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18. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é crime doloso?

crime em que o resultado é querido ou assumido seu risco de ser produzido.

19. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é arrependimento eficaz?

é o impedimento eficaz da produção do resultado do crime após iniciada a sua execução. Está previsto
no artigo 15 do Código Penal.

20. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual é o tempo do crime? Qual a teoria adotada
pelo CP?

No momento da ação ainda que outro seja o resultado. A teoria adotada é a da Teoria da Atividade.

21. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual é o lugar do crime? Qual a teoria adotada pelo
CP?

é tanto o lugar da ação quanto o do resultado. adota-se aqui a teoria da ubiquidade

22. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual a diferença entre furto e roubo?

embora ambos caracterizados pela subtração de bens, no furto não há violência ou grave ameaça para
que a pessoa entregue o bem como acontece com o roubo. No furto, o agente retira o objeto subtraído
da esfera de vigilância da vítima. No furto o agente não reduz a impossibilidade de resistência da vítima
para assegurar o produto do crime como ocorre com o roubo.

23. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quando o roubo é qualificado e quando é
privilegiado?

o roubo é qualificado quando há lesão corporal grave ou morte ( latrocínio). E privilegiado quando o
objeto da subtração é de pequeno valor ou quando o agente for primário caso em que haveria
diminuição de pena. os tribunais não aceitam a tese de roubo privilegiado porque a diminuição prevista
do artigo 155 § 2 º se aplica somente ao furto não se estendendo àquele.

24. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quando o furto é qualificado e quando é
privilegiado?

o furto é qualificado quando há destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa, com


abuso de confiança, ou mediante escalada ou destreza ou fraude , com emprego de chave falsa ou
mediante concurso de pessoas. E privilegiado quando o objeto da subtração é de pequeno valor ou
quando o agente for primário caso em que há diminuição de pena prevista no artigo 155 § 2 º do CP.

25. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é assédio sexual?

É o crime em que o agente constrange alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento
sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao
exercício de emprego, cargo ou função. A lei exige que o crime seja praticado por agente que se
prevaleça de sua condição hierarquicamente superior ou de sua ascendência, qualquer delas inerente ao
exercício de emprego, cargo ou função. Ou seja tipificou o legislador somente o assédio sexual laboral,
isto é, no âmbito do trabalho.

26. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é estupro de vulnerável?

crime em que consiste praticar ato sexual ou ato libidinoso com alguém menor de catorze anos ou com
alguém que não tenha o necessário discernimento ou com alguém que não possa oferecer a resistência.
A orientação jurisprudencial atual do STJ e a lei 13 718 diz que em caso de prática sexual ou libidinosa
com menor de catorze independe de ato consensual da vítima ou experiência sexual anterior.

27. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Como se configura o crime de estupro?

Se configura quando o agente pratica o ato sexual ou libidinoso com a vítima sem o consentimento dela.

28. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Fale algumas formas de qualificação de um
homicídio.

homicído com emprego de fogo, veneno ou por motivo fútil.

29. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é Peculato, Concussão, Corrupção Ativa?

o delito de peculato é a apropriação indevida pelo funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer
outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em
proveito próprio ou alheio...". a Concussão é o delito em que o funcionário público exige vantagem em
razão do exercício da função pública, cedendo a vítima por temer represálias relacionadas ao exercício
da mesma. O agente, portanto, se vale da autoridade que detém em razão da função pública exercida
para incutir temor na vítima e com isso obter indevidas vantagens. Já a Corrupção Ativa é o delito em
que o agente Oferece ou promete vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a
praticar, omitir ou retardar ato de ofício.

30. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual a diferença entre Difamação, Calúnia e Injúria?

Na calúnia, o fato imputado é definido como crime; na injúria, não há atribuição de fato, mas de
qualidade; na difamação, há a imputação de fato determinado. A calúnia e a difamação atingem a honra
objetiva; a injúria atinge a honra subjetiva. A calúnia e a difamação consumam-se quando terceiros
tomam conhecimento da imputação; a injúria consuma-se quando o próprio ofendido toma
conhecimento da imputação.

31. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é feminicídio?

é uma das qualificadoras do homicídio em que o agente mata uma mulher por razões de condição de
sexo feminino.

32. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é crime material e crime formal?

Crimes materiais são aqueles em que a lei descreve uma ação e um resultado, e exige a ocorrência deste
para que o crime esteja consumado. Ex.: no estelionato (art. 171), a lei descreve a ação (empregar fraude
para induzir ou manter alguém em erro) e o resultado (obter vantagem ilícita em prejuízo alheio), e, pela
forma como está redigido o dispositivo, pode-se concluir que o estelionato somente se consuma no
momento em que o agente obtém a vantagem ilícita por ele visada. Já o Crimes formais são aqueles em
que a lei descreve uma ação e um resultado, mas a redação do dispositivo deixa claro que o crime
consuma-se no momento da ação, sendo o resultado mero exaurimento do delito. Ex.: o art. 159 do
Código Penal descreve o crime de extorsão mediante sequestro: sequestrar pessoa (ação) com o fim de
obter qualquer vantagem como condição ou preço do resgate (resultado). O crime, por ser formal,
consuma-se no exato momento em que a vítima é sequestrada. A obtenção do resgate é irrelevante para
o fim da consumação, sendo, portanto, mero exaurimento.

33. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é crime de mão própria? Crime próprio?
Crime comum?

Crimes comuns são aqueles que podem ser praticados por qualquer pessoa. Exs.: furto, roubo, homicídio
etc. Crimes próprios são os que só podem ser cometidos por determinada categoria de pessoas, por
exigir o tipo penal certa qualidade ou característica do sujeito ativo. Exs.: infanticídio (art. 123), que só
pode ser praticado pela mãe, sob a influência do estado puerperal; corrupção passiva (art. 317), que só
pode ser cometido por funcionário público etc.

Crimes de mão própria são aqueles cuja conduta descrita no tipo penal só pode ser executada por uma
única pessoa e, por isso, não admitem coautoria. Exs.: o falso testemunho (art. 342) só pode ser
cometido pela pessoa que está prestando o depoimento naquele exato instante; o crime de dirigir
veículo sem habilitação (art. 309 do CTB) só pode ser cometido por quem está conduzindo o veículo. Os
crimes de mão própria, portanto, não admitem a coautoria, mas apenas a participação

34. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é crime de mera conduta?

Crimes de mera conduta são aqueles em relação aos quais a lei descreve apenas uma conduta e,
portanto, consumam-se no exato momento em que esta é praticada. Ex.: violação de domicílio (art. 150),
no qual a lei incrimina a simples conduta de ingressar ou permanecer em domicílio alheio sem a
autorização do morador.

35. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é roubo impróprio?

é aquele em que o agente emprega a violência ou grave ameaça à pessoa logo depois de subtraída a
coisa, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para outrem.

36. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Como você tipificaria o golpe do boa noite
cinderela?

37. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é e como se configura uma Organização
Criminosa?

a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de


tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de
qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4
(quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional.

38. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é Ação Controlada?

Conforme o art. 8.º, caput, da Lei do Crime Organizado, a ação controlada consiste “em retardar a
intervenção policial ou administrativa relativa à ação praticada por organização criminosa ou a ela
vinculada, desde que mantida sob observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize
no momento mais eficaz à formação de provas e obtenção de informações”. É o que ocorre, por
exemplo, quando policiais monitoram um porto à espera da chegada de um considerável carregamento
de cocaína por parte de uma organização criminosa, até que, em determinado momento, atraca um
pequeno bote com dois dos integrantes (já conhecidos) portando um saco plástico transparente
contendo um pó branco, a indicar ser cocaína. Em vez de efetuarem a prisão flagrancial dos sujeitos
diante do delito aparente, postergam o ato, esperando que a “grande carga” seja desembarcada em um
navio que se sabe virá dentro em breve. Em suma, evita-se a prisão em flagrante na ocasião da prática
do delito, a fim de que, em momento posterior, possa ser efetuada com maior eficácia a prisão de todos
os participantes da organização criminosa, bem como se permita a apreensão da droga em maior
quantidade.

39. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é agente infiltrado? Qual a duração máxima?
Pode haver a negativa do agente em participar?

é o agente policial colocado no seio da organização criminosa afim de descobrir seu funcionamento. A
duração máxima é de 6 meses, renovaveis por igual período se necessário. Pode haver a negativa do
agente em participar, pois esse direito deixa explícito o caráter voluntário da infiltração de agentes.
Assim, caso não se sinta devidamente preparado para a operação, por falta de perfil adequado, por
exemplo, o policial eventualmente convidado para a missão poderá recusá-la. Uma vez aceito o encargo,
também poderá o agente fazer com que cesse a atuação infiltrada, sobretudo quando surgirem indícios
seguros de que ele sofre risco iminente (§ 3.º do art. 12 da lei 12.850 de 2013).

40. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual o prazo da prisão temporária?

Cinco dias

41. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quando é cabível a prisão temporária?

De acordo com o artigo 1 º da lei 7960 de 1989, Quando for imprescindível para as investigações do
inquérito policial; qaundo o indiciado não tiver residencia fixa ou não fornecer elementos necessários a
sua identificação ou quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na
legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos crimes citados no inciso iii da supra lei, a
saber por exemplo, homicídio doloso, sequestro, roubo, estupro e crimes hediondos.

42. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quem pode decretar a prisão temporária?
Somente a autoridade judiciária, com requisição do Ministério Público, ou de representação da
autoridade policial.

43. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é indiciamento? Qual a autoridade
competente?

é o procedimento de apontar alguém como autor de um delito. Somente o delegado pode indiciar.

44. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais as formas de violência contra a mulher
previstos na Lei Maria da Penha?

45. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais as medidas protetivas de urgência previstas
na Lei Maria da Penha?

46. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quando uma lesão corporal é culposa?

É a conduta típica praticada mediante culpa. Trata-se de tipo penal aberto, devendo o intérprete utilizar
um juízo de valor para, com base no critério do homem médio, constatar se quando da conduta,
cometida com imprudência, negligência ou imperícia, era possível ao agente prever objetivamente a
produção do resultado naturalístico. A modalidade de culpa deve ser motivadamente descrita na inicial
acusatória, sob pena de inépcia.

47. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quando uma lesão corporal é grave? E gravíssima?

Trata-se de figura qualificada. A lesão corporal é considerada grave se dela resultar: a) Incapacidade para
as ocupações habituais por mais de 30 dias (I) – ocupação habitual é qualquer atividade, física ou
mental, do cotidiano da vítima. Não precisa ser lucrativa. É irrelevante a idade do ofendido. A atividade
deve ser lícita, sendo indiferente se moral ou imoral. Subsiste a qualificadora quando a vítima pode com
sacrifício retornar às suas ocupações habituais. Não incidirá a qualificadora na hipótese em que a vítima
puder desempenhar regularmente suas ocupações habituais, embora não o faça por vergonha. A
incapacitação é objetiva, e não subjetiva. Cuida-se de crime a prazo, pois somente se verifica depois do
decurso do prazo estabelecido em lei. São exigidos dois exames periciais: um inicial, realizado logo após
o crime, para constatar a existência das lesões, e um complementar, efetuado após 30 dias, contados da
data do crime, para comprovar a duração da incapacidade das ocupações habituais em razão dos
ferimentos provocados pela conduta criminosa. O exame complementar pode ser suprido por prova
testemunhal (art. 168, § 3º, CPP); b) Perigo de vida (II) – possibilidade grave, concreta e imediata de a
vítima morrer em consequência das lesões sofridas. Trata-se de perigo concreto, comprovado por perícia
médica, que poderá ser substituída por prova testemunhal quando os depoimentos emanarem de
especialistas; c) Debilidade permanente de membro, sentido ou função (III) – debilidade é a diminuição
ou o enfraquecimento da capacidade funcional. Há de ser permanente (duradoura e de recuperação
incerta). Não se exige perpetuidade. Membros são os braços, pernas, mãos e pés. Os dedos integram os
membros, e a perda ou a diminuição funcional de um ou mais dedos acarreta na debilidade permanente
das mãos ou dos pés. Sentidos são: visão, audição, tato, olfato e paladar. Função é a atividade inerente a
um órgão ou aparelho do corpo humano. Na hipótese de órgãos duplos a perda de um deles caracteriza
lesão grave pela debilidade permanente e a perda de ambos configura lesão gravíssima pela perda ou
inutilização. A perda de um ou mais dentes pode ou não caracterizar lesão corporal grave, dependendo
da comprovação pericial acerca da debilidade ou não da função mastigatória, e, indiretamente, também
da função digestiva. A recuperação do membro, sentido ou função por meio cirúrgico ou ortopédico não
acarreta a exclusão da qualificadora, pois a vítima não é obrigada a submeter-se a tais procedimentos; d)
Aceleração de parto (IV) – é a antecipação do parto (parto prematuro) em decorrência da lesão corporal
produzida na gestante. A criança nasce viva e continua a viver. Exige-se o conhecimento da gravidez da
vítima. Se o agente a ignorava, responderá por lesão corporal leve, afastando-se a responsabilidade
penal objetiva. Se o feto for expulso morto do ventre materno o crime será de lesão corporal gravíssima
em razão do aborto. Se a criança nascer viva, mas falecer logo em seguida ao nascimento, haverá lesão
corporal gravíssima em razão do aborto.

48. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) No Brasil, quando o aborto é permitido?

quando for resultante de estupro, houver risco de morte para a gestante ou quando o feto for
anecenfalo segundo recente julgado do STF.

49. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é gravidez a força?

50. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais são os crimes hediondos e equiparados a
hediondos?

Todos os previstos no rol taxativo da lei 8072 de 1990.

51. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quando alguém é considerado criança? E
adolescente?

Criança até 12 anos incompletos e adolescente apartir dos 12 anos completos até 18 anos incompletos.

52. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é ato infracional?

infração penal cometida por adolescente

53. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é interceptação telefônica? Qual o prazo
máximo? Em quais casos a interceptação é permitida?

é uma medida que possibilita ao investigador captar o teor das conversas que são realizados pelos alvos
da invetsigação. Segundo especificações da lei 9.296 de 1996, o prazo é de 15 dias prorrogáveis por mais
15. É permitida a interceptação quando o crime for apenado com reclusão e quando não houver outro
meio de se obter provas da autoria e materialidde do delito.

54. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais os tipos de prisão em flagrante?

