Você está na página 1de 40

MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DA FUNCIONALIDADE DO IDOSO E SUA

CORRELAÇÃO COM A CIF

- revisão integrativa -

Yara Helena de Carvalho Paiva Ribeiro1

Juliana de F. Fracon e Romão2

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado como requisito de
aprovação final do Curso de
Especialização em Saúde da
Pessoa Idosa da Universidade
de Brasília, Campus Darcy
Ribeiro

1
Terapeuta Ocupacional, Msc em Psicologia, experiência em reabilitação física – Hospital
Universitário de Brasília / EBSERH.
2
Fisioterapeuta, Doutora em Medicina pela Universidade de Brasília (UnB), Msc em Fisioterapia,
Especialização em Fisioterapia Aplicada a Neurologia. Atualmente é professora Adjunto III da Universidade
de Brasília.

Autor para correspondência: Yara Helena de Carvalho Paiva Ribeiro, Hospital Universitário de
Brasília, Unidade de Reabilitação, SGAN 605, Av. L2 Norte, Brasília (DF) – cep: 70. 840 – 901,
Brasil, e-mail: yarahcpribeiro@gmail.com
RESUMO

Com o aumento da longevidade da população há uma maior prevalência

das doenças crónicas, de dependência nas atividades da vida diária e do

declínio das capacidades cognitivas. O estado funcional, além de ser um

indicador do estado de saúde, é ótimo indicador de previsão dos custos e

recursos dos cuidados de saúde. A funcionalidade é definida como a

capacidade do indivíduo se adaptar aos problemas de todos os dias, apesar de

possuir uma incapacidade física, mental e/ou social. Capacidade funcional é

conceituada como a eficiência do idoso em corresponder às demandas físicas

do cotidiano, que compreende desde as atividades básicas para uma vida

independente até as ações mais complexas da rotina diária. Do ponto de vista

de Saúde Pública, a capacidade funcional surge como novo conceito de saúde,

mais adequado para instrumentalizar e operacionalizar a atenção à saúde do

idoso. A avaliação funcional é uma abrangente avaliação formal do idoso em

suas atividades diárias, cognição, continência, sistema sensorial, mobilidade e

aspectos psicossociais. A funcionalidade e incapacidade associadas aos

estados de saúde são classificadas na Classificação Internacional de

Funcionalidade, Incapacidade e Saúde – CIF. O CID-10 e a CIF são

complementares. Objetivo: Este estudo propõe-se em fazer uma revisão

integrativa dos métodos de avaliação da funcionalidade do idoso mais

utilizados, existentes e validados no Brasil, e em correlacionar cada escala com

o Cor Set do idoso, segundo a Classificação Internacional de Funcionalidade

(CIF). Método: Realizado um levantamento em livros e em bases de dados –

Medline, PubMed e Lilacs – com os seguintes descritores: elderly, older adult,

functional capacity, functional performance, functional status, capacidade


funcional, funcionalidade no idoso. Critérios de inclusão: artigos ou capítulo

de livro que abordassem a capacidade funcional no idoso, as escalas e/ou

testes de avaliação funcional, os instrumentos de avaliação das atividades

básica de vida diária e avaliação instrumental de vida diária, relacionadas a

pessoa idosa, na língua inglesa e/ou portuguesa. Critérios de exclusão:

artigos ou capítulos de livros que não abordassem escalas e/ou testes de

avaliação funcional, ou avaliação de atividade básica de vida diária, ou

avaliação instrumental de vida diária nesta faixa etária (direcionada a pessoa

idosa), em outros idiomas que não o inglês e/ou português. Resultado:

Selecionados 34 artigos e 03 livros didáticos. Encontrado 10 instrumentos

multidimensionais, 04 de medida de desempenho, 03 de avaliação de

depressão, 04 de avaliação cognitiva, 02 de avaliação do risco de desenvolver

úlcera de pressão, e 01 instrumento ambiental de risco de quedas. Existe uma

variedade de escalas com objetivos e finalidade semelhantes, para avaliar as

condições de saúde do idoso. Por isso, é imprescindível ter uma atitude crítica

e reflexiva acerca da aplicabilidade de cada uma delas, pois a aplicação de

uma escala de forma singular poderá não refletir de forma correta as

necessidades da pessoa idosa. Sendo necessário a utilização de escalas que

se complementam. O Core Set geriátrico da CIF é o instrumento mais completo

no tocante a avaliação geral do idoso, pois são consideradas todas as funções

e estruturas do corpo importantes a serem checadas, as atividades mais

significativas e relacionadas a capacidade funcional esperada com o

envelhecimento, e ainda, leva em consideração aspectos relevantes do

ambiente. Por ele ser bem detalhado e amplo, o indicado será a utilização do

mesmo por uma equipe formada por vários profissionais. As escalas de


avaliação das atividades básicas de vida diárias (Índice de Barthel, o Índice de

Katz, Medida de Independência Funcional, e o Índice de Autocuidado de

Kenny), e das atividades instrumentais de vida diária (Índice de Pfeffer, Índice

de Lawton-Brody), relacionam com os itens referentes ao domínio Atividade na

CIF. As avaliações geriátrica ampla (AGA), avaliação funcional breve do idoso

(AFB), e o Sistema de Avaliação de Idosos (EasyCare) são avaliações mais

amplas e que possuem vários aspectos dos domínios Função e Estrutura do

Corpo da CIF. Já a Mensuração Canadense de Desempenho Ocupacional

(COPM), apresenta uma proposta diferente das outras escalas de avaliação,

pois avalia quais as atividades mais importantes em seu cotidiano que se

encontra em dificuldade. E ainda, oferece uma quantificação das prioridades de

desempenho ocupacional do cliente. No que se refere aos itens avaliados nos

instrumentos relacionados as Medidas de Desempenho (Teste De Alcance

Funcional, Time Up And Go Test, Teste De Caminhada, Escala De Berg, Short

Physical Performance Baterry – SPPB, Índice de Tinetti), são contemplados

nos domínios Função Psicomotoras, Funções vestibulares, Função

proprioceptiva, Funções da mobilidade das articulações, Funções da

estabilidade das articulações, Funções da força muscular, Funções do tónus

muscular, Funções de controlo do movimento voluntário, Funções dos

movimentos involuntários, Funções relacionadas com o padrão de marcha,

Sensações relacionadas com os músculos e as funções do movimento. As

escalas que pretendem avaliar componentes cognitivos, afetivos,

comportamentais e somáticos da depressão, identificar sintomas de ansiedade,

e avaliar alterações no humor descritas neste trabalho (Inventário de

Depressão De Beck, Escala Geriátrica De Depressão, Escala Hospitalar de


Ansiedade e Depressão) corresponde aos seguintes domínios na CIF: Funções

da energia e dos impulsos e Funções emocionais. E as escalas relacionadas

com a avaliação das funções cognitivas (Mini Mental State Examination, Teste

do Relógio, Montreal Cognitive Assessement – Moca, e o Exame Cognitivo de

Addenbroke) são correlacionados com: Função da orientação, Funções

intelectuais, Funções da atenção, Funções da memória, Funções de

percepção, Funções mentais da linguagem, Funções de experiência pessoal e

do tempo, Aprendizagem básica, Adquirir de habilidades, Aplicação do

conhecimento e as Tarefas e demandas gerais. Na CIF, os Fatores Ambientais,

são constituídos de ambiente físico, social e atitudinal em que as pessoas

vivem e conduzem a sua vida, porém em tal domínio, não é detalhado as áreas

do ambiente do idoso, como vem descrito na Escala Ambiental de Risco de

Queda (áreas de locomoção, iluminação, quarto de dormir, banheiro, cozinha,

escada, sala), que é extremamente importante, visto que diversos fatores de

risco podem ser potenciais agentes determinantes de quedas (intrínsecos e

extrínsecos). Conclusão: Podemos constatar a extrema importância de um

instrumento contemplar os vários aspectos relacionados a vida do idoso. A

partir desta avaliação abrangente, os profissionais de saúde terão condições de

traçar ações preventivas, intervir de maneira adequada minimizando ou

eliminando os problemas, e também, monitorar o idoso ao longo da sua vida. O

Core Set geriátrico da CIF é um instrumento amplo, sendo necessário ser

complementado com a Escala Ambiental de Risco de Queda.

