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Filosofia

David Hume

Ceticismo moderado:

 Reconhece que apesar de não haver explicação para a causalidade, é possível ser
existente.
 Através do uso da causalidade e da indução, a vida humana não se torna insuportável
embora apresente uma posição cética.

Princípios básicos:

1. Impressões (através da observação direta de fenómenos – vivas e intensas)


a) De reflexão (estados sentimentais, etc)
b) De sensação (olfativa, auditiva, visual, etc)
2. Ideias (surgem das impressões – menos vivas e intensas)
a) Ideias simples
b) Ideias complexas (duas ou mais ideias simples)

As ideias se associam baseando-se em Leis:

 Associação por semelhança


 Associação para contiguidade
 Associação para a causa e o efeito

Métodos de conhecimento:

1. Conhecimento dos factos


 A posteriori, resulta da experiência e é comprovado pela mesma.
 Base: indução (parte do particular para o geral).
 Verdades contingentes (pode acontecer ou não).
 É possível ser pensado.
2. Conhecimento da relação de ideias
 Lida com entidades abstratas (ex.: matemática e lógica).
 A relação entre as ideias é independente do facto.
 A priori, não resulta da experiência.
 Base: dedução (parte do geral ao particular).
 Verdades são necessárias (acontecem sempre).
Princípio da causalidade:

 relação de conexão necessária de causa-efeito


 defende a regularidade da natureza
 base: costume ou hábito

Problema de causalidade:

 É contingente porque se a natureza ocorre sempre do mesmo modo pelo que é


previsível, então é contingente.
 Não temos conhecimento de factos futuros visto que não possuímos impressão do que
acontecerá no futuro.

Princípio da indução:

 não é a priori, nem a posteriori


 defende a uniformidade da natureza

Problema da indução:

 A crença na uniformidade da natureza consistiria num argumento indutivo (se até hoje
a natureza ocorreu assim, então ocorrerá sempre assim).
 Justificar a indução com o raciocínio indutivo é um argumento falacioso.

O senso comum é um obstáculo espistemológico que impede o progresso do


conhecimento científico.

Conhecimento Vulgar/Senso comum:

 Linguagem vulgar

 Conhecimento empírico - origem na experiência quotidiana

 Conhecimento subjetivo: resulta da experiencia sensível; cada um tem sua opinião.

 Particular porque difere de cultura para cultura. Tem caráter coletivo.

 Ametódico e Espontâneo- não utiliza método, é adquirido na relação com os outros.

 Assistemático- não apresenta estrutura racional e pode conter ideias contraditórias.


 Acrítico, superficial e dogmático - não crítica, não explica, nem interroga a experiência
ou realidade.

 Conhecimento prático, concreto e utilitário porque resolve problemas do dia-a-dia,


problemas do quotidiano.

Ciência:

 Linguagem técnica e específica partilhada pela comunidade científica.

 Conhecimento racional- construção do intelecto que pretende elaborar leis e teorias.

 Conhecimento objetivo - resulta da aplicação de um método. È independente da


filosofia e religião. Tem de pôr de lado todo o elemento afetivo e subjetivo.

 Universal. É igual para toda a comunidade científica.

 Metódico: tem método próprio - método hipotético dedutivo. Os cientistas sabem o


que buscam e como o encontrar. É verificável - deve ser posto à prova.

 Sistemático (Sistema- conjunto de ideias coerentes).

 Crítico/antidogmático, aberto e revisível. As teorias podem ser reformuladas ou


substituídas.

 Conhecimento abstrato: gera leis e teorias que pretendem descrever, explicar, prever
e modificar os fenómenos.

 Conhecimento por aproximação progressiva da realidade sem nunca a conhecer de


modo absoluto.

 A ciência como forma de conhecimento da realidade, tem como objetivo a elaboração


de leis e teorias que pretendam descrever, explicar, prever e modificar a realidade.

Solução para o problema de demarcação (distinguir a ciência da pseudociência):

 Verificabilidade (critério do indutivismo)


As teorias científicas são compostas por verdades empiricamente verificáveis.

 Confirmabilidade
Procura confirmar se a teoria é científica pela experiência.

 Falsificabilidade (adotado por Popper – Método Hipotético-Dedutivo)


Procura refutar uma teoria científica. Quanto mais a hipótese resistir às refutações,
maior é o seu valor científico e a sua informação. Não há verdade, mas somente
hipóteses que se aproximam da realidade. São provisórias, visto que estão sempre a
ser substituídas por hipóteses que se aproximam mais da verdade.
Método indutivo

1. Observação do fenómeno
2. Desenvolvimento de uma teoria explicativa
3. Generalização dos resultados e previsão de resultados futuros

Método hipotético-dedutivo (baseia-se na falsificabilidade)

1. Constatação de um problema
2. Formulação da hipótese (conjeturas)
3. Dedução das consequências
4. Experimentação

Teoria corroborada: Teoria aceite provisoriamente por ter resistido a todas as tentativas de
falsiabilidade e quanto mais resistir às sucessivas tentativas, maior é o seu valor científico. A
teoria tem credibilidade, mas não garante a sua verdade, dado que nada sabemos quanto ao
futuro. Temos razões para aceitá-la e continuar a trabalhar com ela, mas não se pode dizer que
é verdadeira.

Conjetura: suposição

Popper criticaria o método indutivo:

 Não há justificação lógica para as inferências indutivas.


 Julga incorreto inferir enunciados universais de enunciados singulares, ex.: o facto de
todos os cisnes até agora observados serem brancos, visto que pode ser refutada caso
o próximo seja preto.
 Defende que se não podemos observar todos os factos, é impossível generalizar o que
foi observado determinadas vezes, pois há possibilidade de que o próximo fenómeno
refute a teoria.