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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

PEDAGOGIA – 6º SEMESTRE

FÁBIA LANÚZIA PAIVA DE OLIVEIRA MIRANDA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II


– EDUCAÇÃO INFANTIL

RELATÓRIO FINAL

Serrinha
2015
FÁBIA LANÚZIA PAIVA DE OLIVEIRA MIRANDA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II


– EDUCAÇÃO INFANTIL

Relatório de Estágio apresentado ao curso Pedagogia


da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para a
disciplina de Estágio Curricular Obrigatório – Educação
Infantil - 6º semestre.
Orientador: prof. Melina Klaus
Tutor eletrônico: Regina Carboni Alves de Assis
Tutor de sala: Neuma da Silva Alves Raposo

Serrinha
2015
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.........................................................................................................03

2 ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II: ORGANIZAÇÃO E CONTRIBUIÇÃO


04
2.1 A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL..............................04

3 CAMPO DE OBSERVAÇÃO E INTERVENÇÃO....................................................05


3.1 CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO..............................................................05
3.2 A ROTINA...............................................................................................................05

4 PROJETO DE INTERVENÇÃO

4.1 Introdução ...........................................................................................................07


4.2 Dados Gerais do Projeto.......................................................................................07
4.3 Referencial Teórico...............................................................................................08
4.4 Planos de Aula da Intervenção.............................................................................08
4.5 Relato da Aplicação da Intervenção.....................................................................11

CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................... 12
MOSTRA DE ESTÁGIO.............................................................................................12
REFERÊNCIAS...........................................................................................................13
APÊNDICE (se houver).............................................................................................14
1 INTRODUÇÃO

A experiência de estagiar é essencial para a formação integral do acadêmico,


considerando que cada vez mais são requisitados profissionais com habilidades e
bem preparados. Ao chegar à universidade nos deparamos com o conhecimento
teórico, porém muitas vezes, é difícil relacionar teoria e prática se não vivenciarmos
momentos reais em que será preciso analisar o cotidiano (MAFUANI, 2011).
Segundo Bianchi et al. (2005) o Estágio é uma experiência em que o aluno
mostra sua criatividade, independência e caráter. Essa etapa lhe proporciona uma
oportunidade para perceber se a sua escolha profissional corresponde com sua
aptidão técnica. Esta atividade é oferecida nos cursos de licenciatura a partir da
segunda metade dos mesmos, quando o graduando já se encontra inserido nas
discussões acadêmicas para a formação docente e ela é apenas temporária.
O estágio supervisionado vai muito além de um simples cumprimento de
exigências acadêmicas. Ele é uma oportunidade de crescimento pessoal e
profissional. Além de ser um importante instrumento de integração entre
universidade, escola e comunidade (FILHO, 2010 ).
Deste modo, tanto o aprender a profissão docente quanto dar continuidade a
mesma faz parte do cotidiano do professor. É dessa forma que o profissional
conseguirá sempre fazer a ligação entre teoria e prática (FILHO, 2010). Com isso
fica clara a importância desta atividade, que traz imensos benefícios para a
aprendizagem, para a melhoria do ensino e principalmente para o estagiário.
Sendo que os maiores beneficiados será a sociedade e, em especial, a
comunidade a que se destinam os profissionais e egressos da universidade
(BIANCHI et al., 1998) .
Por isso, o presente trabalho relata a importância da experiência prática
aliada aos conhecimentos teóricos na vida dos acadêmicos de graduação.
2. ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO II: ORGANIZAÇÃO E
CONTRIBUIÇÃO

2.1 A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL

. Os três momentos do estágio são de suma importância para o


melhoramento contínuo na formação acadêmica do aluno, a observação, o
planejamento das atividades e a intervenção, formam um tripé de aprendizados que
auxiliam de forma significativa a experiência no chão da sala de aula, tornando-se
fundamental na formação do futuro professor.
Ao estagiar, passamos a enxergar a educação com outro olhar, procurando
entender a realidade da escola e o comportamento dos alunos, dos professores e
dos profissionais que a compõem. Com isso fazemos uma nova leitura do ambiente

(escola, sala de aula, comunidade), procurando meios para intervir positivamente .


