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AS LIGAÇÕES

QUÍMICAS

Disciplina: Química Inorgânica


Prof. Me. Jeferson Santos Santana
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Estrutura dos sólidos iônicos
■ Os compostos iônicos
incluem sais, óxidos,
hidróxidos, sulfetos e a
maioria dos compostos
inorgânicos.
■ O número de íons que
circunda determinado
íon é chamado de
número de
coordenação.

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Relações sobre raios
■ A estrutura de muitos sólidos iônicos pode ser explicada de acordo com o tamanho de seus
íons.
– Se o número de coordenação num composto iônico AX for 3, têm-se três íons X- em
contato com um A+. Uma situação limite ocorre quando os íons X- também estão em
contato entre si.

Relações de raios limitantes e estruturas


Relação de raios Número de coordenação Forma
limitantes r+/r-
< 0,155 2 Linear
0,155 → 0,225 3 Trigonal Planar
0,225 → 0,414 4 Tetraédrica
0,414 → 0,732 5 Quadrada Planar
0,414 → 0,732 6 Octaédrica
0,732 → 0,999 8 Cúbica de corpo3centrado
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Relação entre raios

■ Os raios iônicos devem ser conhecidos com exatidão*;


■ Os íons se comportam como esferas rígidas inelásticas;
■ Arranjos estáveis somente são possíveis quando os íons positivos e negativos se
tocam;
■ Os íons apresentam forma esférica;
■ Os íons apresentam sempre o maior número de coordenação possível;
■ A ligação é 100% iônica.
– * utiliza-se cristalografia de raios-X (estimativa)

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Carga Formal
■ As cargas formais (CF) indicam uma tendência para o acúmulo de carga elétrica.
■ São úteis para a discussão da viabilidade das estruturas de Lewis.
■ Podem ser calculadas através da fórmula:

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= − +
2
– EV = elétrons de valência
– EL = elétrons ligantes
– ENL = elétrons não ligantes

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Cristalografia de Raios-X

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Energia Reticular

■ A energia reticular de um cristal é


a energia liberada quando se
forma uma molécula grama do
cristal a partir dos íons gasosos.
■ As energias reticulares não
podem ser medidas diretamente,
mas valores experimentais podem
ser obtidos a partir de dados
termodinâmicos e o ciclo de Born-
Haber.

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Pontos importantes sobre a equação de
Born-Landé
■ O retículo torna-se mais forte (isto é, a energia reticular torna-se mais negativa) à
medida que a distância interiônica r diminui;
■ A energia reticular depende do produto das cargas iônicas.
■ A excelente concordância entre as energias reticulares experimentais e aquelas
calculadas pela equação para os haletos dos metais alcalinos, não implica que a
equação ou as suposições em que ela se baseia sejam corretas.

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A Teoria de Lewis
■ Foi a primeira explicação de uma
ligação covalente, fundamentada
no compartilhamento de elétrons a
ser amplamente aceita.
– Ácido de Lewis – é a espécie
química que recebe o par de
elétrons em uma reação
química.
– Base de Lewis - é a espécie
química que doa o par de
elétrons em uma reação
química.

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Exceções à regra do octeto

■ Átomos como Be e B que apresentam menos de quatro elétrons na última camada;


■ Átomos que apresentam um nível eletrônico adicional com energia próxima ao nível
p, que pode receber elétrons e forma ligações. O PF3 obedece à regra, mas o PF5
não (indo do orbital 3s para 3d – hibridização sp3d)
■ Moléculas com número ímpar de elétrons como o NO e o ClO2.

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Teoria de Sidgwick-Powell

■ Em 1940, Sidgwick e Powell fizeram uma revisão


sobre as estruturas das moléculas conhecidas até a
época. Sugeriram que a geometria aproximada das
moléculas poderia ser prevista utilizando-se o
número de pares de elétrons na camada de valência
do átomo central, no caso de íons e moléculas
contendo somente ligações simples.
– Se houver dois pares de elétrons no nível de
valência do átomo central, os orbitais que os
contém serão orientados a 180º um dou outro
– Se houver três pares de elétrons no átomo
central, estes se situarão a 120º um do outro
– No caso de 4 pares de elétrons, o ângulo será
de 109º28’
– Para 5 pares de elétrons sera uma bipirâmide
trigonal
– Para 6 pares o ângulo será de 90º com
estrutura octaédrica
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Teoria da repulsão dos pares de elétrons
da camada de valência
■ Em 1957, a teoria de Sidgwick e Powell foi melhorada por Gillespie, possibilitando a
previsão das estruturas moleculares e dos ângulos de ligação de forma mais exata. Esta
teoria ficou conhecida como VSEPR (do inglês, Valence Shell Electron Pair Repulsion
Theory; pronunciar vesper). Ela pode ser resumida assim:
– Os pares eletrônicos da camada de valência do átomo central numa molécula ou
num íon poliatômico tendem a se orientar de forma que sua energia total seja
mínima. Isto significa que eles ficam tão próximos quanto possível do núcleo e ao
mesmo tempo ficam o mais afastado possível entre si, a fim de minimizar as
repulsões intereletrônicas.
– O método procura determinar a orientação mais estável dos pares eletrônicos ao
redor de um átomo central numa molécula e, a partir disto, a geometria da
molécula. A estrutura das moléculas é determinada pelas repulsões entre todos os
pares de elétrons presentes na camada de valência

