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J A R D I M

COMESTÍVEL

Plantando saúde,

colhendo felicidade
Beatriz Bartoli Magosso
Karina Pavão Patrício
Andrei Ribas Coneglian
Yu r i S o a r e s d e M e l l o
Filipe Pereira Giardini Bonfim

JARDIM COMESTÍVEL
plantando saúde, colhendo felicidade

“S o l o s a d i o, p l a nt a s a d i a , s e r hu m a n o s a d i o”
Ana Maria Primavesi

1ª edição
Botucatu
2019
JARDIM COMESTÍVEL
plantando saúde, colhendo felicidade

Este manual é uma construção coletiva e interprofissional do grupo do projeto


“Jardim Comestível”, Grupo Timbó de Agroecologia, Grupo PET – Saúde e
Meio Ambiente e Núcleo de Estudos de Agroecologia (NEA) Botucatu.

Equipe organizadora: Beatriz Bartoli Magosso, Karina Pavão Patrício, Andrei


Ribas Coneglian, Yuri Soares de Mello e Filipe Pereira Giardini Bonfim
Equipe técnica: Ana Flávia Brolio, Arthur César dos Santos Minato, Bárbara
Sugizaki, Gabriela Ribeiro de Barros, João Olavo Clemente, Marina Amorim
Lopes, Vanessa da Silva Moraes e Victor Henrique Razera de Melo
Revisão: Filipe Pereira Giardini Bonfim, Luiz Claudio Di Stasi e Karina Pavão
Patrício
Revisão de Texto: Ana Mari da Silva Deolin
Ilustração: Mônica Stein e Beatriz da Silva Fabreti
Fotografias: Andrei Ribas Coneglian e Beatriz Bartoli Magosso
Projeto Gráfico: Andrei Ribas Coneglian e Beatriz Bartoli Magosso
Financiamento: Projeto NEA em Rede: Sistemas Agroecológicos de Pro-
dução Vegetal em prol da Soberania e Segurança Alimentar de Botucatu -
402855\2017-5 - Edital 21\2016 - CNPq

F I C HA C ATA L O G R Á F I C A E L A B O R A DA P E L A S E Ç ÃO T É C . AQ U I S . T R ATA M E N T O DA I N F O R M AÇ ÃO
D I V I S ÃO D E B I B L I O T E C A E D O C U M E N TAÇ ÃO - C A M P U S D E B O T U C AT U - U N E S P
B I B L I O T E C Á R IA R E S P O N S ÁV E L : R o s e m e i r e Ap a r e c i d a Vi c e n t e - C R B 8 / 5 6 5 1

Ja r d i m c o m e s t í v e l : p l a n t a n d o s a ú d e c o l h e n d o f e l i c i d a d e /
O r g a n i z a d o r e s B e a t r i z B a r t o l i M a g o s s o, K a r i n a Pa v ã o Pa t r í c i o, A n d r e i R i b a s C o n e g l i a n , Yu r i
S o a r e s d e Me l l o, F i l i p e Pe r e i r a G i a r d i n i B o n f i m . - B o t u c a t u : C N Pq , 2 0 1 9
6 8 p.

Inclui bibliografia e índice


ISBN: 978-65-5067-014-6

1 . Ja r d i n s - P r o j e t o. 2 . P l a n t a s c o m e s t í v e i s - Nu t r i ç ã o. 3 . P l a n t a s m e d i c i n a i s . 4 . Ad u b a ç ã o v e r d e .
5 . P r o g r a m a S a ú d e d a F a m í l i a ( B r a s i l ) . 6 . E q u i p e s d e s a ú d e . 5 . P r o m o ç ã o d a s a ú d e . T í t u l o.
I I . M a g o s s o, B e a t r i z B a r t o l i . I I I . Pa t r í c i o, K a r i n a Pa v ã o. I V. C o n e g l i a n , A n d r e i R i b a s . V. Me l l o,
Yu r i S o a r e s d e . V I . B o n f i n , F i l i p e Pe r e i r a G i a r d i n i .

CDD 581.634
' ~O L Á , B E M - V I N D O S .
O Jardim Comestível está localizado na Unidade de Saúde da Família (USF)
no bairro Jardim Santa Elisa na cidade de Botucatu – SP. É um espaço
compartilhado e cuidado pela comunidade local, equipe de saúde e estudantes.
Este manual conta o caminho de construção do Jardim apresentando
algumas plantas cultivadas. Buscamos incentivar a utilização dessas como
forma de autocuidado, resgate de conhecimento popular, promoção da saúde
e da segurança e soberania alimentar. Esperamos estimulá-los a cvonstruir
Jardins Comestíveis nos mais diferentes espaços.

Gostaríamos de agradecer a toda comunidade do Santa Elisa e todos que


estiveram presentes de alguma forma, ajudando a construir esse sonho.
Agradecer às Senhoras Josefa, Girlene, Solange, Cida, Cida Melo, Fernanda e
Marilene, mulheres, amigas e companheiras de trabatlho e à toda equipe de
saúde da USF pelo acolhimento e espaço.
Também agradecemos à Hillary, Kaio, Gui, Laís e às crianças da creche pela
energia, alegria e renovação. À Secretaria do verde e a Prefeitura de Botucatu,
pelo apoio. Ao Tita, Gilberto, Alberto e todos os organizadores de mutirões.
E principalmente à professora Karina pela orientação presente, por acreditar
em nós, pela paciência e cuidado no caminho.

ÍNDICE

C omo construímos nosso Jardim C omestível? ........ 4


O q u e s ã o PA N C , A d u b o s Ve r d e s e P l a n t a s M e d i c i n a i s ? 6
Como propagar as plantas? ................................ 8
Como utilizar as Plantas Medicinais? .................. 9
Entedendo nosso manual .................................... 1 3
Entedendo os símbolos ...................................... 1 4 3
Plantas ............................................................ 1 5
Dicionário ....................................................... 5 6
Índice de indicações terapêuticas ....................... 5 8
Índice de plantas .............................................. 6 4
Referências ...................................................... 6 6
COMO CONSTRUÍMOS NOSSO JARDIM COMESTÍVEL?
O Jardim teve início em novembro de 2016 em reunião entre a comunidade, equipe de saúde e
estudantes da UNESP, que sonharam em construir um espaço coletivo de cultivo de plantas
alimentícias e medicinais, criando um local de convivência da comunidade e de práticas integrativas
na USF. Desta pequena semente nasce o projeto com apoio da Prefeitura, Secretaria de Saúde e do
Verde, Faculdade de Medicina, Instituto de Biociências, Faculdade de Ciências Agronômicas, Grupo
Timbó de Agroecologia e Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA) todos de Botucatu, que dá
substrato para seu enraizamento. Aos poucos, esse sonho coletivo foi sendo concretizado
em uma horta com formato de mandala, seguindo os princípios da Agroecologia.
Foi construída uma cisterna que coleta água da chuva para irrigação e um viveiro
de produção de mudas, pensando na sustentabilidade e autossuficiência.
O Jardim é construído coletivamente por meio de mutirões com materiais
reutilizados e doações.

PASSOS PARA A CONSTRUÇÃO DO SEU JARDIM


Movimento do sol ao
Observação atenta longo do dia
Observar o local escolhido e analisar quais são Solo argiloso/
suas características. Qualquer terreno, se bem arenoso
trabalhado, pode vir a ser um lindo jardim. Solo compactado
A observação deve acontecer sempre, desta forma, Inclinação da área
Acúmulo de água
o lugar escolhido deve ser bonito e agradável, que Plantas espontâneas
traga paz e bem-estar para quem está ali. presentes

Preparo do solo
É recomendado que se faça uma análise de solo em um laboratório
especializado e siga as correções necessárias. Utilizamos calcário
incorporado a terra para a correção da acidez e após um mês de reação, o solo
estava pronto para ser plantado.

Preparo dos canteiros


Os canteiros são preparados com enxada de modo que fiquem mais altos que o nível do solo e bem
afofados para a água não empoçar. No Jardim delimitamos as bordas com telhas de barro,
mas podem ser usados diferentes materiais reciclados como pneus e PET. Os canteiros têm
aproximadamente 1m de largura com vários formatos: círculos, ferradura e linha. Nessa hora vale a
criatividade para o canteiro encaixar em seu espaço e ser prático para seu manejo, fazer um desenho
ou esquema do jardim ajuda muito!

Cobertura do solo
É importante cobrir o canteiro pronto com folhas, palha ou podas. O solo coberto fica mais fresco
e úmido, ambiente perfeito para os microrganismos que trazem vida à terra transformando estes
materiais em adubo, assim, precisamos sempre alimentá-los com matéria orgânica. Usamos podas
das plantas do Jardim e de árvores urbanas trituradas. O solo, quando exposto, sofre com o tempo,
seca com o sol, a chuva lava os nutrientes e a vida se perde.

4
Plantio
Com o solo coberto se inicia o plantio, respeitando bom espaçamento para as plantas crescerem.
Para manter o solo saudável, livre de invasores e fértil é indicado cultivar uma grande variedade
de plantas juntas, deixando o jardim colorido e biodiverso. Assim, dentro de um mesmo canteiro,
conseguimos aproveitar melhor o espaço e a luz do sol usando plantas rasteiras, médias e altas.
Algumas plantas são companheiras, ajudando umas às outras, é interessante experimentar novas
combinações. Fora dos canteiros pode-se plantar adubação verde, ocupando espaços para não deix-
ar o solo exposto. Toda planta trará um benefício para o jardim e qualquer outra que aparecer é
bem-vinda, o importante é respeitar a diversidade.

Adubação
Após a calagem inicial, utilizamos esterco de vaca
e podas de adubo verde (feijão de porco, feijão Mistu rar
guandu, margaridão, crotalária). O adubo verde
- E ste rc o v a c a f re s c o
deve ser picado e deixado sobre o solo. Uma
- Adub o d e ga l i n ha
alternativa para adubação que usamos é o - Pó d e o ss o
biofertilizante. - L e ite f re s c o
- C a l d o ou b aga ç o d e
Irrigação c ana
É importante regar a horta todos os dias. No - Po d as , fol has e
Jardim, contamos com a ajuda da Marilene ga l ho s , pr i nc ip a l me nte
e equipe da USF, que ligam os aspersores d o s e u j ard i m.
nas melhores horas, de manhã e no fim da *Ite ns vermelhos são
INDISPENSÁVEIS
tarde. Por ter o formato de mandala instalamos
C ompl e t ar c om águ a
aspersores em seu centro e em canteiros lineares Me xe r u ma ve z na
usamos fitas de gotejamento, que são muito s e mana p or 3 me s e s .
econômicas. Os regadores também são usados, D i lu i r u ma p ar te p ara
principalmente quando recebemos visitas das crianças. d e z d e águ a .

Pragas e doenças
Um solo saudável produz uma planta saudável. Se a planta é atacada
por insetos ou alguma doença, existe um desequilíbrio. Há muitas formas de fortalecer a saúde das
plantas e melhorar sua imunidade, como a aplicação de biofertilizante e caldas orgânicas. A
joaninha e pequenas aranhas são bem-vindas, pois são predadoras de outros insetos. Com grande
diversidade de plantas, teremos maior diversidade de insetos e melhor equilíbrio ecológico, sem
infestação de pragas. As formigas cortadeiras podem aparecer e uma forma de evitá-las é utilizando
plantas repelentes (citronela, gergelim, batata doce, menta e pimenta) próximas ou dentro dos can-
teiros. As partes atacadas por doenças podem ser removidas e incorporadas no solo, é recomendado
rotacionar as espécies plantadas no mesmo canteiro, para que a doença não passe de uma planta
à outra.

Plantas Espontâneas: problema ou solução?


Em todo terreno plantas espontâneas irão aparecer. Elas protegem o solo e geram mais vida. Além
disso, elas também podem nos dizer muito sobre a qualidade da terra e em muitos casos a
melhoram. Algumas plantas vêm com muita força, como o capim, que se ignorado irá dominar a
área e sufocar outras plantas, ele deve ser removido de preferência com a raiz, virando-o de ponta
cabeça para que seque e não rebrote. Empilhamos o monte de capim em um canto, onde se tornará
um ambiente rico e cheio de minhocas.

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O Q U E S Ã O PA N C , A D U B O S V E R D E S E
P L A N TA S M E D I C I N A I S ?

