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Curso de Fotografia

Básica e Intermediária
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Básico

 Introdução...............................................................02
 Aula 01 - Os Megapixels..................................................03
 Aula 02 - A Exposição....................................................05
 Aula 03 - A Abertura do Diafragma........................................07
 Aula 04 - A Velocidade do Obturador......................................09
 Aula 05 - A Sensibilidade ISO............................................10
 Aula 06 - O Balanço de Brancos...........................................12
 Aula 07 - A Compensação de Exposição.....................................13
 Aula 08 - A Profundidade de Campo........................................15
 Aula 09 - A Distância Focal..............................................19
 Aula 10 - O Sensor.......................................................21
 Aula 11 - O Fator de Corte...............................................22
 Aula 12 - RAW vs JPEG....................................................24
 Aula 13 - Os Tipos de Câmeras - Parte 1..................................27
 Aula 14 - Os Tipos de Câmeras - Parte 2..................................31
 Aula 15 - Entendendo as Lentes...........................................37

Módulo Intermediário

 Introdução...............................................................42
 Aula 01 - Programas Essenciais...........................................43
 Aula 02 – Panning........................................................46
 Aula 03 - Fotos Panorâmicas..............................................48
 Aula 04 - Light Painting.................................................54
 Aula 05 - Bracketing e HDR...............................................58
 Aula 06 - Focus Stacking.................................................68
 Aula 07 - Efeito Cutout..................................................70
 Aula 08 - Macrofotografia - Parte 1......................................71
 Aula 09 - Macrofotografia - Parte 2......................................73
 Aula 10 - Macrofotografia - Parte 3......................................76
 Aula 11 – Exif...........................................................79
 Aula 12 - Cartões de Memória.............................................83
 Aula 13 - O Histograma...................................................93
 Aula 14 - Introdução ao Lightroom........................................98
 Aula 15 - Postura com a Câmera...........................................98
 Aula 16 - Filtros e Anéis...............................................100
 Aula 17 – Acessórios....................................................113
 Aula 18 - Composição e Enquadramento....................................120

 Dicas Diversas

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Básico - Introdução

Antes de qualquer coisa, vamos a uma pequena introdução à fotografia.

A palavra Fotografia vem do Grego "fós"(luz) e "grafis"(pincel), e significa


"desenhar com a luz". A fotografia foi inventada a mais de um século e meio, e
desde então, muitas inovações aconteceram. Desde a invenção da Fotografia Digital,
ela tem sido cada vez mais aprimorada, assim como a informática, em velocidades
assustadoramente rápidas.

Poucos anos após sua invenção, a qualidade das fotografias digitais já conseguem
alcançar uma qualidade quase igual as melhores conseguidas com filmes comuns.

No mercado atual, existem centenas de opções de câmeras digitais, desde as mais


simples e baratas, até as mais complexas e sofisticadas de preços mais altos. Este
é um dos fatores que tem dificultado a sua popularização. A boa notícia é que com
o passar dos anos, a tendência é que assim como na informática, os preços fiquem
cada vez mais baixos, mesmo para os melhores modelos.

Dia após dia os preços caem cada vez mais. Uma câmera digital que a 5 anos atrás
você não compraria por menos de R$ 800, hoje em dia talvez você encontre uma do
mesmo modelo mais atualizado por menos de R$ 300.

Em conjunto com as câmeras digitais, o mercado também conta com inúmeros programas
de edição, que tem se tornado cada vez mais populares. Alguns são pagos, outros
gratuitos, mas uma coisa que não se pode negar é que cada vez mais, a utilização
destes programas tem se tornado mais fácil. Hoje em dia não é preciso ser nenhum
especialista para se conseguir fazer simples correções e edições em suas fotos.
Muitos dos programas oferecidos já fazem praticamente tudo por você, é só questão
de apertar um botão ou deslizar uma barra de ajuste.

Uma dúvida comum, com tantas opções no mercado é: que câmera comprar? Temos
dezenas de especificações apresentadas pelos vendedores e as vezes ficamos um
pouco perdidos em meio a tantas palavras que nem sabemos exatamente o que
significam e para que elas servem.

Módulo Básico - Aula 01 - Os Megapixels

Para entender melhor toda essa salada de frutas de palavras confusas, nas próximas
aulas iremos aprender algumas das principais denominações comumente utilizadas na
fotografia digital.

Os Megapixels

Para entendermos o que é um Megapixel, primeiro precisamos entender o que é o seu


elemento menor, o Pixel. Pixel é o menor elemento em um dispositivo de exibição
(tal como o monitor de seu computador, ou o visor LCD de sua câmera) ao qual é
possível atribuir uma cor. Simplificando, pixels são minúsculos pontinhos de uma
determinada cor, que agrupados, formam uma imagem inteira. Vamos a um exemplo.
Observe a imagem abaixo:

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Observe a imagem como um todo, depois olhe para a estrela marcada com o quadrado
vermelho. Esta estrela é a mesma da imagem anterior, ampliada 32 vezes.

A olho nu não conseguimos ver estes pontos individualmente. São tão pequenos que
só conseguimos ver a imagem como um todo. Por exemplo, quando dizemos que a
resolução de determinada imagem é de 640 x 480, estamos querendo dizer que esta
imagem é composta por 640 pixels horizontais, multiplicados por 480 pixels
verticais.

Para saber a quantidade total de pixels de uma imagem, devemos multiplicar estes
valores. Neste mesmo exemplo, multiplicando 640 por 480, temos o resultado de
307.200 pixels.

Agora que você já sabe o que é Pixel, vamos entender mais sobre o Megapixel. Um
megapixel equivale a 1 milhão de pixels. Se tivermos uma imagem quadrada com
resolução 1000 x 1000, podemos dizer que esta imagem tem resolução de 1 megapixel,
já que se multiplicarmos 1000 por 1000, teremos o resultado de 1 milhão, o valor
exato equivalente a um megapixel.

A maioria das imagens não são quadradas, mas mesmo que multipliquemos outros
valores de resolução da imagem, se o resultado final for o mesmo, ainda assim
podemos dizer que esta mesma imagem tem 1 megapixel. Exemplos: 2000 x 500, 250 x
4000, etc.

Valores acima de 1 megapixel funcionam da mesma maneira. Assim como 1 milhão de


pixels equivale a 1 megapixel, 2 milhões de pixels equivale a 2 megapixels, 3
milhões de pixels a 3 megapixels e assim por diante. Sabendo disso, você pode
imaginar a quantidade de pixels das atuais câmeras na faixa dos 12 megapixels?
Isso mesmo, estas câmeras produzem imagens com aproximadamente 12 milhões de
pixels, uma quantidade realmente impressionante, capaz de exibir imagens de
altíssima qualidade.

A quantidade de megapixels de uma câmera está diretamente relacionada a qualidade


da imagem que ela pode produzir, porém, este não deve ser o único fator a ser
considerado para determinar a qualidade final da imagem. Mais adiante veremos o
porquê.

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Módulo Básico - Aula 02 - A Exposição

A Exposição

Simplificando, a exposição é a quantidade de luz que usamos para formar uma foto.
Tudo o que vemos reflete luz. As câmeras fotográficas funcionam de maneira similar
ao olho humano. Absorvemos e assimilamos as cores e a luminosidade presente em
determinado ambiente, por isso conseguimos distinguir diferentes formas, cores e
tamanhos. Foi partindo deste princípio que a fotografia foi inventada. Tons mais
escuros como o preto, absorvem mais luz, enquanto que os tons mais claros, como o
branco, refletem mais luz.

Experimente colocar uma fonte de luz (um abajur, uma lanterna, qualquer fonte de
luz) em frente a uma cartolina preta, por exemplo, e depois em frente a uma
cartolina branca. Você pode observar que a cartolina branca vai refletir muito
mais luz. Este princípio de reflexão de luz é o mesmo usado nos rebatedores, que
estudaremos mais tarde.

Imagine a luz se dividindo em vários pedaços minúsculos. Cada pedaço de luz


carrega um pouco de informação, sobre o quanto ela deve ser clara ou escura e qual
cor ela deve ter. No caso de nós humanos, absorvemos esta informação pelos olhos e
interpretamos pelo cérebro, e no caso das câmeras, tente imaginar o olho sendo a
lente e o cérebro sendo o sensor (ou filme, no caso das câmeras de filme). Mais
tarde entenderemos melhor o que é e para que serve o sensor, por hora, tente
imaginá-lo apenas como o cérebro da câmera.

Para que possamos criar uma fotografia, devemos deixar entrar no sensor uma certa
quantidade de luz por um determinado tempo. Para obter um bom resultado, essa luz
deve ser na medida certa, nem de mais, nem de menos. Se a foto ficar clara demais,
ela estará o que chamamos de superexposta, e se ficar escura demais, estará o que
chamamos de subexposta.

Certas vezes podemos utilizar estes fatores a nosso favor para criar efeitos
criativos de iluminação em determinados assuntos, mas no geral, principalmente
para quem está iniciando, o principal objetivo é conseguir fotos com a quantidade
de luz bem balanceada.

A exposição é baseada em três fatores: abertura do diafragma, velocidade do


obturador e sensibilidade ISO. Calma! Não se preocupe se você pensou "hã?". Vamos
aprender sobre todos estes fatores nas próximas aulas. Você deve estar se
perguntando "mas e como eu vou saber se a foto está bem exposta, eu vou ter sempre
que tirar a foto pra depois verificar?". A resposta é não! Todas as câmeras
digitais atuais possuem um mecanismo interno chamado Fotômetro. Ele mede
precisamente a luz necessária em tempo real para criar a exposição correta.

As câmeras compactas simples, que na maioria das vezes tem todos, ou quase todos
os seus ajustes automáticos, normalmente não exibem na tela a régua de medição do
fotômetro, provavelmente pra não acrescentar detalhes que só confudem a pessoa,
que simplesmente quer tirar uma foto, sem se preocupar com detalhes que só vão
dificultar. Ao contrário disso, as câmeras mais avançadas que permitem ajustes
manuais, exibem esta régua. Varia de câmera para câmera, mas no geral, é mais ou
menos assim:

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O fotômetro da câmera é muito preciso, porém não é perfeito, por isso, ele não vai
acertar a exposição correta em 100% das vezes. Com a experiência, podemos usar ele
como base para criar uma exposição a nosso gosto, com mais ou menos luz,
dependendo da situação. Este retângulo abaixo desta seta que parece um escudo nos
mostra como está a exposição. Se ele estiver no meio, significa que a exposição
está correta, ou seja, que a quantidade de luz necessária para criar uma foto está
perfeita. Se ele estiver mais para a esquerda, significa que a foto vai ficar
subexposta, ou seja, escura demais, e se estiver mais para a direita, significa
que vai ficar superexposta, ou seja, clara demais.

É verdade que mesmo após tirada, é possível dar um tratamento na foto em um


programa de edição, porém, sempre tente fazer a foto na exposição correta, pois
apesar destes programas serem eficientes, nenhum faz milagre. A foto nunca vai
ficar tão natural quanto seria se já tivesse conseguido a exposição correta na
própria câmera. Subexpondo ou superexpondo a sua foto, ela vai perder informações
de cor, o que torna difícil ser recuperado por um programa de edição sem grandes
perdas na qualidade.

A maioria das câmeras dispõem da configuração do modo de medição da exposição


(também chamados de Metering Mode), que podem facilitar muito a sua vida. Descubra
se a sua tem esta função. Se necessário, leia o manual da sua câmera e procure
saber como configurar.

Existem vários tipos de medição, como o de tela inteira, que considera a luz vinda
de toda a cena para determinar a exposição, a de medição central, que considera a
parte do meio da cena, entre outros.

Você com certeza já deve ter tirado foto de uma pessoa com o sol ao fundo, certo?
Deixa eu adivinhar: o fundo ficou claro e visível, e a pessoa, que era o assunto
importante na foto, ficou toda escura, quase como se fosse uma sombra, acertei?
Pois é, isto aconteceu pelo motivo mencionado acima.

Provavelmente o método de medição que a sua câmera usou no momento foi o de tela
inteira, que leva em consideração principalmente as partes mais claras da cena,
neste caso, o sol.

Se nesta hora a medição central tivesse sido usada, o resultado seria diferente. A
câmera levaria em consideração a luz refletida pela pessoa no meio da foto e teria
feito a exposição correta baseada nela. Existem outras maneiras de evitar
situações como esta, mas isto fica para mais adiante.

Por hoje é só, pessoal. Espero que tenham gostado da aula e que tenham entendido.
Não deixem de clicar em um dos botões abaixo de cada post em "Você entendeu?".
Cliquem em "Entendi Tudo", "Entendi Quase Tudo" ou "Não Entendi", para que eu
possa avaliar se minhas explicações estão sendo suficientemente claras.

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Módulo Básico - Aula 03 - A Abertura do Diafragma

Na aula de hoje, vamos aprender sobre o primeiro dos três fatores em que a
exposição é baseada.

A Abertura do Diafragma

O diafragma é o dispositivo que controla a abertura da lente. Ele é composto por


um conjunto de lâminas finas que ficam dentro da lente. O diafragma controla a
quantidade de luz que passa pela lente para chegar ao sensor.

Quanto mais aberto ele estiver, mais luz consegue passar, e quanto mais fechado,
menos luz. São atribuídos diferentes valores numéricos de identificação para cada
abertura determinada.

Estes valores são conhecidos como números f ou f-stop, e seguem sempre um padrão
universal em todas as lentes. Esta é a escala padrão de números f: 1, 1.4, 2, 2.8,
4, 5.6, 8, 11, 16, 22, 32, 45 e 64. Mesmo que agora para você eles pareçam apenas
um conjunto de números aleatórios, se você observar bem, eles seguem uma lógica.
Olhe para a imagem abaixo e observe que os números seguem uma progressão
geométrica intercalada.

Você conhece o ditado "mais é menos"? Pois é, eu diria que ele cai perfeitamente
para descrever os números f. Quanto maior o número f atribuído, menor será a
abertura, e consequentemente, menor será a passagem de luz pelo diafragma. Ao
contrário, quanto menor o número f atribuído, maior será a abertura, e
consequentemente, maior será a passagem de luz pelo diafragma.

Número menor, maior abertura. Número maior, menor abertura. Se isto for difícil
para você lembrar, você pode tentar imaginar estes números como frações. Por
exemplo, 1/2 (um meio), é um valor maior do que 1/4 (um quarto), que por sua vez é
maior do que 1/8 (um oitavo), e assim por diante.

Lembra daqueles exercícios de matemática que você tinha no ensino fundamental,


onde você precisava definir quem comeu mais, o Joãozinho que comeu 1/2 de pizza,
ou a Mariazinha que comeu 1/4 de pizza?

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Agora você usa o mesmo princípio, só que ao invés de fracionar a pizza, você vai
fracionar a luz. O maior valor que você pode ter é 1 (um inteiro), e o menor 1/64
(um sessenta e quatro avos). Você não precisa necessariamente lembrar de todos os
números f da escala, apenas lembrar o que eles representam.

Começando de f/1, até f/64, a cada número f seguinte na escala, a quantidade de


luz que passa pelo diafragma é reduzida pela metade. Com f/1.4, teremos duas vezes
menos luz passando pelo diafragma do que com f/1. Com f/2, duas vezes menos do que
com f/1.4. Com f/2.8, duas vezes menos do que com f/2, e assim progressivamente.

O inverso também funciona da mesma maneira, só que ao invés de dividir pela metade
a quantidade de luz, ela se duplica. Por exemplo, com f/45, teremos duas vezes
mais luz passando pelo diafragma do que com f/64. Com f/32, duas vezes mais do que
com f/45. Com f/22, duas vezes mais do que com f/32, e assim por diante. Toda esta
informação pode ser um pouco difícil de assimilar somente com exemplos técnicos,
então, vamos ver uma imagem explicando visualmente o que eu acabei de explicar. Na
imagem vemos um diafragma abrindo e fechando, com suas aberturas e números f
correspondentes aproximados.

Agora que você aprendeu toda a escala de números f, você deve saber que alguns
destes números raramente são usados e que alguns outros não citados também são
usados. As lentes atuais normalmente tem a sua escala de números f mais reduzida.
A escala mais comum vai de f/1.4 a f/32, dependendo do tipo da lente. Aberturas
com valores f/1, f/45 e f/64 dificilmente são encontrados.

Dentre a escala mais comum, também existem valores intermediários de aberturas que
variam ligeiramente a quantidade de luz que passa pelo diafragma, por exemplo
f/1.8, f/3.5, f/6.3, f/7.1, f/9, f/36, entre outros.

Podemos observar nesta outra imagem as diferentes quantidades de passagem de luz,


dependendo do número f atribuído na exposição. Observe que mesmo pequenos valores
intermediários podem fazer grandes diferenças na quantidade de luz da cena.

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Todos os outros controles de exposição se mantiveram exatamente os mesmos em cada


exemplo, a única coisa alterada foi a abertura do diafragma. Clique na imagem para
visualizar em tamanho maior.

Além de contribuir para o ajuste da exposição, a abertura do diafragma também tem


outra função importante, mas isto é assunto para mais adiante, por hoje já tivemos
informações o suficiente para assimilar.

Módulo Básico - Aula 04 - A Velocidade do Obturador

A Velocidade do Obturador

O obturador é um dispositivo mecânico que abre e fecha, ele fica no interior do


corpo da câmera, um pouco atrás do diafragma da lente. Ele controla por quanto
tempo a luz que passa pelo diafragma vai ficar exposta ao sensor. É uma espécie de
cortina que protege o sensor da luz, e quando acionado o disparador, ele se abre.
Quanto mais tempo ele se mantém aberto, mais luz passa, e quanto menos tempo,
menos luz.

É muito simples de entender. Vamos a um exemplo. Pegue 3 copos e uma jarra. Deixe
os copos vazios e encha a jarra de água. Em um dos copos, despeje água
rapidamente, por cerca de meio segundo. No outro, despeje água por cerca de 1
segundo. Por fim, no último dos copos, despeje água por cerca de 3 segundos.
Façamos uma análise: qual dos três copos tem mais água?

O último, é claro, porque você deixou a água cair da jarra por mais tempo, e
consequentemente a quantidade de água que veio da jarra para o copo foi maior. Com
a velocidade do obturador funciona da mesma maneira, só que ao invés de ser uma
jarra com água, é a luz que entra, e ao invés de ser um copo, é o obturador que
recebe. Se você deixar a luz entrar por mais tempo, a foto vai ficar mais clara,
já se você deixar entrar por menos tempo, vai ficar mais escura.

A velocidade do obturador normalmente vai de 30 segundos a 1/8000 segundos. As


câmeras mais comuns, as chamadas compactas, normalmente não exibem, e muito menos
permitem ajustar a velocidade do obturador, tudo isso é ajustado automaticamente
pela câmera, para o fotógrafo ter apenas o trabalho de apontar e clicar. Já as
câmeras mais avançadas sempre permitem este ajuste.

Para velocidade 1/100, por exemplo, a câmera normalmente vai exibir apenas o 100.
Para velocidades de 1 segundo ou mais lentas, a câmera mostra um sinal de aspas
após o número, por exemplo 1" significa que a velocidade do obturador é de 1
segundo, 2", de 2 segundos, 3" de 3 segundos e assim por diante.

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Assim como a abertura do diafragma, a velocidade do obturador, além de contribuir


para equilibrar a exposição, também tem outra função importante. Já que esta aula
sobre o obturador é um pouco mais curta, vou aproveitar para explicar esta função
nesta mesma aula. Dependendo da velocidade que usamos, podemos criar efeitos
criativos de movimento ou congelamento para determinados assuntos. Observe a
imagem abaixo. Repare que a mesma foto pode ter diferentes resultados, dependendo
da velocidade usada. Clique na imagem para visualizar em tamanho maior.

No primeiro exemplo, com velocidade de 1/3s, repare como a foto ganhou uma
sensação de movimento. No segundo exemplo, com velocidade de 1/200s, o efeito foi
completamente diferente, a água parece estar congelada. Altas velocidades podem
ser usadas para congelar coisas realmente rápidas. Podemos congelar por exemplo, o
movimento das asas extremamente rápidas de um beija-flor, ou ainda um carro de
fórmula 1 a toda velocidade.

Usando velocidades mais baixas, as coisas que estão em movimento criam um efeito
embaçado, que transmite a sensação de movimento na foto. Mas muito cuidado,
velocidades muito baixas podem ser uma faca de dois gumes. Muitas das vezes a
ideia é apenas criar uma foto com a sensação de movimento para o assunto
fotografado em questão, e não criar uma cena toda borrada com todos os assuntos da
cena indistinguíveis.

O movimento da própria câmera pode afetar no efeito de embaçamento, e isto pode


arruinar a foto. Sempre que for usar velocidades muito baixas, opte por usar um
tripé, ele pode facilitar muito as coisas.

Por hoje é só, pessoal. Espero que estejam gostando e entendendo bem as aulas. Na
próxima aula aprenderemos sobre o terceiro e último fator em que a exposição é
baseada, a sensibilidade ISO.

Módulo Básico - Aula 05 - A Sensibilidade ISO

A Sensibilidade ISSO

A sensibilidade ISO, também conhecida por velocidade ISO, é a medida de


sensibilidade do sensor a luz. Algumas vezes, ISO também pode ser referido como
ASA, como era chamado antigamente nas câmeras de filme. Quanto maior o número ISO,
maior será a sensibilidade do sensor a luz. A escala ISO mais comum vai de 100 a
3200, mas atualmente já existem câmeras que chegam a valores exorbitantes de ISO
102400.

Geralmente, quando vamos fotografar em um ambiente bastante iluminado, deixamos o


valor ISO mais baixo, para que a foto não fique clara demais. Já em ambientes de
pouca luz, normalmente deixamos o valor ISO mais alto, para que a foto não fique
escura demais.

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A cada valor de ISO que aumentamos, a sensibilidade do sensor a luz dobra. Por
exemplo, em ISO 200, o sensor é duas vezes mais sensível a luz do que em ISO 100.
Em ISO 400, o sensor é duas vezes mais sensível do que em ISO 200, e assim por
diante. O mesmo vale para o contrário, só que dividindo a luz pela metade. Por
exemplo, em ISO 1600, o sensor é duas vezes menos sensível a luz do que em ISO
3200. Em ISO 800, o sensor é duas vezes menos sensível do que em ISO 1600, e assim
por diante.

Veja um exemplo de como a sensibilidade ISO afeta a exposição. A abertura do


diafragma e a velocidade do obturador foram mantidas as mesmas em todos os
exemplos, somente a sensibilidade ISO foi alterada para efeito de comparação.
Clique na imagem para visualizar em tamanho maior.

Assim como a abertura do diafragma e a velocidade do obturador, a sensibilidade


ISO tem outro efeito na foto além de afetar a exposição, só que infelizmente,
diferente dos outros dois fatores, é um ponto negativo. Este ponto negativo chama-
se ruído. O ruído deixa a imagem com pontinhos de cores e iluminação, deixando a
foto menos nítida. Sabe aquela foto que você tira em seu celular à noite em que
principalmente as partes pretas da foto aparecem com pontinhos ou pequenas
manchas? Isto é o ruído. Vejamos um exemplo. Observe nesta imagem a parte marcada
em vermelho.

Aplicando um zoom nesta área, em diferentes sensibilidades ISO podemos ver


claramente a perda de cores e nitidez que o ruído causa. Clique na imagem para
ampliar.

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Saber conciliar abertura do diafragma, velocidade do obturador e sensibilidade ISO


para obter o efeito que se deseja e ao mesmo conseguir uma exposição equilibrada
não é uma tarefa nada fácil. Mas não desanime, a fotografia não é nenhum bicho de
sete cabeças. Com força de vontade para aprender e muito treino, mesmo as maiores
dificuldades vão parecer brincadeira de criança para você.

Leia, releia, treine, erre, treine mais, acerte, e nunca pare de querer aprender.
A fotografia é uma escada com infinitos degraus. Mesmo quando você acha que já
sabe tudo, sempre tem algo novo para aprender.

Finalmente chegamos ao fim dos fatores em que a exposição é baseada. Se você


acompanhou as aulas anteriores, após terminar de ler esta, tenho certeza que o seu
conhecimento sobre fotografia aumentou muito nos últimos dias. Cada informação que
você leu aqui e assimilou vai lhe ser muito útil para criar novas possibilidades.

Módulo Básico - Aula 06 - O Balanço de Brancos

O Balanço de Brancos

O balanço de brancos nos permite obter as cores mais fiéis a realidade o poss ível,
dependendo da fonte de luz da cena. Conforme a luz que ilumina a nossa cena, as
cores podem ficar um pouco diferentes das que vemos com os nossos olhos. Isto
acontece por causa da temperatura de cor. Cada tipo de luz tem uma temperatura de
cor diferente. A temperatura de cor é medida em Kelvin. Se você tem ou já teve uma
câmera digital, com certeza já tirou muitas fotos.

Fotografamos nos mais diversos lugares com diferentes fontes de iluminação. Sob a
luz do sol, em dias nublados, à noite em nossa casa sob a luz de uma lâmpada de
tungstênio ou fluorescente, ou ainda com a luz emitida pelo flash. O olho humano é
muito versátil. Sob qualquer fonte de iluminação ele vai enxergar sempre as cores
reais. O branco vai ser sempre branco, seja sob a luz do sol, sob a luz de uma
lâmpada ou qualquer outra fonte de luz.

Infelizmente a câmera não tem a mesma inteligência do olho humano para conseguir
detectar sempre a fonte de luz exata e aplicar as correções de luminosidade para
que a cor seja totalmente fiel a realidade. Precisamos dizer pra câmera que o
branco é branco, que o azul é azul, que o amarelo é amarelo, e assim por diante.
Você com certeza já tirou uma foto sob uma lâmpada de tungstênio(aquelas amarelas)
e quando foi ver o resultado, parecia que a sua pele tinha sido pintada de
amarelo, certo?

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Isto aconteceu porque a câmera não estava com a configuração certa de temperatura
de cor. Simplificando, é como se a câmera não soubesse que branco é branco e que
cor de pele é cor de pele. Ao invés disso, ela pensou que branco era bege e que
cor de pele era amarelo, por isso a foto saiu com as cores que não devia.

Todas as câmeras digitais atuais permitem a regulagem do balanço de brancos, mesmo


as mais simples. Procure no manual da sua câmera como mudar o balanço de brancos.
Conforme a fonte de luz do lugar em que for fotografar, ajuste o balanço de
brancos para a luz equivalente. As câmeras também dispõem da configuração
automática do balanço de brancos, no entanto, é recomendado usar esta opção
somente quando não há muito tempo para fazer a foto.

Como eu disse, a câmera não é muito inteligente por si só. Ela faz um trabalho
satisfatório na maioria das coisas em que opera no modo automático, mas a
inteligência automática de uma máquina não se compara a de um humano, portanto,
sempre prefira fazer ajustes manuais para obter melhores resultados.

Na imagem abaixo, podemos ver uma comparação dos diferentes tipos de balanço de
brancos usados em uma mesma cena. As fotos foram feitas sob a iluminação de luz
fluorescente em todos os exemplos, somente as configurações da câmera foram
modificadas. Observe como as cores ficam 100% fiéis no ajuste equivalente a luz
fluorescente. No ajuste automático até que não ficou ruim, mas ainda assim não se
compara ao ajuste para luz fluorescente feito manualmente. Clique na imagem para
ampliar.

Módulo Básico - Aula 07 - A Compensação de Exposição

A Compensação de Exposição

É muito simples, como a palavra já diz, você vai compensar a exposição. Quando uma
foto fica escura demais ou clara demais, você pode recorrer a compensação de
exposição. Se ficar escura demais, você vai compensar positivamente a exposição, e
se ficar clara demais, você vai compensar negativamente. A compensação de
exposição é abreviada como EV+ para compensação positiva ou EV- para compensação
negativa. As letras EV vem de Exposure Value(valor de exposição).

Normalmente as câmeras atuais permitem compensar a exposição entre EV -2 e EV +2,


com intervalos de EV 0.3. Para saber como alterar a compensação de exposição em
sua câmera, recomendo que leia o seu manual.

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A compensação de exposição pode servir como um método alternativo para criar


diferentes efeitos de iluminação em suas fotos com câmeras que não permitem os
ajustes manuais de exposição mencionados nas aulas anteriores.

Em câmeras que permitem ajustes manuais, você pode usar a compensação de exposição
para equlibrar a exposição como um todo, clareando as áreas escuras demais ou
escurecendo as áreas claras demais. Ás vezes, quando o fotômetro considera a
iluminação de toda a cena medida em um assunto principal muito escuro, por
exemplo, o restante da cena pode ficar clara demais, deixando somente o assunto
com a exposição certa.

Da mesma maneira, se o fotômetro fizer a medição em um assunto muito claro, todo o


restante da cena tende a ficar escura demais. Algumas vezes pode ser este mesmo o
objetivo para criar uma composição criativa, mas se este não for o caso, a
composição de exposição é bastante útil nestas situações.

Vejamos um exemplo. Aqui temos uma foto normal com EV 0, ou seja, sem nenhuma
compensação de exposição positiva ou negativa.

Ao compensar a exposição positivamente, teremos resultados como na imagem abaixo.


Clique na imagem para ampliar.

E ao compensar a exposição negativamente, teremos resultados como na imagem


abaixo. Clique na imagem para ampliar.

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Módulo Básico - Aula 08 - A Profundidade de Campo

A Profundidade de Campo

Simplificando, a profundidade de campo define quais áreas da foto vão estar em


foco e quais vão estar em desfoque. Todos sabem que uma parte da foto que está
nítida e clara, é aquela que está em foco. Já aquela que está borrada e suave, é
aquela que está em desfoque.

Sabe aquelas fotos com o primeiro plano(normalmente uma pessoa) em foco e o fundo
totalmente desfocado? Aposto que você acha lindo este efeito e sempre quis tirar
uma foto igual com a sua câmera compacta automática, mas nunca conseguiu fazer
igual, não é? Isto se deve ao fato da manipulação da profundidade de campo. Este
efeito de primeiro plano focado e fundo desfocado, podemos chamar de "Bokeh", um
termo que vem do japonês, que literalmente se traduz como "desfoque".

Conhecendo o funcionamento deste efeito, podemos manipulá-lo para criar resultados


criativos a nosso gosto. Para manipular este efeito, você precisa saber em
primeiro lugar como configurar adequadamente o foco da sua câmera. Como eu sempre
recomendo, leia o manual da sua câmera para entender melhor as suas funções e como
usá-las.

Dependendo do tipo de câmera que se usa, o foco pode ser automático ou manual. Em
boa parte das vezes, usando o foco automático, definimos o ponto central de foco
com um pequeno retângulo no centro do visor LCD, ou do visor óptico, no caso das
câmeras mais avançadas.

Como boa parte das abreviações usadas na fotografia, a profundidade de campo


também tem uma que se origina do inglês. Podemos abreviar para "DOF", que vem de
"Depth of Field", profundidade de campo em inglês. Com a profundidade de campo, ao
definirmos o ponto central de foco mencionado anteriormente, podemos escolher o
quanto as outras partes da cena ao redor deste ponto estarão focadas ou
desfocadas.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Quando dizemos que uma foto tem uma grande profundidade de campo, queremos dizer
que a maioria, ou todos os elementos contidos na cena estão em foco. Ao contr ário,
quando dizemos que uma foto tem uma pequena profundidade de campo, queremos dizer
que existe somente um, ou poucos elementos na cena que estão em foco.

Para fazer bom uso da profundidade de campo a nosso gosto, além de definir o ponto
central de foco, temos que ter em mente alguns fatores que influenciam este
efeito. O primeiro deles, é a abertura do diafragma. Usando grandes aberturas,
como f/2.8 pra cima, teremos uma profundidade de campo bastante pequena, ou seja,
poucos elementos na cena estarão em foco.

Usando aberturas médias, como f/5.6 ou f/8, teremos uma profundidade de campo um
pouco maior, mas não total. E finalmente, usando pequenas aberturas como f/16 pra
cima, teremos uma profundidade de campo bem grande, deixando todos, ou quase todos
os elementos da cena em foco. Estas coisas de menor número, maior abertura, menor
profundidade de campo, etc, podem confundir você um pouco no começo, mas com muito
treino, isto vai se tornar praticamente automático em sua cabeça.

Para facilitar, desta vez você pode levar ao pé da letra a relação dos números f
com a profundidade de campo. Números f menores, de fato produzem menores
profundidades de campo, assim como números f maiores, produzem maiores
profundidades de campo. Só não esqueça que a abertura do diafragma é um dos
fatores que afetam diretamente no equilíbrio da exposição, então quando for usar a
abertura do diafragma de forma criativa para manipular a profundidade de campo,
não esqueça de equilibrar as perdas equivalentes com a velocidade do obturador e a
sensibilidade ISO.

Como imagens falam mais do que palavras, observe alguns exemplos que ilustram como
as diferentes aberturas e diferentes pontos centrais de foco influenciam no
resultado final da foto. Clique nas imagens para ampliar.

Neste exemplo vemos o ponto central de foco na mulher, usando uma abertura média,
f/5.6. Neste caso, como a profundidade de campo não é tão grande, objetos que
estão à frente dela, como o arbusto, e objetos que estão ao fundo, como a árvore,
vão ficar levemente desfocados. No entanto, abertura f/5.6 não nos dá uma
profundidade de campo tão pequena, portanto conseguimos manter todo o corpo da
mulher em foco.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Aqui temos outro exemplo de abertura média, f/8, com o ponto central de foco na
árvore. Temos toda a árvore focada, mas a mulher e o arbusto à frente dela ainda
levemente desfocados.

Com esta abertura temos uma profundidade de campo um pouco maior, mas ainda
insuficiente pra cobrir o foco em toda a cena.

Neste outro exemplo, temos novamente o ponto central de foco na mulher, mas com a
pequena abertura de f/22. Com esta abertura temos uma profundidade de campo
bastante grande, que normalmente abrange toda, ou quase toda a cena em foco.

Usando aberturas realmente grandes como f/1.8, a profundidade de campo se torna


tão pequena, que muitas vezes, mesmo assuntos pequenos como o rosto de uma pessoa,
tem partes desfocadas em volta do seu ponto central de foco.

Outras coisas mais distantes como a árvore ao fundo e o arbusto à frente se


tornarão praticamente invisíveis com esta profundidade de campo, formando apenas
algumas manchas desfocadas indistinguíveis.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Além da abertura do diafragma, outros dois fatores também influenciam na


profundidade de campo. Um deles, é a sua proximidade com o assunto. Quanto mais
próximo você estiver dele, menor será a profundidade de campo, e quanto mais
distante, maior será.

Outra coisa que influencia é a distância focal, que você provavelmente conhece
pelo termo "zoom", que é mais comumente usado. Este assunto será abordado mais à
frente, por agora você deve saber apenas que quanto mais zoom, menor será a
profundidade de campo, e quanto menos zoom, maior será.

Vamos mais alguns exemplos de fotos. Clique nas imagens para ampliar.

Aqui temos a foto de um gato, que é o assunto principal, e o fundo desfocado. A


abertura usada nesta foto foi f/2.8, resultando em uma pequena profundidade de
campo, ótima para dar destaque a um assunto específico.

Aqui temos a foto de uma linda paisagem, seria desperdício dar destaque a apenas
um assunto, com tantas coisas interessantes a se mostrar. Para deixar toda a cena
em foco, aqui foi usada uma abertura de f/32, resultando em uma grande
profundidade de campo.

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Módulo Básico - Aula 09 - A Distância Focal

A Distância Focal

A distância focal define o campo de visão de uma lente, que pode ser mais próximo
ou mais distante. Como mencionado na aula anterior, você provavelmente conhece
pelo termo "zoom", que é mais comumente usado. A distância focal é medida em
milímetros(mm) e define o quanto você consegue ver através de sua lente. Quanto
maior o valor em milímetros, mais reduzido se torna o ângulo de visão de sua
lente. Ao contrário, quanto menor o valor, mais amplo se torna o ângulo.

A distância focal é representada em milímetros por ser a distância entre o centro


óptico da lente e o sensor da câmera. Existem três principais classificações de
lentes. As Grande Angulares(Exemplo: 28mm), que como seu próprio nome diz, tem um
grande ângulo de visão, as Normais(Exemplo: 50mm), que tem um ângulo de visão
similar ao olho humano(as vezes com pequenas variações) e as Tele
Objetivas(Exemplo: 200mm), que tem um ângulo de visão bem pequeno, podendo se
focar em assuntos mais distantes. Algumas também podem ser do tipo Macro, que
permite a focalização em assuntos muito próximos(algo como menos de 50cm).

Existem lentes com distância focal fixa, as chamadas Lentes Prime e lentes com a
distância focal variável, as chamadas Lentes Zoom. As lentes zoom oferecem uma
gama de possibilidades, já que possuem uma distância focal variável.

Para calcularmos a taxa de zoom de uma lente, devemos dividir a máxima distância
focal que ela pode alcançar pela mínima. Por exemplo, uma lente com distância
focal de 18-55mm, tem 3x de zoom. Dividindo 55 por 18, temos o resultado
arredondado de 3x. Mas cuidado ao avaliar a lente por sua quantidade de zoom,
lembre-se que o que realmente importa é a distância focal, e não o zoom.

Por exemplo, se pegarmos uma lente 70-200mm e dividirmos 200 por 70, teremos o
resultado aproximado de 2.85x. Isso quer dizer que o alcance desta lente com
valores maiores é ainda menor do que a que tem 18-55mm? Não! É por isso que o que
realmente importa é a distância focal. A quantidade de zoom nos permite apenas
determinar a versatilidade disponível que temos entre uma distância focal e outra.

Não se iluda ao pensar que uma câmera compacta tem um alcance maior do que uma
mais avançada com uma boa lente, só porque ela tem zoom óptico de 10x ou mais.
Isto não quer dizer necessariamente que ela tem um grande alcance, apenas que tem
uma boa versatilidade para alternar entre ângulos de visão mais abertos e mais
fechados.

Outra coisa que você deve desconsiderar totalmente é o zoom digital. Diferente do
zoom óptico, ele não amplia de verdade a distância focal da lente, apenas faz uma
ampliação artificial que expande grosseiramente os pixels da imagem, algo que você
mesmo pode fazer e obter exatamente o mesmo resultado em qualquer programa de
edição que permita ajustar as dimensões da imagem.

Vamos a alguns exemplos de distâncias focais e seus diferentes ângulos de


cobertura da cena. Lembrando que em todos os exemplos, o fotógrafo se manteve
exatamente no mesmo lugar, a única coisa alterada foi a distância focal da lente.
Clique nas imagens para ampliar.

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Módulo Básico - Aula 10 - O Sensor

O Sensor

O sensor, assim como o antigo filme fotográfico, é a parte da câmera que capta a
luz que entra pela lente e converte cada pedacinho dela em cargas elétricas, que
posteriormente se tornam pixels. Ele é composto por minúsculos diodos sensíveis à
luz. Quando o obturador é aberto, cada fotocélula do sensor grava a intensidade da
luz que a atinge por meio de uma carga elétrica. Quanto mais luz, maior a carga. A
intensidade de luz gravada é armazenada como uma série de números binários que
posteriormente podem ser interpretados para reconstruir a cor e o brilho dos
pixels no visor LCD da câmera ou na tela do computador.

Existem dois tipos principais de sensores: o CCD e o CMOS. O CCD(Charged Coupled


Device, ou Dispositivo de Carga Acoplado), é utilizado em boa parte das câmeras do
mercado. Este tipo de sensor normalmente está presente nas câmeras compactas e nas
câmeras mais avançadas designadas para uso amador. É menos suscetível a ruído e
costuma produzir imagens com melhor resolução, porém consomem cerca de 100 vezes
mais energia que o CMOS.

O CMOS(Complementary Metal Semiconductor, ou Semicondutor Complementar de Metal)


exige um espaço menor no interior da câmera, e seu processo de fabricação é mais
barato. Ele tem a vantagem de consumir muito menos bateria, porém, como há vários
transistores próximos de cada pixel, a sensibilidade à luz tende a ser menor.

Muitos dos fótons que o antigem, colidem com os transistores ao invés de atingir o
fotodiodo. O CMOS tem evoluído muito rapidamente e atualmente é usado na maioria
das câmeras profissionais, podendo manter praticamente a mesma qualidade de imagem
produzida pelo CCD, ao mesmo tempo que consome muito menos bateria.

Existe muita discussão em torno de qual destes tipos de sensor é melhor, uns
afirmam que o CDD possui qualidade superior, já outros dizem que o CMOS é melhor.
Com a constante evolução da tecnologia, é impossível dizer qual é o melhor e qual
é pior, podemos dizer apenas que cada um tem as suas vantagens e desvantagens.

O que é realmente importante a se considerar, independentemente do tipo do sensor,


é o seu tamanho. Existe um assunto que será abordado na próxima aula, chamado
Fator de Corte, na qual o tamanho do sensor interfere diretamente no resultado
final da imagem. Existem vários tamanhos de sensor. O seu tamanho é medido em
milímetros(mm).

Veja como é um sensor.

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Módulo Básico - Aula 11 - O Fator de Corte

O Fator de Corte

A grande dificuldade da fotografia digital foi reproduzir resultados iguais aos


obtidos com as antigas câmeras de filme. A película do filme fotográfico tinha o
tamanho padrão de 36mm x 24mm, mais popularmente conhecido como 35mm. Nem todos os
sensores das câmeras digitais tem o mesmo tamanho.

A fabricação de sensores do mesmo tamanho dos antigos filmes fotográficos é muito


cara, por isso, estes sensores atualmente só estão presentes em câmeras
profissionais de ponta caríssimas. Por causa do alto custo de produção, foram
criados os sensores menores, e com isto surgiu o termo Fator de Corte.

Para entender como funciona o fator de corte, primeiro vamos conhecer os


diferentes tamanhos de sensores.

Full Frame(36mm x 24mm - Também conhecido por 35mm): Como dito anteriormente, este
tipo de sensor é utilizado apenas em câmeras profissionais de ponta caríssimas.
Produz os melhores resultados com altíssima qualidade de imagem.

APS-H(28mm x 18mm aproximadamente): Utilizado apenas em alguns modelos da Canon e


outros poucos modelos de outras marcas.

APS-C(24mm x 16mm aproximadamente - Também conhecido por DX nas câmeras Nikon):


Utilizado na maioria das câmeras avançadas para uso amador e profissional das
marcas Nikon e Canon. O sensor APS-C das Canon é um pouco menor do que o das
Nikon. Possui um ótimo custo-benefício e produz excelentes resultados.

Não chega a se comparar ao sensor Full Frame, mas costuma ser a escolha mais comum
dos fotógrafos, principalmente aqueles que não possuem alta condição financeira,
por ter o melhor custo-benefício do mercado.

1/2.3(6mm x 4mm aproximadamente): Utilizado na maioria das câmeras compactas,


possui um custo de produção muito baixo. Não é utilizado no meio profissional, mas
supre bem as necessidades do dia-a-dia de fotógrafos hobbistas e amadores. Câmeras
equipadas com este sensor normalmente tem um preço de fácil acesso a qualquer
pessoa.

Existem ainda outros tipos de sensores de diferentes tamanhos, porém estes são
raramente usados. O fator de corte faz com que uma mesma lente utilizada em
câmeras com diferentes tamanhos de sensor, se comporte de maneira diferente.
Observe no exemplo abaixo, como uma foto tirada a uma distância focal de 26mm em
um sensor full frame se comporta em outros tipos de sensores menores. Clique na
imagem para ampliar.

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Em sensores APS-H, temos o fator de corte de 1.3x, nos APS-C da Nikon(DX), de


1.5x, nos APS-C da Canon, 1.6x e nos 1/2.3", cerca de 6x. Para calcular o fator de
corte do sensor, devemos tomar como base a medida horizontal do sensor Full Frame.
Dividimos o tamanho do sensor Full Frame pelo do sensor em questão.

O APS-C, por exemplo, tem 24mm de medida horizontal, então para calcular o seu
fator de corte, dividimos 36 por 24 e obtemos o resultado de 1.5. Sendo assim,
concluímos que o fator de corte deste sensor é de 1.5x. Alguns cálculos podem
apresentar pequenas variações, tendo em vista que algumas pessoas consideram o
sensor Full Frame como tendo 36mm e outros 35mm, mas o resultado final arredondado
é basicamente o mesmo.

Sabendo o que é o fator de corte, poderemos determinar qual vai ser a distância
focal real de nossa lente utilizando uma câmera com sensor menor. Por exemplo, uma
lente com distância focal de 50mm utilizada em uma câmera com sensor Full Frame,
de fato vai ter a distância focal real de 50mm. No caso dos sensores com fator de
corte, já não funciona assim.

Para sabermos qual vai ser a distância focal real, devemos multiplicar a distância
focal da nossa lente pelo fator de corte do sensor da nossa câmera. Por exemplo,
se utilizarmos uma lente com distância focal de 50mm em uma câmera com fator de
corte de 1.5x, a distância focal real vai ser de 75mm. Multiplicando 50mm x 1.5,
temos o resultado de 75mm.

Olhando por um lado, isto pode ser até um ponto positivo, já que em câmeras com
sensores menores, podemos obter resultados de fotos aparentando estar ainda mais
próximas do que nas com sensor Full Frame.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Por outro lado, quando queremos obter resultados mais amplos, como quando vamos
fotografar paisagens, grandes construções ou salas apertadas, acabamos nos
limitando a um campo de visão mais reduzido.

Veja abaixo uma tabela de exemplos de como se comporta cada distância focal com
seu respectivo fator de corte. Clique na imagem para ampliar.

Módulo Básico - Aula 12 - RAW vs JPEG

RAW vs JPEG

Todos já devem conhecer um deles, o mais usado de todos, o JPEG. Este sem dúvida é
o formato mais popular, tanto para fotografias quanto para outros tipos de
imagens, principalmente na internet. JPEG vem de Joint Photographic Experts
Group(Grupo de Especialistas em Fotografia), o nome original do grupo que
desenvolveu os algoritmos de compactação dos arquivos deste formato. Este formato
é tão popular justamente devido a sua alta taxa de compactação sem muitas perdas
visíveis no resultado final.

O outro formato, o RAW, talvez não seja tão familiar para você, se nunca teve uma
câmera mais avançada do que as compactas tradicionais, que normalmente só produzem
arquivos no formato JPEG. O RAW vem do inglês, que pode ser literalmente traduzido
como "cru" ou "bruto". E é isto mesmo que ele representa, o arquivo RAW, por ser
um arquivo bruto, é totalmente livre de compactação ou processamento.

Por não possuir nenhum tipo de compactação, os arquivos gerados são muito maiores
do que os tradicionais JPEG, ocupando o cartão de memória da sua câmera muito mais
rapidamente. RAW é apenas a denominação que se dá a estes tipos de arquivos, a
extensão dos arquivos variam de fabricante para fabricante. As câmeras da Nikon,
por exemplo, adotam o formato NEF, já as câmeras da Canon adotam o CRW ou o CR2.

O formato RAW também é chamado de negativo digital, por ser um arquivo que ainda
não está pronto para ser visualizado. Você lembra da época dos filmes, em que o
filme em si não era a foto pronta, mas apenas um esboço que posterioremente seria
usado em um processo químico para gerar a verdadeira fotografia em uma determinada
ampliação escolhida? O RAW funciona praticamente da mesma maneira. Se você tentar
visualizar um arquivo RAW diretamente no visualizador padrão do Windows como se
fosse uma imagem qualquer, você não vai conseguir, exatamente por este motivo.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O RAW, assim como o negativo, precisa receber o devido processamento antes de


estar pronto para a visualização normal, só que ao invés do processamento químico
como no filme, o processamento é feito digitalmente em um programa específico de
edição.

Todas as câmeras que produzem arquivos no formato RAW acompanham um CD de


instalação com o programa de processamento para este formato de arquivo, no
entanto, os programas mais populares para edições deste tipo são os dois da Adobe,
o Photoshop com o plugin Camera RAW e o Lightroom. Se a sua câmera possui ajustes
de exposição manuais, é possível que ela também produza arquivos no formato RAW.
Consulte o seu manual para obter mais informações.

Agora você deve estar se perguntando: "mas qual é a vantagem de usar um formato de
arquivo que só ocupa mais espaço?". Na verdade, muitas. Justamente por se tratar
de um arquivo bruto, sem nenhuma compactação, ele guarda precisamente todos os
dados originais obtidos pelo sensor da câmera na hora da foto. Comparado ao JPEG,
com o RAW conseguimos obter edições posteriores visivelmente superiores.

