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SUELEN ADVÍNCULA DE AGUIAR ALVES

PROJETO DE ENSINO EM HISTÓRIA

CONTRIBUIÇÕES DO GOVERNO VARGAS: O DESENVOLVIMENTO


ECONÔMICO NO PERÍODO DE 1930 A 1945.

Governador Valadares
2019
SUELEN ADVÍNCULA DE AGUIAR ALVES

PROJETO DE ENSINO EM HISTÓRIA

CONTRIBUIÇÕES DO GOVERNO VARGAS: O DESENVOLVIMENTO


ECONÔMICO NO PERÍODO DE 1930 A 1945.

Projeto de Ensino em História apresentado à


Universidade Norte do Paraná

Docente: Profª. Erica Ramos Moimaz


Tutor Presencial: Flávio Pereira
Tutor a Distância: Janaína dos Santos Correia Rodrigues

SUMÁRIO
Governador Valadares
2019
1. Tema 4
2. Introdução 4
3. Justificativa 5
4. Referencial teórico 6
5. Série/ano para o qual o projeto se destina 11
6. Objetivos 11
7. Problematização 11
8. O processo de desenvolvimento 12
9. Tempo para realização do projeto 13
10 Recursos humanos e materiais 14
.
11 Avaliação 15
.
12 Referência bibliográfica 16
.
4

1. Tema

Contribuições do governo Vargas: O desenvolvimento econômico no


período de 1930 a 1945.

2. Introdução

Segundo Ciotola (2010), a Era Vargas foi um dos períodos mais


importantes da História do Brasil, devido às inúmeras alterações que Getúlio Vargas
fez no país, tanto no âmbito social quanto econômico. Teve início com a Revolução
de 1930 onde expulsou do poder a oligarquia cafeeira, dividindo-se em três
momentos: Governo Provisório (1930-1934), Governo Constitucional (1934-1937) e
Estado Novo (1937-1945), portanto, por 15 anos consecutivos. Tendo sido esse
período de grande importância para a história do Brasil e, portanto, relevante de ser
ensinado é que este Projeto propõe desenvolver nos alunos o despertar sobre essa
importância para que se possa entender a Era Vargas de uma perspectiva diferente,
buscando com isso, possibilidades de análise e reflexão do aluno, construindo
assim, seu senso crítico e interpretativo através da conciliação entre a Era Vargas
Getúlio Vargas Dorneles nasceu em 19/04/1882, na cidade de São
Borja - RS, e faleceu em 24/08/1954, na cidade do Rio de Janeiro - RJ. Recebeu o
grau de Bacharel em 1907, mas não exerceu advocacia e aos 24 anos de idade seu
pai lhe assegurou um cargo de segundo promotor público. Foi Governador, após um
acordo político e também ministro da Fazenda. Governou durante quinze anos,
caracterizado pelo nacionalismo e populismo. Foi ele quem mais tempo governou o
Brasil, por dois mandatos. A sua imagem de pai e amigo do povo lhe garantiu certo
prestígio popular. Sua luta não se resumiu em melhorar as condições de vida do
homem trabalhador, mas foi muito além, ele lutou pela melhoria de vida de todo um
país.
Um dos pontos fundamentais para reconhecer a Era Vargas como
um período de forte reconhecimento histórico de grande significância para o
desenvolvimento da Nação é a Revolução de 30, onde o Estado toma uma
conotação intervencionista e nacional incentivando a industrialização e
fundamentando as bases para acumulação capitalista via produção industrial. A
Revolução se desencadeia quando Getúlio é levado ao poder, em outubro de 1930,
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mas esta não significou a mobilização de massas, e sim uma briga de interesses
entre elites (elite agro versus elite militar), resultando na existência de uma
hegemonia de classes industriais e agroexportadoras que será notada no
desenvolvimento econômico de todo período em questão, e irá impor
direcionamentos políticos com o objetivo de promover o processo de
industrialização.

