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quarta-feira, 26 de agosto de 2020 09:17

• A lei é a expressão da vontade geral


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quarta-feira, 2 de setembro de 2020 10:11

Constituição
➢ Antigamente
○ Comum documento pelo qual se organizava o exercício poder para ter sucesso
administrativo.
➢ Modernamente
○ Mais do que eficiência na gestão pública, tem de haver controle do poder, limites ao
seu exercício.
➢ Liberalismo econômico x Liberalismo político
○ O constitucionalismo moderno faz parte do liberalismo político porque foca na
contenção do poder.
○ Constituição francesa de 1791
▪ "Não existirá Constituição sem separação de poderes"
➢ Direitos fundamentais da pessoa humana
○ 1ª Geração de direitos Naturais Direitos dados
▪ Direito à vida, à propriedade, à liberdade.
▪ Universalidade dependendo de condições históricas.
▪ Expressão da racionalidade humana.
○ Revoltas socialistas
▪ Ruptura com essa noção.
▪ A burguesia não era condição jurídica e econômica própria de todos seres
humanos.
▪ Proletariado.
□ Dirietos vem do sistema econômico que permite a igualdade jurídica.
○ 2ª Geração de direitos Os direitos da primeira geração não são doados, masp
recisam ser construídos para uqe possam ser usufruídos
▪ Direito à vida x Direito à proteção da saúde.
▪ A proteção da saúde da saude se apresenta como condição para que se
concretize o direito à vida.
➢ Século XX
○ Ao Estado não cabe somente o agir protetivo.
▪ Processo econômico e político que mostra que o Estado tem que agir, portanto
suas instituições mudam.
□ Noção de legalidade muda
➢ Constituições deixam de ser instrumentos conservadores do status quo
➢ Norma passa a ser um instrumento de modificação de status quo
○ Exemplo: "não há pena sem norma que a defina antes"
➢ O federalismo é exemplo de controle de poder.
➢ Subsidiariedade do direito
○ Criminalizar todas condutas.
▪ Criminalizar trará ganho social.
○ Falso
▪ A lógica é de que as ações humanas devem prescindir de normas jurídicas
▪ Quando o Estado se torna ativo, a lógica da sanção continua, mas ao invés de
punir o errado, se premia o agente econômico que faz o correto para a
economia do país.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2020 09:13

➢ Direito vem evoluindo e o Estado também.


➢ Após a industrialização do Brasil, desenvolve-se um maior dinamismo social
➢ Novas leis (código civil), buscando regular a sociedade
➢ Esse dinamismo, ao mesmo tempo que exigiu um novo código, o que se percebeu também, é que esse novo código não pode ter mais a mesma crença
de regular minudentimente a vida social.
➢ Quanto maior a complexidade social, mais abstratas se tornaram as normas, a fim de regular o conjunto da vida social
➢ O juíz exerce o papel de integração da norma abstrata com o caso concreto.
○ Complementa o processo legislativo
➢ Ativismo judicial
➢ Judicialização da política

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020 09:34

Forma federativa do Estado


-expressão de um processo de desconcentração de funções / descentralização de poder
-promove um separação que não tem por critério a funcionalidade
->separação espacial
Diferença -Brasil -EUA-

