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Aula 06

Noções de Criminalística p/ ITEP-RN (Nível Médio e Superior) - Com videoaulas

Professor: Alexandre Herculano


Criminalística p/ o ITEP - RN
Parte Específica - Teoria e Exercícios
Prof. Alexandre Herculano Aula 06

Aula 06: Local de morte provocada por asfixia.

SUMÁRIO PÁGINA
1. Apresentação 1
2. Local de morte provocada por asfixia 1
3. Questões propostas 13
4. Questões comentadas 16
5. Gabarito 24

1. Apresentação

Olá, meus amigos!

Esta aula é bem parecida com a aula de Asfixiologia Forense de

Medicina Legal. Entretanto, vamos ver alguns pontos voltados mais para

criminalística e vamos fazer outras questões de concursos anteriores!

Vamos lá!

2. Local de morte provocada por asfixia.

A asfixia, sob o ponto de vista médico-legal, é a síndrome

caracterizada pelos efeitos da ausência ou baixíssima concentração do

oxigênio no ar respirável por impedimento mecânico de causa fortuita,

violenta e externa em circunstâncias as mais variadas. Ou a

perturbação oriunda da privação, completa ou incompleta, rápida ou

lenta, externa ou interna, do oxigênio.

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As definições, propostas pelos doutrinadores sobre a asfixia, são

diversas: A mais simples citadas por especialistas criminais é a de Ernesto

Lopes, que menciona ser a interrupção da respiração. Entretanto,

precisamos saber as diversas modalidades de morte por asfixias que

podem ser classificadas das seguintes formas:

✓ Estrangulamento;

✓ Enforcamento

✓ Esganadura;

✓ Sufocamento;

✓ Soterramento;

✓ Afogamento.

Ao chegar em um local de morte violenta por asfixia o perito

criminal vai se atentar aos fatores extrínsecos. Assim, os sinais

encontrados são numerosos e variáveis. Vajamos os principais sinais

externos:

✓ Manchas de hipóstase - são precoces, abundantes e de

tonalidade escura, variando essa tonalidade, nas asfixias por

monóxido de carbono quando essas manchas assumem uma

tonalidade rósea;

✓ Congestão da face – é um sinal mais constante, alcançando

maior frequência em tipos especiais de asfixias, principalmente

na compressão torácica, dando em consequência a máscara

equimótica da face – conhecida como máscara equimótica de

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Morestin ou como cianose cervicofacial de Le Dentut,

proveniente da estase mecânica da veia cava superior;

Deve-se fazer a diferença entre congestão da face e manchas de

hipóstase por posições especiais do cadáver, como nos afogados que,

submersos, ficam de cabeça para baixo.

✓ Equimoses da pele e das mucosas - na pele, são

arredondadas e de pequenas dimensões, não ultrapassando as

de uma lentilha, formando agrupamentos em determinadas

regiões, principalmente na face, no tórax e pescoço, tomando

tonalidade mais escura nas partes de declive;

As equimoses das mucosas são encontradas mais frequentemente

na conjuntiva palpebral e ocular, nos lábios e, mais raramente, na

mucosa nasal. O mecanismo de aparecimento dessas equimoses é

explicado através da queda do sangue pela gravidade aos planos mais

baixos do corpo e pelo peso da coluna sanguínea que rompe os capilares,

extravasando-se nos tecidos vizinhos.

Essas equimoses são muito importantes para o diagnóstico post

mortem da asfixia mecânica, mesmo que elas possam surgir em

outras formas de morte.

✓ Fenômenos cadavéricos - nas asfixias mecânicas, em geral,

alguns fenômenos cadavéricos se processam de forma

diferente: os livores de decúbito são mais extensos, mais

escuros e mais precoces; o esfriamento do cadáver se verifica

em proporção mais lenta; a rigidez cadavérica, mesmo sendo

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mais lenta, mostra-se intensa e prolongada; e a putrefação é

muito mais precoce e mais acelerada que nas demais causas

de morte;

✓ Cogumelo de espuma - é formado de uma bola de finas

bolhas de espuma que cobre a boca e as narinas e se continua

pelas vias respiratórias inferiores. É mais comum nos

afogados, mas pode surgir em outras formas de asfixias

mecânicas, no edema agudo do pulmão e nos casos de morte

precedida de grandes convulsões;

✓ Projeção da língua e exoftalmia - são achados comuns nas

asfixias mecânicas, mas não esquecer que os cadáveres

putrefeitos na fase gasosa ou enfisematosa também

apresentam exoftalmia e projeção da língua, mesmo sem ter

nenhuma relação com a morte por asfixia.

