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TERAPIA COM CRIANÇAS

E ADOLESCENTES

INTERVENÇOES PSICOLÓGICAS COM CRIANÇAS


E ADOLESCENTES
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— ESSENCIAL PARA A INSERÇÃO DA FAMÍLIA NO


TRATAMENTO DA CRIANÇA.
— PAIS: TÊM PAPEL DETERMINANTE NO
SURGIMENTO DA PROBLEMÁTICA INFANTIL E EM
SEU TRATAMENTO, DADA A RELAÇÃO DE
DEPENDÊNCIA EMOCIONAL DA CRIANÇA.
— CONCEITO DE “ÁREA DE CONFLITO MÚTUO” =
RESULTANTE DO INTERJOGO DE PROJEÇÕES,
INTROJEÇÕES E IDENTIFICAÇÕES ENTRE OS
PAIS E A CRIANÇA.
— A RESOLUÇÃO DESTE CONFLITO DETERMINARÁ
O QUANTO A CRIANÇA PODERÁ OU NÃO
DESENVOLVER-SE DE FORMA SAUDÁVEL.
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— Desenvolvimento e Tratamento da Criança

— O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO DA CRIANÇA


PODE SER FACILITADOR DE SEU
DESENVOLVIMENTO OU TORNÁ-LA PRESA DOS
DESEJOS E NECESSIDADES DOS PAIS.
— O SUCESSO DO TRATAMENTO PSICOTERÁPICO
DA CRIANÇA DEPENDERÁ DA CAPACIDADE DOS
PAIS DE SUPORTAR A REINTROJEÇÃO DE SEUS
ASPECTOS PROJETADOS NO FILHO.
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— ASPECTOS DA PSICOTERAPIA COM CRIANÇAS

— A PROCURA POR AJUDA TERAPÊUTICA


— O PSICODIAGNÓSTICO
— CRITÉRIOS DE INDICAÇÃO DA PSICOTERAPIA
— EVOLUÇÃO DO PROCESSO TERAPÊUTICO
— MANUTENÇÃO DOS PROCESSOS ALCANÇADOS
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— PSICOTERAPIA COM CRIANÇAS

— Caracterização: Processo psicoterápico realizado


com crianças e seus pais, indicado por meio de
critérios definidos de seleção, em tempo
delimitado, com um foco definido, em conjunto
com os pais.
— É planejada para atingir determinados objetivos,
por meio de estratégias flexíveis, selecionadas
pelo terapeuta como adequadas ao caso e
passível de avaliação.
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— Critérios de Indicação
— AVALIAÇÃO DAS PROJEÇÕES DOS PAIS SOBRE A
CRIANÇA ( se for intensa e negativa, é pior;
capacidade dos pais de pegar para si a parcela que
lhes pertence)
— PRÉ-TRANSFERÊNCIA QUE OS PAIS ESTABELECEM
COM O TERAPEUTA (é a mesma que os pais
transferem para a criança)
— CONDIÇÕES PSÍQUICAS DA PRÓPRIA CRIANÇA (Ex: a
criança mais velha tem mais recursos para lidar com
o problema)
— MOTIVAÇÃO: pais e criança
— AVALIAÇÃO DA REALIDADE (ex: no caso de
instituições: é possível trabalhar em terapia?; é
possível chamar os pais ?)
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— Objetivos

— Limitados, indo desde a remissão de sintomas


até a elaboração de um conflito nuclear da
família.
— A terapia visa: identificar os acontecimentos
reais recentes e as angústias que os
acompanham, derivadas de situações passadas
dos pais, possibilitando que reintrojetem
aspectos que projetaram na criança (se
puderem).
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— Knobel enfatiza o aspecto cognitivo, a mudança


da “informação falsa” para a “informação
verdadeira”.
— Esta mudança: alivia a criança e permite que ela
modifique, pelo menos em parte, objetos e
vínculos objetais alterados pela distorção
cognitiva.
— Lester propõe intervenção no momento de crise,
orientada para os sintomas.
— Com crianças institucionalizadas: o objetivo é
ajudar a criança a suportar ligações patológicas
com os pais e fortalecer-se como indivíduo.
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— Estratégia de trabalho
— Variável
— Ligada ao objetivo
— Atenta ao foco do trabalho
— Utiliza intervenções adequadas às condições do
paciente
— Postura do terapeuta
— Mais flexível e mais ativa
— Visa:
— Manter o foco e tentar atingir os objetivos no
tempo proposto.
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— ETAPAS DO PROCESSO

