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UI MARIA LENIR ARAÚJO MENESES

Aula 06: NOÇÕES DE EPIDEMIOLOGIA – UNIDADE I


Aluno:
Prof° Esp. Leonardo Delgado
Data: / /

Aula 06: Noções Gerais de Epidemiologia e que, em geral, ocorrem em conjunto com outras
Habilidades transformações demográficas, sociais e
- Refletir, criticamente, sobre as relações entre a econômicas (JORGE, 2007).
realização das práticas corporais e os processos de Laurenti define a Transição
saúde/doença, inclusive no contexto das atividades Epidemiológica como ‘uma evolução gradual dos
laborais. problemas de saúde caracterizados por alta
- Examinar a relação entre a realização de práticas morbidade e mortalidade por doenças infecciosas
corporais e a complexidade de fatores coletivos e que passa a se caracterizar predominantemente
individuais que afetam o processo saúde/doença, por doenças crônicas não-transmissíveis’
reconhecendo os vínculos entre as condições de (PINHEIRO; FREITAS, CORSO, 2004, p.525).
vida socialmente produzidas e as
possibilidades/impossibilidades do cuidado da Sedentarismo
saúde individual e coletiva; O sedentarismo, combatido pelos
vários tipos de exercício físico e seus treinamentos,
Introdução pode inibir inúmeras doenças e comorbidades
Epidemiologia é a ciência que estuda presentes na atualidade. Tais comorbidades, não
o comportamento e a distribuição dos fenômenos eram observadas antes, em sociedades mais ativas,
de saúde/doença em uma determinada sociedade ou seja, as pessoas se movimentavam mais e não
(ou em grupos sociais específicos), levando em tinham um estilo de vida sedentário, diferente do
consideração seus fatores condicionantes e que se nota na atualidade.
determinantes (CHOW; WILMORE, 1984 apud
POWERS; HOWLEY, 2000, p.256)..
Assim, a epidemiologia é utilizada
para estabelecer a causa da doença (e assim
adotar-se estratégias de prevenção); para se traçar
a história natural de uma doença; para descrever o 33
estado de saúde de determinadas populações e
para realizar uma intervenção (POWERS; HOWLEY,
2000).

Figura 29: Sedentarismo

O sedentarismo é condição
indesejável e representa risco para a saúde. Muitas
doenças classificam a inatividade física como fator
de risco principal para seu desenvolvimento, como
doenças cardiovasculares, metabólicas e
osteomusculares.
Figura 28: Estatísticas Epidemiológicas
Com o processo da industrialização,
existe um crescente número de pessoas
A epidemiologia possibilita definir
sedentárias com poucas oportunidades de praticar
medidas de prevenção e controle mais indicados
atividades físicas.
para o problema e também avaliar a eficácia das
As evidências epidemiológicas
intervenções em saúde pública.
apoiam um papel importante do exercício na
O tipo de análise realizada pela
prevenção da obesidade, dislipidemias e diabetes
epidemiologia exige a interação transdisciplinar
mellitus tipo 2. No entanto, pouca atenção tem
com outras ciências tais como: Ciências Sociais
incidido sobre comportamentos sedentários em
(Antropologia, Sociologia), Políticas, Estatística,
relação ao risco de diabetes.
Economia, Demografia, Ecologia, História, e outras.
O controle de alguns fatores de risco
modificáveis como o peso, consumo alimentar
Transição Epidemiológica
habitual, uso do tabaco e prática de atividades
O conceito de transição
físicas mostrou possuir um potencial de redução de
epidemiológica refere-se às modificações, a longo
88% no risco de desenvolver o diabetes em
prazo, dos padrões de morbidade, invalidez e
indivíduos com histórico familiar.
morte que caracterizam uma população específica
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A inatividade física prolongada Além de reduzir a incidência de
possui diversos efeitos prejudiciais aos músculos, doenças crônicas, a atividade física e a alimentação
aos ossos e ao sistema cardiovascular. O desuso saudável reduzem também a ocorrência das
afeta negativamente todos os tecidos e funções, doenças causadas por deficiências nutricionais e
como imobilizações que reduzem a massa mineral reforçam a resistência orgânica a doenças
óssea, proteína muscular, redução do VO2max. infecciosas.
Os efeitos do exercício físico são
importantes sobre a saúde física do organismo e a Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não
manutenção dessa atividade é recomendada para Transmissíveis
conservação dos ganhos, pois em decorrência do Um “fator de risco” é uma
desuso, muitas capacidades que tiveram seu característica individual, física ou comportamental,
desempenho melhorado durante o treinamento, associada com uma maior possibilidade de
são reduzidas após um período prolongado de desenvolvimento de determinadas doenças.
inatividade física. (Federação Internacional de Medicina do Esporte,
1991).
Consequências do sedentarismo Fletcher e Fletcher (2006) mostram
- Facilidade dos músculos sofrerem lesões; que risco, de maneira geral, relaciona-se com a
- Perda da flexibilidade; probabilidade da ocorrência de um evento
- Aumento de morte prematura; adverso.
- Aumento da ansiedade e depressão; Porém, na epidemiologia, os autores
- Falta da qualidade de vida. ilustram que o termo está relacionado mais
- Obesidade; especificamente à probabilidade de que pessoas
- Problemas cardiovasculares; expostas a determinados fatores de risco tenham
- Diminuição do fluxo sanguíneo para os mais probabilidade de contrair determinadas
músculos; doenças do que as pessoas que não foram
- Diminuição da velocidade de contração expostas a esses fatores.
muscular; Os FATORES DE RISCO para o
- Perda de massa magra; desenvolvimento das doenças crônicas vêm sendo

Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT)


classificados
modificáveis.
como modificáveis ou não 34
As doenças crônicas não Entre os fatores modificáveis, estão
transmissíveis (DCNT) são doenças multifatoriais a hipertensão arterial, a ingestão de álcool em
que se desenvolvem no decorrer da vida e são de grandes quantidades, o diabetes mellitus, o
longa duração, e não transmite de uma pessoa tabagismo, o sedentarismo, o estresse, a
para outra. obesidade e o colesterol elevado. Já entre os
As DCNT variam quanto à gravidade: fatores não modificáveis, destaca-se a idade, a
algumas são debilitantes, outras incapacitantes e hereditariedade, o sexo e a raça.
algumas letais. Afetam muitos sistemas do corpo
humano e incluem desde cárie dentária, Principais Doenças Crônicas Não
obesidade, diabetes, hipertensão arterial, transmissíveis
acidentes cerebrovasculares, osteoporose e câncer As doenças não transmissíveis
de muitos órgãos, bem como doenças incluem doenças metabólicas (excesso de peso,
coronarianas. hipertensão, diabetes e hiperlipidemias8), doenças
cardiovasculares - (arteriosclerose), neoplasias,
Relação Atividade Física e Saúde doenças respiratórias crônicas (asma), doenças
A atividade física ajuda a prevenir e renais (Insuficiência renal crônica), doenças
controlar as doenças crônicas não transmissíveis músculo-esqueléticas (reumatismo, artropatias),
7
(DCNT) e suas complicações; previne e controla as problemas de saúde mental, doenças dos órgãos
doenças musculoesqueléticas (osteoporose, sensoriais e doenças dentárias e periodontais.
osteoartrite, sarcopenia, quedas e acidentes);
mantém a capacidade funcional; diminui os níveis Doenças Metabólicas
e sintomas da depressão, da ansiedade e do A síndrome metabólica, também
estresse; e diminui a ocorrência de demência e conhecida como quarteto mortal, é caracterizada
doenças correlatas (mal de Parkinson e Alzheimer).
8
O termo hiperlipidemia (dislipidemia) significa altos níveis de
gordura na corrente sanguínea. A hiperlipidemia inclui uma
7
As principais DCNT são: diabetes tipo 2, hipertensão, doenças série de condições onde as gorduras estão elevadas mas, de
cardiovasculares e neoplasias, em especial câncer de mama e maneira geral, ela se aplica a alta de colesterol e de triglicérides
de cólon. no sangue.
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pelo agrupamento dos fatores de risco Atualmente, mais da metade da
cardiovascular como: obesidade central; população mundial está acima do peso ideal, tanto
hipertensão arterial; resistência à insulina (ou em países desenvolvidos como nos em
diabete do tipo 2); e dislipidemias (triglicerídeos desenvolvimento, como é o caso do Brasil.
9
e/ou colesterol LDL alto , e/ou colesterol HDL Há evidências, na literatura
10
baixo ). especializada, de que valores baixos de IMC estão
A última classificação proposta foi a relacionados com as doenças pulmonares
da IDF e tornou-se rapidamente uma das mais obstrutivas, câncer pulmonar e tuberculose, e de
utilizadas por aplicar o conceito de que a presença que valores altos de IMC estão associados com as
da gordura visceral é o fator essencial e doenças cardiovasculares, hipertensão arterial,
determinante de todos os outros componentes da diabetes e outras.
SM (Síndrome Metabólica). A maioria dos casos de obesidade
A obesidade central, facilmente (95 a 98%) é causada por fatores externos e apenas
mensurada pela medida da circunferência da um percentual muito baixo (2 a 5%) tem como
cintura utilizando-se diretrizes por gênero e grupo causas as síndromes genéticas ou distúrbios
étnico, deve estar acompanhada por, pelo endócrinos (ex.: hipotireoidismo).
menos, dois outros fatores para definição de SM. Devido à possibilidade de erros, o
IMC deveria ser apenas mais um método de
Excesso de Peso Corporal medição usado para avaliar o peso e saúde do
O excesso de peso corporal paciente.
relacionado ao excesso de massa gorda é um dos Os NIH (Institutos Nacionais de
principais fatores de risco para desenvolvimento Saúde dos EUA) (em inglês) recomendam que os
de DCNT no mundo ocidental. médicos avaliem se seus pacientes estão acima do
O excesso de peso pode ser dividido peso baseando-se em três fatores:
em dois graus de seriedade: sobrepeso e - IMC;
obesidade. Um dos critérios para estabelecer estes - Circunferência da cintura: uma medida da
graus é o uso do Índice de Massa Corporal (IMC) gordura abdominal;
que é calculado dividindo-se a massa corporal em - Fatores de risco para doenças associadas à
quilos pela estatura em metros ao quadrado (kg
/m²).
obesidade, tais como pressão alta,
colesterol LDL ("ruim") alto, colesterol
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Podemos também utilizar a tabela HDL ("bom") alto, alto índice de açúcar no
abaixo para classificar os indivíduos adultos sangue e fumo.

