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PSICOLOGIA JURÍDICA

INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA JURÍDICA


- A Área da Psicologia que está em correlação com Direito, tanto nas questões teóricas como práticas.
- Psicologia Jurídica: é uma denominação genérica das aplicações da Psicologia relacionadas às práticas
jurídicas. Forense, Criminal e Judiciária são especificidades reconhecidas e discrimináveis.
- Psicologia Forense: subconjunto da Psicologia Jurídica em que se incluem as práticas psicológicas
relacionadas aos procedimentos forenses.
- Psicologia Criminal: subconjunto da Psicologia Forense que estuda as condições psíquicas do infrator
e o modo pelo qual, nele, se origina e se processa a ação criminosa (psicologia do delinquente, psicologia
do delito).
- A palavra “jurídica” torna-se mais abrangente por referir-se tanto aos procedimentos ocorridos nos
tribunais, quanto àqueles que são frutos da decisão judicial ou ainda àqueles que são de interesse do
Direito.
A primeira aproximação entre Direito e Psicologia ocorre no final do século XIX, influenciada pelo
Positivismo. Deu-se pela utilização de testes com o objetivo de verificar, através do estudo experimental
de processos psicológicos, a fidedignidade do relato do sujeito envolvido em um processo jurídico.
- Lombroso (necropsia dos corpos dos detentos, estudo do crânio e do tipo corporal, considerações
racistas e preconceituosas).
O papel do psicólogo era realizar perícias, exames criminológicos (possibilidade do indivíduo voltar a
cometer o crime), pareceres psicológicos baseados em psicodiagnósticos feitos a partir de algumas
entrevistas e nos resultados de testes psicológicos aplicados;
“Maior parte do conteúdo destes laudos era bastante preconceituosa, bem estigmatizante e nada tinha
de científico (...) Os laudos repetiam os preconceitos que a sociedade já possuía com relação aos
criminoso.” (Cristina Rauter)
Os laudos serviam para instruir: livramento condicional, comutação de penas, indultos, progressão de
regimes ou, ainda, para avaliar se um apenado poderia voltar ao convívio social.
- Os psicólogos, buscando atender as demandas do poder judiciário, buscaram se especializar nas
técnicas dos exames: No Brasil: Psicodiagnóstico para fins jurídicos (UERJ, 1980); - Abertura política e
discussões importantes sobre cidadania e direitos humanos (CF, Luta antimanicomial).
ECA (1990):
a) Infância e Juventude;
b)Questionamentos a prática voltada, exclusivamente, para os psicodiagnósticos;
c) Novas formas de atuação junto ao poder judiciário;
- Informar, apoiar, acompanhar e dar orientação pertinente a cada caso atendido nos diversos âmbitos do
sistema judiciário;
- Sair do lugar de “técnico” ou “perito”, o que implica num exercício profissional crítico e que busca
alternativas.
No princípio o psicólogo jurídico apenas servia para formular laudos baseado em diagnóstico e testes
psicológicos para ajudar a instituição judiciária a tomar uma decisão. Porém no decorrer do tempo surgiu
a necessidade de mudar este modelo de atuação, buscando-se novas formas de intervenção, com vistas
ao bem estar do indivíduo e a preservação da sua cidadania.
- São os comportamentos que ocorrem ou que possam vir a ocorrer, nos casos onde se faz necessário
um inter-relação entre o Direito e a Psicologia (adoções, violência doméstica, novas maneiras de atuar
em instituições penitenciárias, entre outros).
- A Psicologia Jurídica tem que ver tudo de um ponto de vista jurídico?
Não, ao contrário, ela tem que transcender tal visão e observar o problema por um ponto de vista
psicológico. Deve repensar se é possível responder, sob o ponto de vista psicológico, a todas as
perguntas que lhe são lançadas. A Psicologia Jurídica, como ciência autônoma, produz conhecimento
que se relaciona com o conhecimento produzido pelo Direito, incorrendo numa intersecção (diálogo).
SETORES TRADICIONAIS DA PSICOLOGIA
Psicologia Criminal • Psicologia Penitenciária ou Carcerária • Psicologia Jurídica e as questões da infância
e juventude • Psicologia Jurídica: investigação, formação e ética • Psicologia Jurídica e Direito de Família
• Psicologia do Testemunho • Psicologia Jurídica e Direito Civil • Psicologia Policial/Militar
SETORES RECENTES DA PSICOLOGIA
Mediação • Psicologia Jurídica e Ministério Público • Psicologia Jurídica e Direitos Humanos • Psicologia
Jurídica e Magistrados • Proteção a testemunhas • Vitimologia

HISTÓRIA DA PSICOLOGIA
Na antiguidade:
 Psicologia como área da Filosofia;
 Psique – alma, essência vital, relacionada ao elemento ar;
 Mitologia – Eros e Psique (amor, sofrimento, desafios e morte);
 Platão – nascimento da alma (criada da mistura do espírito e da matéria; Zeus separou a alma em duas
para que buscasse a sua completude);
 Aristóteles – sono, sonhos, sentidos, memória.

