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A REPRESENTAÇÃO DOS NEGROS E NEGRAS NO CINEMA: TRÊS MOMENTOS

NORTE-AMERICANOS

CAMILA BIASOTTO DE ARAUJO SCHWARZINGER*

Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar como é possível utilizar o cinema
estadunidense para abordar o problema do racismo e da conquista dos direitos dos negros na
sociedade americana e a mentalidade da época em que o filme é produzido. Trata-se de uma
pesquisa qualitativa que analisa três filmes: O nascimento de uma nação, de 1915, O sol é
para todos, de 1962 e Pantera Negra, de 2018. A análise também conta com o referencial
teórico que permite contextualizar quando os filmes foram produzidos e sua relação com os
conflitos raciais e sociais de cada época em questão. Percebeu-se que os negros eram
representados, primeiramente, como pessoas pouco inteligentes ou civilizadas, seguindo a
mentalidade da época do Período de Reconstrução do começo do século XX, após a Guerra de
Secessão. Já na década de 1960, eles se tornam seres humanos que precisam ser defendidos e
ajudados por um personagem branco, já que não possuem capacidade de fazê-lo por si só e,
finalmente, no século XXI, ele é colocado em lugar de destaque e protagonismo, seguindo o
otimismo social e racial deixado pelo governo Obama. As etapas do trabalho foram dividias
em: sondagem para saber quais eram os conhecimentos prévios sobre os filmes e questão dos
negros nos Estados Unidos, sessões dos três filmes do corpus de análise para os alunos,
reflexão em grupo, leitura de referencial teórico, busca por novos filmes que tratassem da
mesma temática e apresentação dos alunos para a sala. A pesquisa também se mostrou
pertinente ao meio escolar, pois o filme Pantera Negra (2018), possibilitou uma abertura à
visão cinematográfica de personagens negros que pôde ser explorada como ponto de partida
para uma discussão maior, no caso, a análise de outros filmes trazidos pelos estudantes cujos
personagens traziam as mesmas características, bem como a busca por explicações não
tradicionais acerca da abolição dos escravos e sua busca na justiça pelo direito de liberdade no
território brasileiro.
Palavras-chave: Cinema, Racismo, Educação.

1. Introdução

Este artigo busca expor como foi possível utilizar no contexto escolar personagens
negros em conteúdos fílmicos a partir de três exemplos norte-americanos, a saber, “O

*Doutoranda na Universidade Presbiteriana Mackenzie


Agência Financiadora: Instituto Presbiteriano Mackenzie
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nascimento de uma nação” (1915), de D.W Griffith; “O sol é para todos” (1962), de Robert
Mulligan e “Pantera Negra” (2018), de Ryan Coogler.
Trata-se de uma análise, sobretudo, da história americana contada a partir de
sua visão dos negros no cenário contemporâneo da produção de cada um dos filmes, o que
possibilita trabalhar com a noção de filme como documento histórico, já que os três filmes
fazem parte de momentos marcantes da história estadunidense. como o professor, em sala de
aula, é capaz de se tornar um mediador deste documento, dirigindo-lhe uma crítica
fundamentada em uma mídia voltada à comunicação de massa, o cinema, e referenciais
teóricos, que serão apresentados a seguir.
Portanto, pretende-se trazer possibilidade da utilização destes três filmes como
fontes primárias de análise de diferentes épocas e mentalidades frisando, desta forma, que na
área da educação existe o espaço e a metodologia adequados para o trabalho com diferentes
materiais, desde que o professor ou a professora tenham o conhecimento e a habilidade para
explorá-los e traze-los para uma discussão atual.

