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TESTE 7 – M6

I GRUPO - A REGENERAÇÃO: O DESENVOLVIMENTO DE INFRAESTRUTURAS E DINAMIZAÇÃO DA


ATIVIDADE PRODUTIVA

Doc. 1. CIRCULAÇÃO FERROVIÁRIA Doc. 2. MEIOS E VIAS DE COMUNICAÇÃO INTERNACIONAIS, 1860


DE MERCADORIAS EM PORTUGAL
(MILHARES DE TONELADAS) Quando estiver aberta à circulação a via férrea que, passando por
Madrid, nos há-de ligar a toda a Europa, o que se realizará ainda este
ANO MERCADORIAS
ano; quando a nossa linha do Sul e Sueste, que não tarda a chegar às
S
margens do Guadiana, se estender até Sevilha, unindo-nos depois com
1880 647
todas as cidades de Espanha, da França e da Itália, banhadas pelo
1885 937
Mediterrâneo, acontecimento que não tarda a chegar às margens do
1890 2271 Guadiana, se estender até Sevilha, unindo-nos depois com todas as
cidades de Espanha, da França e da Itália, banhadas pelo Mediterrâneo,
[…]. O comércio britânico, que é o primeiro de entre todas as nações a
apreciar e a saber praticar a economia do tempo e das despesas
improdutivas, reconhecerá o muito que interessa em ter no porto de
Lisboa abundante depósito de géneros coloniais para o abastecimento
dos mercados do Mediterrâneo. […] Por conseguinte, o estabelecimento
de docas e armazéns para abrigo seguro dos navios e para conveniente
depósito das mercadorias, e fácil e económico desembarque das
mesmas; o telégrafo eléctrico para a rapidez das ordens e os dois
referidos caminhos de ferro para levar a qualquer ponto da Europa
remessas urgentes hão-de trazer certamente a Lisboa esse movimento
comercial que lhe antevemos determinado pela sua situação geográfica,
auxiliada pelos progressos do século.
Vilhena Barbosa, citado em F. Q. Aragão, Cem Anos de Caminho de
Ferro na Literatura Portuguesa, Ed. Caminhos de Ferro Portugueses,
Lisboa, 1956.

1. A partir do documento1, assinale com uma X os fatores que contribuíram para o aumento da
circulação de produtos no mercado interno patente na tabela:
(A) Desenvolvimento das vias férreas que facilitaram a circulação de bens e de pessoas.
(B) Progressos técnicos e científicos que provocaram o aumento da produção.
(C) A diminuição do consumo em consequência do aumento da emigração.
(D) As remessas dos emigrantes contribuíram para dinamizar a procura interna.
(E) As vias de comunicação ligavam o país de norte a sul e do litoral ao interior.
(F) A aplicação de medidas protecionistas contribuiu para o desenvolvimento do comércio.
(G) O desenvolvimento das vias de comunicação prejudicou o consumo interno.
(H) O aumento da circulação de produtos prejudicou o comércio interno.

2. A partir do documento 2, explicite o papel das vias de transporte e comunicação no crescimento


industrial, durante a Regeneração.
Doc. 3 - COMÉRCIO EXTERNO PORTUGUÊS (1896)

DOC. 4 – IMPORTAÇÃO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS

3. A partir do documento 3, assinale as


opções corretas sobre as características da economia portuguesa em 1896:
(A) desequilíbrio entre as mercadorias importadas e as exportadas.
(B) o défice da balança comercial revelava uma situação de dependência.
(C) o valor das exportações era menor do que o das importações.
(D) as colónias portuguesas abasteciam em grande escala o mercado interno.
(E) as exportações de produtos alimentares e gado eram favoráveis na balança comercial.
(F) a economia era pouco industrializada.
(G) o mercado nacional era protegido pela proibição da importação de produtos estrangeiros.
(H) a indústria portuguesa dependia da importação de matérias-primas e de tecnologia.
(I) as importações eram maioritariamente de origem inglesa .
(J) a economia beneficiava da abundância de matérias-primas, de tecnologia e de capitais.
(K) os recursos coloniais tinham um peso determinante no abastecimento da indústria nacional.
(L) a economia era marcadamente rural.
(M) a economia era orientada por políticas livre-cambistas.
(N) a indústria têxtil tinha pouco peso na economia nacional.
(O) o défice da balança comercial contribuiu para o aumento da dívida pública.
(P) a industrialização acelerou graças ao aumento das importações.

4. A partir do documento 4, identifique quatro fatores que contribuíram para o desenvolvimento da


agricultura em Portugal no final do século XIX.

