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Drones

Dr. Danilo Roberti Alves de Almeida


SUMÁRIO

• Breve histórico

• Tipos de drones

• Aplicações

• Legislação
Essa apresentação conta com os parceiros:

- MSc. Mauricio Martello (doutorando da ESALQ)

- Dr. Thiago Sanna Freire Silva (University of Stirling)

- Dr. Manuel Eduardo Ferreira (UFG)


Origem dos VANTs

https://odrones.com.br/historia-dos-drones/
Origem dos VANTs
• Origem militar 1915;
- Target drones

- Reconhecimento de
território (espionagens)
1960;
http://www.nationalmuseum.af.mil/Visit/MuseumExhibits/FactSheets/Display/tabid/509/Article/19578
https://en.wikipedia.org/wiki/V-1_flying_bomb 4/radioplanenorthrop-mqm-57-falconer.aspx

1955: Northrop Radioplane RP-71


1944 - V1 flying bomb
Falconer (SD-1)
(Buzz Bomb)
HISTÓRICO NO BRASIL

1982... O primeiro VANT brasileiro, CTB BQM-1BR, desenvolvido pela


extinta Companhia Brasileira de Tratores (CBT), com propulsão a jato
equipado com uma Turbina Tietê CFJ fabricada pelo Centro Tecnológico
da Aeronáutica (CTA).

VANT em exposição no museu da TAM


HISTÓRICO NO BRASIL
2000... Os VANT para uso civil começaram a surgir no mercado brasileiro.

2002... Projeto Arara (Aeronave de Reconhecimento Autônoma e Remotamente


Assistida), o primeiro VANT com tecnologia 100% brasileira, desenvolvido numa parceria
entre o Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC-USP) e a Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

2003... A empresa Embravant iniciou o Projeto Gralha Azul.

Gralha Azul

Arara
2017... Regulamentação para uso de drones no Brasil e expansão do mercado.
A explosão dos “Drones"
• Sim, os VANTS tem origem militar
• Mas os drones militares pouco tem a ver com os drones comerciais
modernos
• A verdadeira razão da explosão recente (~2010):

Miniaturização:
Microprocessadores
Receptores GPS/GNSS
Acelerômetros e giroscópios

Melhora:
Baterias (capacidade de carga)
Tipos de Drones

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Tipos de Drones
Multirotores (Asa rotativa)
• Fácil operação
• Decolagem e pouso vertical
• Boa capacidade de carga (payload)
• Baixa autonomia (10-20min)
• Sem aerodinâmica
• Vários tamanhos e configurações
Quadricóptero Octorotor (X8)

Octocóptero Hexarotor (Y6)


Hexacóptero
Tipos de Drones
Asa fixa (aviões)
• Requer habilidade na pilotagem
• Necessita de espaço para pouso e
decolagem
• Menor capacidade de carga
• Maior autonomia (> 1h)
• Boa aerodinâmica
Asa alta, tradicional Asa voadora

Planador
Tipos de Drones
"Satélites Atmosféricos“

https://novaerial.com/procyon-800e/
NASA Helios
Titan Solara

• VANTs com extrema aerodinâmica (planadores)


• Autonomia de vários meses
• Poderiam complementar ou substituir satélites orbitais
Tipos de Drones
Híbridos ou conversíveis

Blimps (balões de ar)

Loon balloon
Tipos de Drones
Flapping-Wing (batedores de asas) / experimentais

H² Bird
Universidade da Califórnia (Berkeley)
Bipedal Ornithopter for Locomotion
Transitioning (BOLT)
Nano drones

https://aerixdrones.com
Best nano Drone: Aerix AERIUS
US$ 30
7g
3 min vôo
Qual a diferença entre VANT, RPAS, Drones e Aeromodelos ?
• VANT, Veículo Aéreo Não Tripulado (em inglês UAV – Unmanned Aerial Vehicle): qualquer
equipamento que acesse o espaço aéreo em que não há a presença de um ser humano a bordo. O
termo VANT é considerado obsoleto pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) como
podemos observar na documentação Doc 10019, Manual On RPAS, da OACI.

• ARP, Aeronave Remotamente Pilotada (em inglês RPA – Remotely Piloted Aircraft): termo técnico e
padronizado internacionalmente pela OACI para aeronaves com propósitos não recreativos. Enfatiza
que a aeronave não é completamente autônoma, possuindo um piloto capaz de operá-la
remotamente.

