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Aula 00 – LINDB

Professores: Wangney Ilco e Dicler Forestieri


Curso: Direito Civil para ICMS RS RESUMO + QUESTÕES CESPE
Curso: Direito Civil
RESUMO + QUESTÕES COMENTADAS
Profs. Wangney Ilco e Dicler Forestieri – Aula 00

APRESENTAÇÃO

SAIU EDITAL!!!! (12/09/2018)


PROVA: 02 E 03 DE FEVEREIRO/2018
SALÁRIO INICIAL: R$ 20.463,50
BANCA: CESPE
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Olá pessoal! Tudo beleza? Finalmente temos o edtial tão esperado. Não há
tempo a perder. Este concurso é de alto nível e muito desejado.
Assim, sejam bem-vindos ao Curso de Direito CIVIL para o cargo de
Auditor Fiscal do Estado do Rio Grande do Sul (ICMS-RS)
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O curso está 100% atualizado com as normas legais editadas e em


vigor em 2018, e conforme o edital de 12/09/2018. A nossa disciplina
será cobrada na prova junto com direito empresarial e penal com 28 questões
e mínimo de 14. Ou seja, teremos uma quantidade bem razoável de questões
da nossa disciplina, ok? Não podemos adotar como estratégia “deixar de lado
para estudar outra disciplina”. Beleza?
Este é um curso de resumo e questões comentadas CESPE, mais
indicado para quem já tem certo conhecimento sobre os assuntos e necessita
fazer aquela revisão de qualidade.
Assim, o diferencial do presente curso de Direito Civil é a objetividade
e a facilidade na assimilação da matéria, por meio de muitos esquemas
gráficos, tabelas e etc. A linguagem do curso pretende ser a mais próxima
possível de uma aula presencial: solta, objetiva, leve; sem expressões difíceis,
como encontramos nos livros e, principalmente, utilizando muitos recursos
gráficos e esquematizações para facilitar a assimilação do Direito Civil. Afinal, o
objetivo do curso é a aprovação; é ensinar a marcar o “X” na alternativa correta
e “partir pro abraço”. Beleza?
Obs.: Esta aula aborda a recente Lei nº 13.655/18, sancionada em 25/04/2018.

Se não puder voar, corra. Se não puder correr,


ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue
em frente de qualquer jeito.
(Martin Luther King Jr.)

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Sumário

Apresentação dos professores ............................................................. 4


Informações sobre o curso .................................................................. 5
Conteúdo e cronograma das aulas ....................................................... 5

Metodologia utilizada........................................................................... 6
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Legislação aplicável ............................................................................. 6

Análise do Edital e histórico da prova .................................................. 6

Suporte ................................................................................................ 7

1- INTRODUÇÃO ............................................................................ 8
1.1- Leis naturais x leis jurídicas ..................................................... 8
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1.2- Direito Objetivo x Direito Subjetivo .......................................... 8

1.3- Fontes do Direito ...................................................................... 9

1.4- Norma jurídica: Lei em sentido amplo x Lei sentido estrito ...... 9

1.5- Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.................. 10

2- Vigência e Eficácia da Norma .................................................. 11


3- Revogação da Norma .............................................................. 15
4- Conflito de Normas no Tempo ................................................. 17
5- Princípio da Obrigatoriedade .................................................. 19
6- Preenchimento da Lacuna Jurídica .......................................... 19
7- Critérios de Hermenêutica Jurídica ......................................... 21
8- Conflitos de Norma no Espaço ................................................. 23
9- Estatuto de Direito Internacional Privado ............................... 24
10- Lei nº 13.655/18: segurança jurídica e eficiência na criação e na
aplicação do direito público ............................................................... 28
11- Lista de questões .................................................................... 31
12- Questões Comentadas ............................................................. 40
13- Gabarito .................................................................................. 60

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Apresentação dos professores

Me chamo Wangney Ilco. Sou ex-aluno do Colégio Naval (ingresso em


1997) e Escola Naval (ingresso em 2000). Bacharel em Ciências Navais pela
Escola Naval com especialidade em Sistemas (2004). Após alguns anos como
Oficial da Marinha, decidi deixar a vida militar e ingressei nesta doce vida de
“concurseiro”. O foco era a área fiscal, mais especificamente o fisco do Estado
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do Rio de Janeiro. Nos dois primeiros certames (2008) não fui feliz, por absoluta
perda de foco e por problemas pessoais. Porém, já no ano seguinte, após alguns
meses sem estudar, retornei com muita força já com edital na praça. Fiz alguns
ajustes. Foram 45 dias de dedicação total e foco máximo. Resumos, gráficos,
esquemas, mapas-mentais foram utilizados para aproveitar o tempo com a
máxima eficiência. E deu certo! Obtive a tão sonhada aprovação: Auditor
Fiscal da Receita Estadual do Rio de Janeiro. Cargo que exerço atualmente!
Desde então, final de 2009, me tornei Professor de Direito Empresarial e
Direito Civil tendo lecionado em alguns dos principais cursos preparatórios do
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país, dentre eles o Exponencial Concursos (meus cursos de empresarial). No


momento, estou cursando Direito na Universidade Federal do Estado do Rio
de Janeiro – UNIRIO.
Me chamo Dicler Forestieri Ferreira, atualmente ministro aulas
presenciais e a distância de Direito Civil, Direito Penal e Legislação Tributária
Municipal em diversos cursos do Brasil e ocupo o cargo de Auditor-Fiscal
Tributário do Município de São Paulo (ISS-SP). Fui aprovado em SP no concurso
de 2006 e entrei em exercício no ano 2007. Antes deste concurso também exerci
o cargo de Auditor-Fiscal de Tributos do Estado da Paraíba (ICMS-PB – concurso
em 2006) e fui oficial da Marinha do Brasil durante doze anos e meio; além de
ter sido aprovado em 6o lugar para o concurso de Auditor-Fiscal de Tributos do
Estado do Rio Grande do Sul (ICMS-RS - 2006). Após algum tempo somente
dando aulas, retomei os estudos e recentemente fui aprovado em 16º lugar no
TCE-AM em 2015 (Auditor-Substituto de Conselheiro) e em 2º lugar no TCM-RJ
em 2016 (Conselheiro Substituto), cargo que exerço atualmente. Por ter sido
aprovado em alguns excelentes concursos, creio ter condições de lhe dizer qual
a melhor forma para conseguir tal sucesso. Entretanto, nem só de glórias é feita
a vida de um concurseiro, pois também fiquei reprovado em outros onze
concursos. Ou seja, creio que também sei o que não deve ser feito para ser
reprovado. Além de ter escrito dois livros de Direito Penal, sou coautor de dois
livros de questões comentadas de Direito Civil, um da banca CESPE/UnB e outro
da Fundação Carlos Chagas.

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Informações sobre o curso

Conteúdo e cronograma das aulas


Conforme o Edital de 12/09/2018:
Aula Conteúdo

00 A Lei: vigência no tempo e no espaço.


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Sujeitos do Direito: pessoas naturais, pessoas jurídicas; personalidade;


01 capacidade das pessoas naturais e das pessoas jurídicas; domicílio. Objeto
do Direito: bens; divisão e espécie de bens.

Fatos jurídicos. Negócios jurídicos. Validade e defeitos. Nulidade.


02
Prescrição e decadência: conceitos.

Obrigações: direitos reais, direitos pessoais; obrigações de dar, de fazer,


03 de não fazer; solidariedade, indivisibilidade, inexecução; transmissão das
obrigações; adimplemento e extinção.
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Contratos: conceito, classificação; formação; efeitos; revisão;


extinção; contrato, pré-contrato e negociações preliminares.
04 Contratos: Compra e venda; troca ou permuta; doação; empréstimo;
prestação de serviço; empreitada; depósito; mandato, fiança e aval;
sociedade; parceria rural; transporte. Alienação fiduciária em garantia.

05 Atos ilícitos, exclusão da ilicitude, abuso do direito (responsabilidade civil).

Propriedade: conceito; noções gerais; aquisição, perda; restrições ao


direito de propriedade; condomínio. Posse: conceito; classificação;
06 aquisição; perda; efeitos da posse; posse e detenção. Direitos reais sobre
a coisa alheia: conceito, superfície, servidões, usufruto, uso, habitação,
penhor, hipoteca e propriedade fiduciária.

07 Casamento: regime de bens; dissolução da sociedade conjugal

Sucessão legítima: ordem de vocação hereditária; herdeiros legítimos,


necessários; direito de representação. Sucessão testamentária: noções;
08 testamento público; particular; capacidade para testar; usufruto;
revogação dos testamentos. Herança: noções; aceitação; desistência;
exclusão. Inventário e partilha.

*Confira o cronograma com as datas de disponibilização das aulas no


site do Exponencial.
Além de abordar a teoria, comentaremos cerca de 500 questões. Todas
as questões inseridas nas aulas serão devidamente comentadas, de modo a não
deixar dúvidas. Desse modo, este curso será completo. Ele foi elaborado visando
ser sua única fonte de estudos de Direito Civil.

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Metodologia utilizada
Abrangeremos de modo aprofundado os aspectos mais relevantes de
cada tópico do conteúdo exigido, evitando-se, porém, discussões doutrinárias
desnecessárias. Para otimizar seu aprendizado, nosso curso será
ESQUEMATIZADO assim:
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Acreditamos que essa composição seja importante para o


aprofundamento, tendo como propósito uma preparação completa e integral,
visando um excelente desempenho em prova.

Legislação aplicável
A base do nosso curso será o Código Civil (Lei 10.406 de 10 de janeiro de
2002), a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei 4.657
de 4 de setembro de 1942), a Jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre
Direito Civil e a melhor doutrina nacional.

Análise do Edital e histórico da prova


Há algum tempo, as questões de Direito Civil limitavam-se a cobrar a
letra da lei. Com isso, bastava que os alunos decorassem os artigos mais
cobrados para conseguir uma boa pontuação.
Entretanto, a característica da decoreba sofreu diversas mudanças e,
atualmente, as questões costumam cobrar a aplicação dos conceitos em
pequenos casos práticos apresentados. Analisando o conteúdo do seu edital,
tenha certeza que conseguiremos lhe passar o conteúdo necessário para uma
excelente prova.
Analisando a última prova, observamos que do total das 20 questões, 6
questões foram relativas ao Direito Civil, que previa um conteúdo muito
abrangente no edital. Vejamos os assuntos cobrados na prova:

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Prova ICMS-RS FUNDATEC/2014


Atos Ilícitos-exclusão da ilicitude
Sucessão legítima-regime de bens-direito de família
Direito das coisas/reais - usucapião
Pessoa natural-capacidade-personalidade
Sucessão-inventário e partilha
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Fatos e atos jurídicos

É importante destacar que Direito Civil é uma matéria extremamente


extensa, que abrange variadas possibilidades de construções de questões
diferentes, trazendo certa dificuldade para tentar prever o que será cobrado.
Porém, o nosso curso foi construído para atender à totalidade (100%) do
conteúdo programático do edital.
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Suporte
Nosso estudo não se limita apenas à apresentação das aulas ao longo do
curso. É natural surgirem dúvidas. Por isso, estaremos sempre à disposição para
responder aos seus questionamentos através do fórum de cada aula. Todos
têm dúvidas! Errar é comum quando se está tentando aprender. O que não pode
acontecer é você guardar sua dúvida ao invés de expor a sua dificuldade.
No mais, esperamos contar com a presença de vocês neste curso de
maneira otimista e compromissada, para que possamos caminhar juntos, de
mãos dadas, rumo à aprovação. Tenho certeza que com ESFORÇO,
DISCIPLINA e ORGANIZAÇÃO chegaremos lá. Força na remada!
Pois bem, vamos ao que interessa!
DICA DE ESTUDOS: Acessem nossos SIMULADOS totalmente direcionados aos
cargos desejados, bem como nosso SISTEMA DE QUESTÕES ON LINE.

