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UNIVERSIDADE SÃO TOMÁS DE MOÇAMBIQUE

Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais


Mercado de Capitais

Discente: Flora Adélia Armando Machaieie-201741060


Turma: 4L7LECON1
Docente: Joaquim Manuel Maurício Júnior

Aula Prática Mercado de Crédito


1. Defina crédito na óptica de três autores.
R: Crédito é todo acto de diposição de alguém de ceder temporariamente parte do
seu património, a um terceiro, com o intuito de que esta parcela volte a sua posse
integralmente, após decorrido o tempo estipulado. (Schrickel – Análise de Crédito:
Concessão e Gerência de Empréstimos, 1997).

Em um banco, que tem a intermediação financeira como sua principal actividade, o


crédito consiste em colocar à disposição do cliente (tomador de recursos) certo
valor sob a forma de empréstimo ou financiamento, mediante uma promessa de
pagamento numa data futura. (Silva – Gestão e Análise de Risco de Crédito, 1998).

Crédito é a troca de um valor presente por uma promessa de reembolso futuro, não
necessariamente certo, em virtude do factor risco. (Santos – Análise de Crédito:
Empresas e pessoas físicas, 2000).

2. “O mercado de crédito não apresenta um regulamento específico”. Debruce-se


sobre a afirmação.
R: O mercado de crédito não apresenta um regulamento específico, pois o mercado
moderno é caracterizado por seu ritmo intenso e incessante. As transformações são
constantes e, muito embora possam não parecer imediatamente significativas,
geralmente implicam mudanças expressivas a médio e longo prazo.
Em um panorama de alta competitividade, os profissionais precisam estar atentos às
oportunidades e às tendências do mercado de crédito, buscando aperfeiçoamento e
actualização a todo o momento. A estagnação não deve ser uma opção
principalmente porque a própria área, por si só, está em constante evolução. Diante
disso, a necessidade de permanecer activo, a um só tempo observando e agindo, é
essencial para os profissionais que desejam alcançar posições mais altas em seu
segmento.
3. Explique em que consistem as boas práticas de relato financeiro.
R: As boas práticas do relato financeiro consistem na disposição de informação útil
relevante (desempenho histórico, base para estimar desempenho futuro e
disponibilizada em tempo útil) e fiável (verificável, imparcial e apresentação
verdadeira e apropriada) para a tomada de decisões.

4. Explique em que consiste grau de assumpção do risco.


R: Grau de assunção do risco consiste na tendência de engajar-se em projectos de
risco com decisões ousadas, com o intuito de atingir objectivos específicos. Quando
recursos de terceiros são angariados com vista ao seu crescimento.

5. Indique e explique as noções fundamentais do crédito.


 Confiança – esta que é expressa na promessa de pagamento, que o credor tem
com o devedor.
 Tempo – que é o período fixado entre a concessão e a liquidação da dívida.

6. Explique objectivamente porque razões a taxa de juros encerra em si a


compensação do risco assumido pelo emprestador.
R: A taxa de juros encerra em si a compensação do risco assumido pelo emprestador
porque a taxa de juros é a remuneração pelo aluguel de recursos, e então os credores
concedem empréstimos e depois cobram taxas maiores, ficando assim com a
diferença.