Por exemplo, se você tirar uma foto com a exposição errada em JPEG, você
praticamente pode dizer adeus a ela. É claro que ela também pode ser editada e
receber um retoque de melhoramento, mas vai ficar nitidamente visível que ela
recebeu uma edição pesada. O resultado não vai ficar nada natural, acredite. Como
imagens falam mais do que palavras, vamos a alguns exemplos práticos. Observe como
a recuperação de uma foto mal exposta muda completamente de um formato para outro.
Clique nas imagens para ampliar.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

As fotos foram propositalmente feitas com a exposição totalmente errada apenas


para ilustrar como a recuperação de uma foto no formato RAW é muito superior a uma
em formato JPEG. Na maioria das vezes, se a exposição de uma foto ficar ruim,
provavelmente ela não vai ficar tão mal exposta como nos exemplos acima, então,
com certeza você vai obter resultados ainda melhores do que os ilustrados, fazendo
a edição da imagem da melhor maneira possível.

Resumidamente, você pode concluir com estes exemplos que até uma foto que ficou
uma verdadeira "tragédia" pode ser satisfatóriamente recuperada se ela for feita
originalmente no formato RAW. Seria uma pena ser impossível de recuperar aquela
foto tão especial em um evento único que nunca mais vai se repetir, não é mesmo?

Por isso, o uso do formato RAW é mais do que recomendado quando você for fazer
fotos importantes que não podem ser perdidas de maneira alguma. O formato RAW não
deve ser sempre considerado como escolha única do formato de imagem, pois ele
também tem as suas desvantagens, assim como o JPEG também tem suas vantagens.
Vejamos as suas vantagens e desvantagens.

Vantagens

 Qualidade: O formato RAW consegue capturar originalmente uma quantidade de


tons incrivelmente superior ao JPEG. O formato RAW de 12 bits consegue
atingir uma quantidade aproximada de 68 bilhões de cores diferentes, já o
formato de 14 bits, consegue atingir a incrível quantidade aproximada de
4,3 trilhões de cores diferentes. O JPEG, com apenas 8 bits, consegue
atingir a quantidade aproximada de meras 16 milhões de cores diferentes,
uma quantidade praticamente insignificante se comparada aos outros formatos
RAW.
 Possibilidade de Edição Superior: Como ilustrado anteriormente, uma foto
mal exposta, se capturada originalmente em RAW não é uma foto perdida. O
mesmo não pode se dizer do JPEG, que consegue resultados pouco
satisfatórios nestes casos. Além da possibilidade de correção da exposição,
existe um enorme leque de possibilidades de edição de uma foto no formato
RAW sem perda de qualidade no resultado final, tal como o ajuste do balanço
de brancos, do contraste, do brilho, entre outras coisas.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Desvantagens

 Tamanho: O arquivo RAW é muito maior do que o JPEG, normalmente ocupa cerca
de 3 a 4 vezes mais espaço do que o JPEG em qualidade máxima. Isso exige o
uso de vários cartões de memória pequenos ou um de capacidade
excepcionalmente grande no caso da necessidade de tirar muitas fotos em um
lugar que não haja a possibilidade de descarregá-las no computador
ocasionalmente.
 Velocidade: Por ser um arquivo muito maior do que o JPEG, a velocidade de
gravação do RAW no cartão de memória é muito mais lenta. A quantidade de
fotos que podem ser tiradas continuamente fica muito menor. Este fator pode
fazer toda a diferença em uma situação que se precisa da velocidade máxima
que a sua câmera pode oferecer, especialmente em esportes, como no final de
uma corrida ou no gol decisivo de um jogo de futebol.
 Necessidade de Processamento: O arquivo RAW, como dito anteriormente, não é
uma foto pronta para visualização e uso. Para poder enviar a um amigo,
postar na internet ou mesmo imprimir, você precisa antes editar e processar
a foto em RAW antes que ela se torne utilizável.

Isto nos leva a conclusão de que ambos os formatos tem as suas vantagens e
desvantagens, cada um indicado para uso em determinada situação. Se você precisa
de velocidade, não quer ter o trabalho de editar foto por foto ou mesmo não se
importa tanto com o resultado final, fotografe em JPEG. Do contrário, se você tem
bastante tempo para fazer a foto, gosta de fazer edições e preza a qualidade em
primeiro lugar, fotografe em RAW.

Módulo Básico - Aula 13 - Os Tipos de Câmeras - Parte 1

Os Tipos de Câmeras - Parte 1

Celular

Modelo Exemplo: Apple iPhone 3G

Antigamente, a única função do celular era fazer ligações. Com a constante


evolução da tecnologia, criou-se a necessidade da função câmera, entre outras,
todas no mesmo aparelho. Nos tempos de hoje, praticamente ninguém vive sem o seu
celular à mão. O que seria mais conveniente do que ter a facilidade de um aparelho
que está sempre com você que serve para fazer ligações em conjunto com a
comodidade de poder registrar os seus momentos?

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Apesar disso, eu diria que as primeiras câmeras de celulares foram um verdadeiro


fracasso, com uma qualidade VGA(640x480) ridiculamente ruim se comparada com
câmeras igualmente portáteis, mas com qualidade muito superior. Hoje em dia, as
câmeras de celular alcançam uma qualidade satisfatória. É verdade que ainda não
chegam a se comparar a outras câmeras melhores em muitas coisas, mas levando em
consideração a portabilidade e alguns outros fatores, não deixa de ser uma opção.

Vejamos as vantagens e desvantagens.

Vantagens

Portabilidade: Todos os celulares atuais com câmera são muito leves e
compactos, podendo levar pra qualquer lugar no bolso com muita facilidade.
 Multifunções: Antes, quando se ia para uma balada, por exemplo, costumava-
se levar o celular para ligar e enviar mensagens para os amigos e uma
câmera para tirar fotos. Hoje em dia isto é coisa do passado. Levando
apenas o seu celular, você consegue executar as duas tarefas ao mesmo tempo
em um único aparelho.
 Preço: Com a alta popularidade dos celulares, os preços estão cada vez mais
acessíveis, tanto dos modelos mais comuns quanto dos modelos mais
avançados, com câmeras um pouco melhores.

Desvantagens

 Baixa Resolução: A resolução das câmeras de celular ainda não é o seu forte
nos tempos atuais. É difícil encontrar celulares com câmera de resolução
superior a 5 megapixels.
 Sensor Pequeno: Por ter outras funções além da câmera, o espaço interno do
celular é ocupado com muitas coisas além do sensor, sobrando pouco espaço
para um sensor maior. Sensores pequenos costumam reproduzir cores pouco
fiéis e altas taxas de ruído, principalmente em fotos com pouca iluminação.
 Escuro: Por ter um sensor pequeno e configurações muito limitadas, a
iluminação nas fotos costuma ser um grande problema. Em condições de baixa
iluminação é praticamente impossível tirar uma foto sem ficar tremida,
devido a limitada baixa velocidade do obturador. Alguns modelos dispõe de
um pequeno flash incorporado, que na verdade mais serve como enfeite
luminoso do que como flash, por causa de sua baixíssima potência.

Conclusão Final: É útil para fotos sem compromisso, como do seu gato, do seu
filho, da balada com seus amigos, ou mesmo quando se esquece, ou não quer levar
outra câmera mas gostaria de registrar um momento mesmo assim.

Para quem não se preocupa com a qualidade da imagem e deseja ter apenas
recordações simples e sem compromisso para si mesmo, sua família e amigos, é uma
ótima escolha.

Compacta

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Modelo Exemplo: Sony Cyber-Shot DSC-W370

O segundo tipo de câmera mais popular depois do celular. Nada mais conveniente do
que uma câmera tão pequena e leve como um celular, mas com uma qualidade muito
superior. Possuindo na maioria das vezes controles totalmente automáticos, é a
clássica "Point-and-Shot", onde o único trabalho a ser feito é enquadrar e apertar
o botão de disparo do obturador.

Vantagens

 Portabilidade: Assim como os celulares, as câmeras compactas também são


muito leves e pequenas, podendo levar pra qualquer lugar no bolso com muita
facilidade.
 Preço: As primeiras câmeras digitais compactas que surgiram no mercado eram
bastante caras, podendo uma câmera de 1.3 megapixels chegar a um preço
superior a R$ 500, dependendo da marca e do modelo. Felizmente a realidade
de hoje é muito diferente, podendo encontrar câmeras de alta resolução como
de 12 a 16 megapixels custando facilmente menos de R$ 400, um preço
bastante acessível a qualquer pessoa.
 Resolução: A maioria das compactas atuais não tem menos do que 10
megapixels, uma quantidade mais do que perfeita para fazer ampliações de
suas fotos sem perda de qualidade.
 Versatilidade: Câmeras compactas costumam oferecer as mais diversas opções
de modelos, cada um com as suas características diferentes. Existem modelos
com tela LCD maior, com duas telas LCD(traseira e frontal), com tela LCD
móvel, com touch screen, à prova d'água, com resistência a impactos, entre
outras coisas.
 Zoom Óptico: A maioria dos modelos de câmeras compactas costumam ter uma
taxa de zoom óptico de 3x a 8x, facilitando muito a vida de quem gosta de
fotografar assuntos mais distantes sem ter que se aproximar muito, ou mesmo
quer fotografar um plano mais fechado de um mesmo assunto sem ter que dar
alguns passos à frente.

Desvantagens

Sensor Pequeno: Mesmo tendo um sensor consideravelmente maior do que o de
uma câmera de celular, ele continua sendo muito pequeno. Em locais de
luminosidade mais baixa, por exemplo dentro de casa a noite sob a
iluminação de uma lâmpada fluorescente comum, a imagem já tende a ficar com
um pouco de ruído. Em situações com menor iluminação do que isso, a
qualidade da imagem deixa muito a desejar.
 Velocidade: Uma coisa que incomoda bastante nas câmeras compactas é a sua
lentidão entre o momento em que se pressiona o botão de disparo do
obturador e o momento em que a foto realmente é feita. Dificilmente se
consegue bons resultados para fotos de momentos rápidos.
Por exemplo, se você for tentar tirar uma foto dos seus amigos no ar,
pulando, é bem provável que mesmo você fazendo o clique no momento exato em

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que eles estão no meio do ar, a câmera só registre de verdade a fotografia


quando todos já estão no chão, justamente por culpa deste atraso.
 Ausência do Visor Ocular: Para quem era acostumado com as antigas câmeras
de filme, isto pode ser um incômodo. Nas câmeras compactas, dependemos
totalmente do visor LCD para fotografar. Para os entusiastas mais novos da
fotografia pode ser apenas um ponto positivo fotografar desta maneira, mas
acredite, para muitos isto faz uma tremenda falta, até porque a
estabilização diminui consideravelmente ao fotografar desta maneira, já que
não apoiamos a câmera no rosto, mas apenas entre as mãos.
 Controles Manuais Limitados: É verdade que quem compra uma câmera compacta,
na maioria das vezes, espera apenas ter o trabalho de apertar o botão para
tirar a foto, mas muitos profissionais também não dispensam o uso das
compactas como câmera secundária para alguns tipos de trabalhos. Deixar que
a câmera escolha tudo por você pode ser ótimo se a sua única finalidade é
tirar fotos sem compromisso, mas se você pretende obter melhores resultados
controlando as configurações a seu gosto, as compactas vão te limitar em
muitos aspectos.

Conclusão Final: Ótimo tipo de câmera para fotos em geral. Melhor do que a câmera
de celular, com maior resolução e ao mesmo tempo com a mesma portabilidade, é uma
ótima opção para as fotos do seu dia-a-dia, viagens e outras coisas. Deixa um
pouco a desejar em fotos com condição de iluminação precária e de movimentos
rápidos.

Super Zoom/Ultra Zoom/Bridge/Prosumer

Modelo Exemplo: Nikon Coolpix P500

Existem vários nomes para denominar este tipo de câmera, sendo os mais comuns
Super Zoom ou Ultra Zoom, justamente devido a sua característica principal, o
zoom. Também chamada de Bridge, "ponte" em Inglês, por ser classificada como uma
câmera que faz ponte entre o caminho amador e o profissional. Pode ainda ser
chamada de Prosumer, junção de professional + consumer, traduzido literalmente
como "consumidor profissional", onde normalmente o consumidor que busca este tipo
de câmera é aquele mais avançado e exigente.

Vantagens

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 Zoom Óptico: Como o próprio nome já diz, o grande zoom óptico é a principal
característica destas câmeras. De modelos que possuem 20x aos atuais
lançamentos das marcas Canon e Nikon, que possuem 35x e 36x
respectivamente, podem alcançar distâncias inimagináveis. Muito útil para
fotografia da natureza, do céu e outros assuntos muito distantes.
 Macro: Costumam produzir excelentes resultados para fotografias macro com
distâncias incrivelmente pequenas. Os principais modelos possuem a focagem
no modo macro que vão de 0cm a 5cm de distância entre a lente e o assunto.
Muito bom para fotografar assuntos extremamente pequenos, como insetos,
aranhas e texturas.
 Controles Manuais: Este tipo de câmera oferece o total controle manual
sobre as configurações principais de exposição mencionadas nas aulas
anteriores, tais como abertura do diafragma, velocidade do obturador e
sensibilidade ISO. Tendo total controle sobre a exposição em sua foto, a
sua imaginação é o limite, podendo obter diversos efeitos criativos.
 Fatores Extras: Alguns modelos de câmeras deste tipo possuem recursos
similares as câmeras mais avançadas, tais como encaixe para flash externo,
possibilidade de fotografar no formato RAW, entrada para microfone externo,
entre outras coisas. Mas atenção, isto não é regra que vale para todos os
modelos de câmeras deste tipo, são poucos os modelos que dispõe de um ou
mais destes fatores citados.

Desvantagens

 Pouca Portabilidade: Por ter o corpo e a lente muito maiores, este tipo de
câmera perde sua portabilidade. Não cabendo mais no bolso como os outros
tipos, é indicado a compra de uma bolsa especial para carregá-la e
armazená-la. Com o tamanho e o peso similar aos menores modelos de câmeras
de nível mais avançado, este tipo de câmera também usa uma alça de pescoço
fornecida junto com a câmera para facilitar a sua movimentação com ela.
 Lente Fixa: O corpo pode ser similar aos modelos de câmeras de nível mais
avançado, mas diferentemente deles, a lente deste tipo de câmera é fixa,
não havendo a possibilidade de trocar de uma lente pra outra conforme a
necessidade.
 Sensor Pequeno: O corpo da câmera é maior, mas o sensor não. Na maioria das
vezes, o sensor das câmeras deste tipo são exatamente iguais aos usados em
câmeras compactas. Quando são maiores, é coisa mímima, não fazendo
praticamente nenhuma diferença perceptível. Assim como nas compactas, em
locais de luminosidade baixa, a imagem tende a ficar com um pouco de ruído.
 Preço: Diferente das compactas, o preço deste tipo de câmera já não é tão
acessível. Por ser maior e possuir mais recursos, o preço também sobe
correspondentemente. A maioria dos modelos se encontram na faixa dos R$
1000 a R$ 2000.

Conclusão Final: É um excelente tipo de câmera para os amadores avançados, aqueles


mais exigentes que buscam total controle sobre a sua câmera. Ótimo também para
aqueles que tem como principal objetivo, fotografar assuntos muito distantes. Usar
este tipo de câmera é uma ótima maneira de treinar o ajuste dos controles manuais,
para quem pretende adquirir uma câmera de nível mais avançado futuramente.

Por hoje é só, pessoal. A aula de hoje já está grande demais, então ela vai ter
duas partes. Na próxima aula, que provavelmente vai ser na semana que vem, vamos
aprender sobre as vantagens e desvantagens das câmeras de nível mais avançado, as
DSLR. Aguente a ansiedade e não compre ainda a sua câmera nova, espere até a
próxima aula para conhecer todos os tipos de câmeras.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Básico - Aula 14 - Os Tipos de Câmeras - Parte 2

Os Tipos de Câmeras - Parte 2

DSLR de Entrada/Entry-Level DSLR

Modelo Exemplo: Nikon D3100

Pode ser referida como DSLR, SLR Digital ou ainda Reflex Digital. A sigla DSLR vem
de Digital Single Lens Reflex, traduzido como câmera digital de reflexo por uma
lente. O nome deste tipo de câmera se dá justamente graças a sua principal
característica, o reflexo direto do que é visto pela lente através do visor
ocular.

Algumas câmeras antigas mais simples de filme e alguns poucos modelos das
compactas digitais atuais também utilizam um visor ocular, porém, o que é visto
através deste visor, que normalmente fica um pouco distante da lente, difere muito
da foto que realmente é feita pela câmera.

Diferentemente disso, nas DSLR, graças ao seu mecanismo de reflexo interno com
espelhos e prismas, o que vemos através do visor ocular é exatamente o que a
câmera vai capturar na foto. Em outras palavras, vemos com nossos olhos através da
lente.

Veja no exemplo abaixo como funciona o sistema de reflexo interno de uma DSLR.
Clique na imagem para ampliar.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Por vezes, este primeiro tipo de DSLR pode também ser referida como Entry-Level
DSLR, ou traduzindo, DSLR de Entrada. A DSLR de entrada é chamada assim por ser
considerada a porta de entrada do fotógrafo amador ao mundo da fotografia
avançada. Para quem nunca teve uma câmera do tipo DSLR e não é familiarizado com
as funções que estas câmeras podem oferecer, as DSLR de entrada são os modelos
ideais para começar a se aventurar de cabeça no mundo da fotografia avançada.
Normalmente as DSLR de entrada vem com uma lente zoom "faz-tudo", onde é possível
obter fotos com ângulos mais amplos e distantes aos mais fechados e próximos.

Vantagens

 Lentes Intercambiáveis: Outra característica importante das DSLR é a


possibilidade da troca de lentes. Com uma imensa variedade oferecendo uma
enorme gama de possibilidades, cada lente possui a sua própria
característica e uso específico. Quando o fotógrafo descobre o seu assunto
de maior interesse para fotografar, ele pode investir nas lentes certas que
proporcionam a melhor qualidade nas fotos daquele determinado assunto. Por
exemplo, fotógrafos que gostam de fotografar paisagens, normalmente
investem em lentes grande angulares para ter um ângulo bem aberto. Já os
que gostam de fotografar a natureza, normalmente investem em lentes tele
objetivas para fotografar de longe.
 Sensor Grande: O sensor de uma DSLR é cerca de 13 vezes maior do que o
sensor de uma compacta. Produz resultados com qualidade muito superiores,
com pixels maiores, maior profundidade de cores, maior gama dinâmica e
muito menos ruído. Os sensores das DSLR de entrada tem o fator de corte de
1.5x nas câmeras da marca Nikon e 1.6x nas da marca Canon.
 Controles Manuais: Todas as câmeras do tipo DSLR oferecem controles manuais
totais sobre a exposição e uma variedade de recursos, conforme o modelo da
câmera. Algumas oferecem controle sobre a compensação de exposição do flash
integrado, da velocidade de disparos contínuos, de um botão personalizado
de uso pessoal, entre outras coisas.
 Rapidez: Diferentemente das câmeras compactas, as DSLR são muito mais
rápidas. O tempo entre o momento em que se pressiona o botão de disparo do
obturador e em que a foto é realmente feita é muito curto, normalmente
poucos milisegundos. Com esta rapidez, a chance de perder o clique em um
momento de ação rápida é muito menor.
 Formato RAW: Como explicado na aula 12, RAW vs JPEG, a possibilidade de
fotografar no formato RAW traz uma infinidade de vantagens. A qualidade é
superior, a quantidade de cores captadas é muito maior e a edição posterior
oferece muito mais possibilidades de recuperação e melhorias na imagem
final.
 Flash Externo: Todos os modelos de DSLR de entrada possuem um flash
integrado, porém este flash é muito pouco potente e versátil se comparado a
um flash externo dedicado. A possibilidade de uso de um flash externo
aumenta muito as possibilidades de uso criativo da luz para obter
diferentes resultados nas fotos. O flash externo, por ter a cabeça móvel,
pode ser usado refletido, para obter uma iluminação mais natural do que com
o flash incorporado, que sempre dispara com a luz frontal e direta.
 Preço: Apesar das DSLR serem muito mais caras do que as compactas, dentre
todos os tipos de DSLR, as de entrada são as que tem os preços mais
acessíveis, justamente por serem voltadas aos fotógrafos amadores mais
avançados. Normalmente variam entre R$ 1200 e R$ 3000 nos sites de compras
online mais baratos do país.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Desvantagens

 Velocidade: Se comparadas as DSLR mais avançadas, a quantidade de fotos por


segundo que uma DSLR de entrada consegue produzir, normalmente é muito
menor. Nos momentos em que se depende de uma velocidade extremamente
rápida, como na fotografia de esportes, esta falta de velocidade pode
incomodar um pouco, podendo perder o clique no momento decisivo.
 Motor de Foco: Existem as lentes que possuem motor de foco interno e as que
não possuem. Se a lente não possuir motor de foco interno e a sua câmera
também não possuir, isto significa que o foco automático não vai funcionar,
você vai poder usar apenas o foco manual. Em questão de velocidade e
praticidade, principalmente para os menos experientes, isto é realmente
desagradável. Se a lente possuir motor de foco interno e a câmera não, ou
vice-versa, a câmera vai conseguir usar o foco automático, porém as lentes
com motor de foco interno costumam ser mais caras.

Conclusão Final: Perfeita para quem quer entrar com tudo no mundo da
fotografia avançada. Ótima para treinar, estudar as principais
características que uma DSLR tem a oferecer e o que pode estar faltando
para fotografar melhor, no caso de mais adiante querer se aprofundar mais e
partir para uma DSLR de nível superior.

DSLR Semi-Profissional

Modelo Exemplo: Nikon D7000

As DSLR semi-profissionais são utilizadas por boa parte dos fotógrafos de eventos,
como casamentos e festas de aniversário. Com muito mais recursos do que as DSLR de
entrada e ao mesmo tempo com um preço muito mais acessível do que as DSLR
profissionais, costuma ser a opção com o melhor custo-benefício do mercado.
Possuem todas as vantagens citadas na categoria DSLR de entrada e mais algumas
outras.

Vantagens

 Ruído: Com sensores mais sofisticados do que os utilizados nas DSLR de


entrada, tendem a produzir fotos com menos ruído, mesmo em sensibilidades
ISO mais elevadas.
 Resolução da Tela LCD: Costumam ter a tela LCD com maior resolução,
possibilitando a visualização de mais detalhes com maior qualidade.
 Pentaprisma: As DSLR semi-profissionais usam um sistema de reflexo com
prismas mais sofisticado do que os espelhos utilizados nas DSLR de entrada.
O reflexo com prismas resulta em uma imagem mais clara e nítida na
visualização através do visor ocular.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

 Bateria: A bateria costuma ser muito duradoura. Com uma média de 1000
cliques por bateria, é uma ótima vantagem para quem costuma fotografar por
longos períodos, não tendo que se preocupar com a carga da bateria.
 Velocidade: Com uma velocidade de disparos contínuos superior ao das DSLR
de entrada, torna-se uma melhor escolha para a cobertura de momentos de
ação rápida.
 Dispositivos Externos: Alguns modelos permitem a conexão de dispostivos
externos como microfone, cabo disparador remoto e GPS.

Desvantagens

 Preço: Com o aumento dos recursos, o preço também sobe equivalentemente.


Normalmente não custa menos do que R$ 3000, mas ainda assim continua sendo
a opção com o melhor custo-benefício do mercado, se comparado o preço com a
quantidade de recursos oferecidos, para os fotógrafos mais exigentes.
 Peso: Se você está acostumado com câmeras leves, vai estranhar muito o peso
de uma DSLR semi-profissional. Pesando normalmente mais de 700g sem contar
a lente, pode ser um pequeno incômodo para quem precisa segurá-la por
longos períodos de tempo. Acredite, segurar uma destas por horas, cansa e
muito.

Conclusão Final: Indicada para quem já teve uma DSLR de entrada e busca mais
recursos que nela faziam falta. Um iniciante avançado até pode comprar uma destas,
mas é bem provável que se perca em meio a tantos recursos, botões e funções, se
não tiver o devido preparo. Pense bem e avalie se realmente é necessário comprar
uma destas, se for a sua primeira DSLR. Pergunte-se: "o que me falta na DSLR de
entrada que nesta tem?". Se a resposta não vier de imediato, é porque você
provavelmente não precisa de um modelo mais avançado ainda, então comprar uma
destas pode ser desperdício de dinheiro.

DSLR Profissional

Modelo Exemplo: Nikon D3s

As DSLR profissionais são utilizadas por fotógrafos realmente exigentes que prezam
a qualidade acima de tudo. Os fotógrafos que trabalham em estúdios de grande porte
costumam utilizá-las. Com um preço nada acessível, principalmente ao consumidor
brasileiro, é o sonho de consumo da maioria dos fotógrafos profissionais. Possuem
todas as vantagens citadas na categoria DSLR de entrada, na DSLR semi-profissional
e mais algumas outras.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Vantagens

 Alta Sensibilidade ISO: Estas DSLR oferecem um desempenho surpreendente


mesmo em condições de pouquíssima iluminação. Com a sensibilidade ISO
ampliada, podem chegar a exorbitantes valores como 102.400.
 Sensor Full Frame: Com o enorme sensor Full Frame, produz resultados de
muita qualidade, com imagens muito nítidas e limpas. Sem ter nenhum fator
de corte, todas as lentes se comportam com a real distância focal descrita.
 Ruído: Com o maior sensor de todos os tipos de DSLR, produzem fotos com
pouquíssimo ruído, mesmo em sensibilidades ISO mais elevadas.
 Bateria: A bateria é ainda mais duradoura do que a das DSLR semi-
profissionais. Com uma média acima de 2000 cliques por bateria, é perfeita
para fotografar por períodos muito longos.
 Velocidade: Com uma enorme velocidade de disparos contínuos, torna-se a
escolha preferida para a cobertura de momentos de ação rápida. Alguns
modelos superam a velocidade de 10 fotos por segundo em condições
específicas.
 Slots de Memória: Alguns modelos dispõe de dois slots de entrada para
cartão de memória. Pode ser usado como forma de backup ou ainda como ganho
extra de memória.

Desvantagens

 Preço: A pior desvantagem deste tipo de DSLR sem dúvida é o preço. Muitas
vezes ultrapassando a faixa dos R$ 10.000, se torna uma opção bastante
difícil para a maioria dos fotógrafos, limitando-se apenas aos
profissionais de altas posses e aos estúdios de grande porte. Infelizmente
está em um patamar acima da realidade para a maioria dos brasileiros.
 Peso: Podendo pesar mais de 1kg sem a lente, pode ser um incômodo para quem
precisa segurá-la por longos períodos de tempo.
 Tamanho: Câmeras deste porte não são nem um pouco portáteis. É preciso ter
uma bolsa ou mochila enorme para armazenar uma monstra dessas.

Conclusão Final: Indicada para quem já está no meio profissional a algum tempo e é
realmente exigente com a qualidade em todos os aspectos. Muito útil também para a
cobertura profissional de esportes e fotos em estúdios de grande porte.

Agora sim, você já conhece todos os principais tipos de câmeras existentes no


mercado atual. E aí, já comprou a sua câmera nova, ou aguentou até ler esta aula?
Se ainda não comprou, aguente mais um pouco, porque até agora aprendemos sobre os
tipos de câmeras, mas ainda não sabemos os principais detalhes das lentes, que
também são fundamentais para complementar a sua câmera. Afinal, sem a lente, uma
DSLR não pode fazer absolutamente nada.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Básico - Aula 15 - Entendendo as Lentes

Entendendo as Lentes

O "nome completo" de uma lente costuma ser algo parecido com isso:

Nikon 18-105mm f/3.5-5.6G AF-S DX ED VR

Mas afinal, que diabos é tudo isso? Bom, vamos por partes.

Nikon é a marca da lente. Nikon, Canon, Sigma e Tamron são as marcas mais
conhecidas.

18-105 mm é a distância focal mínima e a máxima que a lente pode atingir. Neste
caso, a mínima é 18mm e a máxima é 105mm. Dividindo a distância focal máxima pela
mínima podemos descobrir a quantidade de zoom óptico que a lente nos oferece.

Mas como explicado na aula 9 sobre a distância focal, lembre-se que o zoom é
apenas a versatilidade que temos disponível entre uma distância focal e outra, ou
seja, uma lente com mais zoom não tem necessariamente uma maior distância focal.
Existem lentes com as mais diversas distâncias focais, fixas e com zoom. Grande
angulares, normais e tele objetivas, cada uma com a sua própria utilidade.

f/3.5-5.6G é a abertura máxima que a lente consegue usar em cada distância focal,
mínima e máxima. Ao invés de "f/", por vezes pode estar "1:" no começo, ficando
com o formato 1:3.5-5.6G. O significado é o mesmo. No exemplo citado, a distância
focal mínima é 18mm e a máxima 105mm. Isto significa que deixando a lente em 18mm,
a abertura máxima que conseguimos usar é f/3.5. Já deixando em 105mm, f/5.6.
Lentes com aberturas maiores costumam ser muito mais caras, principalmente as tele
objetivas com zoom.

Os detalhes citados até aqui estão presentes em todas as lentes, já os próximos,


em cada tipo de lente pode ter ou não uma ou outra abreviatura que define um
recurso incluso na lente. Primeiro, vamos ver as abreviaturas utilizadas pela
Nikon. Se quiser saber apenas as abreviaturas de sua marca preferida, pode pular
as partes que não interessam.

Nikon

D (Distance): As lentes com um "D" ao lado da máxima abertura utilizada pela


lente(Por exemplo: f/1.4D), tem um anel de controle de abertura na própria lente.
Estas lentes informam a distância do assunto focalizado para as câmeras que
possuem sistema de medição de matriz colorida 3D e flash multi sensor 3D.

G: As lentes com um "G" ao lado da máxima abertura utilizada pela lente(Por


exemplo: f/3.5-5.6G), não tem anel de controle de aberturas e são próprias para o
uso com câmeras que permitem o controle da abertura no próprio corpo. As lentes G
também informam a distância do assunto focalizado para a camera.

AF (Autofocus): Estas lentes conseguem fazer o foco automaticamente, mas dependem


exclusivamente de uma câmera que possua motor de foco incorporado ao corpo. Lentes
AF não são indicadas para as DSLR de entrada, pois as mesmas não terão foco
automático, uma vez que normalmente as DSLR de entrada não possuem motor de foco
incorporado ao corpo.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

AF-S (Autofocos Silent): O foco é conduzido por um motor silencioso contido na


própria lente, ao invés do motor barulhento da câmera. Estas lentes fazem o foco
mais rápido do que as AF e em quase completo silêncio. Lentes AF-S são as mais
indicadas para as DSLR de entrada, que normalmente não possuem motor de foco
interno.

AF-I (Autofocus Integrated): Lentes AF-I são similares as AF-S, porém menos
silenciosas. Também são indicadas para uso nas DSLR de entrada.

DX: São lentes projetadas exclusivamente para as câmeras que possuem o sensor do
tamanho DX, com o fator de corte de 1.5x. Elas são menores e mais leves do que as
lentes FX, devido a não ter que cobrir todo o sensor. Em geral elas não são
utilizáveis nas câmeras com o sensor Full Frame. Sendo menores, se utilizadas em
câmeras com sensores maiores, podem causar um efeito indesejável chamado vinheta,
que faz as bordas da foto ficarem escuras.

FX: Ao contrário das lentes DX, as lentes FX são projetadas para o padrão Full
Frame, por conseguir cobrir toda a área do sensor. Lentes FX podem ser usadas sem
problemas em câmeras com o sensor DX, por cobrirem uma área maior do que o tamanho
total do sensor.

ED (Extra-Low Dispersion Glass): Lentes ED possuem um vidro de alta qualidade que


corrige a aberração cromática, um tipo de distorção de imagem e cor que ocorre
quando os raios de luz de vários comprimentos de ondas passa através do vidro
ótico e não convergem ou entram em foco no mesmo ponto. As lentes com vidro ED
proporcionam recorte e contraste superiores, até mesmo na máxima abertura do
diafragma. Super ED é um novo tipo de vidro que é usado junto com o ED em algumas
lentes para diminuir ainda mais a aberração cromática.

VR (Vibration Reduction): Uma inovação ótica que minimiza o borrado na imagem


causado pela tremura da câmera. Proporciona o mesmo efeito que se fosse feito 3
pontos de velocidade do obturador a mais. A versão VR II pode equivaler até 4
pontos. O VR é mais comum em lentes zoom e tele objetivas.

DC (Defocus Control): É um tipo de lente que permite ao fotógrafo controlar o grau


de aberração esférica no fundo ou à frente do assunto apenas girando o anel DC.
Isto vai criar uma área circular de desfoque que é ideal para fotografia de
retratos. Com o controle DC na posição zero, uma lente DC atua como uma lente
convencional, com o mesmo comprimento e abertura máxima de diafragma.

CRC (Close Range Correction): Aumenta a qualidade da imagem em pequenas distâncias


de foco. Os elementos da lente são arranjados em um design baseado no "elemento
flutuante" em que cada grupo de lentes move-se independentemente para fazer o
foco. Isso confere uma performance superior da lente em fotos à curta distância.

PC (Perspective Control): Lente cujo eixo lateral pode ser alterado em relação ao
plano do sensor, permitindo o reposicionamento da câmera para reduzir a
convergência das linhas verticais em fotografias de arquitetura.

N (Nano Crystal Coat): Nano Crystal é um tratamento na superfície das lentes, um


revestimento que, em comparação com lentes comuns, produz uma sensível redução da
reflexão da luz que incide perpendicularmente ao eixo. Além disso, o Nano Crystal
reduz o efeito fantasma e as as perdas causadas pelo flare, uma espécie de luz em
forma de bola que costuma aparecer principalmente em fotos com luz direta do sol.

RF (Rear Focusing): Sistema em que somente o grupo ótico traseiro da lente se


movimenta para atingir o foco. Este sistema faz o foco automático mais rápido e
suave.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

M/A (Manual/Automatic): É um modo de foco disponível em algumas lentes que


permitem mudar de foco automático para manual sem perda de tempo, simplesmente
girando o anel de foco.

Micro: Lentes Micro, também chamadas de Macro, são lentes que conseguem focar de
uma distância muito pequena entre a lente e o assunto, possibilitando obter mais
detalhes em fotos de assuntos minúsculos.

Canon

DO (Diffractive Optics): Esta tecnologia para lentes foi desenvolvida pela Canon.
Usa um elemento com ranhuras extremamente finas e uma película de difração
gravada. Estes elementos usam o princípio da ótica difrativa para desviar a luz. A
vantagem das lentes DO é que elas podem ser feitas menores e mais leves do que as
lentes normais. A desvantagem é que elas são muito caras. Lentes DO são
identificáveis pelo anel verde claro impresso ao redor do final do corpo da lente.

EF (Electro Focus): Definição para as lentes com baionetas para o sistema Canon
EOS. As lentes compatíveis EF são projetadas exclusivamente para o sistema EOS e
não se encaixam em nenhum outro corpo da Canon. As lentes EF tem diâmetro interno
de 54mm e externo de 65mm e são maiores do que qualquer outro sistema 35mm. O
sistema EF foi lançado em 1987 e é totalmente eletrônico.

EF-S (Electro Focus Short Back Focus): Definição para uma variação da baioneta
padrão EF usada pelo sistema EOS. A EOS 300D/Rebel Digital/Kiss Digital lançada em
2003 suportava uma variação diferente das lentes EF comuns. As lentes EF-S 18-55mm
3.5-5.6 foram produzidas com uma distância focal posterior mais curta.

Isto permitiu que a Canon produzisse objetivas grande angulares mais baratas para
usuários de suas DSLR, que usavam sensores com tamanho APS-C de imagem movendo os
elementos traseiros para mais perto do sensor de imagem. O corpo, cujo mecanismo
do espelho foi modificado para se ajustar à distancia focal posterior era
compatível com as lentes EF e EF-S, mas as lentes EF-S somente eram compatíveis
com o corpo EF-S. As lentes EF comuns possuem um ponto vermelho saliente como
índice de encaixe da baioneta. As lentes EF-S usam quadrados brancos.

EOS (Electro-Optical System): Nome do sistema das câmeras SLR da Canon e seus
acessórios lançados em 1987. As lentes da linha EOS são totalmente controladas
eletronicamente. Não possuem nenhum dispositivo mecânico para foco ou ajuste de
abertura. Todos os ajustes são feitos por motores construídos na lente e não no
corpo da câmera. Embora isso acrescente custos na fabricação da lente, tem a
vantagem de cada motor de lente poder ser otimizado para o tamanho e tipo
específico da lente, ao invés de prender o sistema do corpo da câmera, que precisa
se ajustar à qualquer lente que seja acoplada.

IS (Image Stabilization): Um complexo sistema computadorizado, construído dentro


de uma série de lentes vendidas pela Canon. Este sistema permite que a lente
compense pequenos movimentos da câmera. As lentes IS possuem sensores giroscópicos
que detectam movimentos e pequenos motores que alteram fisicamente um elemento
ótico ou um grupo de elementos para compensar adequadamente o movimento.

As lentes IS são extremamente úteis em condições de luz insuficiente, elas dão um


ou dois pontos extras na abertura. Assim é possível usar velocidades mais baixas
do que o normal. Elas não são úteis quando há muito movimento no assunto.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

L (Luxury): As lentes da linha profissional da Canon são identificadas com o


rótulo "L" de Luxury. Por exemplo, a série 70-200 2.8L possui pelo menos um
elemento esférico de fluorita ou UD. Lentes L normalmente são construídas com uma
qualidade ótica e mecânica mais elevadas do que as outras. Elas são facilmente
identificadas pela faixa vermelha em volta do final do corpo da lente. Muitas são
apresentadas na cor branca, propositalmente feitas nesta cor para mantê-las mais
frias em dias de sol.

UD (Ultra Low-Dispersion Glass): Lentes fabricadas com vidros UD tem um índice de


refração de luz menor do que as de vidro comum. Tais elementos são normalmente
usados para corrigir a aberração cromática.

USM (Ultrasonic Motor): Nome dado para o sistema de motor ultrasônico de lente. Os
motores ultrasônicos trabalham com o princípio do movimento induzido por vibração
de alta frequência. Assim, as lentes USM focam extremamente rápido e são
praticamente silenciosas ao ouvido humano. Lentes Ring USM, que possuem o motor em
um conjunto de anéis ao redor do corpo, não usam engrenagens, o que torna possível
o foco manual em tempo integral(FTM - Full-Time Manual). Lentes USM comuns usam
micromotores mais baratos, no entanto, usam engrenagens e normalmente não suportam
FTM. As lentes não-L com motor USM são identificadas pela faixa dourada impressa
no final do corpo.

Sigma

ASP (Aspherical): Lente com elemento asférico. Os elementos não esféricos de uma
lente podem reduzir o numero total de elementos necessários em um tipo de lente.
Eles podem melhorar o desempenho e ao mesmo tempo reduzir o peso e o tamanho da
lente. As lentes Aspherical maximizam a qualidade ótica e minimizam o tamanho e o
peso das mesmas. As lentes Aspherical reduzem alguns problemas normalmente
associados com grande angulares e zooms, tais como flare e vinhetas.

APO (Apochromatic): Lente com design apocromático e com cristal SLD, que baixa a
dispersão para diminuir a aberração cromática.

IF/RF (Internal Focusing/Rear Focusing): Foco interno e retro foco, como o sistema
de outras marcas.

HSM (Hyper Sonic Motor): Motor hiper-sônico que movimenta o autofoco.

UC (Ultra Compact): Lente ultra compacta, muito pequena e leve.

DL (Deluxe): De luxo, lente com acabamento especial e preço atraente.

DF (Dual Focus): O foco pode ser feito de duas formas. Permite a correção do foco
automático manualmente.

HF (Helical Focus): Foco helicoidal, de forma espiral, para eliminar a rotação da


lente frontal.

EX (Excellence): De excelente, que define a lente profissional da marca.

DG: Estas são lentes de aberturas grandes, com angulações e distâncias focais
curtas. Com abundância de iluminação periférica, são ideais para câmeras DSLR,
mantendo a usabilidade para as antigas SLR de filme.

DC: Estas são lentes especiais feitas para que a imagem encaixe no sensor APS-C da
maioria das câmeras DSLR. A sua construção leve e compacta ajudam bastante.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Tamron

ASL (Aspherical Lens): Maximizam a qualidade óptica, minimizando o número de


componentes e, consequentemente, tamanho e peso das mesmas. Evitam distorções nas
bordas.

LD (Low Dispersion): Diminui a aberração cromática. É semelhante a Nikon ED, a


Canon UD e a Sigma APO.

DI: Lentes otimizadas para as DSLR. Melhoram a distribuição de luz. Podem ser
usadas em SLR de filme também. Semelhante a Sigma DG.

DI-II: Desenhadas exclusivamente para as DSLR com sensores de tamanho APS-C.


Menores e mais baratas. Não servem para as DSLR Full Frame, pois causam
distorções. Semelhantes as Nikon DX e as Sigma DC.

IF (Internal Focusing): Foco interno. Não modifica o tamanho externo da lente.

XR (Extra Refractive Index Glass): O XR aperfeiçoa uma distribuição geral do poder


óptico e também reduz várias aberrações para o mínimo absoluto, enquanto atinge
notável compactação. Além disso, o posicionamento adequado de dois elementos
híbridos esféricos mantém a performance da imagem, e diminui e comprime o sistema
óptico inteiro.

SP (Super Performance): Série de lentes de alta performance, indicadas para uso


profissional. Similar as Canon L e as Sigma EX.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Introdução

Para poder aproveitar totalmente as aulas deste módulo, é muito importante que
você já tenha uma câmera com controles manuais, saiba operar ela e tenha lido todo
o Módulo Básico. Um pouco de conhecimento básico de informática e de Inglês também
vão ser úteis, já que neste módulo vamos começar a mexer com programas de edição e
utilizar alguns sites em Inglês.

Se você ainda não se entendeu com a sua câmera e tem alguma dúvida em relação a
ela, recomendo que leia o seu manual. Caso não tenha o manual em Português da sua
câmera, você pode deixar nos comentários a marca e o modelo dela, que eu posso
tentar procurar para você o link para download da versão em Português.

No caso de ainda não ter se decidido por um bom modelo de câmera com controles
manuais, não perca tempo! Para ajudar na decisão, estou deixando logo abaixo
alguns links de ótimos sites que fazem reviews e comparações de diversos modelos.

http://snapsort.com/pt/

http://lenshero.com/pt/

http://www.cameraversuscamera.com.br

http://www.dpreview.com/products/cameras/

http://www.dpreview.com/products/lenses/

http://www.dpreview.com/products/compare/cameras/

http://www.dpreview.com/products/compare/lenses/

http://www.dxomark.com

http://photo.net

http://www.photographyreview.com

http://www.photographybay.com

http://www.digitalcamerareview.com

http://www.photozone.de

http://www.imaging-resource.com

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 01 - Programas Essenciais

Além de uma boa câmera, um fotógrafo dedicado também precisa de alguns programas
que são essenciais para pós-produções, edições, correções e efeitos especiais.
Nesta aula eu vou citar os principais. Nas próximas aulas vamos fazer uso deles,
então eu recomendo fazer o download de todos eles.

Adobe Lightroom

Se o cão é o melhor amigo do homem, sem dúvidas, o melhor amigo do fotógrafo é o


Adobe Lightroom. Voltado para fotógrafos, este programa é excelente para organizar
fotos, editar, fazer correções de cores, tons, contraste, brilho, saturação e
muito mais. Se usado em conjunto com o plugin Adobe Camera RAW, torna-se
totalmente compatível com a maioria dos arquivos em RAW dos mais diversos modelos
de câmeras.

Adobe Lightroom - Download_Plugin Adobe Camera RAW - Download

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Adobe Photoshop

Depois de vários ajustes no Lightroom a sua foto ainda não está perfeita? Então é
hora do Adobe Photoshop entrar em cena. Este programa é ótimo para ajustes mais
complicados que o Lightroom não consegue fazer. Se existe algum elemento
indesejado na cena, por exemplo uma pessoa que não deveria ter aparecido, o
Photoshop pode perfeitamente removê-la usando avançadas ferramentas de
preenchimento, clonagem e correção.

A possibilidade de editar a sua imagem em várias camadas diferentes também é mais


uma das vantagens deste excelente programa, permitindo por exemplo recortar uma
pessoa de um fundo e colocá-la em outro.

Download

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Photomatix

Um dos melhores programas para a criação de fotos com grande alcance dinâmico, o
chamado HDR(High Dynamic Range), unindo 3 ou mais fotos com exposições diferentes
que resultam em uma única foto com o alcânce dinâmico perfeito. Este assunto será
melhor explicado nas próximas aulas.

Download

Panorama Maker

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Este programa é muito leve e fácil de usar. O Panorama Maker te permite criar
fotos panorâmicas facilmente. É só tirar várias fotos, uma ao lado da outra e
depois juntar todas na ordem certa que o programa faz o resto. Todos os ajustes de
encaixe de uma foto com a outra e de pequenas diferenças na exposição de cada uma
delas são feitos automaticamente, tendo que se preocupar somente em fazer as
fotos.

Download

Baixe os programas, explore-os e tente familiarizar-se com a sua interface, que


logo começaremos a usá-los. Não tenha medo de errar. Faça testes, consiga um
resultado ruim, faça mais testes e consiga um resultado bom. Tantos menus e opções
podem parecer confusos no começo, mas tudo é questão de prática. Sempre que formos
fazer uso destes programas, eu vou explicar passo-a-passo o que se deve fazer para
conseguir o objetivo desejado, no entanto, sempre é bom ter uma base, por isso eu
digo para tentar familiarizar-se previamente com eles.

Módulo Intermediário - Aula 02 - Panning

Você com certeza já deve ter visto uma foto com este efeito, mas talvez não saiba
o seu nome. Basicamente, Panning é um efeito que dá uma sensação de movimento à
foto. A técnica consiste em deixar o assunto principal focado e congelado,
enquanto o fundo fica borrado em uma determinada direção, dando uma clara sensação
de movimento.

Vamos a um exemplo prático. Clique na imagem para ampliar.

1/30 - f/5.6 - ISO 3200 - 85mm

Nesta imagem vemos o carro congelado, enquanto todo o resto da cena está borrada,
dando a impressão de que mesmo uma foto, que é uma imagem estática, pareça estar
em movimento. De fato o carro estava em movimento, então nada mais interessante do
que retratar a sua velocidade em uma foto da melhor maneira possível, não é?

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

É uma ótima técnica para fotos com sensação de movimento, mas dominá-la é mais
difícil do que parece. Acima de tudo é preciso muita prática. Não adianta tentar 5
vezes, conseguir resultados ruins e dizer que é impossível fazer isso, é preciso
persistir.

Lembra que eu disse na introdução deste módulo que para poder aproveitar
totalmente as aulas deste módulo é muito importante que você já tenha uma câmera
com controles manuais? Pois bem, começando por esta aula, este é um fator
realmente necessário. Se a sua câmera não permitir ajustes manuais, talvez com um
pouco de sorte você até consiga este efeito, mas vai depender da boa vontade da
sua câmera para usar exatamente os ajustes que você necessita para isso.

Para conseguir bons resultados, siga os seguintes passos:

- Defina uma baixa velocidade de obturador, algo em torno de 1/10 a 1/60,


dependendo da velocidade do assunto em questão. A velocidade baixa vai produzir
exatamente o efeito borrado que desejamos para dar a sensação de movimento.

- Ao localizar o seu assunto, por exemplo um carro em movimento, aponte a sua


câmera para ele, aperte o botão do obturador para iniciar a exposição e siga
exatamente o mesmo movimento do carro com a sua câmera até que a exposição
termine.

Se o clique foi bem sucedido, você conseguiu fazer uma foto com o efeito panning,
parabéns!

Se algo saiu errado, não desista. Tente várias e várias vezes, até conseguir o
clique perfeito. Se estiver usando a sua câmera no modo manual, não esqueça de
contrabalancear a abertura do diafragma e a sensibilidade ISO para que a exposição
também fique correta ao usar baixas velocidades de obturador.

Existe ainda a possibilidade de reproduzir artificialmente este efeito no


Photoshop com o filtro Motion Blur, mas além de não ficar tão natural, desestimula
a tentar aperfeiçoar as suas habilidades, então nem entrarei em muitos detalhes
sobre isso.

Fique com mais um exemplo do efeito panning. Clique na imagem para ampliar.

1/30 - f/5.6 - ISO 5000 - 75mm

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 03 - Fotos Panorâmicas

Muitas vezes nos deparamos com uma situação em que queremos fotografar uma grande
cena por inteiro, mas nem sempre a lente da nossa câmera é favorável a isso.
Quando a lente da nossa câmera tem um ângulo de visão muito fechado, ou pelo menos
não é tão aberto quanto desejamos, dificilmente vamos conseguir fazer um
enquadramento amplo em uma única cena.

Quando temos espaço disponível, podemos tentar nos afastar mais e mais do assunto,
até conseguir o enquadramento desejado, mas se o espaço for pequeno demais ou não
dispormos de tempo para ficar variando a distância, isto não vai ser possível. A
solução? Fazer uma foto panorâmica!

A foto panorâmica consiste em unir duas ou mais fotos em uma só, cada uma com uma
parte da cena, criando uma foto que enquadra uma cena muito maior do que seria
possível normalmente com uma única foto.