Tabela 1 Classificação do sobrepeso e obesidade pelo IMC, A OMS (Organização Mundial de


adaptado de Whro (1997) e OMS(1995) Saúde) considera que pessoas com peso ideal
Classificação de Obesidade IMC (kg/m²)
tenham índice de massa corporal entre 18,5 e 25.
Baixo Peso 3 <16
Risco Grave Esse número foi alterado em 1998 pelo NHI
(grave)
Baixo Peso 2 16-17 (Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos).
Risco Moderado
(moderado) O valor antigo considerado ideal era de 27,8.
Baixo Peso 1 17-18,5
Abaixo da Média
(leve)
Normal Ideal 18,5-24,9
Hipertensão Arterial
Sobrepeso Excesso de Peso 25,0-29,9 É comum escutarmos que esta ou
Obesidade I Risco Moderado 30,0-34,9 aquela pessoa tem pressão alta e isto é
Obesidade II Risco Grave 35,0-39,9 compreensível tamanho o número de pessoas
Obesidade Risco Muito >40 acometidas por este mal. Mas, afinal, o que é
Mórbida grave
hipertensão? Qual sua relação com o
sedentarismo, a obesidade e os maus hábitos
alimentares? Estas são algumas questões que
tentaremos responder neste tópico.
9 Vamos começar entendendo o
Colesterol LDL (low density lipoprotein= lipoproteína de baixa
densidade) e VLDL (very low density lipoprotein = lipoproteína mecanismo da pressão arterial. O sangue
de muito baixa densidade) carregam colesterol no sangue para bombeado pelo coração é transportado pelas
ser usado pelas células do corpo. É geralmente chamado de artérias, veias e capilares para todos os tecidos e
“mau colesterol” ou “colesterol ruim” devido à relação de altos
órgãos do corpo.
níveis de LDL e VLDL com doença cardíaca.
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Colesterol HDLé uma classe de lipoproteínas de alta Este processo envolve duas fases
densidade (High Density Lipoprotein) que carregam colesterol distintas do batimento do coração: a sístole, que é
dos tecidos do corpo para o fígado. Uma vez que o HDL pode a fase de contração em que o coração impulsiona o
remover o colesterol de dentro das artérias e transportá-lo de
sangue pelo corpo, e a diástole, quando o coração
volta ao fígado para ser metabolizado, é chamado de “bom
colesterol”. “relaxa” brevemente para que suas câmaras sejam
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enchidas de sangue e reinicie o novo processo de Por não apresentar sintomas claros
bombeamento. de sua existência, ou seja, por ser assintomática, a
Durante a fase da sístole o sangue hipertensão arterial é conhecida como “assassina
invade as artérias e na sua passagem pressiona silenciosa”. Ela sozinha aumenta muito o risco de
suas paredes tencionando-as. doenças cardiovasculares
Esta tensão é medida por um As doenças hipertensivas aumentam
aparelho (esfigmomanômetro) colocado muito o peso sobre a morbimortalidade geral e,
externamente ao vaso, por sobre a pele, a função em especial, sobre as cardiovasculares.
do aparelho é pressionar no sentido contrário ao Após destacar a alta correlação entre
do sangue, medindo assim a pressão arterial a hipertensão arterial e algumas das mais temíveis
sistólica. doenças crônicas, um grupo de especialistas da
Durante o período de “relaxamento” Sociedade Brasileira de Cardiologia (2004)
do coração, conhecido como diástole, conseguimos anunciou, durante a publicação das IV Diretrizes
mensurar a pressão diastólica. Brasileiras de Hipertensão Arterial, que esta
doença configura-se como um dos principais
agravos à saúde no Brasil, elevando sobremaneira
o custo médico-social.
Estes especialistas anunciaram ainda
que o combate a esta doença tão perigosa e
comum na população brasileira, só seria eficaz
através de uma abordagem multipofissional dado
ao caráter multifatorial da doença.
Anunciaram, também, as medidas de
maior eficiência no tratamento não-
Figura 30: Aferição de Pressão Arterial
medicamentoso11. São elas:
- Redução do peso corporal e manutenção do
2
Ao medirmos a pressão arterial de peso ideal (IMC entre 20 e 25 kg/m ).
alguém precisamos de referências para sabermos o - Redução da ingestão de sódio (o ideal seria
atual estado de saúde da pessoa avaliada. ingerir até 6 g/dia de sal, correspondente a 4
colheres rasas de café).
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- Maior ingestão de potássio (dieta rica em
vegetais e frutas, entre 2 e 4 g/dia de potássio).
- Redução de bebidas alcoólicas (30g
álcool/dia, aproximadamente uma cerveja de
600 ml).
- Exercícios físicos regulares (pelo menos 30
minutos de atividades física moderada na
maioria dos dias da semana).
Observe que todas estas medidas
estão diretamente associadas ao estilo de vida
Assim, temos como precisar se esta positivo, reforçando o quanto este estilo de vida é
pessoa esta sofrendo ou não de hipertensão e, importante no combate a morbimortalidade
ainda, qual o nível de comprometimento do estado causado pelas doenças crônicas.
hipertensivo. Só para reforçarmos o que estamos
Pressões em torno 120 por 80mmHg dizendo, segundo Nieman (1999), a obesidade
(milímetros de mercúrio) são consideradas sozinha triplica o risco de hipertensão arterial.
normais. Conhecidas por nós apenas como 12/8. Imagine só quando associamos a outros fatores de
A hipertensão arterial geralmente riscos, como, por exemplo, o sedentarismo.
não apresenta sinais precoces de sua existência Estima-se que o sedentarismo
que possa advertir o portador desta patologia, por aumenta em até 50% o risco de hipertensão. Ainda
isso é conhecida como “assassina silenciosa”. Ela bem que basta perder peso para diminuir muito os
sozinha aumenta potencialmente o risco de valores de pressão arterial, mas a melhor
desenvolvimento de doenças cardiovasculares estratégia é associar uma alimentação saudável a
como veremos a seguir. um programa regular de atividade aeróbia.
Quando associada a outros fatores E você sabe como está sua pressão
de risco como tabagismo, colesterol alto, arterial?
alimentação rica em sal e gorduras, estresse e
histórico familiar pode se tornar realmente uma
doença muito perigosa. 11
Não-medicamentoso: sem a utilização de medicamentos.
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Durante os exercícios aeróbios a