Esse momento de estágio, contribui para o primeiro contato com os alunos,
com a realidade da sala de aula, com o sistema educacional e, ainda, com seus
futuros colegas de profissão, em quem, algumas vezes, tomará como referências,

boas ou não, para a sua prática pedagógica .


É portanto, o Estágio, uma importante parte integradora do currículo,
a parte em que o licenciando vai assumir pela primeira vez a sua
identidade profissional e sentir na pele o compromisso com o aluno,
com sua família, com sua comunidade com a instituição escolar, que
representa sua inclusão civilizatória, com a produção conjunta de
significados em sala de aula, com a democracia, com o sentido de
profissionalismo que implique competência - fazer bem o que lhe
compete. (ANDRADE, 2005, p. 2).

Não basta saber somente a teoria, ou boa parte dos conteúdos, mas,
também, é preciso que a formação se dê por meio “de leituras, de realização de
projetos , de trocas de experiências, de investigações sobre a própria prática, de
reflexões sobre experiências passadas e presentes, como aluno, no contato com
outras pessoas (pais, alunos), com o mundo” (REIS e FIORENTINI, 2007, p. 4).
3 CAMPO DE OBSERVAÇÃO E INTERVENÇÃO

3.1 CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE ESTÁGIO

A Creche Criança Feliz, tem como entidade mantenedora a Prefeitura


Municipal de Teofilândia e a Secretaria de Educação e Cultura, fica situado na Praça
Agripino Macedo S/N, Teofilândia – Ba, CEP 48770-000.

Está distribuída em três pavilhões com oito salas de aula, possui


equipamentos próprio de Tv, Caixa amplificada, notebook, Datashow, microfone,
microsystem e DVD. A área administrativa é composta com uma sala de direção,
secretaria, um refeitório, cantina, cozinha, depósito para material de limpeza e
quatro banheiros.

Esse Centro de Educação Infantil recebe crianças não só da sede como


também da zona rural. Atualmente atende 10 turmas. Maternal I e II (crianças de 2 e
3 anos), 1º e 2º Período (crianças de 4 e 5 anos). Funciona nos turnos matutino e
vespertino, com horário de chegada às 7:30 e horário de saída às 16h. Antes de
funcionar como creche, era uma escola, com o nome Fantasia Infantil. A partir do
ano de 2001, com gestão do prefeito Carlos Afonso de Oliveira, o local passou a
funcionar como Creche Criança Feliz, sabendo-se que nessa época, não havia
direção, foi gerida por uma coordenadora ligada à Secretaria de Assistência Social.

Em 2005, o município mudou de prefeito e passou-se a ter direção e


coordenadoras. Em 2006 houveram mais mudanças administrativas, porém, a
instituição continuava sendo mantida pela Secretaria de Assistência Social.

Em 2009, com mais uma mudança de gestão, ocorreu a grande modificação,


a qual passou a instituição passou a ser mantida sob responsabilidade da Secretaria
de Educação e Cultura.

A Proposta Curricular está divida em: Formação pessoal e social e


Conhecimento do mundo, com atividades diversificadas.
3. 2 A ROTINA OBSERVADA

Quanto à rotina, observei que as professoras recebem os alunos no pátio,


encaminha todos eles para a sala de aula. Em seguida, é colocado em prática o
planejamento escolar.

No primeiro momento acontece a acolhida, em seguida há uma pequena


socialização entre as crianças enquanto esperam a chegada do café da manhã,
neste momento, cada dia da semana, eles realizam uma atividade diferente, como:
brincar de massinha de modelar, brincar com jogos de encaixe, fazer leitura de livros
literários, folhear revistas ou brincar com os brinquedos da sala de aula ou com os
que trazem de casa.

Logo após a refeição matinal, eles se organizam para o segundo momento,


que é o momento da rodinha, que está inserida na rotina da Creche. Este momento
é iniciado com uma música de bom dia, uma oração e músicas infantis que fica à
escolha das crianças, depois acontece uma conversa informal, onde elas expressam
as vivências fora do contexto escolar.

É trabalhado também na rodinha, a exploração dos cartazes da sala, como:


calendário, tempo, quantos somos, numerais, faixa alfabética, etc. Dá-se início então
a uma atividade específica, propiciando a ampliação do conhecimento de mundo, as
culturas, etc.

