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MEDIDA VIDA ATIVA- TÉCNICO/A de LOGÍSTICA

MANUAL UFCD 8505 EQUIPAMENTO de ARMAZÉM

MANUAL

UFCD 8505
EQUIPAMENTO de ARMAZÉM

Mod.MVA.19
MEDIDA VIDA ATIVA- TÉCNICO/A de LOGÍSTICA
MANUAL UFCD 8505 EQUIPAMENTO de ARMAZÉM

Autor(a) Manuel José da Costa Marques Santos

2
Ano de elaboração 2015

Destinatários Formandos da modular de Equipamentos de Armazém

Gerais:
Identificar as diversas categorias de equipamentos de armazém.
Caracterizar os materiais e equipamento de armazém.
Reconhecer as boas práticas na utilização dos equipamentos.

Específicos:
Estrutura de apoio à armazenagem
- Estantaria multiposto convencional, multiposto posto móvel, compacta drive,
dinâmica push-back. Armazém automático para paletes. Armazenamento ao
solo.
Equipamentos de apoio à operação
Objetivos
- Sala de baterias. Compactadores de resíduos. Máquina de filmar paletes.
Máquina de fechar caixas. Monta-cargas.
Equipamentos de movimentação
- Porta-paletes. Stacker. Empilhador frontal. Empilhador retrátil. Order picker.
Reboque. Tridirecional
Automação
Materiais e equipamentos de armazém
- Equipamentos: Máquina de preparação. Porta palete manual. Porta paletes
elétrico, Stacker. Retrátil, Transpalete. Voice Picker.
Ferramentas: - X-ato
Boas práticas na utilização de equipamentos de armazém

Forma de organização da
Formação presencial
formação

Bibliografia S.Relvas, Warehousing, Support material - Logistics and Distribution (2008)


MOURA, Benjamin C. Logística: Conceitos e tendências. Lisboa, Portugal. Editora
Centro Atlantico, 2006, Ed.1.
Gonçalves, José Fernando. Gestão de Aprovisionamentos - teoria e prática.
Porto: Edição de autor, 1997
Gestão de Produção –Alain Courtois/Maurice Pillet/Chantal Martin – Bonnefous.
Catalogo-Geral-Sistemas-Armazenagem-ENDAL_PT_v3
Jungheinrich-catalogo-jungheinrich-portugal-633909

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ÍNDICE

Capitulo I 3

1. Introdução ................................................................................................................................................. 6
2. A Gestão de Armazém ............................................................................................................................... 7
3. Armazenamento ........................................................................................................................................ 7
3.1. Objetivos da Armazenagem .............................................................................................................. 8
3.2. Armazenagem – Vantagens ............................................................................................................... 8
3.3. Armazenagem – Desvantagens ......................................................................................................... 9
3.4. Sistema de Gestão de Armazém........................................................................................................ 9
4. Estruturas de apoio à armazenagem ......................................................................................................... 9
4.1. Estante multiposto convencional .................................................................................................... 10
4.1.1. Vantagens ................................................................................................................................ 10
4.2. Estantes convencional de profundidade dupla ............................................................................... 10
4.3. Estantes convencional - Corredores estreitos ................................................................................. 11
4.3.1. Características básicas ............................................................................................................. 11
4.4. Estanteria multiposto móvel ........................................................................................................... 12
4.4.1. Características básicas ................................................................................................................... 12
4.5. Estanteria Compacta Drive-in / Drive-through................................................................................ 12
4.5.1. Características básicas ............................................................................................................. 13
4.6. Estanteria Dinâmica push-back ....................................................................................................... 13
4.6.1. Vantagens ................................................................................................................................ 13
5. Armazém Automático para Paletes ......................................................................................................... 13
5.1. Vantagens ........................................................................................................................................ 14
5.2. Transelevadores para paletes.......................................................................................................... 14
5.2.1. Vantagens ................................................................................................................................ 14
5.3. Transelevador trilateral automático................................................................................................ 15
5.3.1. Vantagens: ............................................................................................................................... 15
6. Sistema automático de transporte para paletes ..................................................................................... 15
6.1. Vantagens ........................................................................................................................................ 16
7. Armazenagem sobre o piso ..................................................................................................................... 16
8. Equipamento de Apoio à Operação ........................................................................................................ 17

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8.1. Sala de Baterias ............................................................................................................................... 17


8.2. Compactadores de resíduos ............................................................................................................ 17
4
8.3. Máquinas de filmar paletes ............................................................................................................. 17
8.3.1. Vantagens ................................................................................................................................ 18
8.4. Monta-cargas................................................................................................................................... 18
9. Equipamento de Movimentação ............................................................................................................. 18
9.1. Porta-paletes manual ...................................................................................................................... 19
9.2. Porta-paletes elétrico ...................................................................................................................... 19
9.3. Porta-paletes Stacker elétrico ......................................................................................................... 20
9.4. Preparadores de encomenda .......................................................................................................... 20
9.5. Empilhador de braços Retrátil ......................................................................................................... 20
9.6. Empilhador Frontal .......................................................................................................................... 21
9.6.1. Empilhador Frontal elétrico ..................................................................................................... 21
9.6.2. Empilhador Frontal de combustão interna - gás, gasolina e diesel......................................... 21
9.7. Empilhador semiautomático ........................................................................................................... 21
9.8. Order Picker ..................................................................................................................................... 22
9.9. Voice Picker ..................................................................................................................................... 22
9.9.1. Voice Picker -Empilhador semiautomático.............................................................................. 22
9.10. Empilhador tridirecional .............................................................................................................. 23
9.11. Reboque....................................................................................................................................... 23
9.12. Armazenagem – Automação ....................................................................................................... 24
10. Segurança no armazém ....................................................................................................................... 25
10.1. Introdução ................................................................................................................................... 25
10.2. Elementos que compõem um armazém ..................................................................................... 26
10.2.1. Unidade de carga ..................................................................................................................... 26
10.2.2. Laje ou placa ............................................................................................................................ 27
10.2.3. Equipamentos de manutenção................................................................................................ 27
10.2.4. Estante de paletização para sistema convencional ................................................................. 28
10.2.5. Proteções ................................................................................................................................. 29
10.2.6. Unidade de carga ..................................................................................................................... 29
10.2.7. Revisão e manutenção ............................................................................................................ 30

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Capitulo II
5

1. Manual de Boas Práticas ......................................................................................................................... 30


1.1. Introdução ....................................................................................................................................... 30
2. “10 MANDAMENTOS” ............................................................................................................................. 31
3. UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS ELÉCTRICAS ................................... 31
4. UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS ........................................................................................ 32
5. TRANSPORTE /MOVIMENTAÇÃO MANUAL DECARGAS .......................................................................... 32
5.1. RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA O MOVIMENTAÇÃO MANUAL DE CARGAS ................................ 33
6. REGRAS DE LIMPEZA................................................................................................................................ 34
7. RUÍDO ...................................................................................................................................................... 34
8. EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL (EPI) ................................................................................. 35
8.1. PROTECÇÃO DA CABEÇA.................................................................................................................. 35
8.2. PROTECÇÃO DOS OLHOS E DO ROSTO ............................................................................................ 36
8.3. PROTECÇÃO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS ........................................................................................... 36
8.4. PROTECÇÃO DOS OUVIDOS ............................................................................................................. 36
8.5. PORTECÇÃO DO TRONCO ................................................................................................................ 37
8.6. PROTECÇÃO DOS PÉS E MEMBROS INFERIORES ............................................................................. 37
8.7. PROTECÇÃO DAS MÃOS E DOS MEMBROS SUPERIORES ................................................................ 37
8.8. COMO PREVENIR UM INCÊNDIO ..................................................................................................... 38
8.8.1. Classes de Fogos ...................................................................................................................... 38
8.8.2. EXTINTORES ............................................................................................................................. 39
8.8.3. REGRAS PARA EVITAR INCÊNDIO ............................................................................................. 40
8.9. REGRAS GERAIS DE SEGURANÇA ..................................................................................................... 40
8.10. HIGIENE PESSOAL ........................................................................................................................ 41
8.11. ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA........................................................................................................... 42
8.12. SINALIZAÇÃO ............................................................................................................................... 42
8.12.1. SINAIS DE EQUIPAMENTO DE COMBATE A INCÊNDIOS .......................................................... 42
8.12.2. SINAIS DE PROIBIÇÃO .............................................................................................................. 42
8.12.3. SINAIS DE ADVERTÊNCIA DE PERIGO ....................................................................................... 43
8.12.4. SINAIS DE OBRIGAÇÃO ............................................................................................................ 43