Morte por Estrangulamento

Nesse tipo de morte, temos uma corda ou laço acionado por força

diversa que não seja o peso da vítima, como ocorre no enforcamento.

Apresenta, conforme aprendemos em Medicina Legal, um sulco produzido

pelo laço que é de orientação horizontal ou ligeiramente oblíquo.

O acidente e o suicídio nesta modalidade são mais raros. No

suicídio é sempre por “torniquetes” ou outro artifício que mantenha a

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pressão do laço, pois o indivíduo perde a consciência. Mais comum é o

estrangulamento-homicídio, principalmente quando a vítima é inferior

em forças ou é tomada de surpresa. Constitui uma forma, não muito rara,

de infanticídio. Há também o estrangulamentosuplício, utilizado pelo

carrasco, nas sentenças por “garrote”.

O estrangulamento é sempre executado com o auxílio de um laço,

que pode ser mole (lenço, gravata), semiduro (cinto, corda) ou duro

(arame, fio elétrico). Ele é acionado em redor do pescoço, em forma de

alça, e movido pela força muscular do autor, cuja constrição é em sentido

transversal e alcança toda a circunferência do pescoço.

Todavia, há formas atípicas de estrangulamento, como no

chamado “golpe do pai Francisco”, em que o laço passa pela parte

anterior do pescoço da vítima, sendo ela puxada às costas do agressor.

Ou, ainda, em situações em que o laço também passa pela parte anterior

do pescoço e a vítima é atraída à força contra grades ou é arrastada, por

exemplo. Nestes casos o sulco é oblíquo, descontinuo e supra-hióideo.

Este é o chamado estrangulamento atípico por alça de “laço aberto”.

A experiência demonstra que, embora em situações não tão raras,

é possível o estrangulamento através da constrição do pescoço pela ação

do braço e do antebraço sobre a laringe, conhecida como “golpe de

gravata”.

Morte por Enforcamento

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O enforcamento é uma modalidade de asfixia mecânica que se

caracteriza pela interrupção do ar atmosférico até as vias respiratórias,

em decorrência da constrição do pescoço por um laço fixo, agindo o peso

do próprio corpo da vítima como força ativa.

Em caso de morte ocorrida por enforcamento, o perito poderá

constatar os seguintes vestígios extrínsecos, os quais formam o quadro

sintomático do fato:

✓ O laço é acionado pelo próprio peso da vítima;

✓ O sulco produzido pelo laço se apresenta oblíquo, de baixo

para cima, interrompido ao nível do nó e com bordas

desiguais, sendo o bordo superior e saliente.

O perito ao chegar num local de morte violenta por enforcamento

ele poderá encontrar o corpo suspenso de forma completa ou incompleta

e vai perceber a vítima com cianose facial, com protusão da língua.

Há certas formas de enforcamento, como no suicídio e no suplício,

que seguem uma orientação mais ou menos determinada, devendo-se

considerar: a natureza e disposição do laço, o ponto de inserção superior

e o ponto de suspensão do corpo.

O laço que aperta o pescoço pode ser de várias naturezas:

cordas, cintos, fios de arame, lençóis, punhos de rede, gravatas,

correntes, arames, cortinas e até ramos de árvores. Sua consistência

varia entre os chamados duros, moles e semirrígidos. Lençóis, cortinas e

gravatas formam os laços moles; cordões, cordas, fios de arame, os

duros; e cintos de couro, os semirrígidos.

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Morte por Esganadura

Esganadura é um tipo de asfixia mecânica que se verifica pela

constrição do pescoço pelas mãos, ao obstruir a passagem do ar

atmosférico pelas vias respiratórias até os pulmões.