Palavras –chave: Capacidade Funcional. Idoso. Funcionalidade.


ABSTRACT
With the increased longevity of the population there is a higher prevalence of

chronic diseases, dependence in activities of daily life and the decline of

cognitive abilities. The functional State, in addition to being an indicator of the

State of health, it is good indicator of cost forecast and health care resources.

The functionality is defined as the ability of the individual to adapt to the

problems of every day, despite having a disability, mental and/or social.

Functional capacity is regarded as the efficiency of the elderly in match physical

demands of daily life, which includes the basic activities to an independent life

even more complex action of daily routine. From the point of view of Public

Health, functional capacity comes as new concept of health, best suited to

exploit and operationalize the health care of the elderly. The functional

assessment is a comprehensive formal evaluation of the elderly in their daily

activities, cognition, salute, sensory system, mobility and psychosocial aspects.

The functionality and disability associated with health States are classified in the

international classification of functioning, disability and health – ICF. The ICD-10

and the CIF are complementary. Purpose: This study proposes to do a review

of the evaluation methods of integrative functionality of the elderly more used,

existing and validated in Brazil, and correlate each scale with the Color Set for

the elderly, according to the international classification of functioning (ICF).

Method: a survey in books and in databases-Medline, PubMed and Lilacs –

with the following key words: elderly, older adult, functional capacity, functional

performance, functional status, functional capacity, functionality in the elderly.

Inclusion criteria: articles or book chapter that approached the functional

capacity in the elderly, the scales and/or functional evaluation tests,

assessment instruments of the basic activities of daily living and instrumental


evaluation of daily life, related to elder in English and/or Portuguese. Exclusion

criteria: articles or book chapters that cover not scales and/or functional

evaluation, testing or evaluation of basic activity of daily living, or instrumental

evaluation of daily life in this age group (directed the elder), in other languages

than English and/or Portuguese. Result: 34 selected articles and 03 textbooks.

Found 10 multidimensional instruments, performance measurement, 04 03

evaluation of depression, cognitive assessment, 02 04 evaluation of risk of

developing pressure ulcers, and 01 environmental instrument of risk of falls.

There are a variety of scales with similar goals and purpose, to assess the

health of the elderly. Therefore, it is essential to have a critical and reflective

attitude regarding the applicability of each of them, for the application of a range

of singular form may not reflect properly the needs of the elderly person.

Requiring the use of scales that complement each other. The Core Set of CIF is

the geriatric more complete with regard to overall assessment of the elderly,

because they are considered all functions and body structures important to be

checked, the most significant activities and related functional capacity expected

with aging, and takes into account relevant aspects of the environment.

Because he is well detailed and broad, the indicated will be the use of the same

by a team of various professionals. The rating scales of the basic activities of

daily life (Barthel Index, the index of Katz, functional independence measure,

and Self-care of Kenny), and instrumental activities of daily living index (Pfeffer,

Lawton-Brody), relating to items relating to the activity in the CIF. Geriatric

comprehensive assessments (AGA), functional assessment of elderly (AFB),

and the system of evaluation of elderly (EasyCare) are broader and reviews

various aspects of Function fields and structure of the Body of the ICF. Already
the Canadian Occupational Performance Measure (with), presents a proposal

different from other rating scales, because it evaluates what most important

activities in your daily life that is in trouble. And yet, offers a quantification of

occupational performance priorities of the client. With regard to items assessed

related instruments Performance measures (Functional Reach Test, Team Up

And Go Test, walking test, Berg Scale, Short Physical Performance – SPPB

Baterry, Tinetti), are referred to in Psychomotor Function domains, vestibular,

proprioceptive Function Functions, functions of the mobility of joints, joint

stability Functions, functions of muscle strength , Functions of muscle tone,

voluntary movement control Functions, functions of involuntary movements,

with related functions, Sensations related to muscles and movement functions.

The scales that intend to evaluate cognitive, affective, behavioral components

and depression, somatic anxiety symptoms, identify and assess changes in

mood are described in this work (Beck Depression Inventory, Geriatric

Depression Scale, hospital anxiety and depression scale) corresponds to the

following domains in CIF: energy Functions and of the impulses and emotional

Functions. And scales related to the assessment of cognitive function (Mini

Mental State Examination, test, Montreal Cognitive Assessment-Moca, and the

Cognitive Examination of Addenbroke) are correlated with: orientation Function,

intellectual functions, functions of attention, memory Functions, functions of

perception, mental functions of language, functions of personal experience and

time, Basic Learning, Acquiring of skills, application of knowledge and the

General tasks and demands. On CIF, environmental factors, are made up of

physical, social and attitudinal environment in which people live and lead to your

life, but in such a domain, is not detailed the areas of the environment of the
elderly, as described in the Environmental Scale of risk of falling (mobility areas,

lighting, bedroom, bathroom, kitchen, stairs, living room), which is extremely

important Since several risk factors may be potential determinants of agents

(intrinsic and extrinsic). Conclusion: we note the extreme importance of an

instrument to contemplate the various aspects of the life of the elderly. From

this comprehensive assessment, health professionals will be able to trace

preventive actions, intervene appropriately minimizing or eliminating the

problems and monitor the elderly throughout your life. The Core Set of geriatric

CIF is an instrument, and must be complemented with the Environmental Scale

of risk of falling.

Keywords: Capacity Functional. Elderly. Functionality.


1. INTRODUÇÃO

Dados epidemiológicos tem ressaltado que a população de idosos no Brasil

apresenta uma taxa de crescimento maior do que a da população total (1) (2), e

também da população abaixo de 15 anos (3). Esse processo de reestruturação

demográfica no qual o Brasil está inserido, decorre das mudanças expressivas

no comportamento das taxas de fertilidade e de mortalidade, das mudanças na

melhoria na vida dos indivíduos com maior acesso aos serviços de saúde, e

das melhores condições sanitárias. (3) (5).

O envelhecimento individual representa a consequência ou os efeitos da

passagem do tempo, que podem ser positivos ou negativos e são observados

nas diversas dimensões do indivíduo, como por exemplo: efeitos no organismo

(envelhecimento biológico) e efeitos no psiquismo (envelhecimento psíquico).

Todas as dimensões são igualmente importantes, na medida em que são

coadjuvantes para a manutenção da autonomia e independência do indivíduo

(2) (4).

Com o aumento da longevidade da população há uma maior prevalência

das doenças crónicas, de dependência nas atividades da vida diária e do

declínio das capacidades cognitivas (6).

A funcionalidade é definida como a capacidade do indivíduo se adaptar aos

problemas de todos os dias, apesar de possuir uma incapacidade física, mental

e/ou social (6). Capacidade funcional é conceituada como a eficiência do idoso

em corresponder às demandas físicas do cotidiano, que compreende desde as

atividades básicas para uma vida independente até as ações mais complexas

da rotina diária (7).


Define-se por autonomia, a capacidade individual de decisão e comando sobre

as ações, estabelecendo e seguindo as próprias regras (7) (8). E

independência, a capacidade de realizar algo com os próprios meios, o que

permite ao indivíduo cuidar de si, realizar as atividades de vida diária básicas

(AVBD), e as atividades instrumentas de vida diária (AIVD) (7) (8).

As grandes síndromes geriátricas (incapacidade cognitiva, instabilidade

postural, incontinência esfincteriana, imobilidade e incapacidade comunicativa),

muitas vezes podem resultar em perda da funcionalidade (2). O

envelhecimento normal não afeta a capacidade de decisão (autonomia) ou de

execução (independência) do indivíduo (2).

Bastiani et al. (9) traz que a avaliação funcional é uma abrangente avaliação

formal do idoso em suas atividades diárias, cognição, continência, sistema

sensorial, mobilidade e aspectos psicossociais.

As atividades básicas de vida diária (ABVD) são fundamentais para a

autopreservação e sobrevivência do indivíduo (2). Algumas atividades são

influenciadas pela cultura e requerem aprendizado, portanto são mais

complexas, como por exemplo: tomar banho, vestir-se e ir ao banheiro.