(i) Flagrante próprio (também chamado de propriamente dito, real ou verdadeiro): é aquele em que o
agente é surpreendido cometendo uma infração penal ou quando acaba de cometê-la (CPP, art. 302, I e
II). Nesta última hipótese, devemos interpretar a expressão “acaba de cometê-la” de forma restritiva, no
sentido de uma absoluta imediatidade, ou seja, o agente deve ser encontrado imediatamente após o
cometimento da infração penal (sem qualquer intervalo de tempo). (ii) Flagrante impróprio (também
chamado de irreal ou quase flagrante): ocorre quando o agente é perseguido, logo após cometer o ilícito,
em situação que faça presumir ser o autor da infração (CPP, art. 302, III). No caso do flagrante impróprio,
a expressão “logo após” não tem o mesmo rigor do inciso precedente (“acaba de cometê-la”). Admite
um intervalo de tempo maior entre a prática do delito, a apuração dos fatos e o início da perseguição.
Assim, “logo após” compreende todo o espaço de tempo necessário para a polícia chegar ao local, colher
as provas elucidadoras da ocorrência do delito e dar início à perseguição do autor. Não tem qualquer
fundamento a regra popular de que é de vinte e quatro horas o prazo entre a hora do crime e a prisão
em flagrante, pois, no caso do flagrante impróprio, a perseguição pode levar até dias, desde que
ininterrupta. (iii) Flagrante presumido (ficto ou assimilado): o agente é preso, logo depois de cometer a
infração, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele o autor da infração
(CPP, art. 302, IV). Não é necessário que haja perseguição bastando que a pessoa seja encontrada logo
depois da prática do ilícito em situação suspeita. Essa espécie de flagrante usa a expressão “logo depois”,
ao invés de “logo após” (somente empregada no flagrante impróprio). Embora ambas as expressões
tenham o mesmo significado, a doutrina tem entendido que o “logo depois”, do flagrante presumido,
comporta um lapso temporal maior do que o “logo após”, do flagrante impróprio. Nesse sentido,
Magalhães Noronha: “Embora as expressões dos incisos III e IV sejam sinônimas, cremos que a situação
de fato admite um elastério maior ao juiz na apreciação do último, pois não se trata de fuga e
perseguição, mas de crime e encontro, sendo a conexão temporal daquelas muito mais estreita ou
íntima”.

Temos assim que a expressão “acaba de cometê-la”, empregada no flagrante próprio, significa
imediatamente após o cometimento do crime; “logo após”, no flagrante impróprio, compreende um
lapso temporal maior; e, finalmente, o “logo depois”, do flagrante presumido, engloba um espaço de
tempo maior ainda. (iv) Flagrante compulsório ou obrigatório: chama-se compulsório porque o agente é
obrigado a efetuar a prisão em flagrante, não tendo discricionariedade sobre a conveniência ou não de
efetivá-la. Ocorre em qualquer das hipóteses previstas no art. 302 (flagrante próprio, impróprio e
presumido), e diz respeito à autoridade policial e seus agentes, que têm o dever de efetuar a prisão em
flagrante. Está previsto no art. 301, segunda parte, do Código de Processo Penal: “... as autoridades
policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito”. (v)
Flagrante facultativo: consiste na faculdade de efetuar ou não o flagrante, de acordo com critérios de
conveniência e oportunidade. Abrange todas as espécies de flagrante, previstas no art. 302, e se refere
às pessoas comuns do povo. Está previsto no art. 301, primeira parte, do Código de Processo Penal:
“Qualquer do povo poderá... prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito”. (vi) Flagrante
preparado ou provocado (também chamado de delito de ensaio, delito de experiência ou delito putativo
por obra do agente provocador): na definição de Damásio de Jesus, “ocorre crime putativo por obra do
agente provocador quando alguém de forma insidiosa provoca o agente à prática de um crime, ao
mesmo tempo em que toma providências para que o mesmo não se consume”. Trata-se de modalidade
de crime impossível, pois, embora o meio empregado e o objeto material sejam idôneos, há um
conjunto de circunstâncias previamente preparadas que eliminam totalmente a possibilidade da
produção do resultado. Assim, podemos dizer que existe flagrante preparado ou provocado quando o
agente, policial ou terceiro, conhecido como provocador, induz o autor à prática do crime, viciando a sua
vontade, e, logo em seguida, o prende em flagrante. Neste caso, em face da ausência de vontade livre e
espontânea do infrator e da ocorrência de crime impossível, a conduta é considerada atípica. Esta é a
posição pacífica do STF, consubstanciada na Súmula 145: “Não há crime, quando a preparação do
flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação”. Também nesse sentido, a jurisprudência do
Tribunal de Justiça de São Paulo: “somente na aparência é que ocorre um crime exteriormente perfeito.
Na realidade, o seu autor é apenas um protagonista inconsciente de uma comédia. O elemento subjetivo
do crime existe, é certo, em toda a sua plenitude, mas, sob o aspecto objetivo, não há violação da lei
penal, senão uma insciente cooperação para a ardilosa averiguação da autoria de crimes anteriores, ou
uma simulação, embora ignorada pelo agente, da exterioridade de um crime” (RT, 689/333). “Se o
agente policial induz ou instiga o acusado a fornecer-lhe a droga que no momento não a possuía, porém
saindo do local e retornando minutos depois com certa quantidade de entorpecente pedido pelo policial
que, no ato da entrega lhe dá voz de prisão, cumpre reconhecer a ocorrência de flagrante preparado”
(RT, 707/293). (vii) Flagrante esperado: nesse caso, a atividade do policial ou do terceiro consiste em
simples aguardo do momento do cometimento do crime, sem qualquer atitude de induzimento ou
instigação. Considerando que nenhuma situação foi artificialmente criada, não há que se falar em fato
atípico ou crime impossível. O agente comete crime e, portanto, poderá ser efetuada a prisão em
flagrante. Esta é a posição do STJ: “Não há flagrante preparado quando a ação policial aguarda o
momento da prática delituosa, valendo-se de investigação anterior, para efetivar a prisão, sem utilização
de agente provocador” (RSTJ, 10/389). (vii) Flagrante prorrogado ou retardado: está previsto no art. 8º
da Lei n. 12.850/2013, chamada de Lei do Crime Organizado, e “consiste em retardar a interdição policial
do que se supõe ação praticada por organizações criminosas ou a ela vinculada, desde que mantida sob
observação e acompanhamento para que a medida legal se concretize no momento mais eficaz do ponto
de vista da formação de provas e fornecimento de informações”. Neste caso, portanto, o agente policial
detém discricionariedade para deixar de efetuar a prisão em flagrante no momento em que presencia a
prática da infração penal, podendo aguardar um momento mais importante do ponto de vista da
investigação criminal ou da colheita de prova. Como lembra Luiz Flávio Gomes, somente é possível esta
espécie de flagrante diante da ocorrência de crime organizado, ou seja, somente “em ação praticada por
organizações criminosas ou a elas vinculada. Dito de outra maneira: exclusivamente no crime organizado
é possível tal estratégia interventiva. Fora da organização criminosa é impossível tal medida”. Difere-se
do esperado, pois, neste, o agente é obrigado a efetuar a prisão em flagrante no primeiro momento em
que ocorrer o delito, não podendo escolher um momento posterior que considerar mais adequado,
enquanto no prorrogado, o agente policial tem a discricionariedade quanto ao momento da prisão.
Convém mencionar que, com o advento da Lei n. 11.343/2006, é também possível o flagrante
prorrogado ou retardado em relação aos crimes previstos na Lei de Drogas, em qualquer fase da
persecução penal, mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público (art. 53 da lei). Assim, é
possível “a não atuação policial sobre os portadores de drogas, seus precursores químicos ou outros
produtos utilizados em sua produção, que não se encontrem no território brasileiro, com a finalidade de
identificar e responsabilizar maior número de integrantes de operações de tráfico e distribuição, sem
prejuízo da ação penal cabível” (art. 53, II). A autorização será concedida “desde que sejam conhecidos o
itinerário provável e a identificação dos agentes do delito ou de colaboradores” (cf. art. 53, parágrafo
único). (viii) Flagrante forjado (também chamado de fabricado, maquinado ou urdido): nesta espécie, os
policiais ou particulares criam provas de um crime inexistente, colocando, por exemplo, no interior de
um veículo substância entorpecente. Neste caso, além de, obviamente, não existir crime, responderá o
policial ou terceiro por crime de abuso de autoridade

55. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Usar droga é um fato típico?

Para a a maioria da doutrina sim conforme artigo 28 da lei de drogas.

56. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quando se configura uma associação para o tráfico?

Quando há a o concurso de mais de 3 pessoas com a finalidade de praticar a traficância.

57. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Diferença de porte e posse ilegal de arma de fogo?

A posse consiste em manter no interior de residência (ou dependência desta) ou no local de trabalho a
arma de fogo. O porte, por sua vez, pressupõe que a arma de fogo esteja fora da residência ou local de
trabalho.

58. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais os tipos de ação penal?

Ação penal pública condicionada, ação penal pública incondicionada, ação penal privada, ação penal
privada subsidiária da pública.

59. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é Inquérito Policial? Quais as formas de
abertura? Quais os prazos para conclusão?

É o procedimento administrativo policial, de caráter inquisitvo e sigiloso destinado a reunir elementos


necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua autoria (vide art. 4º do CPP). O
inquérito policial tem, via de regra, duas origens ou formas de abertura: a notícia de um crime (seja ela
de origem interna ou externa), neste caso é aberto de ofício por meio de portaria e através de uma
prisão em flagrante, formalizado pelo auto de prisão em flagrante.

De acordo com o artigo 10 do CPP,

Art. 10. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou
estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a
ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela. Estes prazos
(10 dias e 30 dias) são a regra prevista no CPP. Entretanto, existem exceções previstas em outras leis:

Crimes de competência da Justiça Federal – 15 dias para indiciado preso e 30 dias para indiciado solto.

Crimes da lei de Drogas – 30 dias para indiciado preso e 90 dias para indiciado solto. Podem ser
duplicados em ambos os casos.
Crimes contra a economia popular – 10 dias tanto para indiciado preso quanto para indiciado solto.

Mas, há ainda uma outra observação importante. No caso de crimes hediondos, caso tenha sido
decretada a prisão temporária, o prazo para a conclusão do IP passa a ser de 60 dias. Isso porque a
prisão temporária em caso de crime hediondo tem o prazo de 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias.
Como a prisão temporária só tem cabimento durante a fase de investigação, isso faz com que o prazo
para a conclusão do IP acompanhe o prazo da prisão temporária.

59-A. Estes prazos do inquérito são contados a partir de quando?

Estando o indiciado solto, o prazo tem como termo a inicial a Portaria de Instauração do inquérito
policial. Estando o indiciado preso, o prazo terá como termo inicial a data da efetivação da prisão.
Trata-se, neste último caso, de prazo material, ou seja, inclui-se o dia do começo na contagem, não se
prorrogando o prazo caso o último dia seja domingo ou feriado.

60. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é prisão preventiva? Em quais casos é
permitida?

É uma prisão de natureza cautelar decretada pelo juiz em qualquer fase da investigação policial ou do
processo criminal, antes do trânsito em julgado da sentença, desde que preenchidos os requisitos legais
e na ocorrência dos motivos autorizadores.

Trata-se de uma medida excepcional, imposta somente em ultimo caso, conforme previsto no artigo 282,
§ 6º do CPP). Nos termos do artigo 313 do CPP só cabe prisão preventiva para crimes dolosos punidos
com pena máxima superior a 4 anos (I); condenação por outro crime doloso em sentença transitado em
julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do artigo 64 do CP (II); crime que envolva violência
doméstica (III) .

61. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é acareação?

A acareação é um procedimento onde acusados, testemunhas ou ofendidos, já ouvidos, são colocados


face a face para esclarecer divergências encontradas em suas declarações. A acareação pode ser
requerida pelas partes ou determinada de ofício pelo juiz. Entretanto, a acareação não é uma etapa
obrigatória do processo, sendo a sua concessão uma faculdade do juiz. Embora tenha o réu ou indiciado
que comparecer ao ato da acareação, não é obrigado a participar efetivamente da acareação, e, sobre as
testemunhas e os ofendidos, a doutrina diverge sobre o assunto.

62. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é exame de corpo de delito? Qual a
diferença para o corpo de delito?

exame de corpo de delito é um auto em que os peritos descrevem suas observações e se destina a
comprovar a existência do delito (CP, art. 13, caput); já o corpo de delito é o conjunto de vestígios
materiais (elementos sensíveis) deixados pela infração penal, ou seja, representa a materialidade do
crime. Para Fernando Capez, o corpo de delito é o próprio crime em sua tipicidade.

63. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O exame de corpo de delito pode ser dispensado?

Em regra, não. Conforme dispõe o art. 158 do Código de Processo Penal: “Quando a infração deixar
vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a
confissão do acusado”.

64. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quem pode ser testemunha? Quem não pode ser?
Quem não precisa prestar compromisso?

Como regra geral, todas as pessoas que presenciaram os fatos têm o dever de testemunhar (vide arts.
342 do CP e 206 do CPP). Não podem ser testemunhas, juiz, delegado, promotor, jurado, comissário de
menores, escrivão de cartório, diretor escolar e deputados não podem testemunhar. O advogado
também não pode testemunar sobre fatos que deva guardar sigilo. não precisa prestar compromisso o
ofendido.

65. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual o valor da confissão?

Tem valor relativo.

66. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Conceitue provas.

são os meios através dos quais se fará a reconstrução do fato criminoso.

67. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Diferença de provas ilícitas e ilegítimas.

provas ilícitas violam direito material e ilegítimas violam procedimentos.

68. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Provas derivadas da ilícita são permitidas?

não.

69. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quem pode arquivar o inquérito policial? Quem
pode desarquivar?

somente o juiz em ambos casos.

69-A. Se por acaso o delegado constatar que não houve crime, que o fato é atípico por exemplo, o que
ele deve fazer?

Elaborar relatório conclusivo e encaminhar ao Ministério Público para que este promova o
arquivamento.
70. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual o prazo para a entrega da nota de culpa?

24 horas.

71. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é fiança?

é uma garantia prestada pelo imputado para pagamento das despesas processuais, em que o acusado é
obrigado a comparecer aos atos processuais.

72. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é uma ação penal privada?

é uma ação penal de iniciativa da vítima do crime, podendo em certos casos, ser perpetrada por seus
representantes legais.

73. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é termo circunstanciado?

é um procedimento de apuração de delitos de menor potencial ofensivo

74. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual a diferença entre crime e infração penal?

infração penal é gênero, crime é uma especie de infração penal.

75. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual a diferença entre crime e ato infracional?

crime é a infração penal praticada por imputável. ato infracional é a infração penal praticada por menor
inimputável.

76. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais os fundamentos da República?

Art. 1º da Constituição Federal.

77. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais os objetivos da República

Art. 3º da Constituição Federal.

78. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais os princípios que regem as relações
internacionais do Brasil?

Art. 4º da Constituição Federal.

79. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é o princípio da legalidade?

princípio basilar que determina que só pode obrigar alguém a fazer ou deixar de fazer alguma coisa em
virtude de lei.

80. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais os princípios da Administração Pública? Fale
sobre cada um.

LIMPE= legalidade, Impessoalidade, Publicidade, e Eficiência.


82. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual o prazo de validade de um Concurso Público?

Dois anos, prorrogáveis por igual período.

83. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais são os símbolos da República?

bandeira, hino, brasão e selo

84. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais as penas permitidas e as vedadas pela CF?

Permitidas: privação ou restrição da liberdade, perda de bens, prestação social alternativa, multa,
suspensão ou interdição de direito. Vedadas ( ou proibidas): de morte, salvo em caso de guerra
declarada, de caráter perpétuo, isto é, não se admite por exemplo prisão perpétua, pena de trabalhos
forçados, de banimento e cruéis. Ver tabela abaixo para melhor visualização:

85. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é ato administrativo?