- Os cientistas, no final do século XIX, passaram a investigação e estudo dos órgãos dos sentidos, através
dos quais, recebemos as informações acerca do mundo externo e temos as sensações e percepções.
- Vários foram os cientistas que recorreram ao método experimental e realizaram estudos sobre o
comportamento, os movimentos voluntários, involuntários e os movimentos reflexos.
- Dentre eles, na Alemanha, tivemos quatro que são responsáveis diretos pelas primeiras aplicações
desse método: Hermann von Helmholtz, Ernest Weber, Gustav T. Fechner e Wilhelm Wundt. Todos eles
estavam integrados com o desenvolvimento da fisiologia e da ciência que ocorreu na metade do século
XIX, os seus trabalhos foram decisivos para a fundação da Psicologia.
- Helmholtz, através de pesquisas com rãs, realizou importantes experiências sobre a velocidade dos
impulsos nervosos e o tempo que os músculos levam para responder. Realizando assim a primeira
medição desse tempo, que antes se pensava que seria rápido demais para que pudesse ser medido.
Realizou pesquisas também sobre a visão e a audição.
- Weber foi um pouco mais além de Helmholtz, realizou pesquisas no campo das sensações cutâneas e
musculares, mas a sua principal contribuição para a Psicologia foi o seu trabalho designado de «Limiar
de Dois Pontos», que consistiu em determinar a distância em que dois pontos de estimulação na pele
pudessem ser discriminados como somente um ponto ou dois distintos de estimulação.
- Weber também realizou outras pesquisas importantes no que respeita à percepção, e mostrou que há
relação direta entre um estímulo físico e a nossa percepção deste.
- Fechner era mais ligado a interesses intelectuais e em 1833, após muitos anos de trabalhos árduos,
entrou em profunda depressão que durou vários anos, perdendo o seu interesse pela vida.
- Após uma breve melhora, Fechner percebeu que a quantidade de sensação (mental) depende da
quantidade de estímulo (físico ou material), logo, que seria possível relacionar quantitativamente os
mundos mental e material. Seria necessário, entretanto, que fossem medidos de forma precisa o estímulo
físico e sensação mental.
- Medir os estímulos físicos era relativamente fácil, mas como medir se o estímulo estava ou não a ser
sentido era uma tarefa que somente o sujeito pode determinar, através do relato da sensação. Isso foi
chamado de Limiar Absoluto de Sensibilidade.
- Fechner propôs também o Limiar Diferencial, onde a menor quantidade de mudança de estímulo produz
ainda uma mudança de sensação. O resultado das pesquisas de Fechner foi chamado de Psicofísica,
que significa um relacionamento entre os mundos mental e material.
- Wundt estabeleceu o Laboratório de Psicologia Experimental da Universidade de Leipzig, em 1879.
Utilizou as técnicas usadas pelos fisiologistas e os métodos experimentais das ciências naturais.
- Apesar de utilizar o método reducionista, concordava serem os elementos da consciência entidades
estáticas, mas que estes participavam ativamente no processo de organização de seu próprio conteúdo,
logo deu mais importância à essa organização do que aos elementos em si.
- O método de estudo de Wundt era o da introspecção analítica, cujo conceito ele adaptou de Sócrates,
inovando apenas no uso de um controle experimental preciso no método.
- Considerava as sensações e os sentimentos formas elementares da experiência, apesar de considerar
a mente e o corpo sistemas paralelos mas não inter atuantes, e como a mente não dependia do corpo,
era possível estudá-la eficazmente em si mesma.
- Nos primeiros anos do Laboratório de Leipzig, Wundt teve que desvincular o seu trabalho de um passado
não científico, cortando vínculos com a velha filosofia mental; deixou para esta última discussões sobre a
natureza da alma imortal e o seu relacionamento com o corpo mortal, o que contribuiu ainda mais para
seu trabalho científico e foi considerado um grande salto.
- Isto gerou algumas controvérsias, mas outros estudiosos participaram e se mantiveram unidos em
termos de tema e propósito para a psicologia ser científica e não o "estudo da alma“. Em 1892 uma versão
da psicologia de Wundt foi levada aos Estados Unidos pelo seu aluno E. B. Titchener, que a alterou
consideravelmente, propondo uma nova abordagem que denominou estruturalismo.
ESCOLAS DE PSICOLOGIA

1. Estruturalismo
- Edward Bradford Titchener (1867 - 1927) foi principal responsável pela divulgação da obra de Wundt
nos Estados Unidos. Ele redefine o objeto da psicologia como sendo a experiência dependente de um
sujeito (concebido como puro organismo). Organizando a Primeira Escola da Psicologia, o Estruturalismo.
- Defendia que a principal tarefa da psicologia residia na decomposição da natureza das experiências
consistentes elementares, isto é, na determinação da estrutura da consciência pela análise das suas
partes consistentes;
- Consciência seria a soma de nossas experiências num dado momento de tempo e Mente seria a soma
de nossas experiências acumuladas ao longo da vida.
- Método de estudo: A Introspecção;
- Herança: Neuropsicologia
- Elementos da Consciência:
a) Sensações: elementos básicos da percepção (som, cheiro, sabor, etc.);
b) Imagens: elementos de ideias, refletem as experiências não concretamente presentes no momento
(lembranças de experiências anteriores);
c) Estados afetivos: elementos de emoção presentes nas experiências, como amor, tristeza, etc.
- O que a Psicologia estudaria?
a) Reduzir os processos conscientes aos seus componentes mais simples;
b) Determinar as leis de associação desses elementos da consciência;
c) Conectar os elementos às suas condições fisiológicas;
- Críticas:
- A introspecção não ser um método objetivamente científico;
- O todo não é a soma das partes;
- O método não conseguia ser aplicado a psicologia infantil e também a animal;
- Artificialismo e de esterilidade por causa de sua tentativa de
analisar processos conscientes até decompô-los em seus elementos.
- Contribuições:
- Conhecimento dos pensamentos e dos sentimentos;
- Relação entre o sistema biológico e o estado mental, através das sensações;
- Definição do objeto de estudo e do método.