Para esta aula, vamos precisar do programa citado na aula 1 deste módulo, o
Panorama Maker. Se ainda não fez o download dele, faça agora.

A primeira coisa a se fazer é tirar as fotos que precisamos, cada uma com uma
parte da cena que desejamos por inteira. Vamos a um exemplo com duas fotos no
sentido horizontal.

Unidas com a ajuda do Panorama Maker, estas duas fotos se tornaram uma única foto
panorâmica que abrange uma cena muito maior.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Para produzir uma foto panorâmica como a do exemplo, é muito fácil. Basta seguir
os passos.

Primeiro tire duas fotos. Após tirar uma delas, mova a câmera levemente para o
lado em que a cena deve continuar e tire a outra. Se preferir, pode fazer mais do
que duas fotos, mas neste exemplo eu vou usar só duas, apenas para mostrar como
funciona a junção das fotos no Panorama Maker.

Depois de tirar as suas fotos e descarregá-las no computador, abra o Panorama


Maker. Ao abrí-lo, recomendo que leia o texto sobre como tirar excelentes fotos
panorâmicas. Algumas dicas citadas neste texto podem te ajudar a melhorar
significativamente as suas fotos panorâmicas.

No menu da esquerda, em Pastas, localize a pasta em que você descarregou as fotos


que tirou. Você pode selecionar fotos no formato JPG ou RAW. No meu caso, eu usei
as fotos no formato RAW, para ficar com uma qualidade superior.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Ao localizar a pasta com as fotos, selecione as fotos que serão utilizadas. Você
pode optar por deixar a opção "Auto-selecionar por grupo" marcada ou não.

Deixando esta opção marcada, o programa seleciona automaticamente as fotos tiradas


com um intervalo máximo de 40 segundos entre uma e outra, baseado nas informações
de data e hora que a câmera imprime nos arquivos selecionados.

Como fotos panorâmicas normalmente são rápidas, deixando esta opção marcada, o
programa na maioria das vezes vai acertar automaticamente qual grupo de fotos você
pretende usar. Caso você tenha feito outras fotos logo em seguida após as outras
que serão usadas na foto panorâmica, o programa vai errar na seleção, então
desmarque esta opção e selecione-as manualmente.

Quando terminar de selecionar as fotos que serão usadas, na opção "Reparar como:",
você pode definir entre "Auto", "Horizontal", "360º", "Lado a lado" e "Vertical.
Deixando no automático, baseado na interação de pixels entre uma imagem e outra,
na maioria das vezes o programa também acerta o sentido de orientação que
pretendemos criar a foto panorâmica. Caso hajam grandes diferenças de cores entre
uma imagem e outra, é possível que o programa erre. Se isso acontecer, selecione o
sentido de orientação manualmente. No nosso caso, horizontal. Por fim, clique em
"Avançar".

Na próxima tela, o programa vai tentar organizar automaticamente a ordem das


fotos, também baseado na interação de pixels entre uma imagem e outra. Caso a
ordem esteja certa, simplesmente clique em "Costurar". Se estiver errada,
reorganize a posição das fotos, arrastando para o lugar certo as imagens grandes
ou as miniaturas. Quando estiver tudo em ordem, clique em "Costurar".

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Dependendo da velocidade do seu computador e do número de fotos que serão unidas,


o carregamento da próxima tela pode ser um pouco lento, então seja paciente.

Na próxima tela, o programa te mostra uma previsão de como a sua foto panorâmica
vai ficar com as fotos já unidas.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Se o ângulo da foto não estiver bom, você pode girá-la de -10º a 10º com a
ferramenta "Endireitar".

Você pode ajustar também o brilho e o contraste da foto para que ela fique com um
aspecto melhor.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Depois de feito todos os ajustes, se alguma parte que você não desejava está
presente na foto, você pode deslizar a borda vermelha que enquadra a foto para
fazer o recorte como quiser. Quando terminar, clique em "Salvar". Escolha o nome
do arquivo, o diretório, o formato do arquivo, o tamanho em pixels e a qualidade e
clique em "OK" para salvar a foto.

Aguarde alguns segundos até que o programa termine de salvar. Pronto! Está feita a
sua foto panorâmica.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O Panorama Maker conta com mais algumas opções não mencionadas nesta aula, mas
todo o básico que você precisava saber para criar facilmente uma foto panorâmica,
foi explicado nesta aula.

Veja mais alguns exemplos:

Foto Panorâmica com 2 Fotos na Orientação Vertical

Foto Panorâmica com 3 Fotos na Orientação Horizontal

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 04 - Light Painting

Você gosta de escrever e fazer desenhos no papel? Se gosta, você vai adorar esta
aula. Sabia que é possível fazer isto em uma foto também? Vamos descobrir como!

Em primeiro lugar, você deve achar um lugar o mais escuro possível, totalmente
livre de qualquer tipo de luz. Se não for possível achar um lugar com escuridão
total, que seja o mais escuro que você conseguir. Dependendo da sua pretensão para
a foto, o ideal é que o lugar seja espaçoso e que você esteja usando uma lente
grande angular em sua câmera.

Quando achar o local adequado, monte a sua câmera em um tripé, ou deixe ela em
qualquer lugar que você tenha certeza de que não vai haver nenhum tremor durante o
processo. Para garantir os melhores resultados na exposição, selecione ISO 100 ou
a menor sensibilidade nativa que a sua câmera permitir. Selecione também a menor
abertura que a sua lente permitir, normalmente de f/16 pra cima.

Você deve estar pensando "Ele enlouqueceu? Como ele quer que eu faça uma foto em
um lugar que é totalmente escuro, usando uma sensibilidade ISO tão baixa e uma
abertura tão pequena? Não precisa ser um genio pra saber que é óbvio que na foto
vai sair só uma tela preta sem nada!".

Normalmente eu concordaria com você, eu estaria ficando louco se dissesse pra você
fazer uma foto normal nestas condições, mas não podemos esquecer da terceira
variável da exposição: a velocidade do obturador. Aí você pensa "Mas no que isso
vai ajudar? O lugar onde estou é totalmente escuro. Nem mesmo deixando o obturador
aberto por 1 hora a foto vai sair bem exposta, já que não tem luz nenhuma!".

Novamente eu concordaria com você, se não fosse uma coisa: a intenção do light
painting não é a foto sair bem exposta. Agora que você sabe disso, vou explicar
melhor. Traduzindo para o Português, light painting significa pintura com a luz.
Sabe aquelas telas brancas que os pintores usam? Pense que a tela que você vai
usar pra pintar vai ser parecida com esta, só que ao invés de ser uma tela branca,
ela vai ser preta, já que você vai usar a área escura que a câmera capta do lugar
onde você está como tela.

Já temos a "tela", mas e agora? Assim como um pintor não pinta sem seus pincéis,
você também não. O seu "pincel" pode ser qualquer coisa que emita uma luz fraca e
concentrada, como uma lanterna comum. Fontes de luz fortes e amplas, como
lâmpadas, holofotes e flashes não vão servir, pois estes imitariam a luz de um
lugar bem iluminado, que não é o que queremos neste caso.

Qualquer fonte de luz fraca e concentrada pode servir, até mesmo aquela que você
nem pensaria em usar. Se você não tem uma lanterna em casa, por exemplo, não tem
problema. Celular, eu tenho quase certeza que você tem. Mas não, não é pra passar
um trote no seu amigo que você vai precisar dele. A tela de um celular é uma fonte
de luz ideal pra isso: fraca e concentrada. Com o ISO mais baixo o possível e uma
abertura bem pequena, é hora de selecionar a velocidade do obturador. Pintores
levam tempo pra fazer as suas pinturas, e pra você isso não é diferente.

Selecione a velocidade de obturador mais lenta que a sua câmera permitir. O ideal
é pelo menos de 15 a 60 segundos, mas se ela permitir de 8 segundos pra cima, já
dá pra conseguir um bom resultado.

Se a sua câmera for uma DSLR, você também pode optar pelo modo de disparo Bulb(B),
onde o obturador permanece aberto pelo tempo que você manter o botão de disparo
pressionado. Só que pra isso, você vai precisar de um cabo disparador ou um
controle remoto, já que você vai estar pintando em frente a câmera e portanto não
vai poder manter o botão de disparo pressionado, ao mesmo tempo em que pinta.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Chamar um amigo ou parente que tenha bastante paciência e mão firme também pode
ser uma opção, para que ele faça o papel de cabo disparador. Se você for usar uma
velocidade de obturador entre as nativas da câmera e não tiver alguém que te ajude
a pressionar o botão de disparo quando você já estiver a postos, você pode optar
por usar o temporizador automático. A maioria das câmeras oferece pelo menos uma
opção de 10 segundos de atraso antes do disparo, o que é mais do que suficiente
para você se posicionar antes da exposição começar.

Depois de ter tudo programado e definido, é hora de pintar! Quando a exposição


começar, fique em frente a câmera com a fonte de luz apontada para ela. Para fazer
o seu primeiro teste e entender como a técnica funciona, tente desenhar no ar com
a luz algo simples, como círculos. Pegue a sua fonte de luz e gire-a circularmente
várias vezes em frente a câmera durante a exposição. Espere até que a exposição
termine e vá conferir o resultado. Se tudo deu certo, você deverá ter conseguido a
foto de uma tela preta com círculos luminosos.

A medida que você for se acostumando com a lógica do light painting, tente fazer
desenhos mais longos e elaborados para obter diferentes resultados. Você deve
estar se perguntando "Mas que mágica é essa?". Não é mágica nenhuma, é pura
lógica. Enquanto o obturador permanece aberto, o sensor captura todos os raios de
luz que incidem sobre a lente. Tudo estava escuro, mas no meio da escuridão se
acendeu a fonte de luz que você usou. A câmera sempre procura tentar melhor expor
a fonte de luz mais luminosa que ela encontra na cena, e como a fonte de luz que
você usou em meio a escuridão foi a única luz que ela detectou, consequentemente
foi a única coisa que apareceu na foto.

O sensor captou o local onde a fonte de luz estava em cada fração de segundo
enquanto o obturador permaneceu aberto, ou seja, todo o caminho percorrido pela
luz foi captado pela câmera e unido em um só momento, uma única foto. Nosso
cérebro não é capaz de unir todos os momentos de um evento num só, já que
conseguimos distinguir apenas alguns poucos quadros por segundo, mas a câmera é. O
único jeito de simular esta situação no nosso cérebro é fazendo algo parecido.

Neste mesmo lugar escuro, tente movimentar a mesma fonte de luz de um lado para o
outro bem rapidamente e fique observando com os olhos. Como o movimento com a luz
vai ser mais rápido do que a velocidade de quadros por segundo que o nosso cér ebro
consegue acompanhar, você vai perceber que aos seus olhos, a luz deixa um rastro
temporário durante a movimentação. A câmera funciona mais ou menos assim, mas
diferentemente de nós, ela sim consegue captar todos os movimentos da luz que
aconteceram durante um determinado período de tempo e transformar o rastro
temporário em um registro permanente

Agora que você já conheceu toda a teoria, já deve estar cansado de tanto ler.
Vamos a alguns exemplos práticos de light painting.

30s - f/25 - ISO 100 - 26mm - Fonte de Luz: Tela do Celular

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30s - f/25 - ISO 100 - 26mm - Fonte de Luz: Lanterna de LEDs

Qualquer coisa que emite algum tipo de luz pode ser usada pra fazer light
painting, tudo depende da sua criatividade. Tente com uma lanterna, a tela do
celular, um fósforo, uma vela, um relógio com luz, um laser, enfim, qualquer coisa
que emita uma luz fraca e concentrada.

Uma fonte de luz que produz um resultado muito interessante é a lã de aço


queimando e sendo arremessada pelo ar. Se for tentar fazer isso, pra não se
queimar, pegue um arame comprido, com cerca de 1 metro de comprimento. Prenda a lã
de aço em cerca de metade do arame com um fio grosso amarrado ou outro pedaço de
arame. Quando a exposição iniciar, acenda a lã de aço e gire o arame em círculos
na frente da câmera. O resultado deve ficar parecido com este:

72s(Modo Bulb) - f/25 - ISO 100 - 24mm

Mais um exemplo, um pouco diferente:

41s(Modo Bulb) - f/25 - ISO 100 - 24mm

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Pra fazer isto, é muito importante que você esteja em um lugar aberto e seguro,
que não fique perto de nada que possa pegar fogo e nem ninguém que possa se
queimar. Cuidado consigo mesmo também. Não seria nada agradável se um pedaço de lã
de aço em chamas caísse no seu cabelo. Pra ter certeza de que nada vai sair
errado, você pode colocar um boné e óculos escuros para proteger as áreas mais
sensíveis do corpo.

Existem muitas possibilidades de fotos que você pode criar com light painting, o
limite é a sua imaginação. Não tenha medo de ousar pra conseguir resultados
incríveis!

Módulo Intermediário - Aula 05 - Bracketing e HDR

Bracketing, do Inglês, significa Variação. É uma técnica que consiste em tirar 2


ou mais fotos do mesmo assunto usando diferentes configurações em cada uma delas.
O Bracketing é muito útil para situações em que é muito difícil conseguir o
resultado esperado em uma só foto. Existem vários tipos de Bracketing, sendo mais
comum o Bracketing de Exposição, que possibilita a criação de fotos em HDR.

HDR é a abreviatura de High Dynamic Range, do Inglês, significa Alta Gama


Dinâmica. Resumindo, a gama dinâmica é a capacidade da câmera de distinguir
detalhes na cena entre áreas claras e escuras. Você com certeza já tentou tirar a
foto de uma linda paisagem com árvores em um dia ensolarado com o céu claro. Se
você fotometrar no céu, ele fica bem exposto e cheio de detalhes, mas a parte das
árvores fica muito escura.

Já se você fotometrar nas árvores, elas é que ficam bem expostas e cheias de
detalhes, mas em compensação o céu fica todo branco, completamente estourado e sem
detalhes.

Usar o flash para preencher as áreas mais escuras está totalmente fora de
cogitação. Mesmo sendo um flash externo bem forte em potência máxima, a luz que
ele emite seria totalmente incapaz de alcançar a distância das árvores.

Para fotografar paisagens, normalmente usamos lentes grande angulares e estamos


muito distantes do ponto de focagem, então no exemplo citado é totalmente
plausível afirmar que as árvores poderiam estar pelo menos a 100 metros de
distância da câmera. Com uma distância destas, nem o flash mais potente vai
conseguir sequer fazer a mínima diferença na iluminação da cena, ainda mais
durante o dia em um lugar amplo.

O que fazer então? Desistir da foto? Se conformar com os dois possíveis resultados
ruins? Comprar uma câmera mais avançada que tenha uma gama dinâmica mais ampla?
Talvez antes de conhecer esta técnica você já tenha feito alguma destas coisas,
mas definitivamente não são as melhores soluções. De agora em diante, sem mais
fotos ruins por culpa da baixa gama dinâmica que a câmera tem.

Uma foto em HDR normalmente é composta da união de 3 fotos da mesma cena: uma com
a exposição normal, outra subexposta e outra superexposta. Com estas 3 fotos da
mesma cena com diferentes exposições, a câmera consegue captar a quantidade de luz
ideal pra que todos os detalhes fiquem visíveis após unidas em uma só.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Os valores de subexposição e superexposição normalmente variam de 0.3 EV a 2 EV


quando o HDR é feito da união de 3 fotos. Usar uma diferença maior do que 2 EV em
cada exposição com apenas 3 fotos pode significar a perda de detalhes no resultado
final.

Vejamos um exemplo:

Individualmente, nenhuma das fotos está bem exposta e nem com detalhes visíveis em
toda a cena, mas com todas elas unidas em uma só, o resultado final ficou em
perfeita harmonia. Para produzir uma foto em HDR como esta, vamos precisar de um
programa citado na aula 1 deste módulo, o Photomatix. No exemplo acima, 3 fotos da
mesma cena foram usadas para produzir o resultado final. A primeira com EV -1, a
segunda com EV 0 e a terceira com EV +1.

Algumas câmeras possuem o recurso Bracketing de Exposição integrado, que


normalmente é abreviado pelas letras BKT. Se a sua câmera não possuir este
recurso, no modo Manual(M) use a compensação de exposição para variar a exposição
em cada foto. Você pode variar a exposição manualmente a seu gosto também, mas não
esqueça de modificar somente a velocidade do obturador em cada foto.

Modificar a exposição através da abertura ou do ISO implica respectivamente na


mudança da profundidade de campo e na taxa de ruído. Estas mudanças podem
distorcer o resultado final, portanto não são recomendadas. Para evitar a mudança
no enquadramento em cada foto, é extremamente aconselhável usar um tripé bem
firme. Assuntos que podem sair do lugar entre uma foto e outra devem ser evitados.
Folhas de árvores, por exemplo, costumam balançar bastante com ventos fortes. Se
em uma foto as folhas estiverem em um lugar e na próxima foto em outro, o
resultado final pode ficar com um efeito fantasma.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O Photomatix tem um recurso que consegue corrigir em partes este efeito, mas não
faz milagres. Movimentos muito bruscos não podem ser corrigidos.

Pra fazer a sua foto em HDR, primeiro faça as 3 fotos como mencionado antes: a
primeira com EV -1, a segunda com EV 0 e a última com EV +1. Em seguida,
descarregue-as no computador e abra o Photomatix.

Com o Photomatix aberto, clique em "Load Bracketed Photos". Na nova janela que foi
aberta, clique em "Browse...".

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Localize no seu computador a pasta com as 3 fotos que você tirou. Selecione-as e
clique em "Abrir".

Com as 3 fotos selecionadas, clique em "OK".

Deixe marcada a opção "Align source images" e a sub-opção "By matching features",
que é a mais eficiente. Com estas opções marcadas, o programa vai alinhar foto com
foto de acordo com as características de pixels correspondentes.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Caso hajam pequenas diferenças no enquadramento em cada foto, elas serão


devidamente alinhadas. Deixando a opção "Crop aligned images" marcada, o programa
vai cortar todos os restos que não fazem parte do enquadramento em todas as
imagens.

Marcando a opção "Reduce ghosting artifacts" você pode reduzir o efeito fantasma
que pode ter sido causado pelo movimento de algo na cena entre uma foto e outra.
Você pode optar pela sub-opção "Semi-manual" ou "Automatic". No modo automático,
você pode escolher em "Detection"(Detecção) entre "High"(Alta) e "Normal"(Normal).
O automático faz um bom trabalho, mas é melhor selecionar o modo semi-manual para
poder selecionar mais precisamente as áreas afetadas pelo efeito fantasma.

Com a opção "Reduce noise" marcada, o programa vai reduzir o ruído de cada foto
individualmente antes da união, ou do resultado final com todas as fotos já
unidas. Se as fotos foram tiradas com ISO baixo, não é necessário marcar esta
opção. Com a sub-opção "on source images" marcada, você pode aplicar a redução de
ruído somente na(s) imagem(ns) subexposta(s) marcando "underexposed image(s)
only", na imagem normal e na(s) subexposta(s) marcando "normal exposure and
underexposed", ou em todas as imagens marcando "all source images". Marcando a
opção "on merged images", o programa vai aplicar a redução de ruído no resultado
final, após a união das 3 fotos. Em "Strenght" você define a intensidade da
redução de ruído.

Marcando a opção "Reduce chromatic aberrations", o programa vai reduzir as


aberrações cromáticas. Resumidamente, aberrações cromáticas são uma espécie de
dispersão de cores produzidas pela lente da câmera. Este assunto vai ser melhor
explicado mais adiante.

Depois de ter escolhido todas as opções e sub-opções, clique em "OK".

Espere alguns segundos até que as imagens sejam alinhadas.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Se você deixou marcada a opção "Reduce ghosting artifacts" e a sub-opção "Semi-


manual", agora você vai poder selecionar as áreas da imagem que ficaram com o
efeito fantasma. Clique e segure o botão esquerdo do mouse, arraste sem soltar e
vá selecionando as áreas fantasmas com os traços pontilhados. Toda vez que você
terminar de cercar uma área, clique dentro desta área com o botão direito e
selecione "Mark selection as ghosted area" para tornar aquela seleção permanente.
Se for necessário circular mais do que uma área na foto, repita o processo até
selecionar todas as áreas fantasmas que encontrar.

Para ajudar na identificação das áreas fantasmas, você pode mover as barras
deslizantes "Brightness" para ajustar o brilho e "Zoom" para ajustar a proximidade
da foto.

Quando acabar de selecionar todas as áreas, clique em "Preview deghosting" para


ver uma previsão da imagem com a correção do efeito fantasma. Se ficou bom, clique
em "OK". Caso contrário, clique em "Return to selection mode", modifique as
seleções até que o resultado fique satisfatório e clique em "OK".

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Espere mais alguns segundos até que todas as correções sejam feitas.

Depois do processamento das imagens, o programa vai te mostrar uma previsão de


como o resultado final vai ficar. Se não souber como usar o histograma, pode
fechar a pequena janela com um gráfico preto escrito "Histogram". O histograma
também vai ser melhor explicado mais adiante. Nos quadros da janela de baixo, em
"Preset Thumbnails", você encontra os presets que acompanham o programa.

Cada um faz modificações diferentes no resultado final. Se você não quiser fazer
os ajustes mais avançados, apenas clique no preset que te oferecer o melhor
resultado e clique em "Process".

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Se sentiu que faltou algo e nenhum preset te agradou, você pode fazer alguns
ajustes movendo as barras deslizantes no menu da esquerda, em "Adjustments". Não
vou entrar em detalhes sobre cada ajuste em particular, se não a aula vai ficar
absurdamente extensa. Na verdade já está, mas não quero deixá-la tão grande a
ponto de ficar cansativa de ler. Faça vários testes e descubra você mesmo o que
cada ajuste muda no resultado final.

Depois de ter feito vários ajustes e conseguido um resultado que te agradou


bastante, talvez você queira repeti-lo em outras fotos. Seria bem trabalhoso ter
que fazer todos os ajustes novamente, não é? Não se preocupe, não vai ser preciso
fazer isso. Em cima do botão "Process", do lado de "Presets:", clique na caixa de
seleção e selecione "Save Settings...". Nomeie e salve o arquivo do preset na
pasta padrão que o programa escolhe, assim você pode achar este mesmo preset na
aba "My Presets" da janela "Preset Thumbnails" toda vez que você quiser usá-lo
novamente em outras fotos.

Agora sim, clique em "Process".

Espere novamente mais alguns segundos até que o resultado final seja gerado.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Quando o resultado final for exibido na tela, clique em "File" e depois em "Save
As...".

Depois de escolher um nome e o local para salvar o arquivo, clique em "Salvar". O


resultado final:

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

As pequenas manchas no céu não foram causadas por nenhuma distorção na união das
fotos. O sensor da minha câmera acabou ficando sujo depois de várias trocas de
lentes em uma saída fotográfica. Eu ainda não tive tempo para fazer a limpeza
apropriada, por isso as manchas ficaram evidentes nesta foto com a abertura bem
pequena.

Se a cena que você for fotografar tiver muitas variações de luz, pra obter uma
foto perfeitamente cheia de detalhes, você pode unir mais de 3 fotos em uma só.
Com uma câmera que tenha a compensação de exposição que varie de -5 EV a +5 EV, é
possível fazer facilmente até 11 exposições diferentes com a variação de 1 EV em
cada uma, ou ainda 31 exposições diferentes com a variação de 1/3 EV em cada uma.

Embora uma mesma cena com tantas variações de luz possa ser praticamente
impossível, com as DSLR mais modernas, que normalmente possuem uma velocidade de
obturador que varia entre 1/8000 e 30s, é possível fazer manualmente até 54
exposições diferentes com a variação de 1/3 EV sem variar a abertura e nem o ISO.
Com tantas exposições diferentes, unindo todas elas em uma só, o resultado final
teria a capacidade de distuinguir detalhes perfeitos com uma variação de luz acima
dos 18 EV na mesma cena, ou seja, ainda mais do que o olho humano consegue captar!

Espero que tenham gostado desta aula e que da próxima vez eu consiga fazer uma
aula mais curta, antes que o blog acabe entrando pro Guinness como o blog com os
posts mais longos da história.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 6 - Focus Stacking

Focus Stacking, do Inglês, significa foco de empilhamento. Na aula anterior


aprendemos como fazer o bracketing de exposição para produzir uma foto em HDR.
Nesta aula vamos aprender a fazer o bracketing de foco, para produzir uma foto com
a técnica Focus Stacking. Para isto, vamos precisar de um programa citado na aula
1 deste módulo, o Adobe Photoshop.

A técnica, assim como para as fotos em HDR, consiste em fazer duas ou mais fotos
do mesmo assunto, mas ao invés de variar a exposição em cada uma delas, se varia o
ponto de foco. Como resultado, temos uma foto final com o foco controlado em todas
as áreas que desejamos.

Você provavelmente deve estar pensando "Mas não é mais fácil simplesmente fazer
uma só foto com uma abertura pequena, como f/16?". Dependendo da situação, é. Mas
quando você usa uma abertura pequena, toda a foto, ou grande parte dela fica em
foco. E se você deseja deixar somente um assunto totalmente em foco e o resto
desfocado? Nem sempre vai existir uma abertura exata que vá suprir a necessidade
exata das suas pretensões.

Um dia você vai acabar se deparando com uma situação em que se você usar uma
abertura maior, partes essenciais vão ficar desfocadas, e se usar uma abertura
menor, partes desnecessárias vão ficar focadas. A solução? Produzir uma única foto
usando a técnica Focus Stacking. Esta técnica é bastante útil em fotos macro,
aquelas com assuntos muito próximos a lente da câmera. Vamos ver um exemplo.

Repare que na foto única usando a abertura f/16, o fundo colorido ficou totalmente
em evidência, tirando totalmente a atenção do assunto principal da foto, a planta.
Na outra foto, 5 fotos em f/1.4 foram unidas em uma só, usando a técnica Focus
Stacking. O resultado final ficou muito melhor. Somente a planta ficou totalmente
em foco, enquanto o fundo colorido ficou borrado, deixando o assunto principal
muito mais evidente.

Mas afinal, qual a utilidade de se unir várias fotos com uma abertura grande? Não
seria mais fácil fazer só uma foto com abertura grande que o resultado seria o
mesmo? A resposta é não. Observe como fica uma única foto com a abertura grande.

68
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O fundo ficou desfocado como o desejado, porém, em consequência da grande


abertura, inclusive outras partes do assunto principal também ficaram desfocadas.
Se esta fosse a intenção, a foto estaria boa, mas neste caso esta não é a nossa
intenção.

Resumidamente, tanto usando uma abertura grande quanto usando uma abertura
pequena, o resultado não fica bom. Poderíamos até testar aberturas intermediárias
entre grandes e pequenas, mas mesmo assim o resultado não ficaria perfeito, devido
a grande proximidade do assunto ao fundo. O fundo sempre iria atrapalhar ou alguma
parte importante ficaria desfocada. O resultado seria sempre o mesmo:
insatisfatório. Para contornar esta situação, vamos recorrer a técnica Focus
Stacking. O primeiro passo é tirar duas ou mais fotos do mesmo assunto com pontos
de foco diferentes. O número de fotos que devem ser feitas vai depender de alguns
fatores, como a abertura utilizada, a distância focal da lente, a distância entre
a lente da câmera e o assunto e a distância entre o assunto e o fundo. Faça alguns
testes e descubra quantas fotos diferentes serão necessárias para obter o melhor
resultado. Neste exemplo, 5 fotos diferentes em f/1.4 foram utilizadas. Com esta
abertura grande, é possível definir a área de foco exata que pretendemos em cada
foto.

Repare que em cada uma das 5 fotos o ponto de foco foi diferente. Para fazer isso,
a menos que a sua câmera tenha uma área bem ampla com vários pontos de focagem
automática, é recomendável utilizar o foco manual. Varie suavemente o foco em cada
uma das fotos, até perceber que a área em foco está levemente diferente. Após
tirar as suas fotos, descarregue-as no computador e abra o Photoshop. Acompanhe o
passo-a-passo de como produzir o resultado final com o Photoshop no vídeo abaixo.
Para visualizar melhor, assista ao vídeo em tela cheia na qualidade HD.

69
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 07 - Efeito Cutout

Finalmente chegou a hora de continuar as aulas do módulo intermediário! Peço


desculpas por ter ficado ausente do blog durante todo esse tempo. O meu plano era
continuar as aulas logo depois que o ano começou, mas como sempre aparecia uma
coisa ou outra pra fazer, sempre que eu pensava em tirar um tempo pra continuar as
aulas, acabei conseguindo dar continuação só hoje. Mas agora, vamos ao que
realmente interessa!

Nesta aula vamos precisar do Adobe Photoshop. Se você ainda não o instalou, baixe
e instale-o agora.

Na fotografia, chamamos de Efeito Cutout, ou simplesmente Cutout, aquele efeito em


que uma parte da foto está em preto e branco e a outra está colorida. Se você usa
a internet a mais de uma semana, com certeza já deve ter visto uma foto com este
efeito. Fotos com este efeito estão em toda a parte. É um efeito muito
interessante e popular, apesar de não ser tão conhecido pelo nome.

Nesta aula, vamos aprender como produzir uma foto com este efeito. Veja um exemplo
do antes e depois.

Neste vídeo eu explico o passo-a-passo de como produzir este efeito. Caso não
consiga ler alguma anotação no vídeo, pare para ler, ou volte e reveja. Abra o
Photoshop e mãos à obra. Para visualizar melhor, assista ao vídeo em tela cheia na
qualidade HD.

70
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 08 - Macrofotografia - Parte 1

A macrofotografia ou fotografia macro é a fotografia de objetos, detalhes, animais


e outros assuntos minúsculos que geralmente não são percebidos em sua totalidade
pelo olho humano.

Imagine algo simples e pequeno que faz parte do seu dia-a-dia, como uma mosca.
Moscas estão em toda a parte e em qualquer lugar do Brasil, principalmente nas
regiões e estações quentes. Dentro ou fora de casa, com certeza você já viu
milhares delas durante a sua vida. Mesmo tendo visto tantas, será que você já
parou para reparar em como as moscas são de verdade? Talvez você até já tenha tido
esta curiosidade de tentar observá-las mais de perto, mas como elas são muito
rápidas e pequenas, é muito difícil definir a mosca como algo mais, além de um
inseto preto com asas. Nossos olhos não conseguem ver nada além disso, mas a lente
apropriada de uma câmera consegue.

Você pode se surpreender ao ver o quão interessante pode ser o mundo que está
diante dos nossos olhos, mas em seu tamanho real ou ampliado. Como eu disse, aos
olhos humanos, um mosca é só uma mosca, um inseto preto com asas, mas aos "olhos"
de uma câmera, tudo fica completamente diferente.

Observe atentamente a foto acima. A mesma mosca sem graça da qual eu falava antes,
já não parece mais tão sem graça vista por esta perspectiva, não é mesmo? Talvez
as mulheres que estão lendo esta aula achem esta foto um pouco nojenta, mas vocês
hão de concordar que é no mínimo interessante ver o mundo desta maneira. Quem
diria que aqueles dois pontinhos vermelhos e aquelas coisas pretas quase
invisíveis aos nossos olhos guardavam tanta riqueza em detalhes?

Este é o principal atrativo da macrofotografia, a riqueza em detalhes que está


diante dos nossos olhos e ao mesmo tempo, praticamente invisível a eles. Lembrando
que como já estamos no módulo intermediário, vou priorizar maiores detalhes nesta
aula aos métodos utilizados em câmeras DSLR. Isto não significa que a
macrofotografia é impossível de ser realizada com outros tipos de câmeras, apenas
que os resultados obtidos com as câmeras DSLR serão sempre superiores.

71
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Apesar da fotografia macro em câmeras mais simples não oferecer resultados tão
bons quanto nas DSLR, utilizar esta técnica nelas é muito mais fácil do que nas
DSLR. Hoje em dia praticamente todas as câmeras, mesmo as mais simples, oferecem
uma opção para fazer fotografias macro. Dependendo do modelo, esta opção é
acionada ou pelo menu interno da câmera, ou através de um botão próprio para isso
no corpo da câmera.

Este botão geralmente é representado pelo símbolo de uma florzinha como na imagem
abaixo.

Uma vez acionada a função macro, as fotos deverão ser tiradas a uma curta
distância entre a lente e o assunto, normalmente menos de 50cm. Nas câmeras DSLR,
a macrofotografia funciona um pouco diferente, já que esta função não é
simplesmente ativada através de um botão. Existem 5 métodos principais para se
conseguir fotografias macro. Vamos conhecer cada um deles daqui pra frente.

Como já sabemos, as câmeras DSLR por si só não conseguem fazer nada sem atuar em
conjunto com as lentes. Cada lente, dependendo da distância focal e outros
fatores, possui um limite de distância mínima para conseguir focar. Se este limite
for excedido, a câmera não consegue mais focar o assunto. Por exemplo, se o limite
da lente for 50cm e você estiver a 30cm do assunto, não adianta se irritar com a
sua câmera ou consigo mesmo, é impossível mesmo conseguir focar.

Esta é uma frustração comum de quem troca a sua câmera mais simples por uma DSLR.
Algumas pessoas acham que só porque a câmera é maior e parece ter mais recursos,
ela também vai fazer tudo o que a sua antiga câmera fazia, sem nenhum acessório
adicional. Terrível engano. Infelizmente nem todas as lentes para câmeras DSLR são
apropriadas para a macrofotografia. Alias, a maioria não é. Inclusive aquelas que
acompanham o kit inicial das câmeras DSLR atuais.

Existem as lentes macro e as não-macro. Para identificá-las, devemos saber a sua


nomenclatura completa. Dependendo da marca da lente, como as da Nikon, macro pode
ser referido como "micro". Não existe nada de diferente além do nome entre elas, é
só um jeito diferente da Nikon de se referir. Vamos a alguns exemplos:

NIKKOR AF-S DX Micro 85mm f/3.5G ED VR: Esta lente possui o Micro na nomenclatura,
portanto é uma lente macro.

NIKKOR AF-S DX 18-55mm f/3.5-5.6G VR: Esta lente não possui o Micro na
nomenclatura, portanto não é uma lente macro.

CANON EF-S 60mm f/2.8 Macro USM: Esta lente possui o Macro na nomenclatura,
portanto é uma lente macro.

CANON EF-S 18-55mm f/3.5-5.6 IS: Esta lente não possui o Macro na nomenclatura,
portanto não é uma lente macro.

72
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Lentes macro por si só já fazem o serviço. É o método mais simples e com a melhor
qualidade óptica dentre todos os outros métodos. Estas lentes possuem a capacidade
de focar no assunto a uma distância muito menor em comparação as lentes normais.
Além da capacidade limite da distância de focagem, você também deve observar a
taxa de ampliação que a lente oferece.

Por exemplo, uma lente com a taxa de ampliação 1:2 consegue fazer uma foto com
metade do tamanho real. Já uma lente 5:1 consegue fazer uma foto com 5 vezes o
tamanho real. Estes números são muito simples de se entender. Toda vez que você
for avaliar a taxa de ampliação de uma lente macro, simplesmente substitua os ":"
por uma "/", como nas frações que aprendemos na escola.

Uma lente 1:2 fica 1/2, ou seja, um meio, ou metade do tamanho real. Já uma lente
5:1 fica 5/1, ou seja, cinco inteiros, ou cinco vezes o tamanho real. Quanto maior
a taxa de ampliação, mais detalhes de assuntos pequenos se consegue.

As lentes macro seriam a opção perfeita, se não fosse um pequeno inconveniente: o


preço. Lentes macro costumam ser mais caras do que as normais. Levando o alto
custo em consideração, a menos que a pretensão seja se dedicar realmente a
macrofotografia ou o dinheiro esteja sobrando, esta não é uma opção muito viável
para a maioria das pessoas.

Justamente por causa deste primeira opção pouco viável, foram criados outros
métodos que produzem resultados similares por preços mais acessíveis. Vamos
conhecê-los nas próximas aulas.

Módulo Intermediário - Aula 09 - Macrofotografia - Parte 2

O segundo e mais barato dos métodos é o filtro macro, também conhecido por filtro
close-up.

Existem diversos filtros deste tipo com várias taxas de ampliações, sendo os mais
comuns: +1, +2, +4, +10 e +20. Em alguns casos podem até mesmo serem combinados
entre si, a fim de obter uma ampliação ainda maior.

73
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Na foto acima vemos o resultado de uma foto com uma lente 18-105mm normal, não-
macro, em 105mm, sem nenhum filtro close-up. O limite máximo de proximidade entre
o assunto e a lente utilizada é 45cm, por isso não conseguimos muitos detalhes em
áreas muito pequenas, como as teclas do celular. Mesmo selecionando a distância
focal máxima da lente e ela estando na mínima distância possível entre ela e o
assunto, pelo fato de ela não ser uma lente macro, não é possível captar detalhes
menores do que o tamanho do celular sem fazer nenhum corte na foto.

Agora, observe a enorme aproximação na foto deste mesmo celular abaixo, graças a
um filtro close-up +20 rosqueado em frente a esta mesma lente. Lembrando que, pra
ter noção da aproximação conseguida com este método, o que você vê nos resultados
são as fotos originais, sem nenhum corte.

Apesar das visíveis aberrações nas cores e distorções esféricas, pelo preço destes
filtros close-up, não podemos esperar muito mais do que isso. Os vidros baratos
utilizados nestes filtros nem se comparam aos complexos utilizados nas lentes
macro das melhores marcas. Por isso, a principal vantagem deste método é o baixo
valor gasto pela grande aproximação que estes filtros proporcionam.

O terceiro método não exige nenhum acessório além da sua câmera e uma lente
qualquer. Trata-se do método da lente invertida.

74
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Este método traz resultados similares aos conseguidos com os filtros close-up, com
a diferença de que as aberrações nas cores e distorções esféricas são muito
menores, já que este método usa apenas o próprio vidro de alta qualidade da lente,
mesmo que invertido. A aproximação conseguida vai depender da distância focal da
lente.

Lembrando que a lente, por estar invertida, não está conectada ao contatos da
câmera. Com a lente desconectada da câmera, o foco, a fotometria e a abertura da
lente precisam ser ajustados manualmente, de acordo com a melhor percepção do seu
olho. A câmera vai ajustar a abertura para f/0, já que ela não dispõe das
informações de abertura coletadas através dos contatos da lente.

Para ajustar o foco, você deve aproximar e afastar a câmera ou a lente do assunto.
O ajuste de foco a esta distância do assunto é muito precisa. Isto significa que
poucos centímetros de mudança na distância do assunto resultam em grandes
diferenças no foco.

Se a sua lente foi fabricada nos últimos anos, muito provavelmente ela não tem um
anel de abertura em seu corpo, para selecionar a abertura manualmente através
dele. Se este for o caso, para abrir a sua lente ao máximo você vai precisar
empurrar a alavanquinha que se encontra em sua parte traseira e mantê-la
pressionada de algum jeito. Veja como fazer na imagem animada abaixo.

Quando a alavanquinha é empurrada, se você soltá-la, ela vai voltar pro lugar
sozinha e a lente vai fechar. Use algo para mantê-la pressionada, sem voltar pro
lugar, como uma fita adesiva ou um elástico de dinheiro.

A principal desvantagem deste método é ter que segurar a lente invertida


firmemente em frente a câmera para manter a foto focada. Não é nada fácil.

Se você for fotografar desta maneira em um lugar com poeira no ar, também corre o
risco de sujar o sensor da sua câmera, já que a lente não vai estar conectada a
ela. Para eliminar este risco, você pode usar um anel inversor. Com ele, você
acopla a lente invertida na câmera. Além de diminuir consideravelmente o risco de
sujar o sensor, você também não vai mais precisar segurar a lente em frente a
câmera.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 10 - Macrofotografia - Parte 3

O quarto método é similar ao terceiro, com a diferença de que você precisa ter
duas lentes para fazê-lo. Uma delas vai estar conectada normalmente a câmera e a
outra vai estar invertida em frente a ela, como no terceiro método. Uma das
vantagens deste método é poder ajustar a abertura pela câmera, além de poder
também fotometrar com a ajuda do fotômetro.

Dependendo da distância focal de cada lente utilizada neste método, é possível


conseguir uma aproximação realmente grande de detalhes minúsculos do assunto, como
visto na imagem acima. No exemplo acima, nenhum corte foi feito no resultado. O
quadro inteiro da foto foi limitado a uma única tecla do celular.

Neste método, a lente invertida em frente a uma lente conectada a câmera


normalmente, age como um filtro close-up ultra potente. Se com uma única lente
invertida a profundidade de campo já era muito reduzida, com este método que usa
duas, ela se torna astronomicamente menor. Principalmente se as lentes tiverem
grandes distâncias focais.

Só pra se ter uma idéia, repare na profundidade de campo da imagem do resultado


acima. Neste exemplo foi utilizada uma lente 50mm invertida, em frente a uma 70-
300mm em 300mm conectada a câmera. O ponto de foco na imagem do resultado está na
ponta superior direita da letra "e" da tecla "del" no celular.

Mesmo utilizando f/45, a menor abertura possível da lente conectada a câmera, a


profundidade de campo neste método é tão pequena, mas tão pequena, que nem mesmo a
letra "e" inteira ficou totalmente em foco. A letra "d", mesmo estando cerca de
meio milímetro mais à frente da letra "e", já ficou bastante desfocada.

Justamente por ter uma profundidade de campo tão rasa, fotografar com este método
exige uma enorme paciência e muita habilidade. Mesmo o menor movimento milimétrico
durante a exposição é o suficiente para arruinar completamente o foco.

Não se frustre se tirar mais de 100 fotos e apenas uma ficar razoavelmente boa. A
macrofotografia é assim mesmo. Difícil, mas compensadora. Não existe sensação
melhor do que conseguir fazer sair perfeita uma fotografia macro de extrema
dificuldade!

Usando este método, mesmo não havendo nenhum risco de entrar poeira no sensor, um
anel inversor também é muito útil para acoplar a lente normal na lente invertida e
eliminar a necessidade de ficar segurando ela.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O quinto e último método é o tubo extensor. Infelizmente eu não o possuo, por isso
não pude fazer testes comparativos similares.

Este tubo é conectado a câmera na parte traseira e a lente na parte dianteira.


Utilizando este tubo, o limite máximo de distância entre a lente utilizada e o
assunto é ampliado. Normalmente são 3 tubos que se encaixam, podendo ser usados
individualmente para uma ampliação menor ou em conjunto para uma ampliação maior.
A ampliação final depende da distância focal da lente utilizada e do tamanho do
tubo.

A vantagem é que este tubo não tem vidros por dentro, portanto não degradam a
qualidade da foto como os filtros close-up. A desvantagem é que a luz que chega ao
sensor é diminuída, exigindo mais luz ou exposições mais longas. Existem os tubos
sem contatos, que são mais baratos, e os tubos com contatos, que são mais caros.
As desvantagens dos tubos sem contatos são a perda da função de focagem automática
e da regulagem da abertura através da câmera.

Em outras palavras, como o tubo de extensão está entre a câmera e a lente, a


câmera "não entende" que ela está indiretamente ligada a lente, já que o tubo não
possui contatos. O tubo com contatos faz a câmera agir da mesma maneira como se
estivesse conectada diretamente a lente. Todas as funções executadas normalmente
com a câmera conectada diretamente a lente também passam a funcionar, mesmo com o
tubo extensor intermediando a conexão.

É importante ressaltar que independentemente do método utilizado, algumas dicas


devem ser seguidas sempre para se conseguir melhores fotos macro:

- Tenha paciência, muita paciência. Como eu disse anteriormente, obter ótimos


resultados em fotos macro não é nada fácil. Repita a foto quantas vezes forem
necessárias para obter o resultado perfeito, sem medo de errar. O erro leva ao
aprendizado e o aprendizado leva a perfeição, lembre-se disso.

- Sempre use um tripé, de preferência bem forte e pesado para evitar todo e
qualquer movimento que possa desfocar a foto. Se o seu tripé for muito leve,
coloque algo pesado sobre ele, como sacos cheios de areia, para aumentar a sua
estabilidade.

77
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

- Para se assegurar de que não vai haver nenhum movimento causado por você ao
apertar o botão do obturador, utilize um disparador remoto com ou sem fio. Se não
dispor de um, ajuste o timer da câmera para disparar em 10 segundos e saia de
perto.

- Mesmo não havendo nenhum movimento causado por você ou por outros fatores
externos, a própria câmera pode se mover alguns milímetros ao subir o espelho
interno para começar a exposição. Para evitar isso, se a sua câmera dispor da
função Mirror Lock-Up(travar espelho), abreviada como MUP, use-a. Ao usar esta
função, será necessário pressionar o botão disparador duas vezes. Uma para
levantar o espelho e outra para iniciar a exposição.

- Quando precisar usar altas velocidades de obturador ou for fotografar sob


condições de luz fraca, use um flash. O mais apropriado para fotos macro é o flash
circular, também conhecido como ring flash. Por ser mais suave, difuso e ter o
encaixe certo para a parte frontal da lente, é o mais indicado.

Não havendo a possibilidade de usar um flash circular, use um flash normal difuso,
de preferência externo para evitar sombras sobre o assunto. Ou ainda outra fonte
de luz suave e difusa, como uma lâmpada fluorescente.

Espero que depois desta longa sequência de aulas você consiga fazer excelentes
fotos macro, independentemente do método utilizado.

Fique com mais alguns exemplos de fotos macro.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 11 - Exif

Você já se deparou com uma foto incrível, na qual adoraria saber que configurações
foram usadas para conseguir tal resultado? Tenho certeza que sim. Muitas vezes nem
sabemos quem é o fotógrafo e não temos como entrar em contato com ele para
perguntar as configurações, ou mesmo se conseguimos, talvez ele não queira dar
esta informação. O que fazer entâo? Ficar sem a resposta? Talvez sim, mas se
tivermos sorte, poderemos conseguir tais informações através do Exif.

Exif, do Inglês, é a abreviação de Exchangeable Image File Format, ou traduzindo,


Formato de Arquivo de Imagem Permutável. É uma especificação atribuída pelas
câmeras digitais que grava os dados técnicos utilizados no momento da fotografia
junto com o arquivo de imagem gerado.

É como se fosse uma etiqueta incorporada contendo as informações de como a foto


foi feita, como encontramos nas roupas, por exemplo. Nestas etiquetas existem
informações como "80% algodão e 20% poliéster". Da mesma maneira, em um arquivo de
imagem, as informações também estão contidas nesta "etiqueta" chamada Exif. Todas
as fotos tiradas com câmeras digitais tem originalmente um Exif.

Se uma foto não contém estas informações, é porque ela passou pela edição em um
programa que não mantém as informações do Exif no arquivo gerado após a edição.
Fotos que não contém os dados do Exif podem ter tido os seus dados removidos sem
querer ou propositalmente.

Alguns programas de edição muito simples não mantém estes dados. Muitas vezes,
pessoas desavisadas sequer tomam conhecimento da existência do Exif, removendo-os
sem querer após a edição das fotos nestes programas simples.
Ao contrário, existem pessoas, normalmente fotógrafos profissionais, que optam por
remover estes dados propositalmente em programas de edição mais sofisticados, a
fim de não revelar os truques de produção da foto. Assim como um grande mágico não
revela os seus segredos, um grande fotógrafo também não revela os seus métodos de
fotografar.

Por um lado, não revelar estes dados pode parecer esconder muitos segredos
valiosos, mas se olharmos por outro ângulo, não faz tanta diferença assim. Um
fotógrafo profissional, olhando a foto de outro, provavelmente vai deduzir por si
só como a foto foi feita só de olhar, sem nenhuma informação do Exif, baseando-se
diretamente em sua vasta experiência.

Ao contrário, um fotógrafo amador, conhecendo ou não os dados do Exif, não vai


fazer muita diferença, já que o mesmo provavelmente sequer possui os equipamentos
adequados para reproduzir tal foto. Sabendo disso, do meu ponto de vista, não faz
muito sentido esconder propositalmente os dados do Exif. Os maiores beneficiados
com os dados do Exif são os fotógrafos intermediários, aqueles que ainda não
alcançaram o nível profissional, a ponto de descobrir como a foto foi feita só de
olhar para ela, mas já não são mais amadores.

Até podemos usar os dados do Exif para reproduzir uma foto igualzinha a outra que
vimos e achamos interessante, mas além de ser uma grande falta de originalidade,
também não aprendemos nada com isso.

79
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Como a fotografia é uma enorme escada de aprendizado, a idéia da utilização destes


dados do Exif é justamente esta, não a cópia total de outra foto, mas sim coletar
um pouco de conhecimento a cada informação adquirida através destes dados. Por
exemplo, você está lá navegando normalmente na internet quando se depara com uma
foto que gostou. Você achou aquela foto muito interessante, principalmente por
causa da profundidade de campo extremamente rasa que ela tem em volta do assunto
principal. Suponhamos que a foto seja esta abaixo.

Você admira a foto e se pergunta "como será que ela foi feita?". É aí que entram
os dados do Exif. Existem várias maneiras de se visualizar os dados do Exif, mas a
mais simples é salvar a foto em questão no computador e checar as propriedades do
arquivo.

