Faculdade de Tecnologia Ciências FTC ead

CARLOS ALBERTO LOURENÇO BIANCHINI

TCC – LICENCIATURA EM MATEMÁTICA CIRCUITO 7

Monte Santo – Ba 2010

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Carlos Alberto Lourenço Bianchini

FORMAÇÃO À DISTÂNCIA Articulando Teoria e Prática

Portfólio Acadêmico apresentado como trabalho de Conclusão de Curso ( TCC ), do curso Licenciatura em Matemática da Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC ead, na modalidade Educação à Distância, pólo presencial de Monte Santo, Bahia, para obtenção do grau de licenciado.

Monte Santo – Ba 2010

AGRADECIMENTO
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Primeiramente a DEUS que nos possibilitou estarmos aqui neste momento, usufruindo da mais perfeita saúde e assim, proporcionando um bem estar por mais uma jornada vitoriosa em nosso crescimento e valorização profissional. Aos nossos familiares e amigos, que em todos os momentos nos apoiaram e nos fizeram ter certeza de que estudar é algo gratificante, apesar de todos os obstáculos durante o percurso desses 04 (quatro) anos de estudo, valorizando o nosso esforço em buscar uma direção e objetivo: alcançar o nosso sonho de sermos reconhecidos como um excelente professor de matemática , contribuindo para melhorar o ensino e valorizar a disciplina , desmistificando o ensino de matemática e tornando-o mais acessível e inclusivo a todos os nossos alunos. A todos os professores, que durante todo o curso nos estimularam em buscar novos conhecimentos, nos fazendo acreditar que podemos fazer a diferença consciência critica. Agradecemos de forma especial a nosso tutor e amigo , Eziquiel Santiago Araujo, por estar presente neste momento importante de nossas vidas e a todos amigos, amigas , companheiros de curso, que no decorrer desses 04 anos demonstraram companheirismo , solidariedade, carinho, compreensão, perseverança, união e amor ao próximo, além da esperança de que estaremos contribuindo para construir um mundo melhor. Em especial a minha esposa Nicéia, por acreditar em mim, e aos meus filhos , João Carlos, Pedro Henrique e Gustavo, na certeza de que também serão reconhecidos como excelentes alunos na disciplina de matemática. em todos os momentos na vida dos que cruzarem nossos caminhos, na busca de conhecimentos matemáticos e

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SUMÁRIO

1. Apresentação 2. Objetivos 2.1 Objetivo geral 2.2 Objetivo especifico 3. Fundamentação teórica 3.1 Dialogando sobre os temas transversais 3.2 Refletindo sobre as teorias estudadas 4. Discussão dos resultados 5. Considerações finais 6. Referências 7. Apêndices 7.1.1 Apêndices obrigatórios 7.1.2 Apêndices A – relatório do Estagio Supervisionado I 7.1.3 Apêndices B – relatório do Estágio Supervisionado II 7.2Apêndices complementares 8. Anexos

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1. APRESENTAÇÃO O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é um estudo aprofundado em doutrinas e postulações já existentes, que, possa gerar uma redação autônoma e individual, apontando conclusões próprias e diretrizes de evolução e desenvolvimento da temática em questão. Elaborar um TCC não representa um fardo, mas sim um trabalho que deve ser encarado de maneira adequada, propiciando além de imenso prazer, apropriação de conhecimentos importantíssimos à futura vida profissional do estudante. Este portfólio acadêmico faz parte do trabalho de conclusão de curso e tem a finalidade de relatar as experiências vividas no decorrer do curso Licenciatura em Matemática, relacionando teorias e praticas educativas, fazendo uma auto-replexão do que foi realizado no decorrer do curso, com as atividades desenvolvidas como: Estágios I e II, PPP I – O papel da educação; PPP II – A concepção da matemática no olhar do educador matemático; PPP III – O papel da matemática na educação básica; PPP IV – O papel do professor de matemática; PPP V – A matemática e suas aplicações; PPP VI – Matematica e a interdisciplinaridade , e também com pesquisas em diversas fontes, com base na educação como: FREIRE, D’AMBROSIO, Parâmetros Curriculares Nacionais e muitos outros que fundamentaram esse trabalho. No decorrer de minha trajetória acadêmica, gradativamente fui adquirindo muitos conhecimentos que me fizeram crescer significativamente, pois os trabalhos realizados durante as disciplinas foram muito produtivo, mesmo tendo algumas dificuldades para realizá-los. Foi durante esse período que pude analisar o meu fazer docente, especialmente nas disciplinas de Pesquisa e pratica Pedagógica (PPP), onde foi possível ver realmente os direitos e deveres de ser um bom educador e que este precisa estar consciente do seu papel, atento as mudanças, a tomada de decisões e ao processo de avaliação. Segundo Cury (2007).
“Educar é realizar a mais bela e complexa arte da inteligência, é acreditar na vida mesmo que derramemos

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. a vivencia de uma situação concreta [. “O estágio permite ao aluno o preparo efetivo para o agir a possibilidade de um campo de profissional: experiência. visões de mundo etc..] que lhe permitirá uma revisão constante dessa vivência e o questionamento de seus conhecimentos. (2001). Espero que após a leitura de todos os conteúdos apresentados nesse relatório. Segundo Buriolla. o leitor possa compreender o real significado de educar visando à cidadania plena.” A regência foi também uma grande experiência e de relevante significação. é semear com sabedoria e colher com paciência. 6 . pois consegui analisar minha postura frente ao trabalho de educador. podendo levá-lo a uma inserção crítica e criativa na área profissional e um contexto histórico mais amplo. habilidades..lágrimas. A principio pensei: Para que e porque estagiar se eu já sei o meu papel em sala de aula? Contudo. é ter esperança no futuro mesmo que os jovens nos decepcionem no presente. foi durante o estágio que realmente consegui entender melhor o que ser professor.

tornando-se sempre dinâmicas e inovadas. 3. é relatar as experiências vivenciadas no decorrer do curso.2 Objetivos específicos: ● Correlacionar teoria e prática na área de formação profissional. ● Buscar a inserção de técnicas de informática como metodologia de ensino para que as aulas sejam diversificadas e mais interativas. ● Diagnosticar as causas das dificuldades dos alunos nas aulas de matemática. aplicando de maneira coerente e eficaz no sentido da melhoria no que diz respeito ao ensino e a aprendizagem. em direção ao seu projeto de vida pessoal. ● Possibilitar a auto-avaliação do (a) estudante sobre o seu percurso de aprendizagem. ● Desenvolver habilidade sobre a importância de formar cidadãos críticos e reflexivos perante a sociedade. 2. fazer uma reflexão sobre um diagnostico preciso das práticas.1 Objetivo geral: O objetivo desse trabalho.2. bem como sobre a construção de novas metas . além de ser um instrumento de avaliação da Disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica VI e um Trabalho de Conclusão de Curso. OBJETIVOS: 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 7 . acadêmico e profissional.

Esta obra oferece aos professores . da competência profissional. rejeitando qualquer forma de discriminação.Ao longo de quatro anos . escutando e querendo bem aos educandos . filosóficas e históricas na formação integral deste. . mas propôs uma prática educativa para os resolver. com o objetivo de fazer uma reflexão sobre o papel da educação na formação integral do ser humano.. como princípios basilares a uma prática educativa que transforme .. dialogando . que através de sua vida. e suas implicações científicas. período deste curso de Licenciatura em Matemática. Durante a disciplina de PPPI. A Pedagogia da Autonomia. sociais. Ao longo do primeiro período o tema transversal chamava a atenção para “ O PAPEL DA EDUCAÇÃO “. além da abordagem sobre a utilização adequada e inteligente de novas fontes de pesquisa disponibilizadas pela internet. respeitando os saberes do educando e reconhecendo sua identidade cultural. uma proposta de como navegar nos mares da educação.oportunizando aulas mais dinâmicas . instrumentalizando-os para o uso adequado das novas tecnologias na promoção e construção do conhecimento. a esperança e a autoridade e principalmente a curiosidade e consciência do inacabado. propondo através de uma rigorosidade metódica e da pesquisa. foram analisados o papel da educação frente aos dilemas e desafios na contemporaneidade na construção crítica do olhar investigativo do pesquisador.. políticas. os discentes em Matemática tiveram a oportunidade de rever e aprender novos métodos e a utilização de recursos mais interativos para aprendizagem da disciplina de matemática. mantendo a alegria. não só procurou perceber os problemas educativos da sociedade brasileira. educadores e educandos e lhes garante o 8 . uma das grandes obras do professor e filósofo. para a promoção e construção do conhecimento . Paulo Freire. melhorando a atenção e o nível de interatividade com os alunos.. propondo uma reflexão crítica da prática pedagógica. da ética e estética.

faz-se necessário criar uma consciência critica de que devem tornar-se professores-pesquisadores. é uma forma de intervenção no mundo. segundo Paulo Freire. mas testemunhas vivas e participantes de um saber que elabora e reelabora a cada momento . Tomando por base todos estes argumentos. por intermédio de seus próprios professores. por essência.115) “ Seria altamente recomendado que esses futuros professores tivessem em sua formação oportunidades de contatos com pesquisas e pesquisadores. a saúde ( p. a educação. são os únicos capazes de aprender com alegria e esperança. Para Paulo Freire. Pois quando se fala de “ educação como intervenção”. da propriedade. p. Paulo Freire. na convicção de que a mudança é possível.direito a autonomia pessoal na construção duma sociedade democrática que a todos respeita e dignifica. 123). do direito ao trabalho. do qual nasce autêntica solidariedade entre educador e educandos. a terra. lúdica que o ensino exige do docente é comprometimento existencial. pois ninguém pode contentarse com uma maneira neutra de estar no mundo. que não fossem. Para Paulo Freire. Ensinar . refere-se a mudanças reais na sociedade: no campo da economia. meros repetidores de um saber acumulado e cristalizado. Aprender é uma descoberta criadora. o homem e a mulher. o ensino é muito mais que uma profissão. 9 . fica explicito que na formação de professores. é uma missão que exige comprovados saberes no seu processo dinâmico de promoção da autonomia do ser de todos os educandos. mesmo que em níveis diferenciados como fala ( MENGA. pois “ ensinando se aprende e aprendendo se ensina “. A idéia de coerência profissional. uma tomada de posição. em toda parte”. 1995. até uma ruptura com o passado e o presente. com abertura ao risco e a aventura do ser. das relações humanas. uma decisão por vezes.