7. As necesssidades económicas atendidas pelo crédito compreendem


financiamento à pessoas fisicas e financiamento à empresas. Debruce-se
exaustivamente sobre cada uma delas.
R: Financiamento às pessoas físicas, como a compra de bens imóveis, veículos e
máquinas e equipamentos, reforma de imóveis, gastos com saúde, educação e lazer.
Nesta modalidade de crédito às pessoas físicas têm acesso a taxas melhores do que
outras linhas de crédito como Cheque Especial e Crédito Rotativo do Cartão de
Crédito. As linhas de crédito para pessoas físicas têm as maiores taxas de juros se
compararmos os empréstimos na pessoa física e na pessoa jurídica. Por mais que o
crédito consignado e o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) apresentem taxas de
juros menos abusivas ainda estão longe de ser um bom negócio a não ser em uma
emergência para escapar justamente de taxas de juros mais altas.
Empréstimo na pessoa física não é visto como um bom negócio. Diferente de uma
empresa que, contrai um empréstimo para realizar um investimento em máquinas e
equipamentos para gerar mais lucro, a pessoa física que recorre ao dinheiro
emprestado normalmente está endividado por cair nas armadilhas do consumo. Ex:
Se o indivíduo fizer um empréstimo para financiar um carro não estará adquirindo
um activo (bens que geram mais receita) e sim um passivo (bens que geram
despesas).
Financiamento às empresas, tais como a compra de matéria-prima, compra de
máquinas e equipamentos, ampliação de fábricas, financiamentos aos clientes. As
opções de empréstimo disponível para as pessoas jurídicas que é infinitamente
grande. Isso acontece porque há uma enorme quantidade de agentes financeiros que
actuam com segmentos específicos e, por isso conseguem ofertar produtos mais
direccionados. Existe por exemplo linhas de crédito específicas para produtores
rurais, empresas de tecnologia, microempreendedores individuais (MEI), etc. Por
causa desta enorme gama de produtos e principalmente porque a empresa toma
recursos emprestados para fazer mais dinheiro ao invés de satisfazer hábitos de
consumo, normalmente as taxas de juros são mais acessíveis nas pessoas jurídicas.
Ex: Uma empresa contrai um empréstimo para comprar uma máquina, este novo
equipamento vai aumentar o facturamento da empresa e seu lucro.

8. Explique objectivamente em que consistem linhas de crédito.


R: As linhas de crédito são recursos que uma institução financeira disponibliza
que permitem a pessoas físicas ou empresas tomarem emprestado para uma
finalidade específica.

9. Explique objectivamente em que consistem:

 Limites rotativos
R: Limite rotativo é um tipo de crédito que pode ser concedido tanto a
pessoas físicas quanto jurídicas, com limite pré-estabelecido e que o
cliente pode utilizar quantas vezes desejar, de acordo com as suas
necessidades.
 Crédito ao consumo
R: Crédito ao consumo é uma modalidade de crédito, que mediante a
prévia aprovação de um contrato “mãe”, dá a oportunidade ao cliente de
efectuar quantos contratos desejar via terminais bancários sem a presença
do gerente, até um limite pré-estabelecido.
 Crédito imobiliário
R: Crédito imobiliário é uma modalidade de financiamento que consiste
na aquisição, construção, reforma ou ampliação de imóvel. São créditos
que têm um perfil de longo prazo, geralmente superior a cinco anos. Sua
amortização dá-se pela amortização do contrato em parcelas mensais
através do débito em conta corrente ou documento de arrecadação
chamado Boleto Bancário previamente enviado ao cliente.

10. Defina, classifique, explique Leasing e debruce-se exaustivamente sobre sua


relevância para o sistema financeiro (tomando como referência a economia
moçambicana).
R: Leasing é uma operação de arrecadamento ou aluguel, com o objectivo de
aquisição de um bem móvel e que ao final do contrato o cliente arrendatário
poderá optar por: comprar o bem pelo valor residual, ou devolver o bem à
arrendadora. A liquidação da operação, dá-se pela sua amortização em parcelas
mensais.
O leasing pode ser explicado como um contrato cuja finalidade é a cessão do uso
de bens de capital, é um contrato pelo qual uma empresa cede a outra, por
determinado período, o direito de usar e obter rendimentos com bens de sua
propriedade. Bens, neste caso, devem ser entendidos em seu sentido mais amplo:
imóveis, automóveis, máquinas, equipamentos, enfim, qualquer bem cuja
utilização seja capaz de gerar rendas e seja para uso próprio do arrendatário. O
arrendatário escolhe o bem, ajusta o preço, o prazo de entrega e demais
características e ao assinar o contrato de arrendamento mercantil incumbe ao
arrendador da tarefa de executar a compra. A propriedade é do arrendador e o
uso é do arrendatário.