• Drone: termo utilizado de forma coloquial e popular para se referir aos equipamentos remotamente
pilotados. Drone, cuja tradução significa “zangão”, foi oriundo do tipo de trabalho que esses
equipamentos costumam produzir que lembra o som emitido por um zangão em voo.

• Aeromodelos são aeronaves remotamente pilotadas utilizadas, unicamente, para a recreação

www.decea.gov.br/drone/
• SISVANT - Sistema de Veículo Aéreo Não Tripulado
• SARP - Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada
Drone:
“DRONE” 1. The male of the honeybee
and other bees, stingless and
making no honey.
• Termo do inglês, herdado da história de desenvolvimento de
aeronaves militares não-tripuladas 3. A person who lives on the
labor of others; parasitic
• "Zangão", a abelha macho, que não faz nada a não ser loafer.
se reproduzir
www.dictionary.com
• Duas possibilidades de associação ao nome:

• O barulho feito pela aeronave ao voar

• O fato de ser uma aeronave autônoma, que faz o que o


operador manda, sem questionar

• Termo com conotação pejorativa em alguns contextos,


devido à associação com missões de guerra
Aplicações

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Soluções tradicionais de levantamentos para tomadas de decisão

Perspectiva do analista Visão dos Satélites Aviões


Consumo de tempo Bastante oportunos/caros Caros
Informação incompleta Dependente do clima Difícil logística
Órbita/cena

Cortesia Santiago & Cintra


Soluções tradicionais de levantamentos para tomadas de decisão

Cobertura
Pequena

VANT

Aviões
Alta
Baixa tripulados

Flexibilidade & Atualização


Satélites

Grande

Cortesia Santiago & Cintra


Mapeamento & GIS

• Mineração
•Medições realizadas remotamente
(segurança);
•Composição de DTM aproximado;
•Método rápido de obter medição;

• Florestas
•Visualizar locais de difícil acesso;
•Detecção de espécies e mapeamento
de doenças/pragas;
•Avaliação rápida de incêndios;
Infraestrutura

• Levantamento de
estradas/condições

• Rede de eletrificação rural

• Lagos de barragens/
hidroelétricas
Serviços de emergência/Humanitários
• Humanitários
• Localizar e avaliar assentamentos;
• Acompanhar o movimento dos assentamentos;
• Monitoramento de invasões;
• Mapeamento para a instalação de serviços

• Avaliações de desastres
• Inundações e desabamentos;
• Danos causados por fogo;
• Avaliação de dados em infra-estrutura;

• Serviços policiais
• Mapeamento de acidentes com veículos;
• Mapeamento de cenas de crime;

Cortesia Santiago & Cintra


LEVANTAMENTO REALIZADO COM SWINGLET
Parque Macambira / parcela urbana (Goiânia)
Uso de drone para ver telhado quebrado
PERÍCIAS AMBIENTAIS NO ESTADO DE GOIÁS
(APOIO ÀS AÇÕES DO MP-GO).
PERÍCIAS AMBIENTAIS NO ESTADO DE GOIÁS
(APOIO ÀS AÇÕES DO MP-GO).
LEVANTAMENTO REALIZADO COM SWINGLET
Áreas agrícolas em Itaberaí (Goiás)
LEVANTAMENTO REALIZADO COM SWINGLET
Área de pastagens – Bacia Hidrográfica Rio Vermelho (Goiás)
LEVANTAMENTO REALIZADO COM SWINGLET
Parcela de floresta queimada Amazônia (Tanguro)
LEVANTAMENTO REALIZADO COM SWINGLET
Bacia Hidrográfica Rib. João Leite (Goiás), após represamento.
LEVANTAMENTO REALIZADO COM SWINGLET
Área de reflorestamento – Três Lagoas (MS)
2018
2018

Bertholletia excelsa Bonpl., conhecida como castanheira.


MONITORAMENTO DE PÁTIOS DE SERRALHERIAS

Pátio de madeireira legalizada – Flona, Itapuã do Oeste, Rondônia


EVOLUÇÃO DO SENSORIAMENTO REMOTO
Hyperspectral+Lidar

Lidar
Earth Observing-1 Mission (EO-1)
NASA - Lançado em 2000
Sensores já disponíveis para VANTs
Hyperion imaging
spectrometer
(mais de 200
bandas)
Sobrevoado no LAPIG - DRONE equipado com LIDAR
Integração das plataformas de
Sensoriamento Remoto

Cubo de imagens com mais de 200 bandas


(Reserva extrativista Chico Mendes, julho/17)
Custos

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Quanto custa um drone?
• Preços variam enormemente
• Importante primeiro pensar na aplicação, e depois na aeronave e
instrumento

