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MED120_009 Dor Abdominal (30/03/2020 a 16/05/2020)

PLANO DE ENSINO

MED120_009 DOR ABDOMINAL


PERÍODO: 30/03/2020 a 16/05/2020

TURMA 12

PERÍODO 12 - 2020
MED120_009 Dor Abdominal (30/03/2020 a 16/05/2020)

Introdução

Dor, em geral, é de longe a queixa mais comum que leva o paciente ao médico.
Como já visto, é manifestação inerentemente subjetiva, e sua percepção por um indivíduo
não pode ser comparada a de outro. O limiar dessa percepção pode ser mais alto ou mais
baixo, dependendo de vários fatores de ordem psicológica, educacional e cultural. A sua
compreensão é componente importante no processo de diagnóstico diferencial de
inúmeras doenças. No caso do abdome, a compreensão da dor pode ser crítica para
definição do diagnóstico e consequente tomada de atitude médica, que, dependendo do
caso, deve ser urgente e ativa, ou expectante.
São descritos vários tipos de dores provocadas por mecanismos distintos e, de
maneira resumida, os órgãos abdominais apresentam três tipos diferentes de percepção
dolorosa: 1) através das fibras do sistema nervoso autônomo, vindas do intestino e
peritônio visceral – a dor denominada visceral; 2) através de fibras do sistema nervoso
central, originadas da parede abdominal, incluindo peritônio parietal e porção mesentérica
do intestino delgado - a chamada dor somática ou parietal e 3) a dor dita referida, que é
uma sensação dolorosa superficial com localização distante da estrutura responsável pela
mesma.
As referências aos tipos de dor – queimação, fincada, cólica, pressão, assim como
a sua localização, irradiação, intensidade, duração, forma de início, piora e alívio, variam
de pessoa para pessoa conforme a sensibilidade e a tolerância de cada um. É muito
comum que dores das mais diversas causas e órgãos de origem comecem no meio da
barriga, em torno do umbigo, ou mais acima, na “boca do estômago”. Com o passar do
tempo, quando houver agravamento do quadro, a dor irá se localizar na área onde está
sua causa. Nenhum quadro de dor é totalmente específico de uma determinada doença.
Mesmo assim, sempre se procura relacionar as dores à sua causa.
A queimação, a ardência e a dor tipo “sensação de fome” localizadas na boca do
estômago, com ou sem azia, estão muito associadas a doenças do esôfago, do estômago
ou do duodeno, como esofagite de refluxo, gastrite aguda e úlcera péptica, entre outras. A
associação com diminuição da fome, apetite e peso torna necessária a diferenciação com
câncer. A confirmação dos diagnósticos costuma vir através de exames complementares.
Convém lembrar que doenças do coração – angina do peito e infarto do miocárdio - com
alguma frequência, podem manifestar-se por dor na área superior e central do abdome.

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Dores localizadas no quadrante superior direito e logo abaixo das últimas costelas
deste mesmo lado relacionam-se, muitas vezes, ao fígado ou à vesícula biliar. Dores do
tipo cólica que aumentam rapidamente de intensidade, seguidas de alívio progressivo até
que outro episódio ocorra, podem estar relacionadas a cálculos na vesícula ou nos canais
biliares. Dor moderada, mas duradoura, nesta mesma zona, associada à falta de vontade
de comer, náusea, icterícia, forte escurecimento da urina e branqueamento das fezes são,
muitas vezes, causadas por hepatites.
Dor em cólica, no meio da barriga, associada à diarreia, com ou sem vômitos,
muitas vezes, é causada por gastroenterites, sejam alimentares ou infecciosas. Episódios
de dor abdominal, não bem localizada, intensa, num período seguinte e próximo às
refeições, particularmente em idosos ou pessoas com doença circulatória, podem ser
causadas por isquemia intestinal, necessitando de avaliação médica urgente.
Dor localizada na porção inferior direita do abdome que piora com o tempo,
tornando-se, muitas vezes, intensa e associada à febre é característica da apendicite
aguda. Em mulheres, é necessário diferenciar essa dor daquela causada por doenças
ginecológicas, como gravidez ectópica ou torção de ovário direito.
A diverticulite causa dor – frequentemente com febre – na parte inferior esquerda
do abdome, pois ali passa o cólon sigmoide, local onde há maior ocorrência dos
divertículos. Nessa mesma região, algumas pessoas com constipação, queixam-se de
dor. As doenças dos órgãos ginecológicos esquerdos também causam dor nesta região.
Dores na porção superior do abdome, em faixa, com irradiação para as costas,
podem ser relacionadas a pancreatites agudas ou à agudizações das pancreatites
crônicas. História de consumo frequente ou excessivo de bebida alcoólica torna essas
hipóteses diagnósticas bastante prováveis.
A dor localizada ou difusa e a distensão abdominal associada a um aumento da
frequência de evacuações e alteração na consistência das fezes (diarreia ou constipação)
podem ser manifestações da síndrome do intestino irritável.
Enfim, existem inúmeros tipos de dores, causadas por incontáveis causas para dor
abdominal, e, somente avaliando caso por caso, na maioria das vezes, com ajuda de
exames, é possível chegar a uma conclusão sobre o quadro. O exame clínico ajuda na
busca da causa da dor e na determinação da gravidade do quadro. Comumente são
solicitados exames de sangue na tentativa de verificar a presença de infecção, de
alteração do fígado, do pâncreas ou das vias biliares. Exames de urina são úteis quando
há suspeita de dor relacionada à infecção ou a cálculo nas vias urinárias. Os exames de