-Nos EUA
-dual- união e estado
-é formulado como forma de conciliar o impasse das 13 colônias- 13 Estados soberanos
-se dão conta que a independência traria dificuldades
-reconhecem que seria preferível uma união
-união significaria voltar a se submeter a um poder central
-Hamilton, Jay e Madison se notabilizam a buscar estruturar uma solução que
assegurasse a união ao mesmo tempo sem abrir as portas para situação de absoluta
dependência do poder central
-Constituições de cada estado, aquilo que não for dos estados, é da união- atribuições
remanescentes dos estados
.exemplo: justiça eleitoral tem competência estadual, portanto cada um define seus
modos
-No Brasil
-tripartite- união, estado e municípios
-Estado unitário que decide se federalizar
-antes, no Brasil, havia um Estado unitário, assim como a França hoje
->províncias tinham função apenas administrativa
-reorganização espacial, com uma constituição dizendo que as províncias recebem
atribuições remanescentes da união
-exemplo: processo eleitoral no Brasil é muito mais avançado justamente pela facilidade
da legislação ser editada
-isso mostra que a experiência federativa no Brasil sempre foi centralizadora- Art. 22 da
CF é exemplo/ Art. 24 §3
-relação assimétrica
-estado federal é aquele que a união é a totalidade e pode decretar a soberania
-aos estado e municípios não cabe soberania, cabe autonomia
.capacidade de auto organização jurídico-política
->constituições estaduais e leis orgânicas
-A CF mostra claramente a autonomia dos estados é mais um fenômeno retórico do que
uma expressão real
-até 88 os municípios se organizavam por leis orgânicas outorgadas pelos estados
.um município ia contra-> Porto Alegre--> movimento separatista farroupilha
-do ponto de vista conceitual, não há hierarquia, pois as unidades municipais tem
liberdade abosluta no seu roll de atribuições, assim como a estadual
-exacerbação de atribuições do âmbito federal
-federalismo de cooperação?
-último elemento
.federalismo é uma equação política
.equação tem duas variáveis
1.atribuições e competências previstas na CF
2.financiamento dos encargos- a repartição de recursos não acompanha
equivalente a distribuição de encargos

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quarta-feira, 14 de outubro de 2020 09:14

Federalismo

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Aula 18/11
quarta-feira, 18 de novembro de 2020 09:15

→ Presidencialismo estado-unidense
○ Menor poder público para o presidente.
▪ Maior parte do poder público está distribuído entre as federações.
→ Presidencialismo brasileiro
○ Maior poder público para o presidente.
▪ O resto do poder público é distribuído.
→ Congresso
→ Parlamentarismo
○ Responsabilização política
○ Chefe de governo governa enquanto constar com a maioria parlamentar
○ Sistema mais antigo
→ Presidencialismo
○ Não há responsabilização política
○ Mandato (é estabelecido um prazo de governo)
○ Sistema mais recente
○ Executivo incapaz de governar isoladamente

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Seminário 1 - Liberalismo e Democracia.
terça-feira, 25 de agosto de 2020 11:10

rio 1 TGE - Fichamento

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quarta-feira, 26 de agosto de 2020 10:14

Liberalismo e democracia

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Seminário 2 - Contra o Governo dos Piores: Uma
Gramática da Democracia.
quarta-feira, 9 de setembro de 2020 10:28

r o 2 TGE- F cha to

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Seminário 3 - Sobre a democracia
quarta-feira, 16 de setembro de 2020 10:15

Fichamento -Dahl-Sobre a democracia

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Seminário 4 - Era das transições
quarta-feira, 9 de setembro de 2020 16:08

F cha to TGE r o IV

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F cha to TGE r o IV(1)

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Organização
terça-feira, 15 de setembro de 2020 19:57

Minha parte e da Julia : A ordem internacional (PDF: 41-50)


Ordem Social (6pags)
Ordem Internacional (6-7pags)
Ordem Mundial (3-4pags)

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Capitulo I: O conceito de ordem na política mundial
(ORDEM INTERNACIONAL)
quarta-feira, 9 de setembro de 2020 16:08