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Aula 00 – A Lei: vigência no tempo e no espaço.

1- INTRODUÇÃO

1.1- Leis naturais x leis jurídicas


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Leis naturais
Princípio da causalidade ≠ Leis jurídicas
Princípio da imputabilidade

As leis naturais são decorrentes da própria ação da natureza, na qual


reina o chamado princípio da causalidade.
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As leis jurídicas, por sua vez, são convenções que disciplinam regras de
conduta, que funcionam como diretivas para ação.

1.2- Direito Objetivo x Direito Subjetivo

Direito Objetivo Direito Subjetivo

• É o conjunto de normas • É o poder atribuído ao indivíduo


jurídicas de caráter geral e de para agir conforme a sua
observância obrigatória pelos faculdade para a satisfação dos
indivíduos; seus interesses tutelados pela
•É imposto pelo Estado; lei (Direito objetivo);
•Refere-se ao conceito de Norma •Refere-se à Facultas Agendis -
Agendi - são normas jurídicas faculdade individual de agir
comportamentais; conforme o direito objetivo;
•Estabele limites à conduta •Expressa a vontade individual
humana em sociedade; •É posterior à norma jurídica;
•Expressa a vontade geral; •Deriva e nasce do Direito
•Organiza a sociedade conforme objetivo;
o conjunto de regras jurídicas; •Ex.: O indivíduo poderá usar o
•Ex.: O respeito à propriedade é seu direito à propriedade para
uma imposição do Direito; protegê-la. Poder de coerção.

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1.3- Fontes do Direito

FONTES do Direito
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FORMAIS NÃO FORMAIS

Lei
Analogia
Doutrina
Costume
Jurisprudência
Princípios Gerais de
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Direito

Diretas ou Lei + Costumes: criam a regra


Imediatas jurídica.
Fontes do
Direito
Doutrina + Jurisprudência: não
Indiretas ou
criam, mas contribuem para a
Mediatas
criação da regra jurídica.

1.4- Norma jurídica: Lei em sentido amplo x Lei sentido estrito

Sentido amplo Não precisa ser proveniente do


(lato sensu) Poder Legislativo
Lei
Sentido estrito Necessariamente proveniente do
(stricto sensu) Poder Legislativo

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1.5- Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro


....lex legum – sobredireito, superdireito, lei das leis, norma sobre as
normas. Logo, a LINDB possui de início duas características principais:
CONJUNTO DE NORMAS SOBRE NORMAS e APLICABILIDADE A TODOS
OS RAMOS DO DIREITO.
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As principais características da LINDB são:


- Ser um conjunto de normas sobre normas, pois é uma
lei que disciplina outras normas jurídicas, assinalando-
lhes a maneira de aplicação e entendimento, sendo
chamada de lei das leis (lex legum);
- Ser aplicável a todos os ramos do direito, não apenas
ao Direito Civil; e por ultrapassar em muito o âmbito do
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Direito Civil, podemos afirmar que os dispositivos deste


diploma legal contém normas de sobredireito.

Interesses Direito Relações entre


do Estado particulares

Público Privado

D.
D. D. Direito Direito
Tributário,
Constitucional Administrativo Comercial Civil
etc.

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro


LINDB

Lex Legum

Normas de
Vigência e Conflito das Critérios de Formas de
Direito
Eficácia das LEIS no Hermenêutica Integração
Internacional
normas Tempo e no Jurídica da norma
público e
jurídicas Espaço (interpretação) jurídica
privado

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Características das LEIS


A LEI objetiva atingir todas as pessoas que se encontrem na
mesma situação jurídica. Ela não é personalíssima. Não é
dirigida especificamente a um indivíduo; mas, à
Generalidade ou coletividade. A exceção é a lei formal ou singular, que se
Impessoalidade aplica apenas a uma pessoa. Exemplo: uma lei criada para
dar pensão a uma pessoa pública que esteja passando
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dificuldades. A doutrina afirma que é um ato administrativo


com forma de lei.

Obrigatoriedade e O descumprimento da lei autoriza a aplicação de uma


imperatividade sanção
Permanência ou
A lei não se esgota em uma única aplicação.
persistência
Se a lei for violada, o ofendido pode pleitear uma indenização
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por perdas e danos caso tenha sofrido um prejuízo em


Autorizante
virtude da lei. É aqui que a lei se distingue das normas
sociais, que, se violadas, não ensejam perdas e danos.

Pois bem, segundo sua força obrigatória, as leis podem ser:

Quanto à Imperatividade ou Obrigatoriedade:

COGENTES Não COGENTES


-É absoluta, lei de ordem pública; -É relativa;
-Representa uma ação ou abstenção; -Representa faculdade de agir ou de
-Mandamentais ou Proibitivas; se abster - vontade das partes;
-Proibida a direção alcoolizada; -Permissivas ou Supletivas;
-Usar o cinto de segurança. -Casamento (escolha do regime de
bens).

2- Vigência e Eficácia da Norma

O art. 1o, caput, da LINDB consagra o princípio da vigência sincrônica:

45 dias
Salvo
a lei começa em todo o depois de
disposição
a vigorar país oficialmente
contrária
publicada

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• Princípio da Vigência Sincrônica: a obrigatoriedade da lei no país é


simultânea, pois ela entra em vigor a um só tempo em todo o país, ou
seja, quarenta e cinco dias após sua publicação, não havendo data
estipulada para sua entrada em vigor.
.....de acordo com a dependência de outras normas, podem ser:
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a) Normas de eficácia plena – quando a eficácia é imediatamente


concretizada;

b) Normas de eficácia limitada – quando a eficácia depende de uma outra


norma; e

c) Normas de eficácia contida – quando a eficácia pode ser restringida


por outra norma.

- Leis temporárias: são aquelas que contêm prazo (dia de início e dia do
fim) de vigência previsto expressamente em seu corpo.

- Leis excepcionais: são as que vinculam o prazo de vigência a


determinadas circunstâncias, como guerra, epidemia, etc.

§ 1o Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando


admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada. [...].

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O processo de nascimento de uma lei pode ser apresentado da seguinte


forma:

Discussão e
Iniciativa Sanção ou Veto
aprovação
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Publicação Promulgação
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PROMULGAÇÃO ≠ PUBLICAÇÃO

Publicação
Promulgação
divulga a existência da lei
declara a existência da lei
exigência para entrada em
"nascimento" da lei vigor

Existem três espécies de leis de acordo com o prazo de vacatio legis:

1) Lei com “vacatio legis” expressa: é a lei de grande repercussão,

2) Lei com “vacatio legis” tácita: ..., no silêncio da lei, entra em vigor
no país 45 dias depois de oficialmente publicada

3) Lei sem “vacatio legis”: é aquela de pequena repercussão,

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O dia da publicação de uma lei está inserido na contagem do prazo de vacatio legis.

Art. 1o da LIDB – [...].

§ 3o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto,
destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores
começará a correr da nova publicação.

§ 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

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3- Revogação da Norma

1) total (ab-rogação): quando toda a lei é revogada; ou

2) parcial (derrogação): quando apenas parte da lei anterior é revogada.

Revogação total Revogação parcial


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(ab-rogação) (derrogação)
toda a lei é tornada sem parte da lei é tornada sem
efeito efeito

Princípio da Continuidade (art. 2o, caput, da LIDB).


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Não se
até que outra a
destinando à
a lei terá vigor modifique ou
vigência
revogue
temporária

Art. 2o § 1o da LIDB - A lei posterior revoga a anterior quando


expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando
regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

1) Revogação expressa ou direta: quando a lei indica os dispositivos que


estão sendo por ela revogados.

2) Revogação tácita ou indireta: se subdivide em dois tipos.

- Revogação tácita por incompatibilidade; e

- Revogação tácita global (quando uma lei nova regula inteiramente


uma matéria tratada por uma lei anterior).

expressamente o Revogação
declare expressa

A lei posterior
seja com ela
revoga a
incompatível
anterior quando
Revogação
tácita
regule inteiramente a
matéria de que tratava a
lei anterior

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Art. 9o da LC 95/98 - A cláusula de revogação deverá enumerar,


expressamente, as leis ou disposições legais revogadas.

CRITÉRIOS PARA A SOLUÇÃO DE UMA ANTINOMIA APARENTE

1) HIERÁRQUICO (lex superior derrogat legi inferiori): consiste em


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verificar qual das normas é superior, independentemente da data de


vigência das duas normas (exemplo: um regulamento não poderá revogar
uma lei ainda que entre em vigor após esta);
2) ESPECIALIDADE (lex specialis derrogat legi generali): as normas
gerais não podem revogar ou derrogar preceito ou regra disposta e
instituída em norma especial, e;
3) CRONOLÓGICO (lex posterior derrogat legi priori): a norma que entrar
em vigor posteriormente irá revogar a norma anterior que estava em vigor.
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Prevalecem as leis de hierarquia


Hierárquico
superior

Prevalecem as leis especiais em


Especialidade
relação às gerais

Prevalecem as leis novas em


Cronológico
relação às anteriores

Princípio da conciliação (art. 2o, § 2o da LINDB).

que estabeleça
disposições não revoga nem
A lei nova gerais ou modifica a lei
especiais a par anterior
das já existentes

Princípio da conciliação: se uma lei não contraria outra já existente,


então eles podem coexistir, não havendo a necessidade de revogação.

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Repristinação (art. 2o, § 3o da LINDB).

Art. 2o, § 3o da LINDB - Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se


restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.

... a regra é a não-restauração da norma


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4- Conflito de Normas no Tempo

Para solucionar tais conflitos existem dois critérios:

• disposições transitórias: o próprio legislador no texto normativo


novo concilia a nova norma com as relações já definidas pela norma anterior;

• princípio da irretroatividade: a lei não deve retroagir para atingir


fatos e efeitos já consumados sob a lei antiga.

.... efeitos, temos que eles podem ser:

a) Pretéritos: são os que se constituíram na vigência de uma lei e tem


seus efeitos produzidos na vigência daquela lei.

b) Futuros: são os que ainda não foram gerados.

c) Pendentes: são os que foram constituídos na vigência de uma lei


anterior e não produziram todos os seus efeitos nela.

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A lei em vigor

terá
respeitados
efeito
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ato
direito coisa
imediato geral jurídico
adquirido julgada
perfeito

• Ato Jurídico Perfeito: é o ato que já se consuma segundo a lei de seu


tempo

• Direito Adquirido: é direito incorporado ao patrimônio do particular

Apesar de não ser cabível recurso, a coisa julgada pode ser


questionada por meio de ação rescisória (não é um recurso),

Art. 5º, XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico
perfeito e a coisa julgada;

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5- Princípio da Obrigatoriedade

art. 3º da LINDB.

Ninguém se escusa de
alegando que não a conhece
cumprir a lei
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Pode ser uma exceção o art. 8º da Lei de Contravenções Penais.