no conhecimento e na aprendizagem. trata-se de investir na criação de competências suficientemente ampla que lhes permitam ter uma atuação efetiva na produção de bens e serviços. seja em aplicações mais sofisticadas”. É função primordial do professor formar os indivíduos para “ aprender a aprender”. operar com fluência os novos meios e ferramentas em seu trabalho. ” Educar em uma sociedade da informação significa muito mais que treinar as pessoas para o uso das tecnologias de informação e comunicação. Segundo NOVOA. e a escola.Neste colaborativa com processo tecnologias são pressupostos critica da e aprendizagem interativas. 2000 ). seja em usos simples e rotineiros. ( TADÂO. 1997). como lugar de crescimento profissional permanente”. bem como aplicar criativamente as novas mídias .A tecnologia precisa ser um instrumento a serviço do bem estar da humanidade. e os alunos ao aprenderem. possam ensinar ( FREIRE. 10 . como gente. transformadora : . É necessário que os docentes empreendam projetos que contemplem uma relação dialógica. ao ensinarem aprendam.Educação tecnológica é o trabalho para a a transformação da cidadania. na qual . deste modo tornar a aprendizagem colaborativa com tecnologia interativa. tomar decisões fundamentadas no conhecimento. crítica e transformadora.É importante salientar que a Educação. “ o aprender contínuo é essencial e se concentra em dois pilares: a própria pessoa. é o elemento chave na construção de uma sociedade baseada na construção de uma sociedade baseada na informação. de modo a serem capazes de lidar positivamente com a continua e acelerada transformação da base tecnológica. podendo . .

APRENDER A CONHECER..O aluno precisa tornar-se criativo. as Diretrizes Curriculares para a formação de professores apresentam os saberes que entendem como fundamentais para a formação e construção da identidade de um Educador. transformando sua própria prática.O professor precisa tornar-se um investigador crítico e reflexivo. atuante para produzir conhecimento e transformar a realidade.Professor e alunos precisam aprender a aprender como acessar a informação. mas principalmente no domínio dos próprios conhecimentos . . 11 . gestores e professores precisam refletir sobre as reais necessidades que os alunos irão enfrentar em suas profissões e vida. . ° SABER INTERVIR – saber mudar. a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais para o conhecimento do individuo enquanto pessoa e membro da sociedade. “ O PAPEL DA EDUCAÇÃO”. Neste contexto. crítico. a compreender e a descobrir. . tendo como base de fundamento o prazer de conhecer. articulador e parceiro dos alunos no processo de ensinoaprendizagem. Retomando o eixo central do tema transversal do período. melhorar. fundamentada principalmente em não adquirir muitas coleções de saber. ° SABER PENSAR – refletir obre a própria prática em função da teoria. ° SABER – conhecimento dos conteúdos de formação. compreendendo o mundo que nos rodeia. onde buscá-la.As universidades. . como depurá-la e transformá-la em produção de conhecimento. pesquisador . criativo.

APRENDER A SER. não fragmentada do homem.APRENDER A APRENDER. apesar de sabedor que a história da humanidade sempre foi conflituosa. APRENDER A FAZER. a educação é a base fundamental para a preparação total das pessoas. pois segundo HANNAS ( 2000). que é o 12 . Somos uma totalidade.espírito. então. com a certeza de que mudanças são difícies mas possíveis. animal. para os laços que se unem ao mundo natural e cósmico. de ir contra as correntes que muitas vezes fazem com que o docente desista de mudar e (re)estruturar sua prática. Em conclusão. ensinado o aluno a colocar em prática os seus conhecimentos adquiridos em sala de aula para o mercado de trabalho atual. não pode ser seccionada. Assim sendo. A visão sistêmica. e não para a separação entre os mundos mineral. não pode endereçar seus objetivos apenas para situar o homem no mundo material . humano.APRENDER A VIVER JUNTOS. para a unicidade da vida. é através dela que os alunos vão desenvolvendo a sua oratória. pois a violência do mundo atual. para a ordem universal. representando hoje em dia um dos maiores desafios da educação. corpo – mente . reformar essencialmente o ser humano. a nova educação abarca um novo desafio. dando liberdade aos mesmos de se expressarem. ligada a questão da formação profissional. impõe ao educando a busca por um mundo mais pacífico. “ A educação não pode se divorciar de seu destino. pode-se destacar a necessidade de ousar. de ser um pouco aventureiro.. A educação não pode se contentar com os objetivos limitados a partes dessa unidade. que são interdependentes e cuja sobrevivência comum depende do respeito à sua harmonia”. a educação deve voltar-se para a totalidade . . . preparando-a para a fase adulta. exercício da memória que deve ser treinada desde a infância. pois. o homem e o mundo. de seu objetivo. vegetal.

desenvolvendo a capacidade de expressar-se escrita . e a de sua prática educativa . que habilita o professor para mudar e transformar . humanitários do papel da matemática na educação básica como proposta de fomentar o desenvolvimento de uma educação em valores a partir de uma proposta de trabalho cooperativo comprometido com a ética profissional .professor que constrói sua história. com o intuito de desenvolver uma postura critica. acessível a todos. A partir do 2º período . abordando as novas propostas de uma gestão escolar participativa . oralmente. Ao longo das disciplinas do 2º período foram demonstradas alguns modos de trabalho pedagógicos em Matemática. com a utilização de diferentes fontes de informação como forma de intervir na práxis pedagógica e no ambiente escolar. no sentido de efetivar um trabalho democrático em relação ao processo ensino-aprendizagem. o tema transversal passou a questionar “ A CONCEPÇÃO DA MATEMATICA NO OLHAR DO EDUCADOR MATEMÁTICO ”. p. reflexiva . 1997.85). 13 . as coisas que estão ao seu redor. como propostas de compreender a diversidade dos ambientes de aprendizagem da Matemática. na promoção do conhecimento matemático como necessário . ao menos em parte. desmistificando os preconceitos que envolvem a aprendizagem . transformador. deixando claro a necessidade e a compreensão por parte dos professores de Matemática do seu papel enquanto membro ativo filosófica acerca das questões educacionais e das da comunidade concepções da escolar. Matemática. viabilizando um fazer pedagógico vivo . com clareza e precisão em uma linguagem matemática. A proposta primordial destes questionamentos é estabelecer por parte dos discentes uma possibilidade de análise e intervenção da práxis pedagógica . porque “ É o saber da História como possibilidade e não como determinação” ( FREIRE. através da compreensão dos aspectos legais .

nem sempre é fácil ( e por vezes .Na sociedade atual. A escola estabelecida na atual conjuntura não mais necessita desse tradicional professor de matemática. expressando conhecimentos que a humanidade levou séculos para construir. mostrar aos estudantes aplicações interessantes e realistas dos temas a serem tratados ou motiva-los com problemas contextualizados. Essas práticas em que. Apesar de permear praticamente todas as áreas do conhecimento. aquele que deixa a criança pensar. pois essa narração os transforma em vasilhas que devem ser enchidas pelo educador. onde " o saber é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber " (p. o educador é o sujeito que conduz os educandos à memorização mecanica dos conteúdos narrados. o professor detentor e transmissor de conhecimento deve ser substituido pelo verdadeiro educador. a matemática é cada vez mais solicitada para descrever . construir seu próprio conhecimento. todas as manhãs quando acordamos . 14 . de acordo com Paulo Freire (1987). Uma pergunta que vem atormentando muitos professores é sobre qual é o atual papel dos professores das séries iniciais no ensino de matemática? Há séculos a imagem do professor é a do detentor do conheciemnto que os alunos almejam ter. Será então papel do professor transmitir tais conhecimentos para seus alunos para que estes incorporem o tão sonhado conhecimento? Neste sentido Paulo Freire(1987) expõe sobre a visão bancária da educação .33). gráficos ou tabelas são necessários na descrição e na análise de vários assuntos. parece impossível ). cuja compreensão não requeira um certo conhecimento matemático e um domínio mínimo de linguagem que lhe é própria – porcentagem. modelar e resolver problemas nas diversas áreas da atividade humana. É quase impossivel abrir uma página de jornal . devem ser extintas. somos inundados por notícias e informações passadas através de linguagem matemática.

