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Maria de Lurdes Pendurar

Estudo sobre HST em Moçambique uma análise critica

Universidade Rovuma
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Nampula
2021

Maria de Lurdes Pendurar


1

Estudo sobre HST em Moçambique uma análise critica

Trabalho de pesquisa de carácter avaliativo, da


Cadeira de PTP em HST, Curso de Licenciatura
em Recursos Humanos, 3º ano, turma única,
leccionado pelo docente: Mestre Carlino Alpaca.

Universidade Rovuma
Nampula
2021

Índice
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Introdução............................................................................................................................3

1. Higiene e Segurança no Trabalho................................................................................4

1.1. Conceitos..................................................................................................................4

2. Análise crítica dos pontos 7.1.5, 7.1.6, 7.1.7, 7.2.2 e 7.2.3 no cumprimento da lei de
HST em Moçambique..........................................................................................................6

I. 7.1.5. Causas do incumprimento das normas...............................................................6

II. 7.1.6. Reacção dos sindicatos em caso do incumprimento das normas....................7

III. 7.1.7. Mecanismos de controlo das normas sobre HST............................................8

IV. 7.2.2. Formação dos trabalhadores em primeiros socorros......................................8

V. 7.2.3. Comissões de HST.............................................................................................9

3. Análise crítica do enquadramento no uso de protocolos (instrumento) no estudo


sobre HST em Moçambique................................................................................................9

Conclusão..........................................................................................................................13

Referências bibliográficas.................................................................................................14
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Introdução

O presente texto de investigação científica da disciplina de PTP em HST aborda sobre a


questão da HST em Moçambique, e tem como seu principal objectivo fazer uma análise
critica com base na lei sobre os aspectos que foram arrolados no estudo sobre a HST em
Moçambique e o seu enquadramento do uso dos instrumentos nesse estudo.

A sua elaboração foi com base em estudos bibliográficos e documentais, uma vez que
recorreu-se a alguns documentos que referenciam sobre a matéria da HST tendo como
principal foco o estudo sobre higiene e segurança no trabalho. Este trabalho tem uma estrutura
simples, sendo a introdução, o desenvolvimento que aborda sobre os pontos em análise, a
conclusão e a bibliografia usada.
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1. Higiene e Segurança no Trabalho


1.1. Conceitos

Segurança do trabalho (ou também denominado segurança ocupacional) é um conjunto de


ciências e tecnologias que tem o objectivo de promover a protecção do trabalhador no seu
local de trabalho, visando a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. É uma
das áreas da segurança e saúde ocupacionais, cujo objectivo é identificar, avaliar e controlar
situações de risco, proporcionando um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para as
pessoas.

Destacam-se entre as principais actividades da segurança do trabalho:

• Prevenção de acidentes
• Promoção da saúde
• Prevenção de incêndios.

Para Chiavenato (1998, p. 87), Segurança de trabalho é o conjunto de medidas técnicas,


educacionais, médicas e psicológicas utilizadas para prevenir acidentes, seja eliminando
condições inseguras do ambiente, seja instruindo ou convencendo as pessoas da utilização de
práticas preventivas. Ela é indispensável ao desempenho satisfatório do trabalho. A segurança
visa minimizar os acidentes do trabalho.

Os acidentes, em geral, são o resultado de uma combinação de factores, entre os quais se


destacam as falhas humanas e falhas materiais, neste contexto a que levar em consideração o
conceito de Chiavenato, porque a sua definição é mais abrangente incluindo medidas técnicas,
educacionais, médicas e psicológicas utilizadas para se prevenir os acidentes.

A Lei do trabalho de Moçambique, no seu artigo 222º do nº 1, conceitua o Acidente de


trabalho como o sinistro que se verifica, no local e durante o tempo do trabalho, desde que
produza, directa ou indirectamente, no trabalhador subordinado lesão corporal, perturbação
funcional ou doença de que resulte a morte ou redução na capacidade de trabalho ou de
ganho.

Para Chiavenato (1998, p. 88) Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho
a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de carácter
temporário ou permanente. Essa lesão pode provocar a morte, perda ou redução da capacidade
para o trabalho, na mesma linha do pensamento Internacional Labour Office (2013) diz que
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Acidente de trabalho é o acontecimento súbito e fortuito que ocorre durante o exercício da


actividade laboral ao serviço da empresa e que provoque no trabalhador lesão ou danos
corporais de que resulte a incapacidade parcial ou total, temporária ou permanente para o
trabalho ou morte.

