaremos e quais não, ou estamos
prontos a aceitar sua vontade, independente de quão in-
versa seja da nossa? Suas respostas vão sempre além do
nosso entendimento. Ele atende nossas orações e pro-
verá todas as nossas necessidades. Só precisamos estar
prontos para ser atendidos.

Quinta-feira, Habacuque 2:6-14


A mensagem que Deus deu a Habacuque não era
fácil de ser entregue. Era repleta de admoestação e infor-
túnio. Nem sempre é fácil receber ou entregar as mensa-
gens de Deus. É importante nos lembrarmos de que não
importa quem é o mensageiro ou o destinatário, o im-
portante é que a mensagem de Deus seja ouvida. É fácil
magoar quando estamos fora da comunhão com Deus.
70
HABACUQUE ANUNCIA MALDIÇÃO
Não devemos deixar que nossas emoções dominem nos-
sas reações e temos que deixar que aquele que começou
a boa obra em nós a termine.

Sexta-feira, Habacuque 2:15-20


“Mas o SENHOR está no seu santo templo; cale-
se diante dele toda a terra.” Este verso é magnífico e
deveria impactar os que o lêem. Ao nosso redor vemos
seres humanos sendo idolatrados em lugar do Deus
Todo-Poderoso que criou céus e Terra. Com que fre-
qüência permitimos que possessões materiais ocupem o
lugar que pertence ao Senhor? Com que freqüência dei-
xamos que o rádio e a televisão ocupem um espaço em
nossa vida que poderia ser empregado em experiências
de comunhão maior com Deus? Lembremos deste ver-
so, reservemos tempo para estar em silêncio diante dele
em adoração, contemplação e louvor.

Sábado, Habacuque 3:13-19


Quando ocorrem calamidades, lembramo-nos de
Deus de um modo como não fazemos quando as coisas
estão indo bem. Podemos ver o cuidado de Deus em
pequenas coisas – o sorriso de um amigo, o toque do ser
amado, ou simplesmente no passar do dia para a noite.
Minha oração é que eu possa reconhecer o cuidado e
amor de Deus nessas pequenas coisas, não somente em
tempos de tribulação.

71
Lição 7 Sábado, 17 de Maio de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Habacuque Habacuque Salmo
2:6-19 2e3 37

Verso Áureo
“Porque a terra se encherá do conhecimento da gló-
ria do SENHOR, como as águas cobrem o mar.”
(Habacuque 2:14).

Núcleo da lição
Quando tudo parece estar errado, as pessoas buscam
uma razão para ter esperança. Quais são as nossas razões
em momentos assim? Habacuque diz que o Deus que não
tolera injustiça é o mesmo Deus que trabalha pela salva-
ção, e é esta a base de nossa esperança.

Questões para Estudo do Texto


1. A quem Habacuque se dirige nos tempos atuais? Qual é o
tom de sua mensagem? Se as palavras de Habacuque têm
foco em maldições, que esperança podemos encontrar
nestes versos? Quem triunfará no final?

2. O capítulo 2 do livro de Habacuque enuncia cinco maldi-


ções. Identifique cada uma delas (encontradas nos versos
6, 9, 12, 15, 19). Para cada uma, qual é a conseqüência dire-
ta do erro cometido? Qual a relação da última com as ou-
72
HABACUQUE ANUNCIA MALDIÇÃO
tras quatro?

3. Compare as palavras de Habacuque no quarto verso do


capítulo 2 (“O justo viverá pela fé”) e as palavras escritas
em Romanos 1:17 e Gálatas 3:11. Quais são as diferenças
ou semelhanças entre estas passagens?

4. Por que é tão fácil apontar a idolatria nos outros e não em


nós mesmos? Que tipo de ídolos podemos ter?

5. Qual sua oração a Deus em relação à idolatria?

73
Lição 7 Sábado, 17 de Maio de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg

CONTEXTO
Nosso texto é uma segunda resposta de Deus para
Habacuque5 sobre seu questionamento a respeito da in-
justiça de se permitir que uma nação inimiga (neste caso
os Caldeus) dominassem a Israel. O Senhor dá algumas
palavras importantes ao profeta no segundo capítulo,
versículo 3: “Porque a visão é ainda para o tempo deter-
minado, mas se apressa para o fim, e não enganará; se
tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará”.
Deus falou isso para recordar Habacuque que ele está no
controle e ninguém mais. “O crescimento desenfreado
da injustiça era difícil de reconciliar com a fé ancestral de
Israel em um Deus que personificava a própria justiça,
que requeria a justiça nos relacionamentos humanos e
tinha o poder para obrigá-los a cumprir tal exigência”
(Bruce, 832). Em Jeremias 22:13-19, o profeta acusa o
rei egípcio de injustiça, assassinato, opressão e violência.
Parece que esta era a situação vivida por Habacuque em
seu clamor no capítulo 1. Provavelmente o clamor do
profeta a Deus se referia à invasão e conquista de Judá
pelos Caldeus.
O capítulo dois não tem um tom esperançoso até o
verso 20. “Mas o SENHOR está no seu santo templo;
cale-se diante dele toda a terra.” Neste ponto Habacuque
se dá conta de que tudo está nas mãos de Deus e que
devemos confiar em seu poder e louvar somente a ele. E

5
Habacuque significa “um grande abraço”. NT

74
HABACUQUE ANUNCIA MALDIÇÃO
é isso que o profeta faz no capítulo 3, concluindo seu
livro. O ponto parece ser que não importa quão
perturbadoras as ações do Senhor pareçam ser, ele está
sendo consistente com o compromisso de sua aliança
com seu povo. Como cristãos, sabemos a extensão do
amor de Deus manifestado através de Jesus, que como
Messias cumpriu todas as expectativas proféticas mor-
rendo por nós na cruz.

CONTEXTO HISTÓRICO:
Embora não possa ser considerado como “contex-
to histórico”, é interessante observarmos a citação paulina
de Habacuque 2:4 em sua carta aos Romanos. Paulo,
como Habacuque, tinha o foco em como os gentios se-
riam incluídos nos planos de Deus. Ele reconheceu que
está completamente dentro do poder e soberania de Deus
escolher como agirá na história para salvar seu povo, até
mesmo usando de “inimigos” (como no caso de
Habacuque) ou tendo o “inimigo” enxertado, como dis-
cutido por Paulo em Romanos 9-11. Em ambos os ca-
sos, Paulo e Habacuque lamentam o fato da lei ser insu-
ficiente para conter a maldade. Especificamente,
Habacuque viu a lei impossibilitada de conter o mal, e
“isto também pode ter levado Paulo a citar Habacuque,
uma vez que ressoou muito bem com suas próprias pre-
ocupações” (Watts, pág. 6).
Na frase crucial “o justo viverá pela fé” (ou lealda-
de, o que na minha visão seria a tradução correta do
termo hebraico) Habacuque volta à visão do capítulo
2.2-3 que declara que haverá uma revelação (Jesus) que
mostrará como o justo poderá viver pela fé. Esta revela-
ção é concernente à intervenção de Deus, que aniquilará
75
Lição 7 Sábado, 17 de Maio de 2008
as raízes do mal. Por que coisas ruins acontecem ao povo
de Deus? Habacuque que conhecia as promessas de Deus
para Israel, sabia que Deus não abandonaria Judá à sua
própria sorte. Paulo conhecia muito bem as promessas
de Deus para Israel e tinha o privilégio de ter as revela-
ções que Habacuque não teve sobre o Cristo e tinha a
seguinte indagação, “O que será de Israel?” A resposta
vem em Romanos 9, e é parecida com as repostas para
Habacuque, no final dos dias quando estes mistérios se-
rão revelados e os planos de Deus serão cumpridos. Ele
está no controle e é fiel. Esta verdade traz-nos esperan-
ça, pois vivemos num mundo cheio de exemplos legíti-
mos do problema do mal. “Não importa o que pareça,
argumenta o apóstolo Paulo, Deus ainda é fiel à sua pa-
lavra, e, como em Habacuque, vida será vivida com base
na fé.” (Watts, pág. 19).
Paulo escreveu aos Romanos que ele não se enver-
gonhava do Evangelho, pois ele é o poder de Deus para
salvação da humanidade. O apóstolo sabia que o Evan-
gelho é a revelação fiel do plano da salvação. E que a
salvação pela fé é a base do evangelho revelado, que sa-
bemos ser Jesus Cristo, aquele que venceu o mal na cruz.
Israel não era fiel, este era seu problema. Nós não
devemos professar fé em Cristo e então viver como se
nós não o conhecemos. Não podemos viver como se
não conhecêssemos Cristo. Tal atitude é oposta ao Evan-
gelho e desagrada a Deus. Nós constantemente deve-
mos ser desafiados a viver conforme a oração do profe-
ta Habacuque no capítulo 3. Nossa única esperança é
viver as promessas de Deus neste mundo que anseia por
luz, por ver a luz de Deus em nossa vida por meio de
nosso testemunho.
76
HABACUQUE ANUNCIA MALDIÇÃO
APLICANDO
Fidelidade é a marca de um crente. Muitas das vezes
os cristãos, professam uma fé, porém vivem de maneira
diferente do que falam. Devemos ser um povo compro-
metido a viver tendo Cristo como Rei absoluto de nossa
vida. Isso é fidelidade. Deste modo, inspiraremos espe-
rança em nossos irmãos e irmãs. Habacuque mostra que
devemos nos achegar a Deus com fé e confiar no poder
da oração. Se vivermos nossa vida verdadeiramente
cristocêntrica e seguirmos fielmente o que Cristo nos
ordenar, coisas extraordinárias acontecerão em nossa
vida. A visão do profeta Habacuque de uma vida de fé
foi fielmente cumprida em Cristo, que viveu em obedi-
ência pela fé, provendo assim um exemplo a ser seguido
por cada cristão. Devemos diariamente tomar a nossa
cruz e seguir a Jesus!

ANOTAÇÕES

77
Lição 7 Sábado, 17 de Maio de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição.

1. Rever os ensinamentos de Habacuque sobre a esperança.

2. Ajudar os participantes a renovar suas esperanças em Deus.

3. Liderar a classe numa oração de esperança.

Atividade pedagógica
Discutir como o profeta pratica e traz
esperança.Quais são seus métodos? Podemos usar os
mesmos métodos em nossa vida? Listem os poderes
políticos no mundo contemporâneo que foram abala-
dos.

Olhando adiante
Jeremias ensina que Deus não nos permite
escapar das conseqüências das nossas atitudes.

78
CONSEQÜÊNCIAS DA
DESOBEDIÊNCIA
Jeremias 7:11–15; 2 Reis 23:36–37

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis
Domingo, Hebreus 2:1-4
Às vezes parece fácil de viver o Cristianismo. Para ter-
mos uma vida cristã, devemos nos lembrar das instruções,
conselhos e mandamentos de Deus. Precisamos nos com-
prometer a viver para ele, e isso implica em viver a fé que
professamos de modo que os outros possam ver o agir de
Deus através de nós. Temos de andar em retidão e dar bom
testemunho. Se nossa vida não leva os outros a glorificarem a
Deus, somos testemunhas miseráveis; em vez de atrair os
outros para mais perto de Deus, estamos repelindo-os.

Segunda-feira, 2 Crônicas 7:11-16


Deus nos ouvirá se nos humilharmos. Se nos absti-
vermos de nossas vontades próprias, e o buscarmos em
espírito e em verdade, ele nos ouvirá e nos responderá
fazendo o impossível aos nossos olhos. Deus quer que
nos permitamos ser quebrantados de tal forma que ele
possa nos encher com seu Espírito, nos capacitar para sua
obra e fazer-nos testemunhas poderosas de seu amor sal-
vador, além de nos cobrir de bênçãos e alegrias. Porém,
para que isso aconteça temos que nos humilhar diante dele.
Você está disposto a tomar esta atitude?
79
Lição 8 Sábado, 24 de Maio de 2008

Terça-feira, 1 Reis 9:1-9


As promessas e expectativas de Deus estão coloca-
das diante de nós. É uma questão de escolha: seguir seus
caminhos e decretos que trarão bênçãos de Deus e respei-
to dos homens ou escolher outros caminhos e sofrer as
conseqüências. Quando lemos as Escrituras, parece ser fácil,
porém nosso livre-arbítrio e nossa visão são ofuscados por
causa de nossa natureza pecaminosa. Deus não nos força-
rá a seguir seus caminhos, porém as conseqüências deste
ato são tão certas como a chuva no verão.

