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A DINÂMICA DAS PAISAGENS

TERRESTRE

Geografia – 3º ano - Revisão


Profª Cláudia Escouto
Na aula de hoje:

▪ CAP. 4 – Geologia: história e dinâmica do planeta;


▪ CAP. 5 – A dinâmica dos relevos;
▪ CAP. 6 – Geologia e Geomorfologia do Brasil;
CAP. 4 – Geologia: história e dinâmica do planeta

▪ Geologia: ciência que estuda a Terra, sua formação e evolução, por


meio dos processos que ocorrem no interior e na superfície do
planeta;
▪ Conhecer o interior da Terra é importante dada a intensa relação
entre sociedade e natureza, que produz e modifica constantemente o
espaço terrestre;
▪ Atualmente, a teoria mais aceita para explicar a origem não só da
Terra, mas de todo o Universo, é a teoria da Grande Explosão ou BIG
Bang;
▪ Essa teoria foi proposta no início do século XX pelo padre belga
Georges Lamaitre (1894 – 1966), ela defende que o Universo surgiu
há cerca de 13 milhões de anos, a partir de uma grande explosão
seguida de uma expansão;
CAP. 4 – Geologia: história e dinâmica do planeta

▪ Naquele momento foram lançadas matéria e energia no espaço,


dando início à formação das galáxias, estrelas, planetas e astros que
formaram o Universo;
▪ Estima-se que as primeiras galáxias surgiram por volta de 13 bilhões
de anos e a Via Láctea – galáxia que abriga o Sistema Solar – há
aproximadamente 8 bilhões de anos;
▪ A Terra começou a se formar há 5 bilhões de anos a partir do choque
e da fusão de partículas de ferro, níquel e minerais de silício,
magnésio, cálcio e sódio;
▪ O choque dessas partículas elevou muito a temperatura da Terra,
favorecendo a fusão do ferro e do níquel, produzindo, assim, gotas
de metais pesados que se dirigiram para o seu núcleo;
CAP. 4 – Geologia: história e dinâmica do planeta

▪ Aso poucos, no interior do planeta, foi ocorrendo um processo de


diferenciação química, o que fez surgir três camadas que compõem a
Terra, do interior até a superfície: núcleo, manto e crosta;
A estrutura interna da Terra
A estrutura interna da Terra
Da deriva continental à teoria da tectônica de
placas

▪ Nas primeiras décadas do século XX, o meteorologista alemão Alfred


Wegener (1880 – 1930) defendeu a hipótese de que todas as massas
continentais do planeta já foram unidas em um único continente, o
qual foi chamado de Pangeia;
▪ Wegener afirmou que, há cerca de 200 milhões de anos, o
supercontinente Pangeia teria iniciado a sua fragmentação e
separação até chegar à configuração física dos atuais continentes;
A teoria da tectônica de placas

▪ A somatória de várias descobertas científicas permitiu a


sistematização da teoria da tectônica de placas que, a partir do final
de 1960, revolucionou a Geologia, e permitiu o entendimento de
fenômenos como a formação das cadeias de montanhas, o
vulcanismo e a origem dos terremotos;
▪ Essa teoria explica que a litosfera apresenta-se fragmentada em
blocos rochosos, de diferentes tamanhos, denominados placas
litosféricas ou tectônicas;
▪ Essas placas são, na verdade, grandes ou pequenas calotas rochosas
que se encontram encaixadas entre si, como peças de um quebra-
cabeça;
▪ Elas também encontram-se em constante dinâmica;
A teoria da
tectônica de
placas
Formações geológicas destacadas
Tipos de rochas

ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS:


▪ Formaram-se pelo resfriamento e posterior solidificação do magma
na superfície ou em profundidade na litosfera;
▪ Podem ser de 2 tipos:
▪ INTRUSIVAS: por se formarem no interior da litosfera, resfriam-se de
forma mais lenta;
▪ EXTRUSIVAS: formam-se na parte externa da litosfera, e por isso
resfriam de forma mais rápida;
Tipos de rochas

ROCHAS SEDIMENTARES:
▪ Détriticas ou clásticas: originadas pelo acúmulo de fragmentos de
rochas e minerais;
▪ Químicas: constituídas pela precipitação de compostos dissolvidos
em água;
▪ Orgânicas: formadas pelo acúmulo de restos de matéria orgânica.
Tipos de rochas

ROCHAS SEDIMENTARES:
▪ Détriticas ou clásticas: originadas pelo acúmulo de fragmentos de
rochas e minerais;
▪ Químicas: constituídas pela precipitação de compostos dissolvidos
em água;
▪ Orgânicas: formadas pelo acúmulo de restos de matéria orgânica.
Tipos de rochas