salienta sobre como envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho. é necessário imaginar e criar outros tipos de situações de aprendizagem que solicitem um método de pesquisa." as situações de aprendizagem nos quais colocam cada um de seus alunos " (p. professores que estão anos e anos em sala de aula sem uma formação continuada.. vinte anos? Vemos em nossas escolas . estudando os novos paradigmas da educação. ajustados aos alunos . ajudando o aluno a desenvolver o desejo de aprender e sua curiosidade . sugerir e encontrar os alunos. a grande pergunta é: Como levar os professores a avaliarem se o modo como estão trabalhando está certo ou errado? O que é possível realizar para contrapor a nossa futura docência em relação aos professores que estão em sala há dez. Segundo Philippe Perrenoud. elas devem ser concretas e ter um nível de dificuldade próxima à zona de desenvolvimento dos alunos. não dominarão . assim como os pais e alunos a se sentirem mais responsáveis pelos acontecimentos correntes na escola. Para Celso Antunes. para incentivar a decisão de aprender continuamente e a capacidade de auto-avaliação dos alunos.24).. enquanto os professores insistirem em aulas expositivas somente . de identificação e de resolução de problemas e mais. estimular. e na melhor forma de agir. A utilização de tecnicas participativas para solucionar problemas e tomada de discussões incentiva a equipe escolar. usando os mesmos métodos e concepções de ensino há anos. para o exercício pleno na promoção do ensino matemático.Nesse sentido. os profissionais de educação devem estar a par das diferentes linguagens que deverão usar para que possam discernir. Perrenoud. quando criar e administar situaçõesproblema. com atitudes coerentes na resolução de alguns problemas existentes na escola.. os professores. apresentando as oito 15 . O que fazer para reverter essa situação? È necessário termos consciência de que devemos estar sempre se atualizando. explicando o sentido do trabalho escolar e sua relação com o saber .

sendo todo o trabalho de fomento das atividades escolares promovidas com o suporte da Secretaria Municipal do ensino. mapas. Intra e Interpessoal e suas respectivas caracteristicas e considerações. consequência disso. são as mudanças que tem ocorrido no processo pedagógico onde a democracia tem sido presente quanto à inserção e participação do colegiado escolar nas decisões. o uso das tecnologias de informação e comunicação voltadas para o ensino de Matemática. que são: Linguistica. provocando diferentes capacidades de assimilação como a utilização de documentos digitais que incorporam múltiplos recursos recursos multimidias interativos. deixam uma lacuna muito grande entre os conteúdos exigidos pelo MEC e o que realmente estes alunos conseguem se apropriar durante 16 o ensino . neste contexto de sala de aula. não contam nem com um coordenador pedagógico. com o objetivo de modificar as extruturas burocrátricas da instituição escolar. pag. " onde se estabelece um contrato entre quem quer aprender e quem pretende ensinar. Cinéstica-corporal. pois. contribuiu para a melhoria do processo de ensinoaprendizagem. globos. A consciência de que na maioria das escolas. 2006. o professor deve estabelecer meios de mediação de aprendizagem para que essa ocorra de maneira não traumática e significativa" ( MEDEIROS. tornado mais fácil o ensino e a aprendizagem de conhecimentos abstratos. equipamentos e acessórios para arquivo. faltam sala de professor. mesmo que os conteúdos trabalhados estejam de acordo com os PCN'S e com as diretrizes curriculares vigentes. Naturalista. não possuem bibliotecas e nem salas de leitura.inteligências multiplas estudadas por Gardner. Neste contexto. abordados pelo pela disciplina de PPPII. Lógico-Matemática. retro-projetor. principalmente as publicas da zona rural. Sonora. computador. recursos pedagógicos como pesquisa. o Brasil passou por grandes transformações na área educacional. Espacial.79 ). Nos últimos anos. que durante muito tempo serviu para o fortalecimento e atendimento específico de uma pequena parcela da sociedade.

e a propõe como ponto de partida para o 17 .. não conseguem preparar estes educandos para a realidade cada vez mais globalizada do mundo atual. buscando cada vez mais fazer da educação a única responsável pela transformação social.. a argumentação. de sua sensibilidade estética e de sua imaginação " (PCN MATEMÁTICA -p. a comprovação . abordamos algumas das tendências contemporâneas em Educação Matemática que vislumbram uma educação voltada para garantir no futuro... assumindo o comprometimento da escola com uma prática pedagógica que objetive mudanças sociais .“ se de uma lado a educação não é a alavanca das transformações sociais. conhecer e entender os diversos contextos culturais .. ) a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conheciemnto que pode favorecer o desenvolvimento da confiança na própria conhecer e enfrentar desafios ( . o ensino da Matemática prestará sua contribuição [à construção da cidadania ] à medida que forem exploradas metodologias que priorizem a criação de estratégias . a iniciativa pessoal e a autonomia advinda do desenvolvimento da confiança na própria capacidade de conhecer e enfrentar desafio (. pois na maioria das vezes. criando uma sociedade cada vez mais dependente de ações do poder publico... o espírito critico e favorecam a criatividade . a promoção da cidadania de nossas crianças e jovens.. Nestas condições . pois: " . ETNOMATEMATICA : Ubiratan D’Ambrósio define a etnomatemática como arte e técnica de explicar. de outro. para que nós formandos . para a solução destas dificuldades e problemas da atual crise no sistema educacional vigente..31) No auge das discussões . ) capacidade de a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio.. o trabalho coletivo ..fundamental e básico. estas não se fazem sem ela”.. busquemos uma nova forma de exercer nossa práxis-pedagógica. de sua capacidade expressiva . fica o desafio. pois segundo Paulo Freire . a justificativa.

e do outro. indica que o ensino exige do homem 18 comprometimento existencial. considerando o objetivo explícito da educação básica. pode também concretizar o aspecto cidadão do Ensino de Matemática. pois convida os alunos a formularem questões e buscarem explicações. portanto dinâmica ( D’AMBRÓSIO. no qual os alunos . os individuos são influenciados por ela. afirmando que os projetos implicam numa visão do conhecimento e do currículo que pode contribuir favoravelmente para as mudanças na escola. pois envolve de um lado. um convite docente. inseridos num ambiente em rede e cujas experiências representem ações traduzidas em forma de conhecimento. e suas ações dentro dessa realidade são o próprio conhecimento. . 2002 ). Dentro das novas tendências educacionais.PEDAGOGIA DE PROJETOS: é um modo de organização da prática pedagógica. . BARBOSA ( 2003 ). propõe as atividades de Modelagem Matemática como forma de desafiar a ideologia da certeza. . que o educador adquira uma visão de mundo que permita entender a educação: como fomentadora da produção de significados. uma aceitação discente. por meio da Matemática.desenvolvimento dos conteúdos programáticos e cumprimento dos objetivos docentes. A idéia de coerência profissional. educando matematicamente nossos alunos para o exercício da cidadania. espera-se.CENÁRIO PARA INVESTIGAÇÃO : caracterizado por uma propriedade relacional.MODELAGEM MATEMÁTICA : esta por sua vez. para projetos sócioculturais. SKOVSMOSE ( 2001 ) propõe o trabalho com projetos como condição ao exercício da democracia em sala de aula enquanto HERNANDEZ ( 1998 ) destaca também o aspecto colaborativo e a possibilidade do diálogo com outros projetos. pois a modelagem matemática é um ambiente de aprendizagem. do qual nasce autêntica . Diz que embuidos da realidade. podem problematizar e investigar situações com referências na realidade.

2002 p. ou seja. visando a compreensão do seu papel na educação básica. para que se atinjam os objetivos maiores de criatividade e cidadania plena”. e necessitando de alternativas para nos adequar às demandas apresentadas pelo mercado de trabalho. Lauand ( 2002 p. ( 2001. D’AMBRÓSIO. refletir e analisar o processo pedagógico escolar da matemática. Após analisarmos o Papel da Educação e A Concepção da Matemática no Olhar do Educador Matemático. Tecnologia de Informação. compreensão e manejo das diversas ações humanas. o que é proporcionado pela brincadeira. então porque nos dias atuais não se percebe que para esse mesmo adulto é preciso resgatar o lúdico? Tomas de Aquino afirma que “ o humo é necessário para a vida humana ( e para uma vida humana )”( LAUAND. ensinar por essência. ofereceu a oportunidade de questionar “ O PAPEL DA MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA “ durante as disciplinas do 3º período. principalmente se apropriando da TIC. na busca de uma consciência critica. pois ninguém pode contentar-se com uma maneira neutra de estar no mundo. solicitando a utilização de novas metodologias.solidariedade entre educandos e educadores. segundo Paulo Freire. afirma que “ o mundo atual está a exigir outros conteúdos. As transformações sociais revelam que estamos em “ novos tempos”. Desde a época de Tomas de Aquino se defende o brincar do adulto. p. A razão para a sua afirmação é feita no sentido de que o homem precisa de repouso para o corpo e para a alma. Aulas tradicionais já não satisfazem a essas demandas. em um processo de conhecer.1 ). é uma forma de intervenção no mundo. naturalmente outras metodologias. que atendam às necessidades atuais. para o desenvolvimento de educação matemática.20 ). Corroborando com as idéias de Aquino. por pessoas altamente qualificadas.3 ) faz algumas colocações importantes para a educação: 19 . PPPIII.

após identificarmos os elementos mais importantes e agrupa-los em um esquema hierárquico e de relações. eles terão a oportunidade de trabalhar de forma diferenciada com seus alunos. devemos ordena-los de acordo com as leis significativa: ° Todos os alunos podem aprender significativamente um conteúdo. já que aprenderam que brincar é diferente de estudar. BRUNER ( 1976 ) ao propor o lúdico para ensinar crianças concebe-o como parte ativa no processo de ensino. e. mas que aponta direção. que estudar dá trabalho.) o ensino não pode ser aborrecido e enfadonho: o fastidium e o fastio produzem um estreitamento.. o do prazer e da motivação quando se começa a construir o conhecimento . isto é. afirma que ele passa pelo nível do pensamento intuitivo.. ou para usar a metáfora de Tomas. no qual as crianças são participantes e não expectadores . um peso ( aggravatio animi).. Daí que Tomas recomende o uso didático de brincadeiras e piadas para descanso dos ouvintes ( ou alunos ). os 20 da organização psicológica do conhecimento. seja momento para formalizações e que esse ensino não pode ser feito de outra forma. o da sistematização para a aquisição dos conceitos significativos. o aprender pode vir a ser prazeroso e isso não quer dizer que não tenha que ser trabalhoso. Se o ensino superior conseguir fazer isso com os futuros professores. um bloqueio. desde que disponham de conceitos relevantes e inclusores em sua estrutura cognoscitiva ( para Ausubel e seus colaboradores a estrutura cognoscitiva é um sistema de conceitos organizados hierarquicamente mediante o qual as pessoas representam uma parcela da realidade. Tomas chega a afirmar que ninguém agüenta um dia sequer com uma pessoa aborrecida e desagradável.. Segundo NOVAK ( 1982 ). em especial o de matemática..(. É possível que a resistência dos estudantes à aplicação de atividades lúdicas seja pela não convivência com os mesmos e que o ensino superior. Entretanto. E tratando do relacionamento humano. as leis da aprendizagem de retenção . por último .