Quarta-feira, Jeremias 19:1-6


Deus tenta nos alertar sobre os acontecimentos, mas
com que freqüência o ouvimos? Ou melhor, com que fre-
qüência nós ouvimos e nos recusamos a aceitar os fatos con-
tinuando a trilhar o mesmo caminho errado em vez de nos
voltarmos para a sua vontade? Seguir a direção de Deus é um
comportamento adquirido pela prática. É algo que precisa
ser feito todo dia e muitas vezes o dia todo. Se começarmos
nosso dia sem buscar a Deus e sua direção, como esperamos
seguir o caminho certo naquele dia? Jesus deixou isto muito
bem esclarecido em Mateus 7:14, “E porque estreita é a por-
ta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a
encontrem”. Que possamos buscar a porta estreita diariamente
e que não desistamos até encontrá-la.

Quinta-feira, Jeremias 26:1-6


Os seres humanos podem ser tão arrogantes! Algu-
mas vezes me recusei a ouvir a mensagem de Deus por
causa da pessoa que estava falando, e o resultado não foi
nada bom. Deus pôs lideres diante de nós: pastores, pro-
fessores, e muitos outros líderes leigos que permeiam nos-
sa vida e que ele pode usar para trazer-nos sua mensagem.
80
CONSEQÜÊNCIAS DA DESOBEDIÊNCIA
Temos de vigiar quanto ao fato de nos considerarmos acima
dos ensinamentos de nossos líderes. Lembre-se que Deus às
vezes escolhe falar através de mensageiros incomuns – um
amigo, um estranho ou até mesmo uma criança. Quando sen-
timos algo diferente ao ouvir certa mensagem, não devemos
desprezá-la por causa do mensageiro. Estejamos sempre aber-
tos a ouvir suas palavras em qualquer momento e através de
qualquer meio que ele decida usar.

Sexta-feira, Jeremias 7:1-7


Deus tem um lar eternal para nós e está à espera do dia
em que poderemos contemplá-lo. Atingir este alvo nem sem-
pre é o objetivo principal, se fosse, já estaríamos lá. Deus nos
colocou onde estamos para ajudar o próximo a alcançar as
promessas do Senhor e para levá-los aos pés da cruz, onde
poderão render suas vidas a Jesus, de tal forma que também
tenham direito ao lar eternal. Ninguém está fora do alcance
das promessas de Deus e temos que ter cuidado para não
excluirmos ninguém. Devemos nos amar e nos suportar como
Deus nos amou e vivermos somente para agradar ao nosso
Senhor. Então poderemos atingir o alvo da vocação celestial
e receber o galardão pelo que fizemos pelo próximo.

Sábado, Jeremias 7:8-15


Desejamos aprender com os erros alheios para não
cair nos mesmos? Somos capazes de ver alguém sofrendo
as conseqüências pelo que fez, e logo mais cometermos o
mesmo pecado na expectativa de que não sofreremos as
mesmas conseqüências. Deus nos julgará pelos nossos er-
ros e o juízo é o mesmo para todos. Devemos olhar o
passado pecaminoso das pessoas com uma oração para
Deus: que ele nos guarde de não cometer os mesmos er-
ros.
81
Lição 8 Sábado, 24 de Maio de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Jeremias 2 Reis 2 Crônicas
7:1-15 23:30-37 7:1-16

Verso Áureo
“Agora, pois, porquanto fazeis todas estas obras,”
diz o Senhor … “E lançar-vos-ei de diante de minha
face, como lancei a todos os vossos irmãos” (Jeremias
7:13a, 15a).

Núcleo da lição
Algumas pessoas agem impunemente, acreditando
que sempre terão proteção contra as conseqüências de
seus atos. Os cristãos podem ter esta visão? Jeremias diz
que não escaparemos das conseqüências de nossos atos.
Ao mesmo tempo, diz que Deus age em resposta às boas
obras, verdadeira adoração e fidelidade.

Questões para estudo do texto


1. Qual o contexto desta passagem do livro de Jeremias? Qual
mudança ocorreu? (Ver 2 Reis 23)

2. O que Jeremias pediu que Judá fizesse? Como poderia Judá


desenvolver uma visão realista de sua situação política? Quão
efetivo era o sistema do templo?

82
CONSEQÜÊNCIAS DA DESOBEDIÊNCIA

3. O autor da lição de hoje enfatiza “Para muitos, você e eu


seremos a única fonte de conhecimento da Verdade”. Dis-
cuta esta afirmação.

4. Que exemplos de rotulação de cristãos como hipócritas


pela mídia você tem visto? Quanto pode a hipocrisia afetar
a vida cristã?

5. Que métodos práticos você pode desenvolver para evitar a


hipocrisia por meio da abertura do seu coração para a ver-
dade revelada pelo Espírito de Deus (Salmo 139:23) e pelo
evangelho de Jesus Cristo?

83
Lição 8 Sábado, 24 de Maio de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg

CONTEXTO
O contexto histórico de nossa passagem é 2 Reis
23:36-37, o rei Jeoaquim governou Israel durante 11 anos,
antes da destruição de Jerusalém em 587 AC. Ele subiu
ao trono pouco tempo depois do reinado de Josias, que
tinha promovido uma grande reforma religiosa e uma
renovação da aliança de Israel com Deus. É interessante
o quão brevemente precisamos ser relembrados de nos-
sos compromissos com Deus! O texto nos fala que ele
era um rei jovem (25 anos) que seguiu os passos de tan-
tos antes dele – “fazendo o que era mau aos olhos do
Senhor”.
O contexto literário está em 7:1:8-3, chamado de o
sermão de Jeremias no templo. “A mensagem trazida
pelo profeta foi tida como traição pelos governantes”
(Brueggemann, pág. 77). Jeremias não foi tímido em sua
diatribe contra a religiosidade que viu em Jerusalém, e os
advertiu sobre as conseqüências de sua atitude. A men-
sagem dele era inflexível: conversão do erro ou ser ex-
cluído do lugar de adoração! Eles não deveriam se ocu-
par com práticas de adoração enganosas. A bênção que
os israelitas recebiam no templo não era incondicional,
mas estava vinculada a obediência à Torá.
O problema era que a falsidade estava sendo cora-
josa, infindável e indiscriminadamente repetida. Porém,
havia chegado a hora de prestar contas de tais práticas.
O templo estava sendo usado para que o clero (sacerdó-
cio) tivesse controle social sobre seus conterrâneos.
Jeremias sabia que tais práticas não garantiriam seguran-
84
CONSEQÜÊNCIAS DA DESOBEDIÊNCIA
ça aos sacerdotes quando a crise chegasse. A prescrição
em Jeremias 7:1-7 é basicamente um resumo das exigên-
cias íntegras da Torá. “a retenção da terra não era por
direito inerente, nem através de poder ou da liturgia, mas
da prática da justiça e da obediência” (Brueggemann, pág.
79).

CONTEXTO HISTÓRICO
Siló, no coração das colinas dos efraimitas, foi o
local onde Israel realizou assembléias sagradas antes de
Jerusalém. Escavações expuseram arquiteturas do sécu-
lo 11 A.C. O local foi datado como pertencendo à idade
do ferro, mas as estruturas sagradas são provavelmente
ruínas do tempo de Jeremias. Provavelmente Siló foi
dominada pelos filisteus, como resultado da vitória em
uma batalha. A citação de Siló e o conhecimento de seu
lugar na história do povo de Deus são importantes por-
que cada um da audiência de Jeremias saberia muito
bem o que havia acontecido e qual foi o destino de Siló.
Quando o profeta trouxe sua última mensagem, usando
a analogia de Siló em 7:12-15, podemos ver a seriedade
com que ele viu as transgressões de Israel, pois profeti-
zou-lhes a total erradicação de Israel. É difícil imaginar
uma mensagem mais dura do que essa sendo transmiti-
da ao povo de Deus. Como igreja, precisamos estar aten-
tos a isto. Paulo, em Romanos do capítulo 9 ao 11, nos
lembra que não há lugar para arrogância e desobediência
na vida do cristão.

APLICANDO
Conheço pais que nunca impõem conseqüências às
ações de seus filhos. O problema neste tipo de atitude é
85
Lição 8 Sábado, 24 de Maio de 2008
que essas crianças sofrerão posteriormente as conseqü-
ências de seus atos impostas pela vida. Pode-se evitar tal
ocorrência ensinando-as desde cedo que cada ato seu
tem uma conseqüência. Assim Deus age conosco; preci-
samos perceber que nossos erros terão conseqüências.
Embora possamos nos arrepender e pedir perdão a Deus
(e ele nos perdoará), isso não evita que soframos as con-
seqüências de nossos erros. O profeta Jeremias sabia que
o povo de Deus enfrentaria duras conseqüências.
Veio à minha mente o meu próprio país. Fiquei a
pensar no comentário de Walter Brueggemann sobre
Jeremias:
“Será que podemos imaginar que nosso sistema
industrial, militar, econômico e político esteja correndo
o mesmo risco de Siló e Jerusalém? Fazer analogias
para a vida contemporânea é algo perigoso. Mas a
pregação criativa nos convida a ousar tais analogias
como fez Jeremias. A sua analogia era tão arriscada
quanto qualquer uma que poderíamos propor, porém
penso que em algumas áreas não estamos muito diferentes
de Siló ou de Jerusalém, sendo assim temos que cuidar
para não colhermos as mesmas conseqüências”
(Brueggemann, pág. 81).
Jeremias fala de uma “hipocrisia organizada” que se
alastrava no templo e entre os sacerdotes de sua época.
Você acha que há hipocrisia em sua igreja? Lembro-me
de uma ocasião em que nossa igreja parecia estar cres-
cendo, porém tivemos membros proeminentes que vivi-
am abertamente em pecado na congregação e a lideran-
ça parecia não fazer nada. Esta inatividade provou ser
uma linha fatal em nossa igreja - muitos membros deixa-
ram nossa congregação por causa da falha daquela lide-
86
CONSEQÜÊNCIAS DA DESOBEDIÊNCIA
rança em usar a disciplina. “Aqueles que violavam a Torá
entravam no templo para administrar a liturgia como se
eles fossem obedientes ao Senhor da liturgia. Eles não
tinham nenhuma sensação de vergonha da distância en-
tre sua liturgia e sua ética. Porém Deus tinha e as duras
conseqüências vieram” (Brueggemann, p 79).
Foi dito que para muitos, você e eu seremos a única
Bíblia que algumas pessoas irão ler. Nós somos a única
fonte de conhecimento da verdade para eles. Isso signi-
fica que temos a responsabilidade de dar um bom teste-
munho de vida cristã.
Na mídia constantemente vemos os políticos sen-
do expostos como hipócritas. O mesmo ocorre com
proeminentes líderes cristãos. Onde mais você vê hipo-
crisia no mundo contemporâneo? Em Jeremias 7:4, o
profeta fala sobre palavras falsas e discursos repetitivos.
Ele aponta para confiança irracional no “status quo” (os
judeus eram o “povo escolhido”) que levou aquele povo
a se distanciar da verdadeira adoração. Isso se aplica aos
dias atuais? Qualquer liturgia pode atingir o nível de dis-
curso vão. Precisamos, enquanto comunidade adoradora,
colocar em prática nosso louvor a Deus, vivendo todos
os dias da semana de forma a trazer glórias a ele. “Os
verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em
verdade. São estes os adoradores que o Pai procura” (João
4:23, NVI).

87
Lição 8 Sábado, 24 de Maio de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Rever os ensinamentos de Jeremias sobre nossa displicên-


cia para com as conseqüências de nossos atos.

2. Discutir exemplos de hipocrisia no mundo contemporâ-


neo.