Art. 8º No caso de ignorância ou de errada compreensão da lei, quando


escusáveis, a pena pode deixar de ser aplicada.
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6- Preenchimento da Lacuna Jurídica

Segundo o princípio da indeclinabilidade de jurisdição ou da


jurisdição obrigatória (art. 4o da LINDB)

analogia

ORDEM
o juiz decidirá o
Quando a lei
caso de acordo costumes
for omissa
com
principios gerais de
direito

MECANISMOS DE INTEGRAÇÃO DO ORDENAMENTO JURÍDICO

Deve ser observada a sequência apresentada, ou seja, primeiro o magistrado


deve fazer uso da analogia, posteriormente dos costumes e, por último, dos
princípios gerais de direito.

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OBSERVAÇÃO SOBRE A EQUIDADE !!!!

Art. 140. O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou


obscuridade do ordenamento jurídico.
Parágrafo único. O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos
em lei.
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- Entretanto, tome cuidado com questões de prova que mencionam ser a


equidade uma fonte de integração do ordenamento jurídico expressa na
LINDB, pois a afirmativa estará errada.
ANALOGIA é fonte formal mediata do direito, utilizada com a finalidade
de integração da lei.
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ANALOGIA LEGAL ➔ UMA NORMA

ANALOGIA JURÍDICA ➔ CONJUNTO DE NORMAS


O COSTUME é a repetição da conduta, de maneira constante e uniforme,
em razão da convicção de sua obrigatoriedade.

1) Costume secundum legem - é o que auxilia a esclarecer o conteúdo de


certos elementos da lei (art. 569, II do CC).

2) Costume contra legem ou negativo – é o que contraria a lei.

3) Costume praeter legem ou integrativo – é o que supre a ausência ou


lacuna da lei nos casos omissos (art. 4o da LIDB).

CARACTERÍSTICAS - CONTINUIDADE
DOS - DIUTURNIDADE
COSTUMES - OBRIGATORIEDADE
PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO são postulados que estão implícita ou
explicitamente expostos no sistema jurídico, contendo um conjunto de regras.

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7- Critérios de Hermenêutica Jurídica

Hermenêutica jurídica é a ciência, a arte da interpretação da


linguagem jurídica.
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INTEGRAÇÃO INTERPRETAÇÃO


NÃO HÁ LEI HÁ UMA LEI DÚBIA
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Art. 5o da LINDB - Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais


a que ela se dirige e às exigências do bem comum.

INTERPRETAÇÃO QUANTO À FONTE OU ORIGEM

Autêntica Jurisprudencial
Doutrinal
Emana do próprio
legislador que reconhece
a ambigüidade da norma Tem como origem as
Emana dos estudiosos
e elabora uma nova lei reiteradas decisões
da matéria do direito e
destinada a esclarecer a judiciais proferidas pelos
das obras científicas.
intenção da primeira. diversos Tribunais.

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Gramatical ou literal: Busca auxílio nas regras de


gramática para a solução da dúvida, tal como a análise
da pontuação, da colocação da palavra na frase, a sua
origem etimológica, etc.

Histórica: Baseia-se na investigação dos antecedentes


Interpretação da norma, ou seja, consiste na pesquisa das
quanto ao
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circunstâncias que nortearam a sua elaboração, de


meio ou ordem econômica, política e social, bem como do
elemento pensamento dominante ao tempo da formação da
utilizado norma.

Lógica ou racional: Atende ao espírito da lei


procurando-se apurar o sentido e a finalidade da norma,
a intenção do legislador, através de raciocínios lógicos,
com abandono dos elementos puramente verbais.
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Teleológica ou sociológica: Adapta-se o sentido ou


finalidade da norma às novas exigências sociais.

Sistemática: Entende-se que a lei não existe


isoladamente e o Direito deve ser visto como um todo,
como um sistema, comparando a norma com outras
espécies legais.

INTERPRETAÇÃO QUANTO AOS RESULTADOS

Declarativa Extensiva Restritiva

Quando a letra da lei Quando o legislador Quando o legislador


expõe na lei menos do expõe na lei mais do que
corresponde
que pretendia dizer, pretendia dizer, sendo
exatamente ao que o sendo necessário ampliar necessário restringir a
legislador pensa. a aplicação da lei. aplicação da lei.

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8- Conflitos de Norma no Espaço

Pela LINDB (arts. 7o a 19), serão solucionados os conflitos decorrentes da


aplicação espacial de normas, que estão relacionadas à noção de soberania
dos Estados, por isso, é que a Lei de Introdução é considerada o Estatuto de
Direito Internacional Público e Privado.
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TERRITORIALIDADE (lei do país em que se originar a relação jurídica)

Art. 8o Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes,


aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados.

Art. 9o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país


em que se constituírem.
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Art. 11 As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as


sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se
constituírem.

Art. 13 A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei
que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não
admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira
desconheça.

EXTRATERRITORIALIDADE possível a utilização de uma lei diferente da


original

Art. 7o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras


sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade
e os direitos de família.

Art. 10 A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em


que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja
a natureza e a situação dos bens.

Art. 12 É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu


domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.

Art. 17 As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer


declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando
ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons
costumes.

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9- Estatuto de Direito Internacional Privado

Art. 7º, LINDB:

A lei do país em que


domiciliada a pessoa
determina as regras sobre
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o começo e o
os direitos de
fim da o nome a capacidade
família
personalidade
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IMPEDIMENTOS
MATRIMONIAIS
CASAMENTO
APLICAÇÃO DA
REALIZADO NO
LEI BRASILEIRA
BRASIL
FORMALIDADES
DA CELEBRAÇÃO

§ 2o O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades


diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes.

NUBENTES COM LEI DO PRIMEIRO


INVALIDADE DO
DOMICÍLIO DOMICÍLIO
MATRIMÔNIO
DIVERSO CONJUGAL

§ 4o O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que


tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio
§ 5º - O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante
expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do
decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do regime de
comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta
adoção ao competente registro.

§ 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem


brasileiros, só será reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da
sentença, salvo se houver sido antecedida de separação judicial por
igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato,
obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças
estrangeiras no país. O Superior Tribunal de Justiça, na forma de seu
regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento do interessado,
decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças

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estrangeiras de divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos


os efeitos legais.

§ 7o Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-


se ao outro cônjuge e aos filhos não emancipados, e o do tutor ou curador
aos incapazes sob sua guarda.

§ 8o Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no


lugar de sua residência ou naquele em que se encontre.
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Art. 8o Para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes,


aplicar-se-á a lei do país em que estiverem situados.

Lei de onde estiver


REGRA
situado
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MÓVEIS TRAZIDOS Lei de onde o


BENS OU proprietário for
TRANSPORTADOS domiciliado

Lei do domicílio da
EM PENHOR pessoa com a
posse

Art. 9o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em


que se constituírem.

Lei do país em que


REGRA
se constituirem

Observa-se a
A SER EXECUTADA forma, mas
NO BRASIL COM admite-se a lei
OBRIGAÇÕES
FORMA estrangeira nos
ESSENCIAL requisitos
extrinsecos

Lugar em
RESULTANTE DE
queresidir o
CONTRATO
proponente

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Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em
que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza
e a situação dos bens.

Lei do domicílio do
REGRA defunto ou
desaparecido
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COM BENS DE
Lei mais benéfica
ESTRANGEIROS
SUCESSÃO para o cônjuge eos
SITUADOS NO
filhos brasileiros
PAÍS

Lei do domicílio do
CAPACIDADE
herdeiro ou
PARA SUCEDER
legatário
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Art. 11. As organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como


as sociedades e as fundações, obedecem à lei do Estado em que se
constituirem.
§ 1o Não poderão, entretanto ter no Brasil filiais, agências ou
estabelecimentos antes de serem os atos constitutivos aprovados pelo
Governo brasileiro, ficando sujeitas à lei brasileira.

§ 2o Os Governos estrangeiros, bem como as organizações de qualquer


natureza, que eles tenham constituido, dirijam ou hajam investido de
funções públicas, não poderão adquirir no Brasil bens imóveis ou
susceptiveis de desapropriação.
§ 3o Os Governos estrangeiros podem adquirir a propriedade dos prédios
necessários à sede dos representantes diplomáticos ou dos agentes
consulares.

Art. 12. É competente a autoridade judiciária brasileira, quando for o réu


domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação.

§ 1o Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das ações


relativas a imóveis situados no Brasil.

§ 2o A autoridade judiciária brasileira cumprirá, concedido o exequatur e


segundo a forma estabelecida pele lei brasileira, as diligências deprecadas
por autoridade estrangeira competente, observando a lei desta, quanto ao
objeto das diligências.
Art. 13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei
que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo
os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça.

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Art. 14. Não conhecendo a lei estrangeira, poderá o juiz exigir de quem a
invoca prova do texto e da vigência.

Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que


reuna os seguintes requisitos:

a) haver sido proferida por juiz competente;

b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia;


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c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias


para a execução no lugar em que foi proferida;

d) estar traduzida por intérprete autorizado;


e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal. (Vide art.105, I, i da
Constituição Federal).
Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 12.036, de 2009).

Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:


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I - processar e julgar, originariamente:


i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de
exequatur às cartas rogatórias;

Perceba que o art. 105, I da CF/88 alterou a competência para homologar


sentenças proferidas no estrangeiro do STF para o STJ.

Art. 16. Quando, nos termos dos artigos precedentes, se houver de aplicar
a lei estrangeira, ter-se-á em vista a disposição desta, sem considerar-se
qualquer remissão por ela feita a outra lei.

Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer
declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a
soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes.
Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades
consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de
Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito
dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado.

§ 1º As autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a


separação consensual e o divórcio consensual de brasileiros, não havendo
filhos menores ou incapazes do casal e observados os requisitos legais
quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as
disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão
alimentícia e, ainda, ao acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome
de solteiro ou à manutenção do nome adotado quando se deu o
casamento.

§ 2o É indispensável a assistência de advogado, devidamente constituído,


que se dará mediante a subscrição de petição, juntamente com ambas as
partes, ou com apenas uma delas, caso a outra constitua advogado próprio,
não se fazendo necessário que a assinatura do advogado conste da escritura
pública.

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Art. 19. Reputam-se válidos todos os atos indicados no artigo anterior e


celebrados pelos cônsules brasileiros na vigência do Decreto-lei nº 4.657, de
4 de setembro de 1942, desde que satisfaçam todos os requisitos legais.
Parágrafo único. No caso em que a celebração dêsses atos tiver sido
recusada pelas autoridades consulares, com fundamento no artigo 18 do
mesmo Decreto-lei, ao interessado é facultado renovar o pedido dentro em
90 (noventa) dias contados da data da publicação desta lei.
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Os artigos acima possuem uma incidência menor em provas de


concursos.

10- Lei nº 13.655/18: segurança jurídica e eficiência na criação


e na aplicação do direito público
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Em 25/04/2018 foi sancionada a Lei nº 13.655/18, que dispõe sobre


segurança jurídica e eficiência na criação e na aplicação do direito público.
Esta lei adicionou 10 artigos à LINDB (o artigo 25 foi vetado). O artigo 29
deverá observar a vacatio legis de 180 dias.
Essas alterações trazem à LINDB disposições de direito público, em
especial ao direito administrativo, financeiro, orçamentário e tributário.
Logo, devemos ter atenção a essa novidade na LINDB: poderá cair em
sua prova!!! Por ser uma novidade, o mais provável é sua cobrança na
literalidade. Segue a transcrição dos artigos introduzidos na LINDB:
Art. 20. Nas esferas administrativa, controladora e judicial, não se decidirá com
base em valores jurídicos abstratos sem que sejam consideradas as
consequências práticas da decisão.
Parágrafo único. A motivação demonstrará a necessidade e a adequação da
medida imposta ou da invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma
administrativa, inclusive em face das possíveis alternativas.
Art. 21. A decisão que, nas esferas administrativa, controladora ou judicial,
decretar a invalidação de ato, contrato, ajuste, processo ou norma
administrativa deverá indicar de modo expresso suas consequências jurídicas e
administrativas.
Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput deste artigo deverá, quando
for o caso, indicar as condições para que a regularização ocorra de modo
proporcional e equânime e sem prejuízo aos interesses gerais, não se podendo
impor aos sujeitos atingidos ônus ou perdas que, em função das peculiaridades
do caso, sejam anormais ou excessivos.