é toda manifestação unilateral de vontade da administração pública que, agindo nesta qualidade, tenha
por fim imediato resguardar, adquirir, modificar, extinguir e declarar direitos ou impor obrigações aos
administrados.

86. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais os requisitos e atributos dos atos
administrativos?

Os atos administrativos são compostos de cinco requisitos:

a) competência;

b) forma;
c) finalidade;

d) motivo; e

e) objeto.

Os atos administrativos, como manifestação do Poder Público, tem atributos que lhes conferem
características peculiares. Os atributos do ato administrativo são: presunção de legitimidade,
imperatividade e autoexecutoriedade.

87. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é Poder de Polícia? Poder hierárquico? Poder
Regulamentar? Poder disciplinar?

Poder de polícia é o poder conferido à Administração, para restringir, frenar, condicionar, limitar o
exercício de direitos e atividades econômicas dos particulares para preservar os interesses da
coletividade.

O poder de polícia abrange, ou se materializa, por atos gerais ou individuais. O ato geral é aquele que
não tem um destinatário específico, está relacionado com toda a coletividade, por outro lado, o poder
de polícia pode se materializar por ato individual, ou seja, aquele ato que tem um destinatário
específico, situação concreta de cada indivíduo.

Segundo Hely Lopes Meirelles, “Poder hierárquico é o de que dispõe o Executivo para distribuir e
escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes estabelecendo a relação
de subordinação entre os servidores de seu quadro de pessoal”.

Poder regulamentar é o poder que a Administração Pública tem para editar atos normativos ou
regulamentos.

Poder Disciplinar É o poder atribuído a Administração Pública para aplicar sanções administrativas aos
seus agentes pela prática de infrações de caráter funcional.

O poder disciplinar abrange somente sanções administrativas, como por exemplo, a advertência, a
multa, a suspensão e a demissão.

88. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é o princípio da continuidade do serviço
público?

é o princípio que orienta para que o serviço público deve ser prestado de maneira continua, o que
significa dizer que não é passível de interrupção portanto determina que os serviços públicos devem ser
contínuos para não prejudicar o atendimento à população, uma vez que os serviços essenciais não
podem ser interrompidos.
89. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é soberania?

Soberania é um atributo do Estado que confere a ele poder de decisão.

90. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é cidadania?

condição de pessoa que, como membro de um Estado, se acha no gozo de direitos que lhe permitem
participar da vida política.

91. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Diferença de preconceito e discriminação.

O termo preconceito se refere a uma opinião preconcebida, um pensamento ou sentimento formado


sobre uma pessoa ou um grupo, sem que haja experiências ou fatos relevantes para comprovar tal
ponto. Enquanto que A discriminação é a ação baseada no preconceito, e acontece quando tratamos os
membros de um determinado grupo de forma diferente, com base em fatores como seu status, grupo a
qual pertence ou categoria.

o TPI tem competência para julgar os crimes de genocídio, contra a humanidade, crimes de guerra e o
crime de agressão.

92. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quando um caso vai para o TPI?

o TPI tem competência para julgar os crimes de genocídio, contra a humanidade, crimes de guerra e o
crime de agressão.

93. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) De que trata o Estatuto de Roma?

O Estatuto de Roma é um instrumento jurídico internacional que conta com 128 artigos. E ele não é o
único. São várias as organizações internacionais relacionadas aos processos jurídicos e criminais. Ele é o
fundamento documentado do Tribunal Penal Internacional. Nenhum país que adotou suas regras pode
atuar sem recorrer ao que ficou acordado em Roma.

Esse Estatuto parte do pressuposto da existência de uma comunidade internacional. Nessa perspectiva,
considera-se que existem crimes que afetam diretamente milhares de pessoas em nível mundial, e
chegam ao ponto de chocar de maneira profunda a humanidade.

95. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Diferença entre ato administrativo vinculado e ato
administrativo discricionário

De acordo com Maria Sylvia Zanella Di Pietro acerca de discricionariedade e vinculação, anoto que o ato
administrativo será vinculado quando suportado em norma que não deixa margem para opções ou
escolhas estabelecendo que, diante de determinados requisitos, a Administração deverá agir de tal ou
qual forma. Sendo assim, em tal modalidade a atuação da Administração se restringe a uma única
possibilidade de conduta ou única solução possível diante de determinada situação de fato, qual seja
aquela solução que já se encontra previamente delineada na norma, sem qualquer margem de
apreciação subjetiva.

Em contrapartida, será discricionário o ato quando suportado em regramento que não atinge todos os
aspectos da atuação administrativa; deixando a lei certa margem de liberdade de decisão diante do caso
concreto, de modo que a autoridade poderá optar por uma dentre várias soluções possíveis, todas
válidas perante o direito. Frise-se, contudo, que nesses casos a discricionariedade não é absoluta,
devendo a adoção de uma ou outra solução ser feita segundo critérios de oportunidade, conveniência e
equidade próprios da autoridade porque não definidos pelo legislador e também porque, sob alguns
aspectos, em especial a competência, a forma e a finalidade, a lei impõe limitações. Sendo assim o ato
será discricionário nos limites traçados pela lei, se a Administração ultrapassa esses limites, a sua decisão
passa a ser arbitrária, ou seja, contrária à lei.

104. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Conceitue Criminologia

Segundo Nestor Sampaio Penteado Filho, pode-se conceituar Criminologia como sendo a ciência
empírica (baseada na observação e experiência) e interdisciplinar que tem por objeto de análise o crime,
a personalidade do autor e seu comportamento delitivo, da vítima e do controle social das condutas
criminosas.

105. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quais os objetos de estudo da criminologia?

o objeto de estudo é o crime, a criminlogia vê o crime como um problema social. Atualmente o objeto
da criminologia está dividido em quatro vertentes: delito, delinquente, vítima e controle social.

106. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Qual a finalidade da criminologia?

informar a sociedade e os poderes constituídos acerca do crime, do criminoso, da vítima e dos


mecanismos de controle social. Em suma: é a luta contra a criminalidade (controle e prevenção criminal).

107. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é o criminoso nato?

é o homem que já nasce com a natureza crimonosa devido a diversos fatores biológicos e culturais,
independentemente de outros fatores externos. Embora o termo criminoso nato tenha sido proposto
por Ferri, segundo afirma o escritor Nestor Sampaio, foi utilizado por Lombroso para qualificar alguém
que tinha determinadas característcas físicas que, segundo Lombroso, estavam associadas à deliquencia.

108. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) O que é cifra negra? Dourada? Azul? Verde?
Amarela? Rosa?

A cifra negra pode ser concebida, resumidamente, no fato de que nem todos os crimes praticados
chegam ao conhecimento oficial do Estado. Termo genérico que abrange todas as demais cifras.

Cifra dourada: trata da criminalidade de colarinho branco, abrangendo a prática de crimes próprios do
alto escalão da sociedade, que lesam toda a coletividade. Ex.: crimes contra o sistema financeiro, a
ordem econômica e tributária. Cifra amarela: designa os crimes praticados por funcionários públicos que
não chegam ao conhecimento dos órgãos estatais devido ao temor de represálias. Ex.: abuso de
autoridade, tortura, corrupção passiva e concussão.

Cifra verde: abrange os crimes contra o meio ambiente que não chegam ao conhecimento dos órgãos
estatais

Cifra azul: designa os crimes econômicos praticados por pessoas menos favorecidas.

Cifra rosa: terminologia referente aos crimes de homofobia que não chegam ao conhecimento dos
órgãos estatais.

109. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quem foi o criador da criminologia?

Muitos doutrinadores afirmam que o fundador da Criminologia moderna foi Cesare Lombroso, com a
publicação em 1876 de seu livro O Homem Delinquente. Para outros, foi o antropólogo francês Paul
Topinard que em 1879 teria empregado pela primeira vez a palavra “criminologia”, ao passo que há os
que defendem a tese de que foi Rafael Garofalo que, em 1885, usou do termo como nome de um livro
científico. Ainda existem importantes opiniões de que a Escola Clássica, com Francesco Carrara
(Programa de Direito Criminal/1859), traçou os primeiros aspectos do pensamento criminológico. Não se
pode perder de vista, no entanto, que o pensamento da Escola Clássica somente despontou na segunda
metade do século XIX e que sofreu uma forte influência das ideias liberais e humanistas de Cesare
Bonesana, o Marquês de Beccaria, com a edição de sua obra genial, intitulada Dos delitos e das penas
em 1764. Por derradeiro, releva frisar que, numa perspectiva não biológica, o belga Adolphe Quetelet,
integrante da Escola Cartográfica, ao publicar seu Ensaio de física social (1835) seria um expoente da
Criminologia inicial, projetando estudos estatísticos relevantes sobre criminalidade, incluindo-se os
primeiros estudos sobre cifras negras de criminalidade.

110. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quem foi o pai da vitimologia?

Os primeiros trabalhos sobre vítimas, segundo o professor Marlet (1995), foram de Hans Gross (1901).

111. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quem foi Lombroso? O que ele escreveu?
Pertencia a qual escola?

Lombroso foi o criminologo que propôs a utilização de método empírico-indutivo ou


indutivoexperimental que se ajustava ao causalismo explicativo defendido pelo positivismo, a par de ter
efetuado estudos intensos sobre as tatuagens, constatando uma tendência à tatuagem pelos dementes.
Por isso, afirmou que o crime não era uma entidade jurídica, mas, sim, um fenômeno biológico, razão
pela qual o método indutivo-experimental deveria ser o empregado. Dai sua teoria do criminoso nato.
Escreveu o livro o Homem Deliquente em que defendia a tese de que o crime era algo intrísico a
determinados indivíduos. Pertencia a Escola Positiva.

112. (ESTRATÉGIA / PCSP Escrivão de Polícia - 2019) Quem foi Ferri? O que ele escreveu? Pertencia a
qual escola?

Ferri, Enrico Ferri (1856-1929), genro e discípulo de Lombroso, foi o criador da chamada “Sociologia
Criminal”. Para ele, a criminalidade deriva de fenômenos antropológicos, físicos e sociais. Escreveu a
obra posteriormente traduzida como Sociologia Criminal. Pertencia a Escola Positiva.

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