conceitos mais amplos. ° A apresentação inicial dos conceitos mais importantes. a introdução dos elementos posteriores deve mostrar tanto as relações que mantém com os primeiros como as relações que mantém entre si. É necessário defendermos a idéia de que a educação escolar deve ser desenvolvida através de práticas curriculares fundamentadas em princípios éticos e instrumentais . ° Depois de tratar dos conceitos mais gerais e inclusivos do conteúdo. econômicas e éticas. Este procedimento facilita a diferenciação progressiva e a reconciliação integradora. gerais e inclusivos do conteúdo deve apoiar-se em exemplos concretos. a coerência do conjunto de conceitos da estrutura cognoscitiva. além de referência-la como um princípio da dignidade humana e um dos fundamentos da Constituição Brasileira. 21 . isto é . o que posteriormente facilita a aprendizagem significativa de outros elementos do conteúdo. Assim. políticas. bem como uma reconciliação integradora posterior. contribuindo significativamente para que as pessoas estabeleçam novas relações sociais. as sequências de aprendizagem devem partir dos conceitos mais gerais e avançar progressivamente rumo a conceitos mais específicos. a incorporação à sua estrutura cognoscitiva de novos elementos que enriquecem e diversificam os inclusores iniciais. refletindo sobre os PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais . isto é . ° Para obter uma diferenciação progressiva do conhecimento do aluno. gerais e estáveis da estrutura cognoscitiva são denominados inclusores ) ° O conteúdo da aprendizagem deve ser ordenado de tal maneira que os conceitos mais gerais e inclusivos – os mais importantes – sejam apresentados no princípio. Isto favorece a formação de conceitos inclusores na estrutura cognoscitiva dos alunos. destacamos a solidariedade como um dos conteúdos éticos dos Temas Transversais.

História e Geografia. possam desenvolver a capacidade de posicionar-se diante das questões que interferem na vida coletiva. intervir de forma responsável. os princípios e fundamentos dos PCNs se assentam no argumento de que é necessária uma educação de qualidade para todos: é papel do estado democrático investir na escola.Admitindo a obviedade de que é injusta a distribuição de renda no país. O ensino de qualidade da formação deve ser oferecida a todos os estudantes . não podem serem consideradas como capazes o bastante para dar conta de conhecimentos necessários ao exercício da cidadania. os Temas Transversais são temas que “ envolvem múltiplos aspectos e diferentes dimensões da vida social” ( p. para que ela prepare e instrumentalize crianças e jovens para o processo democrático. Atento a apresentação destes argumentos. Pluralidade Cultural.33 ).. ainda que necessários. e que isso tem contribuído para que não se possa viver os direitos fundamentais. Saúde e Orientação Sexual.30 ). devem possibilitar uma visão ampla e consistente da 22 . como. Ética. políticas. em seu conjunto. O ensino de qualidade que a sociedade demanda atualmente expressa-se aqui como a possibilidade de o sistema educacional vir a propor uma prática educativa adequada às necessidades sociais.. Assim. capazes de atuar com competência. dignidade e responsabilidade na sociedade em que vivem ( Ibidem. forçando o acesso à educação de qualidade para todos e às possibilidades de participação social. Meio Ambiente. Ciências . Introdução. 1997. Para isso faz-se necessária uma proposta educacional que tenha em vista a qualidade da formação a ser oferecida a todos os estudantes. superar a indiferença. p.. os temas eleitos. e que foram escolhidas para que os alunos: . econômicas e culturais da realidade brasileira. salientamos que as áreas tradicionalmente trabalhadas nas escolas como Língua Portuguesa. Matemática. que considere os interesses e as motivações dos alunos e garanta as aprendizagens essenciais para a formação de cidadãos autônomos. críticos e participativos.

que se materializa dentro da sala de aula. Esses parâmetros tem como principal finalidade reverter o quadro em que a matemática se configura . proporcionando que toda criança e jovem brasileiro. nas quais define-se intenções e proporciona guia de ação adequada e úteis para os professores ( . objetivos e conteúdos das áreas e transcreve institucionalmente os conjuntos de diretrizes elaboradas pela (DB e PCN) . real . Parâmetros Curriculares Nacionais. das relações sociais e de cultura. currículo: “é um projeto que se constitui de atividades educativas escolares.realidade brasileira e inserção no mundo. de matemática.. tenha acesso a um conhecimento matemático que lhes possibilite sua inserção como cidadão critico. Os PCNs. Este se materializa de uma forma formal: quando expresso em diretrizes curriculares. como um forte filtro social na seleção dos alunos que irão concluir ou não. como ensinar e como e quando avaliar “ ( COLL. o ensino fundamental. além de desenvolver um trabalho educativo que possibilite uma participação social dos alunos. 2002 ). p. ) fomentando assim informações concretas sobre o que ensinar.Apresentação dos Temas Transversais e Ética.. mas que representa tudo o que os educandos aprendem diariamente.. orientar a pratica escolar. ( PCNs . tem como objetivo. Trabalho e Consumo. 23 . com professores e alunos a cada dia em decorrência de um projeto pedagógico ou plano de ensino e o oculto. aquele que não aparece no planejamento do professor. quando ensinar.31 ) Segundo Coll. Meio Ambiente.. e a necessidade de proporcionar um ensino de matemática de melhor qualidade . Pluralidade Cultural. no mundo do trabalho. Orientação Sexual. objetivando a participação crítica e a autonomia dos alunos em conseguir estabelecer conexões de matemática com os conteúdos relacionados aos temas transversais : Ética.. em meio às varias práticas e atitudes que aparecem no meio social e escolar. 1997. Saúde.

A motivação no ensino de matemática. Aprender matemática é a 24 . Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio. auxilia. para ensinar. abordando principalmente as recomendações dos PCNs.. também.Sendo a Matemática uma ciência que “ desperta “. do nosso papel enquanto membro ativo da comunidade escolar . futuros professores de matemática. O grande educador Paulo Freire. se propôs a fazer compreender o significado do currículo para a atuação do professor de matemática. interativas ). futuros professores. a motivação seria uma proposta essencial para o desenvolvimento efetivo dos estudantes. procurando desmistificar os preconceitos que envolvem a aprendizagem. o desinteresse em muitos alunos do ensino Fundamental. aprofundássemos a nossa práxis pedagógica. refletindo sobre sua atuação na promoção da dissiminação do conhecimento matemático como acessível a todos . o tema transversal. Durante as disciplinas do 4º período. bem como respeitando sua realidade social. abordando as várias propostas de uma gestão escolar participativa. acerca das questões acerca das questões educacionais . antes de tudo . “ O PAPEL DO PROFESSR DE MATEMÁTICA” . Durante a disciplina de Metodologia e Didática do Ensino de Matemática. utilizando-se de mecanismos didáticos ( aulas dinâmicas. aproveitando. foram abordadas várias tendências para que nós. efetivando contratos didáticos para a Educação matemática com base em referências contemporâneas como os PCNs. capacitando pedagógicamente o docente para trabalhar no processo da construção do conhecimento matemático tendo em vista a sua importância sociocultural. que despertem o interesse dos alunos. desenvolvendo uma postura critica e reflexiva . intensamente no processo de aprendizagem significativa. defendeu a idéia de que. vivenciando de modo integrado os vários aspectos da vida escolar. é necessário aprender. para a compreensão por parte de nós. bem como as diversas concepções pedagógicas. viabilizando um fazer pedagógico vivo e transformador. as experiências anteriores do aluno.

não consegue desenvolver no estudante a autonomia de quem procura . buscando encontrar os elementos básicos do pensamento humano e seu comportamento .Comportamentalista. escola iniciada em 1910. do ensino e do método. o professor que não é crítico. possui uma abordagem cartesiana. que associou o comportamento humano ao dos outros animais. opinião de autores. sabe como ensinar a outrem a aprender também. Por a psicologia ser reconhecida como o campo do conhecimento científico que dá instrumentos para compreender os processos educativos. Do mesmo modo como o professor que não gosta de estudar não consegue contagiar o estudante com o gosto pelo estudo. textos de obras escritas adotadas pelo professor de matemática e que servem de base para o seu sistema de ensino e para a organização da disciplina. mas 25 . . e por isso. conscientemente a auto-superação. é o conjunto de princípios : crenças. entendendo a aprendizagem como uma série de conexões entre as situações ou estimulo a respostas. O professor de matemática . uma doutrina ( conjunto de princípios. crenças e valores ). a didática do ensino de matemática. A didática. . as principais correntes da didática da matemática sempre estiveram diretamente ligadas à diferentes tendências psicológicas. mas aquele que sabe aprender matemática. não é o sábio em matemática.sabedoria que o professor de matemática possui incorporada e que lhe confere autoridade para ensinar. Deste modo. definitivamente.Gestaltísta. baseando-se no pensamento de que a percepção humana não pode ser explicada apenas por estímulos isolados e que se processam de forma individualizada. que propõe uma abordagem holística do pensamento humano. é um conjunto de preceitos que servem de base para a perfeita execução da tarefa de ensinar.