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imagem, apesar de nem sempre imprescindíveis, são importantes na documentação


diagnóstica. Geralmente, a ultrassonografia é a primeira opção. Ela permite uma boa
visão dos órgãos da barriga, exceto estômago e intestinos, identificando obstruções
biliares ou urinárias, abscessos, tumores, doenças ginecológicas e algumas alterações
pancreáticas. A radiografia do abdome sem contraste é usada geralmente para
diagnóstico ou exclusão de quadros agudos graves, como perfurações e oclusão
intestinal. Seguindo a avaliação, poderemos solicitar: tomografia computadorizada,
ressonância magnética ou outros exames específicos.
Assim como o diagnóstico, o tratamento é amplo e variável, dependendo da causa da dor,
de sua intensidade e duração. Em casos em que o médico não detecta risco, medicações
para o alívio da dor podem ser usadas isoladamente. Em outros casos, além do manejo
da dor com medicamentos, é necessário seguir a investigação da causa. Apesar de todos
os recursos diagnósticos, existem casos onde a causa da dor não é descoberta. Nesses
casos, depois de afastadas causas mais ameaçadoras à vida do paciente, pode se iniciar
um tratamento somente analgésico, mantendo o paciente em observação. Algumas
vezes, a dor exige a necessidade de uma cirurgia para o seu alívio.
O objetivo deste módulo é proporcionar uma visão ampla do funcionamento do tubo
digestivo e das doenças mais frequentes envolvendo os órgãos intra-abdominais. Serão
abordados: dor abdominal, diarreia aguda e crônica, obstipação intestinal, vômitos,
tumores e icterícia; todos em seus aspectos clínicos e/ou cirúrgicos, voltados para o
adulto e a faixa etária pediátrica. Como vocês perceberão, será dada bastante ênfase à
visão geral do indivíduo, pois, embora a maior parte destes problemas se manifeste entre
o músculo diafragma e a pelve, há uma enorme inter-relação com o restante do
organismo.
Os tutoriais e as palestras salientarão bastante a importância da valorização do quadro
clínico na decisão diagnóstica e terapêutica, seja ela farmacológica, cirúrgica, dietética,
comportamental ou uma combinação entre elas.

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EQUIPE DE PLANEJAMENTO
Profª. Drª. Ana Maria S. Machado de Moraes (Coordenadora)
Profª. Ms. Patrícia Mincoff Barbanti (Líder da 3ª série T9)
Profª. Drª. Valéria Ferreira Garcez (Líder da 3ª série T12)

Como este módulo contribui para a formação do médico generalista

Competência geral

 Compreensão dos principais mecanismos fisiopatológicos dos problemas que cursam


com dor abdominal ou diarreia ou vômitos ou icterícia, suas causas mais frequentes ou
relevantes e a abordagem terapêutica desses problemas. Relação do processo saúde-
doença do cidadão, da família e da comunidade referenciados na realidade
epidemiológica e profissional, proporcionando a integralidade das ações do cuidar em
saúde. Compreensão dos determinantes sociais, culturais, comportamentais,
psicológicos, ecológicos, éticos e legais, nos níveis individual e coletivo, do processo
saúde-doença. Estímulo à curiosidade e ao desenvolvimento da capacidade de
aprender com todos os envolvidos, em todos os momentos do trabalho em saúde.