TRÊS MOMENTOS DE REPRESENTAÇÃO

Reconstrução e O nascimento de uma nação


O filme “O nascimento de uma nação”, de 1915, pode ser localizado temporalmente
durante um período em que os Estados Unidos tentavam uma política de união do país após a
Guerra de Secessão, união está marcada por fortes ressentimentos de ambos os lados do país,
bem como entre as duas raças mais amplamente envolvidas no conflito. Guerra de Secessão
ocorreu entre os anos de 1861 e 1862, envolvendo as partes norte e sul do território norte-
americano. Nos termos industriais da época, o Norte era considerado mais avançado e possuía
uma classe média que estava crescendo econômica e socialmente. Já o Sul contava com uma
economia agrícola baseada no sistema de plantation e escravocrata.
Ambos os lados realizavam comércio entre si, não antagonizando totalmente nesta
questão, e eram unidos pelo pensamento comum da superioridade da raça branca. A disputa
na Guerra viria principalmente por motivos econômicos, expansionistas e políticos e não tanto
raciais ou abolicionistas, embora também estes entrassem na pauta de discussão. O debate
sobre a escravidão permeava mais as eleições de 1860 do que a causa da Guerra que viria a
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seguir. Com a eleição de Abraham Lincoln, republicano a favor da abolição, os estados do Sul
se sentiram ameaçados e os do Norte estavam receosos, pois não enxergavam no presidente
um discurso aberto contra a escravidão. A ambiguidade na figura do presidente se tornou um
motivo para que os dois lados estivessem bastante insatisfeitos com os rumos políticos que o
país tomava e tornou-se um pretexto para que os estados do Sul, futuramente chamado de
Confederados, se reunissem e considerassem a separação do resto do país.
Com o objetivo de manter o país um só, a União, Lincoln governava ora confiscando a
economia sulista, ora propondo uma abolição moderada. Como nenhum dos lados estava
satisfeito com o tom moderador do governo, medidas extremas foram incorporadas pelos
estados, desde a abolição de escravos capturados ou fugidos até o confisco de
correspondências, fechamento de jornais e punição daqueles que desertavam da União.
Finalmente, em 1863, Lincoln promulgou a Lei da Emancipação dos escravos, levada pelos
soldados do Norte conforme venciam no território sulista. Em 1865, foi promulgada a 13ª
emenda que proibia a escravidão em todo o território americano. Após a derrota, o Sul se
encontrava financeiramente devastado, mas, racialmente, a população branca encontrava-se
moralmente fortalecida para evitar a todo custo a emancipação e conquista de direitos da
população negra liberta.
O período de Reconstrução que sucedeu a Guerra deveria enfrentar, então, um
contingente de negros libertos sem direitos, sem educação e sem propriedade, já que a
proposta do confisco e distribuição de terras não foi a termo, brancos do norte e do sul
procurando uma reconciliação que agregasse o território perdedor, mas que não ofendesse o
vencedor, abolicionistas que não acreditavam que a raça negra era tão igual assim a ponto de
poderem participar da vida política do país e um déficit financeiro e populacional que levaria
anos para ser resolvido.
Uma solução encontrada pela população negra foi voltar a trabalhar para seu antigo
senhor exigindo, desta vez, metade da produção como forma de pagamento. No início o
acordo parecia vantajoso para a população negra, mas logo se tornou uma escravidão por
dívidas, uma vez que eles contraíam dívidas mais rápido do que podiam lucrar para saldá-las.
Pouco esforço, na verdade, foi realizado para que os negros conseguissem seus direitos no
Norte e no sul. Se a escravidão era proibida por lei, ela se manifestaria a partir de agora nos
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hábitos, costumes e empregos da sociedade sulista. Nas palavras de Karnal (2008, 140): “a
guerra tinha terminado com a escravidão no Sul, mas não representou a integração dos negros
como cidadãos efetivos”.
A opinião do diretor do filme, D.W. Griffith, assim como sua biografia, se confunde
com o próprio filme. Sabe-se que seu pai foi um soldado confederado, portanto esteve do lado
perdedor da Guerra de Secessão, e sua impressão sobre os negros como pessoas inferiores foi
fortemente influenciada por estas experiências. A magnitude de sua obra encontrou respaldo
social, uma vez que o filme se tornou um enorme sucesso de bilheteria nos Estados Unidos e
se tornou um marco na história do cinema com suas mensagens racistas que mostrava negros
como animais – negros, no caso, eram atores brancos pintados – estupradores, sem senso de
civilidade; com a glorificação da Klu Klux Klan como salvadores de uma pátria com valores
sulistas, mas devastada após a vitória do Norte e construindo heróis confederados.

