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COLÉGIO ESTADUAL NOSSO SENHOR DO BONFIM

BIOLOGIA

EMANUELE ESLABÃO PISKE


GUILHERME BANDEIRA DE MELO
JEFERSON BONOW SCHWANZ
KAUÊ REDU DUTRA
LAUANA ORIBES VASCONCELLOS
LUÍSA SCHEER RODRÍGUEZ
LUIZA NACHTIGALL DA CRUZ
SARA PRIESE SAUERESSIG
Turma 221

A Biodiversidade do
Extremo Sul do Brasil e Sua
Adaptação ao Clima

Morro Redondo, março de 2021


1. Resumo

Pesquisa realizada para a disciplina de Biologia do Colégio Bonfim, com o


objetivo de se ter uma maior percepção da biodiversidade existente na Terra, além de
entender como os seres vivos se adaptam às constantes mudanças do clima e porque
eles mesmos também estão interferindo nele, no entanto, tendo como enfoque
principal, a região do Extremo Sul do Brasil. Dessa forma, pretende-se levar a uma
reflexão sobre assuntos discutidos em todo o mundo, contudo, de maneira simples,
de fácil entendimento, com situações que agricultores, criadores de animais e outros
produtores do interior dessa região do Rio Grande do Sul encontram durante o seu
trabalho. Mas, também aqueles que não estão habituados a esse ambiente, poderão
compreender o assunto e terão uma melhor visão das situações e de como muitas
delas são lidadas. Assim, a pesquisa foi realizada em grupo, composto por 8
integrantes, tendo como fontes de consulta: sites.

2. Introdução

O Brasil possui uma grande diversidade de fauna e flora nativas, além de várias
novas espécies que foram trazidas principalmente no tempo da colonização do país.
Assim, a flora do Brasil é considerada a mais rica em biodiversidade em todo o mundo.
Então, se tem como conceito geral de biodiversidade: “ Biodiversidade é um termo
que designa a variedade de seres vivos de uma região, bem como a variação dos
organismos dentro da mesma espécie”. Dessa forma, para que seja possível proteger
a biodiversidade do Brasil e também a natureza do mundo todo, e ainda assim ter o
essencial para viver - principalmente em relação ao alimento -, deve-se conhecer mais
a fundo a maneira como os agricultores e outros trabalhadores rurais lidam com as
situações do dia, envolvendo principalmente o clima, além de como a própria natureza
está reagindo às circunstâncias que se encontram.
3. Vegetação de Morro Redondo

https://br.depositphotos.com/stock-
photos/pessegueiro-em-flor.html
A composição da cobertura vegetal de uma região resulta da combinação de
atributos geológicos, geomorfológicos, climáticos, hidrológicos e pedológicos. No Rio
Grande do Sul, a interação desses atributos permitiu o desenvolvimento de
comunidades vegetais, as quais, após extenso e detalhado estudo da vegetação
original, realizado na região Sul do Brasil pelo Projeto 49 RADAMBRASIL (IBGE,
1986), permitiram a identificação de sete regiões fitoecológicas (fito + ecologia -
Estudo das plantas): Região da Savana, Região da Estepe, Região da Savana
Estépica, Região da Floresta Ombrófila Densa, Região da Floresta Estacional
Semidecidual, Região da Floresta Decidual, Região da Floresta Ombrófila Mista,
Áreas de Formações Pioneiras e Áreas de Tensão Ecológica. Dentre as regiões
fitoecológicas identificadas pelo projeto RADAMBRASIL (IBGE, 1986), para o Estado
do Rio Grande do Sul, estão presentes no município de Morro Redondo porções da
Região da Savana e da Região da Floresta Estacional Semidecidual.

4. Região da Savana

Em primeiro lugar, é preciso entender como é caracterizado esse tipo de região.


