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Filo: Aschelminthes

Classe: Nematoda

Ordem: Strongylida

Gênero: Strongyloides

Espécie: S. stercoralis

Doença: Estrongiloidose ou Diarréia da


Conchinchina (soldados franceses no
Vietnã)
 Dimorfobióticos (fêmea partenogenética e
fêmea de vida livre)

 Dimorfismo (macho e fêmea de vida livre)

 Menor nematóide habita o intestino HOMEM –


HD (monoxênico) > fêmea partenogenética.
Epidemiologia
 Presença de fezes com larvas rabditóides de
homens infectados;

 Presença de larvas filarióides infectantes no


solo (arenoso ou areno-argiloso, úmido, sem luz
direta, temperatura entre 25 a 30oC).
Geohelminto.
Morfologia

 Fêmea partenogenética (3n).

Corpo cilíndrico longo, extremidade anterior


arredondada com presença de 3 lábios e
posterior afilada.

Mede 1,7 a 2,5 mm de comprimento.

Ovo libera larva rabditóide dentro do


hospedeiro
Fêmea de vida livre (2n)
Possui aspecto fusiforme, extremidade anterior
arredondada e a posterior afilada. Mede de 0,8 a
1,2 mm de comprimento.
Apresenta receptáculo seminal.

Macho de vida livre (1n)


Possui aspecto fusiforme, com a extremidade
anterior arredondada e a posterior recurvada
ventralmente. Mede de 0,7mm de comprimento.
Ovos
Elípticos, de parede fina e transparente, idênticos aos
dos ancilostomídeos.

EXCEPCIONALMENTE OS OVOS (Fêmea


partenogenética) PODEM SER VISTOS NAS FEZES DE
INDIVÍDUOS COM DIARRÉIA SEVERA OU APÓS A
UTILIZAÇÃO DE LAXANTES.
Vida livre
HABITAT
 As fêmeas parasitas (partenogenéticas) vivem na
parede do intestino (HD) onde fazem postura.

 Nas formas graves são encontradas desde a


porção pilórica do estômago até o intestino grosso.
CICLO BIOLÓGICO
• Ciclo direto: Ovo libera larva rabditóide dentro do hospedeiro
as larvas rabditoides (fezes – 3n) transformam-se no solo em
larvas filarióides infectantes (3n), capazes de atravessar a
pele humana e após o ciclo pulmonar, ir parasitar o intestino
delgado sob a forma de fêmeas partenogenéticas parasitas.

• Ciclo indireto: as larvas rabditoides liberada do ovo e


eliminadas com as fezes, transformam-se em vermes adultos
de vida livre, masculinos (1n) e femininos (2n); no solo podem
ocorrer uma ou mais gerações de vida livre, antes da
transformação da larva rabditoide (3n) em larva filarióide
infectante para o homem; as larvas filarióides podem
permanecer no solo durante muitas semanas dependendo das
condições do solo e climáticas, e só continuarão o seu
desenvolvimento após alcançar o hospedeiro humano.
Larva rabditóide

Larva filarióide

Macho vida livre

Fêmea vida livre


• Transmissão ativa: penetração ativa das larvas
filarióides infectantes (CICLO DIRETO OU
INDIRETO) através da pele > vasos> coração >
pulmões > alvéolos > bronquíolos, brônquios,
traquéia e faringe (onde são deglutidas) > intestino
delgado, onde o verme atinge a forma adulta (fêmea
partenogenética). Cerca de 17 a 25 dias após a
infecção, a fêmea inicia a expulsão dos ovos
embrionados, dos quais saem LARVAS
RABDITÓIDES (NÃO-INFECTANTES), que são
eliminadas por meio das fezes.
• Transmissão passiva: através da ingestão de água
ou alimentos contaminados com larvas filarióides
infectantes (CICLO DIRETO OU INDIRETO)
atingindo diretamente o intestino sem percorrer o
ciclo pulmonar.
• A auto-infecção exógena: as larvas rabditóides
retidas nos pêlos das margens do ânus
transformam-se em larvas filarióides infectantes e
voltam a infectar o mesmo hospedeiro.

• A auto-infecção endógena: se dá pela metamorfose


das larvas rabditóides em larvas filarióides, na luz
do próprio intestino, durante seu trânsito intestinal;
as larvas infectantes atravessam a mucosa do íleo
ou do cólon e alcançam os pulmões através da veia
porta (acontecimento anterior).
PATOGENIA
 Cutânea: edema, prurido, pápulas hemorrágicas e
urticárias

 Pulmonar : hemorragias e infiltrado inflamatório, tosse


(com expectoração).

 Intestinal : Enterite catarral, reação inflamatória com


produção de muco.

 Disseminada: As larvas migram por todo corpo.


DIAGNÓSTICO CLÍNICO

 Parasitológico (fezes 3 amostras larvais – Sedimentação) ,


lavado brônquico, aspirados duodenais, biópsias, imunológico

( ELISA) IgM , IgG e IgA - resultados falso-positivos causados pela

reação cruzada com antígenos de outros nematóides.

PROFILAXIA

 Utilização de calçados
 Educação sanitaria
 Diagnosticar e tratar todas as pessoas parasitadas
TRATAMENTO

 Tiabendazol / Albendazol - Atua sobre as fêmeas


partenogenéticas e larvas.

 Ivermectina - quando disseminada e pacientes


com AIDS.

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