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19/08/2020

Introdução à Patologia
Geral
Profa. MsC. Michelle Carvalho de Abreu

Cursos: Odontologia e Enfermagem

Self Made Man (homem construído por si


mesmo) de autoria de Bobbie Carlyle

A imagem representa o homem


que esculpe a si mesmo a partir da
pedra bruta da qual ele surge e se
constitui, existe

Nos lapidamos e somos lapidados


no processo de viver

Conhecimento é Poder

• Francis Bacon
século XVI

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“Saúde é o estado de
completo bem-
bem-estar físico,
mental e social e não
apenas a ausência de
doença.” OMS,1948

Entre os inúmeros fatores determinantes da


condição de saúde, incluem-se os
condicionantes biológicos (idade, sexo,
características pessoais eventualmente
determinadas pela herança genética).

Fatores Determinantes da Condição de Saúde

Indivíduo

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Entre os inúmeros fatores determinantes da condição de saúde,


incluem-se o meio físico (que abrange condições geográficas,
características da ocupação humana, fontes de água para consumo,
disponibilidade e qualidade dos alimentos, condições de habitação).

Doença (do latim dolentia, padecimento) designa em medicina e


outras ciências da saúde um distúrbio das funções de um órgão,
da psiqué ou do organismo

Sintoma é qualquer alteração da percepção


normal que uma pessoa tem de seu próprio
corpo, do seu metabolismo, de suas sensações,
podendo ou não consistir-se em um indício de
doença

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Sinais da doença são as alterações


percebidas ou medidas por outra pessoa,
geralmente um profissional de saúde

A patologia é a ciência que estuda as


doenças e procura entendê-las.
A patologia se devota ao estudo das alterações estruturais e
funcionais que ocorrem nas células, nos tecidos e órgãos
decorrentes de doença.

A patologia tenta explicar a causa e o motivo dos sinais e


sintomas que os pacientes manifestam.

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• Patologia Geral: estuda as reações básicas das


células e dos tecidos aos estímulos anormais que
caracterizam as doenças.
• Patologia Especial: estuda as doenças em
particular. É a patologia dos especialistas. Estuda a
resposta de órgãos e tecidos especializados a
estímulos moderadamente definidos.

Consequências
funcionais Etiologia

Alterações
morfológicas Patogenia

Etiologia
Origem grega etio : causa; logia: estudo de
Causa da doença:
Causa endógena ou genética
Causa exógena ou adquiridos.
Fatores genéticos estão claramente envolvidos em afecções ambientais
(câncer).
Causa desconhecida

Louis Pasteur

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Etiopatogenia das Lesões

• Hipóxia e anóxia;
• Isquemia;
• Radicais livres;
• Alterações metabólicas;
• Febre;
• Agentes físicos;
• Vírus e bactérias.

Patogenia: sequencia de eventos da resposta das células ou dos tecidos ao agente


etiológico, desde o estímulo inicial até a expressão final da doença em si.

A patologia tenta explicar a causa e o motivo dos sinais e


sintomas que os pacientes manifestam.

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• Patologia Geral: estuda as reações básicas das


células e dos tecidos aos estímulos anormais
que caracterizam as doenças.
• Patologia Especial: estuda as doenças em
particular. É a patologia dos especialistas. Estuda
a resposta de órgãos e tecidos especializados a
estímulos moderadamente definidos.

Consequências
funcionais Etiologia

Alterações
morfológicas Patogenia

Etiologia
Origem grega etio : causa; logia: estudo de
Causa da doença:
Causa endógena ou genética
Causa exógena ou adquiridos.
Fatores genéticos estão claramente envolvidos em afecções ambientais
(câncer).
Causa desconhecida

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Patogenia: sequencia de eventos da resposta das células ou dos tecidos ao agente


etiológico, desde o estímulo inicial até a expressão final da doença em si.

Alterações morfológicas
Áreas avermelhadas no centro devido a perda das
papilas filiformes

Desordens funcionais

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CONCEITOS FUNDAMENTAIS EM PATOLOGIA


O cerne da Patologia é formado por 4 componentes da
doença:

• 1) causa/etiologia
• 2) mecanismos de seu desenvolvimento (patogenia)
• 3) alterações estruturais induzidas nas células e órgãos
(alterações morfológicas)
• 4) consequências funcionais das alterações morfológicas
(significado clínico)

O termo Patologia Geral também é usado para


descrever a prática da patologia clínica e da anatomia
patológica.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS EM PATOLOGIA

Etiologia - Parte da patologia que se atém às causas das


lesões;

Patogenia - Parte da patologia que se atém ao mecanismo


de formação das lesões;

Morfopatologia - Parte da patologia que se atém às


características macro e microscópicas das lesões.