Plantas Alimentícias Não Convencionais


As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) são plantas que podemos
comer sem problemas, com MUITOS benefícios e que, geralmente, não são
encontradas à venda no supermercado nem nos pratos do dia-a-dia da maio-
ria das pessoas. São plantas que muitas vezes surgem de forma espontânea nos
jardins, entrando em muitos pratos dos moradores da roça e de pessoas antigas.
Algumas delas você encontra em feiras locais ou pode conhecer aqui e aprender
como utilizá-las.
As PANC também podem ser definidas como Partes Alimentícias Não
Convencionais, que representam outras partes comestíveis não utilizadas de
plantas que já conhecemos, como caule do mamão, coração da bananeira e fol-
has de batata doce.

A d u b o Ve r d e
Todas as plantas beneficiam o solo, facilitam a entrada de ar quando enraízam,
deixando-o “fofinho” e permitem a troca de nutrientes. Produzem sombras
que ajudam a manter boa temperatura e umidade e quando morrem por meio
de compostagem ou palhada, os nutrientes retornam ao solo como belo adubo.
Na definição de adubação verde encontramos plantas que apresentam maior
potencial de capturar nutrientes do solo e depois devolver. As mais comuns são
as leguminosas (plantas que produzem vagens), pois acumulam nitrogênio,
elemento essencial para o desenvolvimento de outras plantas.

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Plantas Medicinais
São nossos medicamentos naturais. Plantas que auxiliam no fortalecimento
do corpo com grande potencial de cura, ajudando na prevenção e tratamento
de várias doenças. São utilizadas há muito tempo por todas as comunidades
do mundo e por cientistas nas pesquisas, se tornando a base da maioria dos
medicamentos que compramos nas farmácias.
Nesse manual mostraremos principalmente como utilizar essas plantas em
preparações caseiras para a melhoria da sua saúde. Todas as informações de
propriedades e indicações foram retiradas das nossas referências.
Mas CUIDADO com a identificação da planta, preparo e dosagem
recomendados. O uso errado pode piorar sua saúde e ser perigoso.

Uma boa saúde implica no bem-estar da mente e do corpo. Cultivar e cuidar


do nosso alimento e remédio e o contato com a natureza melhoram ainda
mais nossa qualidade de vida e felicidade!

Para refletir:
Todas as plantas que apresentaremos neste manual são, de alguma forma,
medicinais. Os nutrientes que vêm com as plantas comestíveis também ajudam
nosso corpo a desenvolver melhores defesas, ficando mais forte e saudável.
Mantendo uma alimentação equilibrada e utilizando das plantas medicinais
com sabedoria podemos ter mais saúde e bem-estar.

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C O M O P R O PA G A R A S P L A N TA S ?
Propagação é como as plantas se multiplicam, criando mudas. Existem duas
formas de propagação: sementes e reprodução vegetativa. A propagação por
sementes ocorre quando há troca de gametas, ou seja, quando o pólen
masculino fertiliza o óvulo feminino, havendo mistura de características do
macho e da fêmea. Já a reprodução vegetativa acontece quando não há fertilização
e são produzidos clones da planta mãe. Aqui abordaremos duas formas de repro-
dução vegetativa, estacas e o que chamaremos de propágulo.

A multiplicação por SEMENTES é quando a colocamos em solo adequado


e úmido até que germine e se desenvolva em uma planta. Pode-se semear
diretamente no canteiro onde a planta crescerá ou em vasos e bandejas
que serão replantados. Algumas plantas possuem dormência na semente,
que deve ser quebrada para germinar mais rapidamente.

As ESTACAS são pedaços de ramos, galhos ou folhas. Estes plantados em


solo adequado e úmido, no sentido em que a planta cresce, irão produzir
novas folhas e raízes se transformando em um clone da planta mãe.

Outras plantas têm uma reprodução que chamaremos aqui de


PROPÁGULO . São plantas que produzem mudas a partir de: divisão
de touceira, igual a capim, por bulbos, tubérculos e rizomas que são
as famosas ’batatas’, ou por ramas, igual à batata doce. As touceiras
são divididas pela raiz. Os bulbos e rizomas são colhidos, separados nos
“olhos” e plantados para brotarem. Os tubérculos e as ramas são separados
da planta mãe, gerando nova planta.

Existem ainda, outras formas de propagação


de plantas que não falaremos aqui, como
alporquia, mergulhia, micropropagação
e enxertia, mas você consegue encontrar
facilmente informações na internet.

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COMO UTILIZAR AS PLANTAS MEDICINAIS?
Aqui vamos apresentar diferentes formas de preparar as Plantas Medicinais
deste manual. São preparos simples que você pode fazer em casa. Falaremos
de nove tipos: chás como infusão e decocção, xarope, tintura, banho, inalação,
maceração, compressa e gargarejo. Cada planta terá sua melhor maneira de
ser preparada.
Para qualquer preparo é importante ter higiene, lavar bem as mãos e
garantir que as plantas foram corretamente identificadas, coletadas, higieniza-
das e armazenadas. Sem isto você poderá colocar em risco sua saúde e de quem
irá receber o alimento ou medicamento.

CHÁS

Infusão ou abafado

Esquentar água filtrada, quando começar a borbulhar do fundo da panela


desligar o fogo e colocar a quantidade correta de água na planta seca ou fresca
em uma xícara, abafar com um prato por 10 minutos, coar e beber. São usadas
partes moles da planta:

Decocção

Colocar a planta em água fria filtrada e levar ao fogo, deixar ferver de 5 a 15


minutos com a panela tampada, coar e beber. São usadas partes duras da planta:

DOSAGEM - Como tomar de acordo com sua idade

• Menor de 1 ano de idade: 1 colher de café, do chá, 3 vezes ao dia.


• De 1 a 2 anos: ½ xícara de chá 2 vezes ao dia.
• De 2 a 5 anos: ½ xícara de chá 3 vezes ao dia.
• De 5 a 10 anos: ½ xícara de chá 4 vezes ao dia.
• De 10 a 15 anos: 1 xícara de chá 3 vezes ao dia.
• Adultos: 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia.
Ou segundo recomendação médica.

9
Xarope ou lambedor
Fazer um copo médio de calda, com duas partes de água e três de açúcar,
ferver, juntar uma colher da planta seca picada e cozinhar com a calda em
banho maria durante 30 minutos, coar e guardar em um vidro bem limpo
(lavá-lo com água fervente) ao abrigo da luz. Antes de tomar, conferir se não
fermentou.
* A dosagem depende de cada planta, mas é recomendado tomar o xarope,
NO MÁXIMO, três vezes ao dia por sete dias ou segundo recomendação
médica.

Tintura
Colocar a planta fresca ou seca em um vidro com álcool na proporção de
1:10. Depois, é preciso que o vidro fique ao abrigo da luz por duas semanas
“curtindo”. Por fim, a tintura é aplicada da forma adequada como explicaremos
mais à frente.
Algumas tinturas têm uso interno, para beber, nessas tinturas se deve usar
somente o álcool de cereal em seu preparo, embora no Brasil a Vigilância Sani-
tária (ANVISA) proibiu a venda do álcool de cereais. Já para uso externo, para
passar na pele, pomadas ou sabão, pode-se usar o álcool de cana ou etílico (46,2º
INPM), comprado em mercados.

Banho
Primeiro faça uma infusão ou decocção mais concentrada, coe e misture em
água morna. Outro jeito é colocar as ervas em um saco de pano e deixar boiando
na água morna do banho. Pode-se tomar banho de assento ou de corpo, sem
molhar a cabeça, do pescoço para baixo.
* A dosagem depende de cada planta, mas é recomendado fazer o banho,
NO MÁXIMO, uma vez por dia ou segundo recomendação médica.

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Inalação
Utilizamos plantas com cheiros fortes que são colocadas em água fervente,
inalando-se o vapor com cuidado, para não se queimar. É indicada a proporção
de uma colher de sopa da erva fresca ou seca em meio litro d’água, coloca-se
o rosto sobre a vasilha e uma toalha sobre a cabeça, facilitando a respiração.
Respire devagar e profundamente por até 15 minutos. É recomendada, princi-
palmente, para problemas respiratórios.
* A dosagem depende de cada planta, mas é recomendado fazer a inalação,
NO MÁXIMO, duas vezes por dia ou segundo recomendação médica.

Maceração
Amassar com um pilão partes moles de plantas frescas, bem lavadas, com um
pouco de água filtrada. Utiliza-se todo o macerado em compressas ou para uso
interno, diluído ou não.

Compressa
São utilizadas para uso externo, aplicando sobre a pele (uso tópico). Molhe um
pedaço de pano, algodão ou gaze na infusão ou decocção mais concentrada,
tintura ou em um macerado da planta, todos diluídos em água e coloque sobre
a região afetada.
* A dosagem depende de cada planta, mas é recomendado fazer a compressa,
NO MÁXIMO, duas vezes por dia ou segundo recomendação médica.

Gargarejo
Faça uma infusão ou decocção da planta indicada e faça um bochecho e gar-
garejo. Importante não engolir e usar água filtrada. Em geral essa preparação é
usada para dores na garganta, problemas na gengiva e mau hálito.
* A dosagem depende de cada planta, mas é recomendado fazer o gargarejo,
NO MÁXIMO, duas vezes por dia ou segundo recomendação médica.
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Dicas de colheita
Fazer a colheita de preferência durante a manhã.
Conhecer e colher a parte da planta que se deve utilizar.
Não colher plantas muito molhadas ou com manchas e furos provocados
por insetos.
Colher somente em locais de cultivo, evitando coletar nas ruas,
próximos a fossas, plantações onde são utilizados agrotóxicos ou em locais que
animais possam acessar.

Dicas de secagem
Espalhe uma camada fina de plantas em uma bandeja ou um pano,
colocando-o em um local seco, bem ventilado e protegido do sol e de moscas.
Mexer a cada um ou dois dias para secar por igual. Ou pendure ramos de partes
moles em varais, ao abrigo do sol e de insetos, até que sequem.
Se você possui um secador, a temperatura ideal de secagem varia de 25 a 45°C.
Não é aconselhado secar em forno, pois com altas temperaturas os
princípios medicinais ou nutricionais da planta podem ser perdidos.
O tempo de secagem varia dependendo da parte da planta. Quanto mais
dura ela for, mais tempo demorará para secar.
Para saber que a planta está seca ela deve esfarelar quando amassada.

Dicas de armazenamento
Plantas secas, tinturas e xaropes devem ser guardados em recipiente
de vidro ou porcelana, com tampa, ao abrigo da luz, muito bem higienizados e
esterilizados antes de usar.
O frasco deve conter o nome da planta e a data de coleta. A validade é de
aproximadamente seis meses.
É importante observar antes de usar se existe a presença
de mofo, partes de insetos ou mudanças na cor e no cheiro.
As preparações de chás, banhos, inalação, maceração,
compressas e gargarejos devem ser utilizadas na hora.

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ENTENDENDO NOSSO MANUAL
Nome popular: Como é conhecida popularmente.
O mesmo nome popular pode ser dado a plantas
diferentes e a mesma planta pode receber mais nomes
populares. Não existe certo ou errado, basta ter
CERTEZA que está corretamente identificada.
Nome científico: Nome oficial da planta, pelo qual é
conhecida mundialmente, muitos escritos em Latim.
É composto pelo gênero da planta, que agrupa plantas
semelhantes e a espécie que é o nome único daquela planta.
Depois vem o nome abreviado do botânico que a identificou e classificou.
Ocimum selloi L.
Família: São classificadas em famílias parecidas com as nossas, organizadas
por botânicos e sistematas. Grandes grupos de plantas que têm características
evolutivas semelhantes, como o formato das folhas, frutos e flores. Dentro da
família há o gênero das plantas, que são como irmãos, mais próximos.
Descrição botânica: Descrição das características visíveis da planta, as
quais nos auxiliam na hora da identificação: porte da planta, formato e cor das
folhas, flores e frutos.
Propriedades: Potenciais de tratamentos medicinais da planta.

Preparo medicinal Indicado para


Aqui serão descritos os diferentes modos Aqui serão descritos problemas da
de se utilizar os potenciais medicinais saúde que podem ser tratados com
(veja em “COMO UTILIZAR AS PLANTAS o uso da planta (veja em “ÍNDICE DE
MEDICINAIS?” pág. 9) e a indicação de uso. INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS pág. 58”).

Preparo culinário: Modo de uso das plantas comestíveis.


Preparo de adubo: Modo de uso das plantas de adubação verde.
Contra indicação: Algumas plantas apresentam propriedades ou substân-
cias que precisam ter cuidado na hora de utilizar. Colocamos aqui os grupos
que NÃO podem utilizar da planta ou alguma informação importante.

