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INSTITUTO QUALIFICAR

CURSO DE FORMAÇÃO EM LOGÍSTICA

Contabilidade e Custos logísticos

Prof. José Alan Barbosa da Silva

TUDO PARA SUA QUALIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL


• TESTES PSICOLÓGICOS • PALESTRAS MOTIVACIONAIS • SELEÇÃO POR COMPETÊNCIA
• TERAPIA INDIVIDUAL • TREINAMENTO & DESENVOLVIMENTO • CURSOS TÉCNICOS PROFISSIONALIZANTES
• ESCOLA DE LÍDERES • ORIENTAÇÃO VOCACIONAL • PDI PROG. DES. INDIVIDUAL / PROFILER
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Sumário
UNIDADE I – NOÇÕES BÁSICAS DE CONTABILIDADE ......................................... 3
1.1 CONCEITO DA CONTABILIDADE ....................................................................... 3
1.2 CONCEITO DE RECEITAS E DESPESAS ......................................................... 13
DESPESAS ............................................................................................................... 13
DIFERENÇAS ENTRE DESPESAS E CUSTOS ...................................................... 13
DESPESAS OPERACIONAIS .................................................................................. 14
RECEITAS ................................................................................................................ 15
1.3 PRINCIPAIS CUSTOS LOGÍSTICOS (SEGURO, MANUTENÇÃO,
DEPRECIAÇÃO, ETC. .............................................................................................. 15
CUSTO DE TRANSPORTES .................................................................................... 15
CUSTOS DIRETOS E FIXOS ................................................................................... 16
CUSTOS DIRETOS VARIÁVEIS .............................................................................. 16
CUSTO MENSAL DE DEPRECIAÇÃO .................................................................... 16
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM ........................................................................ 16
SALÁRIO DO MOTORISTA ..................................................................................... 17
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM ........................................................................ 17
LICENCIAMENTO DO VEÍCULO ............................................................................. 18
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM ........................................................................ 18
CUSTOS DIRETOS VARIÁVEIS DE TRANSPORTE ............................................... 19
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM ........................................................................ 19
CUSTO COM COMBUSTÍVEL ................................................................................. 20
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM ........................................................................ 20
CUSTO DE LAVAGEM DO VEÍCULO ...................................................................... 20
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM ........................................................................ 21
CUSTOS COM LUBRIFICAÇÃO .............................................................................. 21
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM ........................................................................ 22
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM. ....................................................................... 22
CUSTO COM PNEUS ............................................................................................... 23
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM ........................................................................ 23
1.4 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS .......................................................... 24
EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM ........................................................................ 26
UNIDADE II – CONTABILIDADE APLICADA À LOGÍSTICA .................................. 26
2.1 CONCEITO DE INVENTÁRIO E TIPOS ............................................................. 26
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2.2 INVENTÁRIO PERIÓDICO ................................................................................. 26


2.3 INVENTÁRIO ROTATIVO ................................................................................... 26
2.3 INVENTÁRIO CÍCLICO....................................................................................... 27
2.4 ACURÁCIA DE ESTOQUES .............................................................................. 27
2.4 MÉTODO UEPS E PEPS .................................................................................... 27
PEPS / FIFO.............................................................................................................. 28
UEPS ........................................................................................................................ 28
2.5 GIRO DE ESTOQUES, EXERCÍCIOS ................................................................ 28
EXERCÍCIO DE APRENDIZAGEM ........................................................................... 29
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 31

UNIDADE I – NOÇÕES BÁSICAS DE CONTABILIDADE

1.1 Conceito da Contabilidade


A contabilidade de custos é uma área que possui grande influência no processo
logístico, porque abrange gastos necessários para a produção de bens como para a
prestação de serviços.
Sendo assim, em todas as etapas das atividades logísticas precisam ser
apurados os custos, pois somente dessa maneira é possível saber o quanto estamos
gastando, e a partir disso tomarmos decisões, como diminuir custos, saber quanto de
custo deve ser reduzido, projetar aumento nos lucros e saber de quanto será possível
este aumento, determinar valores para investimentos (SILVA, et al, 2018).
Perceba que se, não soubermos exatamente quanto gastamos, fica
praticamente impossível saber o quanto lucramos ou queremos ganhar, ou seja, para
obter sucesso financeiro é necessário saber fazer a apuração de custos e entender
um mínimo de contabilidade básica (SILVA, et al. 2018).

Para compreender melhor o que é a Contabilidade, sua finalidade e


aplicação, leia atentamente o exemplo a seguir.

Suponha, neste momento, que você pretende tornar-se comerciante. Você vai
constituir uma empresa para comprar e vender calçados.
Até o presente momento, você só tem uma vontade, ou seja: quer tornar-se
comerciante. A partir daí, surgem as primeiras perguntas:
— Eu vou constituir uma empresa com o quê? O que preciso ter em mãos
para montar o meu negócio?
Você precisa de um Capital.
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— O que é Capital?
Capital pode ser uma importância em dinheiro com a qual você irá comprar tudo
de que precisa para constituir (montar) o seu negócio.
Suponha, então, que você possua $ 50.000 em dinheiro, importância suficiente
para iniciar suas atividades comerciais.
Pronto! Esse montante de $ 50.000,00 em dinheiro é o seu Capital Inicial.