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Capitulo I
6
1. Introdução
"Armazenagem e Distribuição são imperativos para qualquer empresa". Alan Waller.
As exigências da economia global obrigam a que, atualmente, as empresas adotem um nível elevado de
flexibilidade, de forma a responder rapidamente às exigências de mercado. A flexibilidade de uma unidade
industrial envolve a relação do cumprimento dos requisitos de produção com a gestão de recursos
limitados. Esta gestão de recursos, sejam eles físicos ou humanos, revelam uma elevada importância na
performance da empresa, podendo tornar-se uma vantagem competitiva quando otimizados.
O ambiente em que as empresas operam atualmente é muito complexo e fortemente competitivo, como
tal, a aposta pela diferenciação e o estabelecimento de vantagens competitivas, são ambos pontos
essenciais para o sucesso de uma organização.
A logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a
execução de todas as atividades de uma empresa. “Wikipédia”
Desta forma, a logística de toda a respetiva cadeia de abastecimento, isto é, o planeamento estratégico de
fluxos de materiais e informação, possibilitam quando bem dimensionada, uma eficiente gestão de
recursos limitados. O papel da armazenagem é hoje em dia, fundamental para o sucesso de uma empresa.
No que diz respeito aos recursos limitados, o inventário (ou stock) pode representar a maior parcela de
preocupação para uma organização, já que material parado representa elevados custos.
É geralmente num espaço designado como armazém, que se depositam os materiais, quer matérias-primas,
produtos intermédios ou finais.
Este espaço é alvo de elevada importância em toda a logística da empresa, como tal uma correta gestão de
armazéns é uma mais-valia na cadeia de abastecimento de qualquer organização.
A armazenagem é uma das áreas mais tradicionais da logística e tem passado por profundas
transformações nos últimos anos. Essas mudanças refletem-se na adoção de novos sistemas de informação
aplicados à gestão da armazenagem, em sistemas automáticos de movimentação e separação de produtos
e até mesmo na revisão do conceito do armazém como uma instalação com a principal finalidade de
depositar produtos.

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2. A Gestão de Armazém
A gestão de armazém visa gerir as entradas e saídas de materiais do armazém, e os objetos de custo a que
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aqueles se destinam. Está relacionada com a montagem da logística de entregas e com o fluxo que
assegura a transferência dos produtos acabados para os clientes finais.

Já no que diz respeito a uma boa funcionalidade do armazém, é importante assegurar um uso eficaz da
mão-de-obra disponível, dos equipamentos e do espaço, manter a gestão e controlo da sua
operacionalidade, vigiando o valor e volume do inventário e assegurando a segurança das operações.
São competências da gestão de armazéns: a expedição imediata das mercadorias recebidas para os locais
identificados do depósito, a recolha e expedição imediata das mercadorias de forma que o nível de serviço
seja assegurado, a revisão repetida da localização dos stocks, bem como do espaço disponível para uma
utilização máxima e manutenção de todos os procedimentos operacionais e padrões relacionados que
contemplam as flutuações do negócio.

3. Armazenamento
A armazenagem é constituída por um conjunto de funções de receção, descarga, carregamento, arrumação
e conservação de matérias-primas, produtos acabados ou semiacabados. Uma vez que este processo
envolve mercadorias, este apenas produz resultados quando é realizada uma operação, nas existências em
trânsito, com o objetivo de lhes acrescentar valor. Pode-se definir a missão da armazenagem como o
compromisso entre os custos e a melhor solução para as empresas. Na prática isto só é possível se tiver em
conta todos os fatores que influenciam os custos de armazenagem.
Umas das maiores preocupações de quem trabalha na área de armazenagem é conseguir minimizar a
superfície utilizada, sem que a velocidade de expedição seja afetada, isto porque, quantos mais pedidos de
clientes forem atendidos, mais se vende e consequentemente o lucro para a empresa é maior. Esta
conciliação é cada vez mais difícil de conseguir, porque quando se procuram soluções economizadoras do
espaço, isto é, quando se tenta

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implementar medidas de aproveitamento das profundidades e das alturas, acrescem as dificuldades de


acesso aos produtos, o que faz com que a resposta aos pedidos fique comprometida.
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A qualidade de serviço, a rentabilização dos espaços nos armazéns, a gestão do stock e as novas normas
impostas pela CE, são fatores preponderantes, que incentivam as empresas a investir em soluções
informáticas. Nenhuma tecnologia permite uma resolução perfeita de todos os problemas, mas pode
ajudar a reduzir drasticamente os erros humanos e a aumentar a produtividade de todos os processos de
uma empresa logística.

3.1. Objetivos da Armazenagem


(matérias-primas, produtos intermédios ou finais)
• Cobrir diferenças de tempo e espaço entre consumidores e produtores;
• Descontos nas quantidades adquiridas e taxas de transporte;
• Maior capacidade de oferta para picos de procura, suportar as oscilações do mercado;
• Garantia da continuidade da produção;
• Necessidade de compensação de diferentes capacidades das fases de produção;
• Maximizar o uso dos espaços;
• Facilitar o acesso aos artigos do Armazém;
• Proteger e abrigar os materiais;
• Facilitar a movimentação interna do Armazém;
• Maximizar a utilização de mão-de-obra e equipamentos;
• Absorver atrasos ou problemas com qualidade no fornecimento;
• Stock de segurança;
• Absorver efeitos da sazonalidade;
• Evita perdas devidas a especulação conjuntural;
• Absorve stock excedente de produção;
• Garante o abastecimento, absorvendo flutuações e problemas de processos ou qualidade de
produtos.

3.2. Armazenagem – Vantagens


A armazenagem quando efetuada de uma forma racional poderá trazer inúmeros benefícios, os quais se
traduzem diretamente em reduções de custos. Se não vejamos (Casadevante, 1974, p. 28):
• Redução de risco de acidente e consequente aumento da segurança;

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• Satisfação e aumento da motivação dos trabalhadores;


• Incremento na produção e maior utilização da tecnologia;
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• Melhor aproveitamento do espaço;
• Redução dos custos de movimentações bem como das existências;
• Facilidade na fiscalização do processo e consequente diminuição de erros;
• Redução de perdas e inutilidades;
• Versatilidade perante novas condições.

3.3. Armazenagem – Desvantagens


Algumas desvantagens da armazenagem são segundo Krippendorff (1972, p. 24):
• Os materiais armazenados estão sujeitos a capitais os quais se traduzem em juros a pagar;
• A armazenagem requer a ocupação de recintos próprios ou alugado que se traduz em rendas;
• A armazenagem requer serviços administrativos;
• A mercadoria armazenada têm prazos de validade que têm de ser respeitados;
• Um armazém de grandes dimensões implica elevados custos de movimentações;
• Um armazém de grande porte necessita de máquinas com tecnologia

3.4. Sistema de Gestão de Armazém


Existem variadíssimas formas e equipamentos de armazenagem, desde a armazenagem por empilhamento,
as estantes para paletes de profundidade simples ou dupla, as estantes drive-in, drive-thru, push back,
sistemas dinâmicos ou automáticos. Perante tanta oferta é por vezes importante analisar qual a melhor
solução para que a tal conciliação entre o espaço e a velocidade seja conseguida.

4. Estruturas de apoio à armazenagem


Confecionados em aço os sistemas de armazenagem são equipamentos de acondicionamento, de matérias-
primas ou de produtos acabados e semiacabados, manualmente ou por equipamentos de movimentação.
Existem diversos tipos de equipamentos de armazenagem que são utilizados de acordo com a necessidade
do produto a ser armazenado e da área disponível.
Há algumas décadas atrás, o conceito de ocupação física se concentrava mais na área do que na altura. Em
geral, o espaço destinado à armazenagem era sempre relegado ao local menos adequado. Como forma a
responder rapidamente às exigências de mercado, o mau aproveitamento do espaço tornou-se um
comportamento antieconómico.