— Diagnóstico –
— Constituído de algumas entrevistas com os pais e
contatos com a criança, se necessário, com uso
de materiais lúdicos e/ou testes psicológicos.
— Objetivos:
— a) investigar a queixa de forma mais completa,
conhecer a história da criança e dos pais, além
da dinâmica de suas relações;
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— b) compreender o funcionamento dos pais a


partir de suas relações originais com seus
próprios pais;
— c) identificar os tipos de relação que os pais
estabelecem com o terapeuta, visando
compreender melhor o sintoma da criança como
uma manifestação de dificuldades não resolvidas
do casal parental.
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— ETAPAS DO PROCESSO - IDENTIFICAÇÃO DO


FOCO:
— área de conflito mútuo
— Objetivos: são estabelecidos de acordo com os
recursos disponíveis de cada caso e as
condições do paciente.
— Podem visar modificações mais profundas ou
mais periféricas, mudanças de atitudes ou
ambientais que levem à redução dos conflitos e
sofrimento.
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— Estratégias: serão definidas de acordo com os


objetivos e quanto ao número e frequências das
sessões; se serão realizadas em conjunto com
pais e criança ou separadamente; tipos de
intervenções a serem feitas etc..
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— FOCO
— Situação atual estruturada em torno de um eixo:
motivo da consulta e conflito nuclear
— COMPONENTES DO FOCO:
— aspectos históricos, genéticos, individuais,
familiares e sociais
— determinantes do contexto social mais amplo:
econômicos, culturais, ideológicos
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— aspectos caracterológicos individuais:


psicodinamismos, condutas defensivas, recursos
— situação grupal: dinamismos, conflitos, papeis,
recursos momento evolutivo individual, familiar e
social
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— Processo da FASE TERAPÊUTICA: centrada no


foco e objetivos definidos, permitindo avaliação
final.
— TÉRMINO DO PROCESSO: importante fase.
— Pacientes: tendem a reviver experiências
anteriores de perda e separação.
— Necessário que o terapeuta auxilie o paciente a
distinguir encerramento do trabalho de
“abandono”, possibilitando consolidação dos
ganhos terapêuticos.
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— ENTREVISTA DE SEGUIMENTO

— Recurso para avaliação dos resultados e


acompanhamento de evoluções positivas e
negativas.
— Muito importante para o paciente, a família, o
terapeuta.
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— ESTUDO DE CASO ADOLESCENTE


— FASE INICIAL IDENTIFICAÇÃO
— ADOLESCENTE/PAIS
— Nome: Ana
— Idade no início do atendimento: 20 anos
— Escolaridade: ensino médio completo
— Nome do pai: Mario
— Profissão: Aposentado
— Nome da mãe: Sueli
— Profissão: do lar
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— QUEIXA INICIAL
— Paciente traz um histórico de epilepsia.
— Bastante confusa, é trazida pelos pais.
— Dosagem elevada de medicação.
— Quadro atual de total dependência paterna,
inclusive nos cuidados básicos.
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— HISTÓRICO
— Mora com os pais.
— Possui 2 irmãos mais novos.
— Segundo familiares, demorou para andar e falar.
— Apresentou dificuldades de aprendizagem
escolar desde a 1ª série, reprovou a 7ª e a 1ª do
ensino médio.
— Desde os 9 anos tem crises epiléticas.
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— Concluiu o ensino médio, estudou italiano,


inglês e canto.
— Estudava em uma escola especial, com
diversas atividades.
— Fez vários tratamentos médicos e psicológicos
desde a infância.
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— SINTOMAS INICIAIS

— Crises convulsivas ocasionais


— 4 horas de sono diárias
— Mãos trêmulas
— Sono diurno
— Incontinência urinária
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— Balanço em pêndulo
— Alergia de pele
— Isolamento /distanciamento (não interagia com
as pessoas)
— Comportamentos sociais inadequados: bater,
tirar a roupa em locais públicos, “fugir”
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— HIPÓTESES DIAGNÓSTICA S

— Epilepsia, Intoxicação medicamentosa, Psicose


— Retardo mental leve: déficit cognitivo
— julho 2000: QI 73
— maio 2005: QI 77
— QI verbal superior ao QI não verbal
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— PLANEJAMENTO DE INTERVENÇÃO/PROPOSTA
DE TRATAMENTO

— FASE INICIAL
— Orientação aos pais
— Atendimento diário
— Ajuste correto da medicação
— Não ser deixada sozinha pelo risco que
representava a si própria
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— FASE INTERMEDIÁRIA
— Manutenção da medicação
— Conquista da autonomia nos cuidados diários: uso
do banheiro, banho, troca de roupas, alimentar-se
sozinha
— Retomar o convívio social
— Voltar para as atividades que desempenhava,
como estudo de línguas, teatro e coral
— Iniciar um plano de trabalho remunerado
— Aprender a se locomover sozinha sem precisar do
auxílio dos pais ou parentes
— Modificar a crença de que não pode fazer nada
sozinha, de que é vulnerável e incapaz
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— FASE FINAL
— Manutenção dos ganhos adquiridos
— Consolidação do trabalho e convívio social
— Aceitar sua limitação psíquica, porém sem
distorções catastróficas de que nada pode
— Aceitar a diferença entre ela e os irmãos e
perceber suas qualidades como diferentes e
não menores
— Planejar seu futuro dentro de metas realistas,
que inibirão frustrações desnecessárias
— Terapia de controle (acompanhamento contínuo
devido ao diagnóstico complexo)
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— INCLUSÃO DE MEMBROS DO SISTEMA SOCIAL:


PAIS
— Orientações de como proceder no momento da
crise
— Orientações de como lidar com as outras
questões pertinentes à adolescência, incluindo a
sexualidade
— Comportamentos adequados dos pais para
fortalecer a independência de Ana
— Opções de atividades rotineiras para ela
— Baixar a ansiedade dos pais
— Realizar o trabalho terapêutico em conjunto com
a família
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— OBJETIVOS DO TRATAMENTO
— Recuperar a autonomia em cuidados pessoais
— Desenvolver a competência social
— Identificar as situações de alerta para o
desencadeamento de crises
— Resolução de problemas: aprender a encontrar
soluções para suas dificuldades partindo dos
problemas cotidianos mais básicos
— Melhorar a tolerância diante das adversidades,
sentindo-se menos vulnerável
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— TÉCNICAS UTILIZADAS
— Maior comprometimento
— Organização do ambiente e da rotina
— Programação de atividades: tarefas pessoais e
profissionais
— Tarefas graduadas: do mais fácil para o mais
difícil
— Estabelecimento de regras: o que é aceitável e
o que deve ser corrigido, mesmo durante o
surto
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— Orientação familiar diretiva: como deveriam


agir os familiares, sugerindo comportamentos
adequados/adaptados, evitando os
comportamentos disruptivos
— Melhora da queixa inicial
— Identificação de pensamentos: “Eu preciso
fazer um curso universitário para conseguir
trabalhar”
— Desafio de pensamentos e crenças: “você
conhece alguém que conseguiu trabalhar sem
curso universitário?”
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— TRATAMENTO E EVOLUÇÃO DO CASO

— Ana ficou hospitalizada para desintoxicação


— Atendimento residencial com orientação
familiar
— Atendimento da paciente e da família no
consultório
— Normalização gradativa das funções cognitivas
básicas (raciocínio lógico, memória, atenção)
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— Normalização da interação social e da


verbalização
— Recuperação da autonomia em cuidados
pessoais
— Diminuição da hiperproteção paterna através
de intervenção terapêutica
— Alterações físicas: aumento de peso e
diminuição da queda de cabelos
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— COMO ESTÁ ANA HOJE?


— Remissão total do sintomas iniciais
— Quadro estável com dosagem mínima de
medicação
— Namora há 4 anos e trabalhava em uma
universidade
— Procura novo emprego demonstrando
independência
— Trabalho terapêutico atual de fortalecimento da
autoestima para melhorar seu grau de
independência e bem-estar emocional
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— Planos futuros concretos, inclusive no


caso de morte de seus pais, com quem
ainda mora.
— Estabelece bom contato interpessoal e
tem facilidade de relacionamento
interpessoal.
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— Psicopatologia Infantil
— Transtorno em uma ou mais das seguintes
áreas:
— comportamento manifesto;
— estados emocionais;
— relacionamentos interpessoais;
— função cognitiva.
— As anormalidades devem ser de duração e
gravidade suficientes a ponto de causarem
prejuízo funcional.
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— Fontes de Informação

— Diagnóstico
— Escola
— Pais
— Criança
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— Fatores de Risco/Fatores
Familiares/Dificuldades emocionais

— Problemas escolares
— Incapacidades constitucionais
— Problemas interpessoais
— Atraso na aquisição de habilidades específicas
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— Fatores de Risco Genéricos: abuso na infância,


imaturidade emocional

— eventos estressantes outros


— apatia ou embotamento emocional
— baixa autoestima
— falta de controle emocional
— fatores de Proteção (Resiliência)
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— Avaliação Diagnóstica

— história do desenvolvimento dos sintomas


— história desenvolvimental (temperamento,
qualidade do vínculo etc)
— história médica, escolar e social
— exame do estado mental
— intervenções estruturadas
— avaliação neurológica, testagem psicológica
— exame físico
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— Transtorno de Ansiedade de Separação

— Ansiedade excessiva em relação a sair de casa


ou à separação de figuras de vinculação
— Medo de que algo ruim aconteça
— Recusa em ir à escola, em ir dormir sozinho,
pesadelos
— Queixas somáticas
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— Transtorno de Ansiedade Generalizada


— Ansiedade excessiva de difícil controle
— Inquietação, cansaço, concentração reduzida,
irritabilidade, tensão muscular, alteração de
sono
— Fobia Social
— Medo persistente e intenso de situações onde
a pessoa julga estar exposta à avaliação de
outros ou se comportar de maneira humilhante
ou vergonhosa.
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— Em jovens, a ansiedade pode ser expressada


por choro, “acessos de raiva”, ou afastamento
das situações sociais nas quais haja pessoas
não familiares.