2. Funcionalismo
- Demarca-se na virado do século XIX para o século XX, em uma continuidade à teoria darwinista, uma
psicologia interessada na adaptação, evolução e variação das atividades mentais;
- Herbert Spencer: o desenvolvimento de todos os aspectos do universo é evolucionário, incluindo o
caráter humano e as instituições sociais, em conformidade como o princípio da sobrevivência do mais
apto (darwinismo social).
- Somente com a sobrevivência dos melhores, a sociedade atingiria a perfeição;
- Especialmente em meados do século XIX, assiste-se nos EUA a um galopante processo de urbanização
que se expande da costa leste em direção à oeste (por meio do avanço industrial e de uma série de
transformações institucionais, como a expansão do sistema escolar). Esse processo demarcou uma série
de novos ajustes, exames e controles sobre o indivíduo. É nesse contexto que a psicologia passa a ter
um papel ativo, classificando, selecionando e ajustando os indivíduos a esses novos espaços – as escolas
e as fábricas
- William James: The principles of Psychology (1855) – natureza adaptável dos processos nervosos e
mentais, uma complexidade crescente da experiência faz parte do processo normal da evolução, o
organismo precisa se adaptar ao ambiente se desejar sobreviver;
- Os processos mentais como objeto de estudo da Psicologia;
- O ponto de vista funcional sustentou que a mente deve ser estudada em função de sua utilidade para o
organismo, tendo em conta a adaptação ao seu meio. (o estudo definirá "para que é" a mente e não "o
que é" a mente).
- Baldwin - temas como o desenvolvimento infantil.
- Cattel - dedicou-se ao trabalho de aperfeiçoamento de medidas mentais para a classificação dos
indivíduos (crucial para a constituição dos testes psicológicos);
- Stanlley Hall - Dedica-se a áreas como a psicologia da infância, adolescência e velhice, a psicologia da
educação, o sexo e a religião. Funda revistas (como a American Journal of Psychologie) e associações
(como a American Psychological Association – a mais importante dos Estados Unidos);
- O conceito de adaptação deixa de expressar uma relação de sobrevivência em um meio, e passa a
significar uma “melhor vivência neste”, tornando-se, pois, um conceito qualitativo;
- Essa melhor vivência, esse equilíbrio, não se refere apenas a um meio físico, mas antes de tudo, a um
meio social. Estar adaptado é antes de tudo estar ajustado às demandas do meio social, sejam elas quais
forem;
- O meio social não é apenas regulador, mas também finalidade da adaptação. A adaptação psicológica
visa ajustar a sociedade a si própria, através do manejo dos indivíduos, especialmente os desadaptados;
- A psicologia funcional não se interessa apenas pelo estudo da adaptação. Ela deseja igualmente se
transformar em um instrumento de adaptação, promovendo-a;
- Herança: Psicologia Organizacional e do Trabalho
3. Behaviorismo
BEHAVIORISMO DE WATSON (1878-1958)
- Inaugurado com o artigo de Watson, em 1913, intitulado de “Psicologia: como os behavioristas a vêem”;
- Objeto da Psicologia: o comportamento;
- Buscou uma Psicologia sem alma, sem mente, sem traços subjetivos do pesquisador quanto à análise
dos comportamentos dos sujeitos;
- O Behaviorismo entende o comportamento como uma interação entre o que o sujeito faz e o ambiento
no qual ele faz algo: “o Behaviorismo dedica-se ao estudo das interações entre o indivíduo e o ambiente,
entre as ações do indivíduo (suas respostas) e o ambiente (as estimulações)”.
- Os psicólogos behavioristas cunharam os termos “resposta” e “estímulo” para mencionarem o que o
organismo faz e para mencionarem também as variáveis ambientais que interagem com o sujeito;
- A Psicologia deveria ser a ciência do comportamento, puramente objetiva, uma ciência natural
experimental, investigando o comportamento humano e animal;
- As metas da Psicologia deviam ser a previsão e o controle do comportamento;
- Métodos:
a) A observação, com e sem uso de instrumentos;
b) Métodos de teste (não media a inteligência ou a personalidade, mas as respostas do indivíduo à situação
de estímulo);
c) Método de relato verbal;
d) Método do reflexo condicionado (Pavlov – condicionamento clássico: estímulo, resposta, modelagem,
generalização);
- O indivíduo não mais observa suas próprias características, apenas exibe comportamentos;
- Comportamento: atos passíveis de descrição objetiva;
- Todos exibem comportamentos: bebês, crianças, pessoas com deficiências, adultos, pombos e ratos;
- Segundo Watson, os seres humanos já nascem com certas conexões estímulo-resposta herdadas e
chamadas reflexos. Aprendizagem ocorre a partir de um condicionamento destas conexões bem como
na construção de novas conexões estímulo-resposta através do condicionamento clássico pavloviano.
Para ele o meio ambiente exerce uma grande influência sobre o indivíduo.
- Sua maior preocupação é com os aspectos observáveis do comportamento, uma vez que para ele todo
comportamento é aprendido. Por isso ele se preocupa mais com o que as pessoas fazem, do que com
que as pessoas pensam;
- Para a elaboração de sua teoria, realizou estudos com crianças, quando pôde verificar que estas não
exibem medo quando são, por exemplo, apresentadas pela primeira vez a um gato, ou a um cão, ou a
outros animais.
- E isso se deve ao fato de que as crianças ainda não aprenderam a ter medo destes seres.
- Sendo assim, toda atividade humana é condicionada e condicionável em decorrência da variação na
constituição genética. Contudo, é possível construir uma multiplicidade de novas conexões estímulo-
resposta através do condicionamento clássico pavloviano. Para Watson, quase todo comportamento
humano seria aprendido;
- Temas principais:
a) Instintos – respostas condicionadas socialmente. Não existiriam talento, temperamento ou capacidade
herdada. O homem se desenvolve pela aprendizagem;
b) Emoções – simples respostas fisiológicas a estímulos específicos, são formas de comportamento
implícito no qual as reações internas são expressas por meio de manifestações físicas. As emoções
podem ser descritas em função da situação de estimulação objetiva, da resposta física visível e das
modificações fisiológicas internas. Padrões básicos de resposta emocional não aprendida: medo, raiva e
afeto;
c) Pensamentos – comportamento sensório-motor. Movimento de falas implícitas (repressão ao “pensar
alto” – conversa silenciosa consigo);

- Os distúrbios emocionais do adulto são provocados pelas respostas condicionadas estabelecidas na


infância e na adolescência e, portanto, poderia ser corrigido;
- Um programa de condicionamento infantil adequado evitaria o surgimento de adultos desequilibrados.
E isso era necessário para a sociedade;
- O behaviorismo se tornou uma “febre” nos EUA;
“Deixe sobre minha responsabilidade uns 10 bebês saudáveis e bem-formados, e a um mundo
especificado por mim para criá-los e garanto escolher algum aleatoriamente e treiná-lo para tornar-se
especialista de qualquer área, seja um médico, um advogado, um empresário e até mesmo um mendigo
ou um bandido, independentemente do talento, da propensão, da tendência, da habilidade, da vocação e
da raça de seus ancestrais” (Watson, 1930)
BEHAVIORISMO DE B. F. SKINNER (1904-1990)
- O ser humano apresenta vários tipos de comportamentos os quais foram classificados por Skinner do
seguinte modo:
A) O comportamento operante é aquele que tem o estímulo emitido pelo ambiente e este desencadeia um
comportamento observável.
B) O comportamento reflexo é aquele em que o indivíduo age involuntariamente.
C) O comportamento voluntário é uma ação consciente do indivíduo em relação a algum fato que ocorre no
ambiente.