— Pois bem, agora que eu já tenho no bolso $ 50.000,00 em dinheiro, qual


o próximo passo? Antes que você comece a comprar alguma coisa, é preciso
providenciar um local para se instalar.
— Local?
Você precisa de um estabelecimento, que poderá ser uma casa, uma sala
comercial, um salão…
Suponha, então, ter assinado um contrato de locação de um imóvel situado na
sua cidade, em local privilegiado, no qual instalará sua empresa. Com a assinatura do
contrato de locação, você não precisou dispor de nenhum dinheiro hoje, mas se
comprometeu a pagar a importância de $ 1.000,00 de aluguel mensal, e o valor do
aluguel referente a este mês será pago no dia 10 do mês seguinte, e assim
sucessivamente.
— Está bem, agora que já tenho o Capital e o ponto comercial, o que farei?
Agora, você precisa procurar um escritório de Contabilidade, para providenciar
a legalização de sua empresa.
— Legalização da minha empresa?
A legalização consiste no registro da empresa em vários órgãos públicos, para
que ela adquira personalidade jurídica.
— E o que é personalidade jurídica?
Veja bem: você é uma pessoa física, é uma pessoa natural. Quando você
nasceu, seus pais providenciaram o seu registro no Cartório do Registro Civil. A
Certidão de Nascimento foi o primeiro documento que comprovou a sua existência
perante a sociedade, dando-lhe condições de exercer a sua cidadania. As empresas,
em geral, sob o ponto de vista legal, também são consideradas pessoas, não de
existência física, mas de existência jurídica. Para que as empresas adquiram
personalidade jurídica e possam exercer as suas atividades mercantis, precisam ser
registradas em vários órgãos públicos.
— E quais são os órgãos públicos nos quais deverei registrar minha
empresa? Tratando-se de empresa comercial, como é o caso da sua suposta
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empresa de calçados, o registro deverá ser feito em pelo menos seis órgãos públicos:
Junta Comercial do Estado; Secretaria da Receita Federal; Prefeitura Municipal;
Secretaria da Fazenda do Estado; Previdência Social e Sindicato de Classe.
— E como efetuarei esses registros?
O contador do Escritório de Contabilidade que você escolheu redigirá petições,
preencherá documentos e formulários, recolherá taxas e entregará a documentação
exigida em cada um desses órgãos, diretamente em seus postos de arrecadação ou
via Internet.
— Em quanto tempo minha empresa ficará legalizada?
Se as documentações apresentadas em cada órgão estiverem em ordem,
dentro de 20 a 30 dias sua empresa estará legalizada e você poderá providenciar as
primeiras Compras.
Suponhamos agora que já se passaram 30 dias desde o momento que você
decidiu se tornar comerciante. Vamos assumir, também, que dos $ 50.000,00
representativos do seu Capital Inicial, você pagou $ 1.000,00 ao Escritório de
Contabilidade, que, além de providenciar a legalização da sua empresa, comprou
livros fiscais, mandou confeccionar talonários de Notas Fiscais e adquiriu um
equipamento emissor de Cupom Fiscal.
— Agora que minha empresa está devidamente cadastrada nos órgãos
públicos competentes, qual será o próximo passo que deverei dar?
Imagine que, neste momento, você esteja abrindo as portas do seu ponto
comercial. O salão está vazio. Pense nos móveis e nos utensílios que deverá comprar
para equipar a sua loja.
— Móveis e Utensílios?
Compreendem os Bens adquiridos para uso próprio. Suponha ter adquirido (de
uma empresa especializada na decoração de empresas) os seguintes Bens: duas
vitrinas, quatro balcões, cinco prateleiras uma caixa registradora, dez cadeiras, cinco
sofás, cinco tapetes e oito espelhos. Por todos esses Bens, você pagou a importância
de $ 11.000,00 em dinheiro.
Suponha, também, ter efetuado o pagamento de $ 1.000,00, em dinheiro,
referente ao aluguel do primeiro mês de uso do imóvel onde está instalada sua
empresa e que tenha mandado instalar um telefone, tendo gasto a importância de $
200,00 para pagar o aparelho, além das despesas com a instalação.
— E os calçados para venda?
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Pois bem, agora você deverá adquirir as Mercadorias.


— Como é? Mercadorias? O que é isso?
A palavra “Mercadorias”, muito utilizada nos meios comerciais, serve para
representar todos os Bens que a empresa comercial compra para revender. No nosso
exemplo, são os calçados.
— Quer dizer, então, que os balcões, as prateleiras, a caixa registradora,
as cadeiras, não são Mercadorias?

Exatamente. Para a sua empresa, esses objetos são considerados Bens de


Uso, enquanto Mercadorias são Bens de Troca, correspondendo aos calçados que
você comprará para revender.
Suponha, então, ter adquirido $ 30.000,00 em Mercadorias, e $ 20.000,00 você
pagou à vista, em dinheiro, e $ 10.000 você comprou a prazo, para pagar após 60
dias.
Pronto! Agora a sua empresa está instalada, montada. Você já gastou parte do
seu Capital Inicial, contraiu uma Obrigação (terá de pagar $ 10.000,00 para o
fornecedor das Mercadorias, em 60 dias) e, a partir deste momento, já pode abrir as
portas de sua loja e começar a trabalhar.
Ah! Estava me esquecendo… vamos assumir que, durante o processo de
legalização de sua empresa, você tenha contratado uma empreiteira de obras, que
efetuou pequenos reparos no imóvel visando adaptá-lo melhor ao fim desejado,
incluindo parte hidráulica, elétrica, alvenaria e pintura, tendo pago a importância de $
2.300,00 em dinheiro.

Exercício de fixação.

1. Qual é o valor do Capital de sua empresa?


Resposta: valor do Capital é $ 50.000.

2. Quanto, em dinheiro, você gastou até o presente momento e qual é o saldo que
possui em Caixa?
Resposta: Gastou $ 35.500, e o saldo em Caixa é de $ 14.500,00.

Pois bem, agora sua empresa existe, e você poderá abrir as portas e colocá-la
em funcionamento.

Neste momento, perguntamos:

— Qual é o principal objetivo do seu negócio?

Certamente você responderá que é a obtenção de lucros.


Para conseguir obter o lucro desejado, você precisará vender as suas
Mercadorias, não é mesmo?
Para que as transações comerciais se realizem na sua empresa, diariamente
entrarão nela pessoas com duas finalidades:

a) algumas pessoas entrarão na sua empresa para lhe vender Mercadorias.