Para fazer isto no Windows, clique com o botão direito em cima do arquivo da foto,
vá em "Propriedades" e clique na aba "Detalhes". Não tenho muita intimidade com
outros sistemas operacionais, mas creio que em todos eles consegue se chegar a
estes mesmos dados de maneira igual ou similar.

Nesta janela estarão gravadas todas as informações que a câmera gerou no momento
da foto. Clicando em "Remover Propriedades e Informações Pessoais", você pode
remover facilmente, todas ou somente algumas informações específicas do arquivo.
Caso queira removê-las, não esqueça de fazer uma cópia do arquivo antes, para o
caso de precisar delas posteriormente.

80
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

As informações são divididas em categorias, sendo elas: Descrição, Origem, Imagem,


Câmera, Foto Avançada e Arquivo. A mais importante é a categoria Câmera, onde
estão contidas as principais informações sobre a foto.

No nosso exemplo, ao observarmos as informações desta categoria, podemos descobrir


que a foto em questão foi feita com uma Nikon D7000, utilizando abertura f/1.4,
velocidade 1/250s e ISO 100. Nenhuma compensação de exposição foi feita e a
distância focal é de 50mm. O ponto de foco estava a 89cm de distância da lente e o
flash não foi utilizado.

Com uma pequena dedução lógica, podemos concluir que a lente utilizada foi uma
50mm f/1.4 D ou G. Como? Muito fácil.

A abertura utilizada foi f/1.4 e a distância focal 50mm. Não existe nenhuma lente
zoom, ou seja, com distância focal variável, que abrange outra distância focal
além de 50mm e consegue atingir a abertura f/1.4. Outro ponto a considerarmos é
que o campo "Distância do objeto" está preenchido. Se a lente não fosse do tipo D
ou G, ou seja, aquelas que conseguem determinar a distância do objeto, o campo
estaria vazio. Simples dedução, não?

Existem programas específicos que interpretam ainda mais dados do que o


visualizador de propriedades do Windows consegue, inclusive a marca, o modelo e as
especificações da lente. Então por quê quebrar a cabeça tentando descobrir esta
informação com base em outras informações disponíveis no visualizador de
propriedades? Para treinar o raciocínio fotográfico!

Seria muito mais fácil simplesmente descobrir esta informação sem ter que pensar,
mas isto não nos traria nenhum aprendizado ou vontade de pensar. Querendo ou não,
para fazer boas fotografias, sempre temos que pensar em todos os detalhes
rapidamente. Então, por que não exercitar a mente em coisas simples como esta? Às
vezes, treinar coisas simples como esta fazem toda a diferença em um momento
crucial que requer pensamento rápido e preciso.

81
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Mesmo assim, confirmar se o seu raciocínio estava certo e descobrir mais


informações pode ser bastante útil. Um dos melhores programas gratuitos para esta
finalidade é o Opanda IExif. Com ele você pode descobrir várias informações
adicionas, inclusive o número de cliques que a câmera já fez. Esta informação é
extremamente útil.

Algumas pessoas tentam vender suas câmeras bem usadas como se fossem praticamente
novas, principalmente em sites como o Mercado Livre. Para tentar enganar o
comprador, o vendedor reinicia a série de números dos arquivos, através do menu da
câmera. Depois ele tira algumas poucas fotos, fazendo o comprador acreditar que de
fato foram tiradas apenas aquele número X de fotos, baseando-se no número do
próximo arquivo gerado. Se for comprar uma câmera usada, nunca se baseie nisso.
Pergunte ao vendedor o total de cliques feitos com aquela câmera.

Quando tiver a câmera em mãos, tire uma foto qualquer e abra o arquivo JPG com o
Opanda IExif. No campo "Total Number of Shutter Releases for Camera" você vai
encontrar o número real de cliques feitos com a câmera até então. Se este número
não corresponder com o que o vendedor informou, reclame e exija o seu dinheiro de
volta.

Já soube de muitos casos em que o comprador supostamente estaria adquirindo uma


câmera "usada poucas vezes", quando na verdade já estava "nas últimas", com a vida
útil do obturador quase no fim. Não seja mais um a cair neste velho truque de
vendedores pilantras.

Voltando ao assunto, um ótimo lugar para ficar horas analisando os dados do Exif
de diversas fotos é o Flickr. Alguns usuários optam por não exibí-los, mas a
maioria os deixam disponíveis.

Quando os dados estão disponíveis, abaixo do nome do usuário que tirou a foto está
escrito "Esta foto foi tirada em Data X usando uma Câmera Y". Clique no modelo da
câmera para visualizar os dados. Neste exemplo, Nikon D7000.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 12 - Cartões de Memória

Câmeras, lentes, flashes, tripés, todos estes equipamentos são essenciais na bolsa
de qualquer fotógrafo. Mas espere, não estamos nos esquecendo de algo? É isso
mesmo, os cartões de memória!

O antigo filme fotógrafico evoluiu e se dividiu em duas partes na era digital. O


sensor, da qual já falamos nas aulas anteriores, e o cartão de memória. O cartão
de memória é responsável por armazenar as imagens feitas com nossa câmera
fotográfica.

Baseados na tecnologia de memória flash, estes cartões podem ser gravados e


regravados muitas vezes, sem necessitar de eletricidade para armazenar e manter os
dados.

Atualmente existem vários tipos de cartões de memória, com diferentes tamanhos,


capacidades de armazenamento e velocidades de transferência. As especificações de
alguns deles é muito longa, por isso, nesta aula vou me deter apenas nas
características principais dos cartões mais atuais, aqueles que são usados
atualmente ou foram usados até a pouco tempo.

Vamos conhecê-los!

83
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

MS (Memory Stick)

O MS é um cartão de memória exclusivo para câmeras digitais da Sony. Suas


primeiras versões possuiam apenas 4 e 8 Megabytes. Depois surgiram novas com 16,
32, 64, 128 e 256 Megabytes. Posteriormente foi lançado o Memory Stick PRO Duo, um
cartão mais compacto que seu antecessor. Com ele, foram criadas as novas versões
de maiores capacidades com 256MB, 512MB, 1GB, 2GB, 4GB, 8GB e 16GB.

O Memory Stick PRO Duo possui velocidade de leitura e gravação de 15 MB/s. Com
capacidade cada vez maior, hoje em dia já é possível encontrar Memory Sticks da
nova série PRO-HG Duo de até 32GB, com velocidade de leitura e gravação de 30
MB/s.

xD-Picture Card (Extreme Digital)

O cartão xD-Picture Card foi desenvolvido originalmente pela Olympus e a Fujifilm,


em parceria com a Toshiba e a Samsung. Porém, é possível encontrar estes cartões
com outras marcas, como Kodak, SanDisk e Lexar. Os cartões xD são utilizados em
algumas câmeras digitais da Olympus e da Fujifilm. As suas primeiras versões
surgiram com as capacidades de 16, 32, 64, 128, 256 e 512 Megabytes.

Posteriormente foi criado o cartão xD Type M, com capacidades de 256MB a 2GB. A


desvantagem do Type M é a baixa velocidade de transferência, tornando-o lento.
Para contornar esta desvantagem, foi criado o cartão xD Type H, com velocidade
teórica 3 vezes superior ao Type M. Os Type H possuem a mesma capacidade dos Type
M, de 256MB a 2GB. A sua velocidade de leitura é 5 MB/s, e de gravação 4 MB/s.

Com o passar do tempo, por uma série de motivos, o cartão xD perdeu muito terreno
para o SD, caindo praticamente em desuso.

84
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

SD Card (Secure Digital)

O cartão SD é a evolução do antigo MMC(Multi Media Card), o qual não será descrito
nesta aula, por se tratar de um padrão obsoleto para os tempos atuais. Em relação
ao MMC, no novo padrão SD foram adicionadas novas capacidades de criptografia e
gestão de direitos autorais, além de uma trava de segurança que impede a alteração
ou exclusão de dados por acidente ou sem autorização.

Daí proveio o "Secure Digital", por ser uma mídia digital mais segura. O cartão SD
foi lançado oficialmente em 2000, com o fruto de uma parceria entre SanDisk,
Panasonic e Toshiba. Com o tempo, se tornou o cartão de melhor custo-benefício do
mercado, continuando a crescer até os dias de hoje. Graças a sua portabilidade e
popularidade, desbancou o seu concorrente CF(Compact Flash) e ganhou espaço tanto
no mercado digital doméstico quanto no profissional.

Grandes marcas como Nikon, Canon e Kodak, que no passado utilizavam exclusivamente
o padrão CF, passaram a usar o padrão SD em grande parte de suas câmeras digitas
de uso amador e profissional, deixando o padrão CF exclusivamente para suas
câmeras profissionais top de linha. Quando pensamos em cartão de memória,
automaticamente, a primeira coisa que nos vem a cabeça é um cartão SD. É como
pensar em lâmina de barbear e lembrar de Gillette, em água sanitária e lembrar de
Qboa, ou em achocolatado e lembrar de Nescau, é uma associação automática.

O cartão SD já está presente em nossas vidas por todos os lugares. Em câmeras


digitais, filmadoras, gravadores digitais, MP4 players, celulares, tablets,
computadores, notebooks, televisores, aparelhos de som, Blu-Ray e DVD players,
enfim, em todos os eletrônicos que necessitam memória que pudermos imaginar, muito
provavelmente lá vai estar um slot de entrada para cartão SD. A maioria dos
adaptadores USB também são criados principalmente para o padrão SD.

Os primeiros cartões SD lançados dispunham de modestas capacidades de 16, 32 e 64


Megabytes. Depois foram lançados novos cartões com capacidades superiores de
128MB, 256MB, 512MB, 1GB e 2GB. Alguns anos depois, em 2006, o novo padrão
SDHC(Secure Digital High Capacity) foi lançado, garantindo capacidades de
armazenamento ainda mais elevadas.

85
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Com o lançamento do padrão SDHC, surgiram os novos cartões com capacidades de 4,


8, 16 e 32 Gigabytes. Mas a evolução não parou por aí. Conforme tecnologias
superiores vão surgindo, o tamanho dos arquivos gerados por estas novas
tecnologias também vão ficando equivalentemente superiores. Para conseguir ainda
mais capacidade de armazenamento, a não muito tempo atrás foi lançado o novo
padrão SDXC (Secure Digital Extended Capacity).

O novo padrão SDXC tem uma capacidade de armazenamento máxima teórica de 2


Terabytes, no entanto, no mercado atual só conseguimos encontrar estes novos
cartões nas capacidades de 64 e 128 Gigabytes. A tecnologia evolui muito rápido,
então provavelmente em não muito tempo, já estaremos vendo nas lojas as possíveis
novas capacidades de 256GB, 512GB, 1TB e 2TB.

Vale lembrar que os cartões com o novo padrão SDXC só são compatíveis as câmeras
digitais e eletrônicos mais novos, produzidos de 2010 diante. Assim como
antigamente, uma câmera que só reconhecia o padrão SD não reconhecia um cartão
SDHC, igualmente, uma câmera que só reconhece o padrão SDHC, não vai reconhecer um
cartão SDXC. Sabendo disso, antes de pensar em comprar um desses, certifique-se
que a sua câmera é compatível com o padrão SDXC, procurando por esta informação no
manual de instruções da mesma.

Além da capacidade de armazenamento, outro ponto importante importante a ser


avaliado em um cartão SD, é a sua classe. Ela é sempre par e vai de 2 a 10,
pulando o 8. Ou seja, pode ser 2, 4, 6, ou 10. Quanto maior, melhor. Para saber
qual é a classe de um cartão, procure o numerozinho que está dentro do que parece
um semicírculo, que na verdade é a letra C, de Classe.

86
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Você agora provavelmente deve estar se perguntando "mas qual é a importância do


número da classe?". Respondendo, o número da classe representa o desempenho mínimo
da velocidade de leitura e gravação, medidas em MB/s(Megabytes por segundo), que o
cartão consegue desempenhar. Isso quer dizer que a taxa de transferência mínima de
um cartão classe 2 é 2 MB/s, de um classe 4, 4 MB/s, classe 6, 6 MB/s e classe 10,
10 MB/s.

Nas melhores condições de funcionamento, o desempenho varia, podendo a velocidade


ficar ainda maior, mas nunca menor que o desempenho mínimo da respectiva classe.
Em alguns cartões, mais voltados para o uso profissional, além da classe, que
indica o desempenho mínimo do cartão, também existe um indicador da velocidade
conseguida em seu desempenho máximo.

Esta indicação de desempenho máximo pode estar em MB/s, como no exemplo acima, ou
em Velocidade "x".

No exemplo acima, temos um cartão com desempenho máximo indicado em 133x. Mas 133x
o que? 133 vezes mais rápido que o normal? 133 MB/s? Bom se fosse, mas não é bem
assim. Esta multiplicação se refere a um padrão de velocidade de leitura em um
drive de CD-ROM, que corresponde a 150 KB/s. Para converter a Velocidade "x" do
cartão em MB/s, devemos pegar este valor, 133 no caso do exemplo acima, e
mutiplicá-lo por 150. Temos então 133 x 150 = 19.950. Esta é a velocidade que
temos em KB/s. Como sabemos que 1 MB tem aproximadamente 1.000 KB, dividimos então
o resultado por 1.000. No caso, 19.950 / 1.000 = 19,95. Arredondando, 20.

Com esse cálculo, conseguimos descobrir que 133x corresponde a aproximadamente 20


MB/s. Sabendo disso, podemos concluir que ambos os exemplos de cartões acima,
tanto o da Lexar quanto o da PNY, possuem praticamente o mesmo desempenho máximo,
mesmo com suas velocidades indicadas de maneira diferente.

Agora você deve estar pensando:

"Certo, já entendemos tudo sobre o funcionamento das velocidades de leitura e


gravação, sobre o desempenho mínimo e máximo que um cartão pode atingir e sobre as
classes. Mas e na prática, pra que servem estes números na minha câmera?"

87
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Eu diria que isto vai depender das suas necessidades. É sempre válido querer
investir no melhor, ou seja, nos cartões com as maiores classes e as maiores
velocidades, mas não quer dizer que isso seja necessário.

Por exemplo, para quem fotografa apenas por hobby com uma câmera compacta comum,
será que vale a pena investir em um SDXC 128GB Classe 10 de Velocidade 133x?
Provavelmente seria um desperdício de dinheiro, visando que o aproveitamento de
recursos deste baita cartão em uma câmera tão simples seria mínimo.

Cada classe de cartão tem a sua utilidade. Quanto maiores forem as suas exigências
e necessidades, maior precisa ser a classe e a velocidade do cartão. Vamos ver
quais são elas, para conseguir escolher melhor o cartão sem desperdiçar dinheiro e
recursos.

 Classe 2: Fotos em JPG com até 8 Megapixels e Vídeos QVGA (320 x 240)
 Classe 4: Fotos em JPG com até 12 Megapixels e Vídeos VGA (640 x 480)
 Classe 6: Fotos em JPG com até 16 Megapixels e Vídeos HD (1280 x 720)
 Classe 10: Fotos em RAW e/ou em sequência com 16 Megapixels ou mais e
Vídeos Full HD (1920 x 1080)

Para aqueles super exigentes que necessitam o melhor dos melhores, foi criado um
segundo tipo de classe, a UHS(Ultra-High Speed). Esta pode ser encontrada apenas
nos cartões SD top de linha da atualidade. Não confunda com a outra classe
mencionanda anteriormente, esta é uma definição diferente.

Podemos dizer que existe a Classe "C", aquela que vai de 2 a 10, e a Classe "U",
que atualmente existe apenas a 1. Mesmo sendo definições diferentes, todos os
cartões UHS tem Classe "C" 10. A Classe "U" 1 tem potencial teórico para
velocidade de leitura e gravação de até 104 MB/s. Com isso, já dá pra ter uma
noção do potencial do "bichinho", não é?

Mesmo com toda esta velocidade, os desenvolvedores da classe UHS ainda não se
deram por satisfeitos. Eles pretendem ir ainda além e criar num futuro próximo a
Classe "U" 2, que tem potencial teórico para velocidade de leitura e gravação de
até 312 MB/s.

Para saber qual é a Classe "U" de um cartão, procure o numerozinho que está dentro
da letra U, de UHS.

Novamente, vale lembrar que por se tratar de uma tecnologia nova, antes de pensar
em adquirir um destes, é importante conferir se a sua câmera é compatível com a
Classe UHS, procurando por esta informação no manual de instruções da mesma.
Também é importante ter certeza que tamanhas velocidades de leitura e gravação que
cartões desta classe oferecem, vão ser realmente aproveitados.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Cartões da Classe UHS são indispensáveis somente a aqueles que pretendem fazer
longas sequências de fotos de alta qualidade no formato RAW ou vídeos extensos em
Full HD na qualidade máxima. Se o seu objetivo não for um dos mencionados acima,
não perca horrores de dinheiro comprando um acessório desnecessário como este.

Ainda dentro da linha SD, foram criadas outras duas versões mais compactas,
primeiro o Mini SD e posteriormente o Micro SD.

O cartão Mini SD teve seu tamanho reduzido em 37%, em relação ao SD padrão. Foi
criado com capacidades entre 16MB e 4GB. No passado, foi bastante utilizado em
celulares, mas com o surgimento do Micro SD, acabou perdendo popularidade
rapidamente, caindo em desuso. Existe um adaptador que permite transformar o Mini
SD em SD padrão.

O Micro SD ficou ainda menor em relação ao Mini SD. Esta nova diminuição em seu
tamanho, provavelmente foi um dos fatores que mais influenciaram em seu rápido
ganho de popularidade.

Inicialmente foi utilizado apenas em celulares, substituindo o Mini SD, mas


posteriormente, passou a ser amplamente usado em outros aparelhos, como tablets,
computadores de mão, navegadores GPS e outros dispositivos portáteis. Algumas
poucas câmeras digitais compactas também aderiram ao formato.

O Micro SD foi lançado nas capacidades de 32MB, 64MB e 128MB. Posteriormente


ganhou novas versões com 256MB, 512MB, 1GB, 2GB, 4GB, 8GB, 16GB, 32GB e 64GB. A
classe e a velocidade de leitura e gravação funcionam da mesma maneira que no
cartão SD padrão.

Assim como o SD padrão, o Micro SD também possui suas versões mais modernas, Micro
SDHC e Micro SDXC.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Existe também um adaptador que permite transformar o Micro SD em SD padrão.

Uma variação interessante do cartão SD padrão que vale a pena mencionar é o Eye-
Fi.

O Eye-Fi é um cartão SD como qualquer outro, porém com uma característica bem
peculiar. Com ele, é possível transmitir as imagens feitas com uma câmera em tempo
real via Wi-Fi, para um computador ou outro dispositivo móvel conectado a
internet, como um celular ou tablet.

Se o computador ou dispositivo em questão possuir uma boa capacidade de


armazenamento, isto significa praticamente ter liberdade para fotografar e fazer
vídeos ilimitadamente, sem ter que ficar se preocupando em encher o cartão de
memória.

É possível enviar os arquivos através de uma rede local ou pela internet, e


também, existe a possibilidade de configurar e memorizar até 32 redes Wi-Fi
diferentes no cartão. Além disso, os Eye-Fi da linha Geo possuem o recurso
Geotagging, o qual adiciona automaticamente informações geográficas ao Exif da
foto.

Com a linha Mobile, também é possível transmitir fotos e vídeos diretamente da


câmera para um dispositivo com Android ou iOS, como iPhone, iPad e iPod Touch, sem
necessidade de conexão a internet. Além de todos estes recursos, o Eye-Fi ainda
tem memória interna, assim como todo cartão SD normal. Quer melhor que isso?

CF (Compact Flash)

No passado, o cartão CF tinha a popularidade e aceitação geral que hoje tem o SD.
Criado pela SanDisk em 1994, foi o formato mais usado nas câmeras digitais até o
fim da década de 90. Com o surgimento do SD, ao que parecia, assim como aconteceu
com outros padrões mais obsoletos, seu final estava decretado. Mas isto não
aconteceu totalmente.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

É verdade que o CF perdeu muito terreno para o SD na linha de câmeras de uso desde
amador a profissional, mas mesmo nos tempos de hoje, ainda podemos encontrar pelo
menos uma entrada CF nas câmeras profissionais top de linhas mais atuais de
grandes marcas. Apesar de ter um tamanho significativamente maior que as outras
mídias concorrentes, o CF continua firme e forte no mercado profissional. Maior
robustez, grande resistência a perda de dados em condições ruins e velocidade
superior. Estes provavelmente são os principais motivos que levam os profissionais
mais exigentes preferirem o CF.

Assim como no SD, as especificações de velocidade de leitura e gravação do CF


podem estar em MB/s ou em Velocidade "x", a qual já vimos como converter em MB/s.
Para se ter uma noção da velocidade surpreendente, atualmente já podemos encontrar
à venda um CF profissional com velocidade de 1000x.

Lembra como se faz o cálculo de velocidade? Fazemos 1.000 x 150 / 1.000 = 150
MB/s. Isso mesmo, são 150 Megabytes por segundo, uma velocidade simplesmente fora
de sério. Além da velocidade surpreendente, a capacidade de armazenamento também
não fica para trás.

Já podemos encontrar à venda, cartões CF de até 256GB. Cartões com esta velocidade
e capacidade tem como principal propósito a utilização profissional em Vídeos Full
HD, 3D ou não, de altíssima qualidade.

Assim como o padrão SDXC, a nova geração de cartões CF também tem uma capacidade
teórica de armazenamento máximo definida em 2TB. Há rumores dizendo que depois da
última revisão no sistema do CF, a capacidade teórica de armazenamento máximo foi
redefinida para, pasmem, 128 Petabytes!

Cada Petabyte equivale a pouco mais de 1.000 Terabytes ou 1.000.000 de Gigabytes.


Nos tempos atuais, podemos pensar que isso é um exagero. Eu mesmo diria que em um
único cartão dessa capacidada exorbitante, daria tranquilamente pra guardar todos
os arquivos que eu já utilizei em minha vida toda no computador, e ainda assim
provavelmente sobraria grande parte do espaço. Mas nem sempre será assim. As
coisas mudam. A tecnologia evolui, e muito rapidamente.

A 10 anos atrás, 1 Terabyte era coisa de outro mundo. A 20 anos atrás, o mesmo
acontecia com 1 Gigabyte. A 30 anos atrás, o mesmo com 10 Megabytes. E assim por
diante. Estamos na era digital. A cada década, ou mesmo a cada ano que se passa, a
demanda de capacidade de armazenamento só aumenta exponencialmente.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

XQD

O cartão mais atual da lista, criado em parceria entre Sony, Nikon e SanDisk.
Foram lançados inicialmente apenas nas versões de 16 e 32 Gigabytes. Com seu
recente lançamento, a única câmera que atualmente suporta o formato é a nova Nikon
D4.

Ainda existem poucas informações a respeito deste cartão, mas ao que parece, tem
potencial para ser o futuro sucessor do CF. Em sua versão inicial, da Série H, já
foi lançado com a incrível velocidade de leitura e gravação de 125 MB/s, batendo
de frente com o CF profissional de 150 MB/s.

Não muito tempo depois, a Sony anunciou os novos XQD da Série S, com 64GB de
capacidade de armazenamento e a impressionante velocidade de 168 MB/s, superando
até mesmo o CF top de linha!

De acordo com a Sony, o XQD Série S em combinação com a Nikon D4 pode conseguir o
alto desempenho de até 108 fotos RAW de máxima resolução em sequência, sem
interrupção. Os fotógrafos profissionais de esporte, natureza e outras áreas que
envolvem extrema velocidade contínua devem estar saltitando de alegria com a
capacidade deste cartão, e com razão.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O XQD também tem potencial teórico para capacidade máxima de armazenamento de 2TB.
Num futuro próximo, é esperado que boa partes das DSLR profissionais e filmadoras
de alta resolução incorporem o novo formato.

Não foram mencionados os seguintes cartões:

 PCMCIA (PC Card)


 SMC (SmartMedia Card)
 MMC (MultiMedia Card)
 RS-MMC (Reduced Size MultiMedia Card)
 MMCmicro (MultiMedia Micro Card)
 M2 (Memory Stick Micro)
 CF-II (Compact Flash II)
 Microdrive

Módulo Intermediário - Aula 13 - O Histograma

Resumidamente, o Histograma é a representação gráfica das diferentes intensidades


de luminosidade em uma imagem. É provável que você já tenha visto um histograma, e
talvez até tenha uma câmera que mostre este recurso, mas será que já parou pra
pensar qual é a sua utilidade? Vamos conhecê-la!

O histograma normalmente não está presente no modo de visualização das câmeras


compactas, mas está em praticamente todas as outras que possuem o modo Manual. Aos
olhos de um desavisado, normalmente ele parece simplesmente o desenho de uma
montanha dentro de um retângulo, mas para um olhar treinado que conhece sua lógica
e utilidade, o histograma contém informações preciosas.

Horizontalmente, o histograma leva em consideração 256 tons diferentes de


luminosidade. De 0 a 255, da esquerda para a direita. Sendo o tom 0 completamente
preto e o tom 255 completamente branco. Os outros valores intermediários, variam
entre 254 diferentes tons de cinza, sendo mais escuros os tons abaixo de 127 e
mais claros os tons acima de 128.

Já verticalmente, o histograma leva 100 níveis em consideração. De 1 a 100, de


baixo para cima. Quanto maior a área na imagem considerada com determinado tom da
escala horizontal, maior vai ser o seu nível na escala vertical. E aí, complicou?
Não se preocupe, é mais simples do que parece.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Observe a imagem acima. Imagine que ela não contém os textos e a imagem que eu
inseri por cima. Sendo assim, ela estaria completamente branca, 100% superexposta.
Levando em consideração a lógica que expliquei logo acima, você consegue imaginar
como é o histograma desta imagem?

Não é muito difícil prever. Se o único tom de luminosidade que existe na imagem é
o completamente branco, ou seja, o 255, e este mesmo tom ocupa também toda a sua
área, então basta pensar um pouco para chegar a uma conclusão.

O tom horizontal 255 é o último da direita. Se ele está em 100% da imagem, logo,
ocupa toda a sua área, portanto, não poderia ter outro nível senão 100 na escala
vertical. Convertendo estes números para uma representação gráfica no histograma,
temos uma única barra vertical completamente no topo, na extrema direita.

E se fosse o contrário, uma imagem completamente preta, você consegue prever como
seria o seu histograma?

É só seguir a mesma linha de raciocínio, só que ao contrário. A imagem agora tem


apenas o tom de luminosidade horizontal 0, ou seja, completamente preto, e este
mesmo tom ocupa toda sua área, portanto, também tem o seu nível vertical 100.
Convertendo estes números na representação gráfica do histograma, teremos algo
similar a imagem anterior, porém do lado extremo esquerdo ao invés do direito.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Com outros tons intermediários ocupando toda a área da imagem, teremos o mesmo
resultado previsível no histograma, porém com a barra vertical que chega ao topo,
mais para a esquerda no caso de um cinza mais escuro, ou mais para a direita, no
caso de um cinza mais claro.

Agora que já deu pra entender a lógica de funcionamento, relaxe, a parte


complicada já passou. Você não precisa necessariamente decorar a escala de números
horizontais e verticais. É preciso apenas saber como interpretar um histograma.

Lembre-se que se trata de um gráfico, e portanto a sua principal utilidade é uma


rápida visualização para conferir a precisão na exposição. Com certa prática, não
é necessário fazer uma analise assim tão meticulosa.

Mas voltando ao assunto principal, é claro que os exemplos feitos acima são
meramente ilustrativos, apenas para entender a lógica de distribuição gráfica do
histograma. Em nenhuma situação real você teria motivo para fazer uma foto
completamente branca, preta ou cinza, certo?

Vejamos o histograma da imagem acima, que serve como um exemplo mais aplicável.
Repare que a variação de tons vai desde a extrema esquerda até a extrema direita.
Nesta imagem existem várias pequenas áreas distribuídas com todos os tons
possíveis de luminosidade, que vão do 0 ao 255.

Ao fundo da imagem, existe uma grande área com vários tons de cinza claro. Eis o
porquê das barras verticais estarem um pouco mais altas que as outras no lado
direito do histograma. A altura das barras é proporcional a quantidade de pixels
com determinados tons de luminosidade existentes na imagem.

Analisando o histograma da imagem acima, podemos concluir que ela está bem
exposta. Você provavelmente vai pensar: "Mas não é mais fácil só olhar a foto pra
saber se ela está superexposta, subexposta ou bem exposta?".

Em condições normais, até pode ser, mas não esqueça que cada monitor, seja da
própria tela da câmera ou mesmo do computador, tem diferentes condições de
luminosidade. Nem sempre podemos confiar na fidelidade de luminosidade emitida por
todos os monitores em que visualizamos nossas fotos.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Você provavelmente já deve ter passado por uma situação assim. Tirou uma foto que
aparentemente ficou muito bem exposta na câmera, mas quando foi conferir no
monitor do computador, descobriu que o resultado ficou bem diferente do esperado.
É uma situação completamente normal, visto que a luminosidade do visor LCD da
câmera e do monitor do computador quase sempre são diferentes.

É aí que entra o histograma! Seja visto na câmera ou no computador, o gráfico vai


ser sempre o mesmo, já que é baseado inteiramente em dados matemáticos exatos.
Diferente de ver com os olhos, nele sim você pode confiar. Se o histograma diz que
a foto está superexposta, por exemplo, então ela realmente está. Não adianta você
escurecer o monitor pra ver se consegue amenizar, o histograma não mente.

Sabendo disso, se sua câmera tiver o recurso de mostrar o histograma após tirar a
foto, no modo de visualização, ou ainda o Live Histogram, onde você pode vê-lo em
tempo real enquanto faz a foto, não deixe de usá-lo para conferir se a exposição
que você pretendia conseguir está realmente correta.

Na maioria das câmeras digitais e programas de computador onde é possível exibir o


histograma, também é possível visualizar os tons de luminosidade individualmente
para cada uma das cores primárias, vermelho, verde e azul. Esta opção é bastante
útil para conferir como está a exposição da foto como um todo, assim como de cada
cor separadamente.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

No exemplo acima, ter olhado o histograma no momento da foto, poderia fazer toda a
diferença. Com pequenas modificações na exposição, o céu poderia não ter ficado
superexposto e a sombra na árvore poderia não ter ficado subexposta.

Em alguns casos, onde o objetivo é deixar propositalmente o fundo completamente


preto ou completamente branco para criar efeitos criativos, o histograma não deve
ser levado tão a sério.

Na foto acima, por exemplo, se eu tivesse seguido o histograma à risca, chegaria a


conclusão que a exposição que fiz está completamente errada. De acordo com as
regras normais de exposição, esta conclusão estaria certa, mas como desde o começo
a minha intenção foi estourar o fundo e deixar a foto superexposta para criar um
clima interessante, sequer relevei a superexposição detectada através do
histograma.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Em outras possibilidades criativas, como em fotos noturnas ou com luzes mais


fracas, o histograma também deve ser usado apenas como referência, não como
conclusão absoluta. Tente tirar o máximo proveito dele apenas nas fotos em que sua
intenção inicial não era deixar toda a composição, ou parte dela, superexposta ou
subexposta.

Módulo Intermediário - Aula 14 - Introdução ao Lightroom

Para esta aula, vamos precisar do programa Adobe Lightroom e do plugin Adobe
Camera RAW. Se você ainda não os tem, faça o download e instale-os antes de
continuar. Esta aula será em vídeo, pra variar um pouco. Para visualizar melhor,
assista ao vídeo em tela cheia na qualidade HD.

https://www.youtube.com/watch?v=pmUgWz3rSQo

Módulo Intermediário - Aula 15 - Postura com a Câmera

Pode parecer um tanto básico e óbvio, mas será que você sabe segurar corretamente
a sua câmera? Sabe qual é a melhor postura corporal para fotografar com ela?
Descubra nesta aula!

Na era da fotografia digital, quase todos começam a tomar gosto pela fotografia
inicialmente com uma câmera compacta. Com uma ou duas mãos, quase todo mundo
segura sua compacta da mesma maneira, pelos lados.

Este é um hábito comum e não há nada de errado nisso. Porém, o tempo passa e as
exigências fotográficas pessoais aumentam. Chega a hora de trocar de câmera para
suprir estas necessidades. Você compra a sua nova DSLR e aprende muito da parte
técnica, melhora muito as suas fotos e tudo mais.

Mas e o velho hábito da postura com a compacta, continua? Mesmo mudando para uma
câmera totalmente diferente? Provavelmente sim. Mas não se preocupe, não é só você
que comete este pequeno deslize. Realmente é uma preocupação considerada
irrelevante para muitos, mas que na verdade faz toda a diferença no resultado,
garantindo estabilidade e rapidez muito superiores.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Para saber a melhor maneira de segurar sua câmera e como conseguir uma ótima
postura corporal para fotografar com ela, siga as dicas da imagem abaixo. Clique
aqui para visualizá-la em tamanho maior.

Veja também o vídeo abaixo para entender melhor. Assista em tela cheia na
qualidade HD.

https://www.youtube.com/watch?v=8yr2wp6srco

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Módulo Intermediário - Aula 16 - Filtros e Anéis

Nesta aula vamos conhecer os principais filtros e anéis para as nossas lentes, e
também em quais situações os mesmos podem nos ser úteis.

Vamos começar pelos filtros. Antes de falar sobre eles, é importante ter em mente
o diâmetro da lente em questão, onde ele vai ser rosqueado. Para encontrar o
diâmetro da sua lente, procure pelo símbolo do diâmetro em sua parte frontal,
seguido de um número em milímetros.

Por exemplo: "Ø 67mm".

Em outros casos, por exemplo nas lentes da Nikon, esta informação não está
presente em sua parte frontal. Nesse caso, para descobrir o diâmetro da sua lente,
procure o número em milímetros na parte de trás da capa protetora frontal que a
acompanha.

Agora que você já sabe onde encontrar a informação sobre o diâmetro da sua lente,
para comprar um filtro compatível com ela, é só procurar pelo nome do filtro e seu
respectivo diâmetro. Filtros são basicamente "mini lentes" que se rosqueiam em
frente as lentes da câmera. Geralmente proporcionam algum efeito na foto. Vamos
conhecer os principais.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Filtro UV (Ultraviolet - Ultravioleta)

Em teoria, o filtro UV bloqueia os comprimentos de onda ultravioleta, melhorando a


fidelidade de cores do nosso espectro visível. Seu efeito foi bastante útil na
fotografia analógica de filme, deixando as cores muito mais fiéis, uma vez que o
filme fotográfico é bastante sensível as interferências causadas pelos raios
ultravioletas.

Porém, na fotografia digital, com o aperfeiçoamento dos sensores CCD e CMOS, esta
sensibilidade diminuiu drasticamente, ficando praticamente inexistente. A única
utilidade real do filtro ultravioleta atualmente, é diminuir em uma cena os tons
mais azulados e aumentar um pouco os mais amarelados. O que não faz muito sentido,
já que esta correção pode ser feita facilmente sem qualquer filtro, ajustando o
balanço de brancos na própria câmera ou na pós-produção.

101
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Nos tempos atuais, o filtro UV serve muito mais como uma proteção extra para a
lente, do que para qualquer outra coisa.

Já pensou se você derruba no chão uma lente de R$ 1.500 por acidente? Nesse caso,
seria preferível quebrar a lente ou um filtro UV de R$ 150 rosqueado em sua
frente? Acho que a resposta é bastante óbvia.

Um ponto extremamente importante a ser avaliado, não só nos filtros UV, mas em
todos os tipos de filtros, é a sua qualidade. Mesmo as lentes mais simples com
qualidade óptica mediana, custam algumas centenas de reais. Então você não acha
realmente que aquele kit com 2 filtros por R$ 50 são de boa qualidade, acha?

Não dá para definir um valor mínimo exato para filtros de boa qualidade, mas de
modo geral, evite a todo custo usar filtros absurdamente baratos. Quase sempre o
valor do filtro é proporcional a sua qualidade, salvos alguns casos.

No caso do filtro UV, por exemplo, não faz sentido perder uma enorme qualidade de
imagem com um filtro vagabundo, só para proteger a lente. Entre usar um filtro
barato ou não usar nenhum, é preferível não usar nenhum. É a mesma coisa que você
usar óculos escuros à noite. Além de não estar protegendo seus olhos de nada,
ainda piora a sua visão do ambiente.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

As marcas mais recomendadas, que produzem filtros de altíssima qualidade são:


Hoya, Tiffen e B+W.

Filtro CPL (Circular Polarizer - Polarizador Circular)

O CPL filtra a passagem da luz polarizada para determinada direção. Ele possui um
anel giratório, e dependendo da sua rotação, a luz polarizada é filtrada para um
ângulo específico.

A intensidade da polarização é controlada pelo ângulo relativo entre o filtro e a


fonte de luz incidente. Uma consequência do CPL, que pode ser positiva ou negativa
dependendo do uso, é a diminuição da passagem de luz de 1 a 2 f/stops. A
quantidade varia de filtro para filtro, dependendo de sua construção.

Mas paremos de falar tanto da parte técnica e vamos a sua utilidade prática.
Usando um filtro CPL, temos dois principais efeitos além da perda de 1 a 2 f/stops
já mencionada acima.

O primeiro efeito é a saturação nas cores. Ele é o xodó dos fotógrafos de


paisagens. Sabe aquela foto de um céu paradisíaco, com as cores bem saturadas nele

103
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

e em todo o resto da cena? Em boa parte dessas fotos, filtros CPL são usados para
isso.

O segundo efeito é a diminuição drástica dos reflexos em superfícies não-


metálicas, como o vidro e a água. É muito útil, por exemplo, quando se quer fazer
uma foto mostrando o que há embaixo d'água, ao invés de mostrar principalmente o
reflexo do céu.

Assim como para o filtro UV e qualquer outro, evite também comprar um filtro CPL
muito barato. Além de não produzir direito os efeitos que deveria, ainda degrada
absurdamente a qualidade da imagem. Então lembre-se: nada de cair na tentação de
comprar aquele kit de filtro UV + filtro CPL por R$ 50, certo?

Filtro ND (Neutral Density - Densidade Neutra)

O filtro ND serve basicamente para reduzir a quantidade de luz que chega ao


sensor. Achou estranho? Tantos fotógrafos reclamando que determinados lugares são
escuros demais para fazer boas fotos, então pra que alguém quereria reduzir ainda
mais a luz? Muito simples.

104
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Sabe aquela bela foto de uma cachoeira em que a água fica bastante suave,
parecendo uma pintura? Este efeito se chama Véu de Noiva, cujo nome é dado
justamente pela semelhança do formato da água em relação a um véu de noiva.

Como você tentaria reproduzir este efeito? Parece simples: ISO 100, abertura
mínima possível (no geral, em torno de f/22) e uma velocidade de obturador lenta
(em torno de 20 a 30 segundos) com a câmera no tripé, para capturar bastante
movimento da água. Será que daria certo?

A menos que fosse um lugar muito pouco iluminado ou fosse noite, não, não daria
certo. Você já tentou fotografar qualquer coisa clara durante o dia com uma
velocidade mais lenta que 1 segundo? Se já tentou, sabe que é impossível usar
velocidades tão lentas em condições tão generosas de iluminação, mesmo
selecionando o ISO e a abertura para os mais escuros possível.

É aí que entra o nosso amigo, o filtro ND. Entendeu agora como diminuir a luz pode
ser útil em certas situações?

Existem vários níveis de diminuição de luz nos filtros ND. Confira a tabela
abaixo.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Digamos que você queira fazer a tal da foto com o efeito Véu de Noiva na
cachoeira. Supondo que sem qualquer filtro você encontre a exposição ideal usando
ISO 100, f/22 e 1/15s, mas queira diminuir a velocidade de 1/15s pra 30 segundos
para acentuar o efeito. Nesse caso, para manter a mesma exposição ideal, você
precisaria usar um filtro ND512, que reduz os 9 f/stops de diferença entre a
velocidade inicial e a pretendida.

Faça o cálculo:

1/15s > 1/8s (1 f/stop) > 1/4s (2 f/stops) > 1/2s (3 f/stops) > 1s (4f/stops) > 2s
(5 f/stops) > 4s (6 f/stops) > 8s (7 f/stops) > 15s (8f/stops) > 30s (9 f/stops)

Aí você pensa: poxa, mas então eu preciso comprar um filtro de nível diferente pra
cada situação de luz, que pode variar muito dependendo do ambiente? Para a nossa
alegria, não necessariamente! Existem também os filtros "Variable ND" ou Densidade
Neutra Variável. Assim como o CPL, ele também possui um anel giratório. Dependendo
da rotação aplicada, a quantidade de luz é menos ou mais reduzida. Geralmente
possuem um indicador de quantidade de luz reduzida, para podermos nos guiar com
mais precisão.

Existem vários tipos de filtros variáveis. Alguns reduzem de 1 a 3 f/stops, outros


de 1 a 5, outros de 1 a 8, e assim por diante.

E para finalizar as variações do filtro ND, temos também o "Graduated ND" ou


Densidade Neutra Graduada. Existem dois tipos: os "Soft Edge" ou Borda Suave, e os
"Hard Edge" ou Borda Dura.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Ambos funcionam da mesma maneira, porém o "Soft Edge" tem uma transição mais suave
e o "Hard Edge" tem uma transição mais dura. Estes filtros são usados para reduzir
a luz de apenas uma parte da cena. Geralmente são usados para diminuir a luz do
céu, que costuma ficar muito mais claro que o resto da cena.

Filtro CS (Cross Screen - Tela Cruzada)

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Também conhecido popularmente como filtro "Star" ou Estrela, o CS faz com que os
pontos de luz mais luminosos de uma foto criem múltiplas pontas, fazendo-os
parecer estrelas. Dependendo do tipo, o filtro pode criar mais, ou menos pontas.
Os mais comuns são de 4, 6 ou 8 pontas. Este filtro cai como uma luva
principalmente em fotos noturnas e natalinas.

Filtro IR (Infrared - Infravermelho)

Este não é um filtro qualquer. A princípio parece ser como qualquer outro, sendo
necessário somente rosqueá-lo na frente da lente para produzir belas fotos
infravermelhas, como esta logo abaixo.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Infelizmente não é tão simples assim. A luz infravermelha está presente no nosso
dia a dia, mas nossos olhos não são capazes de vê-la. Em teoria, os sensores das
câmeras possuem um espectro de luz visível acima do nosso, sendo capazes de "ver"
tanto o ultravioleta quanto o infravermelho.

Mas como eu disse na descrição do filtro UV, com o aperfeiçoamento dos sensores
CCD e CMOS, esta sensibilidade diminuiu drasticamente, tanto para ultravioleta
quanto para infravermelho. Existe um filtro interno, principalmente nos sensores
mais novos, que bloqueia a luz infravermelha quase totalmente.

Com este bloqueio no sensor, ao usar um filtro IR rosqueado na lente, a única


coisa que vai sair é uma imagem completamente preta. O filtro IR bloqueia todo o
espectro de luz visível ao olho humano, deixando passar por ele e chegar ao sensor
somente a luz infravermelha.

Mas se o sensor bloqueia a luz infravermelha, então o que sobra? Nada! Nenhuma
luz, ou seja, uma imagem completamente preta. Se é assim, como tanta gente
consegue fazer fotos infravermelhas? Existem duas possibilidades.

A primeira é ter ou comprar uma câmera bastante antiga, com um sensor tão obsoleto
a ponto de não ter o filtro que bloqueia a luz infravermelha. Nesse caso o filtro
IR para a lente funciona normalmente. A segunda é mandar a câmera para alguém que
entenda do assunto, pedindo para remover este filtro bloqueador de luz
infravermelha do sensor.

Optando pela segunda opção, é extremamente importante ter em mente duas coisas. A
primeira é que a câmera precisa ser totalmente desmontada para remover este filtro
do sensor, para depois ser remontada. Ou seja, a garantia da câmera já era!

A segunda coisa é que esta modificação é PERMANENTE. Depois desta modificação, a


câmera não vai mais capturar a luz normal, só vai conseguir fazer fotos
infravermelhas. Tendo isso em mente, fazer esta modificação não é uma boa ideia, a

109
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

menos que ela seja feita em uma câmera reserva muito pouco importante ou que você
seja realmente apaixonado por fotografia infravermelha.

Para descobrir se a sua câmera tem o filtro bloqueador de luz infravermelha no


sensor, é muito simples. Pegue o controle remoto da sua televisão. Enquanto mantém
qualquer botão do controle pressionado, sem soltar, aponte-o para a câmera com o
mesmo lado que apontaria para a sua TV e tire uma foto.

Caso uma luz avermelhada que é invisível a olho nu apareça na foto, fique feliz,
pois a sua câmera é capaz de "enxergar" a luz infravermelha! Nesse caso, basta
conseguir um filtro IR com o diâmetro da sua lente para fazer fotos
infravermelhas. Já se nenhuma luz aparecer, o que é muito provável, o sensor da
sua câmera de fato tem um filtro bloqueador de luz infravermelha.

Outros Filtros

Existem ainda alguns outros tipos de filtros, como de modificação de cores, de


correção de balanço de brancos e de outros efeitos diversos. Estes não foram
mencionados por não terem praticamente nenhuma utilidade na era da fotografia
digital. Na fotografia analógica estes filtros eram essenciais, mas hoje em dia,
todos eles são facilmente substituíveis por ajustes na própria câmera ou por
recursos de qualquer bom programa de pós-produção, como o Lightroom.

Vamos agora falar do anéis.

Anel Aumentador (Step-Up Ring)

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O que você faria se quisesse usar o mesmo filtro em duas lentes com diâmetros
diferentes? Provavelmente compraria um filtro para cada lente, não é? Há menos que
realmente queira ter dois filtros iguais, não é necessário comprar um para cada
lente.

Supondo que o diâmetro do seu filtro seja 77mm e você tenha duas lentes: uma com
diâmetro de 77mm e outra de 72mm. Como a primeira lente e o filtro tem o mesmo
diâmetro, 77mm, eles se encaixam perfeitamente. Porém o filtro de 77mm não vai
encaixar na lente de 72mm.

A solução? Um anel aumentador! Nesse caso, de 72mm para 77mm. Como o próprio nome
já diz, este anel aumenta o diâmetro original da lente, nos permitindo usar
filtros com diâmetros maiores em lentes com diâmetros menores.

Estes anéis existem em praticamente todos os tamanhos, como de 52mm para 67mm, de
58mm para 62mm, e assim por diante. Costumam ser infinitamente mais baratos que os
filtros, sendo muito convenientes para usar um único filtro em múltiplas lentes
diferentes.

Anel Redutor (Step-Down Ring)

O anel redutor tem exatamente a mesma função que o aumentador, só que o inverso.
Vamos fazer a mesma suposição de antes.

Supondo que o diâmetro do seu filtro seja 49mm e você tenha duas lentes: uma com
diâmetro de 49mm e outra de 55mm. Como a primeira lente e o filtro tem o mesmo
diâmetro, 49mm, eles se encaixam perfeitamente. Porém o filtro de 49mm não vai
encaixar na lente de 55mm. Para conseguir encaixar, usamos então um anel redutor
de 55mm para 49mm.

Anel Inversor (Reverse Adapter Ring)

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Você se lembra da aula 9 do módulo intermediário, onde eu falei sobre fazer


fotografias macro com o método da lente invertida? Este anel serve para acoplar a
lente invertida na câmera, pra não precisar ficar segurando. De um lado ele deve
ter a mesma baioneta de montagem da sua câmera, e do outro, o mesmo diâmetro
frontal da lente que você quer usar invertida.

Anel Reversor (Reverse Ring)

Você se lembra do módulo intermediário, onde eu falei sobre fazer fotografias


macro usando uma variação da lente invertida, só que com duas lentes? Este anel
serve para acoplar uma lente na outra. O anel é macho de ambos os lados e deve ter
em cada um deles o respectivo diâmetro de cada lente. Supondo que o diâmetro
frontal da sua lente principal seja 62mm e da sua lente invertida seja 52mm, então
você vai precisar de um anel 62mm-52mm para juntá-las.

Anel Conversor (Mount Adapter Ring)

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Este anel possui uma baioneta de montagem macho de um lado e fêmea do outro. Serve
para poder usar, por exemplo, lentes da Nikon em uma câmera da Canon ou vice-
versa. O maior problema de fazer isso é que se perde algumas funcionalidades
eletrônicas da lente utilizada, como foco automático e redutor de vibração. Além
disso, devido ao anel criar uma pequena distância extra não programada entre a
lente e o sensor, o foco pode não ficar tão preciso quanto deveria.

Módulo Intermediário - Aula 17 - Acessórios

Além dos filtros e anéis, que são acessórios muito úteis para as nossas lentes,
também existem outros acessórios que podem ser úteis para a nossa câmera. Vamos
conhecer os mais importantes!

