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GEOprecisão Topografia

Projetos e Georreferenciamento

MEMORIAL DESCRITIVO DE SISTEMA


EMISSÁRIO DE EFLUENTE TRATADO

Loteamento.:

RESIDENCIAL ALVORADA

INFORMAÇÕES CADASTRAIS.

EMPREENDIMENTO.
LOTEAMENTO “RESIDENCIAL ALVORADA”.
Estrada Municipal ATN 345, s/n.º - Artur Nogueira - SP

PROPRIETARIO.
CHAVES & BOER EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS SPE LTDA.
C.N.P.J. n° 34.009.410/0001-15.

TITULO DE POSSE.
Matricula nº 103.980, do O.R.I. da comarca de Mogi Mirim, SP.

AUTOR DO PROJETO.
Edilson Camolez Fonseca – ME; Rua Ernesto Tagliari, 907, Centro, Artur Nogueira, SP - CEP 13.160-000
C.N.P.J. 14.577.687/0001-37 - (019) 3827 2576 / 99605 3460 – e-mail: geoprecisao@terra.com.br
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Projetos e Georreferenciamento
Marlon Capello
Engenheiro Ambiental e Sanitarista - CREA 506.939.649-0

1 INTRODUÇÃO.

O presente documento contém a Memória de Cálculo dos projetos hidráulicos para Projeto
de Redes de Esgoto Sanitário NBR-9.649, Projetos de Interceptores de Esgoto Sanitário NBR-
12.207, bem como das diretrizes fornecidas pelo Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário bem
como das diretrizes (003/2019) fornecidas pelo SAEAN - Serviço de Água e Esgoto de Artur
Nogueira e o Manual de Hidráulica Azevedo Netto 8ª edição.

2 O LOTEAMENTO.

O Loteamento " Residencial Alvorada ", é formado por 18 (dezoito) quadras e terá um total
de 789 lotes residenciais, 01 Sistema de Lazer, 01 Área Institucional e suas respectivas áreas
verdes.
O sistema viário é composto por 10 (dez) ruas. As ruas terão 14,00m de largura,
compreendendo 02 passeios de 2,50m cada e leito carroçável de 9,00m e uma Estrada Municipal
ATN-345, que tem 18,00m de largura, compreendendo 02 passeios de 3,00m de cada lado e seu
leito carroçável de 12,00m.

3 SISTEMA INTERCEPTOR DE ESGOTOS

O Emissário de Efluente Tratado tem como função receber e transportar o esgoto sanitário
com as contribuições defasadas, que amortecem os picos de vazão ou de EEE que chegam ao
ponto mais alto (cota) por pressão e continua por gravidade pelo emissário, para mais economia da
obra, menos manutenção e operação.
Seu traçado em planta deve ser o mais reto possível, com ângulo máximo de deflexão
horizontal de 30º.

3.1 PARÂMETROS DE PROJETO.

N° de unidades residenciais 789


N° de unidades institucionais 02
N° de habitantes por unidade 5 hab.
População estimada 3.955 hab.
Consumo per capta - Q 200 l/hab - dia
Coeficiente do dia de maior consumo K1 1,25
Coeficiente da hora de maior consumo K2 1,50
Coeficiente de retorno 0,80
Comprimento da rede com contribuição 4.188,18m
Comprimento da rede sem contribuição 324,65m
Comprimento total da rede 4.512,83m
Taxa de infiltração – QI 0,0003 l/s.m
Carga Orgânica per capta 54 g/hab.dia
Consumo Total Diário 213,57m³
Contribuição Parque das Palmeiras 1,04 l/s

3.2 CALCULO DAS VAZÕES

QT = QI + QE

QE = 200 x 0,8 x 1,25 x 1,50 x 3.955 = 0,003279 l/s.m


86.400 x 4.188,18

Edilson Camolez Fonseca – ME; Rua Ernesto Tagliari, 907, Centro, Artur Nogueira, SP - CEP 13.160-000
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QT = 0,003279+ 0,0003 QT = 0,0035794 l/s.m QT = 14,99l/s
QT + Q Parque das Palmeiras = 14,99 + 1,04 = 16,03 l/s
QT + Infiltração Emissário = 16,03 + 0,27 = 16,27 l/s

Material utilizado PVC OCRE


Diâmetro 200mm

3.3 CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA.

Os tubos projetados são de PVC Ocre de 200mm com junta elástica integrada, em toda sua
extensão.
Ao longo do Emissário de Efluente de Tratado foram previstos poços de visita dotados de
tampões de ferro fundido tipo pesado, conforme padrão adotado pelo SAEAN, nas posições de
interligações de coletores, mudanças de direção e declividade, ale de inícios de trechos, conforme
previstos no projeto.
O Emissário de Efluente Tratado irá coletar o Efluente Tratado na ETA do Residencial
Alvorada e direciona-lo ao Córrego da Cachoeirinha.