Essas pessoas são conhecidas nos meios comerciais por Fornecedores; logo, você
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comprará delas, à vista ou a prazo. Quando a compra for efetuada a prazo, você
passará a ter uma Obrigação para pagamento futuro;
b) outras pessoas entrarão na sua empresa para comprar as suas Mercadorias.
Essas pessoas são conhecidas nos meios comerciais por Clientes; logo, você venderá
para elas, à vista ou a prazo. Quando a venda for efetuada a prazo, você passará a
ter Direito para recebimento futuro.

— Afinal, é o Fornecedor quem vende para mim ou sou eu quem compra


do Fornecedor?

Na verdade, ocorrem as duas coisas, pois estamos diante de uma operação de


compra e venda.
Entretanto, o correto, sob o ponto de vista contábil, é que você raciocine sempre
se colocando em lugar da sua empresa. Pense assim: Eu compro do Fornecedor,
logo, quando a compra for efetuada a prazo, a palavra Compras estará ligada à
palavra Fornecedores e a palavra Fornecedores, por sua vez, estará ligada à palavra
Obrigações.

— Afinal, é o Cliente quem compra de mim ou sou eu quem vende para o


Cliente?
O raciocínio, neste caso, é o mesmo já explicado na relação de sua empresa
com o Fornecedor.
Eu vendo para o Cliente, logo, quando a venda for efetuada a prazo, a palavra
Vendas estará ligada à palavra Clientes, e a palavra Clientes, por sua vez, estará
ligada à palavra Direitos.
Portanto, compra a prazo resulta em Obrigação para pagar ao Fornecedor; e
venda a prazo resulta em Direito a receber do Cliente.

Quantas pessoas estão envolvidas no seu negócio?


a) proprietário, sócios (pessoa física).
b) A sua empresa (pessoa jurídica).
c) Clientes, Fornecedores, Bancos, Governo, Empregados, etc. (pessoas físicas e
pessoas jurídicas).

As pessoas que diariamente, direta ou indiretamente, se relacionam com sua


empresa, como Clientes, Fornecedores, bancos etc., são conhecidas nos meios
comerciais, em relação à sua empresa, por Terceiros. Esses Terceiros movimentarão
o Patrimônio da sua empresa por meio de quatro operações principais: Compras,
Vendas, pagamentos e recebimentos.
É evidente que, além desses acontecimentos, no cotidiano das empresas
ocorrem outros, como a admissão e demissão de empregados, o recebimento e o
encaminhamento de correspondências, o fornecimento de cotações de preços de
Mercadorias por telefone, a organização de Mercadorias nas prateleiras e nas vitrinas,
depósitos e saques de dinheiro em estabelecimentos bancários, etc. A essa
movimentação do Patrimônio dá-se o nome de Gestão.
É importante salientar que esses acontecimentos que diariamente ocorrem na
empresa, responsáveis pela gestão do Patrimônio, podem ou não interferir no
Patrimônio. Por um lado, quando os acontecimentos interferem no Patrimônio,
aumentando-o ou diminuindo-o, eles são classificados como Fatos Administrativos,
como é o caso das Compras, das Vendas, dos pagamentos e dos recebimentos. Por
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outro lado, aqueles acontecimentos que não interferem no Patrimônio recebem o


nome de Atos Administrativos, como é o caso de demissões e admissões de
empregados, atendimentos de telefonemas, recebimento e encaminhamento de
correspondências, assinaturas de contratos de locação etc.
Imagine agora que, após dois anos da data de constituição da sua empresa, eu
(professor José Silva), resolvi fazer-lhe uma visita. Daquela pequena loja de dois anos
atrás só restam lembranças. Você ampliou o seu negócio. Comprou o imóvel e o
transformou em um prédio de quatro andares; construiu nas dependências do imóvel
vários galpões para estocar as Mercadorias; diversificou-as; e agora vende não só
calçados, como também artigos de couro em geral (bolsas, cintos, carteiras, luvas,
malas, etc.), inclusive materiais esportivos, os quais você vende no atacado e no
varejo; montou no quarto andar uma lanchonete, para maior conforto da clientela;
possui cadastrados mais de 10.000 mil clientes, oriundos não só de sua cidade, como
também de todas as cidades da região, para os quais vende à vista e a prazo; mantém
contato com mais de 200 Fornecedores, de vários estados do Brasil, dos quais compra
Mercadorias; possui mais de 100 empregados entre vendedores, gerentes,
contadores, logísticos, motoristas, serviços gerais, vigias, etc.; movimenta contas-
correntes em dez estabelecimentos bancários diferentes. A todo instante, podemos
ver clientes comprando à vista e a prazo, efetuando pagamentos de prestações,
preenchendo cadastros, etc.

Considerando o exemplo acima, ao passar-se dois anos, justifique em sua


resposta:

A empresa aumentou seus registros contábeis? Justifique.

A empresa teve que implementar a gestão de fornecedores? Justifique.

A empresa teve que ampliar o setor de logística? Justifique.


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Essas são algumas questões que envolvem a contabilidade. Nossa proposta é


oferecer um material didático que lhe possibilite assimilar com facilidade todo o
mecanismo que envolve a Ciência Contábil, mesmo que você nunca a tenha
estudado.

A CONTABILIDADE é vista como uma ciência que nos permite através de


técnica próprias manter um controle permanente do patrimônio da empresa.
Este controle é importante pois se não for feito pode acarretar prejuízo
financeiro, problemas com autuações (multas) fiscais, má repercussão para o negócio,
além de dificuldade na detecção e solução de problemas.
Para as empresas de pequeno porte, a Contabilidade é o trabalho necessário
para manter sobre o controle as receitas e as despesas, orientar o planejamento e
desenvolvimento do negócio e cumprir as exigências legais.

