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SOLUÇÃO DO SOLO

Anna Christina Sebaio


IMPORTANTE

• A animação VAMOS FALAR SOBRE SOLOS enfatiza a dependência da


humanidade dos solos e descreve como o desenvolvimento
sustentável é ameaçado por certas tendências de como os solos
são manejados e como a terra é governada. O filme oferece
opções para transformar a nossa gestão dos solos rumo à
sustentabilidade.

• https://www.youtube.com/watch?v=e8uqY0Aqcf0
É Melhor Salvar os Solos

• https://www.youtube.com/watch?v=fNNoDjGf0rE
A importância do solo como recurso para uma vida
mais sustentável

• https://www.youtube.com/watch?v=9NqgxdoJwV0
• O solo é constituído por três fases: uma sólida, uma líquida e
uma gasosa. A fase sólida é composta de uma fração mineral e
uma fração orgânica.
• Abordando a composição da fração sólida mineral do solo,
destaca-se que a importância do conhecimento mais detalhado
da fase sólida deve-se ao seu íntimo contato com a fase líquida,
a solução do solo.
• É da solução do solo que as plantas retiram os nutrientes
necessários ao seu crescimento e desenvolvimento, mas é a
fase sólida que controla, em grande parte, a composição da
solução do solo.
• A solução solo contém materiais dissolvidos provenientes dos
processos químicos e bioquímicos do solo e provenientes da troca
com a hidrosfera e biosfera.
• Este meio transporta espécies químicas para as partículas do solo,
mantendo um contato íntimo entre os solutos e as partículas do
solo.
• Além de fornecer água para crescimento de planta, é um meio
essencial para a troca de nutrientes da planta entre as raízes e
terra sólida
• O estudo da solução do solo envolve a sua amostragem no campo
ou em laboratório. Obter uma amostra de solução de solo é
frequentemente muito difícil porque a parte mais significante está
confinada em vasos capilares e filmes de superfície.
• O meio mais direto é a coleta da água de drenagem
• A solução do solo pode ser isolada do solo através da separação mecânica
por centrifugação.
• Contudo, esse método, bem como os demais, não for
• necem garantias de que a "real" solução do solo foi extraída. Isso ocorre
devido a grande heterogeneidade da solução do solo, mesmo entre poros
vizinhos, bem como pelo seu caráter dinâmico. Qualquer alteração na
umidade, temperatura, pressão, entre outros fatores, alteram a
composição solução do solo.
• O material mineral dissolvido no solo está presente na forma de íons.
Proeminentes entre os cátions estão H+ , Ca2+, Mg2+, K+ , Na+ , e
normalmente quantidades menores de Fe2+, Mn2+, e Al3+
Propriedades da argila: parte sólida

• Ela é chamada de fração ativa do solo, por ser onde ocorre os


fenômenos de trocas (ocorrem reações químicas) de grande
importância fertilidade do solo e à boa nutrição aos vegetais.
• A argila retém fracamente os nutrientes, logo facilmente libera a
solução do solo, para serem absorvidos pelas raízes através dos
fenômenos de trocas.
• A fração areia não possui esta propriedade. - A argila possui
grande superfície especifica (área de contato) por unidade de
peso.
• A superfície especifica tem uma relação inversa ao tamanho das partículas
(textura do solo).
• Quanto mais grossa for a textura em uma mesma unidade de peso, menor será a
superfície especifica, e viceversa.
• Na superfície das argilas existem cargas elétricas, que atraem íon (cátions e
ânions) e água.
• Desta forma os nutrientes ficam presos ao solo, e são protegidos contra a
lavagem (lixiviação), devido a essa força atrativa. Lixiviação (fertilidade):
processo pelo qual ocorre perda (arrastamento, lavagem) de nutrientes para as
camadas mais profundas do solo, através da agua tanto da chuva quanto
provindas da irrigação. A lixiviação tem relação direta com a textura do solo. •
• A argila retém fortemente a agua, o excesso tem percolação muito lenta
• Dependendo da espécie mineralógica que deu origem e dos
mecanismos de intemperismo e transporte, o solo apresenta
diferentes conteúdos das frações: areias, siltes ou argilas.

• O tamanho relativo dos grãos do solo é chamado de textura e sua


medida de granulometria (escala granulométrica ), para
classificação da textura do solos.
O que é o solo?