É sempre homicida, sendo impossível a forma suicida ou


==b739f==

acidental.

A esganadura vem sempre acompanhada de outras lesões,

principalmente as traumáticas, provenientes de outras agressões como

ferimentos na região posterior da cabeça, equimoses em redor da boca,

escoriações nas mãos e nos antebraços, todas elas decorrentes da luta e,

por isso, chamadas de lesões de defesa.

Vocês, ao chegar num local de crime, vão perceber os sinais

externos a distância, como: a congestão da face, congestão das

conjuntivas, equimoses punctiformes da face e do pescoço.

Além disso, vão visualizar os sinais externos locais. Os mais

importantes são as escoriações produzidas pelas unhas do

agressor, teoricamente de forma semilunar, apergaminhadas, de

tonalidade pardo-amarelada, conhecidas como estigmas ou marcas

ungueais. Podem também ter a forma de rastros escoriativos. Se o

criminoso usou a mão direita, aparecem essas marcas em maior

quantidade no lado esquerdo do pescoço da vítima. Além delas, podem

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ser encontradas pequenas equimoses arredondadas produzidas pelas

polpas dos dedos.

Morte por Sufocamento

A sufocação é a modalidade de asfixia mecânica produzida pelo

impedimento da passagem do ar respirável por meio direto ou indireto de

obstrução.

Por meio direto, entendem-se os casos devidos à oclusão dos

orifícios ou dos condutos respiratórios, e por meio indireto, a

compressão do tórax e a sufocação posicional.

Na sufocação direta, existem as seguintes modalidades:

✓ Sufocação por oclusão da boca e das fossas nasais - é

quase sempre de caráter criminoso e há necessidade de

acentuada desproporção de forças entre a vítima e o agente;

✓ Sufocação direta por oclusão das vias respiratórias -

acontece na obstrução dos condutos aéreos por corpos

estranhos, impedindo a passagem do ar até os pulmões. É

mais frequente nos acidentes, mais rara no suicídio e

mais difícil no homicídio.

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Já na sufocação indireta, a compressão, em grau suficiente, do

tórax e abdome impede os movimentos respiratórios, levando, em

consequência, à asfixia.

É sempre acidental ou criminosa. Conhecida também como

“congestão compressiva de Perthes”.

Um dos sinais mais importantes é a máscara equimótica da face,

também conhecida como congestão cefalocervical ou máscara equimótica

de Morestin, produzida pelo refluxo sanguíneo da veia cava superior em

face da compressão torácica.

Morte por Soterramento

O soterramento é uma forma de asfixia mecânica motivada por

obstrução das vias respiratórias por terra ou substâncias pulverulentas. É,

na sua maioria, acidental e, muito raramente, homicida ou suicida, sendo

a situação mais frequente o desmoronamento ou o desabamento.

O diagnóstico se faz pelo estudo dos comemorativos e do local,

pela presença de substâncias estranhas, sólidas ou semissólidas,

principalmente pulverulentas, no interior das vias respiratórias, na boca,

no esôfago e estômago e, ainda, pelos sinais gerais de asfixia.

A presença desse material estranho nas vias respiratórias e

digestivas é do mais alto valor no diagnóstico, porque depende

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essencialmente do ato vital de respiração e deglutição, não podendo,

portanto, introduzirem-se tais substâncias post mortem.

Morte por Afogamento

O afogamento é um tipo de asfixia mecânica, produzido pela

inserção de um meio líquido nas vias respiratórias, impedindo a passagem

do ar até os pulmões.

Sempre que se retira um cadáver de dentro da água ou que se

supõe ter estado nela, muitas são as questões que se podem

levantar, como: a identificação da vítima, se a morte foi por

afogamento, se ela estava viva ou morta antes de entrar na água, se sua

causa de morte foi devida ao afogamento ou teve morte natural ou

violenta dentro ou fora da água, se a morte foi por inibição, se houve

outras causas tóxicas ou medicamentosas que tenham dificultado a

sobrevivência na água, quanto tempo passou submerso o corpo, entre

outros.

O afogamento pode ser acidental, suicida ou homicida.