➢ Ordem internacional: padrão de atividade que sustenta os objetivos fundamentais da sociedade dos
estados, ou sociedade internacional.
○ Pressupomos: "Estados"; "Sistema de Estados"; "Sociedade de Estados"
➢ Estados
○ Comunidades políticas independentes
○ Possui um governo e afirma sua soberania com relação a uma parte da superfície terreste e a um
segmento da população humana.
○ Possuem "soberania interna", ou seja, a supremacia sobre todas as demais autoridades dentro
daquele território.
○ Possuem também, por outro lado, "soberania externa", isto é, independência com respeito às
autoridades externas.
○ A soberania dos estados, interna e externa, existe tanto no nível normativa como no factual.
○ Afirmam a soberania interna e externa
○ Exercem efetivamente, em graus variados, essa supremacia interna e externa.
➢ Sistema de Estados
○ É formado quando dois ou mais estados têm suficiente contato entre si, com suficiente impacto
recíproco nas suas decisões, de tal forma que se conduzam, pelo menos até certo ponto, como
partes de um todo.
○ A interação dos estados pode ser:
▪ Direita - quando são vizinhos, parceiros ou competem pelo mesmo fim;
▪ Indireta - quando a interação entre eles é consequência do relacionamento de cada um com
um terceiro
▪ Simplesmente devido ao impacto deles sobre o sistema.
➢ A interação dos estados que define um sistema internacional pode ter a forma de: cooperação, conflito,
neutralidade ou indiferença; recíprocas com relação aos objetivos de cada um.
○ Pode conter uma gama de atividades — políticas, estratégicas, econômicas, sociais —, ou apenas
uma ou duas delas.
➢ As diferentes variedades de sistema internacional de Martin Wight
○ Sistema internacional de estados
▪ Composto por estados soberanos
▪ A hegemonia passa de uma potência para outra, sendo objeto de constante disputa.
▪ Ex: Sistema de cidades-estado helênicas
○ Sistema de estados suseranos
▪ Um estado afirma e mantém supremacia sobre os demais
▪ A hegemonia é permanente e indisputável
▪ Ex: Império Romano

➢ Os sistemas primários e secundários de Martin Wight


▪ Sistemas primários
□ Compostos por estados
▪ Sistemas secundários
□ Formados por sistemas de estados, muitas vezes do tipo "estados suzeranos"
 Ex: a relação entre a Cristandade Oriental, a Cristandade Ocidental e o Califado
abássida na Idade Média.
○ Se os sub-sistemas que compõem os sistemas secundários contêm uma multiplicidade de estados,
e se há um contato e uma interação suficiente entre estes estados e os outros, o conjunto formará
um "sistema primário de estados".
○ Para explicar a Ordem Internacional só é preciso levar em conta os "sistemas primários de
estados".
➢ A expressão "sistema internacional" é, no contexto de explicar o que é a ordem internacional, usada
apenas para identificar um tipo especial de constelação internacional.
➢ A expressão "sistema de estados" percorreu um longo caminho, com sentidos bem diferentes.
○ Pufendorf