Direitos Civis e o homem branco que salva


Já em 1962, ano de “O sol é para todos”, é marcado pela transmissão televisiva dos
movimentos sociais nos Estados Unidos, incluindo o Movimento Negro que teve como
ramificações o Partido Panteras Negras, os líderes Martin Luther King Jr. e Angela Davis. A
segregação informal já ocorria desde a época da Reconstrução, e mesmo tendo participados
das duas Guerras Mundiais, os cidadãos negros ainda não eram vistos como parte completa da
nação estadunidense.
Não eram raros os linchamentos, assassinatos, violência policial e educação de baixa
qualidade para este segmento racial, que rebatiam com grupos organizados por homens e
mulheres que atuavam tanto no Norte quanto no Sul do país em busca de dignidade e direitos
para a população negra através de meios pouco ortodoxos. Martin Luther King Jr, por
exemplo, propunha a desobediência civil contra os abusos violentos das autoridades policiais.
O Partido Panteras Negras seguia a linha da “autodefesa armada” contra a violência policial,
além de investirem em programas assistenciais nos bairros pobres e abandonados. Angela
Davis encontrava-se entre os intelectuais a favor dos Direitos Civis, fazendo de sua fala e de
seu corpo instrumentos de luta. A utilização do seu cabelo black power, volumoso e
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comprido, era um símbolo de resistência e valorização da cultura e da pessoa negra


respaldando-se no slogan da época black is beautiful (GERSTLE: 2002, 3016).
Ainda assim, o negro representado no filme “O sol é para todos” ainda é um animal.
Não um “animal” a ser hostilizado e segregado, mas sim a ser defendido pelo bom homem
branco que enxerga nele uma inocência e uma inferioridade intelectual. Há, sim, os raivosos,
que compõem a maior parte da cidade sulista onde se passa o filme, decididos a condenar o
personagem negro por um filme que ele não cometeu, mas o espectador é levado a crer na
bondade e inocência do negro – mas não em sua inteligência – ao enxergá-lo sob a
perspectiva infantil da personagem Scout.

Obama, o super-herói
O terceiro caso é o filme que marca a época pós-esperança do governo Obama,
primeiro presidente Negro dos Estados Unidos. Assumindo a presidência em 2009 e
permanecendo até 2017 de acordo com as normas de reeleição dos Estados Unidos, Barack
Obama foi um sopro de novidade no aspecto racial da política americana.
Durante sua campanha, nunca escondeu a crítica ao racismo que ainda assolava o país
em pleno século XXI e sua chegada ao poder era a prova de que os cidadãos negros do país
precisavam para crer que, para eles, o American Dream também era possível. Seu discurso era
o discurso da união entre os americanos. Não possuía um tom revanchista ou vingativo, mas
havia ali a tentativa de fazer com que todos se sentissem parte do mesmo país, mesmo que
para isso fossem necessárias ações afirmativas e enfrentamentos espinhosos com o próprio
Congresso americano.
“Pantera Negra” é um filme de 2018 que responde a clamores sociais e
cinematográficos ao construir um elenco majoritariamente negro, com um diretor negro, cujo
tema não é escravidão, colocando-os como super-heróis com uma personalidade exemplar a
ser seguida e que não aceita mais ficar relegada a papéis secundários, seja no cinema, seja na
construção de um país. Trata-se ainda de um local fictício, o país Wakanda, bastante
desenvolvido e localizado no continente africano. Os personagens negros não são inferiores
ou animalizados, não precisam contar com a ajuda de um personagem branco para obterem
sucesso e, acima de tudo, protagonizam sua própria história em tom de irmandade.
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O filme é aqui a construção do ícone após o governo Obama, permitido pela mudança
de mentalidade e auto estima que estes oito anos propiciaram à população negra daquele país.
Onde mais isso seria possível?

2. Fundamentação teórica

Para que a realização da pesquisa, foram considerados autores e livros que abordassem
a história americana sob uma perspectiva histórico-racial, bem como aqueles que pudessem
trazer noções de linguagem cinematográfica.