Para-sol

O para-sol na verdade não é um acessório para a câmera. Assim como os filtros,


também é um acessório que é rosqueado na parte frontal da lente. Mas como ele não
se enquadra como filtro e nem como anel, acabou não sendo mencionado na aula
anterior. Vamos falar sobre ele agora.

Este acessório tem duas utilidades importantes. A primeira, é proteger a lente.


Quando você menos espera, acidentes podem acontecer. Portanto, caso aconteça de

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

bater ou derrubar a lente sem querer, a chance de ela receber algum dano severo
diminui bastante, se ela estiver com um para-sol.

É uma ótima alternativa de proteção para quem não gosta de usar filtro UV, podendo
também ficar na lente o tempo todo. A segunda utilidade, é atenuar dois efeitos de
luz: o Flare e o Glare.

O efeito Flare (pronuncia-se "flér") acontece devido a uma reflexão de luz no


interior da própria lente. Você com certeza, mesmo que sem querer, já fez uma foto
com este efeito.

Sabe aquelas bolas transparentes de luz, que geralmente aparecem nas fotos tiradas
em dias ensolarados? Pois então, isso é o que chamamos de efeito Flare. Em alguns
casos pode até combinar com a foto e dar um charme à ela, mas de modo geral é um
efeito indesejável. Com o uso do para-sol, o Flare é quase totalmente eliminado.

Já o efeito Glare (pronuncia-se "glér"), acontece quando uma fonte de luz forte (o
Sol, por exemplo) fica parcialmente enquadrada próxima à borda da foto. O Glare
faz com que o contraste seja bastante diminuído na área da foto onde está
presente. Em fotos com um clima suave, por exemplo, pode até cair bem, mas no
geral, é outro efeito também indesejável.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Diferente do Flare, o Glare só é parcialmente reduzido com o uso do para-sol. É


muito difícil eliminá-lo por completo.

Existem dois tipos de para-sóis: o Circular (também chamado de Cilíndrico) e o


Tulipa (também chamado de Pétala). O circular é usado nas lentes normais e nas
teleobjetivas. Já o tulipa, nas lentes grande-angulares e nas olho de peixe.

É muito importante usar o para-sol certo, com o modelo específico projetado para a
sua lente. Apesar de existirem apenas dois tipos de para-sóis, existem dezenas de
modelos com tamanhos diferentes, projetados perfeitamente sob medida para cada
lente individual.

Não compre aqueles para-sóis genéricos (sem marca ou de marca diferente da lente)
que prometem servir em qualquer lente, pois é muito provável que não seja
totalmente compatível com a sua. Além disso, comparados aos originais, tem uma
péssima qualidade de construção.

Ao tentar usar um para-sol tipo tulipa em uma lente teleobjetiva, por exemplo, o
mesmo não terá praticamente nenhum efeito na redução do Flare e do Glare. Já ao
tentar usar um para-sol tipo circular em uma lente grande-angular, por exemplo, o
resultado é ainda pior: parte do para-sol vai aparecer na foto, resultando em um
escurecimento severo nas bordas da mesma. Este escurecimento nas bordas é chamado
de Vinheta.

115
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Assim como Flare e o Glare, a Vinheta pode até cair bem em determinadas fotos,
criando um efeito interessante. Porém, é totalmente desnecessário usar o tipo
errado de para-sol para produzi-la. É muito mais simples e econômico criar uma
vinheta artificial em qualquer bom programa de edição, como o Lightroom ou o
Photoshop.

Controle Remoto

O controle remoto da câmera funciona de maneira parecida com o da televisão. Ao


pressionar o botão, ele emite um disparo de radiação infravermelha, a câmera o
capta em seu receptor e interpreta o comando. O botão do controle remoto tem a
mesma função do botão disparador da câmera.

Nem todas as câmeras tem um receptor infravermelho, portanto, antes de pensar em


comprar um controle remoto para a sua, verifique se ela possui um receptor,
consultando o manual de instruções da mesma. Além disso, caso possua, é necessário
configurá-la para fotografar no "modo controle remoto". Geralmente essa função é
configurada através do menu ou de um disco seletor com o símbolo do controle
remoto.

Este acessório é muito útil para várias situações. Por exemplo: fotos à distância,
autorretrato, macrofotografia e longas exposições. Ao utilizá-lo com a câmera no
modo Bulb, pressiona-se o botão disparador uma vez para abrir o obturador (podendo
ficar aberto ilimitadamente, pelo tempo desejado), e outra vez para fechá-lo.
Fotografar sem precisar encostar na câmera, também reduz bastante a possibilidade
da foto sair tremida pelo movimento causado ao pressionar o botão disparador.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Cabo Disparador Remoto

Diferente do controle remoto, este disparador é conectado a câmera através de um


cabo. Vale lembrar que para adquirir este acessório, é importante que você
verifique antes se a sua câmera possui uma entrada para acessórios, compatível com
o modelo do disparador.

Se a sua câmera não possui um receptor infravermelho mas possui entrada para
acessórios, este cabo disparador pode ser uma boa alternativa com a mesma função.
Só que talvez este não seja o único motivo pela qual você queira usá-lo, pois o
mesmo possui muito mais funções do que o controle remoto.

Modelos iguais ou similares aos da imagem acima, permitem programar funções como:

DELAY: Tempo de atraso para começar o ciclo de fotos, após pressionar o botão de
início (de 1 segundo até 99 horas, 99 minutos e 99 segundos).

LONG: Tempo de exposição de cada foto (de 1 segundo até 99 horas, 99 minutos e 99
segundos).

INTVL: Tempo de intervalo entre uma foto e outra (de 1 segundo até 99 horas, 99
minutos e 99 segundos).

N: Número total de fotos a fazer, após o tempo de atraso chegar ao fim (de 1 a 399
ou ilimitadas, até que o botão de finalizar seja pressionado).

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Símbolo de Som: Ativar ou desativar os avisos sonoros.

Além disso, a maioria dos modelos possuem um botão que acende a luz no visor, para
poder usar à noite sem dificuldade, e também bloqueia todas as funções, evitando
um pressionamento de botão acidental.

Este acessório é amplamente utilizado para a realização da técnica Time Lapse


(Lapso de Tempo), que consiste em fazer várias fotos sequenciais (com pequenos
intervalos de tempo entre uma e outra) do mesmo lugar durante um longo período de
tempo (geralmente várias horas, ou até mesmo dias), e posteriormente compilá-las
em um vídeo, mostrando uma grande passagem de tempo em poucos segundos (ou
minutos, dependendo do resultado final).

Veja um exemplo de Time Lapse.

https://www.youtube.com/watch?v=1DNXKxNOJrs

Punho de Bateria (Battery Grip)

O Punho de Bateria, mais conhecido como Battery Grip, ou simplesmente Grip, é um


acessório muito útil para a sua DSLR. O Grip tem duas principais funções. A
primeira é melhorar a empunhadura da câmera, principalmente para fotografar na
orientação retrato.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

No Grip, há uma repetição do botão disparador e também de outros botões mais


comumente utilizados já presentes na câmera, permitindo fotografar praticamente
com a mesma pegada e o mesmo conforto da orientação paisagem.

Agora imagine você fotografando um casamento, e bem na hora do beijo a bateria


resolve acabar! Seria um desastre, não é? Então saiba que a outra função do Grip
poderia te salvar nesta situação, pois com ele é possível usar duas baterias
simultaneamente.

Quando acaba a carga da primeira, a segunda já é acionada imediatamente. Nada


melhor que não precisar parar de fotografar um momento importante só para trocar a
bateria, não é mesmo?

Alguns modelos ainda oferecem a opção de substituir a caixinha de encaixe das


baterias por outra com encaixe para pilhas AA, possibilitando ter uma autonomia de
várias horas onde quer que você vá (desde que leve muitas pilhas com você, claro).

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Dependendo do modelo da câmera, o Grip pode ser conectado a ela de maneira


diferente. Alguns são conectados com um contato comprido, que entra no lugar da
bateria. Outros, através de um pequeno cabo. Já outros, somente nos contatos
elétricos que se encontram na parte inferior da câmera.

O que todos tem em comum, é que se acoplam na câmera usando o parafuso de encaixe
para tripé. Mas não se preocupe, você não vai precisar remover o Grip da câmera
cada vez que for usá-la no tripé, pois ele também possui o mesmo encaixe em sua
parte inferior.

Módulo Intermediário - Aula 18 - Composição e Enquadramento

De nada adianta tirar uma foto com a melhor câmera do mundo, com o maior sensor e
a mais alta resolução possível, se ela estiver mal composta ou com um
enquadramento ruim. É na hora de compor e enquadrar que você diferencia um
fotógrafo de verdade de alguém tentando se passar por profissional, portando
uma câmera caríssima em mãos, porém munido de pouco ou nenhum conhecimento
artístico.

Até certo ponto, é possível "burlar" a falta de conhecimento técnico, uma vez que
as câmeras e seus respectivos acessórios estão cada vez mais avançados e
eficientes nos recursos automáticos. Porém, compor e enquadrar bem, são coisas que
nenhum equipamento faz por você automaticamente.

Por melhor que seja, nenhum equipamento jamais virá equipado com um "olhar
fotográfico". Essa parte depende exclusivamente do fotógrafo, independente do
equipamento utilizado.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

É como dirigir: você pode até ter um Bugatti Veyron Super Sport, cheio de regalias
e recursos especiais, mas se não souber nem mesmo como estacionar o carro, não faz
nenhuma diferença entre ter um desses ou um Fusca 1960. Antes de conhecer qualquer
regra de composição ou enquadramento, é importante saber o que cada denominação
significa e como fazer bom uso delas.

Composição

Composição é a união de todo o conjunto de decisões que você toma para formar a
foto. "Que tipo de lente eu uso e para qual finalidade? Quais elementos ficam e
quais saem da cena? Quais vão ficar em evidência e quais não vão? Uso flash ou
não? Deixo o fundo borrado ou aparente? Em qual parte da cena eu posiciono o
assunto principal?" Ao tomar estas e várias outras decisões, você está compondo a
foto. Uma boa composição está diretamente ligada a um bom enquadramento.

Enquadramento

Enquadramento é o posicionamento dos elementos que você faz na cena a ser


fotografada. "Uso a câmera na orientação Paisagem (horizontal) ou Retrato
(vertical)? Me posiciono mais pra direita ou mais pra esquerda? Posiciono a câmera
em um ângulo mais alto, igual, ou mais baixo em relação ao assunto principal?
Fecho mais o ângulo (distâncias focais maiores) ou abro mais (distâncias focais
menores)?" Ao fazer estas e outras escolhas do gênero, você está enquadrando a
foto.

Pensando Fotograficamente

A princípio pode parecer difícil fazer várias escolhas e tomar tantas decisões
rapidamente, para produzir cada foto. Mas até que o seu cérebro aprenda a "pensar
fotograficamente", é assim mesmo: demora. Quando tiver bastante tempo livre,
escolha um assunto para fotografar (de preferência algo estático, como uma flor,
pois as pessoas normalmente se cansam com testes demorados) e concentre-se apenas
nele.

Gaste pelo menos uns 30 minutos para pensar e fotografar as dezenas de resultados
diferentes que você pode conseguir do mesmo assunto, fazendo pequenas variações de
enquadramento e composição em cada foto. Depois, com todas as fotos feitas já
descarregadas no computador, tire mais uns 30 minutos para analisá-las
detalhadamente, uma por uma.

Veja o que ficou bom e o que não ficou. Pense no que pode ser usado em outras
situações similares e no que deve ser evitado. Permita-se autocriticar, para
avaliar onde acertou e onde errou na composição e no enquadramento de cada foto.
Faça esse exercício várias e várias vezes, se focando em um assunto diferente cada
vez que for fazer.

Tirando 1 hora por dia para todo o processo e repetindo o ciclo pelo menos umas 3
vezes por semana, em poucos meses você vai adquirir um "pensamento fotográfico"
extremamente rápido. O que antes levava 10 minutos para pensar e fazer as melhores
escolhas, após esse treinamento, provavelmente você não vai levar mais do que
alguns poucos segundos.

Agora vamos conhecer algumas regras que ajudam bastante nas nossas decisões.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O Horizonte

Horizonte é a linha divisória horizontal que separa o céu do solo ou do mar. Uma
paisagem bem composta sempre tem a linha do horizonte completamente reta (ângulo
de 0º do início ao fim). Por menor que seja a angulação, se não estiver
completamente reta, ela transmite ao observador a desagradável sensação de "estar
caindo" para o lado mais baixo da linha.

Observe na imagem comparativa abaixo como uma pequena angulação de 3º desta linha,
já destrói completamente a harmonia da composição na paisagem:

Embora seja possível consertar um horizonte torto facilmente com programas de


edição, procure sempre já fazer a foto com a linha completamente reta diretamente
na câmera, pois consertá-lo geralmente implica na eliminação de uma parte da
imagem. Inclusive, algumas câmeras já vem com a função "Horizonte Virtual", a
qual é muito útil para se certificar que a linha não vai ficar torta.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Regra dos Terços

A Regra dos Terços consiste em traçar duas linhas imaginárias horizontais e duas
verticais sobre a foto, de modos que elas se cruzem. Com as linhas cruzadas, a
foto é dividida em 3 partes (terços) horizontais e 3 verticais, o que resulta em 9
quadradinhos iguais (3 x 3 = 9).

Daí o nome Regra dos Terços, pois as linhas geram divisões na foto em terços
horizontais e verticais. Confira o processo de divisão na imagem animada logo
acima.

Felizmente, estas linhas podem deixar de ser imaginárias e se tornarem reais. A


maioria das câmeras atuais oferece a opção de ativar e desativar as linhas guia da
Regra dos Terços.

Nas câmeras com o sistema em Português, geralmente este recurso é chamado de


"grelha de enquadramento", "grade de enquadramento", "melhor
enquadramento", "linha grelha", "guias", ou algo do tipo. Consulte o manual de
instruções da sua câmera para saber como ativar.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

As linhas horizontais, tanto a inferior quanto a superior, podem ser usadas como
guia de posicionamento do horizonte no enquadramento. Ao contrário do que muita
gente pensa, nem sempre posicioná-lo no extremo centro do enquadramento garante a
melhor composição.

A regra geral de posicionamento do horizonte é a seguinte: se o céu estiver mais


interessante do que o solo/mar, posicione-o na linha horizontal inferior. Já se o
solo/mar estiver mais interessante do que o céu, posicione-o na linha horizontal
superior. Dessa maneira você dará um maior destaque para a parte mais interessante
da paisagem.

Na foto acima, por exemplo, o céu estava com nuvens bonitas e cheias de detalhes.
Já a parte do solo continha apenas um vasto campo verde com tonalidades e texturas
homogêneas em toda a sua imensidão. Nesse caso, optei por dar prioridade ao céu,
posicionando o horizonte na linha inferior, de acordo com a grade da Regra dos
Terços.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Já nessa outra foto, o céu estava com poucas nuvens, quase completamente limpo. Ou
seja, bastante sem graça. Não seria nada interessante dar prioridade à ele nesse
caso, sendo que logo abaixo haviam detalhes muito mais interessantes: belas rochas
com diferentes tamanhos e texturas, além da água do mar com outros detalhes
formados pela espuma. Nesse caso, optei por dar prioridade ao mar, posicionando o
horizonte na linha superior.

Se o céu e o solo/mar forem igualmente interessantes, ou mesmo igualmente


"tediosos" (com poucos detalhes chamativos em ambos, como é caso da foto acima),
nesse caso a regra pode ser quebrada, podendo posicionar o horizonte bem no centro
do enquadramento.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Lembrando que as linhas horizontais não são somente úteis como guias para o
posicionamento do horizonte, mas para qualquer linha horizontal aparente que se
pretenda manter completamente reta na foto.

As linhas verticais também podem ser usadas como guias no enquadramento.


Experimente utilizá-las para garantir a retidão de assuntos maiores verticalmente
do que horizontalmente, como prédios, casas, torres, portas, etc.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Pontos de Ouro

Os 4 lugares onde as linhas horizontais se cruzam com as verticais, são chamados


Pontos de Ouro. Os Pontos de Ouro representam as áreas de maior interesse na foto
para o observador. Você já vai entender porque.

Como foi a sua ordem de "leitura" da imagem acima? Por acaso foi assim?

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Primeiro você fitou muito rapidamente (apenas alguns milissegundos) o quadradinho


preto no centro da imagem, pois a tendência do nosso cérebro é sempre usar o
centro da imagem como "ponto de referência", para definir a próxima direção pra
onde olhar. Depois, provavelmente você foi seguindo o olhar conforme mostram as
setas na imagem acima. Correto?

Se eu acertei, saiba que não é nenhuma mágica ou pegadinha, são apenas padrões
cognitivo-comportamentais que os seres humanos tem em comum. Cerca de 98% dos
ocidentais que sabem ler, seguem exatamente o mesmo caminho como ordem de
leitura. Os 2% restantes correspondem a pessoas que, por alguma razão, possuem
padrões cerebrais diferentes do comum.

Desde crianças, quando aprendemos a ler, seguimos pelo resto da vida esta mesma
ordem de leitura: da esquerda para a direita e de cima para baixo. Porém, como eu
disse antes, a primeira tendência do nosso cérebro é usar rapidamente o centro das
coisas como ponto inicial de referência de direção, para depois seguir a ordem
padrão de leitura/observação. Este conflito acontece especialmente em nossa
"leitura" de imagens.

Com este conflito de tendências agindo em conjunto no nosso cérebro, a observação


de imagens geralmente acontece da seguinte maneira: primeiro usamos o centro dela
como ponto de referência rápida de direção. Depois, com a referência devidamente
assimilada, nosso olhar sai do centro e vai se conduzindo na direção Noroeste, até
se deparar com uma informação relevante.

Por que Noroeste? Simples. Como eu disse, a nossa ordem de leitura é da esquerda
para a direita e de cima para baixo. Sendo assim, o ponto inicial de leitura
esperado, é sempre o canto superior-esquerdo.

Esquerda (Oeste) + cima (Norte) = superior-esquerdo (Noroeste).

Continuando o exemplo baseado na "leitura" da imagem com o quadradinho preto e as


palavras: após tirar os olhos do centro (quadradinho preto), seu olhar foi se
movendo na direção Noroeste. Só que antes de chegar ao ponto inicial de
leitura esperado (canto superior-esquerdo), uma informação relevante foi
encontrada (a palavra "VOCÊ"). Seu olhar parou, se concentrou na informação
e tentou absorvê-la. Então, seu cérebro começou a processá-la.

Após processar e compreender esta informação, seu cérebro "ordenou" aos seus olhos
que não continuassem na direção Noroeste à partir daí, mas sim Leste (direita).
Quando você processa a primeira informação relevante compreensível, seu cérebro
atribui a ela o ponto inicial de leitura.

Então, a ordem seguinte não é mais conduzir o olhar para o ponto inicial
esperado (canto superior-esquerdo), mas sim seguir na próxima direção da ordem de
leitura (direita), uma vez que o ponto inicial foi encontrando antes do esperado.

Seguindo a ordem, o olhar se conduz para a direita e localiza a próxima informação


relevante (a palavra "LEU"). Em seguida, o olhar se conduz na direção Sudoeste e
se depara com a próxima informação relevante (a palavra "NESTA"). Depois, o olhar
se conduz novamente para a direita e localiza a última informação relevante (a
palavra "ORDEM").

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

As palavras "VOCÊ", "LEU", "NESTA" e "ORDEM" foram os 4 pontos de maior


concentração do seu olhar na imagem, e consequentemente os de maior interesse para
o seu cérebro. Só após processar as informações destes pontos que o seu olhar se
desviou para as outras partes da foto, como os cantos contendo a frase "Só depois
você leu aqui".

Agora, você sabe dizer em que parte da imagem estavam posicionadas as 4


palavras na qual o seu olhar mais se concentrou?

Se respondeu nos Pontos de Ouro, bingo! Você acertou! Por isso que os 4 Pontos de
Ouro são áreas de referência tão importantes na foto para o observador: elas
atraem muito mais atenção do que qualquer outra. O exemplo que eu dei foi com 4
palavras, para poder ilustrar melhor como funciona o conflito entre o nosso método
de localização de direção e o nosso sentido de leitura, mas o posicionamento de
partes de maior destaque nos Pontos de Ouro funciona igualmente bem para imagens
que não contém palavras.

Se você não entendeu completamente, ou mesmo não entendeu absolutamente nada desta
parte científica, não se preocupe. Só achei interessante explicá-la detalhadamente
para os mais curiosos (assim como eu), que além de gostarem de saber como as
coisas funcionam, também querem saber o porquê delas funcionarem de determinada
maneira. Se você apenas lembrar que é interessante posicionar nos Pontos de Ouro
as partes da cena onde quer se dar maior atenção, já é o suficiente.

Não é necessário usar sempre todos os 4 Pontos de Ouro. Geralmente, usando apenas
1 deles para posicionar a área mais importante da foto, já é o suficiente para
melhorar bastante a composição. Vamos a um exemplo prático.

Que atire a primeira pedra quem já não teve (ou provavelmente ainda tem, até
agora) a séria tendência de sempre posicionar o retratado no centro do
enquadramento.

129
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Certo, não é algo completamente errado. Em algumas situações até cai bem, mas
repetir o mesmo enquadramento em todo santo retrato que se faz (especialmente os
que são feitos na orientação Paisagem), os faz parecer um pouco cansativos, não
acha? Como você deve saber, os olhos são a parte mais chamativa do retratado.
Portanto, olhos e Pontos de Ouro é uma combinação perfeita para enquadramento em
retratos.

Observe como uma simples mudança de enquadramento no retrato anterior,


posicionando o olho da retratada em um Ponto de Ouro, faz toda a diferença. Antes
a foto parecia cansativa, muito comum, mas agora ficou muito mais interessante!

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Na orientação Retrato (vertical), a Regra dos Terços e os Pontos de Ouro são


igualmente válidos.

Até mesmo as fotos mais simples podem se tornar interessantes, posicionando um ou


mais Pontos de Ouro em lugares estratégicos.

Vamos agora a mais algumas dicas rápidas de composição.

Contraste e Destaque

Não é confuso quando você observa uma foto e não consegue entender exatamente o
que o fotógrafo quis mostrar? Então, este é exatamente o caso da foto à esquerda.
São várias folhas e galhos emaranhados, com pouquíssimo contraste entre cada
elemento disposto na foto. Além disso, não há ênfase em nada de especial. Não tem
como definir qual elemento é o assunto principal da foto.

Se a ideia principal da foto é mostrar folhas, por exemplo, por que não mostrar
mais detalhes deste assunto em específico? Na foto à direta há destaque total para
o assunto principal pretendido: uma folha. Além disso, podemos observar que há
muito mais contraste entre luz e sombras e entre assunto principal e fundo.

Em suma, sempre dê destaque ao assunto principal nas suas fotos. Faça ele
contrastar com o fundo. Deixe claro pro observador qual elemento é "a estrela" da
foto.

131
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Espaço Negativo

Resumidamente, podemos dizer que Espaço Negativo é a área da foto com pouca ou
nenhuma informação, como um fundo homogêneo suave ou de uma única cor. Enquanto o
contrário, Espaço Positivo, são os elementos que ficam em total evidência. Fotos
com bastante espaço negativo geralmente ficam ótimas com um único elemento
presente (como é o caso das duas fotos acima). Este tipo de composição aliada a
Regra dos Terços e os Pontos de Ouro sempre rende fotos maravilhosas!

Linhas Guia

Como o próprio nome sugere, linhas guia são as linhas aparentes na cena, as quais
servem como guias para conduzir o olhar do observador para o assunto principal da
foto. Linhas são facilmente encontradas em várias coisas, como fios, paredes,
pisos e nos mais diversos objetos. Use-as a seu favor, de modos que elas aparentem
estar apontando para o assunto principal.

Perspectiva

132
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

A perspectiva nos dá a sensação de estar "andando" pela foto, pois conduz o olhar
do observador do início da foto até o ponto de fuga, onde todas as linhas
convergem. Ela também nos transmite uma sensação de equilíbrio e ordem, como se
tudo estivesse em seu devido lugar.

Texturas

Mesmo coisas aparentemente desinteressantes, como cascalho ou tábuas de madeira,


podem render boas fotos de suas respectivas texturas. A textura nos mostra o
aspecto, a forma e o tamanho de uma superfície. Para deixar as texturas mais
destacadas, procure usar uma iluminação mais dura, assim as sombras ficarão
marcadas, dando uma aparência mais tridimensional.

Agora que você conhece algumas regras artísticas da fotografia, use e abuse delas!
Porém, não esqueça da regra principal, que se sobrepõe a todas as outras: conheça
as regras, para saber como e quando se deve quebrá-las. É verdade que estas regras
geralmente ajudam a melhorar a composição de grande parte das fotografias, mas não
de todas. Se sentir que a sua foto pode ficar melhor sem fazer uso delas,
então não use! Siga as regras, sim, mas acima de tudo, priorize o seu "feeling" do
momento.

133
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Dicas Diversas

Como Fotografar a Lua

Se identificou com a tirinha acima? Então confira algumas dicas de como fotografar
a Lua!

 Se for fotografar com uma câmera DSLR, use a lente de maior distância
focal que tiver. É possível fotografá-la com a lente 18-55mm do kit, mas o
mais recomendado é pelo menos 200mm para câmeras DSLR com sensor APS-C (Ex:
Nikon D5100/Canon EOS T3i) ou 300mm para câmeras com sensor Full Frame (Ex:
Nikon D600/Canon EOS 6D).

134
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

 Se for fotografar com uma câmera Compacta ou Superzoom, use todo o zoom
óptico e digital disponíveis. Sim, o zoom digital também. Apesar da má fama
(e com razão), essa é uma das poucas situações em que o zoom digital
realmente contribui para a foto. Mas não se engane: a sua utilidade aqui
não é "ampliar" a imagem, já que isso pode ser feito da mesma maneira em
qualquer programa de edição, e sim facilitar o foco e a fotometria para a
sua câmera (principalmente se ela não tiver ajustes manuais). Quanto maior
for a parte que a Lua ocupar no enquadramento da sua imagem, mais fácil
será para a sua câmera focar e fotometrar.
 Coloque a sua câmera em um tripé, faça o foco e ative o timer para
fotografar em 10 segundos. Isso evita que você faça a câmera se mover na
hora de encostar nela para pressionar o botão disparador. Caso não tenha um
tripé, apoie seus braços em uma superfície firme, prenda a respiração para
minimizar os seus movimentos, e só então faça a foto.
 Mude o modo de medição da sua câmera para Pontual/Spot, o qual considera
apenas a quantidade de iluminação vinda de uma pequena parte do centro do
seu enquadramento. A Lua é bastante clara, enquanto o céu é totalmente
escuro. Mas nesse caso, o céu geralmente não nos interessa: pode ficar todo
preto mesmo. Evite usar o modo de medição Matricial, que é o padrão. Este
modo faz uma média matemática geral da iluminação vinda de todo o
enquadramento.
 Como o céu escuro geralmente ocupa uma boa parte do enquadramento, ao
deixar no modo Matricial de medição, sua câmera vai "se confundir", achando
que você na verdade está querendo fotografar uma cena noturna típica. Com
isso, o fotômetro dela vai te fornecer valores totalmente errados,
resultando em uma superexposição do assunto principal. A Lua, que é o que
realmente interessa na foto, vai ficar parecendo apenas uma bola branca
completamente sem detalhes, enquanto o céu provavelmente vai ficar com uma
coloração preto-acinzentada.
 Se a sua câmera tiver ajustes manuais de exposição, se baseie nas seguintes
configurações:
1. Abertura do Diafragma: Use uma abertura média: nem muito grande e nem
muito pequena. O ideal é entre f/4 e f/8. Aberturas muito grandes, como
f/1.8, geralmente causam distorções nas cores (aberrações cromáticas), no
contraste e na nitidez (curva MTF com valores mais baixos). Enquanto
aberturas muito pequenas, como f/22, também causam a diminuição da nitidez,
mas por um motivo diferente (difração da luz).
2. Velocidade do Obturador: Use uma velocidade bem alta. O ideal é entre
1/100 e 1/1000. Usando velocidades mais baixas, você pode tremer se estiver
fotografando sem tripé. Além disso, tanto a Terra quanto a Lua giram, então
a tendência é captar o movimento da Lua, perdendo bastante nitidez.
3. Sensibilidade ISO: Quanto menos, melhor. Use somente o ISO necessário
para equilibrar a harmonia entre abertura do diafragma e velocidade do
obturador. Se possível, tente não passar de 400, para garantir uma boa
nitidez e pouco ruído.
 Desative o flash! Pode parecer um tanto óbvio, mas muita gente nem se dá
conta de que as câmeras (principalmente nos modos automáticos) sempre
tentam ativar o flash, quando a iluminação no local da foto é fraca. Até
onde eu sei, não existe nenhum flash no mundo que alcance mais do que 200
metros de distância. Imagine então, aproximadamente 400.000 quilômetros?
Sem chance. Para esse tipo de foto o flash só atrapalha, diminuindo o
contraste com aquele clarão desnecessário perto da lente.
 Para que a Lua fique com a cor mais natural possível, ajuste o Balanço de
Brancos para Luz do Dia. O Sol ilumina a Lua, portanto, a temperatura de
cor é equivalente a esta predefinição de aproximadamente 5500K. Já se
quiser deixá-la com uma coloração diferente da natural, varie as
predefinições até encontrar a cor desejada. Outra opção, para deixar a Lua
prateada, é fotografar em preto e branco.

135
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

 Se a sua câmera tiver esta opção, fotografe no formato RAW. Assim, caso na
foto final a Lua fique muito pequena e/ou com baixo contraste, você pode
fazer um corte e melhorar a coloração, o contraste e a nitidez, sem perder
qualidade. O Adobe Lightroom é uma ótima opção para fazer estes tipos de
ajustes.

EXEMPLO

EXIF

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

10 Dicas Para Ser Um Bom Fotógrafo


Primeiramente, gostaria de deixar claro que eu não sou nenhuma grande autoridade
no assunto para poder servir como referência de fotógrafo exemplar. Estas dicas
que vou dar, nada mais são do que práticas que eu executei e ainda venho
executando ao decorrer do tempo, as quais EUacredito serem essenciais para a
formação de um bom fotógrafo, tanto como profissional quanto como pessoa. Vamos
lá!

1 - Esforce-se e nunca desista

Na minha humilde concepção, não existem pessoas mais inteligentes ou mais


ignorantes: existem pessoas mais esforçadas ou mais preguiçosas. Aquelas que nunca
desistem, não importa o que aconteça, e aquelas que no primeiro obstáculo já pulam
fora.

Até onde eu sei, todos os seres humanos adultos têm o cérebro praticamente do
mesmo tamanho, com a mesma quantidade aproximada de neurônios e sinapses. O que eu
quero dizer é que, salvas as exceções de pessoas com algum tipo de deficiência
cognitiva, TODOS NÓS temos a mesma capacidade de aprender!

Por exemplo, se Fulano é mais bem-sucedido na vida do que Ciclano, não é por
acaso. Não é porque Fulano é favorecido com uma inteligência maior que a de
Ciclano, e por isso conseguiu se dar melhor. Se as coisas são assim, é porque
Fulano se esforçou mais do que Ciclano para alcançar os seus objetivos.

Na fotografia é a mesma coisa. Não é porque Fulano conseguiu entender


perfeitamente o que é oFator de Corte e Ciclano não conseguiu, que Fulano é mais
inteligente, e sim porque ele é mais esforçado.

137
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Fulano pode ter tentando ler 15 vezes sobre o assunto, sem nunca desistir, e por
isso finalmente conseguiu entender. Já Ciclano pode ter lido apenas 3 vezes, e
desmotivado, se achando um ignorante por não ter entendido mesmo lendo "tantas
vezes", acabou desistindo de tentar novamente.

Não adianta se lamentar e tentar culpar o destino, e nem ser preconceituoso


consigo mesmo em relação a sua capacidade. Jamais se subestime! Combata a preguiça
de ler, de prestar atenção e de assimilar conhecimentos. Esforce-se!

E principalmente, NUNCA DESISTA de alcançar os seus objetivos, não importa o quão


difícil pareça! Tudo que parece difícil, geralmente é muito mais fácil do que a
gente imagina. Tire o "zoom" das suas dificuldades e veja o quão pequenas elas
realmente são!

2 - Estude muito

Esta dica anda de mãos dadas com a primeira. Sem seguir a primeira, você não vai
poder seguir a segunda efetivamente. Um fotógrafo sem conhecimento em fotografia,
não é fotógrafo: é um apertador de botão.

Estudar tudo que for possível relacionado a fotografia é essencial para qualquer
um que queira se tornar um bom fotógrafo. É trabalhoso estudar, ler longos textos,
livros e assistir a longos vídeos? É. Mas vale a pena? VALE! E como vale.

O conhecimento é um dos bens mais preciosos que temos nessa vida. É uma das poucas
coisas que absolutamente ninguém pode tirar de nós! Em diversas circunstâncias da
vida, podemos perder todo o nosso dinheiro, toda a nossa saúde, toda a nossa
esperança, praticamente tudo mesmo: mas o nosso conhecimento sempre fica,
independente do que aconteça.

Por isso, estude MUITO! Não tenha medo de dedicar tempo e dinheiro em livros,
cursos e outras fontes de conhecimento, pois isso não é um gasto: é um
investimento! Ser rico em conhecimento nos traz uma satisfação muito grande, além
de ser extremamente útil pra nós, tanto para uso profissional quanto como para uso
pessoal.

138
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

3 - Pratique e erre até acertar

Com certeza você já conhece aquele velho ditado: "a prática leva à perfeição".
Pois então, aplique-o! Fez uma foto e ela não ficou boa? Pratique mais e tente de
novo! Fez 100 fotos e nenhuma delas ficou boa? Pratique mais e tente de novo! Fez
5.000 fotos e ainda assim nenhuma delas ficou boa? PRATIQUE MAIS E TENTE DE NOVO!

Já dizia o grande fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson: "as suas primeiras 10


mil fotos serão as piores". Porém, vale lembrar que ele viveu em uma época onde
ainda não existia a fotografia digital (1908-2004), a qual nos faz chegar a este
número em pouco tempo.

Isso quer dizer que, nos tempos atuais, podemos facilmente converter estas
"primeiras 10 mil fotos" para "primeiras 100 mil fotos", ou talvez ainda mais. E
aí, chegou a dar um friozinho na barriga? 100 mil fotos? Mas isso vai levar tempo
à beça!

De fato, não vou mentir, vai mesmo. Talvez anos. Mas volta aqui a extrema
importância da dica número 1: NUNCA DESISTA! Ninguém chega a lugar algum ao se
deixar levar por obstáculos aparentemente impossíveis.

Seja otimista. Não pense: "100 mil fotos, é trabalho pra eternidade!". Ao invés
disso, pense: "100 mil fotos, vou ter tempo de sobra para melhorar cada vez mais
as minhas habilidades e o meu conhecimento nesse período!".

4 - Reaprenda o que você já sabe

Um erro bastante frequente que eu vejo muita gente cometer, é pensar desta
maneira: "um texto sobre assunto X? Ah, mas eu já sei tudo sobre isso. Nem vou
perder meu tempo lendo o que eu já sei. Vou logo pular pros assuntos mais difíceis
que eu ainda não sei". Errado.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Repense o seu conceito de "tudo". Nunca se sabe absolutamente TUDO sobre


determinado assunto, não importa o quão simples ou pequeno ele pareça. Uma prática
que eu adoto até hoje é esta: reaprender o que eu aparentemente já sei.

Há muito tempo eu já sei o que é Abertura do Diafragma, por exemplo. No entanto,


cada vez que eu me deparo com um texto sobre isso, eu paro pra ler. Eu já sei
bastante sobre o assunto? Já. Eu sei TUDO sobre o assunto? Não, e provavelmente
nem nunca vou saber.

Ao ler o que eu já sei, além de a prática ajudar a reafixar o conhecimento obtido


anteriormente, geralmente eu também acabo aprendendo algum detalhe novo, por
mínimo que seja.

Por mais que você se ache O MESTRE de determinado assunto, sempre tem um
detalhezinho aqui e ali que ainda não se conhece. Não feche as portas para o
conhecimento, mesmo que ele aparente ser algo repetido e banal. Abra a sua mente,
você só tem a ganhar com isso!

5 - Lembre-se do seu passado e valorize-o

Já se pegou xingando uma antiga foto que você fez? "Que droga de foto eu fiz! Como
eu fotografava mal!" Não faça isso. Não é uma droga, é apenas uma parte necess ária
do ciclo de aprendizagem.

Quanto mais aprimoramos o nosso conhecimento e as nossas habilidades artísticas, a


autocrítica também tende a aumentar equivalentemente. Mas não é por isso que você
vai começar a desvalorizar suas fotos mais antigas e sair deletando-as, como se
agora não valessem mais nada.

Mesmo que agora elas pareçam horríveis para você, isso não quer dizer que
realmente sejam. Cada uma pertence ao seu próprio tempo, condizendo com as
habilidades que você tinha no momento de sua produção.

Ao invés de desmerecê-las, valorize-as. Afinal, sem tê-las feito um dia, você


jamais estaria fotografando como está agora, não é? Por mais ruins que pareçam,
guarde sempre as suas fotos mais antigas, pois elas são uma ótima referência da
sua evolução pessoal ao decorrer do tempo. Cada vez que sentir uma desmotivação,
reveja o seu histórico de fotos e perceba o quanto você já melhorou!

O mesmo deve ser aplicado com os seus colegas. Não é porque agora você fotografa
melhor do que ele ou ela, que é preciso agir como se as fotos dos outros "abaixo
do seu nível" não valessem mais nada.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Lembre-se que você também já passou por esta fase um dia. Não seja mais um metido
a sabichão que semeia a arrogância, pois o mundo já está cheio de pessoas assim.
Ao invés disso, seja humilde e amigável, como você gostaria que fossem com você!

Se quer fazer uma crítica, que seja construtiva, para ajudar o seu colega a
melhorar, e não destrutiva, simplesmente para desvalorizar e desmerecer o trabalho
dele.

6 - Tenha ética e respeito com o trabalho dos outros

Principalmente na internet, já presenciei vários casos de supostos fotógrafos com


ótimas fotos em seu portfólio, as quais não eram realmente deles. Não existe nada
mais desrespeitoso na comunidade fotográfica do que roubar as obras dos outros. Se
você já pensou ou pensa em fazer isso um dia, já te alerto: NÃO FAÇA!

Só porque as fotografias na internet são propagadas como arquivos virtuais


facilmente duplicáveis, isso não dá a ninguém o direito de copiá-las e chamar de
suas. Não há nenhum motivo para sentir orgulho da fama e da glória obtidas com
trabalhos que não são seus.

Na prática, muito pouca gente vai pra prisão ou paga alguma multa por causa disso,
pois infelizmente vivemos em um país que ainda engatinha na justiça com crimes
virtuais. Porém, usurpar fotos ou qualquer outro tipo de obra (tangível ou não)
que possua direitos autorais, não deixa de ser considerado um crime.

De qualquer forma, mesmo que não fosse um crime, acho que todos já deveriam ter
por consciência própria que esta atitude é totalmente antiética e desrespeitosa
com os verdadeiros autores profissionais da área. Tenha em mente que este tipo de
falcatrua pode, inclusive, vir a afetar você diretamente um dia!

Imagine você, próximo do dia do seu casamento. Você navega em vários portfólios
virtuais de diferentes fotógrafos locais, e eis que se depara com um magnífico,
cheio de obras de arte, com as melhores fotos de casamentos que você já viu na
vida. Você imediatamente o contrata para fotografar seu casamento, pois quer fotos
com a mesma qualidade das que foram vistas no portfólio.

Chega o dia do seu casamento. O fotógrafo faz as fotos normalmente, e no fim


promete o seu álbum para a próxima semana. Você vai pegar o seu álbum no dia
combinado, e ao vê-las, surpresa: as fotos estão PÉSSIMAS!

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Onde estão as magníficas fotos, com a mesma qualidade das que foram vistas no
portfólio virtual do fotógrafo? Novamente, para a sua surpresa, você acaba
descobrindo que aquelas fotos do portfólio não são dele, mas de outro grande
fotógrafo de casamentos de renome internacional.

Qual seria o seu sentimento ao descobrir isso? Imagine esperar fotos maravilhosas
e receber fotos péssimas de um dos dias mais importantes da sua vida? Não seria
nada agradável, certo? Pode até ser que depois seja possível processar o fotógrafo
e ganhar uma boa indenização, mas nada substitui a falta de boas fotos daquele
momento tão especial e único.

Portanto, tenha em mente que nesse caso, a "brincadeira inocente" de roubar fotos
dos outros para si pode trazer sérias consequências, tanto para você, que pode ser
dar mal, quanto para quem espera que seja feito um trabalho que na verdade você
não faz.

Acredite: é preferível não parecer tão bom mas pelo menos ser honesto e fiel ao
seu trabalho, do que parecer um dos melhores do mundo e ser na verdade um grande
charlatão. Ninguém vai muito longe fazendo as coisas do jeito errado. Uma hora ou
outra se tropeça, e a queda pode ser grande, MUITO GRANDE.

Quando é o caso de querer usar as fotos dos outros em algo não comercial, o ideal
é pedir autorização diretamente ao seu autor, deixando bem claro ao mesmo qual
será o propósito da sua utilização. Ou ainda, caso não seja possível contatar o
autor, recomenda-se pelo menos deixar uma clara referência a ele próxima à foto.

Por exemplo, coloca-se a foto no lugar desejado e logo abaixo escrito algo como:
"Créditos: Fulano da Silva / www.fulanodasilvafotografia.com.br". Fazendo isso,
você estará demonstrando que tem ética e respeita o trabalho do autor original.

7 - Tenha um Português aceitável

Este é um ponto bastante delicado. Muitas pessoas acham super normal escrever
usando um Português "do seu jeito", e geralmente ficam ofendidas quando são
corrigidas por alguém, principalmente na internet.

Até aí tudo bem. Escrever da maneira que quiser é uma escolha pessoal. Só que,
principalmente no meio profissional, a coisa muda de figura. Não é preciso ser
um Professor Pasquale, mas também não dá para simplesmente colocar o Português em
último plano.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Imagine, por exemplo, você enviando um e-mail para dois fotógrafos diferentes,
solicitando o valor e mais informações sobre um book padrão em seu estúdio. O
primeiro responde da seguinte maneira:

----------

IAE BLZ? INTAUM AS FOTOS NO BOOK FICA TRESENTOS REAIS E EU TIRO CINCUENTA FOTOS
TODAS TRATADAS NO FOTOSHOPING AÍ TU PODE TRASER UMAS ROPA E TAL PRAS FOTOS FICA
LEGAU E DIFERENTE, TENHO ORÁRIO PRAS 2 E 4 DA TARDE NO SABADO

AGUARDO CONFIRMASSAUM FLW ABS

ESTUDIO DE FOTOGRAFIA PROFICIONAL PHOTOLUZ

----------

Já o segundo, responde da seguinte maneira:

----------

Boa tarde, Fulano.

Nosso book padrão inclui 12 fotos no tamanho 15x21cm, sendo todas tratadas no
Photoshop. O valor é de R$ 580, podendo parcelar em até 3x sem juros. No sábado,
temos disponibilidade para às 15h e às 17h.

Opcionalmente, você pode trazer também até três mudas de roupa para a sessão de
fotos.

Aguardamos pela confirmação do seu horário.

Atenciosamente,

Ciclano da Silva

Estúdio Olhar Fotográfico

----------

Acho que eu não preciso ser nenhum adivinho para ter certeza de qual você
escolheria, caso decidisse fazer um book, certo? Pode até ser que o primeiro
fotógrafo seja melhor no seu ramo do que o segundo (provavelmente não seria o
caso), mas será que você sequer o procuraria novamente para conferir, depois de
receber uma resposta escrita de maneira tão desleixada? Mesmo que
inconscientemente, nosso primeiro pensamento ao analisar esta situação,
provavelmente seria o seguinte: "se ele não se importa nem em escrever direito uma
resposta no próprio idioma nativo, por que eu deveria pensar que ele se importaria
em fazer um bom trabalho como fotógrafo?".

Por mais que talvez isso não seja verdade, a primeira impressão que temos é de que
se trata de um péssimo profissional, desleixado e que não se importa em fazer as
coisas direito. No meio profissional, querendo ou não, a primeira impressão que
deixamos é extremamente importante.

143
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Por exemplo: você entra em uma loja qualquer para pedir mais informações sobre um
produto interessante que viu na vitrine. O atendente aparenta estar mal-humorado,
de cara amarrada, e responde às suas perguntas sobre o produto sem a menor
vontade. Você vai embora de lá, obviamente sem comprar nada.

Supondo que você nunca tenha entrado na tal loja e nem nunca tenha ouvido falar
dela antes. Depois desse péssimo tratamento do atendente mal-humorado, você
provavelmente nunca mais voltaria lá, certo? Provavelmente. Mas talvez as coisas
não sejam sempre assim.

Talvez o atendente só estava tendo um dia ruim, sendo que na verdade ele costuma
ser sempre bem simpático e prestativo. Mas quem sabe? A primeira impressão ruim já
ficou enraizada, e isto fez com que você não sinta mais vontade de voltar lá. Ou
seja, a impressão que ficou foi:

"Loja X = atendente inútil e mal-humorado. Portanto, não voltarei mais lá!".

Da mesma maneira, falando do Português, se você passa aos outros a primeira


impressão de que nem escrever direito você sabe (o que é uma premissa básica de
todo brasileiro alfabetizado), é bastante provável que eles não confiarão
igualmente no seu talento profissional como fotógrafo. Por mais que uma coisa não
aparente ter ligação direta com a outra, acredite, para formar uma primeira
impressão elas têm.

8 - Estude outras artes visuais

Muitas das artes visuais incorporam alguns princípios artísticos iguais ou


similares aos utilizados na fotografia. Em outras palavras, se você tem
conhecimentos em outras artes visuais, eles provavelmente também poderão ser
utilizados para melhorar artisticamente as suas fotografias.

Além da fotografia, podemos citar como exemplos de artes visuais:

 Arte Digital
 Artes Plásticas
 Desenho
 Design
 Identidade Visual
 Pintura
 Vídeo

Entre outras. Escolha uma para estudar e mãos à obra!

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

9 - Estude óptica e física

Assim como a fotografia incorpora alguns princípios artísticos de outras artes


visuais, ela igualmente incorpora também vários princípios técnicos da óptica e da
física. Velocidade, direção e temperatura da luz, fótons, ponto nodal e plano
focal, reflexão, refração e difração, etc...

Estes são só alguns dos vários princípios provenientes da óptica e da física que
nos ajudam a compreender melhor como funciona a parte técnica e mais matemática da
fotografia.

Para quem tiver interesse, indico a leitura deste ótimo e-book gratuito de óptica
básica.

10 - Aprenda Inglês

Se o seu conhecimento não é suficiente para conseguir pelo menos entender textos
e/ou pessoas falando em Inglês, te recomendo aprender mais deste idioma. É verdade
que hoje em dia existem centenas de blogs, artigos, livros e vídeos em Português
na internet que falam sobre fotografia.

Mas mesmo com todo esse conteúdo existente, se compararmos ao que já existe sobre
o assunto em Inglês, veremos que a proporção em Português é absurdamente menor.

Boa parte do que eu sei hoje em dia sobre fotografia, aprendi lendo textos e vendo
vídeos emInglês na internet. Até porque, até não muitos anos atrás, bons conteúdos
em Português sobre fotografia eram ainda mais escassos.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Na internet existem muitas informações em Português sobre aparelhos eletrônicos


mais populares, como por exemplo celulares. Se eu quero saber, por exemplo, todas
as especificações técnicas mais minuciosas de um iPhone 5s, encontro-as facilmente
em milhares de blogs em Português que falam sobre o assunto, mesmo sendo um
lançamento um tanto recente.

Já se eu quero saber a mesma quantidade de informações técnicas em Português sobre


uma câmera igualmente recente, como por exemplo a Nikon 1 AW1, é bem mais difícil
de encontrar (muitas vezes, impossível). O que eu faço, então? Procuro em Inglês e
consigo achar facilmente!

Sabendo Inglês, você consegue se manter sempre por dentro dos lançamentos e das
novidades mais atuais, uma vez que dificilmente qualquer tipo de informação de
interesse internacional chega primeiro no nosso idioma. Além disso, você tem
acesso a uma gama muito maior de conteúdos ao ser capaz de fazer buscas neste
amplo idioma.

O bom é que o Inglês não é somente útil para saber mais sobre fotografia, mas
também sobre muitas outras coisas, pois é estimado que quase 50% de todo o
conteúdo informativo da internet está neste idioma.

Como Escolher Sua Câmera


Colaboração: Célio Straulino

Para guiar e facilitar sua escolha, estou disponibilizando 2 métodos. O rápido e o


avançado. O rápido é para quem dispensa "chorumelas" porque só quer comprar uma
câmera boa. O avançado é para quem pretende algo mais na fotografia e não se
importa em ler termos e explicações técnicas.