Meu Seminário Page 95


○ Pufendorf
▪ Sistema de estados como grupos particulares de estados dentro daquele universo, soberanos e
ao mesmo tempo vinculados entre si, formando um só corpo
○ Escritores do século XVIII
▪ Sistema de estados como o conjunto de estados da Europa
○ Escritores do período napoleônico (como Heeren)
▪ Sistema de estados como uma ordem europeia que estava ameaçada pelo poder da França,
que buscava criar um império universal
➢ Heeren (1809)
▪ Para ele, um sistema de estados era "a união de vários estados contíguos, semelhantes entre
si em seus costumes, na sua religião e no grau de aprimoramento social, cimentados
conjuntamente por uma reciprocidade de interesses", ou seja, ele via um sistema de estados
envolvendo interesses e valores comuns, baseados em uma cultura ou civilização comum.
▪ Nota uma fragilidade do sistema de estados, que surge devido à liberdade que tinham os seus
membros de agir no sentido de mantê-lo ou de permitir a sua dissolução.
▪ Essa concepção do sistema de estado está mais próxima da concepção de "sociedade
internacional"
➢ Sociedade de Estados (ou Sociedade Internacional)
○ Existe quando um grupo de estados, conscientes de certos valores e interesses comuns, formam
uma sociedade, no sentido de se considerarem ligados, no seu relacionamento, por um conjunto
comum de regras, e participam de instituições comuns.
○ Os estados formam uma sociedade internacional atualmente, pois, os estados reconhecem certos
interesses comuns e talvez também certos valores comuns, eles se consideram vinculados a
determinadas regras no seu inter-relacionamento, tais como a de respeitar a independência de cada
um, honrar os acordos e limitar o uso recíproco da força. Cooperam para o funcionamento de
instituições tais como a forma dos procedimetos do direito internacional, a maquinaria diplomática
e a organização internacional, asssim como os costumes e convenções da guerra.
➢ Uma sociedade internacional pressupõe um sistema internacional, porém, pode existir um sistema
internacional que não seja uma sociedade.
○ Dois ou mais estados podem manter contato entre si, interagindo de tal forma que cada um deles
represente um fator necessário nos cálculos do outro, sem que os dois tenham consciência dos
interesses e valores comuns
➢ Quando os estados participam de um mesmo sistema internacional, mas não de uma sociedade
internacional, ainda podem comunicar entre si, fazer acordos, trocas de dpiplomatas ou de mensageiros,
não só a respeito do comércio, mas da paz, da guerra e de alianças.
○ É possível a existência de comunicação, acordos e trocas de representantes sem que haja a
percepção de interesses ou valores comuns, que confiram a essas trocas substância e uma
perspectiva de permanência, sem que se estabeleçam regras a respeito do modo como tal interação
deva prosseguir, e sem a tentativa de cooperar em instituições nas quais haja de fato um interesse
comum.
➢ Certos sistemas internacionais foram também sociedades.
○ Exemplo: sistema das cidades-estado da Grécia clássica
➢ Uma características comum dessas sociedades internacionais históricas é o fato de que todas se
basearam em uma cultura ou civilização comum, ou pelo menos em alguns elementos de tal civilização:
o idioma, a epistemologia e a visão do universo, a religião, o código estético, uma tradição artística.
○ Onde há tais elementos de uma civilização comum, subjacentes à sociedade internacional, eles
contribuem para essa sociedade de duas formas:
▪ Podem facilitar a comunicação e uma melhor compreensão recíproca dos estados
participantes, ajudando a viabilizar a definição de regras comuns e o desenvolvimento de
instituições compartilhadas
▪ Por outro lado, podem reforçar o sentido dos interesses comuns que impelem os estados a
aceitar a comunidade de ideias, instituições e valores.

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Meus slides (páginas 19-26)
terça-feira, 22 de setembro de 2020 18:18

