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Engrenagens de dentes retos

Prof. Paulo Boccasius


Engrenagens de dentes retos

• Engrenagens são elementos rígidos utilizados na


transmissão de movimentos rotativos entre eixos.
Consistem basicamente de dois cilindros nos quais são
fabricados dentes. A transmissão se dá através do
contato entre os dentes. Como são elementos rígidos, a
transmissão deve atender a algumas características
especiais, sendo que a principal é que não haja
qualquer diferença de velocidades entre pontos em
contato quando da transmissão do movimento.
Engrenagens de dentes retos

• Engrenagens de dentes retos, como mostrada


na figura, tem dentes paralelos ao eixo de
rotação e é usada para transmitir movimento de
um eixo a outro. É a engrenagem mais simples
Engrenagens cilíndricas

• 56% das engrenagens são cilíndricas


• para eixos paralelos
• de dentes retos:
• mais baratas e mais fáceis de fabricar
• apresentam rendimento maior
• não geram cargas axiais na engrenagem
Engrenagens de dentes retos
Engrenagem Cilíndrica de Dentes
Retos

A figura mostra o tipo mais comum


de engrenagem, chamada de
engrenagem cilíndrica de dentes
retos, em inglês “spur gear”. O
termo engrenagem, embora possa
ser empregado para designar
apenas um dos elementos,
normalmente é empregado para
designar a transmissão.
Engrenagens cilíndricas de dentes
retos SPUR GEAR

• É o tipo de engrenagens
mais simples e mais
comum.•
• Transmite movimento
entre eixos paralelos.•
• Dentes paralelos ao eixo
de rotação.
Engrenagem Cilíndrica de Dentes
Retos

• Engrenagem cilíndrica de dentes retos,podem


ser montadas com um ou mais pares
engrenados. A relação de transmissão máxima
por par não deve exceder a 1:8.
• Podem transmitir potências da ordem de 20000
– 25000 CV com velocidades tangenciais de até
150 -200 m/seg. Apresentam alto rendimento 95
-99%
Engrenagens em contato

• Quando duas engrenagens estão em contato,


chamamos de pinhão a menor delas e de coroa a maior.
A denominação não tem relação com o fato de que um
elemento é o motor e outro é o movido, mas somente
com as dimensões.

Coroa
Pinhão
Sistemas de engrenagens
• Existem basicamente duas formas de analisar a geometria de
engrenagens, chamadas de sistemas de engrenagens: o sistema
americano ou inglês, com diversas outras designações, e o sistema
métrico. O primeiro usa como base a variável “Diametral Pitch”, cuja
letra símbolo é P e que define o número de dentes por polegada do
diâmetro primitivo.
• O sistema métrico baseia-se na variável Módulo, cuja letra símbolo
é m, e que é definida como a razão entre o diâmetro primitivo em
mm e o número de dentes da engrenagem.
• Fica evidente que uma das variáveis é o inverso da outra, corrigida
para transformar o diâmetro na unidade correta.
Sistemas de engrenagens
• Engrenagens que se acoplam devem ter o mesmo
módulo (ou “diametral pitch”) a fim de que os espaços
entre os dentes sejam compatíveis. É fácil notar que, se
as engrenagens não tiverem o mesmo passo circular, o
primeiro dente entra em contato, mas o segundo já não
mais se acoplará ao dente correspondente. Como o
passo, por definição, é diretamente proporcional ao
módulo, as engrenagens devem ter módulos iguais. O
módulo pode ser entendido como uma medida indireta
do tamanho do dente.
Módulos

• Os módulos são normalizados para permitir o maior


intercâmbio de ferramentas de fabricação. Isso não
significa que os módulos tenham que ser os
recomendados, mas que é mais fácil encontrar
ferramentas para confeccionar engrenagens com os
seguintes módulos (em mm): 0,2 a 1,0 com incrementos
de 0,1 mm; 1,0 a 4,0 com incrementos de 0,25; 4,0 a 5,0
com incrementos de 0,5 mm.
Engrenagens Conjugadas

