Você está na página 1de 60

Licenciado para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.

com
Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com




Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
DIREITO ADMINISTRATIVO
1 – Introdução e Regime Jurídico Adm
Conceitos
Constitucionalização do direito adm  Ler a adm pública a partir dos princípios constitucionais.
• Vista em dois prismas:
- Elevação, ao nível constitucional, de matérias antes tratadas por legislação infraconstitucional.
- Irradiação dos efeitos das normas constitucionais por todo o sistema jurídico.

Estado: instituição de direito público organizada política, social e juridicamente.


- Constituído por três elementos indissociáveis  povo, território e governo soberano.
- O Estado e seus entes federativos detêm autonomia política.
Forma de Estado:
• Unitário  há uma centralização política, um único poder político central (ex: Uruguai).
• Federado  há uma descentralização política e a presença de outros entes federados (ex: Brasil).
- Não há hierarquia entre os entes federados, e sim uma distribuição constitucional de competências.
Estado de direito: composto por três pilares  tripartição de poderes, universalidade da jurisdição e generalização do princípio da legalidade.
- O Estado institui as leis e está atrelado a elas.

Poderes do Estado (cláusula pétrea): executivo, legislativo e judiciário.


- Essa divisão não é absoluta.
- Devem conviver harmonicamente  teoria de freios e contrapesos.
- Os poderes exercem funções típicas e atípicas (está previsto em lei).
- Executivo e legislativo não criam coisa julgada.
- A função política abarca coisas que não cabem nas outras funções.
• Executivo: função típica é administrar  Essa função tem caráter infralegal, pois deve ser sempre exercida com submissão à lei.

Governo: tem função de direção suprema do Estado, estando relacionado com a função política, de comando e coordenação.
- Governo em sentido subjetivo  pessoas que comandam a atividade governamental.
- Governo em sentido objetivo  atividade do Estado em si.
Sistema de governo:
• Presidencialismo: há uma divisão dos poderes  o PR é chefe do executivo, acumulando a função de chefe de Estado e de governo, cumprindo
um mandato fixo  o executivo não pode dissolver o legislativo.
• Parlamentarismo: o executivo é dividido em duas frentes  o chefe de Estado é o PR ou monarca e o chefe de governo é o primeiro-ministro ou
conselho de ministros  o executivo pode dissolver o legislativo.
Formas de governo:
• Republicana: eleições, temporalidade do exercício, representatividade popular e responsabilidade do governante.
• Monarquia: hereditariedade, vitaliciedade, sem representatividade popular e o governo não tem o dever de prestar contas (irresponsabilidade)

Sentidos da Administração pública:


- Adm em sentido amplo: abrange os órgãos de governo com função POLÍTICA e os órgãos e entidades com função ADM.
- Adm em sentido estrito: abrange somente os órgãos e entidades que com função ADM.
Adm em sentido FORMAL, SUBJETIVO OU ORGÂNICO  Agentes, órgãos e entidades que exercem as atividades adm.
Adm em sentido MATERIAL, OBJETIVO OU FUNCIONAL  É a própria função ou atividade da Adm.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Direito público: tutela o interesse público  Há uma desigualdade nas relações jurídicas devido a supremacia do interesse público sobre o
particular  Relação vertical.
Direito privado: tutela o interesse particular  Há uma igualdade nas relações jurídicas  Relação horizontal.
- Não há relação em que o Estado esteja envolvido que seja regida exclusivamente pelo direito privado.

Fontes primárias, organizadas ou diretas  Leis e súmulas vinculantes.


Fontes secundárias ou inorganizadas  Jurisprudência, doutrina e costumes.
- Fonte secundária não é obrigatória para o agente adm.

Critérios do direito adm: vários critérios conceituam o que seja o direito adm.
• Critério legalista: conjunto de leis adm que regulam a adm pública.
• Critério do poder executivo: conjunto de regras que disciplinam os atos do poder executivo.
• Critério das relações jurídicas: conjunto de regras que disciplinam o relacionamento da adm pública com os administrados.
• Critério do serviço público: disciplina jurídica que regula a instituição, a organização, o funcionamento e a prestação dos serviços públicos.
• Critério teleológico ou finalístico: sistema de princípios que regulam a atividade do estado para o cumprimento de seus fins.
• Critério negativista: ramo do direito que regula toda a atividade estatal que não seja legislativa e jurisdicional.

Sistemas Adm: controla os atos ilegais ou ilegítimos praticados pelo poder público.
Sistema Francês ou do contencioso Adm  Há duas jurisdições, a judiciária e a administrativa, e ambas fazem coisa julgada.
Sistema Inglês ou do não contencioso Adm  Há apenas a jurisdição judiciária, assim, as decisões adm estão sujeitas ao controle judiciário.

Regime jurídico administrativo


Regime Jurídico da Adm pública ≠ Regime Jurídico Adm.
Regime Jurídico da Adm Pública  Direito público + Direito privado
Regime Jurídico Adm  Apenas direito público.
- A adm possui uma situação privilegiada  Verticalizada
• É o conjunto de princípios e regras que definem a atuação do ente público;
- Podem ser explícitos ou implícitos.
- Não há hierarquia entre os princípios.
- Há dois princípios norteadores.

Princípios norteadores  poder-dever do estado.


Princípio da supremacia do interesse público (poder): o interesse público primário se sobressai ao interesse privado.
- A adm pública tem diversos privilégios em relação ao particular.
- É prioridade da adm pública  o interesse público primário é o da sociedade e o secundário é o do Estado.
• Princípio da indisponibilidade do interesse público (dever): interesse público pertence a coletividade, então a Adm não pode renunciá-lo.

Princípios explícitos: LIMPE  Aplicado a TODA adm pública.


Legalidade:
- Para a Adm, a é legalidade stricto sensu  só pode fazer o que a lei autoriza, jamais podendo agir em sua omissão.
- Para particulares, a legalidade é lato sensu  pode fazer tudo que a lei não proíbe.
- Exceções a legalidade: medida provisória, estado de defesa e estado de sítio.
Impessoalidade: deve agir sempre objetivando o interesse público, jamais em interesse próprio ou de terceiros (vedada a promoção pessoal com
recursos públicos).
- Tratar os adm de maneira isonômica.
- Vedado o nepotismo, inclusive cruzado  Nomeação política não é nepotismo;
Moralidade: agir com ética, probidade, distinguir o certo do errado, o honesto do desonesto etc.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Publicidade: a Adm deve divulgar seus atos por meios oficiais, exceto os que merecem sigilo, como os de segurança nacional, privacidade dos
administrados etc;
- É requisito de eficácia de moralidade do Ato adm.
Eficiência: fazer mais com menos, sem perder a qualidade.
- Acrescentado posteriormente.

Princípios implícitos  Têm a mesma relevância dos explícitos


Princípio do contraditório e da ampla defesa: assegurados em situações que possa gerar prejuízo ao adm.
- Falta de advogado no PAD não ofende a CF;
Princípio da continuidade: serviços públicos, inclusive os prestados por empresas privadas concessionárias, devem ser prestadas de maneira
adequada e ininterrupta.
Princípio da razoabilidade e proporcionalidade: limitam os atos discricionários  Evita excessos.
- Adequação entre os meios e fins, vendando obrigações e sanções em medida superior as necessárias.
Princípio da segurança jurídica: impede a aplicação de maneira retroativa de uma nova interpretação da lei.
Princípio da motivação: impõe à Adm Pública o dever de indicar os pressupostos de fato e de direito que determinaram a prática do ato adm.
- Nomeação e exoneração de cargo de comissionado não precisa ser motivada.
Princípio da generalidade: serviço público deve atingir o maior nº de pessoas possíveis e todos que cumpram os requisitos faz jus a ele.
Princípio da Juridicidade: amplia o conceito de legalidade, diminuindo a discricionariedade do adm.

2 – Organização administrativa
- A Adm pública é formada exclusivamente pelos órgãos da adm direta e entidades da adm indireta.
Atividades da Adm pública:
• Fomento.
• Polícia Administrativa
• Regulamentação e fiscalização
• Serviços públicos

Princípios da organização administrativa:


Planejamento.
Coordenação.
Descentralização.
Delegação de Competência: instrumento de descentralização adm, objetivando assegurar maior rapidez e objetividade das decisões.
• Avocação: superior hierárquico puxar a competência para si;
- Só pode ser feita se a competência não for exclusiva do órgão.
- É temporária, excepcional e só pode ser feita em situações relevantes e devidamente justificadas.
• Delegação: passar a atribuição de um órgão para outro, que pode ser da mesma hierarquia ou de uma hierarquia inferior.
- Não transfere a competência, apenas a execução.
- É facultativa, temporária (pode ser revogada a qualquer tempo) e deve ser específica quanto a matéria e seus limites.
- Não podem ser delegados edição de atos normativos, decisão de recursos adm e matéria de competência exclusiva.
Controle.

Concentração: extinção de órgãos e secretárias, reunindo competência em um nº menor de unidades.


Desconcentração: criação de órgãos e secretárias para a distribuição de competências dentro da mesma PJ  Cria órgãos.
- Mantém-se a Hierarquia.

Centralização: Prestação de serviços por meio dos órgãos internos da adm direta.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Descentralização: Prestação de serviços por meio de entidades personalizados  Cria entidades.
- Não há hierarquia entre o ente e a entidade  Ocorre a supervisão ministerial ou controle finalístico, onde não será visto o mérito dos atos, mas
sim a finalidade de acordo com a lei.
- A execução das atividades da Adm Federal deverá ser amplamente descentralizada.
A descentralização será posta em prática em três planos principais:
- Dentro dos quadros da Adm Federal, distinguindo-se claramente o nível de direção do de execução;
- Da Adm Federal para a Adm das UF, quando estejam devidamente aparelhadas e mediante convênio;
- Da Adm Federal para a órbita privada, mediante contratos ou concessões.

Descentralização por OUTORGA, SERVIÇO ou FUNÇÃO: transferência de titularidade e execução de serviços.


- Feita apenas por LEI;
Descentralização por DELEGAÇÃO ou COLABORAÇÃO: transferência apenas da execução do serviço, por meio de contrato de concessão
ou ato unilateral.
- É da Adm para a esfera privada.

Administração direta:
Conjunto de órgãos e agentes públicos ligados diretamente às pessoas políticas  Adm centralizada
• Composta pela União, Estados, DF e Municípios  Não há hierarquia entre os entes
• PJ de direito público interno.
• Possuem autonomia técnica, administrativa, financeira e POLÍTICA
• Responsabilidade objetiva
• Têm imunidade tributária recíproca, o regime de pessoal é estatutário, devem licitar e prestar contas.
• Seus bens são públicos (impenhoráveis, imprescritíveis e inalienáveis) e realizam pagamentos por meio de precatórias
• Possuem prerrogativas processuais  dobro do prazo para recorrer e contestar

Órgãos Públicos  Fruto da desconcentração.


- São despersonalizados, estando dentro de um ente da adm e se subordinando a ele;
- Não possuem patrimônio nem capacidade processual  Exceto os órgãos independentes e autônomos;
- Criação e extinção somente por lei.
• Teoria do órgão ou da imputação: o Ente manifesta sua vontade por meio dos órgãos e dos agentes públicos que o compõe.
• Teoria da aparência: atos praticados que aparentam serem legítimos, mesmo que quem praticou não seja servidor, serão imputados ao Ente.

Classificações dos órgãos quanto à hierarquia ou à posição estatal:


• Órgãos Independentes: originários da CF e representam os três poderes do Estado  Suas funções são exercidas por agentes políticos.
- Ex: Presidência da República e Casas Legislativas.
- O MP tem natureza de órgão independente, estando subordinado ao Poder Executivo.
• Órgãos Autônomos: imediatamente subordinados aos independentes, detêm autonomia adm, técnico e financeira;
- Ex: ministérios e secretarias.
• Órgãos Superiores: detêm poder de decisão, controle e direção, mas uma baixa autonomia;
- Ex: PRF e PF
• Órgãos Subalternos: órgãos de mera execução;
- Ex: departamentos.

Administração indireta:
• Composta por  Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista
• Está vinculada ao ministério que melhor se enquadre em sua principal atividade

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Princípio da especialidade: a entidade está vinculada a especialidade, não podendo executar atribuições diversas.
- Sua finalidade deve estar definida na lei que a criou, se for de direito público, ou em lei complementar, se for de direito privado.
• Fruto da descentralização por OUTORGA  Transferência de titularidade e execução.
• Devem licitar e prestar contas
• Detêm personalidade, patrimônio próprio e capacidade processual
• Possuem autonomia técnica, administrativa e financeira, mas NÃO POLÍTICA
• Necessita de concurso público para contratação.

Autarquias: PJ de direito público criada por lei específica, mediante iniciativa do chefe do Poder Executivo  Aquisição de personalidade jurídica
independe do registro de seus atos constitutivos.
- Presta serviços típicos do Estado.
- Possuem responsabilidade objetiva, seus bens são públicos e realiza pagamento por precatória
- Têm imunidade tributária e prerrogativas processuais.
- Regime de pessoal estatutário.
Espécies:
- Autarquia comum ou ordinária
- Autarquia sob regime especial: detém maior autonomia  Geralmente são as agências reguladoras e universidades públicas.
- Autarquia fundacional: fundação pública que por ser de direito público é denominada autarquia.
- Autarquia interfederada: pertence a mais de um ente federado, como os consórcios de direito público;
- Autarquia profissional: são os conselhos de fiscalização de atividade, como o CRM, CREA etc.
• Ao contrário do que diz sua definição legal, os conselhos são entidades de direito público, pois possuem poder de polícia, e devem seguir as
regras das autarquias.
• A OAB é uma entidade sui-generis, não sendo classificada como uma autarquia.

Fundações Públicas: podem ser de direito público ou privado e não possuem fins lucrativos.
- Sua área de atuação sempre será de cunho social, sendo definido por lei complementar.
- Possui responsabilidade objetiva, seus bens são públicos e realiza pagamentos por precatória.
De direito público: criadas por lei  Não necessitam dos registros de seus atos constitutivos para adquirir personalidade jurídica.
- Regime de pessoal é estatutário.
- Possuem imunidade tributária e prerrogativas processuais.
De direito privado: autorizadas por lei  Necessitam dos registros de seus atos constitutivos para adquirir personalidade jurídica.
- Regime de pessoal é celetista
- Não possuem imunidade tributária nem prerrogativas processuais.

Empresas Pública e S.E.M: PJ de direito privado, criadas a partir de autorização de lei específica  Adquire personalidade jurídica com o registro
de seus atos constitutivos.
• Podem ser prestadoras de serviços públicos ou exploradoras de atividade econômica.
- A exploração de atividade econômica é vedada no Brasil, sendo excepcionada a regra apenas: nos casos constitucionalmente previstos, a
segurança nacional e no relevante interesse coletivo.
- Os empregados são do regime celetista e os dirigentes do estatutário;
Prestadora de serviços públicos:
- Responsabilidade objetiva.
- Os bens utilizados para a prestação dos serviços públicos são equiparados a bens públicos.
- Têm imunidade tributária e devêm licitar.
Exploradoras de atividade econômica:
- Responsabilidade subjetiva.
- Não têm imunidade tributária.
- Quando relacionado a sua atividade-fim não precisa licitar, nos demais casos precisa.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Diferença entre E.P e S.E.M:
• Empresa pública:
- Capital 100% PÚBLICO e pode adotar qualquer forma societária.
- Competência do processo é da Justiça do criador da empresa.
• Sociedade de economia mista:
- Capital misto (poder público tem no mínimo 50% + 1 ação) e constituídas apenas como S/A;
- Competência do processo é da Justiça Comum Estadual;

3 – Poderes administrativos;
- São irrenunciáveis, mas podem ser delegados.
Poder Vinculado: não há margem de escolha para o administrador
Poder Discricionário: o adm age com de acordo com a conveniência e oportunidade, sempre em busca do interesse público.
- A escolha deve ser pautada pelos princípios da proporcionalidade e razoabilidade.

Poder Regulamentar ou Normativo: complementa e explica o que a lei trouxe, para que ela possa ser fielmente executada.
• Só pode ser exercido pelos chefes do poder executivo, através de decretos e regulamentos.
- Pode ser delegado.
• Possui natureza derivada ou secundária, pois é exercido com base em uma lei já existente.
• Não pode criar direitos e obrigações, alterar lei ou inovar o ordenamento jurídico.
- Exceção: os decretos autônomos (natureza originária) podem inovar o ordenamento jurídico, em relação:
a) organização e funcionamento da Adm, quando não implicar aumento de despesas nem a criação ou extinção de órgãos públicos;
b) extinção de funções ou cargos públicos vagos.

Poder Hierárquico: eminentemente interno


• Objetiva:
- Dar ordens;
- Editar atos normativos internos para ordenar a atuação dos subordinados;
- Fiscalizar a atuação e rever atos;
- Delegar competências;
- Avocar atribuições;
- Aplicar sanções.

Poder Disciplinar: decorre do hierárquico e permite que a adm aplique sanções adm a seus servidores e a particulares que tenham algum vínculo
jurídico com ela.
- É vinculado em relação a aplicar a sanção e discricionário em relação a definir o limite da sanção.

Poder de Polícia: faculdade discricionária de condicionar, limitar e restringir o uso de bens, direitos e atividades de particulares, buscando proteger
o interesse coletivo.
- Não é ilimitado, pois encontra restrições nos direitos e garantias individuais.
- As taxas cobradas em relação a alvará ou licenças, decorrem do poder de polícia.
- O Judiciário pode analisar a legalidade do Ato que utilizou o Poder de Polícia, não seu mérito.

