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MAIS UM TRIUMPHO Catholicismo sobre o Protestantismo™ roe DISCUSSAO PUBLICA Havida em Santa Missto de Garauhuns, entre 0 Missionario Capuchinho FREI CELESTINO DE PEDAVOLI EO SR. DR. MEDICO GEORGE BUTLER Ministro Evangelico no Estade de Pernambuco Enratis, mesclentes Schipturas, neque virtutem avs; ue coahooundetas Tie: cripturas, nem 0 poder de Deus. (MATH, CAP, XIIL, V. 29.) PHRNAMSUCO Empreza d’A Provisers, rua 15 de Novembro ns. 49 ¢ 51 ¢ caes da Regeneracio ns. 42, de 44 4 = 1898 Prong o Quando, em meiado de Outubro de 1895 fui, em compa- nhia do meu digno Superior e Prefeito Frei Caetano de Mossina, dar_wma_santa_missio na cidade de Garanhuns,_ achei_alli_o iustrado Doutor Medico, jorge Butler, ministro da nova seita evangelica, nimidamente empenhado ‘na tarefa ingloria e aaecrana de installar no meio Re uelle “porto simples _e ignorante, pore catholico, apostolico, ro- mano, o sua impia @ reprovada seita. Ke a Abriu-se a misséo: 0 povo fiel, magoado ¢ ferido, no ¢ pelos doestos, erros. blasphemias e heresi: tod sorte, que este Sr. ministro nao cessava © catholicismo, affluin em massas enormes, para ouvir a de- fesa de suas crencas-e desaggravar-se das affrontas, que acabaya de receber. 4 Filho da Santa Madre Igreja Catholica, ministro, si bem que indigno, da mesma e missionario apostolico, nio podia eu, e nem devia deixar impune a mao sacrilega, que assim a esbofeteava nos seus augustos dogmas e em sua pura moral. Vi-me, portanto, na estricta obrigag&o-de op- por a essa divulgacao perniciosa de e: prompta_e oppor- tuna defesa da verdade, publica e injustamehte ul! di pelo referido ministro evangelico. oh Tenho, durante _os- primeiros oito dias, evangelisado aquélle povo de Christo, batendo o protestantismo e confir- tnando os principios catholicos. visto como o Sr. Dr. Butler ousou, na mesma cir cia e localidade, erguer ‘Um contra altar aos missionarios onecia as procurando_ ‘distrahir a attencao dos catholicos com pred li 8s e funccdes _protestantés, até nas mesmas horas da Santa Missao, 0 con- ‘Videi e provoquei para uma discussio, privada ou publica, _como e aonde elle quizesse, Hesitou a principio esse ministro em acceitar e levan- tar cavalheirosamente esta Tuva de repto ; mas OS seus brios estavam ja compromettidos ; nao podia elle mais recuar ow fugis ; era necessario ceder 4 forga das circumstancias, cedeu. A lucta, pois, travou-se no terreno da legalidade, peran- te nobres ¢ intelligentes testemunhas de ambas as partes © im_povo de quasi £000 pessoas. O presente opusculo vem patentear mais una vez ao respeitayel publico a origem, a marcha eegindaa ‘essa discussdo e o resultado da mesma. ue_motivou_o_apparecimento destes meus artigos, em folhetos, foram as numerosas é repetidas instancias que, desde que appareceram nas _colummas d’A Provixcia, me teem feito de avers Estados da Republica amigos e per- ‘onagens de alta consideragdo, a quem n&o era possivel “desattender, Nao foi sé ao Sr. Dr. Butler que me tocou bater n’esta religiosa polemica: um tal Juventino Marinho, erguendo- se tambem elle em ministro, ou cousa que valha, da mesma seita, e dando uma tristissima cépia da sua crassa ignoran- cia em materia de religidio, abalancou-se, em ma hora, po- rém, a tergar armas commigo e atirou-se sobre mim com 0 bolorento : Ensaio Dogmatico sobre a confissio, do celebre apostata L. pr Saxctis. ¢ Dei tambem a este senhor conveniente resposta; casti- guei-lhe a petulancia, e recolheu-se, derrotado, esmagado, envergonhado, ao silencio. Pareceu-me conveniente juntar a esse opusculo por appendice, no fim, tres artigos, sob a epigraphe Fr. CELEs- TINO BO SR. BUTLER, e assignados por wit advogado que no Jornal do Recife publicou, de Janeiro a Margo de 1896. .E remato com um primoroso artigo, devido 4 penna brilhante e 4 bondade extrema do distinctissimo litterato e esclarecido escriptor fuminense, o Illm. Sr. Dr. Julio Cezar de Moraes Carneiro, intitulado: 0 QUE £ 0 FRADE CaPU- CHINHO. Escusado seré dizer que, destituido de todo o merito lit- terario, este meu humilde trabalho visa tio somente espalhar e firmar mais uma vez por entre 0 povo catholico a = @ce- Teste doutrina da Egreja, por mim bebida em fontes putas, taes como: a Biblia Sagrada, profundos theologos catholi- cos, e doutores protestantes de maior nota _Seja,_porém, qual for_o merito d’este opusculo, estou plenamente convicto de que os meus leitores acharao_nelle tantas e tao incontestaveis provas das principaes’ verdades ‘controversas € contestadas pelo Sr. Dr. Butler na alladiad: iscussAo, que, nao podendo resistir 4 forga da evidencia, ex clamara Na VERDADE, 0 PROTESTANTISMO E A MAIS VIL EB REPELLENTE [NPOSTURA: A BIBLIA DOS SEUS ADEPTOS E ES- SENCIALMENTE FALSA ! Recife, 17 de Setembro de 1S98. Fret CeLestixo pe Pepavou, Missionario Capuchinho. SANTA MISSAO EM GARANHUNS Fiel aos principios da Egreja Romana, é com 0 coragao cheio de jubilo que encarrego-me de narrar, em synthese, 0 resultado de uma conferencia religiosa que teve lugar hon- tem, nesta cidade entre dois campeées de cultos differentes, De uma parte, o illustrado e primoroso pregador Frei Gelestino de Pedavoli, pela Egreja Romana, e de outra parte, o Dr. Butler, ministro Sr anyelieeny que aqui tem pre- tendido fundar e diffundir a religido que professa. . Desde a chegada dos illustres missionarios capuchinhos Frei Caetano cde Messina, Prefeito da Penha e Frei Celes- tino, encarregados da santa missio, comecou a affluir a esta cidade enorme multidao de fieis que pressurosos yém ouvir dos levitas do Senhor a palavra da verdade, inspirada na fé que transporta os montes. Diante dessa numerosa massa de povo, comegou 0 exi- mio pregador, Frei Celestino, a atacar vigorosamente do Buipite a seita protestante, e, abrazado em santo zelo pela verdadeira doutrina de Jesus Christo, convidou diversas yezes, em seus sermées, ao ministro evangelista e seus pro- selytos para uma conferencia particular, onde se discutis- sem os pontos capitaes sobre que assenta o protestantismo as suas bases. A luva estava atirada e era forgoso ao ministro protes- tante acceitar o repto. Embora se escusasse, em principio, allegando motivos frivolos, cedeu 4 forga das circumstancias, e 4s 11 horas da manha de hontem fol iniciada a conferencia, em presenca do aus ha de mais selecto nesta cidade no mundo das lettras. ecordo-me de vér reunidos no consistorio da Egreja Matriz de Santo Antonio, o Prefeito da Penha Frei Castano de Messina, o Vigario da freguezia Padre Pedro P. de Bar- ros Bezerra, o Juiz de Direito Dr. Nilo de Miranda, Drs. An- tonio Peixoto e Hildeberto Guimaraes, 0 Director do Colle- io Accioly, Professores Manoel Clemente e Manoel Jardim, harmaceuticos J. Sampaio e A. Correia, o Delegado de Policia ,, Monte Bello, Capitao José Lourengo, B. Dourado, representantes do commercio, ete, diversos membros da ioe ee além dos dois campedes do torneio re- ios0. Disuleeaa a noticia, comecoua affluir ao templo im- mensa multidéo, tirando assim o caracter particular da con- ferencia, ——-A-torrente n&o-encontrava dique, ¢irrompendo por-to=- = es dos os lados enchia litteralmente a nave da Egreja, a sa- christia, os corredores, consistorios e as janellas exteriores, lendo-se em cada semblante a anciedade pelo resultado da discussio. % fie Coube a palavra, em primeiro lugar, ao ministro protes- tante, 0 gual de eiblis om runho, Biaooe raules dogmas 2. rincipios fundamentaes da Kgreja Romana, taes como: ee sacramental, a anere S. Pedro, a visibilidade da Egreja, © agens, 0 purgatorio, 0 stinencia de carne “as “Sex: de perpetua dé Maria. No desenvolvimento désse Tibello, impio para uma as- sembléa de catholicos romanos. facilmente se imaginaré qual foi o grdo da indignagao produzida nos ouvintes, que fa- ziam esforgo supremo para nio quebrantar os principios da tolerancia e da hospitalidade. % Chegando a vez do illustrado pregadon Frei Celestino, usou este da palavra em momento félicissimo, € com amen- talidade vigorosa que Ihe 6 peculiar, empunhou o gladio da verdade e com argumentos robustos, solidos_e convicentes _combateu as he: atacou 6 prot x j 8 “e derruio este que a endiao os _prote: trando clarameénte que Gunica tv e derr : ¢ que aqui preti tantes const ound ter a FE nto é eblia e tio antes . dadeira ra de fe . se somente @ itia, como a ain € quérem rotestantes._ “As razdes allegadas nao podiio ser mais eee aorta numerosas, -e 0 espirito ainda nao obcecado no erro cedia forgosamente 4 logica do argumentador profundo. A defesa do dogma augusto da virgindade perpeina de Maria, foi imponentissima, esteve na altura do assumpto. O illustre advogado da Immaculada Conceicao de Ma- ria, Mae de nosso Redemptor e Senhora do mundo, parecia haurir inspiragao da divina Sabedoria ; etal foi a pujanga da Sua eloquencia que arrebatou da enorme multidao em pes fragorosas Salvas dé palmas’o énthustasticos viv —Catholica Romana, a Maria Immaculada e cos Capuchinhos TTY Assim deu-se por terminada a diseu Foi mais um t: ji 4 ueou Cl nda ssio. 30 de Outubro de 1895, — Win Oatholico, SANTA MISSO BM GARANEONS De yolta de Garanhuns ede Bom (onselho, em 30 de Novembro, onde fui chamado para exercitar os labores apos- tolicos inherentes 4 minha missio, deparei com varios ar- tigos, pro e contra, relativos 4 memoravel discussio reli- iosa que teve commigo o Sr, Dr, Medico George Butler, no cin 29 de Outubro proximo passado, na sala do consistorio da Egreja matriz de Santo Antonio da mesma cidade, ree rante uma nobre assembléa de intelligentes e esclarecidos cavalheiros, testemunhas fidedignas desse acto. O.que mais, porém, prendeu minha attengdo eme causou uma justa indignacaio, foia disfructavel missiva desse se- nhor, datada deS de Novembro,e estampada no conceituado jornal A Provincia, em 15 do dito mez, respondendo inde- corosamente um certo artigo, firmado por wm catholico, o qual, em 30 do mesmo mez, narrara conscienciosa e summa- riamente aquelle facto. O Sr. Butler, ministro protestante, contando por sua vez, ¢ peal modo, a historia, assassinou calculadamente a ver- ade, : MENTEZ, MENTEZ, ensinouem seu riso alvar o triste- mente celebre mestre Voltaire, QU’ 1 RESTE TOUJOURS QUELQUE CHOSE; eo Dr. Butler se mostrou desta vez mui digno e aproveitado discipulo de tal mestre !