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Trabalho Prático

Flexão Desviada
Mecânica dos Sólidos II

Professores: Pedro Coelho e João Cardoso

André Nunes N.º51966


André Antunes N.º50401

Grupo 3

Maio de 2019
Índice

Introdução ................................................................................................................... 3
Síntese dos resultados ................................................................................................ 4
Fase experimental ....................................................................................................... 5
Fase analítica .............................................................................................................. 6
Fase numérica............................................................................................................. 9
Discussão dos resultados e conclusão ..................................................................... 12
Referências bibliográficas……………………………………………………….…………13

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Introdução

No âmbito da unidade curricular de Mecânica dos Sólidos II, foi proposto aos
alunos a resolução de um trabalho cujo tema principal é a flexão desviada. Esta
atividade foi dividida em três fases: experimental, analítica e numérica, durante as
quais se realizaram algumas tarefas desde a medição dos deslocamentos horizontais
e verticais, cálculo de tensões normais máximas, mínimas e tangenciais.
Recorrendo ao programa de elementos finitos ANSYS, foram obtidos, na fase
numérica deste trabalho, outros valores importantes à realização do mesmo.
Algumas constantes utilizadas estão resumidas na tabela 1.

Figura 1 – Montagem experimental Figura 2 – Cantoneiras de abas iguais 20x20x2

Módulo de Young (E) 70 GPa


Coeficiente de Poisson (v) 0.3
P (N) 6.5
θ (º) 10
I1 (m4) 4.585 x 10 -9
I2 (m4) 1.174 x 10 -9
A (m2) 7.6 x 10 -5

Tabela 1 – Parâmetros do problema

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Síntese dos resultados
Na tabela 2 estão resumidas todas as grandezas obtidas nas três fases: analítica,
numérica e experimental.

Fase Fase Fase numérica


analítica experimental Elementos de Elementos de
viga casca
σxx Max (MPa) 12.51 12.49 15.90

σxx Min (MPa) -21.78 -18.62 -23.50

τxy Max (MPa) 0.25 1.47

τxy Min (MPa) 0 -0.07

τxz Max (MPa) 0.14 0.31

τxz Min (MPa) -0.16 -0.61

δv (mm) 1.3902 1.5468 1.8012 -1.5407

δH (mm) 0.9698 0.9855 0.4368 0.4316


ϕ (º) 24.91 22.50 23.63 25.65

Tabela 2 – Tabela comparativa das grandezas calculadas

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Fase experimental
No decurso desta etapa foram executadas medições dos deslocamentos
verticais e horizontais para as diferentes cargas aplicadas na extremidade da viga,
tal como mostra a tabela 3.
A montagem é composta por uma cantoneira de abas iguais, encastrada
numa das extremidades com um determinado ângulo em relação ao eixo y
considerado e da aplicação de uma força P no centroide da secção mais distante do
encastramento, como mostra a figura 1.
Nesta fase era pedido o deslocamento horizontal (δHe) e vertical (δVe)
na extremidade gerado por P e a partir dos mesmos, calcular ϕe (ângulo que o eixo
neutro da flexão faz com o eixo z indicado).

Carga P (N) δH δV
0 0 0
5 0.71 1.14
6.51 0.9855 1.5468
10 1.51 2.38
15 2.35 3.64
1
Valores interpolados

Tabela 3 – Tabela comparativa das grandezas calculadas para um ângulo de 10º

Ângulo que o eixo neutro faz com o eixo z da viga:

Figura 3 – Projeção dos deslocamentos

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Fase analítica
Utilizando a teoria de vigas e em particular as deduções para a flexão desviada,
obteve-se a tensão normal máxima e mínima na secção situada no encastramento,
os valores das tensões tangenciais na secção transversal e o deslocamento
horizontal (δHa) e vertical (δVa), ao longo das seguintes etapas:

• Tensões normais

Figura 4 – Forças resultantes nos eixos


principais de inércia

Figura 5 – Distribuição das tensões tangencias e


posição do eixo neutro

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• Tensões tangenciais

Figura 6 – Esquema ilustrativo das componentes


do esforço transverso (não vinculativo)

Figura 7 – Distribuição das tensões tangenciais


(não vinculativo)

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• Deslocamentos transversais

Figura 8 – Projeção dos deslocamentos


nos eixos do relógio comparador

Para a obtenção dos restantes deslocamentos procede-se de forma análoga ao


método aqui demonstrado.

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Fase numérica
Nesta parte final da recolha de resultados, recorrendo ao programa de elementos
finitos ANSYS, calculou-se os valores máximos e mínimos das tensões normais na secção
de encastramento, os valores máximos das tensões tangenciais na secção transversal e
finalmente, o deslocamento horizontal (δHn) e vertical (δVn). Para obter estes valores
utilizaram-se dois modelos numéricos, nomeadamente, um de elementos de viga e outro
utilizando elementos de casca como se vê na figura 9 e 10, respetivamente.

Figura 9 – Modelo numérico com elementos de viga


com deformada

Figura 10 – Modelo numérico com elementos de


casca com deformada
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Figura 11 – Distribuição de tensões normais no
modelo de casca

Figura 12 – Distribuição de tensões tangenciais xy e xz no modelo de casca

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Figura 13 – Determinação do deslocamento em y

Figura 14 – Determinação do deslocamento em z

Na tabela 4 é possível observar que as


tensões máximas ocorrem no nó 1, que
corresponde à secção de encastramento.

Tabela 4 – Lista das tensões por nó

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Discussão dos resultados e conclusão
Durante esta atividade observou-se a flexão desviada devido à presença de
momentos em diferentes eixos com a aplicação de uma força no centroide da
cantoneira. Dada a inexistência de carregamento axial (N/A=0), concluímos que o eixo
neutro teria de intercetar o centroide da secção, facilitando os cálculos posteriores.
Tendo em conta que se usaram relógios comparadores para definir os
deslocamentos para um dado P, foi importante a realização da fase numérica, que
permitiu a visualização mais clara da deformação resultante do carregamento.
Naturalmente os valores dos deslocamentos calculados na fase analítica têm
pequenas flutuações quando comparados com os valores experimentais, não tendo o
erro relativo excedido os 10.12%. No entanto, o grupo observou que, para os valores
obtidos no Ansys, o erro relativo máximo atingiu os 56%.
Por outro lado, verifica-se que as tensões normais obtidas numericamente têm
um erro inferior a 7.90%, contudo, observa-se que para as tensões tangenciais o erro
é significativamente maior, uma vez que estas tensões são, de facto, baixas,
amplificando o erro relativo para pequenas variações do valor absoluto.
Considera-se ainda oportuno referir a concordância entre os ângulos
calculados entre o eixo neutro e o eixo z da viga, com um erro relativo inferior a 8.53%.
Finalmente, é de notar que na figura 9 não foi possível obter a representação
completa da viga, ainda assim, foi possível extrair os resultados necessários.

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Referências Bibliográficas
[1] BEER, Ferdinand P; JOHNSTON, E Russel; DEWOLF, John T; MAZUREK David
F, Mecânica dos Materiais, AMGH, (2011).

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