Profs. Wangney Ilco e Dicler Forestieri 28 de 60


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Art. 22. Na interpretação de normas sobre gestão pública, serão considerados


os obstáculos e as dificuldades reais do gestor e as exigências das políticas
públicas a seu cargo, sem prejuízo dos direitos dos administrados.
§ 1º Em decisão sobre regularidade de conduta ou validade de ato, contrato,
ajuste, processo ou norma administrativa, serão consideradas as circunstâncias
práticas que houverem imposto, limitado ou condicionado a ação do agente.
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§ 2º Na aplicação de sanções, serão consideradas a natureza e a gravidade da


infração cometida, os danos que dela provierem para a administração pública,
as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes do agente.
§ 3º As sanções aplicadas ao agente serão levadas em conta na dosimetria das
demais sanções de mesma natureza e relativas ao mesmo fato.
Art. 23. A decisão administrativa, controladora ou judicial que estabelecer
interpretação ou orientação nova sobre norma de conteúdo indeterminado,
impondo novo dever ou novo condicionamento de direito, deverá prever regime
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de transição quando indispensável para que o novo dever ou condicionamento


de direito seja cumprido de modo proporcional, equânime e eficiente e sem
prejuízo aos interesses gerais.
Parágrafo único. (VETADO).
Art. 24. A revisão, nas esferas administrativa, controladora ou judicial, quanto
à validade de ato, contrato, ajuste, processo ou norma administrativa cuja
produção já se houver completado levará em conta as orientações gerais da
época, sendo vedado que, com base em mudança posterior de orientação geral,
se declarem inválidas situações plenamente constituídas.
Parágrafo único. Consideram-se orientações gerais as interpretações e
especificações contidas em atos públicos de caráter geral ou em jurisprudência
judicial ou administrativa majoritária, e ainda as adotadas por prática
administrativa reiterada e de amplo conhecimento público.
Art. 25. (VETADO).
Art. 26. Para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa
na aplicação do direito público, inclusive no caso de expedição de licença, a
autoridade administrativa poderá, após oitiva do órgão jurídico e, quando for o
caso, após realização de consulta pública, e presentes razões de relevante
interesse geral, celebrar compromisso com os interessados, observada a
legislação aplicável, o qual só produzirá efeitos a partir de sua publicação oficial.
§ 1º O compromisso referido no caput deste artigo:
I - buscará solução jurídica proporcional, equânime, eficiente e compatível com
os interesses gerais;
II – (VETADO);
III - não poderá conferir desoneração permanente de dever ou condicionamento
de direito reconhecidos por orientação geral;

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IV - deverá prever com clareza as obrigações das partes, o prazo para seu
cumprimento e as sanções aplicáveis em caso de descumprimento.
§ 2º (VETADO).
Art. 27. A decisão do processo, nas esferas administrativa, controladora ou
judicial, poderá impor compensação por benefícios indevidos ou prejuízos
anormais ou injustos resultantes do processo ou da conduta dos envolvidos.
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§ 1º A decisão sobre a compensação será motivada, ouvidas previamente as


partes sobre seu cabimento, sua forma e, se for o caso, seu valor.
§ 2º Para prevenir ou regular a compensação, poderá ser celebrado
compromisso processual entre os envolvidos.
Art. 28. O agente público responderá pessoalmente por suas decisões
ou opiniões técnicas em caso de dolo ou erro grosseiro.
§ 1º (VETADO).
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§ 2º (VETADO).
§ 3º (VETADO).
Art. 29. Em qualquer órgão ou Poder, a edição de atos normativos por
autoridade administrativa, salvo os de mera organização interna, poderá ser
precedida de consulta pública para manifestação de interessados,
preferencialmente por meio eletrônico, a qual será considerada na decisão.
§ 1º A convocação conterá a minuta do ato normativo e fixará o prazo e demais
condições da consulta pública, observadas as normas legais e regulamentares
específicas, se houver.
§ 2º (VETADO).”
Art. 30. As autoridades públicas devem atuar para aumentar a segurança
jurídica na aplicação das normas, inclusive por meio de regulamentos, súmulas
administrativas e respostas a consultas.
Parágrafo único. Os instrumentos previstos no caput deste artigo terão caráter
vinculante em relação ao órgão ou entidade a que se destinam, até ulterior
revisão.

______________________________________________________________

Então, caros alunos e alunas,

Esta foi a nossa aula de hoje. Uma aula-resumo com questões FCC. Muitos
esquemas, tabelas, gráficos. Ideal para a reta final do concurso!

Bons estudos!

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11- Lista de questões

1. (CESPE/Procurador-Manaus-AM/2018) À luz das disposições do direito


civil pertinentes ao processo de integração das leis, aos negócios jurídicos, à
prescrição e às obrigações e contratos, julgue o item a seguir.
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O conflito de normas que pode ser resolvido com a simples aplicação do critério
hierárquico é classificado como antinomia aparente de primeiro grau.

2. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
Se a lei não dispuser em sentido diverso, a sua vigência terá início noventa dias
após a data de sua publicação.
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3. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
Lei em vigor tem efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o
direito adquirido e a coisa julgada.

4. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
O intervalo temporal entre a publicação e o início de vigência de uma lei
denomina-se vacatio legis.

5. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
O prazo de vacatio legis se aplica às leis, aos decretos e aos regulamentos.

6. (CESPE/AJAJ-TRT-7/2017) Conforme a Lei de Introdução às Normas do


Direito Brasileiro,
a) como regra, a lei revogada se restaura quando a lei revogadora perde sua
vigência, instituto conhecido como repristinação.
b) quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
c) as correções a texto de lei já em vigor não são consideradas lei nova.
d) toda lei entra em vigor no país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada, sem exceção.

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7. (CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2017) De acordo com a


legislação de regência e o entendimento dos tribunais superiores, julgue o
próximo item.
Uma lei nova, ao revogar lei anterior que regulamentava determinada relação
jurídica, não poderá atingir o ato jurídico perfeito, o direito adquirido nem a
coisa julgada, salvo se houver determinação expressa para tanto.
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8. (CESPE/Delegado de Polícia-AL/2012) Com base no que dispõe a Lei de


Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e Direito Civil, julgue os
itens subsecutivos.
A LINDB é considerada uma lex legum, ou seja, uma norma de sobredireito.

9. (CESPE/Auxiliar Judiciário/TJ-AC/2012) Com base na Lei de Introdução


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às Normas Brasileiras, julgue os itens a seguir.


A vigência da norma começa com sua promulgação.

10. (CESPE/Analista/Área Advocacia/SERPRO/2013) A respeito das


normas relativas à aplicação e vigência da lei contidas na Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
Considerar-se-á revogada uma lei até então vigente quando uma lei nova,
aprovada segundo as regras do processo legislativo, passar a regulamentar
inteiramente a mesma matéria de que tratava a lei anterior, ainda que a lei
nova não o declare expressamente.

11. (CESPE/Auditor Federal de Controle Externo/TCU/2013) Julgue os


itens a seguir, com fundamento na Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro
e na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Após cinco anos de vigência de lei especial sobre determinada matéria, foi
editada nova lei contemplando disposições gerais acerca do mesmo tema. Nessa
situação, a edição da lei mais recente, a qual estabelece disposições gerais,
revoga a lei anterior especial.

12. (CESPE/TJAA/TJ-SE/2014) No que se refere aos dispositivos da Lei de


Introdução às normas do Direito Brasileiro e à vigência, aplicação, interpretação
e integração das leis, julgue o seguinte item.
Conforme previsão expressa da Lei de Introdução às normas do Direito
Brasileiro, nas hipóteses de omissão legislativa, serão aplicados a analogia, os
costumes, a equidade e os princípios gerais de direito.

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13. (CESPE/Delegado-PF/2013) Com base na Lei de Introdução às Normas


do Direito Brasileiro, julgue o item a seguir.
A revogação de uma norma pela superveniência de outra que disponha sobre a
mesma matéria poderá atingir as situações já consumadas sob a égide da lei
antiga, afetando os efeitos pretéritos produzidos ou incidindo sobre os efeitos
presentes ou futuros de situações passadas ocorridas na vigência da norma
revogada.
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14. (CESPE/Procurador-PGE-AL/2009) A respeito da vigência e aplicação


da lei, assinale a opção correta.
a) A lei posterior revoga a anterior se for com ela incompatível, ou se
estabelecer disposições gerais a par das já existentes.
b) Em que pese lei em vigor ter efeito imediato e geral, deverá ser respeitado
o direito adquirido, que se traduz naquele que já foi consumado segundo a
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lei vigente ao tempo em que se efetuou.


c) Como não pode deixar de decidir, quando a lei for omissa, o juiz deverá
atentar para os fins sociais a que ela se dirige e decidir o caso de acordo com
a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito.
d) Considerando que ninguém pode se escusar de cumprir a lei, esta começa a
vigorar a partir da sua publicação, salvo disposição em contrário, tanto no
Brasil como nos Estados estrangeiros.
e) A derrogação torna sem efeito parte de uma norma, de forma que a norma
não perderá sua vigência, pois apenas os dispositivos alcançados é que não
terão mais obrigatoriedade.
15. (CESPE - Delegado de Polícia – Polícia Civil/AL – 2012) Com base no
que dispões a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e
Direito Civil, julgue os itens subsecutivos.
A teoria da territorialidade temperada foi adotada pelo direito brasileiro.

16. (CESPE - Atividades Técnicas de Suporte/Área Nível Superior -


Ministério das Comunicações - 2013) Com referência à Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue os itens seguintes.
Caso tenha sido publicada uma lei estabelecendo que a pessoa idosa, a partir
de 65 anos de idade, deverá ter descontos de 20% nas passagens de avião e,
posteriormente, no período de 60 dias, publique-se lei retificando a idade para
60 anos, esta será considerada lei nova.

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17. (CESPE - Atividades de Complexidade Intelectual/Área Nível


Superior - Ministério das Comunicações - 2013) Com referência à Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue o item.
Caso ex-companheiro homossexual requeira judicialmente pensão post mortem,
não havendo norma sobre a matéria, o juiz poderá decidir o caso com base na
analogia e nos princípios gerais de direito.
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18. (CESPE – Analista/Área Advocacia - SERPRO - 2013) A respeito das


normas relativas à aplicação e vigência da lei contidas na Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
Ao decidir uma lide, caso constate que não há lei que regulamente aquela
matéria, o juiz deverá suspender o julgamento e aguardar que seja editada lei
que regulamente a matéria.
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19. (CESPE - Técnico Judiciário - TJAC/AC - 2012) No tocante à lei de


introdução ao direito brasileiro, julgue os itens a seguir.
Considere que determinada lei tenha sido publicada em 25/6/2012 e passado a
vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois. Nessa situação, se for
constatada a existência de erro material em seu texto após essa data, a sua
correção será considerada lei nova.

