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Políticas públicas relacionadas a

medicamentos no Brasil
➢ Conhecer quais são as políticas
farmacêuticas em vigor no país

➢ Descrever os componentes e
estratégias das políticas
farmacêuticas

➢ Relacionar as políticas
farmacêuticas com os princípios
e diretrizes do SUS

➢ Conceituar Assistência
Farmacêutica

➢ Descrever o ciclo da Assistência


Farmacêutica e seus
Objetivos de ensino componentes
Pra quê servem as
Políticas públicas?
➢ Explicitam para a sociedade as intenções do
Governo

➢ Orientam o planejamento das ações e programas


governamentais nas áreas e atividades de
interesse público

➢ Qual a diferença entre


➢ Políticas de Estado
➢ Políticas de governo
➢ Art. 6º Estão incluídas ainda no
campo de atuação do Sistema
Único de Saúde (SUS):
➢ I - a execução de ações:
➢ de vigilância sanitária;
➢ de vigilância epidemiológica;
➢ de saúde do trabalhador; e
➢ de assistência terapêutica
integral, inclusive farmacêutica;

VI - a formulação da política de
medicamentos, equipamentos,
imunobiológicos e outros insumos
de interesse para a saúde e a

Pra quê servem as participação na sua produção;

Políticas públicas?
Contexto
Internacional
➢ 1948 → OMS considera medicamentos
essenciais

➢ 1978 → Conferência Internacional sobre a


Atenção Primária a Saúde - Alma Ata

➢ 1985 → Conferência Mundial sobre o Uso


Racional de Medicamentos – Nairobi
Histórico das políticas farmacêuticas
no Brasil
CEME
➢ Criada em 1971
➢ Objetivos
➢ “promover e organizar o fornecimento, por preços
acessíveis, de medicamentos de uso humano a quantos não
puderem por suas condições econômicas, adquiri-los a
preços comuns no mercado”

➢ “funcionar como reguladora da produção e distribuição de


medicamentos dos laboratórios farmacêuticos subordinados
ou vinculados aos Ministérios da Marinha, do Exército, da
Aeronáutica, da Saúde, do Trabalho e Previdência Social e da
Saúde”
O papel da CEME

➢Na década de 1990 a CEME apresentou vários problemas de gestão e denúncias


de irregularidades no abastecimento de medicamentos

➢Em 1997 finalmente ela foi desativada

➢As ações e programas de Assistência Farmacêutica ficaram fragmentados e


desarticulados dentro de vários órgãos do governo federal
EVENTOS ORGANIZADOS PELA
CEME
➢1988 - I ENCONTRO NACIONAL DA ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA E
POLÍTICA DE MEDICAMENTOS
- CARTA DE BRASÍLIA -

➢Nacionalização da produção de medicamentos


➢Não reconhecimento de patentes
➢Ampliação da pesquisa
➢Criação da AssistFar (controle de estoque e garantia de acesso ao
medicamentos)  inserção no SUS
CONCEITO DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

Conceito de Assistência Farmacêutica da Carta de Brasília (1988)

➢“Trata-se de um conjunto de procedimentos necessários à promoção, prevenção


e recuperação da saúde no nível individual ou coletivo, centrados no
medicamento...”

➢“...a assistência farmacêutica engloba atividades de pesquisa, produção,


distribuição, armazenamento, prescrição, dispensação, entendida esta como o ato
essencialmente de orientação quanto ao uso adequado e farmacovigilância do
medicamento”

BRASIL. Ministério da Saúde. Central de Medicamentos. “Carta de Brasília”. I Encontro Nacional de Assistência Farmacêutica e Políticas de Medicamentos, CEME: Brasília, 1988
DEFICIÊNCIAS NA
CEME
➢ Incompetência e descompromisso das administrações

➢ Incompetência dos laboratórios oficiais

➢ Corrupção nas compras

➢  recursos

➢ desarticulação das estruturas estaduais e municipais


(desperdício de medicamentos)
Política Nacional
de Medicamentos

➢ Em 1998 é publicada a Portaria GM/MS 3.916, que


estabeleceu a POLÍTICA NACIONAL DE
MEDICAMENTOS (PNM)