II GRUPO - AS TRANSFORMAÇÕES DO REGIME POLÍTICO NA VIRAGEM DO SÉCULO: A


CONTESTAÇÃO DA MONARQUIA

Doc. 1 – Uma crise prolongada


Os efeitos da crise política do Ultimatum britânico de 1890 põem explicitamente em causa, pela primeira vez, a
legitimidade do regime monárquico; abalam, pode dizer-se que definitivamente, a plácida rotina do rotativismo
oligárquico e criam o Partido Republicano, após o ensaio insurreccional de 31 de janeiro de 1891, no Porto […].
Para boa parte da historiografia, seja do ponto de vista político-institucional, seja sob a perspectiva das profundas
alterações domésticas suscitadas pela coincidente crise financeira e económica internacional, nesse
acontecimento se filia o início do fim do constitucionalismo monárquico. […]. O aspeto mais imediatamente visível
do apodrecimento do sistema liberal monárquico nesses últimos anos talvez fosse o da sua progressiva
ingovernabilidade […]. Desde sempre repousando o seu sistema representativo, especialmente na província, nas
redes de caciques e influentes locais – habituais “fazedores de eleição” – o constitucionalismo monárquico
associara o caciquismo, a partir de 1851, com a “paz regeneradora”, o rotativismo. Ou seja, o monopólio de dois
partidos e das respectivas clientelas no controlo, em regime de alternância, do Governo e dos lugares do Estado
a nível central e regional. […] Depois, porque a reação geral dos governos monárquicos a partir da crise do
Ultimatum – quando o derrube da Monarquia passou a constituir uma hipótese credível […]. A crise do sistema
liberal monárquico, salvo as efémeras e contraditórias tentativas de João Franco e de alguns chefes dos curtos
governos da «acalmação» pós regicídio, não suscitou nenhuma estratégia sustentada de reformismo, de
abertura, integradora e democratizante, suscetível de esvaziar a «onda republicana”
História da Primeira República Portuguesa, (coord.) Fernando Rosas; Maria Fernanda Rollo, Tinta da China
Edições, Lisboa, 2009, p. 24.

1. A partir do documento1, faça corresponder os elementos da coluna A aos da coluna B:

COLUNA A COLUNAB
(A) Ultimatum 1. regime de alternância no poder entre os dois principais partidos da regeneração.
(B) 31 de janeiro de 2. assumiu o poder a convite do rei D. Carlos I e governou inicialmente de forma
1891 constitucional tornando-se, no entanto, ditatorial, com a suspensão das liberdades
fundamentais e das regras constitucionais.
(C) rotativismo 3. período vivido na política portuguesa a partir de 1908, durante o reinado de D.
Manuel II.
(D) caciquismo 4. período iniciado com o golpe do duque de Saldanha que visou estabelecer a a ordem
e a pacificação da sociedade e da vida política portuguesa.
(E) sistema liberal 5. assassinato do rei D. Carlos I e do príncipe herdeiro, no Terreiro do Paço, perpetrado
monárquico por elementos ligados à carbonária.
(F) “paz 6. acontecimento que foi originado pelo projeto do mapa cor de rosa e em que a
regeneradora” Inglaterra impôs a Portugal a retirada dos territórios entre Angola e Moçambique, sob
ameaça de ataque a Portugal.
(G) João Franco 7. corresponde à dinâmica do Partido Republicano a partir dos anos 80 com recurso a
diversas iniciativas no sentido de fortalecer o seu poder.
(H) «acalmação» 8. regime em que o rei governa de acordo com os princípios constitucionais previstos na
Carta Constitucional.
(I) regicídio 9. prática ligada ao regime eleitoral que favorecia o voto em determinado partido, em
consequência de pressões feitas pelos influentes locais.
(J) onda 10. primeira tentativa falhada de substituição da monarquia por um novo regime político
republicana republicano, que teve lugar no Porto.

2. Explicite, a partir do documento 1, três fatores que estão na origem da queda da monarquia.

GRUPO III - A SOLUÇÃO REPUBLICANA

DOC. 1 - REFORMA DA INSTRUÇÃO PRIMÁRIA (1911)


Portugal precisa de fazer cidadãos, essa matéria-prima de todas as pátrias […]. A República libertou a criança
portuguesa, subtraindo-a à influência jesuítica, mas precisa agora de a emancipar definitivamente de todos os
falsos dogmas […]. A instrução foi sempre um dos principais elementos da educação […]
E eis porque a República deu tamanha atenção ao problema da instrução primária, e com tanto desvelo distingue
[…] o professor de instrução primária que é um obreiro da civilização.
Preâmbulo do Decreto de 29 de Março de 1911.