3. Justificativa

Relacionar temas referentes à história de Getúlio Vargas será uma


atividade importante a ser realizada dentro de uma sala de aula. Isso porque além
de variar a apresentação do conteúdo, será apresentado filme, vídeos com vários
historiadores que contam a vida de Getúlio Vargas dando a dimensão exata de
como foi essa realidade, os alunos poderão também identificar aspectos comuns
que ali serão retratados e relatados. Esses recursos abrirão caminhos para uma
série de discussões como: as consequências trazidas nesse período, que teve início
principalmente a partir do ano de 1930, a industrialização, a urbanização e a
dissolução das estruturas políticas oligárquicas, que concentravam firmemente o
poder político na mão de aristocracias rurais. O que veremos, neste projeto é um
líder com pensamentos de mudança, de ideais diferentes que foram referências,
tanto no Brasil como no mundo. Revolucionou gerações e mudou conceitos, onde foi
um dos mais importantes lideres políticos da nossa história Brasileira. 
Na Era de Vargas, particularmente no período do Estado Novo, o
Estado funcionou, efetivamente, como o mais poderoso instrumento de promoção da
acumulação de capitais, colocando o Brasil nos trilhos do capitalismo. À medida que
o Estado autoritário getulista criou condições para o deslanche da industrialização,
inevitavelmente criou também condições para a ampliação do debate em torno de
uma nova forma do desenvolvimento. Uma ferramenta potente usada a favor do
governo era o ensino de história, usando a história a seu favor, a história como
instrumento de formação de cidadãos morais e patrióticos. O objetivo desse projeto
é levar os alunos a conhecer diferentes formas da história da era Vargas e as mais
importantes trazidas em diversos seguimentos como:  As leis trabalhistas,
industrializações, nacionalismo, controle dos sindicatos.
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4. Referencial teórico