➢ A Política Nacional de Medicamentos “contempla


diretrizes e define prioridades relacionadas à legislação –
incluindo a regulamentação – inspeção, controle e
garantia da qualidade, seleção, aquisição e distribuição,
uso racional de medicamentos, desenvolvimento de
recursos humanos e desenvolvimento científico e
tecnológico”
Conceito de Assistência
Farmacêutica da PNM

“Grupo de atividades relacionadas com o medicamento,


destinadas a apoiar as ações de saúde demandadas por uma
comunidade. Envolve o abastecimento de medicamentos em
todas e em cada uma de suas etapas constitutivas, a
conservação e o controle de qualidade, a segurança e a
eficácia terapêutica dos medicamentos, o acompanhamento e
a avaliação da utilização, a obtenção e a difusão de informação
sobre medicamentos e a educação permanente dos
profissionais de saúde, do paciente e da comunidade para
assegurar o uso racional de medicamentos.”
FATORES QUE INFLUENCIARAM A PNM

➢ Mudança no perfil epidemiológico (cólera,


dengue, malária, DST e AIDS)

➢ Envelhecimento populacional

➢  doenças crônico-degenerativas

➢  consumo de medicamentos
Política Nacional de Medicamentos
➢Finalidades da PNM:

➢ Garantir o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais

➢ Garantir a segurança, a eficácia e a qualidade dos medicamentos

➢ A promoção do uso racional dos medicamentos


Política Nacional
de Medicamentos
➢ Diretrizes:

➢ Adoção da Relação de Medicamentos Essenciais

➢ Regulação sanitária de medicamentos

➢ Reorientação da Assistência Farmacêutica

➢ Promoção do uso racional de medicamentos

➢ Desenvolvimento científico e tecnológico

➢ Promoção da produção de medicamentos

➢ Garantia da segurança, eficácia e qualidade dos


medicamentos

➢ Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos


Política Nacional de Medicamentos
➢Prioridades:
➢ Revisão permanente da Rename;

➢ Reorientação da assistência farmacêutica;

➢ Promoção do uso racional de medicamentos;

➢ Organização das atividades de vigilância sanitária de medicamentos.


Política Nacional de
Medicamentos
➢ Adoção da relação de medicamentos essenciais

➢ Medida indispensável na seleção de


medicamentos baseado na segurança, eficácia
terapêutica comprovada, qualidade e
disponibilidade de produtos
Regulação sanitária de medicamentos
Criação da Anvisa - Lei nº 9.782, de 26 de janeiro 1999

Ivo Bucaresky
Diretor-Presidente da Anvisa
Regulação sanitária de medicamentos

Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos


Controlados
Política Nacional de Medicamentos
➢Reorientação da assistência farmacêutica
➢ Fundamentos da Reorientação da Assistência Farmacêutica

➢ Descentralização da gestão

➢ Promoção do uso racional dos medicamentos

➢ Otimização e eficácia do sistema de distribuição no setor público

➢ Desenvolvimento de iniciativas visando a redução nos preços dos produtos


Política Nacional de Medicamentos
➢Descentralização da gestão
➢ Execução e financiamento da AssistFar na atenção básica em saúde

➢ Incentivo à assistência farmacêutica básica (portaria nº 176)

➢ Art. 4º O financiamento da AssistFar básica é responsabilidade das três esferas de gestão,


devendo ser aplicados os valores mínimos definidos:
Política Nacional de Assistência
Farmacêutica
➢Resultante da 1ª. Conferencia Nacional de Medicamentos e Assistência
Farmacêutica (2003)

➢Aprovada pelo plenário do Conselho Nacional de Saúde (2004)

➢“ A Política Nacional de Assistência Farmacêutica é parte integrante da Política


Nacional de Saúde, envolvendo um conjunto de ações voltadas à promoção,
proteção e recuperação da saúde e garantindo os princípios da
universalidade, integralidade e equidade;
Política Nacional de Assistência
Farmacêutica
Conceito de Assistência Farmacêutica da PNAF

➢“ A Assistência Farmacêutica deve ser compreendida como política pública


norteadora para a formulação de políticas setoriais, entre as quais destacam-
se as políticas de medicamentos, de ciência e tecnologia, de
desenvolvimento industrial e de formação de recursos humanos, dentre
outras, garantindo a intersetorialidade inerente ao sistema de saúde do país
(SUS) e cuja implantação envolve tanto o setor público como privado de
atenção à saúde”
O ciclo da Assistência Farmacêutica
Política Nacional de Assistência
Farmacêutica