1) Slide - Sociedade de Estados


→ Sociedade de estados - o que é?
▪ A sociedade de estados é um conjunto de estados que, conscientes de certos valores e interesses comuns, formam uma sociedade,
passando a se considerarem vinculados por um conjunto comum de regras e participando de instituições comuns.
→ ONU
▪ É uma organização intergovernamental criada para promover a cooperação internacional
▪ Objetivos: manter a segurança e a paz mundial, promover os direitos humanos, auxiliar no desenvolvimento econômico e no progresso
social, proteger o meio ambiente e prover ajuda humanitária em casos de fome, desastres naturais e conflitos armados.
▪ Valores: paz, promoção dos direitos humanos, progresso econômico, progresso social, proteção do meio ambiente e ajuda social.
▪ Carta da ONU - desenvolvimento do direito internacional:
□ Os países dialogam sobre questões internacionais formulando leis e tratados;
□ Legislação internacional.
▪ Exemplos de instituições comuns aos estados integrantes: OMS; UNESCO; FMI; etc.
2) Slide
→ A existência de uma sociedade internacional pressupõe um sistema internacional, mas ainda é possível que exista um sistema internacional
que não seja uma sociedade.
▪ Como?
□ Dois ou mais estados interagem entre si, de tal forma que cada um deles represente um fator determinante na elaboração de ações
do outro;
□ Sem consciência de interesses e valores comuns;
□ Percebem que estão submetidos a um conjunto comum de regras;
□ Cooperam para o funcionamento de instituições comuns.
→ Turquia, China, Japão e Coréia e Sião:
▪ Faziam parte de um sistema internacional dominado pela Europa antes de integrarem uma sociedade internacional também dominada
pela Europa;
▪ Estes países interagiam com os países europeus por meio do comércio e da guerra de maneira significativa antes de reconhecerem junto
àquelas potências europeias, que possuiam interesses/valores comuns, admitindo que estavam submetidos às mesmas leis e cooperavam
para o funcionamento de instituições comuns.
→ Estados que participam de um mesmo sistema internacional, mas não de uma sociedade internacional:
▪ Estabelecem comunicação
□ Criam acordos, trocam representantes
▪ Não há percepção de interesses ou valores comuns
▪ Não se implementam regras sobre o modo como a interação entre eles deve prosseguir
▪ Não ocorre a tentativa de cooperação em instituições nas quais haja de fato um interesse comum
3) Slide
→ Sociedades internacionais sob o enfoque histórico:
▪ Dificuldade em determinar exatamente o momento em que a sociedade internacional moderna se formou, ou quais são as suas
demarcações geográficas
□ Momentos em que a percepção dos interesses comuns é tentativa e imperfeita, em que as regras comuns são vagas e mal definidas
 Surge um questionamento sobre se são de fato regras que devem ser obedecidas
□ Existem situações nas quais as instituições comuns, relativas ao funcionamento da diplomacia ou aos limites impostos sobre a
guerra, são implícitas ou incipientes.
▪ Fator comum que une todas as sociedades internacionais históricas:
□ Base em uma cultura ou civilização comum / elementos de tal civilização (idioma, epistemologia e a visão do universo, a religião,
o código estético ou uma tradição artística)
 Os elementos de civilização comum podem contribuir para a sociedade internacional de duas formas:
◊ Facilitando a comunicação e oferecendo uma maior compreensão recíproca dos estados integrantes, auxiliando a
viabilizar a definição de regras comuns e o desenvolvimento de instituições compartilhadas;
◊ Reforçando o sentido dos interesses comuns que induzem os estados a aceitarem a formação de uma comunidade de
ideias, de instituições e de valores.
4) Slide - Ordem Internacional
→ Trata-se de um padrão/arranjo das atividades internacionais que sustentam os objetivos elementares, primários ou universais de uma
sociedade de estados.

5) Slide
→ Os objetivos elementares de uma sociedade de estados:
1) A conservação do próprio sistema e da sociedade de estados
▪ A sociedade internacional busca garantir que ela continuará a ser a forma predominante da organização política mundial, de fato e de
direito.
2) A manutenção da independência ou da soberania externa dos estados individuais.
▪ Todo estado busca ter o reconhecimento de sua independência com relação à autoridade externa, além disso, procura, especialmente,
obter o reconhecimento da jurisdição suprema que tem sobre o seu próprio território e povo.
□ Esses estados devem admitir que possuem os mesmos direitos à independência e à soberania por parte dos outros estados.
▪ Tratamento da presevação da independência dos estados como um objetivo subordinado à preservação da própria sociedade
internacional.
□ Trata-se de um resultado do papel predominante desempenhado pelas grandes potências envolvidas na formação dessa sociedade.
 Situações nas quais a sociedade internacional permite a extinção da independência de estados individuais, a fim de preservar
a sociedade internacional.
◊ Declínio do número de estados europeus desde a Paz de Westfália (1648) até o Congresso de Viena (1815)
6) Slide
→ Os objetivos elementares de uma sociedade de estados:
3) A manutenção da paz
▪ Não se trata de estabelecer uma paz permanente universal.

