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PONTIFÍCIO INSTITUTO SUPERIOR DE DIREITO CANÔNICO

Curso: Mestrado
Disciplina: Missão de Santificar III
Professor: Mons. Dr. José Gomes
Aluno: Ir. Isaac Segovia

RESUMO

I Capítulo da Exortação Apostólica Pós-sinodal


PASTORES DAVO VOBIS
do Papa São João Paulo II sobre:
"A formação sacerdotal perante os desafios
do final do segundo milénio"

A Exortação Apostólica Pós-sinodal foi publicada em 25 de março, Solenidade da Anunciação do


Senhor, do ano de 1992, no décimo quarto ano do Pontificado de João Paulo II, e tem por base a
promessa do Senhor que não deixará seu povo privado de pastores que o reúnam e guiem (cf. Jr
23,4)

Trata-se de estudar o tema de sacerdotes no contexto atual abrindo-o às perspectivas do terceiro


milênio sabendo que Deus chama sempre os seus sacerdotes a partir de determinados contextos
humanos e eclesiais, por isso, o Sínodo teve como tema "a formação dos sacerdotes nas
circunstâncias actuais".

Considerando que a vocação sacerdotal é um chamado à vivência do único e permanente


sacerdócio de Cristo, e que a vida e o ministério do sacerdote deve se adaptar a cada época e a
cada ambiente de vida, podemos nos perguntar: como é possível a abertura às realidades atuais
sem rompimento com a fisionomia essencial do sacerdote?

A Exortação nos responde da seguinte maneira: "certamente, há uma fisionomia essencial do


sacerdote que não muda: o padre de amanhã, não menos que o de hoje, deverá assemelhar-se a
Cristo. Quando vivia sobre a terra, Jesus ofereceu em Si mesmo o rosto definitivo do presbítero,
realizando um sacerdócio ministerial do qual os apóstolos foram os primeiros a ser investidos;
aquele é destinado a perdurar, a reproduzir-se incessantemente em todos os períodos da história".

Ainda, continua o Papa: "devemos, por isso, procurar abrir-nos o mais possível à superior
iluminação do Espírito Santo, para descobrir as orientações da sociedade contemporânea,
reconhecer as necessidades espirituais mais profundas, determinar as tarefas concretas mais
importantes, os métodos pastorais a adoptar, e, assim, responder de modo adequado às
expectativas humanas"
A Exortação convida a uma profunda e renovada reflexão teológica sobre o sacerdócio
ministerial, assim como a uma análise dos conteúdos que devem pautar a formação sacerdotal
tendo em consideração as luzes e sombras, os elementos positivos e negativos da sociedade atual.

Os sacerdotes são homens como outros quaisquer, escolhidos por Deus dentro da comunidade
eclesial para anunciarem autenticamente o Evangelho de Cristo. Apesar de vivermos numa
sociedade de consumo, o que fascina fortemente os jovens e dificulta o discernimento destes ao
sacerdócio, verifica-se que não faltam situações e estímulos que suscitam e alimentam em seus
corações novas disponibilidades ao dom total de si a Cristo e à Igreja, tornando mais explícita,
em muitos deles, a questão religiosa e a necessidade de espiritualidade.

Ora, "como formar sacerdotes que estejam verdadeiramente à altura destes tempos, capazes de
evangelizar o mundo de hoje?" A Igreja sente que pode enfrentar as dificuldades e garantir
servidores fiéis e generosos de Jesus Cristo e dos homens.

Por esse motivo -diz o Papa- é importante o conhecimento da situação. Contudo, é mais
importante a interpretação da situação, assim para desempenhar melhor esta missão de formar
homens tendo em consideração os sinais dos tempos e interpretá-los à luz da Palava de Deus, de
maneira que possa responder adequadamente para cada geração (cf. GS,4)

Se analizarmos bem o contexto atual, percebemos que a realidade de hoje continua sendo
contaminada, ora pelo racionalismo ora pelo relativismo, que o documento destaca como
desafíos. O primeiro -racionalismo- o torna insensível a razão humana para o encontro com a
Revelação e com a transcendência divina. O segundo -relativismo- é uma forma de viver sem
nenhuma objetividade, sem meta; portanto, causa uma confusão nas pessoas, sobretudo em
aquelas que não estão amadurecidas na fé cristã.

Enfim, muitos jóvens por causa desse relativismo e outras que a sociedade lhe oferecem como o
fascinio da chamada sociedade de consumo perde o sentido da vida porque tudo é relativo e nada
é eterno. São desse contexto que recebemos candidatos para o sacerdócio. Continua sendo mais
desafiador o nosso contexto, porém termino repetindo a frase inspiradora da Exostação: tem por
base a promessa do Senhor que não deixará seu povo privado de pastores que o reúnam e guiem
(cf. Jr 23,4)

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