Uma transmissão por


engrenagens pode ser
imaginada como que formada
por dois cilindros em contato
sem deslizamento, com
diâmetros iguais aos dos
círculos primitivos das
engrenagens. A figura mostra
essa idealização. Nessa figura
wp é a velocidade angular do
pinhão e wc é a velocidade
angular da coroa.
Engrenagens Conjugadas
• Como a transmissão é feita pelo contato entre os
dentes, é necessário definir um perfil para os dentes que
permita que a relação entre as velocidades angulares
(R) seja constante durante o funcionamento. A relação
de velocidades pode ser dada pela equação a seguir.
Essa relação é o inverso da relação entre os diâmetros,
ou seja, a coroa sempre trabalha com menor rotação.
Engrenagens Conjugadas
Engrenagens Conjugadas
Backslash (FOLGA)

Backslash por redução da


espessura do dente
Backslash por afastamento
dos centros
Backslash (FOLGA)
Folga entre os dentes de uma engrenagem. Esta folga surge quando
os centros da engrenagem estão afastados de uma distância superior
a padrão ou quando os dentes têm uma espessura menor do que a
padronizada
Perfil do dente evolvental

O perfil do dente de engrenagem é definido por uma curva


conhecida como evolvente. Esta curva permite que o
contato entre os dentes das duas engrenagens aconteça
apenas em um ponto, permitindo uma ação conjugada,
suave e sem muito deslizamento, próximo a uma
condição de rolamento. A medida que as engrenagens
giram, o ponto de contato muda nos dentes, mas
permanece sempre ao longo da linha de ação. A
inclinação desta linha é definida pelo ângulo de pressão.
Perfil do dente evolvental
Curva evolvente
• O perfil evolvental é caracterizado pela curva evolvente
que pode ser obtida pelo desenrolar de um fio em torno
de um cilindro, como em um carretel.
• Um ponto qualquer do fio têm a propriedade de estar
sempre no tangente a um mesmo círculo, não importa
quanto do fio tenha sido desenrolado. Esse círculo é
chamado de círculo base, porque define a circunferência
ao longo da qual o fio é desenrolado. A curva descrita
pelo ponto escolhido é chamada de evolvente. Como o
ponto está sempre ao longo da tangente ao círculo e
descreve uma curva, a normal à curva está sempre na
direção da tangente instantânea. Se o dente for
construído com o formato da curva, a normal ao dente
estará sempre na direção da tangente à circunferência
de base.
Curva evolvente
• A figura apresenta uma idealização que permite
visualizar como as propriedades da curva evolvente
podem ser empregadas na construção de transmissões
com relações de constantes. A figura mostra dois
círculos externos, representando os círculos primitivos
em contato. Mostra também dois círculos internos, que
representam os círculos de base, nos quais está
enrolado um fio, como se fossem polias de transmissão
comuns. Os círculos internos e externos estão presos
aos mesmos eixos. Para que não haja deslizamento
entre os círculos primitivos, é necessário que a razão de
diâmetros desses círculos seja a mesma que a razão
dos dois círculos de base.
Ângulo de pressão
• Como o fio é tangente aos dois círculos de base e a
relação entre os diâmetros é a mesma, ele corta
obrigatoriamente a linha de centros no ponto de contato
entre os cilindros primitivos, qualquer que seja o ângulo
f.
• Este ângulo é chamado de ângulo de pressão ou de
ação; o ponto de contato entre os cilindros é chamado
de ponto primitivo P; a reta ab é chamada de linha de
ação ou de forças; a relação entre os raios de cada
circunferência de base e de sua circunferência primitiva
correspondente é o cosf.
Ângulo de pressão

 20o

  ângulo de pressão  25o
14.5o

Nomenclatura Básica para Engrenagens
Cilíndricas de Dentes Retos
Nomenclatura Básica para Engrenagens
Cilíndricas de Dentes Retos