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▪ Não se trata de estabelecer uma paz permanente universal.
▪ Manter a paz no sentido de que a ausência da guerra entre os estados integrantes da sociedade internacional seja a situação normal do
seu relacionamento, rompida apenas em certas condições, segundo certos princípios aceitos pela sociedade internacional.
▪ Tratamento da paz como um objetivo subordinado à conservação do sistema de estados
□ É sustentado amplamente pode ser apropriado realizar a guerra.
▪ Tratamento da paz como um objetivo subordinado à preservação da soberania externa ou independência de estados individuais
□ A guerra seria apropriada caso ela estiver voltada à autodefesa e para a proteção de outros direitos de determinado estado.
▪ Casus belli
□ Expressão latina que designa um fato considerado suficientemente grave pelo Estado ofendido, para declarar guerra ao Estado
supostamente ofensor.
□ Exemplos:
 Ataque a Pearl Harbor por parte do Japão em 1941, foi o casus belli que provocou a entrada dos Estados Unidos na 2ª Guerra
Mundial.
 Mais exemplos?
7) Slide
→ A manutenção da paz
▪ Essa condição de subordinação da paz a outros objetivos é refletida nas palavras "paz e segurança" que constam da Carta das Nações
Unidas
□ "Segurança" pode significar:
 Segurança objetiva: realmente existe;
 Segurança subjetiva: pode ser sentida ou experimentada.
□ Segurança, para os estados da sociedade internacional, não consiste simplesmente na paz, mas na sua própria independência, e a
preservação da própria sociedade de estados que a independência necessita.
□ A junção dos dois termos — paz e segurança — demonstra o julgamento de que as medidas necessárias podem muitas vezes
interferir com a paz.
▪ Como exemplo, temos: (Exemplo anulado - sem espaço)
□ O item 1 do art. 33 do Cap. VI da Carta das Nações Unidas ressalta que em casos de disputa, cujo prosseguimento pode prejudicar
a manutenção paz e segurança internacional, as partes, devem, primeiramente, buscar uma solução pacífica para tal disputa.
 Reconhece a paz como objetivo elementar.
□ O capítulo VII da Carta das Nações Unidas aborda ações a respeito de ameaças à paz e atos de agressão.
 Em frente à ameaças contra a paz e segurança da sociedade internacional,o Conselho de Segurança discute de embargos
econômicos e rompimento de laços diplomáticos e, caso o Conselho de Segurança julgue que tais medidas foram ineficazes,
podem considerar o uso de forças armadas para manter a paz e segurança (Artigos 41 e 42 do Cap. VII da Carta das Nações
Unidas)
 Reconhece que em alguns casos, as medidas necessárias podem interferir com a paz.
8) Slide
→ Objetivos comuns a toda vida social
▪ Entre estes, temos: a limitação da violência que resulte na morte ou em dano corporal; o cumprimento de promessas; e a estabilidade da
posse.
□ Limitação da violência
 Múltiplas formas na sociedade de estados:
◊ Os estados cooperam entre si para manter o seu monopólio da violência, não permitindo que outros grupos tenham
acesso ao direito de exercê-la
◊ Os estados aceitam limitações ao seu próprio direito de uso da violência
 No mínimo, não matar enviados e mensageiros - impossibilitaria a comunicação
◊ Os estados aceitam que a guerra só pode ser realizada caso tenha uma causa "justa", isto é, uma causa que possa ser
defendida em termos de regras comuns
 Casus belli
◊ Os estados proclamam que devem ser aplicadas certas regras que implementem uma moderação da condução da guerra,
 Temperamenta belli
9) Slide
→ Objetivos comuns a toda vida social
□ Cumprimento de promessas
 Representada pelo princípio pacta sunt servanda - "os acordos devem ser cumpridos"
 A cooperação entre estados só pode ocorrer com base em acordos, estes, por sua vez, somente são capazes de suprir suas
funções com base na presunção de que serão cumpridos
 Doutrina rebus sic stantibus
◊ Não deve haver uma mudança no status quo da sociedade de estados

Mudança → Desequilíbrio de forças → Estados em níveis de poder diferentes → Dificuldade na aplicação do


príncipio pacta sunt servanda

◊ A sociedade internacional se ajusta às pressões em favor da mudança que preconiza o não-cumprimento de certos
tratados, procurando ao mesmo tempo salvar o princípio geral pacta sunt servanda
□ Estabilidade da posse
 Na sociedade de estados, esse objetivo se encontra no reconhecimento mútuo da soberania do outro, pelo qual os estados
aceitam a esfera de jurisdição de cada um deles e, dessa maneira, reconhecem e respeitam a propriedade de outros estados.
◊ A própria ideia de soberania deriva, historicamente, da noção de que determinadas populações e territórios pertenciam
ao patrimônio de determinado governante.