frequência cardíaca sobe e com ela a tensão
arterial, a vantagem neste processo é que o
organismo durante a prática de exercícios físicos
entra num estado que chamamos de prontidão
para o esforço, neste momento acontece um
aquecimento do corpo e um processo de
vasodilatação, que é a ampliação do calibre ou luz
dos vasos sanguíneos, para facilitar a passagem de
suprimento (O2 e glicose) trazidos pela corrente
sanguínea para os músculos e demais órgãos. Figura 31: Diabetes tipo 1
Após o término da sessão de
exercício, a pressão arterial cai abaixo dos níveis No caso do diabetes tipo 1 o
normais por um período em torno de 20 a 120 pâncreas deixa de produzir insulina e o portador
minutos, este efeito é que chamamos de agudo e
12 dessa doença precisa de insulina externa. Por isso,
se destaca ainda mais quando a pessoa é o termo insulino-dependente.
hipertensa. Como este tipo de diabetes se
Se esta prática se torna rotineira este iniciava mais na juventude, ficou conhecido como
efeito começa a aumentar durante a fase pós- diabetes juvenil, nome que hoje não mais se
exercício, além, é claro, dos efeitos benéficos aplica, pois este tipo de diabetes pode aparecer
adicionais, como a redução do peso corporal, a em qualquer idade.
diminuição do estresse, a melhoria do perfil Os sintomas do diabetes tipo 1 são
lipídico sanguíneo, a consequente melhora do facilmente identificáveis:
padrão alimentar, entre outros. - Micção excessiva e frequente;
- Fome insaciável;
Diabetes Melito (hiperinsulinemia) - Sede intensa;
O diabetes melito ou simplesmente - Perda de peso;
diabetes, a exemplo das demais doenças crônicas, - Visão turva, náuseas e vômitos;
tem sua etiologia ainda um tanto confusa, mas
vamos analisá-la de forma geral.
- Fraqueza, tontura, irritabilidade e fadiga
extrema;
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Temos dois tipos de diabetes - Dificuldade de cicatrização de pequenos
diagnosticados, o insulino-dependente ou do tipo ferimentos, na gengiva por exemplo.
1 e o não insulino-dependente ou do tipo 2.
Em linhas gerais, esta desordem O diabetes tipo 2, não insulino-
metabólica diminui a capacidade do organismo em dependente, tem um mecanismo etiológico
metabolizar (“queimar”) a glicose que é diferente.
responsável por alimentar de energia as células do Neste caso, o pâncreas produz a
nosso organismo. insulina, mas as células do organismo, que
No caso do diabetes tipo 1 o precisam da glicose para se alimentar, começam a
pâncreas deixa de produzir ou produz em baixa ficar insensíveis à insulina, é como se a fechadura,
escala o hormônio insulina, que é responsável por neste caso, os receptores de insulina, não
permitir a entrada da glicose no interior das células reconhecessem a chave.
(uma espécie de chave), assim a glicose se acumula Como resultado desse processo,
no sangue e depois é eliminado pela urina através começa a se acumular no sangue a insulina e a
dos rins. glicose, sobrando para os rins a difícil tarefa de
Por razões ainda não bem eliminá-los pela urina.
esclarecidas, as células betas, que são as células No caso do diabetes tipo 2 o
pancreáticas responsáveis por produzirem a pâncreas produz insulina, mas as células do corpo
insulina, são atacadas pelo sistema imunológico e ficam insensíveis ao hormônio, o portador dessa
deixam de produzir a insulina, por isso a pessoa doença só em alguns casos/momentos vai precisar
acometida por este tipo de diabetes precisa de insulina externa. Por isso, o termo não insulino-
receber insulina para que as concentrações de dependente.
glicose sejam metabolizadas e o corpo possa Os sintomas do diabetes tipo 2 são
receber esta energia tão importante, daí o nome mais discretos e não se pronunciam com tanta
insulino-dependente. nitidez como a do tipo 1; são mais lentos e
geralmente se pronunciam após os 30 anos e vão
aumentando com o passar da idade.
12
Efeito agudo: causado imediatamente à atividade física e
passageiro.
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Um fator isolado que acelera com que as taxas de glicose sanguínea caiam
bastante o processo de instauração do diabetes 2 é abaixo dos patamares normais.
o aumento do peso. Este fenômeno, dependendo da
Só nos Estados Unidos, 85% dos duração e intensidade do exercício, pode durar de
diagnósticos de diabetes 2 foram feitos em pessoas várias horas até dois dias após a sessão. Se estas
com excesso de peso e a medida que aumenta o sessões se repetem regularmente este efeito pode
IMC aumenta potencialmente o risco desta se tornar crônico trazendo enorme benefício para
diabetes (NIEMAN, 1999). os diabéticos.
Porém, alguns cuidados devem ser
tomados durante a prática dos exercícios. Por
exemplo: deverá monitorar seus níveis de glicemia
para evitar a hipoglicemia facilmente identificada
na sensação de tontura que este estado provoca.
Se o diabético for insulino-
dependente, deve tomar cuidados adicionais com
os pés, pois é natural a perda de sensibilidade nas
extremidades do corpo, o que pode ocasionar
Figura 32: Relação do IMC com o risco de diabetes pequenos ferimentos que como você já sabe
tornam-se sempre mais difíceis de curar no
Sabemos também que a grande diabético, principalmente, nos pés. Mas, isso não
maioria, cerca de 90% dos casos de diabetes, são deve ser impedimento para a prática esportiva dos
do tipo 2. Fica até fácil sabermos o porquê, pois diabéticos tipo 1. Temos casos de atletas até de
sua alta relação com o estilo de vida sedentário, triathlon que controlam seus níveis durante as
com a má alimentação e com a obesidade explica provas.
boa parte deste fenômeno.
Devido ao efeito tóxico dos níveis Colesterol Alto (Hipercolesterolemia)
13
elevados de glicose na corrente sanguínea sobre os O colesterol alto é um dos
vasos, nervos e outros tecidos do corpo, o principais fatores predisponentes para as doenças
portador de diabetes tem aumentado sua
vulnerabilidade ao surgimento de várias doenças.
cardiovasculares, mas em concentrações normais
torna-se imprescindível para o bom funcionamento
