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Conceitos de fotogra/a, equivalência e


muito mais…
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Mar 31, 2018 · 28 min read

Vamos direto ao ponto: este artigo não será muito simples de entender e
nele vou abordar uma série de conceitos relacionados à fotogra4a que
são importantes para qualquer pessoa que queira operar uma câmera.
O objetivo aqui é além de abordar e explicar diversos termos e conceitos,
desmontar alguns “erros” básicos que são ensinados por aí.

Separei o artigo em tópicos explicando cada termo ou conceito e no >m


abordarei o tema principal que é a equivalência entre os sensores e lentes.
Vamos lá!

Tamanho de sensores:

Sensor full frame:

O sensor de uma câmera pode ter diversos tamanhos sendo conhecido


como full frame o sensor que possui 36mm x 24mm. Este sensor é tomado
como referência para o tamanho dos outros sensores.

Adendo 28/03/2020 – Hoje já existem sensores maiores do que os ditos


“full frame”. Estes serão no futuro a referência para “full frame” assim como
os sensores super35 já foram um dia.

Imagem 1: Tamanhos diferentes de sensor e seus fatores de corte (crop factor).

Sensor “cropado”, fator de corte (crop factor):

Sensores menores que os full frames são considerados sensores “cropados”.


Ou seja, são sensores onde a imagem >nal será uma parte da imagem >nal
de um sensor full frame, um corte do que seria a mesma imagem em um
sensor full frame. Este corte é chamado de fator de corte (“crop factor” em
inglês) e é de>nido pelo quanto menor é o sensor em relação aos sensores
full frame.

É importante entender que não há nenhum tipo de “zoom” na imagem


quando cropamos a mesma. O que há é um corte de parte da imagem. É
bem comum as pessoas confundirem o “crop” com um “zoom” na imagem.
Então vamos entender de uma vez por todas que não ocorre nenhum tipo
de “zoom” na imagem/enquadramento quando usamos um sensor
cropado.

Para exempli>car como saber o fator de corte de uma câmera, podemos


pegar os alguns sensores Micro Four-Thirds (Micro quatro-terços, Micro 4/3
ou ainda M43) que possuem exatamente metade do tamanho dos sensores
full frames e logo seu fator de corte é de 2x, duas vezes menor que o full
frame. Mas vale destacar que não necessariamente um sensor Micro 4/3 vai
ter um fator de corte de 2x, ele pode ter diversos tamanhos diferentes que
irão gerar diversos fatores de corte diferentes.

Existem sensores de vários tamanhos com fatores de corte de 1.5x, 1.6x,


2.39x e assim por diante. Quanto menor o sensor maior o fator de corte.

Tamanho de sensor importa?

Essa pergunta é bem comum no meio. Muita gente discute a inTuência do


tamanho de um sensor, tanto na capacidade de captar luz quanto na
questão da profundidade de campo.

Quanto a profundidade de campo, como veremos durante o artigo,


visualmente não vai fazer diferença alguma se você utilizar a equivalência
correta. Se você for fazer uma análise matemática, microscópica e etc, você
encontrará diferenças, mas para o trabalho em geral, não. As diferenças
visuais serão mínimas e descartáveis. Mais a frente vamos entender que o
que faz a percepção de profundidade de campo mudar não é o
tamanho do sensor e sim o tamanho dos fotosites (que vão formar os
pixels), e fora o fato de que um sensor maior pode ter um fotosite menor e
vice-versa, também tem a questão de que estamos falando de algo com
tamanho na casa dos mícrons, sendo assim essa variação de tamanho que
vai ocorrer de um sensor para outro é muito pequena e como já dito,
praticamente imperceptível. Normalmente um sensor maior vai ter fotosites
maiores o que signi>ca ter pixels maiores e logo teremos uma diferença na
profundidade de campo pois menos coisas parecerão nítidas o su>ciente
para estarem em foco devido ao tamanho dos pixels. Falando assim parece
complicado de entender, mas mais a frente vamos estudar o círculo de
confusão, os fotosites e os pixels e tudo >cará mais claro.

Para facilitar, como visto no vídeo da FStoppers (que está linkado no >m do
artigo) temos aqui duas imagens, uma feita com uma câmera Full frame e
outra feita com uma câmera Micro 4/3 com fator de crop de 2x, ou seja,
sensores bem diferentes no tamanho. Ambas as imagens foram feitas com
a exata mesma lente, na mesma distância focal, com a exata mesma
abertura, ISO, shutter e etc. Ambas as câmeras estavam na exata
mesma posição, o objeto (o rapaz na foto) também na exata mesma
posição, ou seja, a distância entre o objeto, a câmera e o fundo é a mesma
nas duas imagens. Resumindo, tudo igual.

Imagem 2-A: Full frame à esquerda e sensor M4/3 à direita.

Bom, um olhar apurado na imagem 2-A à cima, já consegue perceber que a


profundidade de campo em ambas as fotos é a exatamente a mesma e logo
o tamanho do sensor não afetou a profundidade de campo (DoF — Depth of
Field). Aí alguns vão argumentar que precisa fazer o mesmo
enquadramento pra fazer o comparativo. Certo, podemos fazer o
enquadramento, mas ao invés de levar a M4/3 até a full frame, porque não
fazer a coisa mais simples e lógica e trazer a full frame até a M4/3
simplesmente cropando a imagem da full frame como visto à seguir na
imagem 2-B.