Método Rápido

Os Tipos de Câmeras

Uma das primeiras coisas que você deve levar em consideração é o tamanho e o peso
da câmera que você quer carregar, que pode variar de 150g até alguns quilos, então
pense bem se para o tipo de fotografia que você quer, vale a pena carregar peso e
se destacar na multidão, ou levar algo que cabe no bolso e passa desapercebido na
multidão.

Existem, como você deve saber, vários tipos de câmeras (celular, comum,
semiprofissional, profissional, etc.), e para saber qual tipo é melhor para você,
é bom saber qual é qual, sem se deixar enganar pelos "vendedores" e sem se enganar
sobre que tipo você realmente precisa.

Como escolher uma Câmera Compacta

Para quem serve?

Para quem não quer ter que saber nada ou quase nada sobre fotografia, e apenas
quer fazer um bom registro de suas viagens, festinhas, baladinhas e aventuras.

Qual marca?

146
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

As melhores (e mais caras) são Nikon, Canon, Sony, Fujifilm, Kodak e Olympus, mais
ou menos nesta ordem, entre outras disponíveis, mas em se tratando de câmeras
compactas, qualquer outra marca recente mais famosa como Samsung ou Panasonic
também dá.

Qual é a melhor delas?

Qualquer uma delas, pois estão muito próximas nesta categoria.

Como escolher?

Entre estas, o mais importante é a quantidade de Megapixels. Qualquer coisa acima


de 10 Megapixels já está ótimo, mas o céu é o limite se você pode pagar. Outros
fatores importantes:

 Quantidade de zoom ÓPTICO, porque o digital não presta.


 Monitor de LCD grande (mínimo 3") e com ajuste de brilho.
 Foco com detecção de rosto, apesar de que hoje quase todas tem.
 Flash embutido com bom alcance, e quanto mais, melhor.
 Capacidade de fazer foto panorâmica do tipo "clica e arrasta", pois
dispensa ter que ficar montando a panorâmica no micro depois.

Se quiser super fininhas, prefira as com bateria, senão tanto faz, porque as
pilhas tipo AA recarregáveis dão conta do recado e, em caso de emergência, as
câmera que podem utilizar pilhas comuns levam vantagem por poder se comprar pilhas
em qualquer comércio.

Deve ter estabilizador de imagem, embora quase todas tenham hoje em dia, para que
você possa usar bem o zoom. Fora estes itens, procure avaliar qual oferece maior
número de tipos de cenas, como retrato, paisagem, praia/neve, pôr do sol, etc.

NUNCA SE ESQUEÇA de avaliar se a marca possui assistência técnica fácil de


encontrar e utilizar, porque vai que... Rsrsrs.

Atendendo a todos estes quesitos, as que tiverem os melhores preços vão dar conta
do recado satisfatoriamente.

Obs.: As câmeras compactas em geral e sem exceção, não são muito boas para fotos
noturnas, principalmente em ambientes com pouca iluminação.

Como escolher uma Câmera Semiprofissional

ATENÇÃO! PRESTE BEM ATENÇÃO! NÃO SEJA ENGANADO PELOS ANÚNCIOS DE LOJAS DE VAREJO,
MAGAZINES E VENDEDORES DESTE TIPO DE LOJA.

O que normalmente essa gente chama de semiprofissional, na verdade são


supercompactas, ou mais conhecidas como SUPERZOOM, porque tem um zoom poderoso de
20x ou mais. Também tem o corpo maiorzinho, fazendo-a ficar parecida com uma
dessas chamadas de profissionais, mas é só. Se quiser entender mais, leia mais
sobre isso no Método Avançado.

Vamos então chamá-las de SUPERZOOM.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Para quem serve?

Para pessoas que se interessam por fotografia, querem ir mais além do que aquela
foto comum, estão dispostas a ler um pouco mais sobre fotografia e suas técnicas e
a se arriscar em fazer algumas configurações além do automático.

Boa para hobbystas, entusiastas da fotografia, amadores, mas que não tem intenção
de fazer um curso sério e estudar, mais a fundo, a fotografia, suas técnicas e
regras e as câmeras e equipamentos utilizados.

Sei que isso vai gerar polêmica, mas é isso mesmo. A menos que você tenha dinheiro
para ficar gastando com troca de câmeras, pois assim que começar a estudar, vai
entender que precisa de algo mais.

Qual marca?

Novamente as melhores (e mais caras) são Nikon, Canon e Sony.

Fujifilm também tem sido uma excelente opção de custo X benefício, entre outras
disponíveis, porque algumas boas podem ser compradas por pouco mais de R$500,00 e
não desapontam.

Como escolher?

Analisando os recursos que cada marca e modelo disponibilizam. Nesta categoria


temos duas subcategorias. As que são 100% automáticas e as que permitem utilizar o
modo Manual e fazer ajustes das configurações como Abertura, Velocidade de
Obturador e ISO.

A Nikon tornou fácil identificar essas subcategorias no modelo de suas câmeras


superzoom. As que são 100% automáticas têm no modelo a letra L (ex.: Nikon
Coolpix L810), e nas que permitem ajustes, a letra P (ex.: Nikon Coolpix P520).

Os demais recursos que devem ser analisados são os mesmos das compactas que já
descrevi na seção anterior, já que as superzoom não passam de compactas
avantajadas.

Outro recurso muito importante que começou a ser disponibilizado nessa categoria,
é a possibilidade de fotografar no formato RAW, e a possibilidade de utilizar
flash externo.

Qual é a melhor delas?

Na "MINHA OPINIÃO", atualmente, analisando os recursos disponíveis, é a Canon SX50


HS, porque permite fotografar em RAW e permite usar flash externo, além de ter o
maior zoom da categoria.

Como escolher uma Câmera DSLR

Daqui pra frente, vamos começar a falar realmente sobre fotografia levada mais a
sério!

148
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

São as câmeras conhecidas como profissionais, mas que na verdade englobam algumas
câmeras DSLR de entrada (para amadores e iniciantes na fotografia), algumas
semiprofissionais (câmeras para quem já resolveu começar a trabalhar só com
fotografia), as profissionais de entrada (câmeras profissionais com sensor APS-C)
e as profissionais TOP (câmeras full frame).

Se você pretende comprar uma câmera destas, e quer saber como escolher a melhor
câmera DSLR para você, esqueça esse guia do Método Rápido. Perca a preguiça de ler
e passe agora mesmo para o Método Avançado, até mesmo porque este Método Rápido
acaba por aqui. Lembre-se em 1º lugar que uma câmera destas custa no mínimo uns R$
1200,00 só com uma lente bem basiquinha, e que a primeira vista, vai decepcionar
quem já usou uma superzoom, ou quem não conhece fotografia.

Então se você decidiu que precisa de uma câmera destas e não gosta de ler, é
melhor pensar mais um pouco, a menos que você tenha $$$$$ para gastar à vontade.

Método Avançado

A primeira e mais importante dica é a seguinte:

PERCA A PREGUIÇA DE LER, pois se você ainda não se deu conta, você perde mais
tempo lendo respostas erradas (e também incompletas, ou complexas) nos fóruns e
nos grupos de discussão dos blogs (inclusive no deste blog), do que lendo um
artigo elaborado especificamente sobre o assunto. Esse artigo foi elaborado na
tentativa de responder a frequente pergunta de todos os que começam a se
interessar por fotografia e querem adquirir uma boa câmera.

Pensando nessa resposta resolvi reunir aqui um conjunto de informações que o


ensinem a escolher a sua própria câmera, sem se deixar levar por marcas e sim,
baseando sua decisão na avaliação de características e especificações das câmeras
que atendam a sua REAL NECESSIDADE. Não se desespere se, a princípio, encontrar
alguma coisa que não entenda ou nunca tenha ouvido falar. Vou tentar explicar tudo
de forma que qualquer pessoa possa entender. Basta apenas ter paciência para ler o
artigo por completo.

Ok! Se você está lendo esse artigo aqui neste blog, é porque decidiu que quer algo
mais da fotografia, além de simples recordações de datas comemorativas, viagens ou
posts das baladinhas, senão já teria comprado uma câmera qualquer ou estaria
usando um celular. Mesmo assim, vou ensinar aqui o que é preciso para escolher
qualquer câmera, desde uma de celular até as TOP PRO. O que você precisa saber
para escolher bem uma câmera, não é saber o que ela faz (tira fotos, é claro!
rsrsrs), mas sim, como ela fotografa. Para isso você precisa analisar as seguintes
características:

 Quantidade de MP (megapixels).
 Tamanho do sensor.
 Tipo de conjunto óptico (lentes, zoom etc).
 Velocidade de disparos contínuos.
 Modos de fotografar disponíveis (automático, manual, etc.).
 Tipo de arquivos em que as fotos são gravados (jpeg ou raw).
 Pontos de foco.
 Tipo de cartão de memória que ela utiliza.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

 Tipo e durabilidade da bateria.


 Acessórios originais e assistência técnica disponíveis no Brasil.

MP ou Mega Pixels

A quantidade de MP é importante, mas menos do que você imagina. Qualquer


quantidade acima de 12MP já garante ótimas imagens, e ACREDITE! Existem câmeras
com 16MP melhores do que outras com 24MP. Se você ainda não sabe ou não entende o
que são esses tais megapixels, leiaesta aula do curso de fotografia.

Tamanho do sensor.

Se você ainda não sabe o que é sensor, veja aqui.

O importante aqui é que nas câmeras digitais o filme foi substituído por um
sensor, e nesse caso,TAMANHO É DOCUMENTO! Ou seja, quanto maior é o sensor, maior
é a porção da imagem (e menor é o fator de corte) e maior é a quantidade de luz
que ele consegue captar.

Por isso as câmeras profissionais, que possuem sensores BEM MAIORES do que as
câmeras compactas, produzem imagens melhores principalmente em ambientes com pouca
luz. O sensor de uma câmera profissional é cerca de 13 vezes maior que o de uma
compacta.

Veja aqui os principais tamanhos de sensores para ter uma ideia da diferença:

Compacto ou 1/ 2.3" = 6mm x 4mm usado nas câmeras compactas.

APS-C = 24mm x 16mm, usado nas câmeras DSLR de entrada, semiprofissionais,


profissionais de entrada e em algumas Mirrorless e SLT.

Full Frame = 36mm x 24mm, usado nas câmeras profissionais de ultima geração TOP de
linha.

Veja logo abaixo uma comparação entre os diferentes tamanhos dos sensores.

ATENÇÃO! PRESTE BEM ATENÇÃO! Aqui é onde cai a máscara dos vendedores e anúncios
que mostram as câmeras conhecidas como SUPERZOOM como sendo semiprofissionais,
pois estas tem o sensor do mesmo tamanho das compactas.

A única diferença é que as superzoom tem um conjunto óptico com mais qualidade e
um corpo maior que dá um GRIP ou apoio maior, ajudando a melhorar a estabilidade e
juntos, lente melhor e mais apoio, permitem aos usuários destas a darem um belo
salto de qualidade nas suas fotos.

150
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Existem no mercado câmeras superzoom, também chamadas de SLR-Like (parecidas com


SLR), que permitem fotografar em modo manual e outros ajustes similares aos das
semiprofissionais e que além do monitor, tem incorporado um visor ocular, porém
este na verdade nada mais é do que um outro monitor diminuto, usado apenas como
alternativa para permitir que se possa enxergar melhor, em ambientes super
iluminados como praia ou campo em dia ensolarado.

Obs.: Isso não significa que essas câmeras não sejam boas, mas apenas que elas,
apesar de terem recursos como configurações manuais de abertura, ISO e obturador,
nunca chegarão a mesma qualidade de imagem de uma semi ou profissional, mas para
quem ama fotografia, não quer ser profissional e quer ter algum controle criativo
sobre suas fotos sem gastar muito, essas câmeras são excelentes.

Aproveito aqui para explicar o que quer dizer SLR, DSLR, SLT e Mirrorless.

Hoje em dia as câmeras possuem um monitor para podermos ver o que vamos
fotografar. Como falado acima, as câmeras mais avançadas possuem um visor óptico
que nos permite ver a imagem a ser fotografada através da lente, em vez de usar a
representação dela no monitor.

Muito antigamente, quando o monitor não existia, tínhamos nas câmeras comuns um
quadradinho por onde olhávamos e víamos uma noção do que estávamos para
fotografar. O suficiente para fazer um enquadramento bem simples entre o que vai
sair ou não na foto.

Depois esse sistema foi aprimorado, usando-se em um modelo de câmera com 2 lentes.
Uma para fotografar e outra para vermos o que iria ser fotografado.

E finalmente, chegaram a um sistema elaborado com espelhos e prismas, de forma a


usar uma só lente e através de reflexos nesses espelhos, usar a própria imagem que
seria capturada através da lente para ser exibida no visor. Dessa forma podemos
enxergar o reflexo da imagem real que a lente está "enxergando" e como ela será
fotografada.

Por isso é chamada de SLR, a sigla em inglês para Single Lens Reflex, que quer
dizer câmera com uma só lente e visor ocular por reflexo. Da mesma forma, DSLR
significa Digital Single Lens Reflex.

SLT significa Single Lens Translucent – tecnologia utilizada pela Sony, que usa um
componente translúcido no lugar do espelho.

Mirrorless significa sem espelho, ou seja, é uma câmera com qualidade comparável
às DSLR, mas que, para torná-la compacta e mais portátil, não utiliza o sistema de
visualização pelo reflexo, e sim com monitor, como nas compactas.

Tipo de conjunto óptico, ou seja, as lentes, zoom óptico e zoom digita.

As lentes das nossas câmeras, na sua maioria são na verdade, um conjunto de


lentes, formando um conjunto óptico, mas que acabamos chamando só de lentes mesmo.

Existem vários tipos de lentes, de acordo com a sua distância focal sendo elas, de
distância fixa, ou variável. As lentes de distância focal variável são as que
conhecemos como zoom.

151
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Por hora, pense em distância focal como sendo "alcance" de uma lente, mas se
quiser entender corretamente o que é agora mesmo, veja aqui.

Esse zoom, hoje na era digital pode ser zoom digital ou óptico. O óptico é o
melhor e é o verdadeiro, pois como já falamos é a variação da distância focal das
lentes.

O zoom digital é conseguido através de uma ampliação da imagem feita por um


software interno da câmera, ou seja, é como você aumentar o tamanho de uma foto no
Paint do Windows, por exemplo. Dessa forma as imagens com zoom digital não são
nítidas como o zoom óptico.

A "quantidade" de zoom, vamos assim dizer, é a divisão da maior pela menor


distância focal do seu conjunto óptico. CALMA QUE VOCÊ JÁ VAI ENTENDER! Rsrsrs.

Se você olhar em volta da sua lente ou na lente de uma foto de uma câmera, você
vai ver algo assim: 4.5 – 22.5mm. Essas são as distâncias focais, mínima e máxima
da sua lente e se você dividir 22.5/4.5 = 5, ou seja, essa lente tem um zoom de
5x.

Existem ainda as câmeras de lentes intercambiáveis ou seja, que permitem que se


troque as lentes de acordo com a necessidade. Dessa forma, podemos usar as lentes
que melhor se apliquem a um determinado tipo de fotografia.

Velocidade de disparos contínuos

A Velocidade de disparos contínuos, também conhecido como "burst" que significa


"rajada" em inglês, é a capacidade da câmera em tira várias fotos por segundo,
enquanto se mantém o botão do obturador pressionado. Esta função é de extrema
importância para registro de atividades esportivas e jornalísticas por exemplo.

As câmeras comuns não possuem esta função. Algumas SUPERZOOM, possuem essa função,
mas para aumentar a velocidade dos disparos, reduzem a resolução para cerca de 3 a
6 Megapixels.

As DSLR de entrada geralmente conseguem por volta de 4 FPS (Fotos por segundo). As
semiprofissionais chegam a 6 FPS enquanto que as profissionais podem chegar a 12
ou mais FPS.

Modos de Fotografar disponíveis

Este é um dos pontos mais importantes, e é onde as DSLR se distanciam das


compactas, compactas avançadas e das superzoom. Então vou fazer uma breve
descrição de cada um deles pra ficar mais fácil de entender.

Automático – Existe em todas as câmeras, mas principalmente usados nas compactas,


é o modo em que a câmera usa de toda a sua tecnologia eletrônica e faz todos os
ajustes das configurações da foto, para que você só precise apontar a câmera e
apertar um botão, e pronto! A totó está lá! Nem sempre da melhor forma possível,
mas está lá.

152
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Modos de Cena – Existente também em quase todas as câmeras modernas, os modos de


cena são ajustes pré-programados nas câmeras, para se adaptar melhor às ocasiões e
eventos típicos que costumamos fotografar, e variam muito de câmera para câmera,
mas em geral são: Praia/Neve, Nublado, Pôr do Sol, Retrato, Paisagem,
Festa/Interior, Luz de Velas, Fogos de Artifício, entre outros.

Efeitos – Existe apenas em algumas superzoom e DSLR de entrada e é um modo onde a


câmera produz alguns "efeitos especiais" como Cor Seletiva (aquelas fotos onde só
um detalhe fica colorido e o resto preto e branco), Desenho em Cores, Miniatura,
Silhueta etc. São até bonitinhos, mas logo a gente se esquece que eles existem,
rsrsrs.

Aqui se separam "os homens dos meninos" pois os próximos modos de fotografar já
passam a exigir conhecimento ao menos básico de fotografia, e a partir daqui, o
turista acidental tem que sair de sua zona de conforto e começar a dar espaço ao
aficionado por fotografia, hobbysta, fotógrafo amador ou profissional.

Daqui pra frente, quem segura a câmera tem que saber o que é Abertura, Velocidade
de Obturador e ISO. Estas funções só estão disponíveis nas câmeras DSLR, SLT,
Mirrorless e parcialmente em algumas superzoom mais avançadas.

São os modos semiautomáticos e manuais.

Os semiautomáticos são os famosos P / S / A.

P – Programa flexível – Nesse modo a câmera apresenta algumas combinações de


configurações de abertura, velocidade e ISO para facilitar o uso de situações como
"congelar" ou "capturar" um movimento e grande ou pequena profundidade de campo,
por exemplo.

S (Nikon) ou Tv (Canon) – Prioridade de Obturador – Nesse modo, você decide qual


velocidade de obturador pretende usar, e a câmera faz os demais ajustes
necessários de abertura e ISO para equilibrar o fotômetro. Usado para facilitar as
configurações como "congelar" ou "capturar" um movimento.

A (Nikon) ou Av (Canon) – Prioridade de Abertura – Nesse modo, você decide qual


abertura pretende usar, e a câmera faz os demais ajustes necessários de velocidade
e ISO para equilibrar o fotômetro. Usado para facilitar as configurações como
grande ou pequena profundidade de campo, por exemplo, para criar um "close-up" com
desfoque no fundo, ou uma linda paisagem onde todos os detalhes podem ser vistos
nitidamente.

E finalmente chegamos ao melhor e mais desafiador deles, o temido modo M.

M – Manual – Permite que o fotógrafo (notou que agora eu usei fotografo) escolha
livremente cada uma das configurações disponíveis, sabendo como, onde e quando
usar cada configuração. Exige um conhecimento mais apurado nas técnicas de
fotografia, conhecimento mais avançado das câmeras, lentes e acessórios.

153
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Tipos de Arquivo da Foto (jpeg ou raw)

Um ponto muito importante na escolha de câmeras, quando se quer partir para um


tipo de fotografia mais avançada, é se a câmera permite fotografar em RAW. Somente
as DSLR, SLT, Mirrorless e pouquíssimas superzoom, permitem fotografar e RAW.

Não sabe a diferença? Então veja aqui.

Pontos de Foco

Este é um assunto um pouco complicado de explicar em poucas linhas, mas vou passar
o básico para que entendam porque a diferença de quantidade de pontos de foco
entre um ou outro modelo ou marca de câmera. As nossas câmeras modernas possuem o
famoso e útil AF, ou foco automático. Isso é possível porque elas possuem sensores
que analisam a imagem para um "sistema de focagem" interpretado por um
computadorzinho embutido em nossas câmeras. Este foco automático pode ser feito de
2 formas, ativo ou passivo.

O ativo emite uma luz (generalizando), e sensores dentro da câmera analisam o


reflexo desta luz para determinar se o assunto que estamos tentando fotografar
está em foco, e de acordo com essa análise o computador embutido em nossas câmeras
movimenta os motores de foco de nossas câmeras ou de nossas lentes até que estejam
focados. O passivo utiliza a comparação de diferença de contrastes entre pixels
próximos de uma determinada imagem que os sensores de foco de nossa câmera está
captando, e da mesma forma do ativo, o computador da câmera analisa estes pixels e
faz ajustes através dos motores de foco, até que haja um contraste "nítido" o
suficiente para julgar que o assunto esteja em foco. Cada um desses sensores é um
ponto de foco.

Se prestarem atenção no visor (visor, não monitor) de uma câmera DSLR, vão ver
algo assim:

Estes são os pontos de foco da sua câmera, e dependendo do modo de AF que você
usar, sua câmera vai utilizar um ou mais de um desses pontos para ajustar o foco.
Então já deu para entenderem que quanto mais pontos de foco a câmera tiver, mais
fino será este ajuste.

Entretanto é bom lembrar que esta quantidade de pontos de foco, só vai fazer muita
diferença mesmo quando utilizarmos o modo de foco AF-Servo para focalizar assuntos
em movimento. Os demais tópicos abaixo, acredito que a grande maioria das pessoas
que utilizam ou já utilizaram uma câmera fotográfica digital, já conseguem
diferenciar e entender os tipos disponíveis e mais usados.

 Tipo de cartão de memória que ela utiliza.


 Tipo e durabilidade da bateria.
 Acessórios originais e assistência técnica disponíveis no Brasil.

154
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Só acredito ser importante lembrar que em câmeras profissionais e em algumas semi-


profissionais, é possível utilizar mais de um cartão de memória, e utilizando-se
um GRIP (acessório para aumentar a empunhadura da câmera) é possível utilizar mais
de uma bateria.

Outra coisa importante de se lembrar é que algumas câmeras profissionais já tem o


grip incorporado, enquanto outras, é preciso compra-lo a parte como acessório.

Existem também algumas câmeras DSLR de entrada que não foram fabricadas para
utilizar o grip original de fábrica, mas já existem vários grips feitos pelo
mercado paralelo e que podem ser adaptados nessas câmeras.

Espero ter contribuído para facilitar a escolha da sua próxima ou primeira câmera.

Quais São as Suas Maiores Dúvidas na Fotografia? – Respostas


Há algum tempo, enviei um e-mail para todos os inscritos do blog fazendo a
seguinte pergunta:

"Quais são as suas maiores dúvidas na fotografia?"

Como eu já havia dito num outro e-mail que enviei no dia seguinte a este com a
pergunta, recebi dezenas de respostas (65 no total), com as mais diversas dúvidas
sobre fotografia. Sabia que responder tantas perguntas me daria bastante trabalho
e levaria um tempo considerável, mas mesmo assim, prometi responder todas. Além de
não gostar de deixar ninguém na mão, promessa é dívida!

Cogitei a possibilidade de fazer um vídeo com as perguntas e as respostas, mas


acabei desistindo. Como algumas perguntas exigem respostas mais extensas, acredito
que o vídeo acabaria ficando extremamente longo, passando facilmente de 1 hora - o
que o tornaria um tanto chato de assistir, principalmente para quem não tem muito
tempo e/ou paciência (além de me dar também muito mais trabalho para gravar,
editar, etc).

Por isso, acabei optando pela tradicional postagem em formato de texto. Assim,
cada leitor pode pular direto somente para as perguntas e respostas que são do seu
interesse. Agora, sem mais delongas, vamos às respostas de todos os e-mails
recebidos!

Para respondê-los, vou copiar e colar todos eles aqui, exatamente como me foram
escritos, conforme a ordem que fui recebendo. Vamos lá!

1) Marta Teixeira da Silva

Como dirigir um casal tanto nas fotos de casamento quanto no ensaio?

Marta, como eu não trabalho com casamentos, não posso te falar sobre este assunto
com muita propriedade. A única dica que eu posso te dar, é recomendar um ótimo
livro que fala sobre o assunto. Ele se chama Fotografia de Casamento, e é do
Marcos Andreoni.

Você pode comprá-lo clicando aqui.

155
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

2) Sidnei

Boa tarde,sou iniciante comprei um nikon 90 uma lente 50 mm,105mm,e uma 300 mas
não sei praticamente nada.

Sidnei, você já tem um excelente equipamento inicial em mãos. Agora é tudo questão
de obter mais conhecimento, para que você consiga fazer ótimas fotos. Para isso,
recomendo que você leia todas as aulas do Módulo Básico do curso.

Após terminar de lê-lo e colocar em prática o conhecimento adquirido, você já vai


perceber uma enorme mudança na qualidade das suas fotos. Depois disso, para
aumentar ainda mais o seu conhecimento, você pode ler as aulas do Módulo
Intermediário, e também conferir a seção Dicas Diversas do blog.

3) David Chazan

Boa tarde Leandro, estou em dúvida sobre que câmara comprar: Canon T5 ou Canon
T5i. Qual tua opinião.

David, ambas são ótimas câmeras da categoria DSLR de Entrada. Qualquer uma que
você escolher, acredito que já estará bem servido. As diferenças entre elas
existem, mas são poucas, fazendo pouca ou nenhuma diferença para quem está
iniciando na fotografia. Para conhecer todas as diferenças entre elas, clique
aqui (site em Inglês).

4) Luciana Ramos

A minha maior dúvida é com relação a luz. Essa parte ainda é bastante complexa
para mim.

Luciana, como você não especificou o que exatamente em relação à luz que te deixa
em dúvida, não sei se vou conseguir dar a resposta que você queria. Mas se o que
você se refere é em relação a medir a luz e à Exposição, sugiro que você leia esta
aula, onde falo sobre o assunto.

E se você quiser se aprofundar nisso, procure aprender mais


sobre Fotometria (medir a luz). Além do conteúdo disponível aqui no blog, existem
diversos textos gratuitos na internet e livros que abordam o assunto mais
detalhadamente.

5) Gecamaju

EU PRECISO DE DICAS DE COMO MANUSEAR A CANON SX50 HS. POIS EU COMPREI ELA A POUCO
TEMPO E NÃO MANJO NADA DELA.

Gecamaju, como eu não tenho esta câmera, não posso te falar sobre como mexer nela
especificamente. Eu sei que é um pouco chato, mas o ideal é você ler o manual de
instruções dela. Lá você encontra detalhadamente o passo a passo de como usá-la e
para que serve cada botão que ela tem.

Se não tiver o manual de instruções da sua Canon SX50 HS em Português, você pode
fazer o download dele em PDF clicando aqui.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

6) Morgana Mor

Onde podemos ser considerados fotógrafos profissionais ?

Morgana, a partir do momento em que estamos ganhando dinheiro com a fotografia,


podemos ser considerados fotógrafos profissionais. Mas claro que, como em todo
tipo de mercado, o termo "profissional" nem sempre é sinônimo de trabalho bem
feito. Existem profissionais e profissionais: os bons e os ruins.

Se a sua pergunta é mais direcionada à questão de quando podemos ser considerados


bons fotógrafos, isso já é mais relativo e subjetivo. Depende muito pra quem você
vai fotografar, que tipo de fotografia você faz, entre diversas outras variáveis.

Mas um bom indício de que você está no caminho certo, é se você recebe mais
elogios do que críticas (mais ainda se eles vierem de quem realmente entende de
fotografia).

7) Fausto Diniz da Silva Jr.

Olá, Tenho muita dúvida em:- Como travar o Foco. Os diferentes modo de fotometria
( Matricial, Média Ponderada, Pontual etc ) Obrigado, Fausto.

Fausto, na imensa maioria das câmeras, para travar o foco, basta pressionar o
botão disparador até a metade. O botão disparador tem duas fases de pressão: se
você pressionar só até a metade, o foco e a exposição travam. E se pressionar até
o fim, você tira a foto.

As câmeras mais avançadas (DSLR) costumam ter um botão a mais, separado, dedicado
exclusivamente a esta função. Nas câmeras da Nikon este botão se chama AE-L / AF-
L(abreviaturas de Auto Exposure Lock e Auto Focus Lock). E nas câmeras da Canon,
se não me engano, o botão para isso é aquele com o símbolo de * (asterisco).

Quanto aos modos de fotometria, eles dizem respeito a como o fotômetro interno da
câmera vai calcular a média de luz refletida e te indicar a exposição ideal. Os
métodos de medição mais comuns funcionam basicamente assim:

• Medição Matricial: O fotômetro considera a luz vinda da cena inteira que


você está enquadrando para fazer a média de cálculo da exposição ideal.
Exemplo de uso: paisagens.
• Medição Ponderada Central: O fotômetro considera a luz vinda da maior
parte da cena, porém dá uma ênfase especial para o que está no centro do
enquadramento. Exemplo de uso: retratos onde se queira preservar também os
detalhes do segundo plano e do fundo.
• Medição Parcial: O fotômetro considera a luz vinda de uma pequena parte no
centro do enquadramento. Exemplo de uso: retratos onde se queira dar total
destaque ao retratado, ignorando completamente os detalhes do segundo
plano e do fundo.
• Medição Pontual: O fotômetro considera a luz vinda de uma minúscula parte
no centro do enquadramento. Exemplo de uso: objetos e outros assuntos
pequenos, onde se quer priorizar seus detalhes em relação ao fundo.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

8) Fernando de Paula Santos

Boa tarde, Leandro Ajuste manual de profundidade de campo e abertura, foco manual.
Essas são minhas principais duvidas. Abraço Fernando

Fernando, para poder controlar a Profundidade de Campo a seu gosto, é importante


entender bem como ela funciona. Para isso, recomendo que você leia a aula onde
falo sobre ela, e também a que falo sobre a Abertura do Diafragma.

Para saber exatamente qual vai ser a abrangência da profundidade de campo em


situações específicas, recomendo que você use uma calculadora própria para isso. A
que eu mais gosto é a do site DOF Master. Você pode acessá-la clicando aqui.

Ela está em Inglês, mas mesmo que você não domine o idioma, é bastante fácil
entender como funciona. Basta selecionar o modelo da sua câmera, a distância focal
da sua lente, a abertura do diafragma que vai utilizar, e a distância do objeto
que você vai fazer o foco em relação à câmera (selecione "meters" [metros] ou "cm"
[centímetros] para usar as medidas brasileiras).

Depois é só clicar em "Calculate" (Calcular). No quadro à direita, na seção "Depth


of field" (Profundidade de campo), veja os valores que serão exibidos em "Near
limit" (Limite mais próximo), "Far limit" (Limite mais distante) e "Total"
(Abrangência total). Com esses dados em mãos, você descobre a abrangência exata da
sua profundidade de campo.

E quanto ao foco manual, não tem muito mistério. Para usá-lo, basta desabilitar o
foco automático na sua lente e/ou câmera. Ele pode ser útil em situações onde o
foco automático falha muito, como em ambientes extremamente escuros.

Para dominá-lo, é questão de prática. Faça vários testes, até incorporar


completamente na sua cabeça a relação entre quanto você gira o anel de foco da
lente, e quanto isso altera na prática a distância onde a lente está focando.

9) Maria Luizza Guizzardi Carlesso

Boa Tarde Leandro! Eu tenho uma máquina Sony semi profissional. Eu amo
fotografias, mas em primeiro lugar eu queria aprender as funções da máquina, como
tirar uma boa foto, não sair tremidas, quando for tirar as fotos a noite, em que
função coloco, enfim, gostaria de fazer um curso de fotografias. O problema que
moro em SC, aí fica meio difícel. Qual sua opinião?
Fico no aguardo!
Att,

Maria, eu sei que é um pouco chato, mas para entender exatamente como a sua câmera
funciona, o ideal é que você leia o manual de instruções dela. Nele você encontra
detalhadamente o passo a passo de como usá-la e para que serve cada botão que ela
tem. Se não tiver o manual de instruções da sua câmera em Português, você pode
procurar por ele na seção de suporte do site da Sony, clicando aqui. Procure o
modelo da sua câmera e faça o download do seu manual de instruções em Português em
formato PDF.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Quanto à parte da fotografia em si, você pode aprender lendo as aulas do curso
gratuito aqui do blog. Para entender porque algumas fotos saem tremidas, por
exemplo, você deve aprender como funciona a Velocidade do Obturador.

Recomendo que você leia todas as aulas do Módulo Básico do curso. Após terminar de
lê-las, você já deverá ser capaz de tirar fotos muito melhores em praticamente
qualquer situação de luz, inclusive durante a noite, como você disse que gostaria.
Para começar a ler as aulas, clique aqui.

10) Valéria Amorin

Algo que sempre causa duvidas com respeito a fotografia e a iluminação. Dicas de
como fotografar com a luz forte do dia, a noite..por do sol.. Com flash sem
flash... São sempre interessantes.

Valéria, aqui no blog eu não tenho dicas para situações muito específicas como as
que você citou, porque eu acredito que não existe uma "receita de bolo" para ser
seguida, digamos assim, que ajude a sempre fotografar "da maneira certa" em cada
situação. Cada fotógrafo tem sua própria visão, e como a fotografia é uma arte
muito subjetiva, não posso te dizer exatamente como fotografar "assunto X" ou em
"situação Y".

O que eu posso te ensinar são os conceitos básicos de como funciona a fotografia.


E aí sim, a partir daí, você, com este conhecimento, pode definir por si mesma o
que funciona e fica melhor em cada situação mais específica.

Para aprender estes conceitos da qual falei, recomendo que leia as aulas do Módulo
Básico do curso aqui do blog. Para acessá-lo, clique aqui.

11) Vicente Sitoi

Minha maior duvida e como fazer bons retratos, seguida de como configurar a camera
para sempre ter fotos bem expostas.

Vicente, para fazer bons retratos, vou te dar 3 dicas que acho fundamentais:

 Faça o foco sempre nos olhos do retratado (a menos que, por algum motivo, a
intenção seja dar destaque proposital a outra parte do rosto).
 Fique na mesma altura do retratado. Se for fotografar uma criança ou um
animal, por exemplo, abaixe-se e fique no mesmo nível dos seus olhos. Ao
contrário, se for fotografar uma pessoa muito alta, suba por exemplo em um
banquinho.
 Encontre poses que favoreçam mais as "qualidades" e escondam mais os
"defeitos" do retratado. Coloquei "qualidades" e "defeitos" entre aspas
porque são coisas muito subjetivas. Por exemplo, enquanto para algumas
pessoas um nariz muito grande pode ser considerado "defeito", para outras
pode ser considerado "qualidade". Depende muito dos olhos de quem vê.
Mas de maneira geral, siga o senso comum do que a maioria das pessoas
considera "qualidade" e "defeito".

159
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Já para sempre conseguir fotos bem expostas, recomendo que você leia as aulas
do Módulo Básico do curso. Com o conhecimento adquirido lendo-as, você vai
conseguir fazer isso naturalmente. Para acessar as aulas, clique aqui.

12) Juka Araujo

Macro

Abraços
Juka, o blog já conta com bastante material que fala sobre Macro. Você já
conferiu?

 Módulo Intermediário - Aula 8 - Macrofotografia - Parte 1


 Módulo Intermediário - Aula 9 - Macrofotografia - Parte 2
 Módulo Intermediário - Aula 10 - Macrofotografia - Parte 3
 Como Fazer Boas Fotos Macro com Lente Invertida

13) Larissa Cavalcante

Olá!
Minha maior dúvida é com relação a fotografia à noite. Não consigo configurar
minha câmera da maneira correta. Também tenho problemas com relação ao foco
manual! Obrigada pela atenção!

Larissa, como não sei a que tipo de fotografia à noite você se refere exatamente,
vou falar das duas possíveis situações mais comuns quanto se fotografa à noite. A
primeira é quando queremos fazer fotos com a técnica chamada Longa Exposição. Esse
tipo de foto geralmente se faz à noite justamente para se aproveitar da pouca
quantidade de luz disponível, podendo diminuir drasticamente a Velocidade do
Obturador sem que a foto fique superexposta (excessivamente clara). Fica
especialmente interessante quando se fotografa assim na rua, captando os traços de
luz que formam os faróis dos carros em movimento durante a exposição.

Para fazer esse tipo de foto à noite, se baseie nas seguintes configurações:

Sensibilidade ISO: Use a menor disponível na sua câmera (geralmente ISO 100).

Abertura do Diafragma: Use aberturas maiores (Ex: f/4) se quiser usar velocidades
mais rápidas (Ex: 2 segundos), ou aberturas menores (Ex: f/16) se quiser usar
velocidades mais lentas (Ex: 30 segundos).

Velocidade do Obturador: Use uma velocidade bastante lenta, na ordem dos segundos
inteiros. Algo entre 1 segundo até 30 segundos, dependendo da abertura que
utilizar.

Lembrando que, ao usar velocidades tão lentas, é absolutamente necessário que a


sua câmera esteja totalmente estável durante toda a exposição. Se tiver tripé,
coloque sua câmera nele. Se não tiver, simplesmente apoie-a em uma superfície
firme. E para diminuir ainda mais o risco da foto sair tremida, você pode usar o
temporizador de 2 ou 10 segundos para iniciar a exposição.

160
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

A outra possível situação mais comum de fotografia à noite é em um ambiente


interno, como um jantar em família, por exemplo. Nesse caso, a coisa muda
completamente de figura. Você não deve mais usar velocidades lentas, pois não quer
fazer fotos tremidas, certo?

Nessa situação é muito difícil dar dicas específicas de exposição, pois cada
ambiente é um. Cada lugar tem seu nível particular de iluminação, mais forte ou
mais fraca. A dica mais geral que eu posso dar nesse caso, é: use as configurações
para conseguir o máximo de luz possível com a sua câmera.

Aumente o ISO o máximo que puder, até um ponto um pouco antes do ruído se tornar
realmente incômodo. Use a maior abertura que a sua lente tiver disponível. Baixe o
máximo que puder a velocidade de obturador, até um ponto um pouco antes de as
fotos começarem a ficar tremidas.

Usar ou não o flash fica a seu critério. O flash incorporado da câmera, jogado
diretamente na cara das pessoas, geralmente não fica muito bom. Mas em último
caso, pode ser uma solução. Ainda é preferível conseguir fotos um pouco feias com
flash direto, do que fotos totalmente tremidas, por ter que usar uma velocidade
muito lenta para compensar a pouca de luz.

Caso não tenha entendido muito bem alguns termos dos quais eu falei acima,
recomendo que leia as aulas do Módulo Básico do curso. Com elas, você vai aprender
mais detalhes sobre aExposição e suas três variáveis que a influenciam: a Abertura
do Diafragma, a Velocidade do Obturador e a Sensibilidade ISO.

E quanto ao foco manual, não tem muito mistério. Para usá-lo, basta desabilitar o
foco automático na sua lente e/ou câmera. Ele pode ser útil em situações onde o
foco automático falha muito, como em ambientes extremamente escuros.

Para dominá-lo, é questão de prática. Faça vários testes, até incorporar


completamente na sua cabeça a relação entre quanto você gira o anel de foco da
lente, e quanto isso altera na prática a distância onde a lente está focando.

14) Denys

Boa tarde e obrigado pelas dicas!


A minha maior dúvida neste momento é como conseguir uma boa nitidez na foto de
pessoas usando o foco manual. Qual seria a abertura ideal e se um pouco de zoom
facilita a focalização, desde já agradeço, Denys.

Denys, o foco manual não tem muito mistério. Para dominá-lo, é questão de prática.
Faça vários testes, até incorporar completamente na sua cabeça a relação entre
quanto você gira o anel de foco da lente, e quanto isso altera na prática a
distância onde a lente está focando. Quanto menor for a abertura que você
utilizar, maior será a profundidade de campo, e consequentemente mais fácil será
de você conseguir deixar o seu assunto dentro da área em foco. Por exemplo, usando
f/16 é muito mais fácil mantê-lo na área em foco do que usando f/5.6.

A distância focal da sua lente também afeta um pouco a dificuldade em fazer o foco
manual. Quanto maior ela for (Ex: 300mm), mais difícil será. Ao contrário, quanto
menor ela for (Ex: 18mm), mais fácil será.

161
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Caso não tenha entendido muito bem alguns termos dos quais eu falei acima,
recomendo que leia as aulas do Módulo Básico do curso. Com elas, você vai aprender
mais detalhes sobre tudo que eu expliquei.

15) Fabiana Tavares

Ola tudo bem?


Gostaria de saber um pouco mais sobre foto panorâmica
Obrigada

Fabiana, no blog há uma aula onde falo especificamente sobre Fotos Panorâmicas.
Você já deu uma olhada? Clique aqui para conferir!

16) Marcos Lima

Olá Leandro, tudo bem?

Sou um fotografo de Smartphone, gostaria de saber como enquadrar diferentes tipos


de fotos Selfie (que é uma nova modalidade pra mim).

Agradeço,
Marcos Lima

Marcos, as principais técnicas de Composição e Enquadramento valem para


praticamente todos os tipos de fotos e câmeras. Há um aula no blog onde eu falo
sobre estas técnicas. Você já deu olhada? Clique aqui para conferir!

17) Audrey Assayag

Fotos noturnas.

Audrey, como não sei a que tipo de fotografia noturna você se refere exatamente,
vou falar das duas possíveis situações mais comuns quanto se fotografa à noite. A
primeira é quando queremos fazer fotos com a técnica chamada Longa Exposição.

Esse tipo de foto geralmente se faz à noite justamente para se aproveitar da pouca
quantidade de luz disponível, podendo diminuir drasticamente a Velocidade do
Obturador sem que a foto fique superexposta (excessivamente clara). Fica
especialmente interessante quando se fotografa assim na rua, captando os traços de
luz que formam os faróis dos carros em movimento durante a exposição.

Para fazer esse tipo de foto à noite, se baseie nas seguintes configurações:

Sensibilidade ISO: Use a menor disponível na sua câmera (geralmente ISO 100).

Abertura do Diafragma: Use aberturas maiores (Ex: f/4) se quiser usar velocidades
mais rápidas (Ex: 2 segundos), ou aberturas menores (Ex: f/16) se quiser usar
velocidades mais lentas (Ex: 30 segundos).

Velocidade do Obturador: Use uma velocidade bastante lenta, na ordem dos segundos
inteiros. Algo entre 1 segundo até 30 segundos, dependendo da abertura que
utilizar.

162
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Lembrando que, ao usar velocidades tão lentas, é absolutamente necessário que a


sua câmera esteja totalmente estável durante toda a exposição. Se tiver tripé,
coloque sua câmera nele. Se não tiver, simplesmente apoie-a em uma superfície
firme. E para diminuir ainda mais o risco da foto sair tremida, você pode usar o
temporizador de 2 ou 10 segundos para iniciar a exposição.

A outra possível situação mais comum de fotografia à noite é em um ambiente


interno, como um jantar em família, por exemplo. Nesse caso, a coisa muda
completamente de figura. Você não deve mais usar velocidades lentas, pois não quer
fazer fotos tremidas, certo?

Nessa situação é muito difícil dar dicas específicas de exposição, pois cada
ambiente é um. Cada lugar tem seu nível particular de iluminação, mais forte ou
mais fraca. A dica mais geral que eu posso dar nesse caso, é: use as configurações
para conseguir o máximo de luz possível com a sua câmera. Aumente o ISO o máximo
que puder, até um ponto um pouco antes do ruído se tornar realmente incômodo. Use
a maior abertura que a sua lente tiver disponível. Baixe o máximo que puder a
velocidade de obturador, até um ponto um pouco antes de as fotos começarem a ficar
tremidas.

Usar ou não o flash fica a seu critério. O flash incorporado da câmera, jogado
diretamente na cara das pessoas, geralmente não fica muito bom. Mas em último
caso, pode ser uma solução. Ainda é preferível conseguir fotos um pouco feias com
flash direto, do que fotos totalmente tremidas, por ter que usar uma velocidade
muito lenta para compensar a pouca de luz.

Caso não tenha entendido muito bem alguns termos das quais eu falei acima,
recomendo que leia as aulas do Módulo Básico do curso. Com elas, você vai aprender
mais detalhes sobre aExposição e suas três variáveis que a influenciam: a Abertura
do Diafragma, a Velocidade do Obturador e a Sensibilidade ISO.

18) Carolina Moraes

Olá, minha maior dúvida é quanto cobrar em diferenciados books, por exemplo, meu
foco AGORA é book outdoor, newborn, gestante, infantil, e talvez sensual (boudoir,
etc), gostaria também de ver modelos de contratos para as modalidades que
mencionei... Meu foco futuro é casamento.

Grata desde já.

Carolina, como o foco do blog é mais na parte do aprendizado da fotografia em si,


e não tanto em sua atuação profissional, ainda não publiquei nenhuma aula ou dica
falando sobre precificação de serviços. Este é um assunto um pouco complicado e
que exige bastante detalhes. Por isso, para não precisar me estender muito, vou te
passar links externos de artigos em outros sites que abordam melhor os assuntos
que você quer saber mais.

Clique nos links abaixo para lê-los.

 Como Cobrar? Formação Inicial de Preços na Fotografia.


 Itens Essenciais Em Um Contrato de Fotografia
 Modelo de Contrato de Serviços Fotográficos

163
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

19) Silvana Antonowicz

Olá tudo bem??


Minha maior duvida é em relação ao uso do fotoshop.....eu particularmente nao sei
usar o corretamente, sou fotografa iniciante!!!

Silvana, por enquanto, a única aula disponível no blog que envolve o uso do
Photoshop, é a aula 7 do Módulo Intermediário, onde explico como fazer fotos com
o Efeito Cutout. Clique aqui para assisti-la.

Se quiser aprender mais sobre o uso do Photoshop, recomendo que faça um curso que
seja especificamente focado nele. Um muito bom, que custa apenas R$ 30, é o
do Cursos 24 Horas. Se tiver interesse, clique aqui para adquiri-lo.

20) Jéssica Confia

Tenho um Chá de bebê no fim de semana. Gostaria de saber qual a melhor


configuração manual para eventos sociais? Considerando que minha câmera é uma Sony
DCS H300.

Comprei ela faz algumas semanas. Fiz um bom negócio?

Jéssica, na verdade não existe uma "receita de bolo" para ser seguida, digamos
assim, que ajude a sempre fotografar "da maneira certa" em determinadas situações,
como por exemplo em eventos sociais.

Cada fotógrafo tem sua própria visão, e como a fotografia é uma arte muito
subjetiva, não posso te dizer exatamente como fotografar "assunto X" ou em
"situação Y".

O que eu posso te ensinar são os conceitos básicos de como funciona a fotografia.


E aí sim, a partir daí, você, com este conhecimento, pode definir por si mesma o
que funciona e fica melhor em cada situação mais específica.

Para aprender estes conceitos da qual falei, recomendo que leia as aulas do Módulo
Básico do curso aqui do blog. Para acessá-lo, clique aqui.

Quanto à compra da sua câmera, acredito que tenha feito sim um bom negócio. A Sony
DSC-H300 é um bom modelo para você ir se aperfeiçoando na fotografia.

21) Roberto César

Caro Leandro,
Adorei sua pergunta e, vou me estender um pouco na resposta, mas tenho certeza que
é a dúvida de muita gente.

Há muitos anos eu tinha uma máquina (Pentax), ainda de filme, mas eu não tinha a
minima noção de como utiliza-la no modo manual. Naquela época e na localidade em
que eu morava, não tinha acesso a curso de fotografias, a literatura não era boa e
eu só usava no automático e colocava a ISO de acordo com o que vinha escrito na
caixinha do filme. Mas, isso bastava, eu tirava foto da minha família e estava
tudo bem. Com o passar do tempo acabei esquecendo a máquina e utilizando uma
filmadora.

164
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Há 2 anos e pouco atraz eu fui trabalhar na India e com a diferença brutal de


preços devido ao câmbio acabei adquirindo uma Nikon 3200. No início foi a mesma
coisa, eu só utilizava a máquina no manual. Passei a ver alguns vídeos na
internet, a baixar algumas apostilas, mas tinha e tenho um brutal dificuldade na
hora de ajustar a máquina para usar no manual. Sempre acho que não vai dar tempo
de tirar a foto, que não vai sair etc.

Durante este período descobri o Flickr, descobri programas de edição e vi que eu


tinha um longo caminho pela frente. Quase desanimei. Já tinha praticamente
decidido ficar somente no jpeg e no manual.

Bom, durante este período eu fui transferido para a Malaysia, onde a proliferação
de câmeras, é enorme. Lá adquiri uma outra máquina, uma Nikon D7200 e fiz as
bobagens que imagino que muita gente faz: comprei Flash, que não sei utilizar
direito; lente que não sei utilizar direito, e continuo utilizando no automatico
no modo cenas.
Bom eu quero evoluir. Eu quero compreender melhor meus equipamentos. Eu tenho uma
pagina no flickr (www.flickr/photos/bobcesar) que tem mais de 10 mil views e uns
200 likes (sem ser de parentes) quer dizer, de vez em quando eu acerto e faço uma
boa foto.