—Sim, n’esse infeliz communicado o Sr. ministro mentiu vergonhosa- mente 4 facede Deuse dos homens, inverteu maliciosa- mente a orden das idéas, e me tem ludibriado com desfa- gatez indecentissima. Bem quizera eu responder com um silencio cheio de dignidade ds gravissimas injurias e 4s clamorosas injusticas que S. S. me fez nesse seu destampatorio, indigno de um ca- valheiro que preze sua honra e dignidade. ‘Nao. costumo descer da cadeira sagrada da verdade, para subir 4 tri- buna da imprensa. Além disto, no ignoro que soffrer ca- lado injurias, baldées, injusticgas, deixando todo o cuidado da defesa A’quelle que disse: (A mim me pertence a vin- ganga ; eu retribuirei,) é 0 alvitre que abragam de preferen- cia, 0s verdadeiros christios, quando a isto nfo se oppée al- gum principio superior de justica ou de caridade. Mas entendo que a qualidade de religioso, missionario, capuchinho, a dignidade ce sacerdote oattiGhion ea honra do ministerio sublime que me foi confiado como um sagrado de- positoe pertence A Egreja, cujo ministro, si bem que in- digno, sou eu, exigem que eu diga algumas palavras de ew es defesa pela imprensa ;"ao mesmo tempo que & caridade obri- ‘a-me a procurar attenuar, quanto Sseja possivel, o escan- aio enorme que essa montirosa correspondencia do Sr. Bulter possa ter produzido entre os catholicos que nao pre- senciaram a mencionada discuss&o. Para isto nao preciso de phrases selectas, de palavras e periodos castigos @ elegantes ; basta-me aquella phrase es- coteira que vae direita ao facto, sem se importar com os floreios fascinantes e as farandulagens rhetoricas que nada adiantam n’uma questio de principios como esta. . A primeira falta de verdade do Dr. Butler n’esse atti- guete foi em affirmar com 0 maior desplante que « foi obri- gadoa fallar primeiro ) isto é:a tomar a offensiva ; € qu 0 ponto da discussao foi lembrado na occasiao pelo Dr. Nilo de Miranda. > _ - Saiba, porém, o publico illustrado que n’essa occasiao foidada ao mesmo ministro protestante a op¢ao, ou plena liberdade dle escolher entre a defensiva ea offensiva ; e elle optou por esta e nao py aquella livremente, sem ser obri- Gade por ninguer. ffenden ! Offendeu cruelmente!... o mesmo Senhor teria coragem de negar que ap- pareceu nasala da discussio carregando comsigo duas bi- Dlias, uma verdadeira,—a da Egreja Catholica,—toda ella mareada com signaes de papel, falsa a outra,—a dos protes- tantes,—além de uma longa série de apontamentos seus es- criptos, em cuja leitura e citando, a tortoe a direito, textos bi- blicos, consistio toda a sua argumentagio ? E isso quer dizer que o tal ponto de discussio foi lembrado pelo Sr. Nilo na occasiao ? Com semelhante deslealdade, seniio extrema le- veza, quizeramos empregar a linguagem do silencio. Isto, porém, nado é nada. qSustentei) escreveu singelamente esse cavalheiro ( per- dao Sr. Bulter, affirmei, deveis ter dito; pois que sustentar parece-me que significa 3 provar, denonstirar com argumen- tos solidos alguma these, e vés nao fizestes mais que citar a muzros e bofetées passagens biblicas, violentando-as sacri- lega e horrendamente ; simples assercdes ou proposigces, como vés chamais, naéo supprem provas ). Desculpai-me, porém, esta digressio. . « Sustentei pela Biblia approvada por D. Manoel, arce- bispo da Bahia ) (mas porque nao por aquella approvada pela tei be Victoria e mandada espalhar pela vossa Socieda- biblica de Londres ?... porque nao espalhaes por entre o nosso povo essa mesma Biblia, do Sr. Arcebispo da Bahia, que julgaes ser a verdadeira, esima ¥ falsa, despedagada, mutilada ?-Cuidado Sr. Ministro Butler !...) —9— i:1.° que nenhum homem podia_perdoar_os_ ipdaenbe tos seus Raneiiento, porque todos sem excepcao siio peceadores, Rom. TIL: 10-12 ; 2.° gue os jejuns da egreja romana sio signaes de apostasias, Tim. IV: 1-4; 3.° que muitas das tradicgdes dos padres sio condemnadas, col. IT : 3; 4.° que S, Pedro era fallivel, porque foi re rehendido por S. Paulo, Gal. II: 11;.5.° que o proprio 8. Pedro disse que Christo era a unica cabega cla Egreja, Act, TV:_10-12; 6.° que_ Thiago, Vi: 16, ensina a confissio auricular dos padres ; e desafiando a Frei Celestino.a mostrar um unico logar em. toda a Biblia onde algum_apostolo tivesse ouvido alguem de. confissio e perdoado os séus peccados, sentei-me. q Chegou avez de Frei Celestino. E quer_o publico saber quaes foram os argumentos « robustos, solidos e con- vincentes ) com que o frade respondeu ds minhas proposi- gdes ? Tome nota o publico e admire. Respondeu : 1.° queo povo selvagem e ignorante, e especialmente as criangas, nao podiam entender as Escripturas... 2.° que para fazermos pro- pager da era preciso termos um wagon para carregar as bi- lias... 3.° a verdadeira regra de nossa £6 nioé e nao péde sera Biblia e téo s6mente a_ Biblia... fugindo calculada- mente em suasrespostas das Escripturas e dizendo dispa- rates... etc., etc., etc. ) De fronte Sreoisa ecom acoragem que meinspiraa verdade, invoco, Sr. Dr. Butler, os vossos sentimentos de honra ¢ de homem de bem ; e sob esza egicle sagrada vos per- gunto: E’ esta a yerdadee todaa verdade? EB’ assim que se escreve a historia dos acontecimentos havidos entre mim e vés em Garanhuns, para o publico illustvado, para o pu- blico principalmente que presencion esses acontecimentos e nos ouvio a ambos na occasido 2... Isso é proprio de cava- Theiros honestos, cortezes e polidos, coma yos inculcaes E nfo vos doeu a consciencia, ¢ nao vos estremeceu o pulso em escreyer essa moxinifada de tantas mentiras, de tantas injustigas, de tantos Iudibrios e tanta confusao de idéas a meu respeito?.,. Ou escrevestes vés certamente para fazer jus perante os protestantes aos creditos, que incontestavel- mente perdestes, de ministro dessa nova setta, nessa para vos fatal conjuntura? Ou entendestes, finalmento, que para triumphar de uma causa séria, como a nossa, basta s6 ames- quinhar os brios dos vossos antagonistas, desvirtuar os seus pensamentos, injurial-os, ridicularisal-os para chamar-lhes 0 odioso? Estaesenganado, Palayra, Sr, Bulter, ea his- toria nio é como vés a escrevestes, a ot E seniio-vejamos, coat com 5 Para derruir de uma_yez pela sua base o protestantismo e dérrotar o_meu adversario, enunciei a these seguinte: A “UNIGA VERDADEIRA REGRA DA Nossa F' O# BNAQ PODE. SER A BIBLIA ETAO SOMENTE_A BIBL IA, Como quérem 08 pro- estantes, ee de demonstral-a, permitti este lemma : 7 A unica verdadeira regrade fé 6 aquella que o Divino Mestre instituio e recommendou a seus discipulos e que estes pURSrAGS em pratica, Ella deve ser UNIVERSAL ; deve ser FACIL, : UNIVERSAL, porque a egreja de Christo é essencialmen’ catholica, abrangendo todos 03 tempos € todos 05 logares. Facit, isto é: apta_para todo o genero de_pessoas, Postos estes principios de razio inconcussos, prosegui a demonstrar minha these deste modo . Em todos os quatro Evangelhos encontramos siquer uma 86 linha, em que Christo recommendasse como regra de_ té a Ieitura da Biblia.” ~ Antes, abrindo o Evangelho de S._Matheus. XXVIII, 19, lemos esta ordem terminante domesmo Divino Senhor a seus Apostolos | t a todas as nacgoes. _Em S$. Marcos, cap. XV. ‘dal mandamento de . Jesus, dizend gaio Evangelho a toda a creati , . cap. 1. $8. Lucas nos refere as mesmas palavras que o Salvador dirigira a seus Apostolos: Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéa, em Samaria oa as eutnen idades da terra, Onde esta, perguntei_ao ministro, a recommendacio paraler a Eble ts ‘A escréver li ~&. Segommenceagee _Si aregra da_nossa fé de. vos firmais, Christo havi de dizera seus Apostolos: «Ide, taia Biblia.) ‘Sim, teria-] escrevei livros; porém nada disto ordenou Jesus. ; fundou a ligido, a sua Bgroja de ¥ pelo ensino oral, por suas virtudes, por suas obras, por seus milagres ; nio recommendou aos Apos- _tolos que escrevessem, ordenow qué pregassem, | ciassem o Eyangello a todas as nagoes, Mas. S$ COMO 03 Apostolos execu de Jesus Christo, . bers _ Tendo sido repletosdo Espirito Santo em o dia auspi- cioso e memorayel do Pentecostes, sahiram os Apostolos do cenaculo, transformados pela graga celeste ; e, longe de irem compér um livro ou cathecismos de fazer um manual ouum TAOS a. Biblia, como sl cat A me i igi | Prégou primei- codigo religioso. comecaram logo a régar, ei- ro & Pedro, como chefe supremo que la Egreja de ~Chiisto, © Se conyerteram TRES MIL_ pessoas, Act. cal HL, 4L; prego segunda vez, & con rerteram:se inda_CIN MTL, Th ; ap. IV, 4. (Nao vos lembrais, Sr. Dr. Butler, do apar- “te que me destes, contestando-meo numero dos recem-conver- tidns & séepela prégacdo de Sto Pedro?!) Ora, como procedeu para com esta multidao de prantes S. 9 Esperou por ventura. que se tivessem escripto Jittos para aggregal-a dfamilia de Christo? Nao. Admoes- tou, tisou, administrou os outros sacramentos, estabele- ceu a Egreja Christa, antes de neared Bvangalhes. raga A Igreja primitiva nasceu, floresceu, estenden-se, - vessou a Palestina. ramifico ela Asia e pela Grecia sem yangelhos, sem Biblia, ae “Lembro-me (e como eu, tambem se lembram o ministro protestante a testemunhas presentes 4 ciscuaens que a diquei a epocha em que appareceu o primeiro livro aposto— lico —O Evangelho ae Ss. 5 Watheus —, que foi is dé vinte anos dé ie 63 Apostolos se éspalharam pelo mundo, regando a doutriva, e toda_a_doutrina de Christo oral- . Notei tambem que nem todos os Apostolos estreve- Tam, como por exemplo, Bartholomeu, André, Philippe, Si- r, Thomé.” Disse que S. tt ATCOS meao, Mathias, Thiago-maio e Sao Lucas nem Apostolos foram, e sim discipulos, este +. de-S- Paulo, aiuelieds 5. Beats > € que todos os Santos es- criptores agiographos escreveram por motivos particulares, uao harendo proposito de fi u oO, um manual, um codigo qiie contivesse toda a doutri Jesus Christo. Joao ultimo dos evangelistas, esc de Christo, quasi no fim do primeiro seculo, para defender a Divindade do mesmo Salvador contra os herisiarchas Cerin- tho e Ebi&o. .E o mesmo, exclamei, nao declara no fim do seu Evangello que niuitas outras cousas fez Jesus, que nao estdo escriptds ?” Cap, XXT, 25. Agora, Seni