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Racionalizar a altura ocupada foi a solução encontrada para reduzir o espaço e guardar maior quantidade.
O conceito de “verticalização de cargas” tem como objetivo o máximo aproveitamento dos espaços
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verticais, contribuindo para o descongestionamento das áreas de movimentação e redução dos custos
unitários de stock.

4.1. Estante multiposto convencional


O sistema de armazenamento convencional será certamente o mais utilizado. Não só na armazenagem de
paletes mas também para grandes cargas ou mesmo pequenos volumes.
Este sistema prevê ainda a utilização de painéis modulares sobre as vigas, permitindo a construção e
alteração dos prossupostos iniciais.
Solução ótima para armazéns em que é necessário armazenar
produtos paletizados com grande variedade de referências.

4.1.1. Vantagens
Excelente controlo do stock: cada espaço corresponde a uma
palete.
Adaptável a qualquer dimensão, peso ou tamanho da
mercadoria a armazenar.
Combinável com estantes para picking manual.
Para armazenar um maior número de paletes podem instalar-se
estantes de profundidade dupla que permitem armazenar uma palete em frente da outra em cada lado do
corredor.

4.2. Estantes convencional de profundidade dupla


• Armazena um maior número de paletes.
• Só é possível ter acesso às primeiras paletes.
• Só recomendável apenas a produtos com várias paletes por referência.
• Necessita de máquinas elevadoras apropriadas com garfos telescópicos de dupla profundidade.

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4.3. Estantes convencional - Corredores estreitos


As estanterias de corredor estreito são os gigantes da estanteria convencional. Estas oferecem todas as
vantagens da estanteria convencional com alturas acima de 10 m.
A característica deste sistema de corredor estreito é a necessidade reduzida de espaço para corredores de
trabalho e as alturas de elevação extremas. As estanterias de corredor estreito são sobretudo utilizadas em
caso de espaço reduzido.

4.3.1. Características básicas


Excelente aproveitamento do espaço.
Larguras reduzidas dos corredores de trabalho.
Elevada capacidade de movimentação.
Possibilidade de atualização gradual até ao sistema totalmente automático.

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4.4. Estanteria multiposto móvel


Estanterias móveis convencional montadas sobre bases móveis.
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Motorizadas, as bases das estanterias podem ser deslocadas através de carris, formando o corredor onde
necessário.
Este princípio permite a poupança de 9 de 10 corredores de
trabalho, podendo este espaço adicional ser aproveitado
para aumento da armazenagem.
A gestão pode ser realizada de forma centralizada,
descentralizada de forma remota.

4.4.1. Características básicas


• Até menos 90% de corredores de estantes;
• Método "First in first out" possível;
• Melhor aproveitamento da área;
• Passível de mecanização;
• Para estantes de paletes, para picking.

4.5. Estanteria Compacta Drive-in / Drive-through


Na estanteria drive-in e drive-through, várias unidades de carga
encontram-se armazenadas, em profundidade na estante, sobre duas
vigas continuas.
No armazenar/recolha, deve-se respeitar um ciclo por rua, de cima
para baixo (ou vice-versa).
Os equipamentos de movimentação de carga têm a possibilidade de Drive-in
entrar nas ruas da estanteria.
No sistema drive-in a estante apenas pode ser operada de um lado (método Lifo).
Em oposição, na estanteria drive-through a mercadoria pode ser armazenada de um lado e,
simultaneamente, ser retirada do outro lado (método Fifo). Assim a capacidade de movimentação é
superior em relação à estanteria drive-in.

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4.5.1. Características básicas


• Elevado aproveitamento do espaço;
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• Particularmente adequado a armazéns sazonais;
• Empilhamento e desempilhamento independentes e estantes drive-through;
• Facilmente ampliável;
• Adequado para grandes quantidades do mesmo artigo.

4.6. Estanteria Dinâmica push-back


Este sistema é aplicável a qualquer sector da indústria ou da distribuição (alimentação, sector automóvel,
indústria farmacêutica, química, etc.)
As estantes são constituídas por uma plataforma de rolos, com uma ligeira inclinação que permite o
deslizamento das paletes, por gravidade e a velocidade controlada, até ao extremo oposto.

4.6.1. Vantagens
• Perfeita rotação das paletes (sistema FIFO).
• Poupança de espaço e tempo na manipulação das paletes.
• Eliminação de interferências na preparação de pedidos.
• Excelente controlo do stock.

5. Armazém Automático para Paletes


Máquinas que podem alcançar os 40 metros de altura e trabalhar em corredores de apenas 1,50 metros de
largura, criando armazéns de grande capacidade de carga.
Máquinas criadas para a armazenagem automática de paletes. Deslocam-se a longo dos corredores e
realizam as funções de entrada, colocação e saída de mercadorias.

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Os transelevadores são guiados por um software de gestão que coordena todos os movimentos.
A gama de transelevadores adapta-se facilmente às necessidades de cada armazém quanto à capacidade
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de carga, dimensões, altura de construção e tempos de ciclo, pelo que se cobre um vasto leque de
aplicações.

5.1. Vantagens
• Automatização das operações de entrada e saída dos produtos.
• Permitem a gestão de inventários controlados e atualizados em qualquer altura.
• Eliminam os erros derivados da gestão manual.
• Possibilidade de adequar-se a condições de trabalho especiais, como temperatura de congelação (-
30º C), humidade extrema ou prestações especiais, como a de aumentar as velocidades de trabalho
standard.

5.2. Transelevadores para paletes


Máquinas que podem alcançar os 40 metros de altura e trabalhar
em corredores de apenas 1,50 metros de largura, criando
armazéns de grande capacidade de carga.
Máquinas criadas para a armazenagem automática de paletes.
Deslocam-se a longo dos corredores e realizam as funções de
entrada, colocação e saída de mercadorias.
Os transelevadores são guiados por um software de gestão que
coordena todos os movimentos.
A gama de transelevadores adapta-se facilmente às necessidades
de cada armazém quanto à capacidade de carga, dimensões,
altura de construção e tempos de ciclo, pelo que se cobre um vasto leque de aplicações.

5.2.1. Vantagens
• Automatização das operações de entrada e saída dos produtos.
• Permitem a gestão de inventários controlados e atualizados em qualquer altura.
• Eliminam os erros derivados da gestão manual.

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• Possibilidade de adequar-se a condições de trabalho


especiais, como temperatura de congelação (-30º C),
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humidade extrema ou prestações especiais, como a de
aumentar as velocidades de trabalho standard.

5.3. Transelevador trilateral automático


O transelevador trilateral automático substitui os empilhadores
trilaterais conduzidos por um operador.
O transelevador trilateral automático automatiza o armazém de
forma rápida e económica.

5.3.1. Vantagens:
• Solução ideal para automatizar estantes convencionais até 15 m de altura.
• Sem modificar a estrutura do armazém.
• Sistema integrado de extração trilateral.
Capacidade de adaptação a qualquer armazém de paletes onde operem empilhadores manuseados por um
operário.
• Automatização económica. O investimento amortiza-se rapidamente.
• Implementação simples, tanto em armazéns novos como em pré-existentes, dado que não é
necessário modificar a estrutura do armazém.
• Diminuição dos custos com o pessoal. Permite a gestão de todos os movimentos das paletes sem
operador a bordo.
• Aproveitamento de todas as localizações dado que não tem calha superior e recolhe as paletes a
partir da cota 0.
• Redução de erros pelo facto de se tratar de um sistema automático.
• Melhoria da segurança na instalação. Os operários não trabalham dentro dos corredores, pelo que
o sistema é mais seguro e diminui o risco de acidentes.
• Baixo custo de manutenção.

6. Sistema automático de transporte para paletes

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Sistema de armazenagem semiautomático de alta densidade que


facilita a carga e descarga de mercadoria. Este faz movimentos
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internos dentro das estantes de forma autónoma, sem
necessidade de que os empilhadores entrem dentro dos
corredores da armazenagem.
O operador guia todos os movimentos através de um comando à
distância, ao qual transfere as ordens.