Daí, acontece momentos de higienização para o momento do almoço, que as


crianças aproveitam para saber como é importante ter uma alimentação saudável.
Depois desse momento, alguns alunos não permanecem mais em sala de aula, pois
ficam na instituição somente no turno matutino, voltando para seus lares, assim, que
acabam a refeição e/ ou seus responsáveis chegam para busca-los.
4 PROJETO DE INTERVENÇÃO

PROPOSTA DE ATUAÇÃO DO PROFESSOR DIANTE DA ORGANIZAÇÃO DO


TRABALHO PEDAGÓGICO NO ESPAÇO EDUCATIVO

4.1 Introdução

Existem muitas formas de conceber e trabalhar com a matemática na


Educação Infantil. A matemática está presente na arte, na música, em histórias, na
forma como organizo o meu pensamento, nas brincadeiras e jogos infantis. Uma
criança aprende muito de matemática, sem que o adulto precise ensiná-la.
Descobrem coisas iguais e diferentes, organizam, classificam e criam conjuntos,
estabelecem relações, observam os tamanhos das coisas, brincam com as formas,
ocupam um espaço e assim, vivem e descobrem a matemática.
Contudo, é importante pensarmos que tipo de materiais podemos
disponibilizar para as crianças a fim de possibilitar-lhes tais descobertas. Existem no
mercado diversos materiais que podem ser utilizados para enriquecer o contato com
o universo matemático. São músicas, livros de histórias infantis, encartes de
revistas, brinquedos e jogos pedagógicos, que podem ser facilmente encontrados e
que permitem à criança o contato com os números, com as formas, com as
quantidades, seqüências, etc. Além desse material, é possível criar seu próprio
material de trabalho, confeccionando quebra-cabeças, seqüências lógicas,
desenvolvendo atividades com ritmo, oferecendo palitos e outros materiais,
propondo jogos e brincadeiras e possibilitando a criação das crianças.
O importante é que nós, enquanto professores percebamos, que podemos
trabalhar a matemática na Educação Infantil sem se preocupar tanto com a
representação dos números ou com o registro no papel, podemos colocar em
contato com a matemática crianças de todas as idades, desde bebês. Podemos
pensar a matemática a partir de uma proposta não-escolarizante, que permita à
criança criar, explorar e inventar seu próprio modo de expressão e de relação com o
mundo. Tudo o que temos que fazer é criar condições para que a matemática seja
descoberta, oferecer estímulo e estar atentos às descobertas das crianças.
Percebendo que o ensino da Matemática na Educação Infantil é de suma
importância para as crianças, pois os conceitos que serão construídos nessa fase de
escolarização do educando servirão como base para construção de outros mais
complexos nas séries seguintes, elaborei este Projeto de Intervenção, de forma
lúdica, com jogos, dinâmicas, brincadeiras, músicas, histórias e dramatização que
foram convenientemente planejados como ferramentas pedagógicas eficazes para a
construção do conhecimento lógico matemático.
A construção do conceito de número, por exemplo, começa muito antes da
entrada na escola. Desde que em sua casa, nas relações cotidianas, a criança tenha
oportunidade de lidar com situações que envolvam ordenação, seriação,
classificação, já estará se iniciando a construção deste conceito.

“As noções básicas em matemática, lógica e geometria começam ser


elaboradas a partir dos 4,5 anos de idade, portanto é vital que a base
seja sólida, bem construída e bem trabalhada, para que nela se
assentem os conhecimentos matemáticos futuros. Mas é importante
lembrar que estimular o raciocínio lógico-matemático é muito mais do
que ensinar matemática – é estimular o desenvolvimento mental, é fazer
pensar”. (REIS, 2006, P.9)

4.2 Dados Gerais do Projeto

- Identificação da instituição: Creche Criança Feliz I

- Carga horária: 24h

- Quem se torna responsável em aplicar o Projeto: Docentes

- Temática – Matematizando e Brincando

- Objetivo geral: Estimular o gosto pela matemática através de atividades lúdicas.


- Objetivos específicos:

1- Iniciar a aprendizagem de conceitos de longe, perto, dentro, fora, em cima, em


baixo, atrás, na frente, ao lado, dentro, fora, cheio, vazio, etc.
2 - Classificar e nomear cores (azul, amarelo e vermelho, verde), formas (círculo,
triângulo, retângulo e quadrado), tamanho (grande e pequeno)
3 - Reconhecer e discriminar numerais, desenvolver contagem de 0 a 9.