Atividades como mudar de posição, controlar urina e fezes e alimentar-se são

funções vegetativas simples, portanto mais difíceis de serem perdidas. Esse

caráter hierárquico das tarefas é extremamente útil, capaz de traduzir a

gravidade do processo de fragilidade do indivíduo (figura 01). Assim, o declínio

funcional inicia-se por tarefas mais complexas, como banhar-se, e progride

hierarquicamente até chegar ao nível de dependência completa, quando o

paciente necessita de ajuda até para alimentar-se (4).


Nas classificações internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS),

as condições de saúde (doenças, distúrbios, lesões, etc.) são classificadas

principalmente na Classificação Internacional de Doença – CID, décima

revisão, que fornece uma estrutura etiológica (10). A funcionalidade e

incapacidade associadas aos estados de saúde são classificadas na

Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde – CIF.

Portanto, a CID-10 e a CIF são complementares (10).

A CIF contém os domínios da saúde e domínios relacionados a saúde.

Além disto, a CIF também relaciona os fatores ambientais que interagem com

todos esses construtos (Figura 02) (11).

Nesse contexto, este estudo propõe-se em fazer uma revisão integrativa

dos métodos de avaliação (escalas e ou testes) mais utilizados, existentes e

validados no Brasil, que avaliam a funcionalidade do idoso. E por fim,

correlacionar cada escala e/ou testes com o Core Set do idoso, segundo a

Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF).

1. METODOLOGIA

Realizado uma pesquisa bibliográfica em livros didáticos de Terapia

Ocupacional e outros relacionados a gerontologia, buscando capítulos que

abordassem o tema avaliação funcional no idoso, escalas de avaliação da

capacidade funcional no idoso, e atividades de vida diária.

E também, realizado um levantamento bibliográfico através das bases de

dados – Medline, PubMed e Lilacs – com os seguintes descritores: elderly,

older adult, functional capacity, functional performance, functional status,


capacidade funcional, funcionalidade no idoso, de preferência artigos originais,

sem definição de período. Incluído também o site http:www.icf-core-

sets.org;en;page0.php, para pesquisar o core set geriátrico.

Critérios de inclusão: artigos ou capítulo de livro que abordassem a

capacidade funcional no idoso, as escalas e/ou testes de avaliação funcional,

os instrumentos de avaliação das atividades básicas de vida diária e avaliação

das atividades instrumentais de vida diária, relacionadas a pessoa idosa, na

língua inglesa e/ou portuguesa.

Após a seleção (levando em consideração os critérios de inclusão) e leitura

do material encontrado (título, resumo e texto completo), selecionado as

Escalas e/ou Testes mais abordados na literatura, levando em consideração a

população idosa. Realizado, também, a tradução do Core Set CIF - ICF

Based Documentation Form - The Categories of the Generic Set – (14). A partir

da tradução, elaborado o Core Set para pessoa idosa, incluindo os itens que

foram validados no artigo de Santos et al. (15), para compor o instrumento que

foi correlacionado com as Escalas.

Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, a qual consiste em um

método de revisão específico que identifica a literatura teórica ou empírica

existente, para poder promover a compreensão de um determinado fenômeno

ou questão relacionado a saúde, tomando os resultados das pesquisas

acessíveis em um único estudo (13).

Esta pesquisa teve uma análise descritiva dos dados.


2. RESULTADOS

No que refere a livros didáticos, foram selecionados 03 que continham

capítulos específicos abordando a avaliação funcional do idoso, o processo de

avaliação na terapia ocupacional, e sobre gerontologia, incluindo o livro da CIF

(9) (10) (37).

Encontrado no total 79 artigos que abordam a temática capacidade

funcional do idosos; porém, seguindo os critérios de inclusão estabelecidos,

foram selecionados 34 artigos para análise. Dos artigos selecionados, foram

incluidos os instrumentos relacionadas a capacidade funcional e funcionalidade

no idoso, e os mesmos foram divididos da seguinte forma: A) Instrumentos

multidimensionais, B) Instrumentos de medidas de desempenho, C)

Instrumentos de avaliação de depressão, D) Instrumentos de avaliação

cognitiva, E) Instrumentos de avaliação do risco de desenvolver Úlcera de

pressão; F) Instrumento ambiental de risco de quedas; e por fim, o Core Set

Geriátrico

3. DISCUSSÃO:

A) Instrumentos multidimensionais:

1. ÍNDICE DE BARTHEL: é um instrumento amplamente usado no mundo para

a avaliação da independência funcional. Pertence ao campo de avaliação das

atividades da vida diária (AVDs) e mede o nível de independência do indivíduo

na realização de dez atividades básicas: alimentação, banho, vestuário, higiene

pessoal, eliminações intestinais, eliminações vesicais, uso do vaso sanitário,

passagem cadeira-cama, deambulação e escadas. A pontuação varia de 0 a


100, em intervalos de cinco pontos, e as pontuações mais elevadas indicam

maior independência (9).

2. ÍNDICE DE KATZ: denominado Índice de Atividades Básicas de Vida Diária

(ABDV) foi desenvolvido por Sidney Katz e sua equipe. É, ainda hoje, um dos

instrumentos mais utilizados nos estudos de gerontologia nacional e

internacional (17). O instrumento avalia as atividades de vida diária

hierarquicamente relacionadas, sendo organizado para mensurar a capacidade

funcional no desempenho de seis funções: tomar banho, vestir-se, ir ao

banheiro, transferir-se, ter continência e alimentar-se. Para cada função são

descrito três funções onde o profissional classifica o desempenho do idoso de

acordo com a descrição mais apropriada. O formulário de avaliação possui três

categorias de classificação: independente, parcialmente dependente ou

totalmente dependente (17).

3.ÍNDICE DE AUTOCUIDADO DE KENNY: trata-se de uma instrumento de

avaliação das atividades instrumentais de vida diária, que contém 17 tarefas

distribuídas e agrupadas em 06 categorias: locomoção, transferências,

atividades básicas, vestuário, higiene pessoal e alimentação. Cada item

avaliado possui uma pontuação correspondente, sendo assim, atribui-se nota 0

(zero) para dependência total, 01 para assistência intensiva, 02 para

assistência moderada, 03 para assistência mínima e 04 quando não há

necessidade de assistência. O escore total do instrumento foi estabelecido da

seguinte maneira: zero para pacientes totalmente dependentes e 24 para

pacientes totalmente independentes, ou seja, quanto maior a pontuação no

teste, maior é o nível de independência (9).


4.AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA (AGA): é um processo diagnóstico

multidimensional, sistemático, usualmente interdisciplinar, que visa determinar

se um idoso é frágil quanto a capacidade e problemas médicos, psicossociais e

funcionais, com o objetivo de desenvolver um plano de tratamento e

acompanhamento global e de longo prazo. São avaliadas as seguintes

dimensões: atividades básicas de vida diária, utilizando as Escalas de Katz e o

Índice de Barthel; atividades instrumentais de vida diária, utilizando a Escala de

Lawton; atividades sociais e suporte; saúde mental e afetiva, utilizando Escalas

de depressão em geriatria, e o Inventário de ansiedade de Beck; saúde mental

e cognitiva, utilizando o mini exame do estado mental; mobilidade, marcha e

equilíbrio, utilizando a Escala de Tinetti, e o Time up and go test; adequação

nutricional, com a mini avaliação nutricional (9).

5.AVALIAÇÃO FUNCIONAL BREVE DO IDOSO (AFB): é um instrumento

multidimensional composto por onze itens que avaliam áreas específicas,

como: visão, audição, função dos braços e pernas, continência urinária,

nutrição, estado mental (memória), distúrbio do afeto (depressão), atividades

de vida diária, ambiente no domicílio e rede de suporte social (9). O método

pode ser aplicado de forma rápida, com baixo custo e fácil compreensão. O

teste não possui um escore de pontuação, e cada item avaliado apresenta uma

descrição do resultado considerado anormal que serve como parâmetro para

realização da avaliação (9).

