Você está na página 1de 4

Infração penal

 Crime/delito: reclusão/detenção
 Contravenção penal: prisão simples

Há 3 tipos de pena carcerária, são elas:


 Reclusão: pena mais grave
 Detenção: pena mais branda
 Prisão simples: delegacia de policia

O CP é dividido em duas partes:


 Parte geral: do Art. 1° ao 120. São apenas regras de como interpretar o
crime
 Parte especial: Art. 121 em diante. Definições do crime

“Nullum crimen, nulla poema sine praevia lege”.


“Não há crime sem lei anterior que a defina”.

Lei penal

Extra-ativa: A extra-atividade pode se desdobrar no tempo para frente ou


para trás, dando origem, respectivamente à ultra-atividade ou à retroatividade
 Retroatividade: dia do fato (lei antiga) → nova lei benéfica → acusado
será enquadrado na nova lei
 Ultra-atividade: dia do fato (lei antiga) → nova lei prejudicial → acusado
será enquadrado na lei antiga

“Lex Mitior” (Lei melhor)

 “Novatio legis in mellius”: nova lei benéfica para o agente


 “Abolitio criminis”: abole o crime do agente
“Lex gravior” (Lei mais grave)

 “Novatio legis in pejus”: nova lei que prejudica o agente


 “Novatio legis incriminadora: nova lei incriminadora “não era crime,
mas agora é”

Combinação de leis: tentativa de combinar leis, ou seja, a parte benéfica


de uma determinada lei revogada juntamente com a parte mais benéfica
da nova lei.
Sucessão de leis: se o crime estiver acontecendo e houver sucessão de leis
no tempo, ao fato deve ser aplicada a lei correspondente ao momento do último
ato de execução
Lei temporária: tem prazo de termino estabelecido
Ex: 24/04/17 até 17/10/17 e proibido torcer para o Corinthians pena de 15-30
anos. No dia 26/06/17, Thais foi flagrada na arena Corinthians, porém, seu
julgamento só será no dia 16/08/18. Mesmo após o termino da data de
vigência, Thais será condenada, pois lei temporária mesmo após o termino não
abole o crime, os efeitos são os mesmos
Lei excepcional: dura enquanto determinada situação esteja ocorrendo

Teoria da atividade
 Somente interessa para a lei penal no momento de ação ou omissão,
não importa o momento do resultado
Ex¹: em 10/01/18 A, um menor de idade dá um tiro em B e em 22/08/18
vem a óbito, como na data em questão A era menor, ele respondera
como tal
Ex²: em 10/01/18 A dá uma facada em B, que era criança/velho/
enfêrmo; A terá a pena agravada

Ubiquidade
 Pode se considerar tanto o lugar da ação quanto o do resultado, regras
definem qual será usado (art. 69 e 70 do CPP)
Prazo penal: pena, prisão e instituto de direito penal. Nele computa-se o dia do
início (A quo), não importando se dia útil ou não, e seu vencimento poderá
ocorrer em dia útil ou não (A quem)
Prazo processual penal: movimentação de um processo penal. Inicia-se no 1°
dia útil (A quo) seguinte e seu vencimento deverá ser dia útil

Elemento subjetivo do crime


Para haver um crime é necessário dolo ou culpa, essa regra não se aplica a
contravenção penal
 Dolo: é a vontade livre e consciente de produzir o resultado
 Dolo direito: deseja o resultado ilícito
 Dolo eventual: não desejo o resultado, porém não me importarei se
ocorrer

 Crime doloso:
 Dolo direito
 Genérico: infração prevista no código
 Especifico: tem determinada finalidade
 Dolo eventual: prevê o resultado, mas não se importa caso algo
ocorra

 Crime culposo:
 Culpa consciente: prevê que o resultado possa ocorrer, mas não
acredita que irá acontecer (atirador de faca)
 Culpa inconsciente: resultado previsível, mas não passa na
cabeça da pessoa que ocorrerá
 Imprudência: faz o que não devia. Ex limite da via 60km
indivíduo trafegando a 80km
 Negligencia: deixa de fazer o que deveria
 Imperícia: não sabe fazer. Ex tem carta A e pega um jet-
ski e atropela alguém
 Preterdolo: dolo na ação e culpa no resultado. Ex: lesão corporal
seguida de morte

“Inter criminis”

1ª fase: – idealização: planejamento de um crime


2ª fase: – preparação: exteriorização do pensamento
3ª fase: – atos executórios: é a ação; matar, roubar
4ª fase: – consumação: quando ocorre o fato pretendido
5ª fase: – exaurimento: ações após o crime
Consumação e tentativa

 Consumação: quando ocorre a realização do que foi pretendido pelo


agente
 Tentativa: quando iniciada a ação, mas não consumado por
circunstancias alheias a vontade do agente
 Tentativa perfeita: quando o agente esgota todos os atos
executórios e o resultado não ocorre por situação alheias à sua
vontade (NÃO EXISTE MAIS ATOS A SER DESENVOLVIDOS)
Ex: errar todos os tiros
 Tentativa imperfeita: o agente não esgota todos os atos
executórios e o resultado não ocorre por situação alheias à sua
vontade (EXISTE MAIS ATOS A SER DESENVOLVIDOS)
 Ex: efetuar o primeiro disparo, mas em seguida acaba sendo
desarmado
 Desistência voluntária: o agente inicia os atos executórios, mas o
mesmo não dá sequência a sua conduta por sua livre vontade
 Arrependimento eficaz: ocorre quando o agente esgota todos os atos
executórios disponíveis, mas posteriormente pratica novos atos visando
impedir o resultado. Só ocorrera o arrependimento eficaz caso consiga
evitar ou reverter a ação tentada, caso não consiga irá responder por
crime consumado
 Arrependimento posterior: só pode acontecer em crimes praticados
sem violência ou grave ameaça, desde que o agente repare o dano ou
restitua a coisa até o recebimento da denúncia ou da queixa. Trata-se
de situação na qual o crime já foi consumado, mas se for possível a
reparação o agente terá em seu benefício a causa obrigatória de
diminuição da pena de um a dois terços.

Denúncia ou queixa
São petições iniciais de ações penais, todos os processos são iniciados com
um “pedido” que será inicial
 Denúncia: ação penal pública (petição inicial redigida pelo MP)
 Queixa: ação penal privada (petição inicial redigida pela vítima)
 Crime impossível: caso o meio de execução for absolutamente ineficaz