- Skinner afirmou que todo comportamento humano poderia ser moldado ao se controlar os estímulos do
meio ambiente. De acordo com sua teoria, seria possível criar ou excluir comportamentos ao inserir ou
eliminar estímulos no meio ambiente;
- Os estímulos do meio foram identificados e denominados pelo psicólogo behaviorista como: reforço
positivo, reforço negativo e punição;
- O reforço positivo é o estímulo aplicado pelo pesquisador em um organismo logo depois deste ter tido
um comportamento desejado pelo pesquisador. Assim, há maior probabilidade de que esse
comportamento se repita.
- Já no reforço negativo, o estímulo aversivo é retirado com a finalidade de que seja mais provável a
repetição do comportamento desejado. Vale notar que os dois tipos de reforços visam aumentar a
frequência de determinado comportamento;
- Outro estímulo é a punição, que pode ser negativa – quando um estímulo desejado pelo organismo é
retirado pelo pesquisador – ou positiva – quando é introduzido um estímulo aversivo. A punição visa
extinguir os comportamentos que são indesejáveis. Este tipo de estímulo foi utilizado no ensino tradicional
com o objetivo de moldar o comportamento de alunos indisciplinados;
- A “Caixa de Skinner” foi um instrumento para experiências com animais e foi através deste experimento
que o psicólogo pode descrever os tipos de reforços. Essa experiência foi usada na modelagem de
comportamentos e foi através da mesma que se pode notar a obtenção de novos comportamentos através
do reforço e, ainda, que comportamentos indesejados foram extintos com o não reforçamento do
comportamento;
- Fica evidenciada a relação entre aprendizagem e controle dos estímulos do meio ambiente dentro desta
perspectiva abordada. Isto é, a aprendizagem é vista como um produto da organização dos estímulos por
parte do professor.
- Assim, o professor tem a função de planejar de modo rigoroso cada aula, organizar e controlar os
estímulos do ambiente e, ainda, empregar a escala de reforço com a finalidade de que o aluno obtenha
comportamentos adequados e que condigam com o ambiente escolar.
4. Gestalt
- A palavra “Gestalt” (cujo plural é “Gestalten”) é um termo intraduzível do idioma alemão para o português,
QUE PODE SER figura, forma, feição, aparência, porte; estatura, conformação; estrutura e configuração;
- Aproximadamente a partir de 1870 alguns pesquisadores alemães começaram a estudar os fenômenos
perceptuais humanos. A estes estudos convencionou-se denominar de Psicologia da Gestalt ou
Psicologia da Boa Forma;
- Seus expoentes mais conhecidos foram Kurt Koffka, Wolfgang Köhler e Max Werteimer, que receberam
também a contribuição de Kurt Lewin;
- Objeto de estudo da psicologia são as percepções;
- 1921: Periódico Psychological Research;
- A Gestalt surge como um protesto a psicologia de Wundt, assim como ao behaviorismo;
- A fuga para os Estados Unidos;
- A Gestalt admitia o valor da consciência, criticando a tentativa de reduzi-la a elementos ou átomos
(estruturalismo): “O todo é diferente da soma das partes”;
- A teoria da Gestalt tem como ponto inicial e principal objeto a percepção. De acordo com os gestaltistas,
o processo da percepção encontra-se entre os estímulos fornecidos pelo meio e a resposta do indivíduo.
Destarte, o que é percebido pelo indivíduo e como é percebido são importantes elementos para que se
possa compreender o comportamento humano;
 Percepção: a mente cria uma experiência completa. Ela não é uma impressão passiva ou uma
combinação de elementos sensoriais, mas uma organização ativa dos elementos para formar uma
experiência coerente;
 Constância perceptual: qualidade de integridade ou plenitude da experiência perceptual, que não se altera
com a mudança dos elementos sensoriais (janela de vários ângulos);
- A organização perceptual é espontânea e inevitável, tem os seguintes princípios:
a) proximidade – as partes bem próximas umas das outras no tempo e no espaço parecem unidas e
tendem a ser percebidas juntas.
b) Continuidade – há uma tendência da nossa percepção seguir uma direção para conectar elementos de
modo que eles pareçam contínuos ou fluir em uma direção específica;
c) Semelhança - as partes similares tendem a ser vistas juntas, formando um grupo;
d) Preenchimento ou fechamento – há uma tendência da nossa percepção em completar as figuras
incompletas;
e) Simplicidade – há uma tendência de vermos a figura como tendo boa qualidade sob as condições de
estímulo;
 O conceito de insight é de suma importância para a Gestalt. É definido como um evento cognitivo no qual
a relação e a ligação de eventos psicológicos conferem forma à figura e fazem com que o sujeito
compreenda a figura formada;
 De acordo com esta perspectiva, a aprendizagem é determinada pela capacidade de perceber do sujeito
e também por um sistema nervoso maduro;
 A aprendizagem ocorre, pois, de dentro para fora e liga-se à prontidão que o aluno tem em aprender;
 A prontidão, por sua vez, depende da maturação neurológica do aluno e é esta que determina a motivação
e o interesse do aluno durante a aprendizagem;
 O trabalho do professor, dentro desta perspectiva teórica, seria o de dar auxílio ao aluno, seria o de
reorganizar o campo de percepção daquele de acordo com o conteúdo.
 Da Gestalt surgiram as Psicologias Humanistas:
a) Gestalt Terapia (Fritz Perls);
b) Abordagem Centrada na Pessoa (Carl Rogers);
c) Logoterapia (Viktor Frankl);
5. Psicanálise
01. SIGMUND FREUD (1856 – 1939)
- Nascido em 1856 em Freiberg, Morávia, hoje República Checa, Freud foi o primogênito de Jacob Freud
e de Amalie Nathanson. Aos 17, ele ingressou na Universidade de Viena, no curso de Medicina. Notório
por ser um aluno brilhante, durante os anos de faculdade, trabalhou intensamente no laboratório de
neurofisiologia, até formar-se em 1881. Em 1882, conheceu Martha Bemays e em 1886, quando Freud já
possuía consultório particular, casam-se;