Isto posto, vamos as dúvidas:

1) Como utilizar a camera no modo manual, explicado de uma maneira clara, fácil de
entender, que qualquer pessoa (dos 20 aos 80 anos) possa entender? o que eu faço
primeiro, o que eu ajusto em seguida. Dicas simples: sol forte usa iso 100
abertura Y e por ai vai.

2) Como utilizar o flash de maneira correta, como configurar.

3) Como tirar fotos raw. Eu por exemplo, já tirei e não sei onde foi parar na
máquina.

4) Conservação de equipamentos: eu já li tanta coisa a respeito que, certa vez,


tive vontade de guardar o equipamento e não usar mais.

5) Como utilizar: por exemplo, fui a um parque com as duas máquinas penduradas no
pescoço. Tirei lá umas 20 fotos no total, 18 numa máquina 2 na outra.

Ridículo né, mas tem um montão de gente na mesma situação minha. Compram a
máquina, sem o menor interesse em ser profissional, mas por que gostam de
fotografar e ai gasta-se dinheiro e tempo com coisas inúteis, de pouco uso.

Se nós, os "Leigos Plus" tivessémos um canal be-a-ba, acho que ajudaria muito, mas
muito mesmo. Desculpa o texto longo e muito obrigado pelas dicas d pelo curso (já
fiz o curso umas tres vezes: desisti, parei, recomeçei....)
Abraços
Roberto

165
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Roberto, vamos às respostas:

1) Infelizmente não existe uma "receita de bolo", onde eu possa dizer, por
exemplo: "em situação X, use ISO 100, abertura f/5.6, e velocidade 1/60" ou "em
situação Y, use ISO 3200, abertura f/3.5 e velocidade 1/30". Isso, por dois
motivos.

Primeiro porque cada ambiente tem uma condição de iluminação diferente, assim como
cada assunto, cada objeto, reflete uma quantidade de luz diferente (a reflexão da
luz é usada pelo fotômetro para te indicar a exposição mais próxima da "correta").

Eu poderia te dizer, por exemplo, que na minha casa, à noite, eu sempre uso ISO
1600, abertura f/3.5 e velocidade 1/50 para fotografar e obter a exposição ideal
(não é verdade, claro, é apenas um exemplo). Então você tenta reproduzir as mesmas
configurações na sua câmera, no mesmo ambiente: também na sua casa, à noite.

O que vai acontecer, muito provavelmente? As fotos não vão ficar bem expostas, mas
sim subexpostas (claras demais) ou superexpostas (escuras demais). Por que?
Simplesmente porque mesmo sendo no mesmo ambiente e no mesmo horário do dia,
existem diversas outras variáveis que afetam as condições de iluminação do
ambiente.

Na minha casa, pode ser que as paredes sejam brancas. Na sua, pode ser que sejam
amarelas, fazendo refletir menos luz. Na minha, pode ser que eu use lâmpadas
fluorescentes de 45w. Na sua, pode ser que você use lâmpadas de tungstênio de 60w.
Na minha, pode ser que a sala seja pequena, com apenas 12 metros quadrados. Na
sua, pode ser que seja maior, com 30 metros quadrados. Entre diversas outras
pequenas coisas...

Entendeu onde eu quero chegar? Cada situação e cada ambiente tem uma iluminação
única. É por isso que é absolutamente impossível fazer uma tabela com valores de
exposição prontos, sendo mais, ou menos indicados para cada situação específica.

E agora, o segundo motivo, é porque cada fotógrafo tem a sua visão única da foto
que quer obter. Não é porque o fotômetro "manda", que precisamos seguir à risca as
configurações de exposição que ele nos mostra como ideais.

Alguns fotógrafos, até como identidade própria de suas fotos, preferem, por
exemplo, fazer fotos levemente superexpostas (um pouco mais claras do que o
normal). Igualmente, outros preferem fotos levemente subexpostas (um pouco mais
escuras do que o normal). Por esses dois motivos que realmente não tem como
objetivar aquilo que é extremamente subjetivo.

O mais próximo que conseguiram fazer de uma tabela pronta para situações
específicas, é a Regra Sunny f/16. Se quiser saber mais sobre ela, clique aqui.
Mas o que eu recomendo é que você não se prenda à ela. Tome-a apenas como
referência inicial.

Para dominar de verdade o uso do modo Manual, saber exatamente quais configurações
usar, quando e como usar, é preciso estudar e praticar muito. Pelo que me disse,
acho que você já leu as aulas do Módulo Básico do curso, mas ler outra vez nunca é
demais!

166
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Leia, procure entender a lógica da reciprocidade dos 3 fatores que influenciam a


exposição, e pratique bastante. Só assim você vai realmente conseguir dominar o
uso do modo Manual.

2) Para essa pergunta, te dou a mesma resposta da anterior. Só com muito estudo e
muitos testes que você vai conseguir encontrar sempre a configuração ideal para
cada condição distinta de iluminação. A única dica que posso te dar para facilitar
um pouco mais a sua vida, é: use-o no modo TTL (Through The Lens) ao invés do M
(Manual).

Conforme for percebendo que as suas fotos estão ficando subexpostas ou


superexpostas mesmo usando o TTL, você pode usar a Compensação de Exposição do
flash. Compense para mais (+), caso perceba que as fotos estão muito escuras, ou
para menos (-), caso perceba que estão muito claras. Para descobrir como fazer
isso no seu flash, consulte o manual de instruções dele.

3) Se você selecionou a opção para fotografar somente em RAW, a câmera vai exibir
no monitor LCD uma espécie de simulação de como ficaria a sua foto após ser
finalizada no formato JPEG. É normal isso acontecer. Como você usa Nikon, para
encontrar as suas fotos em RAW, procure no cartão de memória da sua câmera os
arquivos no formato ".NEF".

Se agora estiver fotografando em JPEG e não souber como voltar a fotografar em


RAW, procure no manual de instruções da sua câmera como fazer esta troca. Também é
possível fotografar nos dois formatos: RAW + JPEG (porém isto faz com que o cartão
de memória encha mais rápido).

4) Se você usa todo o seu equipamento frequentemente, não precisa se preocupar


tanto com isso. Só é importante conservar seu equipamento em condições especiais
(especialmente lentes), caso você não vá utilizá-lo por um longo período de tempo.

Lentes, por exemplo, que são propensas à proliferação de fungos em ambientes mais
úmidos, você pode guardar em uma caixa fechada junto com pacotes de sílica-gel e
um higrômetro portátil (para monitorar o nível de umidade). Quando o nível de
umidade começar a aumentar muito, significa que está na hora de trocar os pacotes
por novos, pois os antigos já perderam sua capacidade de absorção.

5) Não sei se entendi direito esta pergunta. Pelo que entendi, você gostaria de
saber em quais situações devemos usar duas câmeras ao invés de uma, é isso? Se for
isso, é sempre bom ter outra câmera de reserva em qualquer tipo de trabalho
profissional que vamos fazer, especialmente aqueles que não podem ser repetidos em
outra ocasião (como casamentos, festas, etc).

Ou será que a pergunta seria relacionada ao fluxo de trabalho com duas câmeras? Se
for isso, não tem muito mistério. Geralmente quem tem duas câmeras, também tem
duas ou mais lentes. Pra se ter uma maior agilidade, sem precisar ficar trocando
de lente na mesma câmera a cada clique, costuma-se colocar duas lentes diferentes
de uso mais comum, uma em cada câmera. Por exemplo, uma grande-angular em uma,
para planos mais abertos, e uma teleobjetiva em outra, para detalhes e planos mais
fechados.

167
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

E quanto ao "canal bê-á-bá" que você falou, o mais próximo que no blog que se tem
disso é oMódulo Básico do curso. Sei que alguns assuntos abordados em suas aulas
ainda carecem de mais detalhes, por isso, pretendo reescrevê-lo futuramente,
facilitando ainda mais a vida de quem está começando. Fique atento às novidades do
blog para ter acesso a este material futuramente!

22) Viviani Nunes

Boa tarde! Tenho muitas duvidas, uma delas, como o melhor angulo para fotografar?
Att
Viviani

Viviani, não existe isso de "ângulo melhor" ou "ângulo pior". O ângulo é uma
escolha subjetiva e muito pessoal do fotógrafo. Mas o que posso te dizer em
relação aos ângulos, principalmente para retratos, é que funciona mais ou menos
assim:

Se você fotografa de um ângulo acima do retratado, a impressão que passa é que ele
é pequeno, inferior, submisso, fraco, entre outra série de adjetivos relacionados
a alguém que fica numa posição "abaixo de você".

Já se você fotografa de um ângulo abaixo do retratado, a impressão que passa é que


ele é grande, poderoso, forte, imponente, entre outra série de adjetivos
relacionados a alguém que fica numa posição "acima de você".

Por isso, se você não quer passar propositalmente nenhuma das impressões citadas
acima, o ideal é você procurar fotografar o retratado na mesma linha dos seus
olhos. Se for fotografar uma criança, por exemplo, desça até o nível dos seus
olhos. Abaixe-se.

Igualmente, se você for fotografar uma pessoa muito mais alta do que você, suba
até o nível dos seus olhos. Use um banquinho, por exemplo, ou qualquer outra base
para aumentar a sua altura aparente.

Outra coisa importante em relação ao ângulo, mas agora mais direcionado à


paisagens, é procurar manter o horizonte sempre alinhado, totalmente reto. Para
ler mais detalhes sobre isso, clique aqui.

23) Samarone Monjardim

Boa tarde Leandro, neste momento de minha vida como fotografo, tenho duvidas
referente ao mercado em si, e creio que esta também é a duvida de muitos que vivem
de fotografia, mercado de trabalho, tabelas de preços por serviço( quanto cobrar e
como cobrar) como atrair clientes, publico alvo etc.., seria interessante um post
falando sobre estes aspectos, obrigado

Samarone, como o foco do blog é mais na parte do aprendizado da fotografia em si,


e não tanto em sua atuação profissional, ainda não publiquei nenhuma aula ou dica
falando sobre a fotografia como profissão. Este é um assunto um pouco mais
complicado, que exige bastante detalhes.

168
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Por isso, para não precisar me estender muito na minha resposta, vou te passar
links externos de artigos em outros sites que abordam melhor este assunto. Clique
nos links abaixo para lê-los.

• Fotografia: Quanto Cobrar?


• Definir Preços de Fotografia Para Iniciantes
• Como Cobrar? Formação Inicial de Preços na Fotografia.

24) Mellyssa

Oi Leandro Boa noite!


Tenho dúvidas sobre fotometria. Se puder postar algo a respeito.
Abracos
Mellyssa

Mellyssa, nesta aula eu explico o básico sobre Fotometria. Se quiser se aprofundar


mais no assunto, recomendo que leia este e-book gratuito. Não esqueça também de
treinar bastante com a sua câmera, pois fotometria não é só teoria: quanto mais
você afiar o olhar, mais facilmente você vai saber fotometrar, em praticamente
qualquer condição de iluminação.

25) Claudinho Mengão

Minhas maiores dúvidas, são quanto a relação iso, obturador, gostaria que me
enviasse uma tabela, se existir a mesma, abraços e obrigado.

Claudinho, infelizmente não existe uma "receita de bolo", onde eu possa dizer, por
exemplo: "em situação X, use ISO 100, abertura f/5.6, e velocidade 1/60" ou "em
situação Y, use ISO 3200, abertura f/3.5 e velocidade 1/30".

Cada situação e cada ambiente tem uma iluminação única. É por isso que é
absolutamente impossível fazer uma tabela com valores de exposição prontos, sendo
mais, ou menos indicados para cada situação específica.

O mais próximo que conseguiram fazer de uma tabela pronta para situações
específicas, é a Regra Sunny f/16. Se quiser saber mais sobre ela, clique aqui.
Mas o que eu recomendo é que você não se prenda à ela. Tome-a apenas como
referência inicial.

Para dominar de verdade o uso do modo Manual, saber exatamente quais configurações
usar, quando e como usar, é preciso estudar e praticar muito. Leia as aulas
do Módulo Básico do curso, procure entender a lógica da reciprocidade
entre Abertura do Diafragma, Velocidade do Obturador e Sensibilidade ISO, e
pratique bastante!

26) Claudia Rocha

Oi Leandro sou mega confusa com fotometria, obturador, diafragma..... Ou seja, não
sei nada de fotografia.

169
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Claudia, recomendo que leia as aulas do Módulo Básico do curso para entender
melhor como tudo isso funciona em detalhes. Ao lê-las, tente entender a lógica da
fotometria, que se baseia nos 3 fatores: Abertura do Diafragma, Velocidade do
Obturador e Sensibilidade ISO. Pratique bastante, também. Só a prática leva à
perfeição!

27) Cepandrade

Nunca fiz curso de fotografia mas tiro fotos em eventos, mas tenho muita
dificuldade em tirar fotos de grupos com umas 50 pessoas juntas. Como faço para
saírem bem focadas todos ?

Cepandrade, é muito fácil. Basta usar uma Abertura do Diafragma bem pequena (entre
f/8 e f/11 deve bastar) e fazer o foco no rosto da pessoa que estiver mais na
frente. E também, quanto mais grande-angular for a sua lente, melhor
(com Distância Focal pequena), pois assim você vai ter mais Profundidade de Campo.

Caso não tenha entendido algum termo utilizado acima, recomendo que leia todas as
aulas doMódulo Básico do curso.

28) Mara Machado

Descobri seu blog há poucos dias e estou encantada. Não sou profissional, faço
fotos por hobby. Tenho uma compacta Nikon S9100. Adoro fazer fotos da família. As
fotos que faço de dia ficam ótimas, mas as da noite... Não gosto da luz do flash.
Acho muito dura. Então aumento o ISO, mas as fotos das pessoas ficam feias com
sombras do nariz e o outras. Assim, as fotos continuam feias. Gostaria muito de
dicas para fazer fotos noturnas.
Parabéns pelo trabalho!!!!! Parabéns pelo blog!!!!!!
Muito obrigada.
Mara

Mara, como a sua câmera é compacta, não é possível utilizar nela um flash externo
(com um, seria possível rebater a luz no teto ou na parede para deixá-la mais
suave). O que você pode fazer para dar uma equilibrada na iluminação é subir o ISO
e também usar o flash.

Só usando o flash e deixando o ISO baixo, a luz do ambiente simplesmente some,


deixando em evidência só aquela luz direta incômoda, típica de um flash na cara.
Já só aumentando o ISO e não usando o flash, a foto fica com muito mais ruído e
menos nítida, devido à pouca iluminação. Mas ao combinar os dois, flash mais ISO
alto, você consegue fazer fotos muito mais equilibradas.

Outra solução é tentar usar o Flash de Sincronia Lenta. Neste modo de flash, a
câmera seleciona uma Velocidade de Obturador mais lenta, fazendo a luz do ambiente
ficar em melhor equilíbrio com a luz emitida pelo flash. Desse jeito, você pode
até baixar um pouco mais o ISO.

Se não souber como ativar este modo de flash, consulte o manual de instruções da
sua câmera.

170
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

29) Daiane Fischer

Olá, sou apaixonada por essa arte, no entanto não sou uma conhecedora , tenho
muito ,mas muito mesmo q aprender, tudo o que diz respeito a fotografia, focada
para quem está inciando é super últil, acolho cada informação,e procuro
aproveita-las ao maximo.

Daiane, para você que está iniciando, recomendo que comece lendo as aulas
do Módulo Básicodo curso. Clique aqui para lê-las!

30) Clarice Freitas

Gostaria de saber porque algumas fotos ficam tremidas?

Clarice, as fotos ficam tremidas quando a câmera (ou você, se está usando o
modo Manual) seleciona uma Velocidade de Obturador lenta demais. Quanto mais lenta
for a velocidade, maior é a probabilidade de você tremer enquanto a câmera está
capturando a luz para fazer a foto.

A solução para isso é usar velocidades mais rápidas. De maneira geral, o mínimo do
mínimo recomendado para fotografar à mão livre é 1/30 (um trinta avos de segundo).
Com velocidades mais lentas do que isso, como 1/15, 1/10, 1/5 de segundo, etc, é
bastante provável que a foto fique tremida.

O problema é que, quanto mais rápida é a velocidade, menos luz entra na câmera, e
consequentemente, mais escura tende a ficar a foco. Sabendo disso, você precisa
equilibrar a perda de luz com a velocidade alta, usando uma Abertura do
Diafragma maior, ou subindo aSensibilidade ISO.

Para saber mais sobre tudo isso, recomendo que leia as aulas do Módulo Básico do
curso. Clique aqui para lê-las!

31) Silvana Aparecida Ferreira Costa

Olá tudo bem?


Minha maior dúvida na fotografia é como conseguir um foco melhor.
Abraços

Silvana, não sei que tipo de câmera você tem, então não tenho como te dar uma
resposta muito específica sobre isso. Mas se você está tendo problemas com o foco
em todas as suas fotos, talvez você não esteja usando o método de focagem mais
apropriado para a situação.

A grande maioria das câmeras digitas, mesmo as mais simples, oferecem pelo menos
dois ou três métodos de focagem diferentes. Tais como: foco automático total, foco
central, foco por detecção de rosto, foco localizado, foco contínuo, etc.

Procure no manual de instruções da sua câmera como trocar o método de focagem. Use
diferentes tipos em diferentes situações. Talvez você perceba que em "situação X",
o "método de focagem Y" é mais eficiente, ou vice-versa. Faça vários testes e
descubra!

171
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

32) Karina Soares

Boa noite Leandro, já tenho conhecimento base sobre fotografia, e principalmente


com fotografia de formaturas, pois já realizei alguns freelances no ano passado.
Gostaria de receber algumas dicas para fotografias noturnas, principalmente as de
formatura, com ambientes de pouca luz.... coisas como que tipo de flash comprar,
dicas de lentes, ângulos,enfim... (Tenho uma Canon Eos 70 d que é compativel com
as lentes EF da canon).
Bom a princípio é isso, se surgirem outras duvidas eu envio outro e-mail.
Obrigada desde já.
Att.
Karina Soares

Karina, como você já tem algum conhecimento sobre fotografia, então deve saber que
quanto maior é a abertura máxima da lente, melhor, certo? Então, principalmente
para fazer fotos sem flash a minha dica é essa: invista em lentes claras, de
grandes aberturas - e de preferência, aberturas fixas.

Uma lente clara e bastante acessível, com uma faixa de distâncias focais muito
utilizada para eventos, é a Tamron 17-50mm f/2.8. Lembrando que esta lente existe
em várias versões: para Nikon, para Canon, para Sony, entre outras marcas. Então,
se for comprá-la, não esqueça de pegar a versão com montagem certa para a sua
câmera da Canon.

Quanto ao flash, acredito que um Canon 430EX II deve te servir perfeitamente. Ou


se o orçamento estiver mais apertado, indico um Yongnuo YN467-II. Este último você
também precisa se atentar ao detalhe da montagem certa para Canon, pois ele também
existe na versão para Nikon.

Quanto as fotos em formaturas, não posso te dar dicas muito específicas sobre
isso, pois não trabalho com este ramo da fotografia. O meu conselho, para se
inspirar e conseguir ideias de composição, poses e ângulos, é ver alguns
portfólios de outros fotógrafos que também trabalham com formaturas.

33) Vanessa Moura

Olá. O que tenho mais dificuldade é na composição. Acho bem difícil também o
enquadramento correto pra cada foto.
Atenciosamente,
Vanessa

Vanessa, no blog há uma aula onde falo especificamente sobre estes assuntos. Você
já deu uma olhada? Clique aqui para conferir!

34) Bruna Regina

Olá Leandro, minhas duvidas é como fotografar paisagens, animais e o uso da Luz em
alguns lugares para fotografar pessoas. Algumas partes teoricas sobre fotografia
,já conheço um pouco. Desde já agradeço.
Att.Bruna

172
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Bruna, como as suas dúvidas são muito abrangentes (com assuntos muito diferentes
uns dos outros), escrever boas respostas para todas elas provavelmente demandaria
horas. Então, ao invés de respondê-las diretamente, vou te passar links externos
com explicações mais detalhadas sobre cada assunto que você quer saber mais,
certo? Clique nos links abaixo:

• 5 Dicas Para Fotografar Paisagens


• 3 Regras Essenciais da Fotografia de Paisagens
• Fotografando Paisagens: A Hora Mágica
• Dicas Para Fotografar Animais
• Fazendo Bom Uso da Luz Natural Indoor
• Foto Retrato Com Luz Natural em Locais Externos

35) Zezêh Lyma

Minha dúvida ainda é quanto a luz natural.

Zezêh, para saber mais sobre o bom aproveitamento da Luz Natural, recomendo que
assista os vídeos abaixo, que explicam bem sobre o assunto:

 Fazendo Bom Uso da Luz Natural Indoor


 Foto Retrato Com Luz Natural em Locais Externos

36) Adilson Pereira

Ólá Leandro, bom dia!


Bem, particularmente preciso aprender mais sobre como trabalhar em ambientes
fechados com luzes artificiais. Quais formas de evitar o uso do flash e obter uma
boa luz em minhas fotos. Essa minha maior dificuldade.
Desde já agradeço!

Adilson, o próprio flash já é uma excelente fonte de luz artificial. Se não gosta
do efeito que provoca o flash direto e tiver uma câmera do tipo DSLR, você pode
pensar na possibilidade de comprar um flash externo. Os flashes externos têm a
cabeça móvel, podendo fazer a luz ser rebatida no teto ou nas paredes e voltar de
maneira muito mais suave, totalmente diferente daquela luz direta e frontal.

Mas se você realmente não quiser trabalhar com flash em hipótese alguma em
ambientes internos, minha indicação é usar lentes claras, com grandes aberturas
(Ex: f/2.8), subir um pouco o ISO (Ex: 1600) e descer um pouco a velocidade do
obturador, até o ponto em que ainda consiga tirar fotos sem que elas saiam
tremidas (Ex: 1/50). Dessa maneira você aumenta a capacidade de captação de luz da
câmera, e pode fotografar em ambientes internos com uma iluminação mais fraca.

37) Nelson Queiroz

LENDRO BOM DIA, TENHO MUITAS DUVIDAS ,TALVEZ NEM CONSIGA PERGUNTAR, MAS UMA COISA
QUE GOSTARIA DE SABER, E COMO QUE POSSO EM UMA FOTOGRAFIA ONDE APARECERA UMA
PESSOA FAZENDO PARTE POR EXEMPLO DE UMA FOTO EM FRENTE UM IGREJA,CONSIDERANDO QUE
QUERO TIRAR A FOTO DA IGREJA INTEIRA E DA PESSOA TAMBÉM ,SÓ QUE DEVIDO AS
CARACTERISTICAS DA FOTO PARA PODER TIRAR FOTO DA IGREJA EM SUA TOTALIDADE A

173
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

PESSOA FICARA MUITO DISTANTE E NÃO SERÁ (SÓMENTE PARA QUEM A CONHECE)
RECONHECIDA.COM É POSSIVEL DEIXAR A PESSOA COM DESTAQUE E A IGREJA SAIR
INTEIRA.CREIO QUE EM UMA MAQUINA SIMPLES (NÃO É POSSIVEL), E TAMBEM NÃO QUERIAUSAR
ARTIFICIOS TIPO PHOTO SHOP PARA FAZER ISTO.AGORA AS DUVIDAS MAIORES SÃO DESPOIS
DE TIRAR FOTO COMO FAZER ALBUNS ARQUIVAR NFOTOS EDITA-LAS CREIO QUE SÃO
DUVIDAS DE MIDIA FOTOGRAFICAA,LVEZ NÃO SEJ ESTE SEU OBJETIVO. E SIM SÓMENTE
ENSINAR COMO TIRAR FOTOS ,MAS ENFIM VC. SOLICITOU E ESTOU TENTANDO LHE DIZER O QUE
PRECISO.
OBRIGADO
NELSON QUEIROZ

Nelson, para conseguir sempre enquadrar elementos de tamanhos muito diferentes na


mesma cena, é importante que você estude a lógica de distanciamento de planos com
cada tipo de lente (grande-angular, normal e teleobjetiva).

Para o seu caso em específico, o que eu faria é o seguinte: usaria uma lente
teleobjetiva (ou distância focal equivalente, no caso de câmeras compactas com
lente fixa), posicionaria a pessoa retratada a uns 30 metros (em média) de
distância da frente da igreja, e me posicionaria a mais uns 20 metros (em média)
de distância da pessoa retratada. Isso me deixaria a 50 metros (30+20) de
distância total da igreja.

Com esse distanciamento planejado, o aumento relativo entre a pessoa retratada e a


igreja vai ser diferente: como vou estar mais perto da pessoa e mais longe da
igreja, o que aparentemente vai ficar maior é a pessoa em relação à igreja,
criando a ilusão de uma pessoa gigante, e consequentemente fazendo-a ocupar uma
parte do enquadramento tão grande quanto o que a igreja ocupa.

Só não esqueça que, quanto mais teleobjetiva for a sua lente (maior distância
focal), menor será a profundidade de campo ao fazer o foco na pessoa a ser
retratada. Procure usar aberturas bem pequenas (f/11, f/16, f/22, etc) para que
tanto a pessoa quanto a igreja ao fundo permaneçam completamente em foco.

Caso não tenha entendido muito bem alguns dos termos que usei acima, não deixe de
ler as aulas do Módulo Básico do curso, onde eu explico mais detalhadamente sobre
cada um desses assuntos. Clique aqui para lê-las!

E quanto a diagramação de álbuns, um ótimo software para este fim é o Adobe


InDesign. Caso não saiba como utilizá-lo, clique aqui para assistir uma videoaula
explicando o básico da diagramação.

38) Midiã Andrade

Tenho duas
Sobre desfocar algo, as vezes quero focar no bolo e desfocar a decoração atras de
uma festa e as vez quero fazer ao contrario. (Na minha camera tem a opção
desofcagem, é pra ficar girando a rodinha que fica na lente do zoom)
E a outra duvida é sobre pegar uma pessoa em movimento e não ficar embaçada a mão
ou alguma parte do corpo da pessoa

174
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Midiã, para desfocar o fundo ou vice-versa, é preciso conhecer e dominar os


fatores que influenciam na Profundidade de Campo das suas fotos. Clique aqui para
conhecê-los.

Uma vez sabendo quais são, basta estudar mais sobre eles, que você vai ser sempre
capaz de determinar que tipo de configuração é necessária para alcançar o seu
objetivo, em qualquer situação. Estes fatores estão explicados detalhadamente nas
aulas do Módulo Básico do curso. Clique aqui para lê-las.

Já para conseguir "congelar" movimentos nas fotos, você tem duas opções: usar uma
alta velocidade de obturador, ou se o ambiente estiver muito escuro, usar o flash.
Eu também explico detalhadamente sobre a Velocidade do Obturador em uma das aulas
do Módulo Básico. Não deixe de lê-la!

39) Dijane Maria Ramos

Bom dia! Qual a melhor máquina fotográfica para o amador? Como devo fotografar
melhor?

Dijane, não existe uma resposta definitiva para a sua pergunta sobre a melhor
câmera. Pelo menos, não é possível recomendar um modelo específico de câmera que
sirva idealmente para todos os iniciantes.

Uma pessoa é sempre diferente da outra. Você talvez tenha R$ 1.200 disponíveis
para comprar uma câmera, Maria pode ter apenas R$ 500, já Pedro pode ter R$ 2.500.
E esta é só uma das muitas variáveis que impedem a indicação de um único tipo ou
modelo de câmera inicial para todos que me fazem esta mesma pergunta.

Mas para sanar parcialmente esta dúvida, foi criado um teste com 15 perguntas que
auxiliam a escolher o tipo de câmera mais indicado para você, baseado no seu
perfil de uso.

Clique aqui para fazê-lo!

Após responder as 15 perguntas, clique no botão "FINALIZAR TESTE".

Na próxima tela, clique em "FINISHED!".

Na tela seguinte, ignore as perguntas em Inglês que são feitas pelo site do teste,
role a página para baixo e clique em "SHOW ME MY RESULT!".

Nesta última tela você poderá ver seu resultado. O teste indica o tipo de câmera
que você marcou a maior porcentagem, baseado em suas respostas. Logo abaixo do seu
resultado, você pode conferir alguns exemplos de modelos do tipo de câmera que foi
indicado pelo teste, e em seguida as porcentagens marcadas em cada um.

Não tome este teste como conclusão absoluta, somente como referência. Ele serve
apenas para você, que está totalmente sem rumo em meio a tantas câmeras no
mercado, se orientar melhor sobre o possível tipo que mais se encaixa em seu
perfil de uso.

E quanto a sua pergunta sobre como fotografar melhor, apenas duas palavras: estudo
e prática!

175
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O estudo você pode começar aqui mesmo pelo blog, lendo as aulas do Módulo
Básico do curso. E a prática, fica por sua conta. Conforme você for lendo as
aulas, faça testes na prática com a sua câmera. Fazendo isso, sem dúvidas você
passará a fotografar melhor naturalmente!

40) Benedito Antonio de Souza

As minhas dúvidas são muitas, é difícil enumerá-las. Mas eu começaria dizendo que
as mais básicas são sobre o tripé básico da fotografia: diafragma, obturador e
ISO. Também quanto a regular esses itens e mais a profundidade de campo. Eu me
comprometo a lhe pedir por e-mail sobre as demais dúvidas à medida que for
praticar fotografia, pois eu sou novato e estou entusiasmado com essa prática.
Obrigado por tudo

Benedito, todos estes assuntos nas quais você tem dúvidas, já estão explicados em
detalhes nas aulas do Módulo Básico do curso. Você já deu uma olhada? Clique
aqui para conferir!

41) Angela Morro Redondo

Bom dia Leandro como estou começando a fotografar o minha maior dificuldade é o
ajuste da abertura e velocidade

Angela, estes assuntos nas quais você tem dúvidas, já estão explicados em detalhes
nas aulas doMódulo Básico do curso. Você já deu uma olhada? Clique aqui para
conferir!

42) Renata Carvalho

Olá, minhas maiores dúvidas são sobre ISO e flash. Geralmente pela noite tenho
dificuldade para fotografar. Sem um flash embutido(não sei bem como posso chamar)
fica um pouco difícil. Só o flash da câmera não dá um bom resultado. Então, como
posso configurar a maquina (mais ou menos) para não perder velocidade e qualidade?
Geralmente fotógrafo corridas de rua pela noite.
Desde já, obrigada pela atenção.

Renata, por "flash embutido", acredito que você esteja se referindo a "flash
externo", certo? Se for isso e sua câmera for compatível, um flash externo pode
ser uma boa opção para não ter que ficar subindo o ISO até tal ponto em que a
qualidade da imagem começa a se deteriorar muito.

Outra opção é investir em uma lente mais clara (com abertura maior), se a sua
câmera for do tipo DSLR. A lente que geralmente acompanha o kit inicial das DSLR
mais básicas é a 18-55mm f/3.5-5.6. Isso significa que sua abertura máxima é f/3.5
em 18mm e f/5.6 em 55mm.

Já é uma lente boa, uma espécie de "faz tudo básica". Mas para o tipo de
fotografia que você faz, como corridas noturnas, que exigem altas velocidades de
obturador para congelar a imagem, ela pode não ser suficiente. Portanto, uma boa
alternativa ao flash externo é usar outra lente mais clara.

176
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Uma lente muito em conta e bastante clara é a 50mm f/1.8. Seu ângulo de visão é um
pouco fechado, mas compensa pela excelente abertura e ótimo custo-benefício. Para
Canon, indico a EF 50mm f/1.8, e para Nikon, a AF-S 50mm f/1.8G.

43) Geraldo Luz

Boa tarde Leandro. Minha maior dificuldade é com zoom e teleobjetivas.


É trabalhar a distância ideal do motivo. Estou tentando achar os cliques ideais.
Rs Vou praticando por aí.
Abraço.
Geraldo Luz

Geraldo, infelizmente não tenho nenhuma dica teórica para te dar com relação às
suas dúvidas, pois isso se aprende na prática, fotografando bastante, meio que
automaticamente. Mas se a sua dúvida é mais em relação ao enquadramento em si,
independente do tipo de lente ou quantidade de zoom utilizado, recomendo que leia
a aula onde falo sobre Composição e Enquadramento. Clique aqui para lê-la!

44) Ericsson Souza

Olá Leandro,Tudo bem? Ótima iniciativa essa sua, segue abaixo 2 temas que eu
gostaria de aprender um pouco mais:
1) Melhores custos benefícios para lentes de entrada. Artigo analisando por
exemplo quais lentes um amador deveria adquirir no início.
Abordando melhores custos benefícios.
Por exemplo:
Vantagens de adquirir um 50mm com sendo um ótimo custo benefício para retratos que
deixam a desejar com as lentes dos kits ou as vantagens de comprar uma Lente Canon
EF-S 55-250mm f/4-5.6 IS ao invés por exemplo de uma Canon EF 75-300mm f/4.0-5.6
III USM. Informações básicas sobre lentes.
Tudo isso com uma abordagem para amandores que normalmente precisam de um
estabilizados de imagens e outros cuidados mais.
2) Lentes Fisheye Nomeclaturas e modelos, custos benefícios, etc
Grande abraço,
Eric

Ericsson, vamos às respostas:

1) Esse tipo de comparação é interessante, porém de certa forma um pouco inútil na


maioria dos casos. Primeiro porque, o que é considerado "bom custo-benefício" para
alguns, para outros pode não ser tanto (depende muito da classe social e do nível
de conhecimento de cada um).

E segundo porque, da mesma maneira, o que pode ser indicado para o João, que
fotografa casamentos, pode não ser tão indicado para a Maria, que fotografa
esportes, por exemplo. A escolha das lentes é uma coisa muito pessoal, que muda
muito de indivíduo para indivíduo, levando em conta diversas possíveis variáveis.
Não dá para afirmar, por exemplo, que "lente W é indicada para fotógrafo X com
câmera Y em situação Z, em 100% dos casos".

2) Mesma resposta da anterior. Além disso, as nomenclaturas também variam muito de


marca para marca. As principais eu já expliquei nesta aula do Módulo Básico.

177
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

45) Licagiff

Oi
As minhas maiores dúvidas são: como desfocar o fundo da foto, qual a melhor lente
para fazer um "book" e qual o melhor horário do dia para tirar fotos ..?!
Obrigada

Licagiff, para desfocar o fundo é preciso conhecer e dominar os fatores que


influenciam naProfundidade de Campo das suas fotos. Clique aqui para conhecê-los.
Uma vez sabendo quais são, basta estudar mais sobre eles, que você vai ser sempre
capaz de determinar que tipo de configuração é necessária para alcançar o seu
objetivo, em qualquer situação. Estes fatores estão explicados detalhadamente nas
aulas do Módulo Básico do curso. Clique aqui para lê-las.

Em relação à melhor lente para fazer books, não existe uma única que sirva bem
para todos os casos. Depende muito de diversos fatores que variam, como: se é book
em estúdio ou externo, se é durante o dia ou à noite, se a sua câmera tem sensor
APS-C ou Full Frame, entre outras coisas. Mas de maneira bem generalizada, as
lentes mais utilizadas costumam ter distâncias focais fixas, que costumam ir de
35mm até 200mm, dependendo do espaço que você tem disponível para se locomover e
dos principais enquadramentos pretendidos. Também não posso te dizer que existam
horários do dia melhores ou piores para se fotografar. Isso depende muito da visão
pessoal do fotógrafo. Mas de maneira geral, a preferência comum para paisagens e
retratos externos é nas chamadas "horas mágicas". Ou seja, quando o Sol está
nascendo e quando está se pondo, no começo da manhã e no final da tarde.

46) Virgínia Vilarinho Gonçalves

Olá, Boa tarde,


Minhas maiores dúvidas em fotografia são : Como tirar fotos em movimento, ou seja
costumo fotografar muito minha filha jogando voleibol, e as vezes 1 elemento da
foto fica legal e outros saem com problemas, e também saem manchas brancas ou
seja um clarão nos rostos das pessoas. Qual saída, para esse dois casos.
Desde já, meu muito obrigado
Virgínia Vilarinho Gonçalves

Virgínia, todo o movimento (ou a falta dele) na foto diz respeito à Velocidade do
Obturador que a câmera seleciona (ou você, se estiver usando o modo Manual).

Quanto mais alta for a velocidade de obturador (pequenas frações de segundo), mais
fácil é de você "congelar" movimentos rápidos. Ao contrário, quando mais baixa é a
velocidade, maior é a probabilidade de o que se move rapidamente sair borrado na
foto. Quanto ao segundo caso, acredito que as fotos estejam ficando superexpostas
(claras demais). Isso acontece quando a câmera captura mais luz do que deveria.
Provavelmente isso está acontecendo pelo mesmo motivo que está deixando as fotos
borradas: a velocidade do obturador está muito lenta. Além de ter a capacidade de
congelar ou borrar a foto, a velocidade do obturador também afeta na quantidade de
luz que a câmera captura. Quanto mais lenta for a velocidade, mais luz a câmera
capta. E quanto mais rápida, menos luz ela capta.

Clique aqui para saber entender melhor sobre os efeitos da Velocidade do


Obturador.

178
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

47) Maria Silva

Pretendo trabalhar com fotos de casamentos quais as melhores cameras para esse
tipo de trabalho.

Maria, o ideal para praticamente qualquer tipo de trabalho profissional é usar uma
ou mais câmeras do tipo DSLR. Este tipo de câmera oferece uma ótima qualidade de
imagem, muita versatilidade e excelente custo-benefício.

Mas antes de começar a fazer da fotografia a sua profissão, recomendo que estude
bastante. Especialmente em eventos únicos que não se repetem, como casamentos, é
absolutamente essencial dominar o seu equipamento e saber exatamente o que está
fazendo, para evitar possíveis dores de cabeça no futuro.

49) Martins

Ilustre, Obrigado pela oportunidade, na verdade conheço muito pouco de fotografia


apesar de ser facinado por ela.
As vezes não conheço o suficiente para expor minhas dúvidas, porém, não consigo
enfoque satisfatório com uma lente 75-300 que tenho.
Minha câmara é canon 7D e estou tentando fotografar surfista a 100 m e não consigo
bons resultados.
Esta lente é insuficiente, ou com um pouco de aplicação atingirei bons resultados?
Abç.
Martins

Martins, se você não está satisfeito com a aproximação obtida nas suas fotos
usando 300mm e não tiver condições de investir em uma lente de maior distância
focal (digamos 400mm ou mais), uma opção é fazer um corte nelas, em um programa de
pós-produção. Fazendo isso, o enquadramento vai ficar mais fechado, e
consequentemente, a distância entre você e o surfista vai parecer menor.

Outra opção mais barata, ao invés de pegar uma lente tradicional de grande
distância focal caríssima, é comprar uma Lente Espelho (Mirror Lens). Este tipo de
lente costuma ser muito mais barata do que as tradicionais, por dois motivos.
Primeiro porque elas não têm foco automático, somente manual. E segundo, porque
sua construção ótica utiliza um sistema diferente (e mais barato) de captação de
luz.

Como desvantagem em relação às tradicionais, as Lentes Espelho são menos nítidas e


mais escuras (além de não terem foco automático). Mas em contrapartida, são muito,
muito mais baratas. É bastante comum encontrar, por exemplo, uma Lente Espelho
800mm f/8 por menos de R$ 1.000. E só para efeito de comparação, uma lente
tradicional 800mm f/5.6 com foco automático, você dificilmente encontra por menos
de R$ 30.000 (sim, trinta mil reais).

Se for comprar uma Lente Espelho, não esqueça de comprar junto também o anel de
montagem corresponde à marca da sua câmera (Canon, no caso), pois o encaixe
traseiro desse tipo de lente é diferente das tradicionais.

Para o seu caso em específico, acredito que uma Samyang 500mm f/6.3 já deva servir
perfeitamente.

179
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

49) Josiane Leite

tenho duvidas em focagens e editar fotos...Como focar e desfocar . Tipo desfocar a


pessoa e focar em paisagem..

Josiane, para focar o assunto e desfocar o fundo ou vice-versa, é preciso conhecer


e dominar os fatores que influenciam na Profundidade de Campo das suas
fotos. Clique aqui para conhecê-los.

Uma vez sabendo quais são, basta estudar mais sobre eles, que você vai ser sempre
capaz de determinar que tipo de configuração é necessária para alcançar o seu
objetivo, em qualquer situação. Estes fatores estão explicados detalhadamente nas
aulas do Módulo Básico do curso.Clique aqui para lê-las.

Já para editar fotos, o programa mais indicado, na minha opinião, é o Adobe


Lightroom. No blog há uma videoaula onde faço uma introdução sobre como utilizá-lo
para editar as suas fotos. Clique aqui para assisti-la!

50) Cláudio Trabuco

Boa noite Leandro!! Como iniciante na arte da fotografia, posso dizer que minhas
dúvidas “são todas as possíveis”.
Gostaria se possível, que você publicasse “dicas” para os observadores de
pássaros como eu. Tenho tirado fotos no modo automático com resultados razoáveis,
porém, acredito que com algum conhecimento sobre a “prioridade abertura” os
resultados poderiam ser melhores. Aproveitando a oportunidade, gostaria de uma
dica “especial”: tenho uma Nikon P520 e estou pretendendo comprar uma DSLR. Qual a
marca/modelo de sua preferência ?
Grato
Claudio Trabuco

Cláudio, como você é observador de pássaros - o que exige muita aproximação com as
lentes - te indico permanecer com a Nikon P520. Para conseguir o mesmo alcance
equivalente da P520 em uma DSLR, você gastaria uma fortuna.

Mas se você estiver realmente disposto a gastar alguns milhares de reais, te


indico uma Nikon D7100 em conjunto com a lente Tamron 150-600mm f/5-6.3.
Atualmente, este conjunto você pode conseguir comprar por cerca de R$ 6.000 a R$
7.000.

Só lembrando que, mesmo com este conjunto caro, ainda assim o alcance máximo vai
ser um pouco menor do que o conseguido utilizando o zoom máximo da Nikon P520.
Isso se deve ao tamanho do sensor de cada câmera, que no caso, o das DSLR é muito
maior que o das Superzoom. Quanto maior é o sensor, mais caro se torna para
conseguir alcançar mais longe com as lentes

Quanto as configurações de exposição, com certeza é possível obter fotos melhores


se você conseguir dominar o uso do modo Manual. Para isso, recomendo que leia e
releia as aulas doMódulo Básico do curso, que falam sobre isso. Clique aqui para
lê-las!

180
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

51) Andressa Melo

Boa noite Leandro, na verdade não consigo manusear a camera, e minha dificuldade é
entender sobre o diafragma, obturador em prática. Sou apaixonada por fotografia e
deixei a câmera de lado por conta de não conseguir. Tenho uma D7000. Abraços.

Andressa, você tem uma excelente câmera em mãos! Não a deixe de lado. Caso não
consiga entender como operar a D7000 em si, dê uma lida no manual de instruções
dela. E quanto as configurações de exposição, para entendê-las melhor, recomendo
que leia as aulas do Módulo Básico do curso, onde explico detalhadamente sobre
elas. Clique aqui para lê-las!

52) Elaine Cheachirini

Olá Leandro, Estou começando na fotografia e o meu foco estão nos ensaios de
Gestante e Bebê. Minha maior dificuldade está na iluminação de studio.
Agradeço desde já, a grande ajuda nesse início de uma nova fase em minha vida.
Obrigado.
Elaine Cheachirini

Elaine, a iluminação de estúdio é um assunto extremamente abrangente e complexo.


Eu teria que escrever praticamente um curso inteiro sobre isso para poder te dar
uma boa resposta. Isso é totalmente inviável, mas eu não quero te deixar na mão.
Então vou te indicar um excelente curso que fiz, o qual aborda detalhadamente os
assuntos Luz e Iluminação de Estúdio.

Ele não é gratuito, mas pelo conteúdo que é ensinado, vale cada centavo pago. Se
tiver interesse,clique aqui para fazê-lo.

53) Daiane Medeiros de Lima

Ola Leandro, td bem??? Parabéns pelo seu belo trabalho.


Bem , eu não sou nenhuma expert na área de fotografia , apenas mais uma
apaixonada...kkk Comprei recentemente uma nikon d 5300 , e agreguei uma outra
lente (55—300 mm pra tentar fotografar por do sol , lua , e belas paisagens)kkkk
Então aí vão minhas dúvidas...
1—Como tirar belas fotos da lua ou do sol?
2— Tenho uma amiga que esta montando uma loja de compras on—line.E adivinhe quem
está escalada pra tirar fotos de objetos e tb manequins???
Euzinha...kkk Mas qual a melhor forma de tirar esses tipos de foto???
3— Meu marido e Chef de cozinha , queria muito acompanhar seu trabalho...Mas qual
melhor forma de tirar fotos de pratos , comidas em geral???
Bom Leandro , ficam aí minhas perguntinhas chatas.Espero que consiga um tempinho
pra responder.
Um grande abraço!!!
Daiane Medeiros de Lima

Daiane, vamos às respostas:

1) Sobre como fotografar a Lua, já existe uma postagem onde explico como fazer
isso aqui no blog.Clique aqui para lê-la.

181
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Já para fotografar o Sol, como ele é absurdamente brilhante, você vai precisar
cortar toda a luz que for possível, usando as configurações mais extremas que a
sua câmera e lente permitirem.

ISO: Use o menor possível. Geralmente 100 ou 200.

Abertura do Diafragma: Use a menor possível da sua lente. Geralmente f/22, f/32 ou
f/40.

Velocidade do Obturador: Use a mais rápida possível. Geralmente 1/2000, 1/4000 ou


1/8000.

Mesmo cortando toda essa luz de todas as maneiras possíveis, ainda assim é
provável que a sua foto fique superexposta. Nesse caso, será preciso adquirir um
filtro de Densidade Neutra para a sua lente. Este filtro corta ainda mais a luz
que entra por ela.

Existem diversas graduações de cortes de luz para este filtro. Para garantir,
pegue um de altíssima graduação, como o ND400. Clique aqui para saber mais sobre
estes filtros e suas respectivas graduações.

2) A fotografia de objetos (Still) e de manequins são assuntos extremamente


abrangentes e complexos. Eu teria que escrever praticamente um curso inteiro sobre
cada um deles para poder te dar uma boa resposta. Isso é totalmente inviável, mas
eu não quero te deixar na mão. Então vou te indicar dois excelentes cursos que
fiz, os quais abordam detalhadamente os assuntos que você tem interesse em
aprender.

Eles não são gratuitos, mas pelo conteúdo que é ensinado, valem cada centavo pago.
Se tiver interesse, clique aqui para fazer o curso Still: A Fotografia de
Objetos e aqui para fazer o curso Fotografia Para E-commerce: Moda e Acessórios.

3) A fotografia de gastronomia também é outro assunto bastante complexo e


abrangente. Novamente, vou te recomendar um ótimo curso da área, o qual explica
bem cada pequeno detalhe sobre o assunto. Clique aqui para fazer o curso
de Fotografia de Gastronomia.

Desculpe não poder responder às suas perguntas eu mesmo, mas realmente não teria
como. Certas áreas da fotografia não dá pra resumir tudo a respeito em algumas
poucas linhas de texto: é necessário muito, muito mais explicações minuciosas
sobre cada detalhe importante.

54) Wagner Ruiz

Olá Leandro!
Tenho uma dúvida sim, sou iniciante com uma canon T3i rebel, e estou sempre lendo
e estou finalizando um curso on line da iPED, o qual é um curso que vem desde a
história até os tempos atuais, estou achando muito bom...
Porém como todo iniciante, é dificil guardar toda esta informação de uma vez só,
estou guardando os materiais, e me surgiu a seguinte questão:
Existe um roteiro básico para condições climáticas x calibragem das funções das
DSLR´s?

182
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Vou ser mais claro, estou numa praia com muito sol -> Dica deste roteiro: Exemplo
-> Deve-se abrir o obturador ao máximo e ir restringindo conforme a distância
focal, se for com pessoas, retirar o fundo e deixa-lo fosco, algo neste sentido,
não sei se fui claro...
Um abraço
Wagner

Wagner, infelizmente não existe uma "receita de bolo", onde eu possa dizer, por
exemplo: "em situação X, use ISO 100, abertura f/5.6, e velocidade 1/60" ou "em
situação Y, use ISO 3200, abertura f/3.5 e velocidade 1/30". Até porque, cada
fotógrafo tem sua própria visão artística, o que reflete diretamente em sua
identidade fotográfica.

O mais próximo que existe de uma tabela pronta para situações específicas é
a Regra Sunny f/16. Se quiser saber mais sobre ela, clique aqui. Mas o que eu
recomendo é que você não se prenda à ela. Tome-a apenas como referência inicial.

Para saber exatamente quais configurações se deve usar, quando e como usar, é
preciso dominar o modo Manual, estudando e praticando muito. Para começar os seus
estudos sobre isso com o pé direito, recomendo que leia as aulas do Módulo
Básico do curso. Clique aqui para lê-las!

55) Ricardo Valenca

minha duvidas são em lentes e como usa-las.