- Metodologia: Leitura de histórias e textos variados, utilização de multimídias,


aplicação de dinâmicas e brincadeiras, atividades com sons e musicalização,
aplicação de jogos, conversas na rodinha.

- Recursos: Materiais de sucatas, livros, cd’s, rádio CD, corda, bambolês, revistas,
papel pardo, folhas de ofício, folhas de Eva, net book, dvd’s de filmes e musicais,
encartes de supermercado, bola, lápis de cor, tesouras, cola.;

- Avaliação: Será avaliado, de forma contínua, o comportamento do educando,


hábitos de trabalhos, relacionamento com os amigos e professores, cumprimento
das tarefas escolares, atitudes positivas ou negativas com relação aos trabalhos
escolares e capacidade de cooperação.

4.3 Referencial Teórico

Brincar, ouvir histórias, colecionar, pintar, dobrar, cantar, jogar... são


algumas atividades que permeiam o universo infantil. Contar, calcular, comparar,
medir, estimar, construir fguras, resolver problemas... são algumas ações realizadas
de forma natural e intuitiva pelas crianças.

Neste Projeto de Intervenção, a proposta é relacionar esses dois


grupos de atividades infantis, de modo que, integrados, representem um caminho
que favoreça o desenvolvimento pessoal e social da criança, a construção e o
exercício de formas diferenciadas de expressão, dentre elas a Matemática, bem
como a construção de conhecimento e saberes matemáticos, tendo como base o
Refrencial Curricular Nacional de Educação Infantil (RCNEI).
4.4 Planos de Aula da Intervenção

PLANO DE AULA - 1º DIA


CONTEÚDO: NUMERAIS 0 À9
OBJETIVOS: Identificar os numerais e relacionar as quantidades.
METODOLOGIA: Cantar a música Os Indiozinhos livremente com os alunos, em
seguida, passar o vídeo para que todos possam ver através de imagens o que está
sendo cantado. Logo após o vídeo, mostrar flashcards com os numerais de 0 a 9.
Colocá-los no chão em ordem crescente, solicitar que os alunos coloquem as
quantidades correspondentes de indiozinhos, em frente ao número que for apontado
pela professora, no cartaz.
AVALIAÇÃO: Através da observação, analisando a participação na atividade
proposta.
RECURSOS: Caixas de som, notebook, projetor, tesoura, papel kraft, fita adesiva,
indiozinhos, piloto

PLANO DE AULA - 2º DIA


CONTEÚDO: CÍRCULOS NUMERADOS
OBJETIVOS: Reconhecer e identificar os numerais.
METODOLOGIA: Contar através dos dedinhos das mãos de 1 até 5. Cantar a
música dos patinhos e depois, mostrar aos alunos aleatoriamente, círculos contendo
os numerais de 1 a 5. Ir mostrando círculo por círculo e perguntando que número
está sendo mostrado. Em seguida, espalhar esses círculos pela sala de aula
desordenadamente e explicar que ao comando da professora, todos deverão correr
para o círculo que representa o número solicitado.
AVALIAÇÃO: Através da observação, analisando a participação na atividade
proposta.
RECURSOS: Círculos de papelão, fita adesiva, tesoura.

PLANO DE AULA - 3º DIA


CONTEÚDO: AS CORES
OBJETIVOS: Reconhecer as cores primárias.
METODOLOGIA: De um lado colocar caixas coloridas, com as cores vermelha,
amarela, azul e verde. Do outro lado, colocar dentro de uma única caixa grande
bolinhas coloridas contendo essas mesmas cores. O grupo terá que ouvir o
comando da professora e colocar as cores corretamente dentro de cada caixa.
AVALIAÇÃO: Através da observação, analisando o envolvimento individual no grupo
e a coletividade.
RECURSOS: Caixas de papelão, papel colorido, tesoura, cola, bolas plásticas
coloridas.