Imagem 2-B: Diferentes tamanhos de sensor, nas mesmas conFgurações, mesma lente, mesmo comprimento focal,
mesma abertura e claro, mesma profundidade de campo.

Agora >ca bem claro que a profundidade de campo é exatamente a mesma.


O “bokeh” também está bem próximo, praticamente igual, mas isso é outro
assunto que veremos mais à frente no artigo. Cientí>camente falando, se
estamos testando a inMuência do tamanho do sensor na profundidade
de campo, a única variável na equação tem que ser o sensor, nada
mais! Foi exatamente o que foi feito neste teste acima. Se for pra forçar a
barra e querer argumentar com o enquadramento, fazendo com que a M4/3
tenha que ser distanciada do objeto pra ter o mesmo enquadramento, então
já temos uma mudança na equação, onde >camos com mais de uma
variável, e portanto caímos na questão da equivalência que vai ser
explicada adiante no artigo. Passa a não fazer mais sentido falar
especi>camente de sensor se colocarmos outras variáveis como alteração da
distância, da lente, da abertura e etc. E como veremos ainda neste artigo, o
uso da equivalência fará com que os resultados >nais também sejam iguais.

Resumindo tudo isso, o que eu quero dizer é que o tamanho do sensor não
deve ser parâmetro para a escolha de uma câmera, no máximo ele
pode ser um parâmetro que tem prioridade muito menor do que outras
coisas muito mais importantes como bit depth, bit rate, chroma
subsampling, ciência de cores e etc. Resumindo: é um parâmetro de
importância muito pequena.

Quanto a capacidade de captar luz, isso é outra lenda. A capacidade de


captar luz está ligada ao tamanho dos fotosites de uma câmera e isso
diretamente ligado à densidade de pixels do sensor. Então é perfeitamente
possível que uma câmera com um sensor menor consiga captar mais luz que
uma com sensor maior, basta mudar o tamanho dos fotosites. É claro que
em um sensor maior é mais fácil colocar fotosites maiores e obter mais luz,
porém para os padrões atuais da indústria, câmeras com sensores muito
pequenos já consegue ter fotosites que captam luz su>ciente para qualquer
situação.

O resumo dessa “briga por tamanho de sensor” é simples: as situações em


que o tamanho do sensor da sua câmera farão realmente diferença e que
você não irá conseguir fazer com uma câmera com sensor menor,
representam 0.0000000001% das situações gerais de trabalho. Ou seja,
quase nunca o tamanho do sensor fará realmente diferença, e logo ele é um
fator desprezível quando estamos comparando câmeras.

“Ah André, mas se eu for usar uma câmera full frame com lente 10mm e
abertura em f/1.4 eu não vou conseguir fazer a equivalência disso numa
câmera mft”

Realmente, você não vai. Agora me responda quantas vezes você se


encontrará nessa situação? Quantas vezes você precisará usar essa
con>guração de lente/abertura/sensor?

“Ah André, mas uma foto com 10MP não serve pra imprimir um outdoor”

Correto, não serve. Mas uma foto com 10MP tirada com uma câmera com
14 bits de bit depth, uma ótima ciência de cores e etc, vai ser mais que
su>ciente para impressões até uns 50cm ou mais. Se você precisa tirar foto
de um outdoor, você pode alugar uma outra câmera para essas situações.
Ou se isso é o que você faz sempre, ok, aí realmente você precisa de uma
câmera com muitos mega pixels, mas isso você consegue até mesmo em
câmeras com sensor cropado.

Mas tudo isso será abordado mais a frente em maiores detalhes e >cará
mais simples e claro de entender o porquê dessas a>rmações quando
colocarmos todos os fatores envolvidos em prática.

Círculo de confusão (Circle of Confusion — CoC):

Um conceito subjetivo e provavelmente o conceito mais complexo de toda a


fotogra>a. Tem como objetivo de4nir a nitidez, ou seja, aquilo que é
nítido e está em foco, a menor nitidez aceitável de uma imagem. O CoC
de>ne o tamanho de um ponto até que ele se torne indistinguível, ou seja,
ao lado de outro ponto seja impossível saber que existem dois pontos ali.

Por de>nição (feita através de


estudos em laboratório e com
base no que, em teoria, o olho
humano em perfeitas condições
é capaz de distinguir como um
ponto — 1/16mm) o maior
tamanho de um círculo de
confusão é de
aproximadamente 0,2mm.
Portanto, qualquer “ponto”
Imagem 2: Demonstra perfeitamente como se deFne o círculo de confusão. —
Fonte da imagem: http://www.cameraneon.com/tecnicas/circulo-de-confusao que seja maior que 0,2mm
por de4nição está fora de
foco, não é nítido. O problema é que na realidade o círculo de confusão
como dito anteriormente é algo subjetivo, ou seja, ele depende de série
de parâmetros que vão variar muito como por exemplo a acuidade da
visão de quem observa a imagem, o tamanho dos pixels de um sensor,
o tamanho 4nal da imagem projetada, a distância de visualização da
imagem e por aí vai. Por exemplo: um ponto de 0,2mm visto de perto pode
não parecer nítido, mas visto a uma certa distância maior ele poderá
parecer novamente um ponto. Além disso quando falamos de imagens
produzidas por uma câmera temos que levar em conta que esta imagem
será ampliada em muitas vezes, e portanto precisamos que o CoC tenha
valores máximos muito menores que 0,2mm, sendo assim, cada fabricante
pode usar diferentes valores para o tamanho máximo do CoC na hora de
calcular o que é nítido ou não nas imagens resultantes de suas lentes e
sensores.

