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Anatomia e ciclo reprodutivo do macho

1. Anatomia funcional
Compreende desde a bolsa testicular (cuidado com o pleonasmo) até as glândulas sexuais e
acessórias.
2. Bolsa testicular
Sum importância não é só de revestimento, não se resume em proteção, outra função muito
importante é a termorregulação dos testículos. A produção de gametas de boa qualidade é
temperatura dependente. Precisa ser em média de 3 a 4ºC abaixo da temperatura corporal.
2.1 Posição variável

 Ruminantes: Inguinal, entre os membros pélvicos.


 Equinos e cães: Intermediário, no meio do caminho entre inguinal perineal.
 Suínos e gatos: perineal, tem que olhar de costas.

2.2 Componentes da bolsa testicular


São 4 componentes:

 Pele: Região mais externa, é o que se toca.


 Túnica Dartos: É feita de músculos lisos, logo abaixo da pele. A função é de contrair e
relaxar para aumentar ou diminuir a superfície de contato, de acordo com a
termorregulação do testículo.
 Fáscia escrotal: É uma cada de tecido conjuntivo muito fina.
 Túnica vaginal: Porção vaginal parietal e visceral.
São estruturas que apresentam elasticidade, pois há mudança na posição, seja para mais perto,
seja para menos perto do corpo, através do cordão/funículo espermático.
Um criptoquirda tem de 10/13x mais chances de apresentar tumor de testículo.
.
2.3. Funções dos componentes
2.3.1. Pele
Há a presença de glândulas sudoríparas que auxiliam na troca de calor, não é algo gotejante,
discreto, produzem gotículas de suor.
Possuem inervação simpática e nervos sensitivos: estão ligados a termorregulação hipotalâmica.
Possui pouco tecido adiposo, mais evidente em animais com sobrepeso.

2.3.2. Túnica Dartos


Possui a capacidade de contração e relaxamento, dependente de testosterona. Enruga ou
desenruga.

2.3.3. Túnica vaginal


É uma camada grossa branca, é a última camada que se corda para acessar o testículo. A porção
visceral é muito rente e fino ao testículo. É o envoltório branco que eu vejo na castração.

2.3.4. Túnica albugínea


É rente ao testículo e ao pênis, os reveste.

3. Pênis
É o órgão copulatório masculino, compartilhado com o sistema urinário (uretra) e é dividido em
corpo e glande do pênis. Possui músculos como o Ísquio cavernoso e o bulbo esponjoso que dão
rigidez e auxiliam na penetração. Estes músculos se enchem de sangue devido ação de NO e
vasoativos, ingurgitando, aumentam o diâmetro da parte arteriolar e diminuem o diâmetro da
parte venular, diminuindo a saída e aumentando a entrada. Quando houver priapismo sexual,
deve-se reverter o quanto antes, o sangue ingurgitado coagula, forma tromba e necrose. Estes
eventos são particularmente importantes no pênis do tipo erétil, já o fibroelástico possui como
de maior importância o musculo retrator do pênis, que atua na exposição e recolhimento do
pênis. Além disso, o músculo retrator do pênis também é importante para micção em ambos. As
funções são basicamente cópula, micção e ejaculação.

3.1. Tipos de pênis


 Fibroelástico: suínos, ruminantes (de modo geral) e gatos (algumas literaturas), não
possuem tanto tecido erétil vascular, aumentam pouco de volume.
 Erétil: Rico em tecido vascular erétil, aumentam muito de tamanho e volume. Presente
no cão e no equino.
3.2. Formas
O pênis do tipo fibroelástico (em forma de “s”) possui a flexura sigmoide e o pênis erétil possui
o formato retilíneo.

 Pênis do ovino/caprino: O ejaculado dessas espécies é muito concentrado (1/2mL), por


essa razão possuem um apêndice vermiforme que espalha giratoriamente no fundo de
vagina o ejaculado, é um prolongamento do processo uretral.

 Cachaço (porco): A anatomia do pênis se adapta à anatomia da cérvix da porca, em


forma de rosca.