A Era Vargas foi um dos períodos mais importantes da História do


Brasil. Com início em 1930, com a Revolução de 30 e término em 1954 com a morte
de Getúlio Vargas, foi marcada por intensas transformações em âmbito social e
econômico. Nos dias atuais, quando se fala em direitos dos trabalhadores Getúlio
Vargas é sempre lembrado.
Para que se possa entender um pouco mais sobre os direitos
trabalhistas conquistados na Era Vargas e que percorre até os dias atuais, será
necessário um breve apanhado na história de Vargas, que foi uma época de divisor
de águas para o Brasil, período que ficou marcado na história brasileira.
De acordo com o Site Só História, a Era Vargas é o nome que se dá
ao período em que Getúlio Vargas, governou o Brasil por 15 anos, de forma
contínua (de 1930 a 1945). Esse período foi um marco na história brasileira, em
razão das inúmeras alterações que Getúlio Vargas fez no país, tanto sociais quanto
econômicas.
A Era Vargas se dividiu em três momentos: Governo Provisório
(1930-1934), Governo Constitucional (1934-1937), Estado Novo (1937-1945), que
teve inicio com a Revolução de 1930 que expulsou o poder oligarquia cafeeira.
Segundo o Site Só História:
Até o ano de 1930 vigorava no Brasil a República
Velha, conhecida hoje como o primeiro período republicano
brasileiro. Como característica principal centralizava o poder entre os
partidos políticos e a conhecida aliança política "café-com-leite"
(entre São Paulo e Minas Gerais), a República Velha tinha como
base a economia cafeeira e, portanto, mantinha fortes vínculos com
grandes proprietários de terras. De acordo com as políticas do "café-
com-leite", existia um revezamento entre os presidentes apoiados
pelo Partido Republicano Paulista (PRP), de São Paulo, e o Partido
Republicano Mineiro (PRM), de Minas Gerais. Os presidentes de um
partido eram influenciados pelo outro partido, assim, dizia-se: nada
mais conservador, que um liberal no poder.
A Revolução de 1930 pôs fim à primeira República Brasileira,
conhecida como República do café com leite. O movimento armado, liderado pelos
estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, impediu a posse do
presidente Prestes e, e pôs fim à República velha. E de 1930 a 1934 instalou-se o
governo provisório.
Por meio da carta de 1934, Getúlio recebeu o apoio da maioria no
congresso e garantiu mais um mandato, instalou-se aí o governo constitucional
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(1934 a 1937), sancionando o voto secreto, feminino e também criou novas bases
para a legislação trabalhista.
Getúlio em sua forma centralizada de poder suspendeu as
liberdades constitucionais e estabeleceu uma nova constituição que acabava com o
legislativo e determinava a servidão do judiciário ao executivo. Instala-se então o
Estado Novo (1937 a 1945).
Novamente o Site Só História nos diz a respeito do Estado Novo:
Sob o pretexto da existência de um plano
comunista para a tomada do poder (Plano Cohen) Vargas fechou o
Congresso Nacional e impôs ao país uma nova Constituição, que
ficaria conhecida depois como "Polaca" por ter sido inspirada na
Constituição da Polônia, de tendência fascista. O Golpe de Getúlio
Vargas foi organizado junto aos militares e teve o apoio de grande
parcela da sociedade, uma vez que desde o final de 1935 o governo
reforçava sua propaganda anticomunista, alarmando a classe média,
na verdade preparando-a para apoiar a centralização política que
desde então se desencadeava. A partir de novembro de 1937 Vargas
impôs a censura aos meios de comunicação, reprimiu a atividade
política, perseguiu e prendeu seus inimigos políticos, adotou medidas
econômicas nacionalizantes e deu continuidade a sua política
trabalhista com a criação da CLT (Consolidação das Leis do
Trabalho), publicou o Código Penal e o Código de Processo Penal,
todos em vigor atualmente. Getúlio Vargas foi responsável também
pelas concepções da Carteira de Trabalho, da Justiça do Trabalho,
do salário mínimo, e pelo descanso semanal remunerado. O
principal acontecimento na política externa foi a participação do Brasil
na Segunda Guerra Mundial contra os países do Eixo, fato este,
responsável pela grande contradição do governo Vargas, que
dependia economicamente dos EUA e possuía uma política
semelhante à alemã.  A derrota das nações nazi fascistas foi a
brecha que surgiu para o crescimento da oposição ao governo de
Vargas. Assim, a batalha pela democratização do país ganhou força.
O governo foi obrigado a indultar os presos políticos, além de
constituir eleições gerais, que foram vencidas pelo candidato oficial,
isto é, apoiado pelo governo, o general Eurico Gaspar Dutra.
Chegava ao fim a Era Vargas, mas não o fim de Getúlio Vargas, que
em 1951 retornaria à presidência pelo voto popular.

Logo nos primeiros anos do Governo Provisório (1930-1934), já


podiam ser vistos novos rumos em relação aos procedimentos da primeira república.
O presidente Getúlio Vargas deu início ao processo de centralização de poder
eliminando os órgãos legislativos. Os principais cargos, foram ocupados pelos
tenentes, onde teve por objetivo romper com a ação dos antigos coronéis na política
regional.
Os rivais ao processo de centralização, começam a lutar contra a
centralização de poder em São Paulo, este ocorrido teve o nome de Revolução
Constitucionalista, exigindo a realização de eleições para constituinte.
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Com esse breve apanhado histórico é possível entender melhor de


onde surgiram os direitos sociais, podendo então dar um enfoque às leis
trabalhistas.
A Era Vargas foi o grande momento da legislação social, onde os
trabalhadores puderam ter seus direitos e uma cidadania ativa. Uma vez que foi
através das tensões ocorridas entre patrões e empregados que Getúlio arquitetou as
leis.

Santos, (2013) diz:


Após assumir o governo provisoriamente, Getúlio Vargas criou, pelo
decreto nº 19.433 de 26 de novembro de 1930, o Ministério do
Trabalho, Indústria e Comércio. Com o início do ministério do
trabalho a questão trabalhista deixou de ser um “caso de polícia”
como fora tratada e surgiram uma série de benefícios chamada de
leis trabalhista. A carteira de trabalho, por exemplo , foi instituída pelo
decreto nº 21.175, tornando a mesma obrigatória para fins de
consolidação dos direitos trabalhista.