Como imagens produzidas em vídeo possuem uma grande ampliação


normalmente, ou seja, a imagem é captada num sensor pequeno e depois
essa mesma imagem será ampliada 10, 20, 30 vezes o seu tamanho para ser
exibida numa televisão por exemplo, os fabricantes usam valores muito
menores que 0,2mm para o cálculo do círculo de confusão de suas lentes e
sensores, a>nal de contas 0,2mm ampliado 30 vezes nos daria um ponto
com 6cm de tamanho o que seria enorme numa televisão. Portanto para
vídeo são utilizados valores na casa dos centésimos. A Canon por exemplo
trabalha com um valor de 0,035mm. Outras marcas podem trabalhar com
valores diferentes mas normalmente as câmeras utilizam valores na casa
dos centésimos como valor máximo para o CoC.

Como base para calcular um CoC aceitável normalmente se usa a chamada


“Fórmula de Zeiss” que diz que o CoC deve ser menor ou igual a
1/1750 avos da diagonal do sensor. Tal diagonal é obtida através da raíz
quadrada da soma dos quadrados da largura e altura do sensor.

d = √largura²+altura²

Portanto pegando um sensor full frame de 36mm x 24mm temos o seguinte


cálculo:

d = √36²+24²= 43,3mm aproximadamente.

CoC = 43,3mm / 1750 = 0,025mm


aproximadamente.

Megapixels, tamanho do sensor, photosites e resolução:

Existe uma briga eterna por “megapixels” no mundo do marketing das


câmeras. À primeira vista o que a maioria das pessoas pensam é que quanto
mais megapixels, melhor a qualidade da imagem. Isso está longe de ser
verdade.

Na realidade o tamanho do sensor e a resolução da imagem que será gerada


em relação a quantidade de megapixels é que trará o resultado melhor ou
pior neste caso. Digo neste caso porque além destes existem centenas de
outros fatores que de4nem a qualidade de uma imagem, como o
próprio círculo de confusão dito acima, o processamento interno da câmera
e muitas outras coisas. E o próprio círculo de confusão é afetado
diretamente pelo tamanho dos pixels, ou pra ser mais especí>co:
photosites.

O que o sensor de uma câmera tem na verdade não são pixels e


sim photosites. Essas pequenas células (microscópicamente pequenas, um
sensor tem milhões delas) são as responsáveis por capturar a luz que chega
no sensor para gerar a imagem. Ou seja, quanto maior o tamanho de um
photosite, melhor é pois mais luz ele será capaz de captar.

Pra /car claro: pixel e photosites não são a mesma


coisa! Um pixel não é um photosite e vice-versa. Na
realidade, normalmente um pixel é formado por 4
ou mais photosites.

Ou seja, ter um sensor pequeno com uma enorme quantidade de


megapixels, signi>ca ter photosites muito pequenos, com menos capacidade
de captar a luz que chega ao sensor. Portanto é necessário fazer um cálculo
que relacione o tamanho do sensor com a quantidade de megapixels para
chegar a uma conclusão sobre o tamanho dos photosites, e além disso, a
resolução >nal da imagem que será gerada também está diretamente ligada
a isso. Portanto, mais megapixels não necessariamente irá gerar uma
imagem melhor.

É exatamente por este motivo que existem câmeras excelentes com 12, 15,
20 megapixels. Pois além de terem fotosites maiores com mais capacidade
de captar luz, os outros fatores de tais câmeras também são superiores.

Plano focal (Focal Plane):

Um ponto especí>co onde está o foco da imagem. Na realidade uma


imagem só possui um ponto em foco, fora desse ponto tudo está “fora de
foco”. Porém temos a profundidade de campo (que será explicada logo à
frente) que é o que de>ne exatamente tudo aquilo que aparentemente
também está em foco, ou seja, está nítido o su>ciente para parecer em foco.

Campo de visão (FoV — Field Of View)

O campo de visão obviamente não é o mesmo numa câmera fullframe e


numa câmera crop. Não importa se a lente é o não cropada, 50mm num
corpo fullframe terá um campo de visão maior que 50mm em um
corpo cropado.

Podemos fazer a equivalência do campo de visão multiplicando ou


dividindo a distância focal da lente pelo fator de corte do sensor.
Importante destacar que isso não tem nenhuma inTuência no bokeh.

Para deixar claro de uma vez por todas: Não existe essa coisa de “sensor
cropado transforma a sua lente X em uma lente Y”. Não, não transforma
amigos. Lentes 50mm são e sempre serão 50mm, não importa o corpo
em que elas estão. Além do enquadramento, nenhum outro fator vai mudar
de acordo com o sensor da câmera, seja ele cropado ou full frame.

Desfoque (Bokeh) vs Fora de foco (Out of Focus):

O desfoque, ou também largamente conhecido como bokeh, de>ne a forma


e a magnitude dos pontos que estão fora de foco. Ou seja, todos os pontos
que estão fora de foco em uma imagem terão uma forma e um tamanho e
isso é chamado de desfoque. É importante não confundir desfoque com fora
de foco. Fora de foco é tudo aquilo que está fora do plano focal, todo ponto
maior que o CoC, seja ele grande ou não, tenha ele a forma que tiver.