Competências e habilidades específicas


 Reconhecer e descrever a anatomia e a fisiologia das vísceras intraperitoneais e sua
inervação.
 Descrever o mecanismo de propulsão do conteúdo digestivo e os seus sistemas de
controle neural e humoral.
 Descrever o mecanismo de produção, absorção e controle das secreções digestivas.
 Entender e descrever o ato de defecação normal e seu controle voluntário e
involuntário.
 Descrever o significado psicossocial dos atos de alimentação e defecação.
 Descrever a farmacologia das drogas que interferem com a motilidade intestinal, dos
antieméticos e das drogas que interferem com a secreção gástrica.
 Conhecer, compreender e descrever as definições e os mecanismos fisiopatológicos
dos distúrbios de motilidade gastrointestinal, em especial o vômito e a diarreia.
 Descrever os mecanismos e a fisiopatologia da constipação intestinal crônica funcional
e diferenciar este quadro dos quadros de perda fecal, encoprese e incontinência fecal,
bem como as modalidades terapêuticas envolvidas.
 Descrever as principais patologias gástricas, fisiopatologia, diagnóstico, terapêutica e
suas complicações.
 Descrever as principais patologias que determinam diarreia, com ênfase nas infecções,
nas doenças inflamatórias intestinais e nos quadros psicossomáticos, seu diagnóstico
clínico laboratorial e seu diagnóstico diferencial.

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 Descrever a abordagem diagnóstico/terapêutica da criança com diarreia aguda, com


ênfase nos problemas de hidratação.
 Compreender a importância dos problemas sócio-ambientais, principalmente o
saneamento e a pobreza na determinação das infecções intestinais.
 Descrever o metabolismo da bilirrubina e a relação deste metabolismo com os tipos de
icterícia.
 Descrever as principais causas de icterícia e seu diagnóstico diferencial (icterícia no
recém-nato, icterícia colestática intra-hepática: hepatite viral aguda e cirrose hepática;
icterícia colestática extra-hepática: neoplasia de pâncreas; icterícia hemolítica).
 Compreender e descrever a fisiopatogenia da litíase biliar e das doenças determinadas
por este problema, suas complicações e seu tratamento.
 Compreender e descrever o quadro clínico, a evolução e o tratamento da pancreatite
aguda.
 Estudar e descrever o câncer gástrico, de pâncreas e de cólon.
 Descrever a fisiopatologia, etiologia, diagnóstica diferencial e tratamento das anemias
hemolíticas.
 Analisar os aspectos psicossomáticos dos transtornos do aparelho digestivo.
 Identificar suas necessidades de aprendizagem, dos pacientes e responsáveis, dos
cuidadores, dos familiares, da equipe multiprofissional de trabalho, de grupos sociais e/ou
da comunidade, a partir da situação problema, respeitando o conhecimento prévio dos
demais e o contexto sociocultural de cada um.
 Relacionar os dados e das informações obtidas, articulando os aspectos biológicos,
psicológicos, socioeconômicos e culturais relacionados ao adoecimento e à
vulnerabilidade individual e coletiva;
 Formular e receber críticas de modo respeitoso, valorizando o esforço de cada um e
favorecendo a construção de um ambiente solidário do trabalho no grupo;
 Estimular o compromisso de todos com a transformação das práticas e da cultura
organizacional, no sentido da defesa da cidadania e do direito à saúde.
 Demonstrar curiosidade e capacidade de aprender com todos os envolvidos, em todos
os momentos do trabalho em equipe.

Metodologia de Ensino
 Sessões tutorias com discussão de casos - metodologia dos 9 passos.
 Palestras.
 Atividades práticas de laboratórios.
 Estudo individual – Biblioteca.
 Pesquisa na Internet em bases de dados e fontes seguras
 Leitura e interpretação de textos.
 Trabalhos em grupo.
 Leitura e reflexões.
 Técnicas de grupo que forem oportunas para os conteúdos e situações em estudo.

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Critérios de Avaliação

Avaliação formativa
Visa acompanhar o processo de aprendizagem do aluno. Incluirá as seguintes
situações:

I. Auto avaliação oral: realizada pelo aluno sobre seu próprio desempenho, deve
englobar conhecimento, atitudes e habilidades, ajudando-o a reconhecer e assumir mais
responsabilidade em cada etapa do processo de aprendizagem, em cada grupo tutorial,
sem atribuição de peso.