6.1. Vantagens
• Permite o armazenamento por acumulação de diferentes referências por módulo.
• Eficaz sistema de carga e descarga de muita precisão.
• Redução do tempo de descarga de paletes.
• Diminuição dos danos nas estantes, uma vez que os empilhadores não entram nos corredores.
• Aumento da produção, porque se consegue um incremento no fluxo de entradas e saídas.
• Compatibilidade com diferentes medidas de paletes.
• Ideal para armazéns com baixa temperatura.

7. Armazenagem sobre o piso


É bastante utilizada no armazenamento de alimentos, bebidas, eletrodomésticos e produtos de papel,
entre outros.
Nesta área, uma questão importante a ter em conta é profundidade das linhas de armazenagem, pois este
sistema de armazenagem implica uma grande utilização de espaço, ainda que, em contrapartida, não
envolva grande investimento.
Neste caso, é frequente que as linhas de armazenagem sejam
usadas com profundidades de 15,20,30 ou mais cargas.
Quando se procede à retirada de um lote de produto, durante
um ciclo, podem surgir vagas nas filas de armazenagem, não
devendo essas vagas serem preenchidas por outros lotes, até
que todas as cargas tenham sido retiradas da fila, de modo a
conseguir-se uma rotação FIFO.

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8. Equipamento de Apoio à Operação

8.1. Sala de Baterias 17

A maior parte dos equipamentos de movimentação de armazém são elétricos.


Consequentemente deverá existir lugar adequado ou sala onde se encontram os equipamentos e circuitos
para a alimentação da carga individual das baterias utilizadas nos equipamentos para a movimentação das
cargas no interior do armazém.

8.2. Compactadores de resíduos


Este procedimento define métodos e responsabilidades no
manuseamento, acondicionamento e armazenamento de resíduos,
com vista a estabelecer condições de segurança das operações e
alcançar continuamente melhorias de desempenho ambiental.
O conjunto de atividades de manuseamento, acondicionamento e
armazenagem de resíduos fazem normalmente parte das etapas de
gestão de resíduos, onde, entre as operações indicadas, existe
manuseamento e transporte.

8.3. Máquinas de filmar paletes


Devido à grande variedade de dispositivos e unidades de carga, incluindo-se
paletes, e outros, existem diversos métodos de unitização de carga, tornando
difícil distinguir se o método utilizado conduz efetivamente a um bom
desempenho nas operações de movimentação, armazenagem e transporte
Cada método corresponde a um tipo específico de unidade de carga, e a
utilização de um ou outro depende dos tipos de produtos a serem carregados e
dos sistemas de movimentação, armazenagem e transporte adotados pela
empresa.
As vantagens em trabalhar com carga paletizada são inúmeras e estão
relacionadas com todas as fases e aspetos do sistema global de distribuição. As mais importantes são:
• Redução nos custos de transporte, movimentação e armazenagem;
Diminuição nos tempos de carregamento e descarregamento.
Apesar da crescente tendência em utilizar carga paletizada e as vantagens de sua aplicação, uma empresa

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ao adotar em seu sistema a paletização deve estar consciente de que muitas mudanças são necessárias e
que existem, por outro lado, algumas desvantagens, tais como:
18
• Custo da paletização;
• Equipamentos necessários (palete e equipamentos de movimentação),
• Espaços vazios não utilizados dentro da carga
• Falta de padronização dos veículos de transporte.
Os métodos apresentam características particulares, não só no que diz respeito às vantagens e
desvantagens, mas principalmente quanto aos equipamentos de movimentação empregados e às
especificações de transporte. Dentre os métodos mais conhecidos e utilizados destaca-se carga paletizada.

8.3.1. Vantagens
• Facilidade para manusear e movimentar a carga fracionada;
• Facilidade no carregamento de veículos e na transferência;
• Redução do número de itens a ser controlado e movimentado;
• Redução do número de itens roubados ou perdidos;
• Redução danos no produto.

8.4. Monta-cargas
Transporte vertical de cargas médias no âmbito da Industria, estando
situado ao nível do solo, de forma a facilitar a introdução da carga
utilizando carrinhos de transporte, permitindo ainda o transporte dos
mesmos.
Não é permitido o transporte de pessoas.
TIPO DE ACCIONAMENTO:
• Hidráulico
• Elétrico

9. Equipamento de Movimentação
Os equipamentos de movimentação de carga são fundamentais para um bom desempenho das práticas de
armazenagem.
Há vários tipos de equipamento com tecnologia avançada que conseguem responder com eficiência,
eficácia, rapidez e segurança.

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Dentro de qualquer empresa, a escolha de equipamentos é determinante para se saber qual a melhor
maneira, as formas, as técnicas e as condições para o armazenamento.
19
Independentemente do ramo de atividade, a utilização de métodos e equipamentos eficientes tem-se
mostrado importantes aliados na busca de reduções de custo de manuseio de materiais (mercadorias),
assim como na melhoria operacional.
Os dispositivos de carga descarga e manuseio, que mesmo não se classificando como máquinas, constituem
um meio de apoio à maioria dos sistemas modernos.
Esses dispositivos constituem-se como um elemento facilitador operacionalidade de materiais
(mercadorias), para carregamento seja no transporte ou para a simples armazenagem.

9.1. Porta-paletes manual


Os porta-paletes manuais são personalizáveis tornando-os apropriados para uma
vasta lista de operações incluindo:
• Transporte horizontal;
• Recolha de encomendas;
• Carga/ descarga.
Com o objetivo de ser de fácil manuseio, permitem que os movimentos necessários
sejam realizados de forma segura, eficiente e com pouco esforço.

9.2. Porta-paletes elétrico


A gama de porta paletes elétricos inclui empilhadores para transporte de paletes
na horizontal, carga/descarga e preparação de pedidos.
Porta-paletes compactos são rápidos e poderosos, centrados na segurança e
facilidade de uso.
Disponíveis nas versões: pedestre, plataforma, operador apoiado e operador
sentado.
Tem uma grande variedade de utilizações em aplicações de transporte de materiais, incluindo armazéns e
lojas.
Trabalham eficazmente em ambientes refrigerados.

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9.3. Porta-paletes Stacker elétrico


Adequado para empilhamento, manuseamento de paletes duplas, 20

preparação de pedidos e transporte horizontal, os stackers elétricos,


estão aptos para uma ampla gama de aplicações de movimentação
de materiais.
Esta gama tem equipamentos para qualquer operação: pedestres,
com plataforma, em operador apoiado e sentado. Trabalham de
forma eficaz em ambientes refrigerados.

9.4. Preparadores de encomenda


A gama de preparadores de encomenda é concebida para responder a uma
variedade de exigências de altura, de recolha, manuseamento e capacidade de
carga, em operações de preparação de pedidos.
Altura de picking (6 a 12m)
Esta gama de preparadores de encomenda é igualmente eficaz em ambientes
refrigerados.

9.5. Empilhador de braços Retrátil


Equipamento adequado para o transporte horizontal e empilhamento no interior, tal como em armazéns,
centros de distribuição e empresas de logística.
Ideal para a movimentação de paletes.
Com elevação em altura e capacidade de carga de
diversificada este modelos de empilhadores são
apropriados para o empilhamento em bloco, drive-in, e
movimentação de cargas em comprimento e paletes.
Igualmente eficaz em ambientes frios. São programáveis.
Equipados com recursos de segurança, para uma melhor
movimentação de carga e ergonomia do operador.

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9.6. Empilhador Frontal

9.6.1. Empilhador Frontal elétrico 21

Empilhadores elétricos contrabalançados de 3 e 4 rodas é adequada para uma variedade de operações


tanto interiores como exteriores, incluindo:
• Carga e descarga de mercadorias;
• Alimentação de linhas;
• Empilhamento;
• Preparação de encomendas;
• Transporte horizontal.