Fisiopatologia - Parte da patologia que se dedica ao estudo


das alterações da função de órgãos lesados.

BIÓPSIA

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Biópsia

Tipos de Biópsias

• Citologia Oral ou Esfoliativa;


• Punção por Agulha Fina;
• Biópsia Incisional;
• Biópsia Excisional.

Biópsia Incisional

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Biópsia Incisional

Consiste na retirada de uma parte ou amostra


representativa da lesão e conseqüente avaliação
histopatológica deste tecido!

Biópsia Incisional
Princípios
• Remoção de áreas representativas da lesão;
• Alterações teciduais completas;
• Extensão aos tecidos normais nas bordas da lesão;
• Evitar tecidos necrosados;

• Incluir volume adequado de tecido alterado;


• Incisões em cunha, mais profundas do que extensas
em largura!

Biópsia Incisional
Indicações

• Lesões muito extensas;


• Lesões com características
diferentes em sua extensão;
• Suspeita de malignidade!

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Biópsia Excisional

Biópsia Excisional
Indicações
Remoção total da lesão no momento da
intervenção cirúrgica para diagnóstico!
• Lesões menores que 1 cm com aspecto benigno no exame
clínico;
• Ou qualquer lesão que possa ser removida completamente
sem mutilar o paciente;
• Lesões pedunculadas;
• Lesões pigmentadas pequenas;
• Lesões vasculares pequenas.

Citologia Esfoliativa
Auxiliar na detecção de neoplasias de origem

epitelial;

95% das neoplasias orais são de origem

epitelial!

Não substitui biópsias incisionais e excisionais,

pelo grande número de resultados falso-negativo;

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Citologia Esfoliativa
Indicações
• Doenças com morfologia celular específica, como
diagnóstico complementar,

• Controle pós-radioterapia;

• Detecção de recidivas pós excisão cirúrgica de alguns


tumores malignos;

• Diagnóstico de lesões suspeitas em pacientes com grande


risco cirúrgico;

Citologia Esfoliativa
Técnica
Raspar a lesão firmemente com espátula metálica ou abaixador de
língua;
Espalhar uniformemente o material obtido sobre uma lâmina de
vidro;
Fixar imediatamente
Álcool absoluto;
Enviar ao laboratório de patologia para coloração e avaliação
microscópica, juntamente com ficha constando os dados do
paciente.

Citologia Esfoliativa
Resultados - Papanicolaou
• Classe 0: material inadequado para exame;
• Classe I: células normais;
• Classe II: células atípicas, sem evidência de malignidade;
• Classe III: células sugestivas, mas não conclusivas de
malignidade;
• Classe IV: células fortemente sugestivas de malignidade;
• Classe V: citologia conclusiva de malignidade;

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Citologia esfoliativa

PUNÇÃO ASPIRATIVA
POR AGULHA FINA
(PAAF)

Punção aspirativa com agulha fina (PAAF)

• Remoção de pequenos fragmentos de tecido com


agulha de fino calibre e avaliação histopatológica
deste tecido;
• Pouca relevância dentre as biópsias da cavidade
bucal;
• Pouca quantidade de material obtido para análise;
• Indicada para lesões profundas e de difícil acesso
(glândulas salivares- parótida)

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PAAF

Encaminhar ao laboratório

• Peça fixada em formol à 10% (com fragmento de


tecido ósseo);
• Ficha de biópsia adequadamente preenchida;
• Resultado da punção aspirativa;
• Exames por imagem;
• Aguardar o laudo;
• Consulta pós-operatório (proservação);

Biópsia

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DATA DA COLETA
FORMOL a 10%
NOME DO PACIENTE

Encaminhamento do material para o


laboratório
Ficha com dados pessoais e clínicos do paciente.
Exames complementares (radiografias, tomografias,
exames sorológicos ...)
Descrição clínica da lesão
Hipóteses de diagnóstico

Encaminhamento do material para


o laboratório
• Encaminhar ao laboratório
• Peça fixada em formol à 10% (com fragmento de
tecido ósseo);
• Ficha de biópsia adequadamente preenchida;
• Resultado da punção aspirativa;
• Exames por imagem;
• Aguardar o laudo;
• Consulta pós-operatório (proservação);

Exame Histopatológico

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Anatomia Patológica / Patologia


Morfológica
Estudo da doença por métodos morfológicos (anatomia e
histologia).
Auxiliar no diagnóstico da doença.