3.4 DETALHES CONSTRUTIVOS.

SINALIZAÇÕES DE VALAS E/OU BARREIRAS: É de responsabilidade da


contratada a sinalização conveniente para execução de serviços de abastecimento d'água e/ou
rede coletora de esgoto. É também sua obrigação o pagamento de taxas a órgãos emissores de
aberturas de valas. Os cuidados com acidente de trabalho ou as decorrências na execução das
obras, comprometem a contratada se esta não efetuar a sinalização e proteção conveniente aos
seus serviços. As indenizações, que porventura venha a ocorrer será de sua exclusiva
responsabilidade. Além disso, ficará obrigada a reparar ou reconstruir os danos às redes públicas,
como consequência de ocorrer acidentes a inobservância da correta sinalização.
Portanto, a contratada deverá manter toda a sinalização em valas e barreiras diurnas e
noturnas, necessário ao desvio e proteção da área onde estiver sendo executada a obra, até seu
término quando, quando forem comprovadas que os trechos estão em condições de serem
liberadas para o tráfego. Nos cavaletes de sinalização devem figurar o logotipo FISCALIZAÇÃO, e
todos os métodos, critérios e relação do tipo de sinalização deverão estar nos padrões em vigor do
manual do C.C.O e NR-18(canteiro de obras), que é o órgão controlador e fiscalizador da
sinalização.
TUBULAÇÃO: As redes serão construídas com tubos de PVC Ocre com junta elástica
integrada, com marca de conformidade técnica, fabricados de acordo com a NBR 7362/05.
POÇOS DE VISITA: Laje de fundo em concreto simples; alvenaria de elevação com anéis
pré-fabricadas em concreto armado e tampa em ferro fundido tipo pesado. Deverão ter formas
padronizadas e dimensão mínima no seu diâmetro de 1,00m. As canaletas de fundo deverão
concordar em forma e declividade com os coletores que por elas passem ou façam junção. Quando
os coletores convergentes em um mesmo PV forem de diâmetros diferentes, as canaletas para
transição de um para outro, terão sempre forma arredondada, sem cantos ou saliências propícias
ao depósito de materiais sólidos do esgoto.
Conforme orientação de norma, os Pvs foram localizados sempre que ocorrerem as
seguintes situações:
a) na reunião de coletores quando há necessidade de tubo de queda e também usa-se o tubo de
queda quando a queda for maior que 0,60m;
b) pontos de junção de coletores com mais de três entradas;
c) em profundidades maiores de 3,00m;
d) trechos retilíneos longos de coletores não visitáveis, de forma que o espaçamento máximo não
exceda 100 metros, a não ser por motivos técnicos.
PROFUNDIDADE DAS VALAS: A profundidade da vala deverá obedecer ao projeto
apresentado e aprovado e nunca inferior a 1,20m nos leitos carroçáveis.
Edilson Camolez Fonseca – ME; Rua Ernesto Tagliari, 907, Centro, Artur Nogueira, SP - CEP 13.160-000
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LARGURA DA VALA: A largura da vala deverá ser igual ao diâmetro interno do coletor
acrescido de 0,40m. A pedido do engenheiro responsável, ou a critério da fiscalização, a largura
poderá variar, de acordo com as condições do local.
FUNDOS DAS VALAS: O fundo das valas deverá ser perfeitamente regularizado com
ferramentas manuais. No caso de reaterro parcial, antes do assentamento dos tubos o fundo deverá
ser apiloado convenientemente.
BASE DE ASSENTAMENTO: Nos trechos de Tabatinga (terreno similar a brejo) o tubo deve
ser assentando sobre um colchão de pedra britada de 15cm de espessura aproximadamente.
Nos trechos de solo terroso: apiloamento quando necessário, a critério da fiscalização.
ALIMENTAÇÃO DA TUBULAÇÃO: A declividade devera ser constante entre os poços de
visita, não apresentando desvio em hipótese alguma.
RECOBRIMENTO DA TUBULAÇÃO: O aterro deverá ser em camadas máximas de 15cm,
colocadas em cada lado do tubo, homogeneamente, de modo a não alterar a sua posição. O
material deverá ser isento de pedras e corpos estranhos. O restante do aterro deve ser feito de
modo que resulte em densidade aproximadamente igual aquela anterior a abertura das valas.
ENVELOPAMENTO: Todos os trechos de cruzamento com rede de águas pluviais, deverão
ser envelopados em concreto simples, de forma e dimensões a garantir a integridade da tubulação
de esgoto numa eventual manutenção das outras redes. Todos os trechos com cobrimento igual ou
inferior a 1,20m também deverão ser envelopados.
ESCORAMENTO: Será verificado pelo responsável da execução da obra se haverá ou não
necessidade de escoramento da vala em função das condições do terreno.

3.5 RELAÇÃO DE MATERIAIS

3.5.1 EMISSÁRIO DE ESGOTO SANITÁRIO

742,00m de tubos PVC Ocre de 200mm (8"), ponta e bolsa, com JEI-junta elástica integrada.
10 unid. Poço de Visita (P.V.) Concreto pré-fabricado ∅ 1,00m.
10 unid. Tampão para P.V., em fofo, ∅ 600mm, de 120 kg.