• Espessura do dente é o comprimento do arco da circunferência


primitiva, compreendido entre os flancos do mesmo dente.
• O vão dos dentes é a distância tomada em arco sobre o círculo
primitivo entre dois flancos defrontantes de dentes consecutivos.
• A folga no vão é a diferença entre o vão dos dentes de uma
engrenagem e a espessura do dente da engrenagem conjugada.
• A face do dente é a parte de superfície do dente limitada pelo
cilindro primitivo e pelo cilindro do topo.
• A espessura da engrenagem é a largura da engrenagem medida
axialmente (é a distância entre as faces laterais dos dentes, medida
paralelamente ao eixo da engrenagem).
Nomenclatura Básica para Engrenagens
Cilíndricas de Dentes Retos

• O flanco do dente é a superfície do dente entre os cilindros primitivo


e o da raiz.O topo é a superfície superior do dente. O fundo do vão
é a superfície da base do vão do dente.Quando duas engrenagens
estão acopladas, a menor é chamada pinhão e a maior
simplesmente engrenagem ou coroa.
• O ângulo de ação é o ângulo que a engrenagem percorre enquanto
um determinado par de dentes fica engrenado, isto é, do primeiro
ao último ponto de contato. O ângulo de aproximação ou de entrada
é o ângulo que a engrenagem gira desde o instante em que um
determinado par de dentes entra em contato até o momento em que
este contato se faz sobre a linha de centros.
• O ângulo de afastamento é o ângulo que a engrenagem gira desde
o instante em que um determinado par de dentes atinge o ponto
sobre a linha de centros, até que eles abandonem
Relações mais comuns para engrenagens
de dentes retos (módulo)
Relações mais comuns para
engrenagens de dentes retos
Relações mais comuns para engrenagens
de dentes retos passo diametral

No sistema inglês de passo diametral (número de dentes por polegada).


Exemplo de cálculo 1
• O diâmetro externo de uma engrenagem de dentes retos
mede 153mm. A engrenagem tem 100 dentes. Calcule a
roda dentada.

• Solução:
• De=m(z+2) = 153 =m(100+2) m =153/102=1,5
• dp = mz = 1,5x100 =150mm
• p = m¶ = 1,5x ¶ =4,71mm
• h=2,157m = 2,157x1,5 =3,23 mm
• e=1,57m = 1,57x1,5=2,3
Exemplo de cálculo 2

• Calcular as dimensões para uma engrenagem com


módulo 3 e com 40 dentes.
• Solução:
• dp = mz =3x40 =120mm
• De=dp+2m = 120+6 = 126mm
• h=2,157m =2,157x3 = 6,47mm
• e=1,57m =1,57x3 =4,71mm
Exemplo de cálculo 3

• O diâmetro externo de uma engrenagem é de


88 mm e precisamos fazer 20 dentes. Qual é o
módulo?
• Solução:
• m = De/z+2 = 88/20+2 = 4
Exemplo de cálculo 4

• Duas engrenagens de módulo 3 uma com 25


dentes e a outra com 60 dentes devem ser
ajustadas em uma máquina. Calcule como deve
ser usinada a distância entre centros dos dois
furos.
• Solução:
• E=m(z1+z2)/2 = 3(25+60)/2 = 127,50 mm
Exemplo de cálculo 5

• O diâmetro externo de uma engrenagem mede


153 mm. Precisamos empregar módulo 1,5.
Quantos dentes serão necessários?
• Solução:
• dp = De-2m = dp=153-(2x1,5)=153-3
• Z=dp/m=150/1,5=100
Dimensionamento de engrenagens
Objetivos do dimensionamento

• transmitir a potência requerida com tensões


aceitáveis nos dentes.
• transmitir a rotação com a suavidade de
funcionamento desejada
• vida longa
• ausência de avarias e ruídos
Dificuldades
• a carga transmitida é maior que a nominal calculada
com a potencia nominal do motor.
• as tensões calculadas pelas fórmulas são estimativas
das reais.
• a forma do dente implica em concentração de tensões
em especial no pé do dente
• a carga sobre os dentes é estimada.
• assume-se uma distribuição desta carga através da
largura do dente
• assume-se uma divisão desta carga por dois ou mais
pares de dentes que estejam em contato ao mesmo
tempo (grau de recobrimento maior do que 1)
Métodos