USUÁRIOS
Toda pessoa física ou jurídica que tenha interesse na avaliação da situação e
progresso de determinada entidade.
Evidentemente, os gerentes (administradores ou gestores) não são os únicos
que se utilizam da Contabilidade. Os investidores, ou seja, aqueles que aplicam
dinheiro na empresa, estão interessados basicamente em obter lucro, por isso se
utilizam dos relatórios contábeis, analisando se a empresa é rentável; os fornecedores
de mercadoria a prazo querem saber se a empresa tem condições de pagar suas
dívidas; os bancos, por sua vez, emprestam dinheiro desde que a empresa tenha
condições de pagamento; o governo quer saber quanto de impostos foi gerado para
os cofres públicos; outros interessados desejam conhecer melhor a situação da
empresa : os empregados, os sindicatos, concorrentes, etc.

CAMPO DE AÇÃO
A Contabilidade está presente onde quer que haja uma pessoa jurídica
instituída ou em via de instituição. É ela responsável pela escrituração e apuração dos
resultados obtidos numa empresa.
Só através dela teremos condições de apurar o lucro ou prejuízo tido em
determinado período administrativo.
A Contabilidade interessa-se tão somente por alterações patrimoniais ocorridas
na Empresa, demonstradas através dos registros dos fatos contábeis. Com o
desenvolvimento das atividades empresariais, surgiram várias especializações dentro
da contabilidade, por exemplo:
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Contabilidade Agrícola: Criada para atender especificamente as empresas


agrícolas, é uma das mais simples, mas nem por isso deixa de ter exatidão exigida
em outras especializações da Contabilidade.
Contabilidade Industrial: Tem o objetivo de controlar e fornecer informações
contábeis sobre a produção e comercialização de bens.
Contabilidade Comercial: Menos complexa e utilizada pelas empresas
comerciais.
Contabilidade Bancária: Utilizada pelas empresas do setor financeiro
(autorizada a funcionar pelo Banco Central), segue padrões fixados pelo próprio
Governo regulados pelo Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro
Nacional (COSIF), visando a unificação dos dados, de modo a agilizar a informações
sobre as atividades das instituições bancárias e financeiras.
Contabilidade Pública: Controla os recursos empregados no
desenvolvimento econômico e social. Pelas particularidades das entidades públicas,
é necessário contabilizar todas as atividades que essas entidades desenvolvem.
Essas atividades visam mais aspectos de desenvolvimento social econômico e não
tem necessariamente o lucro como objetivo. Mas, ao mesmo tempo, sendo difícil de
apurar os resultados do desenvolvimento econômico e social, torna-se necessário um
controle maior dos recursos nele empregados. Esse controle é objetivo da
Contabilidade Pública.

OBJETIVO
É permitir a cada grupo de usuários, a avaliação da situação econômica e
financeira da entidade num sentido estático, bem como fazer referências sobre suas
tendências futuras.

Em síntese: É a ciência que estuda e controla o PATRIMÔNIO das empresas.


O conceito de patrimônio passa pelos bens, direitos e obrigações de uma
empresa ou pessoa física. Para fins contábeis, o termo será constituído apenas por
aquilo que pode ser medido monetariamente.
Assim sendo, o que uma organização possui e aquilo que ela deve são
englobados no patrimônio. O termo está diretamente ligado com a contabilidade, que
estuda, interpreta e registra os fenômenos que atingem uma empresa.
Portanto, o patrimônio é constituído de ativo e passivo. O primeiro diz respeito
a bens e direitos, os quais têm valores positivos. Já o segundo se refere à parte
negativa do patrimônio e aglomera todas as suas obrigatoriedades.
O patrimônio de uma pessoa física é aquele que é passado por meio de
herança.

Qual é a composição do patrimônio?

Os bens e direitos, que estão relacionados com o ativo e as obrigações,


ligadas ao passivo, compõem um patrimônio. Veja os termos definidos de maneira
separada:

Bens: Os bens são tudo aquilo que possui algum valor econômico, e que pode
ser convertido para valor monetário. Eles podem ser classificados de maneiras
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distintas, tais como: bens tangíveis, bens intangíveis, bens móveis e bens
imóveis.

Bens tangíveis – Trata-se daqueles que podem ser tocados, podendo ser
conhecidos por corpóreos ou materiais. Por exemplo: dinheiro, veículos,
equipamentos e terrenos.
Bens intangíveis – São os que não existem fisicamente, porém tem um valor
monetário e são conhecidos por incorpóreos ou imateriais. Exemplos: patentes,
marcas, domínios da internet e ponto comercial.
Bens móveis – Correspondem aos bens concretos e que não estão fixados no
solo, podendo ser mudados sem provocar danos. Por exemplo: máquinas,
utensílios, estoques, animais e dinheiro.
Bens imóveis – Os mesmos podem ser retirados do lugar e não vão provocar
qualquer tipo de dano ao solo ou subsolo. Exemplos: terrenos e as árvores,
edifícios em geral.

Direitos: Os recursos de uma empresa que estão sob a posse de terceiros podem ser
cobrados pela organização. Assim sendo, os direitos dizem respeito àquilo que a
empresa ou pessoa física podem cobrar.
O pagamento de uma venda que foi feita a prazo, por exemplo. Apesar de não possuir
dinheiro, a organização tem o direito de receber pela mercadoria que vendeu.

Obrigações: Ao contrário dos direitos, as obrigações se referem àquilo que uma


empresa ou pessoa física precisa pagar. Financiamentos e empréstimos, as contas
de consumo e os salários dos empregados são exemplos desse conceito.

FINALIDADE

A contabilidade integra hoje, um setor muito importante do conhecimento e


constitui parte do que convencionou chamar: “Sistema de Informação” (um conjunto
articulado de dados, técnicas de acumulação, ajustes e editagens de relatórios que
permite tratar as informações de natureza repetitiva com o máximo possível de
relevância e o mínimo de custo).