Polícia Administrativa: Tem caráter preventivo, incidindo sobre bens, direitos ou atividades, sendo vinculada à prevenção de ilícitos adm e
difundindo-se por todos os órgãos adm, de todos os Poderes e entidades públicas que tenham atribuições de fiscalização.
Polícia Judiciária: Tem caráter repressivo, incidindo sobre pessoas, atuando de forma conexa e acessória ao Judiciário na apuração e investigação
de infrações penais.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Está vinculada ao Poder executivo
- É privativa de corporações especializadas  PC, PM, PF, PRF etc.

Atributos do poder de polícia:


• Discricionariedade: margem de escolha pra agir dentro da lei.
• Autoexecutoriedade: possibilidade de imediata e direta execução de certos atos, independente de autorização judicial.
- Alguns atos, como as multas, não são autoexecutórios, mas tem exigibilidade, onde a adm usa meios indiretos para constranger o infrator.
• Coercibilidade: é imposto unilateralmente pelo Estado e o particular deve obedecer.

Fases do poder de polícia:


• Ordem de polícia: quando a lei ou o ato normativo é criado.
• Consentimento: prévia autorização da Adm para um particular exercer alguma atividade  Nem sempre está presente.
- Ex: alvará ou licenças.
• Fiscalização: verificação do cumprimento das ordens de polícia;
• Sanção: punição ao particular que descumpriu as ordens de polícia  Nem sempre está presente.
- Todas as fases podem ser delegadas às entidades de Direito Público, ao passo que somente as fases de consentimento e fiscalização podem ser
delegadas às entidades da adm de Direito Privado  Nunca pode ser delegado a particulares.

Abuso de Poder: Pode ser omissivo ou comissivo, pois ambas as formas são capazes de afrontar a lei e causar lesão ao direito.
- Devido à reserva do possível, nem toda omissão é abuso de poder.
Excesso de poder: o agente extrapola sua competência ou faz algo que a lei não permite.
Desvio de poder: o agente busca uma finalidade diversa da que deveria, mesmo que essa finalidade ainda seja o interesse público.

4 – Responsabilidade civil
Teoria do risco administrativo: utilizada para ato comissivo do Estado  A responsabilidade é Objetiva e independe de dolo ou culpa, podendo
ser por ato lícito ou ilícito (ambos são antijurídico)  Basta a comprovação da conduta, que gerou um dano, ligados por um nexo causal.
- Alcança as PJ de direito público e as de direito privado que prestam serviços públicos;
- Prescreve em 5 anos o direito de obter indenização.
- PF ou PJ de direito privado que não prestam serviços públicos respondem de maneira subjetiva.
- Excludentes de ilicitude não tira a responsabilidade objetiva do Estado.
• Admite excludentes e atenuantes (em ambas o ônus da prova é do Estado):
- Excludentes: eximem o estado do dever de indenizar  Culpa exclusiva da vítima ou caso fortuito e de força maior.
- Atenuantes: reduzem o valor da indenização  Caso de culpa recíproca.

Teoria do risco integral: utilizada em situações excepcionais  O Estado tem responsabilidade objetiva, mas não admite excludentes e atenuantes.
- Utilizada em casos de danos ambientais, danos oriundos de atividades nucleares e atentados terroristas em aviões brasileiros.

Teoria da culpa anônima ou administrativa (Omissão genérica): utilizada para ato omissivo do Estado (inexistência, retardamento ou mal
funcionamento do serviço)  A responsabilidade é Subjetiva e depende da comprovação de dolo ou culpa, pois o Estado está encoberto pelo
princípio da reserva do possível.
Omissão específica: O Estado responde de maneira objetiva em caso de omissão quando ele está no papel de agente garantidor  Ex: danos que
vier a sofrer um preso, objetos apreendidos que sofreram danos etc.
- O Estado não responde civilmente por atos ilícitos praticados por foragidos da cadeia, salvo quando os danos decorrem do ato de fuga, dai
responderá de maneira objetiva.

Responsabilidade civil do Estado em ato legislativo e jurisdicional  É exceção.


Legislativo: em caso de lei de efeito concreto que gere dano ou cause prejuízo e leis declaradas inconstitucionais.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Judiciário: em caso de erro de julgamento, de prisão além do tempo, do juiz errar por dolo ou fraude ou por recusa, omissão ou retardado de
providência que se deva tomar.
- NÃO CABE indenização em prisão preventiva ou temporária.

Direito de regresso: cabe ação regressiva se for comprovado dolo ou culpa do servidor.
- O servidor não pode ser diretamente acionado pelo lesado.
- A ação impetrada para reparar o dano pode ser por via judicial ou adm (acordo entre as partes).

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
DIREITO PROCESSUAL PENAL
1 – Conceitos
- A norma será material, processual ou ambas, de acordo com seu conteúdo.
- É autônomo frente ao direito penal  Pode existir mesmo que o direito penal não exista
- É instrumental  Ferramenta para que possa ser aplicado o direito penal.
- É normativo  Tem código próprio.
- Nenhum ato será nulo se dele não surgir prejuízo para uma das partes.
- A analogia é aplicada in bonam e in malam parte.
- Inclui-se o dia do início e do fim na contagem, não se prorrogando o prazo caso o último dia seja domingo ou feriado.

Finalidade imediata ou direta: garantir a intenção de punir e tutelar os direitos e garantias fundamentais.
Finalidade mediata ou indireta: garantir a proteção dos bens jurídicos relevantes.

Fonte material: União e, subsidiariamente, o DF e os estados.


Fonte formal:
• Diretas: CPP, CF, leis, tratados internacionais, e súmulas vinculantes.
• Indiretas: princípios gerais do direito, doutrina, jurisprudência, costumes e analogia.

Sistemas:
Inquisitório: sigiloso, escrito e sem contraditório, onde a confissão é a rainha das provas.
Acusatório: é imparcial, pois há contraditório e ampla defesa, publicidade e oralidade.
- A doutrina diz que o Brasil adota o sistema acusatório.
Misto: parte inquisitório e parte acusatório.

Princípios:
Princípio do devido processo legal: princípio norteador, pois dele resulta os outros.
Princípio da presunção de inocência ou da não culpabilidade: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado.
Princípio da publicidade: o processo deve ser público, salvo quando imprescindível seu sigilo.
Princípio do juiz e do promotor natural: processo e a sentença será por autoridade competente, previamente conhecidos e investidos no cargo.
Princípio da imparcialidade do juiz: o juiz deve absorver as infos e se manter imparcial, senão cairá nas hipóteses de suspeição e impedimento.
Princípio do duplo grau de jurisdição: recursos em outras instâncias.
Princípio do contraditório e da ampla defesa: no IP é um direito disponível e no processo é indisponível, sob pena de nulidade.
Princípio da economia processual: combinar o mínimo de recursos com o máximo de eficiência  Ex: prova emprestada
Princípio da não-autoincriminação: silêncio não implica culpa.

Lei Processual Penal No Espaço:


- A territorialidade é absoluta, pois não existe processo brasileiro correndo no exterior.
- Aplica-se a lei Br para os crimes que ocorrerem em barcos ou aviões estrangeiros que estiverem em território BR.
Exceções de aplicação da lei Br:
- Tratados, convenções e regras de direito internacional.
- Prerrogativa de foro do PR, dos Ministros de Estado e dos Ministros do STF.
- Competência da justiça militar e dos Tribunais Especiais.
- Processos por crimes de imprensa.
Lei Processual Penal No Tempo:
- Incide imediatamente no processo, sem prejuízo dos atos já praticados  Leva-se em conta a data do ato processual, não da infração penal.
- Não retroage  Normas híbridas ou mistas que apresentam conteúdo Penal e Proc. penal, se forem mais benéficas, devem retroagir.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Quando algum prazo já tiver se iniciado, valerá o da lei que o trouxer maior.
- Quanto a prisão preventiva e fiança, aplica-se a lei mais benéfica.

2 – Prisões
- Pode ser Extrapenal (Civil ou Militar), Penal ou Cautelar (Flagrante, Preventiva e Temporária).
- Não é possível a execução provisória da pena, salvo em casos do Tribunal do Júri onde estejam presentes os requisitos da prisão preventiva ou
em condenação igual ou superior a 15 anos de reclusão.

Prisão em flagrante:
Função da prisão em flagrante:
- Evitar a fuga;
- Facilitar a colheita de provas;
- Impedir a consumação do delito;
- Preservar a integridade física do preso.

• Nos crimes de menor potencial ofensivo não é lavrado o APF, e sim o TCO.
• Se o Delegado observar ausência de situação de flagrante, ele não deve lavrar o APF.
• Qualquer pessoa pode prender em flagrante, sendo uma obrigação para autoridade policial e uma faculdade para qualquer do povo.

Flagrante próprio, perfeito, real ou verdadeiro: o agente está cometendo o crime ou acaba de cometê-lo.
Flagrante impróprio, imperfeito, irreal ou quase-flagrante: o autor é perseguido, logo após, por qualquer um, em situação que faça presumir
ser ele o autor do crime.
Flagrante presumido, ficto ou assimilado: o agente é preso logo após, com instrumentos que façam presumir ser ele o autor.

Flagrante esperado: a polícia aguarda o momento do cometimento do crime para realizar a prisão.
- É lícito.
• É diferente de ação controlada, onde o agente já está em situação de flagrante.
- Depende da comunicação ao Juiz.
Flagrante prorrogado ou diferido: quando, mediante a uma situação que já admite flagrante, o policial retarda sua intervenção para um momento
posterior e mais conveniente para a investigação.
- É uma exceção ao dever de prender.
Flagrante provocado ou preparado: o policial induz o agente a praticar um crime com o objetivo de prendê-lo em flagrante.
- Hipótese de crime impossível e é ilícito.

Não podem ser presos em flagrante:


- Menores de 18 anos  Entre 12 e 18 podem ser apreendidos, mas não presos.
- PR da República
- Deputados Federais e Senadores  Só podem ser presos em flagrante de crime inafiançável.
- Juiz e membros do MP  Só podem ser presos em flagrante de crime inafiançável.
- Diplomatas estrangeiros.
- Aquele que, após cometer o delito, apresenta-se espontaneamente à autoridade policial.
- Autor de crime de menor potencial ofensivo só será preso se recusar a comparecer ao juizado ou se negar a assumir o compromisso de comparecer
em juízo.

Fases da Prisão em Flagrante:


- Captura do agente;

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Condução coercitiva ao delegado;
- Lavratura do APF;
- Recolhimento ao cárcere.
• Nos crimes de Ação Condicionada e de Ação Privada é possível a captura e a condução coercitiva do agente, mas só é possível lavrar o APF caso
haja manifestação da vítima.

Procedimentos:
Serão ouvidos nessa ordem:
- Condutor;
- Testemunhas  Ao menos duas;
- Ofendido, se possível;
- Acusado.

• O acusado será preso, soltou ou pagará fiança.


• A falta de testemunhas da infração não impedirá APF; mas, nesse caso, com o condutor, deverão assiná-lo pelo menos duas pessoas que hajam
testemunhado a apresentação do preso à autoridade.
• Quando o acusado se recusar a assinar, não souber ou não puder fazê-lo, o APF será assinado por duas testemunhas, que tenham ouvido sua leitura
na presença deste.

• A competência para lavrar o APF é do Delegado e do Escrivão  Se este estiver impossibilitado, o Delegado poderá designar qualquer um para
fazê-lo, desde que preste o compromisso legal.
• A prisão e o local onde o preso se encontra será comunicado imediatamente ao Juiz, ao MP e à família ou pessoa indicada.
• Em até 24 h o APF será enviado ao Juiz e ao Defensor público, caso não informe o nome do advogado.
• Em até 24 h será entregue ao preso, mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela autoridade, como o motivo da prisão, o nome do condutor
e os das testemunhas

Ao receber o APF, o Juiz deverá fundamentadamente:


• Relaxar a prisão, se ilegal;
- Isso não impede que o Juiz decrete a prisão preventiva ou outra medida cautelar.
• Converter a prisão em flagrante em preventiva, se presentes os requisitos;
- Pode ser feita de ofício.
• Conceder a liberdade provisória com ou sem fiança;
- Regra na audiência de custódia.
- Se o Juiz verificar que o agente é reincidente ou que integra ORCRIM armada ou milícia, ou que porta arma de fogo de uso restrito, deverá negar
a liberdade provisória.

Inafiançáveis: RAÇÃO e 3TH


Racismo
Ação de grupos armados
Tráfico
Tortura
Terrorismo
Hediondos

• O Delegado só pode conceder fiança aos crimes com pena máxima não superior a 4 anos  Nos demais, a fiança será requerida ao Juiz, que
decidirá dentro de 48 h.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Medidas cautelares:
A regra será a aplicação da medida cautelar e a exceção será a prisão preventiva.
• O Juiz não pode conceder de ofício as medidas cautelares.
- Só podem ser concedidas mediante requerimento das partes ou, durante a investigação, com a representação do delegado ou requerimento do MP.
- O não cabimento de medida cautelar deve ser justificado de forma fundamentada nos elementos presentes do caso concreto, de forma
individualizada.
- No caso de descumprimento da medida, o Juiz só poderá substitui-la, cumulá-la ou decretar a prisão preventiva mediante requerimento do MP,
de seu assistente ou do querelante.
- O Juiz pode atuar de ofício ou a pedido das partes para revogar, substituir por uma menos grave ou para voltar a decretá-la;

Prisão Preventiva  Prisão cautelar, decretada a pedido do delegado, do MP ou do querelante (o juiz não pode decretar de ofício), durante a
investigação ou processo, sempre que estiverem preenchidos os requisitos legais e que não seja possível aplicar outras medidas cautelares.
- Não pode ser utilizada para antecipação de pena ou como decorrência imediata da investigação ou recebimento da denúncia.
- A necessidade de manter a preventiva deve ser revista a cada 90 dias.
- O Juiz, de ofício ou a pedido das partes, pode revogar a preventiva se faltar os motivos para mantê-la, bem como pode novamente decretá-la,
caso os motivos retornem.

Pressupostos para a decretação:


- Garantia da ordem pública;
- Garantia da ordem econômica;
- Por conveniência da instrução criminal;
- Para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indícios de autoria e de perigo gerado pela liberdade do
imputado.
• A decisão que decretar a preventiva deve ser motivada e fundamentada.
• Também pode ser decretada em caso de descumprimento de outras medidas cautelares.

Hipóteses que admitem a preventiva:


- Crimes dolosos com pena máxima superior a 4 anos;
- Reincidente em crime doloso, com sentença transitada em julgado;
- Em violência doméstica e familiar;
- Quando houver dúvidas sobre a identidade civil de alguém, sendo posto em liberdade assim que isso for esclarecido.

Prisão Temporária  Prisão cautelar, decretada durante o IP, com prazo determinado, quando:
- A prisão do indivíduo for indispensável para a obtenção de elementos de info quanto à autoria e materialidade;
- O indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos para o esclarecimento de sua identidade.

Cabe apenas para um rol taxativo de crimes:


- Homicídio doloso;
- Sequestro ou cárcere privado;
- Roubo;
- Extorsão;
- Extorsão mediante sequestro;
- Atendendo violento ao pudor;
- Rapto violento;
- Epidemia com resultado morte;
- Envenenamento de água potável, alimento ou medicamento qualificado pelo resultado morte;
- Quadrilha ou bando;
- Genocídio;

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Tráfico de drogas;
- Crimes contra o sistema financeiro;
- Crimes da Lei de Terrorismo;
- Crime Hediondos.

3 – Provas
• A prova deve ser revestida de legitimidade (cumprimento das formalidades processuais) e legalidade (produzida dentro da lei), sempre produzida
diante do juiz.
- O Ônus da prova cabe a acusação.
- As partes têm o direito de empregar todos os meios legais e moralmente legítimos para provar a verdade dos fatos em juízo.
- O Juiz não pode embasar condenação somente com os elementos do IP, salvo nos casos de provas cautelares, irrepetíveis ou antecipadas, que
passarão por contraditório e ampla defesa postergado ou diferido.
- O Brasil adotou o sistema taxativo de prova, como regra.

Sistema do Livre convencimento motivado  É a regra no Brasil: o Juiz tem ampla liberdade na valoração da prova, mas deve motivar sua
decisão com base em dados e critérios objetivos.
Sistema de prova tarifada  A prova tem valor absoluto, como as certidões.
- Aceito apenas em situações excepcionais.
Sistema da intima convicção do magistrado  Admitida apenas nos casos do Tribunal do Júri, onde a decisão é dada sem a necessidade de
motivação.

Princípio da busca da verdade:


- Antes da ação penal, o juiz poderá produzir provas, caso haja urgência e relevância, observando a adequação, necessidade e proporcionalidade
da medida.
- Durante a ação penal até antes da sentença, o juiz poderá determinar diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante.

Meios de prova: meios utilizados pelas partes para o convencimento do Juiz.


Meios de obtenção de prova: meios que servem de instrumento para a obtenção da prova.

Classificação das provas:


Prova direta: refere-se ao fato, demonstrando-o por si.
- Ex: faca ensanguentada;
Prova Indireta: refere-se a um fato alheio ao crime, mas que tem ligação.
- Ex: indícios e presunções

Prova plena: permite a condenação, imprimindo no Juiz a certeza quanto ao fato.


Prova não plena: é limitada quanto à profundidade, mas que já permite, por exemplo, a aplicação de medidas cautelares.

Provas nominadas: aquelas cujos meios de produção estão previstos em lei.


Provas inominadas: aquelas cujos meios de produção não estão previstos na lei.

Prova emprestada: deve ter as mesmas partes nos processos, ou ao menos ter o réu como protagonista.
- Deve ser os mesmos fatos;
- Deve ocorrer novo contraditório e ampla defesa.

Provas ilícitas: violam a norma material, ferindo de morte o ordenamento jurídico  Provas ilegítimas violam a norma processual.
- O Juiz que conhecer o conteúdo da prova ilícita está impedido de dar a sentença ou acórdão.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- É possível o uso da prova ilícita em favor do réu  Teoria da proporcionalidade.
- Prisão ilegal faz com que as provas obtidas em decorrência dela sejam ilegais.