• Existem várias fontes para dimensionamento. As


principais :
• Métodos simplificados:
• Método de Lewis / Hertz modificado
• Método Niemann
• Manual Dübbel - Método de Wissmann
• Manual Hütte - Método Niemann / Winter
• estes métodos permitem o cálculo da tensão de flexão
no pé do dente e a pressão superficial no flanco (
“pitting”).
Método de Lewis
• Esta modelagem foi feita por Wilfred Lewis, em 1893. Ele concebeu
a idéia de inscrever uma “parábola de igual resistência” dentro do
dente
• o dente é modelado como uma viga engastada em balanço, sendo
a altura do dente correspondente ao comprimento da viga
• dente modelado como viga engastada ;
• no engastamento há esforços de tração no lado da carga e esforços
de compressão no lado oposto.
Critérios de tensões ou resistência

Viga engastada sob flexão


Critérios de tensões ou resistência

Observações sobre a equação de Lewis:


- A carga radial não foi levada em consideração;
- Foi considerado que a carga máxima atua no topo do dente, o que
só é verdade quando a razão de contato (m) for igual a 1;
- Não foi considerado o problema de concentração de tensões;
- Efeitos dinâmicos foram negligenciados.
Método de Lewis

 WtP W t p  p circular pitch


2 xP
P Y  y  Y   2 
F  3  xp  F largura da face
p FY 3
Coeficiente de Lewis ou fator de forma Y
Comentários e críticas à Fórmula de
Lewis
• A fórmula de Lewis usa apenas componente tangencial e obtém
apenas ζf
• Tensões atuantes : ζf , ζN e ζ.
• Com a composição das tensões normais, o esforço mais crítico é a
compressão (ζf + ζN).
• Sabe-se entretanto que os dentes se rompem no lado tracionado!.
Para a maioria dos materiais um esforço de tração é mais danoso
que qualquer esforço muito maior de compressão.
• a fórmula de Lewis considera a carga aplicada no topo do dente.
Esta é a condição crítica para apenas um par de dentes em
contacto.
• normalmente o grau de recobrimento é grande bastante para ter
outro par de dentes em contato antes que o primeiro tenha chegado
à condição crítica no topo. A condição de carga crítica será então
obtida no ponto imediatamente anterior àquele em que o segundo
par de dentes entra em contato - todo o torque aplicado a um só
dente.
Esforços em um dente reto de
engrenagem

Modos de falha
Fadiga por flexão: Ocorre por repetição da flexão do dente em torno
de sua raiz. O dente é considerado como uma viga engastada e livre.
Fadiga por contato: Ocorre por repetição do contato entre os dentes.
Desde que as tensões máximas ocorrem abaixo da superfície do
dente, este tipo de falha forma pequenas crateras no superfície do
dente (Pitting).
Modelagem numérica das tensões no dentes
de engrenagens cilíndricas de dentes retos
Falha por fadiga de contato em dentes de
engrenagens cilíndricas de dentes retos
Método de Hertz
• Pressão de Contato e fadiga:
• Além de falharem por flexão as engrenagens também falham por
crateração (pitting, ou fadiga de contato) e desgaste.
• as engrenagens desgastam-se até o ponto onde começam a girar
desigualmente. Então o aumento da carga dinâmica mais o efeito
da concentração de tensões na superfície gasta do dente, causam a
sua falha.
as tensões de contato são
chamadas tensões de Hertz.
Hertz determinou a largura da zona
de contato e a tensão padrão
quando várias formas geométricas
são carregada uma contra outra.
Fadiga Superficial

Raio de curvatura do dente  Raio do cilindro


Largura do dente  Comprimento do cilindro
Método de Hertz
Comentários e críticas à fórmula de
Hertz
• Diferentes fórmulas para tensões de contato podem ter
fatores para levar em conta o aumento da carga devido
à velocidade e à imprecisão dos dentes.
• As mesmas questões de carga dinâmica e
desalinhamento, através da largura dos dentes, estão
presentes. Fatores de serviço são freqüentemente
usados para considerar os efeitos da imprecisão dos
dentes e os efeitos das massas dos demais elementos
ligados às engrenagens.
• Fatores de serviço também consideram as variações no
torque e a extensão dos serviços requeridos das
engrenagens.
Dimensionamento pela resistência
• Na fórmula de Lewis original são acrescentados por D. W. Duddley
alguns coeficientes com o objetivo de compensar imprecisões que
podem ocorrer nos dentes, e para compensar a concentração de
tensões