erguntei, vés que sois illustrados e comprehendeis a forga deste argumento, dizei :_ Sia Biblia e806 a Biblia fosse a unica verdadeira regra de nossa ié, te eu a historia riam 63 Apostolos do_passar quasi a qi un ido _pass sium seculo sem_ qué for massem wm manua mpleto, para da! 8 fieis ? = E’porque 0 nao fizérain 2... aed E, finalisando a demonstracao da primeira parte de mi- nha these, accrescentei: A Igreja de Christo, Senhores, 6 Catholica; a sua dotrina devia ser universal ; Christo en-- —Yiou seus, Apostolos pelo mundo todo ; e elles, obedientes as -~R— i cordens do mesmo. Senhor Deus, levaram_a bda nova do Evangelho a todas as plagas da terra entiio conhecida. Ora, si fosse verdadeira a regra da fé protestante, o que deviam fazer os A postalos ? Deviam Ve er CARE ; Biblia em todas as linguas existentes ; po Gidriam elle palavra_de Deus, ae “Christo. : i ~ "(Tera sido este o topico que cahiu no goto e ficou na me- morta do Sr, Dr, Butler 2... Que ino pied aoe memoria de ministro protestante !... Ninguem diga que elle n@o nos levou a palma do triumpho !... ) E notai ainda, Senhores, que nesses tempos_apostolicos a, yros, traduzindo a_ 6 un= nao ha D nao era ainda conhecida a arte ty spropiins, par ) Biblias aos centenares de milb ~dé exemplares, como fazem os protestantes mod mister fazer copias de proprio punho... ~~ Quantas difficuldades quantos embaracos para os Apostolos, e que milagre assombroso nao deveriamos sup- por si a Biblia, e tao sémente a Biblia, fosse a unica ver- a deira regra da Fé Christa Nao foi a, Sr. Dr. Butler, a-primeira parte da minha these que acabo de fielmente, conscienciosamente, reprodu- zir, e que vos desorientou e derrotou completamente ? Negai-o, si podeis ; desmenti-me si tendes coragem ; indicai ao publico sensato, mais uma vez eu vos desafio, um 86 periodo sequer do que deixo escripto, que eu nao tivesse proferido n’aquella discussao, ‘ Mas, antes de abalangar-vos a esse temeroso commetti- mento, pensai, reflecti seriamente que eve vos nado fallamos a sés, nao discutimos em privado, mas sim perante uma se- lecta assembléa de magistrados integros, de cidaddos hones- tos e distinctos cavalheiros, a nata de Garanhuns, os quaes nao trepidardo, se preciso fOr, em dar testemunho da verdade, _E tudo isto ndo passa para vés de uma embrulhada de « disparates )?! Quem se atreveria a caracterisar os meus. argumentos de solidos, robustos e convincentes ? Niio esti reconhecido publicamente que Fret Celestino em suas respostas fugia calculadamente das Escripturas ?/... 1a b Quando. no campo da discussao calma e arrazoada, a ragos com. © ministro Pepkeata nts Sr. Dr. Butler, propuz-me r_quea Biblia_e 36a Biblia néo_pode Se iica. Lig — yerdadeira_regra da_ne fé assentei que dita regra para ser Yerdadeira_ 6 mister que ella GN AL E FACIL. E tendo narrado escfupul ante ao respeitavel publi- co no artigo precedente os argumentos com que demonstrei a primeira parte, passo agora a narrar com a mesmissima sinceridade como procedi para a demonstragio da segunda parte do meu assumpto. i . Além de universal, disse eu, a regra da verdadeira £6 facil, isto 6, accessivel a todas as condicoes, apta, 9.0 genero dé pessoas. propria, emfim, para as_cri- a omo os adultos, para os sapios como para os. ignorantes, para 0s Ticos como para os pobres._ “Tal 6 8 regra dos protestantes. . De feito, (dirigi-me ao ministro Dr. Butler) vés Sr. mi- nistro nos dizeis : « Léde a Biblia, interpretai a Biblia, cada um como pudér, seguindo as luzes da propria razdo, ena Biblia encontrareis toda a doutrina de Jesus Christo, ea vossa eterna salvagio. » , Mas, ae Sr. siniatro, sen bem : ha por ahi além_muitissima_gente que nao sabe lér,_Ainda hoje em pleno_seculo XIX, no meio d. lendores da civilisac&o moderna, ha um sem numero de analphabetos. Neste pea zi, nad podeis negal-o, dos dez mithées de seus habitantes ja civilisados, nove decimos nao sabem lér. E que diremos dos selvagens ? RibIL dios meninos gue no sabem lér, nem interpretar a iblia ? (Para o Sr. munistro Butler foi este o meu primetro ar- gumento solide, robusto, conyincente ) — selvagens crt- angas, etcl!.., Tome nota o publico e admire !.,. Ninguem diga que elle mentio!) B ana ber estas pessoas, esse numero ingente de pobres’ ¥ Serene sie pobres ignorantes, criancas e nao sabem ler a Biblia, undo a vossa_regra nao_p 7 nhecer a doutrinatde Gh to, nAo podem ser chi: podem salyar-se !!! ie Que regra cruel ! o Que ave caridade protestante ! ,, Polis entao ¥ exclamei : «Ac uuelle Divino Salvador do Mundo que veio eyangelisar aos pobres, Luc. cay aquelle Jesis que tanto_ama é€ acariciava as crian ponto de dizer a seus discipulos éxprobando-0s De & mim OF Pequeninos, @ nao Os en i e 1 Vacels, porque reino_de Deus, Marc. cap, X. 14, havia ie eel ir banquete celesie, do seu reino eterno aos pobres ign aos meninos ?.., ee na te @ Senhores ! A Biblia e tio somente a Biblia n&o é, nfo 6de ser a regra unica verdadeira de fé, estabelecida por Nosso Senhor Jesus Christo. A ¢( Nés, os catholicos, a mos a Biblia, amamos @_ye- neramos a Biblia, mas a lia interpretada, explicada e proposta por uma autoridade viva, por um magisterio.au- thentico, official, infallivel ; néio queremos, antes repellimos, odiamos e detestamos essa Biblia desfigurada, alterada, mu- tilada e interpretada pela razio individual dos protestantes. « een com a Biblia a TRADICGAO, aquella_TRaDIC- la émente por ella, se pode provar, € prova-se dade ¢ integridade dos livros sagra- Com isto escoaram-se os meus 30 minutos, (tempo mui limitado e insufficiente para exhaurir tamanho e tdo mo- mentoso assumpto, mas que acceitei parc nao contrariar ao Sr. ministro, ao qual lembrou na occasidn fazer esse peepee. ta, calculadamente, jd sabe-se..) (sem provar, no dizer do desfructavel Sr. ministro, pelas Escripturas Sagradas que qualquer das proposigdes apresentadas por elle eva falsa, ete |.) Pobre de mim Ego vox clamantis in deserto ! perdi meu tempo, nao é assim, Sr. Butler? Mas entio, nado comprehendestes a forga de minha ar- gumentagio ? Era necessario retorquir uma por uma as vos- sas infundadas propostgdes, tendo-vos eu derruido pela base o proprio fundamento sobre o qual pretendestes fundal-as ? —Qual fora o valente general, que tendo, em campo de batalha, arrasado a mais formidavel fortaleza do inimigo, occupar-se-hia com a destruigaéo das armas nellas existentes, com que se pretendeu feril-o ? Arranquei-vos das maos a espada com que quizestes lou- camente ferir a Egreja Catholica, Apostolicae Romana, a uniza verdadeira Egreja de Jesus Christo; manejei-a como pude contra vés ¢ a vossa uore-setta; tenho-vos d sferido o golpe certeiro e fatal, e pretendicis mais que eu contasse ao publico e desfizesse os botes que desejastes langar contra o yosso adversario, mas que ficaram muito Aquem do yosso almejado alvo? stulta pretengaio ! Fatalissima cegueira |... E tal se mostrou ella em vds, Sr. Ministro, quando (sendo-vos dados mais 10 minutos para responderdes ao frade, ) 03 empregas- tes em offender aindal... e nio em defender-vos, porque ja 0 nao podieis, visto como estaycis alanceado de morte. Aproveitastes, pois, os ultimos 10 angustiosos e ago- = ifm jentos minutos, para dar os ultimos arreganhos e mos- rar 1° que a Bibliado Arcebispo D, Manoel condemna o culto das imagens (e dos Santos tambem ; ) 2.° que ella nao ensina a doutrina do Purgatorio, e outros pontos. Quaes ? Vés manhosamente os calais ( para nao fatigar oleitor ;» eu, porém, vou declinal-os, para scientificar ao publico sensato e intelligente que nao nos ouvio, porque éassaz importante saibam todos assim como o principio, assim tambem o fim de toda a nossa discussio, Voltando, pois, d carga, dissestes mais uma vez que a confissdo dos’ padres nao é de instituigAo divina, porque S, Pedivo n@o absolveu a ninguam!.., Impugnastes levianamente adisciplina da Egreja Catholica sobre a abstinencia da carne nas sextas-feiras do anno, Negastes 0 celibato catholicoe, finalmente, aboccanhas- tes, qual outro Elvidio ou Joviniano, a honra sublime da Excelsa e Immaculada Senhora que apparece nas fronteiras da antiga e novaallianga como o modeld da mulher regene- rada, como a mais fecunda das maes e a mais pura das vir- ens—Mania Min ps Jnsus QUE SE CHAMAO CHRISTO. Sim, ir. Ministro Butler, manchastes por ultimo vossa bocca, afiastes vossa lingua, estendestes vossa mio profana contra aarca Santa do Deus vivo, rebaixando Maria Santissima 4 condigao de uma mulher vulgar, tentando louca e sacrilega- mente arrancar-lhe (la fronte augusta o lyrio candidissimo de sua PERPETUA VIRGINDADE ! Nao 6 exacto ? Nao foi assim, Dr. Butler ? Negai, si podeis, a realidade palpitante destes factos. Porém em ma hora vos tentou o maligno a dar esse passo mui arriscado que vos preparou a queda ea derrota, como daqui a pouco direi ! Couberam tambem a mim 10 minutos para fallar, e em que os empreguei !—Ouga orespeitavel publico mais uma. vez ao veridico justiceiro e impagavel Dr. Butler: « Frei Ce- lestinoem suas respostas fugia calculadamente das Es- cripturas, mas _afinal, depois de ter detrahido muito da Biblia, langa milo della para cital-acomo wm livro infallivel justifica o culto das imagens e dos Santos.) __, Cada palavra deste periodo encerra uma mentira, uma injuria e uma clamorosa injustiga, Sr. Butler. Realmente, nao fugi da Bitiie, nem tio pouco detrahi della demonstrando 4 clara luz meridiana que adita, Biblia ndo ée ndo pde ser a unica verdadeira reqra da féchrista. Lancei mio da mesma, como um livro infallibilissimo, sendo- ella o livro dos livros, o livro uv ‘or excellencia, s6 nas mios da Egreja Catholica, e com ella proyei_em_ 10 minutos; 1.° — 16 — rs: 3,6 argumentando de modo que vos, Sr. Hen e8 er aaidog 2° defendi a Supremacia de§. Pedrd okie ak ial A endo ainstituicdo divina do Sect mento da confissdo,_ci , . SOHO, CAD. Tendoat nav sma! fino text Be elo texto de S. Matliets, cap. XVI; vv. 18 e 19. avers le Fecordar-vos, Sr. Dr. Butler, da pequena questdo sobre a _palavra CEPHAS, nome que Christo prometteu a Simto, di- “zendo-ihe: TU TE CHAMARAS CEPHAS, QUE QUER DIZER PEDRO LO Zi, @ que vos quizestes impugnar) ; 2 Stitt OS Santos pelos textos en. ea. “xXvire endo; £.