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CASO WTF CORPORATION

COMO FAZER AS PROJEÇÕES FINANCEIRAS


DAS PLANILHAS 6 E 7

Objetivo:
Fazer um estudo de viabilidade econômica da WTF Corporation comprar a empresa-objeto (estudada
nas planilhas 1 e 2), comprando as suas ações (planilha 3) e fazendo investimentos complementares
(planilha 4), para dois cenários: um cenário favorável (planilhas 5 e 6), denominado de “moderado”, e
outro cenário mais pessimista (planilhas 5 e 7), denominado “conservador”.

Como fazer as planilhas 6 e 7:


De nada adianta você ler o tutorial abaixo se você não reler todas as questões do Roteiro de Aprendiza-
gem, disponível ao final do enunciado do Caso WTF Corporation e a planilha 5. Não adianta nem tentar:
 Células H8 e H9: Apurando a taxa mínima de atratividade (TMA), conforme orientações (planilha 5);
 Células H16 a H18: Determinando indicadores econômicos que definem o cenário;
 Células H23 e H24: Buscando correlações matemáticas do capital de giro anual ou dos investimentos
estratégicos em gastos de capital (compra de Imobilizado e Intangível) com a receita de vendas ou o
fluxo de caixa operacional (FCO) do próprio ano, nos anos anteriores, ou mesmo com relações per-
centuais de crescimento anual, que favoreça projetar esses valores para o futuro (células U12 a Z13);
 U27: Definir um percentual, coerente com o histórico da empresa, de crescimento anual do fluxo de
caixa operacional (FCO) futuro, que ajudará a definir os valores para os próximos 5 anos (células U11
a Z11);
 U28: Estabelecer um fator de crescimento anual (g) da perpetuidade com crescimento, do fluxo de
caixa livre (FCL), a partir do 6º ano de projeção (célula Y34) – em geral, as empresas trabalham aqui
com um percentual médio de crescimento do PIB do país (ou o PIB do setor da empresa) –, que aju-
dará a projetar o fluxo de caixa livre (FCL) do 6º ano de projeção (célula AA21);
OBS.: Os analistas de mercado gostam de trabalhar com fator entre 2% e 3% ao ano.
 U11 a Z11: Projetar os valores do fluxo de caixa operacional (FCO) para os cinco próximos anos, estu-
dando o comportamento desse valor no passado (R11 a T11) – pode-se trabalhar com o fator fixo,
determinado em U27;
 U12 a Z12: Projetar as necessidades futuras da empresa de investir em Imobilizados e Intangíveis
(gastos de capital), de acordo com critérios estabelecidos pelos alunos – você pode ou não usar o va-
lor que você estabelecer para U23;
 U13 a Z13: Projetar as necessidades de aporte de capital de giro a cada ano, resultado do crescimen-
to futuro das vendas da empresa – dentre várias formas que isso pode ser calculado, a critério do
aluno, pode-se usar o valor que você achar em U24;
 U6 a Z6: São os 5 anos futuros de projeções de resultados, enumerados de “0” a “5”;
 AA6: É o primeiro ano da perpetuidade com crescimento;
 U16 a Z21: São os valores a serem investidos pela WTF Corporation para comprar a participação aci-
onária majoritariamente votante da empresa-objeto (definida na planilha 3) e os investimentos com-
plementares de adequação da empresa-objeto à forma de agir da WTF (definida na planilha 4);
 U25 a Z25: São os respectivos valores presentes, para a data zero, do fluxo de caixa livre (FCL) proje-
tado para os anos “0” a “5” (células U21 a Z21), pelos respectivos prazos (células U6 a Z6), quando
aplicadas à TMA (célula H10);
OBS.: Cada célula da linha 25 será o valor presente do respectivo valor na linha 21 – use a função fi-
nanceira do Excel de “VP” (valor presente):
=VP(taxa;per;pgto;-vf;tipo), que você preencherá com: U25=VP($H$10;U6;0;-U21;0)
 U28: É o valor presente de todos os fluxos de caixa livre descontado (células U21 a Z21);
 U36: É o valor presente (para a data “0”) do valor presente (para a data “5”) da perpetuidade com
crescimento (célula Y34) dos fluxos de caixa livre a partir do 6º ano.
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Perpetuidade com crescimento:
Este conceito é aplicável na projeção futura de resultados da empresa, por dois motivos. Primeiro, por-
que o grande objetivo de uma organização é gerar valor, ou seja, crescer economicamente. Segundo,
porque existe um princípio jurídico (englobado pela Contabilidade e as Finanças internacionais) de que
uma empresa nasce e é legalizada com o intuito de não falir, ou seja, durar para sempre. Juntando-se os
dois conceitos, temos que uma empresa deve crescer para sempre.