Dos conceitos de acidente de trabalho acima citados a que destacar o de Chiavenato (1998, p.
88), porque ela retrata a periodicidade da perturbação que o acidente pode causar e pelo
exercício do trabalho, como também é o mais explícito. Porem todos os conceitos é valido.

Ora, Vianna et all, (2001, p. 205) diz que assegurar que os níveis de iluminação no local de
trabalho são adequados, contribui para um melhor desempenho, aumenta o rendimento no
trabalho, e contribui para a redução de acidente de trabalho, quer para a saúde dos
colaboradores, não só, como também esta provada que uma iluminação artificial adequada
além de diminuir a possibilidade de erro ou acidente, diminui a fadiga e exerce uma boa
influência sobre a motivação do trabalhador, melhorando o ambiente de trabalho.

Nesta ordem de ideia, Araújo (1981, p. 112), diz que quando o equipamento não apresenta
protecção para o trabalhador, quando a iluminação do ambiente de trabalho é deficiente ou
quando não há boa manutenção do equipamento, os riscos de acidente aumentam
consideravelmente. Muitos processos produtivos dependem da utilização de máquinas, pelo
que é importante a existência e o cumprimento dos requisitos de segurança em máquinas
industriais ou a sua implementação no terreno de modo a garantir a maior segurança aos
operadores.

Para garantir melhor segurança aos colaboradores, Incatep (2013, p. 3), diz que deve se fazer
o procedimento operacional padrão, visto que ele define como descrição detalhada de todas as
operações necessárias para a realização de uma actividade, ou seja, é um roteiro padronizado
para realizar uma actividade com o objectivo de garantir os resultados esperados por cada
tarefa executada. Contudo os operadores diariamente devem fazer um Check list de itens
como: nível de água do radiador, óleo de motor, óleo de freio, pressão e estado dos pneus,
funcionamento de faróis, a buzina entre outros aspectos dependendo do equipamento.

Ainda Incatep (2013, p. 4) diz que, por mais cuidado que se tenha ao utilizar um equipamento,
este sempre sofrera desgaste ao longo do tempo. E o manual do fabricante indica a
periodicidade para a verificação de diversos itens. A manutenção deve verificar
adequadamente quais as avarias verificadas pelas máquinas e a sua periodicidade.
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Formação é um processo de assimilação cultural a curto prazo, que objectiva repassar ou


reciclar conhecimento, habilidade ou atitudes relacionadas directamente a execução de tarefas
ou a sua optimização no trabalho (Marras 2001 apud Araújo 2006, p. 378). Nesta ordem de
ideia Robbins (2002, p. 469) diz que a maioria das formações visa a actualização e ao
aperfeiçoamento das habilidades técnicas dos funcionários.

Portanto, decreto-lei 109/2000 de 30 de Junho diz que todos os membros do pessoal devem
receber, com regularidade, formação na área da saúde e segurança. A formação deve ser
adequada aos respectivos níveis de experiencia e de responsabilidade e a natureza das tarefas
que desempenham.

Nesta ordem de ideia, Camara et all (2001, p. 417). Diz que a empresa deve ter um plano de
formação e é elaborado pelo departamento de Recursos Humanos com base nas necessidades
detectadas pelo próprio responsável da formação. Para permitir seleccionar as acções de
formação mais adequadas, o responsável pela formação prepara, no inicio do ano, um
repertório de formação, que é um catalogo de todas as acções de formação programadas para
esse ano e ministradas por entidades que sejam consideradas idónea, onde, para além do titulo
da acção de formação figuram: os seus objectivos a data, a sua duração e o local da realização.

Quanto ao equipamento de protecção individual, Montenegro (2012) diz que o trabalhador


será mais receptível ao Equipamento de Protecção Individual quando for mais confortável e
de seu agrado. Para isso, os equipamentos devem ser práticos, proteger bem, ser de fácil
manutenção, ser fortes e duradouros. Os equipamentos utilizados podem ser separados por
partes do corpo.

Portanto, usar e cuidar do equipamento de segurança faz parte do trabalho de cada um, sendo
que existe sempre um Equipamento de Protecção Individual apropriado à tarefa que será
realizada Votaratim Metais, (2005, p. 120).

2. Análise crítica dos pontos 7.1.5, 7.1.6, 7.1.7, 7.2.2 e 7.2.3 no cumprimento da lei de
HST em Moçambique.
I. 7.1.5. Causas do incumprimento das normas

O ponto 7.1.5 aborda sobre as causas do incumprimento das normas em HST em alguns
sectores de actividade, a Lei do trabalho no seu capítulo sexto, atrigo 216 é claro sobre a HST
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abordando sobre os princípios gerais que devem ser levados em consideração no local de
trabalho.