Interação medicamentosa: Algumas plantas e medicamentos podem


se relacionar quando utilizados juntos e, por isso, ter seu efeito aumentado,
diminuido ou causar prejuízos a nossa saúde. Colocamos aqui quando uma
planta tem esse efeito e sobre qual medicamento ou outra planta.
Curiosidade: Informações que achamos interessantes e legais.
Nossa Experiência: Algo que aprendemos cultivando e utilizando da planta.
13
ENTENDENDO OS SÍMBOLOS
Adubação verde

Muito sol

USO
Propágulos
SOL
Medicinal Comestível

Meio sol Sombra PROPAGAÇÃO

Muita água, Sementes Estacas


até 2x ao dia

Folha
ÁGUA Pouca água, Fruto Casca
1x a cada 2 dias

Média água,
até 1x ao dia PARTE
Raíz Seiva
USADA

PERTENCE AO
RENISUS
Relação Nacional de Flor Caule
Plantas Medicinais de
Interesse ao SUS Semente

Temos um DICIONÁRIO (pág. 56) com algumas palavras e seus significados, um


INDICE DE INDICAÇÕES TERAPEUTICAS (pág. 58) com uma lista de todas as
indicações e as plantas que podem ser utilizadas e um INDICE DE PLANTAS
(pág. 64) que lista as plantas por nome popular e uma lista de REFERÊNCIAS
(pág. 66) que utilizamos para assegurar a qualidade das informações.

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Nome popular: Abacateiro
Nome científico: Persea americana Mill.
Família: Lauraceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Árvore grande com
copa arredondada e densa. Flores pequenas
verdes e amarelas. Folhas verdes compridas.
Frutos grandes, suculentos e verdes com uma única semente.

Propriedades: Antianêmica, antirreumática, antidiarreica, carmina-


tiva, contra o ácido úrico, diurética, estomacal, emenagoga, balsâmica,
estimulante da vesícula biliar e protetora do aparelho urinário (rins e bexiga).
Rica em proteínas, vitaminas e minerais.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão das folhas, decocção Acúmulo de líquido, dores, gases, anemia,
da casca e semente ralada diarreia, cólica menstrual, catarro, problema
(uso interno). respiratório, infecção urinária, má digestão e
problema no fígado.
Tintura da semente ralada Dor na articulação e contusão/batida.
(uso externo).
Fruto cru (uso externo). Pele e cabelo ressecados.

Preparo culinário: Fruto se consome cru ou nos preparos de pão, bolo, patê,
maionese, vitamina, mousse etc.

Contra indicação: Grávidas e lactantes.

Interação medicamentosa: Diminui o efeito da varfarina (anticoagulante)


e pode causar hipertensão se usado juntamente com antidepressivos inibidores
da monoaminoxidase.
Curiosidade: O fruto pode ser comido doce com açúcar ou mel e salgado
com tomate, cebola, cheiro verde e limão, mais conhecido como guacamole.
Fica delicioso dos dois jeitos!

16
Nome popular: Açafrão, cúrcuma
Nome científico: Curcuma longa L.
Família: Zingiberaceae
Origem: Exótica

Descrição botânica: Caule subterrâneo (rizoma)


amarelo de sabor ardente e amargo. Folhas longas verde
claras. Flores brancas em formato de espiga.

Propriedades: Melhora a imunidade, anti-inflamatória, estomacal, antioxidante,


antialérgica, antimicrobiana, diurética, antidiarreica, protege o fígado e trato biliar e

Preparo medicinal Indicado para


Decocção dos rizomas, infusão Inflamações gerais, hipoglicemia, intestino
das folhas e rizomas frescos preso, falta de apetite, má digestão, colesterol
(uso interno). alto, pedra na vesícula, diarreia e icterícia.
Compressa dos rizomas Ferida.
(uso externo).

Preparo culinário: O condimento se faz picando o rizoma bem lavado, se-


cando-o ao sol e triturando em liquidificador. Folhas para cozinhar, envolvendo
comidas ao forno.

Contra indicação: Grávidas e lactantes. Pode causar alergia. Usar antes e em


pequena quantidade.

Interação medicamentosa: Não utilizar junto com medicamentos


anticoagulante. Interage com fármacos da quimioterapia, como a
Ciclosporina, reduzindo a proliferação de células T e a Genisteína,
diminuindo o crescimento de células cancerosas de mama.
Tem atividade aumentada com a piperina (presente na pimenta preta).

Curiosidade: Seu uso é milenar, muito usado na medicina


chinesa e indiana. O condimento fica delicioso para temperar
o arroz ou a pipoca! É utilizada como tinta para pinturas.
Armazenar no vidro para que não manche.

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Nome popular: Alecrim
Nome científico: Rosmarinus officinalis L.
Família: Lamiaceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Arbusto pequeno com muitos ramos.
Folhas pequenas de cheiro forte e flores roxo-claras.
Propriedades: Diurética, estomacal, estimulante, emenago-
ga, abortiva, cicatrizante, antimicrobiana, antitumoral, carminativa, anti-in-
flamatória e melhora a produção e secreção biliar.

Preparo medicinal Indicado para


Infusão das folhas Má digestão, gases, dor de cabeça, enxaqueca,
(uso interno). resfriado, gripe, problema respiratório, febre, artrite,
cólica menstrual, menstruação irregular, TPM, indis-
posição, memória fraca, depressão, pressão alta, falta de
apetite, acúmulo de líquido e inflamações gerais
Compressa da infusão Dores, inflamações gerais, má circulação, ferida,
das folhas (uso externo). contusão/batida e queda de cabelo.

Preparo culinário: Folhas secas ou frescas para tempero.


Contra indicação: Grávidas e lactantes. O chá pode irritar a pele. Não usar
em altas quantidades.
Curiosidade: Acredita-se que o usar um raminho atrás da orelha esquerda traz
sorte e felicidade.

Nome popular: Almeirão roxo, almeirão de árvore


Nome científico: Lactuca canadensis L.
Família: Asteraceae
Origem: Exótica

Descrição botânica: Erva reta e alta. Folhas arroxeadas nas nervuras. Flores
amarelo-claras. Frutos lembram o dente-de-leão.

18
Preparo: Folhas e raízes cruas ou refogadas.
Curiosidade: Na antiga Europa usavam-se as raízes, antes da floração, cortadas
fininhas e torradas para a substituição do café.
Nossa experiência: Planta espontânea no nosso Jardim, suas sementes são
levadas pelo vento por longas distâncias. Cresce muito no inverno.

Nome popular: Amoreira


Nome científico: Morus nigra L.
Família: Moraceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Árvore de tronco curto. Folhas
simples e recortadas. Frutos roxo-escuros.
Propriedades: Anti-inflamatória, alivia infecções do peito,
laxativa, rica em antioxidantes, ácidos graxos e fonte de minerais.

Preparo medicinal Indicado para


Xarope do fruto (uso interno). Inflamação da boca e garganta, problema
respiratório e intestino preso.
Decocção das folhas (uso interno Úlcera, problema na menopausa e ferida.
e externo).
Decocção da casca (uso interno). Bronquite e diabete.

Preparo culinário: Frutos maduros e verdes crus ou na forma de geleias e


doces. Folhas jovens cozidas e em sopas.

Preparo de adubo: Produz muitas folhas que picadas e deixadas sobre o solo
o enriquece com cálcio.

Curiosidade: Popularmente é utilizada para evitar a queda de cabelo. Atrai


muitas abelhas, passarinhos e morcegos!

19
Nome popular: Ararutão
Nome científico: Canna edulis Ker Gawl.
Família: Cannaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Erva com caule subterrâneo
(rizoma) grande branco e rosa. Folhas longas e verde
claras, podendo ter traços brancos. Flor vermelho ou laranja.
Propriedades: Rico em carboidratos (amido).

Preparo culinário: Rizomas cozidos, fritos ou assados. Para fazer polvilho


lave, corte e bata no liquidificador com água. Coe e deixe descansar. O amido
deverá ficar ao fundo, decantado. Escorra o excesso de água e seque ao sol, es-
farelando os torrões. O polvilho pode ser usado para pudins, bolos ou bolachas.
Curiosidades: No Peru, seus rizomas são consumidos assados durante a
Festa de Corpus Christi.

Nome popular: Arnica paulista, couve cravinho


Nome científico: Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass.
Família: Asteraceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Erva reta. Folhas alongadas,
verde-escuras e muito perfumadas. Possui de 60 a 120 cm
de altura. Flores amarelas. Frutos lembram o dente de leão.

Preparo medicinal Indicado para


Compressa da tintura da planta Ferida, contusão/batida, dores e dor muscular.
inteira (uso externo).

Contra Indicação: Pode causar alergias. Aplicar antes e em pequena quantidade.


Curiosidade: Suas flores atraem as abelhas.
Nossa experiência: Planta companheira da Dona Josefa, aliviando suas dores
nas costas!

20
Nome popular: Babosa, aloé
Nome científico: Aloe vera (L.) Burm. F.
Família: Asphodelaceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Folhas triangulares, grossas e
suculentas, com espinhos nas bordas, ligadas a um caule curto.
Flores laranja em formato de espiga, saindo do centro da planta.
Propriedades: Antimicrobiana, antisséptica, cicatrizante, hidratante, melhora
a imunidade, anti-inflamatória e antioxidante.

Preparo medicinal Indicado para


Compressa do muco Ferida, queimadura, queimadura de sol, hemorroida,
da folha (uso externo). parasitas externos (piolho, pulga e carrapato), caspa, pele
e cabelos ressecados e com queda.
Compressa da tintura Reumatismo e contusão/batida.
da folha (uso externo).
Para usar as folhas, corte os espinhos das laterais e deixe escorrendo por
10 minutos. Depois de escorrer o líquido amarelado, retire o resto da
casca e use a parte interna.

Preparo culinário: Flores refogadas.


Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Não usar o gel em feridas cirúrgicas.
No Brasil, o uso interno está proibido pela Vigilância Sanitária (ANVISA), apesar
de ter sido muito utilizada anteriormente aqui e ainda ser usada em outros países.
Curiosidade: Uma das plantas medicinais com uso mais antigo. Há relatos de
que o corpo de Jesus Cristo ao ser crucificado foi embebido com o muco da
planta para preservar.

21
Nome popular: Bananeira
Nome científico: Musa paradisíaca L.
Família: Musaceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Erva com porte de árvore. Caule
suculento e espesso formado por folhas grandes e eretas.
Frutos em cacho amarelos ou roxos
Propriedades: Cicatrizante, estomacal e fonte de potássio e vitaminas.

Preparo medicinal Indicado para


Frutos maduros (uso interno). Diarreia, inflamação nos rins.
Compressa da seiva (uso externo). Hemorroida e ferida.

Preparo culinário: Frutos maduros in natura e verdes fritos, assados ou


cozidos como biomassa. Cascas do fruto maduro refogadas ou usadas em
bolos. Folhas utilizadas para embrulhar alimentos e assá-los. O “coração”
(“umbigo” ou “mangará”) deve ter as primeiras “pétalas” roxas removidas
até chegar à parte mais clara, quando é cortada e deixada de molho em água
com sal e limão ou vinagre (salmoura). Depois é preciso cozinhar trocando
a salmoura até perder o gosto amargo (pode-se adicionar uma colher de chá
de bicarbonato), ao final, refogar com temperos. Dentro do caule se encontra
um tipo de palmito que segue o mesmo preparo do coração, sendo usado
também em conservas. Flores refogadas ou empanadas e fritas.

Preparo de adubo: Caule cortado por comprido em pedaços, colocados


em cima dos canteiros com o corte para baixo. Mantem o solo úmido. Toda a
planta é uma rica fonte de potássio.
Curiosidade: As bananas ancestrais tinham sementes em seus frutos, os
pontinhos pretos que vemos hoje são sementes não desenvolvidas.

22
Nome popular: Batata doce
Nome científico: Ipomea batatas (L.) Lam.
Família: Convolvulaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Planta rasteira. Folha simples com
três pontas. Flores arroxeadas. Raízes tuberosas engrossadas
de diversas cores.
Propriedades: Antirreumática, anti-inflamatória, antimicrobiana, galactago-
ga e fonte de vitamina A.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão das folhas (uso interno). Baixa produção de leite (quando se quer
aumentar a produção de leite) e afta.
Compressa da tintura da raiz Corrimento vaginal e candidíase.
(uso externo).
Gargarejo das folhas (uso interno). Inflamação na boca e garganta.
Preparo culinário: Raízes são cozidas ou fritas. Folhas jovens são cozidas e
refogadas.
Contra Indicação: Não consumir com manchas de fungo.
Curiosidade: A água do cozimento pode ser usada para suco-chá colorido ou
pinturas naturais.
Nossa experiência: O dentista Rubinho indica o gargarejo para seus pacientes
com inflamações na boca. Esta planta é uma boa forrageira para cobrir o solo,
porque rapidamente produz muitas mudas e muitas batatas.