No Brasil, Savana é sinônimo de Cerrado; caracteriza-se por vegetação xeromorfa
(adaptada a regiões com pouca água) que ocorre preferencialmente em regiões de
clima estacional, podendo ocorrer também em clima ombrófilo. Caracteriza-se por
árvores baixas e arbustos espaçados, associados a gramíneas e geralmente
apresentam troncos e ramos acentuadamente tortuosos e acinzentados.
Nesta região predominam gramíneas como: capim-caninha (Andropogon
lateralis), grama estaladeira (Erianthus angustifolius), flexilhas (Stica spp.), barba de
bode (Aristida spp.), grama forquilha (Paspalum notatum), grama-tapete-de-folha-
larga (Axonopus compressus), grama-jesuíta (Axonopus fissiflius) entre outras. Além
das gramíneas ocorrem arbustos como: alecrim (Heterotalamus sp.), vassoura-
vermelha (Dodonaea viscosa), carqueja (Baccharis trimera), chirca (Eupatorium sp.)
e outras. A vegetação arbórea, constituída por florestas-galeria e moiteiros, que
muitas vezes acabam por coalescer, aumentando a largura das florestas-galeria, no
qual ocorrem espécies como: branquilho (Sebastiana klotzschiana), coronilha (Scutia
buxifolia), bugreiro (Lithraea brasiliensis), corticeira (Erythrina crista-galli), sarandi
(Calliandra tweedei) entre outras (IBGE, 1986).

5. Região da Floresta Estacional Semidecidual

A Floresta Estacional semidecidual, também denominada Floresta Tropical


Subcaducifólia, apresenta vegetação condicionada pela dupla estacionalidade
climática: uma tropical com época de intensas chuvas de verão, seguida por estiagem
acentuada e outra subtropical sem período seco, mas com seca fisiológica provocada
pelo intenso frio do inverno, quando parte da vegetação perde suas folhas.
A região da Floresta Estacional Semidecidual é uma região fitoecológica
caracterizada por ter um clima úmido, com temperaturas médias nos meses de inverno
abaixo de 15ºC, responsáveis pela estabilidade fisiológica das plantas. A diferença
principal entre este tipo de floresta com a Floresta Estacional Decidual, com as
mesmas condições climáticas, é a presença de 20 a 50 % de árvores caducifólias no
conjunto florestal na época desfavorável. No município de Morro Redondo esta região
é dominada por agricultura e culturas cíclicas.

6. Principais pastagens usadas na região Sul do Brasil

Dentre a diversidade de espécies cultivadas que compõem as pastagens da


região Sul do Brasil, destacam-se azevém anual, aveias forrageiras, trevos e
cornichão, durante a estação fria, e capim-sudão, sorgo forrageiro, milheto, capim-
bermuda (como Tifton 85 e Jiggs), braquiária e Panicum durante a estação quente do
ano.

7. O clima e o plantio

A melhor época de plantio é quando as chuvas passam a ocorrer com maior


frequência, quando o clima está mais úmido, pois o solo precisa ter água, e não muito
sol. Assim, na maioria dos casos, o clima do Rio Grande do Sul é perfeito durante
quase todo o ano, pois o clima é mais ameno, há bastante humidade e assim o pasto
cresce.

premium/as-mudas-estao-crescendo-
https://br.freepik.com/fotos-

choveu_6693912.htm
no-solo-enquanto-

8. O excesso de chuva

O excesso de chuva é algo ruim para qualquer plantação que não seja de arroz,
pois o chão encharca, as raízes apodrecem e isso acaba levando à morte da planta.
https://www.sementesguinossi.co
m.br/blog/dicas/como-o-excesso-
de-chuva-prejudica-as-
plantacoes/17
9. A falta de chuva

A falta de chuva deixa a planta seca, sem força, e assim ela não consegue
crescer. A planta se alimenta de água e sais minerais da terra, que entram em seu
organismo através das raízes, e sem água ela não conseguirá se desenvolver e
acabará murchando.

https://www.brasildefato.com.br/2

producao-em-assentamentos-do-
020/02/13/seca-prolongada-no-
interior-do-rs-compromete-

mst
10. Deficiência de nutrientes

Além disso, o excesso ou a escassez de chuva leva a deficiência de nutrientes


para as plantas, que pode ocasionar na acomodação de pragas e doenças. Mas, não
são apenas os organismos vivos que atingem uma plantação, a forma como a mesma
é estruturada é que dará ou não espaço para a instalação de novas doenças. Uma
planta bem estruturada consegue lidar sozinha com as pequenas dificuldades ao
longo do seu desenvolvimento.