6.MENSURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL (MIF): é um

instrumento que avalia a incapacidade de pacientes com restrições funcionais

decorrentes de variadas origens. O instrumento é composto de dois campos: o

motor e o cognitivo. No campo motor existem treze itens para avaliação que se
subdividem em quatro categorias: cuidados pessoais, controle de esfíncter,

mobilidade/transferência e locomoção. No campo cognitivo existem cinco itens

para avaliação que se subdividem em duas categorias: comunicação e

cognição social. Para cada item avaliado é atribuído uma nota que varia de 1 a

7 pontos. A pontuação máxima é de 126 pontos, que indica total

independência, e a pontuação mínima é de 18 pontos, que indica dependência

total. A MIF é um instrumento que é aplicado através de entrevista com

o paciente e/ou cuidador, ou ainda pelas, observações direta do desempenho

das atividades (18).

7.SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE IDOSOS (EASY-CARE) - Elderly

Assessment System): trata-se de um instrumento multidimensional que avalia a

percepção do idoso com idade a partir de 75 anos em relação a suas

capacidades. O EASYcare foi construído a partir de diversos instrumentos de

avaliação. De cada instrumento elegeram-se os itens mais discriminatórios e

organizou-se um novo instrumento de avaliação multidimensional. As suas

principais fontes foram: Índice de Barthel, Dukes OARS, IALD Scale, SF-36

Health Survey, WHO-11 Counties Survey Instrument, Southampton Community

Information Project, Geriatric Depression Scale e Cognitive Impairment Test. A

pontuação varia entre 3 e 127, sendo que a pontuação mais elevada significa

maior incapacidade e a menos elevada maior capacidade (9).

8.ESCALA DE LAWTON & BRODY: desenvolvida por Lawton e Brody, em

1969, é um instrumento que permite medir a incapacidade funcional e serve

para planejar e avaliar intervenções em idosos. Os itens de avaliação dessa

escala compreendem tarefas como usar o telefone, fazer compras, preparação

da alimentação, lida da casa, lavagem de roupa, uso de transporte, preparo da


medicação e gerir o dinheiro. A pontuação original da escala é dicotômica, ou

seja, a pontuação zero (0) significa dependência (incapacidade) e pontuação

um (1) independência (capacidade). A escala de Lawton e Brody apresenta

diversas versões nos estudos científicos (19).

9.AVALIAÇÃO FUNCIONAL DE PFFEFER - Questionário de Atividades

Funcionais - Functional Activities Questionnaire – FAQ: desenvolvido por

Pfeffer et al., em 1982, é o instrumento de avaliação das AIVD mais

amplamente utilizado em estudos brasileiros envolvendo a população com

demência (6). O FAQ avalia o desempenho em dez AIVD’s, que envolvem

também habilidades cognitivas: controlar as próprias finanças, fazer compras,

esquentar água e apagar o fogo, preparar refeições, manter-se atualizado,

assistir notícias e discuti-las, manter-se orientado andando pela vizinhança,

lembrar-se de compromissos, cuidar de sua própria medicação e ficar sozinho

em casa. A pontuação varia de 0 a 30, sendo que quanto menor a pontuação

obtida pelo indivíduo, maior a sua independência e autonomia (6). A presença

de pontuação superior a 5 sugere a presença de declínio funcional e, portanto,

indica a necessidade de uma avaliação mais completa deste idoso (20).

10.MEDIDA CANADENSE DE DESEMPENHO OCUPACIONAL – COPM:

caracteriza-se por ser uma medida individualizada, realizada através de

entrevista semiestruturada, em que o sujeito pontua as atividades mais

importantes em seu cotidiano que se encontra em dificuldade (21). É uma

medida individual da auto percepção do cliente sobre os problemas

encontrados no seu próprio desempenho ocupacional ao longo do tempo.É

utilizada para identificar áreas-problema no desempenho ocupacional; oferecer

uma quantificação das prioridades de desempenho ocupacional do cliente;


avaliar o desempenho e satisfação relacionados às áreas problemas; e medir

as mudanças na percepção do cliente sobre seu desempenho ocupacional ao

longo do programa de intervenção de terapia ocupacional. A medida abrange

três áreas de desempenho ocupacional: atividades de autocuidado (cuidados

pessoais, mobilidade funcional e funcionamento na comunidade), atividades

produtivas (trabalho remunerado ou não, manejo das tarefas domésticas,

escola e brincar) e atividades de lazer (ação tranquila, recreação ativa e

socialização). Na avaliação atribui-se um grau de importância a essas

atividades, que varia numa escala de 1 a 10. O terapeuta pontua, com o

cliente, os cinco principais problemas de desempenho ocupacional vivenciados,

listando as atividades comprometidas conforme o grau de importância

estabelecido. Em seguida, o sujeito auto avalia seu desempenho e satisfação

com esse desempenho também por meio de duas escalas de variação de 1 a

10 pontos para as respectivas tarefas funcionais (21).

B) Instrumentos de Medidas de Desempenho: também denominados testes

de comprometimento, envolvendo a observação direta do paciente enquanto o

mesmo realiza uma data tarefa. Dentre os instrumentos de medidas de

desempenho, estão os relacionados ao equilíbrio corporal, que também se

relaciona aos parâmetros para identificar o risco de queda em idosos, pois é o

equilíbrio corporal que atua como responsável pela recuperação da

estabilidade (6).

1.TESTE DE ALCANCE FUNCIONAL (FUNCTIONAL REACH TEST - FR E

LATERAL REACH - LR): instrumento de baixo custo e de fácil aplicabilidade,

utilizado para avaliar o alcance funcional anterior e lateral, respectivamente,

mensurando o limite da estabilidade quando o indivíduo está na posição


ortostática, o qual identifica as alterações dinâmicas do controle postural. O

alcance funcional é definido como a distância máxima que o indivíduo

consegue alcançar além do comprimento do seu braço. Tem uma forte

associação com o risco aumentado de quedas em idosos, sendo utilizado como

um teste preditivo para este evento nesta população. E também, amplamente

utilizado para avaliar pacientes com acidente vascular encefálico, doença de

Parkinson, lesão medular, disfunção vestibular, esclerose múltipla e fratura de

quadril. Ao lado de uma parede ou superfície, o paciente deve ficar em pé com

os seus pés ligeiramente separados (pés alinhados com os ombros). É pedido

que ele se incline para frente com o membro superior direito próximo à parede,

estendido horizontalmente. Ele deve alcançar o mais longe possível sem retirar

os calcanhares do chão e sem usar o outro membro superior como apoio. O

paciente deve estar descalço. O resultado do teste é representado pela média,

após três tentativas, da diferença entre a medida na posição inicial e a final

registrada na régua. Deslocamentos menores que 15 cm indicam fragilidade do

paciente e risco de quedas (9) (22). O teste Lateral Reach (LR), reflete a

habilidade de controlar o corpo na direção lateral dentro dos limites de

estabilidade (22).

2.TIME UP AND GO TEST – TUG (teste de levantar e caminhar

cronometrado) Proposto por Podsiadlo e Richardson, no ano de 1991, o teste

Timed up and go test avalia o equilíbrio sentado, transferências de sentado

para a posição em pé, estabilidade na deambulação e mudanças de curso da

marcha sem utilizar estratégias compensatórias (23). Seu objetivo principal é

avaliar a mobilidade e equilíbrio. O paciente deve levantar-se de uma cadeira,

sem o apoio de braços, caminhar três metros com passos seguros e


confortáveis, girar 180º, retornar, sentando-se na cadeira. O tempo no qual o

idoso realiza essa tarefa é cronometrado (23). Pacientes com tempo entre 10 e

20 segundos são, em geral, independentes e na ausência de história de

quedas ou padrão de marcha típico não necessitam ter sua propedêutica

estendida. Teste com duração igual ou superior a 20 segundos é indicativo de

instabilidade postural e alto risco de quedas. Este idoso deverá ser submetido à

avaliação específica da instabilidade postural (24)

3.TESTE DE CAMINHADA – TC6: O Teste da Caminhada de Seis Minutos

surgiu na década de 70 com o objetivo de avaliar funcionalmente os portadores

de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Pela facilidade de execução e

baixo custo, passou então a ser utilizado em outras situações clínicas (25). O

teste é simples, bem tolerado e reprodutível, requerendo equipamentos de

baixo custo. O objetivo primário do TC6 é determinar a maior distância

percorrida, em 06 minutos, em um trajeto plano. O paciente será orientado a

andar em ritmo próprio, em um corredor ou pistas circulares, com superfície

lisa; e percorrer a maior distância tolerável durante seis minutos, numa

velocidade escolhida por ele mesmo, sendo autorizado a interromper a

caminhada no caso de fadiga extrema ou algum outro sintoma limitante como a

dor torácica, dispneia, palidez, cãibras nas pernas, sudorese e claudicação.