• A prova ilícita produzida no processo contamina todas as provas dela decorrentes, mas deve ficar evidenciado o nexo de causalidade entre elas.
- Considera-se válida a prova derivada da ilícita que possa ser obtida por fonte independente da prova ilícita  Teoria da fonte independente.
- Considera-se válida a prova derivada da ilícita que seria produzida de qualquer forma  Teoria da descoberta inevitável.

Corpo de delito: vestígio quem tem relação direta ou indireta com o crime.
- Deve ser dividido em duas partes, uma para análise pericial e outra para contra-amostra.
- Deve ser guardada até o término do processo.

Exame de corpo de delito: quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo
supri-lo a confissão do acusado  Não realizar o exame é motivo de nulidade do processo.
- Pode ser feito em qualquer horário.
- Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.
- Os cadáveres serão fotografados na posição em que forem encontrados, bem como as lesões externas e os vestígios do crime.
• Exame Direto: realizado diretamente sobre o corpo de delito
• Exame Indireto: é feito por intermédio de testemunhas, prontuários, fotografias…
- Há prioridade no exame os crimes que envolvam violência doméstica contra mulher e nos crimes de violência contra criança, adolescente, idoso
ou deficiente.

Cadeia de custódia: conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a história cronológica do vestígio coletado em locais
ou em vítimas de crimes, para rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte.
- Inicia-se com a preservação do local do crime  O agente que reconhecer um elemento como de potencial interesse fica responsável por sua
preservação.
Vestígio: todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona com a infração penal.
• Rastreamento dos vestígios:
1º Reconhecimento
2º Isolamento
3º Fixação  Descrição detalhada do vestígio conforme foi encontrado
4º Coleta
- Deve ser feita preferencialmente por perito oficial.
5º Acondicionamento
- Os vestígios são embalados de forma individualizada, de acordo com suas características físicas, químicas e biológicas, com a anotação da data,
hora e nome de quem coletou e acondicionou
6º Transporte
7º Recebimento  Transferência da posse do vestígio
8º Processamento  Exame pericial em si
9º Armazenamento  Guardar adequada do vestígio
10º Descarte

Perito: especialista que auxilia o Juiz, tendo autonomia técnica, científica e funcional.
Perito oficial: perito aprovado em concurso.
- Perícias mais complexas podem ser feitas por mais de um perito, sendo admitido também mais de um assistente técnico.
- Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área
específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.

Assistente técnico: pessoa indicada para reanalisar as conclusões do perito, podendo ser indicada pelo MP, assistente de acusação, ofendido,
querelante e acusado.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Laudo pericial: instrumento produzido por um agente oficial do Estado  Produto da perícia.
- 10 dias prorrogáveis para ser concluído.
- Se a perícia for realizada por mais de um perito e eles tiverem opiniões divergentes, o Juiz pode solicitar que um terceiro perito solucione a
divergência, e se a opinião dele for diferente da dos dois, pode determinar uma nova perícia feita por outros peritos.
• O Brasil adota o sistema liberatório de apreciação do laudo, onde o Juiz não está vinculado a ele, podendo rejeitá-lo, em todo ou em parte.

Interrogatório do Acusado: meio de prova e de defesa  Sua realização é obrigatória, sob pena de nulidade, mas a presença do interrogado não é
obrigatória.
- É obrigatória a presença de advogado  Sua falta causa nulidade absoluta, caso haja prejuízo ao réu.
- Acontecerá na fase processual, como último ato da instrução.
- É ato público, personalíssimo, feito individualmente e de maneira oral, na presença do juiz e de forma espontânea.
- No caso de morte do acusado, o juiz somente à vista da certidão de óbito e depois de ouvir o MP, declarará extinta a punibilidade.

Interrogatório do Réu Preso:


Regra: o Juiz se deslocará ao local onde está o réu.
- O interrogatório será feito em sala própria, garantindo a segurança do Juiz, do MP e dos auxiliares (esqueceram do advogado), com a presença
do defensor e a publicidade do ato.
Exceção  Réu ir ao fórum.
• Excepcionalmente, poderá ser feito por videoconferência, desde que seja para:
- Prevenir risco à segurança pública, quando exista fundada suspeita de que o preso integre ORCRIM ou que possa fugir durante o deslocamento;
- Viabilizar a participação do réu, quando for difícil comparecer em juízo;
- Impedir a influência do réu no ânimo das testemunhas ou da vítima, desde que não seja possível colher o depoimento destas por videoconferência;
- Responder à gravíssima questão de ordem pública.

Interrogatório da PJ: será por meio de um preposto (advogado), ou de seus diretores, ou dos seus sócios adm, e essas declarações vinculará a ré.

Confissão: o acusado admite a veracidade das acusações  É retratável e divisível.


- Nos casos em que se retratar, o juiz deve considerar a versão que melhor se harmoniza com o restante das provas.
- Não possui valor absoluto, pois o Juiz deve confrontá-la com as demais provas para ver se há concordância.
- Não se pode mentir na confissão.
- Não supre o exame de corpo de delito.
- Silêncio não é confissão e não pode ser interpretado em prejuízo da defesa.
• Pode ser Simples (confissão sem excludente) ou Qualificada (confissão com excludente).

Ofendido: não tem compromisso de dizer a verdade, mas se mentir pode ser responsabilizado por denunciação caluniosa, jamais por falso
testemunho.
- Seu comparecimento é obrigatório, sendo que a ausência resulta em condução coercitiva e desobediência, ou em perempção.

Testemunhas: qualquer pessoa com capacidade para depor.


- Seu comparecimento é obrigatório  Deve informar o juiz onde encontrá-la.
- Deve ser feito diante do Juiz e de maneira oral, com exceção do PR e do Vice da República, PR da Câmara, do Senado e do STF.
- As testemunhas serão ouvidas individualmente, depois farão o juramento e a qualificação. Em caso de reperguntas, as partes farão pelo sistema
direto e cruzado  O depoimento será reduzido a termo e assinado.
• Tem o compromisso de dizer a verdade, salvo se for doente mental ou menor de 14 anos.
- Não é obrigatória depor contra CADI, salvo se for a única fonte de prova, porém não são obrigados a se comprometer com a verdade.
• Proibidos de testemunhar: pessoas que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se a parte interessada
autorizar.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Acareação: surubão  Todo mundo com todo mundo, exceto os peritos (STJ já manifestou essa possibilidade quando houver suspeita de
elaboração de perícia falsa).
- Os acareados serão reperguntados, para que expliquem os pontos de divergências, reduzindo-se a termo o ato de acareação;

Indícios: circunstâncias conhecidas e provadas das quais é possível concluir outras circunstâncias.
- Podem levar à condenação, desde que sejam plúrimos, incriminadores e congruentes.

Exame Complementar de Lesão Corporal: realizado por médico-legista, visa complementar um exame anterior, ou atestar a impossibilidade de
desempenho de ocupação habitual por mais de 30 dias, no crime de lesão corporal grave.

Exame Grafotécnico: utilizado para identificar letra ou escrita  A colaboração do réu, escrevendo aquilo que lhe for ditado, não é obrigatório.

Interceptação telefônica  Somente o Juiz pode determiná-la.


- É admitida quando há indícios razoáveis de autoria ou participação, sendo cabível apenas nos crimes cuja pena seja de reclusão.
- Tem prazo de 15 + 15, podendo se estender infinitamente, se devidamente fundamentado  Provas obtidas fora do prazo autorizado são ilícitas.
• Segundo o STF:
- Prova obtida por interceptação telefônica decretada por juízo incompetente é ilícita, ainda que o ato seja indispensável para salvaguardar o objeto
da persecução penal.
- Gravação de conversa telefônica feita por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro não é prova ilícita, desde que ausente causa legal
específica de sigilo.

Busca e Apreensão
- A busca domiciliar deve ser precedida de mandado, caso o Juiz não esteja junto.
- Pode ser feita de dia, a qualquer momento, ou à noite, com a autorização do morador.
- A ausência do morador não impede a busca, sendo solicitada a presença de algum vizinho como testemunha.
O mandato de busca deverá:
- Indicar o local e o nome do morador (se for de busca pessoal, o nome da pessoa ou sinais que o identifiquem; se houver ordem de prisão, estará
escrita no mandato; não será admitida a apreensão de documentos em poder do acusado, salvo se for corpo de delito).
- Citar o motivo e os fins da diligência.
- Ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir.
• No fim da diligência, será lavrado o auto circunstanciado, que será assinado por duas testemunhas.

Busca domiciliar: só pode ocorrer por fundadas razões e mediante mandado.


Busca pessoal: não depende de mandado no caso de prisão em flagrante ou quando houver fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de
arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou durante a busca domiciliar.
- A busca pessoal em mulher será feita por outra mulher, desde que não retarde ou prejudique a diligência.
- Se o celular for apreendido decorrente de uma autuação por flagrante, as infos contidas nele estarão protegidas; se for apreendido mediante
mandado de busca, as infos podem ser acessadas, se especificado no mandado.

• Requisitos para diligência em escritório de advogado:


- Deve haver indícios de autoria e materialidade de crime praticado pelo próprio advogado.
- Quebra da inviolabilidade pela autoridade judiciária
- Decisão deve estar fundamentada
- Acompanhamento da diligência por um representante da OAB.

4 - Ação Penal
Condições da Ação penal:
- Possibilidade jurídica do pedido

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Interesse de agir
- Legitimidade
- Justa causa.

• Denúncia Anônima, ou Apócrifa, não pode ser utilizada como fonte única para instaurar IP, Ação Penal ou PAD  Antes deve ser feito a
verificação de procedência das infos.
• Em regra, a ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente diz o contrário.
• PJ pode propor ação e também sofrer ação (nos casos de crime ambiental)

A.P. Pública: o titular é o MP, que faz a Denúncia.


- Seja qual for o crime, quando praticado em detrimento do patrimônio ou interesse da União, Estado e Município, a ação será pública.
• Princípios:
Obrigatoriedade  MP deve entrar com a ação
Indisponível  MP não pode desistir da ação
Divisibilidade  MP pode processar os indiciados separadamente.
Intranscendência  Não passa para outra pessoa
Autoritariedade  O Estado é o detentor exclusivo do direito de ação.

• Será facultada a separação dos processos quando:


- As infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes.
- Pelo excessivo nº de acusados e para não Ihes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.

Incondicionada: MP entra de ofício.


• Utilizada nos crimes de:
- Lesão corporal resultante de violência doméstica contra mulher  Nos demais é pública condicionada.
- Todos os crimes contra a dignidade sexual.

Condicionada: necessita de representação da vítima ou de requisição do MJ, caso contrário não pode haver IP, APF nem processo penal.
- A representação pode ser feita pelo ofendido ou por quem tiver qualidade para representá-lo, em até 6 meses a contar do conhecimento da autoria,
após esse período estará extinta a punibilidade e se perderá o direito de ação.
- A requisição do MJ não está sujeita a prazo decadencial, ou seja, pode ser oferecida enquanto não extinta a punibilidade.
- A representação será irretratável após o oferecimento da denúncia.

A.P. Privada: o titular é o querelante, que faz a Queixa-Crime.


- Quanto a competência, o querelante pode optar pelo local da consumação ou do domicílio do réu.
- A queixa-crime é a peça inaugural da Ação Privada e é justamente ela que vai interromper o prazo decadencial de 6 meses, assim o requerimento
de instauração de IP não interrompe prazo decadencial.
Princípios:  DOII
Disponibilidade: pode desistir da ação até seu trânsito em julgado, através do perdão ou da perempção.
- O perdão se estende a todos, mas só extingue a punibilidade daqueles que aceitarem (silêncio de 3 dias presume aceitação).
Oportunidade: o ofendido pode propor a ação em até 6 meses a contar do conhecimento da autoria;
Indivisibilidade: a queixa deve ser contra todos os agressores.
• A renúncia em relação a um dos autores se estende para todos  Renúncia e decadência extinguem a punibilidade.
- A renúncia pode ser expressa ou tácita (ato incompatível de quem quer propor a ação).
Intranscendência;

Ação Privada Personalíssima: só pode ser proposta pelo ofendido  Se for menor de idade, aguarda-se a maioridade.
Ação Privada Subsidiária da Pública: cabível quando o MP não entra com a Ação Pública nos prazos legais.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- O MP permanece como titular da ação (assistente Litisconsorcial), podendo oferecer denúncia substutiva, intervir nos termos do processo, fornecer
provas ou interpor recursos.
- É impossível o perdão ou a perempção.
- O MP pode retomar a ação a qualquer momento, em caso de negligência do querelante.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
DIREITO PENAL
1 – Introdução e princípios
• O Estado é titular exclusivo do direito de punir, sendo sujeito passivo de toda infração penal.
• A competência para legislar sobre direito penal é privativa da União, porém pode ser delegada aos estados por meio de lei complementar.
• Finalidades preventiva, individual ou geral  impedir a prática de novos delitos;
• Finalidade retributiva (teoria absoluta)  a pena é apenas uma forma de punir o infrator.
• Norma é gênero  Princípios e regras são espécies.

Infração penal:
- Gênero que abriga as espécies crime e contravenção penal  Critério bipartido.
- Definição de crime e contravenção está na lei de introdução ao CP, NÃO NO CP.
- Infração de menor potencial ofensivo ≠ Crime de menor potencial ofensivo.
Crime: infração de maior potencial ofensivo punidas com R ou D, podendo cumular com multa.
Contravenção: infração de menor potencial ofensivo punida com prisão simples e/ou multa.
- Não admite tentativa;
- Cabe apenas Ação Incondicionada.

Sujeito ativo: tanto o autor quanto os partícipes.


- Em regra, quem pode praticar crimes é um ser movido por vontade e consciência (PF)  Exceção: PJ pode praticar crimes AMBIENTAIS.
- Responsabilização da PJ não exclui a das PF que participaram  Penas impostas à PJ ≠ PF;
Sujeito passivo: sujeito passivo MATERIAL é o titular do bem jurídico atingido e o sujeito passivo FORMAL é o Estado.
- A mesma pessoa não pode ser sujeito ativo e passivo de uma mesma infração penal.

Contagem de prazo: inclui-se o dia do início.


- A contagem é feita pelo calendário comum.
- As frações de dias e de multas são desprezadas.

Princípio da legalidade:
Princípio da reserva legal: apenas lei em sentido estrito pode legislar sobre direito penal, sendo sua fonte imediata.
- MP não pode ser usada no direito penal, salvo para beneficiar o réu.
Princípio da taxatividade: impede a criação de normas genéricas  A lei deve que ser clara e precisa.
Princípio da irretroatividade da lei: a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu (mesmo em caso de trânsito em julgado ou se já tiver
cumprido a pena);
- Lei retroagir para beneficiar = novatio legis in mellius;
- Lei penal mais benéfica tem efeito extrativo (retroativo e ultra ativo).
Princípio da fragmentariedade: protege apenas os bens jurídicos mais relevantes.
Princípio da ofensividade ou da alteridade: a conduta deve oferecer ao menos o risco de lesão ao bem jurídico de terceiros.
- É proibida a incriminação de atitudes que não excedam o âmbito do próprio autor.
Crime de lesão: efetivo ato contra o bem jurídico (ex: homicídio)
Crime de perigo abstrato: a prática da conduta descrita já consuma o crime (ex: porte ilegal de arma de fogo)
Crime de perigo concreto: expõe, de fato, o bem jurídico em perigo (ex: abandono de incapaz; direção perigosa)
Princípio da Intranscendência da pena: a pena não passará do condenado.
- A obrigação de reparar o dano pode ser estendida aos sucessores até o valor da herança.
Princípio da individualização da pena: o indivíduo vai receber a pena que merece de acordo com suas circunstâncias pessoais.
- A pena é dividida em legislativa, judicial e administrativa.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Princípio da intervenção mínima (ultima ratio): o Direito Penal só deve ser aplicado quando for indispensável para a proteção do bem jurídico.
Princípio da subsidiariedade: o direito penal só deve atuar quando os demais ramos do direito forem insuficientes para a proteção do bem jurídico.
Princípio da adequação social: não se pode considerar criminoso o comportamento humano tolerado pela sociedade.
- Venda de CDs e DVDs piratas não se encaixa;
Princípio da extraterritorialidade: aplicar a lei brasileira a crimes cometidos no estrangeiro.

Princípio da insignificância ou da bagatela própria: descriminalizam condutas típicas cuja lesão ao bem jurídico é irrelevante.
- Não possui previsão legal, mas é amplamente aceito.
- Afasta o crime, pois exclui a tipicidade material  A bagatela imprópria não afasta o crime, mas sim a aplicação da pena  Não é admitido
pela jurisprudência.
- Não é aplicada ao criminoso habitual, mas pode ser aplicada ao reincidente.
• Requisitos para aplicação (MARI):
Mínima ofensividade;
Ausência de periculosidade;
Reduzido grau de reprovabilidade;
Inexpressividade da lesão provocada.
PODE ser aplicado:
- Crimes contra o patrimônio, se não houver violência ou ameaça.
- Crimes ambientais (não se aplica em crimes de acumulação, como pesca irregular)
- Descaminho e crimes tributários FEDERAIS (até R$20.000,00)
NÃO PODE ser aplicado:
- Crimes contra o patrimônio, em caso de estelionato contra programa social.
- Crimes contra a adm pública
- Violência doméstica
- Crimes do estatuto do desarmamento (em situações excepcionais já foi aplicado)
- Apropriação indébita previdenciária
- Contrabando (já foi aplicado em casos de remédios para consumo próprio).
- Tráfico de drogas
- Crime de moeda falsa

Analogia: supre lacuna do direito  No Direito Penal só é admitida in bonam


Interpretação analógica: o conteúdo está previsto em lei, mas é apresentado de maneira aberta e genérica. Ex: motivo torpe, penas cruéis etc.
- Aplicada in bonam e in malam parte.
Interpretação extensiva: a lei disse menos do que pretendia ou é inespecífica. Ex: restaurante = bar, lanchonete, conveniência etc.
- Aplicada in bonam e in malam partem.
Mandado de criminalização: a CF cita crimes e obriga o legislador a criá-los.
Costumes: fontes informais do direito cujos indivíduos acreditam serem obrigatórios.
Normas penais em branco: normas que necessitam de complemento para terem sentido  Deixa o processo mais célere.
• Heterogênea: a complementação é feita por meio diverso de lei (ex: portaria, decreto).
• Homogênea: a complementação também é uma lei.
- Homovitelínea  está na mesma lei.
- Heterovitelínea  está em lei diversa.
• Norma penal em branco ao avesso: é feita no preceito secundário  Obrigatoriamente será feito por meio de lei.

Circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime:
- Reincidência
- Motivo fútil ou torpe
- Para encobrir outro crime
- À traição, de emboscada, ou mediante ou outro meio que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou que possa resultar em perigo comum
- Contra CADI.

Circunstâncias que sempre atenuam a pena:


• Ser o agente menor de 21, na data do fato, ou maior de 70 anos, na data da sentença.
• O desconhecimento da lei
• Ter o agente:
- Cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral.
- Procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou minorar-lhe as consequências, ou ter, antes do
julgamento, reparado o dano.
- Cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção,
provocada por ato injusto da vítima.
- Confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime.
- Cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou.
• A pena poderá ser atenuada em razão de circunstância relevante, anterior ou posterior ao crime, embora não prevista expressamente em lei.

2 – Lei penal no tempo e no espaço; infração penal;


LUTA:
Lugar - Ubiquidade
Tempo – Atividade

Lei penal no tempo:


- Momento do crime é o da ação ou omissão  TEORIA DA ATIVIDADE.
- É aplicada a lei vigente no momento do crime  A lei penal mais benéfica retroage (tem efeito extrativo = retroativo + ultra-ativo)
- Abolitio criminis: alcança apenas os efeitos penais, os extrapenais permanecem (ex: reparar o dano)  Extingue a PUNIBILIDADE.
Lei penal intermediária: lei que não estava vigente no momento do crime nem no do julgamento.
- Aplicada in bonam partem;
Lei penal temporária e excepcional: a temporária tem sua vigência predeterminada no tempo e a excepcional ocorre em situações de
anormalidade.
- Ambas são transitórias e são aplicadas para os fatos ocorridos em sua vigência.
- Têm efeito ULTRA-ATIVO.
Crime permanente e continuado: será aplicado a lei vigente no fim da conduta ou na última conduta, mesmo que seja mais gravosa.
Continuidade normativa-típica: o tipo penal é revogado e incluído em outro artigo da lei, então continua sendo crime.

Lei penal no espaço:


• Lugar do crime é o da ação ou omissão e o do resultado  TEORIA DA UBIQUIDADE.
Território nacional para fins penais:
- Todo território geográfico.
- Barcos e aviões do governo ou a seu serviço, onde quer que estejam.
- Barcos e aviões brasileiros privados ou mercantes em alto-mar ou no espaço aéreo correspondente.
Territorialidade mitigada  Aplica-se a lei BR aos crimes cometidos no território nacional, sem prejuízo de tratados, convenções ou regras de
direito internacional.
Crime à distância: ação/omissão ocorre em um país e o resultado em outro.
Crime plurilocal: quando a ação/omissão e o resultado ocorrem em comarcas distintas.
- Adota-se a teoria do resultado ou o local da última ação para definir a COMPETÊNCIA.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• A Sentença estrangeira tem eficácia no Brasil apenas para efeitos cíveis (depende de requisição da parte interessada) ou para determinar medida
de segurança (depende da existência de tratado ou requisição do MJ)  Jamais para restrição de liberdade.

Extraterritorialidade INCONDICIONADA  Aplica-se a lei BR, independente de outros requisitos, aos crimes:
- Contra a vida ou a liberdade do PR.
- Contra o patrimônio ou a fé pública dos entes da adm direta e indireta.
- Contra a adm pública cometido por quem está a seu serviço.
- Crimes de genocídio, caso o autor seja BR ou resida no Brasil.

O agente é punido no Brasil, mesmo que seja absolvido ou condenado no exterior (ne bis in idem).
A pena cumprida no estrangeiro vai atenuar (quando diversas) ou será computada (quando idênticas) a pena imposta no Brasil.

Extraterritorialidade CONDICIONADA  Aplicada aos crimes que o Brasil, por tratado ou convenção, obrigou-se a reprimir e que foram
praticados por BR, em barco ou avião BR no estrangeiro e lá não foram julgados.
1º O agente deve entrar no território nacional.
2º O fato também deve ser típico onde foi praticado.
3º O crime deve estar incluído entre aqueles que a lei brasileira autoriza a extradição.
4º O agente não pode ter sido absolvido ou cumprido pena no estrangeiro.
5º O agente não pode ter sido perdoado ou ter declara extinta a punibilidade no estrangeiro.

Extraterritorialidade SUPERCONDICIONADA  Será aplicada a lei BR a um estrangeiro que pratique um crime contra um BR, sendo
necessário todos os requisitos da condicionada + requisição do MJ e ser negada ou não ter sido pedida a extradição.

3 – Teoria do crime.
Crime segundo o critério material: condutas contrárias aos interesses social, que lesam o bem jurídico tutelado  Conceito pré-jurídico.
Crime segundo o critério formal: conceito legal de crime ou conceito jurídico  Condutas que levam a uma pena.
Crime segundo o critério analítico: todo fato típico, ilícito e culpável  Teoria tripartite.
- Se tirarmos o fato típico, a ilicitude ou a culpabilidade  Excluímos o crime.
- Se tirarmos a punibilidade  O crime existe, mas sem a possibilidade de punição.
TIPICIDADE
CONDUTA considerada TÍPICA, que leva a um RESULTADO, ligados por um NEXO CAUSAL.
Inter Criminis: Em regra, só há punição a partir da fase de Execução  Alguns crimes punem os atos preparatórios, mas nunca a cogitação.
- Cogitação  Pensamento de cometer o delito
- Preparação  Atos preparatórios indispensáveis à prática do crime
- Execução  Quando se inicia a ofensa ao bem jurídico
- Consumação  Quando estão preenchidos todos os elementos do tipo penal

Teoria objetivo-formal: a execução se inicia com a realização do verbo contido na conduta criminosa  Exige que o autor tenha concretizado
efetivamente uma parte da conduta típica, penetrando no núcleo do tipo.

Conduta: ação ou omissão, consciente e voluntária, que é dirigida a um fim.


- Sem consciência e voluntariedade temos uma conduta penalmente irrelevante  fato atípico.
Excluem a conduta:
• Coação física irresistível.
• Estado de inconsciência completa.
• Movimentos reflexos.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• Caso fortuito ou de força maior.

Tipicidade:
• Consentimento da vítima afasta a tipicidade e a ilicitude:
- A vítima deve ser capaz, com liberdade e consciência para expressar sua vontade.
- Possuir capacidade de entendimento quanto ao caráter e à extensão da autorização.
- O bem deve ser disponível e próprio.
- O consentimento deve ser prévio ou simultâneo à lesão.
- O agente deve saber do consentimento do ofendido.

Tipicidade material: expressividade da lesão ao bem jurídico.


Tipicidade formal: o fato praticado pelo agente corresponde ao fato descrito na lei.
• Tipicidade formal direta ou imediata: o fato se encaixa ao tipo penal sem a necessidade de auxílio de outros dispositivos.
• Tipicidade formal indireta ou mediata: a adequação de um fato a um tipo penal depende de uma norma de extensão, sem a qual não há tipicidade.

Teoria da tipicidade conglobante: condutas toleradas ou incentivadas não podem ser consideradas típicas, então não há que se falar em
excludentes de ilicitude.
- Ex: médico ao fazer uma cirurgia de emergência

Resultado:
• Resultado naturalístico: modificação do mundo externo feito pela conduta.
• Resultado jurídico: lesão ao bem jurídico.
- Todo crime tem resultado jurídico, mas nem sempre naturalístico.

Crime material: o resultado naturalístico é necessário no crime consumado.


Crime formal: o resultado naturalístico é dispensável.
Crime de mera conduta: não há resultado naturalístico.
Nos crimes materiais tentados, formais e de mera conduta não é exigível resultado naturalístico nem nexo causal;

Nexo causal: vínculo entre a conduta e o resultado.


Teoria da equivalência dos antecedentes (regra): causa é toda ação ou omissão sem a qual não teríamos o resultado.
- O resultado só poderá ser imputado a quem lhe deu causa, a quem criou o risco, ou ao menos o aumentou.

Omissão imprópria  a omissão é penalmente relevante quando o agente devia e podia agir para evitar o resultado.
O dever de agir incumbe:
- Quem tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância, ou de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado.
- A quem criou o risco da ocorrência do resultado.

Concausa: acontecimento paralelo à conduta e que contribui para o resultado.


Concausa dependente: decorre da conduta do agente e se insere no curso normal dos fatos.
- Ex: A dá uma facada em B que tem uma hemorragia  A hemorragia é uma concausa dependente da facada.
Concausa independente: foge da linha normal do desdobramento da conduta, sendo algo imprevisível, mas que colabora para o resultado;
• Concausa absolutamente independente: rompe o nexo causal e por si só produz o resultado, levando à atipicidade.
• Concausa relativamente independente: não rompe o nexo causal, mantendo um vínculo com a conduta  O fato continua sendo típico.
• Concausa superveniente relativamente independente: só exclui a imputação quando por si só produz o resultado, porém, o agente responderá
pelos atos que de fato praticou  Teoria da causalidade adequada (exceção no CP).

Crime tentado: quando iniciada sua execução, ele não se consuma por motivos alheios à vontade do agente.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Teoria objetiva foi adotada para o crime tentado: diminui-se de 1/3 a 2/3 a pena do crime consumado  Quanto mais próxima a consumação,
menor a diminuição  Nem sempre a tentativa terá pena menor.
Tentativa branca ou incruenta: o bem jurídico não é atingido.
Tentativa vermelha ou cruenta: o bem jurídico é atingido.
Tentativa perfeita ou crime falho: o agente esgota todos os meios, mas, mesmo assim, o crime não se consuma.
Tentativa imperfeita: o agente não consegue utilizar todos os meios que tinha a seu alcance para consumar o crime.

Crime impossível: não se pune a tentativa quando por ineficiência absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é impossível
consumar o crime  Ou seja, não se pune a tentativa do crime impossível.

Crimes que não admitem tentativa: C CHOUPA


Contravenção Penal
Culposos
Habituais
Omissivos próprios
Unissubsistente
Preterdoloso
Atentado (crimes de atentada)

Tentativa abandonada, qualificada ou ponte de ouro: o agente pode consumar o crime, mas desiste de prosseguir com os atos executórios ou
impede o resultado.
Desistência voluntária: o agente voluntariamente desiste de prosseguir com os atos executórios.
- Ex: “A” amarra “B”, mas desiste de estuprá-la.
- A diferenciação entre desistência voluntaria (Posso prosseguir, mas não quero) e tentativa (Quero prosseguir, mas não posso) é feita pela fórmula
de Frank.
Arrependimento eficaz: o agente pratica os atos executórios, mas impede o resultado, respondendo apenas pelos atos já praticados.
- Se não conseguir impedir o resultado, responderá por ele.
- Ex: “A” atira em “B”, mas se arrepende e leva a vítima para o hospital. Em vez de responder por tentativa de homicídio, responderá por lesão
corporal.

Arrependimento posterior ou ponte de prata: o agente consuma o crime, mas se arrepende.


- Se o crime tiver sido cometido sem violência ou grave ameaça e tenha o agente reparado o dano ou restituído a coisa antes do recebimento da
denúncia ou da queixa, poderá ter a pena reduzida de 1/3 a 2/3.
- Se o fizer após o recebimento, terá apenas uma atenuante na pena.

Erro sobre elemento constitutivo do tipo legal ou Erro de Tipo Essencial: desconhecendo os elementos constitutivos do tipo legal ou tendo uma
falsa percepção da realidade, o indivíduo pratica uma conduta ilícita que não cometeria se soubesse as reais circunstâncias  Recai sobre a conduta.
- Se o erro for provocado por terceiro, somente este responderá pelo crime, na condição de agente mediato.
Escusável: o agente toma as devidas cautelas, mas ainda pratica a conduta com base nas falsas percepções dos fatos.
- Exclui o dolo e a culpa.
Inescusável: o agente age sem tomar as devidas cautelas.
- Exclui apenas o dolo, permitindo a punição por culpa imprópria, se previsto em lei.

Descriminante putativa de erro sobre os pressupostos fáticos ou erro de tipo permissivo: o agente conhece a excludente de ilicitude e seus limites,
mas, por ter uma falsa percepção da realidade, age em uma situação em que não está abarcado por ela.
- Se escusável, exclui o dolo e a culpa (isenta de pena).
- Se inescusável, exclui apenas o dolo.

Erro de tipo acidental: o erro recai sobre as circunstâncias secundárias do crime  Não exclui a responsabilidade penal.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Erro sobre o objeto: o agente acredita atingir um objeto material, mas atinge outro.
Erro sobre a pessoa: o erro recai sobre a própria qualidade da pessoa.
Ex: A quer matar B, mas acaba matando C acreditando que está matando B.
• Teoria da equivalência: o julgamento levará em conta a qualidade da vítima visada e a competência para julgar será em razão da vítima atingida.
Aberratio ictus ou erro de execução: A quer matar B, mas acaba atingindo C, que estava próximo.
- Se atingir a vítima pretendida e um terceiro, responderá por concurso formal.
- Aplica-se a teoria da equivalência.
Aberratio causae ou dolo geral: erro sobre o nexo causal.
- O agente acredita que alcançou o resultado com uma conduta, quando na verdade alcançou com outra.
Aberratio delicti ou criminis: o agente quer atingir um bem jurídico, mas atinge outro.
Ex: A joga uma pedra para atingir o carro de B, mas acaba atingindo a cabeça de B.
- O agente responde por culpa  Se atingir ambos, responderá por concurso formal próprio.

Crime doloso: o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.


Teoria da vontade: o agente prevê o resultado e tem a intenção de produzi-lo  Dolo direto.
Teoria do assentimento: o agente tolera a produção do resultado, tanto faz com que ele ocorra ou não  Dolo indireto ou eventual.
- Tacou o FODA-SE.
- Nem todo crime tem dolo indireto.

Dolo alternativo: o agente prevê mais de um resultado lesivo e assume o risco de produzir o mais grave.
- Se produzir o mais grave responderá por ele, se produzir o menos grave responderá pelo mais grave na modalidade tentada.
Dolo específico: a conduta é praticada com um fim específico.
- Dolo sem fim específico = Dolo genérico.
Dolo de 2º grau: quando, em razão do meio escolhido para realizar a conduta, ocorre um efeito colateral certo ou necessário, que também será
uma conduta criminosa.

Crime culposo: conduta voluntária em que o resultado naturalístico é involuntário.


- Ocorre por negligência (desleixo, desatenção), imprudência (falta de cautela) ou imperícia (falta de técnica necessária).
- Só é possível a punição por conduta culposa se tiver expresso em lei.
- Em regra, não admite tentativa, mas é admitido na culpa imprópria  Erro de tipo essencial inescusável.
- No concurso de pessoas, em caso de agravante de pena, só responderá o agente que tiver causado o resultado agravante no mínimo na modalidade
culposa.

Elementos do crime culposo:


- Conduta voluntária
- Violação do dever de cuidado.
- Resultado naturalístico involuntário  Todo crime culposo é material, logo, é indispensável o resultado naturalístico involuntário.
- Nexo causal entre a conduta e o resultado
- Tipicidade
- Previsibilidade objetiva  o juiz avaliará se era possível uma pessoa comum prever o resultado naturalístico involuntário  Se sim, responderá
pelo crime culposo.

Culpa própria: o agente não tem consciência ou não assume o risco de produzir o resultado.
Culpa consciente: o agente prevê o resultado, mas não assume o risco de produzi-lo ou acredita sinceramente que pode evitá-lo.
- Agora FODEU.
Culpa inconsciente: embora o resultado seja previsível, ele não foi previsto pelo agente.
Culpa imprópria: o agente age com dolo, porém com uma falsa percepção dos fatos (dolo viciado)  Decorre do erro de tipo essencial inescusável
- Como decorre de dolo, admite tentativa.
Crime preterdoloso: a conduta inicial é dolosa, mas o resultado é culposo.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Não admite tentativa.

Crimes que admitem a modalidade culposa: REPHIL


- Receptação;
- Envenenamento;
- Peculato;
- Homicídio;
- Incêndio;
- Lesão corporal.

ILÍCIUDE – ANTIJURICIDADE
A conduta é contrária ao direito  Existem 4 causas de excludente de ilicitude genéricas e outras supralegais.
Estado de necessidade: colisão de bens jurídicos, em situação de perigo atual.
• Teoria Unitária (Adotada no Brasil)  O bem jurídico salvo deve ser de igual ou maior valor, podendo ser próprio ou alheio (Estado de
necessidade justificante)  Exclui a ilicitude.
- Se for de menor valor responderá pelo crime com redução de pena de 1/3 a 2/3.
• Teoria Diferenciadora  Não é adotada no Brasil
- Se o bem jurídico salvo é de igual ou maior valor  Estado de necessidade justificante  Exclui a ilicitude
- Se o bem jurídico salvo é de menor valor  Estado de necessidade exculpante  Exclui a culpabilidade.

Não pode alegar estado de necessidade quem provocou dolosamente o perigo ou podia tê-lo evitado, ou quem tinha o dever legal de enfrentar
o perigo.