23
Nome popular: Boldo
Nome científico: Plectranthus barbatus Andrews.
Família: Lamiaceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Arbusto médio de até 1,5 m de
altura com poucos ramos. Folhas cheirosas e macias. Flores
azuis que crescem na ponta dos ramos.
Propriedades: Amarga e digestiva.

Preparo medicinal Indicado para


Infusão das folhas (uso interno). Má digestão, ressaca por bebida, gastrite, azia e
falta de apetite.
Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Crianças, portadores do vírus da
hepatite ou de pedras na vesícula biliar. Não usar em altas quantidades.
Interação medicamentosa: Não usar no caso de tratamento com
Metronidazol ou Dissulfiram, medicamentos depressores do sistema nervoso
central (SNC) e anti-hipertensivos.
Curiosidade: Suas folhas macias podem ser usadas como papel higiênico.
Nossa experiência: Nossa planta cresceu muito, podamos e muitos galhos se
tornaram mudas. Não é exigente e suporta bem a seca.

Nome popular: Cajueiro


Nome científico: Anacardium occidentale L.
Família: Anacardiaceae
Origem: Nativa

Descrição botânica: Árvore com copa baixa. Folhas


simples. Flores pequenas e perfumadas de diversas cores.
Diferente do que se pensa o fruto é a castanha e a polpa é o
talo da flor diferenciado que acumula açucares, de cor amarelada a avermel-
hada.

24
Propriedades: Antidiabética, antidiarreica, antiasmática, antimicrobiana,
cicatrizante, depurativa, estimulante e antitumoral.

Preparo Medicinal Indicado para


Decocção da casca (uso interno). Diarreia, diabete, infecção bacteriana.
Gargarejo com a decocção da casca Úlcera, inflamação na boca e garganta,
(uso interno). afta.
Compressa com a casca (uso externo). Ferida, fungo.
Preparo culinário: Frutos (castanha) secos e torrados. Polpa in natura ou suco.
Contra Indicação: O líquido da castanha causa forte irritação na pele.
Curiosidade: Os indígenas do nordeste usam o suco fermentado para produzir
o mocororó. Eles também fazem farinha com a castanha e a polpa seca.

Nome popular: Cânfora de Jardim


Nome científico: Artemisia alba Turra.
Família: Asteraceae
Origem: Nativa

Descrição botânica: Erva rasteira. Folhas verde-escuras


recortadas. Flores pequenas e brancas.
Propriedades: Analgésica, antisséptica e anti-inflamatória.

Preparo medicinal Indicado para


Compressa da tintura da planta Contusão/batida e picada de inseto.
inteira (uso externo).

Curiosidade: O alba em seu nome científico significa branco em latim e é


dado graças a cor de suas flores.
Nossa experiência: Fizemos muita tintura da planta para usar como
desinfetante doméstico.

25
Nome popular: Capim cidreira, capim limão
Nome científico: Cymbopogon citratus (DC.) Stapf
Família: Poaceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Capim, grande touceira de folhas
compridas e finas que saem do chão com cheiro adocicado
de limão.
Propriedades: Espasmolítica, antimicrobiana, antidiarreica, anticonvulsiva,
antifebril, analgésica, calmante, emenagoga, sudorífica, carminativa e expecto-
rante.

Preparo medicinal Indicado para


Infusão das folhas Cólica intestinal e menstrual, nervosismo, insônia,
(uso interno). infecção bacteriana, diarreia, febre, gases, convulsão,
catarro e problema respiratório.

Preparo culinário: Folhas jovens batidas com água como suco, limonada ou na
preparação de doces e brigadeiros.
Contra indicação: Grávidas e lactantes. Não usar em altas quantidades.

Interação medicamentosa: Quando usada junto diminui o efeito de


medicamentos como Losartan, Varfarina, Propranolol, Tylenol e Viagra.
Curiosidade: As folhas podem “enferrujar” facilmente, pois são atacadas por
um fungo. Quando isso ocorrer, devemos evitar colocar muita água na planta e
retirar as folhas “enferrujadas”.

26
Nome popular: Capim citronela
Nome científico: Cymbopogon winterianus Jowitt ex
Bor
Família: Poaceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Capim, grande touceira de folhas
compridas e largas que saem do chão com cheiro de eucalipto.
Flores pequenas de cor marrom, localizadas na ponta de uma haste
no meio da touceira.
Propriedades: Repelente, inseticida, antimicrobiana e acaricida.

Preparo medicinal Indicado para


Tintura das folhas ou fumigação conseguida Parasitas externos (piolho, pulga
pela queima das folhas secas (uso externo). e carrapato).

Contra indicação: Pode causar alergia. Aplicar antes em pouca


quantidade. Atenção na identificação, não pode ser ingerido.
Curiosidade: Quando plantada com outras plantas pode servir de repelente
natural contra parasitas.
Nossa experiência: Fizemos muita tintura das folhas com cravos, usadas
como repelente contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue
e febre amarela; e do Culex pipiens, pernilongo conhecido como muriçoca
ou carapanã.

27
Nome popular: Equinácea
Nome científico: Echinacea purpurea (L.) Moench
Família: Asteraceae
Origem: Nativa
Descrição botânica: Erva de médio porte. Folhas
compridas verde-escuras. Flores chamativas de cor rosa.
Propriedades: Antimicrobiana, anti-inflamatória, antialérgica,
antisséptica, melhora a imunidade, cicatrizante e carminativa.

Preparo Medicinal Indicado para


Decocção das raízes (uso interno). Resfriado, tosse, bronquite, gripe, dor de
garganta, ferida, queimadura, infecção
urinária e inflamação na boca e garganta.
Compressa das raízes (uso externo). Artrite, hemorroida e IST.
Curiosidade: Há registros de 1500 que indígenas norte-americanos e coloniza-
dores europeus usavam esta planta.
Nossa experiência: Planta que tem muitas flores lindas, atraindo insetos
e trazendo beleza para o Jardim.

Nome popular: Erva cidreira de arbusto


Nome científico: Lippia alba (Mill.) N.E. Br.
Família: Verbenaceae
Origem: Nativa
Descrição botânica: Erva com ramos finos, curvos e
longos. Folhas com bordas serradas. Flores azul-arroxeadas
que nascem no talo das folhas. Frutos agrupados em globo.
Propriedades: Espasmolítica, analgésica, digestiva, calmante, sedativa,
carminativa, antigripal e expectorante.

Preparo medicinal Indicado para


Infusão das folhas Insônia, nervosismo, ansiedade, depressão, cólica intestinal
(uso interno) e menstrual, má digestão, dor de cabeça, gripe, catarro, gas-
es, TPM, problema na menopausa, pressão alta, verminose,
anemia, hipertireoidismo, problema no intestino e diarreia.

28
Contra indicação: Grávidas e lactantes. Indivíduos com pressão baixa.
Interação medicamentosa: Não usar junto com Paracetamol.

Nome popular: Erva de Santa Maria


Nome científico: Chenopodium ambrosioides L.
Família: Amaranthaceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Erva ereta com muitos ramos e
um cheiro forte. Folhas serrilhadas. Flores pequenas e
verdes em espigas.
Propriedades: Antirreumática, antioxidante, estomacal, vermífuga,
emenagoga e estimulante.
Preparo Medicinal Indicado para
Decocção da planta inteira (uso interno). Verminose e má digestão.
Maceração das folhas *com leite Bronquite e tuberculose.
(uso interno).
Compressa da decocção (uso externo). Contusão/batida, reumatismo e fratura.
Contra indicação: Grávidas e lactantes.
Preparo culinário: Folhas como tempero ou em sucos.
Interação medicamentosa: Para vermes usar junto com algumas gotas de
óleo de rícino.
Curiosidade: No México é muito utilizado como tempero e é conhecida como
epazote.

29
Nome popular: Erva Luiza, cidró
Nome científico: Aloysia Triphylla Royle.
Família: Verbenaceae
Origem: Nativa
Descrição botânica: Arbusto reto muito ramificado.
Folhas compridas e verde-claras com intenso cheiro de
capim-cidreira. Flores brancas ou levemente rosadas.
Propriedades: Adstringente, sedativa, antifebril, espasmolítica, inseticida,
antimicrobiana, digestiva, estimulante, tônica, carminativa e calmante.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão das folhas (uso interno). Febre, cólica intestinal, resfriado, má digestão,
gases, insônia, nervosismo e palpitação.
Inalação das folhas (uso interno). Nervosismo, má digestão e acne.

Preparo culinário: Folhas usadas como temperos.

Nome popular: Feijão de porco


Nome científico: Canavalia ensiformis (L.) DC
Família: Fabaceae
Origem: Nativa
Descrição botânica: Erva leguminosa de folhas
largas e verde-escura. Flores brancas e rosas. Vagens
(frutos) de até 30 cm, com grandes sementes brancas.
Propriedades: Fonte de proteína.
Preparo culinário: Vagens verdes sem sementes cortadas e refogadas.
Sementes verdes de vagens maiores cozidas ou torradas. Sementes secas torradas e
moídas podem substituir o café.
Preparo de adubo: A planta deve ser colhida inteira e picada após a floração
e misturada ao solo.
Nossa experiência: Algumas sementes que colhemos em nosso Jardim
eram de cor esverdeada. A chamamos de feijão de porco de Santa Elisa!

30
Nome popular: Feijão guandu, andu
Nome científico: Cajanus cajan (L.) Huth.
Família: Fabaceae
Origem: Exótica

Descrição botânica: Pequena árvore leguminosa


cheia de ramificações. Folhas alongadas em grupos de três
com a parte de baixo mais esbranquiçada. Flores amarelas ou
vermelhas. Vagens apresentam sementes arredondadas.

Propriedades: Antidiarreica, anti-hemorrágica, diurética, antifebril, laxa-


tiva, digestiva e antioxidante. Rica em proteína, ferro e cálcio.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão das folhas e flores Hemorragia, inflamações gerais, tosse, bronquite,
(uso interno). febre, úlcera, dores e dor de dente.
Gargarejo das folhas e flores Inflamação na boca e garganta.
(uso externo).
Preparo culinário: Sementes verdes cozidas. Sementes secas torradas e moídas
podem substituir o café.
Preparo de adubo: Os galhos devem ser podados e picados após a floração,
mantendo a planta viva para futuras podas.
Curiosidade: Seu consumo é muito comum no interior do Rio de Janeiro, sul
da Bahia e norte de Minas Gerais.
Nossa experiência: A planta de crescimento mais rápido do Jardim ótima
para sombra e barreira de vento.

31
Nome popular: Funcho, erva doce
Nome científico: Foeniculum vulgare Mill.
Família: Apiaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Erva verde-clara com aroma de anis.
Folhas estreitas, compridas e ramificadas que formam um talo
grosso (funcho). Flores amarelas em formato de buquê.
Propriedades: Antisséptica, antimicrobiana, digestiva, estomacal, carminativa,
espasmolítica, expectorante, sedativa, cicatrizante, protege o fígado, estimulante,
galactagoga e emenagoga. Rica em fibras e potássio.

Preparo Medicinal Indicado para


Decocção das sementes Má digestão, gases, cólica intestinal e menstrual,
(uso interno). baixa produção de leite (quando se quer aumentar
a produção), problema no fígado, falta de apetite,
tosse, bronquite e catarro.
Infusão das folhas (uso Má digestão, insônia e nervosismo.
interno).
Compressa da infusão Ferida.
das folhas (uso externo).

Preparo culinário: Sementes usadas em doces e bolos ou germinada como


broto. Folhas jovens usadas em saladas, assadas ou fritas.
Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Pessoas com refluxo. Pode causar
alergia. Usar antes em pouca quantidade.

Nome popular: Guaco, erva de cobra


Nome científico: Mikania glomerata Spreng.
Família: Asteraceae
Origem: Nativa
Descrição botânica: Trepadeira de grande porte
com folhas de cor verde-escuras, grossas e torcidas.
Flores brancas reunidas em cacho.

32
Propriedades: Excelente expectorante, antiasmática, anti-inflamatória,
antirreumática, antigripal, alivia infecções do peito, antifebril, e béquica.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão (uso interno). Gripe, resfriado, problema respiratório, bronquite e catarro.
Xarope (uso interno). Problema respiratório, tosse, asma, bronquite, catarro
e febre.
Compressa da tintura Ferida, contusão ou batida, dor no nervo e reumatismo.
(uso externo).
Gargarejo (uso externo). Inflamação na boca e garganta.