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Teoria da repulsão dos pares de elétrons
da camada de valência
■ Em 1957, a teoria de Sidgwick e Powell foi melhorada por Gillespie,
possibilitando a previsão das estruturas moleculares e dos ângulos de
ligação de forma mais exata. Esta teoria ficou conhecida como VSEPR (do
inglês, Valence Shell Electron Pair Repulsion Theory; pronunciar vesper). Ela
pode ser resumida assim:
– Um par isolado de elétrons ocupa mais espaço em torno do átomo
central que um par de elétrons ligante, já que o par isolado é atraído
por apenas um núcleo e o par ligante é compartilhado por dois
núcleos. Pode-se inferir que a repulsão entre dois pares isolados é
maior que a repulsão entre um par isolado e um par de elétrons
ligantes, que por sua vez é maior que a repulsão entre dois pares de
elétrons ligantes. Assim, pares de elétrons isolados provoca pequenas
distorções nos ângulos de ligação da molécula. Se o ângulo entre o par
isolado no átomo central e um par ligante aumentar, os ângulos de
ligação observados entre os átomos devem diminuir. Em resumo, a
repulsão entre pares de elétrons aumenta na seguinte ordem:

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Teoria da repulsão dos pares de elétrons
da camada de valência
■ Em 1957, a teoria de Sidgwick e Powell foi melhorada por Gillespie, possibilitando a
previsão das estruturas moleculares e dos ângulos de ligação de forma mais exata. Esta
teoria ficou conhecida como VSEPR (do inglês, Valence Shell Electron Pair Repulsion
Theory; pronunciar vesper). Ela pode ser resumida assim:
– A magnitude das repulsões entre os pares de elétrons ligantes depende da
diferença de eletronegatividade entre o átomo central e os demais átomos.
– Ligações duplas repelem-se mais intensamente que ligações simples, e ligações
triplas provocam maior repulsão que ligações duplas.
– Forças repulsivas decrescem bruscamente com o aumento do ângulo entre pares.
São fortes em ângulos de 90º, mais fracas em ângulos de 120º e extremamente
fracas em ângulos de 180º. Na prática, não é necessário considerar repulsões para
ângulos superiores a 90º

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A = átomo central
L = átomo ou grupo ligado ao
átomo central
E = pares de elétrons livres
(átomo central)

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Teoria da ligação de valência (TLV)

■ Essa teoria foi proposta por Linus Pauling, que recebeu o Prêmio Nobel em Química de 1954.
■ Átomos com elétrons desemparelhados (éd) tendem a combinar-se com outros átomos que
também tenham elétrons desemparelhados, combinam-se em pares.
■ Via de regra os átomos tendem a formar a quantidade de ligações equivalente à quantidade de
éd, entretanto, em muitos casos os átomos podem formar mais ligações que as previstas desta
maneira, através de excitação do mesmo.

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REFERÊNCIAS
■ INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA. Energia Reticular em sólidos iônicos. Disponível
em:
<http://docente.ifsc.edu.br/michael.nunes/MaterialDidatico/Processos%20Qu%C3%ADmi
cos/Qu%C3%ADmica%20Inorg%C3%A2nica/energia%20de%20rede.pdf>. Acesso em 15
de fev. 2020.
■ LEE, J. D.. Química Inorgânica não tão concisa. São Paulo: Blucher, 1999.
■ UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Ligação Iônica. Disponível em:
<http://zeus.qui.ufmg.br/~qgeral/downloads/aulas/aula%2012%20-
%20ligacao%20ionica.pdf>. Acesso em 17 fev. 2020
■ VSEPR theory. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/VSEPR_theory>.Acesso em 17
fev. 2020

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