3. Motive a classe a confessar sua hipocrisia e pedir perdão a


Deus.

Atividade pedagógica
Façam duas listas paralelas: Ações e Conseqüênci-
as. Nomeiem algumas ações e conseqüências na vida dos
seres humanos. Por exemplo, fazer refeições pesadas à
noite é uma ação que tem como conseqüência o ganho
de peso.

Olhando adiante
Jeremias motiva seus leitores a confiar em Deus e
esperar pacientemente sua vinda.

88
PASSANDO PELA DOR
Jeremias 29:1–14

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Paula Davis

Domingo, Salmo 145:13-21


Se você tivesse que escrever um salmo para Deus,
qual seria seu conteúdo? Quais seriam os motivos pelos
quais você louvaria o Senhor? Quais partes da natureza
você citaria como o melhor de sua criação? Por quais
motivos você seria grato a ele? Pense no seu salmo, por
que não escrevê-lo? Deixe que o Senhor saiba quão bom
ele é para você.

Segunda-feira, Jeremias 30:18-22


Você já esteve no fundo do poço? Já passou por
situações em que perdeu a confiança, a paz e a alegria?
Deus restaurou você assim como fez com Israel? Ele
promete estar próximo de nós como esteve de Israel,
assim que nos voltarmos totalmente para ele. Confie em
Deus, peça que ele esteja com você, e aguarde confian-
temente nele. “Esperei com confiança pela ajuda do Se-
nhor. Ele se voltou para mim e ouviu meus pedidos de
socorro. Ele me tirou do fundo de um poço de desespe-
ro e medo, de um atoleiro de lama. Ele me fez andar
sobre a rocha e me deu passos firmes e certos”. (Salmo
40:1-2, BV).
89
Lição 9 Sábado, 31 de Maio de 2008
Terça-feira, Jeremias 31:1-9
Deus nunca nos deixa. Podemos deixá-lo, mas ele
estará sempre esperando nossa volta. Ele nos ama com
um amor que vai muito além daquilo que podemos ima-
ginar. Junte todo o amor que você sente: pela sua esposa
ou esposo, familiares, filhos, amigos... e então imagine
um amor muito maior do que todo esse amor que você
é capaz de sentir. Eu não consigo alcançar esta propor-
ção. O amor de Deus é imensurável, infinito e eterno.
Sou tão grato a um Deus que me ama além daquilo que
eu possa conceber. Louvado seja Deus!

Quarta-feira, Jeremias 31:10-14


Um pastor acompanha seu rebanho tão de perto
que pode livrá-lo do perigo antes que suas ovelhas o
percebam. Assim é Deus conosco. Ele nos acompanha
tão de perto que nos livra do mal muitas vezes antes de
nos darmos conta que estamos em perigo. Este carinho
e cuidado dependem de nossa proximidade com nosso
Pastor. Quanto mais longe estivermos, mais dificuldades
teremos em ouví-lo. Se permanecermos próximos ao
nosso Bom Pastor, ouviremos quando nos chamar de
volta a ele e nos afastaremos de várias tribulações. Este é
o desejo de Deus para nossa vida: manter-nos próximos
para que ele nos proteja.

Quinta-feira, Jeremias 31:33-37


Aqui vemos um pacto firmado entre Deus e Israel.
Deus promete que sua lei estaria na mente e no coração
deles. Não precisariam que ninguém os ensinasse sobre
Deus porque seriam íntimos dele. Ele era seu Deus; eles
eram seu povo. Nós temos a mesma aliança com o Se-
90
PASSANDO PELA DOR
nhor se buscarmos sua lei e desejarmos que ela esteja
escrita em nosso coração e gravada em nossa mente.
Quanto mais próximos estivermos de sua Palavra e de
suas Leis, maior intimidade teremos com o Todo-Pode-
roso. “A intimidade do Senhor é para aqueles que o te-
mem” (Sl 25.14)

Sexta-feira, Jeremias 29:1-9


Pode ser difícil ouvir a Deus com tantas vozes e
barulho ao nosso redor. Todos têm opinião formada
hoje em dia, e há uma pressão em acreditar em coisas
que nos afastam do Senhor. Somos abençoados com a
Palavra de Deus. Se o que ouvimos não vem ao encon-
tro com o que encontramos na sua Palavra, não vem
dele. Quando isto ocorre, devemos buscá-lo e permitir
que ele nos guie para bem distante de falsos profetas.

Sábado, Jeremias 29:10-14


Que promessa maravilhosa Deus faz nesta passa-
gem. Depois de anos de exílio, o Senhor diz aos Israelitas
como podem voltar a ser seu povo. Eles simplesmente
precisariam buscá-lo. Se o buscarmos, também o encon-
traremos. Quando clamamos por ele, rogamos sua ajuda
e pedimos sua misericórdia, ele vem em nosso auxílio.
Nosso Deus está próximo de nós, consolando, encora-
jando e nos fortalecendo e nos trazendo de volta para
seu coração. Esta é uma magnífica promessa de um Deus
maravilhoso e soberano.

91
Lição 9 Sábado, 31 de Maio de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Jeremias Jeremias Salmo
29:1-14 29 145

Verso Áureo
“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a
vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e
não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jeremias
29:11).

Núcleo da lição
No meio de dor e aflições, as pessoas podem se
apegar em alguma crença não verdadeira porque isso faz
com que se sintam melhor. Como podemos nos res-
guardar de tal erro? Jeremias nos encoraja a crer em Deus
e esperar pacientemente pelo seu agir em nossa vida.

Questões para estudo do texto


1. Por que você acha que os babilônios permitiram a per-
manência de Jeremias em Judá depois da destruição e do
exílio de 587 A.C.? Por que Deus quis que Jeremias perma-
necesse?

2. Como Jeremias continua sua perspectiva sobre os eventos


do mundo nesta passagem? Como a mensagem de Jeremias
se opunha a dos outros profetas que se ativeram a Judá?

92
PASSANDO PELA DOR

3. Para os exilados, qual era a melhor maneira de comprar


terras, cultivar o solo, ter filhos e ter uma vida significativa
na Babilônia? Que lições você pode tirar dessa mensagem
para sua vida?

4. Pense sobre a questão da miséria em sua comunidade. Você


conhece alguém que vive na miséria? Que esperança e aju-
da você pode oferecer aos pobres?

5. Como aprender o princípio da espera em Deus? Tome


como referência a oração silenciosa. Use o salmo 62 como
modelo de aperfeiçoamento de seu tempo de oração.

93
Lição 9 Sábado, 31 de Maio de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Matthew Berg
CONTEXTO
O contexto histórico é bastante claro, sendo difícil
superestimar a importância desta parte da história de
Israel para todo o povo de Deus. Mesmo no tempo do
Novo Testamento os judeus ainda eram profundamente
impactados pelo tempo do exílio na maneira de se ve-
rem como o povo escolhido de Deus. Creio que os ju-
deus do primeiro século ainda se sentiam exilados, mes-
mo tendo reconstruído o templo. Isso deve-se ao fato
deles saberem que o novo local de adoração passava longe
da magnitude do original (um período chamado freqüen-
temente de “segundo templo” que durou de 400 A.C.
até 70 D.C. quando o segundo templo foi destruído). O
exílio babilônio mostrou muito da identidade do povo
de Deus. Quando exilados, começaram a se questionar
se Deus os havia abandonado. É nestas condições que a
carta de Jeremias, capítulo 29, foi escrita aos exilados.
O contexto literário tem conexões aos capítulos 27
e 28, que expressa a fase inicial do exílio babilônio (em
598 A.C). Os capítulos 24 e 29 caracterizam o cuidado
pastoral de Jeremias para com os exilados. Tal cuidado
expressou duas convicções: (1ª) os judeus deveriam ser
realistas e intencionalmente aceitar o exílio como um lugar
onde o povo de Deus deve estar e onde o Senhor os
chamou para obediência (29:5-7), e (2ª) há esperança de
retorno e de restauração que podem ser afirmadas e acei-
tas (29:10-14).

CONTEXTO HISTÓRICO
29:1 Carta aos exilados. Há evidência de comunica-
94
PASSANDO PELA DOR
ção entre Jerusalém e os exilados em 597 A.C. na carta
que provavelmente foi entregue por um mensageiro
babilônio ou um viajante mercador da Mesopotâmia. Há
precedentes de transporte de correspondência no Anti-
go Testamento: Daniel 9 traz evidências de que esta car-
ta foi recebida.
29:2 Exílio de artesãos. Ao escolher quem deportar
em 597, Nabucodonosor tomou membros da família real
e seus conselheiros na nobreza e no clero. Os artesãos
(10:3) devem ter sido úteis aos planos ambiciosos dos
reis, alem do mais os artesãos representavam a classe
média de Judá. Maior importância tinha as habilidades
dos artesãos que eram passadas de geração em geração
das famílias secretamente. Os babilônios tirariam pro-
veito disto.
29:10 Período de setenta anos. Setenta anos podem ser
calculados de diversas formas. A capital da Assíria, Nínive,
teve sua queda em 612 A.C. Em 605 A.C, os babilônios
conquistaram o controle da Síria e da Palestina. Duas
vezes os babilônios vieram a Jerusalém e levaram exila-
dos. Em 597 A.C. Jerusalém foi capturada e levada cati-
va. Em 586 A.C. Jerusalém e o templo foram destruídos.
Quaisquer dessas quatro datas podem ser consideradas
marcos iniciais. (Isto é importante nos lembrarmos quan-
do outros quiserem nos falar sobre um modo exato de
como ler e entender os 70 anos em Daniel!) Por outro
lado, o fim dos 70 anos, Babilônia caiu em 539 A.C., e o
primeiro retorno dos deportados ocorreu em 538 A.C.
O templo foi reconstruído em 515 A.C.
Embora não seja difícil um cenário que envolva 70
anos literais, perceba que normalmente este é um núme-
ro simbólico, que representa um período de julgamento
95
Lição 9 Sábado, 31 de Maio de 2008
divino. Quando a Babilônia foi destruída no século 7
por Senaqueribe, foi dito que Marduque, o deus da
babilônia havia decretado que levariam setenta anos para
que a ruína ocorresse. No entanto, o filho de Senaqueribe,
usou um tipo de interpretação que reduziu o período
para 11 anos e reconstruiu a cidade.

APLICANDO
29:1-3. A carta deve ser levada a sério. Não é
implausível acreditar que pode ter havido comunicação
entre Jerusalém e os exilados da Babilônia. Houve uma
importante tensão após 598 A.C. (e antes das 587 A.C.)
entre aqueles que tinham sido deportados e os que per-
maneceram na cidade de Jerusalém. Jeremias conclui que
os exilados são a base da esperança para o povo de Deus.
Ele acreditava que embora não pareça, os judeus conti-
nuam sendo objeto de amor e cuidados divinos, mesmo
nestas condições. Eu realmente creio que Deus nunca
nos põe em situações com as quais não poderemos lidar.
Houve períodos em sua vida em que você se sentiu exi-
lado?
A carta se estende de 29:4 a 29:28, com sua adver-
tência principal em 29:5, sendo que neste verso há uma
ênfase gramatical nos verbos imperativos: construa, viva,
plante, e coma. Todas elas são funções básicas da condi-
ção humana. Onde Deus lhe chamou para construir, vi-
ver, plantar e comer? A mensagem central é que o exílio
será longo e inevitável, mas não sem nenhum propósito.
Judá deve aceitar o exílio, viver sua vida e praticar sua fé.
29:5-7. O profeta insta o desenvolvimento de uma
vida sustentável em comum no exílio. O povo de Deus no
exílio deveria trabalhar para o bem-estar (shalom) do impé-
96
PASSANDO PELA DOR
rio e de sua capital. Este imperativo dá a uma comunidade
vulnerável e pequena uma enorme responsabilidade
missionária. Tal horizonte impede a comunidade deporta-
da de pensar apenas em sua própria existência, de serem
sectários, e lhes dá muito trabalho a fazer, chamando-os
para uma responsabilidade pela comunidade maior.
29:8-9. A preocupação central desses versos é a sedu-
ção da religião fantasiosa ou falsa. Hoje em dia não tem
sido diferente. Muitas pessoas tem sido seduzidas pelas
promessas de falsos mestres.
29:10-14. Estes versos começam a mover a atenção
dos leitores/ouvintes para a esperança do retorno do exí-
lio. O Senhor cumpriria sua promessa de trazê-los de
repatriá-los (verso 10). Esta afirmação não invalida a tradi-
ção profética de julgamento, ela vai além do julgamento
para afirmar a resolução final do Senhor.
Há um trocadilho importante nesta passagem que usa
a palavra shalom6. Por um lado, há um contraste entre shalom
que é a tarefa para os exílios (29:7) e o presente de Deus
para os exilados (29:11). Por outro lado, a paz (shalom) de
29:7 é o bem-estar do império, considerando que em 29:11
é a paz (shalom) para a comunidade exilada. Assim as duas
unidades provêem uma reflexão sutil sobre a paz (shalom),
um assunto que os exilados deveriam ter na mente deles,
na situação caótica que se encontravam. No meio de exí-
lio, há energia para se meditar e se antecipar a possibilida-
de de shalom para o povo de Deus e para o mundo.