Contra indicação: Não recomendada durante a menstruação. Indivíduos com


doenças no fígado ou de coagulação. Não usar altas quantidades.
Interação medicamentosa: Inibe agregação plaquetária se usado junto
com anticoagulantes, aumentando risco de hemorragia.
Curiosidade: A planta também é usada, popularmente, contra veneno de
cobra, por isso seu nome erva-de-cobra.

Nome popular: Inhame, taro


Nome científico: Colocasia esculenta (L.) Schott.
Família: Araceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Erva com folhas muito largas
em formato de coração. Caule subterrâneo do tipo rizo-
ma, com reservas de amido.
Propriedades: Rico em carboidratos, proteínas, fibras, potássio, ferro e
cálcio. Antioxidante.
Indicação terapêutica: Anemia.
Preparo culinário: Rizomas descascados cozidos, assados e fritos, em sopas ou
purê.
Curiosidade: Existem relatos que mostram que o inhame é cultivado há
cerca de 10 mil anos no sudeste asiático.

33
Nome popular: Ipê branco
Nome científico: Tabebuia roseoalba (Ridl) Sandwith
Família: Bignoniaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Árvore média. Folhas simples
escuras. Flores cilíndricas, brancas e perfumadas.
Preparo culinário: Flores in natura, refogadas ou empanadas.
Curiosidade: Esta planta é muito usada para enfeitar calçadas na rua.
Ficam lindas na época da floração, quando perde todas as suas folhas,
ficando inteiramente branca por três dias.
Nossa experiência: Foi a primeira planta da mandala, plantada bem no
centro!

Nome popular: Losna


Nome científico: Artemisia absinthium L.
Família: Asteraceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Erva de porte médio. Folhas
recortadas e com coloração esbranquiçada na parte
debaixo. Flores pequenas e amarelas.
Propriedades: Vermífuga, amarga, carminativa, diurética, emenagoga,
abortiva, estimulante, digestiva e antifebril.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão das folhas e flores Falta de apetite, má digestão, febre, cólica
(uso interno). menstrual e verminose.
Compressa da infusão (uso externo). Picada de inseto e ferida.

Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Crianças menores de 10 anos.


Indivíduos com epilepsia, doença de Parkinson e doenças no fígado.
Não usar em altas quantidades.
Curiosidade: Na América do norte e em alguns países da Europa é usada na
preparação de vinhos e licores. Seu chá, quando tomado a noite, estimula os
sonhos.

34
Nome popular: Mamoeiro
Nome científico: Carica papaya L.
Família: Caricaceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Arbusto, sem ramificação, de tronco
oco com látex. Folhas grandes de talo comprido. Flores de cor
creme. Fruto laranja quando maduro com muitas sementes
pretas.
Propriedades: Antifebril, digestiva, diurética, laxante, vermífuga, aborti-
va, emenagoga, alivia infecções do peito, estomacal, calmante, cicatrizante e
béquica.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão flores (uso interno). Cólica menstrual, febre, problema respi-
ratório, tosse, bronquite e catarro.
Infusão das folhas (uso interno). Má digestão, insônia e nervosismo.
Látex diluído (uso interno). Asma e diabete.
Sementes secas e moídas Verminose.
(uso interno).
Fruto in natura (uso interno). Má digestão, acúmulo de líquido e intestino preso.
Látex puro (uso externo). Calo ou verruga, ferida e bico de papagaio.

Preparo culinário: Fruto e semente in natura. Caule da planta macho ralado


para fazer doces.
Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Quando com diarreia.
O látex pode causar alergia. Aplicar antes e em pequena quantidade.
Não usar em altas quantidades.

Interação Medicamentosa: Não tomar junto com


anticoagulante.
Curiosidade: A semente do fruto maduro, quando seca,
pode ser usada como pimenta preta.

35
MANJERICÃO
gênero Ocimum

As três plantas, conhecidas como manjericão ou alfavaca, pertencem ao mesmo


gênero, sendo muito parecidas, são ervas bem aromáticas que podem alcançar
até um metro de altura, com folhas recortadas e flores pequenas que ficam
agrupadas nas extremidades dos ramos.
Todas tem suas folhas usadas como tempeiros.

a l favac a - a n i s a l favac a - c r avo m a n j e ri c ão

c h e i ro d e a n i s c h e i ro d e c r av o cheiro de manjerona

folhas médias e folhas grandes e folhas grandes e


a r rox e a d a s v e rd e c l a r a s v e rd e e s c u r a

Nome popular: Alfavaca anis, atroveran


Nome científico: Ocimum selloi L.
Família: Lamiaceae
Origem: Nativa
Propriedades: Antigripal, antifebril, anti-vômito,
carminativa, digestiva e béquica.
Preparo Medicinal Indicado para
Infusão da planta inteira Má digestão, problema no fígado e vesícula biliar,
(uso interno). gastrite, vômito e gases.
Xarope das folhas (uso interno). Tosse, bronquite, gripe, resfriado e febre

36
Nome popular: Alfavaca cravo, alfavacão
Nome científico: Ocimum gratissimum L.
Família: Lamiaceae
Origem: Exótica
Propriedades: Antigripal, antifebril, antisséptica e
carminativa.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão da planta inteira (uso interno). Gases, acúmulo de líquido, febre
e catarro.
Maceração das folhas (uso externo). Frieira.
Banho da planta inteira (uso externo). Gripe e nervosismo.

Nome popular: Manjericão, basilicão


Nome científico: Ocimum basilicum L.
Família: Lamiaceae
Origem: Exótica
Propriedades: Espasmolítica, antifebril, antigripal, antirreumática,
antimicrobiana, béquica, galactógena e digestiva.
Preparo Medicinal Indicado para
Infusão da planta inteira Má digestão, cólica intestinal, baixa secreção
(uso interno). do leite (quando tem dificuldade de sair o
leite), tosse, reumatismo, problema no fíga-
do e vesícula biliar, gases, gripe, resfriado,
bronquite, má circulação, falta de ar e angina.
Gargarejo das folhas (uso externvo). Inflamação na boca e garganta.
Contra Indicação: Gestantes nos primeiros três meses.
Nossa experiência: É uma ótima companheira para as plantas rasteiras que
crescem na sua sombra, como orégano, tomilho e hortelã. Para a
planta continuar crescendo corte suas flores.

37
Nome popular: Maracujá azedo
Nome científico: Passiflora edulis Sims.
Família: Passifloraceae
Origem: Nativa
Descrição botânica: Trepadeira com gavinhas que se
enrolam para sustentação. Folhas com três pontas e duas
pequenas bolinhas no talo. Flores chamativas roxa e branca.
Fruto amarelo quando maduro com muitas sementes.
Propriedades: Calmante, diurética e relaxante muscular.
Preparo Medicinal Indicado para
Decocção das folhas (uso interno) Nervosismo, insônia e pressão alta.
Banho das folhas (uso externo) Varizes, ferida e hemorroida.
Preparo culinário: Polpa do fruto in natura pode ser usada em sucos ou doces.
Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Indivíduos em estado de depressão.
Não tomar em altas quantidades.
Interação Medicamentosa: Não usar junto de medicamentos calmantes e
antidepressivos.
Curiosidade: A folha é considerada mais calmante que o fruto.
Nossa experiência: A geleia pode ser feita com a casca do fruto para dar
consistência e volume. Basta ferver as cascas na panela de pressão
por 5 minutos, retirar a parte amarela, fazer um purê com a
parte branca e misturar ao fogo com a polpa, açúcar e canela.

Nome popular: Margaridão, estomalina


Nome científico: Tithonia diversifolia
Família: Asteraceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Arbusto reto e volumoso. Flores
grandes amarelas e solitárias que lembram girassóis.

Preparo de adubo: Picote os galhos sobre o solo.

38
Curiosidade: É uma planta exótica que se espalha com muita facilidade,
podendo ser considerada invasora. Requer cuidado em seu plantio.
Suas flores atraem abelhas e formam lindos arranjos!
Nossa experiência: A comunidade de Santa Elisa a utiliza como planta
estomacal, chamando-a de estomalina. Porém seu uso medicinal não foi
encontrado em nossas referências.

Nome popular: Menta, hortelã


Nome científico: Mentha spp.
Família: Lamiaceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Erva rasteira. Folhas ovais e com
cheiro forte. Flores brancas ou rosas em espigas.
Propriedades: Antisséptica, espasmolítica, anti-vômito, anti-
microbiana, vermífuga, carminativa, estomacal e digestiva.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão (uso interno). Má digestão, náusea, vômito, gases,
problemas no fígado.
Gargarejo (uso externo). Inflamação na boca e garganta.
Compressa (uso externo). Ferida e contusão ou batida.
Pó das folhas secas Verminose - 3 vezes ao dia durante 5
(uso interno). dias, repetir após 10 dias.

Preparo culinário: Folhas usadas como tempero, sucos e em doces.


Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Crianças ou indivíduos em casos com
entupimento no ducto biliar.
Curiosidade: Existem muitas espécies de Mentha, que se cruzam
facilmente, produzindo novas variedades, dificultando sua identificação.
Os usos medicinais aqui são genéricos.
Nossa experiência: Nasceram três variedades espontâneas de Mentha no
Jardim, uma tomou conta do canteiro inteiro!

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Nome popular: Menta gorda, hortelã graúda
Nome científico: Plectranthus amboinicus (Lour.)
Spreng.
Família: Lamiaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Erva ereta com caule grosso. Folhas
grossas com bordas serrilhadas. Flores rosa ou azul-claras.
Propriedades: Antisséptica, anti-inflamatória, antigripal, analgésica,
expectorante, alivia infecções do peito, calmante, carminativa, emenagoga,
vermífuga e calmante.
Preparo Medicinal Indicado para
Xarope das folhas (uso interno). Gripe, inflamações gerais, cólica intestinal e
menstrual, dor na garganta, tosse, dores, in-
flamação na boca e garganta, bronquite e gases.
Maceração das folhas (uso interno). Inflamação no ovário e no útero.
Preparo culinário: Folhas usadas como tempero.
Curiosidade: Graças ao seu forte cheiro, no Nordeste, é plantada próxima às
casas para evitar a chegada de ratos.

Nome popular: Mil folhas, novalgina


Nome científico: Achillea millefolium L.
Família: Asteraceae
Origem: Exótica
Descrição botânica: Erva pequena. Folhas muito
recortadas verde-escuras. Flores brancas agrupadas em
buquê na ponta de uma haste.
Propriedades: Anti-inflamatória, espasmolítica, cicatrizante, emenagoga,
diurética.

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Preparo Medicinal Indicado para
Compressa e banho da Cólica renal e menstrual, contusão/batida,
infusão das folhas ferida, dor muscular, queda de cabelo e
(uso externo). hemorroida.
Infusão das folhas Problema respiratório, indisposição, gases, cóli-
(uso interno). ca intestinal e menstrual, diarreia, febre e gota.

Contra Indicação: Grávidas e lactantes.


Curiosidade: O nome Achillea vem de Aquiles (Herói da mitologia grega) que
utilizou da planta para curar o seu rei. E o termo millefolium significa mil folhas
graças ao grande número de folhas

Nome popular: Milho


Nome científico: Zea mays L.
Família: Poaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Grama reta e alta que não forma
touceira. Folhas compridas. Flores masculinas na ponta e
femininas na junta das folhas, onde formará o milho. Fruto em
espigas com sementes de várias cores.
Propriedades: Diurética, analgésica, antidiabética, diminui a atividade da
tireoide e moderadora do metabolismo.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão ou maceração do cabelo Pedra no rim, acúmulo de líquido, inflamação
do fruto (uso interno). nos rins, febre, problema cardíaco, diabete e
gota.
Fruto cozido. Hipertireoidismo.

Preparo culinário: Fruto cozido, para fazer doces ou salgados ou para produzirr
farinha e fubá.
Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Indivíduos com inflamação na
próstata e testículos.
Curiosidade: As espigas de milhos crioulos e tradicionais podem ser
multicoloridas.

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Nome popular: Moringa
Nome científico: Moringa oleifera Lam.
Família: Moringaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Árvore de tronco claro. Folhas
compostas. Flores brancas e perfumadas. Frutos que se asse-
melham a uma vagem. Sementes pretas com partes brancas.

Propriedades: Anti-inflamatória, cicatrizante, digestiva, diminui o nível de


glicose no sangue, fonte de proteínas cálcio e vitamina C.

Preparo Medicinal Indicado para


Compressa das sementes verdes sem a Ferida, reumatismo e gota.
casca (uso externo).
Sumo das folhas e raízes (uso interno). Má digestão e dor de garganta.
Infusão das folhas (uso interno). Diabete.