Portanto, ela é necessária para suprir todas as informações que resultam em


decisões estratégicas, dispondo de recursos que permitem registrar fatos, levantar
posições e apresentar demonstrações do resultado da gestão das empresas.
A principal finalidade da Contabilidade é permitir um melhor acompanhamento
da evolução dos custos, despesas, receitas e resultado, permitindo uma condução
mais racional e segura dos negócios.

TÉCNICAS
O objetivo da Contabilidade é estudar, analisar e controlar o PATRIMÔNIO,
registrando e informando, através das Demonstrações Financeiras, todas as
ocorrências nele verificadas.

Para isso, compreende quatro técnicas básicas:


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 A escrituração
 As demonstrações contábeis
 A auditoria
 A análise de Balanço

O que é escrituração? É o registro cronológico dos fatos que ocorrem no patrimônio,


dando à Contabilidade características de verdadeira história do patrimônio.
E demonstrações contábeis? São demonstrações expositoras do patrimônio que
seguem técnicas próprias, uma vez que o simples registro dos fatos não constitui
elemento suficiente de informações, mesmo às pessoas versadas em Contabilidade.
E auditoria? É a técnica especializada que os contadores empregam para confirmar
a exatidão dos registros e das demonstrações contábeis.
E análise de balanço? É a técnica de decompor, comparar e interpretar o conteúdo
das demonstrações contábeis, utilizando métodos e processos específicos.

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO 1

01 – Quais são as técnicas contábeis?

02 – Cite pelo menos três usuários da Contabilidade:

03 – Cite pelo menos três campos de atuação da Contabilidade:


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1.2 Conceito de receitas e despesas

Despesas
As despesas decorrem do consumo de Bens e da utilização de serviços.
Na DRE (Demonstração do resultado do exercício), o “Custo das Mercadorias
Vendidas” representa as despesas, embora possa haver confusão em relação à
terminologia empregada. Para o autor Mendes (2012), por exemplo, o correto deveria
ser “Despesas das Mercadorias Vendidas”.

Quadro com exemplos de despesas:

DESPESAS
Salários e encargos de funcionários
Aluguel e IPTU dos imóveis alugados
Contas de consumo (luz, energia e telefone)
Publicidade e Merchandising
Comissões de venda
Transporte, alimentação e assistência médica dos funcionários
Materiais de limpeza consumidos (sabões, desinfetantes, vassouras, detergentes)
Café, açúcar, guardanapos, papel higiênico
Materiais de expediente consumidos (canetas, papéis, cartuchos de tintas para
impressora, impressos, etc.
Seguros

 Impostos e Contribuições
 Imposto de Renda (IR)
 Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
 IPTU
 IPVA
Fonte: Ribeiro, (2015).

Diferenças entre despesas e custos


Este assunto será fartamente estudado em Contabilidade de Custos; aqui será
dada apenas uma diferenciação no tratamento de custo e despesa.

Numa indústria custo significa todos os gastos na fábrica (produção): matéria-prima,


mão de obra, energia elétrica, manutenção, embalagem etc. Despesa significa os
gastos no escritório, seja na administração, seja no departamento de vendas, seja no
departamento de finanças.

Assim, o aluguel pode ser tratado como despesa ou custo: tratando-se de aluguel
referente ao prédio da fábrica, será considerado custo; tratando-se de aluguel
referente ao prédio do escritório (administração), será considerado despesa.
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Fonte: Pozo (2017).

A depreciação também pode ser tratada como custo ou despesa. Tratando-se


de depreciação de bens da fábrica (máquinas, equipamento, ferramentas...), será
considerada custo; tratando-se de depreciação de bens de escritório (móveis e
utensílios, instalação...), será considerada despesa.

Despesas operacionais
As despesas operacionais são as necessárias para vender os produtos, administrar a
empresa e financiar as operações. Enfim, são todas as despesas sacrificadas para a
manutenção da atividade operacional da empresa. Os principais grupos de Despesas
Operacionais são especificados a seguir:

a) Despesas de vendas: Abrangem desde a promoção do produto até sua colocação


junto ao consumidor (comercialização e distribuição). São despesas com o pessoal
da área de venda, comissões sobre vendas, propaganda e publicidade, marketing,
estimativa de perdas com duplicatas derivadas de vendas a prazo (provisão para
devedores duvidosos) etc.

b) Despesas administrativas: São aquelas necessárias para administrar (dirigir) a


empresa. De maneira geral, são gastos nos escritórios que visam à direção ou à
gestão da empresa. Podem ser citados como exemplos: honorários administrativos,
salários e encargos sociais do pessoal administrativo, aluguéis de escritórios,
materiais de escritório, seguro de escritório, depreciação de móveis e utensílios,
assinaturas de jornais etc.

c) Despesas financeiras: São as remunerações aos capitais de terceiros, tais como:


juros pagos ou incorridos, comissões bancárias, descontos concedidos, juros de mora
pagos etc. As despesas financeiras devem ser compensadas com as Receitas
Financeiras (conforme disposição legal), isto é, estas receitas são deduzidas daquelas
despesas.
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As receitas de natureza financeira são as derivadas de juros ganhos nas aplicações


financeiras, juros de mora recebidos, descontos obtidos etc.

Receitas
As Receitas decorrem da venda de Bens e da prestação de serviços. Ela é
refletida no balanço através da entrada de dinheiro no Caixa (Receita a Vista) ou
entrada em forma de direitos a receber (Receita a Prazo) - Duplicatas a Receber.

Existem em número menor do que as Despesas, sendo as mais comuns


representadas pelas seguintes contas:

RECEITAS
Venda de Mercadorias
Prestação de Serviço
Financeiro (juros de aplicações)
Aluguéis
Descontos obtidos

1.3 Principais custos logísticos (seguro, manutenção, depreciação,


etc.
Neste tópico você entenderá qual é a relação entre as atividades típicas da
logística e os custos associados a estas atividades.
Você também conhecerá o conceito e os principais custos logísticos e
perceberá a relevância dos profissionais de logística buscarem se aprofundar sobre
este tema. O entendimento dos custos logísticos e de seus componentes tem como
ponto de partida a identificação das atividades que compõem as operações de
logística de uma organização.