O afogamento-acidente é mais comum em indivíduos que,

ousadamente, penetram em águas de grande profundidade, ou por

imprevistos como convulsão, luxação, mal-estar e traumatismo de

cabeça.

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O afogamento-homicida é muito raro, a não ser que a vítima seja

muito inferior em forças ao agressor.

O afogamento-suicida é menos frequente que o acidente, e se

mostra muitas vezes com características verdadeiramente estranhas, para

dissimular tais gestos, como, por exemplo, amarrar as pernas ou os

braços. Do nosso ponto de vista, o suicídio típico por afogamento é

teoricamente quase impossível.

A vítima não suportaria a angústia e o sofrimento da asfixia lenta.

Tentaria, a todo custo, a respiração. O que se verifica comumente é o

suicídio-acidente, isto é, depois de o indivíduo procurar a morte e

faltando-lhe as condições de sobrevivência, terminaria por afogar-se. De

início, a tentativa de suicídio e, depois, o acidente.

A morte por afogamento geralmente passa por três fases ou

períodos: fase de defesa, fase de resistência e fase de exaustão.

Ao chegar no local de morte violenta por afogamento, o perito vai

encontrar os seguintes sinais externos:

✓ Temperatura baixa da pele - os cadáveres dos afogados

baixam a temperatura mais rapidamente devido ao equilíbrio

térmico mais fácil no meio líquido. Esse sinal só não tem

valor se o cadáver for retirado imediatamente da água;

✓ Pele anserina - também chamada vulgarmente de “pele de

galinha”, é ocasionada pela contração dos delicados

músculos

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✓ Retração do mamilo, do saco escrotal e do pênis- tem o

mesmo significado da pele anserina;

✓ Maceração da epiderme - localiza-se principalmente nas

mãos (mãos de lavadeira) e nos pés devido à maior

espessura da epiderme. De início, a epiderme se apresenta

grossa, enrugada e de tonalidade esbranquiçada, depois

destaca-se como se fossem verdadeiros dedos de luva,

inclusive desprendendo-se junto com as unhas

Vamos, agora, fazer algumas questões. Espero vocês na próxima

aula!

Grande abraço e bons estudos!

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Questões propostas

1) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

As manchas de hipóstase nas asfixias são precoces, abundantes e de

tonalidade escura, variando essa tonalidade, nas asfixias por monóxido de

carbono quando essas manchas assumem uma tonalidade rósea.

2) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Nas asfixias mecânicas é

possível estabelecer um cronograma de suas diversas fases.

Marque a opção correta.

A) 1ª fase é também conhecida como “fase cerebral”.

B) 2ª fase é chamada de “respiratória”.

C) 3ª fase é também chamada da “parada cardíaca”.

D) 4ª fase conhecida como “fase de excitação cortical e medular”.

3) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

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A classificação de Afrânio Peixoto é a que mais se aproxima do critério

médico-legal, dividindo as asfixias mecânicas em três grupos distintos,

são elas: asfixias puras; asfixias complexas e asfixias mistas.

4) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

O confinamento é um tipo de asfixia mecânico-complexa, caracterizado

pela permanência de um ou mais indivíduos em um ambiente restrito ou

fechado, sem condições de renovação do ar respirável, sendo consumido

o oxigênio pouco a pouco e o gás carbônico acumulado gradativamente.

5) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

Na asfixia por monóxido de carbono encontramos tonalidade rósea da

face, manchas de hipóstases claras, pulmões e demais órgãos de tom

carmim, sangue fluido e róseo, putrefação tardia e, finalmente, os

comemorativos da morte.

6) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Trata de uma modalidade

de asfixia mecânica que se caracteriza pela interrupção do ar

atmosférico até as vias respiratórias, em decorrência da

constrição do pescoço por um laço fixo, agindo o peso do próprio

corpo da vítima como força ativa.

A) Enforcamento

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B) Estrangulamento

C) Empalamento

D) Esganadura

7) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

Na sufocação direta temos a compressão, em grau suficiente, do tórax e

abdome impede os movimentos respiratórios, levando, em consequência,

à asfixia.

8) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) É preciso saber que o

enforcamento passa por três períodos. São características do

primeiro período, EXCETO.