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As pessoas com diabetes estão até do organismo. Então, vamos entender melhor
quatro vezes mais susceptíveis a morrerem por como é este mecanismo.
doenças cardiovasculares. Cerca de 75% dos casos Nosso organismo produz colesterol
de óbito por diabetes estão ligadas às doenças para seu próprio funcionamento, mas também
cardiovasculares. absorve colesterol dos alimentos, principalmente,
Os valores recomendados de os de origem animal.
concentração de glicose sanguínea não devem Quando os níveis de colesterol estão
ultrapassar as 110mg/dl (miligramas por decilitros) elevados uma parte do excesso fica depositado nas
após 12hs de jejum. paredes das artérias, aumentando, com isso, os
Qual é a boa notícia? Isto mesmo, o riscos de doenças cardiovasculares. Mas, basta
exercícios aeróbios regulares, associados à boa iniciarmos uma mudança do estilo de vida para
alimentação e a adoção de um estilo de vida termos uma diminuição deste risco.
positivo, combatem principalmente o diabetes 2, Mas, afinal, o colesterol é bom ou
chegando a incrível marca de 90% dos casos serem ruim para o organismo? Como funciona? O
resolvidos com esta mudança no estilo de vida. colesterol, a exemplo do triglicerídes e de outras
É bom relembrá-lo que a adoção do gorduras ou lipídeos, é carregado pela corrente
estilo de vida positivo combate à obesidade, à sanguínea por transportadores conhecidos como
hipertensão, ao colesterol alto e, lipoproteínas, que se dividem em lipoproteínas de
conseqüentemente, diminui substancialmente os baixa densidade (LDL) e de alta densidade (HDL).
riscos das doenças cardiovasculares. O LDL-colesterol é tido como mau
Durante o exercício, como já foi colesterol, pois influencia para o “acúmulo de
colocado anteriormente, o corpo entra em estado gordura” nas paredes das artérias aumentando os
de prontidão potencializando o metabolismo para riscos das doenças cardiovasculares. Os níveis
as solicitações de gasto energético. considerados aceitáveis não podem ultrapassar as
Durante este período os músculos
podem aumentar de 7 a 20 vezes a captação de 13
glicose aumentando a sensibilidade dos receptores Colesterol: substância presente em todas as células do
corpo, responsável por várias funções bioquímicas, presente na
na presença, inclusive, de pouca insulina, isso faz gordura de origem animal muitas vezes até confundida com ela
ou usada como sinônimo de gordura ou lipídio.
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130mg/dl (130 miligramas de LDL-colesterol por As doenças cardiovasculares são a
decilitros de sangue). Seu nível ideal é de primeira causa de morte no Brasil e na maior parte
100mg/dl. de outros países.
Já o HDL-colesterol é conhecido As 4 doenças cardiovasculares que
como o bom colesterol, pois é responsável por mais matam
levar o colesterol até o fígado para ser
transformado em ácidos biliares ou simplesmente Infarto agudo do miocárdio
bile e, às vezes, até para ser eliminado do Conhecido popularmente como
organismo pelas fezes. Configurando-se no ataque cardíaco, o infarto agudo o miocárdio se
mecanismo de controle do colesterol. caracteriza pela ausência ou pela diminuição da
Em linhas gerais, podemos dizer que circulação sanguínea no coração, o que priva o
o LDL-colesterol é o mau colesterol, pois influencia músculo cardíaco (miocárdio), no local acometido,
no “acúmulo de gordura” nas paredes das artérias. de oxigênio e de nutrientes, causando lesões
E o HDL colesterol é o bom colesterol, pois leva o importantes que podem levar até a morte de suas
excesso até o fígado para ser transformado, células, conforme o tempo de duração do evento.
controlando as taxas de colesterol sanguíneo.
Da mesma forma que
exemplificamos a insulina como uma chave que
facilita a entrada da glicose da célula, o HDL-
colesterol seria uma espécie de caminhão de lixo
que coleta a gordura pelo organismo e a recicla ou
joga fora através do fígado.
Quando os níveis de HDL-colesterol
são elevados (e” 60mg/dl), observamos uma
redução dos riscos de doenças cardiovasculares.
A proporção ideal de colesterol seria
de 100mg/dl para o LDL e 60mg/dl HDL, ou seja, Figura 33: Entupimento das artérias
um colesterol total de 160mg/dl. A notícia ruim é
que as pessoas com HDL superior a 60mg/dl são
bem raras. Provavelmente, isto estaria ligado a
Com isso, o funcionamento do
coração, que trabalha como uma bomba mecânica,
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algum fator genético ainda não explicado. Quando pode ser seriamente afetado.
o colesterol total ultrapassa os 200mg/dl é preciso
ficar atento para os riscos que isso pode trazer. Doença vascular periférica
A notícia boa é que o exercício Decorre do depósito de gordura com
aeróbio regular aparece em primeiro lugar na obstrução das artérias periféricas do corpo. Nos
ordem de importância para o aumento do HDL e membros inferiores, por exemplo, ocorre redução
diminuição do LDL, seguido pela redução do peso do fluxo de sangue para as pernas, com queixas de
corporal, interrupção do tabagismo e diminuição dor e de dificuldade para caminhar associadas à
do consumo de álcool. queda da temperatura local com dormência.
Para a redução do LDL também é
preciso uma reeducação alimentar, Acidente vascular cerebral
principalmente, no tocante à redução do consumo O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é
de gordura saturada, tão abundante em alimentos conhecido popularmente como "derrame
industrializados. cerebral". O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico
(AVCI), o mais comum, é causado pela falta de
Doenças Cardiovasculares sangue em determinada área do cérebro,
Doenças cardiovasculares é uma decorrente da obstrução de uma artéria.
classe de doenças que afetam o coração ou os
vasos sanguíneos.
Entre estas doenças estão as
doenças arteriais coronárias, como a angina de
peito e o enfarte agudo do miocárdio, acidentes
vasculares cerebrais (AVC), cardiopatia
hipertensiva, febre reumática, miocardiopatia,
arritmia cardíaca, cardiopatia congénita,
valvulopatias, cardite, aneurisma da aorta, doença
arterial periférica e trombose venosa..