° Proveia_necessidade das Boss “Osras, Tendo 0 cap... 2 0 Vv, 14 Finalmente, demons- trei, a Virgindade perpetua de Maria. E Zot Jusiouente nesse momento supremo que aprouve 4 mesma Virgem Santissima triumphar Bor meu interme- dio mais uma vez dessa heresia que vos, St, Butler, acaba- veis de assoalhar, si bem que com animo trepidante. Porquanto, convicto profundamente das razdes que eu acabava de expender sobre este assumpto, e tomado do mais vivo enthusiasmo, 0 povo circumstante rompeu n’uma fragorosa salva de palmas, itando perseverantemente e com delirio: Viva 4 Vircem Martal.. Viva A RELiciio CatHoLica |... Vivax 03 MissIoNaRIos CAPUCHINHOS |... Foi precisamente quando deu-se por finda a nossa discus- siio ; e ficando vés nimiamenie apavorado, pensastes que se quizesse fazer-vos mal, e me pedistes : ao menos me garan* tam a vida!... De tudo isto nao vos tereis esquecido ? E que vos respondi eu, Sr. Butler ? N&o temais, disse-vos : (meu proprio sangue ser4 der- ramado antes de se vos arrancar um 86 cabello.) E sobra- gando-vos commigo ¢ com o meu digno superior Frei Cae- tano de Messina, Prefeito da Penha, sahimos juntos da sala da discussdo, e no meio de um povo delirante de justo e santo enthusiasmo vos acompanhamos incolume atéo Cru- zeiro, no largo da Egreja matriz, onde, abragando-nos reci- proca e amistosamente, nos despedimos sem lamentar o me- nor desagradavel incidente, Esta é que é a verdade, a yerdade pura, santa inaltera- vel, € nao temo ser desmentido por ninguem, Entremos agora, me_deveis muito, mui véras de meu coragio, ministro, em ajuste de contas, Vos issimo.;..ceu_vos perdéo de todas as LAr Eu tambem por minha yez vos devo alguma cousa ainda, Devo-vos, e ao respeitavel publico tambem, uma justa satisfagio acerca da unica verdade que dissestes a. meu respeito, Sues na vossa missiva de § de_ Novembro, Thouvestes por bem mencionar_ que, emquanto fallaveis, no- tastes que eu estavr muito vexad zendo-me. taste verdadle + nao nego : estive vexado, benzi-me. Mas usr o publics sensal o saber em que occasido ¢ porque ¢ oe 'Fot quando_o Sr._ministro Butler, fallando contra a confissao Sac! ‘fal, d ie 0 texto de Sa0_ ‘Thiago, re 1,_disse_que_¢ 16 conyessat uns _aos outros os vossos peccados,.. Fdes salvos, nao significa a confissdo auricular da £ reja Catholica ; mas tao _sdmente o perddo mutuo das faltas, das injurias pessoaes. uivalente ao _preceito 2 e os tins aos Outros : foi quando mes no min impugnando a supremacia de §. Pedro. disse_que_as_pala- yras de J¢ us Christe Tu és Pedro, etc.. se dave tender dl : Bu te digo, que tu és Ped: é sobre esta pedrc_ wndamental, que sou eu mesmo, edificarei_a intnha vz, que as Chaves que Christo prometieu € deu a ‘© foram para abrir e fechar nao sei que portas, 14_ em Jerusalém, com referencia aos gentios: (Pedro, disse esse Sr. Dr., abriu e fechon, acadou-se o poder das chav Y que, finalmente, S. Pedro nunca foi constituido por Christo chefe supremo da sua E reja; porque uma vez Th chamara Hie, , gue quer dizer geniciton z ra, perguntou o Dr. Butler com admiravel i dade, pac eee de Fazer chefe ia Dare an Sea mor! (Tibt!... Credo. re- 138@ commigo ). ‘Foi nesta occasiao e por estes motivos que fiquei vexa- do, tive medo e me benzi; pois me pareceu apete solto smmettid nos labios de quem assim fallava. io era to na’ vor = Mas 0 °caso foi que oSr. ministro n’es , o Sr. 82 OCcasi’ ete medo d’aquelle signal |... eo ere senio, porque parou como que assombrado e m: a guntou se eu n&o queria que elle acabasse de fallar 2 ae Mais uma conta séria, grave e i b e e import ajuster, Sr. Dr, Butler. 8 Brie geaaae ’ onegocio d’aquellas bécs obras que vés, ¢ 8 » COM coragem que espanta a ousadia, forcejastes por emprestay nos, mentindo, calumniando, infamando sem rebuco, a my Quem foi que puxou o revolver, parc vos matar de. a Egreja, depois do debate religion eee meu bom i Qual dos empreyados iro teleyin tate om amigo = g' yrapho reteve os telegrammnas a —19— j ue o Sr. Consul americano vos mandava? Em que dia as santas missdes em Garanhus 08 mews devotos (src /) ati- ravam pedras na vossa casa e nas casas dos visinhos? Nao é verdade, Sr. Ministro, que na entrevista ou con- vorsa que tivestes, dias depois do acontecimento, com o Sr. Professor Manoel Antonio Jardim, Gemiteds. estadoal, dis- sestes ao mesmo Senhor que o consul americano mandou perguntar-vos por telegramma, si era exacto que vos qui- zeram assassinar por occasiio da tal discussio, e que irleis responder que nfio era exacto ? Bste facto se deu e nfo podeis contestal-o. 7 Mas entéo quando é que fallastes verdade? Foi nessa occasiiio, ou quand? escrevestes para o publico que alguem ‘pucou o revolver para vos matar DENTRO DA IGRRJA ?! que duas mil pessoas, armadas investiram para matar-vos na PRACA PUBLICA co meio dia/? Foi dentro da Egreja ou na praga publica 2... EB essas duas mil pessoas que investiram armadas para matar-vos, porque n&éo conseguiram esse damnado intento? E a policia local estava muda e quéda, nao mugiu nem tugio em pleno meio dia ?! A Sr. Ministro, lembrai-vos que a imprensa é tribuna uni- versal e veneranda, e nao pelourinho infamante da honra e reputacao alheia, nem praca de ridiculas invengdes e _men- tiradas. Menos prevengio e mais calma, menos orgulho e mais logica, mais prudencia e cavalheirismo na represalia ; tudo ira bem. E a historia das telhas quebradas e das pedras que os taes meus devotos (?) atiraram na casa do Sr. Ministro Bu- tler e nas dos visinhos seré exacta ? Nao ; durante o tempo da santa missio nao houve quem o molestasse nem de leve enemdelonge, A presengaea voz dos missionarios tém sido sempre um freio poderoso € a mais forte garantia da boa ordem em todo 0 logar. : Nao 6 exacto, pois, o que affirma o Sr. Dr. Butler di-- zendo: @Atéavinda dos frades, convidados certamente pelo Vigario, viviamos em perfeita paz). iY mais uma falsidade esta assercdo, porquanto 0 povo de Garanhuns, profundamente catholico, repellio sempre aos protestantes, os quaes principiaram alli a sua propa- ganda vendendo biblias falsas para fora da cidade, ‘Em um sabbado de Maio do anno proximo passado expuzeram- nas 4 venda na feira; no domingo immodiato o povo em massa foi invadir-lhes a casa, rasgou livros ; e elles tiveram de trancar-se no andar superior, da mesma casa, até que a pedido de pessoas gradas, que tambem tinhfo ido, retirou- ions is de ter o chefe David Lopa promettido de embarcar aun companheiros ¢ companheiras para o Recife. Desde entho se abstiveram os protestantes de fazer cul- to, de portas abertas, e de vender livros ¢ biblias falsas na ten Julho, mais ou menos do mesmo anno, foram ape- drejados pelo povo, na casa Arua D, José, quando, acogados or pedras no telhado, foram obrigados a mudar de casa e us rua. ake : F’ falso, pois, que tenham elles vivido em paz até aida dos missionarios, p 7 Estes sao factos reaes, Sr, ministro, so realidades pal- pitantes que vés jainais podereis contestar. Finalisando este artigo, que ja vae longo, vos exhorto, Sr. Ministro, a que n&o queiraes mentir, nem calumniar a ninguem: tudo isto, como sabeis, é uma horrenda iniqui- dade, uma repellente abominag&o, contamina horrivelmente aalma, e escripto est’ no Apocalypse: _« Nao entrar4 nella (a Jerusalém celeste, a casa eterna de Deus ) cousa alguma contaminada, nem quem commetta abominag&o ou men- tira.) cap. XXI, 27. Recife, 6 de Dezembro de 1893, a Frei Celestino de Pedavoli, Missionario Apostolico Ca- puchinho. iO se VECO AS Falsidade da Biblia da Nova-Seita Erratis, nescientes 'Scripturas neque virtutem Det. ‘V6s errais, ndo conhecendo as Escripturas, nem 0 poder de Deus. Math. XXH, 29, bs pore estas as sapientissimas palavras com o que o Di- eee BER ee en oot perguntas estultas e ridiculas is e Sadduceos Ihe fizeram, tentando-o, fir- mades na lei de Moysés (Math. ib). aay ejam tambem estas mesmissimas ti alavras que So es- senem de dico da nossa rude pennae do imo ania, ao des- eh ns arena da discussdo calmae arrazoada da imprensa, pate de nmos uma resposta CABAL, CLARA E CATHEGORIRA A$ none Perguntas € 8s ridiculas objeccdes que, quaes mo- 0s phariseos, herodianos ou sadduceos, nos dirigem os —20— nossos pobres irmflos separados, attentando impune e sag legamente contra a pureza @. orthodoxia da nossa augue a crenga e unica verdadeira religifio de nosso Senhor Jesus sa ateriiooags aesse revoltante acervo de erros, de blasphemias e heresias que assoalham contra a Egreja Ca- tholica os fanaticos da nova setta, os quaes, dettando as man- guinhas de fora, desafiam loucamente os nossos brios de Verdadeirose dedicados filhos da mesma Egreja. : ‘Nao valeria a pena uma refutagao decisiva e terminante de semelhantes disparates, j4 milhares de vezes pulverisa- dos por pennas brilhantes de insignes pelernistas e apolo- gistas catholicos. KE’ malharem ferro frio coma heresia petulante e teimosa como o demonio. . 