Para a finalidade histórica, foram escolhidos os seguintes livros: Os americanos, de


Antônio Pedro Tota; American Crucible: race and nation in the twientieth century, de Gary
Gerstle e História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI, organizado por Leandro
Karnal, Sean Purdy, Luiz Estevam Fernandes e Marcus Vinicius de Morais. O primeiro livro
faz parte de uma coletânea bastante didática que visa traçar um panorama da História
Americana com uma linguagem acessível e atualizada. O livro busca compreender as bases do
nacionalismo estadunidense e em que medida ele impulsionou sua cultura, habitos e seus
conflitos.

American Crucible é um livro menos didático, porém de fundamental importância para


que se possa analisar a formação racial americana, força motriz de separações, políticas
públicas, campanhas eleitorais e guerras ao longo do tempo. Se existe um sentimento
nacionalista que permeia o imaginário americano, existe também um sentimento de
segregação neste mesmo nacionalismo, dada a formação multicultural e multiracial dos
Estados Unidos.

Em História dos Estados Unidos, ocorre ainda a investigação de fatores históricos e


suas contradições ao longo da história americana, levando em consideração as resistências
culturais e movimentos sociais. Nos três livros apresentados, procura-se superar a dicotomia
bom e mau relegadas à nação americana, preocupando-se mais em trazer à tona as nuances
desta colcha de retalhos capazes de envolver a representação na Indústria Cultural.

Em termos de linguagem cinematográfica, o livro “D.W. Griffith”, de Ismail Xavier, é


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utilizado para que se perceba que a vida dos diretores e produtores cinematográficos podem
influenciar de maneira definitiva a forma como contam suas histórias. Também é possível, por
meio deste livro, pensar nos recursos da linguagem cinematográfica utilizados para construir
uma narrativa convincente, desde a escala de atores e atrizes até a iluminação, os movimentos
de câmera e a publicidade envolvida. O livro de Tota também serve ao propósito
cinematográfico, uma vez que possui uma análise do desenvolvimento do cinema americano e
da criação de Hollywood e do star media.

3. Procedimentos metodológicos

A pesquisa em questão é qualitativa, baseada em:


a) Sondagem, em sala de aula, sobre o quanto os alunos conhecem da questão negra
na história americana.
b) Sessões e dias diferentes dos três filmes que fazem parte do corpus de análise.
c) Reflexão e discussão em sala de aula, em grupos de quatro estudantes, para que
pudessem comparar suas opiniões e impressões sobre o que assistiram.
d) Apresentação de grupos para o restante da sala e discussão sobre os pontos de vista
apresentados.
e) Leitura em grupo do referencial teórico, durante duas aulas
f) Pesquisa individual sobre outros filmes que pudessem conter a mesma mensagem e
apresentação de trechos para a sala e discussão.