Para muitos pesquisadores, como Casagrande (2010) e França


(2009), o início da Era Vargas teve um momento de ruptura com as antigas
estruturas sociais, econômicas e política vigente no país. Em dois mandatos, de
1930 a 1945 e de 1951 a 1954, Getúlio Vargas foi o homem que por mais tempo
governou o Brasil e aquele que mudou a cara do país, acelerando a industrialização,
ampliando a soberania nacional e estabelecendo os direitos trabalhistas. A era que
receberia seu nome não quebrou o poder das oligarquias, mas trouxe novos atores
sociais à cena política.
As heranças da Era Vargas estão presentes até os dias de hoje
como, por exemplo, (Casagrande, 2010, p.27-32):
 Salário mínimo;
 Jornada de trabalho de oito horas;
 Férias e descanso semanal remunerado;
 Estabilidade no emprego depois de dez anos de serviço;
 Regulamentação do trabalho de menores, mulheres e trabalhadores noturnos;
 Carteira profissional para maiores de 16 anos empregados;
 Previdência social.

Fatos importantes como estes citados acima, foram ganhos, que


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existem até hoje, que até então muitas vezes se passa por despercebida a grande
importância conquistada.
Tavares (2013) nos diz que:
O ano era 1943. O cenário, um Brasil desenvolvimentista. Ainda que
a maior parte da mão de obra se encontrasse no campo, os
sindicatos e os trabalhadores da cidade já buscavam seus direitos
com diferentes manifestações e greves. Getúlio Vargas era o
presidente da República no período em que mais de 15 mil leis
trabalhistas circulavam no país. Conquista para uns, jogo político
para outros, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) é
considerada até hoje um dos maiores avanços dos direitos sociais
trabalhistas no país.

Segundo Brum (1983), os objetivos do governo Vargas sempre


estiveram intimamente ligados à política econômica desde 1930. O Estado
reorientou-se a favor de incentivos para a industrialização com novos mecanismos
de financiamento resultando em uma redefinição do eixo dinâmico da economia e
findando com a hegemonia do poder político da República Velha. Em paralelo a isso,
o governo teve de exercer medidas a fim de fazer a manutenção do nível de renda,
que estava em risco em virtude da Crise Mundial estabelecida no período e pela
mudança de foco econômico. Foi utilizada a política de defesa do café, onde o
governo comprava a produção dos cafeicultores a um preço mínimo e estocava para
posterior queima, mantendo o emprego e a renda de muitas pessoas, além de
perpetuar o efeito multiplicador do café sobre o restante da economia. 
Para o autor no início do processo de industrialização brasileiro, o
país cria grande vínculo com os Estados Unidos, substituindo a influência inglesa
herdada de Portugal e de certa forma permitindo que fosse influenciado pelos
interesses norte-americanos em diversos setores (o nacionalismo do Governo
Vargas não será suficientemente forte para impedir esta influência). O processo de
substituição de importações brasileiro criou forma graças ao capital externo com
suas filiais (comandadas pelo exterior) que antes vendiam ao Brasil seus produtos
industrializados, à tecnologia importada e aos empréstimos internacionais para
investimento em infraestrutura e aquisição de bens de capital.
Historicamente é possível perceber que há momentos, como em
meados da década de 20, em que se faz necessário medidas protecionistas (como a
reserva de mercado) tendo como objetivo o desenvolvimento econômico. Essa
medida é adotada para criar condições ideais para a indústria desenvolver-se em
preparação para o mercado externo. Já em outras situações, diferentes medidas
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devem ser adotadas para atrair o capital estrangeiro e investimentos internacionais,


