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Manual Página 114

1. A) «a humidade no corredor do fim da casa»


B) «O aparador com muitas coisas – doces, frutas, o resto na sombra debaixo
do alçado»
C) «E terem morrido todos»
D) «Eu era feliz»
2. Os versos mostram a relação do sujeito poético consigo mesmo à medida que o
tempo passa. As crianças, na sua inocência, são felizes sem compreenderem o que é
«ter esperança» ou «qual o sentido da vida». À medida que o tempo decorre, essa
inocência vai-se perdendo e dá lugar ao questionamento, o que as leva a afastarem a
noção que tinham de felicidade.
3. As comparações «O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da
casa,/Pondo grelado nas paredes…» e «É estar eu sobrevivente a mim mesmo como
um fósforo frio…» realçam a ação negativa do tempo e da consciência que levaram à
degradação tanto física como emocional do sujeito poético.
4. O sentimento é a saudade (nostalgia da infância) o que dá vontade ao sujeito
poético de voltar à infância para que pudesse sentir toda aquela felicidade que perdeu
(«Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,/Por uma viagem metafísica e
carnal»).
5. As memórias e os laços afetivos com o passado da sua infância são tão intensos
que este parece estar próximo temporalmente - «(Nem o acho…)»; vendo-o com maior
clareza do que ao próprio momento presente - «com uma nitidez que me cega para o
que há aqui…».
6. A penúltima estrofe é a conclusão do poema e mostra tanto o estado de
espírito que predomina o sujeito poético como os motivos que provocam essa situação
emocional. Primeiro, pede ao coração que não se deixe contagiar mais pelo excesso de
intelectualização porque leva ao sofrimento e desespero. Seguidamente, aparece a
confissão sobre a vivência atual da passagem do tempo, sem motivos de alegria ou
celebração, à qual se junta a consciência de que a velhice e a morte são inevitáveis, o
que contribui para o desespero evidente. Deste modo, todas estas razões produzem
fúria, raiva, desejando «ter trazido o passado roubado na algibeira!...»

Gramática
1. Na primeira estrofe o valor aspetual habitual é realçado porque se refere o
hábito de celebrar o aniversário do sujeito poético - «No tempo em que
festejavam o dia dos meus anos». Nos cinco primeiros versos da terceira
estrofe, deparamo-nos com o aspeto perfetivo, reforçando a ideia de que essa
realidade acabou, não permanecendo no presente - «O que fui de amarem-me
e eu ser menino.»

Catarina Filipa Guimarães Costa Nº10 12ºD

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