11. Falta de Pasto

Então, se uma lavoura de pasto não tiver as circunstâncias adequadas para o


seu crescimento e desenvolvimento, acabará causando grande prejuízo e perda de
tempo para o agricultor, acarretando na falta de alimento para o gado, e assim ele terá
de encontrar outras alternativas de alimento para os animais, custando bem mais
dinheiro. Infelizmente, situações como essa foram enfrentadas por diversos
agricultores e criadores de animais em 2020 por exemplo, quando o Rio Grande do
Sul estava enfrentando uma grave escassez de chuvas.
12. Outras alternativas para a falta de pasto

Em relação às circunstâncias que haja falta de pasto - assim como citado


anteriormente no item 11 - para rebanhos leiteiros de pequeno/médio porte se
destacam, para suprir a falta de pasto, três formas secundárias. As capineiras, que
são pequenas áreas cultivadas com gramíneos mantidos perto do curral. Outra opção
é uma mistura de cana de açúcar com ureia, que é uma fonte de energia e proteína
para o rebanho. E a última é os bancos de proteína, que são locais de cultivo de
espécies leguminosas destinados ao pastejo controlado, esses bancos são mantidos
o ano todo, mas são usados principalmente, em períodos de seca. Já os que
trabalham com produção de carne optam por selagem, que consiste em separar, moer
e guardar o pasto em excesso do período de chuva para ser usado durante a seca.
Podem optar também por sais de proteína, que servem como complemento na
alimentação.

13. O clima e a produção de leite

A zona de conforto térmico das vacas oscila entre -5°C a 22°C. Qualquer valor
acima dessa faixa, deixa os animais em uma situação de estresse térmico. Quando
estão nessa situação, as vacas não conseguem dissipar o calor produzido em seu
metabolismo e ativam mecanismos de defesa que reduzem a produção de leite e
auxiliam na perda de calor.
https://minhasaude.proteste.or
g.br/melhor-leite-integral-
proteste/

Além disso, embriões em estágios iniciais de desenvolvimento são


extremamente susceptíveis à alta temperatura. Dessa forma, o estresse calórico gera
um comprometimento embrionário e, consequentemente, compromete a preonhez.
Essa susceptibilidade é muito maior durante os primeiros estágios de
desenvolvimento.

14. O que leva o aumento do cortisol

Na produção bovina, as exigências para uma maior produtividade tornam-se


cada vez maiores, o que leva os bovinos a enfrentarem, frequentemente, situações
de estresse, que podem elevar os níveis de cortisol séricos nestes animais. Assim,
quando o corpo aumenta sua demanda de cortisol, as glândulas adrenais começam a
produzir hormônios em grandes volumes, causando toxicidade no organismo do
animal. A liberação do cortisol pelas glândulas adrenais provoca a liberação de glicose
pelo fígado.

15. Qual o efeito do gás emitido pelos animais ruminantes na atmosfera

Muito se ouve falar hoje em dia sobre o agravamento do Efeito Estufa no


planeta Terra, porém o que muitos não sabem, é que um dos fatores agravantes,
inclusive, é a maior produção de carne bovina. Pois com o crescimento das criações
de gado, também é aumentado a emissão de gases do Efeito Estufa, por meio da
flatulência das vacas, sendo que é até pior do que os gases emitidos pelos
automóveis.
A digestão dos bovinos faz com que seja lançado gás metano (CH4) na
atmosfera. Assim como o gás carbônico (CO2), resultado da queima de combustíveis
fósseis, o metano acelera o processo do efeito estufa, o que faz com que a
temperatura no planeta aumente a cada ano.
O gás metano intestinal (CH4) produzido por ruminantes depende
principalmente do tipo de dieta e ingestão do animal, mas também pode ser afetado
pelo tamanho, idade e tipo do animal. Um aspecto marcante do rúmen é a
característica de possuir uma alta densidade e diversidade populacional de
microrganismos que são capazes de sintetizar diversas substâncias, como o gás
metano que é produzido pelos microrganismos metanogênicos.
Como este gás não é metabolizado no organismo animal a maior parte dele é
removida durante o processo de eructação que é essencial para a manutenção do
adequado balanço ruminal.
m/Noticias/Criacao/Boi/noticia/20
https://revistagloborural.globo.co

diversificam-renda-com-pecuaria-
18/06/industrial-e-medico-

no-rs.html
Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o sistema
climático pode ser alterado trazendo danos irreversíveis, como:

 Derretimento das calotas polares e aumento do nível do mar.