e que. corrente que aborda a aprendizagem como um processo ativo no qual o estudante infere princípios e regras e os testa. procurou principalmente estimular o comprometimento do professor de matemática em compreender o compromisso social. estabelecendo relações entre a teoria e a prática pedagógica e as novas alternativas para a práxis do professor de matemática. cultural e político do professor.que a ação existe na tentativa de encontrar o equilíbrio do organismo como um todo. e nesse. que visa tirar o estudante de sua tradicional postura passiva. sentido.Resolução de problemas. . é insistir na tese de um 26 . à luz da Filosofia de Matemática e da Educação Matemática. propõe que a mente é modelada como uma experiência organizada de modo a lidar com um mundo real que não pode conhecido em si. envolve dois princípios . . Nos dias atuais . . Discutir acerca do ensino de Matemática. apontam em novas metodologias de trabalho. .Construtivista. A aprendizagem liga a capacidade de compreender estruturas e não decorar procedimentos.Modelagem. baseado principalmente nas idéias de Piaget. de que o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito cogniscente e não passivamente recebido do meio. geralmente. manter-se arraigado em um ensino tradicional. os PCN ( Parâmetros Curriculares Nacionais ). o conhecer é um processo da adaptativo que organiza o mundo experimental de cada um. para uma postura ativa e interessada. de saberes em um ambiente de investigação. As disciplinas do 4º período. o ensino de matemática não pode prescindir de mudanças pois. cuja intenção geral é gerar condições de aquisição . frente á nova realidade educacional. pois hoje tem ocorrido um busca intensa pela discussão de tabus e mitos . é incorrer na idéia equivocada de uma disciplina feita para alguns seres especiais.Estruturista. evitando-se os chavões de disciplina complexa.

. na perspectiva dos parâmetros: 27 .. Essa compreensão. alunos passivos e sem o mínimo de criatividade. uma questão de aquisição de habilidades cognitivas. embora a escola privilegie uma em detrimento da outra. as crianças estão inclinadas a adquirir habilidades cognitivas. a matemática precisa estar ao alcance de todos e a democratização do seu ensino deve ser meta do trabalho docente (. a educação não é exclusivamente . reduzir-se a isso. reporta-se cabalmente ao que Lipman ( apud LORIERI. Para Lipman ( apud LORIERI. isto é. No Ensino de Matemática. do mesmo modo que adquirem normalmente a linguagem. 1998 ) pontua como a principal função da escola. destacam-se dois aspectos básicos: um consiste em relacionar observações do mundo real com representações .. p.. pelos parâmetros.. outro consiste em relacionar essas representações com princípios e conceitos matemáticos ( 1997. gerando embaraços com os parâmetros que idealizaram o oposto.19 ). desprovido de criatividade e voltado exclusivamente para a memorização e mecanização . Em outras palavras.). No que tange à matemática. deveria ser a principal atividade da escola e não somente uma compreensão casual.. e a educação necessária para fortalecer o processo .. 1998 ). mas de aperfeiçoamento e fortalecimento de habilidades já existentes. o ensino tem encarado o pensar criticamente como algo desatrelado de sua função. posta. O método de levar o aluno a reflexão consiste na formação de habilidade cognitivas. De acordo com os PCNs: . Enfim. à apreensão do significado. Infelizmente. entretanto . não devendo. pura e simples dos conteúdos.ensino retrógado. A aquisição de uma dada habilidade deve propiciar seu melhoramento e também a aquisição de outras.. Para ele o fortalecimento do pensar na criança. os PCNs apontam que sua aprendizagem deve estar ligada a compreensão...

vem sendo construído ... os futuros professores chegam aos programas de formação com uma bagagem de idéias a respeito do que fazem os professores. 24 ) comenta: . O ideário do futuro professor de matemática. critica. obter a solução. para D’AMBROSIO ( 1996 ). mortas e absolutamente fora do contexto moderno. sobre o porque e quando se resolver levar o ensino de Matemática à importância que tem hoje são elementos fundamentais para se fazer qualquer proposta de inovação em Educação Matemática e Educação em geral. Acredita o autor que: Uma percepção da História da Matemática é essencial em qualquer discussão sobre a Matemática e o seu ensino. um dos principais motivadores do ensino atual. embora imprecisa e incompleta. pag. A maior parte dos programas propostos consiste de coisas acabadas. ( D’Ambrósio. já que. São vários os motivos que exigem do professor. Zeichiner. segundo Rodriguez ( 1995. 29 ). Torna-se cada vez mais difícil motivar os alunos para uma ciência cristalizada. Ter uma idéia . passaram muitas horas sentados numa cadeira vendo seus professores atuarem. na atualidade. com essa idade.Isso é particularmente no que se refere a conteúdos. ativa. Não é sem razão que a história vem aparecendo como um elemento motivador de grande importância . uma posição e atuação competente. primeiramente. pag. de compromisso e de qualidade frente ao trabalho docente. Buscar a história de cada disciplina é . Posteriormente. Um ensino que tem por base as raízes históricas de assunto é fundamentalmente relevante e necessário para que os conteúdos e conceitos passem a dispor de sentidos. 1996. testar seus efeitos . o valor de resposta correta cede lugar ao valor do processo de resolução ( 1997. através de sua formação incidental e inicial. já como professor. este ideário continua a desenvolver-se a partir das experiências profissionais produzidas através da prática pedagógica. p.45 ). Nessa forma de trabalho. Neste sentido.É necessário desenvolver habilidades que permitam pôr a prova os resultados . Ali adquiriram um repertório de conhecimentos e técnicas através das distintas 28 .

3. procuraram oferecer recursos para as atividades de ESPI nas séries do 3º ciclo do ensino fundamental ( 5ª e 6ª séries ) .disciplinas. sua vivência de aprendizagens fundamentais.. E isso é um problema de política educacional. ( BRASIL. -ter clareza de suas próprias concepções sobre a Matemática. ) Embora muitas vezes o professor não se de conta estará sempre legitimando determinadas atitudes com seus alunos. de suas ramificações e aplicações. 35 ). P. . oferecendo uma discussão sobre a importância da utilização de recursos a didáticos natureza na formação do professor de no matemática. seus conhecimentos informais sobre um dado assunto. p. para que valores e posturas sejam desenvolvidos tendo em vista o aluno que se tem a intenção de formar. seguem aprendendo sobre o ensino.. 1997. suas condições sociológicas. MEC. quanto ao ensino de Matemática. Outro exemplo diz respeito ao que se espera do professor no ensino de atitudes e valores: ( . ensino e na ressaltando dos recursos utilizados aprendizagem . as escolhas pedagógicas. psicológicas e culturais... As disciplinas do quarto período .. objetivos e conteúdos do ensino e as formas a definição de de avaliação estão intimamente ligadas a essas concepções ( BRASIL. Os professores vivem sim a tensão entre o que esperam e desejam da educação e a realidade do exercício da sua profissão. È muito importante que essa dimensão de conteúdos seja objeto de reflexão e de ensino do professor. Afinal é ele uma referência importante para sua classe.identificar as principais características dessa ciência . o docente deve ser capaz de : . envolvendo uma grande diversidade de elementos que 29 .. 1997. uma vez que a prática em sala de aula . V. Alguns trechos extraídos dos PCNs mostram o que se exige do professor. MEC. mas quando eles mesmos começam a ensinar. de seus métodos .conhecer a história de vida dos alunos.37 ). v.. 4. os alunos e os conteúdos das disciplinas durante toda sua vida profissional.

formular soluções. conjectuar.A outra. Pesquisas e estudos . pelo significado que darão ás suas ações . o aluno e o conhecimento no processo do “saber” que está sendo organizado e construído. De acordo com a autora o objeto precisa ser móvel. ás formulações que enunciarão. constatam que há fortes evidências que em ambientes onde se faça uso de materiais manipuláveis favorecem a aprendizagem e desenvolvem nos alunos atitudes mais positivas. apesar de alguns estudos não garantirem esta eficácia em função dos alunos não serem portadores de um conhecimento prévio que os professores necessitam para um desenvolvimento pleno dos conteúdos abordados. De acordo com CASTELNUOVO ( 1970 ). descobrir estruturas. 30 . no entanto os conceitos matemáticos que deverão ser construídos com a ajuda do professor . em cujo processo .. para que o aluno possa identificar a operação que é subjacente. A utilização desses materiais como mediadores na facilitação da relação entre o professor .Uma refere-se às faculdades sintéticas da criança as quais permitem ao aluno construir o conceito a partir do concreto.podem ser utilizados como suporte experimental na organização do processo de ensino e aprendizagem. é em relação às faculdades analíticas. mas sim. permitir transformações. que estes conceitos serão formados pela ação interiorizada do aluno. deve-se fazer duas considerações em relação a utilização do material concreto em sala de aula: 1. Qualquer material pode servir para apresentar situações nas quais os alunos enfrentam relações entre os objetos que poderão faze-los refletir. fazer novas perguntas. não estão nos materiais para serem abstraídos empiricamente. o aluno deve distinguir no objeto elementos que constituem a globalização. 2. A ação deve ser sempre reflexiva.

