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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO – INTRODUÇÃO A HISTÓRIA

1 - Pelo olhar do poeta, também é possível compreender determinados aspectos essenciais


para a conceituação de História. Leia, por exemplo, Carlos Drummond de Andrade:

Aconteceu há mil anos? Continua acontecendo.

Nos mais desbotados panos estou me lendo e relendo.

Ou, ainda, do mesmo autor:

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.

Com o auxílio das observações de Drummond, julgue os seguintes itens, referentes ao conceito
de História e ao ofício do historiador.

(1) Tendo por objeto o estudo do passado, a História parte das contingências da "vida
presente" para inquirir aquilo que passou.

(2) Especialmente em épocas de crise generalizada, sobressai o papel que se espera do


historiador: lembrar o que os outros esqueceram.

(3) O quarteto acima traz a ideia de que o passado é continuamente reescrito, a partir de cada
presente e de seus novos interesses, eliminando, assim, a possibilidade de a História conter
um caráter científico.

(4) A reconstrução do passado, exatamente como ele ocorreu, é o que fazem os historiadores,
independentemente de suas convicções ideológicas e pessoais.

2 - (Uece) Por muito tempo, os historiadores acreditam que deveriam e poderiam reproduzir
os fatos "tal como haviam ocorrido". Dentre as características do conhecimento histórico que
assim produziam, podemos assinalar corretamente:

a) ao privilegiarem a realidade dos fatos, os historiadores esperavam produzir um


conhecimento científico, que analisasse os processos e seus significados.

b) era uma história linear, cronológica, de nomes, fatos e datas, que pretendia uma verdade
absoluta, expressão da neutralidade do historiador.

c) como se percebeu ser impossível chegar à verdadeira face do que "realmente aconteceu",
todo o conhecimento histórico ficou marcado pelo relativismo total.

d) os fatos privilegiados seriam aqueles poucos que eram amplamente documentados, como
as festas populares e a cultura das pessoas comuns.

3 - (Enem 2010)

Quem construiu a Tebas de sete portas?

Nos livros estão nomes de reis.

Arrastaram eles os blocos de pedra?

E a Babilônia várias vezes destruída.

Quem a reconstruiu tantas vezes?


Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?

Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?

A grande Roma está cheia de arcos do triunfo. Quem os ergueu?

Sobre quem triunfaram os césares?

BRECHT, B. Perguntas de um trabalhador que lê.

Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010.

Partindo das reflexões de um trabalhador que lê um livro de História, o autor censura a memória
construída sobre determinados monumentos e acontecimentos históricos. A crítica refere-se ao
fato de que

a) os agentes históricos de uma determinada sociedade deveriam ser aqueles que realizaram
feitos heroicos ou grandiosos e, por isso, ficaram na memória.

b) a História deveria se preocupar em memorizar os nomes de reis ou dos governantes das


civilizações que se desenvolveram ao longo do tempo.

c) grandes monumentos históricos foram construídos por trabalhadores, mas sua memória está
vinculada aos governantes das sociedades que os construíram.

d) os trabalhadores consideram que a História é uma ciência de difícil compreensão, pois trata
de sociedades antigas e distantes no tempo.

e) as civilizações citadas no texto, embora muito importantes, permanecem sem terem sido
alvos de pesquisas históricas.