 Agravamento da segurança alimentar, prejudicando as colheitas e a pesca.
 Extinção de espécies e danos a diversos ecossistemas.
 Perdas de terras em decorrência do aumento do nível do mar, que provocará
também ondas migratórias.
 Escassez de água em algumas regiões.
 Inundações nas latitudes do Norte e no Pacífico Equatorial.
 Riscos de conflitos em virtude da escassez de recursos naturais.
 Problemas de saúde provocados pelo aumento do calor.
 Previsão de aumento da temperatura em até 2º C até 2100 em comparação
ao período pré-industrial (1850 a 1900).

16. Conclusão

Portanto, percebe-se como o clima é um fator importante para o crescimento e


desenvolvimento saudável das plantas, para o alimento e o bem-estar geral dos
animais, para produção de leite, além de diversas outras situações; vemos isso por
exemplo na agricultura e pecuária do Extremo Sul do Brasil. Mas, apesar de ter sido
descoberto também que o gado ajuda no agravamento do Efeito Estufa, causador já
de sérios danos ao planeta Terra, o ser humano continua sendo o verdadeiro culpado,
e na maioria das vezes não faz nada para mudar essa situação, mesmo sabendo da
importância do equilíbrio do clima em todas as situações da vida.

17. Referências

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e%20%C3%A9%20um%20termo%20que,organismos%20dentro%20da%20mesma
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https://www.todamateria.com.br/flora-do-brasil/

http://www.germipasto.agr.br/dicas/#:~:text=3.,a%20%C3%A1rea%%20ser%20form
ada

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2020/01/720110-confira-os-
prejuizos-causados-pela-estiagem-a-agricultura-no-
estado.html#:~:text=Al%C3%A9m%20dos%20danos%20mais%20aparentes,e%20n
as%20planta%C3%A7%C3%B5es%20de%20tabaco

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/25646967/suplementacao-de-
bovinos-melhora-produtividade-no-periodo-de-seca
https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-leite/calor-afeta-reproducao-
bovina/#:~:text=impacto%20na%20reprodu%C3%A7%C3%A3o.-
,Por%20que%20o%20estresse%20cal%C3%B3rico%20afeta%20a%20reprodu%C3
%A7%C3%A3o%20de%20bovinos,%2C%20consequentemente%2C%20compromet
e%20a%20prenhez

http://www.pubvet.com.br/material/Ottersb398.pdf

https://www.scielo.br/pdf/cr/v44n5/a12414cr2013-0066.pdf

http://ecodiagnosticavet.com.br/a-importancia-do-
cortisol/#:~:text=Quando%2C%20por%20um%20motivo%20qualquer,libera%C3%A7
%C3%A3o%20de%20glicose%20pelo%20f%C3%ADgado
https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-geral/metano-producao-ruminantes/

https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/pum-de-vaca-polui-mais-do-que-carros-
03092015

https://cetesb.sp.gov.br/biogas/2017/10/01/o-papel-da-flatulencia-dos-bovinos-no-
aquecimento-global-e-largamente-subestimado/

https://www.milkpoint.com.br/colunas/educapoint/producao-de-metano-por-
ruminantes-como-ocorre-e-como-reduzir-as-emissoes-217009/

https://blog.agrosomar.com.br/interferencia-do-clima/

https://www.camaramorroredondo.com.br/projetos/2016/201624-a1.pdf

https://pastoextraordinario.com.br/caracteristicas-das-pastagens-do-sul-do-
brasil/#:~:text=Dentre%20a%20diversidade%20de%20esp%C3%A9cies,a%20esta%
C3%A7%C3%A3o%20quente%20do%20ano

https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/efeito-estufa.htm

https://ciclovivo.com.br/vida-sustentavel/bem-estar/entenda-quais-sao-os-principais-
tipos-de-doencas-que-suas-plantas-podem-ter/amp/

https://snif.florestal.gov.br/pt-br/florestas-e-recursos-florestais/168-tipologias-
florestais