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1998

Tese mestrado
Celson Henrique Sousa Gomes
Formação e atuação dos músicos de rua de Porto Alegre: Um estudo a partir de relatos de vida
Educação Musical

Este trabalho versa sobre a formação e atuação dos músicos das ruas de Porto Alegre, com base na
metodologia da História Oral. Através de relatos de vida, a pesquisa procura evidenciar o contexto
de formaçã de dezessete músicos, suas maneiras de aprender música, bem como suas próprias
concepções de formação. Busca também compreender os modos de atuação musical nas ruas,
refletindo sobre as implicações e aspectos socioeconômicos que os envolvem.

2003
Artigo
Formação e atuação de músicos de rua: possibilidades de atuação e de caminhos formativos

A formação e a atuação dos músicos das ruas de Porto Alegre e faz uma breve exposição de
resultados da pesquisa de mestrado concluída em 1998. Com base na metodologia da história oral,
revela as diversas possibilidades de atuação e de caminhos formativos. São abordados ainda alguns
aspectos levantados pela Profa Bellochio, no texto-base desse Fórum, sobre a educação musical no
ensino básico, evidenciando, a partir do contexto dos músicos das ruas, a situação atual nos diversos
espaços de atuação do educador musical, principalmente nas escolas de ensino básico. Como
características dessa situação, destacam-se a dificuldade de acesso à aprendizagem musical na
escola e a associação das atividades musicais às atividades de recreação ou eventos escolares, onde
prevalece a atuação do unidocente ao invés do especialista na aula de música. O texto sugere ainda
a necessidade de estudo e reflexão sobre a formação nos conservatórios e escolas de música.

2014
ANDRÉ DA SILVA TUNIS DE VIRGILIIS
Comunicação Social/Jornalismo
Monografia de Graduação
A NOVA CENA DA MÚSICA DE RUA NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Este trabalho se propõe a analisar perfis, contextos, demandas e ideologias por trás dos músicos de
rua que ocupam as ruas da cidade. Durante as pesquisas de campo ficou claro que há hoje uma nova
cena na música de rua carioca, composta por artistas mais jovens que enxergam nossas ruas e praças
com outro olhar. É o fim a interpretação do “público” como “de ninguém” em benefício do “de
todos”. Para apoiar esta conclusão foram utilizados revisão bibliográfica, notas de campo,
observação, entrevistas presenciais e via internet, aplicação de questionários e ampla pesquisa na
web. O projeto inclui ainda um breve estudo fotográfico com objetivo de ilustração. Ao fim, são
apresentadas algumas possibilidades que visam ao incentivo ao crescimento desta nova cena que
promete contribuir muito para a construção da identidade de nossos espaços e de nossos cidadãos

2014
INDIRA RODRIGUES DE OLIVEIRA
PLATAFORMA ONLINE: CARTOGRAFANDO A MUSICA DE RUA NO CENTRO DO RIO DE
JANEIRO
Comunicação Social/Jornalismo
Este trabalho descreve os processos que levaram à construção de uma Plataforma Online que visa
cartografar sensorialmente o centro da cidade do Rio de Janeiro. A partir de um estudo preliminar
realizado na capital carioca, partiu-se do pressuposto de que há uma “cultura musical de rua”
praticada na cidade, especialmente por grupos juvenis, capaz de criar condições não só para a
ampliação da sociabilidade, mas também para a ressignificação criativa dos espaços urbanos.
Foram identificados alguns grupos musicais que vêm praticando esse ativismo musical que
possibilita níveis de revitalização a algumas no centro da cidade do Rio de Janeiro, e estes grupos
foram entrevistados para que o material resultasse na cartografia online proposta.

2015
Isabela Serpa Fraga
Comunicação Social
PRA QUEM PASSA: UMA PERCEPÇÃO AUDIOVISUAL DA MÚSICA DE RUA NO RIO DE
JANEIRO E SUA INTERFERÊNCIA NO COTIDIANO DA POPULAÇÃO
Este trabalho descreve todo o processo de realização do filme Pra quem Passa, um curta-
metragem documentário que retrata a música de rua do Rio de Janeiro. Através de uma abordagem
observacional, o filme acompanha duas bandas que se assemelham no formato de suas
apresentações, recebendo contribuições por meio do chapéu. Tem como objetivo mostrar a relação
da população da cidade com a música de rua, refletindo sobre a sua influência no cotidiano das
pessoas, além da importância da atividade para a ocupação do espaço público. Para isso, utiliza-se
de dispositivos móveis que possibilitam a mínima intervenção da equipe na experiência espectador-
banda. A finalidade desse trabalho é incentivar e divulgar a prática da música de rua.