6
“Shalom” é a palavra no Antigo Testamento que descreve, melhor
que qualquer outro termo, a compreensão hebraica da saúde total.
Expressa o melhor desejo que se pode ter em relação a uma pessoa
ou povo. Ao usar esta expressão deseja-se a paz, a harmonia, a
saúde, a prosperidade, a longevidade e a fecundidade – no conceito
judaico o melhor que se pode desejar a alguém. NT
97
Lição 9 Sábado, 31 de Maio de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Rever o confronto de Jeremias e seu contexto.

2. Discutir porque as pessoas preferem uma promessa falsa


em lugar da verdade.

3. Encorajar os participantes a orar por confiança em Deus.

Revisando
Esta unidade enfatizou a justiça e o juízo de Deus,
a desobediência do povo e a necessidade de
confiarmos em Deus.

98
O LIVRO DE LAMENTAÇÕES
PREGA A ESPERANÇA EM DEUS
Lamentações 3:25–33, 55–58

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Jody Mclean
Domingo, Isaías 30:15–19
Onde está sua confiança? Onde está seu foco? O
Senhor nos mostra como enfrentar dificuldades, porém,
muitas vezes estamos tão focados no alvo errado que
não conseguimos enxergar a saída. Quando enfocamos
erroneamente, nos colocamos em dificuldades maiores
do que se tão somente tivéssemos permitido a Deus tra-
balhar em nossa vida e nos livrar como ele prometeu.
Os versos 18 e 19 mostram a natureza misericordiosa de
Deus. Aqui podemos ver que mesmo sendo errantes e
não confiando nele, suas promessas estão sempre dis-
poníveis, apenas temos de alcançá-las. Espere pelas bên-
çãos de Deus e as receberá.

Segunda-feira, Jeremias 39:1-7


Nunca se considere imune às conseqüências do pe-
cado. Deus não se curva às pessoas, e mesmo que você
seja um líder respeitado em algum ministério do Senhor,
suas ações continuarão sendo julgadas e você continuará
sendo responsável pelos seus atos de acordo com os
99
Lição 10 Sábado, 07 de Junho de 2008
padrões divinos. Apesar do fato de Zedequias ser rei,
seus filhos foram mortos diante de seus olhos e feriram
seus olhos causando-lhe cegueira. Ele foi humilhado por
causa do seu pecado. Lembre-se de que estamos sujeitos
a Deus.

Terça-feira, Salmo 33:12–22


O que rege sua vida? Pense seriamente sobre esta
questão. Veja onde está seu foco e o que motiva suas
atitudes. Deus quer ser o centro de sua vida. Lembre-se
que o Senhor protege aqueles que o obedecem, aqueles
que dependem totalmente do seu grandioso amor. Mes-
mo quando em dificuldade, tenha esperança em Deus e
reconheça que esta esperança trará misericórdia da parte
de Deus para sua vida.

Quarta-feira, Salmo 130


Louve a Deus pelo seu perdão, louve a Deus pelo
consolo que ele traz. Pode ser que você esteja num mo-
mento envergonhado por algumas coisas que você fez.
Mas o quarto verso nos lembra de que há perdão em
Deus, e por isso devemos temê-lo. Nossa alma deve an-
siar pela presença do Senhor. Deixe que ele seja o desejo
de seu coração e você nunca será envergonhado, porque
ele remiu todos os seus pecados. Louvado seja Deus!

Quinta-feira, Lamentações 3:19–24


Esta passagem reflete a realidade. Se analisarmos
nossa vida e atentarmos para o quão fiel Deus tem sido,
teremos vergonha de nosso comportamento. Será que
percebemos que o motivo desta fidelidade é a sua graça?
Apesar de nossas ações, Deus é fiel. Mesmo não sendo
100
O LIVRO DE LAMENTAÇÕES PREGA A ESPERANÇA EM DEUS
merecedores, recebemos suas bênçãos. Reconheçamos
que sem Deus nada somos.

Sexta-feira, Lamentações 3:25–33


É interessante perceber que normalmente os cris-
tãos são as pessoas mais impaciente que existem. Que-
remos que o Senhor trabalhe em nossa vida, e muitas
vezes o tratamos como se fosse o “gênio da lâmpada”
que tem obrigação de responder sempre que chamamos.
Precisamos entender o que a paciência realmente signifi-
ca. Deus trabalha a seu tempo por propósitos específi-
cos. Nestes versos fica claro que a vida cristã só será
impulsionada pelo exercício da espera de ver a vontade
de Deus se desdobrar à nossa frente. Precisamos exerci-
tar a paciência, e deixar que ela cumpra seu trabalho (Tiago
1:4).

Sábado, Lamentações 3:55–59


Já se sentiu em uma situação em que ninguém po-
deria lhe compreender? Já esteve numa situação em que
não sabia como agir? Confie no fato que Deus conhece
esses momentos onde as palavras somem e lágrimas ro-
lam. Ele conhece essas lágrimas. Use estes momentos
para libertar sua alma. Deus é o único que pode trazer a
solução em momentos como este. O verso 59 diz que a
real libertação vem do juízo de Deus. Você está pronto
para ter sua vida purificada pelo Senhor?

101
Lição 10 Sábado, 07 de Junho de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Lamentações 2 Reis Salmo
3:25-33, 55-58 25:1-7 23

Verso Áureo
“Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a sal-
vação do SENHOR.” (Lamentações 3:26).

Núcleo da lição
Todos nós estamos sujeitos a momentos doloro-
sos. Como reagimos nestes momentos? O livro
Lamentações diz que devemos ter esperança no amor e
cuidado de Deus. O salmista Davi tem o mesmo ponto
de vista expresso no salmo 23.

Questões para estudo do texto


1. Quem é autor do livro de Lamentações? Qual o contexto
histórico deste livro?

2. Qual o tema desta passagem bíblica? Qual o estilo? Qual


seu público-alvo?

102
O LIVRO DE LAMENTAÇÕES PREGA A ESPERANÇA EM DEUS
3. Qual o motivo de tanta desesperança do autor? O que pro-
vavelmente lhe traria esperança?

4. Como o conhecimento que o autor tinha de Deus poderia


mudar sua perspectiva? O que ele cita sobre Deus?

5. Qual a relação que você estabelece a partir deste capítulo


entre o amor e a justiça de Deus?

6. O que você pode fazer para ajudar a si mesmo e ao próxi-


mo em momentos de lamentação?

103
Lição 10 Sábado, 07 de Junho de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Andy Samuels
O livro de Lamentações é escrito de lamento poste-
rior ao de Jeremias. Através do uso de cinco canções
fúnebres, que correspondem a cada capítulo, o escritor
lamenta com as pessoas de Judá pela queda do reino
delas e a destruição da mui amada cidade de Jerusalém.
A maioria dos estudiosos acredita que o próprio Jeremias,
um dos profetas pré-exílicos, escreveu o livro de
Lamentações em aproximadamente 586 A.C. logo após
o exército babilônico ter devastado e queimado a cidade.
Ele pode ter sido uma testemunha ocular das calamida-
des que aconteceram a Jerusalém no momento de sua
queda, e isto trouxe dor ao seu coração.
Nesta oração, o escritor, de um modo muito pesso-
al, abre seu coração e não esconde a profundidade do
seu desespero. Todavia, em sua miséria, ele reconhecia
que todos os acontecimentos, como a destruição, a es-
cravidão de Judá, a cessação da adoração em Sião e o
fato de Deus ter lhes deixado à sorte de seus inimigos
eram parte do plano divino para corrigir seu povo, por
isso ele volta a ter esperança nele. Ele compreendia que
o mesmo Deus que os corrigia poderia redimi-los.

REALIDADES DA VIDA
O desespero é emoção devastadora. A falta de es-
perança levou muitos a desejarem a morte. Todos têm
altos e baixos. A vida é feita de montanhas e vales. Um
antigo provérbio árabe diz que “todo sol sem chuva gera
deserto.” Se você nunca experimentou momentos difí-
ceis, tempos obscuros ou sombrios em sua vida, você se
tornará uma pessoa seca. O amadurecimento vem com
104
O LIVRO DE LAMENTAÇÕES PREGA A ESPERANÇA EM DEUS
momentos bons e ruins. A vida é um misto de dor e
prazer, ganhos e perdas, sucessos e fracassos. A vida cristã
não nos exclui desta realidade da vida. O que é suscetível
de ocorrer ao injusto, pode suceder ao justo. A caminha-
da cristã não nos isenta da dor e das tribulações. Toda
tragédia que pode acontecer a uma pessoa descrente, tam-
bém o pode ao fiel. Cristãos podem sofrer de depressão,
enfermidades mentais, bem como traumas psicológicos
e emocionais. O profeta Jeremias tem todos os indícios
de um sujeito deprimido.
É possível que a única exceção para esta regra geral
é que os cristãos não podem ser possuídos pelo demô-
nio, uma vez que eles são habitação do Espírito Santo,
sendo que os não-cristãos certamente estão suscetíveis a
tal ocorrência. Porém é necessário que você vigie o san-
tuário do Espírito Santo, ou seja, seu corpo, para que de
fato Deus habite em você. Leia com atenção 1 Coríntios
6:13-19.

UMA QUESTÃO DE ESCOLHA


Então, o que fazer em momentos de desespero?
Em que acreditar? Para onde olhar? Não tenho dúvidas
de que como Jeremias, muitos de nós passamos por
momentos de dor e agonia. Pode haver situações em
que pensa que Deus deu as costas para você. Há mo-
mentos que parece que suas orações não estão sendo
respondidas, que as pessoas não lhe entendem, ou que
você tem vontade de desistir.
Talvez você seja empresário, cujo negócio não pros-
perou. Ou talvez seja vítima de um acidente de carro, no
qual um motorista bêbado lhe atropelou e como resulta-
do você teve perdas significativas.
105
Lição 10 Sábado, 07 de Junho de 2008
Você pode escolher ficar com sua dor e acreditar
que não pode ser ajudado por ninguém, nem mesmo
por Deus. Você pode cair nas mentiras do inimigo de
nossas almas e estacionar naquele lugar de desolação e
ruína. Você pode enfocar nos seus problemas e permitir
que sua aflição e seu tumulto lhe consumam por inteiro.
Ou você pode fazer como Jeremias e abrir seu cora-
ção a Deus. Não há nenhum problema em expressar
seus sentimentos ao Todo-Poderoso. Mas lembre-se que
quando você verdadeiramente abre seu coração ao Se-
nhor, muitas coisas podem mudar. É claro que Deus
pode mudar sua situação, mas primeiramente ele muda-
rá seu coração, mudará a forma como você vê a situação
em que se encontra. Ele mudará toda a sua vida!