como exemplo pode ser dado à flexibilização de tarifas. Uma das características do
Estado brasileiro na Era Vargas diz respeito ao momento de reflexão, debate e
proposições acadêmicas objetivando encontrar proposições para elevar o Brasil a
uma nova posição e, resumidamente, o resultado encontrado para alcançar essa
nova realidade diz respeito ao desenvolvimentismo (SUZIGAN, 1986). 
Cardoso (2010) ressalta em 1941 Vargas comemorou o fato de que
ele havia coletado duas vezes mais imposto em 1939 do que em 1930. Realmente a
coleta de impostos duplicou em moeda brasileira, mas a conta estava errada ao ser
considerada a inflação do período e considerando o número de pessoas que queria
promover através de sua política social neste novo contexto. Assim, este foi um
aumento real de quase 30% de 1939 em relação a 1930, mas longe dos 100%
afirmados. Em contrapartida ao aumento da cobrança de impostos em dez anos,
houve altas taxas de crescimento da população, anulando alguns efeitos da
capacidade do Estado em contribuir com melhores condições para as necessidades
da população.
Getúlio com suas muitas faces conquistou os trabalhadores, há
quem diga que ele usava da imprensa para mostrar o seu trabalho, com a intenção
de despertar gratidão e retribuição do povo. Ele manipulava a imprensa a publicar
somente o que lhe convinha. Embora tenha sido um ditador e governado com
medidas controladoras, a Era Vargas foi um grande divisor de águas, sem dúvida
nenhuma para o Brasil, onde se deu as consolidações das leis que mudaram as leis
existentes até os dias atuais
A partir disso, é necessário que os alunos compreendam estes
períodos, o seu desenvolvimento e quais as suas consequências para a atual
sociedade, afinal, a Era Vargas reflete até hoje na História nacional.
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5. Série/ano para o qual o projeto se destina

O presente projeto foi elaborado para o 9º ano dos Anos Finais (Ens.
Fundamental).

6. Objetivos

Esta pesquisa tem como objetivo descrever a importância do


desenvolvimento do Brasil na Era Vargas. Fortalecendo a mudança econômica no
período de 1930 a 1945.

Objetivos específicos

 Compreender a economia brasileira desde o início do século XX focando o


modo de produção;
 Identificar políticas adotadas entre 1930-1945 que culminaram em um
processo desenvolvimentista;
 Discutir a Trajetória da Industrialização Brasileira (nascimento, consolidação,
industrialização restringida) com breves relatos políticos e econômicos antes
e pós-período de foco, 30 a 45, com a intenção de contextualizá-lo;

7. Problematização

A Era Vargas foi de cunho populista, e esta é uma das razões para
que surjam diversas críticas fundamentadas no modo de direcionamento do governo
na época. O nacionalismo e a intervenção do Estado na economia foram algumas
das principais razões que priorizaram o setor industrial através de propostas de
alteração nas estruturas sócio econômicas.
É importante perceber em qual cenário econômico o Governo
Vargas estava inserido para assim justificar/discordar de suas ações políticas.
Aparentemente o Brasil estava sem grande preparação concreta para assumir um
desafio industrial, e é neste sentido que cabe a verificação das atuações políticas,
econômicas e sociais dentro das condições dadas.
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Muito se ouve falar do governo de Getúlio Vargas. Críticas positivas