9.6.2. Empilhador Frontal de combustão interna - gás, gasolina e diesel


Principalmente para uso externo, empilhadores diesel e
gás/gasolina oferecem elevada capacidade de carga.
Criado para movimentação de materiais leves, médios e
pesados.
Os Motores oferecem aceleração e velocidades de elevação
mais rápida e, aumentando a produtividade durante o
empilhamento, carregamento e descarregamento de
mercadorias, bem como funções de transporte horizontais.

9.7. Empilhador semiautomático


Permite a operação sem condutor para movimentos repetitivos de
mercadorias.
Não só aumenta a eficiência, mas também reduz o trabalho manual,
economizando custos.
Ideais para operações industriais em que percursos semelhantes são feitos
repetidamente.
Estes incluem a entrega de bens entre as linhas de produção e áreas de
armazenamento, ou entre sistemas de transporte.
O conceito de recolha de material automatizada faz com que estes empilhadores sejam adequados para
operações de alta intensidade na recolha de encomendas, tais como em centros de distribuição.

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9.8. Order Picker


A realização de pedido de encomenda ou operação de preparação de encomenda é um dos processos de
22
um armazém de logística.
Ele consiste na recolhas do artigo ou artigos em uma quantidade
especificada antes do embarque para satisfazer os pedidos dos
clientes.
É um processo básico mas de grande importância sobre a
produtividade da cadeia de abastecimento. Este procedimento
tornou-se num dos processos logísticos mais bem controlado e de
sucesso.
A encomenda é fornecida ao operário usualmente em formato papel
com o qual realiza a recolha.

9.9. Voice Picker


A tecnologia de voz usa reconhecimento de fala e síntese de voz para permitir que os trabalhadores se
comunicar com o Warehouse Management System (WMS).
Os operadores de armazém utilizam um computador wearable sem fio, auricular de ouvido e microfone,
para receber instruções por voz, e verbalmente confirmar suas ações de volta para o sistema.
O computador wearable, ou terminal de voz, comunica-se com o Software de Gerenciamento de Armazém
através de uma frequência de rádio (RF) de rede local (LAN - local área network ).

9.9.1. Voice Picker -Empilhador semiautomático


A sua utilização deverá aumentar rapidamente nos próximos anos devido aos avanços na tecnologia e
custos decrescentes para o software de voz dirigido e a computadores móveis em que é executado.

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9.10. Empilhador tridirecional


Com uma rotação do garfo de 180 graus, é um empilhador para 23

corredores estreitos principalmente para usar em corredores


guiados, mas com capacidade de movimentação livre fora do
corredor guiado.
Oferece a oportunidade de maximizar a utilização do espaço e a
capacidade de armazenagem.
Um empilhador perfeito para trabalhar em recolocação e
combinação com a recolha de encomendas a níveis altos.

9.11. Reboque
A gama de tratores de reboque proporcionam maior segurança e eficiência no transporte horizontal de
materiais e nas operações de preparação de encomendas.
Permitem que os operadores reboquem cargas paletizadas ou não.
São adequados para operações no interior e exterior, incluindo linhas de produção, logística cross dock,
aeroportos, estações ferroviárias e portos.
Existem na versão pedestre, operador apoiado e operador sentado.
Para as operações mais pesadas são usadas reboque elétricos e de motor de combustão em versões
operador sentado.

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9.12. Armazenagem – Automação


Os empilhadores para corredores muito estreitos – combinam
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o manuseamento de paletes completas com a preparação de
encomendas – estão entre os empilhadores mais avançados da
atualidade.
Oferece soluções para as operações mais exigentes, na qual
uma elevada produtividade é um requisito constante.

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10. Segurança no armazém

10.1. Introdução 25
Os conceitos de produtividade e condições de trabalho são de uso cada vez mais comum no âmbito do armazém. É
por isso que é preciso velar da forma mais estrita e rigorosa possível pela segurança com relação à manipulação das
estantes.
Assim, evitar-se-á que os agentes encarregados destas tarefas fiquem expostos a qualquer risco.
Nos armazéns onde as unidades de carga, geralmente paletizadas ou em contentores, são manipuladas por
empilhadores ou outros equipamentos de manutenção, portanto excluiremos agora os riscos decorrentes da carga
manual nos armazéns. O bom estado de conservação de um armazém de paletização facilita o trabalho que se
desenvolve no local.
Entretanto, o mau uso de qualquer um dos elementos que o compõem pode ocasionar um acidente.
Os elementos básicos que encontramos em um armazém são:
- Laje ou placa
- Unidade de carga
- Equipamentos
- Estantes.
Com o fim de evitar possíveis situações que impliquem um risco de lesões para as pessoas, além de caras
interrupções de serviço ou danos nas instalações ou mercadorias, recomenda-se adotar as seguintes
medidas:
- Prevenção: formação do pessoal no correto uso da instalação e equipamentos.
- Inspeção: comprovação constante, por parte do pessoal, de que são cumpridas todas as condições ótimas
de uso.
- Manutenção: no caso de um possível defeito ou mau funcionamento de qualquer elemento do armazém,
é preciso proceder à sua imediata correção.
O uso seguro e racional de uma instalação obtém-se com a colaboração do utilizador e dos fabricantes de
estantes e equipamentos.
Foram consideradas diversas recomendações de organismos europeus do sector (FEM - The European
Material Handling Federation, INRS - Institut national de recherche et de sécurité), a norma europeia EN
15635 “Steel Static Storage Systems - Application and maintenance of storage equipment”

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10.2. Elementos que compõem um armazém

10.2.1. Unidade de carga 26

A unidade de carga é formada pelo produto a armazenar juntamente com os elementos auxiliares dos quais
nos valemos para poder mover e armazenar tal produto (paletes e contentores).
Estas bases possuem diferentes formas e são fabricadas em distintos materiais:
- Palete de madeira
- Palete metálica ou de plástico
- Contentor
A construção de qualquer uma destas plataformas deve cumprir os seguintes requisitos:
- As especificações das normas ISO, EN.
- Ser capazes de suportar a carga depositada.
- Adequar-se ao modelo previsto no projeto original da instalação.
Para o armazenamento de unidades de carga com base de plástico ou metálicas/contentores é preciso
levar em conta algumas considerações especiais.
Estas considerações deverão ser determinadas antes do projeto e definidas com exatidão.
Provavelmente será necessário tomar algumas medidas adicionais que suportem um maior esforço de
manutenção da instalação.

Tanto o peso como as dimensões máximas das unidades de carga paletizadas devem ser definidos de
antemão.
Isto permitirá um funcionamento adequado do sistema quanto à resistência e espaço livre.
As unidades de carga podem apresentar diferentes formas, uma vez paletizada a mercadoria.

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10.2.2. Laje ou placa


É um elemento estrutural básico para o funcionamento do armazém, em cuja definição e construção é
preciso considerar:
- As características de estabilidade e de resistência devem ser adequadas para suportar as cargas
transmitidas pelas estantes e pelos equipamentos de manutenção. No mínimo o betão será do tipo C20/25
(conforme norma EN 1992) com resistência mínima de 20 N/mm².
- A planimetria ou nivelamento da laje ou placa realizar-se-á de acordo com as especificações da norma EN
15620.
A laje ou placa podem ter diversos acabamentos (betão, material betuminoso, etc.).
No caso do emprego de material betuminoso, requer-se atenção especial no design da estante.
A espessura da laje ou placa e as suas características geométricas serão adequadas para poder introduzir a
fixação das bases das estantes.

10.2.3. Equipamentos de manutenção


São equipamentos mecânicos ou eletromecânicos que realizam, mediante elevação, operações de carga e
descarga nos sistemas de armazenamento, servindo, ao mesmo tempo, para transportar a mercadoria.
Vejamos os mais representativos empregados em estantes:
- Empilhador. Com operador a bordo ou no nível do solo.
- Empilhador contrapesado. De três e quatro rodas.

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- Empilhador retráctil. Contrapesado com mastro retráctil.