Estado de necessidade defensivo: o bem jurídico sacrificado é de quem causou a situação de perigo.
Estado de necessidade agressivo: o bem jurídico sacrificado é de alguém que não causou a situação de perigo.
Estado de necessidade recíproco: duas ou mais pessoas agem em estado de necessidade umas contra as outras. Ex: disputa de um colete em um
naufrágio.

Legítima defesa: usar moderadamente os meios necessário para defender de uma injusta agressão, atual ou iminente, direito próprio ou alheio.
- É possível contra PJ, pois ela externiza a vontade de uma PF.
- Não existe legítima defesa recíproca.
Legítima defesa sucessiva: se alguém age com excesso na legítima defesa, o agressor inicial poderá agir em legítima defesa contra isso.
Legítima defesa putativa: o agente se defende achando que ia sofrer uma injusta agressão, quando não ia.
- Pode haver uma legítima defesa real contra uma putativa.

Estrito cumprimento do dever legal: o ato é praticado para atender algum normativo e ele deve ser feito nos exatos termos da lei.
- Em regra, vale apenas para agentes públicos, mas pode ser estendida aos particulares que tenham alguma relação jurídica específica com o Estado.
- Se na atuação do agente público houver uma injusta agressão que possa levar ao resultado morte, a excludente será a legítima defesa.

Exercício regular de direito


- A prática de esportes e suas consequências é coberta por ela.

Não é admitido excesso, culposo ou doloso, nas excludentes de ilicitude, sob risco de o agente responder por ele.
- Excesso intensivo  O meio utilizado é desproporcional
- Excesso extensivo  Dura mais que o necessário
• As excludentes só valem para crimes dolosos.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Ofendículos: quando não está sendo acionado o indivíduo está agindo sob exercício regular de direito  Quando é acionado para repelir uma
injusta agressão, ele agirá sob legitima defesa preordenada.

CULPABILIDADE
- Juízo de reprovabilidade da conduta.
- Deve-se ter como elemento principal a conduta, não o autor.
- Para haver culpabilidade é necessário imputabilidade, potencial consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta diversa.

Imputabilidade: capacidade de entender o caráter ilícito do fato e de determinar-se conforme esse entendimento.
• Critério biológico: leva em consideração a existência ou não de uma condição fisiológica  Ex: doença mental ou idade.
• Critério psicológico: leva em consideração o discernimento na hora da conduta  Ex: utilização de alucinógenos.
• Critério biopsicológico: o agente deve ter uma limitação fisiológica e, por tal razão, não tinha discernimento na época do fato.
- É a regra no Brasil, mas com exceções.
Inimputáveis:
- Pode ser aplicado medida de segurança, de acordo com a periculosidade do agente.
• Menor de 18 anos
• Doentes mentais ou com desenvolvimento mental incompleto, onde o agente é inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato
• Embriaguez acidental por caso fortuito ou de força maior, onde o agente é inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato
Semi-inimputáveis:
- A pena é reduzida de 1/3 a 2/3  Pode ser substituída por medida de segurança.
• Doentes mentais ou com desenvolvimento mental incompleto, onde o agente é não é inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato
• Embriaguez acidental por caso fortuito ou força maior, onde o agente não é inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato

Não excluem a imputabilidade:


• Emoção ou paixão.
• Embriaguez voluntária ou culposa  Aplica-se a teoria da actio libera in causa (verifica-se se o agente era imputável no momento em que estava
se embriagando)
- Embriaguez preordenada: indivíduo se embriaga para praticar um crime  Agravante na pena;

Potencial consciência da ilicitude: verificar se o agente tinha, ao menos, potencial de entender o caráter ilícito da conduta  Capacidade de
distinguir o certo do errado.

Exigibilidade de conduta diversa:


Coação moral:
- Se irresistível  Isenta de pena
- Se resistível  Atenua a pena.
Obediência à ordem não manifestamente ilegal;

Erro sobre a ilicitude do fato ou Erro de proibição: o agente desconhece ilicitude do fato  Age acreditando estar autorizado a fazê-lo.
- O desconhecimento da lei é inescusável.
• Se escusável  Exclui a culpabilidade sobre a potencial consciência da ilicitude
• Se inescusável  Reduz a pena de 1/6 a 1/3.

Erro de proibição indireto: o agente acredita estar abarcado por uma excludente de ilicitude por uma incorreta interpretação da norma ou o agente
não sabe que não existe a excludente.
- Se escusável  Exclui a culpabilidade
- Se inescusável  Diminui a pena.
PUNIBILIDADE

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Extinção de punibilidade: perda do direito de punir o autor do fato típico e ilícito  Perda do direito de propor a ação.
Extingue a punibilidade:
- Morte do agente.
- Anistia, graça ou indulto.
- Retroatividade da lei que não mais considera o fato como crime
- Prescrição, decadência ou perempção
- Renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada
- Retratação do agente, nos casos em que a lei a admite
- Perdão judicial, nos casos previstos em lei

Extinção da punibilidade no peculato culposo: a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é
posterior, reduz de metade a pena imposta.

4 – Concurso de crimes
Quando o agente comete mais de um crime mediante uma ou mais ação ou omissão  Pode ser concurso material, formal ou crime continuado.
- Se forem aplicadas duas penas restritivas de direitos, o condenado pode cumpri-las simultaneamente, desde que sejam compatíveis entre si, se
não forem, deverá cumprir uma de cada vez.
- As penas mais leves prescrevem com as mais graves.
- As penas de multa serão aplicadas distinta e integralmente.

Cálculo da pena:
Cumulação ou cúmulo material  Soma das penas.
Exasperação  Fração de aumento de pena.
- É admissível a aplicação da suspensão condicional do processo no concurso de crimes, desde que a soma das penas mínimas, seja por
exasperação ou cumulação, não ultrapasse 1 ano.

Concurso material  O agente, através de mais de uma ação ou omissão, pratica mais que um crime.
- Como os crimes decorrem de condutas diversas, o cálculo será por cumulação.
- Se um crime trouxer pena de R e o outro de D, executa-se primeiro a R.
- Se um dos crimes trouxer pena privativa de liberdade, não será possível a substituição por restritiva de direitos nos demais crimes, salvo se a pena
privativa de liberdade admitir suspensão condicional.

Concurso formal próprio  O agente, através de uma ação ou omissão, pratica mais de um crime, idênticos ou não.
Homogêneo  Os crimes praticados são idênticos;
Heterogêneo  Os crimes praticados são diferentes.
- Os dois crimes serão culposos ou um será doloso e o outro culposo, caso contrário, será concurso formal impróprio.
- A extinção da punibilidade pela prescrição regula-se pela pena imposta a cada um dos crimes isoladamente, afastando o acréscimo decorrente dos
respectivos aumentos de pena.
• Será aplicada a pena do crime mais grave aumentada de 1/6 até ½:
2 crimes  1/6;
3 crimes  1/5;
4 crimes  ¼;
5 crimes  1/3;
6 ou mais crimes  ½.
- A pena de multa será por cumulação.
• Concurso material benéfico: situação de concurso formal próprio, onde seria aplicado a exasperação, contudo, a cumulação é mais vantajosa
para o condenado.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Concurso formal impróprio  O agente, através de uma ação ou omissão, pratica mais de um crime, idênticos ou não, porém a conduta é dolosa
e os crimes ocorrem com desígnios autônomos, por conta disso, o cálculo da pena será por cumulação.

Crime continuado  O agente, através de mais de uma ação/omissão, pratica mais de um crime da mesma espécie e, em razão de tempo, lugar,
maneira de execução e outras semelhanças, os demais crimes são considerados continuação do primeiro.
Requisitos legais para aplicação:
• Crimes da mesma espécie: previstos no mesmo tipo penal e apresentam a mesma estrutura jurídica (ofendem os mesmos bens jurídicos);
• Condições de tempo: até 30 dias entre uma conduta e outra.
- STF já aceitou prazos maiores para crimes tributários.
• Condições de lugar: mesmo município ou em municípios próximos.
• Modo de execução: devem ser semelhantes.
• Unidades de desígnio: as diversas condutas foram planejadas para o determinado fim.

Será aplicada a pena mais grave aumenta de 1/6 a 2/3:


2 crimes  1/6;
3 crimes  1/5;
4 crimes  ¼;
5 crimes  1/3;
6 crimes  ½;
7 ou mais crimes  2/3.
- A pena de multa também será por exasperação.

• A extinção da punibilidade pela prescrição regula-se pela pena imposta a cada um dos crimes isoladamente, afastando o acréscimo decorrente
dos respectivos aumentos de pena.
Crime continuado específico: nos crimes dolosos, praticados contra vítimas diversas, com emprego de violência ou grave ameaça, o juiz poderá
aumentar a pena mais grave até o triplo.

5 – Concurso de pessoas
Reunião de agentes que concorrem de forma relevante para a realização de um evento, agindo todos com identidade de propósito.
- Pode ser eventual ou necessário.
Teoria monista ou unitária: quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade.

Requisitos para o concurso de pessoas:


• Pluralidade de agentes culpáveis e de condutas;
• Relevância causal das condutas;
• Vínculo ou liame subjetivo entre os agentes;
- As pessoas devem ter conhecimento de que agem juntas para a prática do crime (não é necessário prévio ajuste); caso não tenham esse
conhecimento, estarão incluídas no instituto de autoria imprópria ou colateral.
• Identidade de infrações penais;
- Todos os concorrentes devem agir de forma a contribuir para o mesmo evento.

Teorias sobre autoria:


Teoria objetivo-formal: autor é quem pratica o núcleo do tipo penal e partícipe é quem concorre de qualquer forma para o crime.
Teoria do domínio do fato ou objetiva-subjetiva: autor é quem pratica o fato e também quem decide sobre sua prática, suspensão ou condições
(autor intelectual).
- Aplicada somente nos crimes dolosos, pois são os únicos que admitem controle finalístico.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Autoria mediata: o agente comete o fato típico sem realizar a conduta do núcleo penal, utilizando um inculpável ou alguém que age sem dolo ou
culpa para praticar o crime.
- Autor mediato é quem utiliza e autor imediato é quem é utilizado.
Autoria mediata no crime próprio  É possível, desde que ambos detenham a qualidade especial exigida no tipo penal.
Autoria mediata no crime de mão própria  Não é possível.
Autoria de escritório  Espécie de autoria mediata em que o agente dá ordem para outro indivíduo culpável praticar o crime.

Coautoria: quando mais de uma agente, com liame subjetivo, praticam o núcleo do tipo penal.
- Não é necessário que pratiquem os mesmos atos, apenas que contribuam de forma direta e relevante para o crime.
- É possível em caso de crime culposo ou omissivo.
Coautoria em crime próprio e de mão própria  Em regra, só é admitido no crime próprio, entretanto, é possível no caso de dois peritos se
juntarem para elaborar um laudo falso.
Autoria imprópria ou colateral: quando mais de um agente intervêm na execução do crime, buscando igual resultado, mas um não sabe da
intenção do outro.

Participação: o agente não pratica diretamente o núcleo do tipo penal, mas concorre de qualquer forma para o crime.
- Não há participação em crime culposo e não há participação culposa em crime doloso.
- É possível em crime omissivo.
- Se a participação for de menor importância, a pena pode ser reduzida de um 1/6 a 1/3.
• Participação moral: o agente induz ou instiga um terceiro a praticar o crime.
• Participação material: o agente presta auxílio ao autor.

Teoria da acessoriedade  A participação é acessória a autoria.


- O ajuste, a determinação, a instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário, não são puníveis se o crime não é ao menos tentado.
• Teoria da acessoriedade mínima: basta que o agente tenha praticado um fato típico para que a participação seja relevante.
• Teoria da acessoriedade limitada: o agente deve ter praticado um fato típico e ilícito para que a participação seja relevante.
- Teoria adotada pelo código penal, logo, se o agente agiu sob excludente de ilicitude, não haverá participação.
• Teoria da acessoriedade máxima: o agente deve ter praticado um fato típico, ilícito e culpável para que a participação seja relevante.
• Teoria da hiperacessoriedade: o agente deve ter praticado um fato típico, ilícito, culpável e punível para que a participação seja relevante.

Participação dolosamente distinta: se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste.
- Se o resultado mais grave era previsível, a pena pode ser aumentada até ½.
Comunicabilidade das circunstâncias: as circunstâncias e as condições de caráter pessoal não se comunicam, salvo quando elementares do crime.

6 – Crimes contra a pessoa.


- Crime contra a vida
- De lesão corporal
- De periclitação da vida e da saúde
- De rixa
- Contra a honra
- Contra a liberdade individual
121 – Homicídio:
- Crime de dano, material e instantâneo de efeitos permanentes.
• Nos crimes dolosos a pena é aumentada:
- 1/3 a 1/2 se for praticado por milícia privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio.
- 1/3 se for praticado contra pessoa menor de 14 ou maior de 60 anos.
Homicídio Simples  R de 6 a 20 anos.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Não é hediondo, salvo se praticado em atividade típica de grupo de extermínio.

Homicídio Qualificado  R de 12 a 30 anos  Todos são Hediondos.


I - Mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
II - Motivo fútil;
III - Com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou que possa resultar em perigo comum;
IV - À traição, de emboscada, ou mediante recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima;
V - Para encobrir outro crime;
VI - Contra mulher por razões do sexo  Feminicídio  STJ considerou como uma qualificadora objetiva.
VII - Contra membros dos Art 142 e 144 e agentes da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou
contra CADI até 3º grau, em razão dessa condição.
• As qualificadoras III, IV e VI* são objetivas e as I, II, V e VII são subjetivas.
- Posso ter mais de uma qualificadora, mas apenas uma delas pode ser subjetiva.
- A premeditação não é uma qualificadora, mas pode ser levada em consideração na dosimetria da pena.
- Ausência de motivo não é motivo fútil.
• Feminicídio: há razões de condição de sexo quando envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo à condição de mulher.
- Aplicável à transexual e à travesti.
 Aumento de pena de 1/3 até ½:
- Se for praticado durante a gestação ou nos 3 meses posteriores ao parto;
- Contra menor de 14 ou maior de 60 anos;
- Contra mulher com deficiência ou portadora de doenças degenerativas que acarretem condição limitante ou de vulnerabilidade física ou mental;
- Na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima;
- Em descumprimento das medidas protetivas de urgência.;

Homicídio Privilegiado  cometido por motivo de relevante valor moral ou social ou por domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta
provocação da vítima  Pena pode ser reduzida de 1/6 a 1/3
Homicídio Privilegiado-Qualificado  o privilégio só pode ser somado a uma qualificadora objetiva  Não é hediondo.
Homicídio Culposo  D de 1 a 3 anos  O juiz pode deixar de aplicar a pena se as consequências do crime atingirem o agente de tal forma que
a sanção penal se torne desnecessária.
• A pena é aumentada 1/3, se o crime ocorre por inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato
socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão.

123 – Infanticídio  Matar, sob influência do estado puerperal, o próprio filho, durante ou logo após o parto  D de 2 a 6 anos.
- Crime próprio quanto ao sujeito ativo e passivo;
- Espécie de homicídio privilegiado.
- O pai pode ser enquadrado se é omisso percebendo a intenção da mãe.
- No caso de concurso de pessoas, todos respondem por infanticídio  Teoria monista.

122 – Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação  Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou a praticar automutilação
ou prestar-lhe auxílio material para que o faça  R de 6 meses a 2 anos.

Qualificado por lesão corporal grave ou gravíssima  R de 1 a 3 anos.


- Se resulta em lesão corporal gravíssima e é cometido contra menor de 14 ou contra quem, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o
necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência  O agente responde pelo crime
de lesão corporal gravíssima.

Qualificada por morte  R de 2 a 6 anos.


- Se é cometido contra menor de 14 ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa,
não pode oferecer resistência  O agente responde pelo crime de homicídio.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
A pena é duplicada:
- Se é praticado por motivo egoístico, torpe ou fútil.
- Se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência.
A pena é aumentada até o dobro:
- Se a conduta é realizada por meio da rede de computadores, de rede social ou transmitida em tempo real.
A pena é aumentada em ½:
- Se o agente é líder ou coordenador de grupo ou de rede virtual.

129 – Lesão Corporal  Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem.


- A ausência de laudo pericial não impede o reconhecimento da lesão corporal grave ou gravíssima, desde que haja outros meios de prova.
• Leve  D de 3 meses a 1 anos.
- Ação Condicionada à representação.
• Grave  R de 1 a 5 anos  PIDA
- Perigo de vida;
- Incapacidade para as ocupações habituais por mais de 30 dias;
- Debilidade permanente de membro, sentido ou função;
- Aceleração de parto.
• Gravíssima  R de 2 a 8 anos  PEIDA.
- Perda ou inutilização do membro, sentido ou função  No caso de órgãos duplos, se há perda de somente 1 deles, a lesão é grave.
- Enfermidade incurável;
- Incapacidade permanente para o trabalho;
- Deformidade permanente;
- Aborto.

Lesão Corporal Seguida De Morte  Crime preterdoloso  R de 4 a 12 anos


Lesão Corporal Culposa: D de 2 meses a 1 anos.
- Não se discute a natureza das lesões.
- Ação Condicionada à representação.
- O juiz pode deixar de aplicar a pena se as consequências da infração atingirem o agente de tal forma que a sanção penal se torne desnecessária.
• A pena é aumentada 1/3, se o crime ocorre por inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato
socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão.

135 – Omissão de socorro  Deixar de prestar assistência, quando possível sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa
inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública  D 1 a 6 meses.
• Aumento de pena em ½ se a omissão resulta em lesão corporal grave e a pena é triplicada se resulta em morte.

137 – Rixa  Participar de rixa, salvo para separar  D de 15 dias a 2 meses


- Luta entre três ou mais pessoas, com violências físicas recíprocas  Crime plurissubjetivo
- Os participantes são sujeitos ativos e passivos uns em relação aos outros.