• https://www.youtube.com/watch?v=lBRFa_cMfG8

• https://www.youtube.com/watch?v=l0EyA9dnVMY
PROPRIEDADES FISICAS

• As propriedades físicas,
químicas e biológicas do solo
são determinadas pelo
processo geológico de sua
formação, origem dos
minerais, e sua evolução de
acordo com o clima e o relevo
do local, além dos organismos
• Os minerais que estão presentes nos solos podem ser herdados, ou
originam-se a partir dos constituintes minerais das rochas pela ação
dos fatores de formação do solo ao longo do tempo (intemperismo).
• As rochas fragmentam-se, dissolvendo-se e liberam elementos
(cátions e ânions) que podem se organizar em novas estruturas,
originando novos minerais.
• A composição mineralógica do solo depende do material de origem e
do grau de intemperização a que esteve submetido.
• Assim, solos de regiões tropicais têm composição mineralógica
bastante diferente da dos solos de regiões temperadas, pois se
desenvolvem sob condições quentes e úmidas, favorecendo a
presença de minerais em estádios mais avançados de intemperismo.
MACRO E MICRO NUTRIENTES

• Como todo ser vivo, as plantas necessitam de água e de diferentes


moléculas orgânicas para sua sobrevivência.

• Portanto, os elementos que compõem a água (H2O) e qualquer


molécula orgânica (C, O, H) obviamente têm sua essencialidade
totalmente comprovada.

• Esses elementos são absorvidos pelas plantas a partir da água


absorvida pelas raízes e do CO2 absorvido via fotossíntese.
• Juntamente a esses três elementos, mais seis são absorvidos e
exigidos em quantidades superiores aos demais: nitrogênio (N),
fósforo (P), enxofre (S), potássio (K), cálcio (Ca) e magnésio (Mg),
formando os chamados macronutrientes.

• Já os micronutrientes, que são exigidos em quantidades inferiores


aos nove anteriormente citados, são: ferro (Fe), manganês (Mn),
zinco (Zn), cobre (Cu), boro (B) molibdênio (Mo) e cloro (Cl).
ELEMENTOS BENÉFICOS

• Com a evolução das pesquisas na área de nutrição mineral de plantas,


foram identificados alguns elementos que podem ser considerados
essenciais para algumas espécies ou mesmo substituir parcialmente a
função de elementos essenciais.
• Outros, quando em concentrações muito baixas, estimulam o
crescimento de plantas, porém sua essencialidade não é demonstrada
ou, apenas demonstrada sob determinadas condições especiais.
• Esses elementos têm sido classificados como elementos benéficos.
• Existem casos em que o efeito positivo do elemento no crescimento da
planta decorre de aumento da resistência a pragas e a doenças, ou
favorecem a absorção de outros elementos essenciais. São considerados
elementos benéficos Al, Co, Ni, Se, Si, Na, V.
Funções dos Elementos Essenciais

• O N geralmente é exigido em grandes quantidades pelos vegetais,


encontrando-se em concentrações que variam de 1 a 5 dag/kg da
matéria seca.
• De maneira geral, é observado em maiores concentrações nos
tecidos das espécies pertencentes à família Leguminoseae. Para a
maioria das culturas, sua absorção ocorre preferencialmente na
forma de NO3 - , exceto em solos sob condições adversas a
nitrificação. Uma vez absorvido o NO3 - é reduzido e incorporado
em compostos orgânicos.
• O N é constituinte de aminoácidos, nucleotídeos, coenzimas, clorofila,
alcalóides, e outros.
• Na ausência desse elemento, o principal processo bioquímico afetado na
planta é, justamente, a síntese protéica, com conseqüências no seu
crescimento.
• O amarelecimento ou clorose das folhas mais velhas, como sintoma de
deficiência de N, decorre da inibição da síntese de clorofila.
• Plantas com excesso de N apresentam folhas de coloração verde escura,
com folhagem suculenta, tornando-a mais susceptível às doenças e
ataque de insetos ou déficits hídricos.
Abaixo é apresentada a escala de textura utilizada
para solo.