- Empilhadores com grande altura. Dividem-se em trilaterais, bilaterais e order pickers.
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- Empilhadores multidirecionais ou transelevadores.
Transelevador. Para instalações automáticas. Etc.
A escolha destes elementos é fundamental para a manipulação de um armazém paletizado. Para isso é
preciso levar em conta os seguintes dados:
- Medidas,
- Corredor de manobra necessário;
- Altura máxima de elevação;
- Carga máxima de elevação;
A capacidade de um armazém depende, em grande medida, destes elementos, principalmente do corredor
de manobra e da altura de elevação.
A máquina deve ter a capacidade de carga ideal para a unidade de carga.
As dimensões dos garfos ou dos elementos implementados e acessórios devem estar em conformidade
com a unidade de carga.

10.2.4. Estante de paletização para sistema convencional


Estante metálica que, mediante elementos de elevação (empilhadores), permite armazenar vriados
produtos com acesso direto ao mesmo.
Embora esta estante tenha sido projetada basicamente para unidades de carga paletizadas, algumas vezes
será preciso implementar algum nível para carga manual.
Os componentes básicos de uma instalação convencional são:
- Bastidores: elementos metálicos verticais que suportam os diferentes níveis de carga.
- Vigas: elementos metálicos horizontais sobre os quais se deposita a carga e que juntamente com os
bastidores delimitam o nível de carga (vazio ou em alvéolo).
- Fixações: elementos metálicos para a fixação da estrutura no solo, em função do esforço que as estantes
devem suportar e das características do próprio pavimento.

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10.2.5. Proteções
São constituídas por peças metálicas fabricadas para absorver impactos durante as operações de
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manuseamento das unidades de carga. Alguns exemplos:
Proteção pilar
Utiliza-se principalmente para proteger os pilares nos corredores de trabalho.
Proteção lateral
Emprega-se particularmente para proteger os pilares das esquinas dos corredores de circulação e/ou nos
cruzamentos.
Proteção bastidor
Utiliza-se especialmente para proteger os bastidores que se situam nos corredores de circulação principais
e/ou nos cruzamentos.

10.2.6. Unidade de carga


A unidade de carga, formada pela palete ou contentor e a mercadoria, deve cumprir os seguintes
requisitos:
- Ajustar-se às medidas consideradas no projeto da estante, ou seja, não deverá superar nem o peso nem
as dimensões máximas definidas (frente, fundo e altura).
- A palete ou contentor deverá corresponder às dimensões estabelecidas no projeto e não podem
apresentar nenhum tipo de deterioração.
Consideram-se unidades de carga desconformes as que apresentam danos.
É preciso estabelecer um sistema de controlo que impeça o retorno e circulação no armazém das paletes
deterioradas.
- O conjunto deverá ser estável e compacto como resultado da distribuição e apoio ou fixação da
mercadoria (bandas, retratilização...).
- A mercadoria será distribuída uniformemente sobre a palete.

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10.2.7. Revisão e manutenção


Inspeção do sistema de armazenamento
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Conforme norma EN 15635:
Tem de haver uma pessoa responsável pela segurança do equipamento de armazenagem.
As estantes e os arredores do sistema de armazenamento devem ser inspecionados regularmente e de
forma específica para verificar se se produziu algum dano nas mesmas.
Levar-se-á a cabo um programa de manutenção adequado de todas as instalações, sendo aconselhável que
este seja realizado pelo próprio fabricante das estantes ou de acordo com o mesmo.

Capitulo II

1. Manual de Boas Práticas

1.1. Introdução
Todas as pessoas que, de uma maneira ou de outra se expõem a algum risco, podem sofrer acidente de
trabalho, mesmo aquelas que nunca sofreram um acidente.
Uma maneira de evitá-lo é ter conhecimento dos perigos que o cercam. Por isso, é necessário observar
algumas regras gerais de boas práticas.
Todo funcionário é responsável pela execução de seu trabalho, mas deve fazê-lo em condições seguras
para não prejudicar a si próprio nem os seus colegas de trabalho.
Espera-se que este Manual, a par de outras medidas, nomeadamente as campanhas de
sensibilização/formação desenvolvidas a respeito da Higiene e Segurança no trabalho, contribua para a
adoção de uma verdadeira “cultura de segurança”, por parte de todos nós.
Interiorizar uma autêntica “cultura de segurança”, significa pois, pensar e agir preventivamente e com
respeito pelo risco, em todas as circunstâncias e momentos da nossa vida. Ou seja, a segurança global
implica pensar e agir preventivamente no nosso local de trabalho, no trajeto de casa para o trabalho, e do
trabalho para casa e nas nossas habitações.
Por outro lado, recordamos que a segurança é uma tarefa a será assumida por todos os sectores da
organização e pelos diversos níveis hierárquicos.

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2. “10 MANDAMENTOS”
1 - Informar o seu superior hierárquico de toda a situação perigosa.
31
2 - Informar o seu superior hierárquico de todo o acidente ou ferimento que presenciar.
3 - Usar o equipamento de proteção exigido, para determinados trabalhos, tal como: calçado de segurança,
colete refletor, etc.
4 - Se surgir alguma dúvida no trabalho, que ponha em causa a sua integridade física ou a dos seus colegas,
parar e pedir instruções ao superior hierárquico.
5 - Evitar brincadeiras violentas e evitar distrair os outros. Andar, nunca correr.
6 - Não utilizar roupas largas ou pendentes que possam prejudicar os trabalhos ou ser motivo de acidente.
7 - Repousar apenas em locais previstos e apropriados.
8 - Não fumar fora dos locais previstos, não criar outros riscos de incêndio.
9 - Utilizar as ferramentas e os aparelhos só para os fins a que estão destinados.
10 - Obedecer aos sinais de segurança afixados.

3. UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS ELÉCTRICAS


As ferramentas manuais são a causa de grande número de pequenos acidentes nas indústrias quando
associadas pelo menos a um de três fatores:
Mau estado;
Uso errado;
Falta de EPI (Equipamento de Proteção Individual).
Assim, é necessário um controlo apertado na inspeção/manutenção, formação e uso de EPI adequado
relativamente às ferramentas manuais. Cada ferramenta está adaptada a um trabalho específico.
Uma ferramenta não adequada pode provocar acidentes.
Os acidentes provocados por ferramentas são quase sempre devidos à sua má utilização ou abandono em
locais inadequados.
Arrumar cuidadosamente as ferramentas nos locais apropriados: verifica-se a falta da ferramenta, não há
acumulação sobre a bancada e não ficam abandonadas no chão.
Verificar regularmente as ferramentas, antes do início do trabalho; escolher e usar as adequadas e
encaminhá-las para manutenção, sempre que necessário;
Ao transportar um conjunto de ferramentas, utilizar uma caixa de ferramentas com pega, um cinto-porta-
ferramentas, nunca coloque ferramentas afiadas ou pontiagudas no bolso;

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4. UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS


Antes de utilizar um equipamento ou ferramenta elétrico, confirmar que está em boas condições;
32
Utilizar os comandos e interruptores próprios. Nunca alteraras proteções;
Não abrir nem retirar as proteções isolantes dos equipamentos ou ferramentas;
Não utilizar equipamentos ou operar instalações elétricas se estas estiverem húmidas ou com os pés ou
mãos húmidas;
Verificar se a ferramenta é adequada às condições exigidas para determinados tipos de locais com riscos
especiais (por exemplo ambiente explosivo).
Quando ocorrer uma avaria no equipamento elétrico, desligar imediatamente a alimentação e/ou retirar a
ficha da tomada. A reparação deve ser feita por um técnico qualificado;
Relatar imediatamente danos, irregularidades ou avarias nos aparelhos ou instalações ao responsável pela
manutenção elétrica. Não utilizar estes aparelhos e assegurar que ninguém os utiliza, sinalizando-os
adequadamente.

5. TRANSPORTE /MOVIMENTAÇÃO MANUAL DECARGAS


Por movimentação manual de cargas, entende-se qualquer operação de elevação e de transporte de uma
carga por uma ou mais pessoas. Esta atividade, quando
desenvolvida de uma forma contínua sujeita o corpo
humano a grandes esforços, pois envolve a tensão de
muitos músculos.
Com os pés ligeiramente afastados, mantenha os
antebraços mais perto possíveis do tronco. Faça uso dos
músculos do tronco e das pernas.
Mantenha as costas o mais direitas possível e, depois levante-se, endireitando as pernas lentamente. Agora
está pronto para seguir em frente.