Figura 34: Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH)

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O Acidente Vascular Cerebral as doenças cardiovasculares. No Brasil, é a terceira
Hemorrágico (AVCH) é causado por sangramento causa de morte.
devido ao rompimento de um vaso sanguíneo. Levando em consideração a
Nos dois tipos de AVC uma vez que o quantidade de mortes, pode ser caracterizado
sangue, contendo nutrientes e oxigênio, não chega como um problema de saúde pública. A sua
a determinadas áreas do cérebro, ocorre a perda prevalência está diretamente relacionada com o
das funções dos neurônios, causando os sinais e aumento da expectativa de vida da população, e
sintomas que dependerão da região do cérebro sua frequência é maior nas faixas etárias mais
envolvida. avançadas.
O AVC atinge pessoas de todas as
idades, sendo raro na infância. Deve ser Possíveis Causas:
considerado como um ataque cerebral, pois é a As causas do câncer ainda não estão
causa mais frequente de morte e incapacidades na claramente definidas, há evidências de que as
população adulta brasileira. influências de fatores ambientais sejam as
principais.
Morte Súbita Os agentes carcinogênicos podem
Compreende o quadro de óbito de ser divididos em: químicos, radiação, vírus e
forma súbita, sendo causado, principalmente, pelo outros.
infarto agudo do miocárdio. Mas não se pode Entre os agentes químicos, temos os
esquecer, especialmente os jovens, das doenças alquilantes, hidrocarbonetos aromáticos
cardíacas congênitas, ou seja, aquelas adquiridas policíclicos, aminas aromáticas, corantes azo,
geneticamente e desenvolvidas com o passar dos nitrosaminas, amidas, afloxina, asbestos, etc
anos. Existem dois níveis de prevenção do
câncer: o primário e o secundário.
Doenças Neoplásicas A prevenção primária engloba a
São doenças onde ocorre é uma atuação da equipe de saúde junto aos principais
proliferação anormal, autônoma e descontrolada fatores de risco do câncer: tabaco, hábitos
de um determinado tecido do corpo, mais alimentares e ocupação, enquanto a secundária
conhecida como tumor.
A neoplasia ocorre devido a uma
visa à detecção precoce do câncer. 40
alteração celular, que faz com que uma célula do Tipos de Tratamento:
organismo comece a se multiplicar de forma - Radioterapia
desordenada e descontrolada. - Quimioterapia, isoladamente ou associadas.
Uma neoplasia pode ser benigna ou - Cirurgia é o método mais antigo de
maligna. tratamento do câncer, e continua sendo
O câncer é a denominação genérica uma das principais modalidades de
para as neoplasias malignas. tratamento para a maioria dos tumores
sólidos.

Doenças Respiratórias Crônicas (DRC)


Doenças respiratórias crônicas (DRC)
são doenças crônicas tanto das vias aéreas
superiores como das inferiores.