• Pesquisa e desenvolvimento custa dinheiro


• A empresa sofre com as falhas para que você não sofra
• Custo vs. produtividade = investimento
• Mas cuidado com preços abusivos, especialmente de empresas
multinacionais
Pesquisa feita em 13/03/2019
Pesquisa feita em 13/03/2019
Pesquisa feita em 13/03/2019
Pesquisa feita em 13/03/2019
Custos “escondidos”
• Baterias extras
• Peças de reposição
• Case de transporte
• PC para operação em campo

• Software de processamento (Agisoft Photoscan: US$ 3.500 , Pix4D U$$8.700)

• Computador para processamento

• I7 6 cores, GTX980, 64GB RAM, 2 SSD em paralelo (~R$14.000)

• Processamento completo em máxima qualidade, 100ha - 45 horas (mosaico + mds + nuvem de pontos)
Legislação

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Em quais infrações posso incorrer, operando de
forma irregular?
• O uso irresponsável do espaço aéreo poderá ser enquadrado, conforme o caso, nas leis abaixo especificadas:

• Decreto Lei 2.848/1940 – Código Penal


Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente.
Art. 261 - Expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação
marítima, fluvial ou aérea.

• Lei 7.565 – Código Brasileiro de Aeronáutica - CBA

Art. 289 - Na infração aos preceitos deste Código ou da legislação complementar, a autoridade aeronáutica poderá tomar as seguintes
providências administrativas:
I – multa.
Art. 291- Toda vez que se verifique a ocorrência de infração prevista neste Código ou na legislação complementar, a autoridade
aeronáutica lavrará o respectivo auto, remetendo-o à autoridade ou ao órgão competente para a apuração, julgamento ou providência
administrativa cabível.
§ 1° Quando a infração constituir crime, a autoridade levará, imediatamente, o fato ao conhecimento da autoridade policial ou judicial
competente

www.decea.gov.br/drone/
Em quais infrações posso incorrer, operando de
forma irregular?
• O uso irresponsável do espaço aéreo poderá ser enquadrado, conforme o caso, nas leis abaixo especificadas:

• Lei 10.406/2002 – Código Civil

Art. 186 - Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda
que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

• Decreto Lei 3.688/1941 - Lei das Contravenções Penais

Art. 33 - Dirigir aeronave sem estar devidamente licenciado.


Art. 35 - Entregar-se na prática da aviação, a acrobacias ou a voos baixos, fora da zona em que a lei o permite, ou fazer descer a
aeronave fora dos lugares destinados a esse fim.

www.decea.gov.br/drone/
http://www.anac.gov.br/assuntos/paginas-tematicas/drones/regras-de-todos-os-orgaos-brasileiros-sobre-operacao-de-drones
Legislação Vigente
Em eventual abordagem apresentar:

✓ Homologação da Anatel

✓ Documento de Cadastro na ANAC

✓ Documento de Aprovação do Voo

do DECEA

✓ Apólice de Seguro Obrigatório – RETA


- (valor do seguro varia de R$ 400 a R$ 1.000,00 por ano e cobre
prejuízos causados a terceiros em caso de acidente)
Legislação Vigente
1 - Certificar-se que o RPA 2 - Cadastrar o piloto e o RPA 3 - Cadastrar o piloto e o RPA
está homologado no no sistema da ANAC no sistema do DECEA
sistema da Anatel e solicitar o voo

https://sistemas.anatel.gov.br/sgch
https://sistemas.anac.gov.br/SISANT/
SGCH - Sistema de Gestão http://servicos.decea.gov.br/sarpas
de Certificação e Homologação SISANT - Sistema de Aeronaves
SARPAS - Solicitação
Não Tripuladas
de Acesso de RPAS
Fessel - 2018
Legislação Vigente: certificado Anatel
Controle Remoto Aeronave

Fessel - 2018
Legislação Vigente: certificado Anatel
Controle Remoto Aeronave

Fessel - 2018
A ANATEL realiza a homologação dos equipamentos, com o propósito de
evitar interferência dos drones em outros serviços de telecomunicações.
LEGISLAÇÃO & REGULAMENTAÇÃO: ANATEL

• O primeiro passo para homologar um drone na Agência é fazer um


auto cadastramento no Sistema de Gestão de Certificação e
Homologação e preencher o requerimento de homologação. Para
isso, são necessários alguns documentos: carteira de identidade,
CPF, manual do produto e certificado da Federal Communications
Commission. No caso de pessoa jurídica é necessário anexar o CNPJ
e cópia do o contrato social.