Tentar sempre manter as costas direitas quando estiver a empurrar


ou levar a carga.
Sempre que possível, o transporte, levantamento e a descarga
manual de objetos pesados devem ser evitados.

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5.1. RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA O MOVIMENTAÇÃO MANUAL DE CARGAS


Saber o que fazer com a carga antes de a levantar;
33
Verificar se o caminho a percorrer e o local onde vai colocara carga estão desimpedidos;
Verificar se as mãos e o próprio volume a levantar não tem óleo ou qualquer outra gordura, a fim de poder
retê-lo com firmeza.
Verificar se o piso se encontra limpo, sem lixo, gordura ou água, para que possa apoiar-se firmemente e
não se expor aquedas.
A movimentação de cargas deve ser efetuada, em zonas, em que o pavimento se encontre devidamente
nivelado e desobstruído de obstáculos, entulho, cabos e fios condutores de eletricidade.
Sempre que possível, colocar as cargas em planos elevados relativamente ao solo (antes de proceder à
elevação);
As cargas a transportar devem estar devidamente a condicionadas e simetricamente distribuídas de modo
a evitar oscilações e sobre esforços;
Procurar adaptar pegas ergonómicas na carga manuseada para facilitar o levantamento e transporte;
Se dispuser de aparelhos para levantar a carga e se estiver apto a utilizá-los, não hesite em fazê-lo;
Se efetuar transporte manual deverá levar a carga mantendo-se direito e, deste modo, estará simétrica ao
corpo e próxima de si mesmo;
Verificar se a carga tem quinas vivas ou lascas que possam magoar as mãos. Se necessário utilizar luvas
apropriadas;
• Usar técnica adequada em função do tipo de carga;
• Procurar não se curvar; a coluna deve servir como suporte;
• Quando estiver com o peso, evite rir, espirrar ou tossir;
• Evitar movimentos de torção em torno do corpo;
• Manter a carga na posição mais próxima do eixo vertical do corpo;
• Procurar distribuir simetricamente a carga;
• Transportar a carga na posição direita;
• Movimentar cargas por rolamento, sempre que possível;
• Posicionar os braços junto ao corpo;
• Inspecione as vias de circulação;
• Não tente segurar qualquer objeto que esteja em queda;
• Transporte os bidões fazendo-os rodar, empurre sempre pelo centro do bidão.

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Em conclusão, podemos dizer que a maior parte das regras relativas ao levantamento o transporte manual
de cargas, consistem no seguinte:
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Aproximar a carga do corpo;
Suportar a carga com o esqueleto;
Carregar a carga simetricamente;
Transportar a carga com o corpo direito;
Utilizar meios auxiliares de carregamento.
Para baixar a carga, devem seguir-se as mesmas regras, mas de modo inverso.

6. REGRAS DE LIMPEZA
Para manter limpo o seu local de trabalho siga os seguintes conselhos:
Os pavimentos limpos, arrumados e desimpedidos eliminam muitas das causas que originam acidentes
cujas consequências podem ser graves;
Os caminhos devem manter-se sempre desimpedidos e neles ser proibida a colocação de quaisquer
materiais que dificultem a livre e rápida circulação, quer de trabalhadores, quer de veículos de transporte;
Nas zonas de resguardo das máquinas, e de modo a não prejudicar o seu funcionamento, só deve ser
consentida acumulação de peças ou materiais que sejam necessários;
Nos degraus ou patamares das escadas também não devem ser acumulados quaisquer materiais ou peças,
pois alem de reduzirem a largura de utilização podem tombar e provocar acidentes;
Um bom plano de limpeza é essencial: consiste na remoção de todo o tipo de sujidade agarrada às
superfícies, objetos e ferramentas/equipamentos e eliminação do detergente durante o enxaguamento
final.
O chão deve estar limpo de qualquer substância que possa torná-lo escorregadio.
Limpar imediatamente os líquidos/óleos derramados. De forma a evitar quedas desnecessárias.
Não efetue a limpeza, lubrificação com a máquina em movimento.
Desligue a máquina antes de executar qualquer serviço, mesmo que isso venha acarretar perda de tempo.

7. RUÍDO
O ruído é um som indesejado ou a combinação de sons que produzem uma sensação desagradável.
O ruído acarreta (as estatísticas assim o confirmam), um risco permanente para a saúde dos trabalhadores.
O risco fundamental de uma exposição a altos níveis de ruído é a perda de audição.

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Esta exposição também provoca: transtornos de memória, de atenção, de reflexos, diminuição das
faculdades mentais e fadiga.
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O ruído pode contribuir para distúrbios gastrointestinais e distúrbios relacionados com o sistema nervoso
central (por exemplo: dificuldade em falar e problemas sensoriais vários).
A fadiga auditiva traduz-se por um abaixamento da capacidade auditiva. Essa capacidade pode no entanto
ser retomada se a exposição não for longa. Quando a exposição é longa, surge normalmente uma lesão
permanente da capacidade auditiva.O ruído pode também alterar o equilíbrio psicológico das pessoas.
Um local de trabalho ruidoso faz aumentar as tensões podendo ocasionar irritabilidade e agravar estados
de angústia.
O ruído pode controlar-se de diversas maneiras, nomeadamente:
Atuando sobre as vias de propagação;
Atuando sobre a fonte de ruído;
Utilizando equipamentos de proteção individual do indivíduo (uso de proteção auricular).
Os exames médicos periódicos de audiometria são essenciais, servindo para identificar problemas a este
nível e consequentemente procura de soluções para os minimizar. No dia-a-dia, a utilização dos dispositivos
de proteção auricular deve ser encorajada.

8. EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL (EPI)


Os equipamentos de proteção individual são dispositivos cujo objetivo é proteger o utilizador contra riscos
suscetíveis de constituir uma ameaça à sua saúde ou à sua segurança.
As proteções pessoais são elementos de uso direto sobre o corpo do trabalhador, que por si só não
corrigem o facto de risco; servem apenas como barreiras entre o perigo e o trabalhador.

8.1. PROTECÇÃO DA CABEÇA


A cabeça deverá ser adequadamente protegida perante o risco de:
• Queda de objetos pesados;
• Pancadas violentas;
• Proteção de partículas.
• A proteção da cabeça obtém-se mediante o uso de capacetes de
proteção, os quais devem apresentar elevada resistência ao impacto e á penetração.

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8.2. PROTECÇÃO DOS OLHOS E DO ROSTO


Os olhos constituem uma das partes mais sensíveis do corpo, onde os 36

acidentes podem atingir a maior gravidade.


Os olhos e o rosto protegem-se com óculos e viseiras apropriados, cujos vidros
deverão resistir ao choque, à corrosão e às radiações.
Os olhos deverão estar devidamente protegidos contra:
Produtos agressivos;
Projeções de partículas;
Irritações provocadas por gases, vapores corrosivos e fumos de soldadura;
Radiações (soldadura, corte, curto-circuito).

8.3. PROTECÇÃO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS


A atmosfera dos locais de trabalho encontra-se muitas vezes contaminada em
virtude da existência de agentes químicos agressivos tais como: gases,
vapores, neblina e poeiras.
A proteção das vias respiratórias é feita através dos chamados dispositivos de
proteção respiratória (máscaras).
Os filtros antigás (também designados por filtros químicos) destinam-se à
retenção de gases e vapores do ar.
Os filtros físicos ou mecânicos são usados na proteção contra partículas em
suspensão no ar.
Existem ainda os filtros combinados ou mistos, que se destinam à retenção de
partículas sólidas e/ou líquidas, bem como gases evapores do ar.

8.4. PROTECÇÃO DOS OUVIDOS


Falámos já anteriormente do ruído e dos malefícios que provoca
nos trabalhadores. A proteção individual para o ruído, faz-se
através de auriculares (tampões dos ouvidos) ou auscultadores.

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8.5. PORTECÇÃO DO TRONCO


O tronco é protegido através do vestuário, que pode ser confecionado em
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diferentes tecidos.
O vestuário deve ser cingido ao corpo para evitar a prisão pelos órgãos em
movimento.
Os principais riscos a evitar utilizando a proteção do corpo são:
Térmicos: calor, projeções incandescentes;
Radiações durante a soldadura;

Projeção de produtos agressivos.