- Em sua estada de seis meses em Paris, trabalhou com o neurologista francês Jean-Martin Charcot,
observando o tratamento da histeria com o uso da hipnose, despertando então seu interesse pelo estudo
dos distúrbios mentais;
- Em 1895, em parceria com o médico Joseph Breuer – seu principal colaborador, a obra "Estudos sobre
Histeria". Insatisfeito com a hipnose, Freud desenvolveu o que é uma das bases da técnica psicanalítica
na atualidade: a livre associação e a interpretação dos sonhos;
02. INSTINTOS OU PULSÕES
- São os elementos básicos da personalidade;
- Os instintos são uma forma de energia fisiológica transformada que liga as necessidades do corpo aos
desejos da mente. Representações mentais de estímulos internos que levam a pessoa a agir de uma
forma determinada;
- Abordagem homeostática – somos motivados a recuperar e manter uma situação de equilíbrio fisiológico
para manter o corpo livre de tensões;
- A energia psíquica poderia ser deslocada para objetos substitutos e esse deslocamento seria de extrema
importância para determinar a personalide de uma pessoa;
- De acordo com a teoria de Freud sobre comportamento humano, ele é motivado por dois instintos
motrizes: os instintos de vida e os instintos de morte – Eros e Tanatos;
- Os instintos de vida são aqueles que se relacionam com uma necessidade básica para a sobrevivência,
reprodução e prazer (alimentos, abrigo, amor e sexo, etc.);
- Ele também sugeriu que todos os seres humanos têm um desejo inconsciente de morte, que ele se referiu
como os instintos de morte. Comportamento auto-destrutivo, ele acreditava, era uma expressão
da pulsão de morte. No entanto, ele acredita que esses instintos de morte são amplamente temperados
pelos instintos de vida;
- Sexualidade é um conceito abrangente em psicanálise, refere-se a tudo aquilo que é da ordem do prazer.
A genitalidade sendo um de seus aspectos;
- Freud afirma “a pulsão sexual não tem um objeto determinado, podendo ser qualquer um. Caso o tivesse
não teríamos todas as complexas questões relativas à escolha do objeto”.
- Libido vem a ser a manifestação da energia pulsional. É a forma de energia psíquica manifestada pelos
institos de vida, especificamente o sexual, que empurra as pessoas para comportamentos e pensamentos
prazerosos;
- Catexia é o investimento de energia psíquica na representação de um objeto ou pessoa;
- Grande parte de sua teoria gira em torno da necessidade de inibir ou reprimir os nossos desejos sexuais;
03. ESTRUTURA DA PERSONALIDADE
- Na teoria freudiana, a mente humana está estruturada em duas partes principais: a mente consciente e
inconsciente. A mente consciente inclui todas as coisas que estão conscientes ou podem facilmente levar
à consciência. A mente inconsciente, por outro lado, inclui todas as coisas de fora da nossa consciência
– todos os desejos, esperanças e memórias que se encontram fora da consciência ainda continuam a
influenciar o comportamento;
- A teoria freudiana também divide a personalidade do ser humano em três componentes principais: o id,
ego e superego;
- O ID segundo Freud é a parte mais primitiva de personalidade que é a fonte de todos os nossos impulsos
mais básicos. Esta parte da personalidade é totalmente inconsciente e serve como fonte de toda a energia
libidinal. Opera de acordo com o princípio do prazer;
- Princípio do prazer: princípio pelo qual o id opera para evitar a dor e marximizar o prazer. O id não tem
consciência de realidade. O id tenta satisfazer suas necessidades pelo processo primário (raciocínio
infantil);
- O ego na teoria de freud é o componente da personalidade que é acusado de lidar com a realidade e
ajuda a garantir que as exigências do id são satisfeitas de maneira que sejam realistas, seguras e
socialmente aceitáveis;
- É o aspecto racional da personalidade, responsável pela orientação e controle dos instintos de acordo
com o princípio da realidade;
- Princípio da realidade: princípio pela qual o ego opera para providenciar as limitações adequadas à
expressão dos instintos do id;
- O ego serve a dois mestres: o id e a realidade e está constantemente mediando e confrontando
compromissos entre as suas demandas. Responderia as demandas do id, tirando dele o seu poder e
energia;
- O ego usa processos secundários (percepção, reconhecimento, julgamento, memória) para lidar
racionalmente com o mundo exterior;
- O ego faz você continuar trabalhando onde não gosta para sustentar sua família;
- A função de controlar e adiar do ego precisa ser exercitada para que os impulsos do id não dominem a
pessoa, subvertendo o ego racional;
- O ego manipula a realidade para aliviar as tensões dos impulsos do id;
- O superego é a parte da personalidade que mantém todas as normas morais internalizadas e padrões
que adquirimos de nossos pais, família e sociedade em geral;
- É o aspecto moral da personalidade: a introjeção (através da identificação) dos valores e padrões dos
pais e da sociedade;
- O superego introjeta os ensinamentos e recompensas para autoadministrá-los (autocontrole). Como
resultado dessa introjeção, a pessoa experimenta da culpa e da vergonha sempre que age em desacordo
com o código moral adquirido;
- A consciência seria o componente do superego que contém comportamentos pelos quais a pessoa foi ou
será punida;
- O superego não busca prazer (id) e nem metas realistas (ego), mas a perfeição moral;
- O id pressiona pela satisfação, o ego tenta adiá-la e o superego coloca a moralidade acima de tudo;
- O ego é pressionado por três perigos: o id, a realidade e o superego. Quando o ego é excessivamente
pressionado, surge a ansiedade;
- Ansiedade é um temor sem motivo aparente. Haveria três tipos de ansiedades: frente à realidade,
neurótica e moral;
- Ansiedade frente à realidade – medo dos perigos tangíveis no mundo real. Tem finalidade positiva de
orientar o comportamento humano para escapar ou proteger de perigos reais. Pode se desequilibrar e