20. (CESPE - Técnico Judiciário - TJAC/AC - 2012) No tocante à lei de


introdução ao direito brasileiro, julgue os itens a seguir.
Se a lei for omissa, o juiz poderá usar a equidade para decidir o caso concreto.

21. (CESPE - Analista Judiciário/Área Judiciária - STM – 2011) No que se


refere à Lei de Introdução ao Código Civil e ao Novo Código Civil, julgue os itens
a seguir.
Havendo lacuna no sistema normativo, o juiz não poderá abster-se de julgar.
Nesse caso, para preenchimento dessa lacuna, o juiz deve valer-se, em primeiro
lugar, da analogia; persistindo a lacuna, serão aplicados os costumes e, por fim,
os princípios gerais do direito.

22. (CESPE - Auditor Federal de Controle Externo/Área Auditoria


Governamental - TCU – 2015) A respeito das pessoas naturais e jurídicas,
dos fatos e negócios jurídicos e do disposto na Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, julgue os seguintes itens.

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A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro prevê, em ordem


preferencial e taxativa, como métodos de integração do direito, a analogia, os
costumes e os princípios gerais do direito.

23. (CESPE - Defensor Público Federal de Segunda Categoria - DPU -


2015) Considerando a existência de relação jurídica referente a determinado
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objeto envolvendo dois sujeitos, julgue o próximo item.


Se a norma jurídica regente da referida relação jurídica for revogada por norma
superveniente, as novas disposições normativas poderão, excepcionalmente,
aplicar-se a essa relação, ainda que não haja referência expressa à
retroatividade.

24. (CESPE - Agente de Proteção - TJRR/RR - 2012) Com base no que


dispõe a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens
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seguintes.
A vacatio legis de uma lei, em regra, é de um ano, a contar da publicação da
norma.

25. (CESPE - Técnico Judiciário - TJRR/RR – 2012) Com base no que


dispõe a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens que
se seguem.
Uma lei entrará em vigor no país quarenta e cinco dias após sua publicação em
diário oficial, salvo disposição em contrário. Nos estados estrangeiros, quando
admitida, a lei entrará em vigor seis meses após sua publicação oficial.

26. (CESPE - Analista Administrativo – ANCINE – 2013) À luz das


disposições constantes da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue o item abaixo.
A lei do país no qual nasce a pessoa determina as regras sobre o início de sua
personalidade.

27. (CESPE - Analista Judiciário/Área Administrativa – TRE/ES – 2011)


Acerca da aplicação da lei, julgue o item abaixo.
Se duas pessoas celebrarem um contrato na Alemanha, sem estipular o direito
a ser aplicado, e esse contrato for executado no Brasil, local de domicílio da
parte interessada, serão aplicadas as leis brasileiras.

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28. (CESPE - Defensor Público Federal de Segunda Categoria – DPU –


2015) Ainda no que concerne ao direito internacional, julgue os itens
subsequentes. No que concerne à aplicação da lei estrangeira no país, a Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro refere-se expressamente ao princípio
da ordem pública.
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29. (CESPE - Atividades de Complexidade Intelectual - MC - 2013) Com


referência à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue
os itens seguintes.
O direito pátrio tem como regra a aplicação da lei nova aos casos futuros,
continuando a norma revogada a reger os casos pendentes.

30. (CESPE/Analista-Direito-FUNPRESP-JUD/2016) A respeito da lei de


introdução às normas do direito brasileiro, das pessoas, dos negócios jurídicos,
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da prescrição e da prova do fato jurídico, julgue o item seguinte.


Ocorre a ultratividade de uma norma jurídica quando essa norma continua a
regular fatos ocorridos antes da sua revogação.

31. (CESPE/Auxiliar Técnico de Controle Externo-Área Administrativa-


TCE-PA/2016) Uma lei nova, oficialmente publicada, que regula inteiramente
assunto que antes era disciplinado por outra norma, nada estabeleceu sobre a
data de sua entrada em vigor e o seu prazo de vigência; foi silente também
quanto à revogação da lei mais antiga. Sessenta dias depois da publicação
oficial, um juiz recebeu um processo em que as partes discutiam um contrato
firmado anos antes, com base na lei antiga.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item subsequente, considerando as
disposições da lei de introdução às normas do direito brasileiro.
A lei nova vigorará até que outra a modifique ou revogue.

32. (CESPE/TJ-SE/TJAJ/2014) A interpretação teleológica consiste na


análise da norma de forma contextual, com a comparação entre os
dispositivos do próprio texto legal e outros diplomas normativos.

33. (CESPE/TRF 5ª Região/Juiz Substituto/2015) Se, ao interpretar a lei,


o magistrado concluir que a impenhorabilidade do bem de família deve
resguardar o sentido amplo da entidade familiar, abrangendo, além dos imóveis
do casal, também os imóveis pertencentes a pessoas solteiras, separadas e
viúvas, ainda que estas não estejam citadas expressamente no texto legal, essa
interpretação, no que se refere aos meios de interpretação, será classificada
como

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a) sistemática.
b) histórica.
c) jurisprudencial.
d) teleológica.
e) lógica.
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34. (CESPE/AJAJ-TRT-7/2017) Conforme a Lei de Introdução às Normas do


Direito Brasileiro,
a) como regra, a lei revogada se restaura quando a lei revogadora perde sua
vigência, instituto conhecido como repristinação.
b) quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
c) as correções a texto de lei já em vigor não são consideradas lei nova.
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d) toda lei entra em vigor no país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada, sem exceção.

35. (CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2017) De acordo com a


legislação de regência e o entendimento dos tribunais superiores, julgue o
próximo item.
Uma lei nova, ao revogar lei anterior que regulamentava determinada relação
jurídica, não poderá atingir o ato jurídico perfeito, o direito adquirido nem a
coisa julgada, salvo se houver determinação expressa para tanto.

36. (CESPE/TRE-RS/AJAA/2015) Com base na Lei de Introdução às Normas


de Direito Brasileiro, assinale a opção correta.
a) Sempre que uma lei for revogada por outra lei, e a lei revogadora também
for revogada, a lei inicialmente revogada volta a ter vigência, em um instituto
jurídico denominado de ultratividade da lei.
b) Haverá repristinação quando uma norma revogada, mesmo tendo perdido a
sua vigência, for aplicada para reger situações ocorridas à época de sua
vigência.
c) Denomina-se vacatio legis o espaço de tempo compreendido entre a data da
publicação da lei e a data da sua revogação.
d) Uma norma jurídica pode ser expressa ou tacitamente revogada. Diz-se que
há revogação expressa quando a lei nova declarar, em seu texto, o conteúdo
da lei anterior que pretende revogar, enquanto que a revogação tácita ocorre
sempre que houver incompatibilidade entre a lei nova e a antiga, pelo fato
de a lei nova regular a matéria tratada pela anterior.

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e) Segundo a legislação vigente, a norma jurídica tem vigência por tempo


indeterminado e vigora até que seja revogada por outra lei. O ordenamento
jurídico brasileiro não reconhece norma com vigência temporária.

37. (CESPE/TCE-PR/Auditor Substituto de Conselheiro/2016) Em


relação à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a opção
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correta.
a) Em regra, aceita-se o fenômeno da repristinação no ordenamento jurídico
brasileiro.
b) Celebrado contrato no período de vigência de determinada lei, qualquer dos
contratantes poderá invocar a aplicação de lei posterior que lhes for mais
benéfica.
c) Não se admite no ordenamento jurídico pátrio a chamada integração
normativa, ainda que para preencher eventuais lacunas do ordenamento.
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d) Publicada lei para corrigir texto de lei publicado com incorreção, não haverá
novo prazo de vacatio legis, se a publicação ocorrer antes da data em que a
lei corrigida entraria em vigor.
e) autoridade judiciária brasileira tem competência exclusiva para o
conhecimento de ações que discutam a validade de hipoteca que recai sobre
bens imóveis situados no Brasil, ainda que as partes residam em país
estrangeiro.

38. (CESPE/TJ-DFT/Juiz Substituto/2014) Considerando as disposições da


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e a posição doutrinária a
respeito da interpretação dessas normas, assinale a opção correta.
a) Uma lei nova que estabeleça disposições gerais revoga leis especiais
anteriores dedicadas à mesma matéria.
b) No ordenamento jurídico brasileiro, admite-se a repristinação tácita.
c) Entre as fontes de interpretação das normas, considera-se autêntica a
interpretação realizada pelos próprios tribunais.
d) A utilização dos costumes como método de integração das normas de direito
material depende de expressa previsão legal.
e) A lei do país de origem do falecido estrangeiro poderá ser utilizada para
regular a sucessão de seus bens localizados no Brasil.

39. (CESPE/TRT 8ª Região/AJAJ/2016) Assinale a opção correta, em


relação à classificação e à eficácia das leis no tempo e no espaço.
a) Quanto à eficácia da lei no espaço, no Brasil se adota o princípio da
territorialidade moderada, que permite, em alguns casos, que lei estrangeira
seja aplicada dentro de território brasileiro.

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b) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB),


em regra, a lei revogada é restaurada quando a lei revogadora perde a
vigência.
c) Por ser o direito civil ramo do direito privado, impera o princípio da
autonomia de vontade, de forma que as partes podem, de comum acordo,
afastar a imperatividade das leis denominadas cogentes.
d) A lei entra em vigor somente depois de transcorrido o prazo da vacatio legis,
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e não com sua publicação em órgão oficial.


e) Dado o princípio da continuidade, a lei terá vigência enquanto outra não a
modificar ou revogar, podendo a revogação ocorrer pela derrogação, que é
a supressão integral da lei, ou pela ab-rogação, quando a supressão é apenas
parcial.
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12- Questões Comentadas

1. (CESPE/Procurador-Manaus-AM/2018) À luz das disposições do direito


civil pertinentes ao processo de integração das leis, aos negócios jurídicos, à
prescrição e às obrigações e contratos, julgue o item a seguir.
O conflito de normas que pode ser resolvido com a simples aplicação do critério
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hierárquico é classificado como antinomia aparente de primeiro grau.


Comentários
O item está certo. Esta é uma questão definida pela doutrina, que estabelece
os critérios de solução para conflitos entre leis no tempo (antinomias), bem
como classifica essas antinomias. Vejamos:

CRITÉRIOS PARA A SOLUÇÃO DE UMA ANTINOMIA APARENTE


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1) HIERÁRQUICO (lex superior derrogat legi inferiori): consiste em


verificar qual das normas é superior, independentemente da data de
vigência das duas normas (exemplo: um regulamento não poderá revogar
uma lei ainda que entre em vigor após esta);
2) ESPECIALIDADE (lex specialis derrogat legi generali): as normas
gerais não podem revogar ou derrogar preceito ou regra disposta e
instituída em norma especial, e;
3) CRONOLÓGICO (lex posterior derrogat legi priori): a norma que entrar
em vigor posteriormente irá revogar a norma anterior que estava em vigor.