OUTRA OPÇÃO
Jeremias se forçou a pensar sobre o caráter de Deus,
em particular sobre sua fidelidade. Muitas vezes focamos
somente no nosso eu e nos esquecemos do que Deus
disse sobre os vales da vida e sobre aqueles que passa-
ram pelo vale e foram vencedores. Para fugir deste pa-
drão e do ciclo de desespero, Jeremias precisou ser vigi-
lante com o que permitiu que sua mente ponderasse.
Precisamos fazer o mesmo. Devemos ter a Verdade em
nossa mente, meditar sobre os versos bíblicos e reco-
nhecer quando Deus age com misericórdia em nossa vida.
Assim agindo, Deus restaurará a esperança em sua vida.
Quando estamos nos “baixos” da vida, não signifi-
ca que estejamos fora do agir de Deus. Quando um Pai
está corrigindo seu filho, ele não está lhe deserdando.
Qualquer que seja a luta que enfrentemos, lembremos
que Deus está conosco e estejamos certos que ela será
106
passageira. “Podemos passar por momentos difíceis, de
grande tristeza, mas Deus logo nos devolve a alegria”
(Salmo 30:5b, BV)

QUANDO POSSO CONTAR COM ELE?


Podemos contar com a fidelidade de Deus quando
nos prostramos em sua presença. Todos nós passamos
por momentos difíceis. Doenças, dificuldades financei-
ras, problemas de relacionamento, solidão podem nos
aterrorizar. Façamos como Jeremias: que nosso foco seja
o amor, a misericórdia e a fidelidade de Deus. Ele não
promete que não passaremos por momentos difíceis, mas
promete estar conosco em cada um deles.
Podemos contar com a fidelidade de Deus quando
somos provados. Alguns de nós enfrentam provações
incríveis diariamente. Deus promete nos dar um escape
(1 Coríntios 10:13). Deus sempre nos mostra uma ma-
neira de dizer “não” ao pecado.
Podemos contar com Deus quando fazemos tudo
errado. Você se envergonharia que os outros soubessem
tudo o que você disse, fez ou pensou nos últimos sete
dias? Ou nos últimos três meses? Ou nos últimos cinco
anos? Já passei por momentos nos quais fiz tudo errado
e roguei por misericórdia a Deus.
Um verso que encontrei recentemente nas minhas
devoções reforça este conceito. Está em 2 Timóteo 2:13,
“Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode ne-
gar-se a si mesmo.”
Fazendo uma varredura pela Alemanha no final da
Segunda Guerra Mundial, as Forças Aliadas vasculha-
ram fazendas e casas em busca de sobreviventes, bem
como à procura de nazistas. No porão de uma casa em
Lição 10 Sábado, 07 de Junho de 2008
ruínas, uma vítima do Holocausto desenhou numa pare-
de a estrela de Davi e ao seu lado escreveu estas palavras:
Acredito no sol
– mesmo quando ele não aparece
Acredito no amor
– mesmo quando não é expresso
Acredito em Deus
–mesmo quando não ouço a sua voz.
Isso é esperança!

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Rever a motivação à esperança contida no livro de


lamentações.

2. Discutir com os alunos os meios pelos quais eles esperam


por restauração.

3. Orar em gratidão pela esperança em momentos de deses-


pero.

Olhando Adiante
Ezequiel enfatiza a responsabilidade de cada um
nós em obedecer a Deus.

108
EZEQUIEL PREGA
RESPONSABILIDADE
Ezequiel 18:4, 20-23, 30-32

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Jody Mclean
Domingo, 1 Timóteo 2:1–6
É importante estarmos firmados naquilo que é
básico no cristianismo. Falando nisso, quanto tempo
passamos orando? O autor deste livro começa nos en-
corajando a manter outras pessoas em nossas orações.
O interessante é que isto é algo tão simples, porém
quantos de nós fazemos isso com a devida freqüência?
Se nos questionamos sobre o porquê nossas igrejas es-
tão doentes ou espiritualmente fracas, a resposta estará
em quanto tempo temos gasto em oração. Efésios 6:18
disserta sobre a necessidade de orar sem cessar; a oração
é o único caminho para uma base espiritual forte.

Segunda-feira, Salmo 18:20–24


Há um galardão para os que se manterem fiéis em
seu serviço a Deus. Não veja isto do ponto de vista de
“obras”, mas tão somente como um ato de obediência.
Deus quer nos usar para o crescimento de seu reino, e há
recompensas para aqueles que diligentemente cumpri-
rem a sua vontade. Fidelidade é um ato de obediência. A
parábola dos talentos em Mateus 25 enfatiza esta verda-
109
Lição 11 Sábado, 14 de Junho de 2008

de “Bem está, servo bom e fiel”. Esteja aberto a oportu-


nidades de servir o Senhor com fidelidade, afinal de con-
tas, creio que você não quer ouvir “Afaste-se de mim”,
não é mesmo? Seja um servo fiel.

Terça-feira, Ezequiel 33:12–20


O que podemos aprender destes versos é que Deus
é justo ao julgar seu povo. Não devemos estar tão focados
na justiça de um julgamento que esqueçamos nossa res-
ponsabilidade em viver em retidão perante o Senhor.
Como seu povo, temos a responsabilidade de ter um
comportamento que reflete o agir do Espírito Santo em
nossa vida. Se Deus escolhe nos corrigir quando agi-
mos contrários à sua boa vontade, ele tem todo direito
de fazê-lo, pois somos seus embaixadores aqui na Terra.
Pare de se preocupar com os outros e se preocupe com
você.

Quarta-feira, Ezequiel 18:1–4


Estes versos dão a tônica do capítulo inteiro. Deus
conscientizava os Israelitas sobre sua obra. Ele queria
que cada um tivesse conhecimento do fato de que cada
um seria julgado segundo suas obras. O juízo não seria
feito com base em laços familiares ou na história famili-
ar, a salvação é individual. A lógica é muito simples, se
pecar você morrerá, mesmo que seu pai e sua mãe sir-
vam a Deus de todo coração. Faça uma auto-análise:
você está colocando sua salvação em ação com temor e
tremor? “Sejam cuidadosos em fazer as coisas boas que
resultam do fato de sermos salvos, obedecendo a Deus
com profunda reverência e retrocedendo diante de tudo
que possa desagradá-lo” (Filipenses 2:12b, BV).
110
EZEQUIEL PREGA RESPONSABILIDADE

Quinta-feira, Ezequiel 18:5–9


No verso anterior foi declarado que se você pecar,
morrerá, porém há uma esperança; se propuser em seu
coração servir a Deus e viver uma vida justa, você terá
vida. E a benção maior é que esta vida será eterna. Servir
e ter um relacionamento com Cristo nos traz essa garan-
tia. Então louve a Deus pelo sacrifício da cruz!

Sexta-feira, Ezequiel 18:19–23


Mesmo que você tenha tido uma vida errante, você
pode se arrepender e receber a bênção do perdão de
Deus. Parece ser muito simples: peque e morrerá, con-
verta-se e viverá, mas temos de lembrar que Deus está
no controle; Ele conhece e esquadrinha o coração do
homem. Se viermos a ele com o coração quebrantado,
ele terá misericórdia. Uma vez liberto do pecado e agra-
ciado com a graça divina, viva de forma a agradar a Deus
e “afaste-se de toda forma do mal” (1 Tessalonicenses
5:22).

Sábado, Ezequiel 18:25–32


Deus julgará nossos caminhos. Temos de nos certi-
ficar de que estamos vivendo no centro da vontade de
Deus. Seu desejo é que todos sejam salvos e cheguem ao
pleno conhecimento da verdade (1 Timóteo 2:4), mas
acontece que esta é uma escolha individual. Podemos
decidir entre servir a Deus ou ao inimigo. Há muitas
oportunidades de renunciarmos ao mundo e nos voltar-
mos para Deus. Sabemos que ele tem nossa vida em seu
juízo. Será que temos feito uma auto-análise crítica? Pen-
se sobre isso.

111
Lição 11 Sábado, 14 de Junho de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Ezequiel Ezequiel Salmo
18:4-32 18 18

Verso áureo
“Porque não tenho prazer na morte do que morre,
diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei.”
(Ezequiel 18:32).

Núcleo da lição
Muitas pessoas não assumem a responsabilidade de
seus atos; preferem por a culpa em outras pessoas. Até
que ponto assumimos nossas responsabilidades? Ezequiel
declara que cada um de nós é responsável por suas ações.
Paulo corrobora dizendo que cada um dará conta de si
próprio a Deus.

Questões para estudo do texto


1. Que comparação é feita entre filhos fiéis e infiéis e pais
fiéis e infiéis?

2. Ezequiel fala de retidão em nossa condição espiritual. Quais


são as características de tal retidão?

112
EZEQUIEL PREGA RESPONSABILIDADE

3. Como Ezequiel explica o modo como Deus lida com seu


povo? Que esperança a retidão traz? Qual a esperança do
ímpio?

4. Que esperança os versos 30,31 e 32 trazem para os


arrependidos? Como você reage a este chamado ao arre-
pendimento?

5. Qual a situação político/social da época de Ezequiel? O


povo de Deus estava gozando de liberdade ou estava cati-
vo?

113
Lição 11 Sábado, 14 de Junho de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Andy Samuels
Você já foi punido por causa de algo que não fez?
Quem quer assumir uma culpa que não lhe pertence?
Falando de um modo geral, isto parece ser injusto.
Ezequiel7 está pregando aos judeus exilados na Babilônia
e lhes descreve a situação em que Judá se encontrava.
Seus ensinamentos neste capítulo podem ter o propósi-
to de vindicar a justiça de Deus. Os profetas contempo-
râneos reivindicavam que eles estavam sendo punidos
pelos pecados das gerações passadas. Ezequiel declara
que Deus não trabalha desta maneira. Ele assegura que
cada pessoa é responsável por suas próprias ações e que
o Senhor julga cada um de acordo com suas próprias
obras. O profeta está dando uma nova e detalhada ênfa-
se neste princípio geral. Porém é bom lembrar que ele
está lidando com a sobrevivência física, e não sobre a
vida eterna. Esta lição nos ensina sobre a imparcialidade
e igualdade com que Deus age.

SOMOS RESPONSÁVEIS
Talvez você já tenha ouvido a história de um ho-
mem de negócios que estava buscando alguém confiável
para tomar conta de um trabalho em particular. Um su-
jeito se candidatou à vaga e declarou que era muito res-
ponsável. Quando o empregador pediu provas de sua
reivindicação, ele respondeu orgulhosamente, “Tudo o
que sai errado em minha casa, minha esposa diz que eu
sou o responsável”.
Em muitas sociedades, impera a mentalidade

O nome Ezequiel significa “Deus fortalece”. NT


114
EZEQUIEL PREGA RESPONSABILIDADE

vitimista. As pessoas cometem atos brutais, crimes hedi-


ondos e quando são pegos, declaram que agem assim
porque tiveram uma infância difícil ou que sofrem de
certa “síndrome”. Com esta mentalidade não se cons-
trói um mundo melhor. Assumir a responsabilidade é
uma atitude importante e inevitável para o processo de
reabilitação, mudança e transformação. Só quem reco-
nhece sua condição de pecador na presença do Deus
Santo pode receber o galardão da vida eterna.

VOCÊ REALMENTE QUER JUSTIÇA?