Geralmente utiliza-se um corredor de 30 metros de comprimento, onde o

momento de fazer uma curva deve ser marcado com um cone. A linha de

partida, que marca o início e o final de cada volta de 60 metros deve ser

marcada no chão utilizando-se uma fita colorida. (26).

4.ESCALA DE BERG - Teste de equilíbrio estático e dinâmico: A escala de

equilíbrio de Berg, também chamada Balance Scale, criada em 1992 por


Katherine Berg, tem tido ampla utilização para avaliar o equilíbrio nos

indivíduos da terceira idade acima dos 60 anos (6). A versão brasileira é um

instrumento confiável para ser usado na avaliação do equilíbrio dos pacientes

idosos (27). A Escala de Berg é uma avaliação funcional do desempenho do

equilíbrio, baseada em 14 itens comuns do dia a dia que avaliam o controle

postural, incluindo o estável e o antecipatório e que requerem diferentes forças,

equilíbrio dinâmico e flexibilidade (27). A realização das tarefas é avaliada

através da observação e a pontuação varia de 0 a 4, em cada tarefa,

totalizando um máximo de 56 pontos (28).

5.SHORT PHYSICAL PERFORMANCE BATERRY – SPPB: é um instrumento

para avaliação da capacidade funcional. A SPPB combina dados do teste de

equilíbrio estático em pé, de velocidade da marcha em passo habitual, medida

em dois tempos, e de força muscular estimada de membros inferiores, medida

indiretamente, por meio do movimento de sentar e levantar de uma cadeira.

Estes três parâmetros de capacidade, avaliados e interpretados de forma

associada, tem sido considerados válidos e como fator preditivo para o

desempenho global e dos membros inferiores. Acredita-se que

comprometimentos nesta esfera podem contribuir para uma pior qualidade de

vida. A adaptação cultural e avaliação da confiabilidade da SPPB para a

população idosa brasileira foi feita por Nakano (29).

6.ÍNDICE DE TINETTI: é uma escala de equilíbrio e mobilidade. A mobilidade

é a habilidade de se locomover num ambiente, sendo uma função complicada e

composta de múltiplas manobras. Estas manobras, por sua vez, dependem de

uma integração de múltiplas características: físicas, cognitivas e psicológicas

(6). Consiste numa escala de 16 tarefas, compreendido por duas escalas: de


equilíbrio e de marcha, que são avaliadas por meio da observação do

examinador. A primeira possui 9 itens: equilíbrio sentado, levantar da cadeira,

tentativas de levantar, equilíbrio em pé, equilíbrio ao girar. Já a segunda possui

7: início da marcha, comprimento e altura dos passos, simetria dos passos,

continuidade dos passos, direção, tronco e distância dos tornozelos. A cada

tarefa a resposta pode ser classificada como: normal:0, adaptável:1 e

anormal:2. São atribuídos pontos de 0-2 na realização das tarefas totalizando

no máximo 48 pontos. O valor abaixo de 19 pontos e entre 19 e 24 pontos

representam respectivamente um alto e moderado risco de quedas (22).

C) Instrumentos de Avaliação de Depressão:

1.INVENTÁRIO DE DEPRESSÃO DE BECK (BDI – BECK DEPRESSION

INVENTORY): Dentre os vários testes psicológicos existentes para avaliar

alterações no humor e sintomatologia depressiva, o Inventário de Depressão

de Beck (BDI) é um dos mais utilizados em pesquisa e clínica, sendo aplicado

em pacientes psiquiátricos e não psiquiátricos. Cada um de seus 21 itens

contempla os componentes cognitivos, afetivos, comportamentais e somáticos

da depressão. Permite diferentes alternativas de respostas que correspondem

a níveis crescentes de gravidade da sintomatologia depressiva. Cada item

comporta quatro afirmações que variam quanto à intensidade (0 a 3), cabendo

ao paciente indicar qual das quatro afirmações melhor descreve os seus

sintomas. A soma dos escores dos itens individuais fornece um escore total,

que constitui uma medida da intensidade dos sintomas depressivos (31).

2.ESCALA DE DEPRESSÃO GERIÁTRICA (GDS): A Escala de Depressão

Geriátrica (Geriatric Depression Scale – GDS) é um instrumento de rastreio,


mais frequentemente utilizado, reconhecido como recurso rápido, simples e útil

para a identificação de sintomas depressivos ou de vulnerabilidade à

depressão na velhice. No Brasil, a GDS é bem conhecida e utilizada por

pesquisadores e clínicos. Trata-se de escala dicotômica, em que os

participantes são convidados a assinalar a presença ou a ausência (sim x não)

de sintomas referentes a mudanças no humor e a sentimentos específicos

como desamparo, inutilidade, desinteresse, aborrecimento e felicidade (32)

(33).

3.ESCALA HOSPITALAR DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO (HAD): vários

estudos verificaram que a HAD apresentou boa sensibilidade, consistência

interna e especificidade para avaliar os sintomas de ansiedade e depressão. A

escala é de fácil manuseio e de rápida execução, podendo ser realizada pelo

paciente ou pelo entrevistador (pacientes analfabetos ou com deficiência visual

ou motora). Para o preenchimento do instrumento, o indivíduo assinala o item

que mais se aproxima do que está sentindo na última semana. Cada um dos

itens é pontuado de 0 a 3, dependendo da resposta, perfazendo um total

máximo de 21 pontos para cada escala. Em ambas as escalas os valores de 0

a 7 indicavam a ausência de ansiedade ou depressão, entre 8 a 10 indicavam

possível caso de ansiedade ou depressão, e iguais ou superiores a 11,

presença de ansiedade ou depressão. Dessa forma, o indivíduo poderia não

apresentar nenhum desses sintomas, exibir ansiedade e depressão

simultaneamente ou revelar somente um dos dois sintoma (34).

D) Instrumentos De Avaliação Cognitiva:


1.MINI MENTAL STATE EXAMINATION (MMSE): O Mini Exame do Estado

Mental (MEEM), desenvolvido nos Estados Unidos da América, elaborado por

Folstein et al., em 1975, é um dos testes mais empregues e mais estudados

em todo o mundo para avaliação do funcionamento cognitivo. Usado

isoladamente ou incorporado em instrumentos mais amplos, permite a

avaliação da função cognitiva e rastreio de quadros demenciais. O MEEM foi

desenvolvido para ser utilizado na prática clínica na avaliação da mudança do

estado cognitivo de pacientes geriátricos. Examina a orientação temporal e

espacial, memória de curto prazo (imediata ou atenção) e evocação, cálculo,

coordenação dos movimentos, habilidades de linguagem e viso-espaciais.

Pode ser usado como teste de rastreio para perda cognitiva. O escore total é

de 30 pontos baseados em itens dicotômicos. Os pontos de corte 23/24 são

usados por recomendação de Folstein et al, como sugestivos de déficit

cognitivo. Estes autores não apresentam pontos de corte baseados na idade,

escolaridade e nem no diagnóstico, discrepando do que é corrente em vários

países, inclusive no Brasil. A escolaridade tem recebido atenção especial,

sendo alvo de análises efetuadas com diferentes amostras, visando-se

principalmente a adequação dos pontos de corte. No final da década de 1980,

uma versão do MEEM em língua portuguesa, foi proposta como instrumento de

avaliação das funções cognitivas, destinada a pessoas idosas com mais de oito

anos de escolaridade adquirida nos primeiros anos de vida. Foi estabelecido,

como indicativo de declínio cognitivo, um escore igual ou inferior a 23 pontos.