muito menos um aprender que se esvazia em brincadeiras. de jogo pedagógico. estar em segundo plano. desde que . é vista muitas vezes. as relações entre a matemática e a sociedade atual. existe uma outra corrente psicológica. regras. fragmentada e parcial da realidade. e superando assim. e principalmente . o saber historicamente produzido . além de ilustrar. A matemática. muitas vezes . reelaborando. em prol de uma educação de qualidade que ESPI. objetividade e precisão. cada um de nós se aproprie de todos os conhecimentos até agora oferecido por 31 . da realização de um trabalho pleno. E é esta expectativa. nesta perspectiva. Mas um aprender significativo do qual o aluno possa participar raciocinando . de fazer sem saber o que faz. é que o professor não pode subjugar sua metodologia de ensino a algum tipo de material porque ele é atraente ou lúdico. como um conjunto de técnicas . os materiais e seu emprego sempre devem . sempre que possível.Ao aluno deve ser dado o direito de aprender. não um aprender mecânico. Para contrapor o que acabamos de expor. possível de ser realizado. este deve ser não apenas atraente e acessível para o aluno. que também apresenta sua concepção de material. pois nenhum material é válido por si só. formulas e algoritmos que os alunos tem de dominar para resolver problemas que o mundo tecnológico apresenta. repetitivo. a aprendizagem é uma mudança de comportamento ( desenvolvimento de habilidades. mas também deve ser uma base amiga e confiável para o professor . controlados por meio de reforços. sua visão ingênua . Segundo SKINER ( 1904 ). induzindo-o a praticar bons hábitos de clareza. A simples introdução de jogos ou atividades no ensino de matemática não garante uma melhor aprendizagem desta disciplina. trabalho este. compreendendo. é a única fonte de pesquisa que o professor tem para preparar as suas aulas. o behaviorismo. Mas o mais importante. se propôs a oferecer com a iniciação da rotina do trabalho docente dos futuros professores de matemática.Sabedores que o livro . as mudanças de atitudes ) que decorrem de uma resposta a estímulos externos.

6. indutivo e pensamento crítico. como identificado pelas dozes áreas de importância que todos os alunos deverão apresentar em matemática. 7. desde a secretaria municipal de educação. 4. Estatística e Probabilidade.Habilidades apropriadas de cálculo. “ A MATEMÁTICA E SUAS APLICAÇÕES”. em sua atuação como adultos responsáveis nos dias atuais : 1.Medidas. 9.Atenção para a razoabilidade de resultados encontrados. 5.Aplicação da matemática à solução da vida quotidiana. aplicando conhecimentos de leis e teorias físicas e relacionando a Matemática à outras áreas do conhecimento como proposta de construir competências 32 . tema transversal do 5º período se propôs a questionar a formulação e resolução de problemas através do raciocínio dedutivo. este compromisso se concretize com o apoio de todos os responsáveis por uma educação de qualidade. 2.Comunicação de idéias matemáticas. 3.Pensamento algébrico.Raciocínio matemático.este curso de licenciatura.Resolução de problemas.Estimação. 8. desde que . 101112Geometria. até o empenho dos alunos e o comprometimento pela busca de uma educação que realmente os habilite para o mundo cada vez mais globalizado e carente de profissionais capacitados para o desempenho de suas atividades.

Um ensino que tenha por base as raízes históricas de assunto é fundamentalmente relevante e necessário para que os conteúdos e conceitos passem a dispor de sentidos. sua visão ingênua. repetitivo. condições de problematizar a ação pedagógica no sentido de se criar uma consciência das vivencias e recursos cognitivos e interpretações necessárias para uma apropriação significativa dos conteúdos matemáticos. assim. Muito menos um aprender que se esvazia em brincadeiras. 33 . compreendendo. A preocupação em se preocupar com a História da Matemática no planejamento das aulas é em função desta exercer um importante papel psicológico no processo de ensino-aprendizagem tanto em relação ao professor quanto em relação ao aluno. Ao professor. recriando a matemática ao apresentar as dificuldades superadas na busca de soluções necessidades das diversas sociedades. para os problemas historicamente constituídos de acordo com as diferentes Ao aluno deve ser dado o direito de aprender. reelaborando o saber historicamente produzido e superando . não um aprender mecânico. entendendo as diferentes práticas sociais que geraram as necessidades de sua produção. fragmentada e parcial da realidade.através do exercício pedagógico na formação dos estudantes se propondo a relacionar os vários conteúdos matemáticos para a construção de modelos para resolução de problemas e interpretação de dados e principalmente a preocupação de planejamento com as atividades de educação matemática considerando a história da matemática e suas tendências contemporâneas como a modelagem e a etnomatemática. pois ao aluno pode propiciar condições de perceber as diversas etapas da construção do pensamento matemático. Mas um aprender significativo do qual o aluno participe relacionando. de fazer sem saber o que faz e por que faz.

. Para Valdes ( 2002 ). a época e o personagem relacionado com os conceitos estudados... mostrar que sua construção são frutos de uma época histórica dentro de um contexto social e político. A própria HM mostra que ela foi construída como resposta a perguntas provenientes de diferentes origens e contextos. ( PCNs.43 ). ) verificar o alto nível de abstração matemática de algumas culturas antigas. pag.. Desse modo. 1998.. A HM é nesse sentido.. diz respeito ao uso de problemas históricos . Astronomia ). por considerar que os conceitos matemáticos devem ser abordados mediante a exploração de problemas. contrariando a idéia positivista de uma ciência universal e com verdades absolutas. o que pode confirmar: ( . 1998 ). o aluno poderá compreender que o avanço tecnológico de hoje não seria possível sem a herança cultural de gerações passadas. A HM tem esse grande valor. ao lado dos computadores de última geração. constituem-se veículos de informação cultural. “ Se estalecermos um laço entre o aluno. e conviver com práticas antigas de calcular. será possível entender as razões que levam alguns povos a respeitar pag. por problemas vinculados a outras ciências ( Fisica.A História da Matemática ( HM ) é considerada um tema importante na formação do aluno por ela proporcionar ao estudante a noção exata dessa ciência em construção. cálculo de créditos. como o uso do ábaco. ( PCNs. com erros e acertos e sem verdades universais. 1998. Uma forma de participação da HM no ensino de Matemática. um instrumento de resgate da própria identidade cultural. motivadas por problemas de ordem prática ( divisão de terras ). sociológica e antropológica de grande valor formativo. de poder contextualizar o saber.40 ) Para os PCNs. se conhecerem as motivações e duvidas que tiveram os sábios da 34 . manifestada na proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais ( PCNs. bem como por problemas relacionados a investigações internas à própria Matemática. conceitos abordados em conexão com sua história.

comete verdadeiro atentado contra a ciência e contra a cultura em geral “ É nesse sentido que tem crescido cada vez mais o interesse pela HM em relação ao ensino . Segundo Ogamiz ( 1993 ). . Essa visão da matemática faz com que ela seja vista pelo estudante como um saber significativo que foi e é construído pelo homem para responder suas duvidas na leitura de mundo..época. Apesar da preparação para as atividades de ESPI. porém provas que contribuam ao conhecimento e não somente para testar “ decorebas “. então ele poderá compreender como foi descoberto e justificado um problema. mas também como campo de investigação.”. pessoal e temporal.. o que lhe propiciará uma melhor leitura do contexto global. 35 .destacar a importância da aplicação de “ provas “ para os alunos. não somente como uma ferramenta didática. Kleind apud Tahan ( 1984 ) afirma que : “ O professor que ensina matemática desligado de sua parte histórica. ..estabelecer distinções sobre uma prova. bem como saber dosá-las de maneira equilibrada no currículo escolar. como recurso didático visa atingir os seguintes objetivos: . uma argumentação e uma demonstração dos conceitos matemáticos. etc . um corpo de conceitos.aceitar o significado dos objetos matemáticos em seu triplo significado: institucional. . esta experiência acabou se transformando em uma grande frustração.mostrar que o processo de descobrimento matemático é algo vivo e em desenvolvimento. por não ter conseguido a atenção e cumplicidade dos alunos para o exercício pleno das atividades propostas e fixação dos conteúdos abordados. a HM. permitindo ao aluno apropriar-se desse saber .

ou são pais e mães de família. não possuíam um domínio de conteúdos anteriores. que não conseguiram estudar na época apropriada. a matemática desempenha tradicionalmente um problema para os estudantes. Como professor de matemática. por conta da defasagem de idades. necessários para um bom aprendizado. com as quais foram realizadas o estágio. turmas aonde aconteceram o estágio. por existir uma lacuna de tempo entre as ultimas séries estudadas e o tempo atual. ocasionando altos índices de evasão e repetência. gincanas pedagógicas. 36 . tudo com o objetivo de diminuir a evasão e repetência . era composto por uma grande maioria que exercem um trabalho durante o dia. semana da arte e cultura. não possuindo nem mesmo. promover atividades como feira de ciências. dentre os demais componentes curriculares. subtração. da mesma forma que demonstram os resultados obtidos pelos provões e os dados do Sistema Nacional de Educação ( SAEB ). divisão e multiplicação. tendo o Brasil apresentado o pior desempenho matemático entre 40 países que participaram da ultima prova do Programa Internacional de Avaliação dos Alunos ( PISA ). dificultando ainda mais o processo de aprendizagem. o que influência na falta de estímulos e baixo aproveitamento escolar.Na verdade. tem provocado o aumento dos numero de alunos que fracassam a cada ano nas escolas. com muita ludicidade através das dinâmicas que buscam sanar as necessidades dos educandos. o domínio das quatros operações básicas da matemática: adição. as duas turmas. por conta do resultado obtido pelos alunos na avaliação de seu desempenho escolar. 5ª e 6ª série. no entanto este fracasso. Com relação ao corpo discente do período noturno. oferecendo e criando um ambiente agradável e prazeroso. vivemos em busca de despertar e estimular nos alunos o prazer de aprender esta disciplina. ainda que. Mesmo a escola procurando através de atividades extraclasse.