 Leasing operacional - é uma operação privativa dos bancos múltiplos com carteira
de arrendamento mercantil e das sociedades de arrendamento mercantil. É,
normalmente, um acordo contratual em que a arrendatária concorda em fazer
pagamentos periódicos à arrendadora pelos serviços de um activo que se encontra à
sua disposição. O leasing operacional é considerado como instrumento
mercadológico. Envolve o arrendamento de objectos móveis, em especial, com
duração de curto e médio prazos pela arrendatária. Assim, pode-se citar como
exemplo de leasing operacional: as máquinas de xerox, serviços telefónicos,
automóveis, computadores, equipamentos pesados, etc. Geralmente, no leasing
operacional, os activos arrendados têm uma vida útil superior ao prazo do
arrendamento, tornando-se tecnologicamente obsoletos para um período mais longo.
Uma característica importante do leasing operacional é a sua flexibilidade, pois ele
pode ser comparado com um financiamento a longo prazo, tendo como garantia real
o próprio bem arrendado. Assim, o arredamento operacional oferece maior
segurança a arrendatária ao permitir que ela desista de um mau negócio antes do
término do contrato de arrendamento mercantil. As principais vantagens do leasing
opercional são: flexibilidade na elaboração do contrato de arremento mercantil;
permite à empresa utilizar os equipamentos mais poderosos; proporcionar um menor
pagamento do imposto de renda; pode favorecer o crédito quando a empresa
arrendatária habitar-se a novos investimentos. Quanto as desvantagens do leasing
operacional podem ser destacadas as seguintes: os desembolsos das contraprestações
são apropriadas ao custo do produto final, que pode torná-lo muito alto para
aquisição pelo consumidor final; o custo fincanceiro da operação de arrendamento e
muito oneroso, o que poderá provocar situações difíceis para a empresa arrendatária.

 Leasing Financeiro – é uma operação privativa dos bancos múltiplos com carteira de
arrendamento mercantil e das sociedades de arrendamento mercantil, é também
conhecido como financial leasing. Tem como característica a amortização integral
do bem arrendado pelo arrendatário durante o contrato, e que no final do prazo do
contrato, a empresa arrendatária tem a opção de adquirir o bem arrendado mediante
o pagamento de um valor q foi estipulado livremente no início das negociações,
podendo ser de 1% a 95% do custo do bem, ou optar pelo valor do mercado,
ressaltando que este valor é excluído da base de cálculo das contraprestações. As
principais características do leasing financeiro são: não há compromisso contratual
da prestação de assistência técnica por parte de arrendadora; sempre há a
participação de uma instituição financeira nesta modalidade de arrendamentro
mercantil; as despesas com treinamento, reparos e manutenção do bem correm por
conta da arrendatária; outra característica específica do leasing financeiro é que as
contraprestações poderão ser maiores do que os custo do bem arrendado pela
arrendadora.

 Leaseback – as operações de arrendamento mercantil contratadas com o próprio


vendedor ou com pessoas a ele coligadas ou interdependentes, a empresa vende um
bem de sua propriedade à empresa de leasing e simultaneamente o arrenda, esta
operação apenas esta disponível para pessoas jurídicas. Tais operações somente
podem ser contratadas na modalidade de arrendamento mercantil financeiro,
aplicando-se as mesmas condições pertinentes a tal modalidade de arrendamento. Os
bancos múltiplos com carteira de investimento, de desenvolvimento, de créditos
imobiliários, os bancos de investimento, os bancos de desenvolvimento, as caixas
económicas e as sociedades de crédito imobiliário também podem realizar estas
operações. Esta é uma maneira simples e rápida de uma empresa obter um capital de
giro de longo prazo vendendo um bem do seu activo, sem necessariamente perder o
uso do mesmo. Sua finalidade é liberar o capital de giro, que esteja financiando
activos imobilizados: a boa prática financeira ensina que activos de longo prazo de
maturação devem ser financiados com recursos de longo prazo, proporcionando
estabilidade e lucratividade às empresas.