138 – Calúnia: acusar alguém, falsamente, da prática de um crime (não pode ser contravenção penal), ou saber que a acusação é falsa e divulgá-
la  D de 6 meses a 2 anos.
- É punível a calúnia contra mortos.
- Admite retratação
- Honra objetiva
• Admite exceção da verdade, salvo:
- Se é crime de Ação Privada e o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível
- Se o fato é imputado as pessoas indicadas no nº I do art. 141(PR ou chefe de governo estrangeiro)
- Se na Ação Pública o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
139 – Difamação: imputar fato ofensivo à reputação de alguém  D de 3 meses a 1 anos.
- Admite exceção da verdade somente se o ofendido é funcionário público e a ofensa é em razão de suas funções.
- O fato não precisa ser falso.
- Admite retratação
- Honra objetiva

140 – Injúria: palavra ou gesto pejorativo com que o agente ofende o sentimento da vítima  D de 1 a 6 meses.
- Não cabe exceção da verdade.
- Não admite retratação.
- Honra subjetiva.
O juiz pode deixar de aplicar a pena se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria ou no caso de retorsão imediata, que
consista em outra injúria.
Injúria real: envolve a prática de elementos aviltantes, como violência ou vias de fato, como cuspir na cara de outro  D de 3 meses a 1 anos +
pena correspondente à violência
Injúria racial, preconceituosa ou qualificada: elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de idoso ou portador de
deficiência  R de 1 a 3 anos.
- É considerado inafiançável e imprescritível pelo STF e STJ.
- Se for feitos contra servidor público não estando na presença dele é injúria, se for feita na presença dele é desacato.

- É possível que o agente pratique, concomitantemente, os três crimes.


- As PJ podem ser sujeito passivo dos crimes de calúnia e difamação, mas não do de injúria.
• Aumento de pena em 1/3 se praticados contra:
- PR ou chefe de governo estrangeiro;
- Contra funcionário público, em razão de suas funções;
- Na presença de várias pessoas ou por meio que facilite a divulgação dos crimes;
- Contra pessoa maior de 60 anos ou deficiente, exceto no caso de injúria;
• Aumento de pena em ½ se é cometido mediante paga ou promessa de recompensa.

Não constitui injúria ou difamação:


- Ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador  Responde quem lhe der publicidade.
- Opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar.
- Conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício  Responde
quem lhe der publicidade.

148 – Sequestro e cárcere privado  Privar alguém de sua liberdade, mediante sequestro ou cárcere privado  R de 1 a 3 anos.
Qualificadoras  R de 2 a 5 anos.
- Se a vítima é ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 anos  Sem irmão  CADI sem I;
- Se é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital;
- Se a privação da liberdade dura mais de 15 dias;
- Se é praticado contra menor de 18 anos;
- Se é praticado com fins libidinosos;
• Se resulta à vítima, em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção, grave sofrimento físico ou moral  R de 2 a 8 anos.

149-A – Tráfico de pessoas  R de 4 a 8 anos  Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante
grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, com a finalidade de:
- Remover órgãos, tecidos ou partes do corpo;
- Submeter a trabalho em condição análoga à escravidão;
- Submeter a qualquer tipo de servidão;
- Adoção ilegal;

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Exploração sexual.
• Aumento de pena de 1/3 a ½:
- Se cometido por funcionário público no exercício de sua função ou a pretexto de exercê-la;
- Se cometido contra criança, adolescente, idoso ou deficiente;
- O agente se prevalecer de relações de parentesco, domésticas, de coabitação, de hospitalidade, de dependência econômica, de autoridade ou de
superioridade hierárquica inerente ao exercício de emprego, cargo ou função;
- A vítima for retirada do Brasil.
• A pena pode ser reduzida de 1/3 a 2/3 se o agente for primário e não integrar Orcrim.

150 – Violação de domicílio  Entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito,
em casa alheia ou em suas dependências  D de 1 a 3 meses.
Casa: todo compartimento habitado, aposento ocupado de habitação coletiva ou compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce
profissão.
Não é casa: taverna, casa de jogo, boleia de caminhão etc.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
LEIS ESPECIAIS
1 – Estatuto do desarmamento  10.826/2003
É obrigatório o registro da arma de fogo no órgão competente.
• Arma de uso permitido  Sinarm
• Arma de uso restrito  Comando do Exército ou Sigma.

Objeto material: arma de fogo, munição e acessório  Arma de pressão não.


• Arma de fogo: pode ser de uso permitido, restrito ou proibido.
- A perícia na arma é dispensável, mas se for feita e se constate que a arma não dispara, o fato será atípico  Crime impossível.
- Arma desmuniciada ou desmontada é crime
- Arma de brinquedo é fato atípico, mas é proibido sua venda, fabricação ou importação, salvo para instrução, adestramento ou coleção autorizada.
• Acessórios: objetos que acoplados a arma melhorem seu funcionamento, modifiquem seu efeito secundário ou alterem seu aspecto.
• Munição:
- Pode ser aplicado o princípio da insignificância se houver ínfima quantidade de munição desacompanhada da arma.
- Munição em colar, chaveiro ou em objeto de arte é fato atípico.

• Os crimes do Estatuto do Desarmamento, salvo Omissão de cautela, são todos dolosos.


• Ação penal é Pública Incondicionada.
• São crimes de perigo abstrato ou presumido.
• Bem jurídico protegido:
- Imediato  Segurança coletiva
- Mediato  Vida, saúde, patrimônio etc.

Armas de fogo apreendidas que não mais interessam à persecução penal serão encaminhadas ao Exército, que as destruirá ou as doará aos órgãos
de segurança pública ou as FFAA.
- A responsabilidade do transporte da arma de fogo doada é de quem recebe.
- Qualquer possuidor de arma pode entregá-la, a qualquer momento, de boa-fé, ficando extinta a punibilidade.

12 – Posse irregular de arma de uso permitido  Arma, munição ou acessório de uso permitido  D 1 a 3 anos
- Crime permanente, de mera conduta;
- Arma na boleia de caminhão é porte;
- Posse de arma com registro vencido é fato atípico;
• A posse permite manter a arma no interior da residência ou no trabalho, se for o titular ou o responsável legal da empresa.
- Na área rural, a posse é permitida em toda extensão da propriedade.
• O Certificado de Registro de Arma de Fogo dá ao proprietário o direito da posse de arma de uso permitido  Quem expede é a PF, com autorização
do SINARM.
- A posse é intransferível.

14 – Porte ilegal de arma de uso permitido  Arma, munição ou acessório de uso permitido  R de 2 a 4 anos  Tipo misto alternativo
- Pena é aumentada em metade se for cometido por integrantes do art. 6, 7 e 8 (indivíduos que tem porte) ou se for reincidente de crime da mesma
natureza.
- Crime de mera conduta.
• O porte é um documento que autoriza portar, transportar ou trazer consigo uma arma de maneira discreta.
• O porte é proibido, salvo para integrantes:
- Das FFAA.
- Dos órgãos de Segurança Pública e da Força Nacional

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Da GM  Há um julgado que permite o porte, mesmo fora de serviço, para todos os GM.
- Da ABIN e do Departamento de Segurança do Gabinete do PR.
- Da Polícia Legislativa

Porte para caçador de subsistência:


- Deve residir em área rural, ter +25 anos e provar a necessidade da arma para caçar e se alimentar  A PF concederá o porte de uma arma de fogo
de uso permitido.
- Se der outra finalidade à arma, responderá por porte ilegal + o crime cometido.

• Compete ao Ministério da Justiça  A autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou
sediados no Brasil.
• Compete ao Comando do Exército  O registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para C.A.C e de representantes estrangeiros
em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional.
• Compete à Polícia Federal  A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido, em todo o território nacional.
- Somente será concedida após autorização do Sinarm.

16 – Posse ou porte de arma de uso restrito ou proibido  Arma, munição ou acessório de uso restrito (R de 3 a 6 anos) ou proibido (R de 4 a
12 anos)  Tipo misto alternativo
- Pena é aumentada em 1/2 se for cometido por integrantes do art. 6, 7 e 8 ou se for reincidente de crime da mesma natureza.
- Crime hediondo, de mera conduta.
• Condutas equiparadas:
- Alterar numeração
- Modificar características para que se pareça com arma de uso restrito ou proibido
- Possuir, fabricar (…) artefato explosivo.
- Possuir arma com numeração alterada.
- Entregar arma, acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente.
- Produzir munição ou explosivo.

13 – Omissão de cautela  Não ter cautela para impedir que menor de 18 anos ou deficiente mental se apodere de arma de fogo que esteja sob
sua posse ou que seja de sua propriedade  D de 1 a 2 anos.
- Crime omissivo culposo  Não se admite tentativa
- Objeto material é SOMENTE a arma.

13 – Omissão de cautela (parágrafo único)  Responsável de empresa de segurança ou de transporte de valores que não registrar o BO e não
comunicar a Polícia Federal a perda, o furto ou o roubo de arma, munição ou acessório dentro de 24 h da ocorrência do fato (conhecimento do
fato)  D de 1 a 2 anos.
- Crime próprio e doloso.

15 – Disparo de arma  Disparar ou tentar disparar arma em lugar habitado ou em suas adjacências, em via pública ou em sua direção, desde que
não tenha como finalidade a prática de outro crime (caráter subsidiário)  R de 2 a 4 anos.
- Pena é aumentada em ½ se for cometido por integrantes do art. 6, 7 e 8 ou se for reincidente de crime da mesma natureza.
- Crime comum, de perigo abstrato e que não admite suspensão condicional do processo.

17 – Comércio ilegal  Arma, munição ou acessório  R de 6 a 12 anos.


- Pena é aumentada em ½ se for de uso restrito ou proibido.
- Pena é aumentada em ½ se for cometido por integrantes do art. 6, 7 e 8 ou se for reincidente de crime da mesma natureza.
- Crime próprio, hediondo e de mera conduta.
- Vale a atuação de policial disfarçado.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
18 – Tráfico internacional de armas  Exportar ou importar (Crime material  Admite tentativa) ou facilitar a entrada ou a saída (Crime
formal  De mera conduta) de armas, munições ou acessórios  R de 8 a 16 anos.
- Pena é aumentada pela ½ se for de uso restrito ou proibido.
- Pena é aumentada em ½ se for cometido por integrantes do art. 6, 7 e 8 ou se for reincidente de crime da mesma natureza.
- Crime hediondo.
- Vale a atuação de policial disfarçado.

2 – Lei de drogas  11.343/2006


O tratamento do usuário ou dependente de drogas deverá ser ordenado em uma rede de atenção à saúde, com prioridade para as modalidades
de tratamento ambulatorial, incluindo excepcionalmente formas de internação em unidades de saúde e hospitais gerais.
- A internação de dependentes de drogas somente será realizada em unidades de saúde ou hospitais gerais, dotados de equipes multidisciplinares e
deverá ser obrigatoriamente autorizada por médico devidamente registrado no CRM do Estado onde se localize o estabelecimento no qual se dará
a internação.

É possível ser feita a internação voluntária e a involuntária:

- Norma penal em branca Heterogênea  Conceito de droga está definido por uma portaria da Anvisa.
- Proibido o plantio de drogas, salvo para fins medicinais ou científicos.
- Não se aplica o princípio da insignificância.

O IP deve ser concluído em 30 dias se o indiciado estiver preso e em 90 dias se estiver solto.

Destruição da droga:
• Plantação  Destruição imediata, com ou sem flagrante  Não precisa de autorização judicial.
• Droga apreendida com flagrante  Destruição em 15 dias  Feita pelo delegado com autorização judicial.
• Droga apreendida sem flagrante  Destruição em 30 dias  Feita pelo delegado sem autorização judicial.

Laudo preliminar  Laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, sendo necessário para a lavratura do APF e estabelecimento da
materialidade do delito.
- Deve ser firmado por um perito oficial ou por pessoa idônea.
- A natureza e a quantidade da droga são preponderantes entre os critérios para a fixação da pena.

Colaboração premiada: quem voluntariamente ajudar na investigação e no processo de identificar demais autores ou partícipes e na recuperação
da droga terá a pena reduzida de 1/3 a 2/3.

• Quem, por dependência ou caso fortuito ou de força maior, era inteiramente incapaz de entender o ilícito praticado terá extinta a punibilidade.
- A pena será reduzida de 1/3 a 2/3 se era parcialmente incapaz.

28 – Drogas para consumo pessoal  Dolo específico


- Continua sendo crime, porém foi despenalizada  Prescrição em dois anos.
- Não se lavra APF  Será lavrado o TCO e o indivíduo deve se comprometer a comparecer em juízo  Nada vai ocorrer se ele se recusar a
assinar o TCO.
- Não configura reincidência.
Equiparado: plantar pequena quantidade para consumo pessoal.

Penas: advertência sobre drogas, prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento em curso, isoladas ou
cumulativamente.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- A pena será aplicada por no máximo 5 meses (10 para reincidentes).
- Se não cumprir a pena  Reprimenda verbal e multa.
• A natureza, a quantidade, o local, as condições em que se desenvolveu a ação, as circunstâncias sociais e pessoais, a conduta e aos antecedentes
do agente são determinantes para verificar se a droga era para consumo pessoal.
• Se o agente confessar que a droga é para consumo pessoal, isso não valerá como atenuante caso seja condenado por tráfico de drogas.

33 Caput e §1 – Tráfico de drogas  Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em
depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar  R de 5 a 15 anos  Equiparado ao hediondo.
- Não é crime comum, pois algumas condutas são próprias  Prescrever dolosamente medicamento que o paciente não precisa...
Equiparados ao tráfico:
- Insumo ou químicos para a preparação de drogas
- Cultivar as plantas
- Ceder espaço para o tráfico
- Vender ou entregar drogas ou insumos a policial disfarçado.

• Propriedade (urbana ou rural) que for utilizada para o plantio será expropriada  Sem indenização.
• Bens utilizados para o transporte ou provenientes do tráfico serão apreendidos;
- O juiz pode encaminhá-los a polícia para a utilização e conservação;
- Se for condenado a mais de 6 anos de prisão perderá os bens;

• Não é necessária a troca de mãos para consumar o crime, basta o prévio ajuste.
• Não é necessário a apreensão da droga para a condenação, caso haja outras provas.

Tráfico privilegiado  Traficante ocasional  Pena reduzida de 1/6 a 2/3


- Se o réu for primário, de bons antecedentes, não participe de atividades criminosas nem faça parte de ORCRIM.
- Não é equiparado a hediondo.
- Pode ser aplicado para a “mula”, desde que não fique comprovado seu estável envolvimento com a ORCRIM.
- IP ou ação penal em curso podem ser utilizados pelo juiz como argumento para a não aplicação do privilégio.

33 §2 - Induzir, instigar ou auxiliar alguém a usar drogas  D de 1 a 3 anos.


- Marcha da maconha não é considerado

33 §3 – Oferecer drogas, em caráter eventual e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento para juntos consumirem  Dolo
específico  D de 6 meses a 1 anos.

34 – Petrechos para o tráfico  R de 3 a 10 anos.


- Crime permanente, equiparado ao hediondo.
- Pode ser absorvido pelo tráfico se não ficar caracterizado contextos autônomos  Caráter subsidiário.

35 – Associação para o tráfico  Associar-se duas ou + pessoas para tráfico, petrechos ou financiamento do tráfico  R de 3 a 10 anos.
- Crime autônomo e plurissubjetivo  De concurso é necessário
- É possível a participação de inimputável para configurar o crime
- Deve haver indícios de estabilidade, mas não precisa ser uma conduta reiterada
• Entre associação para o tráfico e associação criminosa  Prevalece a associação para o tráfico.
• Entre associação para o tráfico e ORCRIM  prevalece a ORCRIM.

36 – Financiamento do tráfico ou petrechos  R de 8 a 20 anos.


- Exceção à teoria monista.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
37 – Colaborar, como informante, para a prática do tráfico ou petrechos  R de 2 a 6 anos.
- Exceção à teoria monista
- Crime subsidiário.

38 – Profissional da saúde que, culposamente, ministrar drogas que o paciente não necessita  D de 6 meses a 2 anos e comunicação ao CF.

39 – Conduzir barco ou avião após consumir drogas  D de 6 meses a 3 anos, apreensão do veículo, cassação da habilitação ou a proibição de
obtê-la pelo mesmo prazo da pena e multa.
- A pena será de 4 a 6 anos se for veículo de transporte de passageiros.

Majorante do 33 ao 37  Aumento de pena de 1/6 a 2/3.


• Transnacionalidade  Competência FEDERAL
- Não é necessária a efetiva transposição, desde que seja demonstrada a inequívoca intenção.
• Prevalecendo de função pública ou desempenho de educação, poder familiar, guarda ou vigilância.
• Tráfico nas dependências ou imediações de escolas, hospitais, prisões, centros culturais, esportivos, locais de trabalho coletivo, AA ou NA, de
unidades militares ou policiais ou no transporte público (necessária a efetiva comercialização da droga dentro do transporte);
- Se os locais não estiverem funcionando, então não se aplica.
• Com violência, grave ameaça, uso de arma de fogo ou qualquer outro meio de intimidação;
• Tráfico entre os estados  Competência ESTADUAL.
- Não é necessária a efetiva transposição, desde que seja demonstrada a inequívoca intenção.
- Só é possível associar com Transnacionalidade + Interestadualidade caso haja a intenção de levar a droga para mais de um estado.
• Envolver menor ou alguém sem discernimento;
• Financiar ou custear o crime;

3 – ECA  8.069/1990
Criança  Até 12 anos incompletos.
Adolescente  de 12 a 18 anos.
- O estatuto aplica-se excepcionalmente, nos casos expresso em lei, aos de entre 18 e 21 anos.