2 Mas, si hoje ao estupido riso alvar de retendidos sabios sectarios, no oppuzer-se, plenade dignidade, forte de vera sabedoria, a palavra do sincero catholico; si hoje, 4 arene do instilto no responder a cavalheirosa hombridade do ho- mem superior, amanha, entre as gargalhadas, no salao dos doestos, qualquer fanfarrio protestante suppor-se-ha glo- Hone do diaeutidor, catholico, e bradard chibante e orgu- 1080 O romanismo (sic) é impotente no repto que lhe offerece a NOVA SEITA! Engano ! manifestissimo engano ! O coracio fiel do catholico do credo ¢ dos mandamentos nao é arma quese. arte ou quebre to facilmente. E quan- do elle vive entre os labores scientificos, submisso 4 fé viva e aviventada pelas béas obras, e lidador nas justas da recta razao, tem, além dos celestes arroubos do coragao, a intelli- eucia que fulgura ese robustece aos raios da logica de ‘erro, O catholicismo 6 a religiio dos grandes homens: 0 dogma catholico proposto 4 intelligencia humana pelo ma- - gisterio supremo e infallivel da Egreja, foi em todos os tempos o fanal divino que allumiou 0 espirito dos sabios na investigaciio da verdade, ultimo idéal da sciencia, A scien- cia mira a verdade ; Deus é a mesma essencial verdade, e 0 catholico de convicgio da testemunho do verbo eterno con- traa dgnorancis ou ma fé sectaria, o mais terrivel inimigo da verdade catholica. Mostremos, pois, clara e cathegoricamente a falsidade Se pace ala sea pela authoridade infallivel da ver- a iblia e pelos teste irrefri rei A eure Hee oe i stemunhos irrefragaveis dos pro. Asseverando com as palavras de Jesus Christo que, os - ia rotestantes nio entendem as divinas Escripturas, nem ido aeouco o poder de Deus ; e que, portanto, Reno gorse) dellas para arremetter contra a Egreja Catholica, falsificam a mesnc Biblia,nio exaggeramos, nem injuriamos @ Binge, mas enunciamos uma inconcussa verdade que vamos de- monstrar @ oda evidencia. Realmente, o que 6 falsidade? , —Falsidade significa disposigka, tendencia para _en- anar. E”palavra synonima de hypocrisia, dobrez, ma- jgnidade occulta, fraude, alteragdo da verdade. E’ emfim, o delicto de quem se torna culpado de dispo- sigdo dolosa, para esconder ou adulterar a verdade. Ora, eis ahi ocrime horrendo, 0 sacrilegio_nefando essa gente da nova seita, quando Ianga mao da Biblia para negar os do; is augustos da Egreja Romana, objurgar e aboceanhar estultamente o catholicismo. s noe Dizem, por exemplo: « Léde a Biblia, estudaia Biblia, Biblia ; pois intérpretai_a élla_contém toda_a doutrina de _Jesus Christo, e achareis n’ella a vossa eterna salvagao. ) _ Nao ha falsidade, nao ha engauo, nao ha dobrez e hy- pocniette 720 Toanifesta, como esta. “assercao dos ministros dessa nova seita. Batendo vigorosamente, victoriosamente o Sr. Ministro Butler em discussdo publica na santa missio de Garanhuns, _demonstrémos com argumentos irrefutaveis que: A Biblia nao pode ser a unica verdadeira regra da nossa Te, ja_porque o foi essa regra ensinada pelo divino mestre ae Obriste “einem praticada por seus apostolos e discipulos, e j4 porque nao é ella facil, isto € adaptada a todas as condigoes, con- “yeniente a todos os Estados, propria para todos os homens, ~~~ Esta segunda parte nao nos Pai dado demonstrar Targa e extensamente, como desejaramos, 4 mingua de tempo, ou em 30 minutos |... mas, reatando agora o fio d’aquella discus- silo, vamos patentear ao publico sensato essa enorme diffi- Se man nD que: _ A Biblia é em-muitissimos logures obscura, de dificil. _linit comprehensto até para os auton ffeil 4 Jesus respondeu-Thes (aos saddiceos ) : Vs errais nao entendendo ras tscriptras, Nath. XBT tea a0§ dois discipulos ) : xX : estultos, e tardos de coragdo para crér tudo o que annunciaram os prophetas | 3 a ._E comecando por Moysés, e discorrendo por todos os outros prophetas, a3 E3- thes EXPLI Oo que delle se _achava di thes EN AVS va dito em todas eripturas ) Luc. XXIV, 25, 26, 2 is Ho q — te eae ouvio que 0 euintico Hi : i -0 liang propheta Is; e lhe disse 7 crés por ventura mr que ata ron gue entendes 01 — 2— E elle respondeu : como o rei eu entender, si ndo houver ciguem que m’0 EXPLI' ae SE rent OF Ealvacao a larga paciencia de nosso Senhor ; assim como tambem nosso irm&o carissimo _Paulo vos es- creveu, segundo a sabedoria que Ihe foi dada, como tambem “em Todas 65 Epistolas... nas quaes ha algumas cousas DiE- -FIOEIS DE _ENTENDER, as _guaes adulferam os indoutos e in- constantes, como tambem as oulras Hscripturas, para ruina de si mesmos. ) IL* Pedi 5, 16, Wao entendiam ci; 08 Apostolos a Escriptura, que ~iyportana qué elle resusgitasse d’entre os mortos. ) Joao ~~ «Nem todos sio capazes de entender essa palavra, mas sémente aquelles a | quent sto foi I th RTE. « Entaio (Jesus) J) rr ndimento, para Los Bree olos) alcangarem o sentido das Escripturas. ) Luc. XXIV Kis ahi, pois, fisclarado edemonstrado que a Escriptura ou Biblia nao s6 é obscura e inintelligivel até para os doutos como eram certamente os sadduccos que foram tentara esus ); Mas tambem que n&éo pode ser entendida Ss de ser ent a cue por aguelles a quem é dado por uma graga especial do Senhor, Altola! brada o Sr. Mini £ id diz: ceito do Senhor € claro, que esclarece os olhos ) Bal. XVIII, 9. «Fo: cha resplandescente para os meus pés é a tua palavra, 6 luz ara os meus caminhos. » Psal. OXVIIT, 105. z Onde esta, pois, essa obscuridade ? onde essa_difficul- ade — Devagar, Sr. Ministro : O mesmo Sa: bem: (Tira Senhor o véo de meus olhos. rei as maravilhas da tua le _Dé-me intelligencia: > @ eu es- —tudareina tua lei...) Ensina-me as tuas justil .¢0e: (Faze ques ined teu rosto relu: bre o teu servo, e en- sina-me uas justificacces. » i IS, 34, 68, 135. ‘a, Sr. Ministro, sabeis_dizer-nos como pdde conci- _ lidi-se tanta Tug com tantas trevas, tanta clareza com tanta ~obsctiridade e ignorancia das Escripturas_em um e mesmo uo, @ sobre 9 mesmissimo sujeito ? Si o nao sabeis, vol-o explica 0 mesmo Psalmista nas pa- tes: ¢ A EXPOSIGAO das fuas palavras alumia ¥._130. lavras seguin edt intelligencia aos pequequinos. iv. 1 _Entendestes ? z Biblia é luz que alumia, otc., quando ha quem exponha 6 éxplique_o sou. verdadeiro sentido. Mas, retorque o Sr, _Ministro, nao é . mesmo Deus 1 cI 2 ‘Nac proprio 5. Pedro quem assevera : fem0s ynais fitmé-a palavra do: hetas, & qual fazeis bem de at- mae ae uma tocha que allumia em 16, jar tenebroso ? d Ti.* Pedr. I-19.” Logo 1a lia 6 clara é facilde ser por fodos enten E’ inutil, Sr. Ministro, 6 ociosa_ esta vossa gonseauen. cia; porquanto o primeiro texto outra cousa nao significa. senao que oBsereAT be y yventis Ja lel divine nme -6 Bu eri \OS8aS Ln Di ja celeste. nossas’f auxiliadas pela _graga po fegu stra, quer dizer que (0s vaticinios, as di as do} elho Testaménto sao semelhantesa uma to ' duvida, “a todos o caminho da salvacao, Wuen da esta_explicag’o nao somos nds, Sr. Ministro. Sio dois genios protestantes, Knapp, em sua Diatribe, sobre este texto, e Rosenmuler, raat an hunc locum. ~~~ Quereis mais ? Escutai, léde, attendei bem. Na ia, diz Jeremias Taylor, acho taesetantos mys- - terids, 08 qilaes por mais expressos que estejam. nao sho por nada facets le sé entender, feqrco sempre obscuros e inan- telligruets para o nosso limitado entendimento. ») Obr. Da liberdadé de prophetisar, Sece. 4,* x ais : Quem for dotado de alzum talento e tiver algu-_ ‘ma gotta de bom senso, nao pode absolutamente negar que a_ Binds ivind nto contenha, como que envoltas em um manto de obscuridade. ndo divet as verdades religiosas sémen- ie menor Conta ) senao tambem as verdades mais es- tetas enciags 6 quemais importa saber) I. H. Heliman, com- Be {de Wealegia ogi. 1761, pag. 38. ais ainda: ¢ Acontece frequentemente que homens li- vres de prevengGes e isentos de paixdes, duvidam mutto do sentido que por ventura possam os Apostolos e os Prophetas ter querido Perea ae otros ; samenhy 4 ands Idade que offerecem gs Escripturas Sagradas a quem deseja_e- plical-asy T; Grabe. ii st ad regem Boriussic. ante Opera S. Trinet. Anda mais: ¢O. contetido da Epistola aos Hebreus é completamente inintelligivel, sem um vasio conhecimento de todos os'livros do Velho Testamento)—Oster, Le droit de deue Taming pag. 31. _ wpnalmente : ( Ninguem, diz o vosso Santo Pae e Pa- triarcha na £6 rotestante ¢ nin lem pode compréhender as Buccolicas de Virgie sem ter feito primeiro cinco annos 0 pastor de Ovelhas; nem as Georgicas, sem ter por outros — % = tantos annos trabalhado no arado; nem as Epistolas de Ci- cero, si nao se tiver exercitado por vinte annos nos negocios politicos ; entnguem péde entender devidamente as Escri- turas, @ menos que na&o tenha governado por cem annos grejacom os Bro) phetas Ilias o Bliseus, com Joao Bap- tista, com Jesu-Christo e com os Apos tfolos. JL thero, col- “Tog. mensaes. Vid. Audin, His ore de la vi there. Tom. I. pag. 443. Ante esta série de irrecusaveis documentos, o mais exi- gente dos ministros protestantes no péde desejar mais nada, para a demonstracao cabal, cathegorica e evidente da nossa these: A Biblia éem muitissimos logares obscura e dificillima de ser comprehendida como convém, Logo, nas miéos dos protestantes ella é falsa. Nao estranheis, Sr, Minist: sta consequencia ; porque, de duas uma : ou 0s textos biblicos que acabamos de citar Be acham na vossa Biblia, on nao_se acham. Si nfo se cacham, € ella evidentemen ‘alsa, porque mutilada ; sise _acham, como é incontestayel v6s_sois réo_convicto e con- _fesso dé flagrante falsidade; porqtie a espalhiaes pi yr entre ‘© povo (cuja maioria € ignorante, indouta, incapaz de in- _¥erpretal-a) ¢ s,_ omo facil de ser _entendida por todos, nao . ats Pois entiéo? N&o é isto que quer dizer : — manifesta tendencia para enganar 2 Esse yosso procedimento nio significa dobrez, Iapatrs ia, Froude, alteracdo da verdade ? Esconder, dissimular, adulterar maliciosamente a verdade, como vos fazeis, Sr. Ministro, nio 6 um crime horrendo, nao é uma impiedade inqualificayel, nao é uma clamorosa sinjantion qus provoca a ira e a indignacao de Di sim, le 8. Paulo: «A “Contra toda a impiedade Tetém na injustiga a is. (Rom, I, 18.) Senhores ministros testantes, quem quer que sejaes, * pes Se ndo conhecendo as Escripturas nem o poder de Como haveis de entregar ao povo em geral a Biblia, que nado péde ser facilmente interpretada ? Gom que con- Sciencia, com que bom senso entregaes Vos ao exame de Pessoas pouco instruidas, nao um folheto, nado um livro, mas um cathalogo de livros, pois a ( Biblia éum catalogo de li- Toda ya ee eceando Gee emelronsm ante affirmaes, contém ¢ Christo e a vi aoubecem ators Aterprstalion , ida eterna de todos os que Quem nao 1é a Biblia e toda-a Biblia, nao péde, segun- — 35 — do a regra da £6 protestante, possuir toda a doutrina de “Nosso Senlior Jesus Unristo i nko pode salvar-se!! ——~Tss0 féMi O did... quando era rapaz... “ x Os Psalmos, por exemplo, sublimissima poesia lyrica, poderdo ser interpretados ela multiddo ? As prophecias, visdes divinas, muitas yezes encobertas or imagens sublimes, poderao ser interpretadas pela mul- tidio ? Poderaé a multiddo entender aquellas figuras urro- jadas, aquelles s: S08 6 aquellas esplendid: metaphoras, que Sepam.a Sagrada Biblia ? . ~*~ AhT direis Vés : nao somos nds ministros da egreja pro- tesfante?.. no prégamos tam ern nds 9 puro Kvangelho de Christo?... no acceitamos também nds nas nossas syna- gogas ou Casas de culto pessoas que nao sabem lér ? : —Mas eis ahi, vos diremos, mais uma_incoherencia vossa, toda vossa ; mais uma contradicelio nos termos, mais _uma falsidade que vos caracterisa pelo que sois. Os os predicantes de vossos erros |. ‘6s os mestres da humanidade em materia de religido |... _Vés os interpretes da Riblia 11! ’ quem vos deu essa incumbencia ?