Perpetuidade com crescimento do Fluxo de Caixa Livre (FCL):


Se a empresa vai durar para sempre e, ao buscar todos os anos o crescimento econômico, espera-se,
então, que o seu fluxo de caixa livre (FCL) crescerá em perpetuidade todos os anos:
 Fórmula da Matemática Financeira para fluxos em perpetuidade com crescimento:
PV = P1 / ( i – g )
Em que: PV é o valor presente, na data “0”;
P1 é o valor inicial esperado para receber na data “1”;
i é a taxa de juros de remuneração da operação financeira;
g é a taxa de crescimento anual, iniciada sobre o valor de “P1”, de forma cumulativa.
 Como já projetados os valores dos fluxos de caixa livre (células U14 a Z14), para os primeiros 5 anos
de análise, cabe-nos, agora, estabelecer como esse fluxo de caixa livre (FCL) vai crescer a partir do 6º
anos até a eternidade (N = ∞). Isso ocorrerá com a aplicação da teoria da perpetuidade com cresci-
mento;
 Logo, algumas adaptações à teoria devem ser feitas:
Partindo-se da fórmula geral: PV = P1 / ( i – g )
Vamos identificar cada expressão da fórmula acima, aplicando a nossa planilha 6:
 “P1” é o primeiro ano em que a perpetuidade do fluxo de caixa livre se inicial, ou seja, o fluxo de
caixa livre para o ano “6” – FCL6;
 “PV” será o valor presente da perpetuidade um ano antes do seu início, ou seja o valor presente
no ano “5” – PV5;
 “i” será a taxa de juros de interesse da WTF Corporation – ou seja, a TMA;
 “g” será a taxa de crescimento da perpetuidade, iniciada em FCL6 – ou seja, g ou o valor que o
aluno definiu para a calula H28.
 Dessa forma, teremos: PV5 = FCL6 / ( TMA – g )

O que fazer com o PV5:


Mas esse valor de “PV5” (célula Y34) é o fluxo de caixa livre para a perpetuidade, tendo como base o 5º
ano (um ano antes do início da perpetuidade). Ou seja, ele ocorre no 5º ano. Então, é preciso fazer duas
coisas com esse valor:
 Corrigir um período para a frente (N = 6), para colocarmos seu valor como o fluxo de caixa livre que
vai ocorrer no 6º ano (célula AA21);
OBS.: A planilha já faz isso automaticamente.
 Trazê-lo a valor presente, para a data “0”, para acharmos o valor presente líquido (célula U36);
OBS.: Em U36, teremos: U36 =Y34/(( 1 + TMA )^Z6).

Indicadores de Viabilidade Econômica:


São os instrumentos que vão permitir concluir se o projeto é ou não economicamente viável. Para que
um projeto seja economicamente viável, deve ocorrer os três fatores abaixo, simultaneamente:
 Valor presente líquido (VPL) ≥ R$ 0,00;
 Taxa interna de retorno (TIR) ≥ taxa mínima de atratividade;
 Retorno econômico (R/E) ≥ 0%.