Flagrante de ato infracional (menor não comete crime):


Cometido mediante violência ou grave ameaça a pessoa:
- Será lavrado o auto de apreensão, ouvidos as testemunhas e o adolescente.
Demais hipóteses de flagrante:
- Poderá ser lavrado o boletim de ocorrência circunstanciada ao invés do auto de apreensão.

A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como
sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.
• O direito à liberdade compreende:
- Ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;
- Opinião e expressão;
- Crença e culto religioso;
- Brincar, praticar esportes e divertir-se;
- Participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação;
- Participar da vida política, na forma da lei;
- Buscar refúgio, auxílio e orientação.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a
preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.

É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante,
vexatório ou constrangedor.

A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como
formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los,
educá-los ou protegê-los.

MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS
Objetivos:
- Responsabilização do adolescente quanto às consequências lesivas do ato infracional, sempre que possível incentivando a sua reparação;
- Integração social do adolescente e a garantia de seus direitos individuais e sociais, por meio do cumprimento de seu plano individual de
atendimento;
- Desaprovação da conduta infracional, efetivando as disposições da sentença como parâmetro máximo de privação de liberdade ou restrição de
direitos, observados os limites previstos em lei.

• O cumprimento das medidas socioeducativas dependerá de Plano Individual de Atendimento, instrumento de previsão, registro e gestão das
atividades a serem desenvolvidas com o adolescente.

Prestação de serviços à comunidade: realização de tarefas gratuitas de interesse geral junto a entidades assistenciais, hospitais, escolas e outros
estabelecimentos congêneres, bem como em programas comunitários ou governamentais.
- Não superior a 6 meses;
- 8 horas semanais;

Liberdade assistida: adotada sempre que se afigurar a medida mais adequada para o fim de acompanhar, auxiliar e orientar o adolescente.
- Mínimo de 6 meses.

Regime de semiliberdade: pode ser determinado desde o início, ou como forma de transição para o meio aberto, possibilitada a realização de
atividades externas, independentemente de autorização judicial.
- Reavaliação da medida a cada 6 meses;

Internação: medida privativa da liberdade, sujeita aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em
desenvolvimento.
• Em nenhuma hipótese o período máximo de internação excederá a 3 anos.
- Atingindo esse período, o adolescente será liberado, colorado em regime de semiliberdade ou liberdade assistida.
• A liberação será compulsória aos 21 anos de idade.
• Será permitida a realização de atividades externas, a critério da equipe técnica da entidade, salvo expressa determinação judicial em contrário.
- Isso pode ser revisto pelo juiz a qualquer tempo.
• A medida não tem prazo determinado, devendo sua manutenção ser reavaliada no máximo a cada 6 meses.
• Em qualquer hipótese a desinternação será precedida de autorização judicial, ouvido o MP.
Hipóteses para a internação:
- Grave ameaça ou violência à pessoa;
- Reiteração em infrações graves;
- Descumprimento reiterado e injustificável das outras medidas;
• Serão separados por idade, físico e gravidade de infração.

Autorização para viagem:

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Nenhuma criança ou adolescente menor de 16 poderá viajar para fora da comarca onde reside desacompanhado dos pais ou dos responsáveis sem
expressa autorização judicial.
- A autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, conceder autorização válida por dois anos.
A autorização não será exigida quando:
• Tratar-se de comarca contígua à da residência da criança ou do adolescente, se no mesmo Estado, ou incluída na mesma região metropolitana.
• A criança ou o adolescente menor de 16 anos estiver acompanhado:
- De ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado documentalmente o parentesco.
- De pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável.

Quando se tratar de viagem ao exterior, a autorização é dispensável, se a criança ou adolescente:


- Estiver acompanhado de ambos os pais ou responsável.
- Viajar na companhia de um dos pais, autorizado expressamente pelo outro através de documento com firma reconhecida.
• Sem prévia e expressa autorização judicial, nenhuma criança ou adolescente nascido em território nacional poderá sair do País em companhia
de estrangeiro residente ou domiciliado no exterior.

Conselho tutelar:
- Órgão permanente e autônomo, não jurisdicional.
- É encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente.
• Em cada Município e em cada Região Adm do DF haverá, no mínimo, 1 CT como órgão integrante da adm pública local, composto de 5 membros,
escolhidos pela população local para mandato de 4 anos, permitida recondução por novos processos de escolha.
- O CT poderá requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, serviço social, previdência, trabalho e segurança.

232 – Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou constrangimento  D de 6 meses a 2 anos.

239 – Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das
formalidades legais ou com o fito de obter lucro  R de 4 a 6 anos.
Se há emprego de violência, grave ameaça ou fraude  R de 6 a 8 anos, além da pena correspondente à violência.

244-B – Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos, com ele praticando infração penal ou induzindo-o a praticá-la  R de 1 a 4
anos.
Equiparado  Quem pratica as condutas tipificadas utilizando-se de quaisquer meios eletrônicos, inclusive salas de bate-papo da internet.
• Aumento de pena em 1/3 se a infração cometida ou induzida for crime hediondo.

4 – Apresentação e uso de documento falso e Identificação criminal do civilmente


identificado  5.552/1968 e 12.037/2009
Apresentação e uso de documento falso:
• A nenhuma PF ou PJ, de Direito Público ou Privado, é lícito reter qualquer documento de identificação pessoal, ainda que apresentado por
fotocópia autenticada ou pública-forma, inclusive comprovante de quitação com o serviço militar, título de eleitor, carteira profissional, certidão
de nascimento, certidão de casamento, comprovante de naturalização e carteira de identidade de estrangeiro.
- Conforme o CTB, a CNH poderá ser recolhida (medida adm) mediante recibo.

• Quando, para a realização de determinado ato, for exigida a apresentação de documento de identificação, a pessoa que fizer a exigência fará
extrair, no prazo de até 5 dias, os dados que interessarem devolvendo em seguida o documento ao seu exibidor.
- Além desse prazo previsto, somente por ordem judicial poderá ser retido qualquer documento de identificação pessoal.
- Quando o documento de identidade for indispensável para a entrada de pessoa em órgãos públicos ou particulares, serão seus dados anotados no
ato e devolvido o documento imediatamente ao interessado.

Identificação criminal do civilmente identificado:

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Segundo a CF  O civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei

- A identificação criminal incluirá o processo datiloscópico e fotográfico, que serão juntados aos autos da comunicação da prisão em flagrante, ou
do IP ou outra forma de investigação.

Embora apresentado documento de identificação, poderá ocorrer identificação criminal quando:


• O documento apresentar rasura ou tiver indício de falsificação.
• O documento apresentado for insuficiente para identificar cabalmente o indiciado.
• O indiciado portar documentos de identidade distintos, com infos conflitantes entre si.
• A identificação criminal for essencial às investigações policiais, segundo despacho do juiz competente, que decidirá de ofício ou mediante
representação do delegado, do MP ou da defesa.
- Nesse caso, também poderá ocorrer a coleta de material biológico para a obtenção do perfil genético.
• Constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações.
• O estado de conservação ou a distância temporal ou da localidade da expedição do documento apresentado impossibilite a completa identificação
dos caracteres essenciais.
As cópias dos documentos apresentados deverão ser juntadas aos autos do inquérito, ou outra forma de investigação, ainda que consideradas
insuficientes para identificar o indiciado.

Perfil genético:
• Os dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser armazenados em banco de dados, gerenciado por unidade oficial de perícia criminal.
- Esses dados terão caráter sigiloso, respondendo civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou promover sua utilização para fins
diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão judicial.
A exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá:
- No caso de absolvição do acusado;
- No caso de condenação do acusado, mediante requerimento, após decorridos 20 anos do cumprimento da pena.

Fica autorizada a criação do Banco Nacional Multibiométrico e de Impressões Digitais no Ministério da Justiça e Segurança Pública:
- Poderão ser colhidos os registros biométricos, de impressões digitais, de íris, face e voz dos presos provisórios ou definitivos quando não tiverem
sido extraídos por ocasião da identificação criminal.

5 – Crimes hediondos  8.072/1990


Os hediondos e equiparados são inafiançáveis e insuscetíveis de graça, anistia e indulto.

Rol dos crimes hediondos:


• Homicídio qualificado ou simples se for de grupo de extermínio.
- Homicídio ou lesão corporal dolosa gravíssima contra agentes descritos nos Art. 142 e 144 da CF, integrantes do sistema prisional e da Força
Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo
até terceiro grau, em razão dessa condição.
• Latrocínio
• Extorsão com resultado morte
• Extorsão mediante sequestro
• Estupro
• Estupro de vulnerável
• Epidemia resultada em morte
• Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
• Favorecimento da prostituição ou de qualquer outra forma de exploração sexual de criança, adolescente ou vulnerável.
• Genocídio.
• Porte ilegal de arma de fogo de uso proibido.
• Tráfico de armas.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• Tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição.
• Furto qualificado pelo emprego de explosivo.
• Orcrim, quando direcionada à prática de crime hediondo ou equiparado.
• Roubo com:
- Arma de fogo.
- Restrição de liberdade da vítima.
- Lesão corporal grave ou morte.
Equiparados a hediondos:
• Tortura
• Tráfico de entorpecentes e drogas
- Tráfico privilegiado não.
• Terrorismo

6 – Competência da PRF  Decreto 1655/95 e 9662/19.


Decreto 1.655/95:
• À PRF, órgão permanente, integrante da estrutura regimental do Ministério da Justiça, no âmbito das rodovias federais, compete:
- Realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança pública, com o objetivo de preservar a ordem, a
incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros.
- Exercer os poderes de autoridade de polícia de trânsito, cumprindo e fazendo cumprir a legislação e demais normas pertinentes, inspecionar e
fiscalizar o trânsito, assim como efetuar convênios específicos com outras organizações similares.
- Aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito e os valores decorrentes da prestação de serviços de estadia e remoção de veículos,
objetos, animais e escolta de veículos de cargas excepcionais.
- Executar serviços de prevenção, atendimento de acidentes e salvamento de vítimas nas rodovias federais.
- Realizar perícias, levantamentos de locais, boletins de ocorrências, investigações, testes de dosagem alcoólica e outros procedimentos
estabelecidos em leis e regulamentos, imprescindíveis à elucidação dos acidentes de trânsito.
- Credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e transporte de
cargas indivisíveis.
- Assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao órgão rodoviário a adoção de medidas emergenciais, bem como zelar pelo
cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança, promovendo a interdição de construções, obras e instalações não autorizadas.
- Executar medidas de segurança, planejamento e escoltas nos deslocamentos do PR, Ministros de Estado, Chefes de Estados e diplomatas
estrangeiros e outras autoridades, quando necessário, e sob a coordenação do órgão competente.
- Efetuar a fiscalização e o controle do tráfico de menores nas rodovias federais, adotando as providências cabíveis contidas no ECA.
- Colaborar e atuar na prevenção e repressão aos crimes contra a vida, os costumes, o patrimônio, a ecologia, o meio ambiente, os furtos e roubos
de veículos e bens, o tráfico de entorpecentes e drogas afins, o contrabando, o descaminho e os demais crimes previstos em leis.
• O documento de identidade funcional dos PRF confere ao seu portador livre porte de arma e franco acesso aos locais sob fiscalização do órgão,
nos termos da legislação em vigor, assegurando-lhes, quando em serviço, prioridade em todos os tipos de transporte e comunicação.

Decreto 9.662/19:
• À PRF cabe exercer as competências estabelecidas na CF, no CTB, no Decreto 1.655/95, e, especificamente:
- Planejar, coordenar e executar o policiamento, a prevenção e a repressão de crimes nas rodovias federais e nas áreas de interesse da União.
- Exercer os poderes de autoridade de trânsito nas rodovias e nas estradas federais.
- Executar o policiamento, a fiscalização e a inspeção do trânsito e do transporte de pessoas, cargas e bens.
- Planejar, coordenar e executar os serviços de prevenção de acidentes e salvamento de vítimas nas rodovias e estradas federais.
- Realizar levantamentos de locais, boletins de ocorrências, perícias de trânsito, testes de dosagem alcoólica e outros procedimentos, além de
investigações imprescindíveis à elucidação dos acidentes de trânsito.
- Assegurar a livre circulação nas rodovias e estradas federais, especialmente em casos de acidentes de trânsito, manifestações sociais e calamidades
públicas.
- Manter articulação com os órgãos de trânsito, transporte, segurança pública, inteligência e defesa civil, para promover o intercâmbio de infos.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Executar, promover e participar das atividades de orientação e educação para a segurança no trânsito, além de desenvolver trabalho contínuo e
permanente de prevenção de acidentes de trânsito;
- Informar ao órgão de infraestrutura sobre as condições da via, da sinalização e do tráfego que possam comprometer a segurança do trânsito, além
de solicitar e adotar medidas emergenciais à sua proteção;
- Credenciar, contratar, conveniar, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de recolhimento, remoção e guarda de veículos e
animais e escolta de transporte de produtos perigosos, cargas superdimensionadas e indivisíveis;
- Planejar e executar medidas de segurança para a escolta dos deslocamentos do PR, do Vice-Presidente da República, dos Ministros de Estado,
dos Chefes de Estado, dos diplomatas estrangeiros e de outras autoridades, nas rodovias e nas estradas federais, e em outras áreas, quando solicitado
pela autoridade competente.
- Lavrar o TCO.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
DIREITO CONSTITUCIONAL
1 – Poder constituinte
Constituição:
Cláusulas pétreas: podem ser explicitas ou implícitas, não podem ser revogadas nem por emenda constitucional;  “FoDi VoSe”
- Forma federativa do Estado
- Direitos fundamentais
- Voto direto, secreto, universal e periódico
- Separação dos poderes

• A CF só pode ser alterada por emenda constitucional, que depende de um quórum qualificado de no mínimo 3/5 nas duas casas e em dois turnos.
- Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, nas duas casas do CN, em dois turnos, por 3/5 dos votos,
serão equivalentes às normas/emendas constitucionais  Esses tipos de tratados fundamentam controle de constitucionalidade e de
convencionalidade, porém se não fossem aprovados pelo quórum qualificado, fundamentariam apenas controle de convencionalidade.

Controle de constitucionalidade: compatibilidade do texto legal com a CF


Controle de convencionalidade: compatibilidade do texto legal com os TIDH.

Titular do Poder constituinte  Povo


Quem exerce o Poder constituinte  Representantes do povo

Há duas formas de exercício do Poder constituinte:


• Outorga: estabelecimento da CF pelo próprio detentor do poder, sem a participação popular.
- É ato unilateral do governante, que autolimita o seu poder e impõe as regras constitucionais ao povo.
• Assembleia Nacional Constituinte: forma típica de exercício do poder constituinte, em que o povo, democraticamente, outorga poderes a seus
representantes especialmente eleitos para a elaboração da CF

Poder Constituinte Originário: Poder de constituir o Estado, de criar uma Constituição, rompendo com a ordem jurídica anterior  Apesar de ser
juridicamente ilimitado, encontra limites nos valores que formam a sociedade.
- É inicial, autônomo, incondicionado e ilimitado.

Poder Constituinte Derivado: Poder de emendar, reformar ou modificar a Constituição vigente, fazendo alterações parciais em seu texto.
- Tem limitações constitucionais expressas e implícitas.
- Decorre do poder Originário, então não pode contrariá-lo, mas pode inová-lo.
Poder Constituinte Derivado Revisor: responsável por revisar o texto constitucional após 5 anos de sua promulgação, sendo uma modalidade
excepcional de reforma e menos rigorosa do que as emendas constitucionais, pois é feita pelo voto da maioria absoluta do CN, em sessão unicameral
 Não é mais possível.
Poder Constituinte Derivado Reformador: responsável por alterar a CF através de emendas constitucionais.
• A CF pode ser emendada mediante proposta:
- De 1/3, no mínimo, dos membros da Câmera de Deputados ou do Senado Federal.
- Do PR da República.
- De mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa seus membros
• Requisito de aprovação da PEC:
- Deve ser aprovada nas duas casas do CN, em dois turnos, por 3/5 de votos dos respectivos membros.
- A CF não pode ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de sítio ou de estado de defesa.
- A EC não pode contrariar o texto originário, pois do contrário será inconstitucional.
- Não pode alterar as cláusulas pétreas.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Poder Constituinte Derivado Decorrente: responsável por elaborar as Constituições estaduais dos estados-membros, desde que observadas as
regras e limitações impostas pela CF.

2 – Direitos e garantias fundamentais;


Princípios Da RFB  F.O.P.S
• Fundamentos: a República Federativa do Brasil é a união indissolúvel dos estados, DF e municípios;
SOBERANIA
CIDADANIA
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
VALORES SOCIAIS E LIVRE INICIATIVA
PLURALISMO POLÍTICOS
• Objetivos: metas do Estado  normas programáticas; COM GARRA ERRA POUCO;
CONSTRUIR uma sociedade livre, justa e solidária;
GARANTIR o desenvolvimento nacional;
ERRADICAR a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
PROMOVER o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
• Princípios das relações internacionais:
AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS
INDEPENDÊNCIA NACIONAL
DEFESA DA PAZ
NÃO INTERVENÇÃO
COOPERAÇÃO ENTRE OS POVOS
PREVALÊNCIA DOS DH
IGUALDADE ENTRE OS ESTADOS
REPÚDIO AO TERRORISMO E RACISMO
CONCESSÃO DE ASILO POLÍTICO
SOLUÇÃO PACÍFICA DOS CONFLITOS
- A RFB buscará a integração econômica, política, social e cultural da AL, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
• Separação dos poderes: Executivo, legislativo e judiciário.
- Separam-se as funções, buscando a especialização.
- Devêm ser independentes e harmônicos entre si.
- Essa separação não é rígida.
DIREITOS FUNDAMENTAIS:
• São cláusulas pétreas com as mesmas características concorrentes entre si.
- Nenhum direito é absoluto, estando sujeitos a limitações.
- Aplicam-se a todas as pessoas, no que couber.
• Características (H123IRUA):
Historicidade;
Imprescritível;
Inalienável;
Indisponível;
Relativo;
Universal;
Aplicação imediata;

Direitos fundamentais de 1ª dimensão (LIBERDADE):


- Foco na liberdade do indivíduo em relação ao Estado (direitos de resistência frente ao Estado).
- Direitos civis, políticos e liberdades.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Direitos fundamentais de 2ª dimensão (IGUALDADE):
- Direitos sociais, culturais e econômicos.
- Exige-se um “fazer” do Estado, uma prestação  Ex: direito à educação e à saúde.
Direitos fundamentais de 3ª dimensão (FRATERNIDADE):
- Direitos difusos, coletivos e transindividuais.
- Ideias de fraternidade, direito ao meio ambiente, progresso, paz, autodeterminação dos povos e demais direitos difusos.