Fico pasmo ao ouvir pessoas dizerem que apenas
desejam justiça, ou que apenas querem o que é justo.
Acredito que estas pessoas na maioria das vezes não sa-
bem o que estão pedindo. Se Deus realmente nos desse
aquilo de que somos dignos, estaríamos em maus len-
çóis, pois não sobreviveríamos à justiça de Deus. O sa-
lário do pecado é a morte, por isso o plano de Deus em
nossa vida nos dá um escape para sua justiça. A Bíblia
afirma que “o salário do pecado é a morte” (Romanos
6:23) e que “todos pecaram” (Romanos 3:23) logo to-
dos estavam condenados à morte, por isso o plano de
Deus foi satisfazer as demandas do seu caráter justo,
derramando sua ira sobre seu Filho. A morte que nós
merecíamos por sermos pecadores foi infligida em Je-
sus. Por isso em Romanos 10:9-10, Paulo nos diz: “A
saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e
em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os
mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para
a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.”
Sendo assim, cada um que se recusa a reconhecer e acei-
tar pessoalmente o sacrifício substitutivo de Cristo está,
115
Lição 11 Sábado, 14 de Junho de 2008
com efeito, dizendo, “eu vou enfrentar o julgamento do
Deus Todo-poderoso”.
O QUE IMPORTA NÃO É O SEU PASSADO
Para Deus o que importa é nossa situação atual di-
ante dele, é nosso relacionamento com ele. Alguns de
nós temos um passado não muito limpo. Não importa o
que você foi no passado, o que você fez no passado, há
perdão no sangue de Cristo quando há arrependimento
verdadeiro. Cristo foi crucificado por nossos pecados.
Ele foi crucificado em nosso lugar, ele levou sobre si
nossos pecados. Precisamos permitir que ele remova
nossa culpa e proveja purificação.
Deus se agrada de um coração arrependido. Muitas
pessoas permitem que seu passado se faça presente, per-
mitindo que o inimigo sopre em seus ouvidos que Deus
não as usará, não as perdoará pelo seu passado. A base
do plano de redenção de Deus consiste no seu poder em
transformar nossa vida. Não deixe que seu passado o
derrote.
INCONDICIONAL?
Deus quer se comunicar conosco e deseja nos dar
um novo coração. Nossa parte é apenas reconhecer nossa
condição de seres humanos que precisam de sua ajuda.
Deus apenas quer que reconheçamos que não podemos
fazer nada e que nada somos sem ele. Nosso Deus não
está interessado apenas numa mudança aparente, ele de-
seja trabalhar na raiz para que a árvore dê bons frutos.
Em Deuteronômio 30:19, ouvimos Deus dizendo
que colocou diante de nós a vida e a morte, ele nos ad-
moesta a escolher a vida. Qual é a dificuldade? Alguém
certa vez disse “é como escolher entre ouro e bijuteria.
116
EZEQUIEL PREGA RESPONSABILIDADE
Faça sua escolha”.
Muitas vezes usamos a palavra “incondicional” sem
saber seu sentido. Por exemplo, há perdão incondicional
da parte de Deus? Certamente não, pois desta forma
todos seriam salvos. Há bênção incondicional da parte
de Deus? Não, os perdidos estão em oposição a ele. Há
bênçãos incondicionais para os crentes? Novamente, a
resposta é não.
A conclusão é que salvação é gratuita, mas depende
de uma escolha nossa; já as bênçãos de Deus são condi-
cionais. Deus anseia por nos abençoar, mas precisamos
nos tornar “abençoáveis”. O que nos impede, então?
Um fazendeiro perguntou certa vez a seu vizinho, se ele
poderia lhe emprestar uma corda e o vizinho lhe res-
pondeu “Desculpe-me, mas estou tirando leite”. O fa-
zendeiro indagou “e o que a corda tem a ver com isso?”
A resposta foi “Nada”. Quando não queremos fazer algo,
qualquer desculpa serve.

ANOTAÇÕES

117
Lição 11 Sábado, 14 de Junho de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Rever os ensinamentos de Ezequiel sobre responsabilida-


de.

2. Discutir as responsabilidades dos cristãos.

3. Orar para que a classe possa reconhecer suas responsabili-


dades enquanto indivíduos e como Igreja.

Atividades Pedagógicas
Discuta esta afirmação: “Deus não tem netos”.
Como podemos balancear a fé individual com o concei-
to das bênçãos advindas da Aliança com Deus que se
estendem aos filhos dos crentes (Considere a passagem
de Atos 2:39; 16:31.).
Discuta maneiras de trazer nossas crianças para o
meio cristão.

Olhando Adiante
Zacarias prega que o arrependimento produz
santidade e felicidade.

118
ZACARIAS CHAMA AO
RETORNO PARA DEUS
Zacarias 1:1–6; 7:8–14

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Jody Mclean

Domingo, Tiago 4:6–10


Submissão. A definição é “ato ou efeito de render-
se e obedecer a uma autoridade ou lei.” Você pode afir-
mar que já se submeteu à vontade de Deus? Tiago diz
que precisamos agir assim. É tempo para o povo de Deu
voltar ao primeiro amor. O Diabo quer nos desviar do
caminho certo e quando não nos submetemos a Deus,
ele logra êxito. Nossa vida não é mais nossa, fomos com-
prados por um bom preço. Você quer ser feliz, quer vi-
ver uma vida plena, então, submeta-se a Deus.

Segunda-feira, Salmo 103:8–18


Deus não é maravilhoso? Seu amor é tão grande
que as palavras não conseguem expressar sua magnitu-
de. Veja os versos 10 e 17; Deus não nos trata como
deveríamos ser tratados e sua misericórdia é para sem-
pre. Ao ler passagens como esta deveríamos nos pros-
trar diante de nosso Salvador e lhe agradecer por suas
múltiplas bênçãos. A beleza de nosso Senhor é que ele
nem precisa de nossa gratidão, pois em sua natureza de
119
Lição 12 Sábado, 21 de Junho de 2008

amor age independentemente de nosso reconhecimen-


to, porém nosso Deus se alegra quando lhe somos gra-
tos. Nós que amamos ao Senhor devemos estar diante
dele em gratidão e temor.

Terça-feira, Isaías 12
Deveria ser um exercício diário louvar a Deus pelo
dom da vida eterna, e também deveria ser uma prática
diária a proclamação da Salvação de Deus a todos os que
estão perdidos. Deveríamos estar tão impressionados
com o presente que nos foi dado que nos sentíssemos
compelidos a fazê-lo conhecido a todos. O verso 4 nos
diz o que fazer. É tempo para proclamar o nome de
Jesus onde quer que estejamos. Agradeçamos a Deus
todos os dias pela esperança que temos de receber a co-
roa da vida eterna.

Quarta-feira, Zacarias 1:1–6


Você já ponderou na seguinte pergunta: “Existe algo
em minha vida que esteja evitando que eu receba mais
bênçãos de Deus?”. Se você se questionar e a resposta
for positiva, é tempo de deixar Deus trabalhar em sua
vida. Ele quer lhe abençoar e não quer que você cometa
os mesmos erros que outros cometeram. Busque-o, en-
quanto está perto. Acredito que você não queira que o
preço a ser pago pela sua decisão tardia seja sua vida.
Atenda o chamado imediatamente.

Quinta-feira, Zacarias 7:8–14


Creio que o final desta passagem é algo que você
não quer que lhe aconteça. Você não quer que o Senhor
se afaste. Lembre-se de que esta é uma questão de esco-
120
ZACARIAS CHAMA AO RETORNO PARA DEUS
lha: se você se recusar a permitir que ele trabalhe em sua
vida prepare-se para viver sua ira. Nestes versos, o povo
se afasta de Deus e então o Senhor se afasta deles. Viver
neste mundo sem buscar a proteção de Deus é tolice.
Esteja sempre atento à voz do Senhor, lembre-se do que
aconteceu ao povo de Deus nesta passagem, “Eu os cha-
mei, mas eles se recusaram a ouvir. Por isso, quando gri-
taram por mim, pedindo socorro, eu não os atendi” (verso
13, BV).

Sexta-feira, Zacarias 8:1–8


Que prazer é saber que temos a maravilhosa pro-
messa de vida eterna. Se você se gaba de que tem uma
boa vida aqui na Terra, pense como será viver no céu.
Por outro lado, se sua vida é uma vida humilde e sofrida,
descanse e saiba que esta vida é passageira; as bênçãos
de Deus estão preparadas para você lá no céu. O segre-
do de uma vida feliz é ter a certeza de ser filho de Deus.
Você tem essa certeza?

Sábado, Zacarias 8:14-17, 20-23


Todo joelhos se dobrará e toda língua confessará
que Jesus Cristo é Senhor. Um dia todos saberão o que
nós já sabemos. Você é um exemplo para muitos, então
esteja certo de estar buscando a direção do Senhor em
tudo. As pessoas precisam entender que o Senhor deve
ser glorificado e honrado em tudo. Busque-o e ajude os
outros a entender que este é o chamado para os habitan-
tes da Terra.

121
Lição 12 Sábado, 21 de Junho de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Zacarias Zacarias Isaías
1:1-6; 7:8-14 1, 7 e 8 12

Verso Áureo
“Portanto dize-lhes: Assim diz o SENHOR dos
Exércitos: Tornai-vos para mim, diz o SENHOR dos
Exércitos, e eu me tornarei para vós, diz o SENHOR
dos Exércitos.” (Zacarias 1:3).

Núcleo da lição
As pessoas buscam perfeição e felicidade em suas
vidas. Zacarias diz que quando voltamos aos pés do Se-
nhor, seremos perfeitos e alegres.

Questões para estudo do texto


1. Para quem Zacarias escreve? Qual a circunstância histórica
em que ele o faz? O que estava acontecendo ao povo de
Deus?

2. Qual sua mensagem? Qual é a lição a ser aprendida? Que


ajuda essa mensagem traz?

122
ZACARIAS CHAMA AO RETORNO PARA DEUS
3. Por que é importante deixar o mal para voltar para o Se-
nhor? Qual é o chamado geral?

4. Que visão Zacarias teve? Quem ele vê? Que palavra de


conforto ele recebe?

5. Já pensou sobre Deus? Quando você faz coisas que o de-


sagradam, ele parece estar distante? O que Ezequiel ensina
a fazermos em momentos como este?

6. Em que áreas você precisa melhorar na presença do Se-


nhor?

123
Lição 12 Sábado, 21 de Junho de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Andy Samuels
7
O discurso de Zacarias começa com um alerta so-
bre a ira de Deus. Duas razões claras para este fato: as
cativos que voltaram continuaram a cometer idolatria (2
Crônicas 36:14-23) e esqueceram-se de dar descanso à
terra no sétimo ano (Levíticos 25:2-7). Aqui temos um
panorama completo de um Deus soberano que está pron-
to a restaurar seu povo. É um chamado equilibrado “vol-
tem para mim e voltarei para vós”. A advertência da ira
de Deus é colocada ao lado de um chamado pessoal de
Deus para que seu povo voltasse para ele, para que eles
entrassem num relacionamento pessoal e íntimo com o
Senhor.

PALAVRA À IGREJA
A palavra “arrependimento” é definitivamente uma
palavra que está no seio da Igreja. Quantos de nós ouvi-
ram esta palavra sendo usada fora do contexto da Igre-
ja? Há 3 palavras no idioma grego que se referem ao
arrependimento:

a.) metamellomia, que numa tradução literal seria “lamen-


to”. É o reconhecimento do pecado. Sentimos-nos
culpados, mas não fazemos nada para mudar a situa-
ção. Lamentamos, mas continuamos pecando. Este
contexto é visto em Mateus 27:3-4 numa referência a
Judas.

b.) metanoeo, que significa “pensar diferente”. É neste


ponto que entra a confissão do pecado. Começa-se a

7
Zacarias significa “Deus se lembra”. NT
124
ZACARIAS CHAMA AO RETORNO PARA DEUS

pensar sobre a vida pecaminosa e entender que não


somos tão bons quanto pensamos. Então, vem o de-
sejo de mudança de comportamento. É um ponto de
conflito, pois percebemos que as ações não condi-
zem com aquilo em que cremos.

c.) metanoia, que significa “conversão”. Aí está o verda-


deiro arrependimento que envolve os três conceitos.
Não basta lamentar ou mudar nosso pensamento
sobre o pecado. Tem que haver uma mudança, uma
conversão. Quando Deus falou com Zacarias e o usou
para fazer um chamado ao arrependimento, foi um
chamado para toda uma nação. Logo, não penso que
Deus queira que a palavra “arrependimento” se resu-
ma ao contexto da Igreja. Não são somente indivídu-
os que são chamados ao arrependimento: famílias,
igrejas, empresas, governos, cidades e nações.