Pontuações entre 24 e 26 foram denominadas como “possibilidade de dúvidas”.

A inclusão nos limites de normalidade ocorreria quando a pessoa atingisse 27


ou mais pontos. Salienta-se que alguns itens do MEEM original foram

modificados a partir da tradução (35).

2.TESTE DO DESENHO DO RELOGIO: O teste do desenho do relógio é de

fácil aplicação e sofre menor influência do grau de alfabetização, aumentando a

fidedignidade do teste em pacientes com baixo nível de escolaridade. Avalia

diversas funções cognitivas: Memória semântica; Função executiva

(planejamento); Linguagem (compreensão do comando); Praxia; Função visuo-

espacial. Portanto, é considerado um bom teste de rastreio. Consiste em

solicitar à pessoa o desenho dos números do relógio, marcando uma

determinada hora (11:10), sem mencionar a necessidade de ponteiros. O

círculo pode ou não ser oferecido previamente. O teste é considerado completo

quando o paciente desenha todos os números do relógio, espacialmente bem

distribuídos, e os ponteiros marcando. O teste não é cronometrado e pode ser

repetido quantas vezes forem necessárias. A interpretação do teste é

eminentemente qualitativa. Considera-se o teste bastante alterado quando o

resultado é 0,1 ou 2 (6).

Segundo a classificação de Shulman, segue os seguintes resultados: 0 =

Inabilidade absoluta de representar o relógio; 1 = O desenho tem algo a ver

com o relógio mas com desorganização visuo- espacial grave; 2 =

Desorganização visuo-espacial moderada que leva a uma marcação de hora

incorreta, perseveração, confusão esquerda-direita, números que faltam,

números repetidos, sem ponteiros, com ponteiro em excesso; 3 = Distribuição

visuo-espacial correta com marcação errada da hora; 4 = Pequenos erros

espaciais com dígitos e hora corretos; 5 = Relógio perfeito, sem erros (6).
3.MONTREAL COGNITIVE ASSESSEMENT - MoCA): é um instrumento de

triagem breve que avalia uma ampla gama de funções cognitivas (como as

funções executivas, habilidades visuo-espaciais, nomeação, recuperação da

memória, dígitos, sentença, raciocínio abstrato e orientação) necessários para

contribuir com o diagnóstico do comprometimento cognitivo leve (CCL) e de

demência. O tempo do teste é estimado em 20 minutos e a pontuação máxima

possível é de 30 pontos. O ponto de corte para CCL é de 26 pontos e

pontuação acima de 26 é considerada normal. Devido a suas características

psicométricas e utilidade nesses casos, este teste foi validado e adaptado em

diferentes países. No Brasil, o estudo recente de Memória et al. indicou boas

características psicométricas para esse teste (36) (19).

4.EXAME COGNITIVO DE ADDENBROKE – versão revisada (ACE-R): é

uma bateria de avaliação cognitiva breve (no máximo 20 minutos de

administração), que oferece diversas informações sobre o funcionamento

cognitivo global e também de alguns domínios específicos. Ela foi inicialmente

idealizada para auxiliar na diferenciação entre doença de Alzheimer (DA) e

demência frontotemporal (DFT) em estágios iniciais de demência. No entanto,

tem se mostrado cada vez mais útil na avaliação de outras condições clinicas,

como o comprometimento cognitivo leve (CCL), doença de Parkinson,

degeneração corticobasal, demência vascular subcortical isquêmica, acidente

vascular cerebral e em lesões cerebrais crónicas. Também tem sido

selecionada como parte da avaliação neuropsicológica. A ACE-R fornece

índices distintos para diversos domínios cognitivos, como orientação e atenção

(18 pontos), memória (26 pontos), fluência verbal (14 pontos), linguagem (26
pontos) e habilidade visual-espacial (16 pontos), totalizando 100 pontos para a

bateria completa. A bateria também fornece o cálculo da nota para o MEEM (30

pontos) (37).

E) Instrumentos De Avaliação Do Risco De Desenvolver Úlcera De

Pressão:

1.ESCALA DE NORTON: Dorren Norton desenvolveu a primeira escala de

avaliação de risco de desenvolvimento de ulcera de pressão (UP) em 1962, a

Escala de Norton. Sendo aperfeiçoada em 1975. É uma escala de avaliação do

risco de úlcera de pressão com parâmetros distribuídos por cinco dimensões:

condição física, condição mental, atividade, mobilidade e incontinência. A sua

pontuação varia de cinco a vinte, sendo que quanto mais baixa for a pontuação

maior é o risco(6).

2.ESCALA DE BRADEN: A escala de avaliação de risco de desenvolvimento

de úlceras de pressão de Braden foi elaborada por Barbara Braden e Nancy

Bergstrom, em 1987, e foi já objeto de vários testes, encontrando-se em uso

em vários países. Uma vez desenvolvida nos EUA, onde as características da

população são diferentes, tornou-se imperativo traduzi-la, adaptá-la linguística

e culturalmente, testar a sua confiabilidade e a sua validade no contexto

nacional, antes de proceder à sua implementação. A escala é constituída por

seis dimensões: percepção sensorial, humidade, atividade, mobilidade,

nutrição, fricção e forças de deslizamento. Todas as dimensões contribuem

para o desenvolvimento de UP, não devendo nenhuma delas ser avaliada

preferencialmente em relação a qualquer outra. As dimensões estão

ponderadas de 1 a 4, exceto a última que se encontra ponderada de 1 a 3. O


score pode variar entre 6 (valor de mais alto risco) e 23 (valor de mais baixo

risco), pelo que quanto maior for a pontuação menor o risco, e vice-versa. É

considerado de alto risco de desenvolvimento de UP todo o indivíduo que

obtiver uma pontuação de 16 ou inferior e de baixo risco o que apresentar uma

pontuação igual ou superior a 17 (6).

F) Instrumento ambiental de risco de quedas: Diversos fatores de risco

podem ser potenciais agentes determinantes de quedas, e a probabilidade

desse evento aumenta à medida que estes fatores se acumulam. Os mesmos

podem ser dispostos em dois grupos: intrínsecos, que dizem respeito às

características inerentes ao indivíduo, como alterações de mobilidade e

equilíbrio (descritos no item: Instrumentos de medidas de desempenho)

decorrentes do envelhecimento, doenças crônicas e efeitos adversos de

medicamentos em uso; e extrínsecos, que incluem perigos ambientais, bem

como o tipo de atividade exercida. A Escala Ambiental de Risco de Quedas

contém questões abordando a segurança de áreas de locomoção, disposição

da mobília, iluminação, disponibilidade e acesso aos objetos, nos seguintes

locais: quarto de dormir, banheiro, cozinha, escada e sala. O teste consta de 29

questões, sendo realizada uma pontuação no estudo da seguinte forma: “0”

para cada resposta afirmativa e “1” para cada negativa, sendo que quanto

maior o escore final maior o risco de quedas (6).

G) Classificação Internacional De Funcionalidade – CIF, Core Set

Geriátrico: A CIF é um sistema de classificação que descreve a funcionalidade

e a incapacidade relacionadas às condições de saúde, refletindo uma nova

abordagem que deixa de focalizar apenas as consequências da doença, mas


também classifica a saúde pela perspectiva biológica, individual e social em

uma relação multidirecional. A informação é organizada em duas partes, com

dois componentes cada. A parte 1 (Funcionalidade e Incapacidade) consiste

dos domínios de Funções do Corpo (b) e Estruturas do Corpo (s) e Atividades

& Participação (d). A parte 2 (Fatores Contextuais) é formada pelos Fatores

Ambientais (e) e pelos Fatores Pessoais. A descrição da funcionalidade

envolve a presença de um qualificador (que funciona com uma escala genérica

de 0 a 4, onde 0 é nenhuma deficiência e 4 uma deficiência completa). Este

modelo de entendimento da funcionalidade e da incapacidade é fundamental

para o diagnóstico clínico das consequências das condições de saúde,

atribuições e gestão das intervenções, além da avaliação dos resultados de

tratamento (10) (38). Ainda hoje, são escassos os trabalhos na literatura

brasileira que utilizam a CIF de maneira quantitativa. A maior parte deles versa

sobre os conceitos da classificação e sobre a importância de inserção da

ferramenta no campo da saúde. Para aumentar a aplicabilidade da

classificação, a solução encontrada foi o desenvolvimento dos core sets da

CIF. O termo core set é da língua inglesa e pode ser traduzido como “conjunto

principal” ou “itens essenciais” e refere-se ao conjunto de categorias da CIF

que descreve de forma típica a funcionalidade das pessoas com uma

determinada condição de saúde. O objetivo do projeto dos core sets da CIF é

selecionar as categorias da classificação completa que servem como padrões

mínimos para a avaliação e documentação da funcionalidade e saúde em

estudos clínicos, encontros clínicos e avaliação multiprofissional abrangente.