4. Discussão dos resultados

A partir da pesquisa realizada, percebeu-se que apesar de terem acesso aos conteúdos
cinematográficos, os alunos pouco conseguem relacionar a mensagem do filme com o
contexto em que ele foi produzido. A intenção dos diretores e produtores passa desapercebida,
e o papel da professora, neste caso, é fundamental para que possam perceber o cinema não
apenas como arte, mas também como produtor da ideologia de uma época.
A parte mais complexa de todos foi a primeira discussão, uma vez que os alunos não
tinham embasamento teórico cinematográfico ou histórico suficientes para perceberem a
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construção dos personagens, talvez porque todos eram brancos e, por isso, tivessem pouco
contato com a cultura negra. Quando as ideias foram expostas, percebeu-se que muitas delas
eram iguais ou se complementavam, mas não se aprofundavam muito além da descrição física
ou profissional dos personagens negros, e os brancos nem eram considerados como
construtores da sua história.
Após a leitura do referencial teórico com a turma, alguns conceitos ficaram mais
claros durante as aulas, principalmente aqueles ligados aos Direitos Civis americanos.
Surgiram dúvidas também em relação à escravidão e conquista de direitos da população negra
no Brasil, se houve aqui um movimento de Contracultura, quais foram os processos além
daqueles já conhecidos tradicionalmente. Foi apresentado aos alunos a fala da historiadora
Keila Grinberg no simpósio temático “Direito, justiça e relações de poder no Brasil”, onde ela
aborda a luta pela abolição por ações movidas pelos próprios negros em tribunais brasileiros
como uma alternativa para a conquista da liberdade.
Percebeu-se o esforço dos alunos para procurarem e trazerem novos materiais
cinematográficos para que o tema pudesse ser mais explorado. Foram sugeridos o filme
Hancock (2008), um herói negro protagonizado por Will Smith com graves falhas de caráter e
personalidade; Django Livre (2012), história de um escravo ajudado por um caçador de
recompensas branco a resgatar sua noiva e o herói Lanterna Verde, que ora é branco ora é
negro. Desta forma, percebeu-se que trabalhar a linguagem cinematográfica com os alunos é
um recurso válido em sala de aula, desde que lhes traga proximidade temática e cronológica.
O que propiciou esta discussão foi, antes de tudo, o lançamento do filme Pantera
Negra no ano de 2018, dado o seu sucesso e polêmica entre os alunos e os próprios meios de
comunicação. Trazer o tema da representação dos personagens que eles já conheciam e leva-
los à história do cinema e à história americana por meio deles foi um caminho traçado
basicamente “à contrapelo”, como diria March Bloch, como a história deve ser, e que tornou
realizável tornar um produto da Indústria Cultural acessível em sua ideologia e educacional,
se bem mediado.

5. Conclusões
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O que propiciou esta discussão foi, antes de tudo, o lançamento do filme Pantera
Negra no ano de 2018, dado o seu sucesso e polêmica entre os alunos e os próprios meios de
comunicação.
Trazer o tema da representação dos personagens que eles já conheciam e leva-los à
história do cinema e à história americana por meio deles foi um caminho traçado basicamente
“à contrapelo”, como diria Marc Bloch (2002), como a história deve ser, e que tornou
realizável tornar um produto da Indústria Cultural acessível em sua ideologia e educacional,
se bem mediado.
Neste sentido, a formação de professores e professoras deve visar o trabalho com os
diversos tipos de mídia em sala de aula, haja vista que eles permeiam a vida do aluno fora e
dentro da escola, pois eles discutem espontaneamente aquilo que assistem, ouvem, vivem,
experienciam. Sistematizar este conhecimento em sala de aula é fornecer aos estudantes
ferramentas para que possam se apropriar de forma crítica àquilo que são expostos como
entretenimento.
Assim, cabe à escola não demonizar ou excluir produtos midiáticos, quaisquer
que sejam suas origens, mas traze-los de forma competente e participativa com o intuito de
abrir horizontes filosóficos, históricos e éticos.

6. Referências

BLOCH, Marc. Apologia da história ou o ofício da história. São Paulo: Zahar, 2002.

GERSTLE, Gary. American crucible: race and nation in the twentieth century.Princeton:
Princeton University Press, 2002.

GRINBERG, Keila: Re-escravização, revogação da alforria e direito no século XIX:


Simpósio Temático ‘Direito, justiça e relações de poder no Brasil: a perspectiva da história do
direito e da história das instituições. ANPUH – XXII Simpósio Nacional de História: João
Pessoa, 2003.
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KARNAL, Leandro [at.alii]. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. São
Paulo: Contexto, 2008.

TOTA, Antonio Pedro. Os americanos. São Paulo: Contexto, 2009.

XAVIER, Ismail: D.W. Griffith. São Paulo: Brasiliense, 1984.

DJANGO Livre. Direção: Quentin Tarantino. EUA. 2012. Colorido. 165 min. Título original:
Django Unchained

HANCOCK. Direção: Peter Berg. EUA. 2008. Colorido. 92 min. Título original: Hancock.

O SOL é para todos. Direção: Robert Mulligan. EUA. 1962. Preto e branco. 120 min. Título
original: To kill a Mockingbird.

O NASCIMENTO de uma nação. Diretor: D.W. Griffith. EUA. 1914. Preto e branco. 155
min. Título original: The Birth of a Nation.

PANTERA Negra. Diretor: Ryan Coogler EUA. 2018. Colorido. 145 min. Título original:
Black Panther.