Preparo culinário: Folhas e flores in natura ou refogadas. Frutos jovens e


pequenos, raspados podem ser cozidos como vagem. Sementes tostadas ou esmaga-
das até extrair um óleo usado para saladas. Raízes descascadas e raladas podem ser
usadas como condimento de sabor forte.
Contra Indicação: Grávidas e lactantes. A Vigilância Sanitária (ANSIVA)
proibiu temporariamente a comercialização de produtos com a moringa.

Curiosidade: Suas sementes trituradas limpam a água pois tem ação anti-
microbiana e decantadora.
Nossa Experiência: Recebemos estacas enormes que brotaram facilmente.
As formigas adoraram a planta no Jardim, recomendamos colocar caixas de
leite com o lado brilhante para fora no pé da árvore, formando uma saia, para
impedir que elas subam.

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Nome popular: Nabo forrageiro, rabanete silvestre
Nome científico: Raphanus sativus L.
Família: Brassicaceae
Origem: Exótica

Descrição Botânica: Erva aromática. Raiz grossa,


alongada e esbranquiçada. Folhas ásperas e grandes. Flores
brancas ou roxas. Frutos que se assemelham a vagens pequenas.

Propriedades: Antimicrobiana e protetora contra doenças degenerativas.

Preparo culinário: Folhas, frutos jovens e flores crus, refogados ou cozidos.


Frutos usados para conservas. Tem sabor forte e picante, lembrando mostarda.

Preparo de Abudo: Cultivo de inverno, após o florescimento é arrancada e


picada sobre o solo.

Nossa Experiência: É uma planta espontânea no nosso Jardim e adoramos


como aperitivo durante o trabalho!

Curiosidade: Esta planta é a forma selvagem do rabanete cultivado.


A conserva dos frutos é muito consumida na Alemanha com cerveja.
As flores são um lindo e saboroso enfeite para a salada.

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Nome popular: Ora pro nobis, lobrobró
Nome científico: Pereskia acculeata Mill.
Família: Cactaceae
Origem: Nativa

Descrição Botânica: Arbusto com ramos alongados


e muitos espinhos. Se fixa nos apoios que encontra, como
uma trepadeira. Folhas suculentas e verde-escuras. Flores
branco-amareladas ou alaranjadas. Frutos redondos com espinhos e
folhas de cor amarela quando maduros.
Propriedades: Rica em proteína, ferro e minerais.
Indicação terapêutica: Anemia.
Preparo culinário: Folhas cruas, cozidas, assadas ou como farinha. Brotos
jovens crus. Flores cruas ou refogadas. Frutos maduros como geleia, suco, mousse
e licor.
Curiosidade: O nome ora-pro-nobis vem da história de que a planta era
cultivada em antigas igrejas de Minas Gerais e durante a oração os fiéis colhiam
suas folhas.

Nossa Experiência: Os espinhos em ramos jovens são aos pares e com a ponta
voltada para baixo já em ramos mais velhos e grossos são maiores e parecem
agulhas.

ACCULEATA
Flores brancas com o miolo
amarelado ou alaranjado.
Folhas menores e mais escuras.
Caules mais finos com espinhos
voltados para baixo.

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Nome popular: Ora pro nobis, rosa madeira
Nome científico: Pereskia grandifolia Haw.
Família: Cactaceae
Origem: Nativa

Descrição Botânica: Árvore de pequeno porte muito


ramificada e com muitos espinhos. Folhas grandes, suculentas e
claras. Flores rosa e agrupadas. Frutos em forma de pirâmide.

Propriedades: Diurética, emoliente e reduz a pressão arterial.

Preparo culinário: Folhas e flores cozidas.

Curiosidade: Ótima como cerca viva em terrenos.

Contra Indicação: A planta produz oxalato de cálcio, que provoca irritação


na boca e garganta. Consumir sempre cozida.

Nossa Experiência: Chamamos de Rainha da mandala, pois foi a primeira


planta a florir no Jardim, atraindo muitos insetos!

GRANDIFOLIA
Flores rosa.

Folhas maiores e mais claras.


Caule mais grosso e com espinhos
retos.

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Nome popular: Orégano
Nome científico: Origanum vulgare L.
Família: Lamiaceae
Origem: Exótica.
Descrição Botânica: Erva aromática, rasteira de caule
algumas vezes arroxeados. Folhas pequenas e redondas.
Flores brancas, rosas ou violetas.
Propriedades: Analgésica, espasmolítica, sudorífica, digestiva, carminativa,
emenagoga e expectorante.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão (uso interno). Gripe, asma, bronquite, má digestão, gases,
cólica intestinal e menstrual.
Compressa (uso externo). Torcicolo.

Preparo culinário: Folhas usadas como tempero.


Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Indivíduos com anemia. Pode
causar alergia. Usar antes e em pequena quantidade.
Interação Medicamentosa: Reduz a absorção do ferro no organismo.
Curiosidade: Orégano significa “alegria da montanha” devido ao seu aspecto
e aroma agradável. Na Itália se utiliza a compressa com uma almofada cheia das
flores levemente aquecidas.

Nome popular: Peixinho, orelha de coelho


Nome científico: Stachys bizantina K. Koch.
Família: Lamiaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Erva pequena. Folhas muito
aveludadas verde-claro. Forma brotos ao redor.

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Preparo culinário: Folhas empanadas e fritas ou assadas.
Curiosidade: Apesar de exótica a planta só é consumida no Brasil. Seus
nomes populares se referem ao forte gosto de peixe e ao formato e maciez das
folhas.

Nome popular: Picão preto, carrapicho


Nome científico: Bidens pilosa L.
Família: Asteraceae
Origem: Nativa
Descrição Botânica: Erva pequena, reta e muito ramifi-
cada. Folhas verdes e pontudas. Flores pequenas e amarelas e
brancas. Fruto seco conhecido como picão.

Propriedades: Antioxidante, antidiarreica, anti-inflamatória, antimicrobiana,


protege o fígado, diurética, emenagoga e emoliente.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão da planta Angina, diabete, diarreia, faringite, verminose,
inteira (uso interno) icterícia, cólica menstrual, febre, gonorreia,
problema no fígado, dor de cabeça, pedra na
bexiga, infecção urinária e vaginal.
Banho e compressa Ferida, inflamações gerais, leite empedrado,
(uso externo) hemorroida, abcesso ou furúnculo.

Preparo culinário: Folhas e flores cozidas ou fervidas para refogados, no arroz


ou em chás gelados com limão.

Curiosidade: Usada a tempos por indígenas da Amazônia. Tem estudos


farmacológicos em diversos países.

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Nome popular: Pimenta
Nome científico: Capsicum frutescens L.
Família: Solanaceae
Origem: Nativa

Descrição Botânica: Arbusto pequeno com muitos


ramos. Folhas pequenas e verde-claras. Flores solitárias e
brancas. Fruto vermelho com até 3cm.

Propriedades: Antidiabética, protetora gástrica, vasodilatadora e rica em vi-


tamina A.

Preparo Medicinal Indicado para


Compressa da tintura Reumatismo, torcicolo, luxação, dor muscular e
(uso externo). dores.
Extrato ou molho. Gastrite e diabete.

Preparo culinário: Frutos frescos, secos ou em conserva para tempero ou


molhos.
Contra Indicação: Indivíduos com asma, diverticulite, refluxo ou úlcera.
Não usar a compressa por muito tempo ou se apresentar irritação.

Interação Medicamentosa: Reduz o dano na mucosa quando tomada antes


da Aspirina. Aumenta o efeito de barbitúricos e drogas depressoras.

Curiosidade: A água não ajuda a reduzir a ardência da pimenta, o melhor é


tomar leite.

Nome popular: Quebra pedra, erva pombinha


Nome científico: Phyllanthus tenellus Roxb.
Família: Phyllanthaceae
Origem: Nativa
Descrição Botânica: Erva pequena e reta com muitas
folhas arredondadas, por baixo das folhas há pequenas flores
que parecem bolinhas.

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Propriedades: Analgésica, diurética, relaxante da via urinária, aumenta
excreção de ácido úrico, antidiabética.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão da planta inteira Pedra no rim, gota, pressão alta e icterícia.
(uso interno).

Contra Indicação: Não utilizar por mais de três semanas.

Nome popular: Salsinha


Nome científico: Petroselinum crispum (Mill.) Fuss-
Família: Apiaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Erva com cheiro forte. Folhas
recortadas. Flores pequenas e amareladas em formato de buquê.

Propriedades: Diurética, emenagoga, calmante, carminativa, vasodilatadora,


cicatrizante, emoliente e vermífuga.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão das raízes Pedra no rim, edema/inchaço, inflamação na próstata,
(uso interno). inflamação no ovário e no útero, gota, reumatismo e
cólica menstrual.
Infusão das folhas Bronquite, gases, asma, má digestão, problemas
(uso interno). associados a anorexia, anemia e artrite.
Compressa das Ferida, acúmulo de líquido, inflamações gerais,
folhas com mel (uso abcesso/furúnculo, picada de inseto e baixa produção
externo). de leite (quando se quer aumentar a produção de leite).
Preparo culinário: Folhas e sementes secas usadas como tempeiro.

Contra Indicação: Grávidas e lactantes. Pode causar alergia. Usar antes e


em pequenas quantidades.

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Nome popular: Sálvia
Nome científico: Salvia officinalis L.
Família: Solanaceae
Origem: Nativa

Descrição Botânica: Erva de folhas compridas,


macias e muito aromáticas. Flores roxas.
Propriedades: Anti-inflamatória, antisséptica, antioxidante,
calmante, expectorante, béquica, emenagoga e cicatrizante.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão das folhas Má digestão, intestino preso, problema no fígado,
(uso interno). hiperlactação (quando se quer diminuir a quanti-
dade de leite), gota, diabete, bronquite, ansiedade, de-
pressão, memória fraca, pressão alta, vômito, dor de
cabeça, cólica menstrual e problema na menopausa.
Compressa (uso externo). Picada de inseto, suor excessivo e feridas.
Gargarejo (uso interno). Inflamação na boca e garganta, afta e mau hálito.
Preparo culinário: Folhas usadas como tempero. Ótimas quando fritas na
manteiga.
Contra indicação: Grávidas e lactantes. Indivíduos com epilepsia.

Nome popular: Taioba


Nome científico: Xanthosoma taioba E.G. Gonç.
Família: Araceae
Origem: Nativa
Descrição Botânica: Erva com folhas largas em
formato de coração e caule subterrâneo do tipo rizoma,
com reserva de amido.

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Propriedades: Cicatrizante e rica em carboidrato, carotenoides, amido,
vitaminas e minerais.

Preparo Medicinal Indicado para


Compressa da infusão da folha (uso externo). Ferida.
Pó do rizoma (uso externo). Hemorroida.
Rizoma cozido (uso interno). Anemia.

Preparo culinário: Folhas jovens, cortadas, sem as nervuras (partes duras das
folhas), fervidas em salmoura, trocando-a duas vezes. Rizomas jovens podem ser
consumidos cozidos e fritos ou em purê.

Contra Indicação: A planta produz oxalato de cálcio, que provoca irritação


na boca e garganta. Consumir da maneira recomendada. Colher somente
folhas que crescem em ambientes sombreados e úmidos, pois possuem menos
oxalato.

COMO IDENTIFICAR A TAIOBA VERDADEIRA?

A planta precisa ser totalmente verde, folhas e talos.


Ter uma ‘linha’ na borda da folha.
Ter duas ‘orelhas’ que se encontram no talo.
Ter uma folha lisa em formato de coração com a ponta para baixo.

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Nome popular: Terramicina, doril
Nome científico: Alternanthera brasiliana (L.) Kuntze.
Família: Amaranthaceae
Origem: Nativa
Descrição Botânica: Erva roxa de folhas simples
com bordas mais claras. Flores brancas muito pequenas
localizadas na ponta dos ramos.
Propriedades: Béquica, antitumoral, diurética, digestiva, depurativa e
antidiarreica.
Preparo Medicinal Indicado para
Infusão das flores (uso interno). Tosse.
Infusão das folhas (uso interno). Problema no fígado e bexiga,
má digestão e diarreia.
Maceração das folhas (uso interno). Intestino preso.

Nome popular: Tomilho


Nome científico: Thymys vulgaris L.
Família: Lamiaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Erva aromática e rasteira com
folhas pequenas.
Propriedades: Estimulante, antisséptica, antimicrobiana,
espasmolítica, béquica, expectorante, digestiva, cicatrizante, emenagoga e vermífuga.

Preparo Medicinal Indicado para


Infusão das folhas e flores Gripe, tosse, catarro, cólica menstrual,
(uso interno). má digestão e verminose.
Banho e compressa da infusão Indisposição, queda de cabelo e ferida.
(uso externo).