II. Avaliação inter-pares oral: realizada pelos membros do grupo sobre o desempenho
de cada um dos participantes, em cada grupo tutorial, sem atribuição de peso.

III. Avaliação pelo tutor: para identificar as atitudes, habilidades e progresso de cada
aluno em todos os grupos tutoriais, com atribuição de peso.

Avaliação somativa
Visa identificar a aprendizagem efetivamente ocorrida e incluirá as seguintes situações:

I. Avaliação cognitiva teórico-prática: avaliação do conhecimento adquirido. Ocorre no


final do módulo, envolvendo todas as atividades desenvolvidas (palestras, tutoriais, aulas
teóricas e práticas e etc).
II. Prova Integrada: avaliação do conhecimento adquirido. Ocorre no final do semestre,
envolvendo todas as atividades desenvolvidas nos módulos e nas disciplinas anuais.

A nota de cada estudante será a somatória do desempenho nas sessões tutoriais,


na avaliação teórico-prática do módulo e prova integrada, sendo aplicado um peso a cada
item, como mostra a tabela abaixo:

ATIVIDADE PESO
Avaliação formativa: sessão tutorial 0,3
Avaliação cognitiva: teórico-prática 0,7
Peso 0,8
Prova integrada (semestral) 0,2

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CURSO DE MEDICINA - UNICESUMAR


AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO ALUNO PELO TUTOR
MED120_009 – DOR ABDOMINAL
Este documento faz parte da avaliação do ALUNO. A somatória das notas atribuídas aos diversos
itens abaixo discriminados será utilizada para a avaliação do Módulo e melhoria do processo de
ensino-aprendizagem. O campo aberto “Comentários adicionais” deve ser preenchido de maneira
a permitir a identificação dos pontos fortes e dos aspectos que requerem melhoria na participação
do aluno.

VALOR VALOR
ITENS AVALIADOS
POSSÍVEL ATRIBUÍDO
PARTICIPAÇÃO NA DEVOLUTIVA
- aprofunda no tema discutido
- integra diferentes áreas do conhecimento
- faz correlação clínica adequadamente
- usa adequadamente material de apoio/consulta (0 – 2,5)
- participa regularmente na exposição dos objetivos
- interpreta exames laboratoriais e de imagem
- referencia adequadamente suas fontes / usa fontes confiáveis
ATENÇÃO DURANTE A SESSÃO (REPETIÇÃO DE (0 – 0,4)
INFORMAÇÕES)
CAPACIDADE DE SÍNTESE E OBJETIVIDADE (0 – 0,6)

EXPLORAÇÃO DE RECURSOS AUDIOVISUAIS


- constrói esquemas, fluxogramas, organogramas, mapas (0 – 1,0)
conceituais
- usa adequadamente imagens elucidativas
PARTICIPAÇÃO NA ABERTURA DO PROBLEMA
- identifica os pontos-chave dos problemas
- elabora proposta coerente de diagnóstico (0 – 2,5)
- propõe e/ou avalia conduta médica
- integra conhecimento prévio para abordagem dos problemas
- identifica lacunas de conhecimento / atinge objetivos
RELAÇÃO INTERPESSOAL/ATITUDE EM GRUPO:
- fala em quantidade adequada
- se expressa com clareza e em tom de voz adequado
- demonstra respeito com os colegas e o tutor
- apresenta comportamento e postura adequados (0 – 3,0)
- apresenta atitude de liderança
- demonstra conduta ética
- faz críticas construtivas aos membros do grupo e tutor
- mobiliza ações para corrigir problemas individuais e da equipe
* Para cada dia no qual o aluno não for pontual, 0.1 ponto será
NOTA FINAL:
retirado da nota final.