pois recentemente o MEC.2 mil municípios não existe uma pessoa qualificada para utilizar o computador. e “ também existe a necessidade de fornecer assessoria técnica para garantir que a infra estrutura da escola seja bem utilizada. E como coloca. 2003. podemos descobrir que o termo “ disciplina escolar “ é novo.Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.Esta situação de precariedade do aproveitamento escolar é exposto por ARROIO ( 2003 ). através da pergunta : “ A história do fracasso não guarda uma estreita relação com a história das disciplinas escolares e com a história da seriação”? ( p. um dos maiores especialistas na área no país. ( ARROIO.14). tornando nulo os 127 programas que o FNDE. Ele aparece num momento em que se dá uma mudança bastante radical na educação básica e na natureza da formação: o momento da crise dos estudos clássicos p. se nosso olhar se volta não tanto para essas justificativas pedagógicas mas para a história das disciplinas escolares. identificou que em mais de 1. tem de haver uma permanente disciplinas. e se entre elas há uma complementaridade e precedência.20 ). dispõe para qualificarem essas escolas”. “ a qualidade não virá se não houver uma qualificação de professores e também melhores atrativos para exercício da docência “. docente da PUC-MG e professor emérito da UFMG. Carlos Roberto Jamil Cury. E continua afirmando: Se cada disciplina e cada série são conjuntos de saberes e métodos cujo domínio garantiria a cada cidadão o direito ao conjunto do saber total. e da pedagogia clássica. especialmente os de informática . 37 . O domínio insuficiente de um avaliação da desses recortes capacidade de cada educando de aprender esses saberes e essas disciplinares e seriados exclui da possibilidade de prosseguir no direito ao saber socialmente produzido. Entretanto . não ultrapassa este século. Justifica a reprovação e a repetência ou retenção-negação do direito ao saber e a cultura em nome da concepção disciplinar e seriada da vulgarização-facilitação pedagógica do direito ao saber total.

festas.Refletindo de uma maneira franca. a meu ver.544 estudantes através de 1949 professores. 12 semanas. deixando a falsa impressão que a educação não é realmente necessária para o exercício pleno da cidadania e a vida profissional. atendidos por uma rede de 157 escolas ( 1 estadual ). ( 72 h/aula efetivas de regência ). é devido.. sendo o universo da escola aonde aconteceu o estagio . ao longo do ano letivo .8 dos municípios brasileiros já estão no patamar considerado ideal pelo governo federal.. que atrapalha por conta do acomodamento e a falta de compromisso de um número significativo de profissionais. etc. O retrato real da educação em nosso município é representado por uma população de 52. e que na realidade acaba se realizando em 120 dias.6 ) e 2009 ( 2. composta por uma população de 18. para um calendário proposto pelo MEC de 200 dias letivos. Em função de tudo exposto. em função das várias interrupções por conta de férias. o período de estágio. observado entre os anos de 2005 ( 2. Outro complicador que influência de maneira negativa. além do ensino médio representado pelo curso de quatro anos de magistério. transporte. chuvas. me parece um tempo extremamente longo. outro complicador é a estabilidade dos professores públicos. para o exercício de 124 horas/aula. Foram muitos os sonhos acalentados durante este curso. contribuirmos para reverter este quadro critico em que se encontra 38 . de buscarmos uma capacitação continuada.8 ) se situam entre os índices dos mil municípios com os piores índices de qualidade de ensino. Nesta escola. a grande maioria destes alunos serem oriundos de famílias aonde os pais não estudaram ou não completaram o ciclo educacional. para acabar se transformando em uma grande decepção por conta do efetivo exercício do estágio. composto por 1664 alunos com ensino de 5 a 8ª séries. o IDEB. questionarem o porque da necessidade de estudar. alguns alunos. no exercício de nossa futura práxis pedagógica. fica o desafio. sendo que somente 0.252 habitantes. pois de uma forma geral.chegando mesmo. na tentativa de.

existem o consenso de que serão necessários pelo menos 50 anos para a reversão deste quadro. facilitando o ensino-aprendizagem. falam em pelo menos 20 anos. na educação de nossos filhos. houve um envolvimento. regente. em função de se trabalhar com uma turma mais homogênea . e outros mais otimistas. este aconteceu de uma maneira mais eficiente. ao menos . exercendo nossa práxis pedagógica de maneira plena e consciente. podemos contribuir com nossos esforços em reverter ao menos esta crise em nossa escola. A utilização de metodologias mais interativas proporcionou cumplicidade entre os atores destas atividades. entre dois estagiários e o professor regente. em sala de aula ludicamente inspirada. Fica o compromisso de aceitarmos este desafio. os docentes e discentes em um processo de observação. Para trabalharmos de acordo com a realidade do aluno. definitivamente criarmos uma nação plena e capaz de atender de maneira igual todos os seus habitantes. através da ludicidade dos trabalhos propostos. as atividades desenvolvidas. e assim.. além deste. pois conforme avaliação dos meios acadêmicos. uma participação mais ativa de todos os alunos nas atividades propostas. de 1ª e 2ª série do ensino médio. em nossa sala de aula. foi necessário conhecermos a escola. o professor renuncia a centralização. Com relação ao ESPII. o que favoreceu o trabalho de estágio de uma maneira mais proveitosa. promovendo maior interatividade e aquisição de conhecimentos . estagiário e alunos. ou mesmo. pois. pois se não podemos reverter o quadro educacional.. na busca de uma massa critica . e trabalharmos na busca da melhoria desta educação.a educação. ter sido efetuado de uma maneira conjunta. a onisciência e o controle 39 .. conseguimos conduzir uma contextualização da teoria com a prática. Através desse processo. estimulando os educandos a expressarem o seu lado criativo. “. que questione cada vez mais os descasos com que a educação e tratada. cognitivo e afetivo.

Enfim. partindo da compreensão de que a matemática qualifica-se como uma forma de compreendermos os acontecimentos no mundo e que este conhecimento gerado caracteriza-se como fruto da construção humana na sua interação constante com o contexto natural . dedicação e perseverança. Foi um período de crescimento. no qual conquistei vários amigos. alunos cansados por trabalharem de dia e estudarem à noite. alcançando os objetivos 40 . ao despertar a curiosidade e novas expectativas . 2001 ). Enriquecer o trabalho de matemática .onipotente e reconhece a importância que o estudante tem uma postura ativa nas situações de ensino. espero ter contribuído com o ensino-aprendizagem nessa busca de conhecimentos. conseguimos resultados satisfatórios. mas com perseverança e muita reflexão para sensibilizarmos esses alunos.. exige criatividade.. revelando avanços e dificuldades. do educando.. buscando uma permanente percepção daquilo que dificulta a compreensão propostos. a se envolverem nas atividades propostas. Ressaltamos que encontramos vários fatores que dificultaram o nosso estágio: alunos que não permaneciam na sala de aula. sendo sujeito de sua aprendizagem. outros por falta de interesse na disciplina. social e cultural ..” ( TANIA FORTUNA.

contudo. podemos destacar as seguintes: Pesquisa e Prática Pedagógica (PPP) I. IV e V. II. Com base nos conhecimentos adquiridos durante esta disciplina nos preparamos para o Estágio Supervisionado I e II e desenvolver Plano de Ação. foram adquiridos conhecimentos relacionados às matérias dadas e no final de tudo. Dentre todas as disciplinas que estudamos. algumas delas. foram imprescindíveis para nossa formação enquanto professores. Nas disciplinas de PPP. o Seminários Presenciais nos davam um maior esclarecimento sobre os assuntos estudados.1 Dialogando sobre os temas transversais Durante o curso foram ministradas diversas disciplinas. e Metodologia e Didática do Ensino da Matemática.3. III. que eram ministradas ao final de cada período eram tratados de temas muito importantes para a formação dos acadêmicos tanto quanto professores como na vida cotidiana. analisarmos PCN’s (Parâmetros Curriculares Nacionais) e PCNEM (Parâmetros Curriculares do Ensino Médio) e tivemos 41 . Estágio Supervisionado I e II.

aprender e muitas outras coisas. No momento da co-participação e nos Estágios I e II. Ao participar das Atividades Complementares nos deixamos envolver com trabalhos da escola.2 Refletindo sobre as teorias estudadas No decorrer do curso tivemos diversas orientações de como fazer uso de alguns teóricos e suas teorias e a partir daí as dificuldades para entender o que esta sendo ditos foi se superando. Ubiratan D’Ambrosio. Enfrentamos diversas dificuldades durante o estágio. Em Estágio Supervisionado I e II aprendemos várias maneira para ministrar os conhecimentos matemáticos e fomos sendo capacitados para colocarmos em prática todas as teorias adquiridas durante o curso. Diria que lês tiveram importância fundamental para o nosso curso. pois já estávamos nos adaptando à nova maneira de leitura porque até então só conhecíamos a leitura informal. aquela que não era usada pelos acadêmicos. participamos de planos de aulas semanais. Passamos por diversas dificuldades. para melhor. 3. cada um com sua personalidade. a partir das dificuldades vencidas iniciamos oficialmente nossa vida de licenciando e começamos a fazer uso dessas teorias em tudo. pois até então eu só atuava na sala de 42 . trabalhamos com diferentes tipos de alunos. mensais e anuais. deixando nossa contribuição. tanto na sala de aula como na vida acadêmica. com diversos professores. Se não fosse por eles não saberíamos planejar. a forma de ensino. percebia importância de ser professor. Enfim. Pedro Demo. Alguns teóricos fizeram presentes no decorrer do curso como: Paulo Freire.conhecimento de diversas técnicas que podem modificar. educar. vencendo a maioria delas e contornando outra para que assim chegássemos ao alcance dos objetivos. Veiga e outros. abriu-se um leque de informações e aprendizagens significativas com as quais tenho certeza enriqueceram meu currículo e a minha prática pedagógica. e assim nos tornando verdadeiros membros da Escola.