Preste muita atenção nas duas fotos à seguir:

Imagem 3: Foto tirada com uma lente 400mm com abertura em f/5.6. — Fonte da imagem:
https://luminous-landscape.com/dof2

Imagem 4: Foto tirada com uma lente 17mm com abertura em f/5.6. — Fonte da imagem: https://luminous-
landscape.com/dof2

Claramente o desfoque (bokeh) de ambas as fotos é completamente


diferente. Porém, a parte em foco e a parte fora de foco de ambas as fotos é
a mesma. Repare que temos duas lentes com distância focal completamente
diferentes (uma 400mm e uma 17mm) e com a mesma abertura de f/5.6.
Porém a distância da câmera para o objeto foi modi>cada para que o
tamanho do objeto em ambas as fotos fosse o mesmo.

Mas ampliando imagem 4 (ver imagem 5 abaixo) podemos notar que o


ponto de foco da mesma é a mão do boneco e está em foco em ambas as
imagens, e também em ambas as imagems o restante não está em foco. Isso
mostra um pouco do que falei lá em cima, que a profundidade de campo
matematicamente é uma coisa, mas na nossa percepção é outra. É claro
que na percepção a profundidade de campo em ambas as fotos parece
diferente. Também é claro que a perspectiva de ambas as fotos é
completamente diferente. Mas matematicamente o que está em foco em
uma imagem está em foco na outra, e o que não está em foco em uma
não está na outra também. Mas esse é um assunto complexo demais que
não vale a pena ser abordado aqui pois só irá confundir ainda mais as
coisas. Interessados podem ler o artigo original das fotos que explica isso
de melhor forma.

Imagem 5: ampliação da imagem 4. — Fonte da imagem: https://luminous-landscape.com/dof2

Portanto apesar de estarem ligados de uma certa forma, o desfoque


(bokeh) não signi4ca profundidade de campo nem tão pouco é “o que
está fora de foco”.

Mas talvez a parte mais importante ao falar sobre “bokeh” é entender de


uma vez por todas que “bokeh” é apenas uma das dezenas de milhares
de linguagens utilizadas numa imagem. E que o “bokeh” não de4ne
uma imagem como “cinematográ4ca”. O famoso e tão buscado “cine
look”, “visual de cinema” ou ainda “imagem cinematográ>ca” não é
de>nido por “bokeh”. São dezenas e dezenas de fatores que nada tem a ver
com “bokeh”, na realidade o “bokeh” como falei é apenas uma linguagem e
nada mais. E para exempli>car isso, basta assistir este trailer onde temos
imagens maravilhosas, cinema de primeira linha, e não tem um único take
com “bokeh”.

A HIDDEN LIFE O+cial Trailer (2019) Terrence Malick, Drama Movie HD


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“Bokeh” não deFne “imagem cinematográFca”

Distância focal ou comprimento focal (Focal Lenght — FL):

É a distância física entre onde a luz converge dentro da lente (ponto de


convergência) até o sensor da câmera. Essa distância é medida em
milímetros (mm). Não deve ser confundida com a distância do objeto
em foco.

Imagem 6: Um desenho “porco” meu para explicar o que é a distância focal. :D

Distância entre a lente/corpo da câmera e o objeto em foco:

A distância física entre a lente/corpo da câmera e o objeto em foco é


melhor descrita quando usamos os termos em inglês. Fica mais fácil de
entender a diferença deste conceito e do anterior (comprimento focal),
visto que em inglês a distância focal é “focal lenght” (tradução:
comprimento focal) e a distância do foco é “focal distance” (tradução:
distância focal). Mas em português convencionou-se a chamar o focal
lenght (comprimento focal) também de distância focal e isso acaba por
criar uma confusão pois >camos sem um nome especí>co para de>nir a
distância entre a câmera e o objeto em foco.

Mas é importante saber que a distância entre a câmera/lente e o objeto em


foco tem extrema importância para a profundidade de campo,
enquadramento (obviamente) entre outras coisas.

Abertura (f/ — Aperture):

A abertura se refere ao quanto o diafragma de uma lente está aberto. É


representada por f/x (onde X possui vários valores diferentes) exatamente
por signi>car “focal lenght” (f) dividido pelo valor que segue após a barra,
dando assim o diâmetro do buraco por onde passa a luz. Explicarei melhor
mais à frente.

Profundidade de campo (Depth of Field — DoF):

Antes de começar este tópico é importante deixar claro que a profundidade


de campo na teoria/matemática é uma coisa, já na prática/percepção é
outra. Na teoria (como foi visto anteriormente mais acima no artigo) o
assunto é um pouco complexo e um tanto “assustador”, mas na prática
poderemos ver que não é bem assim.

Diferente do que muito se ensina por aí, a profundidade de campo não é


“o que está em foco”. Essa é uma de>nição rasa e que desconsidera
diversos parâmetros que de>nem a percepção da profundidade de campo.
Uma melhor de>nição seria “toda a parte da imagem que possui uma
nitidez aceitável”. Portanto a profundidade de campo depende
diretamente do CoC e logo ela também pode ser relativa de acordo
com alguns parâmetros subjetivos como tamanho da reprodução da
imagem entre outras coisas.

A profundidade de campo não é portanto uma propriedade da lente, e


muito menos do sensor. Na realidade a profundidade de campo só existe
quando a imagem é projetada seja num monitor, de forma impressa, numa
tela, view>nder da câmera ou onde for.