Pontos fortes

Pontos à melhorar

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A Sessão Tutorial

Os 9 Passos

O grupo tutorial desenvolve suas atividades obedecendo a uma dinâmica própria,


denominada 9 passos, que consiste em:

1. Leitura atenta do problema;

2. Esclarecer termos pouco conhecidos ou dúvidas sobre o problema;

3. Definição e resumo do problema com levantamento dos pontos principais/chaves;

4. Identificação das questões propostas pelo problema;

5. Análise do problema utilizando conhecimentos prévios e formular hipóteses


(brainstorm);

6. Identificar as lacunas do conhecimento, definir os objetivos e identificação dos


recursos de aprendizagem apropriados;

7. Busca de informação e estudo individual;

8. Compartilhamento da informação obtida e aplicação na compreensão do


problema;

9. Avaliação do trabalho do grupo e dos seus membros.

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O papel do tutor

Orientar na escolha do coordenador e do secretário em cada grupo tutorial;

Zelar para que a metodologia dos 9 passos seja respeitada;

Orientar o grupo através da formulação de questão apropriada e não do


fornecimento de explicações, a menos que seja solicitado explicitamente pelo grupo;

Inspirar confiança nos alunos, facilitar o relacionamento do grupo;

Ativar os conhecimentos prévios dos alunos e estimular a formulação de


hipóteses;

Ter sempre em mente que o PBL é centrado no aluno e não no professor;

Estimular a participação ativa de todos os estudantes no grupo;

Levar o aluno a pensar e não esperar respostas prontas;

Estimular a geração de metas específicas para o auto aprendizado;

Estar atento para que todos os alunos tenham a mesma compreensão dos
objetivos de estudo elencados;

Estar atento para que os objetivos de estudo traçados pelos alunos atendam aos
propostos;

Em resumo, o papel do tutor é de incentivar, estimular, facilitar e instigar o “grupo”


como um todo na compreensão e discussão daquele caso proposto, não o de um
professor – expositor, nem de alguém que está ali para ensinar; até porque não estão em
sala de aula.

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O papel do secretário

O secretário é um aluno do grupo tutorial, no início da sessão pelo grupo ou pelo


tutor quando nenhum aluno manifestar interesse em exercer esta função.

Compete ao aluno secretário:

1. Anotar no quadro, de forma legível e compreensível, a síntese das discussões


e dos eventos ocorridos no grupo tutorial, de modo a facilitar uma boa visão dos
trabalhos por parte de todos os envolvidos;

2. Ser claro e conciso em suas anotações e fiel nas discussões ocorridas – para
isso, solicitar a ajuda do coordenador e do tutor;

3. Respeitar as opiniões do grupo e evitar privilegiar suas próprias opiniões ou as


opiniões com as quais concorde;

O secretário, como podemos perceber, será um “tradutor” alguém que organizará


as informações do grupo de uma forma clara, objetiva durante a sessão tutorial.

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Dinâmica do Tutorial

Os alunos são divididos em pequenos grupos tutoriais, supervisionados por um


tutor-docente, discute ativamente problemas de saúde e doença, elaborados pelo grupo
de tutores.
A problematização pode levar o aluno ao contato com as informações e à
produção do conhecimento, principalmente com a finalidade de solucionar imapsses e
promover seu próprio desenvolvimento.

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O aluno e a sessão tutorial

A sessão tutorial deve fornecer um ambiente que permita atingir os seguintes objetivos:

Aprendizagem auto direcionada: os estudantes devem usar a experiência de


grupo para estimular a sua curiosidade e encorajar o estudo independente.

Raciocínio clínico e solução de problemas: os estudantes devem ser capazes


de realizar os passos do raciocínio clínico da identificação do problema à geração
de hipóteses, assim como identificar e utilizar-se das fontes disponíveis e
apropriadas de conhecimento.

Habilidades de comunicação: os estudantes devem desenvolver habilidades de


comunicação em relação à transmissão de informações e na integração
interpessoal.

Auto avaliação: os estudantes devem ser conscientizados para identificar os seus


potenciais e as suas dificuldades e devem ser estimulados a desenvolver
estratégias para incrementar seus potenciais e as suas dificuldades e devem ser
estimulados a desenvolver estratégias para incrementar seus potenciais.

Suporte: o grupo deve ser entendido pelos alunos como suporte emocional,
integração social e crescimento pessoal.

A presença do aluno nas sessões tutoriais é obrigatória.