DOIS EXTREMOS
Conheço pessoas que não se arrependeram porque
não se consideram erradas o bastante. Em outras pala-
vras, estas pessoas acreditam que o arrependimento é
para pecadores, e não se vêm como tal. Estas pessoas
serão acusadas por relativizar sua pecaminosidade. Se
acham perfeitos quando se comparam aos outros. Mas
Deus não estabelece níveis de pecado; para ele, pecado é
pecado. Ele não está preocupado com nosso grau de
pecaminosidade. Ele mesmo declarou que todos peca-
ram e estão destituídos de sua glória.
Aos olhos de Deus o fofoqueiro é tão pecador quan-
to o assassino. O que vê pornografia é tão culpado quanto
o adúltero, o fornicator. O sonegador de impostos é tão
culpado quanto o ladrão.
125
Lição 12 Sábado, 21 de Junho de 2008

Também conheço pessoas que não se arrependem


porque não se acham dignas de receber o perdão divino.
Estas pessoas vêm seus erros e pecados como algo que
Deus nunca perdoaria. Logo, acreditam que erraram a
tal ponto que não podem ter suas vidas restauradas e
serem usadas por Deus.
Pessoas nestes dois extremos podem desfrutar da
graça de Deus se verdadeiramente se arrependerem, bem
como aquelas que estão no meio. A pessoa que pensa
que não é tão má, precisa relembrar que nossa justiça
aos olhos de Deus é como trapo de imundícia (Isaías
64:6), e aquela que pensa que não é merecedora do per-
dão divino precisa ser recordada que a graça de Deus
não está baseada em nosso merecimento (nossos méri-
tos). É justamente porque pecamos que Deus proveu
sua maravilhosa graça sobre nós. Pessoas boas não pre-
cisam da graça de Deus.

ATÉ MESMO OS CRENTES SÃO CHAMADOS


AO ARREPENDIMENTO.
É muito fácil acreditar que o arrependimento seja
só para os descrentes. No entanto, não podemos chegar
ao extremo de acreditar que atingimos a perfeição. Isso é
muito perigoso e pode nos levar à auto-satisfação, com-
placência e negligência em nosso relacionamento com
Deus. Quando descrentes passam a crer em Jesus Cris-
to, o arrependimento vem como uma das conseqüências
deste acontecimento. Este arrependimento deve ser exer-
citado diariamente, não mais pela salvação, mas para
manter uma relação saudável, aberta e íntima. Isso signi-
fica sentir nossos pecados como Deus o faz. Quando
pensamos sobre o preço pago por Jesus na cruz, perce-
126
ZACARIAS CHAMA AO RETORNO PARA DEUS
bemos que muitas vezes abrimos mão de algo tão gran-
de por momentos de satisfação passageira.
Quando pela fé o descrente entra num relaciona-
mento com Jesus Cristo, o arrependimento é apenas o
primeiro passo. O arrependimento precisa se tornar uma
disciplina diária – não para obter a salvação, mas para
guardar o relacionamento com Cristo saudável, aberto e
íntimo. Em nosso estado natural e com nossa natureza
pecaminosa, somos muito diferentes de Cristo. Mas quan-
do vemos o preço que ele pagou por nós, procuraremos
viver de forma a agradá-lo. E todas as vezes que perce-
bemos que lhe desagradamos nos arrependeremos. Nossa
disciplina espiritual diária nos levará a odiar o pecado.
Por isso que temos que estudar consistentemente a Pala-
vra de Deus, orar continuamente para que Deus mude
nosso coração e nos faça mais parecidos com Cristo, de
forma que venhamos a amar o que ele ama e a odiar o
que ele odeia.
Quando há o arrependimento verdadeiro, não só
nosso relacionamento com Deus melhora, mas também
nossa atitude para com todos aqueles que nos cercam.
Dispensaremos justiça e praticaremos a bondade, mos-
traremos compaixão uns para com os outros. Não opri-
miremos as viúvas, os órfãos, os estrangeiros e os po-
bres. Nós não desejaremos o mal contra o próximo. Se
porém, nosso coração for obstinado, endurecido e não
quebrantado diante dele, a disciplina do Senhor será de-
vastadora, como o foi para Judá.
O povo de Judá foi advertido por Zacarias a não
trilhar os mesmos erros de seus pais. Havia muito a ser
aprendido com os erros do passado. Um das lições é
reforçar que a necessidade de arrependimento pode es-
127
Lição 12 Sábado, 21 de Junho de 2008
tar diante de nós, precisamos estar atentos. Conta-se a
história de um rabino famoso que estava caminhando
com alguns dos seus discípulos quando um deles per-
guntou, “Rabino, quando um homem deveria se arre-
pender?”, o rabino calmamente respondeu, “Você segu-
ramente deveria se arrepender no último dia de sua vida.”
“Mas não sabemos qual será o último dia da nossa vida”,
protestaram os demais discípulos dele. O famoso rabino
sorriu e disse, “A resposta para este problema é muito
simples. Se arrependa agora mesmo”.

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição
1. Rever o chamado de Zacarias à volta para Deus.
2. Discutir a visão de Zacarias sobre o futuro
3. Orar por corações voltados inteiramente para Deus.

Atividades Pedagógicas
Pesquise sobre a salvação na Declaração de Fé Ba-
tista do Sétimo Dia. Discuta o que é expresso sobre a
conversão.
Discuta o batismo e a ceia do Senhor como os ele-
mentos de adoração correta que oferecem às pessoas de
fé ocasiões para lembrança e renovação.

Olhando Adiante
Malaquias afirma que os verdadeiros adoradores
receberão galardão no Dia do Senhor.

128
MALAQUIAS DESCREVE
O JUÍZO DE DEUS
Malaquias 2:17—3:5; 4:1

MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS


Jody Mclean
Domingo, Salmo 34:11–22
Há um reconhecimento de que os cristãos enfren-
tarão muitas provações e tribulações, porém temos uma
maravilhosa palavra de conforto: Deus nos livrará (ver-
so 19). Nosso Senhor conhece todas as nossas necessi-
dades e se preocupa com os acontecimentos em nossa
vida. Nunca duvide que Deus esteja perto. Ele entende
nossas dores e está sempre prestes a nos guiar e a passar
por elas conosco. Como filhos de Deus, temos uma
maravilhosa herança, portanto podemos caminhar com
confiança. Lembre-se sempre que você não está só.
Segunda-feira, 1 Coríntios 3:10–15
Sabemos que temos a responsabilidade de sermos
embaixadores do Evangelho de Jesus Cristo. Se algo em
nosso ministério sair daquilo que Deus tem determina-
do, deve ser aniquilado. Muitas vezes nos envolvemos
tanto na Igreja que esquecemos o porquê de estarmos
na obra. Reflita sobre seu propósito na obra de Deus.
Certifique-se de não sair do firme fundamento de nossa
fé, que é Jesus Cristo.
129
Lição 13 Sábado, 28 de Junho de 2008

Terça-feira, 1 Coríntios 4:1–5


Deus é onisciente, por isso temos que estar certos
de que nosso coração é puro diante dele. Nossa respon-
sabilidade é para com o Senhor, não para com o irmão
ou irmã que se sentam ao nosso lado. Sabemos ir à igre-
ja, mas será que sabemos o significado de sermos servos
de Deus? Nós podemos enganar um ao outro fazendo
o que é considerado “certo”, mas somente Deus tem
capacidade de realmente ver o que é certo em cada ato
nosso. Certifique-se que você adora Deus em espírito e
em verdade, e que você está fazendo as “coisas certas”
aos olhos dele!

Quarta-feira, Malaquias 2:17–3:7


Estas escrituras falam sobre a vinda de Jesus. Ele
separará o mau do íntegro, o joio do trigo. Tudo que for
feito na escuridão será trazido à luz e Deus exercitará o
julgamento dele. Ocupe este tempo para viver sua vida
de tal um modo que naquele dia você ouça as palavras
“bem feito, sevo bom e fiel”. Tenha certeza de que você
está remindo seu tempo. Não olhe para o mal em sua
volta, mas aproveite as oportunidades para servir a Deus
de todo coração.

Quinta-feira, Malaquias 3:8–12


A instrução contida nesta passagem é bem simples:
Dê a Deus o que é de Deus. Ele tem nos abençoado
ricamente, devemos corresponder à altura. Suas ofertas
e dízimos também são um ato de adoração. Ao não de-
volver os dízimos e ao não ofertar estamos nos negando
a adorá-lo. Não podemos reter aquilo que NÃO É NOS-
SO. Quando você ofertar e dizimar com liberalidade,
130
MALAQUIAS DESCREVE O JUÍZO DE DEUS
gozará das múltiplas bênçãos dele. Porém quando você
retém o que pertence a Deus (a Bíblia chama isso de
“roubo”), enfrentará dificuldades. “Tragam todos os
dízimos à casa do Senhor, para haver mantimento sufi-
ciente em minha casa. Se vocês fizerem isso, abrirei as
janelas do céu e derramarei uma benção tão grande que
não terá lugar onde guardá-la” (verso 10, BV).

Sexta-feira, Malaquias 3:13–18


Mais uma vez, o autor enfatiza a necessidade de ter-
mos uma vida reta. Nos versos 16-18, fica claro que Deus
faz distinção entre fiéis e infiéis. Aja com fidelidade sem
se preocupar com aqueles que não o fazem. Aos que
vivem em retidão será concedida uma compreensão mais
clara dos mistérios de Deus e terão maiores recompen-
sas. Como diz as Escrituras “ninguém jamais viu, ouviu,
nem mesmo imaginou, que coisas maravilhosas Deus
preparou para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2:9,
BV).

Sábado, Malaquias 4:1–6


O Dia do Senhor está próximo e toda verdade será
revelada e os justos herdarão o reino de Deus. Será um
dia de extrema alegria e de muito desespero. Em que
lado você estará? Não pense que tem todo o tempo do
mundo. Não sabemos o dia nem à hora em que o Filho
do Homem voltará, então vivamos como se cada dia
fosse o último. Preparemos o caminho para o Senhor.

131
Lição 13 Sábado, 28 de Junho de 2008

Estudo Estudo Adicional Devocional


Malaquias Malaquias Salmo
2:17 até 3:5; 4:1 2, 3 e 4 34

Verso áureo
“Eis que eu envio o meu mensageiro, e ele há de
preparar o caminho diante de mim; e de repente virá ao
seu templo o Senhor, a quem vós buscais, e o anjo do
pacto, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o Senhor
dos exércitos. Mas quem suportará o dia da sua vinda? E
quem subsistirá, quando ele aparecer? Pois ele será como
o fogo do ourives e como o sabão de lavandeiros.”
(Malaquias 3:1–2).

Núcleo da lição
A maioria das pessoas se sente bem quando a justi-
ça e o bem triunfam. Malaquias afirma que Deus virá um
dia para julgar o mundo e haverá galardão para os verda-
deiros adoradores neste dia.

Questões para estudo do texto


1. Malaquias traz várias questões a serem estudadas: Como o
povo de Deus o aborreceu? Onde está o Deus de justiça?
Quem suportará o dia de sua vinda? Quem subsistirá quan-
do ele aparecer?

2. Quem eram os destinatários da profecia de Malaquias? O


que eles fizeram? O que Deus requeria?
132
MALAQUIAS DESCREVE O JUÍZO DE DEUS

3. Como o mensageiro de Deus será como o sabão dos


lavandeiros? E como o ouro do ourives? Quanto deste sa-
bão e deste fogo você precisa em sua vida?

4. Como Deus quer que você expresse sua fé em sua igreja?


Como ele quer que você expresse sua fé para com aqueles
que talvez não o conheçam?

5. O que Deus diz sobre aqueles que retêm os dízimos? O


que ele promete àqueles que agradecidamente devolvem
os dízimos e ofertam livremente ao Senhor? Deus é fiel em
cumprir sua promessa, se você é um dizimista fiel tem re-
cebido de Deus inúmeras bênçãos. Você poderia compar-
tilhar algumas?