Eficácia:
• Eficácia plena: aplicação imediata e direta  Tem todos os elementos necessários.
• Eficácia contida: aplicação imediata e direta  Tem todos os elementos necessários, mas pode sofrer restrições.
• Eficácia limitada: aplicação mediata  Necessita da complementação de outra norma para ter eficácia total.

Direitos individuais expressos  estão explicitamente enunciados nos incisos do Art. 5º;
Direitos individuais implícitos  estão subentendidos nas regras de garantias, como o direito à identidade pessoal, desdobramentos do direito à
vida, o direito à atuação geral.
Direitos individuais decorrentes do regime e de tratados internacionais subscritos pelo Brasil  não são nem explícita nem implicitamente
enumerados, mas provêm ou podem vir a provir do regime adotado, como o direito de resistência, entre outros de difícil caracterização.

V.I.L.P.S  Vida, Igualdade, Liberdade, Propriedade e Segurança.

Vida:
Aspecto biológico do direito à vida: direito à integridade física e psíquica  Direito de continuar vivo.
Aspecto amplo do direito à vida: direito a condições materiais e espirituais mínimas necessárias a uma vida digna.
• São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral
decorrente de sua violação.
- É um direito personalíssimo  não cabe à família reclamar.

Igualdade:
- Igualdade formal: tratar todos iguais  Igualdade jurídica.
- Igualdade material: tratar os desiguais na medida das suas desigualdades (Princípio da isonomia)  Assim, a CF traz distinção entres as pessoas.

Liberdade:
• Inscrição em conselho de fiscalização só é exigida se a atividade a ser exercida trouxer potencial lesivo à sociedade.
- Norma de eficácia contida.
• É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.

• É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

• É assegurado a todos o acesso à info e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.
• É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
• É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

• A criação de associações e cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento.
- As associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso,
o trânsito em julgado;
- As associações, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
- Ninguém será obrigado a se associar ou se manter associado;
• É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• Todos têm direito a receber dos órgãos públicos infos de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo
da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (não cabe MS para
esses).

• Ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de
obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa.

• Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra
reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.

• É livre a locomoção no território nacional em tempos de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair
com seus bens.

• É assegurado a todos, independentemente do pagamento de taxas:


- O direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
- A obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal.

• É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção
aos locais de culto e a suas liturgias;
- É assegurada a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

Propriedade:
• É garantido o direito de propriedade, que atenderá sua função social.
• A pequena propriedade rural, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua
atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento.

A lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia
indenização em dinheiro (primeiro indeniza, depois desapropria), ressalvados os casos previstos nesta Constituição.
• Necessidade pública: caracterizado pela urgência da situação em que visa à segurança nacional, defesa do estado ou socorro em calamidades;
• Utilidade pública: decorre da conveniência da transferência para o interesse da coletividade;
• Interesse social: tem o objetivo de promover a justa distribuição da propriedade.
- Se for desapropriação de imóvel rural para fins de reforma agrária  Competência da União;
- Se for desapropriação de imóvel urbano  Competência do Poder Municipal;

• No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização
ulterior, se houver dano.

• A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem o consentimento do morador, salvo:
- Em flagrante delito;
- Desastre;
- Para prestar socorro;
- Por determinação judicial, durante o dia.

• Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei
fixar:
- É garantido o direito de herança.
• A lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à
propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e
econômico do País;

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• A sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre
que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus";

São assegurados, nos termos da lei:


- A proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas;
- O direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas
representações sindicais e associativas;

Segurança:
Direito do preso:
- Permanecer calado, sendo-lhe assegurado a assistência da família e do advogado.
- Direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório.
- É assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;
- Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de juiz competente, salvo nos casos de transgressão militar
ou crime propriamente militar.
- A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa
por ele indicada;
- O Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença;
- Uso de algema somente PRF (Perigo, Resistência ou Fuga), sendo essa excepcionalidade justificada por escrito, sob pena de responsabilidade
do agente e do Estado, além da nulidade da prisão.
- A pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado;
- Às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação;
- A prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;
- Ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança;
• Não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia*;
• A lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:
- Privação ou restrição da liberdade;
- Perda de bens;
- Multa;
- Prestação social alternativa;
- Suspensão ou interdição de direitos;
• Não haverá penas:
- De morte, salvo em caso de guerra declarada.
- De caráter perpétuo;
- De trabalhos forçados;
- De banimento;
- Cruéis;

Princípio da Intranscendência da pena  A pena não passará da pessoa do condenado


- A reparação civil pode passar aos herdeiros até o limite do valor da herança
Princípio da individualização da pena  A pena será individualizada de acordo com a gravidade do delito e as circunstâncias do agente.
• O civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei.
• Não será concedida a extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião.

• A lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia o 3TH, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que,
podendo evitá-los, se omitirem.
• Constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.
• A prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.
• A lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• A lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.
• Não há crime sem lei anterior, nem pena sem prévia cominação legal;

• O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.

• A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;


• A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;

• Não haverá juízo ou tribunal de exceção;


• É reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:
- A plenitude de defesa;
- O sigilo das votações;
- A soberania dos veredictos;
- A competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;

• O estado promoverá a defesa do consumidor;

• A lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.

• É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas.
- As comunicações telefónicas pode ser violadas por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação
criminal ou instrução processual penal;

• Ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;


• Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
• Aos litigantes, em processo judicial ou adm, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a
ela inerentes;
• São inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;
• Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;

REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Habeas Corpus: quando alguém sofre ou se sente ameaçado de sofrer lesão contra o direito de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.
- É gratuito e não precisa de advogado.
- Qualquer um pode impetrá-lo, seja para si ou para outrem  Juiz pode concedê-lo de ofício.
- Cabe recurso para decisões favoráveis e desfavoráveis.
- Cabe HC contra quebras de sigilos que possam levar à prisão.
- Não é cabido HC quando o direito de locomoção é reduzido em tempos de guerra ou em tempos de paz através de lei.
Será incabível:
- Em relação as punições disciplinares de militares, salvo em relação aos pressupostos de legalidade das transgressões.
- Quando a pena privativa de liberdade já foi extinta.
Será cabível:
- Se não houver justa causa.
- Se estiver preso por mais tempo do que determinado por lei.
- Se quem decretar a prisão não tiver competência para fazê-lo.
- Se houver cessado o motivo da prisão.
- Se não for admitido a prestação de fiança e a lei permitir.
- Se o processo for manifestamente nulo.
- Se for extinta a punibilidade.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
Habeas Data  Tem caráter personalíssimo;
- É gratuito, mas precisa de advogado.
Conceder-se-á:
- Para assegurar o conhecimento de infos relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais
ou de caráter público;
- Para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou adm.

Mandado De Segurança: concedido para proteger direito líquido e certo, não amparado por HC ou HD, quando o responsável pela ilegalidade
ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.
- É oneroso e precisa de advogado.
- Os fatos alegados para sua implantação devem ser comprovados de plano, pois não admite provas posteriores.
- Pode ser preventivo ou repressivo  prazo decadencial de 120, a contar da lesão ou do conhecimento da lesão.
- Pode ser implementado por PF ou PJ.
É incabível MS contra:
- Ato de gestão de Empresa Pública, SEM e concessionárias de serviço público;
- Decisão Judicial da qual cabe recurso com efeito suspensivo;
- Decisão de recurso adm;
- Decisão transitada em julgado;
- Lei em tese.

MS coletivo: ocorre uma substituição processual  Entra-se com MS em nome próprio, mas pleiteando direito alheio, independente de
autorização.
• Pode ser impetrado por:
- Partido político com representante no CN;
- Organização sindical;
- Entidade de classe;
- Associação constituída e funcionando há pelo menos 1 ano.

Ação Popular:
- Qualquer cidadão é parte legitima para impetrar Ação Popular.
- O MP não pode impetrar, mas pode recorrer da sentença ou dar continuidade, caso haja desistência.
- Não tem prerrogativa de foro.
- Pode ser preventivo ou repressivo;
- É gratuito, salvo em caso de má-fé, e precisa de advogado.
• Função de anular atos e proteger os direitos difusos (M2P3):
Meio ambiente
Moralidade administrativa
Patrimônio histórico
Patrimônio cultural
Patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe

Mandado De Injunção: concedido sempre que a falta total ou parcial de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes a nacionalidade, soberania e cidadania.
- É oneroso e precisa de advogado.
- Pode ser individual ou coletivo e seu autor pode ser PF ou PJ.
- Via de regra, gera efeitos Inter Partes (para os integrantes do litígio).
• O Mandado de Injunção coletivo pode ser impetrado por:
- Partido político com representante no CN
- Organização sindical

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
- Entidade de classe
- Associação constituída e funcionando há pelo menos 1 ano.
- MP ou defensoria pública.

3 – Direitos sociais
Educação Saúde Assistência aos desamparados
Moradia Trabalho no Proteção à maternidade e à infância
Alimentação Transporte Segurança
Lazer Previdência social

Princípio da proibição do retrocesso social: o Estado nunca pode voltar atrás, deve sempre buscar melhorar.
- Se for revogada uma norma que discipline sobre os direitos fundamentais, o poder público deve implementar medidas alternativas que visem
compensar eventuais perdas já sedimentadas.
Princípio da reserva do possível: limita a efetivação dos direitos sociais  o Estado deve prestar os direitos sociais no limite de sua
disponibilidade financeira e com razoabilidade de pretensão, mas deve garantir o mínimo existencial.

DIREITOS INDIVIDUAIS DOS TRABALHADORES URBANOS, RURAIS E AVULSOS:

• Relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que preverá indenização
compensatória, dentre outros direitos;
- Não existe a lei complementar, então utiliza-se o parâmetro ADCT, que determina o pagamento de multa de 40% sobre o valor do FGTS;
• Seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário.
• Prescrição dos créditos trabalhistas: até 2 anos para ajuizar a ação para cobrar direitos dos últimos 5 anos.
Jornada de trabalho: Não superior a 8 horas diárias e 44 semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo
ou convenção coletiva de trabalho;
- Jornada de 6 horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva;
- Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
- Hora extra no mínimo 50% superior à normal;

Salário-mínimo: fixado em lei e nacionalmente unificado, sendo capaz de atender as necessidades vitais básicas, com reajustes periódicos que
preservem o poder aquisitivo  vedada sua vinculação para qualquer fim.
• O servidor público pode ter o vencimento inferior ao salário-mínimo, mas a remuneração não;
- Praças prestadores de serviço militar inicial podem ter a remuneração inferior a um salário-mínimo;
• Piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
• Irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
• Garantia de salário nunca inferior ao mínimo aos que recebe remuneração variável;
- 13º com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;
• Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
• Proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;
• Adicional de penosidade, insalubridade ou periculosidade;

• Participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido
em lei;
• Salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
• Férias anuais remuneradas com, pelo menos, 1/3 a mais do que o salário normal;
• Licença gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de 120 dias;
- Mesmo prazo para licença adotante;
- Licença-paternidade, nos termos fixados em lei (5 dias);

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos;
• Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de 30 dias;
• Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
• Aposentadoria;
• Assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até os 5 anos de idade em creches e pré-escolas;
• Reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;
• Proteção em face da automação, na forma da lei;
• Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização quando incorrer em dolo ou culpa;

• Proibido diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
• Proibido qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência;
• Proibida a distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos;
• Proibido trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 e de qualquer trabalho a menores de 16, salvo como aprendiz, a partir dos
14.

Direitos que o Servidor Público não tem de acordo com a CF:


- FGTS
- Seguro-Desemprego
- Aviso Prévio
- Participação nos lucros ou resultados desvinculada da remuneração.
- Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho
- Assistência gratuita em creches até os 5 anos
- Seguro contra acidente de trabalho
- Jornada de 6 horas para trabalho realizado em turnos ininterruptos
- Proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual.
- Adicional de Insalubridade, periculosidade e penosidade
- Irredutibilidade de Salário, subsídio e vencimento.
- Piso Salarial

Direitos que as domésticas não têm:


- Piso salarial;
- Participação nos lucros ou resultados desvinculada da remuneração
- Prescrição dos créditos trabalhistas;
- Proteção em face da automação;
- Proibição de distinção entre trabalho, manual, técnico e intelectual;
- Jornada de 6 horas em turnos ininterruptos;
- Adicional de penosidade, insalubridade ou periculosidade;
- Igualdade de direito entre o empregador com vínculo e o avulso.
DIREITOS COLETIVOS DOS TRABALHADORES:
É livre a associação profissional ou sindical:
• A lei não pode exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato  Exige-se o registro em órgão competente (Ministério da Justiça).
- Vedado ao Poder Público a interferência e a intervenção no sindicato;
• Vedada a criação de mais de um sindicato idêntico dentro da mesma base territorial.
- Base territorial não pode ser inferior à área do município.
• Cabe ao sindicato a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou adm;
• A assembleia geral fixará a contribuição  o pagamento só é obrigatório aos filiados do sindicato;
- Ninguém será obrigado a se filiar ou a se manter filiado a sindicato;
• Obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho;

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• O aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais;
• É vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda
que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave;
- Não vale se for líder sindical de uma categoria diferente da qual trabalha ou se estiver trabalhando fora da base territorial;

Greve
• É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por
meio dele defender.
- A lei definirá os serviços e atividades essenciais;
- Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.
• É lícito o desconto dos dias não trabalhados, salvo quando a greve for gerada por conduta ilícita do poder público.

• Os trabalhadores e empregadores têm direito a participar no colegiado de órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários
sejam objeto de discussão e deliberação.

• Nas empresas de mais de 200 empregados, é assegurada a eleição de representantes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento
direto com os empregadores.
- De 201 a 3.000  3 membros;
- De 3.001 a 5.000  5 membros;
- De 5.001 ou +  7 membros;

4 – Nacionalidade
Nacionalidade originária: imposta no nascimento, de forma unilateral e involuntária;
- Via de regra, o Brasil adota o critério Ius Solis e, excepcionalmente, o Ius Sanguinis;
Nacionalidade secundária: adquirida de maneira voluntária
- No Brasil, não é possível adquirir nacionalidade por meio de casamento;

Perda de nacionalidade:
• O BR nato e naturalizado pode ter sua nacionalidade perdida caso adquira uma nova nacionalidade.
- Perdida mediante decreto do PR e só pode ser recuperada mediante novo decreto do PR.
- Não ocorrerá a perda se a nacionalidade originária for reconhecida pela lei estrangeira ou quando a naturalização for uma exigência para se
adquirir direito.
• O naturalizado pode ter sua naturalização cancelada, por sentença judicial irrecorrível, em decorrência de atividade nociva ao interesse da
nação.
- Pode ser recuperada através de ação rescisória

Hipóteses de múltiplas nacionalidades:


• Quando há o reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira.
- A nacionalidade decorre da lei estrangeira, que reconhece como nacionais os nascidos em seu território ou descendentes de seus nacionais;
• Quando há imposição de nacionalidade pela norma estrangeira, por meio de processo de naturalização, ao brasileiro residente em estado
estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis.

Brasileiros Natos:
• Nascidos no Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;
- Se estiver a serviço de um país que não seja o seu, então será BR.
• Nascidos no estrangeiro, de pai ou mãe BR, desde que qualquer deles esteja a serviço da RFB, ou a serviço de organização internacional da qual
o Brasil faça parte.

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com
• Nascidos no estrangeiro de pai ou mãe BR, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir no Brasil e
optem, a qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.
- Seus efeitos são plenos e têm eficácia retroativa.

Brasileiro nato que vier a perder sua nacionalidade pode ser extraditado.

Brasileiros naturalizados:
• É exigido aos originários de países de língua portuguesa residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.
• Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes no Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que
requeiram a nacionalidade brasileira.

Quase brasileiro: portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos
inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos na CF.
• Requisitos:
- Ser português com residência permanente do Brasil;
- Manifestação de vontade do agente;
- Aceitação do Ministro da Justiça.

A lei não pode distinguir BR nato de naturalizado, salvo nas 5 hipóteses da CF:
• Pode ser extraditado Br naturalizado que pratique crime comum antes da naturalização ou por tráfico de drogas, a qualquer tempo.
- Brasileiro nato não pode ser extraditado.
• Cargos privativos de brasileiro nato: MP3.COM
- Ministro do STF;
- PR e Vice da República;
- PR da Câmara dos Deputados;
- PR do Senado Federal;
- Carreira diplomática;
- Oficial das Forças Armadas.
- Ministro de Estado da Defesa.
• O naturalizado pode ter sua naturalização cancelada, por sentença judicial irrecorrível, em decorrência de atividade nociva ao interesse da nação;
• Não podem compor o Conselho da República como os 6 cidadãos indicados (podem através de outros meios)
• Brasileiro naturalizado só pode ser proprietário de empresa jornalística ou de rádio após 10 anos da naturalização;

Licenciado
© para - José - 85623245315 - Protegido por Eduzz.com