É importante notar que apesar do desfoque (bokeh) inTuenciar na


percepção da profundidade de campo, matematicamente falando, ele
não tem inTuência alguma. Uma foto com maior desfoque pode ter
exatamente a mesma profundidade de campo de uma foto com menor
desfoque e vice-versa.

O mesmo pode ser dito do comprimento focal, e é aqui que a coisa >ca
complexa… Na teoria/matemática tudo aquilo que está em foco, está
em foco e o tudo aquilo que não está em foco, não está. Ou seja, como
foi demonstrado lá no início do artigo no tópico sobre desfoque, se você
usar a mesma lente porém com diferentes comprimentos focais (pois
lembre-se que a forma como a lente é fabricada inTuencia no CoC e
portanto esse teste só é válido usando a mesma lente), na teoria o círculo de
confusão não se altera e portanto o que for menor que o CoC será nítido e
aceitável, e o que não for estará fora de foco. Sendo assim, se você mantiver
a abertura e o tamanho do objeto no quadro, por mais que a perspectiva e
o desfoque mude, ainda assim a profundidade de campo será a mesma,
matematicamente falando.

Fator 1: Comprimento focal.

Porém tudo que foi falado no último parágrafo só ocorre na “matemática”,


na prática o comprimento focal tem inTuência direta na percepção da
profundidade de campo. Quanto maior o comprimento focal, menor a
profundidade de campo, quanto menor o comprimento focal, maior a
profundidade de campo.

Imagem 7: Diferentes comprimentos focais com o mesmo sensor, mesma distância do objeto e mesma abertura.

Na imagem 7 temos a duas fotos em full frame com a mesma distância do


objeto com a mesma abertura porém com diferentes comprimentos focais.
Na esquerda temos o maior comprimento focal e podemos ver “em foco”
os números entre 10 e 12 na régua, ou seja, menor profundidade de
campo. Já na direita com o comprimento focal menor temos uma
profundidade de campo maior onde conseguimos visualizar “em foco” os
números de 8 a quase 13 na régua.

Fator 2: Diâmetro do diafragma aberto.

O segundo fator que controla a profundidade de campo de uma imagem é o


diâmetro do diafragma da lente, o tamanho do buraco por onde a luz
passa. Esse diâmetro é calculado dividindo-se o comprimento focal de
uma lente pela a abertura da mesma. Então se temos a lente em f/1.4
teremos um diâmetro X, já se a mesma lente está em f/2.8 teremos um
diâmetro duas vezes menor. De fato a nomenclatura que de>ne a abertura
quer dizer exatamente isso: focal length (f) dividido por (/) 1.4, 2.8 ou
seja qual for o valor. Portanto para calcularmos o diâmetro da abertura
temos a seguinte fórmula:

Diâmetro da abertura = comprimento focal /


abertura.

Como exemplo podemos pegar uma lente 50mm com abertura em f/2.8.
Para saber o diâmetro do buraco por onde a luz passa fazemos o cálculo:

D = 50 / 2.8 = 17.85mm aproximadamente.

Esse diâmetro tem inTuência direta na profundidade de campo, sendo que


quanto maior o diâmetro, menor a profundidade de campo e quanto
menor o diâmetro, maior a profundidade de campo.

Imagem 8: Diferentes aberturas com o mesmo sensor, mesma distância do objeto e mesma comprimento focal.

Na imagem 8 temos a duas fotos em full frame com a mesma distância do


objeto com o mesmo comprimento focal de 35mm, porém com diferentes
aberturas. Na esquerda temos uma abertura maior em f/1.8 o que nos dá
uma menor profundidade de campo e assim podemos ver “em foco” os
números entre 10 e 12 na régua. Já na direita com a lente mais fechada,
uma abetura menor em f/4.5 temos uma profundidade de campo maior
onde conseguimos visualizar “em foco” os números de 9 a quase 13 na
régua.

Fator 3: Distância entre a câmera/lente e o objeto:

O terceiro parâmetro que controla a profundidade de campo que é a


distância entre a câmera/lente e o objeto em foco. Quanto mais próximo
do objeto, menor a profundidade de campo e quanto mais distante do
objeto, maior a profundidade de campo.

Imagem 9: Diferentes distâncias com o mesmo sensor, mesmo comprimento focal e mesma abertura.

Apesar de não ser possível ver a escala da régua na imagem 9, apenas


olhando para as pilhas e a foto em si podemos ver claramente que na
direita, onde a distância para o objeto é maior, temos uma maior
profundidade de campo. Já na foto da esquerda onde a câmera está mais
próxima do objeto, a profundidade de campo é muito menor.

Com isso tudo podemos concluir que uma lente com 100mm de comprimento
focal em f/2.8 terá o exato mesmo diâmetro de uma lente 50mm em f/1.4 e
portanto se mantivermos a mesma distância do objeto, teremos a mesma
profundidade de campo. Também podemos manter a abertura em f/2.8 na
lente 50mm e mover a câmera para mais perto do objeto e assim também obter
a mesma profundidade de campo. Ou seja, como em tudo na fotograJa, um
parâmetro deve ser sacriJcado para que outro(s) seja(m) mantido(s).