Custo de Transportes
O transporte é responsável por todo e qualquer atividade econômica, sem ele,
não há desenvolvimento em uma cidade, região ou país. Para se comprar uma roupa,
por exemplo, o algodão teve que ser levado à fábrica de tecidos. Posteriormente, foi
transportado ao local de confecção de roupas, para então estar disponíveis em lojas.
Como se pode perceber o transporte está intimamente ligado às diversas atividades.
Sendo assim, transporte é um meio que viabiliza de forma econômica os
deslocamentos para satisfação de necessidades pessoais ou coletivas, sendo que, os
maiores benefícios produzidos são a mobilidade e acessibilidade.
O transporte é o principal responsável pela movimentação de um fluxo material,
de forma eficaz e eficiente, desde um ponto fornecedor até um ponto consumidor. Por
isso, é o responsável pela grande parcela dos custos logísticos dentro da maioria das
empresas e possui participação significativa no PIB (VALENTE, et al. 2016).
Podemos dividir os custos operacionais do transporte em duas categorias:
Custos Fixos e Custos Variáveis.
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Custos Diretos e Fixos: Não variam em função do nível de atividade da empresa


ou grau de utilização do equipamento e geralmente são calculados mensalmente.
Fazem parte desse grupo:
 Depreciação;
 Salário do motorista;
 Licenciamento;
 Seguros.

Custos Diretos Variáveis: Variam de acordo com a utilização.


Fazem parte desse grupo:
 Combustível;
 Peças e acessórios de manutenção;
 Lavagem;
 Lubrificantes;
 Pneus.

Vamos aprender a calcular alguns custos diretos fixos e custos diretos


variáveis.

Custo mensal de depreciação: Calcula a desvalorização de um veículo e em


determinado período. Pode ser obtido a partir da seguinte fórmula:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Exercícios de aprendizagem.

1. Um veículo cujo valor de aquisição seja de R$ 120.000,00 e que ao final de 3


anos possua um valor de R$ 60,000.00, terá como custo de depreciação
mensal o valor de?
17

2. A transportadora ALPHA fez a aquisição de um veículo carreta pelo valor de


110.000,00. Geralmente a transportadora fica apenas 3 anos com cada veículo
e após esse período vendeu por R$ 55.000,00. Qual foi o custo mensal de
depreciação?

Salário do motorista: Valor mensal pago ao(s) condutore(s) do veículo.


Pode ser obtido a partir da seguinte fórmula:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Exercícios de aprendizagem.
1. Um motorista cujo salário mensal seja de R$ 1.800,00 e os encargos sociais e
trabalhistas correspondam a 77% Qual é o custo fixo total?

2. A empresa ALPHA para atender a região metropolitana de Goiânia, contratou


mais um motorista cujo o salário mensal é de R$ 1.500,00 e os encargos sociais
e trabalhistas correspondem a 32%. Qual o custo total desse novo motorista?
18

Licenciamento do veículo: Custos diretos fixos relacionados a taxas, impostos


e seguros, fracionados ao longo de 12 meses.
Pode ser obtido a partir da seguinte fórmula:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Exercícios de aprendizagem.

1. A empresa ALPHA pagou de licenciamento R$ 3.200,00 referente a impostos


e taxas e R$ 6.200,00 de seguro anual. Qual é o custo direto fixo mensal?

2. A empresa ALPHA quer saber qual será o custo de licenciamento se fizer a


aquisição de 10 veículos urbanos para atender a demandas do canal de vendas
do e-commerce. Sabemos que todos os veículos são iguais e a taxa de
licenciamento de cada veículo é de R$ 1.350,00, mas a taxa anual de 1.900,00
para cada veículo. Qual será o custo mensal total direto fixo de licenciamento
que a empresa ALPHA terá se fizer a aquisição?
19

CUSTOS DIRETOS VARIÁVEIS DE TRANSPORTE

São os custos com peças, acessórios e material de manutenção. Calcula-se


tendo como base a distância percorrida pelo veículo. De acordo com a Associação
Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística, 2014), os custos com
peças podem representar 1% do valor do veículo.

O Custo de Manutenção, pode ser obtido a partir da seguinte fórmula:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Exercícios de aprendizagem.

1. Um dos veículos da empresa ALPHA cujo valor de venda é de R$ 115.000,00


sem os pneus, percorreu uma distância de 15.000 km e possui uma estimativa
de custos com peças de 1% do valor do veículo. Qual o custo de manutenção
deste veículo?

2. João precisa de ajuda para calcular o custo de uma carreta. João sabe que o
valor de venda da carreta é de R$ 430.000,00 sem os pneus, e esse veículo
percorreu 20.000 km e possui como estimativa de custos com peças de 1%
sobre o valor do veículo. Ajude João a calcular o custo de manutenção deste
veículo.
20

Custo com Combustível: Corresponde a custo por quilômetro rodado.


Pode ser obtido a partir da seguinte fórmula:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Exercícios de aprendizagem.

1. Um veículo ducato da empresa ALPHA possui autonomia de 12 km/l e o


preço do combustível é de R$ 4,90/l. Calcule o custo de combustível.
Observação: (l = por litro).

2. Um caminhão possui autonomia de 6 km/l e o preço do combustível é de R$


3,59. Esse veículo foi no Distrito Federal para fazer entregas e no retorno
para a ALPHA identificou-se que foi percorrido um total de 590 km. Qual o
custo total de combustível desse veículo.