Doc. 2 – O ANTICLERICALISMO REPUBLICANO

Doc. 3 - CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA DE 1911


SECÇÃO I – DO PODER LEGISLATIVO
Art. 7º - O poder legislativo é exercido pelo Congresso da República, formado por suas Câmaras, que se
denominam Câmara dos Deputados e Senado. 3º - Ninguém pode ser senador com menos de 35 anos de idade e
deputado com menos de 25.
Art. 8º - A Câmara dos Deputados e o Senado são eleitos pelo sufrágio direto dos cidadãos eleitores.
DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Art.22º - Os deputados são eleitos por três anos […].
Art. 23º - É privativa da Câmara dos Deputados a iniciativa: a) sobre impostos; b) sobre organização das forças de
terra e mar; c) sobre a discussão das propostas feitas pelo poder executivo; e) sobre a revisão da Constituição.
Artº 46 º - O Presidente pode ser destituído pelas duas Câmaras reunidas em Congresso mediante resolução
fundamentada e aprovada por dois terços dos seus membros e que claramente consigne a destituição, ou em
virtude de condenação, ou por crime de responsabilidade.

DOC. 4 - A COMPOSIÇÃO DO CONGRESSO, 1912


DISTRIBUIÇÃO PARTIDÁRIA CÂMARA DOS SENADO
DEPUTADOS
Democráticos 60 26
Evolucionistas 34 11
Unionistas 25 15
Socialistas 3 -
Integralistas Republicanos 1 -
Independentes 19 12
1. Refira três motivos que levaram o governo provisório da 1.ª República a estabelecer como
prioridade a reforma do ensino.

2. Desenvolva o seguinte tema:

O projeto republicano de transformação social e política: medidas e dificuldades


A sua resposta deve abordar, pela ordem que entender, três aspetos para cada um dos tópicos de
desenvolvimento:

- as medidas sociais e educativas implementadas;


- os motivos de instabilidade durante os primeiros tempos da República regime republicano;
- a organização do poder político.
Deve integrar na resposta, para além dos seus conhecimentos, os dados disponíveis nos documentos 1 a
4.

GRUPO IV – A CONFIANÇA NO PROGRESSO E AS NOVAS CORRENTES ESTÉTICAS


Doc. 1 – A IMPORTÂNCIA DA CIÊNCIA

Nenhuma lei particular será mais que aproximação e probabilidade. Os sábios nunca desconheceram esta
verdade: mas pensam, com razão ou sem ela, que toda a lei poderá ser substituída por outra mais aproximada e
mais provável, que esta nova lei será também provisória, mas que o mesmo movimento poderá continuar
indefinidamente, de modo que a ciência, progredindo possuirá leis cada vez mais possíveis, […], próximas da
exatidão e da certeza.
Henri Poincaré, Ciência e Hipótese.
Doc. 2 – O IMPRESSIONISMO

Claude Monet, La Grenouillère, 1869.


1. Faça corresponder os elementos da coluna A aos da coluna B

COLUNA A COLUNA B
(A) cientismo 1. designa a forma de expressão artística que assume
particular destaque na arquitetura, na decoração e nas
artes plásticas e caracteriza-se pela sinuosidade das
formas e pelas temáticas naturalistas.
(B) positivismo 2. experimentaram um grande desenvolvimento devido
ao desenvolvimento da matemática, da física e da
química.
(C) ciências sociais 3. designa o movimento literário e artístico do século
XIX que capta de modo objetivo e rigoroso a realidade.
Opõe-se à emoção e à subjetividade do romantismo,
rejeitando qualquer forma de artificialidade.
(D) ciências exatas 4. período marcado por avanços excecionais no campo
das ciências e das técnicas, de generalização do
progresso e de abertura de novos campos do saber, do
homem, da natureza e do universo.
(E) ciências da vida 5. refere o processo lento e gradual da evolução das
espécies na natureza através do processo de seleção
natural.
(F) século da ciência 6. designa o movimento literário e artístico do final do
século XIX, que centra a sua atenção na interioridade
da obra, nos seus signos e na subjetividade.
(G) evolucionismo 7. têm como objeto o estudo das sociedades humanas
em vários domínios, desde o comportamento humano, à
história, à arqueologia e à psicologia.
(H) realismo/naturalismo 8. Rejeita as formas de conhecimento baseadas na
superstição, na religião e na metafísica, defendendo
que todo o conhecimento científico é alcançado através
da observação e da experiência.
(I) simbolismo 9. abriram-se novos ramos de saber que iam desde o
estudo da célula, à medicina experimental, à
microbiologia e à genética.
(J) arte nova 10. designa a crença na ciência, como chave do
progresso e da felicidade, na medida em que considera
os benefícios da humanidade como consequência da
ciência. Assenta na ideia de que os métodos das
ciências naturais são aplicáveis a todas as
investigações, inclusivamente às ciências humanas e
sociais.

2. A partir da imagem, apresente três características do impressionismo.

I.1 I.2 I.3 I.4 II.1 II.2 III.1 III.2 IV.1 IV.2 TOTAL
10 20 10 20 10 30 20 50 10 20 200

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