requerendo necessariamente o desenvolvimento de uma consciência crítica. Para mim. 4.aula. possibilitando . e que precisamos por em prática. como orientá-los e prepará-los para os desafios do mundo globalizado e de novas tecnologias. É também no estágio onde pode se fazer uma auto-avaliação. porque é a oportunidade de experiênciar e realizar na prática. ampliando e aprofundando a integração entre os conhecimentos teóricos e as práticas educativas. mas. pesquisando e analisando as vivencias cotidianas. para o qual há uma contribuição específica enquanto formação teórica. uma autocrítica do trabalho enquanto educador do século XXI. aprendi muito com situações que me deparei. o conhecimento teórico adquirido no decorrer da formação acadêmica. pois ser professor requer que saibamos o que queremos que os nossos alunos aprendam. onde o mercado de trabalho exige cada vez mais profissionais competentes e atualizados. e preparo que não se esgota nos cursos de formação. tanto no Estágio I como no estágio II. Discussão dos resultados Na realização. auxiliando. bem como o desenvolvimento de análises crítico reflexivas sobre a atuação profissional do professor. E que essas práticas devem ser positivas que contribuam para fortalecer o papel do educador como facilitador do processo de 43 ensino-aprendizagem. é uma ação transformadora que se renova tanto na teoria quanto na prática. e esses momentos me fizeram analisar e rever vários conceitos e a fazer uma reflexão sobre a prática educativa. Apesar da minha pouca experiência na área sinto que é preciso estar sempre inovando e aprofundando os estudos. o estágio é uma parte do currículo escolar muito importante na formação do futuro professor. amparando e dando . Pois e exercício da docência. se quisermos melhorar a nossa ação decente.

ao seu mundo e um compromisso com a sua aprendizagem. equilíbrio emocional. na comunidade. habilidade interpessoal. Já para Martins (2001). O objetivo da escola é formar cidadãos. torna-se necessário nos apropriar das abordagens apresentadas pela disciplina de PPPVI. Segundo Pellegrini (2000). no país e no mundo. valorizando as aprendizagens que possibilitam ao educador alcançar os objetivos. e para isso os profissionais devem estar preparados e atualizados para atuarem no mundo contemporâneo. afirma que trancado na sala dando a mesma aula de sempre. o respeito do aluno. garantindo resultado satisfatório que enriquece e fortalece a interação entre professor e aluno. é o primeiro passo para um professor se tornar obsoleto no mundo da educação.suporte para que o aluno tenha autonomia. a escola. criticidade e independência intelectual. bem como valorizar os seus conhecimentos prévios construídos em sua experiência de vida. o professor do século Xxi é aquele que. além da competência. 5. Considerações finais Sabedores que a Educação é o elemento chave na construção de uma sociedade baseada na informação. precisa voltar-se para a realidade plena do ser humano no seu contexto sócio-politico-economico-cultural. pois na tentativa de explicar o porquê de aprenderem cada vez menos. Com essa concepção de educação. Um ponto importante nesta tendência é o elemento motivador. tem a consciência de que mais importante do que o desenvolvimento cognitivo é o desenvolvimento humano e que o respeito às diferenças está acima de toda pedagogia. alheio ao que acontece no restante da escola. onde o tema transversal do período. chama a atenção para a necessidade de trabalharmos a interdisciplinaridade. podemos sugerir que os assuntos 44 . para cumprir o seu papel social.

desinteressantes e desligados da realidade dos fatos e os objetivos propostos distantes da realidade vivida pelos alunos. como se cada matéria não tivesse ligação uma com a outra. pela ânsia de atingir os objetivos de repetir . exerce-se”. Para ela. num construir. é a grande mola para a preparação da era pós-industrial. O que caracteriza a atividade interdisciplinar é a ousadia de busca. ( 1998:20 ). 45 . Segundo Werneck (1998:12). muitas vezes. ( pag.. A interdisciplinaridade e a democracia pedagógica. após uma profunda análise crítica . ensina que num projeto interdisciplinar “ não se ensina . e guarda em seus muros cicatrizes da “ Reação “ e da “ Conservação “. onde o conhecimento individual anula-se frente ao saber universal. considerados elementos facilitadores da busca constante dos elementos e dos valores a serem transmitidos nesta civilização em mudança. Fazenda (1996:17 ). A “ Escola” é hoje uma instituição que não evolui e impede ao máximo os avanços ligados .Uma atitude de abertura . Impede até mesmo os atos do “ Pensar “.. limitadores da ação dos professores será o ponto de partida da ação pedagógica das escolas. não preconceituosa. a responsabilidade esta imbuída do envolvimento com o projeto em si. Propõese. fundamentada no isolamento das disciplinas que orientava o trabalho dos professores. nem se aprende: vive-se. então. constata que a “ interdisciplinaridade ”. . então. são. A interdisciplinaridade pressupõe: . Considera que a eliminação dos compartimentos estanques.abordados pelas escolas são.12 ) Werneck. de pesquisa: é a transformação de insegurança num exercício de pensar . uma mudança na concepção do ensino. que quebre uma estrutura secular. onde todo conhecimento é igualmente importante. com as pessoas e com as instituições a ele pertencentes.

dinâmica das transformações sociais.Uma atitude coerente. Uma organização possível é a de diversos campos de conhecimento. espaço. a 46 . Apesar de permear praticamente todas as áreas do conhecimento. capazes. considerando as necessidades e a demanda de seu corpo docente e discente.. É importante ressaltar que a interdisciplinaridade para gerar uma aquisição plena dos conteúdos implica em planejamento conjunto e integrado da escola. e que podemos estabelecer também um diálogo entre si enquanto área. a partir de eixos conceituais. Segundo. engajada e comprometida frente aos fatos da realidade educacional. Segundo Ivani Pimenta. ela. a importância da preservação ambiental. e por vezes parece impossível. a consciência da complexidade humana e da ética nas relações . expresso em um compromisso tácito entre todos os agentes envolvidos. pedagógica. Uma metodologia importante de trabalho didático é a que se dá através dos conceitos como tempo. sendo que é na opinião crítica do outro que fundamenta-se a opinião particular. portanto de estabelecer um diálogo produtivo do ponto de vista do trabalho pedagógico. mostrar aos estudantes aplicações interessantes dos temas a serem estudados e em conseguir motiva-los . supondo uma postura única. essa busca das origens é um dos fundamentos da interdisciplinaridade. Esses pressupostos justificam e esclarecem a opção pela organização do currículo em áreas que congregam disciplinas com objetivos com objetos comuns de estudo. a interdisciplinaridade promove a recuperação de uma característica da primeira infância do ser humano: “ Aos dois ou três anos de idade temos um desejo de conhecer ilimitado”. o conhecimento básico das condições para o exercício pleno da cidadania. através da educação tradicional. nem sempre é fácil .

para efetivamente serem ofertadas 72h/aula. desinteresse. dificuldades de aprendizagem.interdisciplinaridade. numa proposta que passe a oferecer através de uma Pedagogia de Projetos . perspectivas de reprovação. pelas famílias e pela escola que nem sempre consegue cumprir seus objetivos institucionais e geralmente se deparam com circunstancias em que os alunos não conseguem atingir o mínimo esperado. dificuldades de assimilar os conteúdos matemáticos ensinados devido à falta de pré requisitos básicos de séries anteriores. desmotivação. de uma forma integral todas as etapas dos conhecimentos e assim. Foram necessários 10 semanas . carências afetivas. aconteceram até mesmo com um único aluno em sala de aula. criando um circulo vicioso. trabalhando com duas turmas . No momento da consolidação e vivência em sala de aula de todos os conceitos e propostas pedagógicas propostas pelos PCNs e o exercício de uma nova práxis pedagógica. coordenadores. Os problemas do fracasso escolar constituem um tema controverso que envolve muitos fatores: baixa auto-estima dos alunos. Assim sendo. pode ser a solução . conseguindo a cumplicidade dos alunos para a implementação de uma educação que efetivamente consiga inseri-los de uma forma plena na sociedade. por conta da precariedade das condições de ensino e os equívocos de determinadas orientações pedagógicas. se for criada e implementada com a ajuda de todos os integrantes da escola : secretaria educação. sendo que muitas destas aulas. 47 . indisciplina. numa falta total de respeito e vontade de aprender. ficou a sensação que existe um abismo entre o que é proposto em um curso de Licenciatura em Matemática e o que efetivamente acontece em uma sala de aula. diretores. compreendemos o fracasso como algo cumulativo que aparece através das falhas cometidas pelos alunos. professores. dificuldades familiares. sociais e econômicas. com um olhar crítico e reflexivo. 5ª e 6ª séries . funcionários e alunos . autoestima comprometida.

emocionais. que eles estão passando . de maneira geral. mas necessitam de apoio de políticas publicas voltadas para os problemas sociais. desvalorização dos estudos. Os problemas que envolvem o fracasso escolar.O fracasso pode estar ligado à série em que eles se encontram . percebemos que esses fatores podem determinar sucesso ou fracasso. de maturidade. as mudanças de prática pedagógica do professor e os problemas sociais. os aspectos culturais . A partir do momento que as famílias possam viver com mais dignidade e que as escolas sejam equipadas adequadamente e seja instituída uma carreira digna para o corpo docente e demais profissionais envolvidos na educação. ocasionando falta de concentração. Se considerarmos a ruptura que existe na 5ª série . 48 . irão surgir outros resultados. especialmente quando juntamos todos esses problemas a uma disciplina considerada difícil de ser compreendida. à transição. não dependem apenas das iniciativas das escolas. etc. certamente.

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