_ Quem vos encar- regou dessa_missao ¥ uem vos ouforgou esse dom de inerrancia n’esse gfficin.tao-melindroso ? Nao € verdade que cada win deve interpretar @ Bibli segundo a Tuz_da propria razdo ? W vosso esse erroned _principio, ET com que direito pretendéis im: ouiros aS VOssas Proprias conviccdes em materia religiosa ? * ee E seguindo este fatal principio do livre exame, da in- terpretagao livre da Biblia, quem podera evitar que “os ie ene Ur ae malevolamente a mesma palavra de jeus ? Pois nao é certo que Luthero aconselhou a rebeldia a camponezes contra seus legitimos soberanos, fundando-se na piblis p ; Nao conta a historia de um tal predicante, yo: Ee ga, 0 qual subia aos telhados das casas, e dela TESreNe Ao Povo ; porque tinha lidono Evangelho as seguinte vras de Jesus Christo aos Apostolos: o que s cued cara doe telhagos ? (Math. 27. ) end, Consta tambem da historia que um certo Ri Hill sustentou, appoiando-sena Bibli Pee adulterio eo Sieesta? E que um tals Syed o C ] Sym: i que os pobres sahissem ntis 4 rua, para mostrar aoe: eee 4 — 2% — desprezo dos bens temporaes? E que o celebre Joao de. Leyde pensou encontrar na Biblia permissdo para casar com onze mulheres ? ‘ Nao foi, finalmente, fundando-se na Biblia, que os so- cialistas atacaram o direito de propriedade, e estabeleceram | a lei do communismo, sobre o pretexto de que na primitiva Egreja os fieis traziam seus bens aos Apostolos, para repar- til-os com a pobreza ? Tae — Direis talvez que a Biblia nao 6 responsavel pelos de- satinos de certos homens.— Muito bem, Senhores ministros, concordamos ds mil maravilhas. Si a Biblia nao 6 responsavel por esses mil e outros desatinos, o sois vés, sem duvida, que andais espalhando as vossas biblias por entre até os analphabetos. E que diremos dessa revoltante anarchia dos espiritos, e dessa confusdo deploravel nas mais importantes mate- rias religiosas? Quem as creou ?— Foi essa yossa interpre- tacao livre. Podeis enumerar as seitas protestantes ?_ Nio. Tantas e tio differentes s&o ellas, que hoje, Srs. ministros, ndo po- “déis contal-as,” ~ Nao podeis negar.: dos yossos falsos principios, da_vossa £6, hares de seitas, com. ii Sim, vés prot 3 diyididos e subdivididos, _inimigos sempre ¢ em perpetua lucta entre vos, e sé unidos e_concordes no odio figadal e satanico contra a unica ver- _dadeira Egreja de Christo —a Romana. Mas vos hayeis de succumbir forgosamente, succumbi- reis de certo pela incoherencia, pela divis&o pela desordem, Povo Catholico! A ruina, a morte, eis a consequencia logica da regra de fé protestante. Foge do Protestantismol.,. ——* REGRA DE FE? CATHOLICA i © pringipio que agora vamos estabelecer é a ‘verdadeira regra de fé do catholicismo, em opposigio a falsa regra de fé do Pipe venistiog Jé dissemos que os protestantes affirmam que a: Biblia, eb o Biblia, interpretada pela razao individual, éa regra z id ‘ t levado a convicgaio a todos os espiritos sin- = 97: — ceros, demonstrando nos precedentes artigos que essa regr de fé pr De eeminaate cient’ incoherente, falsa, ruino-— sae fatal Ti Guel sera a.verdadeira regra de £6 ? aregra da Egreja Catholica _E Sendo vejamos. A Egreja Cathvlica ensina que é diyinamente revelado tudo aula eo ae ilo que se acha na palavra de Deus — ESCRIPTURA_E TRADIGAO — ; palavra aD roposta, inter- pretada é explicada por uma autoridade viva, permanente e rodeada dé todas as ga: jas da inerrancia. ~~ Quie“differenca enorme entre uma e Outra regra de fé | A Biblia e s6.a Biblia, interpretada ao sabor de cadaum, eis a regra de £6 protestante, 5 A Biblia ea Tradic&o, propostas e explicadas por uma autoridade infallivel, eis a regra de fé catholica. Qual destas duas regras sera preferivel, ou mais consen- tanéa com a natureza humana ? cece Seréa dos protestantes, em forca da qual cada indivi- duo forma por si mesmo uma religifio, ou sera a dos catho- licos, que ‘se -funda n’uma autoridade divina, constituida pelo proprio Deus para ensinar a verdade, s6 a verdade e sempre a verdade ? u Foi esta a constituicAo sapientissima que nosso Senhor deu em todos os tempos 4 sua Religiao. - De feito, lemos no Velho testamento: Se acontecer que penda diante de ti algum negocio dificil e escabroso entre “Sangue e sangue, entre causa e causa, entre lepra e lepra} @ vires que dentro das tua: portas $40 Varios 08 pa- receres dos juizes... ence 7 e as aos sacerdotes da_1i- 1, 600 Juiz que nesse tempo for, 6 consullal-os- 8, € elles te descobrirdo a verdade do juizo;_l fards tudo O qué ‘elles té disserem,.. sem declinares nem para a direita . Aquelle, porém, que, nchado dé so- mandato do sacerdote que Dens, e ao decre Hirards o mal, do mero berba, nao_quize: esse tempo for 0 to do juiz, esse hon de Israel.') (Deuter. XVIT, S— .. Notai bem, Srs. Ministros Butler & C.*, que neste caso o Juiz era o mesmo Sacerdote Summo Pontifice ;_ pois so elle, Segundo a lei (Levit, XII) podia discernir e séntenciar entre leprae lepra. . - z Sto mesmo verois_confirmado pelos tes « Estabeleceu Josaphat'em Jerusalém Levitas ¢ © principes das familias d'Israel....e Ihes ordenou, d 08 seguintes : oa 19 ee Em toda a causa... entre familias e familias, todas as_vezes “que estao for s bre os mandamentos, sobre as 08 préce , instrui-os, para que nado pe- ‘quem contra o Senhor. marias, Sacérdote e Pontifice Yosso, presidird nas cousas que tocam a Deus, ¢. Zabadias, filho do Ismael, principe da casa de Judd, presidird nos_ne-. gocios que tocam ao servigo do rei. » II.° Paralip. xIKe—1 As (isto diz o Senhor clos exercitos ; Propde aos sacerdotes esta questdo sobre a lei.) Aga, II, 12. 3s do sacerdote serao os guardas da_sciencia, 1 suce Becca é qui nevis ardo a sntetlegenate da let ; “porque elle é 0 anjo do Senhor dos exercitos ) Malach. If, 7. (Os Sacerdotes e Levitas, filhos de Sadoc. So:men entr “cont i _ensinardo vO a differenga que ha entre o santo e 0 profano, undo, # quando se lev restardo.a decide julgardo. » Ezech, 3. 3 4, ‘utler e Companhia; Vejamos agora licacdo della. ¢ Fez Moysés como 0 Se- enado... e expl ~XAVIT, 22.623. a nte disse _(Josias ) aos Levitas,.. por cujas in- strucgdes todo Israel estava santificudo_para o Senhor. » IL° Paralip. XXXV, 3. _ (Esdras tinha preparado o seu coracdo para buscar a lei do Senhor, e para cumprir e ensinar em Israel os seu: ‘preceitos e as suas ordenancas.)) 1.° « O Sacerdote Esdras tr 5 dao...'e leu n’este livro claramente,., meio dia, na presenca dos homens, das mulheres e dos. didos.... BE todoo povo... fez rande Tegosijo, porque tinham entendido as_palayras que Esdras hes havia ensi ao outro dia og chefes das familias de todo 0 povo, _dotes e os Ler congregaram na presenca de Esdras, escriba, para. $s interpretasse cs palavras da let,) I1.°. Esdr. Vill, 2; Tudo isto, Srs. ministros da Nova serra, 6 mais que evi- Mente para mostrar-vos, e a todos os vossos infelizes adeptos: L° que a Biblia, a Sagrada Escriptura, a palavra de Deus nunca foj entregue pelo mesmo Senhor inde: kc ho do povo de. i ir seu alant 3_2.° que consequentemente na deve ser interpretada por qualquer indivi Be & permittido aos fieis de Christo adoptal-a como nica re- gra de £6 e de costumes, no sentido em que cada um _enten- Ger ;-4.° que 4 Egreja Santa dé Deus pertence exclusiva- todas as ordens_ do Se- 99 = mente_a dogmatica interpretagtio da mesma Bibila, a _qual acceita 6 seguida por ti 5.° finalmeate, que vos. errais © appareceis 4 face do céo_¢ da_ ignorautes, ou entao falsificadores malicios ras divinas, dando-as, ou _vendendo-as a tod i a mente como unica norma de salvagéo, O publico ja vos jul- gou terrivelmente, Nao ha mais duas opinides a respeito. Passemos agora do_Velho_para_o Novo Testamento. ( Entao fallou Jesus as turbas ¢ aos | seus discipulos, di- zendo: Sobre a cadeira de Moysés se assentaraio_os_Escri- bas @ os Phar: servai pois, tudo quanto elles vos seus, 1D disserem.) Math, XXIII, 1, 3. ~~ “Estaes vendo, pobres nossos irmios separados, como 0 Filho de Deus, comquanto viesse dar novas leis ao mundo, _. todavia, neste nosso caso, respeita, e confirma, tudo quanto féra estabelecido no Velho testame: "¢ Tem-se-me dado, disse Jesus.aos onze discipulos, todo poder no cé a terra, Ide, pois, e ensinai todas as gen- tes, baptisando-as em nome do Padre, do Filho e do Espirito Santo; ensinando-as a observar_ todas as co! que vos te- nho mandado, E i certo sco to- dos os dias até a consummaca _ Math. XXVIIL, 18, 20. nota, toma" ( E si nao ouvir A Egreja, tem-n’o por um _gentio e um publicano. » ibi- XVITL,_ aa cette ees « O qué a vos ouve, amim ouve ; e 0 que a vis despreza, amim despreza.)” Luc. X, 16. ->-- aie ‘N&o vos parece, senhores da Nova Seita, ser esta a carta constitucional do christianismo ?—Nao é verdade que por estas palavras Jesus estabeleceuo methodo sublime paraa conservacao da sua celeste doutrina ?—Nao podeis negal-o. Jesus escolhe os Apostolos e_dé-Ihes o poder, todo o poder de ensino, ensino illimitado, “universal abracando” todas as hacdes. Epara garantir-lhes este ensino affirma Jesus que estaré com elles até a consummagao dos seculos ; bem como, para testificar-Ihes a inerrancia ou infallibilidade do mesmo, ordena seja considerado como excommungado. quem desdenha acceit: € esposar este ensino apostolico, de- clarando-se_desprezado_ Elle © seu Pae celeste, por quem desprezar ads apostolos € os ensinamentos delles. ie Tudo isto 6 mui_eyidente, e éda Biblia. Porém nao é menos evidente, nem menos proprio_da_Biblia_que entre’ todos os Apostolos ha um que é o chefe supremo, incumbido de conservara unidade da doutrina, rerda, > lout declarara verdade intetira, 6 resolver todas as duvidas e conflictos Tose — 30 — Este chefe suptemo jd sabeis quem é, Srs, Butler e com- panhia, oy eatorices "Pedro, constituide por Jesu-Christo chefe visivel da stia Rgreja, 6 cuja autoridade nfo sendo ‘um beneficio pessoal, proprio do mesmo 8. PB devia de ser transmittido na pessoa de seus legitimos suc Tes. E.quereis saber como realisou-se esta organisagao ad- mirayel da Egreja christa, que forma ( bem que vos pese e a todos da vossa grei) a mais alta, a mais nobre dymnastia do mundo ? ; Léde o cap. XVI do Evangelho de §. Matheus, versicu- los 13.19: ¢ E veio Jesus para as partes de Cesaréa de Phi- lippe, e fez a seus discipulos esta pergunta : Quem dizem os homens que é0 Filho do homem ?