gerar excessos prejudiciais;
- Ansiedade neurótica – tem por base a infância, o conflito entre a gratificação e a realidade. É um medo
inconsciente de ser punido por exibir impulsivamente um comportamento dominado pelo id. O medo não
é do instinto, mas do que pode acontecer por satisfazê-lo;
- Ansiedade moral – é o medo da consciência. Alguém que está motivado a expressar um impulso instintivo
contrário ao código moral sente vergonha ou culpa como vingança do superego. É proporcional ao grau
de desenvolvimento do superego;
- A ansiedade é um alerta de que nem tudo está como deveria na personalidade, pois gera tensões. Alerta
de que o ego está sendo ameaçado e de que, se não se tomar uma atitude, este poderá ser subvertido;
- O que fazer? Fugir da situação ameaçadora, inibindo a necessidade impulsiva que é a fonte do perigo ou
obedecer às ordens da consciência. Se essas técnicas racionais não funcionarem, a pessoa recorre aos
mecanismos de defesa inconscientes;
- Mecanismos de defesa são estratégias que o ego usa para se defender da ansiedade provocada pelos
conflitos da vida cotidiana, envolvem negações os distorções da realidade;
- Os mecanismos de defesa são estruturantes do psÍquico, podendo tornar-se patógenos ,ou não, pela
forma como são utilizados A quantidade de energia despendida é que determina a qualidade: boa ou má;
05. MECANISMOS DE DEFESA DO EGO
- Negação. Você pode considerar este o mecanismo de defesa “genérico”, porque aparece por trás de
muitos dos outros. Quando você usa a negação, você simplesmente se recusa a aceitar a verdade ou a
realidade de um fato ou experiência. “Não, eu sou apenas um fumante social.” A negação também pode
ser utilizada por vítimas de traumatismo ou desastres e pode mesmo ser uma resposta protetora inicial
benéfica. No longo prazo, porém, a negação pode impedi-lo de incorporar informações desagradáveis
sobre você e sua vida e ter consequências potencialmente destrutivas;
- Repressão - envolve simplesmente esquecer de algo ruim. Você pode esquecer uma experiência
desagradável, no passado, como um acidente de carro no qual você foi culpado. Você também pode usar
a repressão quando você “esquecer” de fazer algo desagradável, como ir ao dentista ou ao encontro com
um conhecido que você realmente não gosta. A repressão, como a negação, pode ser temporariamente
benéfica, especialmente se você se esqueceu de algo ruim que aconteceu com você, mas como acontece
com a negação, se você não vir a enfrentar a experiência ela pode voltar para assombrá-lo;
- Regressão – a pessoa volta a um período anterior da sua vida que foi mais agradável, livre de frustração
e ansiedade. A pessoa volta a época mais segura manifestando comportamentos infantis e dependentes;
- Deslocamento - No deslocamento você transfere seus sentimentos originais perigosos (geralmente
raiva) para longe da pessoa que é o alvo e para uma vítima mais infeliz e inofensiva. Aqui está o exemplo
clássico de deslocamento: Você teve uma interação muito desagradável com seu chefe ou professor,
mas você não pode mostrar a sua raiva em relação a ele ou ela. Em vez disso, você chega em casa e,
por assim dizer, “chuta o gato” (ou cão);
- Projeção – Os impulsos lascivos, agressivos e inaceitáveis são vistos como de outros indivíduos;
- Formação de reação - significa expressar o oposto de seus sentimentos internos em seu comportamento
exterior;
- Intelectualização - você se acha afastado de uma reação de emoção ou sentimento que você não gosta.
Por exemplo, em vez de enfrentar o intenso sofrimento e rejeição que se sente depois que sua
esposa decide se mudar, você realiza uma análise financeira detalhada de quanto você pode gastar,
agora que você mora sozinho. Embora você não esteja negando que o evento ocorreu, você não está
pensando sobre suas conseqUências emocionais;
- Racionalização - é um pouco como intelectualização, mas envolve lidar com um mau comportamento de
sua parte em vez de converter uma emoção dolorosa ou negativa em um conjunto mais neutro de
pensamentos. As pessoas freqüentemente usam racionalização para escorar suas inseguranças ou
remorso depois de fazer algo que eles se arrependem. Envolve reinterpretar o comportamento para torná-
lo mais aceitável e menos ameaçador;
- Sublimação - ocorre quando as pessoas transformam suas emoções conflitantes em estabelecimentos
produtivos, socialmente aceitáveis (esportes, artes, etc.);
06. ESTÁGIOS PSICOSSEXUAIS DO DESENVOLVIMENTO
- Teoria freudiana sugere que, como as crianças se desenvolvem, eles progridem através de uma série de
estágios psicossexuais . Em cada fase, a energia da busca do prazer da libido é focado em uma parte
diferente do corpo
Os cinco estágios são:
Estágio Oral (0-1): As energias libidinais estão focadas na boca. O prazer é obtido com a sucção. O id
predomina;
Estágio Anal (1-3): As energias libidinais estão focadas no ânus. O treinamento dos hábitos de higiene
resulta na forma de gratificação recebida ao defecar;
Estágio fálico (4-5): As energias libidinais estão focadas no pênis ou clitóris. Fantasias incestuosas.
Complexo de Édipo, ansiedade e desenvolvimento do superego;
Estágio de latência (5-puberdade): Um período de calma em que pouco interesse libidinal está presente.
Período de sublimação do instinto sexual;
Estágio Genital (adolescência a idade adulta): As energias libidinais estão focadas nos genitais.
Desenvolvimento da identidade do papel sexual e de relações sociais adultas;
- A conclusão bem sucedida de cada ligação estágio é de uma personalidade saudável como um adulto.
Se, no entanto, continua por resolver um conflito em qualquer fase em particular, o indivíduo pode
permanecer fixado ou preso nesse momento particular do desenvolvimento
- A fixação pode envolver uma dependência excessiva ou obsessão com algo relacionado a essa fase de
desenvolvimento. Por exemplo, acredita-se que uma pessoa com uma “fixação oral” para ser preso no