e negativas são postas em discussões geralmente direcionadas para a questão do
desenvolvimento econômico. Analisando através da ótica industrializante da época,
o desenvolvimento está totalmente relacionado à questão industrial, que teve um
significativo salto qualitativo e quantitativo no período compreendido entre 1930-
1945.
O período estudado, portanto, tem uma imensa importância para o
Brasil por ter criado bases econômicas sociais para o início de uma nova fase do
modo de produção que tentaria, com eficácia restrita, compor deficiências de cunho
capitalista que não foram trabalhadas em períodos anteriores.
A forma com que Vargas dirigiu seu governo deve ser estudada na
tentativa de compreensão do cenário instalado, pois ela trará os indicadores que
levaram a determinada ação e, com eles, a possibilidade de reconhecimento do
principal objetivo a ser alcançado.
A justificativa do trabalho se dá pelo forte impulso que a questão
industrial trazida pela Era Vargas causou na economia, diferentemente do período
anterior representado pela República Velha que manteve por um longo período, e
sem grandes oscilações, uma economia agroexportadora. Todas as políticas
adotadas neste governo interferiram direta ou indiretamente na política industrial da
época, e em virtude disso merecem grande atenção por terem sido a base para a
política industrial que se desenvolveu ao longo do processo de industrialização
brasileiro.
Sendo assim, pergunta-se quais políticas foram adotadas buscando
o desenvolvimento econômico de 1930 a 1945 e a relevância do período para a
sociedade.

8. O processo de desenvolvimento

Este trabalho seguirá a linha de informe bibliográfico comentado, ou


seja, obras de diversos autores serão expostas com o objetivo de examinar o que foi
a Era Vargas, as falhas e reconhecimentos do governo. Para isso será utilizado
como base o estudo de Mark Bevir, professor de Teoria Política na Universidade de
Newcastle Upon Tyne. Um dos livros mais conhecidos de Mark Bevir tem como título
“A Lógica da História das Ideias”, nele o autor explora métodos de estudos
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vinculados ao uso da interpretação para desvendar as ciências humanas, ou seja,


um mesmo assunto pode dispor de inúmeras abordagens e, ao personalizar para
este trabalho, serão identificadas tanto questões positivas quanto negativas do
Governo Vargas. Certamente na época em questão havia opositores que
enfatizavam as fraquezas do governo, enquanto simpatizantes buscavam destacar
as benfeitorias. Um trabalho sobre o período pode, portanto, escolher uma das
opiniões para seguir sua linha de pesquisa.
Além da questão interpretativa, Bevir defende o uso de um contexto
para expor ideias, para analisar determinado assunto é necessário conhecer, por
exemplo, como vivia a sociedade e quais eram as prioridades da mesma, mesmo
que a reprodução deste conhecimento não seja completamente fidedigna à
realidade, pois a pessoa que está estudando o assunto está a se basear em
informações de pesquisadores que até podem ter vivido na época, mas o enfoque
dado fica a seu juízo, além do que a perfeita reprodução do passado é praticamente
impossível.
Este trabalho buscará seguir a sequência de primeiramente
identificar claramente o objeto de estudo (já determinado anteriormente), encontrar a
melhor maneira de fazer a exposição do tema para, a caminhos da conclusão,
encontrar as respostas que estavam sendo questionadas.

9. Tempo para realização do projeto

CRONOGRAMA PARA REALIZAÇÃO DO PROJETO


TEMA: Contribuições do governo Vargas: O desenvolvimento econômico no
período de 1930 a 1945.
9º ANO – Anos Finais (Ens. Fundamental)
Aulas Atividades
1ª a 8ª aulas - Entrevistas com os avós e/ou pessoas que viveram à época das
mudanças provocadas pela figura de Getúlio Vargas no poder;
- Pesquisa histórica em bibliotecas públicas dos subtemas
abordados em sala de aula (Os reflexos no Brasil; Revolução de
1930 e a Era Vargas; Música, Dança, Costumes, Literatura e
Cultura popular nas décadas de 30, 40 e 50; O Suicídio de
Vargas);
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- Escolha de temas de trabalho e abordagens (teatro, painel,


multimídia, documentário);
- Elaboração de Plano de Trabalho com entrega à professora
coordenadora da pesquisa histórica acerca do sub tema escolhido,
fontes de pesquisa, recursos a serem utilizados e forma de
apresentação;
- Ensaios e conferência dos recursos e propostos;
- A equipe de trabalho se mobilizará perante a sociedade, com o
fim de trazer para a escola, o resultado de suas buscas, pesquisas
nas bibliotecas públicas estaduais e federais; entrevistas com
contemporâneos da Era Vargas (principalmente parentes e
vizinhos), etc.
- Criação de blog sobre todo o trabalho