Figura 35: Câncer no Estomago

Tal doença apresenta algumas


características que o diferenciam do tecido normal,
tais como distúrbio na maturação e perda de
inibição por contato, que levam a um crescimento
desordenado e descontrolado. Figura 36: Síndromes gripais
Isto compromete o equilíbrio normal
do organismo, com o aparecimento de sintomas e, A asma, a rinite alérgica e a doença
muitas vezes, leva a pessoa à morte. pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são as mais
O câncer é, atualmente, a segunda comuns.
causa de morte no mundo ocidental, Este conjunto de doenças representa
especialmente nos países desenvolvidos, logo após um dos maiores problemas mundiais de saúde.
Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764-G/MA
As DRC estão aumentando em muitas vezes torna-se grave e que na maior parte
prevalência particularmente entre as crianças e os do tempo tem evolução assintomática.
idosos.
Elas afetam a qualidade de vida e
podem provocar incapacidade nos indivíduos,
causando impacto econômico e social.

Fatores de Risco
- Tabagismo,
- Poluição ambiental,
- Alergenos,
Figura 37: Doença Renal
- Agentes ocupacionais
- Algumas doenças como esquistossomose
Na maior parte do tempo, a evolução
e doença falciforme podem ser citados
da doença renal crônica é assintomática, fazendo
como fatores de risco preveníveis para
com que o diagnóstico seja feito tardiamente.
DRC.
Nesses casos, o principal tratamento
imediato é o procedimento de hemodiálise.
Além disso, pneumonia, bronquiolite
Os tipos mais comuns de doenças
e tuberculose, por causarem cicatrizes nas vias
renais.
aéreas, também podem ser consideradas fatores
de risco com impacto significativo sobre essas
doenças. Cálculos renais (pedra nos rins)
O aumento na expectativa de vida Segundo o médico, as pedras nos
representa fator de risco independente para esse rins são formadas principalmente pela pouca
grupo de doenças. ingestão de líquido (caracterizada pela urina
escura), consumo elevado de sal e proteínas, entre
Sintomas outros problemas.
- Tosse
- Expectoração: Eliminação de secreção.
- Hemoptise: (Sangue proveniente dos
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pulmões, traquéias)
- Sibilância (chiado, chieira, piado)
- Dor torácica
- Taquipneia e dispneia: ( Aumento da
frequência respiratória e dificuldade de
respirar)
Figura 38: Cálculo Renal

Sinais
- Cianose (Coloração azulada, pele e Quando as pedras se movimentam e
descem pelo canal da uretra, causam muita dor,
mucosa)
devido à obstrução do fluxo urinário e dilatação do
- Baqueteamento digital ( Espessamento
rim. Podem ser complicadas por infecção urinária e
das carnes que ficam sobre as unhas)
chegam a causar risco de vida.
- Respiração bucal (Dificuldade de respirar
pelas narinas, a respiração é feita pela O tratamento pode ser
boca) medicamentoso ou cirúrgico, no entanto, a
desobstrução do rim deve se dar dentro das
primeiras 2 ou 3 semanas para evitar perda
Tratamento
definitiva da função renal.
Medicamentos como antibióticos,
corticosteróides e broncodilatadores.
Infecção renal ou pielonefrite
Doenças Renais Crônicas (DRC) É causada, geralmente, por uma
As Doenças Renais Crônicas (DRC) bactéria na bexiga, a cistite, que acaba por subir
são um termo geral para alterações heterogêneas até o rim, causando febre e dor do lado
comprometido.
que afetam tanto a estrutura quanto a função
O tratamento deve ser com
renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de
antibiótico e muitas vezes requer internação
risco.
hospitalar. Algumas vezes pode complicar com
Trata-se de uma doença de curso
acúmulo de pus no rim, podendo necessitar de
prolongado, que pode parecer benigno, mas que
uma intervenção com drenagem.

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764-G/MA


indivíduos com esses distúrbios devem ter
Cistos renais acompanhamento e tratamento rigorosos.
São "bolhas" que se formam no meio
do rim. Muito comuns após os 40 anos de idade, os Doenças Musculoesqueléticas
cistos são diagnosticados por exames de rotina e São perturbações que podem surgir
usualmente não causam problemas ou sintomas nas articulações, ossos, músculos, ligamentos,
nem requerem tratamento, podendo ser apenas tendões ou bursas.
acompanhados. Os sintomas comuns das doenças
musculoesqueléticas incluem dor, fraqueza,
rigidez, ruídos articulares e redução da amplitude
de movimento.

Figura 39: Cisto Renal

Algumas vezes podem ser


confundidos com tumores no rim, por isso é
necessário realizar exames. Figura 41: Doenças Musculoesqueléticas

Tumor ou câncer de rim A inflamação pode causar dor,


Raro, o tumor ocorre devido à alta inchaço, sensação de queimação, sensibilidade,
frequência dos cistos renais. É muito comum ter perda de função e, em alguns casos, rubor na pele
que solicitar exames diagnósticos de imagem para da região afetada.
a correta exclusão dessa possibilidade. A inflamação pode ser resultado de
muitas doenças musculoesqueléticas diferentes,
como doenças autoimunes (por exemplo, artrite
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reumatoide) e infecções.
Quando a inflamação afeta uma
articulação, o líquido pode se acumular dentro da
articulação, causando dor, inchaço e redução da
amplitude de movimento.