estágio oral de desenvolvimento. Os sinais de uma via oral de fixação pode incluir uma dependência
excessiva de comportamentos orais, tais como tabagismo, unhas cortantes ou comer;
- Complexo de Édipo – durante o estágio fálico, desejo inconsciente do menino pela mãe, acompanhado
do anseio de substituir ou de destruir o pai, visto como um rival ou ameaça;
- Castração – o menino teme que o pai se vingue dele, cortando-lhe o pênis (sua fonte de prazer e de
desejos). O medo é tão forte que força o menino a reprimir o desejo sexual pela mãe, resolvendo o
complexo edipiano;
- O menino resolve, também, seu complexo de Édipo identificando-se com o pai;
- Complexo de Electra (Jung) – desejo inconsciente da menina pelo pai, acompanhado do desejo de
substituir ou destruir a mãe;
- O primeiro objeto de amor da menina é a mãe, como toda criança. Mas, no estágio fálico, o pai passa a
ser objeto de amor porque a menina descobre que os meninos têm pênis e as meninas, não. A menina
culpa a mãe pela sua condição supostamente inferior;
- A menina desenvolve inveja do pênis que se equivale a ansiedade de castração do menino. Freud disse
que o complexo de Édipo feminino (Electra para Jung) nunc poderia ser totalmente resolvido o que levaria
a superegos pobremente estruturados nas mulheres;
- O amor adulto de uma mulher teria traços de inveja do pênis, que ela poderia compensar parcialmente
tendo um filho;
07. PRESSUPOSTOS DA PSICANÁLISE
- Psicanalistas veem problemas psicológicos como enraizados na mente inconsciente;
- Sintomas manifestados são causados por distúrbios latentes (ocultos);
- As causas típicas incluem questões não resolvidas durante o desenvolvimento ou trauma reprimido ou
no trauma em dois tempos;
- O tratamento através da psicanálise se concentra em trazer o conflito reprimido à consciência, onde o
cliente pode lidar com isso;
- Segundo a psicanálise, pensamentos e sentimentos inconscientes podem se transferir para a
mente consciente na forma de atos falhos, popularmente conhecidos
como lapsos freudianos ou lapsos de linguagem. Nós revelamos o que está realmente em nossa mente
dizendo algo que não queríamos;
- Freud acreditava que os lapsos da fala davam uma visão sobre a mente inconsciente e que não
haviam acidentes. Todo comportamento (incluindo lapsos de linguagem) foi significativo (ou seja, todo o
comportamento é determinado). Esse é um fator importante para a prática da psicanálise.
08. LIVRE ASSOCIAÇÃO
- Transferência;
- Associação livre - um paciente fala de tudo o que vem à sua mente. Esta técnica envolve um terapeuta
lendo uma lista de palavras (por exemplo, mãe, infância) e o paciente respondendo imediatamente com
a primeira palavra que vem à mente. Espera-se que fragmentos de memórias reprimidas venham a surgir
no decurso da associação livre em sessões de psicanálise. Pode não ser útil se o cliente mostra
resistência, e é relutante em dizer o que ele ou ela está pensando. Por outro lado, a presença de
resistência (por exemplo, uma excessivamente longa pausa) geralmente fornece um forte indício de que
o cliente está chegando perto de algumas importantes ideias reprimidas no seu pensamento, e que é
necessária mais sondagem por parte do terapeuta;
- Freud relatara que seus pacientes pela livre associação, ocasionalmente, experimentavam uma
memória tão emocionalmente intensa e vívida que quase reviveram a experiência. Isto é como um
“flashback” de uma guerra ou de uma experiência de estupro. Tal memória estressante, tão real que
parece que está acontecendo de novo, é chamada na psicanálise de ab-reação. Se uma memória tão
perturbadora ocorreu em terapia ou com um amigo solidário e a pessoa se sentiu melhor – aliviado ou
limpo – mais tarde, seria chamada de catarse.
09. ANÁLISE DOS SONHOS
- De acordo com a teoria da Psicanálise de Freud a análise dos sonhos é “a estrada real para o
inconsciente”. Ele argumentou que a mente consciente é como um censor, mas é menos vigilante
quando estamos dormindo. Como resultado, ideias reprimidas vem à superfície – embora o que nos
lembramos bem pode ter sido alterado durante o processo de sonho;
- Na teoria de Freud o conteúdo dos sonhos pode ser dividido em dois tipos diferentes. O conteúdo
manifesto de um sonho inclui todo o conteúdo real do sonho – os eventos, imagens e pensamentos
contidos dentro do sonho. O conteúdo manifesto é essencialmente o que o sonhador se lembra ao
acordar. O conteúdo latente do sonho, por outro lado, são todos os significados ocultos e simbólicos
dentro do sonho;
- os sonhos eram essencialmente uma forma de realização de desejo. Ao pegar pensamentos,
sentimentos e desejos inconscientes e transformá-los em formas menos ameaçadoras, as pessoas são
capazes de reduzir a ansiedade do ego.
- Muitas vezes ele utilizou a análise dos sonhos como um ponto de partida em sua técnica de associação
livre. O analista iria incidir sobre um símbolo particular no sonho e, em seguida, usar associação livre para
ver outros pensamentos e imagens que imediatamente viriam à mente do cliente;
10. CRÍTICAS A PSICANÁLISE
– A terapia na psicanálise é muito demorada e é improvável que forneça respostas rapidamente.
– As pessoas devem estar preparadas para investir muito tempo e dinheiro na terapia psicanalítica; elas
devem ser motivadas.
– Através da psicanálise, elas podem descobrir algumas memórias dolorosas e desagradáveis que tinham
sido reprimidas, o que pode causar mais angústia.
– Este tipo de terapia não funciona para todas as pessoas e para todos os tipos de transtornos.
– A natureza da psicanálise cria um desequilíbrio de poder entre terapeuta e cliente que poderia levantar
questões éticas.
- Gestalt – o passado não determina quem você é. O homem não é refém de seu passado;
- Psicologia Social – Freud criou o inconsciente para justificar aquilo que ele não sabia explicar.
- Todos seriam ou psicóticos ou neuróticos ou pervertidos;