PLANO DE AULA - 4º DIA


CONTEÚDO: CORRIDA DAS FORMAS GEOMÉTRICAS
OBJETIVOS: Reconhecer e identificar as formas geométricas.
METODOLOGIA: Confeccionar uma caixa de encaixes com todas as formas, com
várias alternativas, sendo que só uma estará correta. Dentro de um saquinho, a
professora, colocará as formas geométricas (círculo, quadrado, retângulo e
triângulo) que serão sorteadas. De acordo com o que for sendo solicitado, os alunos
terão que encontrar de forma rápida o lugar certo de encaixar as formas
corretamente. Ganha quem conseguir colocar dentro da caixa todas as formas
primeiro.
AVALIAÇÃO: Através da observação, analisando a participação na atividade
proposta..
RECURSOS: Caixas de papelão, papel colorido, folha de ofício, tesoura, cola,
formas geométricas, TNT, fita adesiva.

PLANO DE AULA - 5º DIA


CONTEÚDO: DOMINÓ DAS MEDIDAS E GRANDEZAS
OBJETIVOS: Construir conhecimento lógico-matemático, através de materias
concretos; desenvolver a atenção, concentração e observação.
METODOLOGIA:
Em tamanho gigante, confeccionar um dominó, onde estarão representados as
medidas e grandezas, através de figuras, como: alto, baixo, em cima, debaixo,
cheio, vazio, dentro, fora, etc. Cada grupo receberá suas peças. Ganha quem
conseguir montar primeiro o dominó.
AVALIAÇÃO: Através da observação, analisando a participação na atividade
proposta..
RECURSOS: Caixas de papelão, papel kraft, revistas, tesoura, cola, fita adesiva.
PLANO DE AULA – 6º DIA
CONTEÚDO: CONTO LITERÁRIO: OS TRÊS PORQUINHOS
OBJETIVOS: Desenvolver a atenção, a concentração e a percepção.
METODOLOGIA: Contar a história dos Três Porquinhos e depois, dramatizar com os
alunos. Fazendo-os participar e interagir de forma lúdica, contando, relacionado
grandezas, estabelendo limites, diferenciando formas geométricas e cores.
AVALIAÇÃO: Através da observação, analisando a participação e o interesse na
atividade proposta..
RECURSOS: Caixas de papelão, papel kraft, tinta guache, tesoura, cola, fita
adesiva, bastão de cola quente e pistola.

4.5 Relato da Aplicação da Intervenção

O estágio nos da à oportunidade de testar na prática, o aprendizado teórico


que temos ao longo do curso. É hora de por em teste, os conhecimentos
pedagógicos adquiridos e refletir sobre o que e como devemos melhorar. Portanto,
o objetivo é o constante processo de aperfeiçoamento até chegar a um patamar
aceitável onde possamos dizer que estamos prontos a assumir uma sala de aula.

Para Vygotsky, a aprendizagem se da através da interação com outros


indivíduos. A Psicologia da Educação e Aprendizagem reforça essa tese. “Não é
possível aprender e apreender sobre o mundo, sobre as coisas, se não tivermos o
outro, ou seja, é necessário que alguém atribua significado sobre as coisas, para
que possamos pensar o mundo à nossa volta”. (SILVA, 2007, p.12)

Partindo do pressuposto que as pessoas aprendem através da interação com o meio


em que vivem, para aprender a falar basta que o indivíduo viva em um ambiente
onde haja outros falantes. Da mesma forma se aprende ler e escrever, em um
ambiente letrado, onde os alunos e professores tenham o hábito da leitura e da
escrita. É através da interação com as letras que o aluno se tornará um leitor
proficiente.
É quando estamos na sala de aula frente à turma, que percebemos o valor do
planejamento, o que vamos passar para os alunos. Quais conteúdos farão a
diferença no aprendizado das crianças e, ao mesmo tempo, de interesse dos
aprendizes.

Trabalhei com os alunos temas referentes ao dia-a-dia. Cores, números,


quantidades, formas geométricas. A matemática pode se tornar prazerosa se não
houver algumas práticas da era ‘jurássica’, como saber a tabuada ‘decorada’, por
exemplo. Essas práticas só faziam as crianças odiarem estudar matemática.

Segundo BRASIL/MEC- PCN- Matemática, (1998) citado por (JACQUES,


2007, p.8) “[...] ainda hoje nota-se, por exemplo, a insistência no trabalho com os
conjuntos nas séries iniciais, o predomínio absoluto da Álgebra nas séries finais, a
formalização precoce de conceitos e a pouca vinculação da matemática às suas
aplicações práticas”.