2015
Não pode tocar aqui!? Territorialidades sônico-musicais cariocas produzindo tensões e
aproximações envolvendo diferentes segmentos sociais
Cintia Sanmartin Fernandes, Felipe Costa Trotta, Micael M. Herschmann
Comunicação Social
Rio de Janeiro
Tomando como base a pesquisa empírica realizada nos últimos dois anos (construída não só a partir
da coleta, seleção e análise de matérias veiculadas na mídia impressa tradicional e material postado
nas redes sociais, mas também de observações de campo e entrevistas semiestruturadas realizadas
com os atores), procura-se refletir sobre os desafios sociais colocados pela música tocada nos
espaços híbridos e públicos da cidade do Rio de Janeiro, isto é, busca-se repensar não só quais
fatores condicionam os sentidos e significados atribuídos às zonas de contato que são geradas pelas
rodas, bailes e concertos executados em certas áreas desta metrópole, mas também de que modo
esses eventos musicais – que propiciam articulações e tensões entre atores de diferentes segmentos
sociais – vêm, de certa forma, subsidiando no cotidiano a construção de uma cidadania intercultural.

2015
Artistas de rua: trabalhadores ou pedintes?
Bruno Buscariolli Adele de Toledo Carneiro Eliane Santos
São Paulo
O presente trabalho apresenta as principais características da interação entre artistas de rua e o
público em diferentes horários, localizações e tipos de arte, utilizando-se do método da observação.
Com os resultados, foi possível verificar relações entre os códigos observados, como o perfil social
dos espectadores e o tipo de arte que apreciam e a contribuição financeira. Outros aspectos que
influenciam na interação com o artista são a faixa etária do público e a localização geográfica da
atuação. A pesquisa evidenciou que a performance dos artistas de rua é um fenômeno democrático,
porém de modo geral esses profissionais são ainda vistos pela população como pedintes, e não
como pessoas de carreira artística em construção
2016
Micael Herschmann Cíntia Sanmartin Fernandes
Comunicação, Música e Territorialidades: repensando a relevância das Cidades Musicais do Rio de
Janeiro
Comunicação

A partir dos estudos de caso das cidades de Rio das Ostras, Conservatória e Rio de Janeiro, vem se
avaliando a importância das atividades musicais realizadas ao vivo e nos espaços públicos e
privados pelos atores para a ressignificação destas urbes do Estado do Rio de Janeiro. Parte-se do
pressuposto de que há uma cultura musical potente nestas localidades, praticada por diversos atores
capaz de criar condições não só para a ampliação da sociabilidade, mas também para a
ressignificação inovadora das dinâmicas dessas urbes. Um pouco distinto da noção de “cidades
musicais” (como modalidade de “cidade criativa” tal como foi formulada pela UNESCO), emprega-
se este conceito para designar localidades que possuem “territorialidades sônico-musicais”
significativas que vêm promovendo expressivas modificações no imaginário e cotidiano urbano.

2017
Denise Falcão
Educação Fisica/Estudos do Lazer
Tese de Doutorado
MÚSICOS DE RUA: luzes e sombras sobre uma prática social contemporânea no Rio de Janeiro e
em Barcelona
Rio de Janeiro e Barcelona

Luzes e sombras sobre uma prática social contemporânea no Rio de Janeiro e em Barcelona
Compreender a prática dos músicos de rua, que tocam em duas cidades turísticas, Rio de Janeiro e
Barcelona, a presente pesquisa mergulhou no universo cotidiano desses músicos e trouxe, para o
diálogo, autores como Bauman, Delgado, Harvey, Lefebvre, Lypovetsky e Sennett, para discutir o
contexto social contemporâneo desta prática. Encontrar músicos de rua, tocando pelas cidades
turísticas, é uma cena comum e, para compreender essa dinâmica social, foi preciso considerar
alguns eixos que nortearam a pesquisa: a ocupação de espaços públicos com práticas sociais que
reivindicam o direito à cidade e ressignificam as ruas como espaços vivos de encontros e
confrontos; a idealização estética das cidades que, muitas vezes, choca-se com o uso diversificado
dos espaços pelos sujeitos, provocando disputas pelas formas de ocupações e revelando o jogo de
forças entre o Estado, o sujeito e a sociedade na apropriação dos espaços; o desenvolvimento
das tecnologias da informação e da comunicação que, deflagrando a compressão do tempo-espaço,
gera transformações nas relações sociais em várias esferas da vida humana, entre elas o trabalho e o
lazer, tornando-as fluidas.