A fraca divulgação dessas normas, por parte do legislador influência sobre maneira para esse
incumprimento, pois torna o trabalhador menos informado sobre os seus direitos e deveres
sobre a HST e de algum modo os empregadores podem ser atribuídos a culpa por mesmo
saberem da existência dessas normas não cumprem.

Segundo o estudo em HST em Moçambique aponta como as principais causas do


incumprimento das normas, as seguintes:

a) A falta de conhecimento das normas;


b) A falta de clareza das normas;
c) A negligência das empresas;
d) A negligência dos trabalhadores;
e) A falta de fiscalização interna e externa;
f) A fala de equipamento;
g) Combinação de todos os factores.

Fica claro que as empresas devem a todo custo, salvaguardar a HS dos seus trabalhadores, e a
pouca fiscalização existente, contribui também para esse incumprimento.

II. 7.1.6. Reacção dos sindicatos em caso do incumprimento das normas

Os sindicatos tem como principal objectivo segundo o artigo 139 da lei do trabalho, nas suas
alíneas b) e d) fazer o controlo colaborativo com as inspecções de trabalho e a participação na
elaboração de politicas de higiene e segurança no trabalho. Dando assim os plenos poderes,
em matéria de reacção em chamada de atenção no caso do incumprimento dessas normas,
tanto pela parte do empregador assim como pela parte e principalmente do trabalhador.

Ademais, é importante referir que o sindicato deve, no cumprimento dos seus objectivos
fazer-se cumprir todos os aspectos inerentes não apenas a HST, mas há todo um leque de
normas que visam o bom ambiente de trabalho nas organizações.

Constituição e direito do trabalho garantem a liberdade de associação e permitir que os


trabalhadores e os empregadores a se juntar e formar sindicatos. Esse direito é regulado pelo
Código do Trabalho. A discriminação baseada em actividades sindicais é expressamente
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proibida pela Lei do Trabalho, vedando também práticas análogas ou correlatas, tais como:
condicionar a contratação de um empregado à sua adesão ou não adesão a determinado
sindicato ou associação; obrigá-lo a se retirar de sindicato ou associação a que pertença;
aplicar punição a um empregado porque este promoveu ou participou da defesa de direitos
colectivos, nos limites legais; transferir o empregado ou impor qualquer forma de sanção
porque a pessoa exerceu seu direito de participar em estruturas de representação colectivas.

Direito à negociação colectiva é reconhecida pelo Código do Trabalho. Os sindicatos têm o


direito de representar os trabalhadores na negociação e na assinatura de acordos colectivos de
trabalho. O acordo colectivo regulamenta a relação entre os sindicatos e os empregadores que
aderem a ele. São itens essenciais do acordo colectivo: o seu prazo de validade, o âmbito
territorial onde se aplica, quais os sindicatos, associações de empregadores incluídos. Os
acordos colectivos vigoram até serem modificados ou substituídos por outro acordo colectivo.

III. 7.1.7. Mecanismos de controlo das normas sobre HST

A prática de um exercício de inspecção baseado apenas em denúncias de acordo com o


preceituado no artigo 15 do decreto 45/2009 não garante a eficiência e eficácia do mesmo,
sendo que de acordo com o preceituado no mesmo decreto no artigo 4 no seu número 2 na
alínea a) compete a inspecção-geral do trabalho zelar pelas normas de HST a todos os níveis e
seguimentos, sendo que ao se fazer a inspecção garante-se o cumprimento de tais normas por
parte dos empregadores e dos trabalhadores.

O estudo referencia que, as actividades de inspecção são feitas de forma não regular na sua
maioria, o que fragiliza assim o cumprimento das mesmas, assim sendo, coloca-se em cheque
não apenas a segurança do trabalhador no seu local de trabalho, mas todo um com junto de
elementos como, a credibilidade das instituições de inspecção, a credibilidade dos
empregadores e a dos trabalhadores como os principais intervenientes do processo.

No entanto deve-se assegurar que as actividades de inspecção sejam feitas de forma regular,
abrangente, interactiva com os órgãos sindicais e os demais órgãos interessados no processo,
só assim podemos dizer que o processo poderá surtir efeitos desejados.

IV. 7.2.2. Formação dos trabalhadores em primeiros socorros

O processo de formação em primeiros socorros, nem todas as empresas verdadeiramente


cumprem, pois bem, em parte é devido a falta de clareza na legislação laboral todo o capítulo
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sobre a Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho desde os artigos 216 e seguintes não
abordam de forma clara sobre a obrigatoriedade das empresas em formar os seus
trabalhadores.