Assim, quanto à classificação das antinomias:


• Antinomia de primeiro grau: conflito de normas válidas que envolve
apenas um dos critérios do quadro acima.
• Antinomia de segundo grau: conflito de normas válidas que envolve
dois dos critérios do quadro acima.
Gabarito1: Certo

2. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
Se a lei não dispuser em sentido diverso, a sua vigência terá início noventa dias
após a data de sua publicação.
Comentários
O item está errado. Conforme o art. 1º da LINDB, “Salvo disposição contrária,
a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de
oficialmente publicada”. Portanto, a regra prevista na LINDB indica que a

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vigência da lei ocorre após 45 dias contados a partir de sua publicação. Esse
é o chamado sistema simultâneo ou sincrônico, pois determinou um prazo
único para a obrigatoriedade da lei em todo o país. Porém, a nova lei poderá
prever o início de sua vigência diversa da regra da LINDB.
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45 dias

Publicação Vigência

Gabarito2: Errado
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3. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
Lei em vigor tem efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o
direito adquirido e a coisa julgada.
Comentários
O item está certo. Assertiva conforme o art. 6º da LINDB.
Art. 6º. A Lei em vigor ter· efeito imediato e geral, respeitados o ato
jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

A lei em vigor

terá
respeitados
efeito

ato
direito coisa
imediato geral jurídico
adquirido julgada
perfeito

Gabarito3: Certo

4. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
O intervalo temporal entre a publicação e o início de vigência de uma lei
denomina-se vacatio legis.

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Comentários
O item está certo. Denomina-se vacatio legis o período de tempo que se
estabelece entre a publicação e a entrada em vigor da lei. Neste intervalo
de tempo a lei não produzirá efeitos, devendo incidir a lei anterior no sistema.
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Gabarito4: Certo
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5. (CESPE/STJ-Técnico/2018) Julgue o item a seguir, à luz da Lei de


Introdução ao Código Civil — Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.
O prazo de vacatio legis se aplica às leis, aos decretos e aos regulamentos.
Comentários
O item está errado, pois aplica-se somente às leis. Os atos normativos
administrativos (decretos e regulamentos) entram em vigor na data de sua
publicação (Decreto nº 572/1890).
Gabarito5: Errado

6. (CESPE/AJAJ-TRT-7/2017) Conforme a Lei de Introdução às Normas do


Direito Brasileiro,
a) como regra, a lei revogada se restaura quando a lei revogadora perde sua
vigência, instituto conhecido como repristinação.
b) quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
c) as correções a texto de lei já em vigor não são consideradas lei nova.
d) toda lei entra em vigor no país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada, sem exceção.
Comentários
Letra “b”. Correta, conforme a disposição literal do art. 4º da LINDB:
Art.4º. Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia,
os costumes e os princípios gerais de direito.

Letra “a”. Incorreta. A repristinação consiste na restauração da lei revogada por


ter a lei revogadora perdido sua vigência. Conforme § 3o do artigo 2º da LINDB,
salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei

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revogadora perdido a vigência. Portanto, somente haverá repristinação, quando


houver expressa disposição legal.
Letra “c”. Incorreta, pois "As correções a texto de lei já em vigor consideram-
se lei nova" (Art. 1º, §4º, LINDB).
Letra “d”. Incorreta, pois “Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar
em todo o País 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente publicada"
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(Art. 1º, LINDB).


Gabarito6: B

7. (CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2017) De acordo com a


legislação de regência e o entendimento dos tribunais superiores, julgue o
próximo item.
Uma lei nova, ao revogar lei anterior que regulamentava determinada relação
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jurídica, não poderá atingir o ato jurídico perfeito, o direito adquirido nem a
coisa julgada, salvo se houver determinação expressa para tanto.
Comentários
O item está Errado. O erro está na parte final da assertiva: “salvo se houver
determinação expressa para tanto”. Não existe esta ressalva no ordenamento
jurídico nacional. O examinador quis confundir o candidato:
• CF/88: Art. 5º, XXXVI: A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada.

• LINDB: Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o


ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
Gabarito7: Errado

8. (CESPE/Delegado de Polícia-AL/2012) Com base no que dispõe a Lei de


Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e Direito Civil, julgue os
itens subsecutivos.
A LINDB é considerada uma lex legum, ou seja, uma norma de sobredireito.
Comentários
O item está Certo. A LINDB é considerada uma norma de sobredireito, pois é
um conjunto de normas sobre normas, que atinge não apenas o direito privado,
mas também o direito público, possuindo aplicação nos diversos ramos do
direito.
Gabarito8: Certo

9. (CESPE/Auxiliar Judiciário/TJ-AC/2012) Com base na Lei de Introdução


às Normas Brasileiras, julgue os itens a seguir.

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A vigência da norma começa com sua promulgação.


Comentários
O item está Errado. Conforme artigo 1° da LINDB, salvo disposição contrária,
a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de
oficialmente publicada. Portanto, o prazo é de 45 dias e deve ser contado a
partir da publicação e não da promulgação da lei.
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Gabarito9: Errado

10. (CESPE/Analista/Área Advocacia/SERPRO/2013) A respeito das


normas relativas à aplicação e vigência da lei contidas na Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
Considerar-se-á revogada uma lei até então vigente quando uma lei nova,
aprovada segundo as regras do processo legislativo, passar a regulamentar
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inteiramente a mesma matéria de que tratava a lei anterior, ainda que a lei
nova não o declare expressamente.
Comentários
O item está certo. Quando a lei nova regula inteiramente a matéria de que
tratava a lei anterior, sem declarar expressamente a revogação, ocorre a
chamada revogação tácita. Conforme § 1° do artigo 2°, a lei posterior revoga a
anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou
quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
Gabarito10: Certo

11. (CESPE/Auditor Federal de Controle Externo/TCU/2013) Julgue os


itens a seguir, com fundamento na Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro
e na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Após cinco anos de vigência de lei especial sobre determinada matéria, foi
editada nova lei contemplando disposições gerais acerca do mesmo tema. Nessa
situação, a edição da lei mais recente, a qual estabelece disposições gerais,
revoga a lei anterior especial.
Comentários
O item está Errado. A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais
a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior, conforme §
2° do artigo 2° da LINDB.
Gabarito11: Errado

12. (CESPE/TJAA/TJ-SE/2014) No que se refere aos dispositivos da Lei de


Introdução às normas do Direito Brasileiro e à vigência, aplicação, interpretação
e integração das leis, julgue o seguinte item.

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Conforme previsão expressa da Lei de Introdução às normas do Direito


Brasileiro, nas hipóteses de omissão legislativa, serão aplicados a analogia, os
costumes, a equidade e os princípios gerais de direito.
Comentários
O item está Errado. A aplicação da equidade não está expressamente prevista
na LINDB nas hipóteses de omissão legislativa. Conforme artigo 4o da LINDB,
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quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
Gabarito12: Errado

13. (CESPE/Delegado-PF/2013) Com base na Lei de Introdução às Normas


do Direito Brasileiro, julgue o item a seguir.
A revogação de uma norma pela superveniência de outra que disponha sobre a
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mesma matéria poderá atingir as situações já consumadas sob a égide da lei


antiga, afetando os efeitos pretéritos produzidos ou incidindo sobre os efeitos
presentes ou futuros de situações passadas ocorridas na vigência da norma
revogada.
Comentários
O item está certo. Esta questão é controversa, pois ela afirma que uma lei nova
que trata da mesma matéria de lei antiga poderá repercutir em situações já
consumadas sob a égide da lei antiga. A banca CESPE argumenta que este seria
um entendimento doutrinário como podemos observar mais abaixo em sua
justificativa. No entanto, o enunciado da questão menciona “Com base na”
LINDB. De fato, nos termos do art. 6º da LINDB, a lei nova atinge apenas os
fatos pendentes e futuros, não produzindo efeitos sobre os fatos passados.
Essa proteção, que visa garantir segurança jurídica, também está prevista no
artigo 5°, XXXVI da Constituição Federal, que dispõe que “a lei não prejudicará
o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada”. Enfim,
fiquemos atentos. Segue a justificativa do CESPE: O gabarito está de acordo
com abalizada doutrina: “A permanência da norma indica que a lei, uma vez
promulgada e publicada, obrigará indefinidamente até que venha a ser revogada
por outra lei. A revogação de uma norma pela superveniência de outra, regendo
a mesma matéria, causa tríplice repercussão na antiga lei, pois poderá atingir
as situações já consumadas sob sua égide, afetar os efeitos pretéritos
produzidos ou incidir sobre os efeitos presentes ou futuros de situações
passadas ocorridas na vigência da norma revogada.” Apesar das
argumentações trazidas nas razões recursais, a assertiva faz menção a
situações e, não, a ato jurídico e também traz a expressão "poderá".

Gabarito13: Certo

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14. (CESPE/Procurador-PGE-AL/2009) A respeito da vigência e aplicação


da lei, assinale a opção correta.
a) A lei posterior revoga a anterior se for com ela incompatível, ou se
estabelecer disposições gerais a par das já existentes.
b) Em que pese lei em vigor ter efeito imediato e geral, deverá ser respeitado
o direito adquirido, que se traduz naquele que já foi consumado segundo a
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lei vigente ao tempo em que se efetuou.


c) Como não pode deixar de decidir, quando a lei for omissa, o juiz deverá
atentar para os fins sociais a que ela se dirige e decidir o caso de acordo com
a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito.
d) Considerando que ninguém pode se escusar de cumprir a lei, esta começa a
vigorar a partir da sua publicação, salvo disposição em contrário, tanto no
Brasil como nos Estados estrangeiros.
e) A derrogação torna sem efeito parte de uma norma, de forma que a norma
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não perderá sua vigência, pois apenas os dispositivos alcançados é que não
terão mais obrigatoriedade.
Comentários
e) Correta. Derrogação é a revogação parcial da norma. Ab-rogação é a
revogação total da norma. Logo, derroga-se parte de uma norma, mantendo-
se a sua vigência.

a) Incorreta. Conforme o Art. 2º, § 1º, da LINDB, a lei posterior revoga a


anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou
quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. Portanto, a
primeira parte da alternativa está correta. No entanto, a parte final está
incorreta em razão do Art. 2º, §2º: “A lei nova, que estabeleça disposições
gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei
anterior”. Ou seja, a norma posterior continua coexistindo com a norma
anterior, caso não haja incompatibilidade de conteúdo.
b) Incorreta. Assertiva representa o art. 6º da LINDB: “A Lei em vigor terá efeito
imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa
julgada”. O erro está na definição do direito adquirido, onde “Consideram-se
adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer,
como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-
estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem”. A assertiva traz a definição de
ato jurídico perfeito.