Para correlacionar com os outros instrumentos de avaliação descritos no

trabalho, será utilizado a forma breve do Core Set Geriátrico, e ainda, itens
apresentados no trabalho de Santos et al (15), que se propôs validar as

categorias da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e

Saúde para pessoa idosa.

Como podemos observar, existe uma variedade de escalas com

objetivos e finalidade semelhantes, para avaliar as condições de saúde do

idoso. Por isso, é imprescindível ter uma atitude crítica e reflexiva acerca da

aplicabilidade de cada uma delas, pois a aplicação de uma escala de forma

singular poderá não refletir de forma correta as necessidades da pessoa idosa.

Sendo necessário a utilização de escalas que se complementam.

O Core Set geriátrico da CIF é o instrumento mais completo no tocante a

avaliação geral do idoso, pois são consideradas todas as funções e estruturas

do corpo importantes a serem checadas, as atividades mais significativas e

relacionadas a capacidade funcional esperada com o envelhecimento, e ainda,

leva em consideração aspectos relevantes do ambiente. Por ele ser bem

detalhado e amplo, o indicado será a utilização do mesmo por uma equipe

formada por vários profissionais.

Das escalas de avaliação das atividades básicas de vida diárias (Índice

de Barthel, o Índice de Katz, Medida de Independência Funcional, e o Índice de

Autocuidado de Kenny), e das atividades instrumentais de vida diária (Índice de

Pfeffer, Índice de Lawton-Brody), relacionam com os itens referentes ao

domínio Atividade na CIF.

As avaliações geriátrica ampla (AGA), avaliação funcional breve do

idoso (AFB), e o Sistema de Avaliação de Idosos (EasyCare) são avaliações

mais amplas e que possuem vários aspectos dos domínios Função e Estrutura

do Corpo da CIF.
Já a Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM),

apresenta uma proposta diferente das outras escalas de avaliação, pois avalia

quais as atividades mais importantes em seu cotidiano que se encontra em

dificuldade. E ainda, oferece uma quantificação das prioridades de

desempenho ocupacional do cliente.

No que se refere aos itens avaliados nos instrumentos relacionados as

Medidas de Desempenho (Teste De Alcance Funcional, Time Up And Go Test,

Teste De Caminhada, Escala De Berg, Short Physical Performance Baterry –

SPPB, Índice de Tinetti), são contemplados nos domínios Função

Psicomotoras, Funções vestibulares, Função proprioceptiva, Funções da

mobilidade das articulações, Funções da estabilidade das articulações,

Funções da força muscular, Funções do tónus muscular, Funções de controle

do movimento voluntário, Funções dos movimentos involuntários, Funções

relacionadas com o padrão de marcha, Sensações relacionadas com os

músculos e as funções do movimento.

As escalas que pretendem avaliar componentes cognitivos, afetivos,

comportamentais e somáticos da depressão, identificar sintomas de ansiedade,

e avaliar alterações no humor descritas neste trabalho (Inventário de

Depressão De Beck, Escala Geriátrica De Depressão, Escala Hospitalar de

Ansiedade e Depressão) corresponde aos seguintes domínios na CIF: Funções

da energia e dos impulsos e Funções emocionais. E as escalas relacionadas

com a avaliação das funções cognitivas (Mini Mental State Examination, Teste

do Relógio, Montreal Cognitive Assessement – Moca, e o Exame Cognitivo de

Addenbroke) são correlacionados com: Função da orientação, Funções

intelectuais, Funções da atenção, Funções da memória, Funções de


percepção, Funções mentais da linguagem, Funções de experiência pessoal e

do tempo, Aprendizagem básica, Adquirir de habilidades, Aplicação do

conhecimento e as Tarefas e demandas gerais.

Na CIF, os Fatores Ambientais são constituídos de ambiente físico,

social e atitudinal em que as pessoas vivem e conduzem a sua vida, porém em

tal domínio, não é detalhado as áreas do ambiente do idoso, como vem

descrito na Escala Ambiental de Risco de Queda (áreas de locomoção,

iluminação, quarto de dormir, banheiro, cozinha, escada, sala), que é

extremamente importante, visto que diversos fatores de risco podem ser

potenciais agentes determinantes de quedas (intrínsecos e extrínsecos).

4. CONCLUSAO:

Existe uma variedade de escalas com objetivos e finalidade semelhantes,

para avaliar as condições de saúde do idoso, incluindo o Core Set geriátrico da

CIF.

Podemos constatar a extrema importância de um instrumento contemplar os

vários aspectos relacionados a vida do idoso (aspectos físicos, psicológicos,

emocionais, cognitivos, as suas relações com o outro e com o meio, e o próprio

ambiente em que vive e transita. A partir desta avaliação ampla e abrangente,

os profissionais de saúde terão condições de traçar ações preventivas, intervir

de maneira adequada minimizando ou eliminando os problemas e/ou

dificuldades, e também, monitorar o idoso ao longo da sua vida. Porém, como

são muitos aspectos e de diferentes áreas do conhecimento, este instrumento

deverá ser utilizado por um grupo de profissionais capacitados e treinados.


O Core Set geriátrico da CIF é um instrumento amplo, mas teria que ser

complementado com a Escala Ambiental de Risco de Queda.


ANEXOS – ELEMENTOS GRÁFICOS:

Figura 01 – Hierarquia das Atividades de Vida Diária https://futuridade.wordpress.com/page/3/

Figura 02 - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde – CIF, 2008 -


Rev Bras Epidemiol , 2008; 11(2): 324-35 O papel das Classificações da OMS - CID e CIF
nas definições de deficiência e incapacidade Di Nubila, H.B.V & Buchalla, C.M.
REFERENCIAS

1. Araujo, L.F., Carvalho, V.A.M.L. Aspectos Sócio-Históricos e


Psicológicos da Velhice. Revista de Humanidades. 2005; 06 (13): 228-
236.
2. Moraes, E.N. Princípios básicos de geriatria e gerontologia. Coopmed,
2008.
3. Santos,F.H., Andrade, V.M., Bueno, O.F.A.
Envelhecimento: Um Processo Multifatorial. Psicologia em
Estado. 2009; 14(1):3 -10.
4. Moraes, E.N. Processo de envelhecimento e bases de
avaliação multidimensional do idoso. Envelhecimento e saúde
da pessoa idoso. (151-156).
http://www5.ensp.fiocruz.br/biblioteca/dados/txt_215591311.pdf.
5. Closs V.E.,. Scwanke, C.H.A. Indicadores demográficos relacionados
ao envelhecimento. Atualizações em Geriatria e Gerontologia IV. 2012.
EdiPUCRS.

6.Apóstolo, J. L. A. Instrumentos para Avaliação em Geriatria (Geriatric


Instruments). Escola Superior de Enfermagem de Coimbra. 2012

7.Fechine, B.R.A.,Trompieri, N. (). O processo de envelhecimento: as


principais alterações que acontecem com o idoso com o passar dos
anos. Revista Científica Internacional. 2012; 20(1):106 – 132.

8.Gordilho A, Sérgio J, Silvestre J, Ramos LR, Freire MPA, Espíndola N,


Maia R, Veras R., Karsch U. Desafios a Serem Enfrentados no Terceiro
Milênio pelo Setor Saúde na Atenção Integral ao Idoso. 2000. Rio de
Janeiro: Universidade Aberta da Terceira Idade, Universidade do Estado
do Rio de Janeiro.