Meu Seminário Page 98


Meu Seminário Page 99
Organização
quarta-feira, 4 de novembro de 2020 09:25

Cada estudante deverá elaborar trabalho individual acerca do tema “O Estado contemporâneo”, a
partir da obra: Resenha UEL: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/direitopub/article/view/32083/22692
• FARIA, José Eduardo – O Estado e o Direito
Para a elaboração formal do trabalho e da apreciação pessoal, recomenda-se a consulta às Diretrizes Artigo Faria FGV: http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/revdireitogv/article/view/24276/23051
para apresentação de dissertações e teses da USP, parte I (ABNT). Disponível em:
http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/459/413/1613-1. Info - Crise Financeira 2008: https://www.politize.com.br/crise-financeira-de-2008/
Número máximo de páginas: 15 (global), incluindo elementos pré e pós-textuais, em Times New
Roman 12, espaço 1,5. Configuração de página: superior e esquerda – 3, inferior e direita 2, tamanho
A4.
Também deverão ser levadas em conta na elaboração do trabalho as análises e debates promovidos
nos seminários. O objetivo é apresentar aos alunos elementos que possibilitem compreender o
presente e pensar o futuro do Estado. Para tanto, os trabalhos deverão conter, obrigatoriamente:
Introdução
1. Breve nota biográfica sobre o autor;
2. Contexto em que a obra foi escrita.
3. Apresentação da temática.
Desenvolvimento
Análise temática do texto, com atenção aos seguintes aspectos:
1. Quanto ao problema abordado: Qual a dificuldade a ser resolvida?
2. Quanto à tese apresentada: O que o autor quer demonstrar?
3. Quanto ao raciocínio desenvolvido: Como o autor demonstra suas teses?
4. Quais reflexões e críticas podem ser feitas em relação à obra?
Conclusão
Bibliografia
O trabalho deverá ser entregue pela plataforma Moodle até as 23h55min da data que for agendada
para a prova ao final do semestre, conforme o calendário da FD, impreterivelmente. Recomenda -se
iniciar a leitura com antecedência, de forma a serem esclarecidas dúvidas a respeito da elaboração do
trabalho ao longo do semestre. A correção do trabalho considerará, além dos aspectos formais
arrolados retro, a capacidade de intelecção e de ponderação acerca do conteúdo da obra.
Faculta-se a apresentação do trabalho final em formato de artigo científico - com dispensa de capa,
sumário e resumo/abstract -, respeitadas as demais diretrizes previamente disponibilizadas.

From <https://edisciplinas.usp.br/course/view.php?id=80024>

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Parte cortada
segunda-feira, 9 de novembro de 2020 15:58

→ A proliferação dessas estratégias decorreu da filosofia pragmática de legisladores e de


uma decisão calculada por parte de governantes. Os legisladores perceberam que
estabelecendo, com menos rigor, um controle e uma regulação, apenas assegurando os
essenciais para a sociedade e para a economia, seria menor o risco de acabarem
desmoralizados pela ineficácia de seus instrumentos reguladores e de seus mecanismos
de controle. Consequentemente, esse processo de desjuridificação abriu caminho para
novos procedimentos de produção do direito nos planos nacional, internacional e
transnacional; para uma normatividade pactual; para formas de governo pluralistas; para
uma articulação complexa de sistemas e subsistemas regulatórios infraestatais e
supranacionais e; para a coexistência de múltiplos centros decisórios e distintos padrões
normativos. (pág. 167 - 169)

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