Custo de Lavagem do veículo: Corresponde a limpeza do veículo por km


percorrido.
Pode ser obtido a partir da seguinte fórmula:
21

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Exercícios de aprendizagem.
1. Um caminhão baú percorreu 10.000 km e no retorno passou por uma lavagem
completa que é no valor de R$ 250,00. Qual foi o custo de lavagem deste
veículo?

2. A empresa ALPHA possui em seu CD no estado de Goiás um total de 50


veículos. Sabendo que o valor da lavagem é de R$ 250,00 e os veículos
percorrem 10.000 km por semana. Ao retornarem vão para o lava-jato todo
sábado de cada mês. Qual o custo semanal de lavagem da empresa ALPHA?

Custos com lubrificação: corresponde a lubrificações internas do motor e da


transmissão do veículo que é composta por diferencial e câmbio. Geralmente a
lubrificação ocorre a cada 1.000 km percorrido.

O custo de lubrificação do motor pode ser obtido a partir da seguinte fórmula:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.


22

Exercícios de aprendizagem.

1. Um veículo cujo cárter tenha uma capacidade de 12 l, que possua uma


necessidade de troca total após 4.500 km rodados, realizando troca parciais de
1,5 l a cada 1.000 km. Calcule o custo de lubrificação.
Considere que o preço do óleo lubrificante do motor (R$ / l ) = R$ 10,60.

2. A ALPHA possui uma carreta volvo FH500 cujo cárter tem capacidade de 33 l,
e possui uma necessidade de troca total após 10.000 km rodados. A troca
parciais de 2,5 l, ocorre a cada 2.000 km rodados. Considere que o preço do
óleo lubrificante é igual a R$ 15,00 (R$ / l), teremos um custo total de?

O custo de lubrificação da transmissão pode ser obtido a partir da seguinte


fórmula:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Exercícios de aprendizagem.
1. Se considerarmos um veículo cuja capacidade de acondicionamento de óleo
diferencial e câmbio seja de 3,50 l, e considerando a troca a cada 15.000 km rodados.
O preço do óleo de diferencial e câmbio (R$ / l) = R$ 13,60.
23

Calcule o custo de lubrificação da transmissão deste veículo.

2. Um caminhão da empresa ALPHA possui capacidade de acondicionamento de óleo


diferencial e câmbio de 4,50 l, e a troca ocorre a cada 18.000 km rodados. O preço do
óleo de diferencial e câmbio (R$ / l) = R$ 14,50.
Calcule o custo de lubrificação da transmissão deste veículo.

Observação importante: O custo total de lubrificação do veículo corresponderá a


soma de custo de lubrificação do motor mais custo de lubrificação da transmissão.

Custo com pneus: Compreende o custo de troca e/ou aquisição de pneu tendo
como base o km rodado, considerando alguns elementos, como: preço do pneu novo,
protetor dos pneus, recauchutagens, número de pneus do veículo e vida útil do pneu.

Pode ser obtido a partir da seguinte fórmula:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.


Exercícios de aprendizagem.
1. A empresa ALPHA possui vários veículos. Um dos veículos possui os seguintes
parâmetros:
- Preço do pneu = R$ 750,00
- Preço da recauchutagem = R$ 200,00
- Quantidade de pneus no veículo = 4
- Probabilidade de perda do pneu = 7%
- Vida útil do pneu = 80.000 km.
24

Calcule o custo de pneu.

2. Um caminhão da empresa ALPHA, possui os seguintes parâmetros:


- Preço do pneu = R$ 1.779,00
- Preço da recauchutagem = R$ 350,00
- Quantidade de pneus no veículo = 14
- Probabilidade de perda do pneu = 7%
- Vida útil do pneu = 90.000 km.

1.4 Demonstração de Resultados.

A demonstração contábil que possui como objetivo a evidenciação do resultado


do período é a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
Apresenta a dinâmica dos resultados obtidos nas operações ao longo de um
período, mostrando se houve lucro ou prejuízo e como se chegou a esse resultado.
É um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado
período, geralmente de 12 meses. Das receitas subtraem-se as despesas e indica-se
o resultado: lucro ou prejuízo.
25

Segue uma representação gráfica do descrito acima:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

De forma básica, a demonstração de resultado do exercício, pode ser obtida através


da estrutura:

RECEITAS R$
Despesas de salários
-
Despesas com depreciação
-
Despesas financeiras
-
Lucro antes do imposto de Renda
=
Imposto de renda
-
26

Lucro Líquido
=
Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Exercícios de aprendizagem.

1. Ajude João a fazer a DRE da empresa J&P que teve como receita de vendas no
ano de 2020 o valor de R$ 1.000.000,00. Teve como despesas de salários o valor de
R$ 250.000,00 e despesas com depreciação o valor de R$ 200.000,00 e despesas
financeiras o valor de R$ 150.000,00. Qual foi o lucro líquido da J&P?

UNIDADE II – Contabilidade aplicada à Logística

2.1 Conceito de inventário e tipos

Martins (2006) o define como sendo a contagem física dos itens de estoque.
Esta atividade é típica e necessária em qualquer tipo de negócio. A dinâmica é
comprar itens, receber itens e vender itens, sendo que as sobras devem ser
quantificadas e conferidas.
A acuracidade dos estoques é fundamental para minimizar riscos de perdas,
medir o desempenho dos responsáveis e aumentar o nível de serviço.

2.2 Inventário periódico: É assim chamado quando a conferência é feita em


determinados períodos, normalmente ocorre nos finais dos exercícios fiscais ou duas
vezes ao ano. O mais comum é que ocorra no final de ano ou no começo do ano
seguinte, quando são conferidos todos os itens de estoque.

A realização do inventário físico periódico geralmente interrompe o processo produtivo


em uma indústria ou as vendas em uma loja, em função disto, um inventário periódico
deve demorar o menor tempo possível para ser realizado, geralmente cerca de dois
ou três dias ou um final de semana ou em dias de feriados. Na ocasião da contagem,
uma força tarefa constituída de um certo contingente de funcionários é montada
exclusivamente para este fim.