➢ Eixos estratégicos

➢ Garantia de acesso e equidade às ações de saúde

➢ Organização dos serviços de assistência farmacêutica nos diferentes níveis


de atenção, de acordo com prioridades regionais

➢ Qualificação dos serviços de assistência farmacêutica

➢ Descentralização das ações, com definição das responsabilidades das


diferentes instâncias gestoras, de forma pactuada

➢ Desenvolvimento, valorização, formação, fixação e capacitação de recursos


humanos
Política Nacional de
Assistência Farmacêutica
➢ Eixos estratégicos

➢ Modernização e ampliação dos Laboratórios Farmacêuticos


➢ Utilização da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais
(RENAME) como instrumento de racionalização da Assistência
Farmacêutica
➢ Pactuação de ações intersetoriais
➢ Implementação de forma intersetorial de uma política pública
de DC&T
➢ Definição e pactuação de ações intersetoriais que visem à
utilização das plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos
no processo de atenção à saúde
Política Nacional de
Assistência Farmacêutica

➢ De quem é a responsabilidade pela gestão da Assistência Farmacêutica no país?

➢ A gestão das políticas farmacêuticas é de responsabilidade do Ministério da Saúde


por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), no
âmbito federal, e dos órgãos ou coordenações de Assistência Farmacêutica das
secretarias estaduais e municipais de saúde

➢ A SCTIE/MS formula e implementa políticas nacionais de ciência, tecnologia e


inovação em saúde, assistência farmacêutica e fomento à pesquisa,
desenvolvimento e inovação na área de saúde
Organização da Assistência Farmacêutica
➢Portaria GM/MS nº 204/2007
➢ Regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os
serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento

➢ Componentes
Organização da Assistência Farmacêutica
➢Portaria GM/MS n. 837/2009
➢ Atualiza os blocos de financiamento e estabelece os componentes da Assistência Farmacêutica

➢ Componentes
Componentes da
Assistência Farmacêutica

➢ Componente Básico da Assistência Farmacêutica


➢ Medicamentos relacionados a agravos e programas de saúde específicos
inseridos na rede de cuidados deste nível de atenção através do Incentivo
à AF Básica (IAFB)
➢ Elenco de medicamentos, constantes da RENAME, indicados para
tratamento das doenças mais prevalentes da população
Componentes da Assistência Farmacêutica
➢Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica

➢ Objetiva disponibilizar medicamentos para o atendimento de programas de saúde


coordenados nacionalmente pelo Ministério da Saúde (MS), de caráter transmissível e/ou
alto impacto na saúde da população

➢Estão incluídos os medicamentos


➢ Programa DST/Aids
➢ Tuberculose
➢ Hanseníase
➢ Malária e outras endemias focais
➢ Imunobiológicos e insumos das coagulopatias e hemoderivados
Componentes da Assistência Farmacêutica
➢Componente Especializado da Assistência Farmacêutica

➢Busca garantir a integralidade da farmacoterapia, no nível ambulatorial, de agravos


cujas abordagens terapêuticas estão estabelecidas em Protocolos Clínicos e
Diretrizes Terapêuticas (PCDT), publicados pelo MS

➢Os PCDT estabelecem quais são os medicamentos disponibilizados para o


tratamento das doenças contempladas e qual a instância gestora responsável pelo
seu financiamento

asil. Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). Assistência Farmacêutica no SUS. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília: CONASS, 2011. 186 p
Componentes da Assistência Farmacêutica
REFERÊNCIAS
➢BRASIL. Ministério da Saúde. Central de Medicamentos. “Carta de Brasília”. I
Encontro Nacional de Assistência Farmacêutica e Políticas de Medicamentos,
CEME: Brasília, 1988.
➢BRASIL. Ministério as Saúde. Secretaria de Política de Saúde. Política nacional de
medicamentos. Brasília: MS, 1998.
➢BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). Assistência
Farmacêutica no SUS. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. – Brasília:
CONASS, 2011. 186 p. (Coleção Para Entender a Gestão do SUS 2011, 7).
➢CORRER, Cassyano Januário; OTUKI, Michel Fleith; SOLER, Orenzio. Assistência
farmacêutica integrada ao processo de cuidado em saúde: gestão clínica do
medicamento. Rev. Pan-Amaz Saúde, Ananindeua , v. 2, n. 3, set. 2011

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