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Leia o texto e responda, de seguida, às questões.

Na resposta aos itens de escolha múltipla, selecione a


opção correta.

De regresso ao “Pátio das cantigas”


Leonel Vieira realiza nova versão de um
clássico do cinema português

Sete décadas depois da estreia, o filme O pátio das com menos de 30 anos nunca sequer os viu. "Por-
cantigas regressa às salas de cinema em Por-tugal, tanto, ou veem este e espero que achem graça e
5 uma comédia do realizador Leonel Vieira que é a depois saltem para os antigos, que têm mais graça, ou
primeira de três "homenagens" aos clássicos 45 ficam-se por aqui. Eu recomendaria ver os dois", disse
portugueses. também à Lusa, admitindo que tem um pouco de
"Não posso repetir esse filme, então só posso medo da comparação entre o "seu" Evaristo e o
fazer uma homenagem", disse à agência Lusa o outro, interpretado por António Silva, ainda que seja
10 realizador Leonel Vieira. também "uma alegria muito grande" fazer esse papel.
O filme baseia-se no sucesso do que foi realizado 50 O ator Rui Unas é outra das primeiras escolhas.
em 1942 por Francisco Ribeiro, com atores como No primeiro Pátio, Carlos Bonito era o músico "galã",
Vasco Santana, António Silva ou Ribeirinho. Mas é mas neste só o mesmo nome assenta num Rui Unas
apenas isso, garante o realizador do novo Pátio: "não que faz de bombeiro, que pinta a barba e que usa
15 refilmei o guião, distanciei-me muito, peguei em lentes de contacto. "Espero que se riam e que per-
alguns elementos que mantive, que são para mim 55 cebam que Carlos Bonito também tem os seus en-
uma homenagem ao filme que nos inspira". E acres- cantos e fragilidades", afirma. Como Miguel Guilherme
centa Leonel Vieira: "Fizemos um corpo totalmente também Rui Unas foi um fã dos clássicos, que via
novo, e acho que o nosso humor é renovado. São "quando era mais puto". E frisa que este O pátio das
20 outros diálogos, as nossas cenas de humor estão cantigas não é um remake nem um decalque, antes
noutras cenas e não tentei refazer as cenas emble- 60 uma homenagem. "Quem conhece o original vai achar
máticas". graça, quem vê pela primeira vez se calhar vai ter
Apesar da distância temporal e do distanciamento curiosidade em conhecer o original, é um filme ven-
do original, diz o realizador que se percebe que um é cedor a todos os níveis".
25 inspirado no outro, que mais não seja pelo título, Este é um otimismo partilhado por um realizador
pelo nome das personagens, pelas "pequenas ho- 65 que tem a cabeça "cheia de projetos", que foi muito
menagens" dentro do filme. É certo que ambos se instado a fazer algo assim e que acabou por abraçar
passam num bairro de Lisboa, o pano de fundo para o um projeto que foi ao seu encontro, através da pro-
cruzamento das várias personagens. Mas lembra o posta de um amigo. "Quero que seja um êxito logo"
30 diretor que um contava o Portugal da década de (o original não foi bem recebido quando estreou),
1940 e que o outro conta a Lisboa e o Portugal atual. 70 não porque a crítica o diga, mas porque as pessoas
E conta-a através de uma dúzia de personagens, gostam. "Não tentei ser génio e inventar em Portu-
de atores conhecidos, alguns ligados à comédia e gal a melhor comédia do mundo. Só tentei fazer uns
outros nem tanto e todos escolhidos a dedo por bons filmes de comédia e recuperar a comédia para
35 Leonel Vieira. Portugal".
Como o ator Miguel Guilherme, que "só podia ser" 75 Leonel Vieira fala no plural. Porque a O pátio das
o irascível Evaristo, dono de uma drogaria no filme cantigas seguem-se O leão da Estrela e A canção
de há 70 anos. Miguel Guilherme, agora um Evaristo de Lisboa.
dono de uma mercearia "gourmet", não esconde a Isabel Pereira, in Rádio Renascença, edição online
40 admiração pelos clássicos do cinema português, mas de 26 de julho de 2015 (consultado em junho de 2017, adaptado).
admite que a maioria das pessoas

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1. O realizador Leonel Vieira
 (A) reproduziu a versão de Francisco Ribeiro.
 (B) fez uma readaptação de dois clássicos.
 (C) homenageou três clássicos portugueses.
 (D) replicou o argumento do original de 1942.
2. O que fundamentalmente distingue a versão atual da anterior
 (A) são os diálogos e o humor.  (C) é o cenário que lhe serve de base.
 (B) são as cenas acrescentadas.  (D) é o tempo retratado e recriado.
3. O realizador prestou
 (A) pouca atenção à seleção do elenco.
 (B) especial atenção à escolha dos atores.
 (C) muita atenção ao argumento e às cenas.
 (D) atenção aos filmes de humor portugueses.
4. Segundo o ator Miguel Guilherme,
 (A) todos os portugueses conhecem os clássicos.
 (B) os lisboetas viram O pátio das cantigas.
 (C) os clássicos devem ser repostos no cinema.
 (D) os mais jovens desconhecem os clássicos.
5. Rui Unas acredita que
 (A) quem vir esta versão não verá a anterior.
 (B) quem viu a primeira versão não verá esta.
 (C) o novo filme interessará a todos os espetadores.
 (D) o novo filme prenderá a atenção dos mais novos.
6. Indique dois aspetos que permitem distinguir a atual versão de O pátio das cantigas da de 1942.
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7. Refira os cuidados na seleção de atores, confirmando com elementos textuais pertinentes.


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8. Justifique a afirmação “um realizador que tem a cabeça ‘cheia de projetos’” (ll. 65-66).
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9. Comprove a pertinência deste tipo de iniciativas.


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10. Explique a afirmação “Leonel Vieira fala no plural” (l. 76).


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