— Tratamento: Abordagem multimodal, que inclui


orientação aos pais e a criança, psicoterapia,
uso de psicofármacos e intervenções
familiares.
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— Depressão Maior
— Fase pré-verbal
— expressão facial
— postura corporal
— falta de resposta aos estímulos visuais e
verbais
— inquietação
— choro frequente
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— recusa de alimentos
— perturbações do sono
— apatia
— perda de habilidades previamente adquiridas,
com regressão da linguagem
— Depressão Maior dos 2 aos 5 anos
— Frequentes manifestações de dependência
afetiva
— ansiedade de separação
— controle precário de impulsos(colocam-se
frequentemente em situações de perigo)
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— Depressão na Idade Escolar (6 aos 12 anos)


— aparentam estarem tristes
— choram à toa
— podem ficar apáticas
— falam sobre si mesmas em termos negativos
— pensamentos suicidas
— queixas inespecíficas e vagas
— agitação psicomotora ou hiperatividade
— dificuldade de concentração
— queda no desempenho escolar
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— Depressão Maior Adolescentes


— isolamento social
— sensibilidade exagerada à rejeição ou fracasso
— pouca expectativa em relação ao futuro
— a mortalidade por suicídio aumenta
progressivamente através da adolescência e é
a terceira principal causa de morte nessa
idade.
TERAPIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

— Transtorno de Déficit de
Atenção/Hiperatividade (TDAH)
— É um problema do funcionamento de certas
áreas do cérebro que comandam o
comportamento inibitório (freio), a capacidade
de executar tarefas de planejamento, a
memória de trabalho (entre outras funções),
determinando que o indivíduo apresente
sintomas de desatenção, agitação
e impulsividade.
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— Quadro Clínico/Causas
— Hiperatividade
— Impulsividade
— Desatenção
— Vulnerabilidade genética+problemas
ambientais (gatilhos) = TDAH
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— Diagnóstico

— Contextualizar os sintomas na história de vida


da criança.
— prejuízo clinicamente significativo
— considerar duração, frequência e intensidade
dos sintomas
— sintomas em vários locais ao mesmo tempo
— entendimento do significado do sintoma
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— Tipos de TDAH/Predomínio
— Predomínio de Hiperatividade/Desatenção
— Impulsividade
— Combinado
— Tratamento
— Abordagem múltipla: Intervenções
psicossociais e psicofarmacológicas.
— programas educacionais
— psicoterapia
— medicação
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— Transtornos Globais do Desenvolvimento

— Desenvolvimento anormal da socialização e dos


relacionamentos
— Tem início nos primeiros anos de vida
— Geralmente associados à deficiência mental
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— Autismo

— A)1-Comprometimento qualitativo da interação


social:
a)comprometimento no uso de comportamentos
não-verbais para regular a interação social.
— b)fracasso ao desenvolver relacionamentos
com seus pares
— c)ausência de tentativas espontâneas de
compartilhar prazer
— d)ausência de reciprocidade social ou
emocional
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— 2-Comprometimento qualitativo da
comunicação:
— a) Atraso ou ausência total do desenvolvimento
da linguagem falada
— b) acentuado comprometimento da capacidade
de iniciar ou manter uma conversa
— c)uso estereotipado e repetitivo da linguagem
— d)ausência de jogos ou brincadeiras de
imitação social
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— 3- Padrões restritivos e repetitivos de


comportamento, interesses e atividades:
— a) preocupação persistente com um ou mais
padrões estereotipados de interesse
— b) adesão inflexível a rotinas ou rituais
específicos e não funcionais
— c) maneirismos motores estereotipados e
repetitivos
— d) Preocupação persistente com partes de
objetos
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— Atrasos ou funcionamento anormal em pelo


menos uma das seguintes áreas, com início
antes dos 3 anos:
— interação social,
— linguagem para fins de comunicação social,
— jogos imaginativos ou simbólicos.
— Autismo 1/1000
— Maior prevalência em meninos
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— Síndrome de Asperger
— Comprometimento grave e persistente da
interação social e desenvolvimento de padrões
restritivos de interesses.
— Sem atraso na linguagem ou no
desenvolvimento cognitivo.
— Vocabulário “rico” ou adulto.
— Geralmente não há retardo mental
— Mais frequentemente em meninos

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