133
Lição 13 Sábado, 28 de Junho de 2008

ENTENDENDO E VIVENDO
Andy Samuels
8
Quando Malaquias profetiza, os muros da cidade
de Jerusalém haviam sido reconstruídos e a cidade tinha
segurança novamente. Como há muito tempo o templo
havia sido reconstruído, eles não tinham o mesmo avi-
vamento de antes. Muitos se perguntavam se tinha valor
o serviço para Deus. Um grande número de sacerdotes
tinha abandonado sua tarefa de ensinar ao povo sobre o
sistema sacrificial e os requerimentos divinos. Eles dese-
javam que a palavra de Deus fosse pregada por intermé-
dio de outros. A justiça de Deus era um dos quesitos
mais questionados. Alguns chegaram ao ponto de suge-
rir que Deus tinha prazer em quem praticava o mal. A
resposta divina a tal pensamento foi que demonstraria
sua justiça mandando o mensageiro para preparar o ca-
minho para a vinda do Messias (o mensageiro da Nova
Aliança). Os levitas seriam purificados e aqueles que não
temiam a Deus seriam aniquilados, desta forma o seu
povo teria novamente prazer em adorá-lo. Neste meio
tempo, com esta perspectiva em mente, seu povo é cha-
mado a assumir suas responsabilidades.

O DESPERTAR DA IRA DE DEUS


As acusações contra Deus o aborrecem. Que acu-
sações tão sérias eram essas? A primeira era de que Deus
não discernia o bem do mal. O povo se afastou de tal
forma de Deus que não tinha uma visão clara de seu
caráter. A teologia deles sobre Deus era tão desacertada

8
Malaquias significa “Mensageiro de Yavéh” ou seja “Mensageiro de
Deus”. NT

134
MALAQUIAS DESCREVE O JUÍZO DE DEUS
que eles o acusavam de favorecer aqueles que praticavam
o mal.
E conseqüentemente veio a segunda acusação: O
Deus de justiça não pode ser encontrado. O fato de as
pessoas que não se importavam com as coisas de Deus
estarem prosperando, levou os que tentavam viver pie-
dosamente a concluir que o Deus de justiça lhes havia
abandonado. Israel confundiu silêncio com abandono.
Quando perguntamos “onde está o Deus de justiça?”
Ele responde “Estou chegando!”.

DEUS VEM PARA PURIFICAR


Cristo, pelo seu evangelho, purifica e reforma sua
Igreja, “Para santificá-la, purificando-a com a lavagem
da água, pela palavra,” (Efésios 5:26) e “O qual se deu a
si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e
purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas
obras.” (Tito 2:14). Cristo é o Grande Refinador que vai
purificar todos os que estão envolvidos no seu serviço.
Ele os refinará até que possa ver sua imagem neles. Como
os purificará? Ele os limpará interiormente. Não apenas
removerá as manchas exteriores, mas também as interi-
ores. Ele tirará deles, suas corrupções interiores, que os
fizeram desprezíveis e inúteis e os fará como ouro refi-
nado, valioso e útil. Deus também usará o sabão do
lavandeiro para nos lavar e limpar.
Ele nos lapidará com fogo, como a prata e o ouro
são lapidados. Essa lapidação inclui aflição e provação.
E fará isso para nos fazer um povo especial para seu
serviço. O efeito é que então seremos capazes de ofere-
cer a ele sacrifícios de justiça, para oferecer a ele uma
vida reta que o agrade. Até as nossas palavras serão
135
Lição 13 Sábado, 28 de Junho de 2008

afetadas. Não mais usaremos palavras vãs e profanas.


Quando a purificação vem, palavras vãs e maliciosas não
saem de nossa boca, apenas as que servem de edificação.

DEUS TRAZ JUSTIÇA


Podemos ter conceitos equivocados sobre a justiça
de Deus. No entanto, nenhum de nós subsistiria à sua
justiça. Perguntamos-nos por que certas pessoas têm que
morrer cedo. Desejamos saber por que pessoas vivem
na luxúria enquanto há pessoas que nem sequer tem o
suficiente para suas necessidades mais básicas. Há uma
estimativa de que os jovens usam a frase “isso não é
justo” 86 vezes por dia. Mas, se Deus se importasse com
nossas leis de justiça, então Jesus não poderia ter morrido
na cruz por nosso pecado. A justiça declara que um ho-
mem inocente não pode ser condenado à morte; não
seria justo punir alguém que não cometeu nenhum cri-
me. Não é justo um inocente ser punido pelos delitos de
outros. Eu me alegro porque Deus não sucumbiu ao
nosso conceito de justiça. Quando superamos nossa pró-
pria cegueira espiritual e vemos nosso próprio pecado,
nós deixamos de pedir justiça e humildemente clama-
mos a Deus por clemência.
O Senhor responde a questão, “Onde está o Deus
da justiça?”, dizendo, “Estarei perto de você para o jul-
gamento”.
Os feiticeiros, os que abandonam os oráculos de
Deus para consultar o pai da mentira, enfrentarão o Deus
de justiça.
Os que cometem adultério, que se chafurdam nas
luxúrias da carne, que enganam e causam sofrimento ao
seu cônjuge e filhos enfrentarão o Deus de justiça.
136
MALAQUIAS DESCREVE O JUÍZO DE DEUS
Os que juram falsamente, que profanam o nome de
Deus e afrontam sua justiça, enfrentarão o Deus de jus-
tiça.
Os opressores, que barbaramente ferem e pisoteiam
aqueles que são impotentes e lhes negam misericórdia,
enfrentarão o Deus de justiça.
Os empregadores que não pagam aos seus traba-
lhadores o que disseram que pagariam, enfrentarão o
Deus de justiça.
Todos aqueles que oprimem a viúva, o órfão e o
estrangeiro, enfrentarão o Deus de justiça.
Todos aqueles que não temem ao Senhor e outros
que têm condutas que não o agradam, enfrentarão o Deus
de justiça. Essa é a justiça que vem de Deus.

ANOTAÇÕES

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Lição 13 Sábado, 28 de Junho de 2008

DICAS PARA OS PROFESSORES

Objetivos da lição

1. Rever as palavras de Malaquias sobre os últimos dias.

2. Discutir a idéia de Deus que lapida os judeus e o significa-


do desta imagem para o cristão.

3. Motivar os participantes a rogar que venha sobre nós o


Reino de Deus.

Atividades Pedagógicas
Assistam um filme que fale sobre os últimos dias e
as idéias relatadas no mesmo.
Faça um estudo sobre o fogo do ourives e o sabão
do lavandeiro.

Revisando
Esta unidade enfatizou o modo como devemos viver
em retidão perante o Senhor.

138
COLABORADORES
MEDITAÇÕES BÍBLICAS DIÁRIAS
Leota Stevens é uma esposa e mãe adorável e participante
fiel no ministério da Igreja Batista do Sétimo Dia de
Riverside, Estados Unidos.

Paula Davis é membro da Igreja Batista do Sétimo Dia que


vive em Appleton, Estados Unidos.

Jody Mclean é membro da Primeira Igreja Batista do Sétimo


Dia de Toronto, Canadá. Ela é líder do ministério de lou-
vor e vice-presidente do ministério de jovens. Ela trabalha
para crescimento da obra na Igreja Batista do Sétimo Dia.

ENTENDENDO E VIVENDO

Don Chroniger é pastor da Igreja Batista do Sétimo Dia em


Shiloh, Estados Unidos.

Scott Hausrath pastoreia a Comunidade Evangélica


Foothill,uma Igreja Batista do Sétimo Dia na Califórnia,
Estados Unidos.

Matthew Berg é pastor da Igreja Batista do Sétimo Dia, sua


cidade natal é Yucaipa, na Califórnia. Ele cresceu sendo
membro da IBSD de Riverside.

Andrew Samuel é jamaicano e é casado com Kay, tem duas


filhas: Tsahai e Tsafiq, e serve a Deus como pastor em
Miami numa Igreja Batista do Sétimo Dia em Fort
Lauderdale, Estados Unidos.

139
OBRAS CITADAS E VERSÕES BÍBLICAS
Achtemeier, Elizabeth. New International Biblical
Commentary, Volume 17 (Novo Comentário Bíblico Internacio-
nal, Volume 17); Hendrickson Publishers, Inc., Peabody,
Massachusetts, 1996.
Brueggemann, Walter. Exile and Homecoming; a
Commentary on Jeremiah (Exílio e Retorno: um comentário
sobre Jeremias), Eerdmans, 1998.
InterVarsity. Quiet Time Bible Study (Bíblia de Estudos para os
momentos silenciosos). InterVarsity Press: Downers Grove, IL,
1995-2000.
Motyer, A.J. Exegetical & Expository Commentary on The
Minor Prophets (Comentário exegético e expositivo sobre os profe-
tas menores); Volume 3: Zephaniah, Haggai, Zechariah,
Malachi, Baker Book House, 1998.
Peterson, Eugene. Run with the Horses: the quest for life at
its Best. A Meditation on the life of Jeremiah (Corra com os
cavalos: a questão da vida. Uma meditação sobre a vida de Jeremias);
Inter-Varsity Press, 1983.
Smith, Gary. Old Testament Survey (Panorama do Antigo Testa-
mento), Evangelical Training Association, 2001.
Smith, Gary, Application Commentary: Hosea/Amos/Micah
(Comentário aplicativo de Oséias, Amós e Miquéias), Zondervan,
2001.
Waltke, Exegetical & Expository Commentary on The Minor
Prophets (Comentário exegético e expositivo sobre os profetas meno-
res); Volume 2. Baker Book House, 1993.
Walton, John H., Matthews, Victor, Chavales, Mark. The IVP
Bible Background Commentary: Old Testament (Comentá-
140
rio bíblico IVP: Antigo Testamento). Intervarsity-Press, 2000.
Watts, Romans and the People of God (Os romanos e o povo de
Deus); Editado por Sven Soderland and N.T. Wright,
Eerdman’s, 1999.
The Bethany Parallel Commentary On The Old Testament
(Comentário Betânia do Antigo Testamento), Bethany House
Publishers, 1985.
The New Bible Commentary (Novo comentário bíblico),
Eerdmans, 1970.

VERSÕES BÍBLICAS
NVI Todas as citações indicadas com a sigla NVI foram
extraídas da NOVA VERSÃO INTERNACIONAL.
Copyright 1993, 2000 da Sociedade Bíblica
Internacional. Todos os direitos reservados.
RC VERSÃO REVISTA E CORRIGIDA DE JOÃO
FERREIRA DE ALMEIDA. Rio de Janeiro: Imprensa
Bíblica Brasileira, 1967. Direitos reservados.
RA Os “Versos áureos” e as demais citações bíblicas
sem indicação da versão foram retirados da VERSÃO
REVISTA E ATUALIZADA DE JOÃO FERREIRA DE
ALMEIDA. 2ª edição. Copyright 1983, da Sociedade
Bíblica do Brasil.
NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Barrueri
(SP): Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.
BV A BÍBLIA VIVA. Segunda Edição. São Paulo:
Mundo Cristão, 2002.
LIÇÕES DO PRÓXIMO TRIMESTRE

1. Deus criou céus e Terra

2. Deus criou o ser humano

3. Abraão, Sara e Isaque

4. Abraão, Agar e Ismael

5. Isaque e Rebeca

6. Esaú e Jacó rivais

7. O sonho de Jacó em Betel

8. Jacó e Raquel

9. Esaú e Jacó se reconciliam

10. O sonho de José

11. O sonho de José acontece

12. Deus faz reservas

13. Jacó abençoa sua família


Solicita-se que as remessas de dízimos, ofertas e
outras contribuições destinadas à Conferência Batista
do Sétimo Dia Brasileira, sejam feitas através de che-
ques, ordens bancárias ou vales postais nominais, de
preferência para as seguintes agências e contas ban-
cárias:
a) BANCO DO BRASIL S. A.
Agência nº. 1622-5 de Curitiba / PR
Conta Corrente nº. 57643 -3
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira
b) BANCO BRADESCO S.A.
Agência nº. 0049-3 de Curitiba/PR
Conta Corrente nº. 153799-7
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira

As ofertas do décimo sábado de cada trimestre são


destinadas ao Conselho Missionário e devem ser de-
positadas na seguinte conta corrente:
Banco Itaú
Agência: 3703
Conta Corrente: 06312-7
Titular: Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira

Após a remessa, enviar carta ou relatório mensal em


formulário próprio ao tesoureiro geral, contendo as datas,
os valores e indicando a sua natureza: se são dízimos,
ofertas em geral ou para uma finalidade específica.

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