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c) Incorreta. Devemos ter atenção aos arts. 4º e 5º da LINDB. Pelo Art. 4º, o
juiz deverá decidir de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais
de direito, quando a lei for omissa. Ou seja, há lacunas na lei. É uma regra
de integração da norma. Por outro lado, conforme o art. 5º, o juiz deve observar
os fins sociais a que se destina a norma e às exigências do bem comum. Neste
caso, não há lacuna da norma, mas trata-se de uma regra de interpretação.
Logo, o examinador confundiu os conceitos. Os fins sociais da norma são
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observados na sua aplicação; a analogia, os costumes e os princípios gerais do


direito são utilizados quando a lei for omissa de forma integrativa.
d) Incorreta. Sobre a vigência da norma, o prazo de vacância da lei é diferente
no pais e no estrangeiro.
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Gabarito14: E

15. (CESPE - Delegado de Polícia – Polícia Civil/AL – 2012) Com base no


que dispões a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e
Direito Civil, julgue os itens subsecutivos.
A teoria da territorialidade temperada foi adotada pelo direito brasileiro.
Comentários
O item está Certo. Conforme estudamos, o Brasil adota a teoria da
territorialidade temperada, visto que em determinados casos é permitida a
aplicação de leis estrangeiras no país (extraterritorialidade).
Gabarito15: Certo

16. (CESPE - Atividades Técnicas de Suporte/Área Nível Superior -


Ministério das Comunicações - 2013) Com referência à Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue os itens seguintes.
Caso tenha sido publicada uma lei estabelecendo que a pessoa idosa, a partir
de 65 anos de idade, deverá ter descontos de 20% nas passagens de avião e,
posteriormente, no período de 60 dias, publique-se lei retificando a idade para
60 anos, esta será considerada lei nova.
Comentários

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O item está Certo. Como a correção foi publicada no período de 60 dias,


considera-se que a lei anterior já estava em vigor, pois salvo disposição
contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de
oficialmente publicada, conforme artigo 1° da LINDB. E, conforme § 4o do artigo
1° da LINDB, as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.
Portanto, será considerada lei nova.
Gabarito16: Certo
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17. (CESPE - Atividades de Complexidade Intelectual/Área Nível


Superior - Ministério das Comunicações - 2013) Com referência à Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue o item.
Caso ex-companheiro homossexual requeira judicialmente pensão post mortem,
não havendo norma sobre a matéria, o juiz poderá decidir o caso com base na
analogia e nos princípios gerais de direito.
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Comentários
O item está Certo. Conforme artigo 4o da LINDB, quando a lei for omissa, o juiz
decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de
direito.
Gabarito17: Errado

18. (CESPE – Analista/Área Advocacia - SERPRO - 2013) A respeito das


normas relativas à aplicação e vigência da lei contidas na Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro, julgue os itens seguintes.
Ao decidir uma lide, caso constate que não há lei que regulamente aquela
matéria, o juiz deverá suspender o julgamento e aguardar que seja editada lei
que regulamente a matéria.
Comentários
O item está Errado. Conforme artigo 4o da LINDB, quando a lei for omissa, o
juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais
de direito.
Gabarito18: Errado

19. (CESPE - Técnico Judiciário - TJAC/AC - 2012) No tocante à lei de


introdução ao direito brasileiro, julgue os itens a seguir.
Considere que determinada lei tenha sido publicada em 25/6/2012 e passado a
vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois. Nessa situação, se for
constatada a existência de erro material em seu texto após essa data, a sua
correção será considerada lei nova.

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Comentários
O item está Certo. Conforme § 4o do artigo 1° da LINDB, as correções a texto
de lei já em vigor consideram-se lei nova.
Gabarito19: Certo

20. (CESPE - Técnico Judiciário - TJAC/AC - 2012) No tocante à lei de


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introdução ao direito brasileiro, julgue os itens a seguir.


Se a lei for omissa, o juiz poderá usar a equidade para decidir o caso concreto.
Comentários
O item está Errado. A aplicação da equidade não está expressamente prevista
na LINDB na hipótese de omissão legislativa. Conforme artigo 4o da LINDB,
quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
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Gabarito20: Errado

21. (CESPE - Analista Judiciário/Área Judiciária - STM – 2011) No que se


refere à Lei de Introdução ao Código Civil e ao Novo Código Civil, julgue os itens
a seguir.
Havendo lacuna no sistema normativo, o juiz não poderá abster-se de julgar.
Nesse caso, para preenchimento dessa lacuna, o juiz deve valer-se, em primeiro
lugar, da analogia; persistindo a lacuna, serão aplicados os costumes e, por fim,
os princípios gerais do direito.
Comentários
O item está Certo. Conforme artigo 4o da LINDB, quando a lei for omissa, o juiz
decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de
direito.
Gabarito21: Certo

22. (CESPE - Auditor Federal de Controle Externo/Área Auditoria


Governamental - TCU – 2015) A respeito das pessoas naturais e jurídicas,
dos fatos e negócios jurídicos e do disposto na Lei de Introdução às Normas do
Direito Brasileiro, julgue os seguintes itens.
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro prevê, em ordem
preferencial e taxativa, como métodos de integração do direito, a analogia, os
costumes e os princípios gerais do direito.
Comentários

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O item está Certo. Conforme artigo 4o da LINDB, quando a lei for omissa, o juiz
decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de
direito.
Gabarito22: Certo

23. (CESPE - Defensor Público Federal de Segunda Categoria - DPU -


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

2015) Considerando a existência de relação jurídica referente a determinado


objeto envolvendo dois sujeitos, julgue o próximo item.
Se a norma jurídica regente da referida relação jurídica for revogada por norma
superveniente, as novas disposições normativas poderão, excepcionalmente,
aplicar-se a essa relação, ainda que não haja referência expressa à
retroatividade.
Comentários
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O item está Certo. Conforme artigo 6° da LINDB, a Lei em vigor terá efeito
imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa
julgada. Portanto, a lei nova rege os casos futuros e pendentes, não se aplicando
aos casos passados. Logo, as novas disposições normativas poderão,
excepcionalmente, aplicar-se a essa relação, ainda que não haja referência
expressa à retroatividade, desde que respeitados o ato jurídico perfeito, o direito
adquirido e a coisa julgada.
Gabarito23: Certo

24. (CESPE - Agente de Proteção - TJRR/RR - 2012) Com base no que


dispõe a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens
seguintes.
A vacatio legis de uma lei, em regra, é de um ano, a contar da publicação da
norma.
Comentários
O item está Errado. Conforme artigo 1o da LINDB, salvo disposição contrária, a
lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada.
Gabarito24: Errado

25. (CESPE - Técnico Judiciário - TJRR/RR – 2012) Com base no que


dispõe a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro, julgue os itens que
se seguem.
Uma lei entrará em vigor no país quarenta e cinco dias após sua publicação em
diário oficial, salvo disposição em contrário. Nos estados estrangeiros, quando
admitida, a lei entrará em vigor seis meses após sua publicação oficial.

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Comentários
O item está Errado. Conforme § 1o do artigo 1° da LINDB, nos Estados,
estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três
meses depois de oficialmente publicada. Portanto, não são seis meses, e sim
três meses após sua publicação oficial.
Gabarito25: Errado
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26. (CESPE - Analista Administrativo – ANCINE – 2013) À luz das


disposições constantes da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro,
julgue o item abaixo.
A lei do país no qual nasce a pessoa determina as regras sobre o início de sua
personalidade.
Comentários
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O item está Errado. Conforme artigo 7o da LINDB, a lei do país em que


domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da
personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. Portanto, não é a
lei do país no qual nasce a pessoa, mas sim a lei do país em que a pessoa é
domiciliada que determina as regras sobre o início de sua personalidade.
Gabarito26: Errado

27. (CESPE - Analista Judiciário/Área Administrativa – TRE/ES – 2011)


Acerca da aplicação da lei, julgue o item abaixo.
Se duas pessoas celebrarem um contrato na Alemanha, sem estipular o direito
a ser aplicado, e esse contrato for executado no Brasil, local de domicílio da
parte interessada, serão aplicadas as leis brasileiras.
Comentários
O item está Errado. Conforme artigo 9o da LINDB, para qualificar e reger as
obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que se constituírem. Como o contrato
foi constituído na Alemanha, serão aplicadas as leis da Alemanha, e não as leis
brasileiras.
Gabarito27: Errado

28. (CESPE - Defensor Público Federal de Segunda Categoria – DPU –


2015) Ainda no que concerne ao direito internacional, julgue os itens
subsequentes. No que concerne à aplicação da lei estrangeira no país, a Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro refere-se expressamente ao princípio
da ordem pública.
Comentários

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O item está Certo. Conforme artigo 17 da LINDB, as leis, atos e sentenças de


outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no
Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons
costumes.
Gabarito28: Certo
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29. (CESPE - Atividades de Complexidade Intelectual - MC - 2013) Com


referência à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), julgue
os itens seguintes.
O direito pátrio tem como regra a aplicação da lei nova aos casos futuros,
continuando a norma revogada a reger os casos pendentes.
Comentários
O item está Errado. Conforme artigo 6° da LINDB, a Lei em vigor terá efeito
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imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa


julgada. Portanto, a lei nova rege os casos futuros e pendentes, não se aplicando
aos casos passados.
Gabarito29: Errado

30. (CESPE/Analista-Direito-FUNPRESP-JUD/2016) A respeito da lei de


introdução às normas do direito brasileiro, das pessoas, dos negócios jurídicos,
da prescrição e da prova do fato jurídico, julgue o item seguinte.
Ocorre a ultratividade de uma norma jurídica quando essa norma continua a
regular fatos ocorridos antes da sua revogação.
Comentários
O item está Certo. A ultratividade da norma jurídica é um fenômeno que ocorre
quando a norma mesmo revogada regula os fatos ocorridos durante a sua
vigência. Exemplo: Art. 2.039. O regime de bens nos casamentos celebrados na
vigência do Código Civil anterior, Lei no 3.071, de 1o de janeiro de 1916, é o
por ele estabelecido. Portanto, a lei continua a regular fatos ocorridos antes de
sua revogação.
Gabarito30: Certo

31. (CESPE/Auxiliar Técnico de Controle Externo-Área Administrativa-


TCE-PA/2016) Uma lei nova, oficialmente publicada, que regula inteiramente
assunto que antes era disciplinado por outra norma, nada estabeleceu sobre a
data de sua entrada em vigor e o seu prazo de vigência; foi silente também
quanto à revogação da lei mais antiga. Sessenta dias depois da publicação
oficial, um juiz recebeu um processo em que as partes discutiam um contrato
firmado anos antes, com base na lei antiga.

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Acerca dessa situação hipotética, julgue o item subsequente, considerando as


disposições da lei de introdução às normas do direito brasileiro.
A lei nova vigorará até que outra a modifique ou revogue.
Comentários
O item está Certo. Segundo o art. 2º da LINDB, “Não se destinando à vigência
temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue”. Portanto, a
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lei em vigor se submete ao chamado Princípio da Continuidade ou Permanência.

Não se
até que outra a
destinando à
a lei terá vigor modifique ou
vigência
revogue
temporária

Gabarito31: Certo
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32. (CESPE/TJ-SE/TJAJ/2014) A interpretação teleológica consiste na


análise da norma de forma contextual, com a comparação entre os
dispositivos do próprio texto legal e outros diplomas normativos.
Comentários
O item está errado. A assertiva trata da interpretação sistemática e não da
interpretação teleológica.

Gramatical ou literal: Busca auxílio nas regras de


gramática para a solução da dúvida, tal como a
análise da pontuação, da colocação da palavra na
frase, a sua origem etimológica, etc.

Histórica: Baseia-se na investigação dos


antecedentes da norma, ou seja, consiste na
Interpretação pesquisa das circunstâncias que nortearam a sua
quanto ao elaboração, de ordem econômica, política e social,
meio ou bem como do pensamento dominante ao tempo da
elemento formação da norma.
utilizado
Lógica ou racional: Atende ao espírito da lei
procurando-se apurar o sentido e a finalidade da
norma, a intenção do legislador, através de
raciocínios lógicos, com abandono dos elementos
puramente verbais.
Teleológica ou sociológica: Adapta-se o sentido
ou finalidade da norma às novas exigências sociais.

Sistemática: Entende-se que a lei não existe


isoladamente e o Direito deve ser visto como um
todo, como um sistema, comparando a norma com
outras espécies legais.