Preparo culinário: Folhas usadas como temperos.


Contra Indicação: Grávidas e lactantes.

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Nome popular: Urucum, colorau
Nome científico: Bixa orellana L.
Família: Bixaceae
Origem: Nativa
Descrição Botânica: Árvore pequena com tronco de
casca parda e copa volumosa. Folhas simples. Flores rosa.
Fruto com espinhos flexíveis que nascem verdes ficam vermel-
hos e secam marrom, por dentro apresenta várias sementes vermelhas.
Propriedades: Estomacal, tonificante do aparelho gastrointestinal, antifebril,
antiasmática, antidiarreica, antigripal, afrodisíaca e béquica.

Preparo Medicinal Indicado para


Decocção ou maceração da semente Febre, diarreia, palpitação, asma,
(uso interno). gripe, enjoo de gravidez, tosse.
Xarope da semente (uso interno). Bronquite e faringite.
Compressa da semente (uso externo). Queimadura de sol.
Gargarejo das folhas (uso externo). Inflamação na boca e garganta.

Preparo culinário: Sementes usadas para condimento.


Preparo de Adubo: Pode e pique os galhos, cobrindo o solo.

Curiosidade: As sementes são usadas pelos indígenas brasileiros como pintura


corporal funcionando também como repelente e protetor solar.
Nossa Experiência: A Dona Girlene e a Marilene fazem um condimento
delicioso, secando as sementes ao sol e triturando no liquidificador, peneirando
e adicionando alho em pó.

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Nome popular: Vinagreira, rosela
Nome científico: Hibiscus sabdariffa L.
Família: Malvaceae
Origem: Exótica
Descrição Botânica: Erva de caule
arroxeado e reto. Folhas verdes ou arroxeadas.
Flores amarelas. Frutos vermelhos e azedos que
lembram um botão floralcom um quiabo por dentro.
Propriedades: Emoliente, digestiva, estomacal, antifebril, diurética,
protetora das mucosas e tônicas. Rica em vitamina C.

Preparo Medicinal Indicado para


Decocção das folhas, base da flor, Má digestão, febre, acúmulo de líquido.
sementes e raízes (uso interno)

Preparo culinário: Folhas e frutos crus ou


refogados. Base da flor em geleia e sucos. Sementes
maduras, torradas e moídas podem virar farinha.

Curiosidade: No Maranhão fazem um prato


típico com as folhas da vinagreira chamado
arroz de cuchá.

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Nome popular: Yacon
Nome científico: Smallanthus sonchifolius (Poepp.) H.
Rob.
Família: Asteraceae
Origem: Exótica

Descrição Botânica: Arbusto pequeno, pouco


ramificado, com caule arroxeado. Raiz tuberosa. Folhas
grandes verde-escuras. Flores amarelas.
Propriedades: Melhora a imunidade, antidiabética, reduz o
colesterol. Possui alto teor de fibras.

Indicação terapêutica: Colesterol alto e diabete.

Preparo Culinário: Raiz descascada crua in natura,


em suco, cozida ou frita. Pode ser deixada ao sol para
ficar mais doce.

Curiosidade: O suco concentrado, fervido até engrossar, forma


um melado que os povos andinos chamam de Chacaca.

Nossa Experiência: Planta que cresceu muito bem no Jardim, as


raízes são colhidas depois que a planta floresce e seca, produzindo
muitas batatas e mudas.

55
DICIONÁRIO
A b o r t i v a – propr i e d a d e d e i nt e r romp e r a g r av i d e z .
A c a r i c i d a – propr i e d a d e d e e l i m i n a r á c a ro s .
Á c i d o ú r i c o - s u b s t â n c i a f or m a d a d e p oi s d a d i g e s t ã o d e
prot e í n a s qu e p o d e m a c u mu l a r n a s a r t i c u l a ç õ e s c au s a n d o
i nt e n s a d or.
Á c i d o s g r a x o s - s u b s t â n c i a f or m a d a d e p oi s d a d i g e s t ã o d e
g ordu r a s qu e a r m a z e n a m e n e r g i a .
A d s t r i n g e n t e - propr i e d a d e d e c ont r a i r o s v a s o s s a n g u í n e o s
e p a r a r h e m or r a g i a s .
A f r o d i s í a c a – s u b s t â n c i a c om propr i e d a d e s e s t i mu l a nt e s
sexuais.
A m a r g a – propr i e d a d e d e f a c i l it a r a d i g e s t ã o.
A n a l g é s i c a – propr i e d a d e d e d i m i nu i r ou i nt e r romp e r a
p e rc e p ç ã o d a d or.
A n g i n a – d or n o p e it o p or f a lt a d e nut r i e nt e s e
ox i g ê n i o n o c or a ç ã o.
A n t i s s é p t i c a - propr i e d a d e d e d i m i nu i r a
q u a nt i d a d e e a re pro du ç ã o d e m i c ror g a n i s m o s .
A n t i c o a g u l a n t e - propr i e d a d e d e f a c i l it a r o
f lu x o s a n g u í n e o, e v it a n d o c o á g u l o s e t romb o s
A n t i m i c r o b i a n a - propr i e d a d e d e e l i m i n a
m i c ro or g a n i s m o s .
A n t i o x i d a n t e - P ropr i e d a d e d e e l i m i n a r
o s r a d i c a i s l i v re s d o c or p o, aj u d a n d o n a
pre v e n ç ã o d e c â n c e r, e nv e l h e c i m e nt o,
d o e n ç a s c a rd i ov a s c u l a re s e d e g e n e r at i v a s .
A n t i r r e u m á t i c a – propr i e d a d e d e c omb at e r
i n f l a m a ç õ e s re u m át i c a s , qu e p o d e m c au s a r e f e it o s n o
c or p o i nt e i ro, c om o d ore s e m a r t i c u l a ç õ e s , mú s c u l o s ,
t e n d õ e s e l i g a m e nt o s

56
B a l s â m i c a – propr i e d a d e d e p o s s u i r f or t e c h e i ro
B é q u i c a - propr ie d ade de ac a l mar a to ss e e as i r r it açõ es d a
far i nge.
C a r m i n a t i v a – propr i e d a d e d e e l i m i n a r g a s e s .
C o l e s t e r o l – t ip o d e g ordu r a pro du z i d o p e l a s c é lu l a s , e m
g r a n d e qu a nt i d a d e p o d e c au s a r d o e n ç a s c a rd i ov a s c u l a re s .
D e p u r a t i v a – propr i e d a d e d e pu r i f i c a r o c or p o, e l i m i n a n d o
t ox i n a s .
D i u r é t i c a – propr i e d a d e d e e s t i mu l a r a e l i m i n a ç ã o d e u r i n a .
E m e n a g o g a - propriedade de provocar a menstr uação e regular
o f luxo menstrual.
E m o l i e n t e – propriedade de hidratar a pele e mucosa irritada.
E s p a s m o l í t i c a - propr i e d a d e d e c omb at e r e s p a s m o s
( c ont r a ç õ e s i nv o lu nt á r i a s ) .
E s t i m u l a n t e – propr i e d a d e d e e s t i mu l a r o f u n c i on a m e nt o d o
c or p o.
E s t o m a c a l – propr i e d a d e d e f or t i f i c a r o e s t ôm a g o e au x i l i a r
a d i g e s t ã o.
E x p e c t o r a n t e – propr i e d a d e d e e l i m i n a r c at a r ro.
G a l a c t a g o g a – propr i e d a d e d e au x i l i a r n a pro du ç ã o d e l e it e .
G a l a c t ó g e n a – propr i e d a d e d e au x i l i a r n a e l i m i n a ç ã o d e
l e it e .
I n s e t i c i d a – propr i e d a d e d e e l i m i n a r i n s e t o s .
I n s ô n i a - d i f i c u l d a d e p a r a d or m i r.
I S T – Infecção sexualmente transmissível, novo termo para DST.
L a x a t i v a – propr i e d a d e d e e l i m i n a r f e z e s .
S e d a t i v a – propr i e d a d e d e a c a l m a r ou t r a n q u i l i z a r.
S u d o r í f i c a – propr i e d a d e d e prom ov e r o s u or.
Tô n i c a – propr i e d a d e d e au m e nt a r a e n e r g i a ou a v it a l i d a d e
d o c or p o.

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Í N D I C E D E I N D I C AÇ Õ E S T E R A P Ê U T I C A S
Ab c e s s o / f u r ú n c u l o – picão preto e salsinha.
Ac n e – er va Luiza.
A c ú m u l o d e l í q u i d o – abacateiro, alecrim, mamoeiro,
alfavaca cravo, milho, s alsinha, vinagreira.
A f t a – batata doce, cajueiro, sálvia.
A n e m i a – abacateiro, er va cidreira de arbusto,
feijão guandu, feijão de p orco, inhame,
lobrobró, salsinha e taioba.
A n g i n a – manjericão e picão preto.
A n s i e d a d e – erva cidreira de arbusto e sálvia.
Ar t r i te – alecrim, equinácea e salsinha.
A s m a – guaco, mamoeiro, orégano, salsinha e urucum.
A z i a – boldo.
B a i x a p r o d u ç ã o d e l e i t e (para aumentar a produção de leite)
– batata doce, funcho e salsinha.
B a i x a s e c r e ç ã o d o l e i t e (quando tem dificuldade de sair o leite)
– manjericão.
B i c o d e p a p a g a i o – mamoeiro.
Br o n q u i t e – amoreira, equinácea, er va de Santa Maria,
feijão guandu, funcho, guaco, mamoeiro,
alfavaca anis, manjericão, menta gorda,
orégano, sálvia, salsinha e urucum.
C a l o / v e r r u g a – mamoeiro.
C a n d i d í a s e - batata doce.
C a sp a – babosa.
C a t a r r o – ab acateiro, capim cidreira, f uncho, guaco, ma
mo eiro, a lfavaca cravo, er va cidreira de arbusto
e tomi l ho.

58
C o l e s te ro l a l to – açafrão e yacon.
C ó l i c a i n t e s t i n a l – c api m c i d re i r a , f u n c h o,
e r v a Lu i z a , m a nj e r i c ã o, e r v a c i d re i r a d e
arbusto, menta gorda, mil folhas e orégano.
C ó l i c a m e n s t r u a l – ab ac ateiro, a l e cr im, c api m ci d rei ra,
f uncho, l osna, mamo ei ro, er va ci d rei ra
de ar busto, ment a gord a, mi l fol has ,
orégano, pic ão preto, s á lv i a, s a ls i n ha e
tomi l ho.
C ó l i c a r e n a l - mil folhas.
C o n t u s ã o / b a t i d a - ab ac ateiro, a l e c r im, ar n i c a p au list a,
b ab os a, c ânfor a de j ard i m, er va S ant a
Mar i a, gu ac o, ment a e mi l fol has .
C o n v u l s ã o - c api m c i d re i r a .
C o r r i m e n t o v a g i n a l - b at at a d o c e .
D e p r e s s ã o – a l e c r i m , e r v a c i d re i r a d e a r bu s t o e s á l v i a .
D i a b e t e – a m ore i r a , c aju e i ro, m a m o e i ro, m i l h o, m or i n g a ,
pi c ã o pre t o, pi m e nt a , s á l v i a e y a c on .
D i a r r e i a – a b a c at e i ro, a ç a f r ã o, b a n a n e i r a , c aj u e i ro,
c api m c i d re i r a , e r v a c i d re i r a d e a r bu s t o,
m i l f o l h a s , pi c ã o pre t o, t e r r a m i c i n a e u r u c u m .
D o r d e c a b e ç a – a l e c r i m , e r v a c i d re i r a d e a r bu s t o,
pi c ã o pre t o e s á l v i a .
D o r d e d e n t e - f e ij ã o g u a n du .
D o r m u s c u l a r – a r n i c a p au l i s t a , m i l f o l h a s e pi m e nt a .
D o r n a a r t i c u l a ç ã o – a b a c at e i ro.
D o r n a g a r g a n t a - e quináce a, ment a gord a, mor i nga,
pic ão preto e ur uc um .