2.3 Inventário Rotativo: Esse tipo de inventário cria meios para que, no decorrer
de um ano, todos os itens sejam contados pelo menos uma vez e faz com que, durante
27

todo o ano, haja itens sendo contados. Esta rotatividade na conferência possibilita
haver regras diferentes para cada tipo de item, de acordo com sua importância, como,
por exemplo, levar em consideração a classificação ABC.

2.4 Inventário Cíclico: Uma outra forma de inventário físico, consiste em contar
uma pequena quantidade de itens de estoque todos os dias de forma a não
interromper as atividades da empresa nem ser apanhado de surpresa pela
necessidade de um grande ajuste de estoques, na maioria das vezes, para uma
quantidade inferior à apresentada pelos registros do sistema, demonstrando um
patrimônio inferior que deverá ser justificado em reunião de conselho.

2.5 Acurácia de estoques


Acurácia é o grau de exatidão dos estoques. Imagine que o fluxo normal é
comprar – receber – vender e, se compramos 1000 e vendemos 800, teriam que
sobrar 200 unidades. O grau de acurácia é o quanto o estoque físico real está próximo
de 200 unidades.
O cálculo da acurácia deve ocorrer após o inventário físico, e pode ser feito da
seguinte maneira:

Fonte: Silva et.al., 2018. Novaes, 2000.

Exemplo: A empresa ABC, após três meses de operação, decide fazer seu
primeiro balanço pelo método rotativo. Como a tabela a seguir mostra,
houve divergência em alguns itens:

Barboza et. al (2012).

2.6 Método UEPS e PEPS;


Na contabilidade o método escolhido serve para simplificar a apuração do valor
em estoque (ativo circulante), uma vez que em um determinado período o mesmo
produto pode ter várias entradas e saídas do estoque de lotes, e preço de compra
diferentes motivado por vários fatores que podem fazer variar o preço de aquisição
entre uma compra e outra, como o custo do transporte, aumento da matéria prima,
cotação do dólar para produtos importados, inflação e etc...
28

PEPS / FIFO

PEPS: Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair


FIFO: First In, First Out

O termo FIFO vem do inglês FIRST IN FIRST, também conhecido em português


como PEPS (PRIMEIRO QUE ENTRA PRIMEIRO QUE SAI).
Esta metodologia de custeio também é aceita pela legislação e prega que cada
entrada de material gere um lote de custo com a quantidade e valor.
À medida que as saídas vão ocorrendo, os lotes são baixados, sempre pela
ordem de entrada; ou seja, quem entrou primeiro sai primeiro.

Exemplo.

Fonte: Duarte (2016).

UEPS: Último a Entrar é o Primeiro a Sair (UEPS).


No caso de produtos não perecíveis e principalmente se o estoque gira
extremamente rápido e ainda não há grandes oscilações nos custos, pode‑se utilizar
o método UEPS, prática normal em grandes armazéns, pois favorece o rápido
manuseio e o picking (separação) dos produtos.

Fonte: Duarte (2016).

2.7 Giro de estoques, exercícios

O giro de estoque ou rotatividade é a quantidade de vezes que o estoque gira


ao ano. É interessante para a empresa saber em quanto tempo isso acontece,
configura‑se o giro do capital que ela investiu para essa finalidade.
Quanto maior o giro, melhor para a empresa, pois isso significa que ela possui
uma boa gestão de estoques e que trabalha com o essencial para atender à demanda.
É uma forma de avaliar o capital investido em estoque, comparando com o custo das
vendas anuais (R).
29

Para calcular a rotatividade, é preciso saber duas informações: o valor dos


estoques (E) – seja em volume monetário ou em quantidade – e o custo de vendas
anuais (CV), que representa o valor anual das vendas sem a mão de obra e as
despesas gerais.

Os custos de vendas são divididos pelo volume dos estoques. A fórmula é:

R = rotatividade ou giro do estoque


CV = Custo de Vendas
E = Valor dos Estoques

Exercício de aprendizagem:
Exercício 1. A empresa J&P teve como resultado de vendas (faturamento anual) um
total de R$ 360.000,00, dos quais os custos de vendas foram de R$ 240.000,00. Para
esse resultado, ela investiu em estoques (matéria‑prima, material auxiliar,
manutenção, e produto acabado) um montante de R$ 60.000,00 e seu lucro foi de R$
50.000,00. Responda qual a rotatividade de estoque?

Exercício 2. Um distribuidor de vinho mantém estoque de três tipos de vinho: Chateau


A, Chateau B e Chateau C. Os níveis de estoque atuais são 500 unidades do Chateau
A, 300 unidades do Chateau B e 200 unidades do Chateau C. O quadro 1 mostra o
número de cada um mantido em estoque, seu custo por item e a demanda por ano
para cada um.
30

2.1 calcule o valor total dos estoques?


Fórmula: Valor total de estoque = ∑ (Nível médio de estoque x custo por item).

2.2 supondo que a empresa venda 50 unidades do Chateau A por ano, qual é a
cobertura de estoque da empresa?
Fórmula:

2.3 qual o giro de estoque para o item Chateau A?


Fórmula:
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REFERÊNCIAS
Endeavor. (2015). Disponível em: <https://endeavor.org.br/financas/patrimonio/>.
Acesso em: 04 abr. 2021.

Guia do TRC. (2021). Disponível em: <


http://www.guiadotrc.com.br/economia/encsociaisnotrc.asp >. Acesso em: 10 abr.
2021.

Guia do TRC. (2016). Disponível em: <


http://www.guiadotrc.com.br/noticiaid2.asp?id=32456 >. Acesso em: 10 abr. 2021.

BARBOSA, et. al. Planejamento e Controle de Estoques. ed. 1. 156 p. (2012).

SLACK, L. et. al. Administração da Produção. 2. ed. Editora Atlas. 747 p. (2002).

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