Mf = P.h = momento fletor


Fórmula corrigida para carregamento
dinâmico

2  Mt  Kt  K 1
m3
  Cv  K  Y  Z  K 2
Dimensionamento pela resistência

• δR = tensão de ruptura do material (Kg/mm2)


• Ks = coeficiente de segurança
• K =largura da engrenagem varia de 8 a 12 (em geral) ;
• K = 6 a 14 (para caixa de marcha)
• 20 <K< 40 (redutores para grande potência)
• Kt fator de concentração de tensão E1 + fator de
serviço
• K1 fator de serviço
• K2 fator de correção do fator
Os valores de Kt, K1 e K2 são dados
nas tabelas
Fator dinâmico Cv

• Cv = 5,5/5,5 + √v para engrenagens de grande


precisão

• Cv = 3,5/3,5 + √v para engrenagens de


escassa precisão
Coeficiente de Lewis ou fator de forma Y

O fator Y depende unicamente da forma do dente e não das suas


dimensões.
A Y é uma função do número de dentes z e do ângulo de pressão θ e se
denomina coeficiente de Lewis ou de fator de forma.
Roteiro de cálculo
Roteiro de cálculo

1- determinação do mínimo número de z


2- determinação de Mt
3- cálculo da velocidade
4- cálculo do módulo
5- verificação da resistência
Interferência
• Como o perfil de involuta dos dentes de engrenagens só existe fora
do círculo de base, a interferência ocorre se qualquer um dos
círculos do adendo se entendem além dos pontos a e b
Interferência
A cabeça do dente de uma
engrenagem toca a raiz do
dente de outra
engrenagem.
Provoca desgaste dos
dentes.
Em engrenagens geradas
pelo processo de fresagem
não há interferência porém
pode-se gerar
enfraquecimento dos
dentes.
Interferência
Interferência
Interferência
• Interferência e adelgaçamento podem ser prevenidos evitando-se
engrenagens com poucos dentes. Quando um pinhão tem um
número de dentes relativamente grande, estes serão pequenos
para um mesmo diâmetro primitivo (m=d/Z). Da mesma forma,
quando se reduz o número de dentes para um diâmetro fixo, o
módulo (tamanho do dente) será maior. Para um certo valor de Z <
Zmin o dedendo (de = 1.25 m) excederá a distância radial entre o
círculo de base e o círculo primitivo, provocando interferência.

Interferência e
remoção de
material do dente
abaixo do círculo de
base.
Exemplo

• Dimensionar o par de Engrenagens.


• Dados:
• O perfil evolvente = 20º não corrigido
• n = 1200 rpm (rotação do pinhão).
• R = i = 4/1 (razão de redução).
• Carregamento com choques, engrenagens de
média precisão.
• Material usado: aço SAE 1045 δR = 60Kg/mm2.
• Potencia a transmitir N = 10 CV
Exemplo
• Solução:
• 1 determinação do mínimo de z:
Zmin = 2i/[1+i/(1/i+2)sen2θ]1/2- 1
Zmin = 2x1/4/ [1+1/4(1/4+2)sen²20]1/2-1
Zmin = 0,5/0,03237=15,44 Zmin = 15 dentes
• 2 determinação de Mt
• Mt = 71620x P/rpm
71620x10/1200=597kg.cm=5970kg.mm
• Kt = 1,33 (tabelado)
• K1= 1,5 (tabelado)
• K2= 1,0 (tabelado)
Exemplo
• Solução:
• A hipótese de dimensionamento é:

Onde:
δ adm = tensão admissível
δ f = tensão de flexão (atuante)
A tensão admissível é:

Onde:
δ R = tensão de ruptura do material (Kg/mm2) (tabelado).
KR = coeficiente de segurança-que, a título indicativo pode ser:
3 a 3,5 - para rodas em funcionamento normal
4 a 5 - para rodas sujeitas a choques e oscilações de carga
6 - para condições extremamente desfavoráveis
Exemplo