Importante notar que podem haver pequenas variações no resultado (a


maioria das vezes imperceptível, ou quase) porque na verdade esse cálculo
da passagem de luz em f-stop não é algo tão preciso, como dito ele só leva
em consideração o tamanho do buraco por onde a luz vai passar. Na
realidade a construção da lente pode conter diversos fatores que vão
modi4car a quantidade real de luz que chegará até o sensor. Isso
signi>ca dizer que uma lente X 50mm em f/1.4 pode não ter a exata mesma
quantidade de luz chegando ao sensor do que uma outra lente Y de outra
marca também de 50mm e na mesma abertura f/1.4. Bem como uma lente
Z de 50mm em f/1.4 pode não ter a exata mesma quantidade de luz de uma
lente H de 100mm em f/2.8 chegando ao sensor. Mas para efeitos de
equivalência (explicarei mais a frente) os resultados serão bem próximos e
aceitáveis.

Diga-se de passagem essa é uma das razões das famosas “lentes cine” serem
muito mais caras. Em geral, tais lentes passam por testes de precisão que
medem a exata quantidade de luz que chega ao sensor após passar pela
lente (considerando todos os fatores de perda como vazamento de luz,
refração e outros). É o chamado T-Stop, uma medida de luz exata.

Há ainda um quarto parâmetro que inTuencia na profundidade de campo


que é o tamanho do photosite. Quanto maior o photosite, menor a
profundidade de campo e vice-versa, isso se deve ao fato
que um photosite maior vai gerar um CoC maior e por consequência te
remos um bokeh maior.

Existem diversas maneiras de se de>nir a profundidade de campo:

Quando a profundidade de campo não contempla grandes distâncias:


pequena, rasa, limitada, curta (“small”, “shallow”, “narrow” ou “short”).

Quando a profundidade de campo cobre uma distância maior: profunda,


ampla, larga ou longa (“deep”, “lage”, “wide” ou “long”).

A profundidade de campo não determina o quão desfocado (o quanto


de bokeh) o fundo será nem a qualidade/forma deste desfoque
(bokeh). É o design (a forma de fabricação) da sua lente, o formato do
diafragma (e alguma forma que vc possa colocar na frente da lente), o tipo
do seu sensor, o seu background, a posição da câmera, a abertura da lente e
claro o tamanho do photosite (e não do sensor) é que vão de>nir isso.
Resumindo: Duas imagens com a MESMA profundidade de campo
podem ter diferentes desfoques (bokeh) como foi visto anteriormente
no artigo.

Círculo de Imagem e a diferença entre lentes full frame e APS-C ou


“cropadas”:

Toda lente gera um círculo de imagem após seu último elemento, é a


imagem que será recebida pelo sensor da câmera. Lentes full frame geram
círculos de imagem grandes o su>ciente para contemplar o tamanho do
sensor fullframe (excluindo-se algumas lentes como as >sh-eye por
exemplo, por isso temos vinheta nessas lentes). Já lentes ditas como “APS-
C” ou lentes “cropadas”, produzem círculos de imagem menores. Esta é a
única diferença entre os dois tipos de lente, os tamanhos de círculo de
imagem gerados por ambas.

Imagem 10: Diferença entre os círculos de imagem gerados por uma lente full frame e uma lente cropada.

Mas porque existe então a lente cropada ou APS-C? Porque para uma
lente ser full frame, ou seja, para que ela gere um círculo de imagem com
tamanho su>ciente para contemplar um sensor full frame, você precisa que
a lente tenha um tamanho físico X, e portanto você precisa de elementos
maiores nessa lente, o que gera um custo maior para a produção. O círculo
de imagem gerado por essas lentes é grande demais para uma câmera com
sensor cropado, ou seja, é um desperdício, então você pode produzir lentes
menores que vão gerar círculos de imagem menores mas que ainda assim
vão contemplar o tamanho dos sensores cropados. Em resumo: A lente
cropada é apenas uma lente em tamanho reduzido, fazendo assim com
que você tenha uma lente menor, menos pesada e mais barata de
produzir que gera um círculo de imagem de tamanho su4ciente para
sensores menores.

Imagem 11: Círculo de imagem de uma lente full frame.

Importante frisar que este círculo de imagem menor gerado por lentes APS-
C (ou lentes cropadas como já mencionado) não é um reescalonamento
do círculo de imagem de uma lente full frame. Ou seja, comparando uma
lente full frame 50mm com uma lente cropada 50mm os círculos de
imagem de cada uma serão diferentes no que diz respeito a “área coberta”
por esse círculo. Resumindo: O círculo menor formado por uma lente
cropada é um corte (crop) do círculo maior formado pela lente full
frame e não o mesmo círculo maior reescalonado. Por isso que,
independente da lente ser cropada ou full frame, o enquadramento é
cropado.

Imagem 12: Círculo de imagem de uma lente aps-c ou lente cropada. Repare que não há uma ampliação do
círculo anterior e sim uma área coberta menor, um crop do círculo maior.

Porém, usando uma lente full frame com um adaptador do tipo


speedbooster temos exatamente esse efeito de “zoom”, um
reescalonamento do círculo de imagem da lente full frame. Exatamente
por essa razão, neste caso temos um campo de visão maior mesmo usando a
lente full frame numa câmera com sensor cropado e também se ganha um
pouco em stops de luz pois parte da luz que seria “desperdiçada” fora do
quadro do sensor é redirecionada para o sensor.

Equivalência fotográRca:

A grande pergunta que a maioria faz é como fazer a equivalência entre


câmeras com sensor full frame e câmeras com sensor cropado. Isso é
possível? É. É PERFEITO e EXATO? Não. Vai sempre ser uma
aproximação, mas nunca exato. Resolve todos os problemas e sempre
funciona? Quase sempre… Pouquíssimas situações não poderão ser
reproduzidas em ambos os tipos de sensor.