3.6 CRITÉRIOS PARA DIMENSIONAMENTO

3.6.1 REGIME HIDRÁULICO DE ESCOAMENTO

O Emissário de Esgoto Sanitário foi projetado para funcionar como condutos livres, o qual
conhecemos o caminhamento das águas. Deve ser evitada agitação excessiva, não sendo
permitidos degraus, alargamentos bruscos e ligações com grande diferença de cota ou que
perturbem as linhas de fluxo.
Dissipadores de energia podem ser projetados quando necessários, prevenindo-se a
formação de sulfetos e sua ação nos materiais empregados.

3.6.2 VAZÃO MÍNIMA

Na prática, o regime é gradualmente variado e não uniforme nos trechos do interceptor,


porém, conforme orientação da norma NBR12.207 da ABNT, deve ser projetado, como permanente
e uniforme, ou seja, de Vazão Final, que em nosso caso é de 1,43 l/s.

3.6.3 DIÂMETRO MÍNIMO

Conforme orientação de norma, a rede coletora deve possuir diâmetro mínimo de 100mm.

3.6.4 DECLIVIDADE MÍNIMA

Edilson Camolez Fonseca – ME; Rua Ernesto Tagliari, 907, Centro, Artur Nogueira, SP - CEP 13.160-000
C.N.P.J. 14.577.687/0001-37 - (019) 3827 2576 / 99605 3460 – e-mail: geoprecisao@terra.com.br
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O Emissário de Esgoto Sanitário foi projetado de modo a se ter sua autolimpeza, desde o
início do plano. Para a autolimpeza, deve-se garantir, pelo menos uma vez por dia, uma tensão
trativa de 1,0 Pa.
Caso haja lançamento de águas de drenagem superficial (contribuição de tempo seco), a
tensão trativa deverá ser > 1,5 Pa. Então para efeito de cálculo usaremos a 1,5 Pa,
Obs: a admissão destas contribuições não deve exceder a 20% da vazão final do trecho e
evitar entrada de material grosseiro, detritos e areia.
A declividade a ser adotada deverá proporcionar, para cada trecho da rede, uma tensão
trativa média igual ou superior a 1,5 Pa., calculada para vazão final. A declividade mínima que
satisfaz essa condição é determinada pela expressão aproximada, para coeficiente de Manning
n=0,013.

Imin = 0,0035 Qi-0,47 onde: Imin = declividade mínima, m/m


Qi = vazão de jusante do trecho no início do plano, l/s
A interligação de um trecho de grande declividade (supercrítico) a um trecho de baixa
declividade (subcrítico) pode gerar ressalto hidráulico, com efeitos danosos. Assim, entre os dois
trechos devem ser instalado trecho intermediário, com declividade crítica para a vazão inicial.

3.6.5 DECLIVIDADE MÁXIMA

A declividade máxima admissível é aquela para a qual se tenha velocidade na tubulação


igual a 5,0 m/s, para vazão de final de plano e pode ser obtida pela expressão aproximada, para
coeficiente de Manning n=0,013:

Imax = 4,65 Qf-0,67 onde: Imax = declividade máxima, m/m


Qf = vazão de jusante do trecho no final do plano, l/s
3.6.6 LÂMINA D'ÁGUA MÁXIMA

No Interceptor de Esgoto as tubulações foram projetadas para funcionar com lâmina igual ou
inferior a 85% do diâmetro da tubulação, destinando-se a parte superior da tubulação a ventilação
do sistema e as imprevisões e flutuações excepcionais de nível de esgotos.
O diâmetro que atende a condição Y/D = 0,85, pode ser calculado pela equação:

D = 0,3145 (Qf/√I) 3/8 onde: D = diâmetro, m;


Qf = vazão final, m3/s
I = declividade, m/m
3.6.7 LÂMINA D'ÁGUA MÍNIMA

Pelo critério da tensão trativa haverá autolimpeza nas tubulações do interceptor de esgoto,
desde que pelo menos uma vez por dia atinja uma tensão trativa igual ou superior a 1,5 Pa,
qualquer que seja a altura da lâmina d'água. Portanto, não se limita a lâmina d'água mínima.

Artur Nogueira, 01 de Novembro de 2.019.

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Proprietário Autor do Projeto
CHAVES & BOER Emp. Imob. SPE Ltda. MARLON CAPELLO
CNPJ nº 34.009.410/0001-15 Eng. Ambiental e Sanitárista
CREA nº 506.939.649-0
Edilson Camolez Fonseca – ME; Rua Ernesto Tagliari, 907, Centro, Artur Nogueira, SP - CEP 13.160-000
C.N.P.J. 14.577.687/0001-37 - (019) 3827 2576 / 99605 3460 – e-mail: geoprecisao@terra.com.br
GEOprecisão Topografia
Projetos e Georreferenciamento
A.R.T. n° 28027230191623065

Edilson Camolez Fonseca – ME; Rua Ernesto Tagliari, 907, Centro, Artur Nogueira, SP - CEP 13.160-000
C.N.P.J. 14.577.687/0001-37 - (019) 3827 2576 / 99605 3460 – e-mail: geoprecisao@terra.com.br

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