No seu artigo 228 o legislador aborda sobre os deveres de assistência e a prestação dos
primeiros socorros no trabalhador sinistrado ou doente, mas não clarifica com exactidão sobre
a formação em primeiros socorros.

V. 7.2.3. Comissões de HST

A lei do trabalho é baste clara ao obrigar as empresas na criação de uma comissão de


segurança no local de trabalho, e essa comissão deve ter em conta a existência de elementos
que suportem as duas partes da empresa, sendo umas pertencentes ao empregador e a outra
pertencente ao trabalhador. Com a especial ideia de forçar as empresas a cumprirem com as
normas de HST em Moçambique, o legislador laboral, no seu artigo 217 sobre as comissões
de segurança no trabalho esclarece:

1. Todas as empresas que apresentem risco excepcionais de acidentes ou doenças


profissionais são abrigadas a criar comissões de segurança no trabalho.
2. As comissões de segurança no trabalho devem integrar representantes dos
trabalhadores e d empregador, e tem por objectivo vigiar o cumprimento das normas
de higiene e segurança no trabalho, investigar as causas dos acidentes e, em
colaboração com os serviços técnicos da empresa, organizar os métodos de prevenção
e assegurar a higiene no local de trabalho.

Atento a esta ideia e ao resultado do trabalho em análise, importa referenciar que as empresas
que não tem as comissões de segurança o deveriam fazer sob pena de não verem os seus
direitos acautelados, fazendo com que as normas de HST não sejam devidamente cumpridos.

3. Análise crítica do enquadramento no uso de protocolos (instrumento) no estudo


sobre HST em Moçambique

De acordo com Saliba (2011) a segurança do trabalho é a ciência que busca prevenir acidentes
de trabalho decorrentes dos factores de risco existentes nos locais de trabalho. Nesses locais
há várias situações de risco que podem provocar acidentes de trabalho. Sendo assim a
segurança do trabalho busca avaliar e estudar tais riscos de modo a exterminá-los, prevenindo
a integridade do trabalhador durante suas tarefas no local de trabalho. As empresas são
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obrigadas por lei a adoptar medidas de prevenção e controle de doenças ocupacionais e


acidentes de trabalho. Assim, empresários devem procurar orientação técnica para atender as
necessidades de segurança nos locais de trabalho. Portanto, a segurança do trabalho exige a
prática dos deveres e direitos dos empregadores e empregados regidos por leis e normas, onde
estas garantirão amparo legal aos trabalhadores e serão instrumentos que ajudarão na
prevenção de acidentes e doenças decorrentes das tarefas realizadas no local de trabalho,
garantindo um ambiente saudável e com o mínimo de riscos causadores de acidentes.

Os dados da análise do estudo sobre HST em Moçambique abordam os aspectos inerentes a


prevenção dos acidentes de trabalho, velando sobre a boa execução das actividades e
garantindo a vida humana. As acções das comissões de segurança no trabalho, são para
garantir o cumprimento das normas a todos os níveis da empresa, (o patronato por um lado e
os trabalhadores por outro lado), e estes ainda actuam como principais fiscalizadores internos
sobre a matéria.

Por outro lado o estudo não clarifica, segundo a lei, mas as bases de consulta e estudo por
parte das empresas e trabalhadores sobre o assunto. Nesse cenário, a Lei do trabalho garante
de forma jurídica sobre as normas que garantem as relações laborais e a protecção do
trabalhador no local de trabalho.

Os acidentes provocam perdas económicas e sociais, afectam a produtividade colectiva e


individual, causam ineficiência e retardam o avanço dos padrões de vida. Está fora do
questionamento o fato de que os acidentes trazem custos para as empresas e para a sociedade.

As organizações, além de serem reguladas por órgãos governamentais no que se diz respeito à
saúde e segurança, também se auto-regulam através de políticas e de regras próprias sobre o
assunto. Isso é, de maneira comum, fácil de serem encontradas em organizações de
abrangência internacional, as chamadas empresas multinacionais. Dessa forma, elas ainda
possuem uma dupla regulação que, em certas vezes, é até mais exigente que os próprios
organismos estatais de regulamentação porque são formados por pessoas que trabalham nas
empresas e conhecem detalhadamente os processos de produção. Esse fato também ajuda
muito na implantação e manutenção da prevenção da saúde no trabalho.