9.Bastiani, D., Oltramari,J.D., Lindôso Z.C.L., Resende, T.L., Scwanke,


C.H.A. Avaliação funcional do idoso. Atualizações em Geriatria e
Gerontologia IV. 2012. ediPUCRS.
10.Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
(Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde para a Família
de Classificações Internacionais em Portugues, org., Coordenação da
tradução Cassia Maria Buchalla, 1 ed., São Paulo, 2015.

11.Di Nubila, H.B.V., Buchalla, C.M. Classificação Internacional de


Funcionalidade, Incapacidade e Saúde – CIF. O papel das
Classificações da OMS - CID e CIF nas definições de deficiência e
incapacidade. Revista Brasileira de Epidemiologia. 2008. 11(2): 324-35

12.Cavalcanti, A., Galvão, C. Terapia Ocupacional - Fundamentação e


Prática. Guanabara Koogan.

13.Mendes, K.S.D., Silveira, R.C.C.P., Galvão, C.M. Revisão integrativa:


método de pesquisa para a incorporação de evidencias na saúde e na
enfermagem. Texto & Contexto Enfermagem.2008;17(4): 758 - 764

14.Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde


– Core Set em geriatria. http:;;www.icf-core-sets.org;en;page0.php.

15.Santos, S.S.C., Ilha, S., Barlem, E.L.D., Gautério-Abreu, D.P., Silva,


B.T., Alves, I.S. Validação de categorias da Classificação Internacional
de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para pessoas idosas. Revista
Rene. 2016; 17(4):475-82.

16.Minosso, J.S.M., Amendola, F., Alvarenga, M.R.M., Oliveira, A.C.O.


Validação, no Brasil, do Índice de Barthel em idosos atendidos em
ambulatórios. Acta Paulista de Enfermagem. 2010;23(2):218-23. Artigo
Original

17.Duarte, Y.A.O., Andrade, C.L., Lebrão, M.L. O Índex de Katz na


avaliação da funcionalidade dos idosos. Revista da Escola de
Enfermagem USP. 2007;41(2):317-25. www.ee.usp.br/reeusp/

18.Ribeiro, M., Miyazaki, M.H., Jucá, S.S.H.J., Hatsue, S., Pinto, P.P.N.,
Battistella, L.R. Validação da Versão Brasileira da Medida de
Independência Funcional. ACTA Fisiátrica 2004; 11(2): 72-76. Artigo
original
19.Santos, R.L., Júnior, J.S.V. Confiabilidade da versão brasileira da
escala de atividades instrumentais da vida diária. Revista Brasileira de
Pesquisa em Saúde. 2008; 21 (4) : 290-296 Artigo Original.

20.Assis, L.O., Assis, M.G., Paula, J.J., Malloy-Diniz, L.F. O


questionário de atividades funcionais de Pfeffer: revisão integrativa da
literatura brasileira Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento.
ISSN: 1517-2473 (impresso) e 2316-2171 (eletrônico). Qualis Capes
2013, área interdisciplinar: B1. 39
21.Caldas, A.S.C., Facundes, V.L.D., Silva, H.J. O uso da Medida
Canadense de Desempenho Ocupacional em estudos brasileiros: uma
revisão sistemática. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de
São Paulo. 2011; 22 (3): 238-244.

22.Karuka, A.H., Silva, J.A.M.G., Navega, M.T. Análise da concordância


entre instrumentos de avaliação do equilíbrio corporal em idosos.
Revista Brasileira Fisioterapia, 2011; 15 (6):460-6. Artigo Original

23.Zardo, G. S. Tratamento preventivo das quedas do idoso pela análise


dos testes: Timed up and Go Test e Get up and Go test. Monografia de
Conclusão de Curso apresentada ao Curso de Fisioterapia da
Universidade Veiga de Almeida, como requisito para obtenção do título
de Fisioterapeuta. Orientador: Prof.º Jorge Barboza, 2008.

24.Rodacki, A.L.F., Sabchuk, R.A.C., Bento, P.C.B. Comparação entre


testes de equilíbrio de campo e plataforma de força. Revista Brasileira
Medicina do Esporte. 2012, 18 (6) Artigo Original.

25.Silva, L.G., Pontes, C.S. Teste da Caminhada de Seis Minutos para


Pacientes Cardiopatas sob a Óptica do Fisioterapeuta. 2006.
http://interfisio.com.br/?artigo&ID=271&ur

26.Soares, M.R., Pereira, C. A. de C. Teste de caminhada de seis


minutos: valores de referência para adultos saudáveis no Brasil. Jornal
Brasileiro de Pneumologia. 2011;37(5):576-583.

27.Silva, A., Almeida G. J. M., Cassilhas, R. C., Cohen, M., Peccin, M.


S., Tufik, S., Mello, M. T. Equilíbrio, Coordenação e Agilidade de Idosos
Submetidos à Prática de Exercícios Físicos Resistidos. Revista Brasileira
Medicina do Esporte. 2008;14(2).

28.Santos, G. M., Souza A. C. S., Virtuoso, J. F., Tavares, G. M. S, Z.


Mazo, G. Valores preditivos para o risco de queda em idosos praticantes
e não praticantes de atividade física por meio do uso da Escala de
Equilíbrio de Berg. Revista Brasileira de Fisioterapia. 2011; 15 (2): 95-
101. Artigo Original

29.Nakano, M.M. Versão Brasileira da Short Physical Performance


Battery – SPPB: adaptação cultural e estudo da confiabilidade.
Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual de Campinas.
Faculdade de Educação. 2007.

30.Gorestein, C., Andrade L. Inventário de depressão de Beck:


propriedades psicométricas da versão em português.

31.Oliveira, K.L.O., Santos, A.A.A., Cruvinel, M., Néri, A.L. Relação entre
ansiedade, depressão e desesperança entre grupos de idosos.
Psicologia em Estudo, 2006;11 (2):351-359.

32.BatistoniI, S.S.T., NeriI, A.L., CupertinoII, A.P.F.B. Validade da escala


de depressão do Center for Epidemiological Studies entre idosos
brasileiros. Revista de Saúde Pública 2007;41(4):598-605

33.Almeida, O.P., Almeida, S.A. Confiabilidade da versão Brasileira da


Escala Geriátrica de depressão (GDS) – versão reduzida. Arquivo de
neuropsiquiatria, 1999; 57 (2-B): 421 – 426

34.Marcolino, J.A.M., Mathias, L.A.S.T., Luiz Piccinini Filho, L.P.F.,


Guaratini, A.A., Suzuki, F.M., Alli, L.A.C. Escala Hospitalar de Ansiedade
e Depressão: Estudo da Validade de Critério e da Confiabilidade com
Pacientes no Pré-Operatório. Revista Brasileira de Anestesiologia. 2007;
57: 1: 52-62

35.Melo, D.M.M., Barbosa, A.J.G. O uso do Mini-Exame do Estado


Mental em pesquisas com idosos no Brasil: uma revisão sistemática.
Ciência & Saúde Coletiva, 2015; 20(12):3865-3876
36.Sarmento, A. L. R. Apresentação e aplicabilidade da versão brasileira
da MoCA (Montreal Cognitive Assessment ) para rastreio de
Comprometimento Cognitivo Leve. 2009. Dissertação (Mestrado) -
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

37.Carvalho, V.A., Caramelli, P. Estimulação Cognitiva para idosos.


Capitulo 13. 2013. Atheneu.

38.CastanedaI, L., BergmannII, A., Bahi, L. A Classificação Internacional


de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde: uma revisão sistemática de
estudos observacionais. Revista Brasileira de Epidemiologia. 2014; 437-
451

39.Santos, S.S.C., Ilha, S., Barlem, E.L.D., Gautério-Abreu,D.P., Silva,


B.T., Alves, I. S. Validação de categorias da Classificação Internacional
de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde para pessoas idosas. Revista
Rene. 2016; 17(4):475-82.

Você também pode gostar