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Tutores

GRUP ESPECIALIDADE TITULAÇÃO SALA no MEET


TUTOR
O
1 Vinícius Kameoka Cardiologia Especialista meet.google.com/jic-ywhx-gna

2 Fernanda Borghi Reumatologia Especialista meet.google.com/kcs-kjry-cpb

3 Clarissa Feres Gastroenterologia Especialista meet.google.com/aij-vdcx-sak

4 Valéria Garcez Fisiologia Doutora ....


5 Ana Lúcia da Silva Otorrinolaringologia Mestre meet.google.com/avx-yijr-sxy

6 Omar Abdallah Ortopedia Especialista meet.google.com/tus-akmz-csn

7 Fernando Dias Urologia Mestre meet.google.com/vxy-ekrm-kqp

8 Raquel Santana Psiquiatria Especialista meet.google.com/idi-fdje-otw

9 Juliana Henriques Cirurgia vascular Especialista meet.google.com/fbu-dhpj-you

10 Fernanda Bidoia Dermatologia Especialista meet.google.com/wdg-wcey-grv

11 Abdol Assef Cardiologia Especialista meet.google.com/ikm-kxjb-oyj

12 Tiago Castilho Cirurgia Oncológica Mestre meet.google.com/fcu-fzdx-qmn

Jordão Francisco da
13 Cirurgia Oncológica Especialista meet.google.com/uzx-szwu-pug
Silva
14 Raquel Scremin Ginecologia e Obstetrícia Especialista meet.google.com/jep-qciv-qso
Eduardo Henrique Cirurgião do aparelho
15 Stefano digestivo
Especialista meet.google.com/wyh-ncwd-etm

Mauro Pedro da
16 Cunha
Neurologia Especialista meet.google.com/zfz-gmpe-xpa

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CRONOGRAMA
DE AULAS

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dom seg ter qua qui sex sab


HORÁRIOS/
04/abr 05/abr 06/abr 07/abr 08/abr 09/abr 10/abr
DATAS
Atenção à saúde da RADIOLOGIA - Prof Fabio
8 - 9h40
mulher e da criança - GO Meurer

Vascularização e inervação
10-11h40 do abdome - Prof. Audrei
Pavanelo

13h30 - 15h10 IC III IC III TO - Acesso venoso central

Microbiologia do sistema Microbiologia do sistema


15h30 - 17h10 IC III IC III digestório I - Profa. digestório II - Profa.
TUT 2 Pâmela Guimarães Pâmela Guimarães

18h -19h40
19:00 - 20:40
TUT 3
21:00 - 22h40

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PERÍODO 12 - 2020
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dom seg ter qua qui sex sab


HORÁRIOS/
11/abr 12/abr 13/abr 14/abr 15/abr 16/abr 17/abr
DATAS

Atenção à saúde da RADIOLOGIA - - Prof Fabio TO - Pré-operatório e


8 - 9h40
mulher e da criança - GO Meurer complicações

Fisiologia do sistema
Doenças Parasitárias I –
10-11h40 digestório I – Profa.
Profa. Cláudia Rosada
Mariana Benites

Genética médica - profa


13h30 - 15h10 IC III IC III
Clarissa Torresan
Vascularização e inervação
15h30 - 17h10 IC III IC III da pelve - Profa Mariana
Prova Módulo Dor Machado

18h -19h40
19:00 - 20:40
TUT 4
21:00 - 22h40

17

PERÍODO 12 - 2020
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dom seg ter qua qui sex sab


HORÁRIOS/
18/abr 19/abr 20/abr 21/abr 22/abr 23/abr 24/abr
DATAS

TO - Princípios de Atenção à saúde da


8 - 9h40
cirurgia torácica mulher e da criança - GO

Fisiologia do sistema Farmacologia do sistema


10-11h40 digestório II – Profa. digestório I – Profa.
Mariana Benites Emilene Dias

PROVA Genética
13h30 - 15h10 IC III Feriado - Tiradentes Médica BIM 1
Processos fisiológicos
15h30 - 17h10 IC III envolvidos no vômito –
TUT 5 Profa Bianca Ratti

18h -19h40
19:00 - 20:40
TUT 6
21:00 - 22h40

18

PERÍODO 12 - 2020
MED120_009 Dor Abdominal (30/03/2020 a 16/05/2020)

dom seg ter qua qui sex sab


HORÁRIOS/
25/abr 26/abr 27/abr 28/abr 29/abr 30/abr 01/mai
DATAS
PROVA BIM 1 - Atenção à Farmacologia do sistema
RADIOLOGIA - Prof Fabio
8 - 9h40 saúde da mulher e da digestório II – Profa.
Meurer
criança - GO Emilene Dias
PROVA Interação
10-11h40
Comunitária III - BIM 1