A formação dos trabalhadores, em técnicas de primeiros socorros garante a este os primeiros


socorros em situações de ocorrência de acidentes, minimizando sobre maneira impactos
nefastos. Os empregadores e trabalhadores devem a todo custo, prevenirem-se dos possíveis
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acidentes, investindo da parte dos empresários da formação dos seus colaboradores e na


implementação de equipamentos que garantam a segurança e higiene no local de trabalho, e
para essa efeito as instituições de direito, devem fiscalizar essas acções com vista a garantir
que as mesmas normas legisladas sejam cumpridas na totalidade, sem a existência de
comportamentos desviantes, e o estudo em referencia, não deixa claro como esse processo
deve ser feito e a lei por si própria é bastante omissa a esse respeito.

Os protocolos usados para esse estudo foram bem empregues, mas faltou o cruzamento
comparativo entre as demais leis e normas internacionais, e os convénios sobre a matéria. A
saúde e a segurança no trabalho consistem numa disciplina de âmbito alargado, que envolve
muitas áreas de especialização. Num sentido mais abrangente, deverá ter os seguintes
objectivos:

 A promoção e a manutenção dos mais elevados níveis de bem-estar físico, mental e


social dos trabalhadores de todos os sectores de actividade;
 A prevenção para os trabalhadores de efeitos adversos para a saúde decorrentes das
suas condições de trabalho;
 A protecção dos trabalhadores no seu emprego perante os riscos resultantes de
condições prejudiciais à saúde;
 A colocação e a manutenção de trabalhadores num ambiente de trabalho ajustado às
suas necessidades físicas e mentais;
 A adaptação do trabalho ao homem.

Para esse assunto a Lei 23/2007 é bastante clara n seu artigo 216 e seguintes até ao artigo 236,
sendo que estabelece princípios e mecanismos para as mais diversas normas, cuja aplicação
vária de sector para sector de acordo com as suas linhas de actividades. Ademais, importa
referenciar que os protocolos a serem usados devem ser, massivamente divulgados e
estudados pelos seus principais intervenientes, com vista a sua aplicação de forma correcta.

Para serem bem-sucedidas, as medidas de saúde e de segurança no trabalho, exigem a


colaboração e a participação tanto de empregadores como dos trabalhadores nos programas de
saúde e segurança, obrigando a equacionar questões relacionadas com a medicina do trabalho,
a higiene no trabalho, a toxicologia, a educação, a formação, a engenharia de segurança, a
ergonomia, a psicologia, etc. Aspectos estes que o estudo em análise não faz referência, sendo
que é importante o conhecimento de todo um leque de medidas e normas a serem levados em
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tonta, de modo a que os dois intervenientes directos tenham informação e formação que lhes
possa capacitar em matéria de HST.

As condições de trabalho perigosas ou prejudiciais à saúde não se limitam às fábricas –


podem ser encontradas em qualquer local, quer o local de trabalho se situe no interior ou no
exterior. Para muitos trabalhadores, como os trabalhadores agrícolas ou mineiros, o local de
trabalho situa-se no “exterior”, podendo representar diversos perigos para a saúde e
segurança. O estudo faz referência a essas áreas mas as ares de trabalho interno o estudo não
faz referência, sendo que fica pouco claro se essas áreas tem ou não que ser levadas em conta
no processo de cumprimento das normas em HST.
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Conclusão

O trabalho abordou sobre questões ligadas ao cumprimentos da normas de HST em


Moçambique, tendo como principal linha de pesquisa e orientação o estudo sobre HST em
Moçambique e a Lei do trabalho, documentos legal que suporta as mais variadas normas de
vários sectores de actividade que, de certa forma pela sua natureza oferecem riscos a saúde e a
segurança do homem trabalhador.

O cumprimento das normas de HST, são de especial atenção aos empregadores pois, cabe a
estes oferecer condições de segurança para o desenvolvimento de actividades sem a
ocorrência de acidentes de trabalho, que possam colocar em cheque a vida dos trabalhados e
consequentemente, colar em causa a boa produtividade da organização no seu todo.

Contudo, pode-se concluir que para um bom cumprimento dessas normas, faz-se necessário
uma fiscalização mais regular por parte dos órgão de inspecção do trabalho, a tomada de
consciência dos empregadores e dos trabalhadores sobre as vantagens do cumprimento dessas
normas, tanto para manter a saúde e a segurança no local de trabalho, como para o bom
desenvolvimento económico e sustentável da empresa.
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Referências bibliográficas

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Organizacional. Joinville: Monografia Apresentada à Universidade de Santa Catarina para
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MARRAS, J. P. Administração de recursos humanos: do operacional ao estratégico. 8ª Ed.


São Paulo: Futura, 2000.

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Editora LTDA. 2004

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