—Elles responderam : Uns dizem que sois Joao Baptista, outros que sois Elias, ¢ outros que Jeremias ou algum dos prophetas. « Vés porém) tornoua perguntar-lhes Jesus; (quem dizeis que sou en ?) : t Respondeu Pedro; ¢ Vés sois o Christo, filho do Deus vivo.» Disse-lhe Je: Bemaventurado és Simao, filho de Joao ; porque nao foi a carne, nem o sangue, quem t’o ee yelon (esta profissio de fé) mas o meu Pae, que esté nos céos. ¢ Tambem te digo que tu és. Pedro, e sobre esta pedra ( sobre ti) edificarei a minha Egreja, e as portas do inferno nao prevalecerio contra ella. Hu te dareias chaves do rei- no dos céos. ) % Aqui estio,’ Senhores ministros da nova seita, as pala- vras omnipotentes do Filho do Deus-Vivo. Ponderai-as no seu justo valor. _ Jesus declara terminantemente que Pedro, chefe dos _apostolos, é a pedra fundamental, a base do grandioso edi- ficio da sua Egre Tu és Pedro, e sobre esta pedra edi- ¢ minha Egreja. _Dar-te-hei as chaves do reino_dos céos. ; As chayes sao _a figura, o symbolo da _suprema, autori- _ dade, que abre as portas adamantin: 60; e 6 a Pedro ane Jesus promette dar esse immenso e imcomparavel “poder. b Porém, até aqui temoss6 uma promessa. E desejaes, Srs. Butler e companhia, vél-a realisada. pelo mesmo Jesus na pessoa desse Pedro, constituido chefe da Egreja e doutor infallivel e universal ? : angellio de §. Joao, cap. XX1, 15, 16, 17: ¢ De- pois de resurgir dos mortos, se manifestou Jesus a terceira vez a seus discipulos, e.,. perguntou a Simfio-Pedro: Simao, wan G1 de Jo&o, tu amas-me mais,do que estes ? E Pedro res- pe Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.) Fez-lhe esus esta mesma pergunta segunda e terceira vez; e de- ois desta triplice interrogagév concede-lhe a inyestidura de pastor supremo, infallivel, universal, dizendo-lhe ; aPas- CENTA O$ MEUS CORDEIROS, APASCENTA AS MINHAS OVELHAS. Joelho em terra, Senhores protestantes 1... Adorai a Jesu-Christo, que acaba de revestir a S$. Pedro da sua pro- pria autoridade, para apascentar os cordeiros @ as ovelhas, pertencentes ao rebanho do Divino Salvador: reconhecei esta divina instituigao, que estabelece a verdadeira regra de fé catholica ;-venerae, curvae ocollv da obediencia 4s or- dens de 8. Pedro, si nfo quereis ser enxotados a golpes de chaves da porta do céo pelo mesmo principe dos apostolos |... Preparai-vos, no entanto, para ver como tem sido enten- dida e praticada esta mesma instituigée pela Egreja e pelo chefe Supremo da Egreja de Jesu-Christo, bem como aes- candalosa falsidade da vossa Biblia. Ir Dissemos e solidamente assentamos, no precedente ar- tigo, que a instituig&o sublime, pela qual S. Pedro foi divi- namente revestido da Suprema autoridade, que emana do mesmo Christo, para apascentar cordeiros e ovelhas, con- stitue ou estabelece verdadeira Fepea da £6 catholica. ~ E nao vos parece evidente, Sr. George Butler, que Christo creou por essa, instituigao uma autoridade viva, in- fallivel e perenne, para conservar intacta a doutrina reve- lada, para explicar e resolver de modo definitivo as duvidas que por ventura fossem suscitadas 7 ~~~ Mas, 0 que nfio podeis jamais negar, o que é absoluta- mente incontestavel, charo Doutor, éque apenas a Egreja de Christo comegou a propagar-se, comegou tambem o exer- cicio d’essa autoridade suprema. . Léde primeiro, e depois negai, se tiverdes coragem. .¢Bvindo alguns da Judéa,ensinavam assim aos irmaos : ols se vos nao circuncidais segundo o rito de Moysés, ndo podeis ser salvos. KE tendo-se movido uma disputa naio mui Fetens de Paulo e Barnabé contra elles, foi estabeleci- do que Paulo e Barnabé e plgaas dos outros fossem aos apos- tolos e aos presbyteros de Jerusalém sobre esta questdo.., ‘ongregaram-se pois os apostolos e os presbyteros para examinar este ponto. E depois de se fazer sobre elle um grande exame, levantando-se Pedro Ihes disse: Vardos ir- milos, vos sabeis que desde os primeiros dias ordenou Deus — 8 — ! entre nds que da minha bocca ouvissem os gentios a palavra do Evangelho, e que acréssem. Porque tentais a Deus, pon- do um jugo sobre a cerviz dos discipulos, que nem nossos pais, nom nés podemos supportar ? Mas, NOS CREMOS QUE PELA GRAGA DO SENHOR JESU-CHRISTO SOMOS SALVOS, ASSIM COMO ELLES TAMBEM 0 FoRAM, Entdo toda a assembléa se calou... a) «..( Os Apostolos e os Presbyteros.., Aquelles irmaos con- vertidos dos gentios que se acham em Antiochia, e na Siria, e na Cilicia, saude. , ¢Porquanto hayemos ouvido que alguns que tem sahido de nés, transtornando os vossos coragdes, yos tém pertur- _bado com palavras, sem thes termos mandado tal... PARECEU “BEM AO ESPIRITO SANTO, E A NOS, 1G0_vos tmpdr mais encar- gos do que os necessarios etc., etc.,) Act. XV, 1, 2,6, 7%, 10, Ai, 12, 23, 24 28.. Por ahi j4 comprehendeis, Sr. Butler, e podeis ficar'certo : 1.° que a controversia entre os christaos de Antiochia ver- sava sobre a intelligencia da Escriptura, visto como trata _va-se de saber si era-lhés necessaria a_circumcisdo para se salvarem ; 2.° que nenhum d’elles, nem entre os_seus_pri- Marios pastores, ousou_arrdgar-se o poder de decid bre essa controversia dogmaticamente ; 8.° que todos concorda- ram unanimemente ser necessario recorrer, para a definitiva Gecisao, 4 suprema autoridade da Egreja ; 4.° que 8. Pedro, a quem i 0 pertencia exclusivamente, Pronunciot. a_inap- pellavel sentenga, pelo que toda assembléa calou-se ; porque as sentencas de Pedro sao infalliveis: Pareceu bent do Es- pirito Santo eands: 5.° emfim, que foram reprovados e condemnados como perturbadores aquelles que pretenderam sentenciar dogmaticamente em materia da Sagrada Escrip- fura, independentemente da autoridade de Egreja :—Sem thes termos mandado tal. - Entendeis agora, Sr. Butler, como S. Pedro servio-se da suprema autoridade, de que fora revestido solemnemente por Christo ? Comprehendeis yés a momentosa razio, por gue desde esse instante que assim fallou S$. Pedro cessou a luvida, cessou o conflicto,e todosse submetteram ao de- creto de S. Pedro e dos Apostolos ? , © para que nao digais que semelhante decreto referia-se SO a um caso particular, léde, Sr. ministro, mais uma decla- | ragado dogmatica que o mesmoS, Pedro promulgou para toda a eerie nos termos seguintes : { emos mais firme a palavra dos prophetas, &qual fa- | | a0 ai de attender... entendendo primeiro isto (notai bem, zee toe) nie nenhuma prophecta da Escriptura se faz por. interpre Fopria; pois que (eis a razao disto ) em ne- inferpretaga proraes Sci tade dos homens, nhum tempo foi dada 8 prophadis pele vont le doa homens, mas os homens santos de Deus 8.qus fal aram, inspir pelo Espirito Santo. ) IL." Pedr, 1, 19-21, ag Drestas ultimas palavras ( yés, Sr, Butler, gue sois tdo entendido na Biblia |... ) podeis colligir ue, Ba por pro- phecia nao se entendk 86 as predicgdes Prop nel apes, zoe se- gundo # pbrattslogia da mesma. palayvra de Deus, todas as Santas Escripturas. 4 8 Por ‘ao mesmo Apostolo gravemente avisa a todos 08 fieis, para que se acautelem contra aquelles que pretendem decidir sobre o sentido da Biblia, seguindo as luzes da pro- pria razAo como fazeis vés, por exemplo. ¢ V.6s pois, irmios, estando j4 de antemao advertidos, guardai-vos; para que niio caiaes da propria. firmeza, le d'estes in- sensatos ) ibi III, 17. Com maior energia 0 Apostolo S. Paulo detesta, repelle e condemna a esses taes pretendentes, e acremente repre- hende os fieis que lhes prestam attengdo. a Ai! Sr. Butler! Aqui 6 precisamente que principiam para vés, € 08 vossos adeptos tambem, os mysterios doloro- sos! Animo, porém, coragem ! . Nao é revdlver, nem pistola, nem as duas mil pessoas armadas para matar-vos!... E? apenas um pedacinho de ouro, que poderia fazer o thesouro da vossa alma, se fosseis de boa fé. « Ha muitos DESOBEDIENTES, VAOS, FALLADORES E_IMPOS- TORES, principalmente os que sdéo da circumcisao; 6 neces- sario convencer a esses taes, que transtornam casas inteiras, ensinando cousas que nao convém por torpe ganho. » A Tit. J. 10, 11. ¢ O fim do preceito 6 a caridade nascida de um co- racho puro, de uma béa consciencia e de uma fé nao fingida. D’onde apartando-se alguns, se deram a discursos vaos, que- vendo ser doutores da lei, nio sabendo nem c_que dizem, nem o que affirmam. > A Tim, I, 5—%. «Ele mesmo ) Jesu-Christo,q(feza uns certamente aposiolos, e a outros prophetas, e a outros evangelistas, ea outros pastores e doutores, para a consummagio dos santos em ordem «obra do ministerio, para edificar 0 corpo de Christo... para que nao sejamos jA meninos fluctuantes, vem nas deixenos levar ein roda de todo o vento de doutrina pela melignidade dos homens, e pete astucia com gue induzen ao erro.) Ephes. IV, 11, 12, 14, @ Sao por ventura todos apos- tolos ?_siio todos. prophetas? sdo-todos doutores ? fazem — i — todos por ventura milagres? tém todos a grage de curar doencas ? fallam todos muitas linguas ? tém todos o dom de as interpretar ?) 