Existem três fatores que podem ser aproximados. Não vou utilizar a palavra
igualados porquê nunca será exatamente igual, mas essa aproximação é o
su>ciente para dizermos que as coisas estão “equivalentes”.

Comprimento focal (enquadramento):

Para que você possa ter o mesmo quadro em câmeras com sensores de
tamanho diferente você pode escolher mover a posição da câmera e manter
a mesma lente ou então manter a posição da câmera e trocar a lente por
uma outra com comprimento focal equivalente. Para saber qual lente deve
ser usada você precisa dividir ou multiplicar o comprimento focal pelo fator
de corte do sensor cropado. Ou seja:

Tenho uma câmera full frame com uma lente X e quero saber qual lente será
equivalente a ela numa câmera cropada.

Comprimento focal da lente dividido pelo fator de


corte da câmera cropada.

Exemplo 1: Câmera full frame com uma lente 50mm para uma câmera
Micro 4/3 (fator de corte 2x).

50 / 2 = 25

Será necessário uma lente 25mm de comprimento focal na câmera Micro


4/3 para ter o mesmo enquadramento.

Exemplo 2: Câmera full frame com uma lente 100mm para uma câmera
APS-C com fator de corte de 1.6x.

100 / 1.6 = 62.5

Será necessário uma lente com aproximadamente 62mm de comprimento


focal na câmera APS-C para ter o mesmo enquadramento.

Agora o sentido inverso: tenho uma câmera com sensor cropado e uma lente Y
e quero saber a lente que me dará o enquadramento aproximado em uma
câmera com sensor full frame:

Comprimento focal da lente multiplicado pelo fator


de corte da câmera cropada.

Exemplo 1: Câmera APS-C com fator de corte de 1.5x com uma lente
30mm para uma câmera full frame.

30 O 1.5 = 45

Será necessário uma lente com 45mm de comprimento focal na câmera full
frame para ter o mesmo enquadramento.

Exemplo 2: Câmera com fator de corte de 2.4x com uma lente 16mm para
uma câmera full frame.

16 O 2.4 = 38.4

Será necessário uma lente com 38mm de comprimento focal na câmera full
frame para ter o mesmo enquadramento.

Desfoque (diâmetro da abertura da lente):

O segundo fator que pode ser aproximado com os cálculos de equivalência é


o diâmetro da abertura da lente, o tamanho do buraco por onde passa a luz
e assim gerar aproximadamente o mesmo desfoque (bokeh). Ou seja, se o
diâmetro for igual, o desfoque será o mesmo desde que o comprimento
focal seja equivalente também. Enquadramentos diferentes com o
mesmo diâmetro terão diferentes desfoques. Portanto, antes de fazer
esta equivalência é necessário fazer a anterior.

Para realizar essa equivalência iremos dividir ou multiplicar a abertura da


lente pelo fator de corte do sensor cropado. Ou seja:

Tenho uma câmera full frame com uma lente de comprimento focal X em uma
abertura Y e quero fazer a equivalência do desfoque em uma câmera com
sensor cropado utilizando uma lente com comprimento focal equivalente:

Abertura dividida pelo fator de corte

Exemplo: Câmera full frame com uma lente 50mm em abertura f/4 para
uma câmera com sensor cropado de 1.5x utilizando uma lente equivalente
de 33mm (50mm / 1.5 = aprox. 33mm):

4 / 1.5 = 2.6

Portanto a abertura da lente 33mm na câmera com sensor cropado deve ser
de aproximadamente f/2.6 o que nos deixa com a opção de usar f/2.4 ou
f/2.8.

Agora o contrário, uma câmera com sensor cropado utilizando uma lente de
comprimento focal X em uma abertura Y e quero fazer a equivalência do
desfoque em uma câmera com sensor full frame utilizando uma lente com
comprimento focal equivalente:

Abertura multiplicada pelo fator de corte

Exemplo: Câmera com fator de corte de 2x utilizando uma lente 50mm em


abertura f/2.4 para uma câmera com sensor full frame utilizando uma lente
equivalente de 100mm (50mm x 2 = 100mm):

2.4 O 2 = 4.8

Portanto a abertura da lente 100mm na câmera com sensor full frame deve
ser de aproximadamente f/4.8 ou por aproximação, f/5.

Todo esse cálculo se deve ao fato de que você está igualando o diâmetro de
abertura, o tamanho do buraco por onde passa a luz na lente. O diâmetro
de uma 50mm em f/2.8 numa câmera full frame é de
aproximadamente 17.85mm, assim como o diâmetro de uma lente
25mm em 1.4 é exatamente o mesmo, aproximadamente 17.85mm e
portanto você terá um desfoque parecido (não igual pois lembre-se que tem
vários outros fatores como sensor e etc que inTuencia no desfoque também)
desde que esteja no mesmo enquadramento.

Imagem 13: Diferentes sensores com lentes equivalentes e aberturas equivalentes.