Tenho uma dslr t3 da Canon

Ricardo, no blog já existe uma aula onde eu falo um pouco sobre lentes. Você já
deu uma olhada? Clique aqui para conferir!

56) Edivania Fernandes

Boa tarde minha duvida é sobre a Abertura do diafragma.Mas seus cursos são ótimos
estou aprendendo muito mas minha dificuldade maior é a abertura msm..Não sei se é
por causa da minha câmera que é uma compacta com zoom..Mas pretendo me esforçar
cada vez mais para entender.Obrigado!

Edivania, realmente, talvez a sua cabeça esteja confusa em relação ao diafragma,


porque o das câmeras compactas se comporta de maneira um pouco diferente em alguns
aspectos. Mas de maneira bem resumida, funciona assim:

Número f/ Menor (Ex: f/4) = Abertura do Diafragma Maior


Número f/ Maior (Ex: f/16) = Abertura do Diafragma Menor
Abertura do Diafragma Maior = Mais Luz e Menos Profundidade de Campo
Abertura do Diafragma Menor = Menos Luz e Mais Profundidade de Campo

Para entender melhor toda esta relação, recomendo que leia e releia diversas vezes
as aulas onde eu falo sobre a Abertura do Diafragma e a Profundidade de Campo.
Logo após ler, faça testes práticos com a sua câmera. O estudo seguido da prática
é a melhor maneira para se aprender algo com eficiência, deixando o que foi
aprendido realmente fixado na sua mente.

183
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

57) Augusto Felipe

Gostaria de saber mais de como fotografar uma boa paisagem e pessoas.


Obrigado,

Augusto, como as suas dúvidas são muito abrangentes (com assuntos muito diferentes
um do outro), escrever boas respostas para todas elas provavelmente demandaria
horas. Então, ao invés de respondê-las diretamente, vou te passar links externos
com explicações mais detalhadas sobre cada assunto que você quer saber mais,
certo? Clique nos links abaixo:

 5 Dicas Para Fotografar Paisagens


 3 Regras Essenciais da Fotografia de Paisagens
 Fotografando Paisagens: A Hora Mágica
 Como Fotografar Pessoas
 20 Dicas Para Fotografar Pessoas

58) Nátali Martins

ola Leandro eu tenho uma sl1000 da fuji estou querendo compra uns filtros mais não
sei pra qual momento usalos e quais são os mais usados.

Nátali, como a sua câmera não é DSLR, em primeiro lugar, você vai precisar comprar
um tubo ou anel adaptador para filtros, pra poder encaixá-los devidamente. Isso é
necessário porque os filtros foram originalmente projetados para serem rosqueados
em lentes para câmeras do tipo DSLR. A Fujifilm SL1000 é do tipo Superzoom, que
usa uma lente fixa, diferente das removíveis para DSLR.

Este tipo de tubo ou anel você encontra facilmente na internet, em sites como
o Mercado Livre.

Quanto às funções e utilidades de cada tipo de filtro, você encontra mais


informações sobre isso na aula onde eu falo dos Filtros e Anéis. Clique aqui para
lê-la!

59) Edna Magagna

Olá,eu sou uma apaixonada por fotografia,e gostaria muito de me tornar uma
excelente profissional no ramo,porém eu sei que para tal não basta gostar,tem que
ter dom.Ao contrário do que muitos pensam,sei que para registrar um bom click,não
é "só apertar um botão."
Adoro suas dicas,simples,claras e objetivas,ajudam muito quem está começando.
Mas como eu sei que não é tudo tão simples assim,estou com receio de adquirir uma
câmera profissional(R$$$$$),tenho uma Nikon L820,que para mim,tem uma ótima
definição,e estou usando ela,aliada ao Photoshop CS5.Minha dúvida é essa,com a
minha humilde coolpix,posso me aventurar até ter certeza de que tenho vocação para
fotografia??Se sim,dê umas dicas no Blog,de como aproveitar melhor ela...PS:Não
pretendo fotografar eventos.Gostaria de uma resposta por email,se possível,e dicas
no Blog.
Grata

184
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Edna, enquanto você estiver apenas fotografando por hobby, como amadora, a Nikon
L820 deve te servir bem. Mas caso você queira dar um passo à frente na fotografia,
e talvez até se tornar uma profissional do ramo, recomendo que você adquira pelo
menos uma câmera com controles manuais de exposição (a L820 não tem).

O domínio e uso do modo Manual de exposição é essencial para qualquer fotógrafo


que queira ter controle total sobre como vão ficar as suas fotos, seja ele amador
ou profissional. Por isso, o primeiro passo em direção à sua evolução como
fotógrafa é ter um equipamento que supra esta necessidade.

Recomendo que já comece com uma câmera DSLR, pois este tipo de câmera oferece
controles manuais, muita versatilidade e ótima qualidade de imagem. E além disso,
hoje em dia os modelos mais básicos possuem um custo-benefício excelente.

Como você já está familiarizada com a marca Nikon, talvez seja uma boa ideia
continuar na mesma. Como primeira DSLR, te recomendo um dos seguintes modelos:

 D3100
 D3200
 D3300
 D5100
 D5200
 D5300

60) Rui Rosa

oi as minhas maiores duvidas sobre a fotografia é sobre « EQUILIBRAR O PESO VISUAL


»
Aguardo a sua resposta

Rui, o peso visual fica equilibrado em uma cena quando se faz uso de um
bom Enquadramento e uma boa Composição. No blog já existe uma aula onde eu falo
sobre estes dois fatores essenciais para uma boa fotografia. Clique aqui para lê-
la.

62) Arlito Vieira

Boa noite Sr. Leandro,


As minhas dúvidas na fotografia são com relação às fotografias de "macro" e de
"still".
Grato pela atenção,
Arlito Vieira

Arlito, o blog já conta com bastante material que fala sobre Macro. Você já
conferiu?

 Módulo Intermediário - Aula 8 - Macrofotografia - Parte 1


 Módulo Intermediário - Aula 9 - Macrofotografia - Parte 2
 Módulo Intermediário - Aula 10 - Macrofotografia - Parte 3
 Como Fazer Boas Fotos Macro com Lente Invertida

185
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

O Still já é um assunto um pouco mais abrangente e complexo. Eu teria que escrever


praticamente um curso inteiro sobre isso para poder te dar uma boa explicação.
Isso é totalmente inviável, mas eu não quero te deixar na mão. Então vou te
indicar um excelente curso que fiz, o qual aborda detalhadamente o assunto Still:
A Fotografia de Objetos.

Ele não é gratuito, mas pelo conteúdo que é ensinado, vale cada centavo pago. Se
tiver interesse,clique aqui para fazê-lo.

63) Ju Pereira

Oi td Bem ? Uma das minhas maiores dúvidas e sobre lentes por mais que eu conheça
as aberturas sempre fico sem saber o que comprar primeiro....por exemplo quero
comprar uma lente grande angular clara para fotografar festa ....qual devo
comprar?

Ju, você já conhece o DPReview? É um site onde você pode


comparar câmeras e lentes lado a lado, em todos os seus mínimos detalhes. Clique
aqui para ir direto à seção de comparação de lentes.

Como você não especificou a marca da sua câmera e nem a faixa de preço da lente
que pretende comprar, não tenho como te dar uma dica muito específica.

Mas para a sua pretensão, acredito que uma lente na faixa de distância focal entre
10 e 16mm, e de abertura entre f/2.8 e f/4 deva ser suficiente. Compare lentes
dentro destas especificações noDPReview e escolha a de melhor qualidade, que você
tenha condições de comprar.

64) Jazon Benine

Caro professor, quando é indispensável comentar a foto postada para o público?


Qual o valor artístico fotográfico de uma foto veladamente editada ao ponto de
quase não ser mais reconhecível da original?
Qual o valor artístico editorial de uma foto ótima que não foi possível reconhecer
que se foi editada?
Por que devo valorizar fotos em preto e branco não apenas pelo realce da
melancolia das formas?
Por que valorizar fotos da natureza que são de beleza fácil?
obrigado

Jazon, vamos às respostas, enumerando as perguntas para facilitar:

1) Indispensável mesmo, acho que nunca. Você sempre pode optar por simplesmente
não dizer nada. Geralmente, eu prefiro comentar quando a pessoa já mostra algum
indicativo de que está receptiva para receber opiniões e críticas sobre a foto.

Às vezes, quando uma foto simplesmente é postada, sem nada escrito junto, a
intenção da pessoa talvez seja apenas mostrá-la para receber elogios, e ela não
espera receber nenhum tipo de comentário sobre ela. Nesse caso, qualquer tipo de
crítica ou opinião postada a respeito, pode não ser bem-vinda.

186
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

2) Depende muito, de várias fatores. Quem tirou a foto? Quem editou a foto? Que
tipo de público está observando a foto? Qual é o nível de conhecimento artístico
dos observadores? Tudo isso influencia muito na percepção das pessoas.

Já vi fotos exatamente do jeito que você falou, mas por exemplo, só pelo fato de
terem sido feitas por fotógrafos de renome, elas quase que automaticamente
ganharam um alto valor artístico. O mesmo certamente não aconteceria se, por
acaso, a mesma foto tivesse sido feita por um "zé ninguém".

3) Acredito que o mesmo. Edição de imagem não tira o mérito artístico do


fotógrafo, ela só serve para melhor ainda mais aquilo que já é bom. Ainda mais se
tratando de mercado editorial, onde praticamente todas as fotos passam por um
processo de pós-produção antes de serem publicadas.

4) O preto e branco é um assunto bastante polêmico na era digital. Pessoalmente,


eu também acredito que certas fotos simplesmente não combinam com a falta de cores
(a maioria das paisagens, por exemplo).

Mas, é uma escolha pessoal de cada fotógrafo, deixar suas fotos coloridas ou em
preto e branco. Acho que faz parte da criação da sua identidade fotográfica. Você
consegue, por exemplo, enxergar como ficariam as fotos mais populares do Sebastião
Salgado em cores? Eu não...

5) Justamente pela beleza simples, artisticamente falando. Assim como existem


retratos absurdamente simples, porém de beleza estonteante, pelo simples fato de
o(a) retratado(a) ser belo(a), o mesmo vale para as coisas da natureza. Já se for
avaliar o valor em relação à questão da dificuldade para se obter tais fotos,
nesse caso, geralmente há muito pouco - salvas as exceções.

Só lembrando que, como as suas perguntas são muito subjetivas, as respostas não
representam exatamente uma verdade absoluta, mas sim apenas refletem a minha
opinião pessoal sobre cada uma delas.

65) Viviane Vieira

olá Leandro. obrigada pelo e-mail. uma das minhas duvidas é como devo fotografar
ao ar livre, (paisagens, nascer do sol, etc) só que de uma forma diferente.
espero sua resposta, beijo!

Viviane, como a sua dúvida é muito abrangente, escrever uma boa resposta para ela
provavelmente demandaria muito tempo. Então, ao invés de respondê-la diretamente,
vou te passar links externos, com explicações mais detalhadas relacionadas à
fotografia ao ar livre, certo? Clique nos links abaixo:

 5 Dicas Para Fotografar Paisagens


 3 Regras Essenciais da Fotografia de Paisagens
 Fotografando Paisagens: A Hora Mágica

Espero que as informações contidas nesta postagem ajudem bastante a todos. Tanto
aqueles que tiveram suas dúvidas respondidas diretamente, quanto outros que também
têm uma ou mais dessas dúvidas em comum.

187
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Como Desfocar o Fundo da Foto com a Lente 18-55mm do Kit Básico


Muita gente me pergunta: "Leandro, como fazer fotos com o fundo desfocado usando a
lente 18-55mm do kit básico da minha DSLR? Tentei e não consegui. Isso só é
possível com a 50mm f/1.8 ou f/1.4 e outras lentes mais abertas?".

Embora muitos acreditem que sim, que só é possível fazer fotos com o fundo
desfocado usando lentes com abertura f/2.8 ou maior, ou mesmo só com a famosa
"cinquentinha", 50mm f/1.8 ou f/1.4, posso afirmar que isso está longe de ser
verdade.

Acredito que o que leva à frustração da maioria que tenta fazer essas fotos com a
sua 18-55mm e não consegue, é cometer o pequeno erro de pensar que a profundidade
de campo depende exclusivamente da abertura do diafragma e nada mais.

A lente do kit básico da maioria das DSLR de Entrada é a 18-55mm f/3.5-5.6. Ou


seja, em 18mmsua abertura máxima é f/3.5, e em 55mm é f/5.6. Se baseando no
princípio de que somente a abertura afeta na profundidade de campo, o que a
maioria tenta fazer - sem sucesso - é tirar fotos com o fundo desfocado
selecionando a maior abertura disponível na lente, f/3.5, o que força a utilizá-la
em seu "zoom" mínimo, na distância focal de 18mm.

O que muita gente não sabe, é que a distância focal da lente, indiretamente também
afeta (e muito) na profundidade de campo. Quanto maior for a distância focal
utilizada, menor tende a ser a profundidade de campo (contribuindo para o fundo
ficar mais desfocado). E quanto menor for a distância focal, maior tende a ser a
profundidade de campo (contribuindo para o fundo ficar mais focado).

Isso nos introduz a um ponto um pouco mais avançado, porém importantíssimo para
entender como se comporta a profundidade de campo em relação à abertura e à
distância focal utilizadas, que chamamos de Abertura Física.

A Abertura Física é medida em milímetros, e tem este nome porque representa o


diâmetro físico verdadeiro do buraco que o diafragma forma para deixar passar a
luz. Ela é calculada fazendo a divisão da distância focal pela abertura do
diafragma.

Por exemplo, se eu utilizo a distância focal de 18mm e a abertura de f/3.5, meu


cálculo vai ser:

18 / 3,5 = 5,142857142857143

Vamos arredondar para apenas duas casas decimais, ficando 5,14. Sendo assim, chego
à conclusão que em 18mm com f/3.5, o valor da minha Abertura Física é 5,14
milímetros.

Agora, vamos repetir o cálculo, porém com outra variação. Desta vez, usando a
distância focal de55mm e a abertura de f/5.6. Então fica:

55 / 5,6 = 9,821428571428571

Arredondando, ficamos com 9,82. Nesse caso, o valor da minha Abertura


Física é 9,82 milímetros.

188
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Agora eu te pergunto: qual é a quantidade maior de milímetros? 5,14mm ou 9,82mm?


Ou para facilitar ainda mais: qual é o número maior? 5 ou 9? Claro que é o 9!

9,82mm é uma Abertura Física maior do que 5,14mm. E do mesmo jeito que a Abertura
do Diafragma, quanto maior for a sua Abertura Física em milímetros, menor será a
profundidade de campo, e consequentemente mais desfocado o fundo da sua foto tende
a ficar.

Toda essa explicação mais técnica e matemática foi apenas para te explicar o
motivo por trás do fato que 55mm com f/5.6 te fornece uma profundidade de campo
menor do que 18mm em f/3.5, mesmo f/3.5 sendo uma abertura do diafragma maior que
f/5.6. Se você não é muito fã de cálculos e/ou não entendeu muito bem, não se
preocupe. Nesse caso, apenas considere como verdadeiros os seguintes fatos:

55mm em f/5.6 = Menos profundidade de campo, que significa fundo mais desfocado.
18mm em f/3.5 = Mais profundidade de campo, que significa fundo mais focado.

Outra coisa que a maioria não leva em consideração, que também afeta bastante na
profundidade de campo, e consequentemente no desfoque do fundo, é a distância
entre os planos. Ou seja, a distância entre a câmera e o assunto, e a distância
entre o assunto e o fundo. Considere os fatos:

 Quanto MENOR for a distância entre a câmera e o assunto,


mais DESFOCADO tende a ficar o fundo.
 Quanto MAIOR for a distância entre a câmera e o assunto, mais FOCADO tende
a ficar o fundo.
 Quanto MENOR for a distância entre o assunto e o fundo, mais FOCADO tende a
ficar o fundo.
 Quanto MAIOR for a distância entre o assunto e o fundo,
mais DESFOCADO tende a ficar o fundo.

Ou seja, para conseguir desfocar o fundo o máximo possível, aproxime-se do assunto


com a câmera o quanto puder. Quanto mais próximo, melhor (desde que não exceda a
distância mínima de foco estabelecida pela lente, que geralmente é entre 30 e 50cm
nas lentes 18-55mm). Da mesma maneira, quanto mais você puder afastar o assunto do
seu fundo, mais desfocado o fundo tende a ficar.

Agora, depois de tanta teoria, vamos a um exemplo prático. Observe a foto abaixo:

189
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Esta foto eu fiz utilizando a distância focal de 55mm com abertura f/5.6. Eu
estava com a câmera a aproximadamente 40cm do assunto (garrafa d'água), e o
assunto estava a aproximadamente 1 metro e meio do fundo (janela com rede de
proteção). Para entender melhor, observe o desenho ilustrativo do posicionamento
de cada coisa na hora da foto (fora de escala):

Viu? Não é tão difícil assim! Tenho certeza que depois de ler esta explicação,
você também consegue.

Agora que você já sabe que a 18-55mm não é assim tão ruim para fazer fotos com o
fundo desfocado, se você conhece alguma pessoa que diz ser "totalmente impossível"
fazer isso com ela, não deixe de mostrar esta postagem à ela também!

Helicon Remote - Controle Sua DSLR Pelo Computador ou Dispositivo


Android
INTRODUÇÃO

O Helicon Remote é um programa desenhado para controlar remotamente a sua DSLR,


através do seu computador (compatível com Windows e Mac OS) ou dispositivo Android
(Smartphone ou Tablet compatível com o recurso USB OTG).

PRINCIPAIS UTILIDADES

O Helicon Remote é muito útil para diversas aplicações, mas como principais,
podemos citar:

 Controle remoto com inúmeras funções, para fotos e vídeos. O Helicon Remote
não só substitui os controle remotos portáteis (sempre vendidos
separadamente), como tem muito mais funções disponíveis. Perfeito para
controlar a câmera quando ela está em uma posição desconfortável de
visualizar a foto, ou mesmo em situações cotidianas, para reduzir a
trepidação causada pelo apertar do botão disparador, etc.
 Bracketing (Variação) automático de foco. Perfeito para a utilização da
técnica Focus Stacking(Empilhamento de Foco), especialmente na área
da Macrofotografia, onde as variações dos passos de foco precisam ser
extremamente pequenas e precisas para conseguir criar uma imagem final
totalmente nítida.

190
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

 Bracketing (Variação) automático de exposição. Apesar de a maioria das


câmeras DSLR já ter este recurso embutido, no Helicon Remote, existe uma
gama bem maior de possibilidades, tanto na variação quanto na quantidade de
fotos totais. Este recurso é excelente para a criação de fotos emHDR.
 Fotos sequenciais com intervalos programados, possibilitando a criação
de Time-lapses.

Entre outras...

ONDE E COMO BAIXAR

Para baixar o Helicon Remote, é muito fácil. Primeiro, clique aqui para acessar a
página oficial de downloads da Helicon. Já na página, role-a para baixo, até
encontrar as opções de download do Helicon Remote.

Por fim, escolha entre Windows, Mac OS ou Android, e clique no botão "Download" da
respectiva plataforma escolhida. Após terminado o download, basta instalar e
começar a usar o Helicon Remote.

Lembrando que nesta postagem, o Helicon Remote que eu estarei dando mais detalhes
é para a plataforma Windows. As funções são as mesmas em todas as plataformas, mas
a interface é um pouco diferente.

POR ONDE COMEÇAR

Para usar o Helicon Remote, você vai precisar basicamente de três coisas: o
programa (que você já deve ter baixado e instalado), uma câmera DSLR compatível e
seu respectivo cabo USB (aquele que veio com a câmera mesmo, não é nenhum cabo
adicional diferente ou especial).

Para ter certeza se a sua câmera é compatível com o programa, clique aqui para
consultar a lista de câmeras suportadas, no site oficial da Helicon. Algumas
poucas câmeras também conseguem se conectar via Wi-Fi, sem a necessidade de
utilizar um cabo USB.

191
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Confirmando a compatibilidade, tudo que você tem que fazer é inserir o cabo USB na
sua câmera, ligá-la, inserir a outra ponta do cabo USB no seu computador (ou
dispositivo Android, se for o caso), esperar a câmera ser reconhecida e iniciar o
programa Helicon Remote.

Feito isso, o Helicon Remote deve automaticamente ativar o Live View da sua
câmera, para exibir o que ela está capturando diretamente na tela do programa. Se
isso não acontecer automaticamente, basta clicar no botão "Toggle live view"
(atalho Ctrl + L no Windows) para ativar o Live View manualmente.

POR DENTRO DO PROGRAMA

Com uma câmera compatível reconhecida, o Helicon Remote iniciado e o Live View
ativo, você já pode começar a usar o programa. Vamos dar uma passada rápida na
função de cada botão e quadro de ajustes da tela principal do Helicon Remote.

1. Botão "Toggle live view": Serve para ligar e desligar o Live View da
câmera. Obviamente, somente com o Live View ligado é possível visualizar na
tela do programa o que a lente da câmera está capturando.
2. Botão "Fast preview": Serve para tirar uma foto rápida de amostra, que é
transferida imediatamente para a tela do programa e descartada logo após
visualizada. É útil para checar como a foto vai ficar, antes de começar uma
grande sessão de verdade.
3. Botão "Auto Focus": Como o próprio nome já diz, serve para fazer o foco
automático. Ao clicar neste botão, o ponteiro do mouse vai mudar. Com este
novo ponteiro, você pode clicar em qualquer lugar da tela que o Live View
da câmera está exibindo no programa, que o foco será feito automaticamente
lá.
4. Botão "Take picture": Serve para tirar uma única foto, utilizando as
configurações de exposição atuais. Diferente da foto feita com o
botão "Fast preview", esta é feita em tamanho total e não é descartada da
memória. Por ter um tamanho maior, ela demora mais tempo para ser
transferida e exibida na tela do programa.

192
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

5. Botão "Start shooting": Serve para iniciar uma sessão contínua de fotos.
Antes de iniciar, é preciso programar o tipo de sessão que será iniciada:
com bracketing de foco e/ou de exposição. Caso contrário, o botão não
funciona.
6. Botão "Stop shooting": Serve para interromper a sessão anteriormente
iniciada pressionando o botão "Start shooting". O botão só fica disponível
quando uma sessão de fotos está em andamento.
7. Botão "Time lapse": Serve para iniciar uma sequência de fotos, com um
número X de fotos totais e um intervalo Y entre elas, que posteriormente
pode ser compilada em um vídeo no estilo Time-lapse.
8. Botão "Helicon Focus": Se você tiver também instalado em seu computador,
inicia o Helicon Focus, outro programa da Helicon, que serve para a união
de diversas fotos com pequenas variações no ponto de foco em uma só com o
foco perfeito (Focus Stacking).
9. Quadro "Camera Settings": Aqui é exibido o modo de exposição (Exposure
Mode) - que você só pode selecionar na câmera - e as demais configurações
de exposição, como Velocidade do Obturador (Time), Abertura do Diafragma
(Aperture), ISO, EV (Valor de Exposição) e Qualidade da Imagem (Quality) -
que você só pode selecionar no programa.
10. Quadro "Histogram": Aqui é exibido o Histograma ao Vivo. Perfeito para
controlar a exposição minuciosamente em tempo real.
11. Quadro "Focus Bracketing": Aqui você pode controlar os passos de foco da
sua lente milimetricamente e com intervalos exatos: algo humanamente
impossível. Para quem faz Macrofotografia e costuma usar a técnica Focus
Stacking, é uma verdadeira mão na roda.

Você pode programar, por exemplo, um ponto de foco inicial "A" e um ponto
final "B", e definir a quantidade de fotos (Shots) que serão feitas entre estes
pontos, além do intervalo (Interval) entre cada foto. Tudo isso será feito
continuamente e automaticamente. Simplesmente excelente!

Ainda neste mesmo quadro, você conta com uma exclusiva calculadora de profundidade
de campo (botão DOF), e as opções "DOF Preview" (Pré-visualização de Profundidade
de Campo - apenas para câmeras da Canon), "Focused" (exibe as áreas em foco na
tela destacadas em azul) e"Enable burst bracketing" (Habilitar bracketing para
fotos contínuas rápidas).

193
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

12. Quadro "Exposure Bracketing": Aqui você define as configurações para fazer
bracketing de exposição: número de fotos (Shots), diferença de EVs entre
cada foto (Step) e qual variável de exposição priorizar (Mode).
13. Quadro "Advanced Settings": Aqui você ajusta algumas configurações
avançadas, como: compensação de exposição do flash (Flash compensation),
modo e cortina do flash (Flash mode), balanço de brancos (White balance) e
temperatura de cor (Temperature), caso o balanço de brancos esteja nesta
opção.
14. Quadro "Burst shooting": Aqui você pode fazer uma sequência de fotos
contínuas, selecionando o modo de disparo (Shooting mode) contínuo rápido
ou contínuo comum, e o número total de fotos (Shots). Para iniciar a
sequência, basta clicar no botão "Start burst shooting". E para interrompê-
la no meio, clique em "Stop burst shooting".

Para gravar um vídeo, vá no menu "Tools" e clique em "Start recording video", ou


simplesmente pressione o atalho Ctrl + Shift + X (somente no Windows).

No mesmo menu "Tools", também existe uma opção chamada "Hyperfocal distance
calculator".

Se você é um usuário mais avançado e sabe como funciona a Distância Hiperfocal,


esta calculadora embutida pode ser muito útil para esta finalidade.

194
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

No menu "File", você tem acesso à opção "Preferences" (preferências do programa).

Lá você pode ajustar algumas preferências, como "Language" (idioma - infelizmente


ainda não há tradução para o Português), "Fast preview time" (tempo de
visualização da foto rápida de amostra), "Image review" (tempo de visualização da
foto em tamanho total), entre várias outras.

LIMITAÇÕES DA VERSÃO GRATUITA

Durante 30 dias - o período de avaliação -, o Helicon Remote mantém as sua


funcionalidades completas. Passado este período, o programa se torna limitado
("LIMITED FUNCTIONALITY"), podendo fotografar usando ele somente na pior qualidade
disponível na câmera (JPEG Basic Small, no meu caso). Ou seja: nada de fotos em
JPEG de alta qualidade, e muito menos em RAW.

Sabendo disso, se gostou do Helicon Remote e quer continuar utilizando-o, você tem
duas opções: se conformar com a qualidade de imagem ruim, ou comprar uma licença
do programa, para reativar a funcionalidade de fotografar em RAW e JPEG de alta
qualidade.

195
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

COMO COMPRAR UMA LICENÇA

Para comprar uma licença do Helicon Remote, clique aqui. Atualmente, existem 3
opções:

 Para Android - Licença Ilimitada: U$ 48


 Para Android - Licença Ilimitada (Usuários Helicon Focus Pro): U$ 40
 Para Windows, Mac e Android - Licença Ilimitada: U$ 75

É possível pagar diretamente com um cartão de crédito internacional, pela


plataforma de pagamento SWREG utilizado pela Helicon, ou via PayPal. Mesmo você
não tendo um cartão de crédito, seja ele internacional ou não, é possível utilizar
um cartão pré-pago virtual no PayPal e colocar créditos nele, pagando em reais via
Boleto Bancário.

CONCLUSÃO

O Helicon Remote possui todos os recursos básicos necessários para operar uma
câmera DSLR remotamente sem limitações, além de diversas funções únicas
extremamente úteis, como o Bracketing de Foco e Exposição, o recurso Time-lapse,
as calculadoras de Profundidade de Campo e Distância Hiperfocal, entre outras.

Além disso, ele oferece uma ótima compatibilidade, estando disponível para as
plataformas Windows, Mac OS e Android. Todos estes fatores tornam o Helicon
Remote, se não o melhor, um dos melhores programas do tipo controle remoto para
DSLR. Parabéns aos desenvolvedores!

Dicas Diversas - Como Fazer Boas Fotos Macro com Lente Invertida
Atendendo a alguns pedidos, estou quebrando um pouco a rotina de postagens somente
com aulas numeradas. Para isso, estou criando o novo formato "Dicas Diversas",
onde eventualmente postarei aulas ou vídeo aulas que não tenham necessariamente um
contexto cronológico, em relação as aulas do módulo que estamos atualmente.

Este novo formato não afeta em nada a continuidade cronológica das aulas
pertencentes aos módulos, sendo estas dicas apenas conteúdo extra para o blog. Ou
seja, as aulas continuarão como sempre daqui para frente.

Para visualizar melhor, assista ao vídeo em tela cheia, na qualidade HD 1080p.

https://www.youtube.com/watch?v=1EMfQrjYoKQ

Dicas Diversas - Unboxing e Review da Câmera Fujifilm FinePix SL300


Unindo o útil ao agradável, fiz este vídeo no meu cenário de produções, onde vou
gravar o novo curso pago com videoaulas, já mencionado anteriormente. Caso ainda
não tenha lido a postagem falando sobre isso, confira os detalhes AQUI.

196
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Aproveitando que precisei comprar uma câmera Superzoom (principalmente para dar
dicas e fazer algumas comparações nas videoaulas), resolvi gravar este vídeo, onde
faço o Unboxing e Review da câmera Fujifilm FinePix SL300.

Para poder desfrutar da máxima qualidade oferecida no vídeo, assista-o em tela


cheia, na qualidade HD 1080p.

https://www.youtube.com/watch?v=harEDrgIuqo

Gostaria que vocês me dessem um retorno, comentado aqui como está a qualidade
geral da produção, pois o novo curso pago com videoaulas, será produzido da mesma
maneira. Sugestões e críticas são bem vindas, desde que sejam estritamente
construtivas, visando uma real melhoria na qualidade final.

Dicas Diversas - Unboxing e Review do Flash Nikon Speedlight SB-910


O Unboxing e Review de hoje é do flash Nikon Speedlight SB-910. Pra quem usa
Nikon, assim como eu, ele é sem dúvidas, a melhor opção de flash externo. Confira!

Para poder desfrutar da máxima qualidade oferecida no vídeo, assista-o em tela


cheia, na qualidade HD 1080p.

https://www.youtube.com/watch?v=qzip0eYT0JY

Dicas Diversas - Review da Mochila Case Logic TBC-310 - Por Rafael


Reis

https://www.youtube.com/watch?v=4Lbs3-IEMR0

Dicas Diversas - Unboxing da Lente Nikon AF-S Nikkor 50mm f/1.8G


O Unboxing de hoje é da lente Nikon AF-S Nikkor 50mm f/1.8G. Na minha opinião, é a
melhor "cinquentinha" atual da Nikon. Confira!

Para poder desfrutar da máxima qualidade oferecida no vídeo, assista-o em tela


cheia, na qualidade HD 1080p.

https://www.youtube.com/watch?v=XyEzDYs0hTE

Perdão, mas desta vez fico devendo a parte do Review que costumo fazer em vídeos
do gênero. Com o calor que está nesta época, principalmente dentro do meu local de
gravação, que é quente como o inferno, não estou conseguindo fazer vídeos muito
longos e elaborados.

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Dicas Diversas - Review Comparativo - Nikon AF 50mm f/1.4D VS Nikon


AF-S 50mm f/1.8G

No vídeo de hoje, trago uma comparação lado a lado entre duas ótimas lentes 50mm
da Nikon: a AF f/1.4D e a AF-S f/1.8G. Confira!

Para poder desfrutar da máxima qualidade oferecida no vídeo, assista-o em tela


cheia, na qualidade HD 1080p.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=jGsZAtx7CnA

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

Dicas Diversas - Unboxing da Câmera Samsung Smart Camera WB250F

O Unboxing de hoje é da câmera Samsung Smart Camera WB250F. É uma Compacta com
ótimo custo-benefício. Ela possui ajustes manuais de exposição e vários outros
recursos bacanas. Confira!

Para poder desfrutar da máxima qualidade oferecida no vídeo, assista-o em tela


cheia, na qualidade HD 1080p.

https://www.youtube.com/watch?v=mqj_f8C7PHo

Perdão novamente, mas desta vez eu também fico devendo a parte do Review que
costumo fazer em vídeos do gênero. Como eu já disse em uma postagem anterior, com
o calor que está nesta época, principalmente dentro do meu local de gravação, que
é quente como o inferno, não estou conseguindo fazer vídeos muito longos e
elaborados.

Mas para compensar, deixo aqui as especificações detalhadas desta câmera.

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Unboxing e Review da Câmera Samsung NX3000

O Unboxing e Review de hoje é da câmera Samsung NX3000.

Para poder desfrutar da máxima qualidade oferecida no vídeo, assista-o em tela


cheia, na qualidade HD 1080p.

Vamos agora ao review mais completo.

INTRODUÇÃO

A Samsung NX3000 é uma câmera do tipo Mirrorless de Entrada com Lente


Intercambiável. Diferente das câmeras DSLR, as Mirrorless não têm espelhos - que
fazem com que a imagem captada pela lente seja refletida diretamente até o visor
ocular óptico, sem nenhum intermediário digital.

Por conta disso, temos a desvantagem de não poder enxergar "através da lente" em
tempo real, diretamente com os olhos. Mas por outro lado, a ausência dos espelhos
cria a possibilidade de produzir câmeras mais baratas, mais leves e bem menores -
o que, diga-se de passagem, são tremendas vantagens em muitos casos!

Por não terem um visor óptico, a imagem captada pelas lentes das Mirrorless é
enviada diretamente para o sensor, e é exibida (quase) em tempo real no visor de
LCD. Para quem já está acostumado a fotografar com DSLR praticamente usando só o
visor óptico, como eu, pode ser um pouco difícil para reacostumar a fotografar
usando o visor LCD, mas nada de outro mundo. É tudo questão de tempo.

A Samsung NX3000 tem 20 Megapixels de resolução e possui um sensor CMOS do


tipo APS-C, de 23,5mm de largura por 15,7mm de altura. Seu Fator de Corte é
aproximadamente 1,54x. Ela fotografa em RAW (.SRW) e JPEG, nas dimensões máximas
de 5472 x 3648, em proporção 3:2 - padrão nas câmeras intermediárias e avançadas -
, com uma taxa máxima de 5 fotos por segundo.

A NX3000 grava vídeos em Full HD 1920 x 1080 a 30 FPS com som estéreo, porém não
possui entrada para microfone externo. Também possui uma tela de LCD móvel - que
gira até 180º -, ótima para "selfies", para fotografar em ângulos complicados e
para gravar vídeos de si mesmo (vlogs, por exemplo). Em resumo, é uma câmera
pequena, leve, versátil e barata, mas ao mesmo tempo muito poderosa!

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DESIGN E ERGONOMIA

A Samsung NX3000 é fabricada em 3 cores diferentes: branca com detalhes em prata,


preta com detalhes em prata e marrom com detalhes em prata. No Brasil, no entanto,
é bastante difícil achá-la à venda na cor marrom com detalhes em prata. Seu design
é uma combinação entre o retrô - com o seu revestimento que imita o couro - e o
moderno, com seus detalhes em prata. A pegada é muito boa e macia. O revestimento
rugoso melhora a aderência das mãos ao corpo da câmera, deixando a pegada mais
firme e segura. Mesmo eu, que tenho mãos grandes, não senti muita dificuldade para
segurá-la com duas mãos - quase da mesma maneira que seguro a minha DSLR.

CONECTIVIDADE E COMPARTILHAMENTO

Conectividade sem fio é um dos pontos fortes desta câmera. Possuindo Wi-Fi e NFC
embutidos, além de um função Wi-Fi exclusiva no disco de modos e um botão Mobile
dedicado, existem diversas possibilidades de compartilhamento mútuo entre vários
dispositivos diferentes, como smartphones, tablets, outras câmeras, computadores e
notebooks, smart TVs, consoles, etc.

Através do Wi-Fi, por exemplo, é possível fazer um backup das fotos contidas no
cartão de memória para o computador, smartphone ou tablet. Já através do NFC, é
possível, por exemplo, com o recurso o Photo Beam, transferir fotos feitas com a
NX3000 para os smartphones de até 4 amigos diferentes ao mesmo tempo. Também é
possível criar um servidor de multimídia DLNA na própria câmera, podendo este ser
acessado, por exemplo, através de uma Smart TV. Muito útil para poder ver
diretamente em uma tela grande as fotos e os vídeos feitos na câmera, sem a
necessidade de ter um enorme cabo HDMI espalhado pela sala. Com o recurso NFC
ativado em um smartphone ou tablet compatível, basta aproximá-lo da antena com a
etiqueta NFC da NX3000 por alguns segundos, que a câmera já ativa automaticamente
uma função pré-programada no menu da mesma, como o compartilhamento automático das
fotos.

Como recursos sem fio, a NX3000 oferece:

 Mobile Link: Serve para transferir as fotos da câmera para um smartphone ou


tablet, via Wi-Fi Direct (não necessita de uma rede externa com um
roteador).
 Remote Viewfinder: Espelha a tela da câmera no smartphone ou tablet, também
via Wi-Fi Direct, podendo controlar diversas funções através de um
aplicativo (nos modos P, S, A, M e Automático), como abertura, velocidade,
ISO, foco, e até zoom, se a câmera estiver com uma lente Power Zoom (PZ)
compatível.
 Group Share: Este recurso serve para compartilhar as fotos e vídeos feitos
na câmera com smartphones e tablets de até 4 amigos diferentes.
 Home Monitor+: Função que serve como uma espécie de babá eletrônica, para
monitorar um bebê. A NX3000 se transforma em uma câmera de segurança com
detector de som. Além de poder visualizar remotamente o que a câmera
captura através de um aplicativo no seu smartphone ou tablet, se um nível
sonoro acima do programado for detectado pelos microfones da câmera, um
aviso sonoro é enviado.
 Samsung Link: Cria um servidor de multimídia DLNA para compartilhar as
fotos e os vídeos feitos na câmera, por exemplo, com uma smart TV.

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Curso de Fotografia Básica e Intermediária

 Backup Automático: Faz uma cópia das fotos e vídeos contidos no cartão de
memória, via Wi-Fi, para o computador ou notebook.
 Auto Share: Faz com que todas as fotos, imediatamente após tiradas, sejam
copiadas para o seu smartphone ou tablet (também permanecem no cartão de
memória).

QUALIDADE DE IMAGEM
A Samsung NX3000 tem um excelente desempenho no quesito qualidade de imagem,
preservando uma boa nitidez e bastante contraste, mesmo em ISO bem alto. As
imagens se mantiveram, em minha opinião, perfeitamente utilizáveis até ISO 6400.
Confira os resultados abaixo. Clique nas imagens respectivas a cada ISO para
visualizá-las em tamanho 100%.

ISO 100

ISO 200

ISO 400

203
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

ISO 800

ISO 1600

ISO 3200

204
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

ISO 6400

ISO 12800

ISO 25600

205
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Não se esqueça de mandar um agradecimento especial para o meu filho por ajudar
neste teste, tendo me emprestado seus inseparáveis bichinhos de pelúcia da Peppa
Pig e do George Pig para servirem como meus modelos, hehe!

PRÓS E CONTRAS

PRÓS

 O custo-benefício. A Samsung NX3000 pode ser considerada uma câmera muito


barata. Pela qualidade de imagem que oferece, em conjunto com seus recursos
adicionais, atualmente não há nenhuma outra competidora à altura no
mercado.
 O custo das lentes. Boa parte das lentes do sistema NX custam menos de R$
1.000, mesmo as fixas com maiores aberturas, como a 16mm f/2.4, a 20mm
f/2.8, a 30mm f/2 e a 45mm f/1.8 (além de serem também bastante leves e
pequenas).
 Adobe Lightroom 5 em DVD, em versão completa, incluso no kit da NX3000. Só
uma licença individual pro Lightroom já tem um custo considerável. Um belo
presente da Samsung!
 Assistência de foco manual. Quando vai se fazer o foco manualmente, a
imagem é ampliada digitalmente 5 ou 8 vezes (configurável, podendo também
ser desativado), facilitando MUITO para conseguir um ajuste fino
extremamente preciso.
 Funções HDR e Foto Panorâmica já inclusas na própria câmera. É possível
criar fotos em HDR e panorâmicas também na pós-produção (seguindo os
procedimentos básicos para isso, claro), mas é sempre bom já ter estas
funções inclusas na câmera para quando queremos mais praticidade e rapidez.
Nossa preguiça agradece, hehehe!
 Várias possibilidades de customização. Você pode configurar o que aparece
no visor LCD, quais serão as funções do botão i-Function da lente, qual
será a função do botão Apagar no modo de disparo, entre várias outras
coisas. Para quem gosta de deixar as coisas do seu jeito, é muito bom poder
ajustar estes tipos de configurações.

206
Curso de Fotografia Básica e Intermediária

 Visor LCD dobrável. Não curto muito fazer "selfies", mas sei que muita
gente gosta, então este recurso pode ser útil para isso. No modo auto-foto,
a câmera tem outros recursos interessantes também, como disparo automático
por piscada ou sorriso e embelezamento automático de pele. Para mim, acho o
visor dobrável mais útil para fazer fotos de ângulos complicados e
videoaulas.
 Vídeos. Apesar de não ter entrada para microfone externo - algo que pode
ser compensado gravando o áudio separado e juntando depois na edição -, a
câmera não deixa nada a desejar também nos recursos de vídeo. Além de
gravar em Full HD a 30 FPS, é possível configurar a exposição do vídeo
manualmente (algo pouco comum em câmeras tão baratas). Outro recurso
interessante é o ajuste da velocidade do vídeo, podendo se escolher as
opções: 0.25x (4x mais lento que o normal, para câmera super lenta -
disponível apenas na resolução VGA ou inferior), 1x (velocidade normal),
5x, 10x e 20x. Muito útil para fazer vídeos no estilo Time Lapse sem
precisar editar depois!

Contras

 Usa cartão de memória Micro SD, ao invés de SD comum. Cartões Micro SD são
menores e mais frágeis, além de ser mais fácil perdê-los por aí. Por um
lado, pode ser um ponto positivo, visto que os Micro SD geralmente são mais
baratos. Mas por outro, também tendem a possuir velocidades de leitura e
gravação inferiores em relação aos padrões dos cartões SD comuns.
 Foco automático somente por detecção de contraste. Em algumas situações de
iluminação mais crítica, o sistema de foco automático por detecção de fase
(como nas DSLR, usando o visor óptico) faz um pouco de falta. Mas não chega
a ser um contra tão pesado, já que o foco automático quase sempre acerta
logo. E mesmo quando não acerta, é possível corrigi-lo precisamente através
do ótimo sistema de foco manual.
 A disponibilidade de lentes e acessórios para a câmera no Brasil. Dá pra
contar nos dedos a quantidade de lojas conhecidas que vendem lentes e
acessórios para câmeras do sistema Samsung NX. Mesmo nos mercados
paralelos, como o Mercado Livre, a disponibilidade é baixíssima, se
comparada à de marcas mais populares, como Nikon, Canon e Sony.
 Não é possível fotografar se a câmera não detectar uma lente montada nela.
Talvez isso seja um sistema de proteção da Samsung para evitar descuidos
propositais ou acidentais com o sensor e os mecanismos internos, o que eu
não tiro a razão. Porém, para usuários mais avançados, ou mesmo iniciantes
curiosos, que gostam de usar as famosas "gambiarras", como a lente
invertida para fazer fotos Macro, pode ser um ponto negativo. Mas nada que
um anel adaptador não resolva!

ESPECIFICAÇÕES DETALHADAS

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Samsung NX3000

Informações Básicas

Valor médio no Brasil R$ 1.200 (kit com lente 20-50mm e flash)

Ano de lançamento 2014

Tipo de Corpo

Tipo de corpo Mirrorless

Obturador de plano focal com movimento


Tipo de obturador
vertical controlado eletronicamente

Cortinas do obturador 1ª cortina mecânica e 2ª cortina eletrônica

Sensor

Resolução máxima 5472 x 3648 (20 MP em 3:2)

• 3888 x 2592 (10,1 MP em 3:2)


• 2976 x 1984 (5,9 MP em 3:2)
• 1728 x 1152 (2 MP em 3:2)
• 5472 x 3080 (16,9 MP em 16:9)
• 3712 x 2088 (7,8 MP em 16:9)
Outras resoluções disponíveis • 2944 x 1656 (4,9 MP em 16:9)
• 1920 x 1080 (2,1 MP em 16:9)
• 3648 x 3648 (13,3 MP em 1:1)
• 2640 x 2640 (7 MP em 1:1)
• 2000 x 2000 (4 MP em 1:1)
• 1024 x 1024 (1,1 MP em 1:1)

Aspecto de imagem 3:2, 16:9 e 1:1

Pixels efetivos 20 Megapixels

Fotodetectores do sensor 22 Megapixels

Tamanho do sensor APS-C (23,5mm x 15,7mm)

Tipo do sensor CMOS

Processador DRIMe IV

Espaço de cor sRGB e Adobe RGB

Matriz de filtro de cor RGBG (Filtro de cores primárias)

Imagem

ISO
Automático ou 100-25600 (em incrementos de

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1 EV ou 1/3 EV, configurável pelo usuário)

Predefinições de balanço de brancos 9

Balanço de brancos personalizado Sim

Estabilização de imagem Não (apenas com lentes OIS compatíveis)

Formato sem compressão RAW

Qualidade de imagem JPEG Super fino, fino e normal

Formato de arquivo JPEG (.JPG) e RAW (.SRW)

Óptica e Foco

• Detecção de contraste (sensor)


• Multi área
• Central
• Ponto único seletivo
Foco automático • Rastreamento de foco
• Simples
• Contínuo
• Detecção de face
• Visualização ao vivo (Live view)

Luz auxiliar de foco automático Sim

Número de pontos de foco 21 a 35 (depende do modo utilizado)

Foco manual Sim

Zoom digital Não

Montagem de lente Samsung NX

Multiplicador de distância focal 1,54x

Tela/Visor Ocular

Tela Inclinável

Tamanho da tela 3"

Resolução da tela 460.800 Pixels

Tela de toque Não

Tipo de tela TFT LCD

Visualização ao vivo (Live view) Sim

Visor ocular Não

Características de Fotografia

Velocidade de obturador mínima 30 segundos

Velocidade de obturador máxima 1/4000 de segundo

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Modos de exposição semiautomáticos P, S e A

Modo de exposição manual Sim (M)

Modos de cena Sim

Flash incorporado Não (flash externo incluso)

Velocidade de sincronismo do flash 1/180

Sapata para flash externo Sim

Disparo contínuo 5 fotos por segundo (10, 15 e 30 em 5 MP)

Temporizador automático 2-30 segundos, em incrementos de 1 segundo

• Multi
Modos de medição • Centralizada
• Pontual

Sistema de medição de exposição TTL com segmento de 221 blocos (17 x 13)

Faixa de medição 0 a 18 EV em ISO 100, com lente 30mm f/2

Compensação de exposição ±3 (em passos de 1/3 EV)

Variação de exposição (Bracketing) ±3 (3 fotos, em passos de 1/3 EV)

Variação de balanço de brancos (Bracketing) Sim

Características de Vídeo

• 1920 x 1080 (30 fps/6 fps/3 fps/1,5 fps)


• 1280 x 720 (30 fps/6 fps/3 fps/1,5 fps)
Resoluções • 640 x 480 (120 fps/30 fps/6 fps/3 fps/1,5
fps)
• 320 x 240 (120 fps/30 fps/6 fps/3 fps/1,5 fps)

Formato de arquivo MP4

Codificação de vídeo H.264

Codificação de áudio AAC

Tempo máximo de gravação contínua 20 minutos

Microfone Estéreo

Alto-falante Mono

Armazenamento

Cartões de memória suportados Micro SD/Micro SDHC/Micro SDXC UHS-1

Conectividade

USB USB 2.0 (480 Mbps)

HDMI Sim (Micro HDMI)

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Entrada para microfone externo Não

Entrada para fone de ouvido Não

Wi-Fi Sim (embutido)

Detalhes da conectividade sem fio 802.11 b/g/n

NFC Sim (embutido)

Controle remoto Sim (via smartphone ou tablet)

Parte Física

Selagem contra intempéries Não

Alimentação Bateria

Tipo de bateria Bateria B740 recarregável de íons de lítio

Duração da bateria (padrão CIPA) 370 fotos (185 minutos)

Peso 230g (sem lente e bateria)

Dimensões 117mm (L) x 66mm (A) x 39mm (P)

Temperatura de operação 0 a 40ºC, com unidade de 5 a 85%

Outros Recursos

Sensor de orientação Sim

GPS Não

CONCLUSÃO

A Samsung NX3000 é, sem dúvida, uma câmera incrível. Seu custo-benefício,


atualmente, é inigualável. Sua qualidade de imagem é excelente. É leve, pequena,
bonita e tem uma pegada muito boa. Fora os pequenos contras - que para alguns
usuários pode nem importar tanto - só tenho a falar bem desta câmera.

Super indico ela, tanto para iniciantes que querem uma câmera versátil e com ótima
qualidade de imagem sem gastar muito, quanto para os mais avançados que procuram
uma opção de câmera leve, pequena e barata, sem comprometer a qualidade de imagem.

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