ROCHAS METAMÓRFICAS:
▪ Esse tipo de rocha é originada pela transformação de rochas
preexistentes (magmáticas, sedimentares e metamórficas) que,
quando submetidas ao aumento de temperatura e/ou pressão,
sofrem recristalização, o que geralmente modifica a sua composição
química.
Ciclo das
rochas
CAP. 15 – A dinâmica dos relevos

▪ As formas de relevo são diferentes em razão da ação de um conjunto


de fatores;
▪ O movimento constante das placas tectônicas é um exemplo de
agente interno ou endógeno;
▪ Enquanto a água das chuvas, dos rios, o gelo e o vento são exemplos
de agentes externos ou exógenos que atuam na superfície terrestre;
Os agentes modeladores do relevo

▪ As forças exógenas contribuem para alterar as feições superficiais do


planeta;
▪ Essas forças atuam diretamente na desintegração e na
decomposição das rochas e dependem do clima, do tipo de rocha, da
presença ou ausência de vegetação, da ação humana e do tempo
geológico;
▪ Os agentes externos atuam por dois processos: o intemperismo e a
erosão.
Intemperismo

▪ É um conjunto de modificações de ordem física, química e biológica


que transforam as rochas da superfície terrestre em materiais
fragmentados e decompostos.
▪ Intemperismo químico: trata-se do contato entre reagente químicos
e rochas, o que provoca reações que resultam no desprendimento
dos minerais e na decomposição da rocha. O principal agente é a
água;
▪ Intemperismo físico: a rápida variação de temperatura provoca a
expansão e a contração dos minerais constituintes das rochas. Com
esse movimento, os minerais tendem a se desagregar e a fragmentos
a rocha.
▪ Intemperismo biológico: a ação de microrganismos e plantas na
rocha provoca a perda de minerais.
Erosão

▪ é o processo de remoção, transporte e decomposição das


substâncias fragmentadas de um local para outro, causado por
diferentes agentes, como a água, o vento ou o gelo.
▪ Erosão pluvial: causada pelas gotas de água das chuvas;
▪ Erosão fluvial: gerada pela ação das águas dor rios;
▪ Erosão marinha: causada pela ação das águas do mar;
▪ Erosão glacial: provocada pela ação de geleiras;
▪ Erosão eólica: é o transporte e o desgaste das rochas pelo vento;
▪ Erosão biológica: é a degradação provocada no relevo por qualquer
elemento biológico.
Formação do solo
CAP. 6 – Geologia e Geomorfologia do Brasil

▪ O Brasil apresenta grande diversidade de relevos em seu território;


▪ Esse relevo se forma a partir de um embasamento rochoso, chamado de
estrutura geológica;
▪ No brasil, ele é constituído de dois tipos de estruturas: os estudos
cristalinos e as bacias sedimentares
▪ ESCUDOS CRISTALINOS: são formados por rochas magmáticas e
metamórficas datadas do Pré-Cambriano e apresentam idade superior a
600 milhões de anos;
▪ Localizam-se no centro das placas tectônicas, onde há grande resistência e
estabilidade, mas sofrem, justamente por serem rochas muito antigas, com
a ação do intemperismo e da erosão;
▪ Nessas formações são encontrados os minerais metálicos, como o ferro e
as pedras preciosas.
CAP. 6 – Geologia e Geomorfologia do Brasil

▪ BACIAS SEDIMENTARES: são áreas onde se concentram grandes


depósitos de sedimentos formados sobre os escudos cristalinos
durante um longe período geológico, por meio da deposição de
materiais orgânicos e inorgânicos.
▪ Elas correspondem a aproximadamente 64% do território brasileiro e
formaram-se predominantemente nas eras Paleozoica, Mesozoica e
Cenozoica;
Classificação de Aroldo de Azevedo

▪ As primeiras produções
foram feitas na década de
1940 por Aroldo de Azevedo,
estudioso que sintetizou o
relevo brasileiro com base na
altitude.
Classificação de Aziz Ab’Saber

▪ Em 1960, Aziz Nacib


Ab’Saber classificou o relevo
brasileiro considerando os
processos de formação
(geológicos) e de modelagem
das estruturas
(geomorfológicos).
Classificação de Jurandyr Ross

▪ A classificação do professor Jurandyr Ross foi baseada principalmente na


concepção do professor Ab’Saber e no Projeto RadamBrasil, que pretendia
mapear o relevo brasileiro com o uso do sensoriamento remoto.
▪ Ele elaborou uma nova classificação bastante precisa e mais específica, que
considera também a influências dos tipos climáticos no modelado do relevo
(morfoclima), ou seja, tanto os climas atuais quanto os anteriores, de milhares
e milhões de anos atrás, quando a estrutura geológica do relevo brasileiro
ainda estava em formação;
▪ A classificação de Jurandyr Ross divide o relevo brasileiro em três unidades
morfoesculturais: planaltos, planícies e depressões.
Classificação de Jurandyr Ross