Diagnóstico anatomopatológico:

Através de peça cirúrgicas e fragmento de tecido


retirados do doente inicia-se o exame macro e
microscópico.
• Biópsia (bios: vida/ opsis:ver)
• Necropsia (nekros: morto)

Resultado do exame anatomopatológico


É subdividido em 3 partes:
•1) Macroscopia:
Exame a olho nú de peça
cirúrgica, biópsia ou de órgãos
obtidos durante a necropsia.

É a partir deste exame que o


patologista escolhe as áreas a
serem examinadas à
microscopia.

A peça é medida, avaliada


sua consistência, coloração,
textura, bordas, superfície

Resultado do exame anatomopatológico

É subdividido em 3
partes:

• 2) Microscopia: descrição
histológica do tecido.

•3) Diagnóstico histológico

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Análises teciduais
Profa. MsC. Michelle Carvalho de Abreu

Cursos: Odontologia e Enfermagem

O que é Histologia?

• Estudo da anatomia microscópica de células e tecidos de plantas e animais, e


de como essas estruturas se organizam para constituir os diferentes órgãos.

• É através do estudo comparativo de tecidos saudáveis e patológicos que


podemos realizar uma série de diagnósticos.

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CONCEITOS HISTOLÓGICOS:
• TECIDO: conjunto de células com mesma origem embrionária
e mesma função geral;
• CONSITUIÇÃO DOS TECIDOS: células + matriz extracelular
• CORTE HISTOLÓGICO: fixação(Química/Física) do tecido na lâmina e processo de
coloração.
• FIXAÇÃO – INCLUSÃO – COLORAÇÃO
• HEMATOXILINA: NÚCLEO (VIOLETA/AZUL)
• EOSINA: CITOPLASMA (VERMELHO/ROSA)

Grupos de tecidos:
Epitelial: reveste o corpo externamente e internamente, além de
formar o tecido glandular e ajudar no revestimento
Conjuntivo: preenchimento e sustentação do corpo ( adiposo,
cartilaginoso, hematopoiético, osséo)
Muscular
Nervoso: neurônios e células da glia

TECIDO EPITELIAL

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TECIDO EPITELIAL

TECIDO CONJUNTIVO
• Característica básica: presença de grande quantidade de
substâncias entre as células, denominada matriz
extracelular.
Mergulhados nessa matriz, encontram-se diversos tipos de proteínas e de
outras substâncias, diferenciando os tipos de tecidos conjuntivos

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Questões contextualizadas
• 1. “Paciente do sexo feminino, leucoderma, com 55 anos de idade, compareceu à clínica
de odontotologia com queixa principal de ‘bolinha na bochecha’. Relatou que percebeu a
lesão há seis meses, tendo aumentado pouco de tamanho e sem apresentar dor. Ao
exame físico intrabucal observou-se um nódulo pedunculado de, aproximadamente, 1,0
cm de diâmetro, localizado na mucosa jugal esquerda (bochecha), de cor rósea, com
limites definidos, base séssil, fibroelástica à palpação e com superfície lisa.”
• Com base na descrição da lesão, qual o tipo de procedimento mais indicado para esta
paciente para que se obtenha um diagnóstico e quais etapas devem ser seguidas após o
procedimento?
• 2)Durante o exame da cavidade oral, a retirada de um tecido, ou de parte dele, para
exame de diagnóstico deve ser realizada somente se não for possível obter o
diagnóstico definitivo da lesão utilizando-se outras modalidades de avaliação.
Considerando essa informação, ao se deparar com uma ulceração bucal, medindo 0,8
mm, em paciente com histórico de câncer bucal submetido a cirurgias extensas e à
radioterapia, o cirurgião, ao fazer o controle, realiza a retirada dessa ulceração por
a) biópsia excisional. b) raspagem .
c) citologia esfoliativa. d) punção aspirativa.

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