Gabarito32: Errado

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33. (CESPE/TRF 5ª Região/Juiz Substituto/2015) Se, ao interpretar a lei,


o magistrado concluir que a impenhorabilidade do bem de família deve
resguardar o sentido amplo da entidade familiar, abrangendo, além dos imóveis
do casal, também os imóveis pertencentes a pessoas solteiras, separadas e
viúvas, ainda que estas não estejam citadas expressamente no texto legal, essa
interpretação, no que se refere aos meios de interpretação, será classificada
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como
a) sistemática.
b) histórica.
c) jurisprudencial.
d) teleológica.
e) lógica.
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Comentários
Letra “d”. Perceba que no enunciado da questão o examinador menciona que,
pela interpretação da lei, a impenhorabilidade do bem de família tem relação
com a entidade familiar.
Em um segundo momento a interpretação se estende às pessoas solteiras,
separadas e viúvas, ou seja, a interpretação beneficiou toda a sociedade.
Concluímos tratar-se de uma interpretação sociológica ou teleológica.

Gabarito33: D

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34. (CESPE/AJAJ-TRT-7/2017) Conforme a Lei de Introdução às Normas do


Direito Brasileiro,
a) como regra, a lei revogada se restaura quando a lei revogadora perde sua
vigência, instituto conhecido como repristinação.
b) quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
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c) as correções a texto de lei já em vigor não são consideradas lei nova.


d) toda lei entra em vigor no país quarenta e cinco dias depois de oficialmente
publicada, sem exceção.
Comentários
Letra “b”. Correta, conforme a disposição literal do art. 4º da LINDB:
Art.4º. Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia,
os costumes e os princípios gerais de direito.
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Letra “a”. Incorreta. A repristinação consiste na restauração da lei revogada por


ter a lei revogadora perdido sua vigência. Conforme § 3o do artigo 2º da LINDB,
salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei
revogadora perdido a vigência. Portanto, somente haverá repristinação, quando
houver expressa disposição legal.
Letra “c”. Incorreta, pois "As correções a texto de lei já em vigor consideram-
se lei nova" (Art. 1º, §4º, LINDB).
Letra “d”. Incorreta, pois “Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar
em todo o País 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente publicada"
(Art. 1º, LINDB).
Gabarito34: B

35. (CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2017) De acordo com a


legislação de regência e o entendimento dos tribunais superiores, julgue o
próximo item.
Uma lei nova, ao revogar lei anterior que regulamentava determinada relação
jurídica, não poderá atingir o ato jurídico perfeito, o direito adquirido nem a
coisa julgada, salvo se houver determinação expressa para tanto.
Comentários
O item está Errado. O erro está na parte final da assertiva: “salvo se houver
determinação expressa para tanto”. Não existe esta ressalva no ordenamento
jurídico nacional. O examinador quis confundir o candidato:
• CF/88: Art. 5º, XXXVI: A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
jurídico perfeito e a coisa julgada.

• LINDB: Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o


ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

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Gabarito35: Errado

36. (CESPE/TRE-RS/AJAA/2015) Com base na Lei de Introdução às Normas


de Direito Brasileiro, assinale a opção correta.
a) Sempre que uma lei for revogada por outra lei, e a lei revogadora também
for revogada, a lei inicialmente revogada volta a ter vigência, em um instituto
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jurídico denominado de ultratividade da lei.


b) Haverá repristinação quando uma norma revogada, mesmo tendo perdido a
sua vigência, for aplicada para reger situações ocorridas à época de sua
vigência.
c) Denomina-se vacatio legis o espaço de tempo compreendido entre a data da
publicação da lei e a data da sua revogação.
d) Uma norma jurídica pode ser expressa ou tacitamente revogada. Diz-se que
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há revogação expressa quando a lei nova declarar, em seu texto, o conteúdo


da lei anterior que pretende revogar, enquanto que a revogação tácita ocorre
sempre que houver incompatibilidade entre a lei nova e a antiga, pelo fato
de a lei nova regular a matéria tratada pela anterior.
e) Segundo a legislação vigente, a norma jurídica tem vigência por tempo
indeterminado e vigora até que seja revogada por outra lei. O ordenamento
jurídico brasileiro não reconhece norma com vigência temporária.
Comentários
Letra "d". Correta. A assertiva está de acordo com o art. 2º, § 1º da LINDB e
os conceitos doutrinários que regem o assunto.

Art. 2º, § 1o A lei posterior revoga a anterior quando


expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou
quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.
Letra "a". Incorreta. Há 2 erros: 1) a lei inicialmente revogada, em regra, não
volta a ter vigência; e 2) o instituto jurídico é chamado de repristinação e não
de ultratividade.

Letra "b". Incorreta. A afirmativa trata da ultratividade e não da repristinação.

Letra "c". Incorreta. Vacatio legis é o intervalo de tempo entre a data da


publicação da lei e a data do início de sua vigência.

Letra "e". Incorreta. O erro está em dizer que não existe a vigência temporária
de lei. Um exemplo clássico de lei com vigência temporária é a Lei Orçamentária
Anual (LOA).

Gabarito36: D

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37. (CESPE/TCE-PR/Auditor Substituto de Conselheiro/2016) Em


relação à Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a opção
correta.
a) Em regra, aceita-se o fenômeno da repristinação no ordenamento jurídico
brasileiro.
b) Celebrado contrato no período de vigência de determinada lei, qualquer dos
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contratantes poderá invocar a aplicação de lei posterior que lhes for mais
benéfica.
c) Não se admite no ordenamento jurídico pátrio a chamada integração
normativa, ainda que para preencher eventuais lacunas do ordenamento.
d) Publicada lei para corrigir texto de lei publicado com incorreção, não haverá
novo prazo de vacatio legis, se a publicação ocorrer antes da data em que a
lei corrigida entraria em vigor.
e) autoridade judiciária brasileira tem competência exclusiva para o
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conhecimento de ações que discutam a validade de hipoteca que recai sobre


bens imóveis situados no Brasil, ainda que as partes residam em país
estrangeiro.

Comentários
Letra “e”. Correta, conforme o §1º do art. 12 da LINDB:
Art. 12, § 1o Só à autoridade judiciária brasileira compete conhecer das
ações relativas a imóveis situados no Brasil.

Letra “a”. Incorreta, pois a repristinação é exceção.


Art. 2º, § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se
restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.

Letra “b”. Incorreta, conforme o art. 6º da LINDB:


Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato
jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

Letra “c”. Incorreta. Integração: Deve ser observada a sequência apresentada,


ou seja, primeiro o magistrado deve fazer uso da analogia, posteriormente dos
costumes e, por último, dos princípios gerais de direito.
Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a
analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.

Letra “d”. Incorreta, conforme o art. 1º, § 3º da LINDB.


Art. 1º, § 3o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação
de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos
anteriores começará a correr da nova publicação.
Gabarito37: E

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38. (CESPE/TJ-DFT/Juiz Substituto/2014) Considerando as disposições da


Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e a posição doutrinária a
respeito da interpretação dessas normas, assinale a opção correta.
a) Uma lei nova que estabeleça disposições gerais revoga leis especiais
anteriores dedicadas à mesma matéria.
b) No ordenamento jurídico brasileiro, admite-se a repristinação tácita.
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c) Entre as fontes de interpretação das normas, considera-se autêntica a


interpretação realizada pelos próprios tribunais.
d) A utilização dos costumes como método de integração das normas de direito
material depende de expressa previsão legal.
e) A lei do país de origem do falecido estrangeiro poderá ser utilizada para
regular a sucessão de seus bens localizados no Brasil.
Comentários
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(E) CERTA. Como regra, Art. 10 da LINDB menciona que a sucessão por morte
obedece a lei do país em que domiciliado o defunto.
Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em
que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a
natureza e a situação dos bens.
Ou seja, se um alemão, domiciliado no Brasil, vier a falecer, deverá a lei
brasileira reger a sucessão de seus bens. Entretanto, existem situações
excepcionais, como a prevista no art. 10, § 1º da LINDB.
§ 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada
pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de
quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei
pessoal do de cujus.
Sendo assim, se a lei da Alemanha for mais benéfica para o cônjuge ou filhos
brasileiros, a lei alemã deverá ser utilizada.
(A) ERRADA. A assertiva está em desacordo com o princípio da conciliação.
Art. 2º, § 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a
par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.
(B) ERRADA. A repristinação somente pode ocorrer de forma expressa.
Art. 2º, § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se
restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
(C) ERRADA. A interpretação realizada pelos próprios tribunais é a
jurisprudencial.
(D) ERRADA. O que depende de expressa previsão legal é a equidade.
Gabarito38: E

39. (CESPE/TRT 8ª Região/AJAJ/2016) Assinale a opção correta, em


relação à classificação e à eficácia das leis no tempo e no espaço.

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a) Quanto à eficácia da lei no espaço, no Brasil se adota o princípio da


territorialidade moderada, que permite, em alguns casos, que lei estrangeira
seja aplicada dentro de território brasileiro.
b) De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB),
em regra, a lei revogada é restaurada quando a lei revogadora perde a
vigência.
c) Por ser o direito civil ramo do direito privado, impera o princípio da
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autonomia de vontade, de forma que as partes podem, de comum acordo,


afastar a imperatividade das leis denominadas cogentes.
d) A lei entra em vigor somente depois de transcorrido o prazo da vacatio legis,
e não com sua publicação em órgão oficial.
e) Dado o princípio da continuidade, a lei terá vigência enquanto outra não a
modificar ou revogar, podendo a revogação ocorrer pela derrogação, que é
a supressão integral da lei, ou pela ab-rogação, quando a supressão é apenas
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parcial.
Comentários
(A) CERTA. Vimos que toda lei, em princípio, tem seu campo de aplicação
limitado no espaço pelas fronteiras do Estado que a promulgou
(territorialidade). Entretanto, visando facilitar as relações internacionais, é
comum, em algumas situações, ser admitida a aplicação de leis estrangeiras
dentro do território nacional e de leis nacionais dentro do território estrangeiro
(extraterritorialidade). Desta forma, pelo fato do princípio da territorialidade
não ser absoluto, fica consagrado no Brasil o Princípio da Territorialidade
Temperada.
(B) ERRADA. Como regra, segundo o art. 2º, § 3º da LINDB, a repristinação
não deve ocorrer. Ou seja, a lei revogada não se restaura quando a lei
revogadora perde a vigência.
Art. 2º, § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se
restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
(C) ERRADA. A lei cogente imperativa é aquela que ordena um certo
comportamento e não pode ser modificada pela vontade das partes.

(D) ERRADA. O prazo de vacatio legis não é obrigatório, ou seja, ele pode
existir ou não.

(E) ERRADA. A derrogação é a supressão parcial da lei, ao passo que a ab-


rogação é a supressão total.

Gabarito39: A

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13- Gabarito

Gabarito1: Certo Gabarito16: Certo Gabarito31: Certo

Gabarito2: Errado Gabarito17: Errado Gabarito32: Errado

Gabarito3: Certo Gabarito18: Errado Gabarito33: D

Gabarito4: Certo Gabarito19: Certo Gabarito34: B


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Gabarito5: Errado Gabarito20: Errado Gabarito35: Errado

Gabarito6: B Gabarito21: Certo Gabarito36: D

Gabarito7: Errado Gabarito22: Certo Gabarito37: E

Gabarito8: Certo Gabarito23: Certo Gabarito38: E

Gabarito9: Errado Gabarito24: Errado Gabarito39: A


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Gabarito10: Certo Gabarito25: Errado

Gabarito11: Errado Gabarito26: Errado

Gabarito12: Errado Gabarito27: Errado

Gabarito13: Certo Gabarito28: Certo

Gabarito14: E Gabarito29: Errado

Gabarito15: Certo Gabarito30: Certo

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