Cada dia foi uma experiência maravilhosa, as crianças participaram de forma


positiva e conseguiram atingir os objetivos propostos, sendo os principais atores
neste estágio. A sala de aula e o espaço da escola também foram fortes
colaboradores para que as atividades pudessem ser feitas com êxito.

Não houve pontos negativos, pois, todo material solicitado para a confecção
dos jogos foram devidamente atendidos. A ajuda da professora regente, foi
fundamental para que cada aula fluísse de forma significativa.

Este momento de estágio me proporcionou refletir sobre algumas questões


docentes na educação infantil, como: Qual matemática é possível ensinar para
crianças nessa idade? Quais recursos podem ser utilizados? O que trabalhar?

Em busca dessas respostas e com a possibilidade de ter alcançado os


objetivos propostos, pude aprender que é necessário ter atividades permanentes,
sequencia de atividades e projetos de trabalho.

A matemática foi presente em cada momento, na roda de conversa, nos


cantos diversificados, nas brincadeiras e nas histórias infantis. Compreendi que
durante o estágio essas propostas serviram como ponto de partida para novas
reflexões e elaboração de novas propostas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estágio me deu a oportunidade de estar, efetivamente, frente à sala de


aula. Tem-se a oportunidade de estar na “pele” do professor, literalmente. Percebi
como será nossa prática, nosso dia-a-dia em uma escola como educador.

Para Telma Weisz citada por (schotten. 2007, p. 55) “Quando analisamos a
prática pedagógica de qualquer professor, vemos que, por trás de suas ações, há
sempre um conjunto de idéias que as orienta. Mesmo quando eles não tem
consciência dessas idéias, dessas concepções, dessas teorias, elas estão
presentes”. É no contato com os mestres (as) e alunos na escola, que o futuro
professor elabora um perfil que norteara sua prática.

Na atuação em sala de aula, tem-se a oportunidade de reflexão, de analisar


onde e como devemos melhorar. Que situações nos deixaram pensativos,
intrigados, ou seja, planejamos uma coisa pensando ser excelente, mas na hora de
por em pratica, ledo engano. Segundo (WEIDUSCHAT, 2007, p. 34) “[...] queremos
dizer que existe um exercício intencional do professor que o leva, constantemente, a
refletir sobre o que realizou, a mudar a sua ação sempre que necessário e a refletir
novamente sobre os rumos de sua nova ação. Assim temos: Ação-reflexão-ação”.

A experiência adquirida em sala de aula, fez com que de agora em diante, eu


compreenda melhor as teorias da educação. Ao estudar, posso associar a teoria
com a prática. Ou seja, posso ver o processo ensino-aprendizagem por outro
ângulo.
REFERÊNCIAS

JACQUES, Eleide Mônica da Veiga. Metodologia e Conteúdos Básicos de Matemática.


Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2007.

LÜBKE, Helena Cristina. Metodologia e Conteúdos Básicos de Língua Portuguesa. Centro


Universitário Leonardo da Vinci. – Indaial: ASSELVI, 2007.

MÜLLER, Ana Paula Pamplona da Silva. Pedagogia da Educação Infantil. Centro


Universitário Leonardo da Vinci. – Indaial: ASSELVI, 2008.

REVISTA NOVA ESCOLA. Grandes pensadores. São Paulo; Ed. Abril, n. 19, jul, 2008.

REVISTA NOVA ESCOLA. Machado para todas as idades. Ed. Abril, n. 215, set, 2008.

SCHOTTEN, Neuzi. Processos de Alfabetização. Associação Educacional Leonardo da Vinci


(ASSELVI). Indaial: Ed. ASSELVI, 2006.

SILVA, Daniela Regina da. Psicologia da Educação e Aprendizagem. Associação


Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2006.

SILVA, Daniela Regina da. Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação Educacional


Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2005.

TOMELIN, Janes Fidélis; SIEGEL, Norberto. Filosofia geral e da Educação. Associação


Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: ASSELVI, 2007.

WEIDUSCHAT, Iris. Didática e avaliação. Associação Educacional Leonardo da Vinci


(ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2007, 2. ed.

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