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Como Calcular os Indicadores de Viabilidade – planilhas 6 e 7:
Tecnicamente, devemos comprovar para a WTF Corporation se investir bilhões de reais em uma grande
empresa do varejo nacional é ou não viável economicamente, preenchendo os valores dos indicadores
de viabilidade (células U39, U40 e U41):
 U39: é o VPL do projeto, resultado da soma dos valores de “A” (célula U28) e de “B” (célula U36);
 U40: é a TIR do projeto, calculado usando a função financeira do Excel da “TIR”, com base no fluxo de
caixa livre (FCL) projetado para os 5 primeiros anos e mais a perpetuidade (células U21 a AA21):
U40 = TIR(U21:AA21;0)
 U41: é o R/E do projeto, dividindo o VPL encontrado (célula U39) pelo total do investimento (célula
U21) em módulo:
U41 = U39/-U21

Como Concluir as Planilhas 6 e 7:


Repita os procedimentos anteriores para ambas as planilhas. A diferença é que a Planilha 7 (cenário
“conservador”) devem ter valores menos favoráveis do que a Planilha 6 (cenário “moderado”). Isso po-
de ser feito ajustando dois ou três aspectos a partir dos cinco tópicos abaixo:
 H9: Aumentando um pouco o valor do prêmio de risco que conduz à TMA, na planilha 7;
 H16 a H18: Colocando valores menos favoráveis na Planilha 7 do que na Planilha 6;
 H27 e H28: Colocando valores menores na Planilha 7 do que na Planilha 6;
 U11 a Z13: Projetando valores menores na Planilha 7 do que na Planilha 6.
 U39 a U41: Recalculando os indicadores de viabilidade econômica para ambas as planilhas.

Como Construir o Parecer Técnico:


Reserve 2 horas para esta tarefa. Quando concluir as Planilhas 6 e 7, você vai responder aos questioná-
rios que têm logo abaixo dos quadros de projeção, nas respectivas planilhas. Depois, vai reler as Plani-
lhas 5, 6 e 7, fazendo anotações relevantes. Por fim, você vai abrir um arquivo de Word, onde vai redigir
o seu texto conclusivo do trabalho realizado no Excel, lendo as dicas da Planilha 6. Sugere-se, após ter-
minado, que se faça uma rigorosa revisão ortográfica – isso diz muito de um bom profissional. Há alunos
que recorrem a ajuda de amigos, familiares e até a ex-professores para fazer essa revisão, sem ônus.

Qual é a Entrega Final do Projeto:


A entrega final do projeto, a ser postado na plataforma até a data estabelecida pelo professor, é com-
posta de dois arquivos:
 O arquivo de Excel (xls ou xlsx) totalmente preenchido;
 O arquivo em Adobe Reader (pdf) com o seu parecer técnico, tendo uma ou duas páginas.

O Que Pode Dar de Errado:


Várias coisas podem dar errado: não estudar a matéria previamente, em especial, os tópicos sobre aná-
lise de viabilidade econômica e perpetuidade com crescimento, preencher de forma errada as planilhas
do Excel, não ler o material adequadamente, atuar como um(a) mero(a) preenchedor(a) de planilhas
etc.. Mas, talvez, o maior risco seja, nas Planilhas 6 e 7 fazer com que os valores projetados de fluxo de
caixa livre dos ano 1 a 6 (células V21 a AA21) fiquem negativos. Ora, se o FCL futuro for negativo, o ne-
gócio não vai gerar valor econômico, logo, o projeto será economicamente inviável. Portanto, ao proje-
tar os valores de gastos de capital (células U12 a Z12) e de capital de giro (U13 a Z13), juntos, não so-
mem mais do que o respectivo valor do fluxo de caixa operacional (células U11 a Z11). Mas, atenção:
mesmo que fique positivo, não quer dizer que o projeto será viável, nem que seu trabalho está errado!

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Você será um(a) profissional de sucesso:
Para isso, deve aceitar desafios acadêmicos que ajudam na sua evolução técnica,
aprimoram a sua forma de pensar e modificam para sempre o seu ser.
O sucesso está ali, na frente.
Vá de encontro a ele!
Somente a educação superior favorece a mobilidade social e
a evolução técnica diferenciada do cidadão