11. A figura de garantias é relevante no mercado de crédito. Defina Garantias.


R: Garantia é a vinculação de um bem ou de uma responsabilidade conversível
em numerários que assegure a liquidez de um empréstimo, com a finalidade de
evitar situações imprevisíveis, ocorridas após o acto da concessão, inviabilizem
a integral liquidação do empréstimo.

12. As garantias compreendem: garantias pessoais e reais. Debruce-se


exaustivamente de cada uma delas indicando os subtipos.
R: As garantias pessoais são aquelas nas quais as pessoas físicas ou jurídicas
assumem, como avalistas ou fiadores, a obrigação de honrar os compromissos
referentes a operação de crédito. São elas:
 Aval – é a promessa que alguém faz de cumprir obrigação de terceiros realizada
através de um título de crédito, se o obrigado não vier a cumprir. O avalista é quem
concede o aval, sendo que o avalizado é a pessoa que recebe o aval. Não existe aval
em contrato, somente em títulos de crédito. Sendo o aval uma garantia pessoal, deve
ser aceita, desde que possa constatar sua capacidade económica e financeira e sua
idoneidade moral, além de capacidade jurídica, pois o avalista responde pelo título
como um todo. No caso de operação garantida por aval é importante observar que,
quando prestado por pessoas casadas compromete o património do casal, portanto é
recomendável que se tome também o aval do cônjuge;
 Fiança – é uma garantia cujo fiador, seja pessoa física ou jurídica, se constitui como
principal responsável pelo pagamento das obrigações assumidas pelo afiançado,
pessoa física ou jurídica, caso esta não cumpra as obrigações contratadas. À
semelhança do aval, na fiança prestada por pessoa física, é importante a outorga
uxória, isto, a assinatura do cônjuge do contratante, a fim de coobrigar a
responsabilidade pelo contrato. A fiança é uma garantia contratual e não cambial, o
que significa que é uma garantia sempre dada em contratos.

As garantias reais, são bens ou direitos de recebimentos dados em garantia de


obrigações relativas à operações de crédito. São elas:
 Alienação fiduciária – contrato no qual o devedor transfere ao credor a propriedade
de bens móveis para garantir pagamento de dívida com a condição de tornar a ter
propriedade de bem, quando liquidar a dívida. A principal característica deste tipo
de garantia, é que a instituição financeira passa a ter o domínio e a posse indirecta
do bem alienado fiduciariamente,enquanto o cliente mantém a posse directa, porém
não podendo desfazer do bem. Existem bens que necessitam de registo em órgão,
cartório, etc. No caso de veículos automotores, a alienação deve constar na
documentação do veículo e a informação deve ser prestada ao órgão de trânsito
competente. Para outros tipos de bem, como máquinas e equipamentos, deverá
constar no original da nota fiscal ou recibo de compra e venda a expressão “Bem
alienado fiduciariamente ao Banco”. Uma segurança maior em relação a esta arantia
pode ser obtida se o bem estiver segurado;
 Caução – depósito de títulos ou valores efectuados para o credor, visando garantir o
cumprimento de obrigação assumida, é essencial que haja entrega dos títulos para
caracterizar este tipo de garantia. Os direitos cedidos podem ser: penhor, hipoteca,
depósito em dinheiro, valores e títulos;
 Hipoteca – garantia baseada no direito real sobre bens imóveis, embarcações ou
aeronaves, de forma a assegurar o pagamento da dívida, sem que exista a
transferência da posse do bem ao credor. É uma garantia normalmente utilizada para
operações de longo prazo, tendo como objectivo dar segurança ao banco ao ter bens
imóveis garantindo a operação de crédito. A principal característica desta garantia é
estar registada em cartório de registo de imóveis, em primeiro grau e sem
concorrência de terceiros, pois se não houver registo, não existe hipoteca. Após a
liquidação da dívida, a hipoteca será liberada e deve ocorrer o cancelamento junto
ao cartório. Há que considerar a liquidez do bem recebido em hipoteca, pois em caso
de inadimplência e no caso da venda desta garantia, este bem somente atrairá
interessados se apresentar valor económico. Assim o valor do bem deve ser
compatível com o risco assumido, principal somado aos encargos, que ele garante
hipotecariamente, durante o período integral da operação.