8.6. PROTECÇÃO DOS PÉS E MEMBROS INFERIORES


A proteção dos pés é essencial quando existe a probabilidade de queda de
materiais, efeitos térmicos, químicos ou elétricos. Nomeadamente:
Esmagamento e traumatismo por queda de materiais;
• Perfurações da planta dos pés;
• Escorregamentos;
• Queimaduras.
Os trabalhos em meios húmidos implicam a utilização de botas de borracha de
cano alto (galochas).
No caso de queda de materiais, deverão ser usados sapatos ou botas revestidos
inferiormente com biqueiras de aço.

8.7. PROTECÇÃO DAS MÃOS E DOS MEMBROS SUPERIORES


Os ferimentos nas mãos constituem o tipo de lesão mais frequente que ocorre nas oficinas, daí a
necessidade da sua proteção.
Como dispositivos de proteção individual usar-se-ão luvas.
Elas evitam essencialmente:
Perigos mecânicos: Choques, pancadas, esmagamentos, contusões, perfurações, golpes;
Riscos térmicos: calor, projeções, frio;
Riscos químicos: contacto ou projeção de produtos perigosos.

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SÍMBOLOS EPI

8.8. COMO PREVENIR UM INCÊNDIO


O que é um incêndio?
O fogo é uma forma de combustão.
O fogo só por si não é perigoso. Os problemas começam quando se
perde o controlo do fogo e surge um incêndio.
O fogo quando não é controlado pode ser uma calamidade.

8.8.1. Classes de
Fogos

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8.8.2. EXTINTORES
Para ajudar no combate de pequenos focos de incêndio, foram criados os 39

extintores

Atenção:
Há vários tipos de extintores de incêndio, cada um contendo uma
substância diferente e servindo para diferentes classes de incêndio. Vamos
conhecê-los.

Extintor com água pressurizada


É indicado para incêndios de classe A (madeira, papel, tecido, materiais sólidos em geral).A água age por
resfriamento e abafamento, dependendo da maneira como é aplicada.
Extintor com gás carbónico
Indicado para incêndios de classe C (equipamento elétrico), por não ser condutor de eletricidade. Pode ser
usado também em incêndios de classes A e B.
Extintor com pó químico seco
Indicado para incêndio de classe B (líquido inflamáveis). Age por abafamento. Pode ser usado também em
incêndios de classes A e C.
O fogo começa sempre em pequenos focos.
Diante deste facto, é importante que algumas regras básicas sejam observadas para evitar grandes
catástrofes:
Avisar a chefia imediatamente;
Procure impedir a propagação do fogo, combatendo as chamas no estágio inicial;
Utilize o equipamento adequado de combate ao fogo;
Não hesite em usar o extintor, seguido as instruções que ele traz;
Nunca utilize água ou espuma em material elétrico.
Não use água
Em fogo de classe C (material elétrico), porque a água é boa condutora de eletricidade, podendo aumentar
o incêndio. Em produtos químicos, tais como pó de alumínio, magnésio, carbonato de potássio, pois com a
água reagem de forma violenta.

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Recomendações
Aprenda a usar os extintores de incêndio.
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Conheça os locais onde estão instalados os extintores e outros equipamentos de proteção contra fogo.
Nunca obstrua, o acesso aos extintores.
Não retire as etiquetas ou selos colocados no corpo dos extintores.
Não mexa nos extintores de incêndio, a menos que seja necessária a sua utilização ou revisão periódica.

8.8.3. REGRAS PARA EVITAR INCÊNDIO


Não use cestos de lixo como cinzeiros.
Não jogue pontas de cigarro pela janela, nem as deixe sobre armários, mesas, prateleiras, etc.
Respeite as proibições de fumar e acender fósforos em locais sinalizados.
Evite o acumulo de lixo em locais não apropriados.
Coloque os materiais de limpeza em recipientes próprios e identificados.
Mantenha desobstruídas as áreas de saída e não deixe, mesmo que provisoriamente, materiais nas escadas
e nos corredores.
Não deixar os equipamentos elétricos ligados após sua utilização.
Desligar da tomada.
Não cubra fios elétricos com o tapete.
Ao utilizar materiais inflamáveis, faça-o em quantidade mínimas, armazenando-os sempre na posição
vertical e na embalagem original.
Não improvise instalações elétricas, nem efetuar consertos em tomadas e interruptores sem que esteja
familiarizado com isso.
Não sobrecarregue as instalações.
Verifique, antes de sair do trabalho, se os equipamentos elétricos estão desligados.
Observe as normas de segurança ao manipular produtos inflamáveis ou explosivos.

8.9. REGRAS GERAIS DE SEGURANÇA


Nunca operar qualquer equipamento/máquina, se não estiver autorizado.
Todos os dispositivos de segurança foram projetados para proteger funcionários em situações de
emergências e risco. Utiliza-los sempre corretamente.
Quando estiver a executar serviço de manutenção numa máquina/equipamento:

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- Desligar sempre o quadro elétrico geral, para evitar que qualquer colega acione a máquina, sem perceber
que um outro está executar manutenção e com isso acarretar acidentes.
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O botão de segurança (STOP), que se encontra desligado (máquina parada), só deverá ser novamente
ligado, após a verificação, do porquê da máquina/equipamento estar desligada.
Quando desligar o quadro elétrico geral, pendure na porta do painel uma placa de advertência, para avisar
aos demais que se está executar serviço de manutenção;
Nunca voltar ligar uma máquina/equipamento que parou sem um motivo aparente.
Procure antes conhecer a(s) causa(s) real(is).
Um acionamento não previsto poderá causar um acidente e para se evitar isso, todos devem ser avisados,
com antecedência, de intenção de ligar a máquina/equipamento;
Antes de operar uma máquina/equipamento verifique sempre se não existem pessoas, ferramentas ou
peças ao redor/entre/sobre os seus componentes. Antes de ligar uma máquina/equipamento retirar das
proximidades da mesma todos os materiais já utilizados, ferramentas, isto é, limpe, ordene e organize.

8.10. HIGIENE PESSOAL


O conceito de higiene pessoal refere-se ao estado geral de limpeza do corpo e da roupa das pessoas.
Manter um nível adequado de limpeza pessoal ao nível do corpo, uniforme e calçado
Tenha sempre em mente que a higiene pessoal é essencial ao bem-estar geral. É preciso lembrar que os
funcionários tendem a agir em conformidade como ambiente existente na empresa: instalações limpas
incentivam as práticas de limpeza por parte de todos os que nela trabalham.
Lavagem de mãos
A lavagem das mãos deve ser frequente e de forma correta. Deve ser realizada num lavatório de uso
exclusivo para esse fim, com comando não manual.
Junto a este deverá estar disponível um sabonete líquido bactericida (ou um sabonete líquido e um
desinfetante), assim como toalhas de papel descartáveis;
Roupas e sapatos
A roupa e outro material de uso pessoal utilizado fora do local de trabalho, devem ser deixados no
vestiário. Durante o período de trabalho apenas se podem usar peças de roupa da farda.

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8.11. ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA


Manter o chão, corredores, equipamentos e pátios livres de lixo, deitar o lixo nos recipientes próprios
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conservar tudo limpo.
Mantenha as áreas destinadas para o armazenamento de latas de tintas, bidões de óleos, panos,
equipamentos, ferramentas e outros materiais, tudo na mais perfeita ordem e organização.

8.12. SINALIZAÇÃO
Durante a realização dos trabalhos, todos os trabalhadores na empresa deverão ter perfeito conhecimento
da sinalização de segurança.

8.12.1. SINAIS DE EQUIPAMENTO DE COMBATE A INCÊNDIOS


Assinala a localização de Meios de Combate a Incêndios ou sinais de direção a seguir:

8.12.2. SINAIS DE PROIBIÇÃO

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8.12.3. SINAIS DE ADVERTÊNCIA DE PERIGO 43

8.12.4. SINAIS DE OBRIGAÇÃO

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