INTRODUÇÃO AS TEORIAS DA PERSONALIDADE


• Personalidade – padrões de pensar, agir e sentir. Habilidades, atitudes, crenças, emoções, desejos e
comportamentos.
- Persona – máscara (papéis);
- Pessoa – ser consciente de si (self) e do mundo;
- O agir é posterior ao pensar e ao sentir (reflexão sobre os atos desde a infância)
- A personalidade é o que me diferencia como indivíduo, separadamente de todos os outros.
Personalidade pode limitar ou expandir suas opções e escolhas, impedir de partilhar certas experiências
ou permitir que o indivíduo aproveite melhor as experiências. Ela restringe certas pessoas e abre
caminhos para outras. O ser humano possui a singularidade de interpretar de forma própria a realidade
(caso dos gêmeos).
 Personalidade não é só um conjunto de características externas visíveis, nem o aspecto visível do caráter
de alguém, pois engloba qualidades sociais e emocionais subjetivas que nem sempre uma pessoa revela.
Engloba ainda características permanentes (resistem a mudanças repentinas)

o Personalidade – aspectos internos e externos peculiares relativamente permanentes do caráter de uma


pessoa que influenciam o comportamento em situações diferentes.
o Caráter – não existe pessoa sem caráter, há falhas na construção do caráter. Ele se forma pela educação,
experiências, especialmente, da infância. Construído a partir do meio (fatores ambientais, externos);

- “Caráter é o que a pessoa faz quando está sozinho” (Epicuro)


o Temperamento – reações, comportamentos. É herdado geneticamente (interno).

- Se o caráter é construído socialmente, o temperamento é hereditário. Uma característica é


temperamento, quando um dos pais também possui e perdura além da infância. No entanto, o
temperamento é abrandado pelo caráter.
Personalidade – temperamento + caráter + hábitos diários;
▪ Elementos da Personalidade:
a) traço – característica permanente (mantém padrão de comportamento em situações diversas);
b) estado – característica momentânea;
- Quando um estado (tristeza, irritação, ansiedade) deixa de ser momentâneo e passa a se comportar
como um traço (permanente), há um transtorno de personalidade. Temperamento, aspectos fisiológicos
e experiências de infância estão na estrutura da personalidade;
▪ Fatores:
a) Genético
- O que se herda, são disposições, não destinos. Tendências, não certezas;
- Predisposições genéticas serão confirmadas por condições sociais e ambientais;
b) Ambiental
- situações parentais e sociais, cultura e época. Eventos sociais de grande escala podem restringir
escolhas de vida e influenciar na formação da identidade própria.
- mudanças cotidianas (paternidade, mudança de cidade) podem afetar a personalidade
- padrões sociais, atitudes e preferências são diferentes, conforme a geração
- o trabalho, contexto étnico também influenciam a personalidade;
c) Aprendizagem
- Até os elementos herdados são modificados, destruídos, inibidos ou fomentados por meio do processo
de aprendizagem
d) Parental
- relações com os parentes influenciam na personalidade;
- comportamentos parentais podem determinar aspectos específicos da personalidade (necessidade de
realização, autoeficácia, locus de controle, desamparo aprendido ou otimismo e bem-estar subjetivo).
RELAÇÕES DE AMIZADE:
“(...) um estudo com 839 pares de gêmeos no final da adolescência. Os resultados mostraram que gêmeos
com mais amigos em comum eram mais parecidos em personalidade do que os que tinham menos amigos
em comum. Isso sugere que os amigos tiveram um impacto maior sobre a sua personalidade doq eu o
ambiente familiar (loehlin, 1997)”
e) Desenvolvimento
- Quando se forma a personalidade? Freud (até os 5 anos), catell, alport, Erikson, murray (a infância é
importante, mas pode ser modificada posteriormente), jung, Maslow, Erikson, catell (meia idade);
- Há características que se manterão estáveis por toda a vida e outras que mudarão;
- Diminuem com a idade: neuroticismo, extroversão e aumentam com a idade: afabilidade e
conscienciosidade;
f) Consciência
g) Inconsciente
Teorias da Personalidade
a) NEOPSICANALISTAS:
- Carl Jung – psicologia analítica;
- Alfred Adler – psicologia individual;
- Karen Horney – necessidades e tendências neuróticas;
- Henry Murray – personologia;
B) ABORDAGEM DOS ESTÁGIOS CONTÍNUOS – Erik Ericson – teoria da identidade;
C) ABORDAGEM DOS TRAÇOS:
- Gordon Alport – motivação e personalidade;
- Raymond Cattell – traços originais e dinâmicos;
- Hans Eysenck – dimensões da personalidade;
- Robert McCrac e Paul Costa – modelo dos cinco fatores;
- Arnold Buss e Robert Plomin – teoria do temperamento;
D) ABORDAGENS HUMANISTAS (GESTALT)
- Abraham Maslow – teoria da hierarquia das necessidades;
- Carl Rogers – teoria da autoatualização (TCP);
E) ABORDAGEM COGNITIVA
- George Kelly – teoria do constructo pessoal;
F) ABORDAGEM COMPORTAMENTAL (BEHAVIORISMO)
- B. F. Skinner – teoria do reforço;
G) ABORDAGEM DA APRENDIZAGEM SOCIAL (BEHAVIORISMO)
- Albert Bandura – teoria da modelagem;