1." Corinth, XII, 29, 30. « Eu me espanto ) (Este pedacinho agora 6 com essas tres duzias de vossos adeptos que, por meros interesses ma- teriaes e pessoaes, apostataram da unica verdadeira religiao de Christo e se passaram para a vossa seita. Ainda conser- vamos a lista dos nomes que ja publicdmos na miss&o de Garanhuns, declarando-os ja excommungados pelo mesmo apoatald)) (eu me espanto de que deixando aquelle que vos chamou 4 graga de Christo, passeis assim tao depressa a outro Evangelho; porque néo ha outro, sendo é que ha al- Runs que vos perturbam, e querem transformar 0 Evangelho le Christo. ‘as, ainda quando nés mesmos, ou um anjo do céo vos annuncie um Evangelho differente do que nés vos tomos annunciado, seja anathema ) Galat. I. 6—8. Anathema, Sr. Butler, quérdizer: excommungado, amal- digoado ; e parece que este raio atterrador fulminado por o Paulo, vos attingio tambem a vés!... Deus tenha piedade @ vos |... Mas, naio_védes, Sr. ministro, que tanto no Velho como no Novo Testamento Deus ordenae manda terminantemen- te se recorra 4 autoridade da Egreja, para 0 verdadeiro gen- tido da Biblia ? Nao quereis ainda convencer-vos de que, todos aquelles qué, como vés, pretendem interpretal-a dogmaticamente por atitoridade propria e particular, ou que presumem tél-a como unica regra dé sua fé e de seus costumes, no sentido ‘delles, dndepen den temeate da autoridade Suprema da Egre- ja, pelo Velho Testamento séo condemnados & morte, e pelo ovo nao s&o s6 condemnados, como desobedientes, pertu badoves e seductores, mas tambem fulminados com 0 raio formidavel do tremendo Anathema, que importa a mais ter- rivel maldigao, a mais espantosa excommunhio ? Aas ewe yos illumine e converta, pobres cégos volun- ‘108. ntretanto, é forgoso reconhecais_e confesseis a falsi- dade da Biblia Divina nas vossas maos; porquanto, o di- lemma que vos punge e fere de morte ahi esta, de pé, e do qual nao podeis escapar :—ou esta longa séric de textos bi- blicos que acabamos de citar, e que proyam a todaa eviden- dencia o nosso assumpto, se acham na vossa Biblia, ou niio seacham... Si nao se acham, ella é falsa, porque mutilada, trun- cada por vos mesmos; si acham-se, e vés maliciosamente Eesgp et jssimulais, ou fingis ignoral-os, eis-vos mais uma vez, oe ie tetTOn 6A ilbbee seita, apanhados em paeree ee delicto de falsidade, ou de quem se torna culpado de disposigao do- Josa para maligna e hypocritamente esconder ou adulte- rar a verdade. Escolhei,Srs. Butler e companhia : OU FALSA A VOSSA BI- BLIA, OU VOS MESMOS OS FALSIFICADORES DELLA, Desta coarc- tada, deste circulo de ferro nunca sahireis, Jé estamos fora de tudo isso, bradam_08 | protestantes, apoiados nas passagens seguintes : 1.* (Nao tendes necessidade que ninguem vos ensine; mas, como a sua uncgao (do Bs; nto anty ) vos ensina em todas as cousas, é ella é uma verdade, e nao & mentira, tambem como ella vos tem ensinado, permanecei n’Elle. ) 1.* Joao, IL, 27. > . 2.* ¢ Farei..., que todos os teus filhos universalmente fi- quem ensinados pelo Senhor. ) Isaias, LIV, 13. A 4 3." CImprimirei @ minha Jet nas suas entranhas, diz o Se. nhor, e a escreverei nos seus coragoes... ¢ ninguem ensinara ~ ahi em diante ao seu proximo.., eeatp conhece_ ao Se. nhor. erem. 33, 34. __ 43 (Examinai as Escripturas, pois julgaes ter n’ellas a vida Eterna; e ellas mesmas sao as que dao testemunho de imim, ) Joao V, 39. oes Mas, que infelicidade, Sr. Butler! Estas passagens nao vos suffragam de nada. Quem vos convence disto nao é Frei Celestino; sao protestantes de papo amarello ou de ‘maior nota, i Z Porquanto o¢1.° textonao contém mais que um aviso que da 'S. Joxo aos fleis para precavel-os contra as astucias dos __falsos mestres do séu tempo, os quaés, sob o pretexto de da- a uma aaa ampla instruccao, enganavam a auitos. Pelo gue os admoesta a_que nao lhes prestem attencao, ‘sendo slinee os fieis, sufficientemante instruidos nas Saal hecessarias 4 salvagao.) (Vid. Rosenmuler, em seus Escolios Ow Ureves annotaeoes S00" esta: passagem,) — 2.” e 9.” signi- ficam sémente uma maior diffusio do monotheismo por en- _ire 05 Hebreus de volta do captiveiro de Babylonia, ou ima maior facilidade de conhecerem 6 praticarem a lei de Deus.) R sna ObF ‘Sagi osenmuler € outros rotestantesna Obra: Criticos dos, )— Quanto aod.° (A phrase: Aacaminat as Eser ras, nao foi empregada por Christo no modo tmperati or Ch vo 8 een indicativo, como se torna evidenté nad so pela auto- idade a nossos Doutores, que assim o entenderam, senao — 86 - / tambem pelo mesmo contexto, que o exige. Além disso, estas patavras foram dirigid as pi Aristo Os "1S EU: H outor hs pe s por. isto é: aos res da le: 0 que nada tém que ver coma presente ques uindel, é mentartos, © Rosenmu- fer, Obr. Cit, Ja entendestes, Sr. Butler, ponderastes estes _testemu- nhos ? Nao sao elles de Santos Padres da Egreja_catholica colic: “ile VOS repéllis, mas sim de Doutores protestantes de car- ello, que niio podeis contestar. ae quereis ainda mais ?—Léde sem tremer: q Com- uanto a Egreja protestante pretenda estabelecer-se e fun- Maree na Gi rae Escriptura, comtudo ergue-se ella sobre um fundamento assts fraco e leve.) (F. F. Delbraek. Phe- lippe Melancton, ou mestre da fé, etc. 1826. ) ' «(Si Deus revelou aos homens algumas doutrinas, de que nfo ha quem possa dispensar-se, sendo ellas absoluta- mente necessarias para a consecucao da salvacio eterna, “bem se vé que a explicapo das mesmas se deve attribuir so dquelles que foram destinados av HOC; isto é: dquelle Insti- tuto que, guiado continuamente pelo Espirito-Santo, ndo péde falhar, mas deve ser sempre INFALLIVEL. ) (Zimmer- mann, Gazeta litteraria de Lipsia, 1829, n. 171.) (Si nés protestantes accettarmos e recebermos a Biblia como regra e norma de fé, segue-se que todas as verdades, ainda as de fé, terdo, por assim dizer, suas raizes e seus fundamentos no campo das disputas exegeticas..) Lessing, Appendices para a historia da litteratura, Tom. 6, pag. 55. « Certamente, aquelles monstros de erros e heresias que hoje em dia se dao por entendidos, niio sio mais que regatos, provenientes Paquella fonte que éa privada iterpeaedene da Sagrada Biblia.» Epistolas e respostas de Calvino, pag. 47, columna 1.* pee isso dizia eu aos Tieits ages reerics : E’necessario _consultar a Egreja, techando os ouvidos 4s paixoes e vengoes. d intelligencia da Biblia nao oe tcaeiioe 7 ne behind el ~ = 9, nem amin, esima Ey qitein pertencent as CHAVES e 0 PODER das chives Zinglio, Disput um anabaptista. Audin, Histoire de Ta vie de the: Mildo 1832, vol. 5 Sinto-me nimiamente fatigado. Sr, Butler, por isso con- Vico-vos, @ AOS VOSSOS adeptos, como conclusio deste impor- tantissimo assumpto, a examinar esta materia no tribunal da recta razio, oH 7 , y Nio sera certo, Srs. Butler et reliquacomitante caterva, =i ue o ensino nos | vem daautoridade eda confianga que depositamos ? . J Seeguen guiou a vossa intelligencia ainda nas faixas da yossa infancia ? ; a Foram vossas mies, que pelo ensino longo @ laborioso da palavra, vos inocularam no espirito os primeiros maa mentos das cousas, formaram os primeiros elementos da vossa f6, crearam-vos entes civis e religicsos. Por conseguinte, 4 vossa infancia presidio a autoridade. E na vossa adolescencia, na vossa mocidade, na vir dade mesmo, achando-se a vossa razao em plena flores- cencia e em perfeita maturidade, nao precisastes vos, € nao precisaes ainda do ensino transmittido pola autoridade ? Entrai nos tribunaes, penetrai nas repartigdes publicas, eugolphai-vos no commercio, ahi encontrareis aautoridade, em cuja confianga repousa todo o mechanismo social. Ja védes, Srs. Butler & C.*, que a confianga n’uma au- toridade é absolutamente indispensavel para quem vive na sociedade domestica e social. Mas, como péde haver exercicio de autoridade sem obe- diencia ? Si ha quem mande, deve necessariamente haver quem obedega. A obediencia, como vos mesmos ensinais, funda-se na mesma essencia das cousas, e é eminentemente nobre, porque remonta a Deus. Nao ha duvidar ; a obediencia 4 antoridade que parte de Deus, 6 cousa summamente nobre, e nada tem de aviltante, Sr. Butler. Ora, si Deus, creando a sociedade domestica, e a civil tambem, estabeleceu por isso mesmo a autoridade, que une osesforgos para um fim commum ; si essa autoridade sup- pe uma obediencia ; no ter o mesmo Deus, em creando a sociedade religiosa, a sua Eargsa, estabelecido n’ella uma autoridade, 4 qual todos os seus membros devem indispensa- velmente obedecer, para conseguir o fim supremo que esta sociedade se propde ? 7 Ah! Sr, Butler !_pobres irmios separados ! é isto mesmo que acabamos de.demonstrar-vos larga e extensamente ee eno precedente artigo, que yés nunca podereis con- estar, Mas, vés todos negais a pé firme e do viseira levantada esta autoridade, negais descaradamente este poder de 8. Pe- dro e de seus legitimos successores, a despeito da Biblia, gue andais vendendo por esse mundo de Christo por ataca- doeavarejo; logo reconhecei que errais nao sabendo as Escripturas, nem o poder de Deus: reconhecei ainda que a mesma Biblia nas. vossas mios é falsa, e que os falsificado- - 38 — 3 res d’ella sois v6s, 86 v6s: reconhecei, finalmente, que a | unica e verdadeira regra de £6 christa 6 a dos catholicos, os | quaes reconhecem, admittem e obedecem a uma autoridade » viva, permanente, visivel, infallivel, concretisada em S. Pe- dro, no Papa, ouja funcgao mais nobre e mais alta é ensi- | nar a verdadeira doutrina de Jesu-Ohristo, que a creou. Infeliz, desventurado Protestantismo! Tu, negandoo | poder de §, Pedro e de seus successores como formulards um symbolo religioso ? Como has de determinar artigos | de £6, desde que nao conheces uma autoridade central, uma autoridade suprema ? Bastard porventura a autoridade de um de teus pastores ? ou a de um de teus ministros cha- | mados evangelistas? ou a de um dos agentes de tuas so- ciedades biblicas?. Mas que valor tem essa autoridede ?” ahem a constituio officialmente ? em nome de quem veio ella? Pretendes tu que Jesu-Christo tivesse entregado a Biblia, o seu Evangelho, ao povo, para que este formulasse. de per si as suas crengas ? % Mas tao cege és tu, pare nao ver que isto seria suppor que o mesmo Christo foi um legislador insensato? Sim, isto importaria ‘affirmar que Christo, supremo legislador, promulgou um codigo de leis santas, porém sem tribunal, sem juizes !... is porque o mundo das intelligencias catholicas asse- vera com fundamento que o protesiantismo nao acredita na divindade de Christo. “i - 0] regra de fé que nés adoptamos é a | unica yerdadeira, e nos dé plena garantia, de que possuimos | a religiao fundada ‘por Jesu-Christo. a} Esta regra produz no teu coragao completo descango na | verdade ; pois que, emquanto os da nova seita, os protestan- | tes, vivem em renhida lucta e em duvidas afflictivas, tu pé- des desfructar a mais completa e doce paz do espirito, que | consiste na certeza de possuires a verdade. Foge, pois, do protestantismo, dizendo : Creio, porque Deus revelou estas verdades & sua unica e verdadeira Egre- Ja, ¢ ella m’as ensina ).

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