13. Debruce-se objectivamente sobre a importância da Análise de crédito.


R: A análise de crédito é uma das ferramentas indispensáveis para uma boa decisão
de crédito. Consiste em um estudo da situação global de um devedor em
perspectiva, visando a elaboração de um parecer que retrate, de forma clara e
objectiva, o desempenho económico-financeiro do mesmo. Contudo, deve-se ficar
atento ao facto de ser difícil mensurar a confiança e o risco de crédito, o credor deve
ter subsídios para traduzir o risco em valores numéricos, podendo dividir o crédito
em linhas de crédito, o risco pode ser traduzido em valores, porém a confiança por
ser um conceito subjectivo, não, portanto, sempre sujeito a interpretação pessoal do
analista. A análise de crédito envolve a habilidade de construir uma decisão de
crédito, dentro de um cenário de incertezas e constantes mutuações e informações
incompletas. Esta habilidade depende da capacidade de analisar situações.
Portanto, a análise de crédito consiste em atribuir valores à um conjunto de factores
que permitam a emissão de um parecer sobre determinada operação de crédito.
O objectivo da análise de crédito é o de identificar os riscos nas situações de
empréstimo, evidenciar conclusões quanto quanto à capacidade de pagamento do
tomador e fazer recomendações relativas à melhor estruturação e tipo de empréstimo
a conceder.

14. Identifique e debruce-se exaustivamente sobre os indicadores de decisão de


crédito.
 Carácter – refere-se a intenção, a determinação, a vontade que o tomador de crédito
tem em honrar uma operação. É o elemento básico para a decisão e concessão de
crédito e é um dos critérios mais difíceis de serem analisados. Nesta fase, busca-se
avaliar, através de comportamento ou postura evidenciados na vida pessoa ou
profissional, a imagem que o cliente transmite junto às pessoas com as quais
convive ou negocia. A perspectiva é que o comportamento pessoal se repita na
administração do crédito. A busca de informações em empresas especializadas e
contactos com outras instituições credoras, constituem-se importantes fontes de
informações externas que contribuem fortemente com informações sobre a
idoneidade do postulante ao crédito.

 Capacidade – é a capacidade de pagamento de um cliente de honrar suas dívidas e


obrigações, bem como a habilidade ou competência de administrar seu património.
Compreende a avaliação quantitativa do negócio, com vistas a analisar o grau de
risco da operação de crédito, sob o ponto de vista económico-financeiro do cliente.
Deve fornecer informações que possibilitem avaliar a necessidade de negócio e se as
receitas e despesas permitem o cumprimento das obrigações assumidas. Busca-se
informações quanto à habilidade do cliente na sua capacidade de geração de receitas
para fazer frente ao encargo assumido.

 Capital – factor de grande importância na análise de crédito, pois refere-se a


situação económica, financeira e patrimonial do cliente. Analisa-se sua fonte de
recursos e bens que podem ser utilizados para honrar suas dívidas. A principal fonte
informações é a declaração do imposto de renda.

 Colateral – são as garantias, ou seja, é uma segurança adicional à operação de


crédito dada pelo tomador para aumentar o grau de segurança do negócio e muitas
vezes para fortalecer algum dos outros factores da análise. Contudo, não é salutar
utilizar garantias para fortalecer uma proposta de um tomador que apresente
restrições em relação seu carácter e possua uma capacidade de pagamento inferior a
desejada pelo credor. Está associado com a análise de riqueza patrimonial e
contribuirá para um maior comprometimento do cliente para honrar com os
compromissos assumidos.

 Condições – na análise de crédito são os factores externos e macroeconómicos, que,


muitas vezes imprevisíveis, não são controláveis pelo cliente. Mudanças no
ambiente macroeconómico podem afectar positivamente ou negativamente a
situação em que se encontra. Busca-se analisar o impacto destes factores sobre a
fonte de recursos do cliente, procurando identificar e medir como isso influenciará
no retorno do negócio efectuado.