• δ adm = tensão admissível 60kgf/mm²/5= 12kgf/mm²


• K l = K.m K = 10 (tabelado)
• Z= 15 dentes
• Y=0,289 Coeficiente de Lewis (tabelado)
• α = 20º
• Cv = 3,5/3,5 + √v v= Vp = ¶dn/1000x60
• Vp = ¶dpn/1000x60 Vp~4m/seg (arbitrado)
• CV = 3,5/3,5+ √4 = 0,6364
Exemplo

• cálculo do módulo:

m=3√2.5970.1,33.1,5/12. 0,6364.10. 0,289.15.1

m= 3√23820,3/331,055

m= 4,15mm modulo adotado = 4mm

dp1 = m . Z 4x15= 60mm


Verificação
Verificação

• ζmax= Pu.q/b.m.e< ζadm


q = valores de forma

e =fator de carga
e= 0,80 para utilização e incidência de carga máxima
continuadamente
e= 1,50 pouco uso e incidências de carga máximas
b=largura da engrenagem ~10m
Verificação da resistência
• ζadm= Pu.q/b.m.e< ζadm
q para 15 z =3,9, b 4,0 cm, m =0,4 cm e= 0,80 para utilização e
incidência de carga máxima continuadamente
• cálculo da velocidade:
estimando m = 4 dp = mz = 4x15 = 60 mm
V=dp.n/1910 = 6,0x1200/1910 = 3,76 m/seg

• cálculo da força tangencial:


Pu = 75. Pot/V = 75.10/3,76 = 191,97 = 199 kg

• ζadm = 199.3,9/4x0,4x0,8 = 776,1/1,28=606,32


ζmax < ζadm
606,32 < 1200 kg/cm2
Classificação da ABNT
Grau de Recobrimento

• Para engrenagem de dentes retos:

εc = grau de recobrimento frontal


re = raio externo
rb = raio de base
rp = raio primitivo
θn = ângulo de pressão normal
pc = passo circular
Grau de Recobrimento
• É necessário projetar as engrenagens de forma que um
segundo par de dentes entre em contato antes de que o
primeiro tenha saído do contato.
• A razão de contato define o número médio de pares de
dentes em contato durante o engrenamento.
• Em geral, quanto maior for a razão de contato mais
suave e silenciosa a transmissão. Uma razão de contato
de 2 ou mais significa que, no mínimo, dois pares de
dentes estão teoricamente em contato ao mesmo
tempo. Razões de contato εc >1,4 são desejáveis para
aumentar a vida útil das engrenagens
Grau de Recobrimento

 1  mais de um par de dentes em contato



εc
mc 
  1  um par de dentes em contato
Grau de Recobrimento

• Exemplo de dimensionamento de grau de


recobrimento:
• Uma engrenagem cilíndrica de dentes retos
normal, deverá engrenar com um pinhão com
20 dentes, módulo igual a 4 mm e ângulo de
pressão de 20º. A relação de transmissão
deverá ser de 2.
• Determine:
• a distancia entre centros do engrenamento e o
• grau de recobrimento
Grau de Recobrimento
• Solução:
• Z2= iZ1 = 2x20 = 40 dentes
• dp1= mz1 = 4x20 = 80mm
• dp2= mz2 = 4x40 = 160mm
• E= dp1+ dp2/2 = 80+160/2 =120mm distância entre
centros
• Cálculo do grau de recobrimento:
• De1=dp1+2m = 80+2x4=88 re1= 88/2= 44
• De2=dp2+2m =160+2x4 re2= 168/2= 84
• rb1= (dp1 x cosθ)/2 =80xcos20°/2=37,5
• rb2= (dp2 x cosθ)/2 160xcos20°/2=75,1
• P=¶x4 = ¶x4=12,56
Grau de Recobrimento

• Solução:

Substituindo os valores na fórmula acima temos:

εc =√44²-37,5² + √84²-75,1² -(40+80)sen20°


12,56 x cos20°

εc = 19,596/11,80=1,66
Grau de Recobrimento
• Solução:
• O grau de recobrimento indica o número de pares de
dentes que permanecem engrenados a cada instante.
• O grau de recobrimento não pode ser menor do que um
afim de garantir a continuidade do movimento. A medida
que o grau de recobrimento aumenta, há maior
suavidade de movimento com menor vibração e ruídos.
• Na pratica usa-se 1,2≤ εc≤1,4.
• Um grau de recobrimento igual a 1,66, indica que
durante 66% do tempo permanecem engrenados 2
pares de dentes e que durante 34% restantes apenas 1
par esta engrenado.
Rendimento de engrenagens
• Um par de engrenagens de dentes retos usinados deve
transmitir, no mínimo 98% da potência em velocidades
comuns, se as engrenagens e os mancais de apoio
estiverem bem lubrificados.
• Excetuando-se engrenagens plásticas pouco exigidas,
todo conjunto de engrenagens dever ser lubrificado para
prevenir desgaste superficial.
• Lubrificante removem calor e separam as superfícies de
um contato direto, reduzindo atrito. Lubrificante
suficiente deve ser utilizado para transferir o calor
gerado por atrito para o meio ambiente sem permitir que
o engrenamento se aqueça em demasia.
Lubrificação por salpico
Com salpico ou “splash lubrication” : Caso em que
o nível do lubrificante é mantido de modo a que
apenas os dentes da engrenagem inferior
mergulhem no óleo. Se o nível for muito elevado, a
rotação da engrenagem provocará um excesso de
agitação, com maior tendência á formação de
espuma e também com maior elevação da
temperatura do óleo. Se for o caso de um moto
redutor, o óleo poderá ultrapassar os retentores e
atingir os enrolamentos, causando sérios
problemas, como regra prática, recomenda-se que
a roda inferior não deva mergulhar mais do que três
vezes a altura do dente no banho.
Rendimento de engrenagens

• O rendimento das engrenagens cilíndricas pode ser


calculado a seguir, na hipótese que o engrenamento
seja limitado a um par de dentes conjugados:

• ŋ =1- ¶f(1/z1+1/z2)

• ŋ=Rendimento de engrenagens
• f =coeficiente de atrito
• Z1=número de dentes da roda 1
• Z2=número de dentes da roda 2
Rendimento de engrenagens
• Calcular o rendimento das engrenagens no caso de uma
usinagem de qualidade inferior, com as seguintes
caracteristicas:
• Ângulo de pressão θ =20°
• Módulo m = 5
• Z1 =17
• Z2 =51
• Solução:
• ŋ =1- ¶f(1/z1+1/z2) = 1-¶0,12(1/17+1/51)=0,97
• f para acabamento de boa qualidade = 0,07
• F para acabamento de qualidade inferior =0,12
Dimensionamento dos braços e cubo
da engrenagem
Dimensionamento dos braços e cubo
da engrenagem
Representação de engrenagem em
desenho técnico
Software para projetos de engrenagens
cilíndricas
Software para projetos de engrenagens
cilíndricas
Exercícios Propostos

• Dimensionar um par de rodas dentadas (dente


reto) para transmitir 25 CV de potência com
1740 RPM. A relação de transmissão é de
1/15,12 e o ângulo de pressão é de 20º.
• Dimensionar um par de rodas dentadas (dente
reto) para transmitir 15 CV de potência com
1750 RPM. A relação de transmissão é de
1/4,12 e o ângulo de pressão é de 20º.
Normas para fabricação engrenagens
dentes retos
• Norma ABNT NBR 6174 – Definições Gerais de
Engrenagens
• Norma ABNT NBR 8088 – Módulo de Engrenagens
Cilíndricas
• Norma ABNT NBR 6684 – Engrenagens Cilíndricas -
Terminologia
• Norma ABNT NBR 10095 – Engrenagens Cilíndricas de
Evolvente – Precisão Dimensional
• Norma ABNT SB-21 – Símbolos de Engrenagens
Cilíndricas
• MAAG GEAR BOOK – Calculation and Manufacture of
Gears and Gear
• Drives for Designers and Works Engineers

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