59
D o r n o n e r v o – g u a c o.
D o r e s – a b a c at e i ro, a l e c r i m , a r n i c a p au l i s t a , f e ij ã o g u a n du ,
m e nt a g ord a e pi m e nt a .
E d e m a / i n c h a ç o – salsinha.
E n j o o d e g r a v i d e z – urucum.
E n x a q u e c a – alecrim.
F a l t a d e a p e t i t e – a ç a f r ã o, a l e c r i m , b o l d o, f u n c h o, l o s n a e
m or i n g a .
F a l t a d e a r – m a nj e r i c ã o.
F e b r e – a l e c r i m , c api m c i d re i r a , f e ij ã o g u a n du , e r v a Lu i z a ,
g u a c o, l o s n a , m a m o e i ro, a l f av a c a c r av o, a l f av a c a a n i s ,
m i l f o l h a s , m i l h o, pi c ã o pre t o, u r u c u m e v i n a g re i r a .
F r a t u r a - e r v a d e S a nt a Ma r i a .
F r i e i r a – a l f av a c a c r av o.
F u n g o – c aju e i ro.
G a s e s – a b a c at e i ro, a l e c r i m , c api m c i d re i r a , e r v a c i d re i r a
d e a r bu s t o, f u n c h o, er va Luiza, alfavaca cravo,
alfavaca anis, manjericão, m e nt a , m e nt a g ord a ,
m i l f o l h a s , oré g a n o e s a l s i n h a .
G a s t r i t e – b o l d o, a l f av a c a a n i s e pi m e nt a .
G o n o r r e i a – pi c ã o pre t o.
G o t a – m i l f o l h a s , m i l h o, m or i n g a , qu e br a p e d r a , s á l v i a e
salsinha.
G r i p e – a l e c r i m , e qu i n á c e a , er va cidreira de arbusto, g u a c o,
a l f av a c a c r av o, a l f av a c a a n i s , manjericão, menta gorda,
orégano, tomilho e ur ucum.
H e m o r r a g i a – f e ij ã o g u a n du .
H e m o r r o i d a – b ab o s a, b ananeir a, e qui náce a,
mar ac uj á aze do, m i l fol has, pi c ão preto
e t aiob a.

60
H i p e r l a c t a ç ã o (para diminuir a produção de leite) – s á l v i a .
H i p e r t i r e o i d i s m o – e r v a c i d re i r a d e a r bu s t o e m i l h o.
H i p o g l i c e m i a – a ç a f r ã o.
I c t e r í c i a – a ç a f r ã o, pi c ã o pre t o e qu e br a p e d r a .
I n d i s p o s i ç ã o – a l e c r i m , m i l f o l h a s e t om i l h o.
I n f e c ç ã o b a c t e r i a n a – c aju e i ro e c api m c i d re i r a .
I n f e c ç ã o u r i n á r i a – a b a c at e i ro, e qu i n á c e a e pi c ã o pre t o.
I n f e c ç ã o v a g i n a l – m e nt a e pi c ã o pre t o.
I n f l a m a ç ã o n a b o c a e g a r g a n t a – a m ore i r a , b at at a d o c e ,
c aju e i ro, e qu i n á c e a , f e ij ã o g u a n du , g u a c o,
m a nj e r i c ã o, m e nt a , m e nt a g ord a , s á l v i a e u r u c u m .
I n f l a m a ç ã o n a p r ó s t a t a – salsinha.
I n f l a m a ç ã o n o o v á r i o e n o ú t e r o – m e nt a g ord a e
s a l s i n h a .
I n f l a m a ç ã o n o s r i n s – b a n a n e i r a e m i l h o.
I n f l a m a ç õ e s g e r a i s – aç af r ão, a l e c r im, feij ão gu andu,
ment a gord a, pic ão preto e s a ls i n ha.
I n s ô n i a – c apim cidreira, er va cidreira de arbusto,
er va Luiza, f uncho, mamo eiro e marac uj á aze do.
I n t e s t i n o p r e s o – amoreira, açaf rão, mamoeiro,
sálvia e terramicina.
I S T ( i n f e c ç ã o s e x u a l m e nt e t r a n s m i s s í v e l ) – e q u i n á c e a .
L u x a ç ã o – pi m e nt a .
M á c i r c u l a ç ã o – a l e c r i m e m a nj e r i c ã o
M á d i g e s t ã o - abacateiro, açafrão alecrim, boldo, er va
cidreira de arbusto, er va de Santa Maria,
funcho, er va Luiza, losna, mamoeiro, alfavaca
anis, manjericão, menta, moringa, orégano,
sálvia, salsinha, terramicina, tomilho e vinagreira.

61
M a u h á l i t o – sálvia.
M e m ó r i a f r a c a – alecrim e sálvia.
M e n s t r u a ç ã o i r r e g u l a r – alecrim.
N á u s e a – m e nt a .
N e r v o s i s m o - c api m c i d re i r a , e r v a c i d re i r a d e a r bu s t o,
e r v a Lu i z a , f u n c h o, m a m o e i ro, a l f av a c a c r av o
e m a r a c uj á a z e d o.
P a l p i t a ç ã o - e r v a Lu i z a e u r u c u m .
P a r a s i t a s e x t e r n o s (piolho, pulga e carrapato) – b a b o s a e
c api m c it ron e l a .
P e d r a n a b e x i g a – pi c ã o pre t o.
P e d r a n a v e s í c u l a – a ç a f r ã o.
P e d r a n o r i m - m i l h o, qu e br a p e d r a e s a l s i n h a .
P e l e e c a b e l o r e s s e c a d o s – a b a c at e , b a b o s a .
P i c a d a d e i n s e t o - c ânfor a de j ardim, los na, s á lv i a e
s a lsin ha.
P r e s s ã o a l t a – a l e c r i m , m a r a c u j á a z e d o, e r v a c i d r e i r a d e
a r b u s t o, q u e b r a p e d r a , r o s a m a d e i r a e s á l v i a .
P r o b l e m a c a r d í a c o – m i l h o.
P r o b l e m a n a b e x i g a – terramicina.
P r o b l e m a n a m e n o p a u s a – amoreira,
er va cidreira de arbusto e sálvia.
P r o b l e m a n a v e s í c u l a b i l i a r – a l favac a an is e manj er i c ão.
P r o b l e m a n o f í g a d o - ab ac ateiro, f u ncho, a lf avac a an is ,
manj er ic ão, ment a, pi c ão preto,
s á lv i a e ter r ami ci na.
P r o b l e m a n o i n t e s t i n o – er va cidreira de arbusto.

62
P r o b l e m a r e s p i r a t ó r i o – a b a c at e i ro, a l e c r i m , a m ore i r a ,
c api m c i d re i r a , g u a c o, m a m o e i ro e m i l f o l h a s .
P r o b l e m a s a s s o c i a d o s a a n o r e x i a – salsinha.
Q u e d a d e c a b e l o – a l e c r i m , a m ore i r a , b a b o s a , m i l f o l h a s e
t om i l h o
Q u e i m a d u r a – b a b o s a e e qu i n á c e a .
Q u e i m a d u r a d e s o l – babosa e urucum.
R e s f r i a d o – a l e c r i m , e qu i n á c e a , e r v a Lu i z a , g u a c o,
a l f av a c a a n i s e m a nj e r i c ã o.
R e s s a c a p o r b e b i d a – b o l d o.
R e u m a t i s m o – babosa, guaco, er va de Santa Maria,
manjericão, moringa, pimenta e salsinha.
S u o r e x c e s s i v o – s á l v i a .
To r c i c o l o – oré g a n o e pi m e nt a .
To s s e – e qu i n á c e a , fe ij ã o g u andu, f u ncho, g u a c o,
m a m o e i ro, a l f av a c a a n i s , m a nj e r i c ã o,
m e nt a g ord a , t e r r a m i c i n a , t om i l h o e u r u c u m .
T P M – a l e c r i m e e r v a c i d re i r a d e a r bu s t o.
T u b e r c u l o s e – e r v a d e S a nt a Ma r i a .
Ú l c e r a – a m or a , c aju e f e ij ã o g u a n du .
V a r i z e s – m a r a c uj á a z e d o.
V e r m i n o s e – e r v a S a nt a Ma r i a , l o s n a ,
m a m o e i ro, m e nt a , pi c ã o pre t o
e t om i l h o.
V ô m i t o – a l f av a c a - a n i s , m e nt a e s á l v i a .

63
Í N D I C E D E P L A N TA S

Abacateiro .... ..... 16


Açafrão, cúrcuma ................................... 17
Alecrim .... ..... 18
Almeirão roxo, almeirão de árvore ............ 18
Amoreira .... ...... 19
Ararutão ............................................... 20
Arnica paulista, couve cravinho .... ..... 20
Babosa, aloé .......................................... 21
Bananeira .... ..... 22
Batata doce ........................................... 23
Boldo .... ...... 24
Cajueiro ............................................... 24
Canfora de jardim .... ....... 25
Capim cidreira, capim limão .................... 26
Capim citronela .... ....... 27
Equinacea ............................................. 28
Erva cidreira de arbusto ...... ........ 28
Erva de Santa Maria ............................... 29
Erva Luisa, cidró ...... ........ 30
Feijão de porco ..................................... 30
Feijão guandu, andu ..... ...... 31
Funcho, erva doce .................................. 32
Guaco, erva de cobra .... ..... 32
Inhame, taro ......................................... 33
Ipê branco ..... .... 34
Losna .................................................. 34

64
34 34 34
Mamoeiro .......... ........ 35
Manjericão - Alfavaca anis, atroveran ........ 36
Alfavaca cravo, alfavacão ....... 37
Manjericão, basilicão ............ 37
Maracujá azedo ...... ....... 38
Margaridão, estomalina ........................... 38
Menta gorda, hortelã graúda ..... ....... 39
Menta, hortelã ....................................... 40
Mil folhas, novalgina ..... ....... 40
Milho ................................................... 41
Moringa ...... ....... 42
Nabo forrageiro, rabanete silvestre ............ 43
Ora pro nobis, lobrobró ..... ....... 44
Ora pro nobis, rosa madeira ..................... 45
Orégano ..... ....... 46
Peixinho, orelha de coelho ....................... 46
Picão preto, carrapicho ..... ...... 47
Pimenta ................................................ 48
Quebra pedra, erva pombinha .... ...... 48
Salsinha ............................................... 49
Sálvia ..... ...... 50
Ta i o b a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
Te r r a m i c i n a . . . . . . ...... 52
To m i l h o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
Urucum, colorau ..... ...... 53
Vinagreira, rosela .................................. 54
Ya c o n . . . . . . ...... 55

65
R E F E R Ê N C I A S
Para as informações das PANC utilizamos do livro “Plantas Alimentícias Não
Convencionais (PANC) no Brasil”. Escrito por Valdely Kinupp pioneiro da
pesquisa e divulgação destas plantas, apresenta 351 espécies, com muita infor-
mação e receitas deliciosas!!

KINUPP, V. F.; LORENZI, H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no


Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas.
Nova Odessa/SP.Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2014.

Para as Plantas Medicinais utilizamos do livro “Plantas medicinais no Brasil:


nativas e exóticas “, escrito por Harri Lorenzi e Francisco Abreu Matos, resul-
tante da compilação e levantamento em todo o território brasileiro das espécies
vegetais mais utilizadas na medicina popular. São descritas quase 2 mil plantas
com seus usos medicinais.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas.


2ª edição. Nova Odessa/SP. Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2008.

Para as medicinais utilizamos também do livro online “Tratado das Plantas


Medicinais Mineiras”. É um maravilhoso trabalho, escrito pela Telma Grandi
que junta informação de 383 plantas de uso medicinal. Tem ilustrações lindíssi-
mas de aquarela!!

GRANDI, T. S. M. Tratado das Plantas Medicinais Mineiras, Nativas e Cultivadas.


1ª edição. Belo Horizonte/MG. Adaequatio Estúdio, 2014.

Também utilizamos de duas cartilhas, que estão disponíveis online. A “Plan-


tas Medicinais” é da Prefeitura de Campinas e apresenta 20 plantas com usos
medicinais. A outra “Chás medicinais” é escrita por Eduardo Maia e apresenta
65 espécies de plantas medicinais. Ambas apresentam plantas aprovadas pela
ANVISA, recomendadas pelo SUS e inseridas no RENISUS.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS. Plantas Medicinais.


Campinas/SP. CARTILHA SUS, 2018.
MAIA, E. Chás medicinais: guia com 65 espécies de Plantas Medicinais aprovadas
pela ANVISA. Maringá/PR, 2010.

66
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MOMENTOS .'

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O Jardim Comestível,
localizado em um bairro periurbano
dentro de uma Unidade de Saúde vêm
com a ação de construir um espaço
verde de trocas e cultivo de remédios
e alimentos.
Ao obser varmos os cuidados com a
saúde vemos uma medicina que não
promove o autocuidado com ações
simples que podemos encontrar em
quintais e jardins. Este pequeno
manual vem como instrumento de
aproximação das pessoas com este
cuidado por meio do uso e cultivo
das plantas.