 Cão: Possuem o osso peniano, baculum, a glande se molda ao osso. Além disso,
durante a cópula o bulbo acessório aumenta muito de tamanho, mantendo conectados a
fêmeo e o macho. Ele aumenta de volume após entrar, se não, não atravessaria a vagina.
 Gato: Não são todos os felídeos, mas possuem espículas que induzem a ovocitação na
gata. Ele é territorialista, ela invade, copulam, sente o desconforto e brigam. Lambe e
depois retorna, pois precisa de várias cópulas.
4. Prepúcio
É o revestimento do pênis, assim como o escroto reveste os testículos, se trata de uma dupla
invaginação da pele formada na vida embriológica, o pênis é exposto através do óstio prepucial.
Algumas espécies possuem dobras, o que favorece o acúmulo de sujeira como no garanhão,
além de flora bacteriana. Nos cães há a produção de esmegma, uma secreção sebácea
esverdeada ou amarelada, nela contém sujeiras, microbiota, sebo e pode um pouco ter um pouco
de pus. Não é normal gotejar, apenas na pontinha.

5. Testículos
5.1. Termorregulação
Deve ser de 4-5 graus abaixo da temperatura corporal, para poder ter uma gametogênese
funcional, produção de gametas com qualidade. Existem mecanismos para isso: receptores de
temperatura, Gl. Sudorípara, plexo pampiniforme, músculo cremaster e músculo liso do cordão
espermático.

 Cordão/funículo espermático: sustentação do testículo e bolsa, composto por músculo


cremaster, ductos deferentes, plexo pampiniforme e túnica vaginal. O m. cremaster é
quem sustenta realmente.

5.2. Anatomia dos testículos


Recoberto pelo escroto e a sua posição varia conforme a espécie:

 Equino: horizontal.
 Bovinos: vertical, penduloso.
 Suínos: mais pendular.
 Cães: mais pendular
 Gatos: mais vertical.
Os testículos orientados verticalmente, isto é pendular, possuem maior facilidade para torsões,
de girar dentro da bolsa testicular.
5.2.2. Componentes

 Cápsula testicular: Túnica albugínea e túnica vaginal visceral.


 Mediastino: Rede testis e tecido conjuntivo denso.
 Parênquima: Nervos, vasos sanguíneos e túbulos seminíferos. Túbulos seminíferos +
Tecido intersticial.
 Túbulos seminíferos
 Rede testis
 Ductos eferentes
 Ductos epidídimicos
 Ducto deferente

Ciclo reprodutivo masculino – parte 2


1. Espermatogênese
É dividido em 2 etapas, espermatocitogênese e Espermiogênese (conjunto de modificações
morfológicas, que ocorrem no epidídimo, responsáveis por transformar a espermátide em
espermatozoide).
2. Células de Sertoli
A quantidade de células determina o tamanho do testículo e a produção de sptz. Não se dividem
após puberdade.
 Funções: Sustentação, nutrição e fagocitação (excesso de citoplasma), produção ABP e
secreção de AMH, estrógeno, inibina e fluido testicular. Atua na espermacitogênese e
barreira hemato-testicular.
3. Meiose

 Meiose I/ reducional: separação dos cromossomos homólogos, formação dos


espermatócitos secundários com cromátides duplicadas
 Meiose II/ equacional: os espermatócitos secundários dividem se para formar
espermátides com uma cromátide-irmã cada.

4. Diferenciação celular

5. Fatores que interferem na espermatogênese


Para a maioria das espécies leva 2 meses (bovinos, equinos e homem) e 40/50 dias o resto.
O principal fator que influencia na produção é a temperatura, mas hormônios, fatores químicos,
físicos e biológicos também.
6. Epidídimo
As funções são: secreção e maturação de sptz, absorção seletiva dos defeituosos, transporte
espermático e armazenamento, além disso absorção de líquidos. Ao final da espermiogênese são
imóveis e sem capacidade de fertilizar, ao passar pelo epidídimo sofrem modificações na
morfologia e metabolismo, ganhando motilidade e fertilidade.
No epidídimo o sptz sofre alterações na membrana celular, novas propriedades, aumenta-se a
quantidade de colesterol. Além disso, remoção de proteínas de origem testicular e deposição de
proteínas de origem epididimal, na cabeça e cauda do sptz
7. Glândulas acessórias

 Glândula vesicular: Fornece 50% do volume do ejaculado, nutrientes (frutose),


tampão e PGF. Em condições normais é de difícil apalpação.
 Próstata: adiciona volume ao ejaculado e neutraliza o pH ácido da uretra.
 Glândula Bulbo uretral: dorsal à uretra e produz um líquido lubrificante e para a
passagem dos sptz.

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