Na imagem 13 podemos notar como a teoria é simples e funciona na


prática. Os enquadramentos são muito próximos. Claro que a troca entre
uma câmera e outra e até a diferença entre tamanho dos dois corpos usados
nas fotos pode ter inTuenciado levemente no ângulo e distância, mas no
geral estão realmente muito próximos. Além disso >cou claro que a
equivalência das aberturas também funcionou para manter a mesma
profundidade de campo e o mesmo desfoque com uma variação muito
pequena (que também é inTuenciada pela mudança de um corpo pro
outro, vamos entender que não sou um robô capaz de colocar as câmeras
perfeitamente na mesma posição e nem estou dentro de um laboratório
para medir perfeitamente a distância do plano focal do sensor até o objeto).
Outra coisa que gera uma pequena diferença é o tamanho do photosite de
cada câmera, aqui podemos notar claramente como a diferença é mínima,
exatamente pelo tamanho físico dos photosites que é algo microscópico.

Equivalência de ISO (exposição/ruído):

Existe um terceiro fator que pode ser aproximado, porém este é o caso onde
há menos precisão. Isso porque diferentes sensores utilizam diferentes
tecnologias e isso pode gerar resultados mais próximos ou não além das
medições de luz não precisas das lentes também atrapalharem este cálculo.
No caso estou falando da “equivalência de exposição” ou “equivalência de
ISO” que também vai te dar um nível de ruído aproximado.

Como no caso anterior, essa equivalência só será válida se ambos os


fatores anteriores já estejam em equivalência (ou seja, comprimento
focal — enquadramento — e diâmetro da abertura — desfoque). E
claro a velocidade do obturador em ambas as câmeras também deve
ser a mesma.

Para fazer a equivalência de exposição você deve dividir ou multiplicar o


ISO pelo quadrado do fator de corte da câmera com sensor cropado. Ou
seja:

Tenho uma câmera full frame com lente X, em abertura Y e o ISO Z e quero
fazer a equivalência de exposição em uma câmera com sensor cropado e com os
outros fatores já equivalentes.

ISO multiplicado pelo quadrado do fator de corte

Exemplo: Câmera full frame com uma lente 35mm em abertura f/3.5 e ISO
200 para uma câmera com fator de corte de 2.4x com lente 14mm (35mm /
2.4 = aprox. 14mm) e abertura em f/1.4 (3.5 / 2.4 = aprox. f/1.4).

ISO = 200 O 2.⁴² = 200 O 5.76 = 1152

Logo a câmera com sensor cropado precisará estar com o ISO em


aproximadamente 1152 para termos a equivalência de exposição, logo
temos a opção de usar o ISO 1000 ou 1250.

Por Jm, o inverso mais uma vez. Uma câmera de sensor cropado com lente X,
em abertura Y e o ISO Z e quero fazer a equivalência de exposição em uma
câmera com sensor full frame e com os outros fatores já equivalentes.

ISO dividido pelo quadrado do fator de corte

Exemplo: Câmera com sensor de 1.6x com uma lente 24mm em abertura
f/2.8 e ISO 800 para uma câmera com sensor full frame com lente 38mm
(24mm x 1.6 = aprox. 38mm) e abertura em f/4.5 (2.8 x 1.6 = aprox.
f/4.5).

ISO = 800 / 1.⁶² = 800 / 2.56 = 312

Logo a câmera com sensor full frame precisará estar com o ISO em
aproximadamente 312 para termos a equivalência de exposição, então
podemos usar o ISO 300 para tal >m.

Mais uma vez é importante frisar que esta terceira equivalência é mais
uma aproximação grosseira do que uma equivalência real. Existem
muitos fatores que podem gerar diferentes resultados de exposição e ruído
neste caso. Mas ainda assim, serve como uma referência de aproximação
para se ter o resultado pelo menos um pouco mais semelhante entre
diferentes câmeras.

Todos os cálculos aqui apresentados também podem ser feitos para fazer a
equivalência entre duas câmeras com sensor cropado que tenham fatores de
corte diferentes, bastando utilizar como base de cálculo a relação entre os
fatores de corte de cada uma.

Para 4nalizar esse assunto de “desfoque” e profundidade de campo em


equivalência, deixo aqui um ótimo vídeo da FStoppers:

No, Larger Sensors Do Not Produce Shallower Depth o…


Watch later Share

Palavras Rnais:

Bom caros leitores, foram semanas lendo artigos e mais artigos,


conversando com vários amigos experientes da área, relembrando
conceitos, aprendendo todos os dias novos detalhes e claro, escrevendo e
preparando as imagens e todo o resto para que >nalmente eu pudesse
>nalizar este artigo e publicá-lo.

Provavelmente eu irei criar adendos e adicionar mais informações com o


tempo de acordo com conversas e discussões que certamente vão surgir
sobre este artigo. Então retornar à ele de vez enquando poderá ser útil.

Na esperança de que muitas dúvidas tenham sido sanadas e que alguns


“mitos” tenha sido destruídos com este artigo, eu vou >cando por aqui. Um
grande abraço e até a próxima!

Agradecimentos:

Armando Vernaglia
Jesus Mendes
Todd Vorenkamp
Bob Atikins
Kyle Gordon

Referências:

— BH Photo Video: Depth of Field - Artigo em três partes


— BH Photo Video: Understanding Bokeh
— Bob Atkins: Depth of Field
— Bob Atkins: Crop Sensor Cameras and Lenses
— Luminous Landscape: DoF 2
— Cambridge In Colour: Depth of Field
— Damien Fournier: DoF and Aperture
— DPreview: What is equivalence and why should I care
— Dpreview: Equivalence in a nutshell

. . .

Artigo escrito por André Rodrigues —


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