•O interessado deverá imprimir o boleto e efetuar o pagamento da


taxa de R$ 200,00. Após o pagamento, o processo será analisado
por um especialista da Anatel.
LEGISLAÇÃO & REGULAMENTAÇÃO: ANAC

• Classificação do RPAS:

Classe 1: RPAS com peso máximo de decolagem maior que 150 kg;

Classe 2: RPAS com peso máximo de decolagem maior que 25 kg e


menor ou igual a 150 kg;

Classe 3: RPAS com peso máximo de decolagem menor ou igual a


25 kg.
LEGISLAÇÃO & REGULAMENTAÇÃO
• O cadastro no Sistema de Aeronaves não Tripuladas (SISANT) é
obrigatório as aeronaves não tripuladas de uso recreativo
(aeromodelo) ou não recreativo (RPA), com peso máximo de deco-
lagem superior a 250g e limitado a 25kg e que não voará além da
linha de visada visual (BVLOS) ou acima de 400 pés (120 metros)
acima do nível do solo.
Se a aeronave cadastrada vai
voar acima de 400 pés em
relação ao nível do solo ou
além da linha de visada visual,
precisará ser registrada na
Agência e identificada com sua
marca de nacionalidade de
matrícula, assim como as
aeronaves não tripuladas com
peso máximo de decolagem
superior a 25 kg.

https://sistemas.anac.gov.br/sisant
LEGISLAÇÃO & REGULAMENTAÇÃO

• Para cadastrar é necessário informar:


- Dados pessoais (nome, endereço, CPF, e-mail)
- Dados de pessoa jurídica (CNPJ), se for o caso
- Dados da aeronave (nome, modelo, fabricante, número de série e
foto que identifique a aeronave)
- Uma combinação de nove dígitos, que será o número da
identificação do equipamento. Essa identificação deverá ser afixada
em local visível na aeronave
-Incluir uma foto da aeronave com alguma característica ou marca
produzida pelo proprietário do drone, o número de série do
equipamento ou qualquer outro sinal que possa diferenciar a
aeronave

O sistema gera uma certidão (documento de porte obrigatório em


todas as operações).
Legislação Vigente: ICA 100-40 (DECEA)
Solicitação de voo com RPA ≤ 25kg e altura até 30 m:
- A operação será realizada em linha de visada visual (VLOS),
no máximo a 500 m horizontalmente do piloto remoto.
- A distância mínima será de, pelo menos, 30 m de concentração de pessoas
não associadas à operação, prédios, construções, veículos, animais. O voo
não ocorrerá sobre áreas povoadas e aglomeração de pessoas não anuentes
- A velocidade máxima será de até 60 km/h (~15 m/s).
- A área de voo está afastada 5 km de aeródromos e/ou rotas conhecidas de
helicópteros e aeronaves.

Prazo para análise da solicitação pelo DECEA: até 45 minutos


Legislação Vigente: ICA 100-40 (DECEA)
Solicitação de voo com RPA ≤ 25kg e altura entre 30 a 120 m:
- A operação será realizada em linha de visada visual (VLOS),
no máximo a 500 m horizontalmente do piloto remoto.
- A distância mínima será de, pelo menos, 30 m de concentração de pessoas
não associadas à operação, prédios, construções, veículos, animais. O voo
não ocorrerá sobre áreas povoadas e aglomeração de pessoas não anuentes.
- A velocidade máxima será de até 120 km/h (~30 m/s).
- A área de voo está afastada 9 km de aeródromos e/ou rotas conhecidas de
helicópteros e aeronaves.

Prazo para análise da solicitação pelo DECEA: até 2 dias úteis


Legislação Vigente: ICA 100-40 (DECEA)
Solicitação de voo com RPA ≤ 25kg e altura entre 30 a 120 m:
- A operação será realizada em linha de visada visual (VLOS),
no máximo a 500 m horizontalmente do piloto remoto
- A distância mínima será de, pelo menos, 30 m de concentração de pessoas
não associadas à operação, prédios, construções, veículos, animais. O voo
não ocorrerá sobre áreas povoadas e aglomeração de pessoas não anuentes
- A velocidade máxima será de até 120 km/h (~30 m/s)
- A área de voo não está afastada 9 km de aeródromos e/ou rotas conhecidas
de helicópteros e aeronaves

Prazo para análise da solicitação pelo DECEA: até 18 dias úteis


Obrigado…
daniloflorestas@gmail.com

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