A) sensação de calor

B) excitação do corpo

C) zumbidos

D) sensações luminosas na vista

9) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

Há casos de asfixia em que o indivíduo, ao tocar na água, morre por

inibição, constituindo os afogados brancos de Parrot, ou afogados secos.

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Questões Comentadas

1) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

As manchas de hipóstase nas asfixias são precoces, abundantes e de

tonalidade escura, variando essa tonalidade, nas asfixias por monóxido de

carbono quando essas manchas assumem uma tonalidade rósea.

Comentários:

Isso mesmo! São as características das manchas de hipóstase no caso de

morte por asfixias.

Gabarito: C.

2) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Nas asfixias mecânicas é

possível estabelecer um cronograma de suas diversas fases.

Marque a opção correta.

A) 1ª fase é também conhecida como “fase cerebral”.

B) 2ª fase é chamada de “respiratória”.

C) 3ª fase é também chamada da “parada cardíaca”.

D) 4ª fase conhecida como “fase de excitação cortical e medular”.

Comentários:

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Nas asfixias mecânicas é possível estabelecer um cronograma de suas

diversas fases por meio do aparecimento das seguintes manifestações

clínicas:

1ª fase. Esta etapa é também conhecida como “fase cerebral”,

caracterizando-se pelo aparecimento de enjoos, vertigens, sensação de

angústia e lipotimias. Ao redor de um minuto e meio, ocorre a perda do

conhecimento de forma brusca e rápida e surge bradipneia taquisfigmia

(duração de 1 a 2 min)

2ª fase. Neste estágio chamado de “fase de excitação cortical e medular”,

notam-se convulsões generalizadas e contrações dos músculos

respiratórios e da face, além de relaxamento dos esfíncteres com emissão

de matéria fecal e urina devido aos movimentos peristálticos dos

intestinos e da bexiga. Há também a presença de bradicardia e aumento

da pressão arterial (duração de 1 a 2 min)

3ª fase. Também chamada de “fase respiratória”, caracteriza-se pela

lentidão e superficialidade dos movimentos respiratórios e pela

insuficiência ventricular direita, o que contribui para acelerar o processo

de morte (duração de 1 a 2 min)

4a fase. Conhecida como “fase cardíaca”, tem como registro específico o

sofrimento do miocárdio, quando os batimentos do coração são lentos,

arrítmicos e quase imperceptíveis ao pulso, embora possam persistir por

algum tempo até a parada dos ventrículos em diástole e somente as

aurículas continuam com alguma contração, mas incapazes de

impulsionar o sangue (duração de 3 a 5 min).

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Gabarito: A.

3) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

A classificação de Afrânio Peixoto é a que mais se aproxima do critério

médico-legal, dividindo as asfixias mecânicas em três grupos distintos,

são elas: asfixias puras; asfixias complexas e asfixias mistas.

Comentários:

A classificação de Afrânio Peixoto é a que mais se aproxima do critério

médico-legal, dividindo as asfixias mecânicas em três grupos distintos:

puras, complexas e mistas.

Asfixias puras - são manifestadas pela anoxemia e hipercapnia:

✓ Asfixia em ambientes por gases irrespiráveis: confinamento asfixia

por monóxido de carbono asfixia por outros vícios de ambientes;

✓ Obstaculação à penetração do ar nas vias respiratórias: sufocação

direta (obstrução da boca e das narinas pelas mãos ou das vias

respiratórias mais inferiores) sufocação indireta (compressão do

tórax);

✓ Transformação do meio gasoso em meio líquido (afogamento);

✓ Transformação do meio gasoso em meio sólido ou pulverulento

(soterramento).

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Asfixias complexas - constrição das vias respiratórias com anoxemia e

excesso de gás carbônico, interrupção da circulação cerebral e inibição

por compressão dos elementos nervosos do pescoço:

✓ Constrição passiva do pescoço exercida pelo peso do corpo

(enforcamento);

✓ Constrição ativa do pescoço exercida pela força muscular

(estrangulamento).

Asfixias mistas - são as que se confundem e se superpõem, em graus


b
variados, aos fenômenos circulatórios, respiratórios e nervosos

(esganadura).