PROVA Habilidades
13h30 - 15h10 IC III IC III clínicas e atitudes III (TO)
BIM 1 Feriado

15h30 - 17h10 IC III IC III


TUT 7
18h -19h40
Principais patologias
19:00 - 20:40 gástricas - Eduardo
Stefano TUT 8
21:00 - 22h40

19

PERÍODO 12 - 2020
MED120_009 Dor Abdominal (30/03/2020 a 16/05/2020)

dom seg ter qua qui sex sab


HORÁRIOS/
02/mai 03/mai 04/mai 05/mai 06/mai 07/mai 08/mai
DATAS
Colecistopatia
Atenção à saúde da RADIOLOGIA - Prof Fabio
8 - 9h40 Litiásica - Prof TO - ATLS
mulher e da criança - GO Meurer
Marcello Bavaresco

TCC I - profa. Valéria Doenças Parasitárias II –


10-11h40
do Amaral Profa. Cláudia Rosada

Genética médica - profa


13h30 - 15h10 IC III IC III
Clarissa Torresan
15h30 - 17h10 IC III IC III
TUT 9
18h -19h40

19:30 às 21:00 - Aspectos


Câncer gástrico -
19:00 - 20:40 psicossomáticos dos
Eduardo Stefano TUT 10
transtornos do sist.digest.
– Profa Raquel Santana
21:00 - 22h40

20

PERÍODO 12 - 2020
MED120_009 Dor Abdominal (30/03/2020 a 16/05/2020)

dom seg ter qua qui sex sab


HORÁRIOS/
09/mai 10/mai 11/mai 12/mai 13/mai 14/mai 15/mai
DATAS

Atenção à saúde da RADIOLOGIA - Prof Fabio


8 - 9h40
mulher e da criança - GO Meurer

10-11h40

TO - Princípios de
13h30 - 15h10 IC III IC III
Feriado cirurgia plástica
15h30 - 17h10 IC III IC III

18h -19h40
19:00 - 20:40
TUT 11
21:00 - 22h40

21

PERÍODO 12 - 2020
MED120_009 Dor Abdominal (30/03/2020 a 16/05/2020)

dom seg ter qua qui sex sab


HORÁRIOS/
16/mai 17/mai 18/mai 19/mai 20/mai 21/mai 22/mai
DATAS
Atenção à saúde da RADIOLOGIA - Prof Fabio
8 - 9h40 TO - Abdome agudo
mulher e da criança - GO Meurer
10-11h40

Genética médica - profa


13h30 - 15h10 IC III IC III
Clarissa Torresan
15h30 - 17h10 IC III IC III
TUTORIAL DESAFIO
18h -19h40
19:00 - 20:40
Prova do Módulo DOR
ABDOMINAL - 19h às 22h
21:00 - 22h40

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PERÍODO 12 - 2020
MED120_009 Dor Abdominal (30/03/2020 a 16/05/2020)

Bibliografia Recomendada

DANI, R. Gastroenterologia essencial. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.

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Koogan, 2018.

BICKLEY, L. S.; SZILAGYI, P. G.; MUNDIM, F. D. Bates propedêutica médica. 12º ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.

MARTINS, M. de A.; CARRILHO, F. J.; ALVES, V. A. F.; CASTILHO, E. A.; CERRI, G. G.


Clínica médica: doenças do aparelho digestivo, nutrição e doenças nutricionais.
volume 4, Barueri: Manole, 2016.

FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE GASTROENTEROLOGIA. Condutas em


Gastroenterologia. Rio de Janeiro: Revinter, 2008.

BRAMBS, H-J.; BOLNER, A. R. Diagnóstico por imagem: gastrintestinal. Porto Alegre:


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AIRES, M. de M. Fisiologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.

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PORTH, C. M.; MATFIN, G. Fisiopatologia: volume 1. 8º ed. Rio de Janeiro: Guanabara


Koogan, 2010.

PORTH, C. M.; MATFIN, G. Fisiopatologia: volume 2. 8º ed. Rio de Janeiro: Guanabara


Koogan, 2010.

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GOFFI, F. S. Técnica Cirúrgica: bases anatômicas, fisiopatológicas e técnicas da


cirurgia. 4/5º ed. São Paulo: Atheneu, 2001/2006.

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PERÍODO 12 - 2020

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