10. Recursos humanos e materiais

O uso de mídias nos projetos deve ser, sempre, de forma


contextualizada. Por meio de um projeto o educando deve aprender a utilizá-las em
contextos de pesquisa ou de organização dos dados obtidos durante o estudo.
O uso das tecnologias pelas escolas não deve ser apenas
meramente instrucional uma vez que as mídias favorecem o desenvolvimento de
uma série de capacidades e permitem o contato com linguagens variadas podendo
ser utilizada para gerar situações de aprendizagem com maior qualidade, ou seja,
para criar ambientes em que a problematização, a atividade reflexiva, a atitude
crítica, a capacidade de decisão e a autonomia sejam privilegiadas.
Com este foco, serão utilizados:
· Aula expositiva;
. Cartolina, papéis reciclados, tecidos, materiais recicláveis;
· Vídeos
. Datashow;
. Livros;
. Revistas;
. Apostilas;
· Produções de texto e formatação para Blog;
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· Documentários – DVD;
. Informática (notebook, internet, cx. de som);

11. Avaliação

Após a apresentação dos documentários e também das leituras dos


materiais impressos de apoio, será proposto aos alunos que se dividem e se formem
grupos, para apresentarem uma atividade em sala de aula expondo todo o assunto
abordado e seus recortes, entretanto, os mesmos também deverão elaborar um
questionário baseado no referencial teórico com cinco perguntas com as devidas
respostas e entregar ao professor de história. Mas a avaliação também será
contínua e diária e cumulativa, através da participação e desempenho das dos
mesmos, através das resoluções de exercícios, pesquisas, trabalhos, produção
textual, seminários, confecção de mapas conceituais, aulas de campo, testes
objetivos, entre outros.

12. Referência bibliográfica


16

BRUM, Argemiro J. O desenvolvimento econômico brasileiro. 3. ed. Petrópolis:


Vozes, 1983. 
BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento econômico brasileiro: o ciclo
ideológico do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Ipea, 1982.

CARDOSO, Adalberto. A Brazilian utopia: Vargas and the construction of the


welfare state in a structurally unequal society. Dados, Rio de Janeiro, v. 5,
Selected Edition 2010. Disponível em: <http://socialsciences.scielo.org/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S0011-52582010000100006&lng=en&nrm=iso> Acessado 10
de junho de 2019.

CASAGRANDE JUNIOR, Dirceu. História do Brasil IV.


São Paulo: Pearson Pretience Hall, 2010

CIOTOLA. Genaro Portugal. A Era Vargas: da deposição ao


segundo governo (1951-1950). Disponível em:
<meuartigobrasilescola.com/historia-do-brasil/a-era-vargas-revolucao-30-estado-
novo.htm> Acesso em 12/10/2014.

FAUSTO, Boris. A revolução de 1930. 11. ed. São Paulo: Brasiliense, 1987.

FONSECA, Pedro Cezar Dutra. Vargas: o capitalismo em construção. São Paulo:


Brasiliense, 1987.

SA NTOS, Aline Martins. Getúlio Vargas e os direitos trabalhistas. O historiante,


2013. Disponível em: <http://ohistoriante.com.br/getulio-vargas.htm. Acessado em 08
de junho de 2019.

SÓ HISTÓRIA. Era Vargas. Virtuous. Disponível em:


<http://www.sohistoria.com.br/ef2/eravargas/. Acessado em 08 de junho de 2019.

SUZIGAN, Wilson. Indústria brasileira, origem e desenvolvimento. São Paulo:


Brasiliense, 1986.

TAVARES. Viviane. Consolidação das Leis Trabalhistas. Disponível em: <


https://agencia.fiocruz.br/consolida%C3%A7%C3%A3o-das-leis-trabalhistas-criada-
por-vargas-completa-70-anos> Acessado em 08 de junho de 2019.