• Os horizontes do solos ou seja, camadas


que diferenciam-se entre si são formados a
partir da modificação do material original,
por meio dos processos de intemperismo,
apresentando diferentes colorações de
acordo com o grau de hidratação do ferro,
dos teores de cálcio e óxido de sílício, além
do teor de matéria orgânica nas camadas
superficiais.
• O perfil do solo, é então, o conjunto dos
horizontes e/ou camadas que abrangem,
verticalmente, desde a superfície até o
material originário. Os solos apresentam
grande variedade ao longo de uma mesma
região e entre diferentes regiões.
• Os solos tropicais são mais profundos e mais quentes que os solos de
clima temperado.
• Possuem mais alumínio que sílica e apresentam uma capacidade de troca
catiônica – CTC- menor que os solos formados em clima temperado.
• A decomposição da matéria orgânica é mais rápida e as plantas absorvem
mais água em comparação aos solos de clima temperado.
• Como há maior lixiviação de cátions em solos ácidos, arenosos, com
baixo teor de matéria orgânica e baixa CTC, há maior possibilidade de
uma substância atingir a água subterrânea.
• A vegetação que cresce nesses solos tem capacidade de absorver
poluentes e muitas vezes produzir safras aparentemente normais,
mas que podem apresentar riscos ao consumo humano e de outros
animais.
• O tipo de material constituinte e sua granulometria influem nas
propriedades do solo e nos mecanismos de atenuação e transporte
de poluentes.
• As propriedades físicas do solo
(textura, estrutura, densidade,
porosidade, permeabilidade,
fluxo de água, ar e calor) são
responsáveis pelos mecanismos
de atenuação física de poluentes,
como filtração e lixiviação,
possibilitando ainda condições
para que os processos de
atenuação química e biológica
possam ocorrer.
• Um mineral é um sólido homogêneo, com uma composição
química definida e um arranjamento atômico ordenado. Os
minerais são, primeiramente, divididos em classes, dependendo
do ânion ou do grupo aniônico dominante.
• As classes são: a) elementos nativos, b) sulfitos, c) sulfosais, d)
óxidos e hidróxidos, e) haletos, f) carbonatos, g) nitratos, h)
boratos, i) fosfatos, j) sulfatos, l) tungstatos, m) silicatos. Essas
classes são, então, subdivididas com base na estrutura química
e nas semelhanças na estrutura .
• Os elementos nativos, sulfosais, nitratos, boratos e tungstatos,
pertencem às classes de minerais de menor importância em solos.
• Os minerais dos solos também podem ser divididos em minerais
primários e minerais secundários, com tamanho variando desde
<0,002 mm até matacão e rochas
• Um mineral secundário é aquele resultante da intemperização de um
mineral primário, quer seja pela alteração da estrutura, quer pela
reprecipitação de produtos da intemperização de um mineral
primário. São formados por reações em baixas temperaturas,
podendo originar-se de rochas sedimentares ou de processos de
intemperização dos solos. Os minerais secundários comuns em solos
são os aluminossilicatos, como a caulinita e a montmorilonita; os
óxidos, como a gibbsita; os materiais amorfos, como o alofano, o
enxofre e os carbonatos. As classes de minerais primários e
secundários não são mutuamente exclusivas, ocorrendo, em alguns
minerais, em ambas as classes.
Na Figura abaixo são apresentadas a escala das
características de permeabilidade e drenagem dos
solos relacionada textura.
• O movimento da água no solos se
dá em um meio poroso
heterogêneo, onde o tamanho, a
forma e as conexões entre os
vazios do solo e a viscosidade do
fluído determinam a velocidade
de passagem. Assim, o transporte
e mobilidade de poluentes no solo
dependem também da forma e
tamanho das partículas que
compõem um dado solo, assim
como do seu grau de
compactação.
• A água que percola através dos solos, por ação da gravidade, é
somente uma parte da água intersticial .
• Para fins práticos, não há um grande interesse sobre como se
processa o escoamento através dos poros, mas sim pelo fluxo
resultante através de uma porção de solo, o qual é influenciado
pelo coeficiente de permeabilidade do solo, ou seja, pela sua
condutividade hidráulica.
• Este coeficiente é um índice da maior ou menor dificuldade que o
solo opõe � percolação de água através de seus poros.
• As propriedades químicas dos solos (pH, teor de nutrientes,
capacidade de troca iônica, condutividade elétrica e matéria
orgânica) são, ao lado da atividade biológica, responsáveis pelos
principais mecanismos de atenuação de poluentes nesse meio.
• Entre estes podem ser destacados a adsorção, a fixação química,
precipitação, oxidação, troca e a neutralização que
invariavelmente ocorrem no solo e através do manejo de suas
propriedades podem ser incrementados.
• O fenômeno de troca de íons no solo junto com a fotossíntese são
reações que possibilitam a vida na Terra. Os cátions retidos nos
colóides do solo podem ser substituídos por outros cátions. O solo
é capaz de reter íons positivos e permutá-los por quantidades
estequiométricas equivalentes.
• A capacidade de troca de
cátions de um solo é dado pela
somatória das bases
(potássio+cálcio+magnésio+sód
io) mais a acidez potencial
(alumínio + hidrogênio).
• A matéria orgânica (humus) do
solo inclui todos os compostos
orgânico, exceto os materiais não
decompostos e os organismos
vivos (biomassa). A matéria
orgânica pode ajudar no
aquecimento do solo, no
suprimento de nutriente para as
plantas, permite troca de gases,
estabiliza a estrutura e aumenta
permeabilidade. Os organismos
do solo são responsáveis pelos
processos de decomposição.
• https://cetesb.sp.gov.br/solo/propriedades/

• http://mineralogiaequimicadosolo.blogspot.com/2014/04/compos
icao-da-fase-solida-mineral-do.html

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