Gabarito: C.

4) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

O confinamento é um tipo de asfixia mecânico-complexa, caracterizado

pela permanência de um ou mais indivíduos em um ambiente restrito ou

fechado, sem condições de renovação do ar respirável, sendo consumido

o oxigênio pouco a pouco e o gás carbônico acumulado gradativamente.

Comentários:

Complexa não, pura!

Gabarito: E.

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5) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

Na asfixia por monóxido de carbono encontramos tonalidade rósea da

face, manchas de hipóstases claras, pulmões e demais órgãos de tom

carmim, sangue fluido e róseo, putrefação tardia e, finalmente, os

comemorativos da morte.

Comentários:
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Exatamente! Nesse tipo de morte, encontram-se vários sinais de grande

valor, além desses, tem a rigidez cadavérica mais tardia, pouco intensa e

de menor duração.

Gabarito: C.

6) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Trata de uma modalidade

de asfixia mecânica que se caracteriza pela interrupção do ar

atmosférico até as vias respiratórias, em decorrência da

constrição do pescoço por um laço fixo, agindo o peso do próprio

corpo da vítima como força ativa.

A) Enforcamento

B) Estrangulamento

C) Empalamento

D) Esganadura

Comentários:

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Cabe lembrar que é mais comum nos suicídios, podendo, no entanto, ter

como causa morte: o acidente e o homicídio.

Gabarito: A.

7) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

Na sufocação direta temos a compressão, em grau suficiente, do tórax e

abdome impede os movimentos respiratórios, levando, em consequência,


3
à asfixia.

Comentários:

Sufocação direta não, aqui temos a sufocação indireta! Cabe lembrar que

é sempre acidental ou criminosa. Conhecida também como “congestão

compressiva de Perthes”.

Gabarito: E.

8) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) É preciso saber que o

enforcamento passa por três períodos. São características do

primeiro período, EXCETO.

A) sensação de calor

B) excitação do corpo

C) zumbidos

D) sensações luminosas na vista

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Comentários:

De acordo com experiências em animais ou relatos de sobreviventes,

desenvolve-se o enforcamento em três períodos:

✓ primeiro período: começa quando o corpo, abandonado e sob a

ação do seu próprio peso, leva, pela constrição do pescoço, à

sensação de calor, zumbidos, sensações luminosas na vista e perda

da consciência produzidos pela interrupção da circulação cerebral;

✓ segundo período: caracteriza-se pelas convulsões e excitação do


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corpo provenientes dos fenômenos respiratórios, pela

impossibilidade de entrada e saída de ar, diminuindo o oxigênio

(hipoxemia) e aumentando o gás carbônico (hipercapnia). Associa-

se a esses fenômenos a pressão do feixe vasculonervoso do

pescoço, comprimindo o nervo vago;

✓ terceiro período: surgem os sinais de morte aparente, até o

aparecimento da morte real, com cessação da respiração e da

circulação.

Gabarito: B.

9) (Pericia Criminal – 2017 – Inédita) Julgue o item abaixo com

base na Asfixiologia Forense.

Há casos de asfixia em que o indivíduo, ao tocar na água, morre por

inibição, constituindo os afogados brancos de Parrot, ou afogados secos.

Comentários:

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Nessa modalidade de afogamento, não se encontra nenhum sinal de

asfixia. O afogamento verdadeiro dos afogados úmidos ou afogados azuis

é caracterizado pela penetração de líquidos nas vias respiratórias e asfixia

consequente, pode variar em dois grupos: forma rápida: o indivíduo

submerge rapidamente, permanecendo no interior da água, sucedendo-se

as fases de asfixia em um período de 5 min, aproximadamente; forma

lenta: neste tipo de afogamento, a vítima luta, reage, vai ao fundo,

retorna à superfície várias vezes, morrendo depois de grande resistência.


f
Gabarito: C.

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Criminalística p/ o ITEP - RN
Parte Específica - Teoria e Exercícios
Prof. Alexandre Herculano Aula 06

1-C 2-A

3-C 4-E

5-C 6-A

7-E 8-B

9-C

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