QUESTÕES
1. Com base em estudos e publicações sobre a
relação atividade física / saúde, a OMS publicou,
Figura 40: Câncer no Rim em 2004, o que seria a “estratégia global de
alimentação saudável e atividade física”. A partir
Os tumores são lesões sólidas disso, determinou-se a diretriz para a formulação
diferentes dos cistos que contêm líquido no seu de políticas públicas ressaltando o interesse no
interior. seguinte fato:
Muitas vezes são malignos, mas, se a) reformulação nos currículos dos cursos
tratados no início, há muita chance de cura. Quase superiores de educação física
sempre o tratamento é cirúrgico e, na maioria das b) estabelecimento de recomendações de prática
vezes, com preservação do rim e cirurgia menos de atividade física
invasiva. c). inclusão da educação física nas séries iniciais da
educação básica
Perda da função renal (insuficiência renal) d) criação de novos postos de trabalho na área da
A insuficiência renal ocorre quando o saúde, educação e esporte
rim perde a capacidade de filtrar resíduos, sais e
líquidos do sangue. 2. A morte prematura sofreu o seguinte processo
Doenças como diabetes e de transição:
hipertensão arterial não bem controlados podem a) de doenças degenerativas para morte por
levar à deterioração renal progressiva e guerras
eventualmente necessidade de hemodiálise e/ou b) de doenças infectocontagiosas para doenças
transplante para seu tratamento. Por isso, crônicas degenerativas
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c) de morte por acidentes para morte por guerras e) Diminuição do HDL colesterol.

d) de doenças hereditárias para morte por 8. A obesidade é um fator que influencia na


acidentes qualidade de vida do indivíduo tanto no âmbito
físico, quanto no âmbito social, conhecer a
3. Sedentarismo é um termo utilizado para obesidade e seus malefícios pode trazer uma
descrever um estilo de vida caracterizado por segurança ao profissional de Educação Física na
pouca ou nenhuma prática de atividades físicas e é elaboração de um programa de atividade física
atualmente comum tanto em países desenvolvidos para esta população. De acordo com Guedes
como em países em desenvolvimento. quanto à classificação anatômica que se refere aos
a) Verdadeiro b) Falso tipos de obesidade é correto afirmar que:
a) A obesidade hipertrófica é o aumento de
4. Os termos atividade física, exercício físico e número de células adiposas no organismo.
aptidão física estão relacionados, mas apresentam
definições particulares. A alternativa que oferece a b) A obesidade hiperplásica se refere ao aumento
melhor afirmação sobre esses termos é: do tamanho da célula adiposa existente no
a) Atividade física é qualquer movimento corporal organismo.
voluntário que resulta num gasto energético. c) Não existe diferença entre a obesidade
hiperplásica e hipertrófica.
b) Força, resistência muscular e flexibilidade são d) A obesidade hiperplásica é o aumento de
componentes do exercício físico. número de células adiposas no organismo.
c) Atividade física é composta por ações planejadas
que visam à reabilitação.
d) Aptidão física se distingue em relação a 9. Um dos grandes problemas de saúde pública no
performance motora e esportiva país é a hipertensão, caracterizada pela elevação
acentuada ou súbita da pressão arterial. Mesmo
5. São exemplos de problemas causados por sem a presença de equipamento próprio para
hipocinesia: medir as cifras tensionais, alguns sintomas
a) hipertensão arterial e obesidade.
b) anemia falciforme e bulimia.
evidenciam a necessidade de atendimento
especializado. Alguns desses sintomas são:
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c) labilidade parietal e dislexia. a) sudorese e dor de cabeça
d) angina torácica e raquitismo. b) hemorragia nasal e convulsão
c) temperatura anormal e palpitação
6. Em relação às DCNT (Doenças Crônicas Não d) tontura e escotomas cintilantes
Transmissíveis), analise as afirmativas.
I. As quatro DCNT de maior impacto mundial são 10. O exercício físico provoca diferentes
doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e modificações no organismo dependendo do tipo
doenças respiratórias crônicas. de exercício, das cargas de volume e das cargas de
II. O tabagismo, a alimentação saudável, a intensidade. Entre os efeitos que o exercício
atividade física e o uso nocivo de álcool são fatores aeróbio pode provocar, a longo prazo,
de risco em comum para as DCNT. destacam-se:
III. A genética é considerada um fator de risco a) redução do volume de ejeção máximo, aumento
modificável para as DCNT. da frequência cardíaca em repouso e aumento do
Está(ão) correto(s): número de mitocôndrias.
b) aumento do percentual de gordura, redução da
a) somente I e III. frequência cardíaca em repouso e redução das
b) I, II e III. enzimas aeróbias.
c) somente I e II. c) redução do percentual de gordura, redução das
d) somente II e III. frequências cardíacas em repouso e redução do
e) somente I. número de mitocôndrias.
7. A Síndrome Metabólica consiste em um grupo d) aumento do volume de ejeção máximo, redução
de anormalidades metabólicas que conferem da frequência cardíaca em repouso e aumento do
aumento do risco de doenças cardiovasculares. número de mitocôndrias.
Segundo o IDF (International Diabetes Foundation),
é critério obrigatório para a Síndrome Metabólica:
a) Hipertensão arterial.
b) Hipertrigliceridemia.
c) Diabetes mellitus.
d) Aumento da circunferência abdominal.
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