2018
CARLOS FELIPE CHRISTMANN STOLL
CARTOGRAFIA DA MÚSICA DE RUA DE PORTO ALEGRE – RS
Dissertação de Mestrado
Geografia
Observa-se em Porto Alegre – Rio Grande do Sul, uma grande quantidade de músicos de rua,
principalmente no centro expandido da cidade. Assim busca-se compreender a motivação que leva
esta classe de trabalhadores informais realizarem suas atividades nas praças e calçadões,
confeccionando uma cartografia referente tais atividades. Através de busca bibliográfica, entrevistas
com músicos e realizando-se trabalhos de campo são identificados os locais – dentro do centro
expandido da cidade – em que esses músicos apresentam-se. A partir desse reconhecimento procura-
se entender o que leva os músicos a trabalhar na rua, e sua relação com o entorno numa escala de
micro-espaços/tempo. São realizadas conversas com músicos e feitas observações de campo
incluindo anotações, filmagens e fotografias das apresentações para a busca de dados. É verificado
que existem locais de preferência para exercer seu trabalho/arte na rua, que são o Parque da
Redenção e a Rua dos Andradas. Também é examinado que, apesar dos lugares, ainda influenciam
outros fatores como: passagem de pedestres, existência de atividades econômicas próximas, tempo
climático, etc. É percebido, enfim, que existe uma democratização do produto ‘apresentação
musical’ ao tornarem públicos esses lugares. Portanto, busca-se compreender, através dos sons do
meio urbano e das relações humanas, um pouco sobre a geografia da cidade.

2018
ELCIO CLEVERSON SKULNI
Geografia
Dissertação de Mestrado
Rua XV de Novembro – Curitiba - PR
A atuação de alguns músicos de rua no calçadão da Rua XV. Investigou-se estes artistas e suas
atuações nos espaços públicos da cidade, bem como suas participações na composição da paisagem
sonora, o que possibilitou identificá-los como compositores de uma paisagem peculiar e comum a
algumas metrópoles, onde a música se faz presente em ruas, largos e praças. As reflexões aqui
presentes giram, também, em torno de processos políticos, que pretendem valorizar o sentido
público e ampliar este diálogo para uma esfera mais ampla em relação aos novos cenários globais
que se interligam, sendo aqui a música um fator conector, e critério ordenador, entre espaços e
pessoas. O que atrela os músicos a uma conformação simbólica da música no calçadão da Rua XV
de Novembro, frente a uma totalidade da paisagem, passível de uma percepção e interpretação
originada no sujeito, seja por aportes da psicologia da paisagem ou por questões relacionadas à
simbologia que está contida na paisagem.

2018
Artigo
Denise Falcão e Christianne Luce Gomes
Músicos de rua e a turistificação das cidades: Um jogo tático para viver da arte na ocupação do
espaço público no Rio de Janeiro e em Barcelona
Este artigo se debruça sobre a prática social dos músicos de rua em duas cidades cosmopolitas e
turísticas: Rio de Janeiro e Barcelona. Seu objetivo é compreender suas “artes de fazer” (De Certeau
2014), bem como suas possibilidades táticas de sobrevivência ou possíveis resistências contra a
ordem social vigente na ocupação do espaço público e na forma de seu sustento

2018
Entre regulações e táticas: músicas nas ruas da cidade do Rio de Janeiro
REIA, J.; HERSCHMANN, M.; FERNANDES, C. S

Algumas práticas culturais que ocorrem nos espaços públicos urbanos evidenciam disputas pelo
direito à cidade, justamente por apontarem para dinâmicas de poder e resistências que ocorrem nas
cidades contemporâneas. Adotando uma perspectiva que conjuga comunicação, cidade e música,
este trabalho tem como objetivo central analisar as dinâmicas entre regulação e táticas da música
nas ruas do Rio de Janeiro em um contexto de megaeventos e transição política e econômica. A
análise construída aqui busca compreender os processos de ocupação e mobilização política que
gravitam em torno da música tocada nas ruas cariocas. Estas reflexões tomaram como referência
entrevistas que foram realizadas com artistas, produtores culturais, lideranças locais e autoridades,
assim como observação participante que ocorreram entre 2013 e 2017.
2018
Artigo
Denise Falcão
Educação Fisica/Estudos do Lazer
OCUPAR O ESPAÇO PÚBLICO! OS MÚSICOS DE RUA E A LUTA PELO DIREITO À
CIDADE
Rio de Janeiro e Barcelona
Compreender as relações presentes na ocupação dos espaços públicos pelos músicos de rua em duas
cidades cosmopolitas e turísticas: Rio de Janeiro e Barcelona. Recorte de uma tese doutoral, esse
artigo, envolveu observação de campo e 23 entrevistas. As análises, seguindo os pressupostos
etnográficos de reconhecimento de significados culturais e pessoais, evidenciaram tanto a luta dos
músicos de rua pelo “direito à cidade”, como suas “artes de fazer” em táticas cotidianas para resistir
e não ser banido pela ordem social vigente na ocupação do espaço público.

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